sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mercado do boi gordo segue firme sem grandes alterações

Mercado firme, sem grandes alterações.
Em São Paulo o preço referência está em R$85,00/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios ocorrendo por R$1,00/@ acima deste valor. Para o pagamento à vista a referência é R$84,00/@, livre de imposto.

As escalas de abate atendem cerca de 3 dias para os frigoríficos que dependem de animais de São Paulo. Frigoríficos que compram animais fora do estado estão com programações um pouco melhores.
No Noroeste do Paraná a oferta é escassa. Com isto, aumenta a demanda por fêmeas para completar as escalas, o que as valoriza. Hoje a vaca gorda para abate é negociada por R$77,00/@, à vista, livre de imposto.
Com o aumento nos preços os frigoríficos no Sudeste do Mato Grosso melhoraram um pouco as compras, mas não há excesso de oferta.
No mercado atacadista com osso houve ligeira melhora na oferta e recuo nos preços do traseiro, mas alta para a ponta de agulha, bem demandada.

Clique aqui e veja as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

MS está prestes a obter o status de área livre de febre aftosa com vacinação


Mato Grosso do Sul está prestes a obter o status de área livre de febre aftosa com vacinação, acredita o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. Segundo o dirigente, o fato do Ministério da Agricultura ter solicitado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o fim das obrigações e restrições impostas aos produtores da Zona de Alta Vigilância (ZAV) demonstra que as medidas adotadas pelos criadores foram eficientes no sentido de garantir o status sanitário da carne produzida na região. A expectativa é que a condição seja atingida já em setembro.
Criada em 2008 e abrangendo uma faixa de 15 quilômetros de largura ao longo de 1.000 quilômetros de fronteira com Bolívia e Paraguai, a ZAV deve deixar de ter a classificação “risco médio” para ser considerada área livre de aftosa com vacinação. O presidente da Comissão da CNA afirma que a conquista decorre das rigorosas medidas adotada na região, que passou por todas as auditorias com transparência e atinge hoje as condições previstas nas normas internacionais para a criação de gado sadio.
A Zona de Alta Vigilância foi criada a partir da ocorrência de casos de febre aftosa em uma área de 750 quilômetros de fronteira com o Paraguai. “Atualmente, a carne in natura produzida na ZAV não pode ser exportada, o que impactou na economia de vários municípios da região pantaneira. A mudança desse status vai beneficiar produtores e a economia de Mato Grosso do Sul”, enfatiza Nogueira.
Ao receber o status de área livre da febre aftosa, Mato Grosso do Sul entra na disputa para voltar a ser o maior exportador de carne bovina, como em 2005. Porém, atendendo as atuais normas, até setembro os produtores da região ainda terão a obrigação de transportar animais em caminhões lacrados, em rotas pré-determinadas nas guias de trânsito animal (GTA’s). Além disso, é necessária a relação individual de animais e quarentena para trânsito de gado magro para fora da ZAV. (Com informações da Famasul / Sato Comunicação)

FONTE: Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Rossi: solução para embargo dos EUA à carne está próxima

GUSTAVO PORTO Agência Estado

RIBEIRÃO PRETO, SP - O embargo dos Estados Unidos à carne bovina processada brasileira, que já dura mais de dois meses, "está muito próximo de uma solução", na avaliação do ministro da Agricultura, Wagner Rossi. De acordo com ele, a implantação do plano de ação do governo brasileiro para resolver os problemas de alta concentração do vermífugo ivermectina em amostras exportadas deve ser finalizado na próxima semana.
"Estamos coletando análises, vamos apresentar o primeiro conjunto de resultados na próxima semana e, em 15 dias, com os resultados reiterados, poderemos mostrar que o plano está tendo eficiência", disse o ministro. "Se isso ocorrer, eles naturalmente liberarão", completou Rossi, que considerou "natural" a exigência feita pelos norte-americanos para a suspensão do embargo. "É
natural que qualquer comprador queira, em função das circunstâncias, que o plano tenha efeito".

FONTE: ESTADÃO

Desde hoy la faena de frigoríficos será cuotificada y administrada por Guillermo Moreno

Durante la reunión de "la escuelita", los frigoríficos "acordaron" que la faena sea cuotificada para garantizar que todas las plantas puedan trabajar y evitar conflictos con el personal. También se eliminaron las baratas de carne.
A partir de ahora, por decisión del secretario de Comercio Interior Guillermo Moreno, la faena de hacienda bovina será cuotificada para garantizar las fuentes laborales de las plantas frigoríficas.
Según informó Moreno esta mañana, en la tradicional reunión que mantiene los viernes con empresarios del sector cárnico (“la escuelita”), la cuotificación la administrarán los propios frigoríficos con la supervisión de la Secretaría de Comercio que realizará un chequeo diario y semanal del nivel de faena en cada planta.
La decisión, anunciada por Moreno como un "acuerdo" entre los empresarios exportadores y consumeros, generó el rechazo unánime de los representantes de las carnicerías, que aseguraron que esta metodología puede disparar el precio de la carne en el mercado interno.
Los carniceros señalaron que en 1972 se llevó adelante una decisión similar, provocando que los frigoríficos pidieran mayores valores por kilo grancho con el objetivo de asegurar la mercadería.
Si bien serán las propias empresas las que lleven adelante el desarrollo de la cuotificación de manera tal que ninguna empresa se quede sin faenar todos los días, será el propio Moreno el que tenga la última palabra en cuanto a las exportaciones, ya que, de acuerdo a la faena de cada empresa exportadora, el funcionario determinará cuánto es lo que podrá exportar mensualmente.
Asímismo durante el encuentro de hoy, y ante la queja de los empresarios frigoríficos que aseguran que es imposible conseguir hacienda a bajos valores para cumplir con los trece cortes populares, el funcionario cedió y aceptó que las “llamadas baratas de carne” dejen de existir a partir de la semana próxima (fecha indicada para el comienzo de la cuotificación de la faena).

Gustavo Malem
FONTE: INFOCAMPO

Preços do boi gordo seguem em expansão


A oferta escassa e as escalas curtas aumentaram os preços pagos pelo boi gordo em São Paulo. As escalas atendem cerca de 3 dias, com alguns casos de programações melhores. As vendas de carne têm crescido e o mercado está enxuto. De acordo com a Scot Consultoria, o preço referência no estado está em R$ 85,00 por arroba a prazo, livre de imposto, alta de 11,5% em relação ao início do ano. Existem negócios acontecendo em até R$ 86 por arroba, nas mesmas condições.
Os animais negociados a termo e a saída de animais de confinamento não suplantam a demanda e mantém a firmeza do mercado, tanto em São Paulo como nas praças vizinhas, ainda de acordo com a Scot. Em Três Lagoas (MS) houve aumento no preço do boi gordo. Os negócios ocorrem em R$ 80,50 por arroba, a prazo, livre de imposto.
Mesmo com o aumento nos preços da arroba ocorrido nos últimos dias, a oferta não evoluiu. Existem poucos animais disponíveis para negócios. No sul da Bahia, a arroba teve alta pelo segundo dia, e já acumula valorização de R$ 2 durante a semana.
FONTE: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Nova tecnologia de melhoramento para bovinos

Os pecuaristas brasileiros terão acesso a uma nova tecnologia de melhoramento genético desenvolvida em pesquisas nos Estados Unidos. Em parceria com 300 cientistas de 25 países, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conduz testes com 3 mil animais nacionais para "tropicalizar" e oferecer a nova técnica a partir de meados de 2011.
O segredo desvendado pelos pesquisadores está na ampliação da "leitura" das chamadas "páginas" (pontos) do mapa genético de 17 raças bovinas de corte e de leite. A técnica antiga permitia "ler" até 150 páginas. Agora, serão 777 mil páginas de uma vez. "Hoje, e pelos próximos três anos, essa será a fronteira das ferramentas genômicas em programas de melhoramento genético", diz o zootecnista Marcos Vinicius Barbosa da Silva, da Embrapa Gado de Leite.
Em conjunto com outros nove pesquisadores americanos, o doutor em bioinformática recebeu o maior prêmio anual do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o "Honor Awards", pelos resultados práticos da tecnologia.
A nova ferramenta, disponível nos EUA desde 2009, permitirá identificar e selecionar genes com características específicas, como qualidade e produtividade, de maneira mais rápida, eficiente, ampla e barata. A tecnologia baixará o custo do melhoramento genético de US$ 50 mil para US$ 200 por operação. E o tempo dos testes cairá de sete anos para sete dias. O "mapa" bovino deve gerar novos produtos a partir da seleção de genes especiais que conferem maciez, sabor, coloração e quantidade de gordura e ácidos graxos.
Também ajudará a aumentar a resistência dos animais a doenças e parasitas, como a mastite (inflamação da mama), carrapatos ou vermes, que afetam o desempenho do gado. E os ganhos econômicos são promissores. "Os EUA gastam US$ 2 bilhões por ano com vermífugos", diz Silva. "Se a gente identificar o gene resistente ao endoparasita, vamos gastar muito menos e teremos impacto ambiental muito menor, além de melhorar o produto e a qualidade".
As pesquisas duraram seis anos e a parceria nacional inclui a colaboração entre Embrapa, USP e Unesp para desvendar os genomas do gado nelore e gir leiteiro. A ferramenta poderá ser aplicada ainda ao sistema de rastreamento e identificação individual do rebanho bovino brasileiro, já que tem alta precisão tecnológica e baixo custo.
Ao construir o mapa genético bovino, os cientistas descobriram características de cinco mil gerações da espécie. Os resultados mostraram a redução do tamanho efetivo das raças, cujo total soma hoje 800 tipos. A redução foi provocada pela domesticação da espécie ocorrida há oito ou dez mil anos. Também contribuíram a formação de raças e a intensa seleção para produção de carne e leite.
As descobertas também podem ajudar no avanço do estudo de doenças humanas. A alta resistência dos bovinos a micro-organismos contidos em seu rúmen pode ser uma chave para as pesquisas sobre aumento da imunidade em seres humanos. Há questões sobre metabolismo, lactação e digestão incluídas nessas pesquisas, patrocinadas por instituições dos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Noruega, França e Reino Unido.

