sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Congresso Brasileiro de Angus conta com programação variada e presença de palestrantes internacionais


Os países com maior relevância e tradição na seleção genética da raça Angus estarão representados na programação técnica do Congresso Brasileiro de Angus, promoção da Associação Brasileira de Angus, que acontecerá entre os dias 04 e 05 de Dezembro, no Hotel Sheraton, em Porto Alegre (RS).
Sob o tema “Selecionando e produzindo o melhor Angus para o Brasil” o encontro receberá especialistas do Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Nova Zelândia, que dividirão espaço no plenário para apresentação de temas da ordem do dia para o avanço genético do rebanho Angus. Juliana Brunelli, gerente da Angus comenta que esta será uma oportunidade única para reunirmos criadores, pesquisadores e admiradores do Angus e trocarmos experiências sobre a raça , seu crescimento no Brasil e no exterior e a produção de carne de qualidade.
No espaço reservado para a associação o médico veterinário Fábio Medeiros, Gerente do Programa Carne Angus Certificada, discorrerá sobre o atual cenário da raça Angus no Brasil, com destaque especial para o avanço da raça no Brasil central através do cruzamento e para o Programa Carne Angus Certificada, um case de sucesso que vem promovendo a valorização da raça de norte a sul do Brasil através de sua qualidade de carne. “ Mostraremos os resultados deste trabalho e o impacto do mesmo na cadeia da carne brasileira, onde a produção de carne de qualidade diferenciada, produtividade e maior rentabilidade aos pecuaristas são obtidos com a genética Angus”.
A primeira parte do painel “Programas de Seleção”, que terá como mediador a Gensys Consultores colocará em pauta os programas de avaliação e seleção de reprodutores da American Angus Association – tema apresentado por Bryce Schumann, da American Angus Association. Na sequência Mike Tess, da Red Angus Association of America, discorrerá sobre o programa THR (Total Herd Report) e as ferramentas de seleção da Red Angus Association of America.
Horácio Guitou (INTA) abre a segunda rodada de palestras com o tema programa ERA: selecionando reprodutores superiores na Argentina – apresentação seguida Ing. Lucas Gremminger da Sociedade de Criadores de Angus, Uruguai, falando dos avanços na seleção do Angus naquele país. O moderador será Leonardo T. Campos (PROMEBO). Mike Tess, Executive Director of Ultrasound Guidelines Council, falará sobre a avaliação e seleção de reprodutores para qualidade de carne – ultrassonografia de carcaça. Moderador: Jaime Urdapilleta Tarouco (UFRGS).
A seleção de gado de corte para Eficiência Alimentar será o tema de Scott Newman (Genus) como moderador: Robison Carreira (Centro de Performance CRV Lagoa). A palestra sobre seleção de bovinos por dados objetivos e avaliação genética: O case GARDINER ANGUS RANCH será conduzida por Mark Gardiner (Gardiner Angus Ranch). Moderador: Susana Macedo Salvador (Pres. Conselho Técnico ABA). O Angus argentino e o case ANGUS TRÊS MARIAS – encerram o primeiro dia de plenárias, tema apresentado por Horácio Gutierrez (Presidente Honorário da Associação Argentina de Angus e Titular da Cabanha Três Marias.
 Painel Angus no Brasil movimentará 2º dia de debate
O Painel Angus no Brasil será aberto pelo técnico ABA e proprietário da assessoria agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha, com o tema a genética Angus no Brasil e os diferenciais de nossa seleção. Moderador: José Fernando Piva Lobato (UFRGS). Na sequência ocorre apresentação dos cases: Estância Ponche Verde (Cascavel, PR) – Cristopher Filippon e GAP Genética (Uruguaiana, RS) – Angela Linhares e Agropecuária Quiri (Dom Pedrito, RS) – Vivian Potter.
Para o encerramento do congresso ficou reservada uma discussão aberta no Painel – Cruzamento com Angus, moderador: Luciano de Andrade (Marfrig). Na pauta, a experiência da Agrop. Fazenda Brasil – Rogério Fonseca Guimarães Peres (Gerente de Pecuária, Agrop. Fazenda Brasil); Uso de touros Angus em cruzamento – Antonio Chaves Neto (Técnico ABA, Assessoria Mamelle); Desempenho do cruza Angus em confinamento – Roberto Barcellos (Beef & Veal Consultoria).
O Congresso Brasileiro de Angus é uma promoção da Associação Brasileira de Angus e conta com o apoio na organização da Assessoria FFVelloso e Dimas Rocha.
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Abrafrigo lança campanha para que o abate clandestino seja tratado como crime


Este tipo de conduta tem reflexos na área de saúde pública, meio ambiente e consumidor


