sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ESTAMOS COMPRANDO TERNEIROS PARA EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ

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ENTREVISTA: Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Consultora - XP Investimentos

Boi gordo: preços reagem no mercado fisico, com oferta apertada em S. Paulo. O abastecimento com animais no MS também está insuficiente, pois as chuvas sobre o MS continuam irregulares. Situação semelhante ao de Goiás, que tem preços acima de R$ 95,00 à vista.




FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Boi Gordo: Mercado segue com poucos negócios

Mercado com poucos negócios.
As escalas em São Paulo atendem de 3 a 4 dias, na maioria dos casos. Com as quedas de preços das últimas semanas a oferta recuou e o mercado retomou a firmeza.
Em São Paulo a oferta é curta e os frigoríficos mantêm as escalas comprando animais do Mato Grosso do Sul, onde a oferta está um pouco melhor. Não há excesso.
Sabendo da pouca movimentação típica do dia de semana e da conjuntura atual, de retomada da firmeza nos preços, alguns frigoríficos testam reduções, sem sucesso.
Em Paragominas-PA a oferta curta obrigou os frigoríficos a aumentarem os preços. O boi gordo na região está cotado em R$93,00/@, a prazo, livre de imposto.
Embora os animais estejam em melhores condições devido às pastagens, as férias e festas atrapalham o volume negociado.
No mercado atacadista com osso os preços estão estáveis, com boa demanda por ponta de agulha (charque).

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Governo da Venezuela toma 47 fazendas privadas

CARACAS — O governo venezuelano começou hoje a tomada de 47 fazendas privadas de mais de 24 mil hectares no oeste do país, como parte do processo de combate ao latifúndio que promove o presidente Hugo Chávez.
Funcionários do Ministério de Agricultura acompanhados de uma centena de militares e campesinos simpatizantes do governo, iniciaram a intervenção de 47 propriedades ao sul do Lago de Maracaibo, entre os estados de Zulia e Mérida.
"Vamos ao resgate das melhores terras para o nosso povo, que hoje está embaixo d’água", disse o ministro de Agricultura, Juan Carlos Loyo, em um discurso difundido pela estatal Venezulana de Televisión (VTV) em um forte militar em Mérida.
"Neste momento vocês formam parte de un exército, de um coletivo e de um grupo que vai liberar as terras da pátria", continuou Loyo, vestido com uma camiseta vermelha com uma imagem do revolucionário argentino Ernesto "Che" Guevara e com uma pistola no cinto, ao se dirigir a um grupo de funcionários e militares.
Chávez anunciou em 8 de dezembro a intervenção nas fazendas em Zulia e Mérida e afirmou que a medida busca "acabar com o capitalismo explorador" e colocar as terras à disposição "dos pobres, dos terceirizados, dos que necessitam".
O governo assegurou que parte das propriedades tomadas serão usadas em um plano de "reconstrução integral" para atender a mais de 130 mil pessoas afetadas pelas intensas chuvas das últimas semanas.
No último ano o governo de Chávez expropriou mais de 200 empresas, segundo estimativas do setor empresarial. As desapropriações de terras e fazendas já ultrapassam 2,3 milhões de hectares.

FONTE: (Associated Press)

Pecuária salva a lavoura

Sinônimo de crise nos últimos anos, a pecuária de corte gaúcha encerra 2010 com o maior crescimento no campo entre todas as criações e lavouras. O Valor Bruto da Produção (VBP) da atividade deve fechar o ano em R$ 2,32 bilhões, crescimento de 31% sobre 2009, mostram os dados apresentados ontem pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
Ao lado do maior consumo no mercado interno pelo avanço da renda, o Rio Grande do Sul foi beneficiado pelo ciclo de recuperação de matrizes e consequente maior oferta de animais para abate e a seca no Centro-Oeste. Com a baixa disponibilidade de boi gordo nos principais centros produtores, os frigoríficos gaúchos, que normalmente recebem carcaças de outros Estados, este ano inverteram o fluxo, diz o economista da entidade, Antônio da Luz. Estatísticas do Sindicato da Indústria de carnes e Derivados no Estado também mostram que as abates no Rio Grande do Sul cresceram 24% em 2010.
- A cada 1% de aumento da renda do brasileiro, 0,54% vai para consumo de carne bovina - afirma Luz, acrescentando que o cenário para 2011 segue positivo e pode ser potencializado por uma recuperação ainda maior das exportações.
No VBP, que mede o valor de vendas das propriedades, o segundo melhor desempenho foi suinocultura, com um crescimento de 19%. O setor de carnes, também ajudado pelo frango, fez a agropecuária gaúcha não ter uma queda maior no indicador em 2010. Entre todas as atividades, a retração foi de 1%, puxada pela quebra na lavoura de arroz e o resultado do fumo e do trigo.
Picanha e filé mignon estão entre os mais valorizados
Segundo a Farsul, o preço do quilo vivo do boi gordo hoje no Estado oscila de R$ 2,90 a R$ 3,20 - enquanto a média de dezembro, entre 2005 e 2009, é de R$ 2,29, conforme a Emater. Ao mesmo tempo, reforça a entidade, os animais destinados ao abate ganham precocidade e qualidade, elevando a remuneração dos criadores. Picanha e filé mignon estão entre os mais valorizados.
Mesmo que o resultado da porteira para dentro mostrado pelo VBP tenha se retraído, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio gaúcho - que inclui as vendas de todo o setor, de insumos a máquinas - teve um desempenho positivo de 7,2% em 2010. Para 2011, devido à esperada queda de produtividade da soja e do milho em razão do La Niña, o PIB do setor deve crescer apenas 0,5%, com os preços em alta sustentando a queda dos volumes.

FONTE: IEPEC

Expansão à vista para o agronegócio gaúcho em 2011

Picos de preços das commodities e custos mais baixos devem manter o agronegócio gaúcho em expansão em 2011. Aos fatores favoráveis, somam-se estoques mundiais em baixa e elevação no consumo de alimentos. As previsões da Federação da Agricultura do RS (Farsul), divulgadas ontem (16), incluem a perspectiva de intensa demanda externa, sobretudo de China e Índia, economias que crescem acima de 8% ao ano.
Diante dos fatores positivos, a expectativa é que o PIB do agronegócio gaúcho cresça 0,5% em 2011, chegando a R$ 64,06 bilhões. O desempenho deve ser puxado por preços realinhados de carnes, milho, soja e leite e pela recuperação da produção do arroz, fortemente afetada por enchentes na safra anterior. Para o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, acabou o ciclo de aviltamento dos produtos e, daqui para frente, o preço dos alimentos deve crescer no mesmo ritmo da demanda. A confirmação das projeções, contudo, dependerá da intensidade do La Niña e de medidas que minimizem o câmbio. Em 2010, o PIB do agronegócio gaúcho subiu 7,2% em relação a 2009 para R$ 63,74 bilhões.
Apesar do cenário positivo, Sperotto reafirmou que são necessárias medidas federais para minimizar os riscos da atividade agrícola como o desenvolvimento de um seguro agrícola adequado e mecanismos de garantia de renda. O estudo está com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que teria se mostrado receptivo.
De oposição ao PT, Sperotto evitou críticas contundentes às medidas anunciadas pelo governador eleito Tarso Genro, dentre elas a divisão da Secretaria da Agricultura. O dirigente lembrou que a federação é contrária ao modelo já adotado em nível federal, tendo, inclusive, solicitado a unificação dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. À espera da confirmação de um encontro com Tarso para a próxima semana, Sperotto quer abrir o diálogo com a garantia da manutenção do respeito à propriedade privada. Para isso, confia que Tarso tome medidas cautelares para evitar as invasões de terra no Estado.

NÚMEROS DO CAMPO
Apesar do aumento da produção de grãos de 2010, o Valor Bruto de Produção no Estado caiu 1% devido aos preços mais baixos nos grãos, exceto milho e soja, que cresceram. A pecuária apresentou crescimento de 3%;
Em 2010, as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 19%, o melhor desempenho da história, devendo fechar o ano em 77 bilhões de dólares.

