sábado, 30 de junho de 2012

Ministério da Agricultura estuda lançar Plano Nacional da Pecuária



Fernanda Fell
Foto: Fernanda Fell
Segmento pode ter regras específicas e medidas de estímulo à produção

Segundo secretário de Política Agrícola do órgão, medidas têm como objetivo atender demandas específicas do setor



O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a pasta estuda a criação de um Plano Nacional da Pecuária, para atender demandas específicas do setor.
– É preciso uma política independente da de grão, para atender demandas de sanidade, retenção de matrizes e até alimentação de menor custo – disse Rocha.
A proposta, que ainda não tem data para sair do papel, deve ajudar o ministério a solucionar os embargos à exportação da carne brasileira, com o não cumprimento das normas sanitárias de países específicos. Sobre as dificuldades da entrada da carne suína na Rússia, o ministro Mendes Ribeiro disse esperar para julho uma nova visita de comitiva daquele país para a liberação dos embarques da carne brasileira. Mendes destacou a reunião realizada com toda a cadeia de suínos para detalhar as exigências dos russos para a exportação, com a expectativa de que os produtores brasileiros se adaptem às exigências de sanidade do governo russo e o mercado seja reaberto.
Agência Estadofff

Mapa das Plantas Frigoríficas - MARFRIG

 Busca pelo estabelecimento MARFRIG 





 Plantas por Estado:
Goiás (4)
Mato Grosso do Sul (3)
Mato Grosso (2)
Paraná (1)
Rondônia (3)
Rio Grande do Sul (6)
São Paulo (1)
Total de Plantas: 20
Total de Estados: 7
 Sistema de Inspeção Federal (SIF)
 Plantas por Estado e Município
EstadoMunicípioEstabelecimentoSIF
GOGOIANIRAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2156
GOMINEIROSMARFRIG ALIMENTOS S/A3047
GOPIRENÓPOLISFRIGORIFICO MERCOSUL S/A - MARFRIG116
GORIO VERDEMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.3062
MSBATAGUASSUMARFRIG ALIMENTOS S/A4238
MSPARANAÍBAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2863
MSPORTO MURTINHOMARFRIG ALIMENTOS S/A1101
MTPARANATINGAMARFRIG ALIMENTOS S/A2500
MTTANGARÁ DA SERRAMARFRIG ALIMENTOS S/A1751
PRNOVA LONDRINAMARFRIG ALIMENTOS S/A4365
ROARIQUEMESMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.455
ROCHUPINGUAIAMARFRIG ALIMENTOS S/A3250
ROROLIM DE MOURAMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.4334
RSALEGRETEMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.2007
RSBAGÉMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.232
RSCAPÃO DO LEÃOMARFRIG ALIMENTOS S/A1651
RSCAPÃO DO LEÃOMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.1926
RSMATO LEITÃOMFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A.4101
RSSÃO GABRIELMARFRIG ALIMENTOS S/A847
SPPROMISSÃOMARFRIG ALIMENTOS S/A3712
 FONTE: ABIEC 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Principais indicadores do mercado do boi – 29-06-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,15% nessa quinta-feira (28) sendo cotado a R$ 92,82/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,91.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,08% e é cotado a R$ 714,60/cabeça nesta quinta-feira (28). A margem bruta na reposição foi de R$ 816,93 e teve desvalorização de 0,21%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quinta-feira (28), o dólar foi cotado em R$ 2,09 com valorização de 0,67%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,81% sendo cotado a US$44,42. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 28/06/12
O contrato futuro do boi gordo para Jul/12 foi negociado a R$ 94,49 e sua variação teve alta de R$ 0,39.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permanece estável nos ultimos quatro dias e é cotado a R$ 89,01. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 3,81 e sua variação teve baixa de R$ 0,14% no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

FNP: Brasil deverá voltar à primeira posição no ranking dos maiores exportadores de carne bovina





