sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Boi gordo: mercado firme e especulado


Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta quinta-feira (8/11), em São Paulo, a cada dia surgem ofertas maiores de compra por parte dos frigoríficos. Há quem pague R$100,00/@ à vista, embora este preço não seja referência.

Grande parte das indústrias compram boiadas para terminar os abates da próxima semana.

São Paulo talvez seja a praça do Centro-Sul onde a situação de compra é mais confortável. A oferta de boiadas dos estados vizinhos, que soma aos negócios no mercado a termo e de confinamentos próprios, favorece esta situação.

Das praças vizinhas a São Paulo, a arroba mais barata é a do Triângulo Mineiro, que está cotada em R$93,00/@, à vista, e R$95,00/@, a prazo.

Este cenário tem feito os compradores paulistas intensificarem as compras nesta praça.

No norte do país, o clima está seco e a dificuldade de compra é grande.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços de todas as peças se recuperaram, o que ajudou a dar mais força ao mercado do boi gordo.

Panorama semanal: em dólares, o boi gordo brasileiro está 20% mais competitivo no mercado internacional do que em nov/11


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou valorização de 0,97%, sendo cotado a R$97,61/@ na quarta-feira (7). O indicador a prazo foi cotado a R$98,68/@. Em trinta dias, o indicador valorizou 1,60%, quando em 3/out foi cotado em R$96,07/@.
O indicador bezerro à vista teve valorização de 0,43% e 1,38% na semana e em trinta dias, respectivamente, sendo cotado a R$718,98 nessa quarta-feira (7).
A margem bruta na reposição ficou em R$891,59 com valorização de 1,42% e 1,79% na semana e em trinta dias, respectivamente, quando estava calculada em R$891,59 em3/out. Observe no gráfico abaixo.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
O contrato futuro da arroba do boi gordo para dez/12 foi negociado a R$99,80 nessa quarta-feira (7) com valorização de R$0,28 em relação ao dia anterior.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e contratos futuros para nov/12
Comparando-se o indicador do boi gordo à vista em 7/nov com o vencimento do contrato futuro do boi gordo para dez/12, observa-se alta de 2,24% no valor da arroba negociada, de R$97,61 para R$99,80 em dez/12.
Entre os contratos futuros negociados para nov/12 e dez/12 observa-se alta de 0,16%, de R$99,64 para R$99,80.
Gráfico 3. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e preço negociado dos contratos futuros da arroba do boi gordo de nov/2012 a abr/2013
O dólar comercial fechou a R$ 2,03 (PTAX compra) nessa quarta-feira (7), com valorização de 0,03% em uma semana. Em 30 dias, teve leve valorização de 0,02%. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares teve alta de 0,94% na semana, sendo calculado em US$48,03/@ na última quarta-feira (7).
Gráfico 4. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
No atacado paulista, o equivalente físico teve valorização de 1,79% e foi calculado em R$ 96,48/@ na última quarta-feira (7). O spread (diferença) entre o indicador de boi gordo e equivalente físico foi de R$1,13/@, com baixa de R$0,75 na semana e alta de R$1,60 em 30 dias.
Tabela 2. Atacado da carne bovina
Gráfico 5. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Crise dos grãos: preços das carnes aumentam 50% neste ano



Os preços das carnes no varejo subiram quase 30% neste ano e devem continuar em linha ascendente até dezembro, totalizando 50% de majoração no período. Esse é o efeito mais visível da crise de encarecimento da nutrição animal que assola as cadeias produtivas da avicultura, suinocultura e bovinocultura no Brasil.

Ao fazer esta avaliação, o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, estima que desde o início da crise dos grãos até o encerramento do ano, a proteína animal registrará crescimento nos preços na ordem de 50%. “Não se trata de lucro, mas de transferência de custos”, ressalva.

A crise está instalada há oito meses e o quadro permanece inalterado. A disparada nos preços dos principais insumos (soja e milho) encareceu fortemente a produção de carnes de aves e suínos no Brasil e ameaça derrubar a competitividade do setor neste ano. O dirigente realça que em face do forte encarecimento da soja nos mercados nacional e mundial, as previsões para 2013 são de redução da produção ou crescimento vegetativo, com inevitável aumento do preço dos alimentos cárneos no mercado doméstico e exportação.

O cenário de grãos com preços elevados persistirá até a próxima safra. “As commodities saltaram para um novo patamar de preços e, como existem contratos de aquisição firmados já para a próxima safra, é bastante provável que os preços continuarão altos”, coloca Ávila.

Os preços de soja, farelo de soja e milho não crescerão mais nesse período, mas se manterão elevados. O presidente do Sindicarne acredita que não há mais espaço para aumentos em função da safra já comercializada, entretanto os valores se manterão nos atuais níveis ou com uma leve queda.

O temor do setor é que muitos frigoríficos de pequeno e médio porte ficaram fragilizados e ameaçados de desaparecer em conseqüência dessa crise. Para evitar isso, o Sindicarne trabalha para a criação de um fundo de aval junto ao Governo Federal, visando facilitar o crédito para financiamento do capital de giro e minimizando o impacto nas empresas.

