sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ESTAMOS COMEÇANDO AS COMPRAS PARA EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ

CONDIÇÕES:
PAGAMENTO À VISTA
*SÓ EMBARCA DEPOIS DE PESADO E PAGO
SOMENTE EUROPEUS OU CRUZAS
*MOCHOS OU AMOCHADOS
*PESO MÍNIMO 350 KG
*PESO MÁXIMO 450 KG

Algumas fotos tiradas por mim na Expointer.









Desculpem o fotógrafo!!!!

Remates das raças Hereford e Braford na Expointer movimentam R$ 259,6 mil



Os dois remates promovidos pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) durante a Expointer 2011, que ocorre em Esteio (RS), foram marcados por vendas de animais das duas raças para centrais de inseminação da Colômbia.



O 1º Leilão de Elite Hereford & Braford, realizado na noite do dia 30 de agosto (terça-feira) movimentou R$ 203,4 mil com a venda de embriões, prenhezes e animais das duas raças. Os preços top do remate foram R$ 20 mil para 50% da fêmea Santo Ângelo Lady Reload N86, da Cabanha Santo Ângelo, de Barra do Quaraí (RS), Grande Campeã Polled Hereford e Suprema Campeã da Expointer 2011, adquirida em parceria pela Cabanha Pedro Surreaux, Condomínio Odair González e Agropecuária Santa Ana, todas de Uruguaiana (RS), e R$ 16 mil para um touro Braford do Condomínio Odair González, comprado por Cícero Augusto Pujol Correa.



Outro destaque do pregão foi a venda do Grande Campeão da Feicorte 2010, São Fernando Tordo 7885, da Cabanha São Fernando, de Quaraí (RS), por R$ 10 mil, para os proprietários de importante central de inseminação colombiana. De acordo com Edgar Cifuentes, um dos proprietários, a compra foi concretizada por haver na Colômbia muitas fêmeas de base Brahman que podem ser utilizadas em programas de inseminação artificial. “Este é o primeiro dos muitos negócios que ainda faremos com os produtores brasileiros”, afirma o empresário colombiano. Para Fernando Cavalcanti, a primeira venda internacional da Cabanha São Fernando representa o início de um novo tempo tanto para o Hereford como para o Braford. “De tradicional importador, o Brasil passa agora a ser exportador de genética de qualidade”, comemora o selecionador.



O maior comprador do 1º Leilão de Elite Hereford & Braford foi Jarbas Arraes Pereira, da Cabanha Pedro Surreaux, que investiu R$ 24,2 mil. Também foi registrada a venda de embriões Braford para a Estância La Victória, do Uruguai, de propriedade de Fernando Mattos.

6º Prime HB

Com oferta apenas de animais rústicos, o 6º Prime HB, que ocorreu no dia 31 de agosto (quarta-feira), registrou médias de R$ 3,4 mil para fêmeas Braford, R$ 8,2 mil para machos Braford e R$ 5,5 mil para machos Hereford.

Novamente o destaque do leilão foi a aquisição pela central colombiana de duas novilhas Braford da Estância Silêncio, de Alegrete (RS), por R$ 4,2 mil cada uma, com o objetivo de utilizá-las em projetos de transferência de embriões na Colômbia.




Os empresários, que estão acompanhando toda programação das raças HB na Expointer 2011, integram o Projeto Imagem, que visa trazer formadores de opinião e empresas especializadas dos países que tenham interessa em adquirir genética brasileira para conhecer noss país e foi promovido pelo Projeto de Promoção Comercial Internacional Brazilian Hereford e Braford (BHB), parceria da ABHB com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil. Antes da chegada a Esteio, eles participaram das visitas a empresas produtoras de genética Hereford e Braford e de inseminação artificial, no Rio Grande do Sul, bem como ao Centro de Pesquisa da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS).

Promovidos pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), os remates foram conduzidos pela Trajano Silva Remates.




Leilão Elite HB – Expointer 2011 – 30 de agosto

42 embriões Braford - Média: R$ 2,2 mil
4 prenhezes Braford -Média: R$ 5 mil
1 macho Braford - Média: R$ 16 mil
15 embriões Polled Hereford - Média: R$ 2,2 mil
1 fêmea Polled Hereford - Média: R$ 20 mil
2 machos Polled Hereford - Média: R$ 9,5 mil
Fonte: Trajano Silva Remates

Mais informações:
Lorena Riambau Garcia – Assessoria de Imprensa da ABHB
Fone: (53) 9963 7484

Acompanhe a cobertura completa das atividades da Associação Brasileira de Hereford e Braford na Expointer 2011 pelo site: www.abhb.com.br

Zuleika Borges Torrealba, Cabanha da Maya (Bagé, RS) conquista Grande Campeonato Fêmea Angus, na Expointer 2011

O Grande Campeonato Fêmeas Angus, realizado pela Associação Brasileira de Angus, durante a 34ª Expointer, foi decidido na tarde desta terça-feira (30), em uma disputa emocionante que reuniu dezenas de espectadores e alguns dos mais importantes criatórios de seleção da raça Aberdeen Angus no País. O julgamento aconteceu na pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

“MAYA TE 131 FLORIDA T”, fêmea de dois anos de idade, de propriedade da criadora Zuleika Borges Torrealba, Cabanha da Maya, Bagé (RS) sagrou-se Grande Campeã para a alegria dos amigos e tratadores presentes.

::: Grande Campeã - Expointer 2011 - MAYA TE 131 FLORIDA T

Em depoimento dado aos jornalistas logo após o anuncio do resultado pelo jurado norte-americano Randy Daniel, a pecuarista se disse bastante emocionada com a conquista que vem para coroar um ano especial em termos de premiações, já que repete o título obtido com o mesmo animal durante a Nacional Angus, na Feicorte 2011, em São Paulo.

Em discurso no qual destacou a grande qualidade das fêmeas Angus apresentadas na pista da Expointer, Daniel que é criador de Angus no estado da Georgia (EUA), admitiu estar orgulhoso com a evolução do rebanho Angus criado na América do Sul. O jurado ainda agradeceu a oportunidade oferecida pela associação dos criadores brasileiros de poder vir ao Brasil e ver de perto todo este crescimento qualitativo da criação na pista.