O Brasil deverá voltar à primeira posição no ranking dos maiores exportadores de carne bovina no mundo este ano, graças ao câmbio que melhora a competitividade do país e às restrições enfrentadas por seus concorrentes para ampliar a oferta, disse o diretor-técnico da Informa Economics FNP.
Pela estimativa da consultoria, o Brasil poderá chegar à primeira posição com um embarque de 1,465 milhão de toneladas equivalente carcaça, à frente da Austrália (1,38 milhão de toneladas) e dos Estados Unidos (1,25 milhão de toneladas). No ano passado, o Brasil ficou em segundo lugar, com 1,322 milhão de toneladas embarcados, atrás da Austrália (1,35 milhão de toneladas), mas ainda um pouco à frente dos Estados Unidos (1,24 milhão de toneladas).
O levantamento leva em conta os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Ferraz observa ainda que os principais concorrentes terão dificuldades para ampliar a oferta nesta ano. Os Estados Unidos devem ter baixa disponibilidade, depois do grande abate de animais que reduziu o rebanho ao menor nível em mais de 50 anos, e da manutenção do consumo no país. Já a Austrália, diz ele, teria custos elevados se optasse por expandir sua produção por causa de uma seca endêmica que afeta o país, o que a faria perder competitividade no mercado externo.
O cenário interno também apresenta uma expectativa positiva, com o consumo aumentando mesmo diante da desaceleração econômica do Brasil vista neste primeiro semestre, por causa de uma mudança estrutural neste mercado. A Informa aponta um crescimento de 2,3 por cento no consumo de carnes no Brasil em 2012, para 97,5 kg por pessoa no ano, sendo puxada pela carne de frango (mais 4 %), por de bovino (mais 3 %). A demanda interna por carne suína é prevista com alta de 2 %
O diretor-técnico da Informa ressalta que não se trata de movimento pontual, mas é fruto de mudanças de hábitos de consumo, culturais, de incremento da renda, da demografia, entre outros. Segundo ele, estas mudanças geram um dilema para a cadeia produtiva, que tradicionalmente já vive impasse entre pecuaristas e a indústria frigorífica, que brigam para conseguirem os melhores valores para os seus negócios.
Este cenário, diz ele, torna necessária uma aproximação destes elos da cadeia. “O que antes parecia uma utopia, agora virou necessidade: integrar a cadeia”, avaliou. Grandes frigoríficos, JBS, Minerva e Marfrig, começaram a criar divisões de relacionamento com pecuaristas, com intuito de estreitar os vínculos com seus fornecedores.
Sobre a perspectiva da indústria frigorífica de início de um ciclo de baixa no boi gordo, por conta da maior disponibilidade para abates, Ferraz levanta dúvidas sobre a extensão deste recuo. ”Temos visto muitos pecuaristas saindo ou transferindo expressivas parcelas (de suas propriedades) para a agricultura”. Ele pondera que a rentabilidade do setor está boa, com a arroba acima de 90 reais base São Paulo, valor acima da média histórica em torno de 75 reais para o período.
Neste cenário, a tendência era de que o pecuarista elevasse o investimento, mas a opção pela agricultura – por sua rentabilidade ainda maior – pode levar a alguma liquidação do rebanho e interferir no volume de animais para abate e nos preços.
Fonte: Reuters, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Cade fará estudo sobre frigoríficos


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fará um estudo detalhado sobre o setor de frigorífico, que registra volume considerável de fusões e aquisições nos últimos anos. Após reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária, o presidente do Cade, Vinícius Carvalho, disse que o segmento de abate de carnes terá um acompanhamento especial. "Nós também já tínhamos essa preocupação. Sempre que determinado setor apresenta muitas operações de concentração, o Cade fica alerta."

A produção de carne bovina brasileira cresceu 571% nos últimos 50 anos


Tecnologia é saída para equilíbrio de receita do produtor
A produção de carne bovina brasileira cresceu 571% nos últimos 50 anos
Esse aumento não foi proporcional ao retorno financeiro do produtor, já que a rentabilidade caiu 55% da década de 70 para o ano 2000, reduzindo de R$ 795,47 para R$ 353,50 por hectare/ano. Para equilibrar a receita, o produtor teve de dobrar a produtividade na pecuária. A informação é do engenheiro agrônomo e diretor-presidente da Scot Consultoria, Alcides Torres, apresentada na última sexta-feira, 22 de junho, durante o Panorama AgroMS, realizado na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul - FAMASUL.
De acordo com Torres, o aumento do confinamento reflete a expansão do uso de tecnologias para gerar mais receita na pecuarista. "O confinamento cresceu 15% no Brasil em 2012. Hoje, são 3,3 milhões de cabeças em todo o país. Isso prova que produtor tem buscado estratégias para melhorar sua atividade", complementa.
O Panorama AgroMS abordou ainda as medidas emergenciais que o produtor rural precisa adotar para se adequar ao novo Código Florestal. A advogada e consultora jurídica para Assuntos Ambientais da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, Samanta Pineda, explica que a primeira medida é fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR). "Após o governo disponibilizar os mecanismos para elaboração do CAR, o produtor terá um ano para fazer o cadastro. Depois disso, o governo ainda terá mais um ano para, de posse dos cadastros, preparar um Programa de Regularização Ambiental que irá nortear a fiscalização em cada Estado", explica a advogada. O CAR substitui a averbação em cartório que estava sendo exigida aos produtores.
"É preciso fazer um diagnóstico, através de um memorial descritivo, que vai apontar todas as atividades na propriedade. Com isso, o produtor vai ter uma noção do que precisa recuperar", diz Ademar Silva Junior, presidente do Conselho Administrativo do SENAR/MS. Para auxiliar os produtores rurais de Mato Grosso do Sul quanto à nova legislação ambiental, a FAMASUL e o SENAR/MS vão promover um ciclo de palestras no interior. "A informação precisa chegar na ponta para que o produtor rural saia dessa situação de insegurança jurídica e possa produzir com sustentabilidade", finaliza Ademar.
CANAL DO PRODUTOR

Pressão de baixa predomina no mercado do boi gordo



Adriana Franciosi
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Pressão de baixa segue predominando no mercado do boi gordo

Em São Paulo preços não mudaram em 29 dias



A pressão de baixa segue forte no mercado do boi gordo. Segundo a Scot Consultoria, não há força para valorização, mas também as tentativas de compra abaixo da referência não se estabelecem. Os negócios travam nos valores menores. Em São Paulo, em 29 dias de mercado, os preços não mudaram. A referência segue em R$93,00 por arroba, à vista. Apesar disso, existem compradores ofertando até R$ 90,00 por arroba, à vista, porém, sem relatos de compra.