Adair Sobczak
Com o objetivo de atrair a atenção pública e dos órgãos competentes para a prática do abate clandestino a Associação Brasileira de Frigoríficos, Abrafrigo, lançou uma campanha para que o abate clandestino seja realmente tratado como crime. Péricles Salazar, presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos, Abrafrigo, explica que, embora exista uma ampla legislação que enquadra o abate clandestino como crime, passível de punição, inclusive com pena de detenção de dois a cinco anos e multas, a prática ainda é muito disseminada no Brasil. Não existem estatísticas oficiais, mas os levantamentos feitos pelas empresas e pelo setor indica que, no Norte e Nordeste, cerca de 50% do consumo vem do abate clandestino, e, no Sul e Sudeste, este percentual pode atingir 20%. 
“O problema é que este tipo de conduta tem reflexos na área de saúde pública, meio ambiente e consumidor e deve ser coibida, utilizando-se, inclusive, do direito penal pelos danos que traz para a sociedade”, enfatiza Péricles. Para isso, a entidade está encabeçando um movimento para que as autoridades voltem a prestar mais atenção ao assunto, uma vez que, o abate sem inspeção municipal, estadual ou federal causa riscos de transmissão de zoonoses, riscos ambientais e ofende diretamente os direitos do consumidor. 
“Embora seja uma prática ‘aceita’ pela população, seus efeitos são muito prejudiciais à coletividade, justificando uma ampla campanha de conscientização de que o abate clandestino corresponde a uma prática ilícita, prejudicial e que deve ser coibida pelos órgãos fiscalizadores, inclusive pelo Ministério Público, de forma preventiva e repressiva”, afirma Salazar, ressaltando que, embora não exista um levantamento específico, só o que o país economizaria com o tratamento de doenças transmitidas pela carne sem inspeção, já justificaria uma campanha como a Abrafrigo está propondo.
FONTE: Universoagro

Frango vivo x boi em pé: relação de preços historicamente decrescentes


Em 2012, até outubro, o frango vivo voltou a registrar valor médio correspondente a pouco mais de 30% da cotação do boi em pé (valor em arroba pago ao produtor, convertido em quilos). Isso não ocorria desde 2009, já que nos dois últimos anos essa relação de preços ficou aquém dos 29%, correspondendo ao mais baixo índice dos últimos 15 anos.

Tudo sugere, porém, que a atual valorização será passageira, pois, historicamente, os preços do frango vêm sendo quase continuamente decrescentes. E as poucas exceções observadas decorrem de momentos de crise.

Em 1998, por exemplo, o frango vivo foi comercializado por um valor médio que correspondeu a mais de 40% da cotação do boi em pé. Mas, na sequência, a produção cresceu demasiadamente e essa relação baixou com rapidez. Três anos depois já estava em 33,5%. Reverteu-se a partir daí não tanto porque ocorreu algum controle da produção, mas porque as exportações do período tiveram avanço inesperado (1,265 milhões de toneladas em 2001; 2,846 milhões de toneladas em 2005 – 125% de aumento em quatro anos!).

Mas então (2006) veio a crise (externa) de Influenza Aviária, com refluxo violento das exportações e do consumo interno. Resultado: a relação de preços frango/boi caiu para 32%, E só apresentou reversão no ano seguinte porque, a despeito da posterior valorização do boi, a crise anterior na avicultura refreou uma maior produção de carne de frango naquele exercício.

Em 2008, nova crise, desta vez a da economia mundial. Mas que, no caso do frango, foi acompanhada novamente de um excesso de produção. A contenção da produção então imposta ao setor possibilitou breve recuperação em 2009. Que, além de limitada, também foi passageira.

Neste instante, a relação volta a se igualar com aquela de três anos atrás. Mas, pelos antecedentes, tende a ser interrompida em futuro próximo. Pois está claro que os preços do frango vivo são historicamente decrescentes em relação aos preços do boi em pé.



FONTE: Avisite

EUA: veja a situação e projeções para a pecuária de corte em mais de vinte gráficos