FONTE: AGRONOTICIAS

Deputados aprovam medicamento genérico veterinário

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira (15) proposta que institui o medicamento genérico de uso veterinário e regulamenta seu uso. Foi aprovado o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1089/03, do deputado Benedito de Lira (PP-AL).
Na opinião do relator, deputado Zonta (PP-SC), a medida terá "efeito altamente benéfico no País". "Espera-se que os preços desses medicamentos sejam reduzidos, beneficiando diretamente o pecuarista, os demais criadores de animais domésticos, o consumidor de produtos de origem animal, e tornando o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional", disse.
O texto do Senado traz pequenas alterações em relação à proposta aprovada na Câmara em 2004. Basicamente, os senadores estabeleceram os requisitos necessários ao registro desse tipo de remédio. Para isso, os fabricantes deverão comprovar, por exemplo, equivalência biológica e terapêutica em relação ao produto de referência.
O substitutivo também determina que caberá ao Ministério da Agricultura fiscalizar o medicamento genérico de uso veterinário. O órgão deverá coletar amostras do produto na indústria e no comércio para confirmação da bioequivalência.
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo Plenário.
Íntegra da proposta:

PL-1089/2003

FONTE: A matéria é de Maria Neves, publicada na Agência Câmara, adaptada pela Equipe AgriPoint.

Abate de bovinos cai, mas de frangos e suínos tem alta

O abate de bovinos teve uma queda de 2,5% no terceiro trimestre de 2010, em relação aos três meses imediatamente anteriores, segundo pesquisa sobre a pecuária divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento registrou, no entanto, crescimento nos abates de frangos e suínos, na aquisição de leite pela indústria e na produção de ovos de galinha.
Nos meses de julho a setembro, 7,394 milhões de bovinos foram abatidos. Embora menor do que o do segundo trimestre do ano, o número representa um aumento de 2,6% na comparação com o do terceiro trimestre de 2009. No acumulado do ano, o abate de bovinos é 7,1% superior ao de 2009, inclusive nas parciais trimestrais.
De acordo com o IBGE, a queda observada no terceiro trimestre se deve à redução do abate de vacas, que caiu 10,9%, já que no mesmo período o de bois subiu 1,9%.
No desempenho regional, o Centro-Oeste, responsável por 35% do abate nacional de bovinos no trimestre, apresentou queda de 2,3% em relação ao mesmo período de 2009. Nessa região, o estado de Mato Grosso teve uma queda de 5,6% no abate de bovinos.
Já nas regiões Sul e Sudeste os resultados foram positivos, com destaque para os estados do Rio Grande de Sul, com 29% a mais de abates, e Paraná, com 25,1%. Em São Paulo, o crescimento foi de 3,6%.
Um outro item da pesquisa a apresentar queda no terceiro trimestre foi o referente à aquisição de peças inteiras de couro cru bovino, com redução de 6,1% sobre o resultado do terceiro trimestre de 2009 e de 2,4% em relação ao do segundo trimestre deste ano. O total de couro efetivamente curtido pelos estabelecimentos pesquisados pelo IBGE foi de 8,935 milhões de unidades.

FONTE: Agencia Brasil, resumida por www.lundnegocios.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

TOUROS 2 ANOS À VENDA - ANGUS E RED BRANGUS

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Frigoríficos usaram "laranjas" para sonegar R$ 180 milhões, diz PF

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE
Empresários gaúchos do setor de carne são investigados sob suspeita de montar uma rede de empresas em nomes de "laranjas" para sonegar impostos. A PF e a Receita Federal estimam a fraude fiscal em R$ 180 milhões.
Na manhã de hoje, policiais federais e auditores da Receita fizeram buscas em casas e escritórios de pessoas investigadas em Porto Alegre e em mais quatro cidades do interior do RS (Caçapava do Sul, São Sepé, Cachoeirinha e Farroupilha).
Os nomes das empresas envolvidas e dos suspeitos com a suposta fraude não foram divulgados.
Segundo a Receita, empresas eram criadas para operar no mercado frigorífico e fechadas no momento de pagar os tributos, sendo substituídas em seguida por outras novas.
Em comum, segundo a PF, as mais de 20 empresas mencionadas tinham em seus quadros societários "laranjas" e acumularam grandes dívidas com o fisco.
De acordo com a PF, os "laranjas" recebiam entre R$ 400 e R$ 500 por mês para ceder seus nomes aos fraudadores.

FONTE: FOLHA.COM

Novos tempos para a carne?

Atentos para esta notícia. Ela saiu agora mesmo na revista DBO deste mês. Estaria ocorrendo mudança no perfil de consumo de carnes no mundo, com a ampliação da fatia das carnes de suínos, frango e peixe, enquanto a de carne bovina diminuiu ligeiramente.
Em 2010, números indicam pequena queda no consumo de carne de vaca em relação a 2009, para 56,4 milhões de toneladas, enquanto a demanda por carne suína aumentou um milhão de toneladas – de 100 milhões para 101 milhões – e a de frango dois milhões – de 71 milhões para 73 milhões de toneladas.
Segundo a DBO, para 2011 está previsto incremento na demanda de carne de frango e de suínos em 2 milhões de toneladas cada e a de carne bovina deverá permanecer estagnada.
Sebastião Nascimento

FONTE: PLANETA AGRO

Bem-estar: notícias influenciam demanda de carnes

Um estudo da Universidade Estadual do Kansas está ajudando a explicar, ao menos em parte, os motivos da queda no consumo de produtos de origem animal nos EUA. Publicado em setembro passado, o estudo partiu do princípio de que os consumidores estão cada vez mais interessados (e preocupados) em conhecer as técnicas adotadas na moderna produção de alimentos. E um dos procedimentos que mais têm sido questionado no país é o que diz respeito ao tratamento dado aos animais criados industrialmente para a produção de leite, carnes e ovos.
Através da pesquisa - na qual foram analisadas informações sobre bem-estar animal levadas ao consumidor, por jornais e revistas, entre 1982 e 2008 - concluiu-se que o noticiário e as informações do gênero não interferiram tanto na demanda de carne bovina, mas tiveram efeito visível na demanda das carnes suína e de frango.
As análises realizadas também sugerem que os efeitos do noticiário sobre o consumo são mais intensos no trimestre em que são divulgados, mas se estendem também pelo trimestre seguinte - algo que o mundo avícola experimentou "na carne" durante o episódio de 2006 da Influenza Aviária.
As principais conclusões são as de que
1 - A cobertura da mídia sobre questões relacionadas ao bem-estar animal teve, no geral, impacto negativo sobre a demanda de carnes;
2 - Os efeitos mais diretos sobre o consumo recaíram na demanda de aves e suínos;
3 - A maior atenção da mídia para o bem-estar animal está levando o consumidor a preferir alimentos não-cárneos. Ou seja: se, por exemplo, as informações tratam do bem-estar das aves, cai, generalizadamente, a demanda das três carnes, não há substituição por uma carne concorrente.
Obviamente, o estudo apenas levanta um dos possíveis pontos críticos capazes de, no decorrer do tempo, interferir cada vez mais na demanda dos alimentos de origem animal. O importante - dizem os autores do estudo - é que o setor produtivo reconheça o impacto negativo dessa questão sobre o consumo e atue para melhorar suas práticas de produção, respondendo efetivamente à pressão social.
Clique aqui para acessar boletim da Kansas State University que trata de estudo a respeito das influências da cobertura da mídia nas questões de bem-estar animal sobre a demanda norte-americana de carnes.

FONTE: AviSite, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi gordo segue firme

Scot
Mercado firme, mas sem grandes novidades.
Aos poucos os frigoríficos preenchem as programações de abate. Os negócios vão fluindo sem grande movimentação, mesmo porque a oferta de animais terminados não está abundante em praça alguma.
Em São Paulo os negócios com o boi gordo acontecem entre R$102,00/@ e R$103,00/@, à vista, livre do funrural, com escalas para cerca de quatro dias. As compras de animais do Mato Grosso do Sul (na maior parte por R$95,00/@, nas mesmas condições), ajudam no preenchimento das programações de abate.
Os preços do boi gordo subiram hoje em Belo Horizonte-MG, onde as compras ocorrem por R$97,00/@, a prazo, livre do imposto (e até R$1,00/@ a mais).
Subiram também em Goiânia-GO, para R$95,00/@, nas mesmas condições, no Sudoeste do Mato Grosso (chegando a R$94,00/@, a prazo) e no Tocantins, região em que o boi gordo hoje está cotado entre R$90,00/@ e R$91,00/@, a prazo, livre do funrural.
No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis. As compras estão custando a melhorar, mas ao mesmo tempo os estoques de carne estão pequenos, equilibrando o mercado.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

