sexta-feira, 1 de julho de 2011

Confira a entrevista com André Criveli - Operador de Mercado da InterBolsa

Mercado do boi gordo segue com baixo volume de animais e escalas curtas. A entrada da oferta de boi de coxo no mercado pode resultar em estabilidade e até leves baixas para os preços.



FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Embargo russo à carne brasileira deve terminar na próxima semana, diz Rossi

Equipe de técnicos brasileiros estará na Rússia para ajustar acordo entre os países.


O embargo russo à carne brasileira deverá terminar na próxima semana. A notícia foi anunciada pelo ministro de Agricultura, Wagner Rossi, que esteve nesta sexta, dia 1º, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.

O ministro participou de uma audiência sobre o desenvolvimento regional. Ele anunciou que a exportação de carne suína para a Rússia deve ser normalizada na próxima semana. Uma equipe de técnicos brasileiros estará no país para ajustar o acordo entre os países.

Rossi participou de um encontro do G-20 em Paris e conversou com ministros russos e responsáveis pela questão sanitária ambiental naquele país. Para restabelecer a exportação de carne suína, Rossi afirmou que os laboratórios brasileiros receberão investimentos.

A audiência também tratou de possíveis investimentos do governo estadual em Santa Rosa. O diretor da Agência Gaúcha de Desenvolvimento, Sérgio Kapron, discutiu áreas produtivas, locais que podem ser incrementadas com recursos estaduais.
Fonte: RBS TV

JBS suspende abate de gado na Austrália por duas semanas

Decisão se deve à fraca demanda no Japão


A processadora de carnes brasileira JBS suspenderá por duas semanas as operações em um de seus abatedouros de gado na Austrália, devido à fraca demanda no Japão, conforme informou nesta sexta, dia 1º, o diretor e gerente de Assuntos Regulatórios e Corporativos da empresa, John Berry. A JBS Swift Australia interromperá as atividades de processamento e abate na unidade de Toowoomba, localizada no Estado de Queensland, até 17 de julho, disse Berry.

A fábrica normalmente abate 1,1 mil cabeças de gados por dia para importantes mercados, como o Japão.

– Estamos vendo condições internacionais desafiadoras para carne bovina. Tomamos a decisão baseados na situação do mercado japonês para carne de gado alimentados por ração à base de grãos e no fluxo internacional do produto – afirmou ele.

A JBS Swift, maior processadora de carnes na Austrália, opera 11 instalações de processamento e seis de confinamento ao longo do litoral leste do país. O grupo brasileiro ocupa o primeiro lugar no ranking da produção mundial, enquanto a Austrália é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo depois do Brasil.

Segundo Berry, os desafios que surgiram no mercado nos últimos meses agravaram o impacto da valorização do dólar australiano e as exigências de aumentos salariais sem qualquer mudança na produtividade. A companhia prevê que os estoques excedentes sejam esvaziados ou substancialmente reduzidos nas próximas duas semanas e trabalhará duro com os clientes japoneses nas oportunidades para o produto, disse ele.

A suspensão temporária das operações na unidade de Toowoomba não está ligada à decisão tomada pelo governo australiano no começo de junho de interromper as exportações de gado vivo para Indonésia por até seis meses, de acordo com Berry.

AGÊNCIA ESTADO

Frigoríficos brasileiros são mal vistos por investidores, diz HSBC

Custos pressionam as margens das companhias, enquanto o real valorizado intensifica a concorrência e afeta as exportações do setor

Frigoríficos

São Paulo – Os fracos fundamentos dos frigoríficos brasileiros estão tornando o setor “mal visto” entre os investidores, principalmente por conta da valorização do real, que intensifica a concorrência e afeta as exportações das companhias, além do avanço nos preços das matérias-primas (principalmente do milho e da carne bovina nos EUA) que pressionam as margens das empresas.

A avaliação é dos analistas Pedro Herrera, Diego Maia e Ravi Jain do HSBC, que alteraram suas projeções para a Brasil Foods, JBS Friboi, Marfrig e Minerva. Em relatório, eles sugeriram cautela aos investidores em relação a estas quatro empresas, apesar de que os motivos apresentados para cada uma delas sejam diferentes.

“No curto prazo, sugerimos aos investidores que continuem à margem e aguardem por catalisadores fortes, como a aprovação da fusão Perdigão-Sadia, evidências de extração plena de sinergias por parte de JBS e Marfrig em suas aquisições agressivas e sinais de desalavancagem relevante através da geração de fluxos de caixa positivos”, afirmaram.

1 Brasil Foods está atrativa; permanecem incertezas sobre Cade

Na opinião do HSBC, as ações ordinárias da Brasil Foods (BRFS3) continuam atrativas. Em termos de fundamentos, os analistas permanecem otimistas em relação à companhia, especialmente diante dos resultados “espetaculares” observados no primeiro trimestre do ano.

No entanto, pesam ainda as dúvidas que cercam a aprovação da fusão entre a Perdigão e a Sadia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Diante disso, os analistas atribuíram um preço-alvo de 33,30 reais para os papéis da companhia em 12 meses.

A cifra representa um potencial de alta de 25,66% frente à cotação de 26,50 reais vista no fechamento do último pregão. A recomendação estabelecida é neutra, mesmo apesar empresa registrar melhor performance que o Ibovespa no acumulado do ano.

“Os eventos das últimas semanas aumentaram a possibilidade de desinvestimentos consideravelmente acima das expectativas iniciais. A empresa continua a negociar e a discutir possíveis alternativas para chegar a um consenso com os membros do Cade e obter a aprovação definitiva da fusão”, declararam.

“Neste momento, é muito difícil fazer uma estimativa precisa do tamanho dos possíveis desinvestimentos. Para nossa avaliação, assumimos hoje um desinvestimento de 10% da receita (2,6 bilhões de reais) com um efeito de 10% (50 milhões de reais) sobre as sinergias esperadas”, acrescentou.

2 Risco de aquisição e diluição de ações afeta JBS

Apesar da plataforma globalmente diversificada do JBS Friboi (JBSS3) e dos resultados recentes relativamente positivos, com exceção do segmento de aves nos Estados Unidos, o HSBC acredita que as ações da empresa devem ser afetadas, no curto prazo, pelo temor do mercado de que a companhia realize novas aquisições, além da diluição de papéis gerada pela conversão de debêntures do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os analistas Pedro Herrera, Diego Maia e Ravi Jain atribuíram um preço-alvo de 6,40 reais para os papéis ordinários da companhia em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 18,95% diante da cotação de 5,38 reais vista no encerramento da última sessão. A recomendação é “neutra”.

Em relatório, eles citaram também o parecer da Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Justiça, que sugeriu a aprovação da fusão entre JBS e Bertin com ressalvas.

O documento sugere o desinvestimento dos frigoríficos presentes nos estados de Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, a companhia ainda aguarda pela aprovação completa do acordo pelo Cade.

