sexta-feira, 1 de junho de 2012

Austrália: carne bovina exportada para EUA pode estar contaminada por E. coli


A Austrália subestimou a possibilidade de que a carne bovina do país tenha sido a origem da E. coli encontrada em um lote de carne moída dos Estados Unidos, no Estado da Carolina do Sul, dizendo que o produto tinha apresentado resultado negativo em teste feito antes de ter sido exportado da Austrália e liberado para entrar nos Estados Unidos, onde foi misturado com carne bovina de outras origens.
O Departamento de Agricultura da Austrália disse que os Estados Unidos notificaram que a carne bovina tinha apresentado resultado positivo no teste para E. coli e que a carne bovina australiana estava envolvida na contaminação, sendo que a origem da carne não tinha sido confirmada.
Porém, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse que rastreou a carne bovina australiana em questão e confirmou que o produto tinha apresentado resultado negativo para E. coli antes de ser exportado da Austrália e tinha sido liberado pelas autoridades dos Estados Unidos antes de ser importado. As autoridades dos Estados Unidos ainda estão trabalhando para confirmar a origem da contaminação.
O ministro australiano de Agricultura, Joe Ludwig, disse que a forte reputação da Austrália como um exportador de carne de alta qualidade, confiável, era apoiada por um sistema de nível internacional de biossegurança. “Temos fortes sistemas em prática para detectar e identificar brechas que podem ocorrer – essas são levadas a sério e são rastreadas até o ponto e origem, com ações corretivas sendo tomadas”, disse Ludwig.
O Sistema Australiano de Inspeção de Carnes para Exportação é aprovado pelo Serviço de Inspeção de Segurança de Alimentos dos Estados Unidos, bem como são aprovadas as regulamentações no programa de testes para E. coli da Austrália, disse ele.
As exportações de carne bovina da Austrália aos Estados Unidos, seu segundo maior mercado externo, totalizaram A$ 744 milhões (US$ 727,01 milhões) em 2011, parte de um comércio anual de carne bovina no valor de A$ 4,5 bilhões (US$ 4,39 bilhões).
O Departamento Australiano de Agricultura reportou separadamente que o USDA rejeitou pelo menos 13 carregamentos de carne da Austrália desde 2009, incluindo sete desde 1o de outubro de 2011. Três das rejeições desde outubro resultaram da detecção de E. coli na carne bovina que seria destinada ao processamento.
O Meat and Livestock Australia (MLA) disse em janeiro que testes mais rígidos de E. coli seriam um dos “principais obstáculos para as exportações australianas aos Estados Unidos em 2012” e que a expectativa é de um aumento nas detecções de carne contaminada após a Austrália atualizar seu sistema de inspeção em outubro.
Em 31/05/12 - 1,02316 Dólar Australiano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
A reportagem é do Dow Jones Newswires, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint

Abrafrigo trabalha para a retirada dos atuais embargos e evitar novos.



Para tratar das exportações de carne bovina para a Rússia e do embargo que perdura há um ano, com restrições para a comercialização com aquele mercado da carne originária do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) manteve encontro com Secretário Executivo do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Dr. José Carlos Vaz, no último dia 29 de maio, em Brasília.

Na reunião estavam presentes também representantes do SICADERGS/Rs, SIPs/Rs, FARSUL, CNA, ABIEC e ABIPECS, além de vários técnicos do Mapa.  “Nós estamos próximos da visita de uma nova missão russa e não desejamos de maneira alguma que eles promovam novos embargos à carne brasileira.

 O setor privado está unido ao setor público para a retirada do embargo, e a reunião com o Dr. Vaz nos deixou satisfeitos com as medidas que o Mapa vem tomando para avançar nas negociações entre as autoridades sanitárias brasileiras e russas, comentou o Presidente da ABRAFRIGO, Sr. Péricles Salazar.

Assessoria/FB

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Boi gordo tem queda no mundo nos últimos trinta dias





Confira o preço do boi gordo nos principias países produtores nos últimos 30 dias: só não houve queda no mercado interno argentino e nos EUA.
- No Brasil, as quedas foram de 6,8% em SP, 4,6% no MS e 7,5% no RS. O valor do quilo da carcaça do boi gordo no dia 29/mai variava de US$2,94 a US$ 3,14 entre essas três regiões.
- Na Argentina (exportação), Uruguai e Paraguai o valor boi gordo também caiu entre 3,4%, 7,4% e 4,2% respectivamente. O valor estava estavam em US$ 3,92, US$ 3,4 e US$ 2,73 no dia 29/mai.
- O maior valor encontrado é na Europa, a US$ 4,99 mesmo com queda de 4,4%.
- A maior queda ocorreu na Nova Zelândia, 9,0%, chegando a US$ 2,83.
Fonte: ICAP Corretora, adaptada pela Equipe BeefPoint.