Ávila continua insistindo em um plano estratégico de longo prazo, no qual a logística multimodal será ponto fundamental para manter a competitividade do Estado de Santa Catarina. Na avaliação do Sindicarne, as medidas que devem ser tomadas para evitar a repetição desse quadro de superencarecimento dos grãos não devem ser casuísticas.

Santa Catarina tem mais de 17.000 suinocultores e avicultores integrados às agroindústrias produzindo num setor que emprega diretamente 105 mil pessoas e, indiretamente, mais de 220 mil trabalhadores. O setor no País se desenvolveu copiando o modelo de parceria produtor/indústria implantado em Santa Catarina a partir do início dos anos 70.

FONTE:Agrolink com informações de assessoria

Entenda porque a Índia deve ter a maior exportação mundial de carne em 2013, 44% maior que a brasileira (USDA)


Exportações de carne bovina da Índia continuarão aumentando em 2013
As exportações de carne bovina da Índia deverão aumentar 29%, para um recorde de 2,16 milhões de toneladas. Sendo responsável por quase um quarto do comércio mundial, a Índia expande enquanto outros países obtêm somente aumentos marginais de volume.
O aumento da demanda por produtos de baixo custo é estimulado por muitos mercados menores, emergentes e sensíveis aos preços como Ásia e Oriente Médio. A expansão de mercados para carne processada, bem como produtos certificados halal fornecem oportunidades para crescimento nas exportações.
Carne bovina e de vitelo: previsões para 2013
Em relação à produção mundial, são esperados ganhos contínuos pela Índia e América do Sul compensando o declínio nos Estados Unidos. A produção mundial deverá ser levemente maior pelo segundo ano consecutivo. A forte expansão pela Índia e, em uma menor extensão, do Brasil e da Argentina, compensará a menor previsão de produção para Estados Unidos e União Europeia (UE).
Declínio de longo prazo do Estados Unidos
O maior produtor mundial de carne bovina, os Estados Unidos, deverá ter uma queda de 4%, para 11,3 milhões de toneladas. A menor oferta de gado para abate persiste devido à redução do rebanho desencadeada por forte redução nos últimos anos da safra de bezerros e pela menor importação de animais vivos.
México segue declínio similar ao dos EUA
A produção do México deverá ser 1% menor, em 1,8 milhão de toneladas, principalmente por causa da menor oferta de gado para abate. O alto preço dos alimentos para animais e más condições das pastagens também deverem limitar os ganhos de peso.
Tendência de queda na UE continua, embora a taxas mais lentas
A produção na UE deverá cair 1%, para 7,7 milhões de toneladas, devido ao maior custo dos insumos e à reduções do auxílio do Governo. Essa queda de produção está acontecendo desde a ultima década, caindo em 7%.
O rebanho leiteiro também está caindo, devido à maior eficiência de produção de leite, à medida que fazendas menores e menos eficientes deixam a indústria. Apesar do contínuo melhoramento genético e do enfraquecimento da doença da língua azul aumentar a eficiência reprodutiva, não deverão compensar o declínio no rebanho de cria.
Forte declínio na produção para a Coreia
A produção da Coreia deverá cair 10%, para 301 mil toneladas. Uma queda no preço do gado e a implementação de políticas para reduzir o estoque de gado estimulando o abate de vacas resultou no aumento da produção em 2012. Isso irá impactar negativamente na disponibilidade de gado para o abate em 2013 e reduzir a produção de carne bovina.
Aumento de produção da Índia deve continuar
O rebanho bovino da Índia continua expandindo em resposta à forte demanda por produtos lácteos, resultando em um crescimento de 1% previsto durante 2013, para quase 330 milhões de cabeças. Investimentos do setor privado trouxeram melhoras notáveis nas práticas de manejo leiteiro. A falta de chuva prejudicou a safra em determinadas regiões durante 2012 (Karnataka, Gujarat, Maharashtra e Rajasthan), e levaram os produtores a focar na produção leiteira.
A produção de carne bovina deverá aumentar 14%, para quase 4,2 milhões de toneladas, impulsionada por forte demanda externa. As maiores exportações estão incentivando a construção de frigoríficos, possibilitando aos produtores um novo mercado para novilhas, touros e bezerros búfalos não produtivos (descarte da atividade leiteira).
As leis federais e estaduais da Índia proíbem o abate de bovino por questões religiosas. O abate de búfalos é permitido, apesar de ser restrito a touros e novilhas não produtivas. Considerando a lucratividade da produção de carne na Índia, os produtores agora têm um incentivo para vender os bezerros de búfalos que eram anteriormente inutilizados. Considerando essa opção, alguns produtores estão engordando bezerros para o abate, apesar dessa prática ainda ser incomum e do peso das carcaças permanecerem baixos comparado com outros países.
Produção brasileira deve ser maior devido à demanda doméstica e internacional
A produção do Brasil deverá aumentar quase 2%, para um novo recorde de 9,4 milhões de toneladas, devido à forte demanda doméstica e externa. O Real potencialmente mais fraco com aumento recorde na oferta de gado (devendo crescer 3% durante 2013) deverá proporcionar preços competitivos no mercado mundial.
Outros importantes produtores deverão continuar a ter ganhos principalmente pela reconstrução do rebanho
Argentina: a produção deverá continuar se recuperando, ficando 6% maior, para quase 2,8 milhões de toneladas. O aumento de abates será suportado pela crescente oferta de gado como consequência da reconstrução do rebanho iniciada em 2010 após seca severa e liquidação do rebanho. Um crescimento adicional na produção é limitado, porque as menores exportações (180.000 toneladas em 2013 comparado com 621.000 toneladas em 2009) desestimula o comércio de gado mais pesado, pois animais mais jovens e leves são tipicamente demandados pelo mercado doméstico.
Apesar da alta taxa esperada de inflação e do contínuo aumento nos custos de produção, historicamente o alto preço do gado ainda deverá fornecer retorno positivo ao setor pecuário, estimulando a reconstrução do rebanho, embora a um ritmo mais lento.
Austrália: a produção deverá aumentar 2%, para quase 2,2 milhões de toneladas. Após o final de quase 10 anos de seca em 2010, condições melhores de pastagens e a oferta de grãos apoiaram a reconstrução do rebanho que deverá continuar em 2013. Além do maior número de animais abatidos, o peso médio deverá continuar próximo a níveis recordes.