Paulo de Castro Marques, presidente da ABA, destaca o fato de a raça Angus participar com o maior número de animais registrados na Expointer este ano, mais de 1000 animais entre pista de julgamento e leilões, e 70 criatórios diferentes. “Esses dados por si mostram a pujança da raça no cenário pecuário nacional”.

O posto de reservada Grande Campeã da Expointer 2011 ficou com “MAUFER 022 RAINHA NO” fêmea de 11 meses de idade, de propriedade dos expositores Mauricio e Fernando Weiand, Cabanha Maufer (Cruzeiro do Sul, RS). A terceira melhor fêmea foi “LC TIFANI T1192 CAND”, vaquilhona menor de um ano e meio de vida, propriedade de Luiz Anselmo Cassol, Cabanha da Corticeira, de São Borja, RS.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações (11) 2198-1852/Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291). Fotos: Robspierre Giuliani

Rincon CRAQUE 1373 Del Sarandy’ da Cabanha Rincon Del Sarandi, de Uruguaiana (RS), vence o Grande Campeonato Macho Angus da Expointer 2011

Em disputa bastante apertada decidida nos detalhes, o Grande Campeonato de Machos Angus fechou em grande estilo a participação da raça na pista da 34ª Expointer. Considerada pela organização como a maior participação em volume de animais inscritos da história, com 307 argolas, o julgamento dos machos aconteceu ao longo de todo o dia de ontem (31), na pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Ao todo 50 cabanhas participaram da disputa que incluiu expositores vindos das principais regiões criadoras do Rio Grande do Sul e estados de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina.

O título de Grande Campeão ficou com o Box: 957 do catálogo, ‘RINCON CRAQUE 1373 Del Sarandy’, touro sênior de 1092 dias, propriedade da Cabanha Rincon Del Sarandi, de Uruguaiana (RS). Martin Tellechea, um dos proprietários da cabanha e responsável por conduzir o animal em pista rumo à conquista do título inédito, se disse bastante emocionado em poder representar os pais Claudia Indarte e Silva e Flávio Antônio Tellechea neste momento tão especial para todos, após 15 anos de muitas tentativas para levar à premiação máxima da Expointer.

Martin com 22 anos de idade ao lado do irmão maior Ignácio Tellechea, aos 25 anos, que recente assumiu a presidência do Núcleo Três Fronteiras, de Uruguaiana (RS), vibraram muito no momento da entrega das escarapelas de Grande Campeão e Reservado Grande Campeão, que lhe foi entregue na condição de administração do projeto da Cabanha Paineiras, que pertence a sua avó, Lila Franco Tellechea, pela conquista do Box: 935 “PAINEIRAS LUCHY ZORZAL”.

Ambos os irmãos disseram acompanhar de perto a trajetória do Grande Campeão e Reservado, que muito cedo já demonstravam potencial para ser tonarem vencedores nas pistas da Angus.
O posto de 3º Melhor Macho Angus da Expointer 2011 ficou com o expositor Eloy Tuffi, proprietário da Fazenda MC, de Espírito Santo do Pinhal (SP), com o Box: 960 “GARUPA 7880 DATELINE”, touro sênior de 1776 dias.

Na avaliação do jurado norte americano Randy Daniel o fato que mais chamou a atenção no julgamento durante a participação na pista da Expointer foi o enorme entusiasmo e amor dos criadores brasileiros pelo trabalho de lida com os animais. Outro fato que o jurado destacou foi a rápida evolução do rebanho Angus na América do Sul que para ele vem evoluindo nos últimos tempos de maneira excepcional.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações (11) 2198-1852/Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291). Fotos: Robspierre Giuliani


Boi Gordo: Mercado parado com leve aumento de oferta


Mercado parado.

Com a oferta um pouco melhor nos últimos dias e o feriado da próxima semana, as programações estão mais confortáveis. Em São Paulo as escalas atendem de 4 a 5 dias, na maioria dos casos.

Com isto, boa parte dos frigoríficos ficou fora das compras esta manhã.

Os que se mantiveram comprando, pressionaram o mercado, mas sem volume de negócios.

Nas demais praças o cenário também foi de calmaria. Houve negóciações em valores maiores apenas no Triângulo Minero e no Sul do Tocantins.

Se a oferta se mantiver no patamar dos últimos dias na próxima semana, é possível que surja pressão de baixa nas cotações, principalmente nos estados com maior volume de animais confinados.

No mercado atacadista, as vendas melhoraram pouco, mas o suficiente para alterarem as cotações. O boi casado de animais castrados teve valorização e é negociado por R$6,26/kg.


Clique aqui e confira as cotações do boi.
Fonte: Scot Consultoria

Principais indicadores do mercado do boi - 02/09/11

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 02/08/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/11



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)

FONTE: BEEFPOINT

Lygia Pimentel: oferta restrita, mas só mercado interno não "estilinga" preço do boi

A semana foi marcada por lateralidade. As escalas insistiram em permanecer curtas, principalmente em praças mais ao norte do país, mas o boi em São Paulo ainda não decolou.

Pelo lado da oferta, a entressafra está aí, com disponibilidade de animais apertada e abates reduzidos. Alguns diferenciais de base já começaram a fechar.

Como tenho comentado, a demanda interna amortece bem o choque da maior disponibilidade de carne gerada pela redução das exportações, mas fica difícil "estilingar" para cima, como ocorreu no ano passado. Os gastos do brasileiro com carne estão esticados historicamente e o excedente do produto não ajuda. Isso deixa a o mercado lateralizado.

Nesta semana fiquei sabendo até mesmo de algumas paralisações no setor frigorífico, o que seria uma última medida lançada as indústrias para reduzir os prejuízos causados por altos custos (fixos e variáveis) para produzir uma mercadoria que não é precificada à altura. Nada bom para os pecuaristas que esperam ver preços nos mesmos patamares que em 2010 ainda neste próximo outubrão.

A medida adotada não aumenta a oferta de carne, mas mostra um ajuste produtivo "artificial" e necessário, já que o processamento está com margens negativas. Ruim pra todo mundo!