“É preciso levar em conta que o parecer da SEAE não é vinculante, e sim uma recomendação ao CADE”, lembra o HSBC.

Como potenciais riscos de alta para as ações, o banco indica sinergias maiores que as esperadas com a Bertin e a compra da Pilgrim’s Pride, além da integração de ativos existentes e nenhuma aquisição inesperada.

3 Alavancagem alta torna a Marfrig a “mais fraca” do setor

A Marfrig (MRFG3) foi classificada pelo HSBC como a companhia “mais fraca” entre as empresas na qual os analistas realizam a cobertura das ações, isso porque a compra da Kleystone – embora tenha sido considerada positiva pelos analistas do banco – trouxe algumas surpresas.

Segundo Pedro Herrera, Diego Maia e Ravi Jain, a aquisição adicionou peso e alcance global ao perfil da Marfrig, mas também ocorreu durante o período de sinergias com a Seara e o financiamento adicionou ônus de juros “muito significativos” para a empresa.

Com a Marfrig extraindo sinergias “de forma lenta” e as margens operacionais permanecendo fracas, a alavancagem da empresa continuou a aumentar no decorrer do primeiro trimestre do ano. Não apenas isto, a companhia ainda levantou 750 milhões de reais por meio de uma emissão debêntures. Tudo isso afeta a capacidade da empresa de gerar fluxos de caixa livre.

Apesar da falta de evidências, segundo os analistas, a “Marfrig reconhece esse fato e afirmou que espera divulgar fluxo de caixa livre positivo até o final de 2012”.

Diante deste cenário, o HSBC estabeleceu um preço-alvo de 15 reais para as ações ordinárias da Marfrig até junho de 2012, o que representa uma desvalorização de 2,59% ante a cotação de 15,40 reais alcançada no fechamento de ontem. A recomendação é underweight (alocação abaixo da média do mercado).

4 Fluxos de caixa negativos ainda afetarão Minerva

Para o HSBC, a Minerva (BEEF3) continuará a crescer a um ritmo de dois dígitos, embora seguirá afetada pela alta alavancagem, possível diluição decorrente da emissão de debêntures conversíveis e a falta de exposição aos produtos processados de margem mais alta.

Em relatório, os analistas do banco atribuíram o preço-alvo de 6,10 reais para as ações ordinárias do frigorífico em até 12 meses, o que representa um potencial de ganho de 24,74% frente a 4,89 reais observado no fechamento do último pregão. A recomendação é neutra.

“Ao contrário de seus pares, a Minerva focou no crescimento por meio de projetos novos e existentes, em vez de aquisições. Entretanto, em meio ao crescimento robusto, a alavancagem da empresa aumentou substancialmente”, destacam.

Para aliviar as preocupações, a Minerva anunciou que o conselho de administração aprovou a emissão de 300 milhões de reais em debêntures conversíveis com vencimento de quatro anos (junho de 2015). “Apesar de as debêntures ajudarem a companhia a reduzir sua dívida bruta de modo geral, as despesas com juros continuam pelos próximos quatro anos e a conversão das debêntures em ações resultarão em diluição significativa para os acionistas existentes”, avalia o HSBC.

Os analistas sugerem que a companhia aposte em produtos processados que tende a trazer maiores margens (produtos de valor agregado e geralmente de marca) e que tornam mais fácil para as empresas o repasse dos maiores custos de insumos.

FONTE:EXAME.COM/MARCEL SALIM


Luciano de Andrade fala sobre o Programa Fomento Angus do Marfrig

Na Feicorte 2011, conversamos com Luciano de Andrade, Gerente de Pecuária do Programa Fomento do Marfrig, a respeito do Programa Fomento Angus Marfrig.



"O Programa Fomento Angus Marfrig, é um programa de assistência, de relacionamento, de procura por animais que possam conferir uma carcaça que dará um corte de carne diferenciado. É um programa que busca uma parceria com produtores, dando orientações técnicas na parte produtiva e de nutrição e orientações sobre o que o mercado vem pedindo, o que pode ser melhor remunerado e que também é reconhecido de uma forma melhor pelo consumidor final".

"Qualquer fornecedor que tenha fêmeas vazias para aptidão de corte disponíveis para começar a trabalhar com a genética Angus pode participar. Buscamos também pessoas que já estão trabalhando com Angus e que as vezes não tem esse produto reconhecido e que pode ser remunerado de forma diferenciada".

"O grupo Marfrig faz um trabalho desde o início, no momento em que o produtor tem que tomar a decisão sobre o que usar de genética no seu rebanho. Isso faz com que o Marfrig possa ter garantias de fornecimento, garantias de padrão, de regularidade, de sanidade e garantias ambientais. Além de tudo isso, a garantia de que o Marfrig vai negociar esses animais de forma diferenciada é um vínculo no momento da inseminação onde ele até faz um adiantamento financeiro para que ele não tenha que mobilizar capital para fazer todos os trabalhos reprodutivos".

"Nós adotamos como critério que o produtor esteja no em torno de 500km de raio de alguma unidade do Marfrig. Porém, nós não estamos descartando pessoas que tenham interesse. Um outro diferencial é a possibilidade da gente estar trabalhando junto ao produtor, não só com a compra de boi gordo. A gente abre para o produtor um mercado extremamente garantido para animais desmamados e recriados, tanto machos quanto fêmeas".

"Nós temos que fazer com que esse animal chegue a idade de abate por volta de 18 meses se for inteiro ou por volta de 24 meses se for castrado ou fêmea. O produtor também tem a opção de entregar esse animal na desmama ou na recria. O principal critério é que esses animais tenham no mínimo 50% de sangue Angus".

"O principal demonstrativo de sucesso do programa é o índice de renovação contratual. Nós temos praticamente 98% de produtores que renovam".

FONTE: BEEFPOINT

Mesmo diante da pressão de alguns compradores, preços da arroba têm semana firme

Na última semana o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista acumulou valorização de 0,37%, sendo cotado a R$ 96,51/@ na última quarta-feira. O indicador a prazo foi cotado a R$ 97,56/@, permanecendo praticamente estável nos últimos 7 dias com variação positiva de 0,02%. Nos últimos 30 dias os preços a prazo recuaram 2,89%, mas em relação ao mesmo período do ano passado os preços atuais estão 15% mais altos.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Físico

Na última semana o frio se tornou mais intenso, inclusive com geadas em algumas importantes regiões produtoras do país e os compradores passaram a pressionar os preços, na esperança de adquirir animais a preços mais baixos. De acordo com a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os meses de julho, agosto e setembro, as temperaturas continuarão em queda. Clique aqui http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/inmet-preve-frio-para-os-proximos-meses-72738n.aspx para ver mais informações sobre estas previsões.