China: pela primeira vez desde 2007, a produção deverá aumentar ( 1%, para 5,6 milhões de toneladas) devido à demanda doméstica robusta, ao suporte do Governo e à expansão de operações comerciais. O Governo tem subsidiado o melhoramento genético bovino nos últimos anos e investiu na proteção e melhora de pastagens naturais em importantes áreas no oeste da China. Os frigoríficos comerciais e produtores estão negociando mais contratos e a preços melhores do que os abatedouros privados de gado, melhorando as margens de lucros e a eficiência do setor.
Comércio: Índia continua a expansão, fortalecendo exportação
A Índia deverá ser responsável por 75% do crescimento previsto nas exportações à medida que expande suas vendas em diversos mercados devido sua oferta abundante e preços competitivos. Entre os países importadores de carne bovina, o aumento na demanda será relativamente moderado, exceto nos Estados Unidos, onde será necessário compensar a menor produção. Os Estados Unidos representam mais de 50% do crescimento global das importações.
Exportações
Índia impulsiona exportações mundiais
As exportações da Índia deverão ser 29% maiores, chegando em 2,16 milhões de toneladas, comparável com as exportações recordes mundiais do Brasil, de 2,19 milhões de toneladas em 2007. A Índia atualmente representa quase um quarto do comércio mundial de carne bovina comparado com apenas 8% em 2009. Essa rápida expansão é impulsionada pela demanda por produtos de baixo custo em muitos mercados menores, emergentes e sensíveis ao preço (Oriente Médio, África, Sudeste da Ásia) bem como pela capacidade de fornecer produtos halal.
Entretanto, as exportações continuam restritas pelo acesso limitado a muitos importantes mercados devido às restrições de doenças. Embora a Índia controle a febre aftosa com programas de vacinação, o país não mantém um status de classificação de febre aftosa junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
América do Sul e Oceania: exportações aumentam devido à maiores ofertas
As exportações do Brasil, de quase 1,5 milhão de toneladas, deverão se recuperar no mesmo ritmo de 2012 (4%). Amplas ofertas, o enfraquecimento esperado do Real e os preços estáveis do gado devido à maior oferta gado para o abate melhorarão a competitividade. O Brasil pode vender a mercados que a Índia nãotem acesso (Rússia, União Europeia), o que capacita a preservação de sua posição em muitos importantes mercados.
Argentina, Paraguai e Uruguai deverão obter ganhos de 6%, 4% e 3%, respectivamente, devido à maior oferta. O crescimento da Argentina é limitad pelo alto preço do gado e pela moeda nacional (Peso) supervalorizado, mas as vendas à UE e alguns outros nichos de mercado são existem e são exceções.
Apesar do Paraguai e Uruguai exportarem volumes significantes à Rússia, o Paraguai se tornou dependente desse mercado desde seu foco de febre aftosa em 2011/2012 que cortaram seu acesso a muitos mercados. O Uruguai se beneficiou expandindo os envios para mercados que antes eram do Paraguai, como Chile, Israel e outros.
As exportações da Austrália e da Nova Zelândia deverão aumentar 2%, para 1,4 milhão de toneladas, e 529.000 toneladas, respectivamente. Embora ambos os países se beneficiem da forte demanda asiática, eles também são importantes fornecedores dos Estados Unidos.
Previsões mistas de exportações na América do Norte
As exportações dos Estados Unidos deverão cair 1%, para 1,1 milhão de toneladas, mas ainda representar 10% da produção. O dólar relativamente fraco é de alguma forma compensado pelos maiores preços, à medida que a oferta dos Estados Unidos diminui. Os preços competitivos continuam sendo um desafio no mercado global, apesar da demanda do México e dos principais mercados da Ásia continuarem fortes.
Recuperando-se de três anos de quedas, as exportações do Canadá deverão aumentar 5%, para 415 mil toneladas. A produção limitada e o fortalecimento do dólar canadense provavelmente limitarão o crescimento adicional nas exportações, mantendo os números abaixo dos níveis históricos.
As exportações do México deverão aumentar quase 13%, para 225 mil toneladas devido ao maior volume enviado aos Estados Unidos e também à Rússia, Japão e Coreia.
Importações
Importações dos Estados Unidos aumentarão devido à escassa oferta doméstica
As importações dos Estados Unidos deverão aumentar 11%, para quase 1,2 milhão de toneladas. O menor abate doméstico reduzirá a oferta de gado, em parte apoiando as maiores importações. A lenta recuperação econômica continua reduzindo a demanda e o dólar relativamente fraco restringe as importações adicionais.
Importações mexicanas aumentam para compensar a menor produção e as maiores exportações
As importações do México deverão aumentar 17%, para 350 mil toneladas. A escassa oferta e a maior exportação para mercados de maiores preços deverão impulsionar a demanda de importação.
Menor produção no Japão e na Coreia do Sul gera maior importação
As importações do Japão deverão ser 1% maiores, em 750 mil toneladas, compensando a menor produção e o maior consumo. Apesar dos altos preços dos Estados Unidos poderem reduzir a importação, o país deverá capturar maior participação de mercado. Como não houve nenhuma modificação oficial da política, a atual previsão não assume mudanças do limite de acesso ao mercado japonês para a carne bovina dos Estados Unidos.
A menor oferta doméstica também impulsionará as importações da Coreia, que deverão aumentar 8%, para 405 mil toneladas. A retomada das importações de carne bovina do Canadá e a implementação do KORUS FTA (acordo de livre comércio entre Coreia e Estados Unidos) não deverão ter um impacto significante em 2013.
As tarifas de importação da Coreia sobre as importações de carne bovina dos Estados Unidos serão reduzidas de 40% para 37,3%, mas essa redução não deverá compensar os maiores preços da carne bovina dos Estados Unidos.
Demanda do Oriente Médio e da África do Norte serão maiores
A demanda do Oriente Médio e da África do Norte deverão aumentar as importações dos principais fornecedores, Índia e Brasil. Maior importação é esperadas para Argélia (20%), Arábia Saudita (5%), Israel (8%), bem como muitos mercados menores, como Omã, Líbia e Emirados Árabes Unidos.
A crescente população, oferta doméstica limitada, recursos domésticos restritos e a ampla oferta da Índia e do Brasil a preços competitivos estão direcionando a demanda regional. Somente o Egito deverá ter queda (de 2%, para 225 mil toneladas), à medida que um aumento na produção doméstica compensa o crescimento no consumo.
Rússia retorna ao posto de segundo maior importador mundial
A Rússia deverá ser o segundo maior importador do mundo (depois dos Estados Unidos), com previsão de aumento de 1%, para quase 1,1 milhão de toneladas. As importações consistentemente representaram cerca de 45% do consumo nos últimos anos.
Fonte: Livestock and Poultry: World Markets and Trade, Foreign Agricultural Service/USDA – Outubro de 2012. Relatório traduzido pelo BeefPoint.

O Valor do Mercado de Créditos de Carbono


A relevância ambiental do plantio de árvores é muito maior do que o sequestro de carbono. Plantar árvores significa preservar os recursos hídricos, proteger a biodiversidade, integrar mais homem e natureza. Quem planta uma árvore não planta para si e sim para as futuras gerações.

Neste contexto de sequestro de carbono, o relatório Leveraging the Landscape: State of the Forest Carbon Markets 2012, promovido pelo Ecosystem Marketplace indica que os valores de créditos de carbono oriundos de atividades florestais teve um recorde no ano de 2011, atingindo a marca de US$ 237 milhões.

Esses projetos florestais estão relacionados à: Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação ambiental (REDD), Aflorestamento/Reflorestamento (A/R), Melhoria do Manejo Florestal (IFM), e Uso Sustentável de Terras Agrícolas (SALM).

No mercado voluntário, o financiamento é realizado por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. Para isso, investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), por meio da compra de créditos de compensação. Estes são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs - Verified Emission Reductions), os quais representam uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida.

Para Higino Aquino, especialista em projetos de carbono florestal no mercado voluntário do Instituto Brasileiro de Florestas, a dificuldade encontrada é a falta de profissionais para elaboração de projetos: “Trata-se de uma atividade nova, as pessoas estão conhecendo agora esta modalidade de negócio”, ressalta Aquino.

Atualmente Higino ministra cursos de capacitação para empresas e profissionais que buscam implantar projetos de captação de recursos no mercado voluntário de carbono através da Restauração Florestal e REDD. O objetivo destes cursos é expor as técnicas e métodos para o desenvolvimento de projetos, desde a identificação das espécies nativas, demarcação de matrizes, coleta e processamento de sementes, produção das mudas em viveiros de tubetes, plantio e manejo de florestas destinadas ao sequestro e comércio voluntário de Carbono.

FONTE: Instituto Brasileiro de Florestas

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CARNE - Embarque atinge receita recorde para 2012



As exportações de carne bovina in natura brasileira registraram em outubro recorde de receita para este ano de US$485,9 milhões. O incremento foi de 23% sobre o mesmo período do ano passado e de 15% em relação a setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC).