FONTE: Valor Econômico
Autor: Mauro Zanatta, de Brasília

Vendas aquecidas e preço do boi em alta fazem cotação da carne subir

O mercado de carne bovina está em alta.
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a carne sem osso ficou, em média, 3,5% mais cara no atacado durante a semana.
Destaque para os cortes de traseiro, com valorização média de 4%. A picanha e a alcatra estão entre os cortes com maior alta de preços, 6% e 8%, respectivamente.
A proximidade com o dia dos pais faz aumentar a demanda por cortes tipo grill.
De forma geral, as vendas estão crescendo, as exportações batendo recordes e o mercado está enxuto já que a oferta de gado no estado é bem pequena.
Além disso, com a arroba do boi gordo em alta aumenta a pressão sobre as cotações da carne no atacado.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Embargo de frigoríficos gera celeuma em MT


A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) divulgou ontem carta contra o embargo dos frigoríficos Marfrig e JBS a propriedades rurais com suspeitas de irregularidades ambientais. Segundo a Acrimat, os frigoríficos extrapolaram "os limites da lei" e assumiram "prerrogativas dos órgãos públicos" ao monitorar e embargar fazendas.

A decisão foi motivada após pecuaristas receberem comunicados dos frigoríficos sobre a interrupção das compras. Sob pressão pública e do Ministério Público, Marfrig, JBS e Minerva anunciaram no mês passado que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas em terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia.

Além disso, outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, estão em estado de "averiguação" pelos frigoríficos - casos em que ainda há dúvidas sobre a ilegalidade. As empresas declararam também ter um ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas.

Esses embargos correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelo setor da pecuária com o Greenpeace para desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear as fazendas de seus fornecedores diretos.

Em um dos comunicados, obtido pelo Valor, a Marfrig alerta uma fazenda mato-grossense sobre um novo foco de desmatamento identificado a cerca de cinco quilômetros da propriedade. O frigorífico faz três exigências: a apresentação da matrícula da propriedade, do mapa ou georrefenciamento da propriedade e a permissão para inspeção e coleta dos pontos georreferenciados por equipe designada pelo frigorífico. O comunicado alerta que a parceria comercial será interrompida se os documentos não forem entregues em 60 dias.

"Está ocorrendo uma inversão de valores. Eles querem atribuições que não são deles", diz Luciano Vacari, superintendente da Acrimat. "Isso não pode ser feito como estão fazendo. Se a propriedade estivesse embargada pelo Ibama, tudo bem. Mas não é o caso". Segundo ele, a assessoria jurídica da Acrimat analisará a legalidade da ação dos frigoríficos.

Em nota, a Marfrig informou que "tem o compromisso com a sustentabilidade e com a preservação do ambiente e, para tanto, reserva-se ao direito de adquirir matéria-prima de fornecedores alinhados com esse compromisso". A JBS afirmou, por sua vez, que "a sustentabilidade é um valor fundamental" na empresa e "com o objetivo de atender a esses princípios, possui um controle na aquisição de gado" bovino.

A Acrimat alega que os produtores embargados no Mato Grosso não desmataram ilegalmente. E que, de qualquer forma, o Estado já tem um programa de regularização ambiental que dá o prazo até o fim do ano para que as propriedades se adequem. "O Marfrig e a JBS não têm mais poder que a lei estadual", diz Vacari.

Em vigor há oito meses, o MT Legal conta com a adesão só de 2% das propriedades. Segundo Vacari, isso se deve ao impasse no Código Florestal brasileiro. "Ninguém vai agir enquanto não tiver uma definição nacional", diz ele.


FONTE: Valor Econômico
Autor: Bettina Barros, de São Paulo

Geração de empregos na pecuária

A Scot Consultoria realizou recentemente um estudo para mensurar a quantidade de empregos gerados nas fazendas de pecuária do Brasil.
A estimativa de empregos diretos nas fazendas foi feita com base na quantidade de propriedades rurais com bovinos de corte divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi considero um emprego direto para cada estabelecimento (cargo definido como o responsável pelo estabelecimento de pecuária de corte, seja o proprietário ou encarregado para este fim), além dos vaqueiros.
O número de vaqueiros foi estimado com base na relação média, de um vaqueiro para cada 700 bovinos. Um valor subestimado para a realidade brasileira.
Com isso, as fazendas de pecuária no Brasil empregam cerca de 2,95 milhões de pessoas.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ATENÇÃO: ESTAMOS COMPRANDO NOVILHOS

SOMENTE EUROPEUS
ACIMA DE 380 Kg
MÁXIMO 4 DENTES

TRATAR COM LUND PELOS TELEFONES 8111.3550 OU 9994.1513

ATENÇÃO: ESTAMOS COMPRANDO TERNEIROS

- EUROPEUS
- PESO MÉDIO 160 A 200 KG
- MACHOS
- INTEIROS OU CASTRADOS

ATENÇÃO




CASARÃO REMATES - PELOTAS

Médias do leilão, dia 04 de agosto em Pelotas


Leilão realizado nesta ultima quarta feira, dia 04 de agosto na Rural de Pelotas.

* Vacas de Invernar 715,00

* Vacas Preparadas 996,00

* Novilhos 1,5 anos 693,00

* Novilhos 2,5 anos 935,00

* Terneiros 441,00

* Terneiras 376,00


FONTE: CASARÃO REMATES

RESULTADOS DE REMATE NO URUGUAI




PREÇOS EM DOLARES

DATA 04.08.2010
Resultados
REMATE No.45
CategoríaMínimoMáximoPromedio
Novillos 1 a 2 años1,521,801,69
Novillos 2 a 3 años1,501,641,56
Novillos de 1 a 2 Holando1,291,291,29
Novillos de 2 a 3 Holando1,201,241,22
Novillos más de 3 años1,551,601,59
Piezas de Cría283,00290,00286,50
Terneras1,421,631,51
Terneros1,702,081,86
Terneros / as1,451,551,50
Terneros Holando1,451,451,45
Vacas de invernada1,151,311,24
Vacas preñadas480,00560,00504,00
Vaquillonas de 1 a 2 años1,351,421,39
Vaquillonas preñadas462,00525,00495,00
Vaquillonas sin servicio1,281,341,31
Vientres entorados420,00491,00456,00

FONTE: LOTE 21

Alto porcentaje de colocación en remate de Lote 21

El resultado remate fue satisfactorio sostuvo Rafael Dutra, integrante del escritorio Dutra Hermanos. Escuche el audio

ESCUCHE EL AUDIO: http://www.observa.com.uy/agro/nota.aspx?id=100432&ex=18&ar=1&fi=8&sec=18
Por Martín Olaverry, especial para Observa

Con un alto porcentaje de colocación se cumplió la 45ª. Edición del remate Lote 21, en el que fueron ofertadas 6.000 cabezas de ganado. Unos pocos lotes de novillos no se colocaron porque las ofertas no colmaron las expectativas de sus dueños.
El resultado remate fue satisfactorio sostuvo Rafael Dutra, integrante del escritorio Dutra Hermanos.
“Fue un remate que arrancó muy fluido, sobre todo para la categoría de terneros, y más trancado para el novillo de 1 a 2 años, no solo por el mercado sino porque los vendedores pretendían bases superiores a lo que la demanda estaba dispuesta a pagar”, sostuvo Dutra.
Señaló que en el estancamiento del mercado incide el intenso frío y la decisión de la industria de frenar la suba de los valores de los ganados gordos.
En el caso de los terneros el promedio fue de US$ 1,86, superior al último remate.
Solo algunos lotes de novillos no fueron colocados, el resto fue comercializado.

RESULTADO: terneros: 2,08 dólares máximo, 1,70 dólares mínimo y 1,86 dólares promedio; terneros Holando: 1,45; novillos de 1 a 2 años: 1,80, 1,52 y 1,693; novillos de 1 a 2 años Holando: 1,29; novillos 2 a 3 años: 1,64, 1,50 y 1,56; novillos de 2 a 3 años Holando: 1,24, 1,20 y 1,30; novillos más de 3 años: 1,60, 1,55 y 1,59; vacas de invernada: 1,31, 1,15 y 1,24; terneras: 1,63, 1,05 y 1,46; terneros/as: vaquillonas de 1 a 2 años: 1,42, 1,35 y 1,39; vaquillonas sin servicio: 1,34, 1,28 y 1,315; vaquillonas preñadas: 525, 462 y 495; vacas preñadas: 560, 480 y 504; vientres entorados: 491, 420 y 456; piezas de cría: 291, 268 y 286.

FONTE: OBSERVA

Mercado do boi gordo segue muito firme

O mercado do boi gordo segue muito firme.
A maioria dos frigoríficos de São Paulo precisam comprar animais para abater já no início da próxima semana.
As vendas de carne têm crescido e o mercado está enxuto.
Mesmo com o aumento nos preços da arroba ocorrido nos últimos dias, a oferta não evoluiu. Existem poucos animais disponíveis para negócios.
A urgência para ampliar as programações de abate fez muitas empresas paulistas aumentarem a pressão de compra no Mato Grosso do Sul e, com isto, os preços de referência, em todas as praças sulmatogrossenses, subiram para R$80,00/@, à vista, e R$81,00/@, a prazo, livres de funrural.
No Sul da Bahia, a arroba teve alta pelo segundo dia consecutivo, e já acumula valorização de R$2,00 durante a semana. Assim como na maioria das praças pecuárias, está difícil comprar animais na região.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços estão estáveis, embora o volume de vendas tenha crescido, principalmente para cortes de dianteiro.

Clique aqui e veja as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

RS: projeto prevê taxar carne e leite de outros estados

Verba seria revertida ao Fundesa para incrementar defesa sanitária
Porto Alegre/RS
O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa) pode ganhar em breve mais uma fonte de recursos. Um projeto de lei proposto pelo coordenador da Frente Parlamentar para o Agronegócio da Assembleia Legislativa, deputado Jerônimo Goergen (PP), sugere que alimentos de origem animal, como leite e carne de gado, aves e suínos, que ingressarem no Rio Grande do Sul, oriundos de outros países ou estados, paguem uma taxa que será revertida para o fundo.
Além de fomentar o Fundesa, cujo principal objetivo é fortalecer o controle sanitário no Estado, a iniciativa visa a promover também a melhoria dos padrões de qualidade alimentar e assegurar saúde pública e competitividade de mercado. "É muito justo que se estabeleça essa taxa para os produtos que vêm de fora, uma vez que os beneficiados também devem pagar uma tarifa para o fundo. Essa medida nivela a competitividade", disse o diretor da Farsul e coordenador do conselho técnico operacional da pecuária de corte do Fundesa, Fernando Adauto.
Goergen acrescentou que a proposta vem ao encontro da retomada dos debates sobre a retirada da vacina contra a febre aftosa. "Com essa taxa, vamos fomentar o Fundesa, que tem 50% da verba destinada ao fortalecimento da sanidade do rebanho gaúcho, com ações de fiscalização de fronteiras e treinamento", disse o parlamentar. A previsão é de que o projeto de lei seja votado até novembro. A taxa varia de produto para produto e será recolhida proporcionalmente aos valores cobrados no Estado.
No caso da pecuária de corte, a taxa é de cerca de R$ 0,60 por cabeça. O dirigente lembra que, através do fundo, criado em 2006 e que conta hoje com cerca de R$ 17 milhões em caixa, foi investido R$ 1 milhão para acelerar o processo de informatização das inspetorias veterinárias do Estado.

Ana Esteves
Fonte: Jornal do Comércio

Vaca clonada gerou mais de uma centena de bezerros no Reino Unido

Anúncio veio depois de denúncia que carne de vaca clonada foi vendida para consumo sem autorização do governo
Uma vaca clonada, cuja descendência já entrou na cadeia alimentar da Grã-Bretanha, pode ter gerado mais de uma centena de descendentes nesse país, informou nesta quinta-feira (5/08) o Holstein UK, organismo que registra o pedigree dos bovinos, em um comunicado publicado em seu site.
Três vacas nascidas de um clone americano teriam gerado 97 bezerros, segundo o Holstein UK.
O organismo publicou esta informação depois que a Agência de Segurança Alimentar da Grã-Bretanha (FSA) anunciou, na véspera, que a carne de um bovino de corte nascido de uma vaca clonada foi vendida para consumo, o que provocou preocupação sobre os efeitos que alimentos provenientes de clone poderiam ter sobre a saúde humana.
Segundo a regulamentação europeia, os produtos alimentícios, incluindo o leite, provenientes de animais clonados devem ser submetidos a controles e obter autorização para poder ingressar no mercado. A FSA precisou que nunca deu autorização ou recebeu pedidos correspondentes.
Os especialistas, no entanto, não acreditam que esse tipo de produto representam um risco para a saúde.
A FSA indicou que rastreou todos os bezerros nascidos na Grã-Bretanha provenientes de oito embriões de uma vaca clonada nos Estados Unidos, dos quais dois morreram quando chegaram a um mês de vida. A carne de dois bezerros , Dundee Paratrooper e Parable, entraram, respectivamente, em 2010 e em 2009, na cadeia alimentar.

FONTE: ÚLTIMO SEGUNDO

Boi/CEPEA: Indicador volta ao patamar de dezembro/08


Os preços do boi gordo seguiram em alta em praticamente todas as praças pesquisadas pelo Cepea. A oferta de animais prontos para abate bastante enxuta seguiu impulsionando as cotações. Entre 28 de julho e 4 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu 0,94% e fechou a R$ 86,29 nessa quarta-feira – esse é o mesmo patamar observado em dezembro de 2008, em termos nominais. Segundo pesquisadores do Cepea, muitas unidades têm abatido volume abaixo da capacidade e/ou em dias intercalados. Assim, muitos compradores consultados pelo Cepea chegam a pagar os valores máximos do intervalo vigente – que são aqueles ofertados a prazo –, mas encurtando o prazo de pagamento ou até mesmo quitando à vista.

FONTE: Cepea/Esalq

Pecuarista de MS pode ser obrigado a manter bosque em área de pastagem

Projeto de lei visa obrigar propriedades rurais destinadas à pecuária a manterem bosques de árvores nativas ou exóticas. A intenção, segundo o autor da proposta, deputado estadual Pedro Kemp (PT), é proteger o rebanho e preservar o meio ambiente.
Como quantidade mínima da terra a ser colocado o bosque, o parlamentar estipula no texto 10% do total da área de pastagem.
De acordo com a proposta, fica determinado que o Poder Público, por meio de seu órgão competente garantirá a orientação técnica sobre a melhor espécie de árvore para a localidade e também a distribuição de mudas para o plantio.
O proprietário terá no máximo cinco anos para se adequar.
Nas justificativa, o deputado argumenta que dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), sobre junho, mostram que cerca de 2,9 mil cabeças de gado morreram por causa do frio.
As mortes foram causadas pela hipotermia (diminuição brusca da temperatura corporal), provocada, segundo os argumentos de Kemp, principalmente pela ausência de abrigo para os animais.
"Além de proteção ao gado nos dias de muito frio, a plantação em alguns trechos do pasto de árvores garantiria maior captura de gás carbônico da atmosfera para fazer fotossíntese, oferecendo também sombra para os animais descansarem e engordarem mais rápido", argumenta o deputado, segundo repassado por sua assessoria.

FONTE:Capital News
Autor: Marcelo Eduardo

Frigol critica concorrência desleal com ação do BNDES

O frigorífico paulista Frigol, que na sexta-feira (30) apresentou pedido de recuperação judicial, reclama da concorrência desigual, resultado do financiamento do BNDES aos grandes frigoríficos. Em comunicado, o Frigol aponta a dificuldade de obter financiamentos baratos para a produção, "enquanto os lucros das instituições financeiras batem recordes". "Some-se a tudo isso a política do governo federal em conceder recursos fartos e baratos via BNDES a três grandes grupos do setor, provocando uma concorrência desleal em prejuízo as pequenas e médias empresas do setor", diz a companhia.

FONTE: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Prazo para declarar ITR é reduzido

O Sindicato Rural de Guarapuava informa que a Receita Federal reduziu o prazo de entrega da declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) 2010. Através da Instrução Normativa 1058, de 26 de julho de 2010, o período de declaração será de 1º a 30 de setembro.
A declaração do ITR deve ser apresentada pela Internet. No Sindicato Rural de Guarapuava e Extensões de Base Candói e Cantagalo os colaboradores foram treinados pela Federação da
Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) para prestar o serviço aos produtores rurais. No ano passado, a entidade preencheu e entregou 662 declarações de ITR.
“Este ano, serão apenas 21 dias úteis para declarar. Por isso, o produtor rural deve ficar atento para não perder o prazo e ficar sujeito à multa”, alerta o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Luiz Werneck Botelho. Além da multa, quem não declara o imposto fica impedido de obter a Certidão Negativa de Débitos, documento indispensável para registro de compra ou venda de propriedade rural e para obtenção de financiamento agrícola.
Antes o prazo começava em agosto e se estendia até o final de setembro. “Isso ocorreu durante oito anos. A FAEP já se mobilizou visando a alteração do prazo. O ideal é que volte a ser como antes”, observa Luiz Antonio Finco, assistente do Departamento Técnico Sindical da FAEP.
A redução do período para declarar o imposto esbarra no prazo de outra declaração que deve ser feita ao IBAMA até o mês de setembro, o Ato Declaratório Ambiental (ADA), que visa a isenção do ITR. O ADA é obrigatório quando for lançada na declaração do ITR 2010, áreas de preservação permanente (mata ciliar), reserva legal averbada ou outras áreas de preservação ambiental.
Quem não declara o ADA fica sujeito a perder a isenção do ITR sobre essas áreas, que são enquadradas como aproveitáveis, mas não utilizadas, provocando um aumento do imposto.

Fonte: Sindicato Rural de Guarapuava

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Boi Gordo: preço sobe devido à oferta escassa e escalas curtas

A oferta escassa e escalas curtas, atendendo cerca de 3 dias, fizeram com que o preço do boi subisse em São Paulo. Hoje a referência para a negociação a prazo é R$85,00/@, livre de imposto.
Existem negócios ocorrendo em até R$86,00/@, nas mesmas condições. As fêmeas também se valorizaram e estão cotadas em R$81,00/@, a prazo, livres de imposto.
Os animais negociados a termo dão certa tranqüilidade a alguns frigoríficos, mas em casos pontuais.
De maneira geral, a demanda por animais nas praças vizinhas é grande e a oferta enxuta. Com a estratégia de trazer animais de outros estados, os frigoríficos que o fazem tentam segurar os preços em São Paulo.
A demanda dos frigoríficos paulistas valorizou os animais na região de Três Lagoas – MS, onde o boi gordo é negociado por R$80,50/@, a prazo, livre de imposto.
A oferta enxuta no Sul da Bahia causou reajuste e os animais são negociados por R$77,00/@, a prazo, livre de imposto.
No mercado atacadista de São Paulo os preços estão estáveis.

Clique aqui e veja as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Carne bovina é destaque da balança comercial em julho


A carne bovina brasileira teve um novo mês de bons resultados na balança comercial e alcançou um faturamento de 408 milhões de dólares em julho, um aumento de 54% sobre o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o faturamento das vendas externas de carne bovina já alcançam 2,25 bilhões de dólares, 37,4% acima do resultado do mesmo período do ano passado.
Nos 22 dias úteis de julho de 2010, as exportações totais brasileiras foram de US$ 17,674 bilhões (média diária de US$ 803,4 milhões) e as importações de US$ 16,316 bilhões (média diária de US$ 741,6 milhões). A corrente de comércio (soma das duas operações) totalizou US$ 33,990 bilhões (média diária de US$ 1,545 bilhão) e houve um superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 1,358 bilhão (média diária de US$ 61,7 milhões). Em relação a julho do ano passado, na comparação pela média diária (US$ 614,9 milhões), as exportações aumentaram 30,7% e as importações (média diária de USS 488,3 milhões), 51,9%. A média diária do saldo comercial (US$ 126,6 milhões) diminuiu 51,2% frente ao mesmo período.
FONTE: Redação BeefWorld

Socorro beneficiou sobretudo grandes

Os grandes frigoríficos ficaram com metade dos recursos da linha de crédito criada pelo governo em abril de 2009 para socorrer agroindústrias em dificuldades. Do orçamento global de R$ 10 bilhões, foram desembolsados R$ 6,4 bilhões até junho deste ano, informa o BNDES. E pouco mais da metade desse total foi emprestada por um agente financeiro, segundo fontes do governo. Dois frigoríficos, JBS e Marfrig, contrataram ao menos R$ 400 milhões do Programa de Crédito Rural Especial (Procer).
Os empréstimos dentro dessa linha de crédito tiveram problemas de operação. Primeiro, porque o risco das contratações eram majoritariamente dos bancos. Depois, porque houve atrasos no repasse dos recursos da linha pelo Tesouro Nacional e alguns bancos preferiram não emprestar pelo Procer.
A maior parte, em plena seca de crédito derivada da crise financeira global, preferiu oferecer linhas com juros de 15% a 20% ao ano aos seus clientes agroindustriais. O Procer oferecia dinheiro a 11,25% ao ano, além "spreads" (diferença de custos de captação e empréstimo) de 3% cobrados pelos bancos operadores e de 1% pelo BNDES.
"Durante a crise, até era bom negócio porque não tinha crédito em lugar nenhum. Mas depois do auge da crise, esse custo ficou alto demais e tirou o apetite de muitos frigoríficos", avalia um executivo de um banco operador.
À época, o governo estimava que ao menos 18 indústrias precisavam da linha para garantir capital de giro e reduzir sua exposição a riscos cambiais. De lá para cá, 10 frigoríficos arrendaram suas plantas ou pediram recuperação judicial, o que mostra ter havido um disgnóstico correto. "O que faltou mesmo foi o acesso aos recursos", constata o diretor de Controladoria do FrigoEstrela, Rubens Andrade Ribeiro Filho. "Os bancos reduziram o crédito, liquidamos posições de R$ 70 milhões que tínhamos, mas não tivemos mais acesso ao giro".
Ainda assim, os frigoríficos viam nesses recursos a melhor chance de evitar os impactos negativos da crise. "Era uma boa opção, mas os recursos não saíam", diz o dono do Frialto, Tadeu Paulo Bellincanta. O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, lembra que a linha poderia ter ajudado a garantir uma solução à falta de giro. "Era aquele o momento mais adequado de ajudar", diz o executivo. A linha previa dois anos para a quitação e até 12 meses de carência.
Mesmo com a tentativa do governo, as indústrias médias apontam a falta de um planejamento para o setor. "Não há política específica para esse frigoríficos", diz Salazar. O Ministério da Agricultura, porém, aponta modalidades de crédito ao pecuarista que, na ponta, ajudariam a indústria.
As linhas de crédito para retenção de matrizes e para estocagem de produtos como leite e carne seriam uma ajuda desconsiderada pelos frigoríficos. "Nosso foco maior está no produtor, mas a agroindústria também pode ser beneficiada", argumenta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães.

Fonte: Valor Econômico

Boi no RS registra maior aumento em 2010

Em uma comparação dos preços do boi gordo do início de 2010 até o presente momento, houve valorização em todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
Porém, esse aumento foi particularmente alto nas praças pecuárias do Rio Grande do Sul.
Enquanto a valorização do boi em São Paulo foi de 11%, no Rio Grande do Sul foi de 18%.
Atualmente, considerando a média das duas praças pesquisadas no estado e um rendimento de carcaça de 50%, a arroba está cotada em R$83,25, a prazo, para descontar o imposto. Em Pelotas, a cotação está em R$85,50/@, nas mesmas condições.
Um fator que explica essa situação é a baixa oferta de gado no estado, somada à concorrência com a exportação de gado vivo.
Considerando o período entre janeiro e junho, o estado exportou pouco mais de 17,4 mil cabeças de bovinos.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pecuarista precisa produzir o dobro para manter a receita da década de 1970

O boi gordo está cada mais valendo menos. Por se tratar de uma commodity, existe a tendência de aumento na produção e um valor menor por unidade, assim como qualquer outro produto com as mesmas características.