Menor nível de produção de carne bovina dos Estados Unidos (2% a menos com relação ao ano anterior) e sua menor oferta resultaram em valores recordes para todas as categorias de reposição e também para a carne. O aumento da demanda doméstica, principalmente do foodservice, também suportou este aumento.
No mercado de boi gordo, apesar do menor nível de produção, a oferta per capita de carne bovina foi maior devido à menor exportação e à maior importação de carne bovina. Os preços do boi gordo ficaram em média 8% maiores que no ano passado durante os primeiros três trimestres de 2012 e alcançarão recorde para o ano.
A oferta per capita líquida de carne suína está estável em 2012, enquanto a de carne de frango caiu 3%. Apesar do maior valor do mercado do boi gordo, a margem média na terminação tem sido negativa neste ano devido aos custos recordes da reposição e do milho. Apesar das perdas e da baixa oferta de animais para reposição, o excesso de capacidade do setor de confinamento apoiou maiores valores do gado para engorda e dos bezerros.
Durante os primeiros três trimestres do ano, os preços do gado de reposição aumentou 15% e o de bezerro ficou em média 17% maior. Os maiores preços são encontrados no gado para ser confinado, que darão suporte de preços para o mercado de reposição durante o quarto trimestre.
Os preços do milho permaneceram elevados devido à seca nesse ano. Os preços em Omaha, Nebraska ficaram em média de US$ 6,88/bushel nos primeiros nove meses de 2012, comparado com US$ 6,90 por bushel nos primeiros nove meses de 2011. Com a relação estoque-uso (stocks-to-use ratio, que mede a relação entre oferta e demanda de commodities) estreita e a necessidade de atender a  demanda, as previsões para o valor do milho permanecem historicamente altas em 2013.
O abate total de bovinos em 2012 está 4% menor que no ano passado, com o abate de vacas leiteiras aumentando 6% e o de gado de corte caindo 12%. Além disso, uma alta porcentagem de novilhas continua sendo confinada (37% dos animais confinados são novilhas nos dados do CattleFax). Essa combinação, apesar da redução no abate de gado de corte, poderia sugerir que o rebanho de corte total reduzirá em 2012. Apesar dos valores bem maiores dos bezerros, é improvável que a expansão do rebanho ocorra até que a forte seca termine.
As exportações de carne bovina caíram 12% até agosto de 2012 devido aos preços recordes de carne bovina nos Estados Unidos e a uma desaceleração econômica mundial. Houve declínio para a Coreia do Sul, Canadá e México, enquanto as exportações ao Vietnã, Japão, Hong Kong e Rússia aumentaram. As importações de carne bovina foram 13% maiores até agosto, com maiores compras da Austrália, Nova Zelândia, Brasil, México e Uruguai.
A previsão para importações permanece elevada devido aos valores da carne 90% magra, enquanto as exportações deverão aumentar em 2013 em comparação com 2012. Durante o quarto trimestre de 2012, a oferta total líquida de carne permanecerá estável (menor para carne bovina, maior para carne suína e estável para carne de frango). Em 2013, a previsão é de oferta menor de todas as proteínas em reposta ao valor recorde dos grãos.
O clima econômico deverá melhorar lentamente, permitindo que a demanda por carne bovina ganhe espaço.A previsão é de que a liquidação do rebanho de corte termine quando as condições de umidade melhorarem.
O abate de novilhos e novilhas (inspecionados pelo Governo Federal) foi de 19,19 milhões de cabeças, 4% a menos que no primeiro trimestre de 2011. Os níveis de abate deverão ficar em média 2% a 3% a menos que os níveis de 2011 durante o quarto trimestre desse ano.
O abate de animais adultos foi de 4,70 milhões de cabeças durante os primeiros três trimestres de 2012. O maior nível de abate de vacas leiteiras foi compensados pelo declínio do abate de gado de corte. Os níveis de abates estão altos o suficiente para sugerir que a liquidação está ocorrendo nos rebanhos de corte e de leite.
O abate semanal de gado ficou abaixo dos níveis do ano anterior. Os altos custos dos alimentos para animais com relação aos valores do leite impulsionaram maiores abates de gado leiteiro. Apesar dos níveis abaixo do ano anterior, o abate de gado de corte se manteve elevado devido à seca. Sazonalmente, os abates de gado alcançam o pico no quarto trimestre.
A produção total de carne bovina foi de 8,66 milhões de toneladas, 2% menor do que nos três primeiros trimestres de 2011. A previsão de produção de carne bovina é de que fique abaixo dos níveis do ano anterior no final de 2012. A previsão para 2013 é de níveis menores de produção comparado com 2012.
Até setembro, o peso de carcaça ficou em média 7,71 quilos mais pesado do que em 2011 e 9,07 quilos acima da média dos últimos cinco anos. O aumento do período de confinamento foi notado devido, em parte, à falta de lucratividade. A previsão é que o peso das carcaças permaneçam elevados em 2013.
A produção média semanal de carne bovina Choice caiu 2,8%, para 115,67 mil toneladas de jan a set/12 comparado com 2011 e aumentou em 3,6% comparado com a média dos últimos cinco anos. Houve menor número de gado com a classificação Choice.
A produção média semanal caiu 1,6%, para 222 mil toneladas durante os primeiros três trimestres de 2012 e caiu 1,8% comparado com a média dos últimos cinco anos. A previsão para produção de carne bovina é de queda de 2% durante o quarto trimestre. A produção deverá cair novamente em 2013.
A porcentagem de gado com classificação Choice durante os três primeiros trimestres do ano foi em média 62,5%, proporção menor comparada aos primeiros três trimestres de 2011, que teve uma média de 63,2%. Porém, maior se comparado à média dos últimos cinco anos, de 58,8%. O gado Choice será reduzido neste final de ano.
A porcentagem de gado com classificação Select ficou com média de 28,8%, mais que nos três primeiros trimestres de 2011, cuja média foi de 28,4%, mas menos que a média dos últimos cinco anos, de 31,5%. A porcentagem de Select aumenta sazonalmente no quarto trimestre.
A porcentagem de gado com classificação Prime foi de 3,2%, menos que os 3,4% durante os primeiros três trimestres de 2011 e mais que a média dos últimos cinco anos, de 2,8%. Com a menor produção de carne bovina premium e melhor nível do foodservice, os prêmios para a  carne Prime estão em níveis recordes.
A diferença de preços entre Choice-Select foi em média de US$ 17,11 por 100 quilos durante os primeiros três trimestres de 2012. Isso é US$ 5,86 por 100 quilos a mais que nos primeiros três trimestres de 2011. A menor produção de carne bovina Choice e a melhora na demanda do foodservice foi notada. Esses fatores resultaram na maior diferença, o que deve aumentar em 2013.
O número de animais confinados nos primeiros três trimestres de 2012 foi de 16,55 milhões de cabeças, 6% a menos que em 2011 e 2% a menos que a média dos últimos cinco anos. A previsão é que este número serão menores no quarto trimestre de 2012 em resposta à menor safra de bezerros, menor oferta de reposição e alto valor do milho.
A comercialização nos primeiros três trimestres de 2012 totalizou 16,784 milhões de cabeças, 3% a menos que no ano anterior e 1% a menos que a média dos últimos cinco anos. A previsão de vendas é que fique abaixo dos níveis do ano anterior durante o quarto trimestre de 2012 e começo de 2013 devido à menor população de gado para engorda.
O número de gado confinado em outubro foi previsto em 10,94 milhões de cabeças, 3% a menos que em 2011 e 1% a mais que a média dos últimos cinco anos. O gado confinado total deverá permanecer abaixo dos níveis do ano anterior durante o final de 2012 e a maior parte de 2013.
O preço das carnes foi maior durante os primeiros três trimestres de 2012, com o preço da carne suína e da carne bovina magra (com 50% de gordura) sendo exceção. A estabilização/melhora da economia e a menor oferta de proteína de forma geral suportaram os preços. A maior produção de carne suína está influenciando seu mercado. A escassa oferta de proteína continuará dando suporte aos preços em 2013.
Neste ano, o valor de todas as categorias animais e dos cortes de carne aumentaram em relação ao ano anterior. A principal causa tem sido o menor número de animais, menor produção de carne bovina e maior demanda por carne. No futuro, a oferta historicamente baixa de carne bovina e gado permanecerão. Isto, somado às expectativas por uma melhor demanda por carne bovina, dará suporte a maiores preços no longo prazo.
O preço do boi gordo foi 8% maior nos primeiros três trimestres de 2012 e ficaram em média em US$ 269,05 por 100 quilos. Os preços alcançaram recordes em 2012, devido à escassa oferta de carne bovina e melhor demanda doméstica. A previsão é que os preços se mantenham fortes no quarto trimestre.
A demanda por carne dos Estados Unidos permanece forte. Mesmo a queda de 12% nas exportações de carne bovina não é preocupante devido a rápida inflação de preços. A demanda dos Estados Unidos por carne bovina moída permanece forte. O crescimento das importações de gado virá principalmente do México.
O valor médio de exportação para a carne bovina dos Estados Unidos aumentou. Esse preço maior limitou o volume exportado. A situação global de carne bovina tem sido definida pela escassa oferta e maiores preços nos últimos 4 anos.
A importação de carne bovina continua alta com relação ao ano anterior, mas a taxa de crescimento está enfraquecendo no final do ano à medida que o maior abate de gado está fornecendo carne moída. As importações de carne bovina para 2012 deverão aumentar entre 9 e 12% comparado com 2011.
A importação de carne bovina tem correlação direta com o abate de vacas/touros do país. Pode-se ver no gráfico que com o abate de vacas declinando em 2012 e devendo continuar em 2013, a importação de carne bovina aumentará para compensar a menor ofertas de carne moída.
Em outubro, o relatório de produção agrícola dos Estados Unidos mostrou produção de milho de 533 mil de toneladas a menos, para 272 milhões de toneladas. Os preços do milho deverão se manter acima do ano anterior por causa da forte queda da produção. A produção projetada é de queda para níveis menores desde o ano comercial de 2006/07.
O preço recorde do milho e o crescimento de longo prazo no consumo global de proteínas tem sido apoiado pela maior produção no mundo. A produção mundial de milho menos a produção dos Estados Unidos deverá totalizar um recorde de 567 milhões de toneladas em 2012/13. A produção de milho dos Estados Unidos deverá cair para 32% do total mundial em 2012/13, o que denota uma queda com relação aos 36-43% estabelecido desde a década de noventa.
O nível estimado de estoque-uso (estoques finais projetados como uma porcentagem do uso total) declinou para 5,6% na estimativa de outubro do USDA, que é a menor projeção registrada para este mês. Os níveis projetados de estoque-uso deverão permanecer 5-6% nos próximos meses.
O preço futuro spot do milho está acima do ano anterior. O valor de US$ 7,75-US$ 8,00 por bushel é esperado para fornecer maior resistência e de US$ 7,00-US$ 7,25/bushel é esperado para fornecer suporte no início de 2013.
Fonte: CattleFax, traduzida e adaptado pela Equipe BeefPoint.