Em quantidade, as exportações também chegaram ao maior patamar do ano e atingiram 100,6 mil toneladas, alta de 34,67% sobre outubro de 2011 e de 10,67% sobre setembro deste ano.

O preço médio pago pela tonelada ficou em US$4.828,00, recuo de 4,2% ante o valor de setembro e de 8,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. 

De acordo com o analista da Scot ConsultoriaRenato Bittencourt, o valor pago pela tonelada deixou o produto brasileiro mais competitivo no mercado. A demanda compensou a retração nos preços, o que garantiu a alta no faturamento.

Segundo dados da consultoria, a arroba brasileira está entre as mais baratas disponíveis no mercado, US$48,67/@. Perde apenas para o Paraguai, US$45,00/@, que ainda enfrenta dificuldades de escoar sua produção em razão dos casos de aftosa identificados em 2011, e a Austrália, US$46,50/@, que negocia cortes nobres.

Os meses de outubro e novembro costumam ser cruciais para a s exportações, em razão do abastecimento para as festas de final de ano e do impedimento de compras posteriores por mercados como a Rússia, devido ao fechamento dos portos daquele país.

No acumulado de janeiro a setembro, a Rússia se mantém na liderança entre os compradores do produto brasileiro com 267,7 mil toneladas equivalente carcaça, o que representa 24,8% do total adquirido, que foi de 1.08 milhão tec.

O Oriente Médio responde por 15,9%, com a aquisição de 171,3 mil tec, enquanto a União Europeia ocupa a terceira colocação, com 146,1 mil tec ou 13,5% das vendas brasileiras ao mercado externo.

Bittencourt chama atenção para o desempenho de mercados como o Chile, que responde por 5,9% das aquisições no período, e da China, que adquiriu 0,6% do total negociado. "Em 2011, os embarques para a China atingiram 3,5 mil toneladas enquanto de janeiro a setembro deste ano já somam 6,7 mil toneladas", compara.

Fonte: Portal DBO. Por Marcela Caetano

São Bibiano movimenta mercado na fronteira gaúcha

Leilão de Antônio Martins Bastos Filho cumpre 52 anos, entre os mais aguardados do circuito primavera gaúcha. 
Morgana Nunes


Antônio Martins Bastos Filho promoveu na tarde de terça-feira, 2 de novembro, o Remate Cabanha São Bibiano, um dos leilões mais aguardados do circuito da primavera gaúcha. As vendas ocorreram às 13h na sede do criatório, situado no entorno de Uruguaiana, na fronteira do Rio Grande do Sul. Toninho Bastos, como é chamado pelos pecuaristas, é um grande selecionador e um dos principais juízes dos julgamentos de Angus.

O remate chegou a sua 52ª edição vendendo bovinos das raças Angus e Brangus, mais cavalos Crioulo. O resultado foi de R$ 1,1 milhão, por 363 animais.

Os Angus saíram em 202 ofertas, com predominância de exemplares vermelhos. No grupo, 18 reprodutores renderam média de R$ 5.783, com lance máximo de R$ 14.250 para RA PO 7003, touro arrematado pela criadora Mirey Irigoyen Matas. O segundo maior preço ficou em R$ 13.500 para outro touro da raça adquirido por João Degrazia Soles.

Além deles, mais um reprodutor Red Angus obteve destaque. O exemplar de registro FP127 alcançou o valor de R$ 12.750 de Crescencio Fabrício da Silva. As 117 fêmeas vermelhas pegaram média de R$ 1.964.

Os Aberdeens, de pelagem preta, somaram 67 lotes, com oferta parelha entre touros e matrizes. Foram 36 reprodutores a R$ 5.226 e 31 fêmeas a R$ 3.087. No Brangus, as fêmeas foram as mais procuradas, com 110 lotes a R$ 1.712. Da raça também saíram 34 touros à média de R$ 5.918. O movimento da raça ficou em R$ 389.630.

A menor parcela das vendas coube aos equinos. O total arrecadado no grupo foi de R$ 97.500, com 14 potrancas negociadas a R$ 5.250 e dois cavalos vendidos a R$ 9.500. O único potranco foi arrematado por R$ 5 mil.

Além de Antônio Bastos, a pista foi aberta a convidados. Foram vendedores desta edição Luiz Felipe da Costa, da Estância Querência; José Luiz Marona e Frederico Pons, da Cabanha Santa Ângela; e José Silveira Filho, nome à frente do Rancho Agricultura.

Os negócios foram conduzidos pela Tellechea & Bastos, com trabalhos de Fábio Crespo. Pagamentos em 15 parcelas, ou pelo Plano Safra.