La preñez alcanzará buen porcentaje pero habrá mucha parición tardía

Se están registrando porcentajes de preñez muy irregulares en las distintas regiones ganaderas del país. Hay casos que superan ampliamente 90% y otros que no llegan a 60%, pero en general hay expectativas en alcanzar una buena producción de terneros.

Hay una fuerte incidencia del factor climático. Particularmente en la zona Este del país, se sintió la falta de lluvias de diciembre y enero. Los veterinarios Norberto Paiva y Pablo Marinho, quienes trabajan en un importante número de establecimientos de la región, coincidieron en indicar que en aquellos establecimientos que se retiraron los toros a fin de febrero, el comportamiento reproductivo fue muy bajo. “Fueron frecuentes porcentajes de preñez de 50%”, indicó Paiva. En cambio, quienes mantuvieron los toros 
durante 20 días más, ya avanzado el mes de marzo, mejora del tiempo mediante consiguieron mucho mejores resultados, con preñeces de 80%.

En las zonas de campos duros de Treinta y Tres, los datos reflejan preñeces de 60 a 70 por ciento, indicó el profesional. A título de ejemplo de la influencia del factor climático, Paiva relató que a fines de enero en dos predios grandes —uno de campo forestado y otro de campo natural— se constató sólo 10% de preñez.

En el caso de Cerro Largo, Marinho estimó que en general se logrará un buen índice de preñez. Para los rodeos de vaquillonas de punta hubo un muy buen comportamiento. Pero a nivel general sucedió lo mismo que en el caso relatado anteriormente. Los que sacaron los toros en febrero tuvieron una pobre performance y cambió mucho la realidad para los que los mantuvieron más tiempo.

Se volvió a constatar nuevamente el efecto beneficioso del destete precoz, mencionó el Dr. Marinho.

Desde Rivera, el Dr. Marcelo Mendonça informó de una situación muy irregular. Una estimación primaria permite arriesgar un porcentaje del orden de 70%. Hay casos de hasta 90%, como constató en un establecimiento ubicado en Amarillo, donde se realizó un manejo apropiado con suplementación y suministro de fósforo y sales minerales. Pero también se encuentran predios con preñeces de 60%.

Información más auspiciosa dispone hasta ahora el Dr. Guillermo De Nava, quien sobre un total de 11.417 vientres registró un promedio de preñez de 85%. Como siempre pregona este profesional, en los campos donde se aplica buen manejo se pueden constatar preñeces de hasta 98,5%. En la otra punta, se encuentran casos de 60,6%.


FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MERCADO DE REPOSIÇÃO NO URUGUAI

COTAÇÕES DE GADO NO URUGUAI


Indicadores ganaderos
Referencia
Semana anterior
Año anterior
Variación anual
Reposición




Terneros hasta 140 kg
2,55
2,55
2,66
-4%
Terneros generales hasta 200 kg
2,35
2,45
2,55
-8%
Terneros Holando
1,30
1,40
1,50
-13%
Terneras hasta 200 kg
2,05
2,05
2,05
0%
Novillos 1-2 años - 201 a 260 kg
1,95
2,00
2,12
-8%
Novillos 2-3 años 261 a 360 kg
1,80
1,90
1,93
-7%
Novillos más 3 años - más de 360 kg
1,70
1,80
1,95
-13%
Vaquillonas 1-2 años 201 a 260 kg
1,85
1,85
1,95
-5%
Vaquillonas más 2 años más de 260 kg
1,75
1,80
1,85
-5%
Vientres preñados
670
700
750
-11%
Vientres entorados
550
600
600
-8%
Vacas de invernada
1,40
1,50
1,65
-15%
Piezas de cría
400
400
380
5%
Referencias ganado gordo
Novillo especial (US$/k 2ª bal.)
3,40
3,45
4,00
-15%
Vaca pesada (US$/k 2ª bal.)
3,20
3,30
3,70
-14%
Ovinos

Ovejas para faena
70
70
90
-22%
Borregos/as dl gordas
70
70
95
-26%
Capones
75
75
100
-25%
Corderos/as
50
50
85
-41%
Referencias ovinos gordos

Cordero pesado (US$/k 2ª)
3,80
3,80
5,58
-32%
Capón (US$/k 2ª bal.)
3,00
3,00
5,45
-45%
Oveja (US$/k 2ª bal.)
2,80
2,80
5,34
-48%
Fuente: Tardáguila Agromercados
Negocios Ganaderos. Precios en US$/kg o US$/cabeza

Debate sobre monopólio dos frigoríficos: JBS defende-se de acusações



Debate sobre monopólio dos frigoríficos: JBS defende-se de acusações
Na noite desta quarta-feira o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, o presidente da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), José João Bernardes, e o presidente do Grupo JBS, Wesley Batista, participaram de um debate sobre a concentração de abates de frigoríficos bovinos no Brasil. O encontro foi organizado pelo Canal do Boi, um dos canais integrantes do SBA – o Sistema Brasileiro do Agronegócio.
O presidente da Acrissul lançou no último dia 14 o Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos, preocupado, principalmente, com a soberania do JBS no mercado. No MS, a indústria é responsável por 37% dos abates, enquanto no MT, são 50% dos bovinos de corte abatidos.
Marfrig, que também foi convidado para o debate, recusou o convite argumentando que sua participação no mercado não é suficientemente grande para caracterizar-se como monopólio. Em nota, a indústria apresentou os seguintes dados sobre seus abates de bovinos de corte no Brasil:
 Participação no Brasil Participação do Marfrig
MT21,4%%10,8%
MS16,4% 11,5%
SP11,4% 8,7%
GO10,8% 16,6%
RO9,6% 12,5%
RS3% 44,4%

Navegue nesta página e veja as respostas do JBS para:
Sociedade com o BNDESFormação de preço da arrobaFechamento de plantasExportação de gado em pé
Crescimento do JBSRegulamentação de preçosMercado nos EUARendimento de carcaça

BNDES
No início do debate, que foi acompanhado em tempo real pelo Twitter da Rural Centro, o presidente do JBS, Wesley Batista, que também é pecuarista, assumiu sua paixão pela cadeia da carne. Logo ele foi questionado sobre os investimentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em sua indústria. Sobre o assunto, respondeu que sua empresa apenas vendeu uma parte para um investidor que acreditava no segmento.
Para solucionar o problema de forma simples e eficaz, Júlio Brissac, analista de pecuária de corte da Rural Business, pediu: “precisamos deixar o discurso de lado, é preciso legislar”.

Formação do preço da arroba
Sobre o preço da arroba, o presidente do JBS foi questionado se realmente algum diretor do JBS tenha dito que o valor tenha que voltar à casa dos R$ 70. Não só neste momento, mas durante toda a noite, Batista deixou claro que “o mercado é soberano, feito de oferta de demanda. Se os produtores acham que somos responsáveis por alta ou baixa no preço da arroba, vamos continuar debatendo por cem anos”. Chico Maia retrucou dizendo que o mercado não está tendo condições de ser soberano e regular preço, visto que sobraram somente Marfrig e JBS de indústrias grandes.

Plantas fechadas
Batista negou que tenha comprado plantas em operação para fechá-las e desafiou alguém que achasse algum exemplo. “Não há caso de aquisição e fechamento de plantas frigoríficas”, rebateu. Sobre a ociosidade com que trabalha, que segundo Chico Maia, da Acrissul, é de 25% no MS, Wesley pediu que se tomasse cuidado com o termo. “Hoje estamos operando com capacidade que estamos instalados”, disse. “O fechamento de outras plantas pode ser explicado pela expansão da atividade agrícola, que hoje tem muita competitividade”, contextualizou o presidente do JBS.

Exportação de gade em pé
O presidente do Sindicato Rural de Uberaba, Rivaldo Machado Borges, questionou Batista sobre a possível taxa para exportação de boi em pé. Batista disse que seria uma medida negativa para a pecuária. O presidente do JBS pediu que Governo Federal do Brasil impedisse que o Governo Venezuelano taxasse a exportação de boi em pé. Além disso, disse que era um grande erro a taxação sobre vendas externas de couro.

Crescimento do JBS
Ao iniciar seu discurso na noite de ontem (30), Chico Maia, da Acrissul reafirmou que não era contra o crescimento da indústria, mas que o produtor rural deveria participar mais da geração de riqueza do agronegócio. “Nós torcemos pela riqueza do seu grupo, mas há que se ter consciência pela nossa dificuldade”, explicou Maia. No entanto, o presidente da Acrissul não eximiu os pecuaristas de culpa pelas problemas do setor. Antes de encerrar seu discurso de abertura do debate, Maia complementou: “nós sabemos também que é falta de organização dos produtores”.
Wesley Batista, do JBS, afirmou que a indústria frigorífica não nada de braçada, como pensa grande parte dos produtores. “Se o frigorífico tá ganhando tanto dinheiro, por que tem cooperativa de abates em Ariquemes-RO fechada?", indagou.

Regulamentação do preço da carne
“Tem que existir agência de regulamentação de preço para a proteína animal”, pediu Chico Maia. Ele fez coro com o pedido da secretária Tereza Cristina, durante o lançamento do movimento no dia 14 de maio. Eduardo Riedel, presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul), perguntou como o JBS poderia atuar na regulamentação de preços mínimos para a carne e Batista e respondeu que a medida seria saudável para a relação indústria-produtor, colocando-se à disposição para investir em ações que aumentassem a demanda interna e externa. “O Brasil vai produzir mais carne nos próximos anos e nós temos que trabalhar para aumentar ainda mais essa demanda”, disponibilizou-se Batista.
O presidente da Acrimat, José João Bernardes, lembrou que a seca prejudicou a estação de monta no ano passado e menos bezerros nasceram. “Mas as vacas que foram para o abate se transformaram em carne”, lembrou Batista.

Mercado nos EUA
Batista afirmou que a diminuição do rebanho americano e a alta do preço do milho preocupam o setor industrial do país, mas lembrou que pode ser uma oportunidade para o Brasil, cujo rebanho está em crescimento.
Chico Maia, da Acrissul, disse que a diferença da pecuária de corte do Brasil e dos EUA é que “lá o governo subsidia a produção. No Brasil, a indústria. O mundo é de grandes corporações", lamentou.

Rendimento de carcaça
“Por que o boi daqui com 530, 550 kg, dá 51% de rendimento e no Paraguai dá 54%? Tem que ter segurança de rendimento de carcaça”, pediu Chico Maia. O professor Ph.D da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pedro de Felício, disse pelo Twitter que em Rosário-ARG o novilho tem rendimento médio de 58% e não é permitido tirar o sebo antes da balança. “No Brasil também tem a retirada da sangria”, completou Felício.
Quando questionado sobre o principal entrave entre pecuaristas e frigoríficos, que é o rendimento, Wesley Batista, do JBS, afirmou que o pagamento pelo quilo vivo não seria a saída mais viável. “Estamos aberto para as balanças dos produtores, que muitas associações de pecuaristas usam”, convidou Batista.
Também pelo Twitter, o presidente da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Novilho Precoce, Alexandre Raffi, pediu que se criassem critérios nacionais de limpeza de carcaça.

Cobertura em tempo real
Para quem quiser ler na íntegra a cobertura do debate em tempo real, acompanhe pelo Twitter da Rural Centro e pela hashtag #debatefrigo, criada pelo perfil do @Beefpoint para seguir as discussões na noite de ontem.
Aproveitamos para agradecer as 50 interações desde a noite de ontem até hoje pela manhã, todas repercutindo o assunto, entre menções, retwittes e respostas.
FONTE: RURAL CENTRO

Preços do boi gordo e da carne sobem no final de maio


Jessé Giotti
Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS
Carne bovina tem alta de preços na última semana de maio

Possibilidade de aumento sazonal das vendas no início de junho também ajudou a indústria a obter alguns reajustes



As cotações da arroba do boi gordo registraram aumento nos últimos sete dias, influenciadas pelo maior interesse de compradores e pela redução da oferta de animais de pasto. No mercado atacadista da Grande São Paulo, os valores da carne bovina também subiram.
Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea), o recuo de frigoríficos na compra de boi ao longo de maio levou à diminuição da oferta de carne no segmento atacadista.
Entre 23 e 30 de maio, o Indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa teve aumento de 0,44%, passando para R$ 93,01 nessa quarta, dia 30 – valor à vista com desconto de juros pela taxa CDI.
Paralelamente, a possibilidade de aumento sazonal das vendas no início de junho também ajudou a indústria a obter alguns reajustes dos preços da carne nos últimos dias. Entre 23 e 30 de maio, a carcaça casada de boi reagiu 1,9%, indo para R$ 5,91 o quilo no atacado da Grande São Paulo.
FONTE: RURAL BR