URUGUAY - Sobre el fin de semana se embarcarán 8.000 novillos para Turquía


Ya está esperando en el antepuerto el barco que en las próximas horas cargará una nueva tropa de novillos con destino a Turquía. En total serán 8.000 cabezas, integrada por terneros enteros y novillitos. Este volumen corresponde a dos negocios de igual número de empresas exportadoras al mismo destino y que se cargan en el mismo barco.
Seguramente el ganado se cargará entre el jueves y viernes de esta semana.
FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

Redução na oferta de bezerros deve elevar o preço da carne



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Preço da carne deve aumentar em cinco anos
Foto: Deurico/CapitalNews

O aumento de abates de fêmeas deve provocar uma escassez de bezerros a curto prazo no país. De acordo com produtores e representantes da pecuária no país, estima-se que a queda na produção de carne bovina será percebida em dois anos, segundo informações do site agrodebate.com.br. Até o momento, o preço atrativo para os compradores, sustenta o mercado.
Segundo o analista da Scot Consultoria, Alcides Torres, se confirmada a falta de animais para cria, os preços ficarão elevados a partir dos próximos cinco anos. Para o analista, a alternativa para que a produção de bezerros não fique escassa é o investimento em tecnologia e na utilização de áreas menos produtivas - como o Pantanal sul-mato-grossense, a região dos Pampas no sul do país e o semiárido do nordeste -, prática que já é realizados em países como os Estados Unidos e Austrália.
Porém, o aumento da produção de bezerros não deve vir da abertura de novas áreas por conta das restrições ambientais. Segundo o operador de mercados agrícolas, Leandro Bovo, apesar da cria ser o fator chave para e pecuária do futuro, é necessário haver um remanejamento da forma de remuneração para que o criador não se desestimule a produzir.
 

