sábado, 25 de junho de 2011

Maior oferta de carne bovina no mercado interno faz preço de cortes nobres baixar no Estado

Quilo do filé mignon e da picanha fica mais barato e atrai o consumidor
Joana Colussi | joana.colussi@zerohora.com.br

Renato Bairros / Agencia RBS
Queda no preço de cortes nobres já pode ser percebida nos supermercados do Estado
Foto: Renato Bairros / Agencia RBS

Após ver os preços dos cortes nobres da carne bovina dispararem no ano passado, os consumidores gaúchos ensaiam agora ficar mais à vontade para preparar o churrasco com filé mignon e picanha.

Com maior oferta no mercado interno, em razão das restrições impostas às exportações e da redução do consumo, os preços começam a baixar em supermercados e açougues.


A queda é sentida mais recentemente. O quilo do filé mignon baixou para menos de R$ 30 na Capital, conforme a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). No final de 2010, o quilo superou os R$ 50. A mesma sensação foi percebida na picanha, que, em cortes em tiras (misturado com a alcatra), chega a ser vendida a R$ 19,90.

— O resultado foi uma alta média de 15% nas vendas dessas carnes nos últimos 15 dias — diz o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

Conforme o coordenador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Estado, Márcio Mendes Silva, o equilíbrio não costuma ser imediato:

— Para subir é rápido, mas para baixar demora um pouco mais.

FONTE:ZERO HORA

História da Raça: Wagyu


História da Raça: Wagyu

Para um observador leigo, à primeira vista, um Wagyu pode não chamar mais atenção do que qualquer outro bovino de fazenda. A raça originária do Japão (daí a origem de seu nome, em que Wa significa japonês e gyu, gado) não chama atenção pela beleza ou pelo tamanho. No entanto, é em outro campo que o animal se destaca – e incomparavelmente. A carne do Wagyu é reconhecida internacionalmente como a mais cara do mundo, com o quilo da carne chegando a R$ 350 no mercado brasileiro.

O motivo, como explica o médico veterinário Marco Aurélio Metidieri, da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu, é o marmoreio de gordura presente na carne do animal. “É uma carne com alta quantidade de ácidos graxos insaturados. Isto é, possui uma gordura mais saudável que as tradicionais”, esclarece. Quando assada, a gordura derrete e se espalha entre as fibras da carne, aumentando a suculência e o sabor.
Histórico
A pecuária de corte, voltada para a alta gastronomia, não foi sempre o principal objetivo da raça. Introduzida no Japão, ainda no século II, o Wagyu foi empregado inicialmente como tração animal para o cultivo do arroz. Foi só mais tarde, com a chegada de turistas estrangeiros, que os restaurantes e criadores da região de Kobe perceberam o sucesso da carne e investiram em sua divulgação. Hoje, a marca Kobe Beef se tornou tão popular que no mundo inteiro é entendida como um sinônimo para a carne do animal.
Existem duas principais raças de bovinos japoneses, o Black Wagyu e o Red Wagyu. O surgimento de ambas ocorreu regionalmente, onde cada província realizava cruzamentos e seleção de animais devido aos seus próprios critérios. Cada uma possui suas próprias características, como explica Marco Aurélio. “O Black Wagyu possui um melhor marmoreio na carne. No entanto, o Red Wagyu tem um melhor rendimento de carcaça”. Em média, o lucro do produtor por uma carcaça do animal gira entre R$ 8 mil e R$ 8,5 mil.
A raça chegou há relativamente pouco tempo no Brasil. Os primeiros animais foram trazidos pelo país pelos diretores brasileiros da multinacional Yakult, em 1992. É o que relata Rogério Uenishi, gerente de produção da empresa. “Nosso primeiro presidente da filial brasileira, Teruo Wakabayashi, quis contribuir com o Brasil introduzindo uma raça que pudesse aumentar o melhoramento genético da carne”, relata ele. Investindo na genética do animal, foi só depois de quase dez anos, em 2001, que a empresa abriu espaço para outros criadores começarem a adquirir seus animais.
Mercado
Apenas a genética não é suficiente para que a qualidade da carne do Wagyu se sobressaia no mercado. De acordo com Rogério, apenas a criação a pasto não é suficiente para que se atinja o marmoreio adequado. “A partir de oito meses, o bezerro vai para o confinamento e deve permanecer nele por até um ano e meio”. Essa é a maior dificuldade de quem deseja criar o animal para oferecer um produto de qualidade. Outra dificuldade apontada é o abate. Atualmente, os produtores precisam contratar o abate terceirizado para então vender a carne. “Por isso temos poucos que trabalham com a venda da carne”, relata Rogério. “A maioria cria para vender o animal para produtores maiores, que conseguem investir na cadeia da carne”.
Ainda assim, a carne do animal é bastante procurada no mercado interno – que não consegue suprir a demanda. A Yakult, por exemplo, abate cerca de 50 cabeças por ano. Desta forma, restaurantes e casas de carne especializadas se vêem obrigadas a importar o produto da Autrália, do Uruguai e até da Argentina. Outra opção, quando a demanda é maior, é apostar na criação de animais cruzados com Nelore ou Angus. Restaurantes como o Rubaiyat, que tem a carne de Wagyu no cardápio, serve carne do animal 100% puro apenas durante eventos especiais – como a Feicorte 2011. De resto, o ano todo, a carne é de um animal cruzado com a raça Brangus.
De um animal de 700 kg, é possível tirar 30 kg de contra-filé. Esta é a peça mais procurada, especialmente devido a melhor visualização do marmoreio. O quilo do contra-filé e da picanha do Wagyu, nos pontos de venda especializados, podem sair por até R$ 350.
Mato Grosso do Sul
O empresário Shunji Hisaeda é um dos criadores do Wagyu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Atualmente, de acordo com ele, são 5 mil cabeças – sendo apenas 200 do animal puro. As outras são fruto de cruzamento com o Nelore. “O Wagyu permite a abertura de um mercado extremamente interessante e que tem tudo para crescer ainda mais”. De acordo com ele, a carne do animal está ainda ganhando espaço e reconhecimento no mercado sul-mato-grossense. Um exemplo disso é a parceria com o Big Beef, que promoveu durante os primeiros meses do ano degustações e promoções da carne para familiarizar o consumidor local com esse tipo de carne.
“Em breve pretendemos voltar com a carne, por que já tem muita gente pedindo”, relata Alex Fonseca, diretor de marketing do Big Beef. De acordo com ele, mesmo cruzado com o Nelore, o “kobe beef” ainda se mantém com um sabor fora do comum. “Ainda é impraticável cobrar preços excessivos pela carne no Estado. Nas lojas da Itanhangá e da Mato Grosso, o preço do contra-filé era de R$ 26 e da picanha R$ 52”. Outra novidade que a loja apresentou pelo curto período de tempo foi o hamburguer de Wagyu, bastante apreciado pelos consumidores locais.
Fonte: Andriolli Costa / Rural Centro


foto: Lund Negocios

sexta-feira, 24 de junho de 2011

JBS segue líder nas exportações de carnes até maio




O grupo JBS continua na primeira posição no ranking de receita com exportações entre as companhias de carne brasileiras no acumulado do ano até maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (24/06) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

As vendas externas do grupo no período totalizaram US$ 1,090 bilhão, avanço de 166,80% ante os US$ 408,7 milhões de igual intervalo do ano passado. O Bertin, incorporado em setembro de 2009 pelo grupo, cujos números ainda são divulgados separadamente pela Secex, não figurou na lista de maio.