Com isto, o produtor terá que ser cada vez mais eficiente para conseguir se manter na atividade. Observe na figura 1 os preços do boi gordo em São Paulo desde a década de 1970, corrigidos pela inflação.



Segundo informações da Scot Consultoria, considerando a venda de 4@ de boi gordo por hectare, enquanto na década de 1970 o produtor recebia o equivalente a R$704,50, na década de 1980 a receita passou para R$665,25, na década de 1990 para R$378,00 e na década de 2000 a receita com a venda de 4@ passou para R$311,78. De 1970 para cá a receita diminuiu mais de 55%. Isso sem considerar os custos, que estão em trajetória ascendente desde então.

Atualmente o produtor em São Paulo recebe cerca de R$336,00 supondo que produza 4@ por hectare. Para alcançar a receita da década de 1970, por exemplo, o produtor precisaria produzir 8,4@ por hectare.

É a necessidade de produzir mais na mesma área para manter a receita e conseguir manter a atividade.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi em alta em São Paulo

O mercado do boi gordo está cada vez mais pressionado para cima em São Paulo.
A maioria dos frigoríficos do estado precisa de animais para completar as escalas de abate ainda desta semana.
As ofertas de compra ocorrem entre R$84,00 e R$85,00/@, a prazo, livre do funrural, no entanto, começam a existir ofertas de compra até R$2,00 acima destes valores.
Negócios em R$85,00/@, à vista também ocorreram.
O volume de animais terminados é realmente pequeno.
Os frigoríficos grandes completam suas escalas de abate com animais de confinamentos próprios, além de boiadas negociadas no mercado a termo.
Por outro lado, o que tem ajudado os frigoríficos paulistas são as vendas de carne no mercado interno, que têm crescido, e as exportações de carne bovina que vêm registrando recordes em volume.
A tendência é de mercado em alta em curto prazo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Expectativas para a pecuária australiana

A melhoria na cotação do gado nas principais regiões produtoras da Austrália em 2010 deve estimular a reconstrução do rebanho no país.
Segundo o MLA (Meat and Livestock Austrália), essa recomposição do rebanho deve ganhar ímpeto em 2010 e 2011, com a expectativa de atingir 28,4 milhões de cabeças em 2010, um crescimento de 1,5% em relação ao rebanho de 2009.
Ano passado houve crescimento de 0,3%.
A recuperação econômica dos EUA e Japão, juntamente com os baixos estoques mundiais de carne, devem aumentar a demanda pelo produto em 2011.
Ainda de acordo com o MLA, o cenário para as exportações de gado vivo ainda é incerto.
A demanda da Indonésia, principal comprador do gado vivo australiano, determinará o desempenho deste mercado.
Recentemente o país estabeleceu limite de 350kg de peso vivo para o gado exportado pela Austrália, o que de certa forma exigirá adaptações dos sistemas no país produtor.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos na Argentina trabalham com nível baixo de abate

A indústria frigorífica da Argentina está trabalhando com o nível mais baixo dos últimos 16 meses, segundo a consultoria argentina Blasina y Tardáguila Negocios Ganaderos.
A oferta de animais terminados está pequena e não há indícios de que a situação possa se reverter no médio prazo, já que também há pouca oferta de gado para a reposição.
Com isso, muitas indústrias deram férias a seus funcionários, outras estão trabalhando em poucos dias da semana e algumas, inclusive, fecharam as portas, pelo menos até que a situação melhore.
A expectativa, segundo a consultoria argentina, é que os abates se mantenham nos níveis mínimos (em torno de 30 mil cabeças semanais) até o final de agosto, quando é possível que ocorra uma recuperação.
A fim de comparação, o maior frigorífico brasileiro tem capacidade de abate instalada de cerca de 39 mil cabeças dia, cinco vezes mais que o abate atual da Argentina.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Argentina: Governo manterá restrições às exportações

O secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, disse que seguirá restringindo as permissões de exportações de cortes frescos bovinos, para obrigar os frigoríficos a comercializarem no mercado interno carnes a preços baixos.
Na última reunião que os representantes do setor frigorífico exportador tiveram com Moreno, disseram que, se as restrições e mantiverem, os fechamentos de plantas continuarão e milhares de postos de trabalho entrarão em uma zona de risco.
Após restringir as exportações em março passado, durante o mês de maio, Moreno se comprometeu a liberar uma cota exportável de cortes frescos bovinos de no mínimo 20.000 toneladas mensais. Porém, dados oficiais mostram que, em junho, foram exportadas menos de 8.000 toneladas de cortes frescos.
Moreno se mostrou inflexível, apesar das reclamações dos representantes do setor exportador, e exigiu que se cumpra com a entrega às cadeias de supermercados e açougues as meias-carcaças a valores subsidiados (pelas próprias empresas).
Desde o fim da semana passada, trabalhadores de frigoríficos de Buenos Aires e Santa Fé começaram a protestar, reclamando uma solução urgente para a crise que o setor está atravessando. Entre a extensa lista de empresas com problemas estão JBS, Top Meat, Frigorífico El Látigo e Frigorífico Pampa Natural, entre outros.

FONTE: Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Rússia: produtores sofrem com forte seca

Os produtores de bovinos da Rússia estão lutando para evitar um declínio nos números à medida que uma severa seca (com 16 regiões do país já declaradas como zonas de emergência pela seca) reduzindo as ofertas de alimentos.
O Governo local já ordenou que sejam elaboradas propostas para vendas subsidiadas de grãos estocados para os animais. Além disso, o Ministério da Agricultura da Rússia anunciou que as regiões golpeadas pela seca terão empréstimos a taxas preferenciais para assistir os produtores durante a crise. De acordo com o Ministério, mais de 40 bilhões de rublos (US$ 1,32 bilhão) já foram requisitados como assistência financeira.
A Rússia tentou reconstruir seu rebanho bovino nos últimos anos para se tornar auto-suficiente. Porém, apesar da seca, o setor não conseguiu atingir as metas do Governo, dependendo bastante das importações de carne bovina para abastecer o mercado doméstico, e da compra de animais no exterior, junto com uma tentativa de modernizar os centros de cria.
As importações de carne bovina da Rússia durante o ano fiscal até abril caíram em 11%, para 537.761 toneladas comparadas com o mesmo período de 2008-09, à medida que os importadores continuaram cautelosos no comércio após a crise financeira de 2008, além do fato de as menores ofertas da Argentina do Brasil terem afetado o comércio.

Em 30/07/10:
1 Rublo Russo = US$ 0,03312
30,1722 Rublo Russo = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

CNA e Cepea divulgam estudo Ativos da Pecuária

A alta dos preços da arroba do boi gordo tem favorecido os confinadores em 2010. Outro fator positivo é o recuo dos preços nominais da soja e do milho a patamares inferiores aos praticados no ano passado. A avaliação consta no estudo Ativos da Pecuária, divulgado ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).
O estudo mostra, no entanto, aumento nos preços da suplementação animal no acumulado do primeiro trimestre do ano, o que reforça a necessidade de controle de custos e da análise das condições de venda dos animais como forma de definir a melhor rentabilidade para o pecuarista. "Se considerados os preços de ajuste para a arroba do dia 30 de março, no mercado futuro, os melhores meses para a venda seriam outubro e dezembro", avalia a CNA.
Os dados que compõem o levantamento foram coletados em dez estados: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Todos os dez estados pesquisados apresentaram aumento nos custos. Goiás foi o Estado que mais influenciou, seguindo por Tocantins, Paraná e São Paulo. O preço da arroba também subiu. Em março, a alta foi de 0,72% e, no acumulado de janeiro a março, a alta foi de 4,85%, variações médias para o Brasil.

LEIA MAIS: http://www.beefpoint.com.br/cna-e-cepea-divulgam-estudo-ativos-da-pecuaria_noticia_64904_15_166_.aspx

FONTE: CNA, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Governo estuda campanha em favor da carne brasileira

O governo federal prepara uma campanha em favor da carne brasileira, depois de constatar que os vídeos divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a campanha "Carne Legal", estão sendo utilizados como instrumento protecionista pelos governos europeus, durante as negociações com autoridades comerciais brasileiras.
Lançada com o objetivo oficial de conscientizar a população sobre o consumo de produtos de origem bovina, a campanha é polêmica e foi questionada judicialmente pelos produtores, através da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
As imagens vinculam a carne nacional a fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro e, na avaliação dos ministérios do Desenvolvimento e Comércio, e da Agricultura, prestaram um desserviço ao comércio do país.
A menção aos vídeos ocorre no contexto do esforço do governo brasileiro de recuperar os índices de exportação para o mercado europeu, que despencaram, em 2009, em 85%. Embora mantenha a liderança mundial na exportação de carne, o País quer resgatar o cenário anterior à crise internacional que agravou o sentimento protecionista.
Os três vídeos que compõem a peça publicitária têm 30 segundos cada, com versões para rádio, que custaram R$ 208 mil, segundo o site Contas Abertas. Eles foram elaborados pela Fundação Padre Anchieta, que mantém contrato com o Ministério Público Federal para prestação de serviços audiovisuais para veiculação na TV Justiça.
Há ainda um documentário de 30 minutos, no valor de R$ 114 mil, também da Fundação Padre Anchieta, mais 200 mil folhetos explicativos para o consumidor, no valor de R$ 24 mil, e mil adesivos, no valor de R$ 2,2 mil. O total da campanha é de R$ 349.725,20, que a CNA pede na Justiça seja devolvido pelos procuradores responsáveis.