FONTE: DBO

Ministério vai contratar imagens de satélite para o Cadastro Ambiental Rural


O Ministério do Meio Ambiente deve autorizar, nos próximos dias, a contratação da empresa que irá produzir imagens de satélite a serem usadas como base para o Cadastro Ambiental Rural, previsto no novo Código Florestal. A novidade foi apresentada hoje (7) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, após participar de evento da revista Exame na capital paulista sobre sustentabilidade .
“A partir da assinatura do contrato, as imagens devem ser entregues em 60 dias”, informou a ministra. “Nós vamos fazer o termo de cooperação com os estados e vamos passar isso [as imagens] para eles. Quem tem seu sistema de cadastro estadual vai poder utilizar as imagens e quem não tem vai usar o sistema federal”, explicou.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, o trabalho exigirá a integração de vários setores. “Nós vamos implantar o cadastro e iniciar um processo de mobilização que não é só do poder público, mas das entidades de classe”, apontou. Ela informou que o prazo para elaboração do cadastro é de dois anos.
Izabella Teixeira disse que o ministério já está conversando com entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf). “Precisamos de um grande engajamento para construir o cadastro e saber, de fato, não só quais são as áreas de preservação permanente, de reserva legal, mas também a situação dos imóveis rurais no Brasil”, destacou.
O novo código prevê a obrigatoriedade do Cadastro Ambiental Rural para todas as propriedades rurais. A finalidade, de acordo com o documento, é “integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.”
Durante o encontro em São Paulo, que abordou a situação da água no mundo e o melhor aproveitamento dos recursos hídricos, a ministra do Meio Ambiente destacou também o papel central que as empresas devem ter para a efetivação de políticas de desenvolvimento sustentável.
“O homem de negócios hoje tem que lidar com incertezas do seu planejamento estratégico de médio e longo prazo. São incertezas não só sobre o ambiente de mercado ou linhas de financiamento, mas estão relacionadas também às próprias condições ambientais. Teremos oferta de recursos hídricos nas mesmas condições que nós temos hoje?”, questionou.
Izabella Teixeira disse que os próprios consumidores devem exigir que as indústrias produzam de forma mais responsável. “[A produção com padrões sustentáveis] determina uma inserção no mercado em torno de um consumidor consciente, que está associado a um perfil de classe média, classe média alta, mas que, nos próximos dez anos, vai ser mainstream [padrão] de mercado”, avalia.
A ministra acredita que uma das principais formas de permitir mudanças nos padrões de produção e consumo é pelo intermédio da gestão de recursos hídricos. “Se a gente quer falar tão diretamente sobre desenvolvimento sustentável, tem que tocar na questão da água, porque ela é estruturante para vários segmentos econômicos e para a qualidade de vida da sociedade”, destaca.
Izabella Teixeira defende o aperfeiçoamento da Lei de Recursos Hídricos por meio de instrumentos legais ou normativos que interfiram, por exemplo, no tempo entre a outorga e o licenciamento ambiental dos espelhos d'água. “Eu tenho condições de dar outorga de bacia hidrográfica por inteiro e não mais por empreendimento. É só ter uma visão estratégica de planejamento e de uso do recurso de maneira integrada na bacia, mas a lei não está construída para me favorecer isso”, explicou.
FONTE: AGENCIA BRASIL

BAGÉ/RS -Tudo pronto para a 28ª Feira de Terneiros de Corte


Assembleia decide preços mínimos e prazos


Na reunião também foram anunciados os jurados
Na reunião também foram anunciados os jurados
Crédito: Francisco Bosco
Na última segunda-feira, dia 5, em assembleia realizada pelo Núcleo de Criadores de Terneiros de Corte de Bagé, ficou decidido os preços mínimos para o remate da 28ª Feira de Primavera de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas. Os valores ficaram estipulados em R$ 3,20 para machos, R$ 3,00 para fêmeas e R$ 2,70 para vaquilhonas. Já o prazo acordado para pagamento será de trinta e um dias, vencendo no dia 10 de dezembro de 2012.
Os bancos Sicredi, Banco do Brasil e Banrisul serão os agentes financiadores para os compradores na feira. Durante a assembleia, também foram anunciados os jurados que farão as avaliações dos animais na feira. Os médicos veterinários José Carlos Pegas, Maurício Ferreira e João Honório Dias foram escolhidos por uma comissão de diretoria do núcleo.
A 28ª Feira de Primavera será realizada no Galpão de Remate do Sindicato e Associação Rural na próxima sexta-feira, 9 de novembro. Às 16 horas será a entrega das premiações e logo a seguir ocorre o remate.

FONTE : JORNAL FOLHA DO SUL

VENDO ou TROCO CAMIONETE MONTANA 2009 POR GADO


MONTANA 2009
  *preta completa
 *ar / direção / alarme com interface 
 *rodas de liga
 *capota marítima 
*protetor de caçamba
 *farol de milha
* 37mil km.