Fonte: Cecilia Koshiikene - Especial para o Capital News (www.capitalnews.com.br) 

Carnes acumulam receita cambial igual à do mesmo período de 2011

 Depois de apresentar resultados negativos durante parte do ano, a receita cambial obtida com a exportação de carnes registra ligeira reversão e, no acumulado dos 10 primeiros meses de 2012, apresenta variação positiva de 0,13%, o que, na prática, configura “empate técnico” com o que foi alcançado em idêntico período do ano passado.

Não foi o volume que afetou esse resultado, pois, entre janeiro e outubro, ele aumentou perto de 5% e superou os 5 milhões de toneladas (4,827 milhões de toneladas nos 10 primeiros meses de 2011). Em outras palavras, o que impede receita maior é o preço médio, inferior para, praticamente, todas as carnes (a única exceção, no período, ficou com a carne bovina industrializada).

De toda forma, a receita acumulada poderia ter sido ligeiramente superior não fosse a carne de frango puxar os resultados para baixo. A combinação, no período, de embarques praticamente similares aos do ano passado (expansão de apenas 1,39%) e a redução de mais de 6% no preço médio resultou em uma receita cambial quase 5% menor que a obtida entre janeiro e outubro de 2011, neutralizando os aumentos de cerca de 7% na carne bovina, de 4% na carne suína e de mais de 8% na carne de peru.


FONTE:Avisite / Redação

Crise argentina atinge até a carne bovina


Se o melhor uísque é escocês e o perfume francês, também não há dúvidas sobre a melhorcarne do mundo, a argentina. Pois a crise no país vizinho atinge também a carne bovina, conforme pormenorizada análise da brasileira Scot Consultoria, especializada em agropecuária. Citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Scot revela que, este ano, pela primeira vez na história, aArgentina não estará entre os dez maiores exportadores de carne bovina do mundo - setor atualmente liderado pelo Brasil . Até setembro, as exportações foram de 159,9 mil toneladas, com queda de 12,7% em relação a igual período de 2011. O total para 2012 - 170 mil toneladas - deverá ser o menor de uma década. Como no ano passado, a Argentina não deverá atingir a quota Hilton, ou seja, 12 mil toneladas da carne mais cara do mundo.
Scot Consultoria cita que a seca atingiu duplamente a pecuária, pois também a produção de grãos foi afetada, o que gera um segundo efeito negativo para a produção de carne e leite. No entanto, garante que o principal obstáculo é político. Lembra que, em 2006, o governo criou quotas de exportação - a pretexto de beneficiar o mercado interno e de evitar efeito inflacionário. Com isso, houve desestímulo à produção, o que é muito ruim, uma vez que o país passa porcrise cambial e precisaria da moeda forte obtida com vendas externas.
E também o consumo interno está em baixa. Na década de 80, o consumo per capita argentino era o maior do mundo em carne bovina, com 80 quilos por pessoas, e, em 2001, caiu para apenas 57,9 quilos por pessoa.
Em resumo, problemas não faltam para um dos países mais bonitos e potencialmente mais ricos do planeta. No século passado, a Argentina chegou a ser o quinto país mais rico do mundo. Em 1930, o PIB brasileiro não chegava a 70% do argentino. Hoje, a produção total do país vizinho corresponde a 17% da riqueza brasileira.
FONTE: EcoFinanças

Assocon: 8% dos confinamentos representaram 50% do total de animais confinados no país em 2011


Segundo levantamento da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), 877 unidades de confinamento somam capacidade estática de 2,7 milhões de cabeças e estão concentrados nas mãos de poucos produtores. No ano passado, apenas 8% das 849 propriedades que optaram por esse sistema de criação foram responsáveis por 50% dos 3,3 milhões de animais terminados em cocho em todo o país, aponta o estudo da entidade. “Esse é um padrão. Você tem muito boi em pouco confinamento”, afirma o gerente-executivo da Assocon, Bruno Andrade.
Batizado pela Assocon como o primeiro “censo” da atividade, o levantamento evidencia a distância entre pequenos e grandes produtores do segmento no país. Naqueles 8% que costumam representar a metade de todos os animais confinados, a capacidade estática média é de 35 mil cabeças, sendo que a maior propriedade do tipo no país pode abrigar 140 mil animais de uma vez só. Em contrapartida, os 92% restantes detêm uma capacidade estática média de mil cabeças. No levantamento da Assocon, o giro médio por propriedade foi de 1,2 vez a capacidade estática.
O gerente da Assocon reconhece que o universo de 877 unidades pesquisadas não é propriamente um censo, uma vez que só o cadastro da entidade tem 1,3 mil confinamentos. Muitos produtores não responderam os questionários feitos pela associação.
“O número deve ser maior que esses 1,3 mil, mas abaixo de 2 mil confinamentos”, diz Andrade, citando os confinamentos mais distantes e de pequeno porte que a entidade não conseguiu ter acesso. Se consideradas essas propriedades, o Brasil confina ao menos 4 milhões de cabeças ao ano, estima o executivo. O número é superior às projeções da própria Assocon. Neste ano, a entidade prevê que o Brasil confine cerca de 3,4 milhões de cabeças, mesmo patamar do ano passado.
Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Oferta de ações da Marfrig vai de 21 de novembro a 3 de dezembro