FONTE: O Estado de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Indicador volta a subir e é cotado a R$ 86,97/@

Nesta segunda-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 86,22/@, com valorização de R$ 0,24. O indicador a prazo teve alta de R$ 0,21, sendo cotado a R$ 86,97/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em baixa, com desvalorização em todos os vencimentos. Agosto/10 registrou retração de R$ 0,11, fechando a R$ 85,89/@. Os contratos que vencem em outubro/10 fecharam a R$ 86,87/@, com variação negativa de R$ 0,09.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 02/08/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



Segundo o Imea, os dados de abates do Indea em Mato Grosso referentes ao mês de junho indicam um volume abatido no Estado foi de 354 mil cabeças, apresentando uma queda de 9,5% em relação ao mês passado. Este recuo é explicado, dentre outros fatores, pelo fechamento de algumas plantas frigoríficas no mesmo período. Mesmo com esta queda vista de maio para junho, o abate no primeiro semestre de 2010 fechou em 2,23 milhões de cabeças, volume maior em 11,1% (223 mil cabeças) na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Esta variação aumenta quando se comparam apenas os abates de machos entre os primeiros semestres, com 1,41 milhão de cabeças abatidas este ano. O abate desses animais registrou incremento de 17,9%. Já as fêmeas obtiveram
obtiveram, neste primeiro semestre, um total de 820 mil cabeças, representando leve alta de 1%. Com esses números, o percentual de fêmeas abatidas em 2010 no Estado ficou em 37%.

O leitor do BeefPoint, Manoel Torres Filho, nos enviou o seguinte comentário, "mato gado amanhã cedo, negociei hoje (02/08/2010) a arroba do boi gordo a R$ 83,00 e a da vaca a R$ 80,00, a vista e livre de imposto". "A reposição continua lenta, com preços variando entre R$ 650,00 e R$ 700,00 para o bezerro nelore. A fêmea também com mercado calmo variando de R$ 500,00 a R$ 550,00. O boi magro aumentou um pouco a procura, mas com poucos negócios porque está muito caro em relação ao gordo, em torno de R$ 90,00/@", completa Torres.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 664,64/cabeça, com recuo de R$ 3,90. a relação de troca voltou a subir, ficando em 1:2,14.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,60 e o dianteiro a R$ 4,70. A cotação da ponta de agulha apresentou valorização de R$ 0,10, ficando em R$ 4,10. Assim o equivalente físico teve alta de 0,24%, sendo calculado em R$ 83,01/@. O spread (diferença) entre indicador e equivalente subiu para R$ 3,21/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Genética bovina de ponta em Uberaba

Evento reúne animais participantes dos dez principais programas de melhoramento genético do País
O Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), prepara-se novamente para receber a principal mostra dos programas de melhoramento genético bovino do País: a 3.ª ExpoGenética, que ocorre de 14 a 22 de agosto.
O evento é realizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e traz, este ano, zebuínos provados por dez programas de melhoramento genético do Brasil: PMGZ, PMGRN/ Nelore Brasil, Programas de Melhoramento da ANCP, Geneplus/Embrapa, Conexão Delta G, Paint/CRV Lagoa, Altaplus, Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite, Programa Nacional de Melhoramento Genético de Gir Leiteiro e Qualitas.
Tecnologia. Uma das atrações que prometem chamar a atenção dos participantes da ExpoGenética será a apresentação do programa denominado G-Tag, de marcadores moleculares desenvolvidos no Brasil pela Divisão de Genômica Bovina da Genoa em colaboração com o Centro de Genoma Bovino da Universidade de Alberta, do Canadá.
Durante a apresentação, marcada para o dia 18, será apresentado o programa de marcadores moleculares no rebanho nelore, que após cinco anos de pesquisas, gerou uma patente internacional que engloba 46 sequências do genoma bovino para a característica docilidade. A apresentação será feita pelo pesquisador Graham Plastow, da Universidade de Alberta, e pelo biólogo molecular da Genoa sobre G-Tag, Flavio Canavez.
Seleção de animais. As regras para se inscrever na 3.ª edição da ExpoGenética seguem os princípios básicos da edição anterior. Podem participar machos e fêmeas a partir de 8 meses na data base de 14 de agosto de 2010.
Os animais com aptidão para corte devem ser 20% superiores em avaliações genéticas em programa credenciado pelo Ministério da Agricultura. Os animais de aptidão leiteira devem ter avaliação genética positiva ou média de avaliação genética positiva dos pais em programa credenciado pelo ministério, nos mesmos critérios quanto ao ano de avaliação definido para o corte.

FONTE: Estadão

Frigoríficos pequenos reclamam de falta de apoio

Companhia menor considera-se preterida pelo BNDES
Arrastados pela crise financeira global de 2008 por falta de capital de giro e exposição à variação cambial, boa parte dos pequenos e médios frigoríficos reclama da falta de auxílio do governo e da política de "vencedores e perdedores" empreendida pelo BNDES no setor.
Mas os bancos que operam no segmento afirmam haver uma "clara tendência" de concentração. Alguns agentes até estimulam indústrias médias a vender o negócio antes de perder mais eficiência em cenário amplamente desfavorável a empresas sem capital e atuação cada vez mais global.
Considerando-se "preteridos" durante a operação de socorro ao setor, os frigoríficos afirmam ser obrigados a trabalhar alavancados em recursos de terceiros, além de ter margens apertadas e capacidade ociosa alta.
"Percebemos mais facilidades para uns grupos e menos para outros", diz o dono do Frialto, Tadeu Paulo Bellincanta. "Não houve boa vontade de operar conosco. Ficou patente a opção pela concentração". O Frialto, que deve R$ 564 milhões, mas faturava R$ 1,3 bilhão, pediu recuperação judicial em maio deste ano. Quatro de suas seis plantas estão paradas por falta de capital de giro. "Mas nosso patrimônio é maior que a dívida. Foi um "tropicão". Vamos sair dessa", diz Bellincanta.
O advogado Júlio Mandel, que representa o paulista Frigol, diz que a empresa pediu recuperação porque vinha enfrentando problemas de liquidez. "Eles tentaram recursos com o BNDES e com o Banco do Brasil, mas as propostas não foram aprovadas". A empresa tem unidades em Lençóis Paulista (SP), Água Azul do Norte (PA) e Pimenta Bueno (RO), e opera parcialmente. A dívida do Frigol, que fatura R$ 750 milhões, está na casa dos R$ 160 milhões.
Em março de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma ajuda aos frigoríficos. Não queria que as indústrias do setor repetissem o drama da multinacional Parmalat, cuja quebra provocou desarranjo no setor lácteo, prejudicando pequenos produtores. Uma linha de R$ 10 bilhões foi criada para garantir capital de giro em um momento de retração de crédito e forte aversão a riscos.
Mas os frigoríficos médios ficaram de fora dos benefícios. Seja porque o custo do crédito era muito elevado (11,25% ao ano) ou porque as exigências de garantias reais estavam acima da capacidade do segmento. "O governo não tem uma política de apoio a esse segmento", aponta o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. "O auxílio que chegou não pôde ser acessado".
No governo, avalia-se como correta a política do BNDES. Muitos desses frigoríficos médios têm gestão antiga, instalações velhas e são bastante endividados, apontam fontes. Como o setor exige muito capital, escala, logística e gestão profissional, algumas empresas estariam "fragilizadas" para receber novos aportes.
Para essas fontes, a fusão da Perdigão e Sadia na Brasil Foods pode gerar novos negócios. "Um frigorífico de nicho pode surgir de mercados onde a BRF deixará de atuar", avalia um executivo. A americana Tyson Foods, única estrangeira grande no Brasil, também poderia ser beneficiada nesse novo momento do setor, pós-julgamento da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O cenário ainda é nebuloso no setor e alguns analistas avaliam que mais frigoríficos de porte médio podem pedir recuperação judicial. Uma das razões é que enfrentam forte concorrência na compra da escassa matéria-prima e na venda da carne.
Para algumas empresas, a situação começa a se normalizar. "Fomos lá no BNDES durante a crise, mas disseram que já tinham dado muito dinheiro para frigoríficos", relembra o diretor de Controladoria do FrigoEstrela, Rubens Andrade Ribeiro Filho. O frigorífico, que deve R$ 188,4 milhões, está em recuperação desde novembro de 2008. Dos três mil funcionários, sobrou metade. "Mas já voltamos a 2,2 mil. Agora, o faturamento ainda é 70% de antes da crise", diz.
FONTE:Valor Econômico
Autor: Mauro Zanatta e Alda do Amaral Rocha