BOI/CEPEA: Preço da arroba volta a subir

Cepea, 16 – As cotações do boi gordo no mercado brasileiro subiram nos últimos dias, influenciadas pelo aquecimento das vendas de carne no atacado da Grande São Paulo, segundo levantamentos do Cepea. Entre 8 e 15 de dezembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (São Paulo, à vista – CDI e para descontar os 2,3% do Funrural) subiu 1,03%, fechando a R$ 105,12 nessa quarta-feira, 15. Na parcial de dezembro, no entanto, o Indicador acumula pequena queda de 0,26%. Apesar disso, o ritmo de negociações continua lento. Conforme pesquisas do Cepea, a oferta de animais para abate segue baixa e muitos frigoríficos ainda comentam que têm dificuldades para realizar novas aquisições.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Mercado trabalha em cenário mais firme e arroba registra alta de 2,2% na semana

Nesta semana o mercado do boi gordo trabalhou em ritmo lento, apesar do mercado da carne ter reagido os frigoríficos evitam reajustar os preços ofertados comprando apenas o necessário. Não foi difícil encontrar compradores que após completar escalas para alguns dias saíram do mercado causando grande oscilação nos preços do boi gordo. Por outro lado, alguns agentes lembram que já estamos bem próximos das festas de final de ano e muitos pecuaristas já estão pensando em férias e viagens, deixando de negociar seus animais e tornando a oferta mais enxuta.
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou valorização de 1,03% na semana, sendo cotado a R$ 105,12/@ na última quarta-feira. O indicador a prazo foi cotado a R$ 106,46/@. com variação positiva de 2,20% no período de 8 a 15 de dezembro.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Nesta semana, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, afirmou que espera que a oferta de boi gordo se normalize no ano que vem.
"Depois do pico de abate de matrizes em 2006 estamos caminhando para uma constante no abate de fêmeas, que culminará na recomposição do rebanho. Em 2010, como foi um ano muito seco que acabou atrapalhando a engorda dos animais, ainda não vimos uma oferta e demanda equilibrada. Mas em 2011 teremos uma oferta melhor de animais", afirmou o executivo.
O presidente do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, pensa da mesma maneira. Para ele o cenário atual de oferta restrita de boi gordo no Brasil deverá se alterar somente a partir de fevereiro de 2011 e, consequentemente, haverá, a partir desse período, uma queda de preços nas cotações da arroba. Segundo Queiroz, já está ocorrendo no país uma retenção de matrizes, com a diminuição do abate de fêmeas e o aumento da produção de bezerros.

"Aliás, se compararmos com a situação dos outros países, o Brasil é o único que está nesse momento de recomposição de rebanho. Por exemplo, a Argentina está numa situação complicada e já estão surgindo rumores de que o país começará a importar gado. Na Europa, cada vez mais estão cortando os subsídios ao agronegócio", afirmou o executivo.
"O Brasil estará sem concorrente nas exportações. Veremos em 2011 uma grande oportunidade nas exportações, embora com um mercado ainda muito volátil, já que praticamente todos os mercados estão com preços altos e estoques muito baixos", disse.
Porém alguns leitores do BeefPoint não concordam com estas avaliações. Para Rodrigo Freitas, de Goiânia/GO, "a oferta de boi em 2011 vai ser menor que em 2010, esse ciclo só terminará em 2012".

Willian Gouveia Piloni, de Alta Floresta/MT, avalia que "com vacas valendo R$ 90,00/@, é muito raro alguém segurar fêmeas para matriz, elas foram todas para abate. O gado vai ficando cada vez mais raro, e o preço cada vez melhor para o pecuarista".
Segundo José Manuel de Mesquita, de Monte Alto/SP, "não se estabiliza um rebanho nos níveis necessários a atender a todas as plantas existentes em 1 ou 2 anos. Muitas fêmeas ainda terão que nascer, para então produzir bezerros, que passarão por recria e engorda até estarem disponíveis e em número suficiente para que se cumpram as profecias de queda acentuada no valor da arroba".

"As áreas de pecuária do sul, sudeste e centro-oeste são a cada ano menores, por conta da perda de área para soja, cana, laranja , eucalipto, etc. A falta de novas áreas de pecuária no norte, que até 5 anos atrás integravam de 8 a 10 milhões de novas matrizes a cada ano está influenciando o mercado. Desse modo, como que 2011 vai ter aumento de oferta de boi?", ressaltou Jucelino dos Reis, de Cascavel/PR.
Vigilato da Silva Fernandes, de Manhuaçu/MG não acredita em normalização da oferta, nem em recomposição de rebanho a curto prazo. "Acredito sim que o mercado vai continuar ávido por carne e o produto vai continuar escasso por um bom tempo nos dois mercados interno e externo", completou Fernandes.

Segundo o Cepea, o mercado está mais firme e as cotações do boi gordo no mercado brasileiro subiram nos últimos dias, influenciadas pelo aquecimento das vendas de carne no atacado da Grande São Paulo. "A oferta de animais para abate segue baixa e muitos frigoríficos ainda comentam que têm dificuldades para realizar novas aquisições".
O leitor do BeefPoint, Fabio Millani, de Machado, no sul de Minas Gerais, informou através do formulário de cotações do BeefPoint que a arroba do boi gordo é cotada a R$ 96,00/@, à vista.
Thales Loureiro, de Confresa/MT, informou que na sua região preço da arroba é de R$ 80,00 e só existe um frigorifico ativo em Barra do Garças/MT. "Para o mês de janeiro não vai ter boi e vaca gorda para atender a demanda" avalia.

De acordo com Germano Romao Borges de Queiroz, no Triângulo Mineiro a arroba do boi gordo está sendo negociada a R$97,00/@, para pagamento à vista. "Quase todos os frigoríficos estão com vagas para abate nos próximos 5 dias. Alguns oferecem menos, mas não conseguem comprar", completa Queiroz.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No mercado futuro, os contratos com vencimento mais próximo (dezembro e janeiro) apresentaram um movimento de valorização, ao contrário do que aconteceu nos vencimentos mais distantes que recuaram, apesar do baixo volume de negócios.
O primeiro vencimento, dezembro/10, fechou o pregão da última quarta-feira (15/12) valendo R$ 103,49/@, com variação positiva de R$ 2,63 na semana. Os contratos que vencem em janeiro/11 tiveram alta de R$ 0,41 no período analisado, fechando a R$ 96,42/@ no último pregão.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 08/11/10 e 15/12/10

Para o leitor do BeefPoint João Luiz Mella, de Nova Andradina/MS, o baixo volume de negócios nos vencimentos mais distantes reflete que ninguém está com coragem de especular.
"Isto é um claro sinal da incerteza que o mercado de boi gordo está demonstrando. Nós, que não somos especialistas em mercados futuros, o que podemos esperar?
É só tentar entender o próprio presente!
1- Sabemos da falta de pasto que existe em nossas regiões. Ou por diminuição para outras culturas, e o mais grave, onde todos não querem enxergar, pela degradação das pastagens.
2- A forte concentração dos frigoríficos, fortalecendo a concorrência com os pecuaristas, provocando falsas baixas de preço no mercado físico, e especulando fortemente no mercado futuro.
3- A demanda mundial por carne, principalmente pela carne bovina, que não é todos que podem produzir em escalas maiores.
Por estas considerações é que devemos refletir e valorizar nosso produto. Somos uma classe tão forte e tão poderosa, mas infelizmente ,estamos sem leme. Mas mesmo sem uma política comercial de nossa classe, podemos sim, cada um de nós, sermos conscientes, em nossas ofertas de animais para abate".

Segundo o Boletim Intercarnes, a demanda ainda pode ser considerada fraca e irregular por parte dos distribuidores, porém não são observados excedentes expressivos de oferta de carne com osso e o mercado da carne bovina se mostrou mais firme durante essa semana. As vendas do final de semana é que deverão definir mercado para a semana que antecede natal, e ano novo.
No atacado os três cortes primários apresentaram valorização durante a semana, o traseiro foi cotado a R$ 8,60, o dianteiro a R$ 4,80 e a ponta de agulha a R$ 4,90. O equivalente físico registrou alta de 2,34% na semana, sendo calculado a R$ 99,56/@ na última quarta-feira. Assim o spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente recuou para R$ 5,57/@.
Tabela 2. Atacado da carne bovina


Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



FONTE: ANDRÉ CAMARGO / BEEFPOINT

Minerva aposta em aumento da oferta no início de 2011

O cenário atual de oferta restrita de boi gordo no Brasil deverá se alterar somente a partir de fevereiro de 2011 e, consequentemente, haverá, a partir desse período, uma queda de preços nas cotações da arroba. A expectativa é do presidente do frigorífico Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Segundo ele, já está ocorrendo no país uma retenção de matrizes, com a diminuição do abate de fêmeas e o aumento da produção de bezerros.
"Aliás, se compararmos com a situação dos outros países, o Brasil é o único que está nesse momento de recomposição de rebanho. Por exemplo, a Argentina está numa situação complicada e já estão surgindo rumores de que o país começará a importar gado. Na Europa, cada vez mais estão cortando os subsídios ao agronegócio", afirmou o executivo.
"O Brasil estará sem concorrente nas exportações. Veremos em 2011 uma grande oportunidade nas exportações, embora com um mercado ainda muito volátil, já que praticamente todos os mercados estão com preços altos e estoques muito baixos", disse.
O presidente do frigorífico Minerva afirmou que o recente apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas do setor de carne é muito importante, mas que as empresas ajudadas precisam ter responsabilidade em suas estratégias. "O papel do BNDES em apoiar setores vencedores é extremamente relevante para o desenvolvimento da indústria. Mas isso não pode desviar a empresa da estratégia que ela tem. As companhias precisam ter responsabilidade e trabalhar com planos bem claros", disse.
"Nós tivemos disciplina para manter o foco e estamos bastante otimistas sobre o futuro", afirmou.
Questionado sobre o câmbio, Queiroz não concorda que seja preciso haver medidas para depreciar o real ante o dólar. "Sou totalmente contra mexer em câmbio. Somos nós que temos que nos adaptar ao novo patamar da moeda", disse em reunião da Apimec-SP (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São Paulo).