frigorifico
O frigorífico Marfrig divulgou hoje o edital da oferta pública de ações anunciada em 24 de outubro. Pelo edital, o frigorífico vai oferecer inicialmente 105 milhões de ações, quantia que poderá ser ampliada em 21 milhões de ações em lote adicional e em mais 15,750 milhões em lote complementar, somando 141,75 milhões de ações. Pelo valor atual, de R$10,73, essa quantia de ações equivaleria a R$ 1,520 bilhão. Os valores serão destinados principalmente para alongar a dívida da empresa.
Para o varejo, as reservas irão de 21 de novembro a 3 de dezembro. A empresa reservou 10% a 15% das ações para o varejo.
Um dia antes do anúncio, em outubro, o papel da empresa caiu 9,75%, a maior perda do Índice Bovespa, com boatos de mercado de que a Marfrig faria uma oferta de ações. A operação dilui a participação dos atuais acionistas ao aumentar o número de papéis em circulação.
Segundo o comunicado, a empresa fez o pedido de registro da oferta pública de ações à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). A oferta será primária, ou seja, de novos papéis. Segundo o fato relevante, a empresa espera que a BNDESPar, braço de participações do BNDES, converta as debêntures que possui em ações da empresa. A estimava é de que o BNDES tenha cerca de R$ 2,5 bilhões em debêntures do Marfrig  e converta a maior quantia possível.
“Será vantagem, pois a debênture no vencimento, em 2015, permitiria a conversão em ações por um preço de R$ 24,50, e hoje a oferta deve sair perto do preço de mercado, de R$ 10,00”, afirmou Roberto Amstalden, sócio da consultoria Empiricus.
A Marfrig terminou o terceiro trimestre com um lucro de R$ 10,415 milhões, para um prejuízo de R$ 540 milhões no ano passado. Recentemente, concluiu a compra da marca e dos ativos da Seara e anunciou a contratação de um executivo da Cargill, Sergio Rial, para a área.
Outra empresa do setor, o frigorífico Minerva, anunciou também uma oferta de ações para alongar o perfil de sua dívida.
FONTE: ARENA DO PAVINI

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SEAPA-RS divulga dados do levantamento pecuário 2012 do RS


Fonte: SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA E ESTATÍSTICA
Levantamento Pecuário 2012
Levantamento Pecuário 2012 - Foto: SEE/DDA/SEAPA-RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA-RS) divulgou através do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) o levantamento populacional animal dos rebanhos do Rio Grande do Sul, relativo ao ano de 2012. Este levantamento toma como base, as informações fornecidas pelos produtores rurais nas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZ) de todo o Estado, a partir da declaração anual de rebanho.
A consolidação dessas declarações prestadas pelos produtores rurais é realizada pelos fiscais estaduais agropecuários da Secretaria, com o auxilio do Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), programa desenvolvido pela Procergs, que permite que todas as informações relativas aos saldos animais, desde o nascimento e movimentações (de entrada e saída da propriedade) sejam lançadas e controladas de maneira on-line.
Neste ano, as declarações dos cerca de 400 mil produtores rurais do Estado foram lançadas diretamente no SDA, que são posteriormente analisadas de maneira quantitativa pelo Sistema de Análises de Negócios (SAN), também desenvolvido pela PROCERGS.  O DDA/SEAPA-RS planeja que nos próximos anos, os lançamentos das declarações sejam feitas diretamente pelos produtores rurais de maneira eletrônica, através do “produtor on-line” já disponível para acesso pelos produtores rurais pelo site da SEAPA-RS (http://www.agricultura.rs.gov.br/)
De acordo com o fiscal estadual agropecuário Diego Viali dos Santos, do Serviço de Epidemiologia e Estatística (SEE) do DDA/SEAPA-RS “com as informações do levantamento pecuário agropecuário é possível realizar a análise da evolução dos dados lançados nos anos anteriores, das principais espécies existentes no RS, ter o conhecimento da caracterização da produção de cada espécie, além de ter informações por faixa etária e sexo em cada um dos 496 municípios do RS. Ou seja, é possível fazer uma verdadeira radiografia do panorama da população animal no RS”.
O levantamento pecuário 2012 está disponível no site do DDA/SEAPA-RS para consulta e informações mais específicas, quanto aos dados populacionais das espécies no RS, podem ser solicitadas pelo e-mailestatística@agricultura.rs.gov.br.