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Roberto Rodrigues é nomeado embaixador da ONU para o cooperativismo


Agência Estado
O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, uma das principais lideranças cooperativistas do País, foi nomeado ontem embaixador especial da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o cooperativismo mundial.
A FAO também nomeou como embaixadora especial a presidente da Plataforma Sub-Regional de Organizações Campesinas da Africa Central (Propac) e do Fórum Panafricano de Agricultores (Paffo), Elizabeth Atangana.
Em pronunciamento após a nomeação, o Roberto Rodrigues afirmou que aceita o desafio de trabalhar para alcançar o Prêmio Nobel da Paz para o movimento de cooperativas internacional. Na opinião do ex-ministro, as cooperativas são os melhores aliados dos governos democráticos para alcançar a paz e o maior movimento social do mundo, com quatro bilhões de pessoas envolvidas direta ou indiretamente. ”Não há um movimento maior para a paz e a democracia”, disse ele.
Roberto Rodrigues tem uma longa lista de serviços prestados ao cooperativismo no Brasil e no exterior. Ele começou com atuação regional em Guariba (SP) e Campinas (SP), foi presidente da Organização das Cooperativas de São Paulo (Ocesp) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); e depois da Organização Internacional de Cooperativas Agrícolas.
Ele presidiu também a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que congrega 800 milhões de pessoas em todo o mundo, através de 250 organizações nacionais de cooperativas, representando uma centena de países.

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COTAÇÕES


 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 30/05/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 29/05/2012 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,60R$ 6,55
KG VivoR$ 3,30R$ 3,28
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,25R$ 6,23
KG VivoR$ 2,97R$ 2,96
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 30.05.2012

BOI: R$ 6,50 a R$ 6,70
VACA: R$ 6,20 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA





PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO








EM 30.05.2012
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,85 A R$ 3,00



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO



EM 30.05.2012  REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,70 A R$ 4,00
TERNEIRAS R$ 3,30 A R$ 3,40
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 3,10 A R$ 3,20
VACA DE INVERNAR R$ 2,65 A R$ 2,75

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
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REBANHO GERAL.

    Foto ilustrativa
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Concentração danosa


Roberto Simões

Para Péricles Salazar um dos pontos fracos da cadeia produtiva de carne bovina é a deficiência na interlocução entre pecuaristas e indústrias



Recentemente, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) promoveu o workshop da cadeia produtiva da carne bovina, o primeiro de uma série de eventos que o Sistema Faemg realizará este ano, dentro do Fórum da Agropecuária Mineira – Realidade e Rumos. Um dos convidados foi o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. Para ele, um dos pontos fracos dessa cadeia é a deficiência na interlocução entre pecuaristas e indústrias, com reflexos negativos para o consumidor. “Precisamos remar na mesma direção e para isso urge um entendimento entre todos os elos”, sentenciou. Ele tem razão. Temos o costume de cobrar do governo a solução dos nossos problemas, mas às vezes a resposta depende de nós. Muitos deles não podem ser resolvidos por decreto, porém certas decisões governamentais certamente agravam as nossas dificuldades. 

Um exemplo disso é a concentração do setor de frigoríficos, com o apoio seletivo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a determinados grupos. Esse fenômeno se intensificou nos últimos anos, principalmente no Centro-Oeste. Em Mato Grosso, um só grupo recebeu aportes de R$ 10 bilhões do BNDES, passando a deter 48% de participação no mercado, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em 2009, a mesma empresa detinha 14%. Em Mato Grosso do Sul, apenas três grupos respondem por 70% dos abates. 

Com a crise financeira mundial iniciada em setembro de 2008, o problema se agravou, desaguando na quebra de frigoríficos que não tiveram acesso aos créditos oficiais nas mesmas proporções de outros. Em Minas Gerais não é diferente. Temos plantas fechadas, e regiões altamente especializadas na produção de gado de corte, como o Norte de Minas, convivendo com a ausência de frigoríficos habilitados para exportar, e com intermediários se aproveitando da situação. Assim, qual estímulo têm os nossos pecuaristas para se enquadrar nas rígidas normas de rastreabilidade para exportação para a União Europeia (UE), por exemplo, se não recebem diferencial algum no preço do gado que vendem? 

Já há retrocesso no número de fazendas mineiras integrantes do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), que fornece protocolo específico para exportação para países da UE. Recentemente, iniciou-se um movimento de pecuaristas do Centro-Oeste contra a excessiva concentração do setor. Sem concorrência, obviamente, os preços caem. Já estamos organizados em genética, manejo e gestão, mas falta fazer o mesmo no setor da comercialização, para que pequenos e médios produtores não sejam inviabilizados. 

O fortalecimento da cadeia da carne bovina é uma tarefa de todos os setores envolvidos. Quanto à qualidade do produto, o Brasil melhorou muito nos últimos anos, graças ao manejo do gado, cuidados com a sanidade e a genética dos rebanhos, conquistando com isso mercados mais exigentes, interna e externamente. O setor precisa se organizar mais para garantir maior valorização do produto, como ocorre em alguns países vizinhos. Certo é que a concentração de frigoríficos nas mãos de poucos grupos é um processo predatório empreendido por empresas que sufocam as pequenas e médias indústrias, cartelizam o mercado e inviabilizam a atividade de pequenos produtores, que ficam sem opção para vender seu produto. 

Esperamos que esse movimento contra a concentração excessiva ganhe força com a efetiva participação de Minas Gerais, e que órgãos governamentais, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), cumpram sua função de garantir a livre concorrência e o equilíbrio do mercado. Temos que mostrar a força de Minas no setor da carne. O estado tem um rebanho, incluindo de leite e corte, de 23,3 milhões de cabeças. Em 2011, o número de animais abatidos (dentro e fora do estado) foi de 2,3 milhões, dos quais 1,4 milhão de machos e 898,1 mil de fêmeas. Houve redução de 14% em relação ao número de abates de 2010 – dos machos abatidos, 47% eram animais acima de dois anos. O estado tem hoje 30 plantas frigoríficas com Selo de Inspeção Federal (SIF), das quais apenas quatro estão habilitadas a exportar. Que esse movimento anticoncentração iniciado no Centro-Oeste do país ganhe logo fôlego em Minas, que tem gado de qualidade e pecuaristas conscientes de sua força e da importância do seu trabalho para o desenvolvimento de Minas e do Brasil.

Fonte original: Faemg

Oferta reduz preço do boi ao menor patamar desde 2010


bruno cirillo

SÃO PAULO - A concentração da oferta de bovinos, em maio, somada a uma menor demanda, no varejo, pela carne do boi, levou o preço da arroba ao patamar mais baixo desde setembro de 2010. O boi gordo sofreu desvalorização de 6,9% desde janeiro, de acordo com a consultoria Scot. Em São Paulo, o produto estava cotado a R$ 93 no início da semana, segundo o Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea).

"Esse é um período de bastante oferta: maio. E a demanda é bem ruim. A expectativa é que [o preço] melhore um pouquinho daqui em diante", analisa o dono da consultoria Bigman, Maurício Palma Nogueira. Na média parcial do mês, com base em números do Cepea, o especialista trabalha com os seguintes valores para a arroba do boi: cerca de R$ 92, em São Paulo, e pouco acima de R$ 86 na média nacional.

O mercado poderá ter preços "mais firmes" entre junho e julho, durante a entressafra, mas com o clima mais frio, no final de julho e início de agosto, os bovinocultores deverão promover uma nova onda de oferta, fazendo reduzir novamente o valor da arroba.

"Tudo indica que o pico de preço será em novembro", diz Nogueira. "Os preços são mais altos no segundo semestre. Mas, em relação a 2011, devem ser menores desta vez - é o que sinaliza o mercado", observa o analista Hyberville Neto, da Scot.

O descarte de matrizes e a oferta de bezerros, maior neste ano, estão entre os fatores de baixa nos preços, de acordo com Neto. A retenção de bovinos fêmeas no pasto, nos últimos anos, em função do ciclo de alta (iniciado em 2006) da pecuária, está resultando justamente nessa oferta.

Em valores nominais (descontada a inflação), a arroba do boi está valendo 4,1% menos neste mês do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo Neto. "Houve desvalorização real também", completa o especialista.

Tendências

Outro fator que influencia os preços, mas neste caso na direção contrária, isto é, para a valorização do boi gordo, é a condição dos pastos no Brasil. Com o avanço das culturas agrícolas sobre as pastagens e a degradação do solo decorrente da pecuária extensiva, a oferta de boi tende a ser comprometida no futuro.

"2013 é uma incógnita. Acho que a demanda superará a oferta", diz Nogueira, prevendo preços acima de R$ 100 por arroba para o ano que vem. Neto traça um cenário parecido: com uma oferta estável ou menor ("razoável"), o mercado deve ser pressionado. A demanda, porém, é incerta, segundo o analista da Scot.

Neste ano, o volume de abates deve chegar a 39,5 milhões, segundo estimativas da Bigman. No ano passado, foi de 38,8 milhões.

Margem do varejo

O único participante da cadeia de bovinos que não acompanha a perda de margens, em função da redução de preços, é o varejo, de acordo com números da Bigman. Entre abril e maio deste ano, por exemplo, o preço da carcaça de boi, no atacado, caiu de R$ 89 para R$ 87; nos frigoríficos paulistas, a arroba de R$ 94 passou a valer R$ 91; enquanto no varejo houve valorização, embora pequena, de R$ 204 para R$ 205.

"A margem do varejo até aumentou", frisa Nogueira, explicando que as margens do produtor e dos frigoríficos estão apertadas "como sempre foram". Um estudo da consultoria mostra que, dos anos '70 até hoje, "o varejo é o único que está aumentando margens". Nogueira afirma que "hoje, os produtores e frigoríficos teriam que produzir cinco vezes mais para obter a rentabilidade dos anos '70".

FEIRA DE TERNEIROS - MÉDIAS


Média de machos sobe 5,90%



As feiras de terneiros de outono encerram com alta no preço médio do quilo vivo no Estado em relação a 2011, segundo dados do Sindiler. Nos 40.435 machos, o acréscimo foi de 5,90% para R$ 4,06. Nas 10.084 terneiras, o valor se manteve em R$ 3,69 e nas 6.174 vaquilhonas, a subida foi de 2,04%. Apesar do crescimento, houve queda de animais vendidos. Foram comercializados 8.578 exemplares a menos, recuo que fez o faturamento cair de R$ 46,52 milhões no ano passado para R$ 41,70 milhões em 2012. "A temporada foi ótima e a primavera será de preços mais altos", projetou o presidente do Sindiler, Jarbas Knorr. 
FONTE:CORREIO DO POVO

GADO GORDO PELO MUNDO







FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS  

terça-feira, 29 de maio de 2012

Apesar de pressão negativa, tendência é de que o mercado do boi gordo corrija perdas no curto prazo


Boi Gordo: demanda mais fraca tira o apetite de compra por parte das indústrias. Expectativa melhora com reposição de estoques para o próximo mês. No futuro, atual patamar de preços é interessante para confinamento e se sustentam com melhora nas exportações e nas pastagens.

O mercado do boi gordo passa por uma leve pressão que está chegando ao fim, na opinião do analista Caio Junqueira. Preços abaixo dos que vêm sendo observados ultimamente  não devem ser vistos a curto prazo,com o mercado apresentando uma leve correção nos próximos dias, principalmente no mercado físico do boi gordo, que deve ganhar entre 1 e 2 reais na arroba a ser negociada.
  
O analista destaca que parte do cenário atual deve-se a um efeito de sobrejuro na Bolsa, e como consequência, por mais que o mercado físico esteja ganhando mais preço, o futuro está recuando com as distorções do mercado.
Fonte: Notícias Agrícolas // Thaís Jorge

Frigoríficos podem suspender abates no RS devido à seca


PORTO ALEGRE - Frigoríficos estão considerando suspender as atividades na região de Cambará do Sul, Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina, devido à seca de mais de seis meses que atinge o estado e que provocou redução das águas do rio Taquari e de seus afluentes. Embora as empresas não confirmem a informação, o presidente da Asgav, Nestor Freiberger, diz que a situação está bem difícil na região e é de alerta. O problema seria a escassez de água para os processos de depenar as aves, lavar os suínos e também fazer desossa. O déficit hídrico está impactando, ainda, a produção agrícola e o setor leiteiro. A redução da produção de leite, em algumas propriedades, chega a 40%.

Principais indicadores do mercado do boi – 29-05-2012

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,17% nessa segunda-feira (28) sendo cotado a R$ 93,06/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,82.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,03% e é cotado a R$ 702,32/cabeça nesta segunda-feira (28). A margem bruta na reposição foi de R$ 833,17 e teve valorização de 0,29%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (28), o dólar foi cotado em R$ 1,98 com desvalorização de 1,27%. O boi gordo em dólares teve valorização de 1,46% sendo cotado a US$47,07. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 28/05/12
O contrato futuro do boi gordo para Jun/12 foi negociado a R$ 95,20 com baixa de R$ 0,15.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jun/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 88,83. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 4,23 e sua variação teve alta de 0,16% no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

CNA na RIO + 20


Código Florestal: conheça os vetos da presidenta Dilma Rousseff


Os vetos de 12 artigos do texto do novo Código Florestal, pela presidenta Dilma Rousseff, resgatam o teor do acordo firmado entre os líderes partidários e o governo durante a tramitação da proposta no Senado. A finalidade do governo foi a de não permitir anistia a quem desmatou e a de proibir a produção agropecuária em áreas de proteção permanente, as APPs.

O Artigo 1º, que foi modificado pelos deputados após aprovação da proposta no Senado, foi vetado. Na medida provisória (MP) publicada na segunda-feira (28) no Diário Oficial da União (http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=28/05/2012), o Palácio do Planalto devolve ao texto do Código Florestal os princípios que haviam sido incorporados no Senado e suprimidos, posteriormente, na segunda votação na Câmara. A MP foi o instrumento usado pelo governo para evitar lacunas no texto final.

Também foi vetado o Inciso 11 do Artigo 3º da lei, que trata das atividades eventuais ou de baixo impacto. O veto retirou do texto o chamado pousio: prática de interrupção temporária de atividade agrícolas, pecuárias ou silviculturais, para permitir a recuperação do solo.

Recebeu veto ainda o Parágrafo 3º do Artigo 4º que não considerava área de proteção permanente (APP) a várzea (terreno às margens de rios, inundadas em época de cheia) fora dos limites estabelecidos, exceto quanto houvesse ato do Poder Público. O dispositivo vetado ainda estendia essa regra aos salgados e apicuns – áreas destinadas à criação de mariscos e camarões.

Foram vetados também os parágrafos 7º e 8º. O primeiro estabelecia que, nas áreas urbanas, as faixas marginais de qualquer curso d'água natural que delimitem as áreas das faixas de passagem de inundação (áreas que alagam na ápoca de cheia) teriam sua largura determinada pelos respectivos planos diretores e pela Lei de Uso do Solo, ouvidos os conselhos estaduais e municipais do Meio Ambiente. Já o Parágrafo 8º previa que, no caso de áreas urbanas e regiões metropolitanas, seria observado o dispositivo nos respectivos planos diretores e leis municipais de uso do solo.

O Parágrafo 3º do Artigo 5º também foi vetado. O dispositivo previa que o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial poderia indicar áreas para implantação de parques aquícolas e polos turísticos e de lazer em torno do reservatório, de acordo com o que fosse definido nos termos do licenciamento ambiental, respeitadas as exigências previstas na lei.

Já no Artigo 26, que trata da supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo tanto de domínio público quanto privado, foram vetados o 1º e 2º parágrafos. Os dispositivos detalhavam os órgãos competentes para autorizar a supressão e incluía, entre eles, os municipais do Meio Ambiente.

A presidenta Dilma Rousseff também vetou integralmente o Artigo 43. Pelo dispositivo, as empresas concessionárias de serviços de abastecimento de água e geração de energia elétrica, públicas ou privadas, deveriam investir na recuperação e na manutenção de vegetação nativa em áreas de proteção permanente existente na bacia hidrográfica em que ocorrer a exploração.

Um dos pontos que mais provocaram polêmica durante a tramitação do código no Congresso, o Artigo 61, foi vetado. O trecho autorizava, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008.

Também foram vetados integramente os artigos 76 e 77. O primeiro estabelecia prazo de três anos para que o Poder Executivo enviasse ao Congresso projeto de lei com a finalidade de estabelecer as especificidades da conservação, da proteção, da regeneração e da utilização dos biomas da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal e do Pampa. Já o Artigo 77 previa que na instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente seria exigida do empreendedor, público ou privado, a proposta de diretrizes de ocupação do imóvel.

Agência Brasil