Ao mesmo tempo, outros frigoríficos que vinham tentando comprar em R$1,00 e R$2,00 por arroba abaixo da referência, voltaram a negociar em R$ 93,00 por arroba, à vista, ou até mesmo valores maiores.

A especulação está grande e ocorre em todo o país. A situação é heterogênea também para as escalas de abate. Enquanto existem indústrias com escalas prontas para duas semanas, outras precisam comprar para completar três dias de abate. A oferta de boiadas diminuiu. Mesmo com a queda nos preços da carne, a arroba ficou estável na maioria das praças.

Criação de búfalos deve voltar a crescer no Rio Grande do Sul, prevê entidade


Jean Pimentel
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Criação de búfalos deve voltar a crescer no RS

Segundo a Cooperbúfalo, produtores têm apresentado cada vez menos fêmeas jovens para o abate



Eles surgiram como alternativa promissora na pecuária pela resistência, rusticidade e características de sua carne. Amainada a onda da criação de búfalos no Rio Grande do Sul, os animais ainda oferecem as mesmas vantagens aos criadores agora mais organizados e se preparando para crescer.

Resistentes, dóceis e adaptáveis a quase todos os tipos de clima, os bubalinos encontraram um lar mais do que adequado no Estado. Ao perceberem que engordavam precocemente mesmo com pastagens de baixa qualidade, os pecuaristas fizeram da criação de búfalos uma moda. No início dos anos 2000, o animal preto de origem asiática era desejado por muitos. A moda passou, o rebanho recuou cerca de 10% na última década e hoje está pronto para voltar a crescer. O rebanho gaúcho é estimado entre 65 mil e 80 mil animais. No Brasil, são cerca de 2,5 milhões de exemplares.

A previsão de crescimento vem da Cooperbúfalo, uma das entidades responsáveis pela organização do setor, que tornou o Estado um modelo de beneficiamento e comercialização copiado em toda a América Latina. Segundo o presidente, Júlio Ketzer, os produtores têm apresentado cada vez menos fêmeas jovens para o abate, o que denota o desejo de expandir a criação. Com 58 cooperados, a Cooperbúfalo trabalha em sistema de terceirização no abate e na produção de laticínios. Dessa forma, garante a compra da produção no campo e organiza a distribuição e comercialização dos derivados.

– Não podemos reclamar da disposição do consumidor com os produtos bubalinos. Se houvesse mais carne e mais queijo, venderíamos mais – ressalta Ketzer.

Com a pecuária como herança de família, o servidor público Celestino Goulart Filho deixou de lado a criação bovina e apostou todas as fichas nos búfalos. A propriedade no interior de Caçapava do Sul serviu, durante seis décadas, à criação de gado bovino. Os constantes prejuízos, no entanto, fizeram Goulart quase desistir da atividade que identificou duas gerações de seus antepassados. Um presente do ex-governador Sinval Guazzelli à família, porém, mudou o rumo dessa história. O pequeno rebanho bubalino recebido foi colocado no fundo do campo. Ao observar a evolução dos animais, o interesse de Goulart Filho cresceu.

– Percebi que tinham menos doenças e ofereciam um manejo bem mais simples que os bovinos. Depois, observei as taxas de mortalidade e natalidade e vi que os búfalos eram a saída para a propriedade – revela.
A partir da minuciosa observação e da coleta completa de dados, tomou a decisão de abandonar a criação de bovinos. Em 1998, substituiu as 700 reses por búfalos. Hoje, a propriedade tem pouco mais de 500 animais.

Além de vender carne por meio da Cooperbúfalo, Goulart Filho montou uma parceria com o produtor Sandro Ferreira e o empresário Nelson de Oliveira para vender carne bubalina com a marca Búfalo do Pampa em um supermercado local.

VANTAGENS
Além da carne magra e um leite com teor de gordura mais concentrado – o que favorece a produção de laticínios –, o manejo relativamente simples dos búfalos tem atraído cada vez mais produtores. Resistente a doenças e manso, o animal também costuma dar menos trabalho e geram menos despesas.

– Estimamos que nos últimos dois anos o rebanho cresceu 7%. Os pecuaristas estão percebendo as vantagens da criação que, combinadas com o bom mercado, tornam o negócio bastante atraente – diz o presidente da Associação Sulina dos Criadores de Búfalos, Sérgio Fernandes.
FONTE: ZERO HORA

Ministério vai propor regulamentação de transporte animal

Grupo de trabalho que discute o tema ainda vai desenvolver material para qualificar envolvidos nesta etapa da produção


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na terça, 26 de junho, aPortaria nº 575, que cria grupo de trabalho (GT) para propor a regulamentação de transporte de animais de produção por meio rodoviário. Outra finalidade é desenvolver material técnico para qualificar os atores desta etapa da cadeia produtiva. O trabalho está dentro das ações da Comissão Técnica Permanente de Bem-estar Animal do Mapa.

Os membros do GT podem convidar especialistas para auxiliar no trabalho, que tem previsão para durar dois anos. “O transporte inadequado pode causar morte, provocar hematomas, traumatismos e perda de peso que comprometem o rendimento e a qualidade da carne e do couro. É de fundamental importância que todos os envolvidos nesta etapa estejam capacitados a partir de normas claras”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Chandoha.