Confira a entrevista com Alex Santos Lopes da Silva - Analista de Mercado - Scot Consultoria


Boi: grandes frigoríficos continuam abastecidos até o final do mês mas oferta começa a reduzir em SP. Tudo indica que teremos um início de dezembro já com oferta menor de animais terminados e demanda aquecida para as festas de final de ano

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

COTAÇÕES

 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 12/11/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 09/11/2012 - PRAÇA RS


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MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,20R$ 6,19
KG VivoR$ 3,10R$ 3,10
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,96R$ 5,92
KG VivoR$ 2,83R$ 2,81
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Principais indicadores do mercado do boi – 12-11-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,10%, nessa sexta-feira (9) sendo cotado a R$97,89/@. O indicador a prazo foi cotado em R$99,12.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,18%, e foi cotado a R$720,30/cabeça nessa sexta-feira (9). A margem bruta na reposição foi de R$894,89 e teve valorização de 0,04%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (9), o dólar foi cotado em R$2,05 com valorização de 0,76%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,65% sendo cotado a US$47,73. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 09/11/12
O contrato futuro do boi gordo para Dez/12 teve desvalorização de R$0,20 e foi negociado a R$99,60.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dez/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,48. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$1,41 e sua variação teve alta de R$0,10 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Carne Pampa® bate recorde histórico em abate certificado


Neste mês de outubro o Programa Carne Certificada Pampa® registrou o abate recorde desde o início de sua existência. Ao total foram certificados 6.082 animais nas 5 plantas certificadas: Frigorífico Silva (Santa Maria) e Marfrig (Alegrete, Bagé, Capão do Leão e São Gabriel).

Para o Gerente do Programa, Guilherme Dias “este número de animais realmente é muito expressivo e já estávamos esperando este movimento de final de não, que historicamente são os melhores meses de abate certificado. Com isso já superamos o número de animais certificados dos anos passado e devemos chegar próximo dos 55mil animais certificados este ano, um crescimento de 44% em relação ao ano passado”.

Até Outubro o Programa já abateu 42.884 animais certificados, 37% superior ao mesmo período do ano passado.
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

28ª Feira de Terneiros é finalizada com mais de dois milhoes de reais comercializados


Número de animais inscritos surpreendeu organizadores

Pista limpa em remate que se destacou pela qualidade dos animais
Pista limpa em remate que se destacou pela qualidade dos animais
Crédito: Folha do Sul Gaúcho/Divulgação
 A 28ª Feira de Primavera de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas encerrou no grande remate realizado na última sexta-feira, dia 09, com números e aspectos que lhe conferem um caráter histórico. Na edição deste ano, a feira surpreendeu os organizadores já nas inscrições, que tiveram que ser canceladas antes do prazo marcado; com 3 mil animais inscritos, superlotaram as mangueiras do Parque de Exposições do Sindicato e Associação Rural de Bagé.
Conforme disse o presidente do núcleo, Cesar Piegas, “as feiras de primavera, geralmente, são menores em número de animais, se comparadas as de outono, a deste ano, surpreendeu a todos nós". Creditamos essa grande oferta à necessidade do produtor em esvaziar os campos para a cultura da soja, comentou Piegas. O alto padrão de qualidade dos lotes, também foi destaque nesta feira, afirmou.
Após a entrega de prêmios aos lotes campeões, aconteceu o remate, que se estendeu até o final da noite de sexta-feira. Com pista limpa, o remate chegou ao final com 2.200 mil reais comercializados. As médias de preços ficaram em R$ 3,63 para machos, R$ 3,26 para fêmeas e R$ 3,01 para as vaquilhonas. O lote premiado como Campeão Macho, de propriedade de Zélio Teixeira Dias, de Pedras Altas, teve média de peso de 340 kg. Já o lote de maior valor comercializado com média de 353 kg por animal, propriedade de Jorge Marques, Estância Santa Luzia, chegou ao preço de R$ 1.140,00 por animal comercializado e R$ 4,28 por quilo. Este lote foi comercializado para Estância Santa Luzia.

FONTE: JORNAL FOLHA DO SUL

URUGUAY . Novillo Charolais/Hereford Mejor Res del concurso Cuota 481


FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

La media res del novilla cruza Charolais/Hereford distinguida como la Mejor Res del Concurso Cuota 481.
Un novillo producto del cruzamiento de una raza continental y una británica resultó distinguido con el premio a la Mejor Res del primer concurso de ganados con destino a la Cuota 481. El cierre del certamen organizado por la Asociación Rural de Soriano y el frigorífico San Jacinto, que se unieron para celebrar los 120 años de la gremial y la industria su primer cincuentenario, no tuvo nada de nostálgico. Al contrario, durante toda la jornada predominaron las propuestas a la innovación.
Quizás lo único tradicional fue que se repitió en triunfo de la vieja cruza Charolais/Hereford, apretada la primera de las razas por las pocas áreas que quedaron disponibles para la ganadería en la región donde predominó la cría de esta genética francesa. Pero demostró que tiene condiciones para sacar “buen provecho” precisamente del hecho que le quitó espacio: la agricultura. Excelente argumento para darle más fuerzas a quienes predican las posibilidades que se plantean para la intensificación de la pecuaria, a través de la integración agricultura/ganadería.

La cucarda que acredita el primer premio para el producto cruza de razas continental y británica.

Otro elemento de tradición es que este novillo con base Charolais, ganador del primer concurso de la Cuota 481, fue criado por un De Boismenú, aunque es este caso corresponde a Alexis, un joven especializado en negocios de la banca internacional, que se genera espacio para continuar el trabajo que se reconoce a su progenitor, José J. De Boismenú. En su establecimiento La Legua se crió el novillo que se distinguió con el premio a la Segunda Mejor Res, en este caso un Charolais puro. Al recibir el premio, De Boismenú padre alentó a todos los invernadores a continuar apoyando estos concursos. Esto no es cuestión de razas y quizás habrá que plantearse si en el futuro deberá continuarse con los concursos en pie o solamente post mortem, pero lo valioso es que hay que participar todos los años, para seguir aprendiendo, enfatizó. Porque aún en un caso que hubo solo dos lotes, el concurso dejó enseñanzas, dijo con el crédito que le otorga haber participado en más de 30 ediciones.
Otro histórico en los concursos de novillos, el jurado Dr. Luis Castro, con apenas una ausencia durante tres décadas, alentó a sacar provecho de las nuevas herramientas que dispone la ganadería para continuar innovando y mejorando. No omitió la referencia a las posibilidades que ofrece la disponibilidad de granos —que se reflejaron durante el período de terminación desarrollado en el feed lot Il Tramontto— y a las acciones que deberán implementarse para lograr una calidad uniforme. Destacó la calidad de muchas carcasas e hizo ver —mediante un video— excesos de grasa que se observaron en algunos animales y faltantes en otros. Mostró cortes con marmoreos adecuados y planteó que seguramente la nueva herramienta que representa la trazabilidad permitirá retroceder inclusive hasta la genética capaz de producir la calidad de carne más valorada.

El trío de jurados, integrado por la Lic. Inés Horta, gerente de ventas de San Jacinto, el Dr. Luis Castro y el Dr. Fernando Rovira de INAC, junto a la res que premiaron como el mejor producto uruguayo para la Cuota 481.
Entre innovaciones y confirmaciones, un novillo Limousin, criado por Jaime Makinnon, recibió el premio al Mejor Rendimiento “Full Set” que refiere al mejor comportamiento de los 17 cortes comprendidos en la Cuota 481.
Resultados
Mejor Res del Concurso, Charolais/Hareford de Alexis Guynot de Boismenú, con rendimiento de 62% en 4ª balanza.
Segunda Mejor Res, Charolais de José Jorge G. de Boismenú, con 59,4% de rendimiento.
Tercer Mejor Res, Limousin, de Juan A. Echenique, 61,5% de rendimiento.
Mejor Rendimiento “Full Set”, Limousin, 59,8% de rendimiento, de Jaime Mackinnon.

domingo, 11 de novembro de 2012

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Apagão de bezerros





Apagão de bezerros

Analistas da pecuária de corte se reuniram na sexta-feira (9) em São Paulo para discutir tendências, desafios e ações que possam tornar a atividade rentável


Ameaças ao ciclo de criação da pecuária bovina de corte é o que não falta na atual conjuntura nacional. E podem, já a partir dos dois próximos anos, tornar o bezerro um produto escasso e numa visão mais pessimista, colocar em xeque o futuro da pecuária.

Com o intensivo abate de fêmeas, a baixa remuneração pelo bezerro e as pressões ambientais que impedem o avanço da atividade – vacas e suas crias são utilizadas na abertura de áreas – o ciclo da cria vem sendo penalizado e atualmente e desestimulando da atividade.

Para analistas, considerando o atual cenário, o apagão na oferta de bezerros já trará reflexos em preços para os próximos dois anos e reverberar pela pura e simples falta dos animais nos próximos dez.

Independente de ciclos da atividade, que ora limitam a oferta de bezerro pelo intensivo abate de fêmeas motivado pela falta de liquidez do pecuarista, e ora pela falta de pasto por pragas ou seca, hoje, o bezerro está valendo menos do que deveria. “Abatendo fêmeas como estamos fazendo, só estamos ampliando o intervalo das crias, tornando o cenário ainda mais factível”, alerta o analista da Scot Consultoria, promotora do evento “A pecuária de corte no divã dos analistas”, Alcides Torres. O assunto repercutiu muito entre convidados e participantes. No acumulado de 2012, por exemplo, 45% de todo bovino abatido no Brasil foram fêmeas.

Em Mato Grosso, detentor do maior rebanho de bovinos do Brasil, a expectativa é de que a escassez comece a remunerar o pecuarista que se dedica à cria, já no próximo ano. O Estado, que segue a tendência nacional de eliminação das vacas, está comercializando o bezerro por cerca de R$ 650 quando deveria estar valendo pelo menos mais R$ 100.

O analista Flávio Abdo foi claro ao afirmar que a luz amarela para a criação de bezerros está acesa. “Existem regiões onde já há falta de bezerros e nos perguntamos de onde poderemos importar”. Conforme Abdo, representante da fazenda Conforto, há informações de já existem locais onde há falta desses animais.

Para Gustavo Aguiar, analista da Scot Consultoria, a situação pode piorar. “A procura será crescente. O criador mais especializado irá sobressair”.

O representante da fazenda Santa Bárbara, Fábio Dias, aponta que a cria é muito mais difícil do que a recria e engorda. “A dependência tecnológica é muito grande. O nível atual de rentabilidade ainda não a torna atrativa”.

Independentemente de mercado e da vocação do pecuarista para esta etapa um outro grande gargalo merece atenção em relação à oferta dos bezerros. Como destaca o analista do Cepea, Sérgio De Zen, o Brasil tem uma menor produtividade de vacas, em relação a outros importantes players do segmento. “Para cada 100 vacas temos o menor índice de produtividade, 60 animais. Na Austrália são 80”.