Boi rastreado não tem preço maior

Em Goiás, adicional pago por animais de fazendas da "Lista Trace", que exportam para a Europa, está cada vez menor
A falta de remuneração para a criação do boi rastreado, exigência no fornecimento de animais cujas carnes serão exportadas para a União Europeia (UE), está desanimando os pecuaristas de Goiás. Dirigentes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faeg) estão discutindo o assunto no Ministério da Agricultura.
Os criadores pedem ao ministério que libere as propriedades habilitadas pela UE, relacionadas na chamada lista Trace, a criarem também bois não rastreados, sem que isto implique perda do status de apto à exportação. Os produtores argumentam que a exigência está privilegiando a indústria, pois atualmente não existe ágio no pagamento do boi rastreado.
Em análise recente, a Scot Consultoria alertava que em muitos frigoríficos o chamado "boi Europa" estava valendo o mesmo que o "boi comum". Analistas lembram que o prêmio pago já chegou a mais de 10% em época de oferta reduzida.
No ano passado, o ágio entre o boi rastreado e o comum caiu e ficou em torno de 3% a 5% em agosto. No ápice da oferta de bois de confinamento (outubro e novembro) o ágio recuou para 1%. Neste ano, a margem estreitou mais cedo. Os analistas da Scot observam que a maior parte das fazendas da lista Trace realiza o confinamento e a oferta de animais aumenta no segundo semestre.

FONTE:Estadão
Autor: Venilson Ferreira

Queda de 15,7% no confinamento de gado em MT

A previsão é que os animais de confinamento ocupem 31% da capacidade de abate no estado no mês de outubroCuiabá
A intenção do produtor de Mato Grosso em investir no sistema de confinamento de gado registrou uma queda de 15,7% este ano com relação ao ano passado. Em 2009 foram confinados 637.983 animais e este ano caiu para 537.897. Foram identificadas 221 propriedades com estrutura de confinamento em Mato Grosso, sendo que 207 foram contatadas pelo Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária de MT – e dessas 152 estão confinando e 55 não vão colocar nenhuma cabeça em suas estruturas.
Pelo levantamento do Imea, a única região que registrou aumento de 2009 para 2010 foi a Médio-norte, com um acréscimo de 7,1% no número de animais confinados. Nas demais regiões houve recuo, com destaque para a região Noroeste, que teve queda de 44,94%. Mesmo com o recuo de 8,3%, a região Sudeste deve confinar o maior número de animais no Estado, com a previsão de 161 mil cabeças. Em relação às operações de Hedge, que são utilizadas como forma de seguro, o contrato a termo feito com o frigorífico respondeu por 8% do total e 14% é a parcela do contrato futuro feito na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).
O anúncio dos dados foi feito pela Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat, durante coletiva com a imprensa nesta terça-feira (03). O superintendente da Associação, Luciano Vacari, analisa que essa queda demonstra que “o pecuarista está percebendo ano a ano, que o confinamento é um negócio bem diferente do sistema produtivo tradicional, que requer atenção especial, com gestão profissional, manejo especifico, investimento em estrutura voltada para esse sistema e com olhar no futuro”. Ele explica que o produtor tem que fazer “muitas contas até a tomada de decisão de confinar ou não, como o preço do garrote, o custo de todo processo durante o tempo de permanência no confinamento e analisar o mercado futuro, para ver se compensa ou não o investimento. Mesmo com o registro dessa queda de animais confinados, esse é um negócio que tende a crescer”.
O produtor, que pode ter dois giros por ano na estrutura de confinamento, vai entregar os animais para o abate do segundo semestre, até o final do ano. “O levantamento do Imea demonstra que neste ano, a distribuição dos abates dos animais confinados se apresentou mais equilibrada em relação ao ano passado, mas as maiores entregas continuam sendo nos meses de setembro, com previsão de 20,6% e outubro com 24,3% do volume total”, disse o superintendente do Imea, Otávio Celidônio.
Diz um ditado do campo que o boi criado no pasto é do pecuarista e o boi de confinamento é do frigorifico, já que esse animal tem data para ser abatido. Essa teoria rural e o as datas estipuladas de entrega “tranquiliza os frigoríficos que podem contar com uma oferta de gado, relativamente alta, nos períodos certos do ano”, comenta Vacari. A taxa de ocupação da capacidade de abate do Estado, dos frigoríficos SIF, com os animais oriundos das unidades confinadoras deve atingir no mês de outubro 31% das unidades disponíveis. Nos meses de setembro, outubro e novembro a região Centro-sul vai abater o maior volume de animais confinados chegando aos 57%, em outubro. A região que deve abater o menor número de animais é a região Noroeste, ficando com média de 1,0% no ano. As informações são da assessoria de imprensa da Acrimat.

FONTE: Agrolink

Governo do RS está preparado para enfrentar os efeitos do La Niña


Os principais centros meteorológicos do mundo prevêem o retorno do fenômeno climático que deverá reduzir chuvas e a umidade do ar no RS
O Governo do Estado está preparado para enfrentar o La Niña, previsto para os próximos meses, e que, de acordo com os principais centros meteorológicos do mundo, trará a redução de chuvas e da umidade do ar à Região Sul do país. O secretário da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto observou que, desde 2007 o Rio Grande do Sul vem adotando uma política diferenciada no país para combater os efeitos da estiagem no Estado, ancorada principalmente no Programa Estruturante A Irrigação é a Solução, do Governo do Estado. “A governadora tem uma participação fundamental neste processo ao entender a necessidade do Estado agir para evitar as perdas que vinham sendo registradas no campo”, observou o secretário.
Rogério Porto enfatizou a mudança cultural dos agricultores, que já estão aderindo à construção de microaçudes. Além disso, salienta que houve a implantação da Lei Pró-Irrigação RS, que permite investimentos públicos em propriedades privadas e agilização no licenciamento ambiental, bem como subsídios para a compra de equipamentos de irrigação, com uma redução de dois pontos percentuais na taxa de juros.
Resfriamento das águas
De acordo com os institutos meteorológicos, o fenômeno La Niña caracteriza-se pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico na região equatorial, alterando o clima em todo o planeta, com maior incidência de seca ou enchente, frio ou calor mais intenso, dependendo da região. As chuvas em excesso que chegam aos campos do Sudeste dos Estados Unidos a partir de agosto podem fazer falta aos produtores não apenas do Sul e do Centro-Oeste do Brasil. Argentina, Chile, Paraguai e Peru também tendem a sofrer com déficit hídrico.
A preocupação se estende à produção de café, cana-de-açúcar e à própria pecuária. Já as regiões Norte e Nordeste do Brasil, ao contrário, podem receber até mais chuvas. O que ocorre é que, a partir da mudança na temperatura do Pacífico, as massas de ar úmido da região amazônica não se deslocam para o Sul, permanecem na região ou seguem para o Nordeste. Dessa forma, estados como o Paraná passam a depender de chuvas que venham do Sul, nem sempre suficientes. Quanto maior o resfriamento das águas oceânicas, mais chances dessa alteração.
Produtividade do agronegócio gaúcho
No quadriênio 2007/10 o Governo do Estado investirá de R$ 214,2 milhões em irrigação. Os recursos são destinados ao planejamento estratégico para usos múltiplos da água, à capacitação de produtores rurais e à construção de barragens, microaçudes e cisternas. O objetivo é minimizar os efeitos das estiagens, que têm causado consideráveis perdas na economia gaúcha, e manter a produtividade do agronegócio gaúcho, através do aproveitamento racional do potencial hídrico existente no RS.
O Programa já concluiu, desde 2007, a construção de 500 microaçudes no Rio Grande do Sul, sendo 181 definidos na Consulta Popular, atendendo a mais de uma centena de municípios. A construção de microaçudes escavados ou aterrados busca o armazenamento de água para que seja utilizada em períodos de seca. Outros 2.207 microaçudes já estão sendo construídos. Ainda, em parceria com a Emater, estão sendo elaborados 3.744 projetos de microaçudes. No total, serão aportados R$ 33 milhões, beneficiando diretamente mais de 219 municípios.
O Irrigação é a Solução prevê a construção de 1.023 cisternas, que beneficiarão 148 municípios, projeto orçado em R$ 7,2 milhões. Desde 2007 já foram construídas mais de 45 cisternas. Também está previsto o investimento de R$ 1 milhão na capacitação de produtores rurais. Até agora já foram capacitados 26.117, que aprenderam técnicas de irrigação, reserva de água e licenciamento ambiental, além de receberem folhetos educativos sobre irrigação.

As informações são da assessoria de imprensa do Palácio Piratini.
FONTE: Agrolink

Franqueados Montana se preparam para o Megaleilão 2010

O Programa Montana iniciou suas atividades em 1993, selecionando animais compostos geneticamente avaliados e com CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) – documento emitido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, que garante a venda apenas dos 23% melhores machos de cada safra. O programa conta com 12 franqueados no Brasil e no norte do Uruguai.
Os criadores de Montana têm avaliação genética de 100% do seu rebanho, além de ter acesso ao maior banco de dados do mundo sobre animais cruzados e compostos, com mais de 300 mil animais. Essas informações auxiliam em uma série de decisões na propriedade, como seleção e manutenção das melhores vacas, resultando em melhoria de índices zootécnicos e de produtividade.
No dia 09 de setembro o Programa Montana realiza o Megaleilão Virtual Montana. Os touros do Megaleilão foram avaliados e selecionados em fazendas de 5 franqueados do programa. Serão ofertados os 100 melhores reprodutores da safra 2008, oriundos das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
A Agro-Pecuária CFM é franqueada Montana desde o início do programa. Para o Megaleilão a CFM selecionou 17 touros, os melhores da safra, mantendo a tradição de oferta de animais avaliados. “Nós colocamos à venda os melhores touros Montana para que os produtores tenham acesso aos benefícios do cruzamento, como a heterose e a complementaridade entre raças, além da certeza oferecida pela avaliação genética. Todos esses benefícios são garantidos porque os touros possuem o CEIP”, afirma Luis Adriano Teixeira, coordenador de pecuária CFM.
O Grupo Gino de Biasi Filho também foi um dos primeiros do país a se tornar fraqueado Montana. Em 1994, o grupo fez essa opção para ter acesso a um sistema de seleção de primeira linha e a uma genética diferenciada, além da possibilidade de vender touros e novilhas. “Nós vamos vender 20 touros nesse Megaleilão, oferecendo os melhores desta safra, inclusive três touros escolhidos como reserva de sêmen. O programa tem evoluído ano a ano, como mostram as DEPs (Diferença Esperada na Progênie), e os touros desse ano expressam essa melhora, sendo os melhores touros já ofertados”, afirma o pecuarista Gilberto de Biasi.
O Megaleilão Virtual Montana vai ser transmitido pelo Canal do Boi no dia 9 de setembro, às 20:30h. Serão ofertados os touros TOP da genética Montana, com índice acima de 5 pontos.
Para mais informações entre em contato com o Programa Montana:
Tel: (17) 3231 6455 E-mail: faleconosco@compostomontana.com.br
Site: www.compostomontana.com.br
As informações são de assessoria de imprensa.

FONTE:Agrolink

MS: Preço da carne deve subir mais 15%

Os preços da carne bovina subiram quase 15% nas últimas semanas em Campo Grande/MS por conta da estiagem, que reduziu a oferta de animais para o abate nos frigoríficos. E a tendência é que os aumentos não parem. Dados do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp-Anhanguera) revelam que o preço quilo do acém e da agulha, por exemplo, passou de R$ 7,22 para R$ 8,26, em média o que representa mais de 14%. Todos os 13 cortes pesquisados pela instituição tiveram aumento. "Estamos com uma seca mais grave que no ano passado, o que reduz a pastagem dos animais, diminuindo a oferta aos frigoríficos, enquanto a demanda ainda é a mesma. Podemos esperar para a outra metade do período de entressafra que ainda resta preços entre 10% e 15% maiores ao consumidor", afirmou o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza.

FONTE: Correio do Estado

Indústria sinaliza queda no preço do boi na 2ª quinzena

Após alta acumulada de 15% desde junho no RS, o preço do quilo do boi gordo pago ao produtor, hoje em R$ 2,85 conforme o setor industrial, pode começar a cair neste mês. Projeção do Sicadergs indica que o mercado passou pelo pico da entressafra e o preço tende a baixar a partir da segunda quinzena. Como indicador da elevação da oferta de matéria-prima, o sindicato apresenta melhores condições de escala. Na última semana, os frigoríficos estariam fazendo compras programadas para sete dias. Em junho, essa programação era de dois a três dias. O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, já fala em recuo de 10% na cotação. Apesar de ser um cenário tradicional pós-Expointer, os produtores torcem para que isso não aconteça neste ano. Segundo o consultor de pecuária de corte da Farsul, Fernando Adauto, espera-se que as empresas que atuam nacionalmente, e que trouxeram carne do Centro-Oeste para cá na entressafra, possam fazer o caminho inverso agora e "manter o preço do boi razoável". O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, acredita que o consumo interno aquecido e o fato do Uruguai estar importando gado gaúcho para cumprir seus contratos de exportação apontam para manutenção de preços ao consumidor.
Na entressafra, o abate mensal de cerca de 130 mil toneladas chega a cair 30%. De acordo com dados da Emater, o preço do boi gordo ao produtor chegou a R$ 2,79/kg na última semana de julho, contra R$ 2,69/kg no mesmo período de 2009. Conforme Maria Gabriela Tonini, da Scot Consultoria, a alta está relacionada unicamente à oscilação de oferta regional e não à reação de preços em São Paulo, onde a arroba teve alta de 4,9% neste ano devido ao consumo ascendente.

FONTE: Correio do Povo

Exportação sobe e carne fatura 24% mais no ano

O setor de carnes continuou a recomposição das exportações no mês passado. Além de colocar um volume maior de produto no mercado externo, a indústria está obtendo preços melhores.
Com isso, as exportações "in natura" somaram US$ 6,2 bilhões até julho deste ano, 24% a mais do que de janeiro a julho de 2009.
A carne de frango mantém a liderança, e só em julho obteve receitas de US$ 543 milhões para as vendas "in natura". Esse valor superou em 21% o de igual período de 2009. O volume, ao somar 324 mil toneladas, teve alta de 12%, segundo a Secex.
A maior evolução percentual, no entanto, ficou para a carne bovina, que arrecadou US$ 408 milhões com as vendas de produto "in natura", 47% a mais do que em julho de 2009. O crescimento do volume foi de 24%.
Ao contrário das carnes de frango e bovina, a suína teve recuo no volume exportado, mas com crescimento das receitas. As exportações somaram US$ 100 milhões, e o volume ficou em 38 mil toneladas no mês passado.
A soja, líder nas exportações do agronegócio, teve perda de 5,2% nas receitas acumuladas deste ano. As exportações do produto em grãos caiu para US$ 8,4 bilhões no ano.
O mercado externo também não está favorável para o milho. As vendas externas recuaram para US$ 463 milhões neste ano, 23% menos do que em 2009.
A fraqueza das exportações do cereal impede uma recuperação interna dos preços, o que é prejudicial aos produtores.
PETRÓLEO
+3,03%
Nesta segunda-feira (2), em Nova York
PRATA
+2,31%
Nesta segunda-feira (2), em Nova York
Avanço - Os mais recentes dados da Unica mostram que o setor de cana vive neste ano um cenário bem diferente do de 2009. Se no ano passado atrapalhou, o clima, neste, está ajudando.
Quanto sobe - As usinas da região centro-sul já moeram 255 milhões de toneladas de cana nesta safra, 20% a mais do que em igual período anterior. O volume de açúcar soma 14 milhões de toneladas, 30% a mais do que na anterior, e o de álcool, 11 bilhões de litros -mais 21%.
Qualidade - Os dados apontam também para uma qualidade maior da matéria prima. O ATR (Açúcar Total Recuperável), que mede a produtividade da cana, mostra alta de 4% neste ano.
Exportações - O aquecimento dos preços do açúcar no mercado externo e a forte procura pelo produto brasileiro permitiram um aumento de 54% nas receitas neste ano. As exportações acumuladas somaram US$ 6,1 bilhões até julho.
Aceleração - A proximidade do plantio da safra de verão esquentou as importações de fertilizantes. Em julho, os gastos no setor atingiram US$ 509 milhões, 92% a mais do que em junho. Em relação a 2009, a alta foi de 8%, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
Cobre - As importações geraram gastos de US$ 180 milhões em julho, 101% a mais do que em julho de 2009.

FONTE: Folha de São Paulo
Autor: Mauro Zafalon e Karla Domingues