Com esse resultado, a JBS ficou na oitava posição no ranking geral das 40 principais empresas brasileiras em exportação nos cinco primeiros meses do ano, mesma colocação obtida no levantamento anterior.
Resultados
A Sadia aparece na sequência, com receita cambial de US$ 993 milhões nos cinco primeiros meses de 2011, alta de 17,53% com relação aos US$ 844,9 milhões de igual etapa de 2010. Em seguida vem a BRF - Brasil Foods (antiga Perdigão), com US$ 968 milhões, aumento de 16,17% ante a receita de US$ 833,3 milhões do mesmo período do ano passado.

Com os resultados, a Sadia ficou na décima posição no ranking geral e a BRF, em 12º lugar. Se somadas as receitas das duas empresas, a cifra - de US$ 1,9 bilhão - de crescimento de 16,9% ante o acumulado de 2010 até maio - é superior ao da JBS e a companhia passa a ser a quarta maior empresa exportadora do Brasil, atrás de Vale, Petrobras e Bunge.

Na análise anterior, o montante consolidado colocava a BRF como a terceira maior exportadora. A Sadia está incorporada contabilmente pela BRF, mas as empresas continuam operacionalmente separadas, à espera da decisão final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Colocações
Assim como JBS e Bertin, a Secex divulga os dados das duas companhias separadamente. A Seara Alimentos, adquirida pela Marfrig no início de 2010, se mantém no quarto lugar entre as empresas de proteínas com maior receita de exportações, com US$ 665,2 milhões, avanço de 64,60% ante os US$ 404,1 milhões dos cinco primeiros meses de 2010. Na lista geral, a Seara está em 21º lugar. No ranking setorial, a Marfrig aparece na sequência, com receita de US$ 418,2 milhões, aumento de 52,75%, na comparação com os US$ 273,8 milhões de janeiro a maio de 2010, ocupando a 35º posição na lista geral.

A Secex também divulga os números da Sadia e da BRF em separado. O montante consolidado das companhias é de US$ 1,083 bilhão, bem próximo ao da JBS. Maio Na análise dos números de maio, a sequência é alterada somente entre os segundo e terceiro lugares, ficando a BRF à frente da Sadia.

A receita cambial da JBS somou US$ 234,1 milhões no mês passado, incremento de 104,50% ante igual período de 2010. As exportações da BRF foram de US$ 229,5 milhões, aumento de 13,61%, enquanto as da Sadia totalizaram US$ 204,3 milhões, alta de 11,92%. Já a receita com vendas externas da Seara foi de US$ 154,8 milhões, avanço de 75,89%, e a da Marfrig, de US$ 87,4 milhões, cresceu 41,38%. O resultado das companhias brasileiras de proteínas foi influenciado pelo número de dias úteis do mês e de seu comparativo. O mês passado teve 22 dias úteis, enquanto maio de 2010, 21 dias úteis.

FONTE: GLOBO RURAL

Autoridade sanitária russa ameaça ampliar proibição da carne brasileira

Pode aumentar o número de empresas brasileiras afetadas pela proibição de exportar carne para a Rússia. A advertência foi feita por Sergey Dankvert, diretor da Inspeção Sanitária Agrícola da Rússia. Dankvert alertou mais uma vez que, caso o Brasil não se ajuste às exigências russas para a conservação da carne, outras empresas serão afetadas pelas restrições já impostas a 89 frigoríficos, dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Esta semana, a ministra da Agricultura da Rússia, Yelena Skrinnik, deverá conversar com os técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura do Brasil que estão em Moscou tentando obter do governo russo a retomada plena das importações da carne brasileira.

O Brasil é um dos principais fornecedores dom produto para a Rússia, país para o qual envia 45% da sua carne bovina, 35% da suína e 19% da carne de frango, segundo o Instituto de Marketing Agrícola de Rússia.

FONTE: DIARIO DA RUSSIA

Oferta reduzida corrige mercado do boi gordo


O mercado ganhou firmeza e trabalhou em alta em algumas praças. A oferta de animais terminados é pequena.

O restante do “boi de safra” diminuiu significativamente.

Em São Paulo, depois dos compradores iniciarem a semana tentando derrubar os preços, a dificuldade na compra corrigiu o mercado.

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, na quarta feira, dia 22 de junho, a referência no estado voltou para os R$95,00/@, à vista, livre de funrural, com ofertas de R$96,00/@, nas mesmas condições e negócios pontuais por R$97,00/@, à vista, livre de furnural.

O feriado do meio da semana reduziu um dia de compra dos frigoríficos, em um momento onde as escalas estão curtas, com empresas precisando de boiadas para abater na segunda-feira.

A oferta se ajustou a demanda e o mercado atacadista de carne bovina com osso trabalhou em alta.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Exportação Brasil: Governo lança ofensiva para elevar vendas à UE

Ainda às voltas com o duro embargo imposto pela Rússia às carnes brasileiras, o governo retomou sua ofensiva para suavizar os controles sanitários e ampliar o fluxo de comércio do agronegócio com a União Europeia. Ao mesmo tempo, reiniciou discussões bilaterais na tentativa de azeitar o difícil acordo Mercosul-UE. Em missão oficial, o diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Otávio Cançado, reuniu-se ontem com três diretorias da Comissão Europeia, em Bruxelas, para negociar a desobstrução e a aceleração das vendas de carne bovina ao bloco europeu. O alvo brasileiro é a derrubada da exigência prévia de uma lista de estabelecimentos habilitados a exportar à UE, imposta em 2007 pelas autoridades sanitárias.

"Todas as missões técnicas foram favoráveis aos nossos controles sanitários. Até elogiaram o nosso avanço", diz Otávio Cançado. "Mas a UE não quer revogar a Normativa 61 (que impôs a lista). E não há mais razão para a existência disso do ponto de vista técnico". A lista foi imposta pela UE no início de 2008, após um surto de aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná ocorrido em 2005.

Na reunião de ontem, o diretor de Relações Bilaterais Internacionais da Diretoria-Geral de Saúde e Consumidores, Lorenzo Terzi, afirmou que "tudo tem seu tempo", mas que a comissão não trabalha com nenhum prazo para o fim da exigência. O próprio ministro da Agricultura, Wagner Rossi, já fez pedido semelhante ao comissário europeu, mas obteve a mesma resposta evasiva. "Ouvimos que não haverá avanço no curto prazo, mas apenas no médio e longo prazos", disse o diretor do ministério.

Uma nova missão veterinária europeia estará em alguns dias no Brasil para reavaliar os controles nas carnes processadas. Mas o otimismo de Brasília com qualquer avanço é bastante contido.

Nos bastidores, o governo avalia que é um momento político complicado para a UE. A cúpula europeia teme que um avanço brasileiro nesse mercado prejudique a lenta recuperação de seus produtores, cujas exportações começam a se recuperar. O Brasil chegou a vender US$ 1,1 bilhão em carnes aos europeus, em 2007, mas as barreiras reduziram o volume para menos de US$ 400 milhões.

O Brasil também busca concessões na questão de alimentação de animais abatidos para atender a chamada "Cota Hilton" - 10 mil toneladas de carne nobre que as indústrias nacionais têm direito de exportar à UE com tarifas reduzidas. O país quer a permissão para o uso de suplementos adicionais na dieta dos animais que hoje é feita exclusivamente a pasto. Os europeus foram bastante claros ao afirmar que não poderiam ceder porque a regra foi determinada em negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Para eles, essa é uma questão difícil de aceitar", avaliou Otávio Cançado, após reunião na Direção-Geral de Agricultura da UE.

As autoridades brasileiras negociam, ainda, a adoção de regras mas flexíveis para o rastreamento e o controle do trânsito de animais abatidos com destino à UE dentro da "Cota Hilton". Nesse ponto, há mais chances de sucesso, avaliam os negociadores. Os europeus aceitam outras formas de controle que não sejam os brincos bovinos. "Nos deram abertura para avaliar novas propostas", relatou o diretor do Ministério da Agricultura. O uso da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica seria um possível substituto ao sistema de brincos. "Acho que temos espaço para fazer isso", disse Cançado.

Nas reuniões de ontem, os negociadores brasileiros também retomaram o diálogo com a Direção-Geral de Comércio sobre as tratativas para um futuro acordo Mercosul-UE. No início de julho, haverá uma reunião bilateral para apresentar as "listas de consenso" na área agrícola na tentativa de destravar as arrastadas negociações. Desde 2004, os blocos trocam "ofertas" consideradas insuficientes por ambos os lados. Um documento-base deve conter propostas para etanol, suco de laranja, açúcar e carnes.

"Eles precisam de nossos produtos"

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, estará hoje no Parlamento Europeu no workshop em que o Brasil buscará defender a proposta dos países do Mercosul para fechar o acordo com a União Europeia.

"Queremos mostrar que não é o acordo UE-Mercosul que vai prejudicar a agricultura europeia", disse Sampaio, de Bruxelas. A Abiec mostrará aos parlamentares dados e previsões de órgãos da própria UE indicando que as importações de carne bovina representaram apenas 5,37% do total consumido no bloco no ano passado.

Estimativas da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne indicam que o consumo de carne bovina na UE em 2010 somou 8,151 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 438 mil toneladas foram importadas e cerca de 90% foram provenientes do Mercosul.

Os exportadores brasileiros também vão usar projeções que mostram que a produção de carne na UE está recuando. Portanto, o bloco precisa dessas importações, observa Sampaio. A estimativa da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne é de que o consumo de carne bovina na UE em 2020 será de 7,899 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 7,83 % serão produto importado.

A proposta do Mercosul no acordo com a UE é de uma cota de importação de 300 mil toneladas (sem tarifa) de carne bovina, ou 3,7% do consumo total do bloco europeu, segundo a Abiec.

Sampaio defenderá ainda que não há justificativa técnica para as restrições impostas pela UE à carne bovina brasileira. Entre elas está a exigência de que a carne exportada seja proveniente de bois rastreados de uma lista limitada de fazendas. As restrições às vendas dentro da Cota Hilton de cortes nobres também estarão na pauta.

O presidente da Abiec, Antônio Camardelli, lembra ainda que a União Europeia ganhou competitividade em relação ao Brasil recentemente. A razão é a convergência dos preços da matéria-prima (boi) e o câmbio.

Fonte: AVICULTURA INDUSTRIAL

Ministério de Agricultura participa de eventos para divulgar carne brasileira

Seminário e churrasco realizados na Bélgica permitiram que brasileiros defendessem a qualidade dos cortes produzidos no país e avançassem rumo a novos negócios no futuro.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento participou de dois eventos realizados em Bruxelas, no dia 21 de junho, organizados como parte de ações destinadas a reverter informações negativas sobre a produção e a qualidade da carne brasileira junto a representantes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, bem como ampliar o fluxo de comércio do agronegócio com a União Européia.

O seminário Brasil - UE – Perspectivas de Comércio em Agricultura no contexto do Acordo Mercosul-União Europeia, bem como o Churrasco Brasileiro em Bruxelas – 1ª Edição foram organizados pela Missão do Brasil junto à União Européia, em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Brazilian Business Affairs (BBA) e a Abiec. O Ministério da Agricultura foi representado pelo diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários, Otávio Cançado, e pelo adido agrícola do Brasil em Bruxelas, Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

Durante o seminário, que aconteceu no Parlamento Europeu, os palestrantes brasileiros, entre os quais Cançado, esclareceram notícias distorcidas que vêm sendo divulgadas na Europa sobre o Brasil e defenderam a proposta de acordos bilaterais entre o Mercosul e a UE. O evento contou com a participação de palestrantes europeus e brasileiros, do setor privado e de órgãos governamentais e comunitários.

“Os palestrantes salientaram que o impacto na agricultura europeia não seria tão significativo como se divulga e que o setor agrícola europeu seria também beneficiado no caso da celebração desse acordo de livre comércio”, disse o adido agrícola brasileiro.

As apresentações trataram sobre cinco setores do agronegócio: carne bovina e de aves, suco de laranja, açúcar e etanol e grãos (soja e milho). Segundo Silva, os brasileiros destacaram os benefícios de alianças entre os dois blocos e os potenciais impactos positivos para os segmentos do setor privado europeu dependentes de matérias-primas agrícolas importadas e para os consumidores da UE. Outro ponto abordado foram os cuidados sanitários dos produtos agrícolas brasileiros, a sua sustentabilidade ambiental e o respeito ao bem-estar animal.

Para comprovar a qualidade da carne brasileira foi preparado um autêntico churrasco para os convidados. A refeição contou com a presença de 150 representantes da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e do Parlamento, além de membros de representações diplomáticas e autoridades locais. Foram oferecidos cortes de carne, junto com vinhos e espumantes nacionais, caipirinha e suco de laranja. “Foi uma ocasião para reforçar laços de cooperação e bom ânimo para o trato de interesses nacionais junto a esses órgãos”, acrescenta Silva.
Fonte: Mapa

Valorização das commodities deixa terra agrícola mais cara


Assis Moreira

Reprodução permitida desde que citada a fonte
A tendência de manutenção de preços altos dos alimentos na próxima década aumenta o interesse comercial por terras agrícolas e eleva seu valor em grandes países exportadores e novos produtores.

No Brasil, a alta do valor da terra vem sendo "gradativa e permanente", segundo o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, atento a um certo tipo de investimento no setor. "Não queremos ver nossas terras transformadas numa commodity financeira, para especuladores estrangeiros", afirmou ao Valor. "Por isso, o Brasil estuda formas de, ao mesmo tempo, permitir a continuidade de investimentos de estrangeiros em áreas estratégicas, mas também impor limites à aquisição de terras por estrangeiros. Nos próximos meses o governo terá posição sobre isso".

"Está havendo uma correção nos preços, mas nada assustador", ponderou o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva. Nas áreas mais requisitadas, como em São Paulo, que já tem preço alto, a valorização é menor. Nas fronteiras agrícolas mais recentes, como Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o valor do hectare aumentou mais.

Nos EUA, os preços de terras subiram até 23% em partes do Iowa, Illinois, Indiana, Kansas, Minnesota e Nebraska em 2010, levando reguladores a advertirem para o risco de formação de nova bolha.

A demanda por milho para produção de etanol, trigo e soja elevou os preços, e a terra onde essas colheitas são produzidas também se valorizou. Agricultores estão pagando taxa de juro insignificante nos EUA, estimulando a compra de mais terras para plantio. Além disso, investimentos financeiros elevam os preços das terras.

O Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), que faz seguro dos depósitos dos bancos e monitora o sistema bancário nacional, enviou carta, no fim de 2010, aos bancos alertando para terem cautela nos financiamentos para a aquisição de terras agrícolas.

Na Europa, o custo das áreas agrícolas cresceu 11% em 2010 no Reino Unido e superou vários ativos financeiros. Um analista diz que a resiliência é o que faz as terras tão atrativas como investimento e que devem continuar em alta este ano. Na França, o mercado do "espaço rural" registrou 209 mil transações de 485 mil hectares por um valor de € 15,3 bilhões em 2010. A alta em volume foi de 1,7%, mas em valor foi de 12,2%.

Técnicos da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) notam que novas terras estão sendo dedicadas à produção de cereais em países ainda com potencial para expansão agrícola, como o Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão e Tajiquistão

Na África, US$ 919 milhões foram investidos por estrangeiros em terras entre 2004-2009, segundo a FAO. Sudão, Etiópia, Madagascar e Moçambique são os principais beneficiários de Investimentos Diretos Estrangeiros em terras no continente. "A disponibilidade de terra arável e o baixo preço fazem da África um local competitivo para investidores produzirem alimentos e desenvolverem biocombustíveis", diz Martin Ager, da FAO.

O Banco Mundial estimou ano passado que investidores estrangeiros "expressaram interesse" em 57 milhões de hectares de terras no estrangeiro, boa parte na África. "Maior preço da terra agrícola significará que novos entrantes na produção não terão a mesma margem de lucros dos produtores existentes", diz Jake Burke, da FAO.

No Brasil, o tema terras está na pauta da Câmara. Na quarta-feira, a Comissão de Agricultura da Câmara instalou uma subcomissão para tratar da compra de terras por estrangeiros. Em nota, o deputado Paulo Piau (PMDB/MG), que faz parte da subcomissão, afirmou que é preciso separar as aquisições de caráter produtivo das especulativas, e que essas últimas são "maléficas". Mas o governo quer esvaziar as discussões no Congresso e poderá criar um órgão colegiado com aval para autorizar negócios envolvendo áreas de 5 a 500 mil hectares. Só que a criação do órgão depende do Congresso.

Fonte: Valor Econômico

Embargo: Russo 'lamenta' má tradução em documento sobre situação dos frigoríficos brasileiros

O chefe do serviço veterinário da Rússia, Sergei Dankvert, "lamentou" ontem com o ministro da ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que o relatório brasileiro sobre a situação dos estabelecimentos frigoríficos exportadores de carnes tenha chegado com má tradução em Moscou.

Em encontro em Paris, Dankvert prometeu ao ministro que logo que voltar a Moscou vai examinar o documento enviado pelo governo brasileiro com respostas aos questionamentos russos.

O Brasil quer em seguida enviar uma missão técnica veterinária à Rússia para negociar o fim do embargo, iniciado dia 15, às carnes provenientes de 85 estabelecimentos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. "Temos expectativa positiva', disse Rossi.
Fonte: Valor Econômico

MUNDO - ANGOLA Criadores de gado receberam apoios


Um grupo de 22 criadores receberam gratuitamente do governo da província de Cabinda 365 cabeças de gado bovino para o fomento da actividade pecuária na região, anunciou esta semana o secretário da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Em declarações ao Jornal de Angola, João Tati Luemba referiu que os animais distribuídos aos criadores locais constam de um lote de 800, adquiridos de forma faseada na República Democrática do Congo (RDC) pelo governo da província, um investimento de 1,2 milhões de dólares.
Tati Luemba revelou que o governo preferiu comprar gado da RDC por ser uma região produtora da espécie “ndamba”, resistente à doença do sono e adaptável ao clima tropical húmido de Cabinda.
O governo provincial compra directamente ao criador congolês, em Ikolufuma, por dois mil dólares o boi, enquanto a vaca fica por 1.100 dólares, por ser uma espécie rara e específica da RDC. O valor global investido na compra das 365 cabeças de gado bovino inclui também as despesas de transporte, taxas de importação e de prestação de serviços.
A distribuição do gado abrangeu criadores de Belize, Cacongo e maioritariamente do município sede (Cabinda), por ser ali que a actividade ganadeira tem forte implantação e crescimento.
Os produtores receberam entre quatro, 10, 15 e 20 animais, de acordo com as condições pré existentes para a criação de gado, ou seja, área devidamente vedada e inspeccionada pelos Serviços Veterinários. Além disso, são obrigados a assinar um termo de responsabilidade, dando garantias da devolução gradual ao governo, através da secretaria provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, do gado recebido, dentro do ciclo de reprodução de dois anos, “para possibilitar que haja mais beneficiados e se dê sequência do Programa de Fomento Pecuário”, explica Tati Luemba.
“Estamos a sensibilizar os criadores no sentido de honrarem o compromisso da devolução do gado, porque ele é distribuído gratuitamente. Fizemos uma selecção minuciosa para apurar empresários agrícolas com idoneidade financeira e experiência na pecuária e não o demos a qualquer aventureiro”, acrescentou, numa clara referência à atitude de má fé evidenciada por certos criadores locais que, há cerca de quatro anos, receberam gado bovino das autoridades locais para o fomento da pecuária, mas depois deram outros fins aos animais.
Para o sucesso do Programa de Fomento Pecuário, Tati Luemba considera ser imprescindível o funcionamento do sistema revolving, que consiste em receber e devolver, para que o projecto tenha corpo e não pare quando o governo deixar de financiar a compra de gado bovino. A título de exemplo, referiu que um sistema semelhante já vigora a nível do Instituto de Desenvolvimento Agrícola (IDA). “Nós introduzimos nesse sector e com grande sucesso o sistema revolving, ou seja, reembolso que consiste em darmos dois quilos de semente de jinguba ao agricultor e este depois das colheitas devolve-nos um quilo”.



Indústria alimentar

O secretário da Agricultura está optimista quanto aos resultados do Programa de Fomento Pecuário, daí que já pense em envolver outros empresários locais no processo, desenvolvendo pequenas agroindústrias, como fábricas de rações e unidades de transformação de produtos de origem bovina, caprina e suína.
“Estamos a discutir com pequenos e médios empresários a possibilidade de se investir em pequenas indústrias. Nós precisamos rapidamente, na província, de uma fábrica de rações, porque já se nota a criação intensiva de suínos. Isso implica termos ração, milho e vitaminas”, disse, salientando também a necessidade da revitalização dos matadouros e talhos, para abate e comercialização de carne bovina, suína e caprina.
Tati Luemba não tem dúvidas que este programa impulsionado pelo governo da província há cerca de quatro anos é uma das soluções para combater a fome e erradicar a pobreza num horizonte temporal de curta duração, porque, além de propiciar alimentos à população, será fonte de rendimento para muitas famílias.
Acrescentou que o programa visa tornar a província auto-suficiente em produtos de origem bovina, suína e caprina, esclarecendo que a criação de gado bovino já apresenta “bons resultados”.

Números

No âmbito do Programa de Fomento Pecuário, a província possui cerca de quatro mil cabeças de gado bovino, 15 mil suínos, nove mil caprinos, 6.822 ovinos e um número elevado de aves.
Para o responsável da Agricultura, se o governo continuar a investir neste programa e também der incentivos à classe empresarial agrícola local, Cabinda atingirá rapidamente a auto-suficiência alimentar, porque, disse, “temos solos férteis e homens com vontade de transformar a terra em fonte de alimentos”.
“Cabinda não tem empresários agrícolas para grandes investimentos. O Estado deve dar ajuda, apoiando o pequeno grupo de empresários locais que investe no sector agropecuário, para podermos tornar a província auto-suficiente e paulatinamente combater a fome e a pobreza”, disse.
O também engenheiro agrónomo considera que o governo da província deve investir seriamente em equipamentos de mecanização agrícola, construção do porto pesqueiro e de pequenas unidades agroindustriais de transformação de produtos de origem animal e de rações. “Se isso acontecer, em pouco tempo a fome será um assunto do passado”, afirmou.
“Já identificámos os principais nós do constrangimento alimentar em Cabinda. São três: a falta de mecanização agrícola, de unidades agroindustriais e um porto pesqueiro”, referiu.
Tati Luemba considera de extrema importância os equipamentos de mecanização agrícola, porque estes permitem desbravar grandes hectares de terra para cultivo em pouco tempo, enquanto as unidades agroindustriais permitem, por um lado, melhorar a qualidade dos produtos de origem animal e, por outro, a produção de rações, alimento indispensável para aves e suínos, duas espécies que já apresentam um número expressivo de animais na província.