INFORMAÇÕES COM LUND 053.81113550 ou 99941513 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Assocon: oferta de boi será restrita no final de 2012


 O período já é de entressafra de animais terminados para abate e a tendência para os dois últimos meses do ano é de oferta restrita, segundo a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). A entidade descarta a possibilidade do mercado físico do boi gordo contar no período com volume expressivo de animais provenientes do segundo turno de confinamento.
O gerente executivo da Assocon, Bruno de Andrade, diz que por conta do alto custo dos insumos utilizados na alimentação animal e do preço pouco remunerador do boi gordo no mercado futuro, boa parte dos animais não entrou na segunda etapa desse sistema intensivo de engorda. Segundo ele, esses pecuaristas que optaram por não realizar o segundo turno de confinamento escolheram sistemas de engorda menos intensivos e de menor custo, como o semiconfinamento e a suplementação alimentar.
Fonte: Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Principais indicadores do mercado do boi – 07-11-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,41%, nessa terça-feira (6) sendo cotado a R$97,42/@. O indicador a prazo foi cotado em R$98,18.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 1,48% e foi cotado a R$716,59/cabeça nessa terça-feira (6). A margem bruta na reposição foi de R$890,84 e teve desvalorização de 0,43%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na terça-feira (6), o dólar foi cotado em R$2,03 com desvalorização de 0,04%. O boi gordo em dólares teve valorização de 0,45% sendo cotado a US$47,91. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 06/11/12
O contrato futuro do boi gordo para Dez/12 foi negociado a R$99,52 e sua variação teve alta de R$0,23.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dez/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações. http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/cotacoes/
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$94,98. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$2,44 e sua variação teve baixa de R$0,40 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Valorizações no mercado do boi gordo




Mercado em alta. Houve valorizações em doze, das trinta e uma praças pesquisadas.

Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, os negócios com o boi gordo ocorrem em R$98,00/@, à vista. Este valor é 2,6% maior que há trinta dias. Veja a figura 1.


As escalas estão heterogêneas, com média em torno de três a quatro dias. A oferta de animais confinados está menor, quando comparada à observada em outubro.

Em Goiás houve valorizações nas duas praças. O preço referência em ambas está em R$95,00/@, à vista, mas existem negócios em valores mais altos.

No mercado atacadista de carne com osso houve valorizações para algumas peças. O boi casado de animais castrados tem sido negociado por R$6,34/kg.

A margem de comercialização da indústria cedeu, frente às valorizações recentes da arroba, mas o patamar atual ainda está acima da média histórica.

O cenário atual de oferta menor de animais terminados pode dar força para valorizações em curto prazo.

fonte: SCOT CONSULTORIA

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Carne bovina deve subir até 10% no RS

Aumento do consumo é uma das razões do reajuste no preço do produto / ReproduçãoAumento do consumo é uma das razões do reajuste no preço do produtoReprodução

Os churrascos de fim de ano devem pesar mais no bolso dos consumidores no Rio Grande do Sul. Levantamento divulgado ontem pela Agas (Associação Gaúcha de Supermercados) projeta que a costela bovina terá uma alta de 8% a 10% no mês que vem.

Além do crescimento do consumo de carne neste período do ano, a entidade aponta como causas para o aumento a restrição de fontes fornecedoras para os supermercados gaúchos, já que um corredor sanitário estabelecido no ano passado impede a aquisição direta de carne com osso de outros Estados pela maioria das empresas do setor.

“É a oportunidade do governo gaúcho baratear o churrasco de Natal abrindo mão desta exigência, que limita a três ou quatro empresas do setor a compra direta de costela de outras regiões do Brasil, sem atravessadores”, afirma o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. Já a carne suína, conforme a entidade, terá reajuste médio de 8% nos preços.

Jornal Metro/PoA

Nova entidade pode ser formada para representar frigoríficos processadores de carne bovina


Segundo lideranças do setor, objetivo é fortalecer cadeia produtiva



Agência RBS
Foto: Agência RBS
Frigoríficos processadores de carne bovina podem ter nova representação
Uma nova entidade pode ser formada para representar os frigoríficos processadores de carne bovina. Com a Associação Brasileira da Indústria Frigorífica (Abif), o objetivo seria fortalecer a cadeia produtiva da carne, que hoje é conhecida por ter um grande número de associações.

Desde 1979, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) representa principalmente os grandes frigoríficos focados na exportação, mas nos últimos anos outras entidades passaram a integrar esse mercado. A Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo) foi criada em 2004, inicialmente representando os pequenos e médios frigoríficos, mas agora conta com grandes associados, como o grupo JBS.

Além da Abrafrigo, em 2007 a União Nacional da Indústria e Empresas de Carne (Uniec), também passou a compor o mercado. Olhando para a atual realidade, a impressão que se tem é que todas as entidades estão disputando o mesmo espaço, mas eles garantem que tentam trabalhar unificadas.

Por causa dessa ideia de unificação surgiu a possibilidade da nova entidade. A Abif passaria a representar pequenos, médios e grandes, em uma união da Abiec com a Abrafrigo. O possível presidente para essa nova entidade seria o ex-secretário de Agricultura de São Paulo João Sampaio, que hoje é vice-presidente do grupo Marfrig. Ele não confirma a informação.

Os representantes da Abrafrigo também negam qualquer união da entidade com a Abiec.
FONTE: CANAL RURAL

Simpósio discute novos sistemas de produção de bovino de corte


As projeções hoje indicam uma forte demanda mundial de carne bovina para os próximos anos e Mato Grosso, como maior produtor de carne e rebanho do país, é um forte candidato a ajudar suprir esta questão. Com o objetivo de auxiliar os produtores rurais a produzir mais, e de forma sustentável, será realizado de 5 a 8 de dezembro, em Rondonópolis (MT), o VI Simpósio “Sistemas de Produção de Bovinos de Corte”.

Especialistas de renomados institutos de pesquisas do país ministrarão palestras no evento sobre novas técnicas de produção e comercialização de bovinos de corte. Transformando dados obtidos dos experimentos em informações, os pesquisadores apresentarão sistemas de produção inovadores.

De acordo com Roberto Aguiar, diretor de pastagens da Nutripura, empresa realizadora do simpósio, o objetivo principal é fazer uma ligação entre os institutos de pesquisas e o produtor rural.

“Difundir informação para que o produtor possa melhorar a produtividade em sua fazenda. Esse é o foco principal. Hoje, com os limites dos desmatamentos, o pecuarista tem de arrumar alternativas para aumentar a produtividade no espaço da fazenda que já existe. No simpósio ele conhecerá técnicas que vai dar condições para isso. Se ele produz um boi por hectare, ele vai ter técnica de produção de dez bois por hectare. Esse é o futuro da pecuária em Mato Grosso e no Brasil. Produzir boi de uma forma sustentável”, explicou.

O simpósio será dividido em três etapas. A primeira terá formato de work shop com o tema ‘Confinamento’ que acontecerá nos dias 5 e 6 (dezembro).

No dia 7, será aberta a rodada de palestras com renomados especialistas em pesquisa no país como Reginaldo Nassar, que falará sobre suplementação; Alexandre Mendonça de Barros, que vai traçar o cenário da economia micro e macro focado na pecuária de corte no Mato Grosso; Luiz Gustavo Lucio, que vai abordar um assunto pouco discutido: a silagem de cana de açúcar, e ainda Moacyr Corsi tratará de forragem de pasto – adubação e manejo.

No dia 8 o evento é fechado com um dia de campo. O produtor terá oportunidade de vivenciar na prática o que ele viu, nos dias anteriores, na teoria. “Isso é muito importante porque é quando ele vê que consegue mensurar os benefícios e visualizar para implementar na fazenda dele”, disse Roberto Aguiar.

Agrolink com informações de assessoria

EUA: carne in natura brasileira só em 2013


Segundo Abiec, definição deve ficar para ano que vem, mas decisão do USDA não tem prazo para sair

A abertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura brasileira deve ocorrer somente no ano que vem. Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, o Brasil espera decisão oficial do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), que ainda não tem prazo para ocorrer. O Brasil já exporta carne bovina termoprocessada àquele mercado.
"No último contato que fizemos, as autoridades norte-americanas nos disseram que eles não iriam fazer nada até as eleições presidenciais, realizadas nesta terça-feira. Já estamos praticamente no fim do ano", disse o executivo a jornalistas, após sua apresentação no Congresso Nacional da Indústria da Carne, promovida pelo Informa Group. Questionado se a demora poderia sinalizar uma desistência, Sampaio disse que não. "A abertura à carne in natura está dentro do processo do contencioso do algodão. Eles têm de abrir (o mercado)", declarou.

Sampaio reiterou, ainda, as perspectivas da Abiec para 2012. O volume de carne bovina exportada deve crescer pelo menos 10%. "A receita também expandirá (o executivo não citou um porcentual). Mas o preço por tonelada vai ter leve baixa, impactado pela crise que está perdurando na Europa", declarou.

Até setembro, as vendas de carne bovina atingiram US$ 4,166 bilhões, alta de 4,86% ante o mesmo período do ano passado. Em volume, houve avanço de 9,74%, para 896,571 milhões de toneladas. O preço no exterior no período recuou 4,45%, para US$ 4.646 a tonelada. "Temos de trabalhar cada vez mais na abertura de novos mercados, mas de maior valor agregado, como Japão, Coreia do Sul e Vietnã e ampliar os embarques para a China", disse Sampaio. 


Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Frigoríficos podem ser obrigados a informar ao MAPA o preço pago por bovinos e suínos





Com o objetivo de resolver conflitos entre frigoríficos e produtores, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou projeto que obriga a comunicação diária, ao Ministério da Agricultura (MAPA), dos preços pagos pelos animais adquiridos para abate. As informações deverão ser fornecidas pelos frigoríficos em até cinco dias após o abate e serão mantidas em sigilo, embora os órgãos responsáveis pela inspeção animal possam divulgar dados agregados, desde que seja impossível identificar os informantes.
Além do preço pago pela arroba do animal vivo, os frigoríficos terão que informar o número de animais e o peso médio por lote, discriminados por sexo e idade, com distinção entre rastreados e não rastreados.
De autoria do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), o projeto previa originalmente que apenas frigoríficos com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) fossem obrigados a prestar informações ao Ministério da Agricultura. A relatora do projeto (PLC 85/2011), senadora Ana Amélia (PP-RS),Ana Amélia, no entanto, apresentou emenda para estender a obrigação a todos os frigoríficos em atuação no país.
Ana Amélia também ampliou o mecanismo de controle ao mercado da carne suína, e não apenas a carne bovina, como previsto no projeto original. O projeto terá que passar por nova votação na Comissão de Agricultura, em turno complementar, porque foi aprovado substitutivo integral ao projeto. Depois voltará à Câmara dos Deputados, se não houver recurso para apreciação no Plenário.

Fonte: Agência Senado