O grupo é formado por representantes do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), que coordena o trabalho; dos departamentos de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) e de Saúde Animal (DSA) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA); Universidade Estadual Paulista; Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) do Ministério das Cidades; Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA); e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


Carne fica quase 120% mais cara em sete anos


Em sete anos o preço do quilo da carne bovina ao consumidor subiu 119% nos supermercados e açougues, enquanto a arroba do boi aumentou 68%. O ano passado, por conta do embargo da Rússia, as exportações caíram cerca de 14% fazendo com que mais carne ficasse no mercado interno. Todavia, o consumidor segue pagando caro pelo quilo. Apesar da possibilidade de redução do rebanho bovino em 2012, a Acrimat descarta que a oferta futura de carne venha a cair, visto os índices de produtividade estar crescente. Segundo a Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), o produto chega mais caro à população devido a vários fatores. O setor supermercadista revela que custo operacional no açougue poe representar 28% do custo total do estabelecimento. “O problema do preço da carne ao consumidor está no varejo, pois nestes mesmos sete anos, em que a arroba aumentou 68%, a margem de lucro dos frigoríficos ampliou 70% e o preço à população 119%. Em 2011 abatemos 12,4% a mais de bovinos ante 2010 e as exportações caíram cerca de 14%. Não tem o porque de pagarmos caro no supermercado e no açougue”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.

O quilo da carne bovina custa em média R$ 12,79 ao consumidor. A costela bovina é encontrada em média a R$ 8,08 o quilo e o filé mignon R$ 26,52. Ontem, a arroba do boi gordo estava avaliada em média de R$ 83,92 para Mato Grosso.

O presidente da Asmat, Kássio Catena, esclarece que para se chegar ao preço das gôndolas existem vários fatores que o formam. “A arroba é apenas mais um complemento. Estão embutidos o frete, energia, combustível, salário dos trabalhadores.

O custo operacional do açougue, hoje, varia de 25% a 28%, além dos impostos, do gasto total do supermercado e a rentabilidade que traz é de aproximadamente 10%. O salário, por exemplo, há sete anos não chegava nos R$ 300 e hoje está perto dos R$ 700. O ICMS da energia é 45% no Estado. Tudo isso influencia para o preço final”.
Fonte: Folha do Estado

JBS busca soluções para seguir na Argentina


Com faturamento mensal de US$ 40 milhões na Argentina, a JBS afirma estar conseguindo absorver as perdas com o fechamento das unidades

A JBS está em compasso de espera para decidir o futuro de suas operações na Argentina. A companhia, que fechou quatro plantas de abate no país em dois anos, enxugou custos e mudou o foco principal de seu negócio na tentativa de viabilizar a continuidade das suas atividades.
Com faturamento mensal de US$ 40 milhões na Argentina, a JBS afirma estar conseguindo absorver até o momento as perdas com o fechamento das unidades. No total, as quatro plantas de abate de animais demandam US$ 160 mil por mês em manutenção. “Não é nosso objetivo sair da Argentina nem perder dinheiro. Estamos enxugando para manter o suficiente para cobrir os custos”, afirmou o presidente da JBS no Mercosul, José Augusto de Carvalho Jr.
Para tanto, a JBS também desativou parcialmente um quinto frigorífico em Pontevedra, próximo a Buenos Aires, destinando parte da planta ao segmento de graxaria – produção de sebo e ração a partir de carcaças e restos de animais. Também alugou 75% do espaço do centro de distribuição que mantém no país.
De acordo com o executivo, o destino da empresa dependerá das ações futuras do governo. Carvalho Jr. disse que a expectativa é que “a Argentina vire a página”, acrescentando que a popularidade da presidente Cristina Kirchner está em queda, o que pode reverter as medidas protecionistas adotadas por seu governo.
Os problemas da JBS no país vizinho começaram com a elevação dos impostos de exportação. A iniciativa, que abrangeu outras commodities e irritou produtores e a indústria, foi uma tentativa da presidente manter as matérias-primas no país o e segurar os preços no mercado doméstico.
Segundo Artemio Listoni, presidente da JBS Argentina, desde então o abate de animais recuou de 5 mil cabeças por dia para 1,2 mil cabeças diárias, na única fábrica em operação, em Rosário. Conforme o executivo, que foi enviado ao país em 2010 para dar início ao processo de fechamento das plantas e desligamento de funcionários, o que está em jogo é a política tributária e não a diminuição do rebanho bovino.

Fonte: BeefPoint

Dilma quer criar agência para reativar extensão rural


"Este talvez seja um dos maiores desafios do meu governo, democratizar o conhecimento com o repasse da tecnologia aos produtores, por meio dos extensionistas", disse a presidente


Por Janete Lima, da Agência Safras

A
 presidente da República, Dilma Roussef, anunciou a criação de uma agência reguladora para "ressucitar" a extensão rural no país, hoje (28) no lançamento do plano safra 2012/13, no Palácio do Planalto.

"Este talvez seja um dos maiores desafios do meu governo, democratizar o conhecimento com o repasse da tecnologia aos produtores, por meio dos extensionistas", disse Dilma.

Segundo ela, o objetivo é suprir a fragilidade do país na área e disseminar boas práticas agrícolas. Ao discursar no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, Dilma disse também que o governo trabalha em um Plano Nacional de Armazenagem.

“Temos uma certa fragilidade na área de assistência técnica e extensão rural. O governo está construindo uma política para essas áreas e estamos pensando na criação de uma agência capaz de providenciar e de disseminar as melhores práticas a partir de protocolos e pacotes tecnológicos, criando e especializando um grupo de agentes públicos que terá ligação com os órgãos de extensão estaduais e cooperativas. Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo”, disse ela na cerimônia.

Ao falar sobre a criação da agência, após a solenidade, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, lembrou que o país dispõe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para fazer estudos na área. Segundo ele, o ramo da assistência técnica também precisa de um órgão específico. A ideia é que as duas agências trabalhem de forma articulada.

A extensão rural foi desativada - pelo ex-presidente Fernando Collor - com a extinção da Embrater no início dos anos 1990. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Mendes Ribeiro, o desenho da agência está pronto, mas o funcionamento ainda deve demorar.

FONTE: SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA

Gado crioulo lageano ganha espaço no mercado nacional



Gado crioulo lageano ganha espaço no mercado nacional
Correio Lageano
Por Eduarda Demeneck
Pelagem curta e couro grosso o tornam mais resistente a carrapatos, bernes e moscas
Presentes em campos de todo o Brasil, o gado crioulo lageano esteve ameaçado de extinção, mas nos últimos nove anos veem ressurgindo com força graças ao trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Criadores da Raça Crioula Lageana.

O gado, que têm grandes chifres, parece bravo, mas basta chegar perto para perceber que apesar do porte avantajado, são animais dóceis. Os chamados crioulos lageanos são frutos do cruzamento de rebanhos trazidos por portugueses e espanhóis. A raça já esteve ameaçada de extinção, mas com o trabalho da Associação Brasileira de Criadores os animais vêm ganhando cada vez mais o mercado bovino.

O rebanho hoje é estimado em três mil cabeças, espalhadas por estados como Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Pará. 80% do rebanho se encontra no planalto catarinense.

São várias partes do Brasil com climas diferentes, o que mostra que o gado, criado com temperaturas baixas, está se adaptando bem em climas tropicais. De pelagem curta e couro grosso, condições que o tornam mais resistente a carrapatos, bernes e moscas, o gado crioulo lageano perde pouco peso no inverno. Apesar de suas principais características não serem leiteiras, as vacas produzem em média oito litros de leite por dia. Além disso, estudos mostram que a carne da raça é ideal para o consumo.

O manejo do animal é o mesmo que o de outras raças, ele se alimenta basicamente de pasto. Edson Martins, Secretário Executivo da Associação Brasileira de Criadores da Raça Crioula Lageana, afirma que a raça tem características predominantes.

Boa parte dos produtores está investindo em genética e conservando sêmens em vitro, para perpetuação das espécies. De acordo com a Associação, por monta natural, realizada no verão, um único touro consegue reproduzir com até 40 fêmeas. Por inseminação artificial, este número multiplica-se várias vezes, dando mais retorno ao criador. É o caso de Jairo Duarte, que largou a vida de cidade grande em Joinville e há dois anos está morando em Painel, onde cria a raça crioula lageana.

ESTAMOS COMPRANDO


Uruguay - Mercado de Reposicion


FONTE: Tardáguila Agromercados

Carne Wagyu, conheça mais este mercado de carne bovina premium com alto marmoreio


O BeefPoint conversou com Eliel Marcos Palamin, médico veterinário da Fazenda Yakult (Bragança Paulista-SP) e técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu para mostrar as particularidades da raça, seu sistema de produção e forma de comercialização da carne.
A Fazenda Yakult foi a primeira no Brasil a importar animais Wagyu na década de 1990, dos EUA, entre um casal de animais, embriões e sêmen para começar a própria produção e seleção. No início dos anos 2000, a fazenda começou seu melhoramento genético para atender a demanda de restaurantes da cidade de São Paulo pela carne diferenciada, que teve início após os donos destes restaurantes conhecerem a carne no mercado internacional.
No primeiro leilão de animais puros da raça no país, em 2007, todos os animais foram vendidos para criadores, restaurantes de alta gastronomia e frigoríficos. Segundo Eliel, “o que tinha no Brasil de animais prontos para abate foi vendido no leilão”.
Atualmente no Brasil, há centrais importadoras de embriões e sêmen de vários países, como do Japão, dos EUA, Canadá, Itália e Chile. Essas importações visam trazer novos pedigrees para o país, de linhagens com histórico de DEPs para bom marmoreio da carne, e assim melhorar o rebanho nacional.
Buscando esse melhoramento, a Fazenda Yakult faz a avaliação da carcaça de seus próprios animais e de abates de clientes criadores, para conferir o marmoreio encontrado nos descendentes e selecionar seus reprodutores. A Yakult é a unica criadora no pais a abater animais puros para venda de carne e o volume é de aproximadamente  4 a 5 cabeças por mês, “muito limitado ainda”, comenta Eliel, não suprindo a demanda dos restaurantes. A fazenda fornece carne para cinco restaurantes na cidade de São Paulo desde 2009.
Ainda consolidando a seleção genética no Brasil, os julgamentos desde 2007 eram conduzidos por juízes japoneses, e a partir de 2011 a Associação buscou por juízes brasileiros de outras raças já consolidadas no mercado, para utilizar a experiência e conhecimento existente e o julgamento ser focado principalmente na carcaça e conformação, diminuindo a ênfase na linhagem genética, foco dos juízes japoneses. O objetivo foi buscar a visão de outra raça e aprimorar a seleção, já que ainda não há juizes brasileiros formados da raça Wagyu.
Comercialização
Palamin explica que a comercialização de carne Wagyu não segue o mercado convencional, baseado no indicador da arroba ESALQ/BM&F. “Este nicho de mercado foge da linha de frigorífico”, o cliente compra direto da empresa produtora. Todos criadores e associados da raça no Brasil fazem o ciclo completo e venda final da carne, terceirizando o serviço de abate pelo frigorífico.
Em média, um animal terminado para abate pesa 750kg e tem rendimento de carcaça de 57%. O rendimento de carne comercial (limpa e desossada) é de 280kg /animal e é considerado mais importante do que o rendimento de carcaça. Consequência do tempo necessário de confinamento para se atingir um bom nível de marmoreio, de cada animal são descartados 100kg de gordura na toalete de abate.
O preço de venda de toda a carne desossada é em torno de R$40,00/kg, totalizando um faturamento de R$11.000 a R$12.000 por animal. No caso da maioria dos restaurantes, as peças consideradas nobres são negociadas a R$210,00/kg, principalmente o contra-filé. Eliel comenta que cada animal chega a produzir 30kg de contra-filé, abrangendo assim 50% do faturamento total por animal e há poucos restaurantes que possuem estrutura para comprar a carcaça, diminuindo assim o preço pago por essa carne.
Sobre a picanha, o técnico explica que todo o melhoramento é direcionado para o contra-filé, devido ao maior peso atingido pela peça. “Um animal produz no máximo 5 kg de picanha, já de contra-filé são 30kg”. As duas peças são vendidas pelo mesmo preço, e a qualidade da picanha é a mesma do filé segundo o técnico.
No caso da Fazenda Yakult, a carne considerada menos nobre pelos restaurantes é vendida na região de Bragança Paulista, com fiscalização municipal. A empresa também produz hambúrguer para agregar valor à carne comercializada e está se preparando para receber a fiscalização do SIF e vender na região da grande São Paulo.
No mundo, os maiores países criadores da raça e consumidores da carne Wagyu são o Japão, EUA e Austrália. No brasil, são 3.500 animais puros cadastrados pela Associação. O cruzamento também é utilizado para o fornecimento de carne, e o maior produtor no Brasil fica em Campo Grande-MS, com 15.000 cabeças. Registados na Associação, são 35.000 animais cruzados, e as raças mais utilizadas são a Brangus e Angus, Eliel comenta. Quanto à adaptação ao sistema tropical, Eliel explica que há criadores no oeste paulista, no MS, norte do MT e BA. O animal é “mais resistente em relação a outras raças taurinas, o touro reproduz no calor intenso. Os dois maiores problemas são ectoparasitas e diarreia neo-natal”.
Comparando a comerciaização da carne de animais Wagyu puros e de cruzados, a diferença está na quantidade de marmoreio e no preço de venda. Se o quilo do contra-filé de animais puros é vendido a R$210,00, para animais cruzados será vendido a R$110,00, se o marmoreio for bom.
Sistema de produção
Na Fazenda Yakult, os bezerros são desmamados com 8 meses de idade e pesam em média 220kg aos 13 e 14 meses. Neste ponto, é realizada uma análise por ultrassom em cada animal para se verificar o potencial de marmoreio e de área de olho-de-lombo (AOL). Esta ferramenta é utilizada para selecionar quais animais serão selecioandos para reprodutores e quais serão abatidos.
Palamin explica que na Yakult são selecionados 2% dos animais para touros reprodutores, dependendo do pedigree e do marmoreio, mantendo assim os melhores acasalamentos encontrados. A reprodução é realizada por inseminação artificial e transferência de embriões. “Uma boa doadora fornece em torno de dez embriões viáveis”, comenta Eliel, e é utilizada a coleta e transferência tradicional.
Os animais selecionados para corte são confinados dos 14 aos 28 ou 30 meses de idade, até alcançarem os 750kg. A dieta utilizada é baseada em silagem de milho e concentrado. Dependendo da região e disponibilidade o concentrado pode variar, na Yakult são utlizados principalmente milho, farelo de soja e farelo de trigo.
A terminação de animais cruzados também é feita em confinamento, até os 26 ou 28 meses de idade. E como o nível de marmoreio não será o mesmo de animais puros, por motivos genéticos, esta categoria pode entrar em confinamento com mais idade, reduzindo assim o custo de produção.
Eliel acredita que a ultrassonografia ainda vai ser utilizada para animais cruzados, pois identificando exemplares com baixo potencial de marmoreio, estes podem ser confinados por menos tempo e vendidos com peso menor, melhorando o custo beneficio da produção.
Por curiosidade, perguntamos ao Eliel se os animais realmente recebem massagem ou tomam cerveja. Ele explica que no Japão isso é praticado porém no Brasil o custo é inviável. “A massagem melhora o marmoreio e a cerveja altera a microbiota ruminal, aumentando o apetite e melhorando o aproveitamento de nutrientes na digestão pelos animais”, explica.
Classificação, marcas de carne e projeções futuras
Questionado sobre marca própria para venda de carne, Eliel explicou que marcas de criadores de animais puros ainda não existem. A Yakult vende e distribui sua própria carne, porém ainda sem um selo de identificação. O posicionamento da empresa é interessante: em casos de baixo marmoreio, o preço de venda praticado é menor, garantindo assim padrão de valor e qualidade da Fazenda Yakult. Existem marcas próprias de criadores de animais cruzados, que também terceirizam o abate, embalam e distribuem sua carne identificada.
A associação está desenvolvendo um selo de classificação e de garantia da carne entre os criadores associados. Como há vários níveis de marmoreio entre as diferentes linhagens genéticas da raça, é necessário criar uma tabela de classifcação, na qual a associação está trabalhando. A tabela brasileira será baseada na tabela japonesa, com 12 pontuações de marmoreio para diferenciar as peças por meio de um selo. A pontuação média de marmoreio atingida pela Yakult ainda é de 04. No Japão a média é de 08 a 12, segundo Eliel.
Sobre o crescimento da raça no Brasil, Eliel comenta que a projeção é otimista e a demanda pela carne é crescente. O número de restaurantes buscando pelo produto aumenta, e de 2007 a 2010, as vendas de sêmen cresceram 700% segundo a ASBIA. “Mesmo com um volume baixo comparado à outras raças, este número demonstra o potencial do Wagyu no Brasil”.
Desta forma, o mercado de carne com alto nível de marmoreio cresce no país, demonstrando o maior poder de consumo do brasileiro e a busca por alimentos de alto valor agregado. Tratando de carne bovina, este produto é interessante pois mostra uma opção num mercado cada vez mais variado, com diferentes perfis de consumo (de baixo a alto preço de venda) e mercado para diferentes tipos de carne: desde a carne light (baixo teor de gordura), carnes para churrasco (com cobertura de gordura e médio marmoreio) até a carne com alto marmoreio.




Eliel Marcos Palamin
Artigo escrito por Marcelo Whately, analisa da Equipe BeefPoint.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

URUGUAY - Vuelven a exportar a Turquía


Los veterinarios turcos no encontraron problemas en el sistema uruguayo


Los veterinarios turcos que llegaron a Uruguay esta semana no encontraron inconvenientes en el sistema de exportación de ganado en pie y ayer comenzó el embarque de 8.000 cabezas hacia ese destino, en una operación de la firma Herbal Paradise.
En los últimos meses se habían generado algunos inconvenientes para la comercialización de vacunos de razas carniceras hacia el país euroasiático, aunque oficialmente el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca no había recibido ningún reclamo o comunicación al respecto.
Estos mismos inconvenientes se habían generado con México. Incluso trascendió que se había detectado un problema sanitario en el ganado exportado desde ese país, hecho que fue totalmente desmentido por la autoridad sanitaria mexicana.
FONTE: EL OBSERVADOR

CNA defende linha de crédito para aumentar animais em pastagens recuperadas


O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, defendeu a criação de uma linha de crédito para que os pecuaristas possam adquirir animais, aumentar o número de bois por hectare em pastagens recuperadas e gerar ganhos de produtividade ao setor. Ele abordou o tema, nessa segunda-feira (25-6), durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que reúne membros de todos os elos do setor pecuário e é presidido pelo representante da CNA. “Queremos recuperar pastagens degradadas, mas precisamos de condições para criar mais cabeças por hectare, para ter mais produtividade”, explicou.
Nogueira informou que pediu a inclusão desta medida ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, que deve ser anunciado no final desta semana. No encontro, ele afirmou que esta ação contribuiria para uma pecuária mais sustentável, incluída como um dos temas da pauta da reunião de hoje, que também discutiu a adoção de boas práticas pecuárias. A certificação sanitária e socioambiental da carne para combater o mercado clandestino da carne foi outro ponto abordado durante o debate, em em exposição apresentada pela União Nacional das Indústrias e Empresas da Carne (UNIEC).
Os participantes da reunião assistiram, ainda, a uma apresentação do assessor técnico da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus, sobre o novo Código Florestal e a Medida Provisória 571, que traz complementos ao texto sancionado pela Presidência da República. “Há pontos que nos preocupam, pois o produtor terá prazo para recuperar suas matas nas margens dos rios, mas o texto do novo Código Florestal não dá prazo para o Governo autorizar licenças ambientais, nem fazer o georreferenciamento das propriedades”, ressaltou o presidente do Fórum.
Antenor Nogueira defendeu, ainda, o fim da cobrança de PIS e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) sobre ração e sal mineral, utilizados na alimentação do rebanho. Hoje, a alíquota que incide sobre estes insumos é de 9,25%. “Se, hoje, há desoneração para outros produtos, por que não temos para a carne, que é um produto que ajuda a sustentar o saldo comercial brasileiro”, indagou. Ele informou que esta é uma antiga demanda do setor e que reforçará este pleito junto ao Governo Federal.
Fonte: Portal do Agronegócio

Aumenta la exportación de ganado mexicano en pie a EU

Mexico, DF.- A 10 semanas de que concluya el ciclo 2011-2012, la exportación a Estados Unidos de ganado en pie para engorda ya superó lo reportado en el periodo 2010-2011, según reportes de asociaciones ganaderas del país.

Es decir, este sector registra un avance de un millón 379 mil 140 becerros, con lo que se supera la cifra obtenida al término del ciclo 2010-2011, en el que se comercializaron un millón 378 mil 525 cabezas.

La exportación de ganado representa un crecimiento de 14.31 por ciento, respecto a la misma semana del ciclo anterior, en la que se habían comercializado un millón 206 mil 506 becerros en pie.

El valor comercial de las exportaciones representa alrededor de 579 millones 789 mil dólares por la venta de ganado en pie, con la participación de 19 entidades del país.

Las principales entidades exportadoras de ganado son Sonora, que aportó para la venta 323 mil 648 cabezas; Chihuahua, 250 mil 086; Durango, 208 mil 740; Tamaulipas, 185 mil 246, y Nuevo León, 110 mil 872.

En el ciclo que comenzó el 1 de septiembre de 2011 y concluirá el 31 de agosto de 2012, Zacatecas envió 107 mil 253 cabezas, Coahuila 80 mil 076 unidades, Veracruz 46 mil 546 y Sinaloa 32 mil 360.

Ganaderos de Jalisco, Nayarit, Colima, Yucatán, Tlaxcala, Puebla, Guanajuato, Querétaro, Quintana Roo y Aguascalientes también comercializan ganado en pie a Estados Unidos.

Otros de los países con los que México comercializa ganado en pie son Turquía, Honduras, Belice, El Salvador, Costa Rica, República Dominicana y Nicaragua.

Notimex
FONTE: telefonorojo.mx

UNIEC busca enfrentar o abate clandestino de bovinos, apresenta selo de qualidade


Bob Moser

"O abate clandestino de bovinos é pior que o tráfico de drogas".

Esta afirmação foi feita por Francisco Victer, Presidente da União Nacional da Indústria da Carne (UNIEC), durante a 31ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Carne Bovina, na última segunda feira (25) no Ministério da Agricultura, em Brasília.

A UNIEC considera o mercado clandestino um dos grandes problemas do Brasil e o maior da cadeia produtiva da carne bovina. "É muito mais grave que o tráfico de drogas e deveria ser considerado crime hediondo," disse.

"Enquanto a droga é adquirida a partir de uma decisão do usuário, podendo até matar ao longo do tempo, a carne produzida clandestinamente é comercializada como produto saudável, mas dependendo do agente contaminante, mata instantaneamente."

"E não fica por aí," destacou, “além do atentado à saúde pública, roubo de gado, desmatamento ilegal, trabalho infantil e escravo, descumprimento das obrigações sanitárias e sonegação fiscal também estão intimamente ligados ao abate clandestino."

Outro ponto que também chama a atenção é o tamanho do abate clandestino no Brasil. Estima-se que mais de 30% de todo plantel que é abatido no Brasil ocorre sem inspeção oficial.

Mas, para tal, é preciso diferenciar o produto que cumpre as exigências sanitárias, socioambientais e fiscais daqueles que estão à margem da Lei.

Foi assim que a UNIEC idealizou o selo “Carne Natural” que poderá identificar a carne produzida com sustentabilidade, permitindo ao consumidor reconhecer e optar pelo produto com garantia de qualidade.

"Governos, Ministério Público e Justiça precisam integrar e ampliar as ações de combate, mas o fundamental é que a sociedade reaja firmemente contra esse mal," destacou.

Fonte: http://www.carnetec.com.br/Industry/News/Details/34115

Concentração de frigoríficos terá audiência hoje


Acontece nesta quinta-feira (28), a partir das 13h, uma audiência pública na Secretaria de Direito Econômico, no Ministério da Justiça, para debater a concentração da indústria frigorífica.

Participam do evento o senador Waldemir Moka, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e instituições que compõem a Fenapec- Frente Nacional da Pecuária.

Segundo Francisco Maia, presidente da Acrissul, esta é a segunda audiência e mostra a capacidade de organização da pecuária brasileira. Precisamos debater a pecuária nacional em outro nível, a cadeia produtiva precisa se realinhar dentro de parâmetros que venham a contemplar o seu crescimento, mas o produtor tem ficado de fora desta fatia, fato que precisa mudar, afirmou Maia.

A Fenapec é resultado direto da mobilização dos criadores contra o que chamam de monopólio da carne, ou seja, a concentração o abate bovino na mão de poucos frigoríficos. Os pecuaristas veem problemas com a concentração, como a possibilidade de manipulação de preços, que já gerou queda de 15% no valor da arroba do boi. Compõem a frente às seguintes entidades: ACRISSUL - Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul, ACRIMAT - Associação dos Criadores de Mato Grosso, UDR - União Democrática Ruralista, SRB - Sociedade Rural Brasileira, ABCZ- Associação Brasileira de Criadores de Zebu, ANPBC - Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte, ASFAX - Associação dos Fazendeiros do Alto Xingu, APR-MT - Associação dos Produtores Rurais de Mato Grosso e ABEG - Associação Brasileira dos Exportadores de Gado.

Na agenda da Fenapec está ainda o 2º Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos, marcado para o dia 9 de julho, durante a 48ª Expoagro, em Cuiabá. O primeiro encontro foi realizado no dia 14 de maio em Campo Grande, onde 1.500 produtores participaram. Com informações da assessoria de imprensa.

Fonte: Pecuária.com