De toda forma, o começo do mês está aí e poderá ajudar a carne a melhorar, pelo menos no que diz respeito ao fator sazonal, e aí, quem sabe, o povo se anime a pagar mais pela arroba. Entretanto, a última semana do mês, período em que normalmente o varejo se reabastece à espera do início do mês, quando o consumo melhora, não mostrou ímpeto comprador e o boi casado ficou praticamente estável em uma época que deveria ter mostrado melhor movimentação.

Muito ruim para a arroba em plena entressafra. Será esta uma das entressafras "exceção", daquelas em que o preço registra patamares mais baixos se comparados ao primeiro semestre?

A próxima semana será importante para avaliarmos essa possibilidade.

fonte: Lygia Pimentel, da XP Investimentos.

Fortalecimento da carne bovina nacional

Fortalecimento da carne bovina nacional

Nesta quinta-feira durante a Expointer (01/09) aconteceu o VIII Worshop Carne Angus - A Estrutura da Cadeia para Agregação de Valor com realização da Associação Brasileira de Angus (ABA) e do Canal Rural. O Fórum sobre o Marketing da Carne Angus, contou com cinco painéis representando entidades de associativismo, indústria e governamentais.

Participaram do evento o coordenador de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Fernando Sampaio, o gerente nacional de Fomento do grupo Marfrig, Luciano Andrade, o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, a coordenadora da câmara setorial da carne, Ana Suñe, e o diretor do marketing da ABA, Luiz Felipe Moura.

Inicialmente Fernando Sampaio (ABIEC) apresentou as estratégias do Brasil para promover a carne brasileira através de campanhas para a divulgação nacional e internacional da carne bovina brasileira.

Fernando citou países que já têm uma marca de sua carne bovina ou que a população conhece sua produção, como nos EUA, Argentina, Uruguai, Canadá e Irlanda. O contrário acontece no Brasil, a divulgação da carne bovina está sendo trabalhada recentemente pela campanha "Pecuária do Brasil: O Brasil evolui com a pecuária. A pecuária evolui com o Brasil." A campanha tem o objetivo de informar e esclarecer a sociedade brasileira sobre a cadeia de produção da carne bovina.

A ABIEC também possui uma campanha internacional para promover a carne bovina. Novamente Fernando comentou que os demais países produtores formaram a imagem de sua carne bovina e que o Brasil está construindo a sua, mostrando o retrato da pecuária na economia brasileira e combatendo a imagem irreal divulgada pela mídia internacional de que a carne brasileira vem de áreas de desmatamento ilegal. As campanhas são divulgadas por agências especializadas, pela imprensa, promoção online e contando também com as diversas associações do setor pecuário de indústrias e produtores.

Fernando afirma que a oportunidade atual é histórica para o país. A demanda mundial por alimentos está em crescimento e é através do uso de tecnologia, do aumento da produtividade e da integração da cadeia da produção que o Brasil pode e está aproveitando esta oportunidade.

Em seguida, Luciano Andrade (Marfrig) aproveita o gancho deixado por Fernando sobre o aumento de produtividade para apresentar o Programa Fomento Angus Marfrig, com o objetivo de diminuir o risco de produção para o produtor e ao mesmo tempo construir uma marca de carne bovina. O programa envolve a produção, a indústria e empresa técnica, contando com auditoria de todo o processo.

O programa permite à indústria garantir seu abastecimento e ao produtor garantir a venda de sua produção: a indústria financia a produção e acompanha o processo através de assistência técnica garantindo animais para abate e o produtor garante a venda de seus animais em qualquer era/idade (bezerro, garrote, boi magro ou boi gordo), contando com remunerações variadas dependendo da qualidade da carcaça. Permitindo assim a construção de uma marca de carne bovina padronizada e com qualidade, agregando valor e garantindo ao consumidor um produto seguro.

Francisco Jardim iniciou contando o histórico do setor pecuário nacional, enfatizando que nos anos 70 o país era importador de carnes e graças ao trabalho governamental e privado hoje o país se tornou um grande exportador. Parabenizou a indústria nacional por assumir o papel de difusora de tecnologia e quebrar paradigmas, como as ações em busca da qualidade da carne demonstradas anteriormente.

Já Ana Suñe explicou o Programa de Valorização da Carne Gaúcha, envolvendo sanidade, produção e mercado. A rastreabilidade obrigatória de todo o rebanho do estado é maior objetivo para controlar a sanidade; para a produção o objetivo é aproveitar a sustentabilidade e responsabilidade ambiental do estado (pastagens nativas) e assistência técnica estadual; em relação ao mercado o programa visa construir uma matriz de informações para atuantes do setor com dados produtivos e industriais e também construir um selo de qualidade estadual para promoção e aumento de renda para os produtores.

Finalizando o painel, Luiz Felipe destacou o sucesso do Programa Carne Angus Certificada, fruto do estabelecimento de um protocolo de certificação auditado. Considerou também a capacidade dos produtores gaúchos e brasileiros que permitem aos consumidores finais comprarem uma carne embalada na gôndola do supermercado, padronizada e com qualidade.

A mensagem transmitida pelo fórum em geral foi a importância da união dos diversos setores (reunidos no evento) para discutir e encontrar caminhos para melhoria e desenvolvimento da cadeia de produção de carne bovina.

Fonte: Equipe BeefPoint

Exportações: combinação de volume em baixa e câmbio prejudica resultados

Vamos colocar novamente a lente de aumento sobre este mercado.

A semana foi marcada por lateralidade. As escalas insistem em permanecer curtas, principalmente em praças mais ao norte do país, mas o boi em São Paulo ainda não decolou.

Pelo lado da oferta, a entressafra está aí, com disponibilidade de animais apertada e abates reduzidos. Alguns diferenciais de base já começaram a fechar.

Como tenho escrito, a demanda interna amortece bem o choque da maior oferta de carne gerada pela redução das exportações, mas fica difícil “estilingar” para cima, como ocorreu no ano passado. Os gastos do brasileiro com carne estão esticados e o excedente do produto não ajuda. Isso deixa a o mercado lateralizado.

Nesta semana fiquei sabendo até mesmo de algumas paralisações no setor frigorífico, o que seria uma última medida lançada as indústrias para reduzir os prejuízos causados por altos custos (fixos e variáveis) para produzir uma mercadoria que não é precificada à altura.

Nada bom para os pecuaristas que esperam ver preços nos mesmos patamares que em 2010 ainda neste próximo outubrão.

A medida adotada não aumenta a oferta de carne, mas mostra um ajuste produtivo “artificial” e necessário, já que o processamento está com margens negativas. Ruim pra todo mundo!

De toda forma, o começo do mês está aí e poderá ajudar a carne a melhorar, pelo menos no que diz respeito ao fator sazonal, e aí, quem sabe, o povo se anime a pagar mais pela arroba.

A próxima semana será importante para avaliarmos essa possibilidade.

EXPORTAÇÕES

Vamos ao ponto central desta análise.

Como comentei na semana passada, as exportações não têm ajudado o mercado interno a manter os preços da carne em patamares mais elevados. O nosso consumidor certamente tem feito a lição de casa e aguenta muito bem o impacto da oferta de carne, mas nossos clientes internacionais perderam o apetite.

Mas afinal de contas, o que acontece com as exportações brasileiras? Estão indo bem pois faturamos mais em dólares ou temos sofrido com o cenário atual que faz o volume embarcado diminuir?

A resposta está no câmbio.

Resultado de um cenário macroeconômico ruim, e de um câmbio desfavorável, que deixa nossa carne mais cara aos clientes internacionais, o volume embarcado tem decrescido ao longo dos meses. Além disso, a produção de carne bovina brasileira está menor em 2011.

De acordo com estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção brasileira de carne bovina deverá cair 2,81% em 2011.

Se a queda for confirmada, o volume produzido de carne bovina pelo Brasil fechará o ano em 9,1 mil toneladas de equivalentes carcaça.

Devido a tais complicações, nos primeiros semestre deste ano o volume exportado foi de 67 mil toneladas, 20% menor do que no mesmo período de 2010, quando embarcamos 84 mil toneladas. Observe o gráfico 1.

Nele é possível observar que quando o preço da arroba brasileira se aproxima do valor da arroba dos Estados Unidos, por exemplo, perdemos competitividade e nosso volume total embarcado diminui, pois nos tornamos mais caros frente aos concorrentes.

Gráfico 1.
Evolução do valor das arrobas brasileira e americana em dólares e volume de carne bovina embarcado.

O preço médio da tonelada de carne exportada, no entanto, aumentou. O faturamento com esses embarques foi de US$ 335 milhões no primeiro semestre de 2011, aumento de 4% em relação aos US$ 321 milhões recebidos no mesmo período do ano passado.

Mas aqui sofremos com um grave problema: a depreciação do dólar frente ao real, o que faz com que mais dólares sejam necessários para comprar um mesmo volume de carne.

Transformando o faturamento em reais, temos um resultado de R$ 543 milhões no primeiro semestre de 2011 contra R$ 576 milhões no mesmo período de 2010. Observe a tabela 1:

Tabela 1.
Volume embarcado, faturamento em dólares, faturamento em R$ e câmbio nos primeiros semestres de 2010 e 2011.

Para ilustrar o perigo que essa situação representa para as indústrias exportadoras de carne, façamos uma simulação rápida e simples:

Faz de conta que o frigorífico XXX exportou 10 toneladas de carne no ano passado a determinado cliente por um preço médio de US$ 3.800,81/ton.

A operação equivalia a R$ 6.8125,70, na época, com o dólar em R$ 1,7923.

Essa foi a média do preço para o primeiro semestre de 2010. O faturamento total do pedido teria sido de R$ 68.125,66.

Suponha que o volume dos embarques tenha caído 20% e hoje ele esteja exportando 8 toneladas para este mesmo cliente por US$ 4.985,92, ou R$ 8.086,96 com um dólar em R$ 1,6219. Essa foi a média do primeiro semestre de 2011.

Multiplicando este valor pelas 8 toneladas que ele vende atualmente, visto que o volume caiu 20%, o resultado financeiro em reais será de R$ 64.695,67.

O cenário, portanto, prejudicou o resultado de quem comercializa a carne, mesmo ganhando mais pela tonelada em dólares. Em reais, na economia brasileira onde incidem os custos, o faturamento caiu.

No balanço, se o volume exportado não tivesse caído, o resultado seria melhor, mesmo com o dólar depreciado. E se o dólar tivesse caído, mas o volume tivesse se mantido, também teríamos compensado a depreciação do câmbio positivamente.

A combinação desses dois indicadores, entretanto, prejudica o resultado final. Obviamente a conta é mais complexa do que isso, mas dá pra ter uma ideia do estrago feito pelo volume e câmbio em queda concomitantemente. Observe o gráfico 2.

Gráfico 2.
Evolução do faturamento em dólares e em reais nos primeiros semestres de 2010 e 2011

Na figura fica bastante claro que enquanto o faturamento em dólares aumentou, a receita em reais caiu devido à diminuição dos embarques combinada a um câmbio desfavorável.

O problema, como diz um amigo, é que “não existe almoço grátis”, e com a necessidade dos clientes internacionais de desembolsar mais dólares para comprar a mesma quantidade de carne em 2011, o nosso produto torna-se menos competitivo e perdemos em volume exportado.

E o nosso faturamento em reais também acaba sendo prejudicado.

É necessário que a conta seja feita usando o câmbio porque, afinal de contas, o pecuarista não recebe em dólares pela arroba produzida. Nem o frigorífico paga com a moeda do Tio Sam.

A questão vai mais além, já que menor volume produzido e comercializado implica também em diluição menor de custos, ou seja, produção menor e custos fixos iguais, o que deixa o custo maior por tonelada de carne produzida.

É claro que o nosso mercado interno continua forte e absorvemos boa parte do excedente, mas a questão é que o nosso primeiro lugar no ranking de exportadores foi tomado pelos motivos descritos acima, e esse, na minha humilde opinião de observadora, não é o cenário ideal para o Brasil, que possui potencial de gigante produtor de carne bovina.

Certo. Mas o que podemos fazer para melhorar a competitividade e voltar a exportar em maior volume para compensar a queda do câmbio?

Por enquanto, nada. A culpa não é nossa, é do cenário macroeconômico complicado levando a uma oferta maior de dólares aqui dentro, no Brasil, e a um apetite menor por parte dos clientes internacionais.

O caso é que devemos ter em mente a real situação para trabalharmos lucidamente nas análises. Em nada adianta olhar para o faturamento em dólares e achar que estamos ganhando mais quando o câmbio tira boa parte da nossa receita, o que não ajuda o frigorífico a melhorar as margens para aumentar o pagamento pela arroba ao pecuarista.

Portanto, olho vivo!

FONTE: www.agroblog.com.br/ autor Lygia Pimentel

Mendes Ribeiro promete mudanças para pecuária

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho (PMDB), convocou uma entrevista coletiva para a manhã de hoje (01), na Expointer, em que deve anunciar mudanças nas políticas da pasta para a produção de carne no Brasil. Ontem, em Porto Alegre, ele declarou que está "encaminhando a reafirmação dos nossos mercados e a busca por outros".

O ministro disse, ainda, que as negociações com a Rússia são peculiares, mas estão bem encaminhadas. O país anunciou a suspensão da compra de carne de alguns frigoríficos brasileiros em junho. "Temos colocado no orçamento para o próximo ano R$ 50 milhões para os laboratórios, temos a disposição de credenciarmos outros. Todo o esforço está sendo feito e o setor tem consciência disso", afirmou.

Durante a coletiva de imprensa que antecedeu a apresentação no Clube do Comércio, ele se mostrou preocupado em não antecipar o anúncio programado para hoje. Mendes Ribeiro Filho afirmou que "um governo não se faz sozinho, é equipe. Tenho trabalhado junto com o ministro Pimentel (Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), com o ministro das Relações Exteriores (Antonio Patriota), com a de Desenvolvimento Social (Tereza Campello), com o da Fazenda (Guido Mantega), com o da Ciência e Tecnologia (Aloizio Mercadante) para que os objetivos da agricultura sejam buscados."

Mendes Ribeiro disse ainda que irá "mergulhar" na Conab na próxima terça-feira. A expectativa é que a estatal passe por um processo de "faxina" contra a corrupção semelhante ao aplicado pela presidente Dilma Rousseff no Dnit.

fonte: Jornal do comercio

Consumo chinês de carne bovina crescerá 50%


A evolução da renda dos chineses vai incentivar o consumo de proteínas, principalmente o de carne bovina. Zan Linsen, diretor do Centro Nacional do Desenvolvimento de Carne Bovina na China, diz que em 2015 o consumo médio de carne bovina deverá atingir 10 quilos per capita -o atual é de 6,7 quilos.
Se a previsão se confirmar, a China terá de abater mais 20 milhões de cabeças de gado por ano -quase metade do abate atual do Brasil.
As importações, que atingem 20% do consumo, deverão crescer ainda mais nos próximos anos.
Zan diz que a produção de carne bovina vem crescendo muito e ocupando novos espaços na dieta dos chineses.
Há duas décadas, o consumo de carne suína dominava a alimentação dos chineses, somando 95% do consumo de proteínas. Esse percentual caiu para 65% atualmente.
Assim como ocorre com a carne bovina, o consumo de frango, de carneiro e de carne suína também cresce rapidamente, exigindo fortes investimentos das empresas.
O Shiyang Group, que possui dois frigoríficos na região de Xian, está abrindo mais quatro para chegar ao mercado de varejo.
O maior consumo de proteínas na China exigirá uma alimentação de melhor qualidade para os animais, o que forçará o país a importar mais componentes para rações.
As importações ocorrerão principalmente porque o crescimento da produção de carnes ocorre via empresas, que já dominam 35% desse segmento.
A produção, antes de fundo de quintal, passa a ser feita em grande escala. E esse novo sistema exige o uso de ração de melhor qualidade, à base de soja, diz Zan.
Esse novo cenário, além de abrir as portas da exportação de carnes de qualidade do Brasil para a China, deverá elevar também as importações de soja pelos chineses, segundo ele.
A população rural da China é de 600 milhões de pessoas, que consomem 26 quilos de carne por ano, em média. Na cidade, onde o poder de compra é seis vezes maior do que no campo, o consumo é de 40 quilos.

Comercialização Na China, as vendas de grãos são feitas para um cerealista da vila, que revende o produto para armazéns do governo. Não é permitida a formação de cooperativas -apenas o associativismo técnico.

Solo Chove pouco na região agrícola de Xian, uma das áreas produtivas do país. A agricultura chinesa enfrenta, cada vez mais, a falta de água.

Fertilizantes Os chineses usam, em média, 800 quilos de adubo por hectare. O uso de ureia é intenso, mas o adubo fosfatado também começa a ser utilizado.

Tributação Os produtores chineses pagaram impostos por 2.000 anos. Há cinco anos, ficaram isentos do pagamento. Além disso, recebem um subsídio do governo.

Produtividade As de trigo (6.000 kg/ha) e de milho (8.000 kg/ha) seguem padrões mundiais, mas superam as do Brasil. A de soja (2.000 kg/ha) é baixa.

Plantio Em algumas áreas é feito com pequenos tratores. Já a mecanização na colheita é mais escassa.

Duas safras Os chineses plantam trigo em outubro e colhem em maio. Após a colheita do cereal, eles têm uma janela de apenas uma semana para semear o milho da safra de verão.

Uso de milho Os chineses destinam 65% do milho colhido para a produção de ração. Outros 30% são destinados a fins diversos, como a indústria. Apenas 5% ficam para o consumo humano.

Álcool Na febre da produção de energia renovável em 2005, os chineses seguiram os norte-americanos e entraram no programa de produção de álcool proveniente do milho. Não deu certo.

Terra A chance de os chineses aumentarem a área de cultivo agrícola é zero. Apesar do crescimento das cidades, procuram manter essa área próxima de 120 milhões de hectares.

fonte:Renata Fernandes
Mesa de Derivativos Agropecuários - BM&F
Fone: +55 11 3576 6878
www.indusvaltrade.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Peru habilita novas plantas no Brasil


Abrafrigo credencia mais dois frigoríficos para vender para o país vizinho
Mônica Costa


Os frigorificos Frigon, de Rondônia, e Silva, do Rio Grande do Sul, estão habilitados para exportar carne bovina para o Perú . Todo o processo de credenciamento foi realizado pelo Departamento Internacional-DPINT, da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). “O departamento internacional da Abrafrigo tem trabalhado para ampliar as alternativas para os frigoríficos de pequeno e médio porte no mercado exteno”, aponta Péricles Salazar, presidente da entidade.

A principal demanda do Perú são os miúdos. “O país consome muito coração bovino, mas já estão abastecidos este ano, porque importaram o produto antes do inverno. Vamos tentar novos negócios no final do ano” afirma Gabriel Moraes, diretor comercial do Frigorífico Silva, que já possui habilitaçao para exportar para a União Europeia . De acordo com o executivo, o frigorífico já tinha todos os requisitos para atender ao país vizinho, mas perdeu a oportunidade este ano por causa da demora no processo burocrático “ Depois que nos associamos à Abrafrigo, a habilitação saiu”, afirma.

O Frigon, localizado no município de Jaru em Rondônia, já exporta para a Venezuela na América do Sul. A possibilidade de atender mais um país da região foi comemorada pela empresa, que espera vender, além de miudos, outros cortes bovinos para o Perú.

No início do mês, a Frigon e outros três frigoríficos - Tatuibi, de São Paulo, Mafripar, do Pará e o Barra Mansa, de São Paulo - foram habilitados pela Abrafrigo para exportar para a Ucrânia . Agora estamos trabalhando para conseguir novas habilitações para a China”, diz Salazar.
FONTE: DBO

Boi Gordo: Pressão de baixa das últimas semanas praticamente não existe mais

Poucas alterações no mercado do boi gordo.

A pressão de baixa das últimas semanas praticamente não existe mais e negócios correndo acima da referência começam a aumentar.

O preço de referência em São Paulo se mantém em R$98,00/@, à vista, e R$100,00/@, a prazo, livres de imposto.

Algumas indústrias estão pulando dias de abate, mesmo em um período de melhora nas vendas de carne bovina.

Sinal de menor oferta.

À medida em que se torna mais difícil comprar em São Paulo, a tendência é que os compradores paulistas intensifiquem os negócios nos estados vizinhos.

Sendo assim, no Mato Grosso do Sul, compras de boiadas a R$95,00/@, à vista, livre de imposto, ocorrem com maior frequência.

Já em Goiás, o grande número de animais confinados mantém os preços estáveis, mesmo com as compras aumentando.

Algumas indústrias de São Paulo preenchem suas escalas somente com animais do estado vizinho.

Apesar da dificuldade na compra de animais na maioria das praças pecuárias do país, no Norte de Minas, as programações de abate evoluíram e as cotações caíram.

No mercado atacadista, a expectativa é de melhora nas vendas. Os preços estão estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi.
Fonte: Scot Consultoria

Nos EUA, produtores tentam vetar carne bovina do Brasil


Produtores e entidades de consumidores na área de saúde nos Estados Unidos preparam uma dura campanha para evitar que o governo americano permita enfim a entrada da carne bovina de 14 Estados brasileiros em seu mercado. Oficialmente, a alegação é de que a carne bovina brasileira gera o risco de introduzir febre aftosa nos EUA e aumenta a ameaça de surtos de 'E.coli' no território americano. No fundo, trata-se de temor da concorrência do maior exportador mundial de carne bovina.

"O Brasil tem o potencial de colocar extrema pressão de baixa na indústria pecuária americana, por sua capacidade de exportar enormes volumes de carne bovina para os EUA", afirmou Bill Bullard, principal executivo da associação de pecuaristas R-Calf, em entrevista à publicação especializada em comércio "Us Inside Trade".

Há mais de seis anos que os EUA analisam se liberam ou não a carne bovina brasileira. No acordo bilateral pelo qual o Brasil aceitou não retaliar produtos americanos em centenas de milhões de dólares por causa dos subsídios aos produtores de algodão daquele país, os EUA se comprometeram a colocar em consulta pública até 30 de janeiro deste ano a análise de risco de carne bovina de regiões do Brasil livres de aftosa com vacinação. O processo é necessário para liberar a entrada de produtos no país.

Recentemente, em reunião no Rio de Janeiro, os brasileiros voltaram a cobrar. O embaixador brasileiro junto a Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, reclamou que a duração do processo americana era "excessiva e escapa a qualquer noção de razoabilidade".

As autoridades americanas argumentaram que ainda precisavam fazer análise econômica sobre o impacto de importações de carne brasileira. Isso parece ter sido feito, e o resultado indicaria impacto mínimo.

Agora, a "Inside US Trade" publicou que, depois de examinada pelo Office of Management and Budget (OMB), a proposta do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) poderá ser liberada mês que vem para consulta pública.

O conteúdo exato da proposta não está claro. Normalmente, segundo a publicação, o USDA exige que um país seja livre de aftosa como pré-requisito para propor a autorização de importação. Mas haveria sinais de que o USDA pode adotar outra postura, pela qual os EUA abririam seu mercado para a importação dos 14 Estados brasileiros de carne bovina maturada de regiões livres de aftosa com vacinação.

Essa consulta pública demora 60 dias. É quando as diferentes posições, contra e a favor à carne bovina brasileira, vão se manifestar. Depois o USDA dá a decisão final sobre a liberação.

É nesse cenário que está sendo montada a campanha contra a carne bovina brasileira. Até agora, o Brasil só exporta carne enlatada para os EUA. Com o risco de concorrência, as associações de produtores R-Calf, National Farmers Union (NFU), National Cattlemen's Beef Association (NCBA) e entidades de proteção a consumidores já usam argumentos pesados para impedir que o USDA venha a tomar uma decisao a favor do Brasil.

Um dos argumentos, tirados de artigo de uma revista do setor, é de que 50% da carne bovina no Brasil não teria inspeção ou supervisão correta por parte das autoridades sanitárias. Tudo isso deixaria consumidores americanos sob risco de contrair doenças.

A campanha é idêntica à que os produtores americanos deflagraram contra a carne de ovelhas da Patagônia, na Argentina. Parlamentares americanos chegaram a aprovar medida específica no orçamento, proibindo que recursos fossem usados para pagar salários e despesas de funcionário para atividades que levariam à autorização da importação do produto.

A Argentina não reagiu. Mas quando os congressistas quiseram fazer a mesma coisa em relação à carne de frango da China, Pequim avisou que levaria o caso aos juízes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A carne suína de Santa Catarina também foi alvo de violenta campanha nos EUA até 2010, na consulta pública para liberação do produto. Dezenas de manifestações consideravam "loucura, insanidade, absurdo" que o produto fosse autorizado a entrar nos EUA. Um estudo da Universidade de Kansas foi desenterrado para mostrar que o impacto da eventual chegada da aftosa aos EUA poderia custar até US$ 50 bilhões de prejuízo aos produtores locais.

Isso não impediu que o USDA liberasse a entrada do produto em janeiro deste ano, até porque o impacto será mínimo. O setor no Brasil também se preparou para contestar na OMC qualquer medida semelhante à sofrida pela produção da Patagônia.

Até agora, os produtores de Santa Catarina não conseguem exportar por causa da falta de documentos suficientes sobre programas de segurança sanitária de sua produção. Somente na semana passada é que o Ministério da Agricultura enviou material ao governo americano, após meses de atraso.

Fontes em Brasília dizem que o governo está atento à campanha anti-carne brasileira. E espera que também o setor privado venha a agir rápido, para contrabalançar a "campanha difamatória" nos EUA.

A expectativa em Brasília é de que em reunião bilateral em outubro, nos EUA, os americanos deem alguma notícia positiva sobre a liberação da carne bovina.
Fonte: Valor Econômico

Mercado Aquecido do Angus no RS

Aconteceu hoje na EXPOINTER a Nacional de Animais Rústicos da raça Angus.
O julgamento foi realizado pelo juiz Norte-Americano Randy Daniels da Georgia - EUA que avaliou os trabalhos ao longo de toda manhã, com o auxilio nos trabalhos de tradução do criador Felipe Moura, proprietário da PONDEROSA ANGUS RANCH.
Após os julgamentos, os animais foram vendidos e os valores alcançados mostram o quanto a procura por animais Angus esta alta.

As médias foram:

- Fêmeas Angus P.C.: R$ 4.035,00
- Fêmeas Angus P.O.: R$ 6.955,00
- Machos Angus P.C.: R$ 5.964,00
- Machos Angus P.O.: R$ 7.689,00
- Terneiros Angus P.C.: R$ 5.296,00

Média geral do evento de animais Rusticos: R$ 6.755,00

Fonte: Trajano Silva Remates

BOI GORDO - Entrevista com Lygia Pimentel

Mercado do boi gordo segue com poucos negócios realizados diante da oferta curta de animais e mercado de carnes enfraquecido. Escalas de abate não evoluem na maior parte das regiões.




Mercado do boi gordo segue com poucos negócios realizados diante da oferta curta de animais e mercado de carnes enfraquecido.

De acordo com a especialista em mercado pecuário da XP Investimentos, Lygia Pimentel, com a baixa oferta de animais, muitos frigoríficos estão preferindo paralisar suas operações e estancar os custos variáveis e alguns custos fixos a continuar produzindo uma carne que tenha um valor menor do que o necessário para pagar as contas.

O mercado físico, de um modo geral, mostra escalas que tem dificuldade de evolução, com muitas falhas e pulos. Porém, em São Paulo há uma grande heteronegeidade, com programações de abate que variam de 1 a 8 dias úteis.

Na BM&F, o preços da arroba seguem laterais trabalhando em um range de R$ 104,40 à R$ 104,80/@. "É uma volatilidade baixa considerando-se o histórico das negociações com o boi gordo" comenta.
A movimentação do varejo para a reposição dos estoques para o início do mês já teve início, porém, ainda de forma sutil. "Não vem com a força que o mercado esperava para uma virada de mês. O resultado disso é que o boi casado subiu 5 centavos por quilo. Uma reação mais forte poderá ajudar os preços a subirem nos próximos dias, uma vez que as escalas estão bastante difíceis... vai depender também do apetite do consumidor de comprar mais carne bovina", comenta.
Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer

BOI GORDO NA REGIÃO DE PELOTAS - RS


O mercado do boi gordo na Região de Pelotas RS começou a semana ofertado com movimentação de baixa nos preços.

Conforme nosso levantamento, o preço referência está entre R$ 6,10 e R$ 6,20 a prazo, algo R$ 0,10 a menos em média do que a semana anterior.

As escalas atendem cerca de sete dias, podendo em alguns frigoríficos serem até um pouco mais alongadas.

A compra de gado vivo para exportação que começa esta semana, poderá ajudar a manutenção dos preços, muito em função da categoria que está sendo comprada (novilhos com peso entre 350 e 450 kg)

Em relação às compras por frigoríficos, a movimentação neste início de semana ainda está lenta, mas é esperado aumento devido à proximidade do início de mês.

FONTE: LUND NEGÓCIOS

COLÔMBIA - Ganaderos saludan con beneplácito orden de Minagricultura para exportar ganado en pie


El Ministro de Agricultura, Juan Camilo Restrepo Salazar, ordenó la exportación de 72 mil cabezas de ganado en pie, como medida para darle un respiro y solvencia económica a los ganaderos del país, especialmente de la Costa Atlántica, un tanto rezagados con las últimas determinaciones de Fedegán en cabeza del Presidente de ese organismo, José Félix Lafaurie Rivera, consideradas por el sector a todas luces excluyentes y desacertadas.

Estamentos gremiales saludaron con beneplácito la decisión, tras considerar que rompe el monopolio de Fedegán, de promover el sacrificio interno de reses para fortalecer sus frigoríficos y red de fríos a costa del interés general y gremial del sector ganadero que pugna por ganar divisas y mercados internacionales.
FONTE:RADIO GUATAPURI

Frigoríficos: Minerva diversifica produtos mirando pequenos varejistas

Com a implementação de nova estratégia, vendas para pequenos e médios varejistas aumentaram 73,8% no ano.

Para escapar da pressão dos altos preços de matéria-prima e das altas margens no varejo, o Minerva oferece aos pequenos e médios varejistas verduras congeladas, peixes e produtos de outros fornecedores.

A estratégia é fidelizar esses clientes e reduzir a dependência das grandes redes.

"Percebemos que os varejistas tinham essa necessidade e decidimos adotar essa estratégia", afirmou Fernando Galleti de Queiroz, diretor presidente do Minerva.

Para o varejista de menor porte, o frigorífico especializado em carne bovina oferece outras mercadorias que o mercado precisa, atuando como um distribuidor. O conceito de One Stop Shop, comum em redes de varejo, foi adaptado ao fornecimento. As vendas para pequenos e médios varejistas aumentaram 73,8% no ano, em relação ao mesmo período em 2010.

A mudança ajudou a empresa a alterar seu perfil de clientes. Há dois anos, a exportação era a principal atividade da empresa. A estratégia ajudou o Minerva a aproveitar o aquecimento do mercado interno. A empresa prevê fechar o ano com 50% das vendas no mercado interno.

Nos primeiros seis meses deste ano, a Minerva acumula lucro de R$ 11,2 milhões. Não é esse o cenário do setor. A JBS teve prejuízo de quase R$ 180 milhões de janeiro a junho, e a Marfrig acumulou perdas líquidas de R$ 67,5 milhões.

Além da pressão do varejo, o alto preço do boi gordo é outro fator que aperta as margens dos frigoríficos. A arroba do boi gordo, que havia chegado a R$ 96,00 no período de safra, está acima de R$ 100,00.

No entanto, no caso do boi, o preço varia muito dependendo do estado onde é produzido. Queiroz assumiu a função de diretor presidente em 2007, e aproveitou a experiência de seu cargo anterior, como trader de soja da Cargill, para adaptar o modelo de arbitragem de preços de grãos ao mercado de boi gordo. "Realizamos a compra de gado à vista, para obter um desconto maior", diz.

A estratégia é de manter um volume de caixa elevado, que permita fazer compras à vista, obtendo preços melhores. A empresa ainda faz pesquisas diárias nas diferentes praças para obter a melhor cotação - uma maneira de enfrentar os altos preços da entressafra.

"Nosso departamento de pesquisa nos dá todos os drivers de oferta e demanda diariamente para as decisões da empresa", diz Edison Ticle, diretor Financeiro da empresa.

A Minerva ainda tem o desafio de reduzir seu alto nível de alavancagem, hoje correspondente a quatro vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

O valor tem apresentado redução - há um ano era de 4,25 vezes. A maior parte das dívidas vence em 2019, um período acima da média do setor.

Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)
FONTE: BRASIL ECONOMICO

Dilma Rousseff visitará Expointer 2011 nesta sexta




Agenda da presidente ainda não foi divulgada, mas horário do desfile dos campeões foi alterado para garantir sua participação na cerimônia de inauguração da feira
Está confirmado: a presidente Dilma Rousseff irá a Esteio, no Rio Grande do Sul, na sexta, dia 2, para visitar a Expointer 2011. O Palácio do Planalto ainda não divulgou qual será a agenda cumprida no Estado, mas a presença da presidente já mudou a programação da feira. É o caso do horário do desfile dos campeões, alterado justamente para que Dilma possa participar da cerimônia de inauguração da Expointer.

No ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou da inauguração da Expointer, mas circulou por pavilhões como o de agricultura familiar, ovinos e máquinas agrícolas. Ele classificou a feira como uma coisa “extraordinária”.

FONTE: ZERO HORA

Marfrig irá elevar abate de bovinos para absorver aumento da oferta de gado no mercado


Garantia foi dada pelo diretor operacional da empresa, James Cruden, nessa segunda, dia 29, na Expointer
A partir da próxima semana, o frigorífico Marfrig vai aumentar o abate de bovinos de 1,5 mil para mais de 2 mil cabeças diárias, com o objetivo de absorver o aumento da oferta de gado no mercado, registrado nos últimos dias.

A garantia foi dada nessa segunda, dia 29, na Expointer, pelo diretor operacional da empresa, James Cruden.

Para ampliar a oferta, entre outros ajustes da rede, a planta do Marfrig de Mato Leitão (RS), que estava destinada apenas para distribuição e desossa, voltará a abater bovinos. Para Cruden, apesar do aumento da oferta, não haverá mudança de preços pagos ao produtor.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, disse que a sobreoferta foi gerada pela necessidade de retirar o gado das pastagens e liberar os campos para o plantio de milho, que deve ter sua área ampliada nesta safra devido aos bons preços pagos pelo produto.

FONTE: ZERO HORA

Principais indicadores do mercado do boi - 30/08/11

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 30/08/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/11



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)

FONTE: BEEFPOINT

Mendes Ribeiro indica José Carlos Vaz como seu secretário executivo na Agricultura


O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, indicou ontem (29) como seu secretário executivo o atual secretário de Política Agrícola da pasta José Carlos Vaz. A informação, confirmada pela assessoria de imprensa, só aguarda o aval da presidenta Dilma Rousseff para ser publicada no Diário Oficial da União.

Vaz foi funcionário do Banco do Brasil por 29 anos e ocupou o cargo de diretor de Agronegócios da instituição entre o início de 2007 e o fim de maio do mesmo ano, quando tomou posse como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Paranaense de Londrina, Vaz tem 46 anos de idade, foi membro do Conselho Técnico do Centro de Inteligência do Café (CIC), da Câmara Setorial do Arroz e do Cacau e do Conselho Nacional de Política Agrícola. Ele substituirá José Gerardo Fontelles, que chegou a assumir o comando do Mapa interinamente após a saída de Wagner Rossi, que pediu demissão, e a posse de Mendes Ribeiro Filho.


Fonte: Agência Brasil


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESTAMOS COMPRANDO NOVILHOS PARA EXPORTAÇÃO

ESTAMOS COMEÇANDO AS COMPRAS PARA EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ

CONDIÇÕES:

*PAGAMENTO À VISTA
*SÓ EMBARCA DEPOIS DE PESADO E PAGO
*SOMENTE EUROPEUS OU CRUZAS
*MOCHOS OU AMOCHADOS
*PESO MÍNIMO 350 KG
*MÁXIMO 4 DENTES

MAIORES INFORMAÇÕES COM LUND

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO



REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 29.08.2011

BOI: R$ 6,10 a R$ 6,20
VACA: R$ 5,80 a R$ 6,00

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 29.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,80

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 29.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,20
NOVILHAS R$ 2,90 A R$ 3,10
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,45 A R$ 2,55

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br