sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EMATER - RS

ACOMPANHAMENTO DE PREÇOS RECEBIDOS PELOS
PRODUTORES DO RIO GRANDE DO SUL

SEMANA DE 14.02.11 a 18.02.11

BOI GORDO kg vivo * minimo:R$ 2,90 médio:R$ 3,22 maximo R$: 3,40
VACA GORDAkg vivo * minimo:R$ 2,60 médio R$: 2,85 máximoR$ 3,01

FONTE: EMATER- RS

Mercado segue firme e indicador é cotado a R$ 106,74

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,42/@ com variação positiva de R$ 0,07. O indicador a prazo registrou alta de R$ 0,44, sendo cotado a R$ 106,74/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio


Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 17/02/11



FONTE: BEEFPOINT

Pequena oferta de boi gordo pressiona mercado para cima

Oferta pequena de animais terminados em quase todo o país.
O efeito da safra ainda não apareceu.
Isso tem pressionado os preços da arroba do boi gordo, embora poucas alterações tenham ocorrido nos últimos dias.
Em São Paulo, por exemplo, os preços sofreram reajuste de R$0,50/@ durante a semana, com grande dificuldade nas compras, e hoje os preços estão em R$103,00/@, à prazo livre de funrural.
O que tem segurado um pouco o mercado paulista é a pressão de compra sobre estados vizinhos, principalmente Mato Grosso do Sul, onde se encontram animais terminados com maior facilidade.
A arroba sul mato-grossense, cotada em R$96,00, à vista, já é negociada com maior frequência a R$97,00, à vista e R$98,00/@ a prazo, ambos livres de funrural.
O “freio” para altas mais expressivas para a arroba do boi gordo é a venda de carne lenta.
A tendência é que esse cenário se agrave nos próximos dias, já que a partir da segunda quinzena do mês a demanda normalmente cai.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

A picanha está cara? Troque pelo bacalhau

Pedaços nobres de carne bovina estão disputando a preferência dos consumidores com alguns pescados mais refinados
O churrasco está caminhando para o hall das carnes nobres. Com o preço em alta, a carne bovina disputa mercado com pratos mais refinados. Um bom pedaço de picanha pode custar mais do que pescados como salmão e o bacalhau.
Após a disparada nos preços da carne bovina em 2010, os valores se estabilizaram neste início de ano. No ano passado, a seca nas regiões produtoras e o consumo aquecido para as festas foram apontados como justificativas para o reajuste. Agora, segundo o presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Adriano Manoel dos Santos, os preços e a demanda se estabilizaram.
Ontem, em pesquisa em seis supermercados da Grande Florianópolis – Angeloni, Bistek, Comper, Giassi, Hippo e Imperatriz, a reportagem do Diário Catarinense confirmou a concorrência acirrada do corte da picanha com os pescados nobres (veja preços acima). O quilo mais caro do bacalhau é vendido por R$ 59,98, apenas R$ 2,83 a mais do que o preço mais alto da picanha (R$ 57,15). Em alguns estabelecimentos, a picanha chega a ultrapassar o preço dos pescados nobres.
Zefiro Giassi, dono da rede de supermercados Giassi, diz que é comum que o preço da picanha ultrapasse o dos peixes nobres em dezembro. Mas ele afirma que o corte nunca esteve tão caro como no ano passado. No fim de 2010, segundo ele, a picanha custava R$ 40, em média, nos supermercados. Agora, o preço começa a cair em relação a dezembro, porque a procura pela carne está diminuindo muito em função do custo elevado.
O empresário Beto Barreiros, dono restaurante Box 32, lembra que o bacalhau, além de mais barato do que a picanha em alguns mercados, tem um rendimento maior do que a carne bovina. E o salmão é, ainda, uma opção mais saudável, defende.
– O brasileiro é muito carnívoro, prefere os cortes nobres de carnes vermelhas. Essa mudança nos preços é uma oportunidade para trocar esse foco e descobrir os pescados. Os cortes bovinos de segunda também são uma opção a ser descoberta. Sendo bem preparados, eles ficam macios e saborosos – afirma.
Barreiros reconhece que os preços em alta da carne bovina refletem diretamente no cardápio dos restaurantes. E o cliente nem sempre se mostra compreensível. O presidente da regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em SC, Fábio Queiroz, confirma que o reajuste foi repassado para o consumidor, mas diz que não na mesma proporção que chegou aos restaurantes.
– A carne bovina foi a maior vilã no aumento dos preços dos últimos meses – reclama.
A maior demanda por cortes nobres, diante do ganho do poder de compra do brasileiro, é apontado por Queiroz como um dos fatores que impulsionam os preços para cima.
– Com mais dinheiro, o brasileiro está comendo mais carne. E mais carnes nobres. Mas com os preços em alta, neste verão já percebemos uma procura maior pelos pescados em relação ao ano passado – acrescenta.

FONTE: DIÁRIO CATARINENSE

Porto do Pecém já pode escoar carne para Rússia

Pecém é credenciado para exportação de carne para a Rússia após inves- timentos na Câmara de Inspeção Animal

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A carne brasileira ganha mais um portão de saída para o mercado consumidor da Rússia. O Porto do Pecém recebeu aprovação do Ministério da Agricultura para uso de sua Câmara de Inspeção Animal em apoio às exportações de carne para o mercado russo.
Segundo o diretor comercial da CearáPortos, Mário Lima, foi feito um investimento de R$ 2 milhões para equipar a câmara com piso e pintura especiais, bancada de exame, balanças automáticas, termômetros especiais, instrumento de coleta de amostra e de análise de material.
"A Rússia tem exigências maiores do que os outros países", explica Lima. "A carne, hoje, é exportada obedecendo a padrões nacionais, lacrada, higienizada e vai para contêineres frigoríficos, viajam por via terrestre até o Pecém. Mas o mercado russo exige que a inspeção seja feita antes de embarcar".
"O Pecém conta com linhas de navegação regulares, ou seja, com frequência semanal para norte da Europa com conexão para o leste europeu, particularmente a Rússia", diz Lima.
Ele projeta um crescimento de 50% nas exportação de carne pelo Pecém em 2011.
O Centro-Oeste brasileiro é grande exportador de carne bovina e o Pecém está sendo apontado como a grande via de escoamento da produção. Estima-se em 30.000 toneladas a expectativa de exportação de carnes para o ano de 2011, incluindo os mercados da China, Mediterrâneo e Europa, além da Rússia.
Em 2010, as exportações de carnes pelo porto do Pecém totalizaram 16,8 milhões de quilos, gerando receita de US$ 64 milhões. Pelo Pecém, foram realizadas exportações de carne bovina para 23 países. Israel foi o destino mais utilizado, com quatro milhões de quilos, seguindo-se o Egito com 3,3 milhões, Irã com 2,9 milhões, Argélia com 1,8 e Hong Kong com 985 mil quilos.
O produto é proveniente de vários estados brasileiros, com destaque para Tocantins, que exportou nove milhões de quilos. O Pará contribuiu com seis milhões de quilos e São Paulo com 399 mil.

FONTE: DIARIO DO NORTE

17 mil bois cruzam o mar para o abate

A cena parecia extraída de um filme épico. Quase 17 mil bois ou, em números mais precisos, 16.459 bois sendo embarcados no navio Ocean Driver com destino ao Oriente Médio, numa operação gigantesca efetuada no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, ontem pela manhã. Serão 12 dias de viagem até que o mercado do Líbano receba as 6.200 toneladas bovinas oriundas do sul do Pará.
A empresa responsável pela proeza foi a italiana Welard do Brasil Agronegócios, que há dois anos se instalou no Brasil depois de meio século na Itália e trinta anos na Austrália. Foi o maior transporte de gado vivo já feito no Estado. Uma estrutura especial foi montada para que a operação fosse viabilizada.
“Estamos utilizando a maior embarcação para transporte de bovinos e ovinos do mundo”, diz o diretor da Welard, Henry Steingiesser. De fato, é um navio tão impressionante que foi tema de um documentário do canal de TV Discovery Channel. O Ocean Driver possui 10 andares, como se fosse um edifício, seis deles acima do nível do mar. A capacidade de transporte pode chegar a 20 mil bovinos.

A ideia é focar novos mercados para o gado paraense. Atualmente as exportações de bovinos vivos representam a quarta maior exportação do Pará, em um cenário brasileiro que cresceu quase 30% nos primeiros sete meses de 2010, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “Estamos focando a abertura de novos mercados, como o venezuelano e o do Líbano. Com o desenvolvimento sanitário animal, outros mercados poderão ser abertos para incrementar a exportação”, diz o diretor da Welard.
É um mercado onde o Pará tem voz ativa. Nos últimos dois anos o estado foi o responsável pelo embarque de mais de 95% do gado vivo exportado pelo Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, e cada vez mais esta atividade tem ganhado peso na economia do estado. Pode-se dizer que, em faturamento, as exportações de bovinos vivos do Pará já representam quase 7% da pauta de exportação do estado, só ficando atrás do setor de minérios.

Não à toa os cuidados para o embarque desses animais têm sido cada vez mais rigorosos. A carga embarcada ontem para o Oriente Médio chegou a ser embargada, mas a empresa comprovou a origem legal do gado e conseguiu a concordância do Ministério Público Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exportar os bois.
“A Welard se instalou no Pará depois da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta entre o Ministério Público do Pará e os produtores. Mas fez tudo de acordo com o que estabelece o TAC. Posso dizer que nunca uma exportação foi tão fiscalizada”, diz o veterinário Roberto Lima, 44 anos. O veterinário refere-se ao compromisso assinado em 2009, com a exigência de que a carne, para ter a comercialização liberada, seja proveniente de fazendas legalizadas do ponto de vista ambiental, social, trabalhista e fundiário.
Esse será apenas o primeiro embarque. A Welard possui uma frota com quatro navios, todos desenvolvidos para o transporte de passageiros de quatro patas. Dois entraram em atividade em 2010 e dois estão sendo construídos na Coreia do Sul e devem entrar em operação no final de 2012.
Passava pouco das 7h quando o navio desatracou de Vila do Conde. Em menos de meia hora, já se tornava apenas um pequeno ponto no horizonte. A velocidade da embarcação é outra característica. No oceano, pode atingir até 19 nós, algo em torno de 35 km por hora. “É um navio rápido”, orgulha-se o diretor, enquanto acenava para a tripulação.
Setenta e duas horas de ação ininterrupta no embarque
No embarque de quinta-feira dois recordes foram quebrados. Nunca se havia exportado um volume tão grande de cabeças de gado de uma só vez e em apenas 24 horas foram embarcados 6.800 bovinos, quando a média costuma ser a metade disso.
“É uma operação logística complicada”, diz o agente Nelson Jaques, da empresa Amazon Log, responsável pela parte prática do embarque. Foram usados 50 trabalhadores portuários 24 horas por dia, durante três dias.
Logística complexa também foi a do transporte do gado do sul do Pará até o porto em Barcarena: foram 750 caminhões. São jovens bois da raça nelore e nelorado. O gado jovem é mais apreciado pelos povos muçulmanos, que gostam da carne com tonalidades mais rosadas do que escuras, como é hábito no Brasil.
Durante os doze dias cruzando o oceano, o cuidado com a carga é dobrado. “Toda a ração é distribuída automaticamente sem contato humano. A água é dessalinizada do próprio oceano, ou seja, não precisamos carregar água. Toda a tripulação é treinada para esse tipo de transporte”, diz Steingiesser. São 80 tripulantes e dois veterinários a bordo do navio.

RITUAL DA COMIDA
Para os islâmicos, o abate do boi ou do frango é um ato religioso e deve ser feito apenas pela degola, para garantir a morte instantânea do animal. Todos os procedimentos devem ser feitos por um muçulmano praticante, treinado especificamente para essa função.

CONTROLE
Por conta disso, três veterinários foram enviados do Egito e desde dezembro fiscalizam todos os passos para que o transporte seja feito da forma adequada. “Eles são extremamente rígidos”, diz o veterinário Roberto Lima.

FONTE: Diário do Pará

Sindicato da carne reclama a falta de matéria-prima - Pelotas

Dirigentes do Sindicato da Carne de Pelotas e Capão do Leão (Sicapel) estiveram reunidos na sala de embarque do aeroporto internacional de Pelotas com o vice-governador Beto Grill (PSB) e o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi (PT), em busca de ajuda do governo Tarso à escassez de matéria-prima nos frigoríficos e solicitando a inclusão do Estado no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), pois atualmente apenas alguns municípios gaúchos conseguem comercializar seus produtos para outros estados.
Conforme o vice-presidente do Sicapel, Paulo Corvello, os frigoríficos pelotenses têm sido prejudicados com a exportação de gado em pé. No frigorífico dirigido por Corvello, a dificuldade em comprar animais diminuiu o abate diário. Com capacidade para 250 animais/dia, apenas 150 estão sendo abatidos no frigorífico Famile. Segundo ele, em no máximo uma semana, as reivindicações por escrito serão entregues.
A unificação dos sistemas de inspeção ampliaria os mercados consumidores disponíveis às empresas de Pelotas. Assim como já ocorre com estabelecimentos de Erechim, Santa Cruz e Rosário. O vereador Milton Martins (PT), que também participou do encontro, informou que o documento a ser entregue ao governo do Estado deverá apresentar dados como número de trabalhadores, geração de impostos e capacidade de abate da cadeia produtiva.

FONTE: DIÁRIO POPULAR

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

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Vilão da inflação

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), emitiu nota contestando as informações da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que apontou os produtos que tiveram as maiores altas nos supermercados em 2010: feijão (51,6%), papel higiênico (43,3%) e carne traseiro (34,9%). “O verdadeiro vilão da inflação está nas margens dos supermercados que não param de crescer e que estão chegando a níveis absurdos”, relata o presidente-executivo da entidade, Péricles Salazar. Ele apontou, por exemplo, um estudo da Scot Consultoria realizado entre os dias 10 e 14 de janeiro de 2011, no mercado paulista, onde as margens das grandes redes de supermercados eram de 123% para cortes como o lagarto; de 104% para o patinho; de 137% no filet mignon e de 95% no coxão mole. “ É um setor altamente concentrado, com quatro ou cinco grandes redes dominando o mercado e elas são responsáveis por 70% da carne comercializada no Brasil”, acrescenta Péricles Salazar.
Segundo ele, é uma injustiça muito grande considerar a carne ou o feijão o vilão da história porque justamente por receberem preços muito baixos os produtores tiveram de abater suas matrizes ou abandonar a atividade, alugando suas terras para cana ou reflorestamentos, o que levou a escassez atual. Mas quem fica com a maior parte da renda obtida a partir dos preços altos é o setor de supermercados”, garante ele. Para Péricles Salazar, junto com a queda no número de cabeças do rebanho bovino brasileiro nos últimos anos houve o aumento de renda e do PIB que elevaram o consumo, subindo os preços. “O problema é que os supermercados não se sensibilizaram para o fato de que o aumento de preços no nível de produtor significava apenas uma saída de uma situação de difícil e estão elevando continuadamente suas margens”, finalizou.

FONTE:Abrafrigo

Cadê a safra?

Desde dezembro que ouve-se falar que a safra está próxima. Levando em consideração o volume de chuvas e a sazonalidade do boi gordo, pode-se dizer que esta safra está sendo atípica e foge à regra que aponta queda de preços no primeiro semestre do ano. Há, inclusive, certa semelhança com a safra do ano passado, em que todos aguardavam por uma queda que praticamente não veio (somente em maio, pico da oferta de animais de pasto).
Entretanto, existem algumas diferenças: os preços correntes estão entre os mais altos historicamente, o que deixa aqueles que analisam o boi gordo cautelosos em relação a novas e fortes altas em 2011. Além disso, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já faz quatro anos que o produtor brasileiro retém as fêmeas, portanto, uma hora os bezerros delas têm que aparecer (o difícil é acertar o exato momento em que eles deverão aparecer). Hoje o mercado está pisando em ovos è espera desses bezerros.
Mas algumas variáveis criam possibilidades de mudança para essa matemática. Definitivamente o crescimento da demanda por alimentos, traduzido pelo aumento do poder de compra dos mercados, ficou em evidência no ano passado. A recuperação econômica dos países desenvolvidos e a melhora do poder de compra dos países em desenvolvimento causaram uma pressão inflacionária sobre as commodities. Falando do cenário interno, além da migração de grande parte da população das classes E e D para a classe C, o fato de 2010 ter sido um ano de eleição fez aumentar o apetite por alimentos de qualidade. O número de cestas básicas compradas com um salário mínimo saltou de 1,22 em 1997 para 2,13 em 2010, favorecendo o consumo de proteínas mais caras nos últimos anos, como a bovina.
E esse comportamento não tende a ser freado de um momento ao outro. De acordo com a FAO (Departamento da Organização das Nações Unidas para questões relacionadas à Agricultura e Alimentação), até 2050 a população crescerá de 7 bilhões para 9 bilhões de habitantes, ou 30%, o que pode ser traduzido pela chegada de novos consumidores de alimentos ao mercado. Além do aumento populacional, a evolução econômica dos países em desenvolvimento fará com que a demanda por alimentos de qualidade também aumente. A prova natural disso é o aumento do consumo per capita de carnes nos últimos anos em países em desenvolvimento.
Certo, mas o que isso tem a ver com a duração da fase de alta do ciclo pecuário? Bem, esse aumento de demanda pode fazer essa fase durar mais do que deveria, ou pelo menos deixar os preços em patamares elevados por mais tempo que o normal. Isso porque ela acaba “absorvendo” aquela safra de bezerros que deveria começar a entrar após quatro anos de retenção de fêmeas.
Não me entendam mal, não quero dizer que o ciclo pecuário não existe mais! Não é nada disso. Só quero dizer que faz sentido que uma oferta crescente e uma demanda aquecida acabem enfraquecendo um ao outro, deixando o mercado nos atuais patamares por mais tempo do que deveria.

FONTE: www.agroblog.com.br / autor Lygia Pimentel

Confira a entrevista com Renata Fernandes - Analista da Mesa de Boi da Indusval Corretora

Boi: Mercado enfrenta um "buraco na oferta", ainda reflexo da seca do ano passado. Escalas continuam curtas e expectativa é de que situação melhore no início de março.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Exportadores brasileiros voltam a operar no Egito

Empresas brasileiras que operam no Egito estão retomando aos poucos suas atividades no país. Durante as quase três semanas de protestos, que na sexta-feira, levaram à renúncia de Hosni Mubarak, as atividades de muitas empresas ficaram comprometidas. Agora, sob um governo militar elogiado por Washington, os negócios começam a voltar aos trilhos.
Após a renúncia, os exportadores brasileiros de carne bovina estão de volta ao Egito. No começo do mês, as empresas haviam suspendido ou reduzido o ritmo de produção de cortes para o país.
Segundo Antônio Camardelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), as empresas estão retomando a produção paulatinamente para embarcar ao Egito. À medida que a situação se normalizar, a tendência é retomar os volumes. Na semana passada, contêineres se acumularam nos portos de Alexandria e Said, o que atrapalhava a chegada de novas cargas, disse Camardelli. O Egito importa de 3 mil a 4 mil toneladas de carne bovina do Brasil por mês.
Os dois centros de distribuição da brasileira JBS, maior empresa de carnes do mundo, estão funcionando normalmente, disse a companhia. Durante os protestos, os centros de distribuição, no Cairo e em Alexandria, ficaram fechados.

FONTE: A matéria é de Sérgio Bueno e Alda do Amaral Rocha , publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

BOI/CEPEA: Baixa oferta mantém preços elevados

Cepea, 17 – Nos últimos dias, a percepção de agentes colaboradores do Cepea é de que a oferta de boi gordo esteve ainda menor, o que sustentou os preços da arroba. Entre 9 e 16 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de SP) ficou praticamente estável, fechando a R$ 104,35 nessa quarta-feira, 16. Apesar de os índices econômicos apontarem que a demanda do brasileiro está firme, operadores do setor pecuário indicam que os motivos para os aumentos do boi e da carne estão atrelados à oferta. De modo geral, a cautela tanto de compradores e quanto de vendedores tem feito com que a liquidez continue baixa. Pecuaristas, por um lado, estão recuados na expectativa de preços maiores. Frigoríficos, por outro lado, estão incertos quanto às vendas de carne no atacado e, dessa forma, adquirem apenas quando há necessidade.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Expoinel: Faturamento pode chegar a R$ 15,8 mi

No próximo dia 21 de fevereiro começa a 2ª Expoinel Mato Grosso Indoor (Exposição Internacional Nelore), com a realização dos leilões. Estão confirmados 13 leilões, com previsão de faturamento de R$ 15,8 milhões com a comercialização de 10.426 animais. “Estamos otimistas com os resultados dos leilões que serão realizados durante a Expoinel MT, pois vivemos um momento ímpar no setor da pecuária e essa é a hora do pecuarista investir no melhoramento genético de seu plantel”, disse o presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACN/MT), Hermes Botelho de Campos.
Dos 13 leilões, 8 são de gado de corte, com 10,100 mil cabeças de animais e previsão de faturamento de R$ 7,8 milhões; 2 leilões de produção onde serão oferecidos 230 matrizes e reprodutores com um faturamento estimado em R$ 2 milhões; e 3 leilões de elite, com 96 bezerras e embriões da mais alta linhagem nacional, com a expectativa de um resultado de R$ 6 milhões.
“Mato Grosso é referência de bons negócios tanto para compra como para venda de gado de corte, como dos animais de elite. Hoje o Brasil está de olho em cada movimento do mercado mato-grossense quando o assunto é gado”, analisou o vice-presidente da Nelore, Ricardo Arruda.
A Expoinel Mato Grosso Indoor será realizada no período de 21 de fevereiro a 4 de março de 2011, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, pela ACN/MT. O evento marca a abertura do ranking estadual da raça nelore de Mato Grosso, com a participação de mais de 500 animais nas pistas de julgamento, que passarão pelo crivo de três juízes, a partir do dia 27 de fevereiro.

FONTE: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DO KG/VIVO DA VACA GORDA NO RIO GRANDE DO SUL



Valor Inicial:
R$ 2.35
Valor Final:
R$ 3.06
Variação:
30.21%
Mín: R$ 2.23 Máx: R$ 3.06 Média: R$ 2.53

FONTE: RURAL BUSINESS

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Consultora - XP Investimentos

Boi Gordo: oferta apertada encurta escalas em período de safra por todo mês de fevereiro. Animais devem aparecer em maior quantidade em maio. Aumento da inflação pode reduzir o consumo em 2011, mas arroba deve se sustentar em R$ 100,00.

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=83960

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Chile: valor das exportações cresceu 42% em 2010

As exportações de carne bovina do Chile alcançaram os US$ 34,5 milhões durante 2010, valor que representa um crescimento de 42% em valor, informou o Ministério da Agricultura através do Serviço de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).
O diretor da Odepa, Gustavo Rojas, disse que "o aumento das exportações de carne bovina em 2010 ocorreu fundamentalmente graças ao aumento do preço do produto, já que os volumes foram levemente superiores aos do ano anterior. Em 2010, o Chile exportou 4.921 toneladas, 9,6% a mais que em 2009".
"Esse aumento no preço da carne bovina segue a tendência internacional, chegando a níveis semelhantes aos de 2008. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a nível mundial, em 2010 os preços foram 26% mais altos que em 2009".
O preço médio do quilo da carne exportada pelo Chile foi de US$ 7,02, 29,8% a mais que em 2009. Os principais países de destino das exportações de carne bovina chilena foram Alemanha (32%), Venezuela (17%), Estados Unidos (17%), Reino Unido (9%), Espanha (5%), Israel (5%), Holanda (4%), Cuba (3%) e França (3%).

FONTE: www.economiaynegocios.cl, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Frigoríficos ajustan entre 6% y 8% el precio de la carne

Dato. Carniceros esperan no caiga consumo

A partir de hoy la carne bovina costará más cara, tras el ajuste de entre 6% y 8% que hicieron los frigoríficos a la media res y los cortes que entregan a los carniceros. Los comerciantes esperan que el consumo no se resienta.
Los frigoríficos que únicamente hacen abasto interno -no están habilitados para exportar- ya habían subido la media res alrededor de 7% y las plantas dedicadas a la exportación, -que además son las principales proveedoras del mercado interno-, no se quedaron atrás.
Ayer estos últimos ajustaron entre 6% y 8% el precio de la media res y los cortes cárnicos que entregan a las carnicerías. La media res pasó de $ 76 por kilo a $ 81 por kilo (+6,5%), el asado subió -en todos los casos al carnicero- $ 5 (+6%), la falda otros $ 5 y las cajas con pulpas sin hueso subieron un 8%. Los carniceros van a trasladar las subas en sus mostradores porque es "importante", por más que la esperaban.
"Es una suba importante y se va a notar en los mostradores", dijo ayer a El País Germán Moller, presidente de la Asociación Nacional de Carniceros. "Cuando hay un aumento la gente reacciona comprando menos, pero esperemos que se sienta lo menos posible en los bolsillos, porque hubo aumentos de los sueldos", dijo.
Por su parte, Rafael Rodríguez presidente de la Unión de Vendedores de Carne descartó una retracción en el consumo. "Todo subió y si hay una retracción será por eso, no porque suba la carne, que sigue siendo el producto más barato para los uruguayos. ¿Qué puede comer el uruguayo, que lo satisfaga como la carne y a menor precio?... Nada".
El presidente del Instituto Nacional de Carnes (INAC), Luis Alfredo Fratti, dijo a El País que "cuando uno tiene baja faena y aumento de precio por la hacienda, es normal que exista una corrección, un acomodamiento del precio del mercado interno. Los frigoríficos no tienen su capacidad formada y además tienen que pujar mucho por la materia prima que no está abundante".
"Si el precio aumentó por debajo del aumento del salario que se registró el mes pasado, el consumo se mantendrá, como vino sucediendo hasta ahora", analizó Fratti.
"El problema que tenemos ahora es que los frigoríficos, para cubrir la demanda interna, tienen escasez de carne y también para concretar negocios les falta materia prima. Es un panorama bueno y estimula a la producción nacional", expresó el presidente del INAC.
Desde que comenzó el año hasta la fecha el precio del novillo gordo subió US$ 0,25, debido al faltante de animales preparados que mantiene, por abajo de lo normal, el volumen de bovinos faenados. En la última semana -según los datos del INAC- la faena bajó en 1.151 reses y apenas llegó a 37.702 cabezas frente a las 43.395 cabezas que los frigoríficos industrializaron un año antes a igual fecha.
Ese faltante de ganado es el motor que hace subir los precios -mientras la oferta no aparezca en el mercado- y también el responsable de los ajustes de la carne al público.
Clave: En sólo 7 días la faena bovina cayó en 1.151 reses; sigue la falta de ganado gordo.

FONTE: El País Digital

Retenção de embarque de 17 mil bois exemplifica nova forma de proteção a pecuaristas legalizados, diz MPF

Ibama e MPF só liberaram exportação após comprovada a origem legal do gado
O adiamento por uma semana do embarque de 17 mil cabeças de gado exportadas do Brasil para o Egito foi um exemplo de como se dará a partir de agora a atuação conjunta de órgãos de fiscalização, anunciou o Ministério Público Federal (MPF) no Pará nesta quarta-feira, 16 de fevereiro.
O objetivo, segundo o órgão, é trabalhar para que apenas os produtores rurais e comerciantes que cumprem a legislação possam atuar no mercado interno e externo.
Só na última sexta-feira, uma semana depois do previsto, a empresa australiana Wellard conseguiu a concordância do MPF e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exportar os bois.
Até então a empresa não tinha conseguido comprovar que o gado era de origem legal, ou seja, que não havia sido criado em áreas de desmatamento ou com o uso de mão de obra escrava.
“Não foi por falta de aviso que ocorreu esse atraso e seus eventuais prejuízos. Nada menos que oito procuradores da República assinaram em conjunto uma notificação que foi encaminhada à exportadora em 25 de janeiro, alertando que no dia 31 começava a valer acordo entre MPF e empresários que estabelece responsabilização judicial das empresas que adquirirem produtos de pecuaristas irregulares”, observa o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, um dos membros do MPF que assinaram a recomendação.
São irregulares, segundo os acordos citados na recomendação à Wellard, os pecuaristas que não apresentarem o comprovante de que deram entrada no pedido de obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Pará, incluindo, no mínimo, mapa que contenha o polígono do imóvel, obtido com GPS de navegação.
Assim, frigoríficos, comerciantes atacadistas ou varejistas, fábricas, curtumes, exportadores, entre outros empresários da cadeia da pecuária, passarão a dar exclusividade às negociações com proprietários rurais que estejam agindo dentro da lei, valorizando o produto de quem trabalha de forma regular.
“Ganha o consumidor, que passa a ter a certeza de aquisição de um produto de qualidade e de procedência legal, e ganham pecuaristas, fabricantes e comerciantes do Estado, que assim vai se tornando referência quando se fala em sustentabilidade na produção agropecuária”, conclui Azeredo Avelino.

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

Osler Desouzart: carne ficará ainda mais cara

A carne bovina, que já está com seus preços mais altos da história, "continuará e ficará ainda mais cara nos próximos anos para o consumidor". A previsão é do diretor consultivo do Fórum Mundial da Agricultura (WAF), Osler Desouzart, que esteve ontem em Cuiabá para proferir uma palestra sobre a "Evolução na produção de carnes", na sede da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Ele afirmou que em um futuro próximo a carne se tornará um "artigo de luxo" nos supermercados e restaurantes. "Quem for a uma churrascaria, provavelmente, será perguntado pelo garçom se é um burguês, uma pessoa da alta sociedade", brincou Desouzart, para mostrar que os preços da carne vão ser um "divisor de águas" entre as pessoas em determinados ambientes. Em uma enquete realizada ontem pelo Diário de Cuiabá junto a três grandes redes de supermercados, a média encontrada para o preço da alcatra foi de R$ 18,99 e, para a picanha, R$ 24,90. Já o filé mignon, corte bovino mais nobre, chegou a ter seu preço cotado por até R$ 33.
Fazendo uma projeção sobre o mercado de carnes, Osler Desouzart afirmou que a produção mundial aumentará cerca de 70% até o ano 2050. "A demanda continuará elevada até lá, mas não vai faltar comida. A nossa dúvida é se até 2075 a produção mundial dará conta de atender ao consumo".

Ele diz que o principal entrave para a continuidade da produção em um ritmo acelerado e capaz de acompanhar a demanda é a exaustão de recursos naturais e suprimento alimentar como água e proteína vegetal para suprir o rebanho.
Especialista em marketing internacional de carnes, Desouzart prevê o avanço das exportações brasileiras nos próximos cinco anos, que deverá passar de 27% para 35% para fazer frente à retomada da demanda dos Estados Unidos e países europeus, que ocorrerá em um prazo de dois anos.

Desouzart diz que a pecuária "terá que se tecnificar" para enfrentar o mercado globalizado. "Hoje não existe mais produtor rural, mas unidades empresariais que trabalham organizadamente para atender às necessidades de consumo da nação, por isso é importante o produtor estar sempre evoluindo e utilizando novas tecnologias em seu rebanho".
"O Brasil é um grande produtor, com condições de dar a resposta que o mercado busca porque o custo mais baixo de produção dá competitividade à carne produzida no país", afirma o presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Antenor Nogueira.

FONTE: Diário de Cuiabá, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi gordo firme em São Paulo

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: está difícil completar escalas

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 104,42/@ com variação positiva de R$ 0,06. O indicador a prazo registrou recuo de R$ 0,47, sendo cotado a R$ 106,17.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 15/02/11


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para fevereiro/11



O leitor do BeefPoint, Francisco Francioli Pedroso, de Alta Floresta/MT, informou através do formulário de cotações do BeefPoint, que na sua região a arroba do boi gordo está sendo negociada a R$ 92,00 com prazo de 30 dias para pagamento.
Daniel Luizari comentou no Twitter: "fechei negócio de R$ 103,00/@, à vista, em bois da região de Araçatuba/SP, para morrer em Presidente Prudente/SP. Abate na sexta-feira (18)".
Segundo Caio Junqueira Neto, da Cross Investimentos, um frigorífico da região de Campo Grande/MS pagou R$97,00/@, à vista, para carregar amanhã e abater na sexta (760 cabeças) e já existem comentários de negócios a R$ 98,00/@. "Até o final da semana preços podem chegar a R$ 105,00/@, à vista, em SP. Ofertas aparecem apenas com elevação de preços e mesmo assim são restritas".

"Atacado puxou o preço do boi gordo no começo de fevereiro, mas as vendas sempre perdem força na segunda quinzena. O mercado segue estável e a oferta de boi continua restrita", comentou Otávio Juliato.
Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)



FONTE: BEEFPOINT

Exportações de gado em pé caíram em janeiro

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em janeiro de 2011 foram exportados 27 mil animais, enquanto no mesmo período do ano passado os embarques chegaram a 39 mil cabeças.
O faturamento caiu 22% no período, saindo de US$36,5 milhões para US$26,5 milhões no último mês.
O valor por cabeça exportada, US$1,04 mil, subiu 12%.
A Venezuela foi responsável pela compra de 20 mil animais e o Egito pelos outros 7 mil em janeiro. Todos originados no Pará.
É o menor volume embarcado no período desde 2007.
Esse comportamento pode ser o primeiro resultado da desvalorização da moeda venezuelana, nosso principal cliente, somado à valorização do real frente ao dólar.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Cattle Industry Convention: tendências de consumo

Representantes de frigoríficos, varejo e setores de restaurantes apresentaram suas perspectivas sobre as tendências de consumo que afetam a carne bovina durante a Cattle Industry Convention na semana passada.
Dando início ao evento, o vice-presidente sênior da Associação Nacional de Produtores de Carne Bovina dos Estados Unidos (NCBA, sigla em inglês), Kim Essex, descreveu as seis tendências no setor alimentício.

1. O contato humano: os consumidores querem conexões humanas com seus alimentos e saber de onde elas vêm.
2. Simples, fresco, natural são igualmente bons.
3. Do meu jeito ou a estrada: os consumidores querem decidir, conseguir o que querem, quando quiserem.
4. Faça-me uma oferta melhor: os consumidores estão procurando valor.
5. Tornando-se global: as exportações são importantes, bem como as ofertas étnicas em comunidades nos Estados Unidos.
6. Luxo acessível: porções menores ou pratos econômicos, como hambúrgueres gourmet deixam os consumidores satisfeitos, sem quebrar suas carteiras ou suas dietas.

O vice-presidente de aquisição de gado da National Beef, Art Wagner, descreveu a abordagem da companhia no sentido de trabalhar com produtores e clientes. Ele disse que alianças de produtores, processamento moderno e uma linha diversa de produtos contribuem para o sucesso da companhia. A National Beef oferece mais de uma dúzia de linhas de carne bovina de marca, incluindo produtos naturais e case-ready.
Wagner disse que as inovações na embalagem representam uma "nova fronteira" no fornecimento de opções convenientes de carne bovina para lojas e consumidores. Os produtos direcionados a mercados étnicos, incluindo miúdos, ajudam a companhia a responder à uma base diversa de demanda.

No mercado global, Wagner disse que os clientes internacionais querem coisas similares que os consumidores americanos têm - serviço ao cliente, segurança alimentar e atenção às especificações do produto. As marcas não são tanto uma tendência nos mercados de exportação como são no mercado doméstico, mas ele espera que isso cresça.
Jeff Spotz, é vice-presidente de carnes, commodities e administração de riscos e compras da Darden. As pessoas podem não estar muito familiarizadas com a Darden, mas já devem ter ouvido falar sobre alguns de seus negócios, que incluem Olive Garden, Red lobster, Longhorn Steaks e Capital Grill. A companhia compra mais de 22,68 mil toneladas de carne bovina por ano.
Spotz disse que a diversidade ajuda a companhia a servir todos os tipos de restaurantes, com o Longhorn Steaks atraindo famílias e pessoas que buscam valor e o Capital Grill servindo pessoas que são fãs de steaks de maior valor, buscando uma experiência mais sofisticada de refeição. Uma pesquisa da companhia mostrou que somente um em cinco consumidores come em restaurantes especializados em steaks todo ano. Isso, disse Spotz, representa uma grande oportunidade de crescimento na categoria.

A recessão, naturalmente, afetou o setor de restaurantes consideravelmente e Spotz espera que algumas mudanças resultantes disso persistam em longo prazo. Os clientes, disse ele, pedem menos aperitivos, menos bebidas e menos sobremesas. Eles usam mais cupons e compram pratos mais baratos. Eles também querem opções mais saudáveis.
Os restaurantes estão respondendo oferecendo pratos menores e com melhor valor e opções sazonais e locais, enquanto melhoram suas eficiências operacionais e buscam economias de escala em suas cadeias de fornecimento, usando mais administração de riscos nas compras de commodities.

No meio da recessão econômica, a rede de supermercados de Ohio, Buehler's Fresh Foods, introduziu a carne Angus certificada, Certified Angus Beef Prime Natural, um dos produtos de carne bovina mais premium do mercado. O gerente de comercialização de carnes da companhia, David Savidge, descreveu como a estratégia funcionou para uma população alvo de clientes. A companhia, disse ele, identificou um grupo de clientes que compram regularmente vinho de mais de US$ 15 a garrafa, produtos orgânicos e frutos do mar frescos. Esses clientes responderam bem ao produto USDA Prime, que agora representa 5% das vendas de carne bovina e continuam crescendo. A carne moída representa cerca de metade das vendas de CAB Prime Natural no Buehlers e pode ser até 90% dos cortes mais magros da carcaça Prime. O Buehlers promove os benefícios da carne CAB agressivamente e faz anúncios que conectam a fazenda ao consumidor, trabalhando para fazer a "conexão humana".

Durante a convenção, o fundador da rede SmashBurger, Tom Ryan, discutiu as tendências de consumo e o sucesso de sua rede. A SmashBurger começou em 2008 com 10 lojas e agora serve hambúrgueres em 179 lojas e 51 mercados, com a abertura de mais lojas prevista. A rede serve hambúrgueres aprimorados, usando só carne bovina certificada Angus. A categoria "melhor hambúrguer", disse Ryan, é a de mais rápido crescimento no setor de US$ 100 bilhões, com um crescimento de 10% comparado com 3% na categoria de hambúrgueres em geral.
A SmashBurger usa restaurantes pequenos, fáceis de operar, para penetrar nos mercados vizinhos. Cerca de 90% de suas vendas são hambúrgueres, com um valor médio de US$ 8 por cliente. Os clientes fazem o pedido no guichê e são servidos em suas mesas, normalmente dentro de seis minutos. Cada restaurante serve hambúrgueres localmente customizados, junto com vários hambúrgueres padrões. Eles também oferecem uma opção de hambúrguer-customizado, onde os clientes podem escolher entre três pães, cinco queijos, 15 coberturas grátis e nove coberturas premium. Ryan disse que cerca de 30% dos clientes escolhem a opção customizada. O desejo por escolhas, disse Ryan, é uma tendência clara entre os consumidores e a SmashBurger visa ser uma "opção de hambúrgueres para cada cidade".

FONTE: Foodsystemsinsider.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Oferta de bois para abate será 6% menor em MT

Previsão do Imea estima redução na oferta de machos para abate, apesar do aumento esperado de 5% no rebanho bovino do Estado
Agência Estado
A disponibilidade de animais prontos para abate continuará restrita em Mato Grosso em 2011. A previsão é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que estima redução de 6% na oferta de machos para abate, apesar do aumento esperado de 5% no rebanho bovino do Estado.
Em palestra realizada nesta segunda, dia 15, em evento promovido pela Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o diretor superintendente do Imea, Otávio Lemos de Melo Celidonio, afirmou que grande parte do crescimento do rebanho refere-se aos bezerros, que somente estarão prontos para abate em 2014.
Mesmo com a redução da oferta, Celidonio prevê que o abate de machos em Mato Grosso deve se manter nos mesmos níveis do ano passado, quando atingiu 1,882 milhão de cabeças, que corresponde a 66% do total abatido. Segundo ele, a estabilidade se deve a tendência de os preços se manterem em patamares elevados neste ano, o que estimula ainda mais o criador a investir na produção. Ele prevê que o abate de fêmeas deve permanecer em níveis baixos, uma vez que os preços atuais estão aquecendo o mercado de reposição.
Pelas projeções do Imea, neste ano a disponibilidade de animais machos para abate deve ser de 3,950 milhões de cabeças, ante a oferta de 4,181 milhões no ano passado. A previsão para o próximo ano é de aumento de 3%, para 4,053 milhões de cabeças, devendo atingir 4,050 milhões de cabeças em 2013.
Segundo o Imea, neste ano a oferta de animais machos adultos (acima de 36 meses) deve recuar 14%, para 1,331 milhão de cabeças. Já a disponibilidade de animais machos jovens (de 24 a 36 meses) deve crescer 9%, para 2,619 milhões de cabeças.
No evento realizado nesta segunda, dia 15, foi lançado o Projeto Acrimat em Ação, que reúne os trabalhos desenvolvidos pela entidade para melhorar a gestão das propriedades rurais em Mato Grosso, que ultrapassam 100 mil, envolvendo 30 mil pecuaristas. Além da gestão dos custos da atividade, o projeto contempla informações sobre acesso ao crédito rural e obrigações trabalhistas.
Na ocasião, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Reidel, fez o lançamento para os criadores mato-grossenses do Congresso Internacional da Carne, que será realizado pela primeira vez no Brasil, entre 8 e 9 de junho, em Campo Grande (MS).
O consultor especialista no mercado de carnes, Osler Dessouzart, em palestra, alertou os pecuaristas sobre a necessidade de modernização da atividade, que cada vez mais será pressionada pela progressiva escassez dos recursos naturais.
Na opinião do consultor, a espécie bovina, que para conversão de 5,5 quilos consome 15.977 litros de água por quilo de carne e leva de 19 a 30 meses para alcançar peso de abate, dificilmente poderá competir com as espécies mais eficientes, principalmente as aves, que para converter 1,7 quilos consomem 2.828 litros de água e levam 38 dias para alcançar peso de abate.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO

Arroba do Boi e Atacado: muita calma nessa hora

Observe como está andando o mercado. Observe como a arroba do boi acompanha de perto o desenvolvimento da venda de carne no mercado interno. Reparou na estabilidade?



Sim... Essa estabilidade é a tal que normalmente a gente chama de uma janela de negociação. Apesar da conotação altista que estamos tendo nesses últimos dias -- principalmente no Twitter -- com a pequena alta da arroba do boi, a verdade é que o mercado não sai do lugar desde o final de dezembro. Não sei se isso representa "alta" ou "baixa". Para mim estabilidade é estabilidade, ou seja, o mercado está indefinido.

Somente ao sair dessa janela de negociação é que poderemos dizer alguma coisa, tal qual os objetivos de alta e baixa que comentei no texto da CP dessa semana.

O lado positivo é que essa alta atual, de fevereiro, está ocorrendo com o atacado "puxando" o boi. Repare a linha vermelha acima da linha preta. Isso é um bom sinal, mas ainda não é o suficiente, pois os próximos meses é que teremos o grosso da safra. Vamos ver.

Como diz Rod Tidwell no filme Jerry Maquire: "Show me the money!"

FONTE: CARTA PECUÁRIA

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Comitiva italiana visita Imbituba/SC

Nesta segunda-feira (14), o secretário interino da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Airton Spies, esteve reunido com membros da União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb), Fulvio Fortunati e Carlo Siciliani, para discutir a implantação do projeto de importação de bezerros de raças de corte para seus mercados.
Durante o encontro, o projeto do Centro de confinamento para bovinos vivos foi apresentado para Spies. De acordo com o secretário, o investimento será de até um R$ 1 milhão para abrigar de 4 a 5 mil bovinos de corte.
O terreno onde o Centro será construído fica em Imbituba a 800 metros da BR 101. O espaço, com 33 hectares, servirá para realização de atividades de ambientação e concentração de bovinos destinados à exportação. Ali os animais, criados em Santa Catarina, ficarão por aproximadamente 40 dias, onde passarão por diversas aferições médico-veterinárias da saúde destes animais, além de preparação ambiental para a viagem de navio.
Na terça-feira (15), o diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária e a assessora de Defesa Sanitária Animal Secretaria, Roni Barbosa e Daniela Carneiro do Carmo, acompanham os italianos até Imbituba para reunião com o prefeito Roberto Martins e com o engenheiro responsável pela obra.
Segundo os membros da comitiva, a escolha por Santa Catarina se deu pela facilidade de acesso ao Porto de Imbituba e principalmente pelo Estado ser o único certificado como livre de febre aftosa sem vacinação do país. “O litoral catarinense é um ponto estratégico, principalmente para a exportação de animais”, diz Fulvio Fortunati.

FONTE: assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina.

Mercado do boi - Entrevista com Caio Junqueira

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

“Las carnes uruguayas son las preferidas en el mundo”

La feria de Moscú sirvió para concretar algunos negocios




























El técnico del Instituto Nacional de Carnes (INAC), Daniel Sparano, aseguró que las carnes uruguayas son las preferidas en el mundo y que por eso no se visualizan problemas de mercado en el corto plazo.
“Nuestras carnes a nivel internacional están en un sitial muy importante. Me pasó en China, donde la consideración por los productos uruguayos era apenas por debajo de la australiana, pero muy por encima de la brasileña”, sostuvo.
Agregó que Uruguay está muy bien posicionado y que muchas industrias competidoras están en los mismos mercados a precios similares. “Pero los importadores prefieren, por calidad, la carne uruguaya y después, si hay lugar, compran la paraguaya”, dijo Sparano, quien sostuvo que hoy en día las carnes uruguayas son las primeras en ser vendidas.
En cuanto a la competencia, el experto dijo que no hay mayores riesgo para la industria cárnica nacional. “El peligro era cuando salía Brasil a matar desmesuradamente sus ganados y a colocarlos de forma agresiva. Hoy en día el consumo interno de Brasil hace que nosotros estemos exportando cortes a ese país”, indicó.
Sparano participó de la Feria ProdExpo que se realizó en Moscú, donde se concretaron algunos negocios. En dicha feria había industriales y brokers.
El representante del INAC consideró que los próximos dos meses serán fundamentales en las negociaciones con los industriales rusos porque en ese lapso, el gobierno terminará de otorgar el 100% de las habilitaciones de importación de carne. “Hay rusos que ya están pidiendo visitas para recorrer plantas en marzo”, aseguró.

FONTE: OBSERVA

Nunca subestime uma safra

Reprodução permitida desde que citada a fonte

Ok! Vamos ficar um pouco mais técnicos que o normal aqui hoje. Abaixo temos o gráfico do indicador Esalq/BVMF da arroba do boi. Para isso vou colocá-lo grande. É para demonstrar com clareza o que gostaria de dizer. Desculpem-me antecipadamente quem não entender nada do que direi hoje.


O que é esse gráfico? Como se lê, ou se entende, ou se olha para ele? Bom, na realidade temos dois eixos aqui — um horizontal, que é o eixo do tempo marcado pelos meses, e outro eixo vertical, que são marcados os preços da arroba. Percebendo isso, você já entendeu mais de 90% do gráfico.
Os outros 10% são representados por essas linhas e esses retângulos. Temos duas linhas — uma vermelha e outra preta pontilhada. Temos dois quadrados, um verde e outro amarelo. Cada um desses desenhos representa um estudo. Então como você é excelente em matemática, temos aqui quatro desenhos; temos quatro estudos.
Primeiro vamos falar dos retângulos amarelo e verde. Eles formam a minha visão atual da arroba, caro leitor. Antes da gente continuar, entenda uma coisa, e isso é importante. A gente nunca sabe para onde os preços estão indo. Ninguém sabe. Adivinhar o futuro é um dom que não foi dado aos homens. Como a gente faz então sem brincar de adivinho? Assim: a partir do preço atual, a gente olha a possibilidade de a arroba subir. O outro lado também a possibilidade dela cair, a partir daqui.

“Daqui” me refiro aos dias de hoje. A possibilidade dos preços da arroba rumarem para uma ou outra direção.
Então, alguns estudos foram feitos e chegamos a esses dois retângulos, esses dois caminhos que a arroba pode seguir.
Ela poderia subir para uma área entre 110 e 112 reais que é marcada no retângulo verde.
Ela poderia cair para a região entre 90 e 95 reais, marcada por esse retângulo amarelo.
Não vou te chatear como cheguei nesses números aqui. Para quem quiser saber como apliquei Fibonacci para chegar até eles, me escreva depois.

A linha vermelha e a reta pontilhada são outros dois estudos que nos indicam um piso para a arroba. Observe a linha pontilhada cai exatamente dentro do retângulo amarelo. Isso é mera coincidência, mas é uma feliz coincidência que reforça nossa visão de piso entre 90~95 reais.
A linha vermelha nos indica um ponto mais abaixo ainda, um preço ao redor de 85 reais. Em um momento de extrema oferta de animais é até onde a arroba poderia vir, mas marco essa linha no gráfico somente para nos balizar — na realidade para a arroba cair até 85 reais, seria o mesmo que o mercado cair 27% desde o pico. Isso não ocorreu antes no plano real, nem nos períodos de aftosa e nem em 2008 na crise de crédito, então é seguro descartar uma arroba abaixo de 90 reais para a safra desse ano. É seguro dizer que é difícil os preços irem até lá, porém como todo seguro morreu de velho, a gente tem que saber desses valores, vai que o mercado dá uma degringolada a gente sabe até onde ele pode ir e agirmos de acordo.

Restam-nos os 90~95 reais de piso. Olhando para o contrato de maio hoje ao redor de 99 reais, o contrato de maio torna aos nossos olhos, um bom preço. Isso se a arroba vier a cair até lá. Pode acontecer? Ah, sim... Pode sim. Não subestimaria a safra se eu fosse você. Aliás, essa é uma das duras lições que aprendi nesses quatorze e poucos anos que lido com o mercado. Nunca subestime uma safra. Nunca subestime uma entressafra. Em outras palavras, é muito arriscado apostar contra, ainda mais quando os preços de safra no mercado futuro já estão em patamares significativamente superiores ao piso.
Porque digo isso? Lembre-se de quanto estava valendo o contrato de maio há trinta a quarenta e cinco dias atrás? Ao redor de 91 reais. Percebe o quanto ele estava barato quando a gente sobrepõe esse contrato de maio sobre esses indicadores que comentamos aqui? O piso ao redor de 90~95 reais... Que abertura teria então o maio, para ser vendido pelo produtor? Claro que não.

Mas o maio valendo 99 reais é outra história. Ele está atualmente quatro reais acima do intervalo de 90~95 reais e a coisa atualmente mudou de figura. Se você acha que a arroba tem chances de cair até lá e se você respeita a safra, pois afinal de contas a boiada do MS ainda não entrou no mercado. Agora que está chovendo aqui, pelo menos aqui no sul do estado que só tem invernista.
Sim, 99 é outra história também por outro motivo. De 117,18 para 99 reais temos uma queda de 15%, certo? Pois quinze por cento é exatamente a queda média das entressafras desde 1995 até 2010. O mercado tem ou não tem senso de humor!? Entendeu? Atualmente o mercado está na média das quedas das safras. Obviamente nas minhas continhas dos 90~95 reais, estou mais pessimista que o mercado atualmente... Fazer o quê? Quem manda ser filho de mineiros de Campina Verde e de Ituiutaba? Desconfiado...
E se essa queda não se confirmar e a arroba subir a partir daqui? Para isso temos outro objetivo — uma arroba entre 110 e 112 reais. Sim, não me surpreenderia ver a arroba subir mesmo na safra, se o mercado estiver mais firme que imagina-se, isso sem falar na entressafra.
Ta, vamos falar de entressafra então. Vamos começar a traçar um esboço. Nem passamos pela safra ainda e eu acho meio desrespeitoso esnobar a safra assim, como se ela já estivesse concluída ou pior... Precificada.

Tivemos 16 entressafras desde 1995. Em 4 delas o preço da arroba não rompeu o pico do ano anterior. Em 12 ocasiões ela rompeu o pico do ano anterior. A média foi uma arroba rompendo o pico anterior em 4%. Isso quer dizer que a história favorece um novo pico para a arroba em média.
Mas não sei se é coincidência ou não, nos anos de altas expressivas da arroba, o ano seguinte é um ano fraco. Picos extremos ocorreram em 1999, a arroba não fez novo pico em 2000. Tivemos outro pico em 2002, a arroba fechou 2003 com alta irrisória. Em 2007 e 2008 foram anos bons, 2009 foi um ano de preço ruim na entressafra...
... E temos agora 2010. Nossa base é curta, são apenas dezesseis anos pelo que vimos nessa curta história, é de se esperar 2011 um ano fechando com uma arroba um pouco abaixo ou ao redor de 2010, como pico da entressafra?
A história, não eu, diz isso. Então, seremos conservadores e diremos que sim, esse ano a arroba fechará abaixo do ano passado? É aonde mais ou menos coloquei o retângulo verde, com uma arroba entre 110~112 reais.

Agora olhe para o contrato de outubro e observe. Ele fechou essa sexta-feira valendo ao redor de 106 reais, abaixo de um cenário conservador para a entressafra como coloquei acima ao redor de 110~112 reais. O que fazer com essa informação?
A média das entressafras como disse, é de uma alta de 4%. Isso ainda é altista. Agora vamos pegar somente as médias em que a entressafra fechou em baixa em relação ao ano anterior, teríamos uma arroba entre 103 e 109 reais. Caramba, o contrato futuro está bem no meio dessa previsão, hein? Ou seja, ele está apostando em um ano de preços ruins para a arroba, similar aos anos ruins do passado.

Então, para resumir, olhe só que interessante.
Para a safra temos as seguintes balizas: 90~95~99. O contrato futuro hoje está em 99, em linha com o que ocorreu nas entressafras passadas, porém tecnicamente em alta com o que demonstramos no gráfico.
Entressafra: 103~106~109~110~112. Hoje o contrato futuro está valendo 106 reais, dentro da média das piores entressafras históricas, porém abaixo do que tecnicamente mostrei no gráfico.
Para você ver como são as coisas. Tem hora que esses mercados não são fáceis.
O que tirar disso tudo? Atualmente o mercado futuro está precificado. Ele está dentro de uma área imaginária que existe a probabilidade dos preços demonstrados atualmente poderão tornar-se realidade.
Por outro lado, e é o que nos importa agora, o mercado nos deu uma baliza. Acima de 99 reais para maio e abaixo de 103 reais para outubro esses contratos futuros, saem um pouco fora do que seria previsível e mereceria uma ação.
Taí ó... Um pouco de diversão light no universo de comercialização de gado no Brasil. Ah, nada como se divertir um pouco estudando o mercado, vocês não acham?

FONTE: CARTA PECUÁRIA - AUTOR ROGÉRIO GOULART

ENTREVISTA: Confira a entrevista com Hyberville Neto - Scot Consultoria

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Buen equilibrio entre animales gordos y de reposición

Terneros y vaca para invernar son las categorías más demandadas

El integrante de la firma De Barbieri y Martínez, del departamento de Lavalleja, Juan Carlos Martínez, afirmó que existe una buena relación entre el precio del ganado gordo y la reposición.
“Estamos con la esperanza puesta en que repercuta en los remates el buen momento que se está pasando en materia de valores. Hay buena incidencia de la exportación en pie y estamos con valores muy buenos que han incidido positivamente en el ganado de reposición”, indicó.
Señaló que hay “mucha gente que está dispuesta a vender, atraída por los muy buenos valores que se están obteniendo”. Además, agregó, la seca no ha sido generalizada y en Lavalleja hay zonas donde hubo buenos registros de lluvia y en otras no tanto. “Es ahí donde el productor aprovecha los buenos precios y vende”, sostuvo.
Las terneradas, según Martínez, son las categorías más demandadas, como también la vaca para invernar. “La oferta está muy equilibrada en todas las categorías, salvo en el caso de la vaquillona porque la gente apuesta a entorar”, indicó.
Afirmó que la reposición está equilibrada con respecto al ganado gordo y que la relación con la reposición está bastante equilibrada. Un novillo a U$S 3,40 por un 52% de rendimiento equivale a US$ 1,80 en pie y el ganado de reposición está en el eje de US$ 1,65.

FONTE: OBSERVA

Alta dos alimentos: A próxima crise de Roubini é um assunto assustador a considerar

Esqueça o Egito por um instante. Esqueça a crise da água na China. Ignore a angústia nas ruas de Bangladesh. Se você quer ver como o efeito dos crescentes preços dos alimentos está se tornando grave, olhe para o rico Japão. Os aumentos são tão grandes que os economistas cogitam que eles podem empurrar o deflacionário Japão para a inflação. Sim, o aumento dos custos das commodities como trigo, milho e café pode fazer o que trilhões de dólares de liquidez do banco central não conseguiram.
Entretanto, as consequências econômicas dos preços dos alimentos empalidecem perto das sociais. As implicações não poderiam ser piores do que na Ásia, onde mora uma parcela importante daqueles que vivem com menos de 2 dólares por dia. Pode haver sérias implicações para a perspectiva de débito da Ásia. Pode haver consequências ainda maiores para os líderes que esperam manter a paz e evitar protestos em massa.
Que diferença podem fazer alguns meses. Lá por, digamos, outubro, as conversas eram sobre a invulnerabilidade da Ásia aos dissabores de Wall Street. Agora, os governos de Jacarta, Manila e Nova Déli estão às voltas com um tipo de crise imobiliária e financeira próprio.
Ele reflete uma mistura tóxica de estoques de alimentos abaixo do desejável, explosão da demanda, clima em desequilíbrio e taxas de juros zero em todo o planeta. Não é exagero quando Nouriel Roubini, o economista da Universidade de Nova York que previu a crise financeira americana, diz que a alta dos preços dos alimentos e da energia está provocando nos mercados
emergentes uma inflação grave o suficiente para derrubar governos. Hosni Mubarak, no Egito, pode confirmar isso.
Efeitos colaterais
É importante começar a considerar os efeitos colaterais. As Nações Unidas calculam que os países gastaram pelo menos US$1 trilhão em importações de alimentos em 2010, os mais pobres pagando até 20 por cento mais do que em 2009. Esses aumentos estão só começando. Em janeiro, os preços mundiais dos alimentos alcançaram um novo recorde por conta da elevação dos custos de laticínios, açúcar e grãos.

Esta crise poderá levar a outra: a da dívida. É provável que os líderes asiáticos aumentem fortemente os subsídios e cortem os impostos de importação. As implicações fiscais dessas medidas não estão recebendo a atenção que merecem. Isso também é verdadeiro
em relação aos riscos de instabilidade social. Os eventos no Egito são um exemplo explícito de como um povo que vive perto do limite pode rapidamente se mobilizar para exigir mudanças.
Manter essa raiva reprimida na era do Twitter, do YouTube e do Facebook não vai ser
fácil. Daí a preocupação de Roubini com a crise geopolítica. Há uma extrema ironia na sincronia de tudo isso. Ocorre quando o mundo está se tornando um lugar mais pesado. Os índices de obesidade quase duplicaram desde 1980, e quase 10 por cento dos habitantes do planeta tinham sérios problemas de sobrepeso em 2008, de acordo com o jornal de medicina The Lancet. As pessoas nunca foram mais gordas e os preços dos alimentos nunca foram tão altos.
Mundo Gordo
A ocidentalização da dieta na Ásia tem uma parcela de responsabilidade na elevação dos custos dos alimentos. Crescimento rápido, renda em elevação, população crescente e urbanização
conspiram para que se abandonem os hábitos alimentares básicos de antigamente e se passe a consumir mais carnes e laticínios.
As consequências negativas inerentes à mudança no padrão de consumo serão especialmente agudas nessa região. Diferentemente do pico no preço dos alimentos de 2008, este pode ser mais secular do que cíclico. Só a Ásia, por exemplo, terá mais 140 milhões de bocas a alimentar nos próximos quatro anos. Some-se a isso quase três bilhões de pessoas na região que cresce rapidamente e temos aí uma receita para a explosão da demanda.
O tamanho e o escopo da China indicam que ela comprará parcelas cada vez maiores da oferta de alimentos do mundo. À medida que o yuan se valorizar, crescerá também a capacidade da China de pagar mais do que todos os outros. O aumento nas tensões comerciais será inevitável e provará a futilidade dos subsídios aos alimentos. Os preços vão subir enquanto crescer o consumo, portanto, seria apenas jogar dinheiro pelo ralo.
A Fúria do Clima
A China também mostra como as mudanças climáticas vão dificultar a elevação nos padrões de vida. Secas acentuadas estão colocando em perigo as safras de trigo do maior produtor mundial. Estão provocando falta de água potável tanto para o 1,3 bilhão de habitantes da China quanto para seus rebanhos. É um lembrete de que a água é o petróleo de amanhã. Não vai demorar para que os governos revirem o planeta atrás dela.
Alimentos mais caros vão complicar as coisas para o banco central da China. Isso vale também para Índia, Indonésia, Filipinas e até economias menos desenvolvidas como Paquistão e Vietnã.
Para os bulls asiáticos, será uma amarga volta à realidade. Veja a Indonésia, a quarta nação mais populosa, com a maior população muçulmana. Alimentos mais caros dificultam o estabelecimento de padrões de vida mais elevados e a redução do abismo entre ricos e pobres. O mesmo vale para outros países nos quais o crescimento populacional com frequência supera o do produto interno bruto, como as Filipinas.
O que está inviabilizando as famílias que vivem com uns poucos dólares por dia é a volatilidade dos preços. Se você gasta quase metade da sua renda para encher barrigas, um aumento de 10 por cento no preço do óleo de cozinha, do trigo ou do pimentão é devastador.
Já é difícil pagar o aluguel e manter os custos dos convênios médicos hoje em dia, que dirá investir em formação educacional. Os governos precisam tratar de suavizar o golpe, mesmo que seja à
custa de atormentar os executivos da Standard & Poor’s e da Moody’s Investors Service. Do contrário, terão nas mãos uma crise maior do que eleitores ou investidores conseguirão suportar.

Fonte: Bloomberg // William Pesek

Bovinocultura de Corte: A utilização da capacidade de abate instalada em Mato Grosso segue baixa

UTILIZAÇÃO EM BAIXA: A utilização da capacidade total de abate no Estado obteve no estado queda em 2010 com relação a 2099. No ano passado, os frigoríficos utilizaram apenas 38,5% da capacidade instalada, ficando abaixo em 4,16 pontos percentuais dos 42,7% vistos em 2009. Esta redução da utilização pode estar associada aos novos fechamentos de plantas do Estado, que vão desde empresas em processo de recuperação judicial a incorporações. Com isso, chegamos ao final do ano passado com 17 das 40 plantas com Serviço de Inspeção Federal (SIF) fechadas.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: Imea

ARGENTINA - A paso lento se recupera el stock ganadero

Analistas del sector de ganados y carnes indicaron que se verifica una tendencia clara a la retención de vientres pero que la recuperación del stock es lenta. Entre los factores que limitan el crecimiento indicaron: la incidencia de la sequía, la incertidumbre política, las leyes provinciales que limitan los desmontes en el norte y la competencia con la agricultura.

VEJA O VÍDEO: http://www.elrural.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5845:a-paso-lento-se-recupera-el-stock-ganadero&catid=81:video-noticias&Itemid=198

FONTE: ELRURAL.COM

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ESTAMOS COMPRANDO TERNEIROS PARA EXPORTAÇÃO AO LÍBANO

SOMENTE EUROPEUS
INTEIROS OU CASTRADOS
PESO ENTRE 150 Kg e 250 Kg















MAIORES INFORMAÇÕES COM LUND

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 14.02.2011

BOI: R$ 6,70 a R$ 6,90
VACA: R$ 6,30 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 14.02.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,30 A R$ 3,40
VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 3,00

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 14.02.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,90 A R$ 3,10
TERNEIRAS R$ 2,60 A R$ 2,80
NOVILHOS R$ 2,80 A R$ 2,90
BOI MAGRO R$ 2,70 A R$ 2,80
VACA DE INVERNAR R$ 2,30 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 12/02/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 11/02/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,80R$ 6,66
KG VivoR$ 3,40R$ 3,33
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,44R$ 6,41
KG VivoR$ 3,06R$ 3,04
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Brasil na liderança do mercado de carne

O Brasil pode se tornar o maior fornecedor de carne bovina para o mundo devido ao aumento da demanda mundial pelo produto. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de crescimento de 2,1% no comércio mundial de carne bovina, com destaque para a projeção de aumento de 8,1% nas vendas externas brasileiras.
Estimativas do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que, neste ano, o Brasil deve registrar embarques de aproximadamente dois milhões de toneladas em equivalente carcaça.
Com mais de 200 milhões de cabeças, o país garante a produção de quase 10 milhões de toneladas de carne por ano, destinadas principalmente a Rússia, União Européia e Irã.
“O Brasil já é o maior exportador mundial de carne. E só fica atrás na produção para os Estados Unidos. Como vivemos um momento favorável, com a melhoria nos preços pagos ao produtor, temos grandes condições de aumentar a produção e abastecer o mercado mundial”, enfatiza Neuzedino Assis, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar/ES).
Segundo Neuzedino, o Brasil possui clima tropical com luminosidade durante todos os dias do ano e temperatura média elevada, o que contribui para o aumento da produção de alimento para o rebanho, consequentemente. “Além do clima favorável, o volume de chuvas é bom durante o ano e contamos com o empreendedorismo do brasileiro, que está sempre em busca de novas tecnologias e investindo em formação de pastagens de qualidade e boa genética para o rebanho”, comenta.

FONTE: assessoria de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do ES (Faes).

MPF abre inquérito para apurar apoio do BNDES ao JBS

RIO - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro abriu um inquérito civil público para "apurar possíveis irregularidades" na aquisição de títulos do grupo JBS Friboi pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A conversão de um procedimento administrativo já em curso na Procuradoria do Rio em inquérito foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira. A investigação está a cargo do procurador Carlos Alberto Bermond Natal, da área de patrimônio público.
A procuradoria informou que o procedimento ainda está em fase inicial. O BNDES tem apoiado a expansão internacional do JBS Friboi. Há um ano, o banco de fomento comprou, por meio da subsidiária BNDESPar, praticamente todas as debêntures emitidas pela JBS para viabilizar a compra da Pilgrim''s Pride, gigante americana de carne de frango. A operação somou quase R$ 3,5 bilhões.
Diante da pouca transparência em relação aos critérios do apoio financeiro ao grupo brasileiro de carnes, o BNDES está sofrendo críticas, especialmente de concorrentes da JBS. O maior deles, o frigorífico Marfrig, também tem recebido apoio do BNDES para fazer aquisições, como foi o caso da Seara, há um ano.
O BNDES atua fortemente no segmento de carnes norteado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que elegeu o setor como prioritário para a consolidação e internacionalização por ser um dos mais competitivos da economia brasileira. Uma nova versão para a PDP deve ser apresentada pelo governo ainda no início do mandato de Dilma Rousseff.

FONTE: ESTADÃO

Alta da arroba do boi consegue superar expressiva elevação dos custos

Aumento do Custo Operacional Total foi um dos maiores já verificados em um ano
O Custo Operacional Total (COT) e o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária de corte subiram expressivamente no acumulado de 2010 (de janeiro a dezembro), conforme pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Considerando-se a média Brasil (GO, MT, MS, PA, RO, RS, MG, PR, TO e SP), o COT teve aumento de 20,9% e o COT, de 21,9%.
Essa foi uma das maiores altas já verificadas para um ano. Se observada toda a série de custos do Cepea, iniciada em 2004, a alta do COT registrada em 2010 só foi menor que a de 2008.
Apesar desse cenário, os preços da arroba subiram ainda mais: 40,4% no acumulado do ano – média ponderada de 10 Estados. De modo geral, 2010 surpreendeu todos os agentes do setor pecuário, com os preços da arroba e da carne atingindo patamares recordes, em termos reais. Conforme dados do IBGE, de janeiro a setembro daquele ano, o volume de abate foi maior que o do mesmo período de 2009. Assim, apesar de a percepção de agentes de mercado ter sido de oferta enxuta ao longo de todo o ano, percebe-se que a força motriz do mercado foi mesmo a demanda, sobretudo a do brasileiro.
Quanto às exportações, o volume embarcado de janeiro a dezembro de 2010 foi 2,72% maior que o do mesmo período de 2009. A oferta, portanto, foi coadjuvante. Ainda que crescente, aparentava ser pequena dado o comparativo com o ritmo de vendas.
Em relação aos custos, o COT e o COE subiram de janeiro a novembro de 2010; somente em dezembro deram trégua, com o COT caindo 1,07% e o COE, 1,3%. No correr de 2010, empresas de insumos acompanharam a forte recuperação nos preços da arroba e reajustaram os preços de seus produtos. Assim, o COT foi impulsionado, principalmente, pela valorização do sal mineral (de 15% de janeiro a dezembro de 2010), que representa 21,22% do COT.
A semente forrageira, apesar de representar apenas 2,33% do COT, valorizou 37,51% no acumulado do ano. Essa forte alta da semente se deve ao grande volume de chuvas no período de plantio e de colheita, que ocasionou quebrou de safra.
Outro item que teve forte valorização no ano foi o bezerro, que elevou os gastos de produtores de recria, recria-engorda e confinadores. De janeiro a dezembro de 2010, o preço do bezerro subiu quase 20% – este insumo representa quase 30% dos custos do boi gordo. A mão-de-obra, que corresponde a 22,65% dos custos, foi reajustada em 9,68%, em acordo com a variação do mínimo.
Em relação aos Estados acompanhados nesta pesquisa, Goiás registrou o maior aumento do COT, de 26,6% em 2010, seguido por Mato Grosso do Sul (24,45%) e Mato Grosso (22,77%).
Em períodos de valorização do dólar, notava-se forte alta do sal mineral, tendo em vista que importantes ingredientes que o compõem são importados, como o fosfato bicálcico. Esse cenário foi bastante sentido pelo produtor em 2007 e 2008, por exemplo. Em 2010, no entanto, apesar da forte queda do dólar – a média anual recuou 12% frente à de 2009 –, o sal mineral ficou 15% mais caro. Vale lembrar que esse insumo corresponde, em média, a 22% dos gastos totais.
Conforme pesquisadores do Cepea, a alta nos preços do sal pode estar atrelada à demanda. A forte seca registrada em meados de 2010 impulsionou as vendas do sal, como forma de complementar a alimentação do animal.
De modo geral, os maiores gastos de pecuarista sempre foram com a suplementação mineral, a reposição de animais e a mão-de-obra. Considerando-se o histórico de preços, esses três itens sempre se alteram como o que mais pesa no bolso do produtor.
De 2004 para cá, a reposição tem ocupado o topo da lista de principais dispêndios, com exceção do período entre meados de 2008 e início de 2009, quando o sal mineral tomou esse lugar – ao longo de 2008, a suplementação mineral valorizou quase 92%.
Quanto aos gastos com a mão-de-obra, que, em janeiro/04 representavam 15,63% dos custos, em dezembro/10 passaram para 22,65%, ocupando o segundo lugar entre as maiores despesas para a produção de um boi.

FONTE: CEPEA

Carne é artigo de luxo na mesa do brasileiro

Supermercados têm margem de lucro que ultrapassa os 100% na venda de carne bovina
A ida ao supermercado tem se tornado bem mais cara para o consumidor, já que o preço da carne insiste em não recuar e as expectativas não das melhores. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos, os supermercados têm margem de lucro que ultrapassa os 100% na venda de carne bovina.
Um quilo de picanha no frigorífico custa R$ 20, mas aqui na cidade chega aos 50. Já o contrafilé, que custa R$ 11 no campo, é vendido nos supermercados por R$ 23, o quilo. A arroba do boi, que baixou 15% em 40 dias, só agora é levemente sentida nos supermercados.
Em entrevista à Renata Perobelli, o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, comentou essa variação extorsiva entre o pecuarista e o varejista. “O que acontece neste segmento é que tanto o produtor quanto a indústria tem uma margem muito pequena, a maior margem na cadeia produtiva é dos grandes supermercados”.
Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, revelou que acredita que o preço da carne permanecerá
estável até o meio do ano, com possibilidade de alta no segundo semestre. No entanto, os supermercados discordam. Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados, revelou que os supermercados são os segmentos onde a concorrência é muito maior e a grande arma dos estabelecimentos é o preço.
A alta do preço da carne no varejo também é reflexo da especulação dos atravessadores. É o que acredita Manoel Recena Quevedo, varejista, há 50 anos no ramos.
Atualmente, os supermercados respondem por 70% do abastecimento de carne, no país. E após uma temporada de preços exorbitantes, o consumidor disputa a carne à unha quando encontra uma boa oferta. A reportagem da Jovem Pan esteve nos supermercados, neste fim de semana, e flagrou mega-promoções para o filé mignon.A procura foi tanta que as redes limitaram a venda de uma peça por cliente.
A picanha comum, sem grife, também foi encontrada por preços menos salgados. Mas é bom deixar claro: a maioria das pessoas ainda considera astronômico o valor da carne. Vale lembrar, que estamos em plena safra da carne e os preços, que não regrediram significativamente até agora, devem subir a partir de julho. A alta no preço dos insumos usados na ração também forçam o preço para cima devido ao aumento das comoditties.

OUÇA A ENTREVISTA : http://jovempan.uol.com.br/noticias/2011/02/carne-sera-artigo-de-luxo-na-mesa-do-brasileiro.html

FONTE: JOVEM PAM ONLINE.

Preço da carne para a Europa subiu em janeiro

O preço médio da carne brasileira in natura exportada para a União Européia subiu em janeiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Foi o maior preço médio desde setembro de 2008, logo antes de deflagrar a crise mundial. Veja na figura 1 as colunas verdes.


Em reais (linha vermelha da figura 1) os preços também subiram, mas já estiveram mais altos no final de 2008 e meados de 2009.
De qualquer forma, este aumento recente nos preços da carne exportada possibilitou pagamentos mais altos pelos animais originários de fazendas da Lista Trace, que nos últimos meses estavam valendo o mesmo que o boi comum. Atualmente existe um ágio entre 2% e 3% para o boi Europa na comparação com o comum, variando conforme o frigorífico, a região e a necessidade de compra.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

A alta dos grãos vai influenciar o confinamento?

Estamos assistido à constante elevação dos preços do milho e da soja tanto no mercado brasileiro quanto no mercado internacional. Essa alta tem preocupado autoridades no mundo inteiro e não deve parar por ai. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para os estoques finais de milho do país e no mundo nesta safra 2010/11, informação que deu fôlego extra às cotações internacionais nos últimos dias. Assim com oferta menor e demanda aquecida os preços devem continuar em patamares altos durante esse ano.
Gráfico 1. Evolução dos preços da soja e do milho




Essa alta pode influenciar também os preços, e principalmente os custos da carne bovina, já que os grãos são importantes componentes das dietas utilizadas nos confinamentos.
Apesar da possível alta nos custos, Roberto Barcellos acredita que ela não deve ter grande impacto no número de animais confinados. "Com os preços atuais, o custo da arroba produzida em SP e GO está em torno de R$80,00 e no MT em torno de R$75,00", comentou.
Gustavo Figueiredo, avaliou que "mantendo os preços do boi gordo acima destes patamares de hoje, em SP, não irá influenciar. Os outros estados como GO, além do grão tem outro fator que é o valor da reposição (gado magro), que atualmente está mais caro em relação ao valor da arroba do boi gordo (hoje). Somente os preços dos grãos não irão influenciar maior ou menor número de animais confinados".
"Em 2010 a arroba engordada deu muito resultado e todo mundo teve coragem para comprar o magro. Em 2011 vai ser mais calminho", opinou Fábio Dias.
Para Caio Junqueira Neto, este fator também deve ter pouca influência. "Ao meu ver os principais fatores de influência são o mercado futuro e principalmente os preços do boi magro", completou.
"No patamar atual dos grãos a conta fecha. E pelo que mostram os números, a safra brasileira será boa, principalmente a safrinha", ressaltou Fabiano Tito Rosa.

FONTE: BEEF POINT