Segundo dados do Cepea, os preços do boi gordo estiveram mais firmes no mercado paulista nos últimos dias. "Compradores têm aumentado a pressão sobre os valores do animal, mas a disponibilidade de bois prontos para o abate está pequena. Assim, a média diária dos preços em São Paulo registrou pequenas altas em alguns dias e ligeiras quedas em outros.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Abates

Segundo a pesquisa trimestral de abates, no 1º trimestre de 2011 foram abatidas 7,097 milhões de cabeças de bovinos, representando queda de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,2% em relação ao mesmo período de 2010.

Gráfico 1. Abate total de bovinos



Houve aumento de 19,4% na participação das fêmeas (vacas e novilhas) no abate total. Em relação mesmo período do ano passado, o abate de fêmeas cresceu 11,57%.

Futuro

Na BM&FBovespa, com exceção de junho/11 - que será liquidado hoje e terminou o pregão de ontem a R$ 97,00/@, acumulando queda de R$ 0,70 na semana - todos os vencimentos de 2011 acumularam alta durante a semana. Os contratos com vencimento em julho/11 fecharam a R$ 99,65/@, com variação positiva de R$ 0,46. Outubro/11 registrou valorização de R$ 1,35, fechando a R$ 103,86/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 22/06/11 e 29/06/11



Confinamento

Durante a Feicorte conversamos com Bruno Andrade, Zootecnista da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), sobre as expectativas dos associados da Assocon para o confinamento de 2011.

Andrade comentou: "a gente fez uma primeira pesquisa em março/abril e o pessoal estava bem otimista, tanto é que ela mostrava 31% de expectativa de crescimento. Entretanto, foram passando os meses e a gente viu que o preço do boi gordo foi dando uma piorada, os insumos continuaram altos e o preços para aquisição do boi magro ainda continua alto. Então a gente está vendo que o pessoal está pensando duas vezes antes de investir um pouco mais na atividade para este ano, mas ainda é cedo para dizer com certeza o que vai acontecer".

"Nessa primeira pesquisa que a gente fez, a gente verificou que a quantidade de gado comprado para o ano de 2011 é semelhante a quantidade comprada no ano de 2010. A expectativa de crescimento é que pode ser comprometida; se os preços continuarem se deteriorando, essa expectativa não vai acontecer e o confinamento não vai crescer esse ano", completou.



Ontem está discussão ganhou novamente a lista de boi gordo do twitter (www.twitter.com/beefpoint/boi-gordo) e:

Lygia Pimentel comentou que essa situação relatada por Bruno Andrade é o que normalmente acontece em momentos em que o preço do boi está caindo e os custos aumentando.

Breno Maia lembrou que no começo do ano http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/qual-a-sua-expectativa-para-o-confinamento-em-2011-71118n.aspx já acreditava que em 2011 o volume de animais confinados seria igual ou menor do que no ano passado.

"Até o momento a única informação que confio é: passamos em vários confinamentos GO, MT e SP e os currais dos confinamentos grandes estão todos lotados", comentouGustavo Figueiredo.

Segundo Fabiano Tito Rosa, "pesquisas de confinamento, como outras, têm que ser revisadas ao longo do ano. Pois a intenção dos players muda conforme o mercado".

Roberto Barcellos, ressaltou que intenção não quer dizer nada, apenas uma "vontadinha". E questionou: "Esta lotação atende a demanda?"

Para Breno Maia, se não tiver boi de pasto e semi confinado, apenas a oferta de animais de cocho não irá atender a necessidade da demanda.

Para Maurício Palma Nogueira, "quem faz hedge se desanima e reduz intenção, como no caso da Assocon. Os demais continuam animados".

Atacado

Segundo o Boletim Intercarnes, após as altas da última semana, nesta quarta-feira o mercado de carnes se apresenta estável, contudo o que aparentemente observa-se nos preços do atacado é que a evolução prevista (alta),não acontece como esperado, já que a demanda ainda se mantém apenas especulativa por parte dos distribuidores. As ofertas, apresentam-se regulares e com volumes inferiores se comparados a semana passada. Para os próximos dias a tendência é de manutenção a estabilidade nos níveis atuais de preço e somente uma melhor reposição para a próxima semana, a confirmar-se a expectativa de recuperação nas vendas do final semana, os preços devem ajustar-se em alta como pretendido pelos frigoríficos.

No atacado paulista, o equivalente físico foi calculado em R$ 91,76/@ na última quarta-feira, acumulando valorização de 3% na semana. O spread (diferença) entre indicador e equivalente físico recuou para R$ 4,76/@.

Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Tabela 2. Atacado da carne bovina

FONTE: BEEFPOINT

IBGE: abate de fêmeas aumentou 11,5% em relação ao 1º trimestre de 2010

Segundo a pesquisa trimestral de abates, no 1º trimestre de 2011 foram abatidas 7,097 milhões de cabeças de bovinos, representando queda de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,2% em relação ao mesmo período de 2010.

Gráfico 1. Abate total de bovinos



Houve aumento de 19,4% na participação das fêmeas (vacas e novilhas) no abate total. Em relação mesmo período do ano passado, o abate de fêmeas cresceu 11,57%.

Gráfico 2. Participação de machos e fêmeas no abates total



O peso acumulado de carcaças de bovinos (1,640 milhão de tonelada) no 1º trimestre de 2011 foi inferior ao registrado no 4º trimestre de 2010 (-2,6%) e no 1º trimestre de 2010 (-3,1%). A variação do peso acumulado foi mais negativa que a do número de cabeças abatidas, significando que os animais abatidos no 1º trimestre de 2011 eram mais leves. A persistência de forte estiagem iniciada no 3º trimestre de 2010 nas principais regiões produtoras, reduzindo o crescimento das pastagens, pode ter contribuído para a redução do peso e da oferta de animais.

Couro

A aquisição de couro inteiro de bovinos foi de 8,810 milhões de peças no 1º trimestre de 2011, o que significou variações positivas de 4,7% em relação ao 4º trimestre de 2010 e de 3,6% frente ao 1º trimestre do mesmo ano.

Do total de couro adquirido, 37,3% vêm do Centro-Oeste. Outra importante região para o produto é a Sudeste, com participação de 20,2% no volume comprado. Mato Grosso adquiriu 17,3% das peças inteiras de bovinos investigadas pela pesquisa, seguido por São Paulo (14,8%).

As informações são do IBGE, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi no 2º semestre



FONTE: SCOT CONSULTORIA

Picos da Arroba. Tem para todos os gostos.

Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
Esse estudo se originou no Twitter. Estava conversando com o @Gustavo_Fig e com o @victor_campa. Eles estavam dizendo sobre até onde a arroba poderia ir, em porcentagem, até outubro.

Bom, resolvi rodar a questão no bom e velho estilo "Carta Pecuária". Peguei todos os picos de todos os anos desde 1994 e fiz a seguinte pergunta:

- Onde, em qual preço é que eles ocorreriam agora em 2011?

Tenha em mente que não necessariamente o pico da arroba ocorreu em outubro, ok? Pode ter sido antes, ou depois. Isso na realidade não importa para nossa análise, mas é só uma advertência para não associar essas projeções aqui com o contrato de outubro na bolsa.

