segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Confinamento em 2012 aumentará desfrute na pecuária de corte


Confinamento em 2012 aumentará desfrute na pecuária de corte
Boi que leva mais de 3 anos para engordar a pasto não dá dinheiro. Este pensamento é comum entre os pecuaristas, principalmente com os custos elevados e o preço da arroba do boi gordo em queda desde dezembro do ano passado. Quanto maior o ciclo até o abate, mais demorado é o giro de capital dentro da porteira. Desta forma, o confinamento pode ser  uma boa ferramenta para encurtar o tempo até abate e aumentar a taxa de desfrute da pecuária de corte. Para a Secretária de Produção do Estado de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, a pecuária vai ter que se especializar para tornar viável a cadeia da carne como um todo. “Terminar o gado vai ser uma dessas especializações. Vai depender do pecuarista”, reforça a Secretária de Estado.
O confinamento de gado também pode ser uma saída viável para melhorar a rentabilidade de propriedades com pouca oferta de pastagem. O pecuarista faz a cria e recria a pasto e na engorda, como a oferta de capim precisa ser aumentada, ele pode optar por terminar o boi em confinamento, ganhando na recria sem degradar a pastagem. Até mesmo para quem tem pastagem reformada ou de boa qualidade, o confinamento de bovinos de corte pode auxiliar na engorda. Antes da conversão alimentar piorar, o boi vai para o confinamento e ganha mais rapidamente o acabamento de carcaça exigido pelos frigoríficos.
Estas são as principais razões para o crescimento do número de animais confinados no Brasil. Em 2012 o país deverá aumentar de 3 para 4 milhões de cabeças o número de bovinos terminados em confinamento. Crescimento de 10 vezes se comparado a dez anos atrás, quando o Brasil confinava 400 mil cabeças.
Pecuária de corte em MS
confinamento bovinos
Leia a prévia da programação Confinar 2012.
Segundo a própria secretária, o pecuarista do MS de um modo geral não tinha grandes dificuldades em terminar seu boi, pois as grandes extensões de áreas de pastagens e até o clima, que mesmo no inverno oferecia condições de pasto melhores que em estados vizinhos, eram fatores favoráveis à atividade. “Nosso inverno é seco, mas há chuvas que melhoram as condições do pasto. Acontece que a degradação das pastagens mudou esse cenário. Ou o criador aumenta número de matrizes e encurta a recria ou paga diária pra terminar o boi (boitel)”, sugere Tereza Cristina.
A Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) projeta crescimento de 15% no confinamento de gadopara o Mato Grosso do Sul. “O pecuarista deve ter atenção e usar o confinamento como uma ferramenta. Ela faz parte do negócio como um todo e o produtor rural deve aprender a utilizá-la. Ele pode empatar os custos ao confinar o boi e ganhar em outras atividades, como a cria ou a recria”, afirma Tereza Cristina. Ela completa dizendo que na criação de bovinos de corte deve-se aprender cada vez mais a usar outras formas de negociação, como por exemplo o mercado de opções, utilizado com mais freqüência pelos agricultores.
Confinar 2012
confinamento bovinosJuntamente à Assocon, a Seprotur apoia o evento Confinar 2012, cujo foco é atentar os pecuaristas para o aumento da demanda por produção de carne em um sistema intensivo de produção. O evento acontece dias 8 e 9 de junho em Campo Grande-MS e a programação prévia do evento pode ser vista pelo site oficial – www.confinar.net. O valor do investimento é de R$ 200,00 para estudantes e R$ 400,00 para produtores e profissionais, preços válidos até 31 de março. Após este período, o valor será de R$ 225,00 para estudantes e R$ 450,00 para profissionais e pecuaristas. Em breve, as inscrições também estarão disponíveis pelo site informado acima.
Confinar 2012, realizado pela Beef Tec e Rural Centro, tem apoio da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores, Novilho Precoce MSSeproturFundtur MSFamasul(Federação de Agricultura e Pecuária de MS) e Sociedade Rural Brasileira. Outras dúvidas relacionadas ao evento podem ser enviadas pelo e-mail ruralcentro@ruralcentro.com.br.
Mais informações e sugestões de entrevistados             (67)3326 4004       ou             (67)9616 2976       - e-mail: jornalismo@ruralcentro.com.br- José Luiz Alves Neto

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