FONTE: BEEFPOINT

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um ano para ser lembrado

A arroba do boi gordo iniciou 2010 valendo R$ 76,79/@ de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Olhando para os patamares atuais parece distante, não é?
Bom, vamos voltar um pouco e observar o que levou a arroba a tal patamar. Em 2008, após uma forte crise mundial, seguida por uma verdadeira quebradeira de frigoríficos, fato desencadeado pela escassez de crédito, a arroba sofreu acentuada queda (31%) se comparada ao movimento efetuado no início daquele ano, que foi de forte valorização (30% de alta desde o início de 2008 até o pico do movimento, ocorrido em junho).
Com a crise no caminho, a trajetória altista iniciada em 2008 foi interrompida. Entretanto, dezembro de 2009, quando chegou a valer R$ 72,03/@, o reaquecimento da economia brasileira, e consequentemente do consumo de carne bovina, deram novo ânimo ao mercado pecuário. A escassez de animais terminados, reflexo do abate forçado de matrizes no ciclo pecuário anterior, também atuou como suporte e, trocando em miúdos, esses importantes fatores (oferta e demanda) colocaram o boi gordo novamente na trajetória de alta que havia sido interrompida. Além disso, houve atraso das chuvas nesta entressafra e queda de 20% (estimativa) para o volume de animais confinados, resultado de margens negativas nos anos anteriores e os altos preços do boi magro.
Impulsionado pelos fatores descritos, ele continuou em ascensão durante praticamente todo 2010, reagindo fortemente aos estresses de oferta ocorridos no ano, principalmente durante a entressafra. Atingiu o seu pico em R$117,18/@, ocorrido na primeira quinzena de novembro. Foram incríveis 53% de valorização em menos de um ano, situação realmente rara. Após um forte ajuste, é possível observar que a valorização ainda se encontra entre as mais altas historicamente, 40% sobre o início do ano. Na verdade, nos últimos 10 anos esta foi a primeira reação observada com esta magnitude.
O consumo, como já comentado, não deixou a desejar em 2010. Ao observarmos alguns indicadores econômicos, percebe-se que a economia esteve bastante aquecida. Resultado disso, inclusive, é a inflação em patamares elevadíssimos. De acordo com o Departamento Americano de Agricultura (USDA), o consumo brasileiro de carne bovina per capita aumentou 8% na última década, e espera-se um acréscimo de mais 1% até 2011. A migração de boa parte dos brasileiros das classes D e E para a classe C (e aqui vale uma observação: a grande maioria dos brasileiros hoje – 50,5% – pertence à classe C, ou seja, possui uma renda domiciliar entre R$ 1.064,00 e R$ 4.591,00) fez aumentar o consumo de carne bovina, que possui uma elasticidade-renda em torno de 0,5 (isso significa que para cada 10% a mais de renda, o consumo de carne bovina aumenta em 5%).
As exportações voltaram aos níveis pré-crise, apesar do recuo observado nos últimos dois meses, reflexo de um câmbio desfavorável, abates reduzidos e demanda interna fortalecida. O volume total exportado de janeiro a novembro de 2010 foi 7% superior ao mesmo período de 2009 e o faturamento foi 13% superior, comparando-se o mesmo período.
Já os custos de produção, de acordo com a Bigma Consultoria, subiram 10,16% entre janeiro e novembro deste ano frente a 50,5% para a arroba no mesmo período. A relação de troca do boi gordo com o bezerro, que chegou a 1,88 em julho, acabou se recuperando, e hoje está no patamar de 2,42, ou seja, também voltou a favorecer o produtor no fim da entressafra, apesar de ter se mostrado bastante desfavorável em alguns momentos.
De toda forma, 2010 foi um ano memorável e bom em termos de preço, mesmo quando comparamos os custos de produção. Se a demanda se mantiver aquecida em 2011 e as exportações encontrarem espaço para uma recuperação (ainda depende muito do câmbio), é possível que os preços alcancem patamares acima dos R$100,00/@ à vista novamente em São Paulo, mas olhando para a relação de troca que melhorou, fica mais difícil imaginar novos recordes de preços nominais na entressafra. De toda forma, é esperar para ver!
Bom fim de ano a todos. Vejo-os em janeiro!

FONTE: www.agroblog.com.br
AUTOR: Lygia Pimentel

Boi Gordo: frigoríficos estão um pouco mais agressivos nas compras

Com as escalas não muito confortáveis e os feriados de final de ano se aproximando (quando geralmente o volume de negócios cai), os frigoríficos estão um pouco mais agressivos nas compras.
Em São Paulo os negócios com o boi gordo saem por R$102,00/@ a R$103,00/@, à vista, livre do funrural, com escalas para cerca de 4 dias.
No Triângulo Mineiro, assim como na região de Belo Horizonte-MG, o boi gordo é negociado por R$96,00/@, a prazo, livre do imposto, com oferta pequena e dificuldade no preenchimento das escalas.
Aliás, a dificuldade nas compras fez o preço do boi gordo subir no Mato Grosso, nas quatro praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
Em Goiânia-GO o valor do boi gordo subiu para R$94,00/@, a prazo, livre do funrural e no Sul do estado as cotações variam de R$95,00/@ a R$96,00/@, nas mesmas condições.
No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis, com exceção da vaca casada, que subiu R$0,10/kg.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Vendas de carne começam a se recuperar

O mercado atacadista de carne bovina com osso de São Paulo vem se recuperando.
Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços de todas as peças subiram ontem, terça-feira (14/12). Veja tabela 1.


Esse comportamento é sinal de recuperação do consumo, depois de um período em que a demanda patinou em função dos altos preços alcançados pela carne bovina, fruto da pequena oferta de boi gordo.
O final de ano é um período típico de crescimento nas vendas de carne.
A sustentação que o mercado do boi gordo ganhou nos últimos dias é, em grande parte, resultado da recuperação nas vendas de carne.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado&Cia 15/12/10 - Entrevista com Caio Junqueira

FONTE: MERCADO & CIA
NOTICIAS AGRICOLAS

Preço ajuda a estimular exportação de carne bovina para o Chile

As exportações brasileiras de carne bovina para o Chile atingiram, em novembro, o maior volume desde setembro de 2005, segundo análise da Scot Consultoria realizada com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Foram exportadas 4,85 mil toneladas equivalente carcaça (tec) de carne bovina para aquele país, totalizando quase 26 mil tec nos primeiros onze meses de 2010. No acumulado do ano, o aumento das exportações passa de 230%, de 7,8 mil tec em 2009 para cerca de 26 mil tec em 2010.
Veja na figura 1 as exportações de carne bovina para o Chile.


O Brasil exportava cerca de 9,5 mil tec ao mês em 2005, até a ocorrência de febre aftosa em território nacional e paralisação destas exportações.
Aos poucos o mercado se recuperou, mas o preço relativamente baixo pago pelo Chile, na comparação com as altas exigências, fez as exportações patinarem.
Em 2010, os preços da carne exportada para o Chile subiram, estimulando as vendas. Enquanto nos primeiros onze meses de 2009 o preço médio da carne bovina brasileira exportada para o Chile ficou em US$2,05 mil/tec, em 2010 ficou em US$3,2 mil/tec, sendo que em novembro atingiu o maior valor desde 2005, de US$4,2 mil/tec.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Los precios de la hacienda en Uruguay se estabilizan por las lluvias y la apertura del mercado turco

Los mejores novillos resisten en US$ 3 por kilo de carcasa (con una dispersión creciente en los valores). Por las vacas se paga US$ 2,80 por kilo.
Las lluvias y la reapertura de Turquía determinan un cambio de escenario para la ganadería en Uruguay. Esto no significa que se pase a una situación eufórica pero sí que se salga de una actitud netamente vendedora que se reflejó en una muy alta faena la semana pasada, la mayor de más de dos años.
Los mejores novillos resisten en US$ 3 por kilo de carcasa, con una dispersión creciente en los valores y entradas que se habían alargado. Los efectos fueron muy marcados sobre el mercado de reposición la semana pasada. Sin embargo, pueden tener un vuelco en esta con el cambio en la situación hídrica y la apertura del mercado turco.
En consecuencia los US$ 3 por kilo se mantienen para los mejores novillos y los US$ 2,80 por las vacas.
La semana de faena que terminó el 11 de diciembre mostró un incremento semanal del 18% las 61.580 cabezas de ganado bovino, la mayor desde mayo del 2008 y 7 % superior a la misma semana del 2009.
La actividad por establecimiento de la faena fue liderada por: Tacuarembó con 5.515 vacunos, en segundo lugar Las Piedras con 4.768 y en tercero Colonia con 4.411. Seguidos por: Pulsa 4.386, San Jacinto 4.287, Carrasco 3.986, Canelones 3.960, Cledinor 3.848, Ontilcor 3.571 e Inaler 2.895.
El frigorífico Tacuarembó fue el que faenó más vacas -3.041- mientras que Las Piedras fue el que faenó más novillos: 3.707.
Por el lado de los ovinos se dio una caída en la faena semana del 7,9%. Se llegó a 33.420 animales faenados, lo que significó un 49% menos que la misma semana del año pasado.
Los establecimientos que lideraron la faena de ovinos fueron San Jacinto con 5.465 cabezas, seguido de Frigocerro con 4.361 y Chiadel 3.988.
Algunas categorías que se están comprando son la de terneros diente de leche hasta 300 kilos y vaquillonas preñadas de razas lecheras. Algunos de los barcos tuvieron que posponer su arribo a enero.
Las ventas de reposición de la pasada semana reflejaron nítidamente las dificultades de una situación de casi sequía y sin exportaciones en pie en el horizonte. Por eso será especialmente interesante seguir las ventas de esta semana.
En las referencias del ganado gordo, el promedio de INAC muestra que el ajuste de precios sigue siendo gradual y el promedio de los novillos de más de 380 kilos persiste por encima de los US$ 3 por kilo en los datos al 4 de diciembre.
Según las cifras de INAC, los precios de exportación en la última semana reportada, la finalizada el 4 de diciembre marcó un nuevo máximo desde 2008, al promediar US$ 4.315 por tonelada carcasa. Aunque el dato semanal no es representativo de la situación de mercados, el promedio de las últimas cuatro semanas se ubica en US$ 3.988 también un precio muy alto que permite a los frigoríficos empezar a recuperar márgenes que no tuvieron durante la primavera. Sin embargo, hay más cautela en los mercados regionales e internacionales respecto a la demanda de carne. Chile y Rusia son dos mercados que se reportan más calmos, al igual que Brasil para la carne ovina.

Fuente: Blasina y Asociados

Indústria aponta crescimento de 24% nos abates no Estado

O tão esperado ano da recuperação do número de abates com a redução da ociosidade nos frigoríficos finalmente chegou: a indústria de carnes do Rio Grande do Sul deve fechar o ano de 2010 com um incremento de 24% no total de animais abatidos, alcançando 1,8 milhão de cabeças, 350 mil a mais do que o registrado em 2009.
"Vamos superar todas as expectativas que apontavam incremento de 15% neste ano, nos aproximando do abate recorde de 2006, quando chegamos a 2,05 milhões de cabeças", disse o presidente do Sindicato da Indústria de Carne e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, durante análise do setor realizada ontem.
Mesmo frente ao cenário positivo, o dirigente afirma que não foi possível recuperar na totalidade os abates de fêmeas ocorridos em 2005.
No que diz respeito às exportações, a tendência também é de crescimento de 31% nos volumes negociados pelo Estado, passando de 80 mil toneladas para 105 mil toneladas. A Rússia ainda é o principal mercado da carne gaúcha, assim como a União Europeia e do total enviado 60 mil foi de carne processada e 45 mil in natura.
"Mesmo assim temos um foco muito grande no mercado interno, que está aquecido pelo aumento do número de consumidores de carne bovina", disse o dirigente. Entre os entraves para o setor, o presidente destacou o problema do câmbio, que permanece desfavorável.
A expectativa para 2011 é de que haja um crescimento de 7% a 10% nos abates, com a possibilidade de chegar próximo dos 2 milhões de cabeças. "Tivemos um número recorde em 2006 que pode se repetir", disse o dirigente, lembrando que a façanha não será fácil, pois depende da disponibilidade de matéria-prima.
A capacidade instalada da indústria de carnes para abates no Estado chega hoje a 3 milhões de cabeças, das quais 2,4 milhões estão em operação. Em relação aos preços para o próximo ano, Lauxen prevê uma situação de estabilidade ou até mesmo de pequena queda, em torno de 5% nos meses de fevereiro e março. Lauxen disse que é grande a expectativa do setor em relação ao governo Dilma Rousseff, especialmente no que diz respeito à liberação de linhas de financiamento que permitam aos produtores continuarem investindo. "O governo passado teve essa vantagem, liberando recursos para custeio com boas taxas de juros. Esperamos que isso continue."

FONTE: JORNAL DO COMÉRCIO

ABATES NO RIO GRANDE DO SUL


FONTE: ZERO HORA

Abate cresce e indica retomada da pecuária

Recuperação de postos de trabalho, redução da ociosidade e maior oferta de matéria-prima são alguns dos fatores positivos apresentados ontem pelo Sindicato da Indústria da Carne e Derivados no RS (Sicadergs), que prevê a superação do crescimento projetado de 15% para este ano.
O abate deve fechar o ano com crescimento de 24%, o que representa um adicional de 350 mil cabeças e um total de 1,8 milhão de animais no ano. Mesmo com a recuperação, a indústria ainda registra ociosidade em relação à capacidade instalada de 2,4 milhões de bovinos. “Foi um ano de recuperação”, destacou o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen. Para 2011, a projeção é de novo crescimento de até 7%, hipótese embasada na tendência de maior produção de gado.
Para os consumidores, a boa notícia é que, a partir de fevereiro ou março, o preço da carne bovina pode cair até 5%. “Existe um limite, o mercado vai se ajustar, até porque o consumo tende a se estabilizar nesta época e tem havido migração para outras carnes como suíno e frango.”

Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Boi-XP: forte demanda segue sustentando o mercado

A expectativa de que os preços andassem em movimento lateral se confirmou. A volatilidade do mercado físico parece ter se reduzido bastante nos últimos dias. Tem sido difícil continuar com a pressão baixista uma vez que a oferta não é abundante e o consumo voltou a mostrar sinais de reação.
Com novos fatores de suporte, o mercado firmou acima dos R$100,00/@ à vista em São Paulo. Para os frigoríficos pequenos, as escalas não completam a presente semana e atendem entre 2 e 3 dias de duração. Já para as indústrias de grande porte, a média é de 5 dias, já para o meio da próxima semana. A tendência é que o volume comercializado reduza a partir da segunda quinzena do mês. Historicamente, entretanto, a segunda quinzena não é marcada por preços em alta. De toda forma, como a queda das últimas semanas parece ter precificado bem a arroba do boi gordo para esta entressafra, é bem possível que o mercado se mostre firme até o fim do ano.
O consumo continua dando suporte às cotações neste fim de ano. A liquidez do mercado atacadista de São Paulo está recuperada e as vendas têm fluído bem. Historicamente, a valorização do traseiro em dezembro é de 5,9%, enquanto o dianteiro fica com modestos 1,7%, reflexo do aumento do volume de vendas de cortes nobres, impulsionado pelas festas de fim de ano. É, os gráficos não mentem. Após ter segurado fortemente nos 96,60, o BGIZ10 adentrou um canal de alta e respeitou-o à risca, rompendo importantes resistências e segurando firme em importantes suportes ao longo do caminho. Um desses suportes foi o patamar de 103,20.
Apesar de diversas e intensas tentivas, chegando a bater 102,25, o mercado voltou em três oportunidades, mostrando que o suporte configurava um importante ponto de compra para quem não deu muita bola para o cruzamento das médias, tanto rápidas como lentas. Hoje voltou a romper um topo anterior e busca a casa dos 107,25.

Confira a análise completa: boi

Fonte: XP Agro

Mercado do boi gordo volta a trabalhar em ambiente firme

Aos poucos o mercado do boi gordo volta a trabalhar em ambiente firme.
O preço de referência em São Paulo está estável em R$102,00/@, a prazo, livre de funrural, com alguns compradores ofertando até R$3,00 a mais pela arroba.
A oferta não é grande e as escalas em São Paulo atendem, em média, 4 dias, sedo que alguns frigoríficos ainda não conseguiram fechar as programações de abate desta semana.
A dificuldade nas compras e o crescimento na demanda fez os frigoríficos intensificarem as compras e isto gerou reajuste em seis praças pecuárias.
No Sudeste do Mato Grosso, houve alta de R$2,00/@ e a referência está em R$88,00/@, à vista, livre de funrural. No entanto, existem negócios ocorrendo por até R$90,00/@, nas mesmas condições.
No Paraná, com o reajuste o boi gordo voltou a ser negociado na casa dos R$100,00/@.
No mercado atacadista de carne bovina com osso de São Paulo houve alta de R$0,10/kg para todas as peças, devido à melhora de consumo dos últimos dias.
Este comportamento tem dado sustentação ao mercado do boi gordo.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Exportação de carnes deve faturar US$ 5 bilhões

A expectativa das indústrias exportadoras de carne bovina é de fechar o ano com faturamento próximo dosUS$ 5 bilhões, cerca de US$ 900 milhões acima dosUS$ 4,1 bilhões apurados em 2009. Os números foram divulgados pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, nesta segunda-feira (13/12), em São Paulo.
A quantidade de carne embarcada deverá cair. A previsão da Abiec é de exportar 1,64 milhão de toneladas, 15% abaixo de 2009. De janeiro a novembro deste ano as vendas externas foram de 1,593 milhão de toneladas contra 1,618 milhão de toneladas em 2009. O presidente da Abiec deixou claro, no entanto, que o importante é a receita, e não o volume de carne exportada. “Houve aumento na carne vendida ao exterior, o que compensou a queda no volume.”
Mesmo fazendo críticas ao câmbio – “tira a competitividade do setor” -, Camardelli acredita que o faturamento nos 12 meses de 2011 deve atingir de US$ 5,3 bilhões a US$ 5,5 bilhões, superando em no mínimo US$ 300 milhões o valor de 2010.
O recorde de preços nas exportações aconteceu em 2008, antes da crise econômica mundial, quando o Brasil fechou os 12 meses com um faturamento de US$ 5,3 bilhões.
Sebastião Nascimento

FONTE: GLOBO RURAL

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Consultora - XP Investimentos

Mercado do Boi Gordo



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

MERCADOS FUTUROS 13/12/2010

Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Dez/10104,381,376.1372.636
Jan/1198,200,822.013720
Fev/1194,680,51310
Mar/1193,150,53780
Abr/1191,740,56130
Mai/1191,070,072681
Jun/1191,310,0800
Jul/1193,090,0900






Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F - Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F - Estado de MS
DataA vista R$/@A prazo R$/@DataA vista R$/cabeçaA prazo R$/cabeça
03/12/10102,87103,7203/12/10708,52708,74
06/12/10104,41106,3706/12/10697,42698,79
07/12/10103,82104,9407/12/10700,66700,08
08/12/10104,05104,1708/12/10699,79699,30
09/12/10105,32106,7409/12/10702,26703,37
10/12/10105,17106,9010/12/10702,18703,84
13/12/10105,59107,3613/12/10706,36709,18

FONTE: BEEFPOINT

Oferta de boi gordo se normalizará em 2011, diz Abiec

Para o presidente da associação, mercado interno compensou parte da queda nas exportações deste ano
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, espera que a oferta de boi gordo se normalize no ano que vem.
– Depois do pico de abate de matrizes em 2006 estamos caminhando para uma constante no abate de fêmeas, que culminará na recomposição do rebanho. Em 2010, como foi um ano muito seco que acabou atrapalhando a engorda dos animais, ainda não vimos uma oferta e demanda equilibrada. Mas em 2011 teremos uma oferta melhor de animais – afirmou o executivo, em almoço com jornalistas.
Camardelli também disse que o mercado interno compensou parte da queda nas exportações deste ano.
– O objetivo é tratar igualmente os mercados e não abandonar um em função do outro. Mas se estão pagando mais pela carne aqui, se eu tenho mais facilidade de rentabilidade no mercado interno, eu não vou exportar. O mercado é soberano – afirmou.
– O grande objetivo da Abiec, com um trabalho com o governo, é trazer competitividade à carne brasileira, neste momento atual de harmonização de preços, com o binômio de comparação: preço e pacote tecnológico e de autogestão – completou.
Sobre o câmbio, o presidente da Abiec foi enfático
– O governo tem que adotar um 'remédio mais amargo' para sustentar dólar num patamar mais alto. O dólar é a competitividade de qualquer setor.

Fonte: AGÊNCIA ESTADO

Exportações de carne bovina para árabes crescem 94% e geram receita de US$ 1,1 bi

São Paulo – As exportações de carne bovina brasileira ao Oriente Médio avançaram 94% em receita entre janeiro e novembro deste ano sobre o mesmo período do ano passado. O mercado da região foi o que mais aumentou as compras no período, seguido do Norte da África, onde também estão nações árabes. O Norte da África aumentou as importações em 75%, para um faturamento de US$ 573,7 milhões. O Oriente Médio comprou US$ 1,19 bilhão.
“São países produtores de petróleo, onde houve um aumento do poder aquisitivo e melhora da receita. A melhora do poder aquisitivo leva as pessoas a aumentarem o consumo. Também houve aumento da população (nestas regiões)”, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli. No Oriente Médio estão países árabes, mas também há outras nações compradoras de carne, como Israel e Irã.
No total, o Brasil exportou, entre janeiro e novembro, US$ 4,4 bilhões em carnes, o que significou envios de 1,59 milhão de toneladas. Houve aumento de 19% em valores e recuo de 2% no volume. Para o ano, a Abiec reviu sua projeção de exportações de US$ 5 bilhões para baixo e elas devem ficar, segundo Camaradelli, por volta dos US$ 4,9 bilhões. O volume exportado deve chegar a 1,64 milhão de toneladas no ano. Em 2009, a receita com mercado externo foi US$ 4,1 bilhão e os embarques somaram 1,924 milhão de toneladas.
O aumento que deverá ser visto na receita, neste ano, ocorrerá apesar dos percalços enfrentados pelo segmento, como real valorizado, restrição de vendas para os Estados Unidos e União Europeia. Para o ano que vem, a previsão é que a receita de exportação fique entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,5 bilhões. A Abiec, em conjunto com o governo federal, elegeu quatro mercados potenciais para os quais tentará vender mais: China, Angola, Cuba e Marrocos. Também há outros, como Japão e Indonésia, a serem abertos.
Os marroquinos, por exemplo, importam 10,8 mil toneladas de carne ao ano. O Brasil forneceu para o país, que é árabe, 25 toneladas entre janeiro e novembro deste ano. Angola importa 72 mil toneladas ao ano do mundo, sendo que o Brasil forneceu 4,9 mil toneladas até o mês passado para o país. Cuba compra 34,5 mil toneladas do mundo ao ano, das quais 1,9 mil de carne brasileira, e a China importa 398 mil toneladas, sendo que o Brasil vendeu para o país só 1,5 mil toneladas de janeiro a novembro.
O Brasil busca outros mercados, enquanto mantém conversas com Estados Unidos e União Europeia sobre as exportações de carne. Os Estados Unidos restringiram compras de carne do Brasil em função de terem encontrado doses maiores do que o permitido do vermífugo Ivermectina em alguns lotes exportados. As conversas entre os dois países sobre o tema estão andando, mas ainda não foram concluídas. Na tarde desta segunda-feira, deve haver uma conference call entre governos do Brasil e EUA sobre o tema.
Com a União Europeia o Brasil vem tentando se entender a respeito da Cota Hilton. A cota é de cortes especiais do quarto traseiro de novilhos precoces e tem preço que chega a quatro vezes mais do que o da carne comum. O Brasil tem acordo para vender 10 mil toneladas desta carne por ano, com taxa de 20%, em vez de maior, para União Europeia. Mas conseguiu vender, no período de um ano que terminou em junho, nem 10% disto, em função das exigências da UE.
O bloco pede para estas importações só carne de boi no pasto, só que, ao mesmo tempo, faz exigências a respeito de carcaças impossíveis de cumprir alimentando o boi apenas com pasto. Isso vem sendo considerada barreira pelo Brasil, que cogita entrar com um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC)contra a União Européia. As vendas, em receita, para UE, aumentaram em 14% entre janeiro e novembro deste ano para US$ 634 milhões. Para Estados Unidos caíram 81% para US$ 84 milhões.

Fonte: ANBA

EXPORTAÇÕES DE GADO EM PÉ

Dados apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC referentes às exportações de gado em pé,revelam que no mês de novembro foram embarcadas 48.623 cabeças, patamar inferior ao registrado no mês de outubro, de 54.655 cabeças.
Os maiores países compradores continuam sendo Venezuela, que responde por mais de 92% das compras, Líbano, Egito e Turquia.

Fonte: Carlos Orácio - Capital News RESUMIDA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.COM.BR

Argentina: carne sobe 43% em 2010

O ano de 2010 fechará com uma alta média de pelo menos 43% no preço da carne paga no mercado interno da Argentina, apesar de os frigoríficos terem reduzido suas exportações e aumentado suas vendas ao mercado doméstico.
Segundo a evolução de preços realizada com base nos dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) e do Instituto Nacional de Promoção da Carne Bovina (IPCVA) da Argentina, um corte emblemático como o assado registrou um aumento de 30% nos primeiros dez meses de 2010. Esse corte passou de um valor de 17,4 pesos (US$ 4,36) por quilo nos açougues em dezembro de 2009 para um valor de mais de 22,6 pesos (US$ 5,67) em outubro passado.
Entre os maiores aumentos registrados durante 2010 no segmento de carne bovina está a alta de 40% nos cortes de cuadril, que não está sendo vendido a um valor inferior aos 29 pesos (US$ 7,28) por quilo.
Assim, 2010 foi marcado por uma contínua remarcação dos preços da carne no varejo e os efeitos da crise pecuária, a seca, a queda abrupta do rebanho bovino e a falta de incentivos para os investimentos. A isso, se soma uma forte pressão pelo contínuo aumento que o preço internacional da carne apresentou, motivo que levou o Governo argentino a optar por barrar as vendas ao exterior para evitar que esses afetassem os valores domésticos.
Em 13/12/10:
1 Peso Argentino = US$ 0,25109
3,97592 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Eltribuno.info, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Brasil contestará na OMC regra da União Europeia para carne bovina

O Brasil deve encaminhar uma reclamação à Organização Mundial do Comércio contra a União Europeia no setor de carnes bovinas.
Governo e setor privado estão de acordo de que esse é o único caminho para eliminar exigências dos europeus tidas como técnicas, mas que não passariam de barreiras comerciais.
O principal motivo dessa representação, que deve ocorrer no próximo ano, deve-se a um descumprimento, na compra de carnes, da cota Hilton -um produto de melhor qualidade e que remunera bem mais.

Quando Bulgária e Romênia entraram para o bloco europeu, o Brasil deixou de exportar 120 mil toneladas de carne bovina para aqueles países. Em troca, os europeus deram 5.000 toneladas de cotas Hilton para o país, elevando para 10 mil o total.
"O problema é que os europeus estão fazendo uma blindagem que não permite ao Brasil cumprir essa cota", diz Antonio Camardelli, presidente da Abiec (entidade do setor). O resultado foi que o setor brasileiro de carne bovina exporta menos do que 10% da cota estipulada pelos europeus por ano.

Na avaliação do Camardelli, os europeus exigem um boi que o Brasil não consegue produzir, uma exigência que não é feita a outros países produtores.
O gado brasileiro deve ser alimentado apenas em pasto, sem suplementação alimentar, o que dificulta chegar ao padrão de carcaça exigido pelos europeus. Nos demais países, essa complementação não é proibida.
Segundo, os europeus exigem dos brasileiros uma rastreabilidade do gado desde a desmama. Para os demais países, a exigência se limita a 90 dias antes do abate.
Fernando Sampaio, coordenador de sustentabilidade da Abiec, diz que "as exigências para o Brasil são muito mais restritivas".

Camardelli diz que o conselho da Abiec já decidiu pela reclamação à OMC. Resta, agora, uma aprovação da assembleia, que inclui as empresas do setor de carnes.

OBJETIVOS
Após a reabertura de todos os países que tinham fechado as portas para Brasil em 2005, na ocorrência da febre aftosa, os exportadores querem uma retomada sustentável desses mercados. Querem, também, uma revitalização de mercados afetados pela recente crise.
Para o próximo ano, Camardelli diz que o país atuará em duas frentes. Uma é buscar os mercados que ainda não compram carne brasileira, e que pagam mais, como Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá, Japão e México.

A outra é agir com mais dinamismo nos mercados já abertos e que têm bom potencial de compra, como China, Marrocos, Cuba, Angola e outros. "Precisamos fazer um trabalho cirúrgico."
O Brasil vai terminar o ano vendendo menos carne para o exterior, mas com receitas maiores, devido à valorização do produto.
Em volume, as exportações devem recuar de 1,92 milhão de toneladas em 2009 para 1,64 milhão de toneladas, mas as receitas sobem de US$ 4,1 bilhões para US$ 4,9 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Modernização do Ministério da Agricultura será prioridade

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, confirmado no cargo pela presidente eleita, Dilma Roussef, anunciou, nesta segunda-feira (13-12), as principais linhas de sua gestão para os próximos quatro anos. O projeto inclui a modernização da estrutura do ministério, um novo modelo de financiamento do crédito rural, a ampliação do seguro rural e a abertura de novos mercados para a carne brasileira. O ministro ainda apresentou os números mais atualizados das exportações do agronegócio, que atingiram US$ 70,3 bilhões de janeiro a novembro, e um superávit de US$ 58 bilhões.

Modernização
“Precisamos modernizar o Ministério da Agricultura para que possa acompanhar o grande avanço do setor produtivo rural. Há um descompasso entre um setor que avançou muito nos últimos anos, sobretudo na última década, e uma estrutura que permanece basicamente a mesma de 30 anos atrás”, avaliou o ministro. De acordo com Rossi, a partir de 2011 será realizado um grande diagnóstico envolvendo toda a equipe da pasta para definir como o ministério pode responder de forma mais eficiente às demandas da sociedade e, principalmente, dos produtores rurais. Ele mencionou, por exemplo, que é necessário reduzir o tempo de conclusão de processos como os registros de produtos e de certificação de origem. “Hoje, o agronegócio representa 26% do PIB e 42% das exportações e a resposta a sociedade tem sido dada por um ministério que foi montado numa época em que não chegávamos à metade desses números”, afirmou.

Apoio ao setor rural
O ministro afirmou que haverá uma integração entre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Seguro Rural. “Vamos estudar se mais recursos forem aplicados para ampliar o seguro rural será possível dar a segurança de renda que o país precisa para seus produtores”, disse. Segundo Rossi, a intenção não é substituir a PGPM, mas investir o orçamento de forma mais eficiente para que o Brasil possa ter um seguro rural mais abrangente, capaz de cobrir os riscos climáticos e também os riscos mercadológicos. Ele lembrou que o Fundo de Catástrofe, sancionado em agosto, foi um passo importante para promover a expansão do seguro no Brasil. Explicou ainda que o setor precisa de um apoio mais efetivo para assegurar a renda do produtor. “A garantia do preço mínimo tem sido eficiente, mas a política é centrada nos custos de produção variáveis, que consideram apenas os desembolsos que o produtor faz a cada ano para determinada cultura”, informou o ministro. Esse é um projeto de longo prazo e não apenas para o primeiro ano de governo e que responde a uma demanda de todo setor produtivo”, completou.

Abertura de mercados
“Há um esforço grande para que possamos aumentar o nosso comércio com Extremo Oriente, principalmente para a carne suína”, informou o ministro. Os mercados prioritários para o Brasil são China, Japão e Coreia. Rossi reforçou que o Ministério da Agricultura está enfrentando todas as barreiras impostas aos produtos nacionais. “Uma delas é a própria abertura de mercados com o Extremo Oriente. Com sucessivas aproximações, estamos prestes a estabelecer um acordo comercial”, disse. O ministro comentou também o sistema de cotas da Rússia para as carnes. Conforme Rossi, um encontro que ocorrerá no início do próximo ano, em Berlim (Alemanha), deve fechar as negociações entre as autoridades russas e brasileiras sobre o assunto. “Nossa bandeira é que se cotas forem mantidas, que não sejam demarcadas geograficamente porque o Brasil entra e ganha espaço”, relata o ministro. Isso ocorreu, lembra Wagner Rossi, com a carne bovina, que tem um sistema de cotas mais aberto, e o Brasil forneceu, em 2009, 50% do produto consumido na Rússia. Há uma terceira limitação mencionada pelo ministro, que é a mercadológica sob alegação sanitária. “Alguns países não podem evitar que o Brasil ganhe mercado, então, fazem alegações sanitárias, na maior parte delas, absurda. Por exemplo, o Brasil não tem nenhum caso de febre aftosa há mais de quatro anos”, enfatiza. Para enfrentar essa situação, o Ministério da Agricultura, em conjunto com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, está preparando uma campanha de esclarecimento sobre as condições produtivas no Brasil, envolvendo sanidade, qualidade e condições de preço. “Percebi, principalmente quando estive na Europa, que o nível de informação da população é muito baixo sobre a produção brasileira. Quando o projeto estiver pronto vamos chamar a iniciativa privada a participar dessa campanha”, concluiu.

Novo modelo de financiamento
Wagner Rossi anunciou um projeto para combater o desenvolvimento desigual dentro da agropecuária. “Há uma diferença entre a situação do produtor agrícola e do pecuarista em relação à organização dos setores, especialmente no que diz respeito ao acesso a financiamento”, ponderou. Segundo o ministro, é necessário criar uma linha de crédito mais específica para a pecuária, que seja capaz de enfrentar questões de médio prazo, como o sacrifício das matrizes que aconteceu alguns anos atrás e está repercutindo hoje com a diminuição da oferta de boi. Rossi ainda citou linhas especiais para a fruticultura. “O setor tem um potencial enorme em áreas irrigadas e no Nordeste e precisa ter um apoio similar ao que outras culturas já têm”, reforçou. Rossi ressaltou a importância de ações de médio e longo prazo para o trigo. “Precisamos sair de uma ação pontual para uma política estruturante. O objetivo não é a autossuficiência, pois temos uma parceria forte com Argentina, Paraguai e Uruguai. Temos que melhorar a qualidade do trigo, que tem muita relação com o preço pago ao produtor”, explicou.

Exportações
“Estamos batendo recordes de exportação com o dólar da forma como ele está. Exportamos de janeiro a novembro US$ 70,3 bilhões em produtos da agropecuária, o que nos aproxima do recorde de todos os tempos, que foi em 2008, quando chegamos a US$ 71,8 bilhões”, anunciou Rossi. “É quase certo que tenhamos a maior exportação agrícola e pecuária da história do país, com o maior superávit nessa área. Devemos superar os US$ 60 bilhões”, afirmou.

Código Florestal
Wagner Rossi defendeu que qualquer aperfeiçoamento do Código Florestal deve ser feito pelo Congresso Nacional, especialmente no Senado, após a votação no plenário da Câmara prevista para ocorrer esta semana. “A sinalização para o setor rural de que haverá regras mais justas e mais adequadas já seria um grande avanço. O trabalho do deputado Aldo Rebelo foi extremamente equilibrado. Ele não abriu nenhuma possibilidade de aumento do desmatamento, não diminuiu qualquer defesa dos biomas”, disse, se referindo ao relatório do deputado do PCdoB de São Paulo sobre o Código. Rossi citou também a iniciativa do Ministério da Agricultura, pioneira no mundo, de estabelecer ações para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, como é o caso do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

Qualidade do Café
“Temos colocado várias cadeias produtivas juntas para conversar e isso foi muito positivo no café”, classificou o ministro. Ele informou que o governo, em conjunto com a iniciativa privada, está iniciando o plano de melhoria da qualidade do café no mercado interno, prevista na Instrução Normativa nº 16, que entrar em vigor em fevereiro de 2011. “Conseguimos estabelecer 100% de controle na pureza, 100% de controle na umidade. Para o aspecto sensorial, que é mais subjetivo, vamos fazer, numa primeira fase, o apoio do governo treinando provadores de café”, relatou. Segundo Rossi, a formação de degustadores começa em janeiro e esses profissionais percorrerão as indústrias para orientá-los sobre como melhorar a qualidade sensorial do produto (aroma e sabor). O ministro comemorou também a autorização para que o Brasil negocie o café na bolsa de Nova York. Ele avalia que o país pode ainda ganhar mercado já que o produto nacional tem ótima qualidade em grande quantidade. “Temos, indiscutivelmente, o melhor café do mundo”, reforçou.
Índice de produtividade

“Tenho resistência à ideia de impor um índice de produtividade a uma propriedade determinada. Na verdade, quem deve definir o que, como e quando o produtor vai produzir é o mercado, a visão que ele tem da oportunidade de negócios, de perspectiva de preço e demanda interna e externa”, opinou o ministro. “Quem quer definir os índices está pensando em um Brasil de 30 anos atrás, quando havia necessidade de um mecanismo como esse, pois não existiam terras disponíveis para a reforma agrária. Hoje, há muitas terras disponíveis e a possibilidade se adquirir terras no mercado”, concluiu Rossi.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Laila Muniz

Mercado do boi gordo segue com pouca movimentação

Pouca movimentação no mercado do boi gordo nesta manhã.
O preço referência está estável em São Paulo, com alguns frigoríficos tendo que ofertar mais para comprar.
As escalas atendem cerca de 4 dias, na maioria dos casos. Ainda cabem animais para esta semana na maior parte das programações.
Apesar de a época já ser de aumento na oferta, os pecuaristas seguraram os animais devido às quedas de preços das últimas semanas.
A resistência dos pecuaristas em vender a preços menores e a própria disponibilidade de gado, que não é grande, fizeram com que o preço do boi gordo subisse em cinco praças. Houve reajuste no Sul de Goiás, Rio de Janeiro, Sudeste de Rondônia, Cuiabá-MT e Sul da Bahia.
No mercado atacadista com osso os preços estão estáveis. O traseiro avulso está cotado em R$8,20/kg, 8,9% menor que o pico de preços de novembro, mas 27,1% superior à mesma época de 2009.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Agropecuária terá mais crédito no próximo governo, afirma ministro

A reestruturação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá envolver medidas de médio e longo prazos, incluindo "mais oferta de crédito para a agropecuária", como ocorre na área agrícola. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (13-12) pelo ministro Wagner Rossi, confirmado na pasta pela presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Segundo Rossi, a escassez de crédito foi responsável pelo abate de matrizes do gado bovino em 2005, cujos efeitos estão sendo sentidos agora, com o aumento do preço da carne.
Em entrevista, ele disse que o Ministério da Agricultura deve também compatibilizar a política de importação de produtos agrícolas com a produção interna, só comprando do exterior quando tiver necessidade na entressafra. Inicialmente, é o que será feito com o trigo.
Rossi garantiu que, nesse processo de modernização da pasta, haverá resposta para "uma reclamação permanente" dos produtores sobre o tempo que leva para o registro de produtos, e a redução de problemas na área da certificação, com a diminuição da burocracia. "Um tema atualíssimo, que agrega valor", afirmou.
O ministro ressaltou que a agricultura convive, em diversas áreas, com situações que levam de oito a dez anos para ser resolvidas. Ao anunciar a realização de um diagnóstico global para revisão de normas, processos, fluxos, ele disse que a imprensa poderá ajudar muito com sugestões.
Rossi citou a criação do Fundo Catástrofe, por decreto presidencial, entre as medidas que deram mais segurança aos produtores. "Foi uma iniciativa paralela à politica em vigor de garantia de preço mínimo e ao seguro agrícola, que barateou o custo do seguro para os produtores, pois as seguradoras não precisam cobrir prejuízos nessas situações".
As estatais ligadas à pasta, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), poderão ser afetadas pela política de reformulação do ministério. No entanto, disse Rossi, "elas têm capacidade de resposta e de adaptação mais rápida para conciliar problemas na sua área" e não estão "tão defasadas" quanto o ministério.
Na entrevista, o ministro comentou também o texto do novo Código Florestal, que está em tramitação na Câmara. Rossi dá "nota 10" ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas ressalta que o texto ainda pode sofrer alterações. Para ele, o código não será votado neste ano, devendo entrar, em regime de urgência, no início dos trabalhos legislativos em 2011.
De acordo com o ministro, o texto não favorece aumento do desmatamento, nem a redução da área dos biomas, e dá segurança jurídica ao produtor, com mudanças compatíveis com a realidade, para aumento da produção de alimentos com a preservação do meio ambiente.

FONTE: Agência Brasil
Autor: Lourenço Melo