Observe que interessante o resultado no gráfico abaixo. A partir do indicador de hoje (28/jun).



Olha só que interessante. Tem para todos os gostos. Dividi a coisa da seguinte maneira.



Aonde estou? Ah, caro leitor... não estou pessimista. Isso é um começo, não?

Comentários? Escreva para cartapecuaria@gmail.com

Fonte: Carta Pecuária

Comprando e vendendo silagem de milho: Que valor é justo?

A silagem de milho é uma importante fonte de energia na dieta de ruminantes no Brasil e em diversas partes do mundo por reunir diversas características positivas, tais como: alta ensilabilidade, produtividade e elevado valor nutritivo.

Nos últimos anos têm se tornado comum a compra e venda de volumosos suplementares nas fazendas brasileiras, e a silagem de milho também ganha espaço neste mercado pelos motivos citados anteriormente. Diante deste cenário, é comum nos depararmos com a seguinte pergunta: "Qual é o valor da tonelada de silagem de milho?"

Discutir custo de produção na agropecuária sempre é muito polêmico, pois existem as particularidades de cada unidade produtora (fazenda). Desse modo, abaixo segue uma linha de raciocínio para se chegar ao valor da tonelada de silagem, sem se considerar custos fixos e variáveis inerentes a cada fazenda, ou seja, o valor é obtido com base no preço de mercado do grão, acompanhado de variáveis que são importantes acerca do valor nutritivo do alimento.

A planta de milho, em geral, é ensilada com 35% de matéria seca (65% de água). Assim, a cada tonelada de silagem 350 kg é de material seco (MS). Desse montante cerca de 50% é constituído por grãos. Então a cada tonelada têm-se cerca de 175 kg de grãos. Se considerarmos o preço de mercado atual, a saca de milho está com preço médio de R$ 25,00 (R$ 416,7/t). Desse modo, o valor de grãos presente na massa seria de R$ 72,80, o que poderia ser chamado de "valor base". Portanto, caso você esteja comprando ou vendendo silagem, o valor base é de R$ 72,80/t de silagem (para o exemplo utilizado). Esse valor é considerado justo, pois acompanha a volatilidade do preço de grãos de milho e considera uma característica extremamente relevante na silagem que é a percentagem de grãos na massa, a qual tem efeito direto no valor nutritivo do alimento.

Nos Estados Unidos, as últimas cotações do valor da tonelada de silagem estão mostrando valores próximos de 44,0 dólares. Se tomarmos por base o dólar a R$ 1,70, o valor em reais seria de 74,8, o qual é muito próximo do exemplo brasileiro.
Contudo, a silagem de milho não é constituída somente por grãos, pois também há a participação da porção vegetativa (colmo, folha, sabugo e palha). Porém, não é simples valorar tal porção. Alguns pesquisadores americanos adicionam de 10 a 15% ao valor base, ou seja, a tonelada passaria a valer entre R$ 80,1 a 83,7. Esse ajuste de preço considera principalmente o preço do fertilizante.

Caso você deseje refinar o teu cálculo, outras variáveis podem ser consideradas, tais como a concentração de fibra (FDN), a digestibilidade da fibra (FDND) e a concentração de amido na massa.

Ranquear a silagem pelo valor de FDN pode ser interessante. No Programa MILK2006 (http://www.uwex.edu/ces/crops/uwforage/silage.htm) a cada unidade percentual de FDN que se adicionada a composição química do alimento, a vaca reduz 4,8 kg de leite/t de silagem. Se considerarmos o pagamento do leite a R$ 0,85, cada aumento no valor de FDN representa um aumento de valor da ordem de R$ 4,1/t de silagem. Ou a cada unidade percentual que diminui a silagem poderia ser valorizada em R$ 4,1/t. Talvez o valor de FDN igual a 50% pode ser tomado como referência no nosso país. Para exemplificar, uma silagem com 45% de FDN (5% a menos que a média) passaria a valer R$ 72,80 + 20,5 = 93,3.

Como foi comentado anteriormente, a FDND e a concentração de amido também podem ser levados em consideração e são de mais fácil entendimento quando se usa o Programa MILK2006. Porém, se torna mais difícil do ponto de vista laboratorial, pois a determinação dessas variáveis é bem mais complexa.

Perceba que o valor da tonelada pode variar de acordo com a qualidade do alimento (proporção de grão na massa; concentração de fibra). Isso é importante no nosso ponto de vista, pois silagens com diferentes composições químicas não são inseridas no mesmo "pool". Ranquear o alimento e vender/pagar por qualidade é mais justo.

FONTE: MY POINT

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

Boi gordo: geada no sul de MS não aumenta oferta no mercado esta semana. Mas julho começa com previsão para novas geadas e entrada do boi de cocho no mercado. Isso tira a perspectiva de aumento na @.




FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Expectativas para o segundo semestre

Após dia de frio intenso, a oferta de animais na tarde de ontem aumentou ligeiramente, mas não o suficiente para emplacar uma pressão baixista, como alguns esperavam.

As escalas alongaram-se um pouco em São Paulo para os frigoríficos de maior porte, mas apenas o suficiente para iniciar a semana que vem. Para os pequenos, a urgência de comprar animais permanece, com escalas de 1 a 2 dias.

Os preços, entretanto, permanecem os mesmos. Por enquanto ainda sem força suficiente para alterações positivas, com exceção de Minas Gerais e do Tocantins, onde houve reações hoje e ontem, respectivamente. Nessas praças a urgência de compra é maior.

É, fica claro que a entressafra chegou e traz definitivamente as atenções para a oferta no segundo semestre, traduzida também pelo volume do confinamento 2011 e a demanda, basicamente.

Entrevista do portal BeefPoint, com o pessoal da Assocon, mostra que o volume adquirido de gado magro no primeiro semestre de 2011 é similar ao volume de 2010. Para recordar, o resultado da primeira pesquisa de intenção, que foi realizada em março, foi de aumento de 31%.

Pode isso? Claro, só poderia! A pesquisa de intenção foi realizada antes de o preço do boi cair, ou seja, antes de entrarmos no coração da safra de animais. Como o preço do boi caiu e os custos continuaram em alta, as intenções mudam.

Certo, no ano passado tivemos queda forte no número de animais confinados e é possível que neste ano o aumento não supere o desfalque de 2010. Isso significa que o boi voltará aos patamares do ano passado? Não acho impossível, mas também não sou vidente para ter certeza. E acredite, ninguém é!

Bom, ok. A oferta de animais disponíveis para o abate nesta entressafra não será abundante, ao que nos parece. Isso pode mudar conforme o mercado evolui, por isso é importante atualizar as projeções e pesquisas.

Mas, enfim, voltemos ao pensamento lógico: para os preços caminharem, precisamos analisar duas variáveis, que são a oferta e a demanda. Se a oferta aparenta ser curta, como poderá ficar a demanda?

Bem, a demanda me parece bastante tímida. A representatividade do complexo carnes, dentro da cesta básica, trabalha próxima dos valores históricos mais altos, o que não ajuda. Como gastar mais com carne bovina se já estou gastando bem mais do que costumava?

O frango, principal concorrente da carne bovina, até desanima! Estão inundando o mercado com o nosso amigo penoso. E as exportações? Bom, por enquanto elas continuam patinando, mas ainda acredito que a demanda mundial continue a crescer, apesar de medidas contracionistas por parte dos emergentes. O ritmo reduz, mas ainda assim o saldo é positivo.

Desta forma, tudo leva a crer que o mercado subirá na entressafra e não decepcionará quem conhece a história do boi gordo. Ou seja, aqueles que nutrem alguma expectativa com base no comportamento sazonal do mercado.

Mesmo assim, os preços do ano passado têm boas chances de não se repetirem por falta da centelha do consumo, que é o que acenderia a chama de novas máximas.

Nos próximos meses continuaremos revisando a análise para alinharmos estas expectativas com os novos fatos.

FONTE: www.agroblog.com.br/autor Lygia Pimentel

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Egípcios voltam ao mercado e elevam importação de carne bovina brasileira

O Egito voltou a ser um bom mercado para a carne bovina brasileira nos últimos dois meses. Afetado por forte crise política no início do ano, o país tinha pisado forte no freio nas compras.

De um volume de 79 mil toneladas importadas em julho do ano passado, os egípcios recuaram e compraram apenas 6.439 toneladas em fevereiro último.

Além de comprar mais, o Egito adquire produto de melhor qualidade. O preço médio da carne importada por eles atingiu o recorde de US$ 4.730 por tonelada nos primeiros 20 dias do mês. A receita foi a US$ 20 milhões.

O avanço das exportações em países como o Egito ajuda o setor a manter bom desempenho no ano.

Antonio Camardelli, da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), diz que essa capilaridade favorece a re- posição de mercados quando o setor encontra barreiras, como a atual da Rússia.

O mesmo não ocorre com a suinocultura. Em audiência ontem na Comissão de Agricultura da Câmara, o setor mostrou preocupação com o cenário atual.

Pedro Camargo Neto, da Abipecs (produtores e exportadores de suínos), diz que uma coisa ficou clara no encontro de ontem: o problema do setor é de muita oferta e pouca demanda.

Além disso, os preços da carne recuaram e os custos subiram. Pior ainda: a ameaça de geada pode reduzir ainda mais a oferta de milho, cujos estoques já são pequenos, segundo ele.

Camargo destaca que a situação pode ficar ainda pior se o embargo russo persistir. Na segunda-feira, uma equipe do Ministério da Agricultura estará na Rússia para discutir esse embargo.
Jornal Folha de S. Paulo

Boi Gordo: Mercado firme e em alta em algumas praças pecuárias

Mercado firme e em alta em algumas praças pecuárias.

Em São Paulo a demanda aquecida e a pouca oferta de boi gordo regulam o mercado.

O preço de referência se mantém em R$95,00/@, à vista, e R$96,00/@, a prazo, ambos livres de funrural. Embora a maioria dos compradores resistam em pagar mais pela arroba, existem frigoríficos já comprando boiadas por R$1,00/@ acima da referência.

A saída parta fugir da pressão altista no estado é comprar boiadas nas praças vizinhas, principalmente no Mato Grosso do Sul.

Nas três praças pecuárias sul mato-grossenses, a arroba é negociada por R$90,00/@, à vista, livre de funrural, mas ainda é possível encontrar negócios ocorrendo por R$89,00/@, nas mesmas condições.

No Mato Grosso, das quatro regiões pecuárias, houve alta em Cuiabá e no sudeste do estado. A oferta de animais é reduzida e a dificuldade para alongar as escalas de abate é grande.

O mesmo panorama ocorre no Paraná, que também sofreu reajuste nos preços de referência.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi: Cotações têm leve alta em SP

Os preços do boi gordo estiveram mais firmes no mercado paulista nos últimos dias, segundo dados do Cepea. Compradores têm aumentado a pressão sobre os valores do animal, mas a disponibilidade de bois prontos para o abate está pequena. Assim, conforme levantamentos do Cepea, a média diária dos preços em São Paulo registrou pequenas altas em alguns dias e ligeiras quedas em outros. Entre 22 e 29 de junho, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (à vista, CDI – São Paulo, com Funrural) teve leve alta de 0,37%, fechando em R$ 96,51 nessa quarta-feira, 29. Quanto à carne com osso no mercado atacadista da Grande São Paulo, os preços reagiram nos últimos dias. Segundo colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas ao típico aquecimento da demanda para abastecer o varejo em início de mês. Além disso, a menor oferta de boi gordo, que reduz a disponibilidade de carne aos atacadistas, também foi fator determinante para as altas.
Fonte: Cepea

Brasil envia nova missão à Rússia

Uma comitiva liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, desembarca em Moscou na próxima segunda-feira (4), para discutir a suspensão da exportação de carne brasileira à Rússia. Jardim apresentará ao chefe do serviço veterinário russo (Rosselkhoznadzor), Sergei Dankvert, uma lista com 140 frigoríficos nacionais aptos a retomar os embarques imediatamente.

O envio da nova missão foi anunciado pelo ministro da Agricultura, nesta quarta-feira, 29 de junho, em Brasília. “Vamos apresentar indústrias que cumprem 100% das exigências russas”, informou. Rossi acertou a ida da missão brasileira em encontro com Dankvert, em Paris, durante a reunião do G20. “Enviamos todas as informações solicitadas pelo governo russo e nos colocamos à disposição para fornecer qualquer outro dado que seja necessário para superar essa restrição”, comentou.

O ministro anunciou, ainda, que o Brasil deve investir R$ 50 milhões, nos próximos meses, para a modernização dos laboratórios oficiais de análises de alimentos. “Obtivemos o apoio total da presidenta Dilma Rousseff para adequarmos nossos laboratórios aos padrões internacionais. Precisamos ter condições de atender às exigências dos nossos clientes. No caso da Rússia, estamos falando de um mercado de bilhões de dólares”, enfatizou.

Segundo Wagner Rossi, o Ministério da Agricultura vai formalizar uma proposta à Presidência da República, nos próximos dias, para equipar os laboratórios. Ele comentou que a liberação dos recursos vai ocorrer rapidamente. “Teremos condições de manter a posição que ocupamos no mercado mundial de alimentos sem problemas para atender aos nossos clientes”, disse.

Desde abril, o governo russo determinou a suspensão das importações de carne de 13 frigoríficos nacionais. Em 3 de junho, a lista de indústrias exportadoras embargadas subiu para 90. A nova restrição passou a valer a partir de 15 de junho.


FONTE: Laila Muniz
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Preço da carne bovina pode subir mais de 30% com entressafra


ROSANA SIQUEIRA/ADRIANA MOLINA

A entressafra deste ano promete 'salgar' o preço da carne bovina para o consumidor sul-mato-grossense. O produto que já aponta majoração de 43,6% em um ano em Campo Grande deverá subir mais de 30% nos próximos meses. A estimativa é do analista pecuário Júlio Brissac. Ele destaca que com a chegada da entressafra a oferta de animais recua, elevando o custo para o varejo.

“Devemos ter a arroba do boi ultrapassando os valores históricos do ano passado, que chegaram a casa de R$ 120”, prevê. Isso significa um acréscimo de cerca de 33,3% ao atual valor da arroba, que está em R$ 90, em Mato Grosso do Sul – acréscimo que certamente será repassado ao consumidor.


A saída diante da disparada nas cotações é variar o cardápio, incluindo mais frango e suíno na mesa. Estes dois tipos de proteína animal tiveram reajustes bem menores nos preços neste período e até queda em alguns cortes. De acordo com dados da Rural Business, o frango inteiro congelado (quilo) caiu 6,12%, a coxa e sobrecoxa subiram 1,92% e o peito 4,76%. Já entre os cortes suínos, os mais consumidos, costela e pernil, caíram 5,26% e 10,57% o quilo, respectivamente. O lombo subiu apenas 0,67%.

Levantamento

Levantamento feito pelo Nepes/Anhanguera, mostrou que cortes como o cupim, por exemplo, passaram em um ano de de R$ 9,70 para R$ 13,93 o quilo no período, na Capital. Aumento de 43,6%. A alta atingiu 13 dos 14 cortes pesquisados pela entidade e ocorreu por conta da baixa oferta de gado para o abate, que tem deixado o produto cada vez mais valorizado no mercado.

A costela ripa foi outra que ficou bem salgada no último ano na cidade – subiu 29,3%. O corte, que é um dos mais consumidos entre as carnes de segunda, saltou da média de R$ 5,63 para R$ 7,28 o quilo. O lagarto inflacionou 18,08% no período, com o quilo saindo de R$ 10,67 para R$ 12,60.

Outro que também apresentou alta acima dos 15% foi o patinho, cujo preço ficou 17,6% maior, passou de R$ 11,70 para R$ 13,76 o quilo. Coxão mole, peito e paleta subiram 16,48%, 16,01% e 15,57% respectivamente.

Já os cortes mais nobres não ficaram tão mais caros e, inclusive um deles registrou queda nos preços – a única verificada em toda a pesquisa. A picanha subiu apenas 5,1% (de R$ 19,77 para R$ 20,78), a segunda menor alta entre os demais e, o filé mignon ficou 0,9% mais barato, com o quilo caindo de R$ 21,06 para R$ 20,87, em média.

FONTE: CORREIO DO ESTADO

Colombia, gran potencial para Hereford y Braford


Desde un principio el propósito al organizar esta gira técnica con las empresas especializadas, ganaderos y periodistas colombianos, era mostrar directamente en campo, el proyecto productivo que la Asociación Brasilera de Hereford y Brafordha logrado desarrollary posicionar dentro y fuera de Brasil y, todo el enorme potencial que ésta genética puede alcanzar en Colombia.

Pues bien, luego de recorrer durante cinco días extensas haciendas productoras de Hereford y Braford, la impresión general de la comitiva colombiana, en primer lugar, es de asombro al ver una organización integrada por diversos ganaderos, que buscan un objetivo común, inmersos en la más absoluta fraternidad, cordialidad, apoyo y amistad, entre cada uno de los socios, e incluso, con los demás eslabones de la cadena. Todos saben qué producto tienen y hacia dónde quieren llegar. Tienen una visión clara de su negocio y de los mercados objetivos dónde quieren penetrar. Y ya lo están haciendo, por algo son los productores y exportadores número uno del mundo.

En segundo lugar, es ver cómo los modelos productivos sustentados en cifras y experiencias medibles, basados esencialmente en programas de mejoramiento genético, pueden ser apoyados exitosamente por entidades académicas y estatales, para proyectarlos interna y externamente y conseguir modelos de negocios rentables para todo un país.

Esa es la gran ventaja y diferencia de una nación como Brasil, que se puso como meta ser una de las economías más importantes del mundo y lo está logrando al integrar esa visión a todos y cada uno de sus habitantes, a todos y cada uno de sus sectores productivos. Brasil cuenta con una entidad estatal como lo es Apex/Brasil que se encarga de vender a su país y todo lo que dentro de sus fronteras se produzca, porque así ganan todos.

Y parte de esa ganancia es la que quieren replicar los miembros de la Asociación Brasilera de Hereford y Braford al incursionar con su genética en mercados como Colombia, pues este es un proyecto netamente de interés comercial que arrancó en firme gracias al convenio protocolizado entre las dos asociaciones, en el sentido de hacer una transferencia de tecnología, estrechar lazos culturales y la participación conjunta en ferias, para promocionar las bondades y características de las dos razas, así como el desplazamiento de técnicos, jueces y ganaderos brasileños a Colombia y de éstos a Brasil, para enseñar el manejo y las condiciones adecuadas para sacar mayor provecho de las razas. Así mismo la rueda de negocios realizada entre las dos comitivas arrojó una posibilidad inicial de concretar negocios por US$500.000.

La idea es que una vez estén aprobados los protocolos sanitarios entre Colombia y Brasil se pueda realizar un permanente mercado de material genético a través de semen, embriones y animales, ya analizados en su comportamiento y adaptados a arduas condiciones climáticas, como se pudo constatar durante la gira, sin darle tanta importancia a que su sangre cebuina provenga del Nelore, pues el objetivo es que Colombia aproveche, precisamente todas las excelentes bondades de su Brahman realizando sus propios cruces, con el aporte del Hereford, que le da la parte cárnica.


Carlos Gutiérrez Robayo de CGR Biotecnología Reproductiva, al respecto comenta que los investigadores que están trabajando con el sistema del desarrollo de la raza Braford quieren que la raza mantenga un vigor híbrido, que siga teniendo choques de sangre. “Ellosrecomiendan hacer un pie o una línea de Braford en Colombia basados en el excelente Brahman colombiano para hacer choques de sangre que se le van metiendo a la raza; porque para eso es que se hacen las razas compuestas, para que tengan vigor híbrido y tengan productividad”. Si los ganaderos tienen temor que la sangre de estos animales venga de línea Nelore, según Gutiérrez, no hay ningún problema, pues en su criterio “el Nelore es un buen ejemplar capaz de adaptarse a cualquier condición y realmente cuando se está haciendo un cruzamiento en esa base, quien está poniendo la parte cárnica es el Hereford. Por consiguiente noveo ningún problema. Vimos las dos líneas y considero que son buenas. Ahora, al usar en el futuro animales cruzados con sangre Brahman en Colombia, será mucho mejor pues tendrán con seguridad mayor productividad y en últimas lo que se necesita es producir toros Braford que sean capaces de padriar en el trópico sobre ejemplares Brahman, sobre F1 y que produzcan carne”.


Conceptos similares tiene Jorge Echeverri de Empresa Genética Especial, quien manifiesta quedesde el punto de vista técnico y genético su propósito fundamental era observar hasta qué punto una raza europea (Herford) y su combinación con otra cebuína (Braford), sería utilizable en el medio colombiano. Es franco al afirmar que en un principio el clima de la región no se diferencia de varias regiones colombianas. Sin embargo, los dos últimos días de la gira, el clima fue bastante fuerte, tal y como se lo habían manifestado previamente los brasileros, lo que le permitió observar el comportamiento de los animales en condiciones extremas y pensar que es un proyecto aplicable al medio tropical colombiano, pero con nichos muy especiales de ubicaciones geográficas. “Colombia debe mirar al Herford y al Braford como razas cruzantes, que es la filosofía que debe aplicarse con cualquier raza europea, llámese Simmental, Charolaise, o cualquier otra de esa procedencia. Y tienen que estar en un nicho muy especial, por encima de los 1.500 metros, preferiblemente en la Sabana de Bogotá, que es una zona de confort con 14ºC en promedio y con una humedad relativa baja, porque en esas condiciones funcionan y caminan muy bien. Entonces tendrían que estar ubicados en esas zonas para generar la genética (semen, embriones) para ser movilizados a las zonas bajas”.


Añade que, fenotípicamente la raza Braford está en un periodo de asentamiento,fijándose ciertas características que la Asociación Brasilera Hereford y Brarfordquiere para su entorno y que ciertamente tendrían aplicación para el nuestro, como por ejemplo pigmentación en los ojos, resistencia a la temperatura, resistencia a los parásitos externos e internos, facilidad y eficiencia en la reproducción, no sólo para las hembras sino para los machos. Ese tipo de características ellos las están trabajando y en buena hora que lo han logrado. “Observo que hay ejemplares como en todas las razas, en unas más y en otras menos, de todo tipo de conformación, animales de talla baja, media, alta y muy alta; cortos, intermedios, y muy largos. Hay ejemplares que son plenos de cobertura muscular a lo largo de todo su esqueleto, otros medios y otros que les hace falta cobertura”.

Según este experto en genética, lo que sí es evidente y hay que rescatar y resaltar es que vienen trabajando de una manera muy intensa para tratar de que el asunto les funcione como ellos quieren. “El cruce con Nelore lo prefieren para obtener el Braford, lo cual es un contrasentido que se llame Braford (Brahman x Herford), a un ejemplar que no tiene Brahman”. Cree que esta connotación de Nelore tendría en Colombia un aspecto Bumerang ya que con las importaciones que se hicieron de estos animales finalizando la década del setenta, no funcionaron en Colombia, quizá por razones de mercadeo en ese momento y, fundamentalmente por razones de precocidad, porque el Nelore de aquella época era bien diferente al de ahora; antes eran animales supremamente grandes y muy difíciles de acabar para el ganadero en ceba. Piensa que eso, además del enorme poderío, casi que aplastante dominio que tiene el Brahman en Colombia, hizo que la raza Nelore desapareciera. Caso contrario con el Nelore actual, del cual opina que gracias a la selección, es muy diferente al descrito arriba. El de hoy es un Nelore más moderado en su tamaño, mucho más musculado, con mejor proporción de esqueleto, sin perder su funcionalidad y el propósito para el cual los brasileños lo han venido desarrollando.



Pero hablando específicamente de los animales que vio con ese compuesto que forma el Braford en los cuales el componente cebuíno era Brahman o Nelore, explica que habría que hacer algún trabajo de conocimiento en Colombia para hacerle comprender a los ganaderos, “que ese componente Nelore es altamente favorable, no porque el componente Brahman sea malo, pero tiene algunos inconvenientes que, por lo menos en el caso de la Asociación Hereford y Braford, es el cuidado que deben tener con la longitud del prepucio. Me llamó poderosamente la atención que no son muchos los animales de prepucio corto; yo diría que son bastante escasos. No esperaría que para un componente Nelore, en este Braford, manifestara esa longitud de prepucio; entonces me cuestiono, sí eso es con Nelore, cómo sería con Brahman de prepucio largo. Esto también lo observé en el Braford de aquí con base Brahman; no obstante si se trata de establecer, al ojo, cuál es la diferencia entre Braford con Nelore y Braford con Brahman, no se puede. Creo que esta es una característica que la Asociación de Hereford y Braford en Colombia, cuando se comiencen a manejar, tiene que cuidar mucho porque si no, no van a funcionar; nadie quiere tener problemas del prepucio de los toros”.

Otra de las cosas que le sorprendió fue la circunferencia testicular en el Herford y en el Braford, “todos sabemos que existe una amplia correlación, muy demostrada entre circunferencia testicular amplia o perímetro escrotal, con relación a fertilidad en las hembras, vale decir, precocidad en las hembras y por su puesto con calidad y volumen de producción espermática. Eso habla muy bien de la raza pues son ejemplares de excelentes circunferencia escrotal”.

Para Jenaro Pérez, gerente de Colanta, la experiencia fue muy enriquecedora desde el punto de vista genético llamándole poderosamente la atención el cruce Braford, del cual, traerá a Colombia mediante embriones y/o semen para empezarlo aplicar en sus instalaciones con vacas Brahman poniéndoles toros europeos en la primera generación y en la segunda buscar otro media sangre para sostener ese 50/50; cree que es una buena alternativa, que se adaptó en Brasil y que la va a aplicar a ver cómo se comporta y poderlos distribuir a través de los puntos Agrocolanta.


Marcelo Louzada, director técnico de la Asociación Brasilera de Hereford y Braford opina que no hay ningún problema que el Braford brasileño esté compuesto por Nelore, puesto que hay que mirar la selección como un todo, con una dirección y uniformidad, dondese pueda trabajar bien sea con Nelore o con Brahman. Un claro ejemplo de ello, dice,sucede en la Argentina donde la selección del Braford fue realizada con base en el Brahman y les ha dado excelentes resultados, tal como ha sucedido en Brasil. Para el caso colombiano, un país netamente inclinado por el Brahman, sostiene que antes de ser una desventaja es una enorme ventaja, pues sabe de la enorme calidad y potencial del Brahman colombiano como productor de carne; de ahí es precisamente que se debe empezar a tomar esa base adaptada a las condiciones de producción y al clima, para hacer el Braford. Si se hace esto, garantiza grandes resultados. Según él la forma correcta para lograrlo sería, primero poner semen de toros Hereford en vacas Brahman, luego a la cría F1 meterle un 3/8 de Braford.

Carlos Gutiérrez, quien ha sido gestor en Colombia de varias razas, incluyendo la Hereford, concluye que Colombia tiene que copiarse de las cosas buenas, “conocimos por primera vez ganaderías de Braford y Hereford grandes, productivas, de 1.000 animales en adelante, que realmente están produciendo en el sistema de Braford. Conocimos además a los principales investigadores de la raza en Brasil quienes nos enseñaron las ventajas de la raza y su comportamiento y qué opinan del sistema de cruzamiento. Esto es muy importante para nosotros porque ahora podemos ayudar a dirigir el sistema de cruzamiento en Colombia, pues es necesario que la gente cruce, sea con el tipo de animal que sea, británico o continental. Si no se cruza no vamos a tener calidad de carne ni productividad. Otra de las cosas importantes que vimos, fue la parte del mercadeo de la carne Hereford y Braford y, cómo le está quitando espacio a la carne Angus en el sector de Porto Alegre, Rio Grande del Sur. Una de las conclusiones que nos mostraron en el Frigorífico Silva es que el Braford, respecto a otros cruces, tiene mayor cantidad de carne cuando se quita el hueso. Esto es muy importante porque un uno o dos por ciento más de carne, significa más plata para el ganadero. Vimos los estudios y le gana al Angus, al Hereford y al Brangus. La calidad de la carne es muy buena y el sistema de mercadeo que están manejando es para aprender, porque la misma Asociación tiene una trazabilidad desde el momento que nace el animal hasta que se entrega al consumidor; esas son cosas que debemos hacer en la Asociación de Hereford y Braford en Colombia”.

Como conclusión y más allá de la gratificante experiencia de analizar las dos razas directamente en su campo, lo que más llamó la atención a la delegación colombiana fue ver cómo se pueden alcanzar las metas y objetivos propuestos dentro de un proyecto ganadero, gracias a la unión de esfuerzos de las partes vinculadas a lo largo de la cadena (ganaderos, frigoríficos, industria, comercialización y Estado), pues no sólo están apuntando a progresar como ganaderos, sino en abrir nuevos mercados para sus productos, ya que son conscientes que es de primera calidad y que tiene cabida por fuera de su país. “Lograr hacer esa conjunción de esfuerzos, que rueden y sean viables sin pretender ninguno de los elementos de la cadena sobresalir en la figuración, sino dentro de un balance y de un entendimiento en lo que son las normas éticas de competencias entre las entidades de una manera sana, es algo sencillamente admirable”, concluye Jorge Echeverri.



Fuente:

Revista Genética Bovina Colombiana

geneticabovina.fer@gmail.com

http://revistageneticabovina.com/

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 28.06.2011

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,20

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 28.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,90

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 28.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Tabela de Bonificação Silva Carne Hereford e Braford

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 28/06/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 27/06/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,40
KG VivoR$ 3,25R$ 3,20
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,17R$ 6,14
KG VivoR$ 2,93R$ 2,92
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

Prazo de vacinação contra brucelose em bovinos é prorrogado em Mato Grosso


O prazo para a vacinação contra a brucelose no rebanho bovino fêmea de Mato Grosso foi prorrogado para o dia 31 de julho. Na mesma data, o produtor deverá entregar toda a documentação que comprova a imunização dos animais. Deverão ser vacinados os bezerros com idade entre 3 e 8 meses. A extensão do prazo para a vacinação, que deveria terminar no dia 30 deste mês, visa corrigir o problema provocado pela falta de vacinas nos estabelecimento comerciais do estado.

Segundo a coordenadora do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Jociane Quixabeira, as doses devem chegar no comércio até o final de junho. Foram produzidas 5 milhões de doses para atender a demanda nacional. Desse volume, cerca de 700 mil vacinas foram entregues na primeira quinzena do mês, dos quais 45 mil vieram para Mato Grosso.

Conforme ela, até o dia 30 de abril foram imunizadas 500 mil cabeças no estado. A estimativa inicial é que todo o rebanho na idade indicada seja vacinado, totalizando 1,5 milhão de bezerros. A falta de vacinação implicará em multa de 2,5 Unidade de Padrão Fiscal (UPF), o equivalente a R$ 90 por cabeça. Ela acredita que não haverá necessidade para uma nova prorrogação, já que as vacinas deverão estar disponíveis para os produtores ainda nesta semana.

Para o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, independentemente do prazo estendido, o pecuarista já está arcando com o prejuízo por conta da falta das doses. Ele explica que no mês de maio, quando ocorreu também a vacinação contra a aftosa, os produtores perderam a oportunidade de manejar o gado em uma única vez. “Agora o pecuarista terá que fazer um novo manejo, o que provocará perca de peso e aumento de estresse do animal”. Ele acrescenta que as poucas doses existentes no mercado não atendem a necessidade do produtor, principalmente do interior do Estado.
FONTE: TÔSABENDO.COM

18 anos de "Outubros"

or Carta Pecuária
Eis que nosso representante da entressafra chega à maior idade. Foram muitas aventuras nesse período, muitas alegrias e muitas preocupações.

Para igualar banana com banana, porque senão não dá para comparar o boi de 1994 com o boi de 2011, vamos olhar para o contrato pelo o que ele realmente importa ao pecuarista, isto é, o ágio do seu preço ou, em outras palavras, qual foi à expectativa do mercado para a alta do indicador na entressafra.

Observe o gráfico abaixo.




Mas como esse nosso contrato chega nesses dezoito anos de vida? Aparentemente meio cansado de tanta negociação? Ou simplesmente ele é o reflexo do status quo atual do mercado?

Repare na queda do ágio de 2006 para cá. Os picos das apostas de alta imaginavam um indicador 20% acima do que ele valia naquele momento. De 2006 para cá essas apostas, por assim dizer, foram perdendo gás. O contrato de outubro foi deixando de acreditar em novas altas para o indicador.

A média do ágio de 2006 para cá foi 16%. Antes era 20%. Certo. Mas e as médias das altas reais do indicador, ou seja, o que realmente ocorreu? Bom, até 2006 o indicador subiu em média 29%. De 2006 para cá --- pasmem --- o indicador subiu em média 31%.

Hein?! Então com o passar do tempo o contrato ícone da entressafra foi ficando cansado... foi diminuindo suas apostas... de 20% para 16% de aposta de alta, enquanto o indicador (mercado real) está mais jovem que nunca, subindo de verdade de 29% para 31%?

É isso aí.

E hoje? Ah, não, caro leitor. Aí é humilhação. Hoje o ágio está por volta de 6%. É o menor ágio desses últimos 18 anos PARA ESSA ÉPOCA DO ANO, ou seja, no início da entressafra.

Percebeu a coisa? O mercado físico sobe quase 50% a mais que as apostas no contrato de outubro e a turma não está percebendo isso. Estão muito focados no aqui - agora e esquecendo o longo-prazo?

Não sei. Mas esse é o status quo atual do mercado, bom ou ruim, falso ou verdadeiro, na mosca ou distorcido. Por incrível que isso possa parecer para quem acompanha esse mercado praticamente também há 18 anos.


Comentários? Escreva para cartapecuaria@gmail.com

FONTE: CARTA PECUÁRIA