A voz de um criador

O criador de gado bovino José Macibo Futi é uma das poucas pessoas em Cabinda que há 15 anos se dedica de corpo e alma à actividade pecuária, na localidade do Vale do Yabi, 17 quilómetros a sul da cidade de Cabinda.
A experiência que possui permite-lhe fazer uma avaliação sobre o Programa de Fomento Pecuário. Embora tenha manifestado um certo descontentamento pelo facto de não ter sido contemplado com nenhuma cabeça de gado, na recente distribuição, aplaude o programa.
Detentor de 85 cabeças, referiu que tudo aquilo que hoje tem é fruto do seu empenho pessoal. “Comecei a criar gado bovino com a ajuda de um parente que vive na RDC, que me enviou cinco cabeças de gado que fui criando. Mesmo depois de ter morrido um deles, hoje o resultado está à vista de qualquer pessoa que visite o meu curral”, disse. Acrescentou que a recente distribuição que a Secretaria Provincial da Agricultura fez devia abranger, em primeiro lugar, as pessoas com experiência e que já demonstraram resultados positivos.
Como quem espera sempre alcança, José Futi, que possui também 22 cabeças de caprinos e 30 de suínos, acredita em dias melhores e que o governo saberá, no devido momento, dar o seu apoio aos empreendedores. “Já recebi garantias do responsável da Agricultura que irá apoiar-me na próxima distribuição. Estou expectante e aguardo por este dia”, afirmou.
José Futi explicou que não é fácil criar gado bovino em Cabinda, por ser uma região não tradicional. “Muitas pessoas que receberam gratuitamente do governo gado, há anos, fracassaram porque não têm vocação nem tão-pouco espírito de sacrifício”, disse, acrescentando que “beber” de quem já tem alguma experiência ajuda a crescer.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

quinta-feira, 23 de junho de 2011

URUGUAY -La verdad es la realidad - será tan difícil de entender que el tema pasa por la cría

La verdad es la realidad
Credito de Foto Diario El País

Horacio Jaume / TodoelCampo | Hay frases que se convierten en ejemplo de síntesis de las situaciones, que mucho tienen que ver con el personaje que las dice y que luego uno apela a ellas para ponerlas como ejemplo frente a una situación similar o parecida.

Cuando el Dr. Alberto Gallinal uso el termino insuflar tuvo que aclarar inmediatamente que era lo que decía (soplar desde afuera) y se refería a un momento político en épocas electorales.

Todavía se recuerda al Dr. Ponce Etcheverry en el Cine Cordón hablando de los rinocerontes. El término inventado por Ferreira Aldunate sobre la gobernabilidad. Podríamos seguir con los ejemplos, pero si yo tuviera que elegir uno para la ganadería uruguaya usaría el del Contador Damiani que decía “la verdad es la realidad”.

Acaba de terminar el Taller sobre Diagnósticos de Gestación del INIA Treinta y Tres, los que estamos vinculados de distinta manera a la ganadería sabíamos de antemano que los datos no iban a ser buenos; pero uno siempre debe manejar la duda, el poderse equivocar que aunque pondría en tela de juicio nuestras fuentes de información sería bueno para el país, pero no fue así.

Nuestra ganadería no crece hace cinco años, por lo menos, y mientras que con bombos y platillos se manejan los aumentos en las exportaciones, esto pasa más por los precios que por las toneladas.

Saltamos de un mercado a otro buscando más dólares pero con la misma carne. Esto no es una crítica, es una verdad, ya de EEUU ni nos acordamos, pensamos solo en Rusia.

Tenemos una capacidad de faena, que algunos aseguran entre un 30 o 40% mayor frente a la cantidad de animales para faenar. Tenemos menos praderas y la agricultura a través de los granos se ha convertido en un elemento dinamizador, o mejor dicho, en lugar de existir una sinergia entre el grano y los animales, hay una dependencia de los granos para funcionar.

El Uruguay se olvido de la cría, y yo diría hasta un poco más lejos, los criadores de las vacas. Este juicio puede ser algo temerario, pero que pasa, existen productores prolijos que usando determinado tipo de técnicas, sin costos económicos pero si inteligencia y dedicación que logran resultados espectaculares que más se notan cuanto más complicados son los años.

Si los logros de esos productores fueran los del país, este análisis sería totalmente diferente. A esta altura de los acontecimientos vale la pena aclarar que los resultados de esos productores es en distinto tipo de campo y en distintos departamentos.

En Treinta y Tres los panelistas este año fueron un poco más lejos en sus exposiciones y manifestaron que si el cometido es sacar un número, no es buena cosa, ya que poco favor se le haría al diagnostico final.

La extensión, el uso de determinados medicamentos, el manejo de los animales, en eso hay que profundizar, la necesidad de una mesa de cría y la investigación fueron algunos puntos que se manejaron.

Fue una jornada larga y nos fuimos con un sabor agridulce en la boca. Se está perdiendo mucho tiempo. Hasta ahora se ha encarado determinados desafíos y se ha pretendido que sea para todos; no sería mala idea de trabajar y apuntalar a los que quieren, que en definitiva son los que arriesgan y siempre están solos, porque nos dedicamos a convencer a los que no quieren.

Esta es la realidad; no había representantes políticos, no concurrió nadie de las Comisiones de Ganadería de Diputados y de Senadores cuando sin embargo se está hablando sobre la exportación de carne de aquí a tres años.

Algunos titulares de los diarios hablan del seguro de paro de los obreros de los frigoríficos, otros de la demora de los permisos de la exportación ganado en pie, será tan difícil de entender que el tema pasa por la cría.

Mercado - Carne Internacional

Juan Peyrou / Todoelcampo | El mercado internacional –principalísimo destino de las carnes uruguayas- viene siendo objeto de mucha atención. Las noticias de la coyuntura que trasmiten los especialistas, hablan de algunas dificultades de colocación y de fluidez en las transacciones. La idea es mantener una permanente mirada –complementaria- sobre los indicadores de comportamiento de las ganaderías más relevantes en el comercio mundial. Allí no se observan grandes cambios en los dos mayores protagonistas que son Brasil y Australia, ni tampoco en Uruguay y Argentina. Solamente es de destaque alguna leve señal de dinamismo que se verifica en la ganadería norteamericana, que se visualiza en el incremento de los ganados encerrados y en menor medida, de la faena.
Los precios internos de los ganados consolidan su tendencia igualitaria, reuniéndose en un apretado conjunto prácticamente todos los países en los USD 4.1/t en gancho.
En el último mes se registra una leve corrección a la baja en todos los mercados, excepto en Uruguay, donde el precio se ubica apenas por debajo de los valores de Brasil y Australia, que son los mayores. La referencia de precios de Brasil es Sao Pablo, que es la región donde tradicionalmente se registran los mayores valores en ese país. Si se lo compara con los valores vigentes para Río Grande do Sul, los valores en Uruguay se ubican por encima, lo que está indicando que el precio interno está sensiblemente por encima de la paridad de exportación en pie.
Los precios de la reposición, también muestran la misma tendencia a lo confluencia a valore similares a los de los países centrales, que era donde se registraban tradicionalmente, valores sensiblemente superiores a los de los países llamados “de la periferia”.
El precio del ternero en USA era aproximadamente 400% más alto que el que se registraban en Uruguay y Brasil. Luego de esta confluencia mencionada, los precios, si bien no son iguales, son sensiblemente más cercanos, con diferencias inferiores al 10%.
Esto seguramente deberá tener implicancias en la tecnología utilizada y en consecuencia, en los valores que miden la eficiencia reproductiva. Es difícil esperar resultados similares en comportamiento reproductivo, cuando las diferencias de los precios de los productos obtenidos.
La evolución de la relación flaco/gordo, también muestra cambios sustanciales. En el largo plazo, la invernada en USA, parece hacerse más atractiva si se la relaciona con el precio de la reposición.
Por el contrario, en Brasil la tendencia parece ser al revés entre 2004 y 2010, donde el ternero se vio “encarecido” en términos de novillo gordo necesario para adquirir la reposición. Pero en los últimos 12 a 15 meses, la invernada parece recuperar su “rentabilidad” en relación al ternero.
Uruguay, por su parte, que mostró al igual que USA, una tendencia declinante hasta 2009, es decir, la invernada resultaba año a año, más atractiva en relación al precio de la reposición. A partir de ese año, se invierte la tendencia, y hoy la invernada en Uruguay, muestra la relación menos favorable en comparación con los dos países.
BRASIL
La faena en Brasil, continúa sin mostrar cambios significativos. Las cifras hasta el mes de marzo (no se dispone de información en abril), muestran una leve caída respecto al mismo período del año anterior, del 1.7%, pero está un 20% por debajo del registro de 2007, alcanzando a las 5.29 millones de cabezas, según el Sistema de Inspección Federal del Ministerio de Agricultura.
El registro de la evolución de las exportaciones, muestra una tendencia consistente con este comportamiento de la faena, y con el actual buen momento de la economía brasileña que seguramente redunda en un aumento del consumo interno, que compromete los saldos exportables en forma creciente.
Es así que a marzo de 2011, se registra la menor faena acumulada en doce meses en los últimos seis años, consolidando una ubicación por debajo del millón de t, cuando en mayo de 2007 se alcanzó un acumulado doce meses de 1.35 millones de t.
Esas casi 400 mil t menos gravitan significativamente en el mercado internacional y participan de la explicación del comportamiento del precio en los últimos años.
AUSTRALIA
El segundo exportador mundial, algo menos de un millón de t anuales, muestra un comportamiento bastante estable en relación a los demás competidores. La faena en lo que va del año, muestra un incremento del 4% respecto al año anterior, pero si se sigue la evolución semanal, se verifica una tendencia a evolucionar por debajo de los registros de 2010 desde la semana 11.
Las exportaciones australianas en 2011 muestran un aumento del 6% y que siguiendo la tendencia de la faena, en el mes de abril, desciende al mismo nivel del año anterior.
ESTADOS UNIDOS
La producción de carne es Estados Unidos ha dado algunas leves señales de cambio de una tendencia de mediano plazo de disminución de la producción. Si bien la faena se mantiene a niveles similares a los registros de 2010 hasta abril de cada año, se ha verificado un sostenido incremento de los ganados encerrados en los feed lots.
Es conocida la alta proporción de la faena vacuna norteamericana que proviene de los feed lots, por lo que un aumento de los “encierres” seguramente se traducirá en una aumento de la faena en los próximos meses.
Como se aprecia en la gráfica adjunta, la cantidad de ganado encerrado, venía en descenso en los últimos tres años; a partir de mediados de 2010 se ha revertido y ha iniciado un ascenso que parece responder a mayores fundamentos de la sequía que afecta a algunas zonas criadoras norteamericanas. Esta reversión se da en un escenario de altos precios de los granos, pero seguramente la estabilidad del mercado y las perspectivas que muestra la producción norteamericana en su desempeño exportador, especialmente en el Asia, explican esta tendencia.
El precio del ganado gordo, sin embargo, ha mostrado en los últimos dos meses una fuerte tendencia declinante. La cotización de la posición más cercana en el mercado de Chicago, muestra una caída del orden del 16% respecto a los mayores valores registrados a comienzos de abril de este año.
En resumen, la tendencia de cortísimo plazo en los precios de los ganados en todo el mundo, hace pensar en las dificultades o las escasas probabilidades de que se registren futuros aumentos en los precios internos.-
Fuente TodoelCampo.

Uruguay: Exportadores de ganado en pie dicen que podrían perder mercados

La salida de ganado en pie continúa abierta, pero el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca muestra un atraso en la emisión de nuevos permisos para embarcar.

La demora genera un alboroto en el mercado y los operadores buscan reunirse con el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre, para "pedirle reglas claras que les permitan trabajar", según dijeron algunos voceros a El País. El pasado martes le hicieron llegar una carta al secretario de Estado, pidiendo audiencia, pero hasta ahora no hay fecha para que ambas partes puedan encontrarse.

Hay ocho solicitudes de exportación de bovinos en pie (para Turquía y Siria) que están esperando el permiso oficial para que las empresas salgan a comprar el ganado, armen la cuarentena y concreten con las navieras las fechas de embarque. Pero más allá de los permisos, hay una firma con muchos años en Uruguay, que tiene un barco en antepuerto desde hace 53 días y está esperando el permiso para cargar alrededor de 24.000 terneros con destino a Turquía y 6.000 toneladas de raciones uruguayas que acompañarán el viaje de los animales que ya están compradas.

Los operadores consultados por El País aseguran que hay algunas firmas extranjeras que "evalúan la posibilidad de retirarse del mercado" si las reglas de juego cambian.

La semana pasada salió un barco con terneros para engorde con destino a Turquía por 3.301 cabezas y el pasado lunes partió otro barco con 8.858 terneros con el mismo destino, lo que demuestra en los hechos que la exportación en pie continúa abierta y no hay cambios en la política.

Los empresarios se reunieron esta semana con los consignatarios de ganado para informarlos sobre los perjuicios que ocasiona la demora en la emisión de permisos (se dice que hay un atraso de 70 días) y posteriormente, decidieron enviarle una carta al ministro Aguerre, para plantearle la incertidumbre que genera el atraso y sus costos económicos.

"Le agradecería a los exportadores de ganado en pie, que son cinco o seis empresas, me permitieran administrar los recursos que tiene el Ministerio de Ganadería para las funciones que le competen y la más importante es la autoridad sanitaria", dijo tajante el ministro, buscando ponerle fin a las quejas de los privados a principio de la semana. Los empresarios no se hicieron esperar. "Está bien si el ministro considera que hay que trabajar de esta forma; lo que pedimos los exportadores es que se nos diga cuántos permisos van a entregar, si los otorgará o si se cerrará la exportación", admitió a El País Diego Crosta de la empresa Gindar. Otros operadores que pidieron no ser mencionados dijeron que hay contratos firmados con compradores de Turquía, ganado comprometido en Uruguay y fletes contratados. "Si no se cumple se podrían perder mercados que mucho costó abrir y Uruguay perderá seriedad", advirtieron.

Van más de 287.000 cabezas bovinas

La exportación de vacunos en pie creció 85% en el ejercicio julio-junio de 2010/2011, principalmente de la mano del mercado de Turquía.

A mayo se exportaron 287.886 cabezas bovinas, según los datos del Departamento de Control Comercial del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca, que representan el mayor volumen exportado después de la última crisis de fiebre aftosa (2001).

Turquía está llevando terneros livianos (más de 300 kilos) para terminar y posteriormente faenar en destino y, hasta el momento, la exportación en pie ha sido el gran sostén de los precios del ternero. Meses atrás, el MGAP había cerrado temporalmente la exportación porque Turquía no admitía la carne bovina uruguaya y exigía un examen especial para "vaca loca", sin reconocer el estatus.

Fuente: El País Digital

CNA divulga nota oficial sobre compras de terras por empresas estrangeiras

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta a sociedade brasileira para o grave retrocesso que representará a proposta em análise pela Advocacia Geral da União (AGU).

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta a sociedade brasileira para o grave retrocesso que representará a proposta em análise pela Advocacia Geral da União (AGU), conforme notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de submeter a compra de terras acima de cinco hectares por empresas estrangeiras ou empresas nacionais com controle estrangeiro a um conselho do Governo Federal. Tal proposta remete o País de volta a um nacionalismo que nos assolou nos anos da década de 50 e no auge do regime militar.

A presença de cidadãos e empresas estrangeiras no desenvolvimento brasileiro é um fato positivo em todos os seus aspectos e deveria ser incentivada e não colocada sob limites ou restrições. Infelizmente, a presente iniciativa não parece ser um fato isolado, já que, há poucos meses, a mesma Advocacia Geral da União ressuscitou uma lei do Governo Médici com o mesmo objetivo.

O agronegócio brasileiro é predominantemente uma obra de produtores brasileiros, mas não podemos deixar de reconhecer que em importantes setores, como a produção de celulose, de etanol, de laranja, de soja, por exemplo, a presença internacional é relevante e neles a propriedade de grandes extensões de terra é indispensável. Acima de tudo o agronegócio precisa que se proteja a liberdade de iniciativa para todos.

A terra no Brasil moderno é um ativo produtivo como outros que formam nossa estrutura de produção, sendo inconcebível que lhe seja imposta um regime diferente do que prevalece em todas as demais áreas da economia. Indústrias, bancos, concessões de serviços públicos e companhias aéreas são transacionadas livremente com estrangeiros, sem necessidade de qualquer autorização prévia, como deve ser. Esse é um avanço ao qual chegamos penosamente, dados os danosos preconceitos arraigados contra a presença estrangeira, que tanto mal fizeram a toda a América Latina. Essa iniciativa nos alarma porque sinaliza uma perigosa volta ao passado e porque pode reacender as velhas brasas de um fracassado nacionalismo.

Antes que essa infeliz iniciativa torne-se um fato consumado alertamos a sociedade brasileira para o perigo que ela representa e fazemos um apelo ao Governo para que a detenha enquanto é tempo.
Fonte: CNA

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oferta de boi diminui e preço de referência tem ajustes positivos em algumas praças

Boi Gordo: Volume de negócios já começa a diminuir com a aproximação do feriado prolongado. Expectativa é de que haja pressão de alta no atacado com a necessidade de reposição dos estoques no final do mês.


No mercado do boi gordo, o volume de negócios realizados já começa a diminuir com a aproximação do feriado prolongado. Os preços de referência em algumas regiões produtoras sofreram alguns ajustes com a diminuição da oferta de animais. A especialista em mercado pecuário da XP Investimentos, Lygia Pimentel explica que a necessidade dos frigoríficos de provisão de bois para os dias que não terão abate trouxe ofertas de preços mais altos em algumas praças. O preço do boi casado subiu, sendo cotado hoje a R$ 5,90/kg, uma alta de R$0,20 por kg em relação à última semana. A demanda por carnes não reagiu "O que ajudou hoje foi a diminuição da oferta mesmo", diz.

Em São Paulo, as escalas atendem em média 2 dias e são preenchidas com animais de confinamento dos próprios frigoríficos "A gente não pode desconsiderar que essa oferta ajuda a cobrir um possível período de falta de animais mas, mesmo assim, não é o grosso de uma oferta de confinamento que está começando ainda", acredita.


A expectativa é de que haja pressão de alta no mercado atacadista com a nessecidade de reposição dos estoques dos frigoríficos no final do mês.

Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

Joesley Batista: concentração faz bem ao setor

Joesley Batista, presidente da Holding J&F e também presidente do Conselho do Grupo JBS, concedeu entrevista exclusiva, nesta terça, dia 21, ao programa Agribusiness Entrevista, do Canal Rural. Na conversa com a jornalista Alessandra Mello, Batista rebateu as críticas que vem recebendo sobre a alta concentração no setor de frigoríficos exportadores. Segundo ele, a história tem provado que a partir do momento em que se criam empresas maiores, pode-se ver o preço do boi nos níveis mais altos da história.

"Hoje, o boi brasileiro está melhor remunerado que o boi americano. Eu não tenho nenhuma dúvida de que a concentração tem um papel importante. A história prova que quanto mais concentrado, melhor", disse Joesley.

Para o empresário, se uma série de frigoríficos pequenos chegarem ao importador europeu, por exemplo, eles provavelmente vão ficar brigando, baixando preço para vender mais barato, e isso pode fazer com que se pague mais barato pelo boi.

"Quando você concentra a indústria, e o produtor prefere ter um representante forte, com acesso internacional, é mais fácil. Ou será que ele seria melhor representado se tivesse um monte de pequenos frigoríficos sem poder de negociação com seus clientes?", questionou Joesley.

Joesley comentou, ainda, a polêmica envolvendo o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a construção da Eldorado Celulose e Papel, em Três Lagoas/MS. A unidade, que deverá entrar em operação em novembro de 2012, será a maior fábrica de celulose do mundo, com uma produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto.

"O BNDES tem tido papel fundamental na internacionalização das empresas brasileiras, e nós somos uma das empresas. O BNDES tem investimentos em mais de 500 empresas, não somos os únicos privilegiados. O projeto da Eldorado Celulose é de R$ 6,7 bilhões, na qual o BNDES está financiando R$ 2,7 bilhões, menos de 50% do financiamento total", observou ele.

O empresário diz que muitas pessoas questionam se sua empresa tem alguma facilidade junto ao BNDES. Segundo ele, o projeto da Eldorado Celulose está sendo discutido há dois anos, e não foi de uma semana para outra que teve o pedido de investimentos aprovado.

"Todo empresário que tem um bom projeto de forma absoluta e simples, que tiver acesso à internet, que fizer uma carta-consulta e der entrada no BNDES, pode ter certeza que vai ser estudado e atendido", falou Joesley.

Sobre o segredo do sucesso da empresa JBS e da Holding J&F, ele diz que o principal é trabalhar e se dedicar àquilo que gosta.

"Cada dia mais eu me convenço que não tem segredo. Se dedicar, fazer o que gosta, se juntar a pessoas que também gostam do que fazem, Nosso projeto é audacioso, mas por outro lado, nós temos mostrado ao mercado que, apesar da velocidade dos investimentos, nós somos uma empresa experimentada, pois passamos por vários momentos difíceis. Nós somos uma empresa que começou pequena, que vem crescendo. O segredo do sucesso é trabalhar bastante, de forma reta, sem pegadinhas, tem que trabalhar", concluiu o empresário.

Além de presidir o Conselho do Grupo JBS, Joesley Batista lidera também a Holding J&F, que comanda um conglomerado de cinco grupos e mais de 50 marcas em diversas áreas como higiene e limpeza, lácteos e couros, além de operações nas áreas florestal, papel e celulose.

O frigorífico JBS, maior empresa da holding J&F, tem 125 mil funcionários espalhados por unidades industriais, escritórios e centros de distribuição em 20 países. Fundada pelo pecuarista goiano José Batista Sobrinho a partir de um pequeno frigorífico em Anápolis/GO, a JBS é dirigida pelos filhos Joesley Mendonça Batista, presidente da holding, e Wesley Mendonça Batista, diretor executivo (CEO) da JBS.

Em 2010 a JBS abateu 15 milhões de cabeças de gado e registrou receita líquida de R$ 55 bilhões, dos quais R$ 35 bilhões se referem a operações com carne bovina.

FONTE: Anelise Frozza, do Canal Rural, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

CARNE BOVINA: RÚSSIA SUSPENDE COMPRAS DE PRODUTO URUGUAIO

O mercado russo, principal comprador das carnes uruguaias e impulsor da alta de preços, está praticamente paralisado e só está comprando línguas e fígados bovinos. O Brasil exportou muita carne a esse destino, e os operadores mandam os preços para baixo. A demanda por carne uruguaia parece haver paralisado e não só está afetando o mercado russo, mas também a outros destinos, mas os exportadores asseguram que já viram isso acontecer algumas vezes. Os países da Federação Russa que conformam o principal mercado para a carne bovina uruguaia e, especialmente, para os miúdos paralisaram a demanda porque os frigoríficos brasileiros inundaram o mercado de carne. As autoridades russas suspenderam as permissões de compra a vários frigoríficos brasileiros faz algumas semanas, mas antes disso, já havia carne bovina suficiente desse destino no mercado russo. Ao saber da notícia, as indústrias uruguaias retiraram as ofertas que haviam feito aos importadores russos, pensando que os preços poderiam subir, mas aconteceu ao contrário. A Rússia está totalmente quieta e todo mundo está pressionando a baixa, assegurou a El País Samy Ragi, diretor da empresa Mirasco International Food Merchants. A paralisação das compras há semanas está refletindo nos dados estatísticos do Instituto Nacional de Carnes (INAC). De janeiro a maio de 2011, as exportações de carne bovina em volume caíram 11% e até 11 de junho passado já se leva uma baixa acumulada de 14%, em comparação a datas iguais do ano passado. Isso incidiu nos dados totais de exportações de carne do Uruguai: no acumulado de 2011, em 11 de junho foram exportados 51.239 toneladas (t), enquanto isso, em igual período de 2010 foram 60.001 t, isso é, 14,6% acima.
FONTE: As informações partem da RealNews. (CBL)

Le Monde exalta a "incrível" performance do Brasil no setor agrícola

Com o título “Brasil, a nova fazenda do mundo”, o jornal francês Le Monde que chegou às bancas nesta terça-feira afirma que o país será um ator de peso na reunião do G20 com ministros da Agricultura, nesta quarta e quinta-feira. “Não como nação emergente, mas como potência agro-exportadora”.

A reportagem da jornalista Laetitia Van Eeckhout exalta a performance do setor agrícola brasileiro, destacando que o país já é o primeiro produtor e exportador mundial de açúcar, café e suco de laranja, primeiro exportador de carne bovina, soja e tabaco, e segundo exportador de frango. "Daqui a dez anos, o Brasil poderá se tornar o primeiro produtor agrícola mundial e está se preparando para isso com muita energia. (…) Ė como se nada pudesse frear seu desenvolvimento agrícola, iniciado nos anos 60", diz.

Sobram elogios para a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ("digna dos grandes institutos de países desenvolvidos"). O jornal afirma que o organismo tem um papel importante no dinamismo do setor agrícola brasileiro, que está cada vez mais mecanizado e se apoia em um movimento contínuo de expansão nas zonas de savana do centro do país e nas proximidades da Amazônia.




OGM e pesticidas

A jornalista comenta que os brasileiros não têm problema de consciência quando o assunto é OGM. Para citar a questão dos alimentos transgênicos, ela entrevistou o diretor de estratégia do Ministério brasileiro da Agricultura, Derli Dossa. "Quando chove no Brasil, não podemos combater os insetos e colocar pesticidas. Com as culturas transgênicas, não somos mais obrigados a esperar a condição climática ideal", afirma o diretor.

Le Monde explica que o Brasil tenta evitar o desmatamento aproveitando ao máximo a mesma terra para várias culturas em diferentes períodos do ano. Ė o caso da soja e do milho. A contradição do país, continua o jornal, é de desenvolver uma agricultura durável ao mesmo tempo em que se encontra entre os campeões de utilização de pesticida.

Atualmente, as culturas agrícolas ocupam 35% do território brasileiro. Nos próximo dez anos, o objetivo é aproveitar o potencial de 12 milhões de hectares de terras cultiváveis, principalmente no sul do Maranhão, no norte do Tocantins, no sul do Piauí e no nordeste da Bahia. Le Monde destaca que a riqueza deste setor continua concentrada na mão de poucos e que, apesar das dificuldades, 1,3 milhão de fazendas de menos de dez hectares ainda conseguem sobreviver.

A reportagem termina lançando a pergunta: "O Brasil pretende se tornar o primeiro produtor mundial de produtos agrícolas com o risco de reforçar o êxodo rural e, por consequência, o aumento da pobreza na grandes cidades?".

Autora:Daniela Leiras / Notícia publicada em 21 de Junho de 2011
Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20110621-le-monde-exalta-impressionante-performance-do-brasil-no-setor-agricola

O que aprendi sobre marketing da carne no congresso internacional da carne em Campo Grande, MS, por Miguel Cavalcanti - BeefPoint.



FONTE: BEEFPOINT

URUGUAY - Exportadores se reunieron con consignatarios

Este lunes estuvieron presentes en la reunión semanal de la Asociación de Consignatarios de Ganado (ACG) las cinco principales firmas exportadoras de ganado en pie, preocupados por la demora en los permisos que otorga el Ministerio de Ganadería Agricultura y Pesca (MGAP).

“Nos pidieron para participar de la reunión para contar un poco la situación” comentó a El Observador Guillermo Bachino vicepresidente de la ACG. “Por el momento no hemos tomado ninguna resolución, pero la semana que viene se discutirá el tema”, agregó Bachino.

Varios exportadores dijeron a El Observador que los permisos que debería otorgar la MGAP están trancados y que no creen que sea por temas administrativos. Sin embargo, hay demanda y los exportadores no pueden concretar los negocios.

El sector reclama “reglas más claras” ya que aseguran que algunas empresas tienen barcos en el puerto esperando para ser cargados y los costos son muy elevados.

FAXCARNE del Novillo Mercosur


FONTE: MEGAAGRO

terça-feira, 21 de junho de 2011

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 21.06.2011

BOI: R$ 6,40 a R$ 6,50
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,10

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 21.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,25
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,80

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO

EM 21.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Pressão continua no mercado do boi gordo com a dificuldade dos frigoríficos em pagar preços mais altos pela arroba

Boi Gordo: Frigoríficos seguem com a dificuldade em pagar preços mais altos pela arroba. Expectativa é de que o mercado fique mais firme nas próximas duas semanas, porém pressão de baixa ainda deve continuar no curto prazo.



Mercado do boi gordo segue pressionado. Muitos frigoríficos continuam com dificuldade em pagar preços mais altos pela arroba. Hoje no Mato Grosso do Sul, o preço gira em torno de R$ 88,00/@, e em São Paulo em R$ 94,00/@, à vista, porém houve registros de negócios a preços mais altos hoje.

O operador de mercado da InterBolsa, André Criveli conta que pode haver um vazio de oferta de animais nos próximos meses com o fim da safra e com a possível demora para a entrada do boi de confinamento em volume significativo no mercado.

A expectativa é de que o mercado fique mais firme nas próximas duas semanas, porém pressão de baixa ainda deve continuar no curto prazo.

Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

Boi: Pressão continua, mas oferta e volume de negócios não são grandes

A pressão no mercado do boi gordo continua, mas a oferta e volume de negócios não são grandes.

Os negócios em São Paulo ocorrem por R$96,00/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios em preços maiores. Por outro lado, existem ofertas de até R$92,00/@, à vista, livre de imposto, valor no qual o mercado trava.

Os frigoríficos que testam os preços mais baixos em São Paulo seguem comprando fora do estado.

As fêmeas são negociadas por R$88,00/@, a prazo, livre de imposto.

Mesmo nos valores de referência a oferta não é confortável e as escalas de abate atendem cerca de três dias, em média, com programações mais apertadas.

Houve recuo em sete das trinta e uma praças pesquisadas.

Os preços caíram no Triângulo Mineiro, Norte de Minas, Sul da Bahia, Oeste do Maranhão, Alagoas, Paragominas-PA e Espírito Santo.

A demanda patinando tem sido a grande causa da pressão no mercado do boi gordo.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria