sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Incentivo suspenso em 18 frigoríficos

A primeira reunião de 2011 do Conselho Administrativo do Agregar decidiu não renovar o benefício fiscal de 18 dos 96 frigoríficos que recebiam desconto de ICMS. A decisão, que atinge quase 19% dos estabelecimentos habilitados em 2010, deve-se a pendências de taxas na Receita e de licenciamento junto à Fepam. Com isso, as empresas voltam a pagar 7% de ICMS. Segundo o técnico da Seapa, Paulo Spannenberg, essas indústrias poderão restabelecer o convênio e voltar a recolher apenas 2,5%, referente a fevereiro, no próximo encontro agendado para dia 28, desde que regularizem a situação. O conselho ainda incluiu duas empresas no Agregar, a Alexandre Cambruzzi (Rolante/RS) e a Comercial Carneiro Sul (Sapiranga/RS).
No encontro, o diretor do Departamento de Produção Animal, Eraldo Marques, disse que fará levantamento do Agregar para adequá-lo ao programa "Melhor Carne do Mundo". No entanto, ainda não foram apresentadas propostas e o alinhamento já é alvo de questionamentos. Segundo o diretor-executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, o setor não sabe nada sobre o "Melhor Carne do Mundo". "Esperamos que, nos próximos encontros, o governo apresente as alternativas", reivindicou o dirigente. A Seapa informa que o "Melhor Carne do Mundo" está sendo estruturado e que terá ações de médio e longo prazo para acompanhar a qualidade do rebanho desde a produção até o produto final. Marques avalia que o Agregar cresceu nos últimos anos, mas tem regras que podem ser atualizadas. Em 2010, do total de 1.878.131 cabeças (bovinos e bubalinos) abatidas no Estado, 1.396.440 foram com os benefícios do Agregar Carnes.

FONTE: Correio do Povo

Quanto valerá a arroba na entressafra?

Como já comentamos há algumas semanas, os contratos futuros com vencimento em outubro estão com valores muito semelhantes aos que tem vencimento mais próximos e ao preço negociado no mercado físico.
Na última semana este spread abriu um pouco, mas a BM&FBovespa ainda está precificando a arroba da entressafra nos mesmo patamares dos atuais. Ou seja, hoje o mercado futuro está nos mostrando que até o pico da entressafra (outubro) a arroba do boi gordo deve acumular uma valorização de apenas 1,62%.
Na sua opinião é isso mesmo que deve acontecer ou a arroba tem fôlego para subir ainda mais?. Utilize o espaço para cartas do leitor abaixo para nos enviar seus comentários.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros de boi gordo com vencimento em outubro/11


FONTE: BEEFPOINT

Mercado de reposição aquecido

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo na semana

O mercado do boi gordo está enxuto.
Em São Paulo o preço referência para o boi gordo é de R$102,50/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios em preços mais altos e a oferta não é abundante.
Na média das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação do boi gordo caiu 0,5%.
A maior queda ocorreu no Tocantins, uma depressão de 6,5% no sul do estado e 5,4% no norte.
As maiores altas ocorreram em Alagoas e Pelotas-RS, 10,0% e 9,7%, respectivamente.
A melhora na oferta, característica de safra, ainda não ocorreu.
Os pastos, com boa condição de suporte na maior parte das regiões, permitem que os pecuaristas segurem os animais.
A pressão para derrubar os preços, exercida pelos frigoríficos, deu em nada. O consumo melhorou e a demanda por animais também.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Supermercados alertam sobre taxas que encarecem carne

Para Abras, PIS e Cofins oneram preço ao consumidor
Para o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, as novas regras tributárias impostas à cadeia da carne impactaram negativamente o setor.
– Reduziram a margem de comercialização do varejo, promoveram a desigualdade comercial entre empresas supermercadistas e os concorrentes que não se submetem ao sistema de tributação não-cumulativo, mas principalmente contribuíram para o aumento do preço do produto ao consumidor – afirmou.
Honda reclama das leis 12.058/09 e 12.350/10, que determinaram a suspensão da cobrança do PIS e Cofins devido pelos frigoríficos nas operações com carnes bovina e de aves e suínos, respectivamente.
Segundo Honda, desde outubro de 2009, período em que foi determinada a suspensão, o varejo vem arcando sozinho com um aumento no custo tributário de 6,12% sobre a comercialização da carne bovina. Antes, os supermercados tinham direito a um crédito de 9,25%. Depois da lei, passaram a contar apenas com um crédito presumido de 3,7% para abater do valor de compra.
Ele salienta que, diferente do que pretendia o governo, não se verificou a redução nos preços praticados pelos frigoríficos em função da suspensão das contribuições. Ao contrário, alegando a redução da área de pasto e do rebanho com o abate de matrizes provocado pela crise, e o aumento do custo de produção do gado de corte pela elevação do preço de fertilizantes, rações e suplementos, o setor produtivo vem praticando preços cada vez mais altos.
Não houve repasse
Ainda assim, de acordo com Honda, os supermercados não repassaram os aumentos praticados pelo setor produtivo, que chegou a 48%. O Indice Nacional de Vendas apresentado no dia 31 de janeiro apurou que o preço da carne oferecido ao consumidor no varejo teve alta acumulada de 34,9% em 2010.

Fonte: AGÊNCIA SAFRAS

Ano deve ser bom para setor de carne bovina, avalia CNA

Apesar do aumento dos custos de produção durante o ano passado, preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%
O ano de 2011 tem tudo para ser muito bom para o setor de carne bovina do país, de acordo com informações apresentadas nesta quinta, dia 10, pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A previsão do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da instituição é de que as exportações de carne bovina somem dois milhões de toneladas neste ano, um aumento de 25% em relação a 2010, quando foi embarcado 1,6 milhão de toneladas. Além disso, a arroba do boi gordo está em seu patamar mais elevado, com as cotações da BM&F BOVESPA indicando preços acima de R$ 100 até o segundo semestre.
A União Europeia vem retomando lentamente as compras de carne bovina in natura brasileira, produto que sofreu embargo, no início de 2008, por inadequações no sistema nacional de rastreabilidade do gado. A diminuição drástica das exportações para o bloco econômico, no entanto, está sendo compensada pelo crescimento de mercados que importam carnes menos nobres, a um preço menor, como Rússia, Hong Kong e países do Oriente Médio. Assim, o Brasil conseguiu, no ano passado, vender US$ 3,86 bilhões em carne bovina in natura, aumento de 27% sobre 2009.
Embora os custos de produção tenham aumentado cerca de 21% durante 2010, o preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%, recuperando a margem de lucro do produtor. Na comparação entre o mês de janeiro dos últimos anos, o valor da arroba passou de R$ 74,24 no início de 2008 para R$ 80,81 em 2009, R$ 75,09 no ano passado e R$ 101,85 em 2011.
Para melhorar a imagem ainda desgastada do sistema produtivo brasileiro no mundo, principalmente em mercados como Oceania e Ásia - fechados para a carne bovina in natura brasileira por conta de o país ter áreas não reconhecidas internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação -, os representantes do setor estão apostando no Congresso Internacional da Carne, marcado para os dias 8 e 9 de junho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O estado, o segundo maior produtor nacional de gado, obteve, na semana passada, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de livre de aftosa com vacinação para a área na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, a única de seu território que ainda não tinha o reconhecimento. Durante o congresso internacional, os participantes devem visitar propriedades pecuárias e conhecer melhor o sistema de criação de gado no país.
– Queremos mostrar a realidade brasileira indo às propriedades, mostrando que estamos cumprindo a parte social e também ambiental – afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.
– Precisamos fazer esse resgate e mostrar que fizemos o nosso dever de casa – complementou o vice-presidente de finanças da CNA, Ademar Silva Júnior. Segundo eles, para ajudar nesse objetivo, foram chamados para o evento representantes de países com experiência em marketing para a carne, como Austrália, Estados Unidos e Argentina.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Conselho do Agregar-RS reúne-se para definir mudanças no programa

Criado pelo Decreto 41.620, de 20 de maio de 2002, o Programa Agregar-RS Carnes prevê estímulo ao abate de bovinos, bubalinos e ovinos sob inspeção oficial em frigoríficos credenciados, oportunizado por créditos fiscais presumidos. No final da manhã desta quinta-feira (10), o Conselho de Administração do Programa esteve reunido com o novo diretor do Departamento de Produção Animal (DPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Eraldo Marques, para deliberar sobre a renovação de habilitação de estabelecimentos credenciados e dar início à discussão de sua adequação ao Programa Melhor Carne do Mundo.
Segundo Marques, uma das metas do Governo Tarso Genro é a implantação do Programa Melhor Carne do Mundo, e o Agregar será inserido nesta proposta. "Assim estamos levantando sua situação, precisamos avançar", observou. Outro ponto levantado por ele é que o Rio Grande do Sul pretende aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), "também neste tema precisamos nos adequar, sendo necessário que todas as questões, como a sanidade animal e o georreferenciamento, por exemplo, avancem juntas, e aí está incluído, por certo, o Agregar-RS Carnes."
Embora o programa tenha crescido desde sua implantação, permanece com as mesmas regras de quase nove anos atrás, "é preciso avançar mais", assegurou Marques. Em 2010, o total de cabeças abatidas no Estado, somente de bovinos e bubalinos, de acordo com levantamento feito pelo Sicadergs, foi de 1.878.131, contra 1.396.440 de reses abatidas com os benefícios do Agregar-RS Carnes.
Além da Secretaria da Agricultura, que gerencia o programa, participaram da reunião desta quinta-feira representantes do Mapa, da Secretaria da Fazenda (Sefaz), da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIARS), Farsul, Fiergs, Sicadergs e Sindicato do Comércio Atacadista de Carnes Frescas e Congeladas do RS (Sindicarnes). Tais instituições, junto com a Secretaria da Saúde, Famurs, Fetag e Febrac formam o Conselho de Administração do Agregar-RS.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Iranianos investem R$ 15 milhões em antigo frigorífico do interior de São Paulo

Unidade do antigo Mozaquatro, de Fernandópolis, foi rebatizado para Boifrig
Agência Estado
Gustavo Porto
Após enfrentar várias crises desde 2006, ser arrendado e enfrentar uma recuperação judicial, o antigo frigorífico Mozaquatro, em Fernandópolis (SP), agora rebatizado de Boifrig, foi salvo por um grupo de investidores iranianos. Eles injetaram R$ 15 milhões no arrendamento e na retomada da produção do frigorífico e têm planos para saltar de um abate diário de 200 cabeças para 750 cabeças de bovinos ainda este ano.
Metade dos animais segue o preceito halal para o abate, um ritual do islamismo, para que a carne possa ser enviada ao Irã. A demanda iraniana estimada pelo sócio do Boifrig, Mohammad Ahmadi, é de 200 mil toneladas de carne por ano.
Além de ser acompanhado por delegados iranianos, o animal abatido pela técnica halal tem de ser degolado por uma faca bem afiada, tem de ter todo o sangue retirado e não pode ter sofrimento.
— O responsável pelo abate tem de pedir licença para Deus (Alá) e a cabeça do animal estar direcionada para Meca — explicou Ahmadi.
De acordo com o empresário, o animal abatido precisa ainda ser macho e ter, no máximo, 36 meses de idade.
Além da carne exportada, parte da oferta abatida pelo preceito halal é destinada a clientes muçulmanos no Brasil. O restante, abatido pelo sistema tradicional, isolado do halal, é escoado no mercado interno.
Ahmadi só reclama da burocracia brasileira, pois foi preciso mais de um ano para que o frigorífico pudesse ser regularizado. Com 250 empregados, o frigorífico deve chegar a 600 com a ampliação do abate.
Pela série de problemas no passado, como a falta de pagamento de pecuaristas, a maioria dos animais é comprada à vista, a um custo diário de R$ 400 mil. O valor deve saltar para R$ 1,5 milhão por dia com o aumento da produção, de acordo com o empresário.

AGÊNCIA ESTADO

Chuvas e preços na Austrália

O segundo exportador mundial de carne bovina passa por uma série de desastres naturais. Chuvas, enchentes e ciclones afetaram o estado australiano de Queensland nesse início do ano.
Quais os efeitos para a pecuária australiana e mundial?
As chuvas prejudicaram os embarques, o que, com demanda firme, poderia causar elevação dos preços. Em janeiro os preços subiram 3,5% entre o dia 10 e 18 de janeiro, segundo o EYCI (Indicador de Preços de Gado Jovem, que inclui animais para reposição).
Em um segundo momento, houve a desova dos animais das regiões alagadas, o que causou queda de preços (figura 1).


Na figura 1 encontra-se a evolução do EYCI, indicador elaborado pelo MLA (Meat and Livestock Australia), com base nos preços dos estados do leste australiano.
O volume médio diário de animais comercializados em janeiro foi de 18,19 mil cabeças, 90,1% superior à média em janeiro de 2010. O nível de comercialização em janeiro foi inédito na região.
Na figura 2 estão as médias de comercialização diária em janeiro de cada ano.


Em relação à média do período analisado, a comercialização em janeiro de 2011 foi 52,8% maior.
Em termos de abates, segundo dados do MLA, os de janeiro caíram 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ficando 11% abaixo da média de abates de janeiro dos últimos cinco anos.
Nas regiões mais afetadas pelas chuvas, a queda dos abates de bovinos chegou a 30% em relação aos níveis de 2010.
Brasil e Austrália atendem mercados diferentes, o que diminui o impacto, da menor produção desse país.
No ciclo 2009/2010, segundo o Departamento de Relações Internacionais e Comércio (Department of Foreign Affairs and Trade) 75% da receita com exportações de carnes in natura da Austrália foi obtida das vendas para os Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, mercados não atendidos pelo Brasil devido ao status sanitário em relação à febre aftosa.
Adicionando aos destinos Indonésia e Taiwan, que também não importam carne brasileira, a representatividade chega a 83,2% da receita com exportações de carne in natura australiana.
A Austrália exporta carne para mais de 100 países, segundo o MLA. Em alguns mercados, concorrem com o Brasil, como no Oriente Médio, para onde se destina boa parte dos embarques brasileiros. Mas este mercado representou apenas 2,3% das exportações australianas, em receita, em 2009/2010.
A pecuária australiana deve sofrer com os danos em infraestrutura que ocorreram, embora seja cedo para dizer se isso acontecerá. A diminuição na produção australiana tende a ser benéfica para o Brasil, embora os mercados atendidos sejam potencialmente diferentes.

FONTE: SCOT CONSULTORIA
AUTOR HYBERVILLE NETO

LISTA ERAS TRACE - UE

- Lista das propriedades ERAS/SISBOV aptas a fornecer gado para produção de carne bovina in natura.
Lista ERAS TRACES.
ES 21 fazendas,
GO 501 fazendas
MG 573 fazendas
MS 331 fazendas
MT 436 fazendas
PR 43 fazendas
RS 141 fazendas
SP 180 fazendas

FONTE: MEATCONSULTING

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Alcides Torres - Scot Consultoria

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Mercado da carne melhora e garante semana de alta

Nesta semana o mercado do boi gordo se mostrou mais firme, com a arroba registrando valorização. Melhora no atacado de carnes e a dificuldade em adquirir matéria-prima por parte dos frigoríficos foram os fatores que ditaram o ritmo do mercado na última semana.
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,41/@ na última quarta-feira, acumulando valorização de 2,21%. O indicador a prazo teve alta de 3,23% no período analisado, sendo cotado a R$ 106,32/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Com escalas curtas e o mercado da carne mais demandado, nos últimos dias os compradores se viram obrigados a melhorar suas ofertas e o mercado passou a trabalhar em ambiente mais firme.
As chuvas mais regulares e melhora da qualidade das pastagens é outro fator que aumenta o poder de barganha dos pecuaristas e dá um certo fôlego para negociar a preços mais altos. Segundo Eduardo Lund, de Pelotas/RS, chove em praticamente todo o Rio Grande do Sul. "Se já estava difícil para frigoríficos, como ficará agora que dá para segurar o gado mais um pouco?", avaliou.
Segundo as análises do Cepea, a carne bovina negociada na Grande São Paulo continua em patamares bastante elevados. Neste início de fevereiro, o preço médio da carcaça casada de boi é de R$ 6,45/kg. Esse valor é 120% superior à média da carne de frango no mesmo período (R$ 2,94/kg) e 63,3% maior que a suína (R$ 3,95/kg).
Comentando sobre a firmeza do mercado da carne, Caio Junqueira Neto, sócio diretor da Cross Investimentos, comentou no Twitter: "frigorífico que dormiu com estoque alto de carne ontem, hoje amanheceu zerado".
Segundo o Boletim Intercarnes, as ofertas seguem em níveis apenas regulares e a procura se mostra mais ativa para alguns cortes, principalmente dianteiros. A tendência para os próximos dias é de estabilidade. No atacado paulista o equivalente físico foi calculado em R$ 96,80/@, acumulando alta de 0,61% na semana. O spread (diferença) entre indicador e equivalente está em R$ 7,62/@, acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 4,53/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


O leitor do BeefPoint, Frederico Medeiros de Souza comentou via formulário de cotações do BeefPoint, que em Redenção/PA a arroba do boi gordo é negociada a R$ 87,00, com prazo de 30 dias para pagamento e a vaca está valendo R$ 81,00. Ele completa dizendo que na reposição é difícil achar animais de qualidade na região.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
A semana também foi de alta no mercado futuro, com os contratos de boi gordo na BM&FBovespa acompanhando o movimento do indicador. O primeiro vencimento, fevereiro/11, fechou a R$ 102,91/@, acumulando alta de R$ 0,54 na semana. Os contratos que vencem em outubro/11 terminaram o pregão da última quarta-feira valendo R$ 105,29/@, com variação positiva de R$ 1,39.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 02/02/11 e 09/02/11


Como já comentamos há algumas semanas, os contratos futuros com vencimento em outubro estão com valores muito semelhantes aos que tem vencimento mais próximos. Na última semana este spread abriu um pouco, mas a BM&FBovespa ainda está precificando a arroba da entressafra nos mesmo patamares dos atuais. Ou seja, hoje o mercado futuro está nos mostrando que até o pico da entressafra (outubro) a arroba do boi gordo deve acumular uma valorização de apenas 0,84%. Na sua opinião é isso mesmo que deve acontecer ou a arroba tem fôlego para subir ainda mais?
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros de boi gordo com vencimento em outubro/11


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 710,07/cabeça, com valorização de 0,39% na semana. Mesmo com essa variação positiva, a relação de troca melhorou subindo para 1:2,43.
Gráfico 4. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)


Ontem publicamos uma enquete José Guedes, fez a seguinte pergunta no Twitter: Quem explica boi magro de R$100,00/@ em GO?.
Gustavo Figueiredo, acredita que isto está acontecendo porque confinadores e invernistas paulistas estão indo fazer sua compras no Centro-Oeste e trazendo os animais para São Paulo.
Na opinião de José Ricardo Skowronek Rezende, "o preço dos animais de reposição é mais relacionado com as expectativas de preços futuros do carne do boi gordo que com o preço do boi gordo vigente. Em outras palavras depende mais das perspectivas futuras, que podem elevar ou reduzir a demanda por animais de reposição. No momento o cenário é otimista e muitos confinadores e invernistas começam a se antecipar". Clique aqui para ver mais opiniões e nos envie seu comentário.

FONTE: BEEFPOINT

BOI/CEPEA: Preço da carne segue em patamar elevado

Cepea 10 – Dados do Cepea mostram que a carne bovina negociada na Grande São Paulo continua em patamares bastante elevados. Neste início de fevereiro, o preço médio da carcaça casada de boi é de R$ 6,45/kg. Esse valor é 120% superior à média da carne de frango no mesmo período (R$ 2,94/kg) e 63,3% maior que a suína (R$ 3,95/kg) – levantamentos do Cepea. Quanto ao mercado de boi gordo, o ritmo de negócios segue lento devido à oferta limitada de animais para abate. Entre 2 e 9 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa acumulou alta de 2,2%, fechando a R$ 104,41 nessa quarta-feira, 9.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Boas práticas valorizam carne bovina brasileira no exterior

Cresce pelo país o número de projetos voltados para agregar valor a carne bovina brasileira. Iniciativas como o projeto Carne Bovina de Qualidade, financiado pela Finep, poderão, a longo prazo, não só melhorar o produto, como também ampliar a participação do Brasil no mercado internacional.
Para esta ação, a financiadora disponibilizou R$ 5 milhões com o intuito de promover, por meio de práticas adequadas e georeferenciamento, garantias de origem do produto ao consumidor, e também o seu correto manejo desde o campo até a mesa do brasileiro.
Vale citar também a certificação promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Trata-se do Selo de Inspeção Federal (SIF), que permite que a carne brasileira seja exportada para mais de 140 países, inclusive para mercados exigentes, como os Estados Unidos, a Rússia e a União Europeia.
Mesmo ainda desvalorizadas, as exportações de carne bovina do Brasil cresceram cerca de 2% em volume e 23% em receita no primeiro semestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e mostram também que as vendas no primeiro semestre do ano passado geraram divisas de US$ 2,35 bilhões.

(Com informações da Finep)
FONTE: www.redetec.org.br

Demanda mundial de carne bovina confirma potencial exportador do Brasil

O aumento da demanda mundial consolidará o Brasil como o maior fornecedor de carne bovina do mundo. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de crescimento de 2,1% no comércio mundial de carne bovina, com destaque para a projeção de aumento de 8,1% nas vendas externas brasileiras. Com mais de 200 milhões de cabeças, o País garante a produção de quase 10 milhões de toneladas de carne por ano, destinadas principalmente a Rússia, União Européia e Irã, entre outros.

Estimativas do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que, neste ano, o Brasil deverá voltar a expandir suas vendas externas de carne bovina, embarques que devem somar aproximadamente 2 milhões de toneladas em equivalente carcaça.

O assunto será tema de entrevista coletiva, nesta quinta-feira (10), às 9h, em café da manhã na sede da CNA, em Brasília, durante o lançamento oficial do Congresso Internacional da Carne, que se realizará em junho, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Além da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, participam da entrevista o vice-presidente da entidade, Ademar Silva Júlior e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel.

Fonte: Assessoria de Comunicação da CNA
(61) 2109-1419
Cna.Comunicacao@cna.org.br

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A INFLAÇÃO DA CARNE

Esses fatores explicam por que os supermercados estiveram mais cheios no ano passado, com o público em busca de carne de primeira. Mas já houve época recente de vacas magras. Guilherme Bellotti de Melo, analista do Rabobank, instituição voltada para a indústria brasileira de alimentos e para o agronegócio, lembra que entre 2004 e 2006 os preços da carne estavam tão em baixa que mal cobriam os custos. Para se ter uma ideia, em 2006, a média da arroba (15 quilos de carcaça) era vendida a R$ 52,76, segundo dados da BM&F. Mas em outubro de 2010 chegou a R$ 118 e os contratos futuros para outubro de 2011 continuam fechados acima de R$ 100.

Há quem suspeite de uma grande bolha com a alta das commodities, entre elas a carne, com as negociações em mercado futuro na BM&F. Mas o analista da BeefPoint, André Camargo, avalia que essa alta não é resultado deste tipo de especulação na bolsa. “O volume de negócios até caiu”, argumenta. A especulação, na verdade, ocorreu em outro momento, quando havia pouca demanda e os preços despencaram. “Durante a baixa dos preços, houve uma grande redução do rebanho, com abate das matrizes na tentativa de equilibrar os preços. Agora, a alta é provocada pela escassez”, diz Bellotti de Melo, do Rabobank.

Coordenador da CFM, maior produtora de touros nelore do País, Luis Adriano Teixeira lembra que a pecuária sempre exibiu ciclos de alta e baixa e que, neste momento, há uma retenção de matrizes nas fazendas. “O bezerro desmamado valia R$ 350 em 2005. Hoje cada animal custa R$ 740, porque não tem para vender”, conta Teixeira. Enquanto o frango leva em média 50 dias para ficar pronto para o abate, o processo de fertilizar o gado, desmamar o bezerro e engordar o boi no pasto exige três anos. Por isso, o preço da carne não voltará tão cedo aos tempos de bonança. O pecuarista Paulo de Castro Marques, presidente da Associação Brasileira de Angus, diz que no período de entressafra, quando a seca começar a prejudicar as pastagens, a partir de abril, o preço vai subir ainda mais. “Em 2010, os frigoríficos conseguiram repassar os preços para o consumidor. Não houve perda de margem”, diz o analista de renda variável do segmento de alimentos da Fator Corretora, Renato Prado. “O preço subiu e a população se dispôs a pagar mais”, conclui.

Claro que existe um teto-limite para o preço da carne. Afinal, o consumidor sempre pode substituir o bife de cada dia por carne de frango ou porco, mas essas alternativas também estão em alta porque os grãos e a soja, que respondem por 70% da ração dos animais, não param de subir. A soja e o milho acumulam alta de dois dígitos na bolsa de Chicago, por causa dos escassos estoques, que já são os menores dos últimos 15 anos. A solução seria aumentar a oferta de carne. Mas, segundo o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, Sérgio de Zen, os investimentos do setor pecuário são insuficientes para cobrir o mercado atual. Diante da alta dos preços, resta à população esquecer o filé mignon, comer menos picanha e mais contrafilé e alcatra.

Além do desequilíbrio do mercado nacional, a demanda no mundo inteiro por carne bovina cresceu. E apesar de o Brasil consumir 80% da carne que produz, sofre influência dos problemas nos países concorrentes, que também estão no limite de sua capacidade de produção, segundo André Camargo, da Beef Point. Outro agravante: as nações em desenvolvimento aumentaram suas compras e os países desenvolvidos começam a se recuperar. Os EUA, por exemplo, retomaram as importações de carne bovina congelada, cozida e processada do Brasil, que estavam suspensas desde meados do ano passado. “Cumprimos todas as exigências. É uma vitória”, diz o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Pode ser. Mas, com as exportações em alta, dificilmente o preço da carne vai parar de subir.

FONTE: Revista Isto É

Mercado bo boi gordo segue firme em quase todo o país

Mercado firme em quase todo o país.
Em São Paulo os negócios acontecem entre R$101,00/@ e R$102,00/@, à vista, livre do funrural e, por mais que existam preços de balcão abaixo deste patamar, não ocorrem negócios.
Preços firmes também no Mato Grosso do Sul, onde as compras ocorrem por R$95,00/@, à vista, livre do funrural (às vezes mais), Triângulo Mineiro, com preços de R$94,00/@, a prazo, livre do funrural e Goiás, onde os negócios acontecem entre R$93,00/@ e R$94,00/@, à vista, livre do imposto.
Em Santa Catarina, apesar da oferta de gado para o abate não estar grande, houve recuo nas cotações em função da dificuldade na alocação da carne.
Já em Alagoas a cotação do boi subiu pela dificuldade na compra dos animais, chegando a R$110,00/@, a prazo, livre do funrural. O boi mais caro do Brasil, considerando as praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
No mercado atacadista de carne bovina houve aumento do dianteiro casado e da ponta de agulha para charque. As vendas estão boas

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Consultora - XP Investimentos

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

GALA ANGUS 2011

Gala Angus 2011

Ganado gordo puede seguir subiendo

La coyuntura actual permite suponer que el valor del ganado gordo, ya tonificado, todavía puede seguir en aumento
Por Martín Olaverry, especial para Observa

El presidente de Plaza Rural, José de Freitas, dijo que el mercado del ganado gordo tiene un dinamismo muy interesante con la industria haciendo faenas en niveles importantes y la oferta con tendencia a la reducción como consecuencia de la seca.
“Eso ha hecho que el mercado pague algunos centavos más”, señaló, mientras que manejó que las referencias son para el novillo de entre US$ 3,25 y US$ 3,30 y para la vaca se sitúan en el eje de los US$ 3,05.
“Es muy difícil determinar si el ganado gordo puede seguir ganando algunos centavos o está próximo a llegar a su punto de equilibrio. Si miramos la región y los valores de reposición podemos decir que todavía se puede ganar algunos centavos, pero esto depende de la oferta y la demanda y lo que ha hecho sostener los valores es la reducción de la oferta y el mantenimiento de la demanda. Si sigue así es probable que el ganado gordo siga subiendo”, indicó.
De Freitas dijo que los valores están firmes en todas las categorías: “La de los ganados preñados es a la que siempre le cuesta más recuperarse en precios, pero creo que lo va a ir logrando, así como en el caso de terneros, ganados livianos, vacas de invernada que ya hoy están en valores que son muy buenos”, sostuvo.
En materia de lanares, indicó que la oferta es casi inexistente y los negocios se hacen uno a uno.

FONTE: OBSERVA

Chuvas amenizam efeitos da seca no RS

A chuva desta semana ajudou a amenizar a falta de água em alguns dos municípios em emergência. Medições realizadas por produtores e informadas à MetSul apontaram 200 milímetros de chuva em áreas de São Francisco de Assis e Manoel Viana. Em Alegrete, houve registro de até 150 mm. Em Dom Pedrito, medidores marcaram 100 mm de chuva, enquanto em São Gabriel chegaram a 80 mm. Em Livramento, a chuva de 34 mm ajudou lavouras e a criação de gado. "Choveu bem, mas isso não significa que a situação não é mais crítica. As perdas não têm como serem revertidas. Essa água só ajuda a melhorar os mananciais e açudes", analisa o major Oscar Moiano. Ontem, Amaral Ferrador engrossou a lista de municípios em emergência, que passam a ser 17. Jaguarão e Encruzilhada do Sul têm notificação.
Ontem (8), o Ministério do Desenvolvimento Social divulgou edital no valor de R$ 12,3 milhões para construção de cisternas no RS.

Fonte: Correio do Povo

Indicador registra nova alta e é cotado a R$ 105,52

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 103,97/@ com variação positiva de R$ 0,15. O indicador a prazo teve alta de R$ 0,10, sendo cotado a R$ 105,52/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 08/02/11


Abiec estima crescimento de 8 a 10% na exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o setor trabalha com uma estimativa de crescimento entre 8% e 10% nas exportações de carne bovina deste ano.
"Pretendemos fortalecer os mercados para os quais já dispomos de boa relação comercial, inibir a restrição imposta a certas plantas para ingresso a mercados como a China, por exemplo, e aumentar as vendas para Marrocos, Cuba e Iraque. Também visualizamos mercados de bom potencial de consumo, como a Turquia", sinaliza.
Camardelli ressalta o recente reconhecimento por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a 13 municípios que compõem a Zona de Alta Vigilância (ZAV) de Mato Grosso do Sul como área livre de febre aftosa com vacinação. "Essa era uma luta antiga que acaba de ser vencida. Essa decisão é excelente aos olhos da Abiec, pois contribuirá para o fortalecimento da pecuária brasileira", comenta.

FONTE: Agência Safras, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Para se pensar


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FONTE: TWITTER

RS: Agregar Carnes passará por revisão técnica

Governo quer fiscalização mais uniforme entre frigoríficos credenciados.
Porto Alegre/RS
O governo Tarso Genro deverá promover uma revisão técnica no Agregar Carnes RS, com normas mais rígidas e uniformes de fiscalização dos frigoríficos credenciados. Amanhã, reunião do Conselho Deliberativo, na Secretaria da Agricultura, deverá dar início a esse processo. A ideia dodiretor do Departamento de Produção Animal, Eraldo Leão Marques, é que sejam padronizados os procedimentos de avaliação da qualidade dos serviços prestados. "Alguns estabelecimentos têm inspeção municipal, outros estadual. Não existe equivalência. Vamos sugerir a adesão ao Sisbi. Queremos que o programa seja um estímulo além do benefício fiscal."
O diretor-executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, alega que os frigoríficos já são inspecionados, possuem atestado de regularidade e comprometimento.
Desde 2002, o Agregar é a principal ferramenta de incentivo ao desenvolvimento da cadeia produtiva no Estado. Segundo Marques, as exigências atuais, como o cumprimento de questões trabalhistas e licenciamento, são coerentes, mas é preciso avançar. "Queremos modernizar o Agregar. O benefício viabiliza melhoria econômica para os frigoríficos, mas não podemos perder de vista o consumidor, que deve receber um produto de qualidade."
No encontro, também devem ser avaliadas as renovações do benefício aos 96 frigoríficos que já integravam o programa. O incentivo está suspenso desde 31 de dezembro, quando venceu o prazo estipulado de seis meses.
Em nove anos, a ação contribuiu para reduzir o abate irregular de 50% para uma faixa entre 15% e 20%. O credenciado ao Agregar paga 2,5% de ICMS contra a tarifa em vigor de 7%.

Fonte: Correio do Povo

Missão gera US$ 105 mil em exportações de genética bovina do RS para Colômbia e Bolívia

Empresários da Colômbia e da Bolívia fecharam negócios da ordem de US$ 105 mil na aquisição de genética das raças bovinas Hereford e Braford após percorrerem fazendas no Rio Grande do Sul a convite o Projeto Brazilian Hereford & Braford (BHB), parceria da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para os próximos 12 meses, a perspectiva de negócios é de US$ 670 mil em exportações de sêmen, embriões, reprodutores e ventres registrados, conforme o gerente do BHB, Fernando Schwanke – que avaliou resultado da Rodada de Negócios realizada entre os nove empresários da comitiva internacional e empresas integrantes do Projeto.

A Missão ao Rio Grande do Sul ocorreu entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, com visitas a sete fazendas e uma central de inseminação artificial e uma indústria frigorífica. No dia 3 de fevereiro, foram realizadas 40 reuniões na Rodada de Negócios ocorrida em Uruguaiana com a participação de 11 empresas brasileiras do BHB. São elas: CORT Genética do Brasil, Fazenda Pitangueira, Cabanha Touro Passo, Agropecuária Odair Gonzales, Agropecuária Santa Ana, Cabanha Pedro Surreaux, Estância do Sossego, Agropecuária Nova Aurora e Anjo da Guarda, Agropecuária São Pedro, Estância Luz de São João, e, Cabanha São Fernando. Da Colômbia, participaram seis empresas e cooperativas.

Conforme o responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de uma das principais cooperativas colombianas de captação de leite, Juan Fernando Vasquez, que investe há dez anos em gado de corte, o Rio Grande do Sul tem um sistema de produção semelhante ao da Colômbia permitindo o bom desenvolvimento das raças naquele país. “Temos um sistema de produção a pasto muito semelhante ao verificado no Rio Grande do Sul, e, nossa ideia é comprar sêmen de touros britânicos Hereford e Braford dentro de um mês”, reforçou.

O presidente da Associação de Hereford e Braford da Colômbia (ASOHereford e Braford), Luis Eduardo Valencia, assinou acordo de cooperação técnica com o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Fernando Lopa, e salientou a impressão positiva. “Estamos apostando no diferencial que teremos com o uso do cruzamento industrial de raças zebuínas como o Nelore junto ao Braford, que é adaptado ao calor e ao clima da Colômbia, pois gostamos muito do resultado que vimos no Rio Grande do Sul”, exemplificou.

Além da qualidade dos animais analisados, o médico veterinário Jorge Echeverri, atuante em central de inseminação artificial na Colômbia, chamou atenção para a organização de projetos como o BHB e da união de produtores em associações como a ABHB. “A organização de uma associação e a troca estabelecida entre os produtores é imprescindível para os resultados da cadeia produtiva e isso reflete na qualidade da carne”, observou.

O grupo teve ainda a presença de dois jornalistas estrangeiros, em uma ação do Projeto Imagem. Todos acompanharam uma apresentação técnica sobre a criação das raças Hereford e Braford, no Brasil, feita pelo inspetor técnico da ABHB Marcelo Louzada. A comitiva também conheceu um abate técnico e a sala de desossa no Frigorífico Silva, em Santa Maria. Na oportunidade, foram apresentados detalhes sobre os programas de qualidade da carne das raças Hereford e Braford em uma apresentação feita pelo gerente do ‘Carne Certificada Pampa’ da ABHB, Guilherme Dias.

A relação comercial com o grupo teve início em 2010, quando uma comitiva do BHB participou de importantes feiras do setor na Colômbia e Bolívia, prospectando negócios e estabelecendo relacionamentos. Ação semelhante deve se repetir a partir de julho, na Agroexpo Colômbia 2011, em Bogotá. Os brasileiros foram convidados ainda a visitarem a Colanta, maior cooperativa da Colômbia, com sete mil associados, e auxiliar no programa de melhoramento genético e da qualidade da carne da cooperativa.

FONTE: Luciana Bueno
Luciana Bueno Escritório de Comunicação
luciana.bueno@bhb.org.br

Expô Londrina espera negociar R$ 200 milhões

A principal atração da feira é o leilão de animais; o primeiro será realizado em 6 de abril, um dia antes da abertura oficial do evento


A 51ª Edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina será aberta oficialmente no dia 7de abril e, durante 10 dias, cerca de 480 mil pessoas devem visitar o Parque Ney Braga. A expectativa da direção da Sociedade Rural do Paraná que sejam realizados durante a feiranegócios com valor próximo a R$ 200 milhões.
A principal atração da feira é o leilão de animais. O primeiro será realizado em 6 de abril, um dia antes da abertura oficial do evento. Já foram confirmados 27 leilões.
Produtores devem levar a leilão, expor e julgar entre 12 mil e 13 mil animais de 46 diferentes raças, entre bovinos, caprinos, ovinos, equinos e suíno.
Nos últimos anos, os equinos passaram a ter maior expressividade nas Exposições de Londrina.
Este ano, a 51ª Expo Londrina vai sediar, entre 7 a 10 de abril, a Exposição Brasileira do Cavalo Mangalarga, com diversos eventos entre provas, julgamentos e leilões, com a participação de aproximadamente 280 animais.
A grade técnica terá entre 35 e 40 palestras, seminários e oficinas, eventos que serão oferecidos em parceria com a SEAB, Emater/Senar, Embrapa, Iapar, Faep, Canal Rural, Sindicato Rural de Londrina, associações de criadores, UEL, Unopar.
Além da programação técnica e agroindustrial, a Expô Londrina oferece várias opções de gastronomia e show e eventos culturais. Veja aqui.
A tradicional Cavalgada, evento que anuncia a chegada da ExpoLondrina está agendada para o dia 20 de março. Em sua quarta edição, a Cavalgada será uma homenagem ao jornalista Paulo Ubiratan, uma dos idealizadores do evento.

FONTE: PORTAL BONDE

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mercado do boi segue sob pressão de alta

Mercado sob pressão de alta. Em plena safra há pouca oferta de animais terminados na maioria das praças pecuárias.
Em São Paulo o preço de referência está em R$101,50/@ à vista e 102,50/@ a prazo, ambos livres de funrural. Existem ainda relatos de negócios que ocorreram por até 102,00/@ à vista e R$105,00/@ a prazo.
Apesar de algumas ofertas mais baixas, o menor preço que se consegue comprar no estado é R$100,00/@ à vista, livre de imposto, embora também com alguma dificuldade.
As escalas de abate de algumas empresas paulistas estão completas somente para essa semana. As melhores programações de abate atendem no máximo 5 dias.
No Mato Grosso do Sul, existem negócios pontuais ocorrendo por até 97,00/@ a prazo, livre de funrural. A demanda no estado é grande, já que se juntam às empresas locais, os compradores paulistas.
Em Alagoas, a dificuldade em comprar fez os preços subirem R$3,00/@. Os frigoríficos, no entanto, já compram por até 110,00/@, a prazo, livre de funrural.
No mercado atacadista de carne bovina, os preços estão estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Correlação do preço do boi com outros produtos e derivados

Acompanhar o preço do boi gordo para entender o comportamento do mercado ajuda no planejamento estratégico das atividades pecuárias.
Ajuda também a entender o mercado de outros produtos e derivados relacionados com o boi gordo, como couro, sebo e outros.
Analisamos uma série diária de preços desde 2003 para verificar qual a correlação do preço do boi gordo dentre as praças pecuárias e qual a correlação dos preços do boi gordo com a carne bovina, da carne bovina com as principais proteínas concorrentes, e do boi gordo com os subprodutos e derivados.
Quanto mais próximo do valor um, maior a correlação, sendo que valores negativos indicam comportamento contrário dos mercados analisados.
Boi gordo: São Paulo e outras praças
A correlação dos preços do boi gordo em São Paulo com as outras praças pecuárias é muito grande, beirando 0,98 para a maioria delas.
Veja na figura 1 a correlação dos preços entre as praças, analisando uma série de preços desde 2003.


Paraná, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro e Goiás possuem mercado com variações muito próximas às de São Paulo, principalmente porque os frigoríficos paulistas compram frequentemente animais dessas regiões, impactando diretamente no comportamento de mercado nestas praças, tornando-os semelhantes.
Já os preços do boi gordo no Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Pará, mesmo tendo relação muito próxima à cotação do gado em São Paulo (correlação próxima de 0,98) possuem um comportamento ligeiramente diferente.
Mesmo as cotações do Rio Grande do Sul, as de menor correlação comparativa, ainda possuem semelhança com o mercado paulista, visto que a correlação ficou próxima de 0,91.
Dentre as praças analisadas, somente os preços em Alagoas não apresentam grande semelhança com os preços de São Paulo. Neste caso, é possível considerar que são mercados cuja correlação de preços é a menor das praças pecuárias brasileiras.
Boi gordo, couro e sebo
Analisando os preços do boi gordo e as cotações do couro e sebo, temos uma correlação mais forte entre o comportamento dos preços do boi gordo e sebo do que do boi gordo e couro verde. Veja na tabela 1.


A possibilidade do preço do sebo variar conforme varia o preço do boi gordo é muito maior que o couro. Mesmo porque o preço do couro tem correlação negativa com o preço do boi gordo, e em valor muito baixo.
Portanto, é possível dizer que não existe correlação entre o preço do couro verde e do boi gordo. São mercados independentes na análise de preços.
Boi gordo, couro, sebo e dólar
Analisando as correlações entre os preços do boi gordo, do couro e do sebo na comparação com o dólar, temos novamente um quadro sem correlação, com valores negativos neste caso.
O dólar tem correlação negativa com os preços do boi gordo, do couro e do sebo, mas ainda assim em valores muito baixos para serem considerados mercados correlacionados.


O resultado negativo na correlação indica que enquanto um mercado oscila para cima, o outro oscila para baixo, mas nesta análise (dólar com boi gordo, couro e sebo), não existe correlação.
Portanto, não é possível indicar que uma variação no valor do dólar possa provocar alguma alteração no preço do boi gordo, do couro ou do sebo.
Carne bovina com frango e suíno
Os preços do traseiro e do dianteiro bovino têm comportamentos semelhantes, com correlação de 0,88.
Quando o preço do traseiro sobe, por exemplo, existe grande possibilidade do preço do dianteiro também subir.
Mas a correlação entre o preço do traseiro e do frango também é grande, chegando a 0,84 (bem próxima à correlação com o dianteiro de 0,88). Já a correlação com o suíno é menor (0,69).


A carne bovina e carne de frango são concorrentes mais próximos que a carne bovina e suína, por isso comportamento mais semelhante de preços.
Analisando os valores do dianteiro bovino e das proteínas concorrentes, temos uma correlação igual para a carne suína (baixa, em torno de 0,69) e uma correlação de 0,78 para a carne de frango. Veja a figura 3.


Portanto, existe maior correlação entre os preços do traseiro bovino e frango do que entre o dianteiro e o frango (entre 2003 e janeiro de 2011).
Pode ser um indício de que a população tem aumentado a sua preferência por carne de frango e esta tem concorrido mais diretamente com a carne de traseiro do que de dianteiro.
Conclusão
Analisando as correlações desde 2003 temos um comportamento muito semelhante no preço do boi gordo em São Paulo na comparação com o restante das praças pecuárias, exceto em Alagoas.
Se o preço do boi subir em São Paulo, por exemplo, existe grande possibilidade de subir nas outras praças, com as suas devidas ponderações conforme indicado na figura 1.
O preço do boi não tem correlação com o preço do couro, tendo comportamentos distintos e até inversos dependendo do momento.
Já o preço do boi tem uma correlação um pouco maior com o preço do sebo, mas ainda assim não pode ser considerada forte, chegando a 0,73 quando o máximo é um, e geralmente consideramos correlacionados mercados com correlação acima de 0,80.
O dólar não tem correlação nenhuma com os produtos da pecuária analisados (boi, couro e sebo) e suas variações de preços não podem ser consideradas semelhantes em quaisquer aspectos.
Com relação ao preço das carnes, há forte correlação entre as cotações de traseiro e dianteiro e fraca correlação entre a carne bovina e carne suína.
Mas analisando os preços da carne bovina com o frango, existe maior correlação entre traseiro e frango do que dianteiro e frango.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Embarque de carne bovina deve ter crescimento de 8% a 10% em 2011, estima Abiec

Entidade pretende potencializar as vendas para Marrocos, Cuba e Iraque

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o setor trabalha com uma estimativa de crescimento entre 8% e 10% nas exportações de carne bovina deste ano.

– Pretendemos fortalecer os mercados para os quais já dispomos de boa relação comercial, inibir a restrição imposta a certas plantas para ingresso a mercados como a China, por exemplo, e aumentar as vendas para Marrocos, Cuba e Iraque. Também visualizamos mercados de bom potencial de consumo, como a Turquia – sinaliza.

Camardelli ressalta o recente reconhecimento por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a 13 municípios que compõem a Zona de Alta Vigilância (ZAV) de Mato Grosso do Sul como área livre de febre aftosa com vacinação.

– Essa era uma luta antiga que acaba de ser vencida. Essa decisão é excelente aos olhos da Abiec, pois contribuirá para o fortalecimento da pecuária brasileira – comenta.

FONTE: AGÊNCIA SAFRAS

Crise no Egito afeta exportações de carne bovina

As turbulências no Egito levaram empresas brasileiras exportadoras de carne bovina a suspender ou a reduzir o ritmo de produção de cortes destinados àquele mercado. A decisão foi tomada, no fim da semana passada, porque os distúrbios no país afetaram novos embarques do produto, segundo Antônio Camardelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec).
O Egito importa 3 mil a 4 mil toneladas de carne bovina do Brasil por mês, informa a Abiec. Isso significa em, valores, entre US$ 10,8 milhões e US$ 14,4 milhões mensais, considerando um preço médio de US$ 3.621 por tonelada da carne brasileira exportada ao país no ano passado.
Camardelli explicou que embarques de carne que já haviam sido feitos foram desviados para portos intermediários, pois os portos de Alexandria e Said estão cheios de contêineres que chegaram antes. "O que levou à decisão foi a morosidade do processo, a confusão gerada pela crise."
Segundo ele, os próximos passos dos exportadores vão depender dos desdobramentos dos conflitos no país. Caso haja um recrudescimento da crise, as empresas poderão buscar alternativas ao mercado do Egito em países que também demandam o abate bovino halal - que segue os preceitos muçulmanos - e com os quais seja possível fechar contratos semelhantes aos do Egito. O executivo menciona a Líbia e a Argélia, que já compram carne bovina do Brasil, como possibilidades.
Empresas do setor com operações no Egito também estão sendo afetadas. A brasileira JBS, que tem dois centros de distribuição - um no Cairo e outro em Alexandria - reabriu ontem as unidades, de acordo com sua assessoria de comunicação.

FONTE: Alda do Amaral Rocha , publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Boi gordo fecha em alta e futuros acompanham

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 103,82/@ com variação positiva de R$ 0,76. O indicador a prazo teve alta de R$ 1,21, sendo cotado a R$ 105,42/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 07/02/11


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para fevereiro/11


Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)


FONTE: BEEFPOINT

Gado em pé: ABEG pede maior atenção às regras

O BeefPoint teve acesso a uma carta enviada pela Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG) à diversas autoridades da República, onde a Associação pede atenção às exigências feitas pelo Mapa para a exportação de gado em pé e que todas as regras sejam cumpridas por todos os exportadores. Veja a carta na íntegra abaixo.
"A ABEG - Associação Brasileira dos Exportadores de Gado, com sede em Belém, Estado do Pará, que congrega exportadores de vários estados do Brasil, representa as empresas brasileiras que exportaram cerca de 95% dos bovinos que em 2010 os quais tiveram como principal destinado para países como Venezuela, Líbano, Angola, Egito, Filipinas e Senegal.
Trata-se de uma atividade que exporta mais de meio milhão de cabeças de gado anualmente e gera muitos empregos diretos e indiretos, principalmente, nos estados do Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo, posicionando o Brasil como segundo maior player mundial, via marítima, atrás apenas dos tradicionais australianos.
Diversos setores como produtores de feno e ração animal, transportadores e comércio de produtos veterinários são beneficiados com a nossa atividade principal, porém, o nosso maior beneficiário é o produtor/criador de bovino.
A exportação de bovinos vivos tornou-se, ao longo dos anos recentes, um fator equalizador de preços dos bovinos nos estados supracitados, notadamente em virtude de concorrer com a indústria pela aquisição da matéria-prima, gerando melhor retorno para o setor primário.
Esta atividade vinha sendo exercida por empresas brasileiras e correndo até risco de sustentação caso fosse detectado em suas operações algum descumprimento de requisitos sanitários dos países importadores.
Em 2010, o MAPA, por meio da Instrução Normativa 13, regulamentou a atividade, possibilitando então que o setor/empresários fizesse vultosos investimentos em estrutura e processos de preparação dos animais, inclusive, com um programa de boas práticas para exportação. Com essa regulamentação sendo rigorosamente cumprida e fiscalizada e, a sua execução, sendo devidamente certificada pelo MAPA, a atividade tem tido um grande avanço e um enorme espaço para crescer, continuando a ser um elemento balizador de preços do boi vivo ao produtor.
Acreditamos que, o mercado baseado nos preços pagos, pelo exportador e pela indústria, é que vai determinar o tamanho do negócio e não a intervenção e tentativas de impor reservas de mercado, para quem quer que seja.
A atividade já atraiu empresas internacionais, como recentemente aconteceu com empresa australiana que veio ao país e está tentando exportar bovinos vivos para o Egito sem dar cumprimento aos requisitos sanitários acordados com o Brasil. A legislação brasileira, notadamente a IN 13- MAPA e a classificação por zona epidemiológica quanto à febre aftosa não foi considerada, colocando assim, todo o trabalho de regionalização em risco, comprometendo diferentes estados brasileiros quanto as garantias sanitárias que dão lastro para que além de nós, os exportadores de carne consolidem seus investimentos.
Salientamos que o Brasil exporta gado vivo para o Egito desde 2009 cumprindo minuciosamente todos os requisitos sanitários acordados entre os dois países além das normas brasileiras que lastreiam a nossa atividade.
A ABEG zela pelos interesses de seus associados e o faz com todo o respeito aos interesses do produtor pecuário - seu grande aliado - e não concorda com manobras e nem insinuações sobre reserva de mercado. Apenas requer que os dispositivos legais que regulamentam as exportações de bovinos vivos sejam cumpridos integralmente por todos e que, assim sendo, garantirá o acesso a mercados mais sofisticados e exigentes, permitindo melhor remuneração ao produtor/criador de gado, além de perenizar os atuais mercados compradores.
Assim, vimos expor o posicionamento da ABEG pela legalidade, pedindo o seu importante e sempre positivo apoio, para o efetivo cumprimento da legislação brasileira e às exigências sanitárias internacionais, garantindo as exportações de bovinos vivos e os consequentes benefícios ao produtor rural brasileiro, sempre tão bem e competentemente defendido pelo senhor".

FONTE: ABEG, resumidas e abaptadas pela Equipe BeefPoint.

Estiagem reduz as entregas de carne para a indústria

Seca causa perdas de 30% na produção pecuária do Estado
Ana Esteves

A estiagem que desde agosto castiga o Estado gerou prejuízos severos na pecuária de corte gaúcha. Um levantamento divulgado pela Emater aponta perdas que ultrapassam 30% na produção do setor, em municípios como Bagé, Lavras do Sul e Dom Pedrito. O clima desfavorável na região da Campanha e parte da zona Sul do Rio Grande do Sul também deve ter reflexos a médio prazo no que se refere à produção de terneiros, que, de acordo com o informe conjuntural da Emater, pode ter queda de até 50% na primavera, ou 150 mil animais a menos, o que representa prejuízo de R$ 90 milhões.
Nos locais mais atingidos pela estiagem, o estado geral do rebanho é considerado razoável, mas os animais seguem perdendo peso. Já nas demais regiões do Rio Grande do Sul, a situação é considerada satisfatória e normal. "As vacas estão desnutridas e por isso não fazem cio, inviabilizando o entoure", explicou o gerente regional do escritório da Emater, em Bagé, Erone Londero.
Outra preocupação se refere à redução da oferta de pasto durante o inverno, uma vez que o mesmo já se encontra reduzido em função da falta de chuvas. "Estamos prevendo grande mortandade de animais no inverno, já que a alimentação tem o pasto como base, sem confinamento", alerta Londero.
A orientação da Emater é de que os produtores plantem aveia para ter pasto no inverno por se tratar de uma cultura de rápido crescimento. O especialista disse que muitos produtores estão tentando vender o gado magro para criadores de outras regiões, mas sem muito sucesso, "Alguns pecuaristas compram, mas são poucos, pois não compensa pelo frete", relata.
O quadro está provocando uma redução na oferta de animais para o abate, que também chega a 30%. O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, diz que os reflexos da estiagem trazem desânimo para o setor justamente em um período em que vinha sendo de retomada pela indústria. "Tivemos um 2010 excelente em termos de abates e agora queda num comparativo com os últimos seis meses", informa Lauxen. A expectativa é de que, a partir da segunda quinzena de fevereiro, a situação comece a melhorar.
Mesmo assim, se mantêm os reflexos negativos a longo prazo, pela expectativa de redução no número de terneiros. O presidente se disse apreensivo sobre a possibilidade de os produtores voltarem a exportar gado em pé, prática que em 2010 movimentou o mercado no Estado. "Trata-se de uma preocupação constante numa situação como a atual, quando falta gado para abate." No ano passado, foram realizados três embarques de animais vivos para o exterior, especialmente por produtores que buscavam melhor remuneração.

OIE reconhece área de fronteira como livre de aftosa
A região de fronteira entre Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai recuperou o status de livre de febre aftosa com vacinação, segundo informou ontem o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina. A medida foi comunicada pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, por sua antiga sigla), Bernard Vallat, ao presidente do Senasa, Jorge Amaya, por meio de uma nota enviada de Paris, segundo informou o organismo argentino.
A decisão, segundo a nota, diz respeito à região denominada de "alta vigilância da fronteira norte" da Argentina, compreendida pela Bolívia, Brasil e Paraguai. Os quatro países apresentaram o pedido à OIE no marco do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP), que busca integrar os programas sanitários entre os vizinhos. A nota esclarece que a decisão entrou em vigor no dia 4 de fevereiro, após reunião realizada pela Comissão Científica da OIE, entre os dias 1 a 4 desse mês.

FONTE: JORNAL DO COMÉRCIO

Tendências do agronegócio brasileiro para 2011

Preços em alta, consumo aquecido e custo de produção menor devem favorecer expansão do setor
por Luciana Franco Fotos Ernesto de Souza

Ernesto de Souza

O agronegócio brasileiro vai registrar expansão acima da média em 2011. A estimativa é da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que atribui aos altos preços das commodities, à forte demanda interna e externa e à redução dos custos de produção a projeção de um avanço mais acelerado no campo neste ano. Com isso, o faturamento dos 25 produtos agropecuários vai crescer 3,65% e atingirá 261 bilhões de reais no período. “Os estoques de grãos estão em baixos níveis, e o consumo deve continuar aquecido. O Brasil, maior produtor de alimentos do mundo, será favorecido nessa conjuntura”, diz a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA. Outro aspecto positivo para o setor apontado pela CNA foi a queda dos custos de produção ao longo de 2010. No período, o gasto médio por hectare foi de 936 reais, em comparação com os 1.160 reais gastos em 2009. “Esse cenário compõe um quadro de rentabilidade para o agricultor brasileiro”, avalia André Pessoa, diretor da Agroconsult, empresa de consultoria agrícola.
Para Roberto Rodrigues, ex-ministro da agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Faculdade Getúlio Vargas (GV-Agro), 2011 será um ano emblemático para a agricultura e o Brasil não será somente favorecido pela conjuntura internacional. Rodrigues afirma que o país será o protagonista do aumento da produção de alimentos no mundo. “Teremos um novo governo e a oportunidade de grandes revisões do processo produtivo no momento em que nos foi imposto o desafio de crescer acima da taxa mundial”,afirma o ex-ministro.
Rodrigues se refere a um levantamento realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que aponta que a produção de alimentos terá de crescer 20% nos próximos dez anos a fim de atender à demanda mundial. Nesse panorama, a União Europeia vai contribuir com um aumento de 4%; a Austrália com 7%; os Estados Unidos e o Canadá com 15%; a Rússia e a China com 26%; e o Brasil com 40%. “Teremos de avançar o dobro do crescimento mundial, e isso implica numa expectativa muito grande sobre nossa produção, em função da disponibilidade de terras e de nossa competitividade”, diz Rodrigues.

“O AGRICULTOR NÃO PODE ARCAR SOZINHO COM O ABASTECIMENTO DO PAÍS. O GOVERNO PRECISA GARANTIR PREÇOS MÍNIMOS SEM BUROCRACIA” Kátia Abreu

Ele acrescenta que a projeção de crescimento da área de energia será ainda maior que a de alimentos. “A China comprou mais carros que qualquer outro país neste ano. Lá a estatística é de três carros para cada 100 habitantes – em comparação, os Estados Unidos têm 60 carros para cada 100 habitantes. Portanto, a demanda crescerá ainda mais nos próximos anos, e a pressão ambiental vai impulsionar o consumo de combustível limpo”, avalia o ex-ministro.
A presidente da CNA também vê a China como motor da economia mundial. “Projeções mostram que o país deve crescer entre 8% e 9,5% neste ano, mas, se o desempenho do gigante asiático for inferior a 8%, o quadro será de preocupação, uma vez que o crescimento menor reduzirá a demanda por alimentos, importados principalmente do Brasil”, avalia a senadora. A volta da inflação e uma desaceleração econômica mundial também poderiam afetar as boas previsões da CNA para o setor em 2011. A entidade estima que as exportações do agronegócio atinjam novo recorde histórico, de 77,8 bilhões de dólares, com saldo positivo de 66,5 bilhões de dólares.
No entendimento de Rodrigues, existem seis pilares que são considerados fundamentais para a consolidação do agronegócio brasileiro. O primeiro é a renda, com o seguro rural, o crédito e os preços de garantia ao produtor. O segundo é a logística, com priorização das estradas, ferrovias e portos. Em terceiro, destaca-se a tecnologia, com a continuidade dos investimentos no campo. O quarto pilar refere-se ao comércio exterior, com a adoção de uma política mais agressiva. O quinto trata da defesa sanitária, por meio da criação de um programa eficaz. E finalmente o sexto pilar trata de uma revisão ampla do aparato legal sobre o campo, que inclua as discussões sobre o direito de propriedade, questões trabalhistas e ambientais. “O cenário é promissor para o Brasil, porém, se quisermos aproveitar essa oportunidade, temos de priorizar esses seis pilares”, afirma Rodrigues. As estimativas para 2011 são otimistas para a maioria das commodities. O comércio de grãos, que surpreendeu em 2010 em função das altas cotações, deve se apresentar ainda mais aquecido em 2011, em função dos baixos estoques mundiais e da tendência de elevação no consumo das famílias.
Já a produção de cana-de-açúcar deve se manter estável em 560 milhões de toneladas no Brasil. O segmento sucroenergético apresenta potencial de crescimento em 2011, ainda que a safra de cana se mantenha estagnada. A expectativa é de aumento das vendas de açúcar e álcool. A produção de energia a partir do bagaço também vai aumentar, e o mercado de bioplástico tende a se desenvolver com mais velocidade. “As perspectivas de mercado são otimistas, mas o setor necessita de um novo ciclo de investimentos”, avalia Marcos Jank, presidente da União da Indústria da Cana (Unica).


Revista Globo Rural

No segmento de carnes, o destaque será a produção de frango, que foi a sensação de 2010 e promete repetir a boa fase neste ano, período em que a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) prevê um crescimento de 3% a 5% para o setor. “Ao que tudo indica, o Brasil vai superar a China na produção de aves em 2011”, diz Francisco Turra, presidente da Ubabef.
Já o boi gordo, que em novembro de 2010 atingiu preço histórico, com a arroba cotada a 117 reais, deve, durante abril ou maio, na safra, recuar para o patamar de 95 a 98 reais. “Como será um período de chuvas em abundância, creio que isso ajudará na recuperação das pastagens e deve conter as pressões de alta do mercado”, diz Paulo Molinari, analista da empresa de consultoria Safras & Mercado. Ainda assim, o consumo interno e externo vai manter-se firme, em crescimento. Isso é positivo para o preço do boi e da carne. “Do lado da oferta, teremos uma produção um pouco maior que em 2010, pois o cenário de preços é mais convidativo ao uso de tecnologia e confinamento”, calcula Miguel da Rocha Cavalcanti, analista do BeefPoint.
Para o café, cuja safra somará 48 milhões de sacas de 60 quilos no período 2009/2010, a previsão é de preços maiores ao longo deste ano, já que os estoques mundiais do produto estão em queda e a safra brasileira de 2010/2011 será menor, em decorrência do ciclo produtivo do grão, caracterizado por um ano de safra alta e seguido por período de safra baixa. Apesar do cenário otimista para o ano, Kátia Abreu reivindica uma reforma do atual modelo da política agrícola do país. “O agricultor não pode arcar sozinho com o abastecimento do país. O governo precisa garantir preços mínimos sem burocracia”, diz a presidente da CNA, que também pede prioridade para a solução da logística do Centro-Oeste, responsável por 50% da safra brasileira de grãos.
Outro ponto negativo para o segmento foi o adiamento da votação do novo Código Florestal para este ano. “Essa situação aumenta o quadro de insegurança jurídica entre os produtores”, diz a senadora, acrescentando que, enquanto aguardam a aprovação da proposta de atualização do Código Florestal, 90% dos produtores continuam em situação irregular.
Na avaliação de Rodrigues, o Brasil consegue superar problemas como a precariedade da infraestrutura e o protecionismo europeu, mas vive esse impasse na questão ambiental. “Isso é um absurdo, pois o agronegócio brasileiro é um dos mais sustentáveis do mundo, com os maiores índices de produtividade agrícola, maior integração lavoura-pecuária, maior plantio direto e maior reserva ambiental”, afirma.
A restrição da venda de terras para estrangeiros também não é vista pelo setor com bons olhos. “A vinda de estrangeiros para o Brasil tem a vantagem de que eles passarão a ser nossos aliados para derrubar subsídios no mercado internacional”, avalia Roberto Rodrigues. Para ele, ainda que estejam nas mãos de estrangeiros, as terras são brasileiras e geram emprego e renda no Brasil. “Acredito que o governo deva discutir melhor essa questão em 2011”, afirma.

Colaborou Sebastião Nascimento
FONTE: GLOBO RURAL

talianos retornam à SC para definir importação de terneiros

O secretário de Estado de Coordenação e Articulação, Antonio Ceron recebeu o secretário de Estado da Agricultura em exercício, Airton Spies, o diretor de Sanidade e Defesa Agropecuária da mesma Secretaria, Roni Barbosa o presidente da Cidasc, Enori Barbieri para discutir sobre a visita dos italianos a Santa Catarina na próxima semana.
Os italianos querem importar terneiros vivos de Santa Catarina e negociam com o Estado para viabilizar a compra desses animais. O local para concentração desses animais será em Imbituba, próximo do porto daquele município. Durante 40 dias os animais passarão por uma adaptação alimentar e tratamento sanitário de prevenção para embarcarem com destino a países do Mediterrâneo. Segundo Roni, os italianos querem firmar compromisso com o Governo de Santa Catarina e definir o que será oferecido pelo Estado.
O objetivo da visita será de discutir o projeto para a construção do terminal de confinamento, criar a empresa que fará a compra e venda dos animais e formalizar um contrato de comodato que cederá o terreno para a empresa italiana. “A Cidasc dará toda assistência sanitária aos italianos, para mantermos a qualidade dos animais que serão exportados”, comenta Barbieri.

FONTE: SC5

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS

*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 07.02.2011

BOI: R$ 6,70 a R$ 6,90
VACA: R$ 6,30 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 07.02.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,30 A R$ 3,40
VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 3,00

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 07.02.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,80 A R$ 3,00
TERNEIRAS R$ 2,60 A R$ 2,70
NOVILHOS R$ 2,80 A R$ 2,90
BOI MAGRO R$ 2,70 A R$ 2,80
VACA DE INVERNAR R$ 2,20 A R$ 2,40

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

COTAÇÕES



FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES


Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 07/02/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 04/02/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,80R$ 6,73
KG VivoR$ 3,40R$ 3,37
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,40
KG VivoR$ 3,09R$ 3,04
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

ATENÇÃO


Boi: mercado com pouca movimentação na maior parte das regiões

Mercado do boi gordo com pouca movimentação na maior parte das regiões.
Boa parte dos frigoríficos está fora das compras, esperando um posicionamento melhor do mercado, para então saírem às compras. Em São Paulo as escalas atendem entre 3 e 4 dias, na maioria dos casos. Os negócios ocorrem por R$101,00/@, à vista, livre de imposto.
A oferta de animais é pequena, mas há resistência quanto ao pagamento de valores mais altos.
Se a demanda for boa, é provável que ocorram preços mais altos durante a semana. A oferta não evoluiu nos últimos dias.
No Norte do Tocantins os compradores precisaram reajustar as ofertas para comprar. O preço referência subiu para R$85,00/@, à vista, livre de imposto, para o boi gordo.
Movimento semelhante ao do mercado em Marabá, onde os negócios ocorrem em R$85,00/@, à vista, livre de imposto.
No mercado atacadista de carne com osso não houve alterações. As vendas no varejo foram boas no final de semana.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi: Com a volta da rentabilidade no final de 2010, produtores esperam um 2011 mais tranquilo financeiramente

A VOLTA DA ESPERANÇA: A combinação de oferta restrita, queda nos confinamentos, seca intensa e crescimento da demanda interna e externa fez com que a rentabilidade do produtor de engorda no Estado, em 2010, fosse positiva. Este fato é evidenciado, quando observamos a diferença de R$ 1,55/@ entre o custo de operação total, R$ 75,59/@, e o preço da arroba média de R$ 77,14/@ no ano passado. Em 2009, a diferença entre o custo e a arroba ficou em -R$ 5,70/@, ano
em que o custo registrado foi de R$ 72,13/@ e a arroba vista no Estado foi de R$ 66,43. A volta da rentabilidade neste sistema de produção pode estar associada à intensidade das valorizações ocorridas nos dois indicadores no período de 2009 a 2010, pois enquanto o custo evoluiu em 4,6% o preço do boi gordo obteve alta de 13,9%. O cenário que começa a ser desenhado em 2011 é o de oferta restrita, o que vem mantendo a cotação da arroba do boi gordo acima dos R$ 90,00/@ na maioria das praças de Mato Grosso. Deste modo, se o cenário atual perdurar, o primeiro pensamento que vem à cabeça é o da permanência desta rentabilidade positiva, todavia, dentre outros fatores, alguns produtores do Estado estão pagando uma conta alta com a morte do pasto, deixando no ar a confirmação deste primeiro pensamento.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: Imea

Venda para Rússia gera polêmica

A informação de que o Ministério da Agricultura tentará um convênio com a Rússia para exportação de gado em pé gerou tensão entre frigoríficos e pecuaristas gaúchos. No programa "Correio Rural" deste sábado, na Rádio Guaíba, o consultor de pecuária da Farsul Fernando Adauto explicou que a iniciativa, que conta com o apoio da Farsul, partiu da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford e se restringe ao embarque de matrizes. Para Adauto, os russos se interessaram pela raça Hereford porque os animais se adaptam às variações de clima, e naquele país as temperaturas variam de 40ºC negativos a 40ºC positivos. O consultor lembrou ainda que as exportações de gado em pé para o Líbano não comprometeram o abastecimento interno.
O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, disse que a explicação tranquiliza o setor, embora não elimine a preocupação já que o Rio Grande do Sul exporta carne bovina para os russos. Entretanto, ambos concordaram que o Estado precisa aumentar a sua produtividade e ampliar mercados externos.

FONTE: CORREIO DO POVO

A importância da classificação de carcaças bovinas


A tipificação de carcaça bovina é a principal ferramenta para avaliar qualidades intrínsecas à carne e que, nem sempre, podem ser visualizadas nos cortes. "Essas informações são essenciais para garantir ao consumidor final que determinado corte atenda plenamente às suas expectativas", ressalta Luciano de Andrade, gerente de fomento da Marfrig Alimentos.

O especialista explica que os critérios principais Marfrig Alimentos para a tipificação de carcaça bovina são acabamento de gordura, peso de carcaça, idade, sexo, raça e conformação. "Dentre estes, somente acabamento de gordura e conformação podem ser observados no corte final. Todas as demais características não são observadas a olho nu no corte, mas podem representar o total sucesso ou fracasso de uma marca", diz.

O mercado valoriza cortes bem acabados, macios e com boa área de olho de lombo (tamanho). Dessa forma, bovinos de corte com bom acabamento, pesados e jovens possuem qualidades que atendem aos interesses dos consumidores exigentes.

O Brasil possui sistema de classificação de carcaças bovinas que possibilita agregar a certificação “Cota Hilton”. Pelo processo, além da avaliação das características da carcaça em si, critérios como documentações relacionadas às garantias de rastreabilidade dos animais desde a origem são rigorosamente avaliados pelo Serviço de Inspeção Federal. Com isso, essa carne possui reconhecimento internacional em relação à qualidade, obtendo status superior ao de cortes fora desta certificação.

No entanto, o atendimento de todas estas exigências pelos pecuaristas brasileiros ainda é modesto. "Além de ser necessária toda a documentação Sisbov ERAS, existem critérios extras para que os animais sejam certificados pelo SIF", assinala Luciano de Andrade. "Mas há avanços claros e a tendência é de a cadeia produtiva nacional avançar nessa questão, proporcionando ganhos para todos: produtores, indústria e o País".

FONTE: assessoria de imprensa da Marfrig Alimentos

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Demanda mundial vai ampliar vendas de carne e grãos

Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período.

SÃO PAULO - A forte demanda mundial por alimentos vai turbinar a posição brasileira no mercado internacional na próxima década. A previsão é que a participação do País nas exportações mundiais de grãos e carnes cresça, pelo menos, 7 pontos porcentuais até 2020. Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período, em torno de 3 pontos porcentuais.
As exportações desses produtos continuarão a crescer, mas em ritmo menor que o dos concorrentes, afirma o coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques. Estudo preliminar do governo mostra que, no caso do farelo de soja, a participação do Brasil no mercado internacional vai encolher de 22% para 19,5% até 2020; e a de óleo de soja, de 21% para 18%.
"Vamos perder participação nesse mercado por causa da concorrência de países como Argentina e Estados Unidos", diz Gasques. Na avaliação dos produtores, essa redução decorre de uma série de fatores. Um deles é que todos os países querem importar grãos para beneficiarem e agregarem valor ao produto. Assim geram mais investimentos e empregos.
O destaque, no entanto, ficará com o avanço das exportações de carne, diz Gasques. Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%; e a de carne bovina, de 25% para 32%. Nesse caso, o maior aumento deverá ocorrer também na carne de frango in natura, que é mais barata que a industrializada, completa o coordenador do Ministério da Agricultura. Detalhe: o preço médio da carne in natura é de US$ 1,673 a tonelada e a industrializada, US$ 2,755 a tonelada.
Para Gasques, embora a expectativa de crescimento da exportação dos produtos de maior valor agregado seja menor que a de matéria-prima, o Brasil terá ganhos significativos no agronegócio. Um deles é a diversificação dos produtos vendidos. "Antes era só café, açúcar e soja. Agora temos o avanço das carnes, sucos, leite, milho e frutas." No futuro, a lista de mercados liderados pelo Brasil pode incluir produtos como algodão, celulose, frango e etanol.

FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO