sexta-feira, 7 de junho de 2013

Produtores do RS terão até 15 anos para pagar investimentos em silos

Crédito oferecido pelo governo federal tem juros de 3,5% ao ano.
Decidir melhor momento para venda é vantagem do armazém próprio.


Armazéns da Conab (Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura)Estado tem déficit de capacidade de armazenagem
(Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura)
Com o anúncio do Plano Safra 2013/2014 na última terça-feira (4), os produtores do Rio Grande do Sul podem adquirir financiamento com taxa de 3,5% ao ano para a construção de armazéns privados. Serão disponibilizados R$ 25 bilhões em crédito pelo governo federal para essa finalidade ao longo dos próximos cinco anos. O prazo de pagamento será de até 15 anos. De acordo com a Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o déficit de armazenagem chega a 4 milhões de toneladas no estado.
Com o silo próprio, os gastos do agricultor em transporte e armazenagem chegam a diminuir 30%, segundo a Farsul. "A vantagem do silo na propriedade é que o grão é teu, não está na mão de terceiros", diz o produtor rural Flávio Fabian, de Erechim, na Região Norte do RS. Assim como a dele, cerca de 120 propriedades do município contam com esse tipo de estrutura.
“Nós precisamos aumentar a armazenagem na propriedade, que aqui no Brasil é muito baixa. O Brasil tem armazenagem nas zonas urbanas, feitas por grandes empresas, e este modelo não é o mais adequado. O melhor modelo é aquele em que o produtor busca o recurso do governo federal com juros baixos, investe na construção do silo e guarda o seu produto, vendendo na hora que ele achar mais adequada”, defende o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi.
De acordo com o economista da Federação da Agricultura do estado (Farsul) Antônio da Luz, a possibilidade decidir o melhor momento para a venda é apenas a primeira grande vantagem de armazenar os grãos dentro da propriedade. Ele explica que os custos de armazenamentos individuais costumam ser menores que as coletivas, já que as cooperativas precisam gerar resultados, e garante que o investimento se paga em poucos anos.
Outro ponto importante é que, ao guardar o próprio produto, o agricultor deixa de depender de um intermediário para escoá-lo até o porto, já que passa a ter mais facilidade para vender direto para as tradings para exportação. "Ele mesmo pode pegar o prêmio da soja no porto. Isto representa um aumento significativo do lucro, já que ele vai receber mais pelo produto”, explica o economista.
O engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) Ricardo Martins cita uma outra vantagem da armazenagem correta dentro da propriedade: a melhora da qualidade dos grãos, que também acarreta alta nos preços. Segundo o especialista, com o milho em boas condições, o valor da saca vendida no moinho tem um aumento entre R$ 4 e R$ 5.
Demonstração da Emater-RS de um silo de alvenaria na Expodireto 2013 (Foto: Kátia Marcon/Emater)Emater-RS demonstra silo de alvenaria em feiras
como a Expodireto (Foto: Kátia Marcon/Emater)
Com foco nos produtores rurais atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a Emater oferece o silo de alvenaria como uma solução de baixo custo. O modelo, propício para todos os grãos produzidos no estado, pode armazenar até três mil sacas de milho, e os custos de construção variam de R$ 5 mil a pouco mais de R$ 20 mil, conforme a capacidade de armazenamento.
Martins explica que a lógica do silo de alvenaria é poder usar material local, facilmente encontrado nos municípios. “O próprio produtor tem condições de fazer a obra, gastando apenas com o material e o ventilador. Em alguns casos, o pedreiro é contratado apenas para fazer o reboco”, conta.
Os materiais usados são cimento, areia, brita, malha de ferro e tijolos maciços. Na parte interna, utiliza-se madeira para a construção de um estrado que fica a 40 cm do chão e é revestido por uma tela de arame galvanizado, impedindo que os grãos entrem em contato com o solo e permitindo que o ar gerado pelo ventilador, localizado na parte externa do silo, circule dentro da estrutura.
Com 25 anos de experiência na área, o engenheiro agrônomo garante que os silos de alvenaria são mais adequados para armazenar os grãos. “Os secadores de altas temperaturas usam lenha, e a fumaça fica impregnada no grão. Isto não ocorre nesse silo, já se ele seca com ar natural, ar ambiente”, avalia.
Martins explica que o milho normalmente é colhido com 22% de umidade. Após 15 dias na estrutura, esta porcentagem baixa para 13%. Além disso, o especialista afirma que, no caso do milho, o grão é melhor aceito pelos consumidores e até pelos animais que o ingerem como ração.Para saber mais sobre os silos de alvenaria, basta procurar um escritório da Emater. O serviço de consultoria é gratuito.
Certificação da Conab
Para aumentar ainda mais o lucro da propriedade, uma opção é armazenar grãos para outros produtores rurais. Com as adequações necessárias à legislação, é possível fazer a certificação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e se habilitar a depositar produtos do governo federal.
"Além de armazenar para o governo federal, também ser remunerado pela armazenagem que você desenvolve e isto vai lhe trazer benefícios, principalmente benefícios financeiros além da estruturação em termos de armazenagem. Isto é o fundamental para a renda", diz o superintendente da Casa Rural, do Sistema Farsul, José Alcindo de Souza Ávila, em evento promovido sobre certificação.

VPJ Alimentos lança nova linha de carne Aberdeen Angus superior

De uma reserva especial da raça nasce o Black Angus
PIRASSUNUNGA/SP- Desde 2004 abastecendo um seleto mercado de carnes nobres com a melhor carne Angus, a VPJ Alimentos lança durante a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne -, que acontece em São Paulo (SP) entre os dias 17 e 21 de junho, uma nova linha de carnes da raça, a Black Angus – Reserva Especial, derivada de uma seleção exclusiva.
Dentro dos abates realizados diariamente pela VPJ em vários Estados brasileiros, a carne selecionada para os produtos Black Angus – Reserva Especial é parte de uma pequena parcela de animais Angus pretos, certificados nas fazendas pela ABA – Associação Brasileira de Angus – e avaliados em um rigoroso processo de qualidade. Somente carcaças de acordo com o padrão de classificação americano PRIME farão parte.
Todas as carcaças selecionadas pela certificadora passarão ainda por um severo procedimento de seleção na linha de desossa e porcionamento, em busca do marmoreio superior, o grande diferencial do Black Angus – Reserva Especial.
Inicialmente a linha contará com 10 cortes especiais, que após maturados serão congelados no ápice da qualidade, mantendo o sabor, maciez e a suculência, características que só a carne Angus possui. Os produtos são apresentados em sofisticadas embalagens, desenvolvidas especialmente para esta nova linha.
Black Angus_VPJ
Confira os cortes da linha Black Angus – Reserva Especial:
Flank Steak (Fraldinha)
Porterhouse
Prime Rib
Ribeye Beef
Rumpsteak (Picanha)
Strip Rib (Assado de Tira)
Striploin (Bife de Contra-Filé)
T-Bone
Tenderloin Steak (Medalhão de Filet Mignon)
Top Sirloin (Alcatra)
Conheça a linha Black Angus – Reserva Especial no site www.blackangus.com.br e durante a Feicorte, no Centro de Exposições Imigrantes entre 17 e 21 de junho. A entrada é franca.
VPJ Alimentos: Passou das porteiras de suas fazendas para o segmento alimentício em 2004, conduzindo ao mercado cortes selecionados da mais alta genética das raças Angus e Dorper, produzida pela empresa há mais de 20 anos. Com aprimoramento, desenvolveu ainda os mais rigorosos processos e critérios de qualidade e segurança alimentar em suas linhas de produção, além de uma moderna frota que atende clientes em todo o País.
Serviço:
O que: VPJ Alimentos lança nova linha Angus na Feicorte
Quando: de 17 à 21 de junho
Onde: São Paulo/SP
Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5

Brasil pode ficar sem carne bovina durante o Dia da Independência


Brasil pode ficar sem carne bovina durante o Dia da Independência
Um grupo de produtores rurais do Mato Grosso do Sul lançou nesta quinta-feira, dia 6, aSemana da Dependência. O movimento, que buscará a adesão de agropecuaristas de todo o Brasil, paralisará o fornecimento de carne bovina para as indústrias, desabastecendo os estoques do país dentro de sete dias a partir de seu início, já que aproximadamente uma semana é o período máximo de armazenagem do alimento dentro do frigorífico. O objetivo do protesto é chamar a atenção do poder público para as demandas do setor produtivo, entre elas o fim das demarcações de terras indígenas, que têm causado insegurança jurídica aos proprietários rurais. 
A organização da Semana da Dependência garantiu, através de texto publicado na página do manifesto na rede social Facebook, que a mobilização será pacífica e não prejudicará de forma alguma a produção rural do país, rejeitando possibilidades como depredação de bens públicos ou o trancamento de rodovias. A ideia é conquistar a opinião pública para obter mais apoio à causa.
O alimento escolhido para representar a paralisação dos produtores foi a carne bovina, embora o convite esteja feito também aos avicultores e suinocultores. "Por conta de algumas características particulares de cada tipo de alimento e suas maneiras de produção e estocagem, não são todos que se prestam, com alguma facilidade, à consecução do objetivo pretendido", diz o texto elaborado pelos agropecuaristas. Segundo eles, o armazenamento no atacado da carne bovina "é caro e limitado". A rotatividade da carne bovina do abate do gado ao consumo acontece dentro de um período de 4 a 6 dias em média. "Em uma semana, o estoque nacional vai de pleno a quase zero se o abate cessar", explicam os pecuaristas.
Semelhante a esta ação, durante o governo do então presidente da República José Sarney, em 1989, foi decretado confisco de gado gordo de propriedades que tivessem mais de 500 reses. O movimento não teve adesão em massa pela forma rudimentar com que foi divulgado, dificuldade que deverá ser superada neste embargo pela facilidade proporcionada pelos meios de comunicação modernos. 
Mobilizados, os produtores rurais pretendem redigir uma lista de todas as demandas do setor para ser enviada Governo Federal, que serão consequentemente benéficas para sociedade, como entendem os organizadores da Semana da Dependência, como o barateamento dos alimentos nos supermercados. 
A paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro, evidenciando a falta de carne bovina nos açougues durante o feriado do Dia da Independência, 7 de setembro. "Vai ser atingida a meta de fazer o cidadão normal, brasileiro, parar diante do balcão e se perguntar o porquê de pagar R$ 15 ou R$ 18 por um quilo de costela", projetam os líderes do movimento. 
Segundo os agropecuaristas, mesmo que o governo estude uma saída para a situação através da importação de carne, não há tempo hábil para fazê-lo de modo a suprir toda a demanda nacional e, ainda assim, o preço será muito alto, trazendo prejuizo ao invés de solução.
O movimento será divulgado nacionalmente no dia 14 de junho de 2013, quando haverá um manifesto já declarado pelos produtores em nível nacional (relembre aqui). 
Carne bovina no Brasil
O Brasil abate anualmente 40 milhões de cabeças de gado, produzindo 9,4 milhões de toneladas de carne bovina. Do total, 82%, ou 7,52 milhões de toneladas, são usados para abastecer o mercado interno. O brasileiro consome atualmente uma média de 40 quilos de carne bovina per capita ao ano.
Veja abaixo imagens de divulgação da Semana da Dependência, nome utilizado para demonstrar a importância do agronegócio como principal setor da economia brasileira.
Semana da Dependência

Semana da Dependência
FONTE: RURAL CENTRO

Mercado atraente para os criadores de curto prazo


Mercado atraente para os criadores de curto prazo Laércio Calle/Especial
Luiz Marques (à direita), de São Francisco de Paula, arrematou 65 animais em um único remateFoto: Laércio Calle / Especial
Produtores que adquirem animais para engorda e venda rápida ajudaram a esquentar os remates de outono
Joana Colussi e Vagner Benites
As tradicionais batidas de martelo após o "dou-lhe uma, dou-lhe duas e dou-lhe três" foram estimuladas nesta temporada por um novo perfil de comprador: aquele que investe em terneiros no outono e os revende na primavera, período em que integra as áreas de pastagens com as lavouras de grãos. A prática, que coincide com a entressafra das culturas de verão, ganha força porque une a lucratividade na pecuária com o preparo do solo para o cultivo de grãos.
– Esse é o criador de quatro meses, que compra o terneiro agora e o engorda até setembro, quando vende os animais pelo dobro do preço somente pelo aumento de peso – explica o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong.
A atividade reforça a tendência da integração entre lavoura e pecuária e reduz os custos: o produtor prepara o animal e outro finaliza para abate.
– É uma alternativa interessante. O produtor opera como recriador e não como terminador – explica Fernando Furtado Velloso, médico veterinário e consultor da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha.
Produtor de soja há 15 anos em Santa Margarida do Sul, região central do Estado, Nemo de Souza, cultivou 600 hectares do grão no verão. Com a área limpa após a colheita, plantou o azevém, que servirá de pastagens para os terneiros que comprou nesta temporada. Desde que aderiu à rotação entre lavoura e pecuária, Souza costuma adquirir cerca de 800 animais por ano.
– Em um hectare, eu posso colocar uma vaca adulta para abate e ganhar 80 quilos por animal. No lugar dessa vaca, eu consigo colocar dois terneiros e meio, ganhando cem quilos em cada. Tenho lucro maior, e liquidez também – afirma o produtor.
Nesta temporada, Souza arrematou 200 terneiros nas feiras oficiais de outono. A compra menor foi estratégica para tentar obter preços melhores fora do período.
– Os remates acabam inflacionando um pouco o preço do terneiro. Tem muita gente comprando com financiamento e isso acaba aumentando os valores. A ideia ainda é comprar mais 500 terneiros – explica.
Além do lucro que terá com os animais, o produtor também terá ganhos na lavoura, já que a gramínea protege e aduba o solo para o cultivo de grãos na safra de verão.
Angus para a recria
Com a estimativa de que 60 mil terneiros tenham sido vendidos neste outono, em feiras oficiais, pecuaristas gaúchos já teriam comercializado cerca de 5 mil animais a mais do que na temporada passada. A alta foi possível graças a negócios feitos por pecuaristas como José Luiz Marques, 55 anos.Com 600 cabeças de gado geral, Marques resolveu qualificar o rebanho ao investir em novilhas da raça angus. Maior comprador da feira de terneiros da Farsul, realizada em Esteio no mês passado, o criador arrematou 65 animais por R$ 82 mil. Por um dos lotes, com 16 novilhas prenhas, o de maior valor na feira, chegou a pagar R$ 4,46 pelo quilo vivo                                                                                                                                                   – A qualidade da raça é muito valorizada no mercado. Nesses casos, vale a pena investir mais. Com as prenhes terei retorno rápido, sem fazer a reprodução – explica Marques, com fazenda em São Francisco de Paula.
Os animais serão criados em campo nativo, onde a pastagem é feita com aveia, azevém e resteva de milho. Ao lado do filho Jonas, 26 anos, o produtor quer aumentar o rebanho com uma raça mais nobre e maior valor de mercado. Com 65 animais comprados, com média de dois anos e meio, fará recria com touros          – Depois de fazer a recria planejada, esse gado irá para abate, em cinco ou seis anos – conta o pecuarista.
Na próxima temporada de outono, Marques deve vender os terneiros das novilhas prenhas compradas agora.                                                                                                                                                        – Com a venda desses animais, já começarei a ter o retorno do dinheiro investido – disse o criador, que financiou a compra em três anos.
A qualidade dos animais, desde raça, peso, idade e padronização dos lotes, levantou a média das feiras. Foi o caso do remate realizado em abril em Santa Vitória do Palmar, onde a média alcançou R$ 5 pelo quilo vivo de machos e fêmeas.Bons preços, mas abaixo do esperado.
 Ainda sem números finais sobre os negócios de outono, o Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul (Sindiler) estima que a média não passe de R$ 4,20 pelo quilo vivo. Embora seja superior ao registrado no ano passado – R$ 4,06 – o valor ficou um pouco abaixo do projetado inicialmente.
A grande procura por terneiros antes do período oficial de remates é um dos principais motivos apontados para justificar o desempenho aquém do esperado.                                                                                       – Mesmo antes de iniciar os leilões a procura era enorme (em março). Julgávamos que com financiamentos e a maior organização dos remates o valor médio chegaria a R$ 4,50 – explica o presidente do Sindiler, Jarbas Knorr. Somam-se a isso o atraso nas pastagens em razão de novas áreas de soja e a estabilidade do preço do gado gordo, usado como referência na cotação dos terneiros. Apesar da expectativa frustrada, a remuneração obtida neste ano está longe de decepcionar os produtores. Como o quilo do boi gordo está em torno de R$ 3,30, os atuais R$ 4 pagos por quilo dos terneiros são um valor bastante razoável – explica o consultor Fernando Furtado Velloso, da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha.
Em Lavras do Sul, região representativa na temporada, os negócios cresceram 12%, passando de 5,7 milhões em 2012 para 6,38 milhões em 2013, com a comercialização de 7 mil animais em quatro remates.
ZERO HORA

Paulo Real, de Pelotas, RS: temos de reforçar a criação de um selo regional que identifique a carne gaúcha


No dia 5 de abril foi realizado o Beef Summit Sul, em Porto Alegre – RS. O evento foi organizado pelo BeefPoint, em parceria com a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). O Beef Summit Sul reuniu nomes de sucesso do agronegócio para discutir e debater os rumos da pecuária de corte no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

No dia do evento, o BeefPoint homenageou as pessoas que fazem a diferença na pecuária de corte no Sul do Brasil através de um prêmio. Houve vários finalistas, em 19 categorias diferentes.

Os nomes foram indicados pelo público; em uma primeira etapa, através de um formulário divulgado pelo BeefPoint. Na segunda etapa, o público escolheu através de votação, o vencedor de cada categoria. Para conhecer melhor essas pessoas, o BeefPoint preparou uma entrevista com cada um deles.

Confira abaixo, a entrevista com Paulo Real, um dos indicados ao Prêmio BeefPoint Edição Sul, na categoria Profissional – indústria frigorífica.



Paulo Real mora em Pelotas – RS. É médico veterinário pela UFPEL (Universidade Federal de Pelotas). É pós-graduado pela FGV-RJ e mestrando pelo DCTA (Departamento Ciência e Tecnologia Agroindustrial) na área de carnes da UFPEL. É pecuarista em Santa Vitória do Palmar – RS. Profissional com ampla vivência em toda a cadeia produtiva, tem experiência há mais de 20 anos em todas as etapas do processo industrial e comercial da carne in natura e produtos termo processados e seus derivados.

BeefPoint: Qual o maior desafio da pecuária de corte do sul do Brasil hoje?

Paulo Real: Ter consolidado o reconhecimento internacional como estado produtor de carne de qualidade superior. Melhorar ainda mais os índices de produção. Obter a padronização tão necessária, adequando oferta linear de matéria prima com qualidade, para que a indústria consiga produzir de acordo com a exigência das demandas requeridas.

BeefPoint: Qual o exemplo de pecuária do futuro no sul do Brasil hoje? Quem você admira por fazer um excelente trabalho?

Paulo Real: Temos muita gente boa. A lista seria grande. Produtores competentes, obstinados, orgulhosos e satisfeitos com o que fazem, com enorme dedicação e vocação. São esses produtores que fazem a diferença em termos de eficiência, que devem servir de exemplo e inspiração a outros tantos que continuam produzindo ainda da forma tradicional de anos atrás.

BeefPoint: Como podemos vender a carne do sul do Brasil de forma diferente e especial, em outras regiões do Brasil e no exterior?

Paulo Real: Buscando a padronização das carcaças, com a qualidade necessária. Animais com o padrão genético que já dispomos, originarão carcaças com acabamento ideal, peso, conformação, AOL e marmoreio, que por sua vez originarão cortes de qualidade superior. Temos de reforçar a criação de um “selo regional”, que identifique a “Carne Gaúcha”.

Campanhas constantes de marketing para que tenhamos, nos mais diversos mercados, o reconhecimento de que hoje a nossa carne tem padrão de qualidade para atender os clientes mais exigentes, se equivalendo às tão afamadas carnes uruguaias e argentinas.

Como não podemos ser os maiores, temos de ser os melhores naquilo que nos propusermos a fazer. Temos plenas condições para isso. A começar pela matéria prima, que todo mundo quer. Possuímos indústria e pessoal competentes, para originarmos produtos de qualidade superior e atender a qualquer nicho de exigência e valor agregado, consequentemente.

Temos apenas de “vender” isso melhor. Faz-se necessário que os clientes saibam disso, e que a partir da consolidação desse reconhecimento se disponibilizem a pagar por esse diferencial.

BeefPoint: Qual inovação / novidade na pecuária de corte você mais gostou dos últimos anos? O que estamos precisando em inovação?

Paulo Real: Não se trata de inovação, mas uma importante contribuição. Uma “premissa” foi a melhoria e padronização da genética nos últimos anos. A partir daí podemos implementar técnicas e melhorar as produções e os índices, alicerçados nas tecnologias aplicadas (irrigação-pastagens-intensivos-creep-proteinados etc).

Quando falo de padronização genética, me refiro às raças britânicas e suas cruzas. Anos atrás, quando eu ainda comprava boi para frigoríficos, me lembro bem o que se via a cada lote, uma variação impressionante. Imaginem como poder programar produções e agendar embarques com tamanha variedade de matéria prima? Era muito complicado.

Felizmente mudou, melhorou e vem melhorando muito. Temos de ajustar agora as capacidades industriais e as ofertas de matéria prima.

BeefPoint: O que o setor poderia / deveria fazer para aumentar sua competitividade no sul do Brasil?

Paulo Real: Consolidar a carne gaúcha com selo-marca regional via Instituto Gaúcho da Carne. Ter claro o que o mercado quer, com ações concretas e constantes. Divulgar o que aqui se faz e o que ainda pode ser feito. É a fábula do “ovo da galinha” que vale porque ela canta. Fazer e dizer o que se está fazendo. É preciso que saibam e mais do que isso, reconheçam e valorizem.

BeefPoint: O que você implementou de diferente na sua atividade em 2012?

Paulo Real: Busquei a melhoria da padronização nas operações dentro das unidades industriais onde atuei. Não só nas operações, mas também na identificação dos mercados e direcionamento das linhas de produtos de valor agregado. Buscamos transparência e confiabilidade na relação com fornecedores e clientes, sem isso não se vai a lugar algum.

BeefPoint: O que você fez em 2012 que te trouxe mais resultados?

Paulo Real: A consolidação e reconhecimento através das padronizações estabelecidas nas operações. Tínhamos de dar tranquilidade e certeza ao produtor de que, independentemente da unidade fabril, as operações seriam muito semelhantes. Na outra ponta, entendendo o cliente e identificando o que exatamente precisa. E não só atende-lo bem, mas surpreendê-lo.

BeefPoint: O que você pretende fazer de diferente em 2013? E porquê?

Paulo Real: Dar continuidade. Além da padronização das operações, ter claro a identificação das necessidades de cada cliente. Produzir o que e como o cliente quer.

BeefPoint: Qual sua mensagem para os pecuaristas?

Paulo Real: Que continuem aplicando as tecnologias de que dispomos, mas sem esquecer do “manejo e sanidade”. Todos os dias, nesses anos todos de indústria, tenho visto muitas perdas com cisticercose, tuberculose, prenhezes, contusões (sejam por manejo, vacinações e aplicações mal feitas ou por não respeitarem os períodos de carência).

Por conta dessas lesões e resíduos e demais problemas citados, perdemos somas volumosas a cada dia, toda a cadeia perde. Temos de avançar, melhorar, mas fazer o básico bem feito.

BeefPoint: Qual sua mensagem para a indústria frigorífica e varejo?

Paulo Real: Que consolidem ainda mais a relação com fornecedores. Que se abram ainda mais as portas, para que junto aos produtores se identifique ações a serem fomentadas na busca da MP ideal e que ninguém fique com alguma dúvida do que se busca. Que se tenha a contra partida justa de bonificações, para que toda a cadeia, interdependente, ganhe e se satisfaça com isso.

Que esse boi de qualidade diferenciada se torne cortes de carne e agregue valor sendo processado aqui no Rio Grande do Sul. Como temos o boi que pode dar origem a carne que todo mundo quer, temos de ter condições de processa-lo e valorizá-lo a partir daqui.

No varejo, que tenhamos serviço e produto de qualidade diferenciada, que o mercado atual tanto exige e está disposto a pagar por isso. Assim, conseguiremos ocupar o espaço e ter o destaque merecido que todos almejamos.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CNA considera um "avanço" a nova Lei dos Portos Brasileiros

Principais objetivos da lei são abrir espaço ao investimento privado e conferir maior agilidade à administração pública

Por: Panorama Brasil
CNA considera um
Divulgação
CNA considera um 'avanço' a nova Lei dos Portos Brasileiros
Nos últimos dias, o Brasil adotou uma nova Lei dos Portos que, na opinião de especialistas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), traz estabilidade jurídica aos prestadores de serviços portuários, pavimentando o caminho do planejamento que, segundo eles, pode revolucionar a estrutura logística brasileira. Em nota, eles também afirmaram que, em breve, o setor produtivo nacionalpoderá constatar profunda evolução no processo de exportação de seus produtos.
O Diário Oficial da União de 05 de junho de 2013 traz a Lei nº 12.815, que trata da exploração direta e indireta, pela União, de portos e instalações portuárias e das atividades desempenhadas pelos operadores portuários.
A nova Lei, que tem como principais objetivos abrir espaço ao investimento privado e conferir maior agilidade à administração pública, entrou em vigor na data de sua publicação.
Poucos foram os vetos presidenciais ao texto aprovado pelo Congresso Nacional. O Governo entendeu que o conceito de terminal indústria contido no texto aprovado pelo Parlamento retomava a distinção entrecarga própria e de terceiros. Este ponto constava da antiga Lei dos Portos e era visto como um dos atrasos que se pretendia eliminar na nova legislação.
A CNA considera acertados os vetos presidenciais. A nova Lei dos Portos foi publicada em perfeita harmonia com os comandos constitucionais e com as diretrizes estabelecidas pelo Governo para o setor.
desafio, segundo a entidade, é construir a total integração da navegação de cabotagem com os demais sistemas de transporte. 
"Pavimentou-se o caminho para a revolução na logística portuária. O Governo e o Congresso precisam, agora, preparar o terreno para o florescimento da navegação de cabotagem no Brasil", completa a nota da confederação.
FONTE: Panorama Brasil

Abrafrigo vê reflexos positivos em campanha contra abate clandestino




Abrafrigo vê reflexos positivos em campanha contra abate clandestino
Deflagrada no final do ano passado, a campanha iniciada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) contra o abate clandestino em todo o Brasil conseguiu envolver os mais importantes veículos de comunicação do país e trouxe alguns resultados expressivos. “A melhor maneira de se combater o abate clandestino é promover a conscientização do consumidor para que só adquira carne bovina de frigoríficos inspecionados e isso atualmente está sendo mostrando em campanhas publicitárias como do Frigorífico JBS que encaramos de uma forma muito positiva”, afirma o Presidente Executivo da entidade, Péricles Salazar.

Segundo ele, não se deve esquecer, no entanto, que o Brasil possui mais de 200 frigoríficos que trabalham sob o regime de inspeção federal, o conhecido SIF e que comercializam a carne com a mesma qualidade da JBS.  “Adquirindo carne bovina destas empresas, cuja produção é acompanhada diariamente pela fiscalização do Ministério da Agricultura, o consumidor  está tendo acesso a um produto com a mesma qualidade dos que o Brasil exporta para mais de 146 países”, diz.  Para Péricles Salazar, o Serviço de Inspeção Federal é o mais eficiente do país e um dos melhores do mundo e a prova disso está na situação do Brasil ter se transformado  nos últimos anos no maior exportador do mundo de carne bovina.  

FONTE: Agrolink com informações de assessoria

Argentina em crise de identidade



por Fernando Furtado Velloso
Escrevo esta coluna de Buenos Aires, pois estou participando da 27° Escuela de Jurados Angus, durante toda esta semana. Ao chegar aqui, me deparei com um setor pecuário em crise, crise de identidade. A primeira classe, com o Sr. Luis Maria Firpo, abordou a Importância da Pecuária de Corte na Argentina, e aqui já iniciamos recebendo informações da triste situação deste setor no país: redução do rebanho bovino para 48 milhões (eram mais de 55 milhões de cabeças há cinco anos atrás), abate anual de aproximadamente 10 milhões de animais, sendo 45% de fêmeas (indicando liquidação dos rebanhos de cria) e menos de 30% de novilhos (indicando desintensificação dos sistemas) e aumento de abate de animais leves (contribuindo para menor produção de carne).
Escuela de Jurados AnGus
No campo, a produtividade é baixa e alguns indicadores nos comprovam isso: taxa marcação de 60% (equivalente a % Desmame), somente 50% dos rebanhos com Estação de Monta definida, 15% dos rebanhos usando Inseminação Artificial e, por incrível que pareça, apenas 30% dos produtores realizando Diagnóstico de Gestação. Do lado do mercado da carne, a Cota Hilton de 58 mil toneladas não é atendida pelo país nos últimos quatro anos. São números arredondados, mas de uma fonte segura, pois o professor da classe é produtor e profissional experiente na atividade. Em 2012, a Argentina deixou o grupo dos 10 maiores exportadores mundiais de carne, perdendo para Brasil, Paraguai e Uruguai. Este tema já abordei em minha última coluna.
A crise de identidade que comento é porque esta situação gera um conflito aos produtores de carne e de genética no país.
  • Como um país que sempre foi referência em carne de qualidade perde espaço anualmente por questões internas?
  • Como um país que foi considerado um dos celeiros do mundo abandona esta posição?
  • Como os cabanheiros, sempre orgulhosos dos avanços em genética e de seus campeões, se deparam com a redução dos rebanhos e menor necessidade de reprodutores?
Estes são os dilemas e as contradições que estamos vivenciando neste treinamento. De um lado discutimos como produzir mais e melhor carne com as tecnologias de genética. De outro, o país reduz ano a ano a sua participação no mercado de carnes e a sua produção.
Se é que se pode tirar uma lição desta triste situação é o estrago que um governo ou uma política distorcida podem gerar em um setor tradicional, forte e consolidado de um país, a ganaderia Argentina. Se pretendemos um Rio Grande forte e diferenciado no mercado de carnes não será somente com ações dentro da porteira.
FONTE: Folha do Sul 

TARDE DE CAMPO ANGUS - EMBRAPA

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A pressão compradora no mercado do boi gordo aumentou

Douglas Coelho
As programações de abate dos frigoríficos paulistas estão curtas. Este fator, somado à oferta enxuta de bois gordos nos últimos dias, fez com que a indústria saísse às compras com maior ímpeto.

Foram poucos os frigoríficos que ficaram fora dos negócios nesta segunda-feira (3/6).

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a referência para o animal terminado fechou em R$97,50/@, à vista, e R$99,50/@, a prazo.

As tentativas de baixa perderam força. Houve aumentos nos preços de balcão, em relação à semana anterior.

No mercado atacadista de carne com osso, a demanda conseguiu reduzir os estoques das indústrias, que estavam abastecidos.

O boi casado de animais castrados está cotado em R$6,22/kg, alta de 1,5% na comparação semanal.

Com isto, a margem de comercialização dos frigoríficos que vendem a carne com osso melhorou.

FONTE: Scot Consultoria

Plano Agrícola e Pecuário 2013/14 disponibilizará R$ 136 bi


O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14 é o mais abrangente e maior em volume financeiro já lançado no Brasil. Anunciado na terça-feira, 4 de junho, pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, o total de recursos liberados para a próxima safra é de R$ 136 bilhões, sendo R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para os programas de investimento. Em relação ao crédito disponibilizado na temporada que termina no dia 30 de junho deste ano, a alta é de 18%. Durante o lançamento do PAP, o ministro ressaltou ainda o fortalecimento do sistema de defesa agropecuário brasileiro e da assistência técnica rural.

Dos R$ 136 bilhões previstos para a nova safra, R$ 115,6 bilhões serão com taxas de juros controladas, crescimento de 23% sobre os R$ 93,9 bilhões previstos na temporada 2012/13. A taxa de juros anual média é de 5,5%, sendo que serão menores em modalidades específicas: de 3,5% para programas voltados à aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem; de 4,5% ao médio produtor rural; e de 5% para práticas sustentáveis.

Para o cooperativismo, R$ 5,3 bilhões estarão disponíveis pelos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e do e Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Também foram reduzidos os juros para capital de giro das cooperativas, de 9% para 6,5% ao ano.

De acordo com Antônio Andrade, a elaboração do plano atual dá uma atenção extra para logística e infraestrutura no Brasil. O Governo Federal vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de novos armazéns privados no país nos próximos cinco anos – sendo R$ 5 bilhões na temporada 2013/14. O prazo será de até 15 anos para pagamento. Além disso, serão investidos mais R$ 500 milhões para modernizar e dobrar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Pelo Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, serão R$ 6 bilhões, enquanto para a agricultura irrigada, R$ 400 milhões.

O médio produtor também foi destacado no novo PAP. Foram disponibilizados R$ 13,2 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para custeio, comercialização e investimento. O valor é 18,4% superior aos R$ 11,15 bilhões previstos na safra 2012/13. Os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, enquanto os de investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil.

O financiamento ao desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira continua prioritário entre as modalidades de crédito fomentadas pelo Governo Federal. Pelo Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que financia tecnologias que aumentam a produtividade com menor impacto ambiental, o volume de recursos saltou de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões.

Uma das principais novidades do plano é o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural. “O Governo elevou em 75% os valores para este ano, passando de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões”, anunciou o ministro Antônio Andrade. Do total, 75% serão aplicados em regiões e produtos agrícolas prioritários, com subvenção de 60% do custo da importância segurada. A expectativa é segurar uma área superior a 10 milhões de hectares e beneficiar 96 mil produtores.

Já o limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 1,6 milhão para R$ 2 milhões. Em ambos os casos, a variação foi de 25%, mas o contrato de custeio pode ser ampliado em até 45%, dependendo das condições de contratação ou de uso de determinadas práticas agropecuárias (como adesão ao seguro agrícola ou a mecanismos de proteção de preços, utilização do Sistema Plantio Direto, comp rovação de reservas legais e áreas de preservação permanente na propriedade e adoção do sistema de identificação de origem).

Para apoiar a comercialização, o novo Plano Agrícola e Pecuário terá R$ 5,6 bilhões. Deste total, R$ 2,5 bilhões se destinam à aquisição de produtos e manutenção de estoque e R$ 3,1 bilhões para equalização de preços, de maneira a garantir o preço mínimo ao produtor.

Defesa agropecuária e assistência técnica

O evento de lançamento do PAP marcou também o anúncio de iniciativas para aprimorar o sistema de defesa agropecuário do Brasil. Serão R$ 120 milhões para ampliação e modernização dos seis Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) do Governo Federal. Esse valor será utilizado ainda para oferecer diagnósticos mais rápidos e ainda mais precisos.

Quanto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (o Sisbi-POA), será criada uma coordenação que garantirá a consolidação do sistema, facilitando o acesso dos estados e municípios ao Programa. “Outra grande preocupação da defesa agropecuária será com a tipificação das carcaças bovinas, incentivando os produtores na melhoria e padronização da carne”, explicou Antônio Andrade.

A criação do Serviço Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural foi lembrada pelo ministro. “A criação desse serviço será um marco significativo para o aumento da produção, da produtividade e do bem-estar do produtor brasileiro”.

O ministro citou ainda o Programa Inovagro, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro por meio da inovação tecnológica. “O Governo vai destinar R$ 3 bilhões para o agronegócio, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais possam incorporar tecnologias”, afirmou o ministro.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

terça-feira, 4 de junho de 2013

Uruguay - Cuál exportación en pie

La libre exportación de ganado en pie concretada en 1992, nunca fue una disposición implementada para facilitar que nuestros animales se fueran caminando de nuestras fronteras.

Julio Preve Folle

Muy por el contrario, la libre exportación integró un paquete de medidas cuyo fin fue lograr la confianza de todos en la transparencia en la formación del precio del ganado, para que esa confianza, con una expectativa de precios relativos favorables, pudiera alentar la inversión en un sector con ventajas comparativas claras. En este sentido, la libre exportación en pie fue concebida como la exigencia mínima de precio para un eslabón de la cadena cárnica, respecto del eslabón anterior. Así pues, con la libertad funcionando, el invernador debe pagar por la reposición, al menos el equivalente de exportar en pie los terneros o novillitos. Y el frigorífico por el ganado gordo, al menos pagará el equivalente de su venta externa. Este piso en los precios que introduce la exportación en pie, que supone una exigencia mínima no solo para la industria sino también para el invernador, para ser creíble, para tener sentido económico, debe ser totalmente libre. Si, en cambio, se hace sospechosa de intervenciones impredecibles, inesperadas, indeterminadas, no se trata de libre exportación en pie sino apenas de su caricatura. Y su efecto económico, lejos de significar la existencia de un precio piso -el de la paridad de exportación- pasa a ser lo que la voluntad del gobernante de turno quiera.

No es libre
Esto es precisamente lo que vivimos ahora. La exportación en pie ha dejado de ser libre, para convertirse en el modo según el cual el dirigismo del MGAP interpreta la realidad ganadera: si le parece necesario que se vaya ganado la habilita, si le parece lo contrario, no. Me apresuro a señalar nuevamente que esta exportación en pie no tiene nada que ver con la de 1992, que duró prácticamente hasta el año 2010. Aquella era el producto de la libertad y aportaba a la transparencia en el precio; esta es una muestra más de discrecionalidad, de intervención oficial previa según permisos que se conceden o no, sin norma jurídica que habilite a actuar de esta manera, generadora de sospechas quizás infundadas, como ocurre siempre que la transparencia está en juego.

¿Cómo eran las cosas? Hasta el año 2010 el trámite en el MGAP demoraba, según me señala un operador, entre 48 y 72 horas. Digo especialmente la palabra trámite y no permiso, que es como habitualmente se lo menciona, porque el gobierno no tiene ninguna facultad, ninguna, para permitir o prohibir la exportación en pie. El término "permiso" está mal aplicado. El gobierno lo único que puede hacer es exigir los requisitos sanitarios acordados con el comprador, tampoco los que se le ocurra. Lo contrario, o sea utilizar la expedición de permisos sanitarios con el fin de cuotificar la exportación es simplemente un abuso, una alteración del orden jurídico que existe también en la frutas y verduras, en los pollos, en el vino, pero ajeno al funcionamiento legal. ¿Cómo son los trámites ahora? El que quiere exportar ya sabe aunque no está escrito en ningún lado, que difícilmente logrará "permisos" para ganado gordo; y en cuanto a categorías jóvenes su solicitud puede demorar un año o más. Para explicar semejante exabrupto se han señalado razones de falta de personal, de otras ocupaciones del funcionariado, etc. Quisiera subrayar enfáticamente que ninguna razón instrumental puede ponerse por delante del ejercicio de la libertad. Y por otra parte resulta difícil aceptar que esta administración, que ha multiplicado el funcionariado público, no pueda encontrar la forma de resolver supuestas faltas de personal que al menos hasta 2010 no tenían este efecto. No parece razonable.

Después de presentada la solicitud, cuya resolución no solo es larga en el tiempo sino peor aún, indeterminada, el solicitante paga por el conjunto de tareas que realiza el MGAP, un costo que prácticamente triplica en dólares al del año 2010. Incluye expedición de certificado, análisis de laboratorio, destrucción de tubos de ensayo, etc.


Si se tiene la suerte de que se acepte la solicitud, la validez de la misma es también limitada: 40 o 60 días, plazo en el que no es fácil concretar un negocio en el que hay mucho que coordinar y gestionar. Son muy pocos y en base a potentes infraestructuras los que pueden resolver todo en ese tiempo. Así las cosas y como solía ocurrir con el Afidi (Acreditación Fitosanitaria de Importación), se genera una suerte de mercado secundario de permisos, lo que supone un deterioro institucional y una prueba más de la inexistencia de libertad: si ésta fuera completa, un permiso no debería valer nada, cualquiera podría tramitarlo.

Sin reglas
Como he señalado otras veces, no me molesta que el gobierno desee prohibir esta o cualquier otra exportación. Sería un grave error y punto. Lo que verdaderamente más molesta, lo que agravia el sentimiento republicano, es que el MGAP quiera prohibir la exportación de ganado en pie, pero al margen de la norma legal. O algo peor todavía, que es dejar librada esa posibilidad a la discrecionalidad de la autoridad en cada momento. Si el MGAP quisiera restringir la exportación en pie, limitarla a algunos períodos, a alguna categoría o a un cierto número de cabezas, ello requeriría una regla. Si se pudiera conocer una norma general impersonal y pública, aunque fuera parcial o totalmente restrictiva, esto sería más transparente que andar usando los permisos sanitarios como forma de lograr lo que ninguna norma permite.

Si el gobierno dudaba como yo mismo dudo, de la legitimidad comercial del negocio con Turquía, debió operar de modo público y transparente respecto de estas exportaciones y solo de estas.

Con poca transparencia, con dudas sobre los procedimientos, no solo cae la calidad institucional, sino que a lo mejor se deteriora innecesariamente la imagen del MGAP, que debería despejar toda incertidumbre. Pero hay otra amenaza sobre la que muchos colegas escriben, que no sería tal si la intervención del MGAP en este tema fuera de reconocimiento a la libertad de la gente, sin discrecionalidad alguna. Me refiero a la parición de alrededor de 3 millones de terneros que, clima mediante, nos llevaría a una cantidad de nacimientos como no ocurría desde la primavera de 2002. Y que enfrentará una demanda para invernada que es probable sea bastante menor. Si así fuera y con fronteras dudosamente abiertas, podría instalarse un lío grande para los criadores. Estos deberían ser a futuro las vedettes, en particular cuando Argentina, que no es imaginable pensar que siempre va a estar caída en su producción de carne, empiece a recomponer su negocio ganadero, precisamente a partir de la libertad de comercialización que perdió.

Marfrig acredita em recuperação

A Marfrig iniciou o plano de restruturação da empresa, que implica a venda de ativos. O anúncio foi poucos dias depois da divulgação dos resultados do 1T13 no mês de maio, que mostrou um prejuízo líquido de R$ 81,2 milhões, ante lucro líquido de R$ 34,58 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O índice de alavancagem da Marfrig (relação entre dívida líquida e Ebitda) atingiu 4,4 vezes. O endividamento bruto da empresa totalizou R$ 12,9 bilhões no fim de março.

O amplo corte de despesas anunciado ao mercado prevê uma economia de R$ 250 milhões em capital de giro já neste ano. A Marfrig deve vender, até o final do segundo trimestre, três unidades da Seara Brasil, fechar quatro centros de distribuição no país e duas unidades de bovinos na Argentina. Além disso, o escritório central da companhia na capital paulista será transferido para o centro de distribuição da Anhanguera, também em São Paulo. O principal foco, no entanto, é a Seara Brasil - a divisão de aves, suínos e alimentos processados da companhia no país. A Seara Brasil representa um terço da receita líquida total da Marfrig, que chegou a R$ 6,42 bilhões nos primeiros três meses deste ano.

Entre as medidas adotadas para a Seara Brasil está o fechamento de quatro centros de distribuição e quatro unidades, o que gerará uma economia de R$ 43 milhões neste ano. Segundo o futuro CEO da Marfrig, Sérgio Rial, em entrevista ao jornal Valor Econômico, apesar de a Seara Brasil diminuir de tamanho a unidade não verá seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) declinar. "Não perderemos receita e Ebitda. Na verdade, deixamos de colocar caixa em unidades estruturalmente mal posicionadas, que queimam caixa", afirmou. Segundo ele, a produção das unidades fechadas será redirecionada.

Para o diretor da Informa Economics FNP, Vicente Ferraz, toda a economia que se possa fazer no sentido de cortar custos e não afetar a receita nem as margens é bem vinda, mas gera alguns questionamentos. “Qual seria o valor efetivo de uma unidade ou centros de distribuição que não contribuem com a receita e margem de lucro, que são ineficientes ou não tem valor de mercado”? O crescimento da indústria vem se deteriorando nos últimos tempos. “Porque a demora em fazer essa reestruturação”?

Segundo informações da empresa, esses cortes visam reduzir o endividamento bruto em R$ 2 bilhões até o fim de 2013. Do total das dívidas, 28,0% tem vencimento no curto prazo enquanto 72,0% no longo prazo. “A alavancagem e endividamento podem seguir trajetória descendente”, disse Rial, após o anúncio da reestruturação. O mercado reagiu positivamente ao anúncio. As ações da Marfrig fecharam o pregão do dia 14/05 cotadas a R$ 7,45 na BM&FBovespa, alta de 12,87%, sobre o Índice Bovespa.

Entre janeiro e março, a receita líquida da companhia totalizou R$ 6,422 bilhões, crescimento de 28,3% sobre os R$ 5,006 bilhões reportados nos primeiros três meses de 2012. No lado financeiro, a Marfrig teve um prejuízo de R$ 360 milhões entre janeiro e março deste ano, montante 45,6% acima dos R$ 257,3 milhões registrados no primeiro trimestre do ano passado.

S&P: rebaixamento por endividamento

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s cortou a nota de crédito da empresa de alimentos Marfrig (MRFG3) de B+ para B na escala internacional e de BBB+ para BBB- na nacional. A perspectiva da agência é que a situação apenas se normalize em 2014 ou 2015. Segundo o comunicado da S&P, o rebaixamento é reflexo dos resultados mais fracos do que o esperado em 2012 e o elevado endividamento da empresa. Agora, a expectativa é de que alguma melhora só seja vista em 2014 ou 2015.

“Acreditamos que a alta carga de juros e o ramp-up ainda desafiador da produção da Seara Brasil continuarão prejudicando a geração de fluxo de caixa da empresa e impedindo uma redução mais rápida de sua dívida”, ressalta Flávia Bedran, que assina o relatório.

A S&P avalia ainda a liquidez da Marfrig como “menos do que adequada”. “Esperamos que as fontes de caixa excedam os usos marginalmente acima de 1x em 2013 e melhorem em 2014 conforme melhora sua geração de caixa”, projeta a analista.

Resultados

Entre as quatro principais processadoras de carnes do Brasil, a Marfrig foi única que teve prejuízo no 1T13. A BRF (BRFS3) e a JBS (JBSS3) obtiveram lucros líquidos de, respectivamente, R$ 385,5 milhões e R$ 374,5 milhões, enquanto a Minerva (BEEF3) foi a única concorrente que fechou o trimestre com melhor desempenho, com lucro líquido de R$ 1,19 bilhão.

Desempenho na bolsa

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações da Marfrig (MRFG) fecharam a R$ 7,85 na quinta-feira (16 de maio) aumento de 1,9% em relação ao dia anterior da divulgação de resultados. Em 2012, os papéis do frigorífico se mantiveram praticamente estáveis. Porém, neste ano, já acumulam desvalorização de 7,5%.

 A companhia abriu o capital em junho de 2007, com as ações a R$ 17,47 por unidade. Portanto, os papéis da Marfrig caíram 55% desde a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A maior cotação atingida foi em janeiro de 2010, a R$ 23,62, enquanto a menor, em setembro de 2011, a R$ 5,74. Já a variação do Índice Bovespa foi 1,4% no período.
Fonte: Informa Economics FNP

GIRA INTERNACIONAL BRAFORD 2013


Vacinação contra aftosa deve superar 90% de cobertura no RS, diz Seapa

Primeira etapa da vacinação do rebanho encerrou na sexta-feira (31). 
Pecuarista que não informar sobre vacinação ficará sujeito à multa.


Vacinação contra febre aftosa tem início no RS (Foto: Vilmar da Rosa/Seapa)Mais de 5,5 milhões de vacina contra aftosa foram
distribuídas (Foto: Vilmar da Rosa/Seapa)
Encerrada na última sexta-feira (31), a primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul deve ultrapassar os 90% de cobertura. A estimativa é da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa).
O percentual foi calculado com base nos relatórios parciais emitidos pelas supervisões regionais do Departamento de Defesa Agropecuária. Os números finais devem ser divulgados até o final de junho, após totalização dos relatórios de todos os municípios gaúchos.
O criador que comprou vacina em agropecuária tem até o dia 7 deste mês para entregar a nota fiscal de compra e classificação de rebanho. A declaração anual obrigatória se encerrou no dia 31 de maio, junto com o prazo final desta etapa da campanha.
Os pecuaristas também precisam comunicar a vacinação à Inspetoria Veterinária. No caso do não recebimento das informações, o rebanho aparecerá no sistema como não vacinado e o pecuarista, mesmo tendo comprado ou retirado a vacina, estará sujeito a notificações, autuações e pagamento de multa.
O governo do Estado distribuiu cerca de 5,5 milhões de vacinas, num investimento aproximado de R$ 7 milhões. A segunda etapa da campanha acontecerá durante o mês de novembro de 2013. Nesta, o alvo serão os animais de zero a 24 meses.
Atualmente, o Rio Grande do Sul tem um rebanho estimado em 13,4 milhões de cabeças e 370 mil produtores, dos quais 65% recebem a vacina doada. A ideia, neste ano, é de ampliar os índices atingidos em 2012, quando foram vacinados 97,18% dos animais na primeira etapa e 96,34% na segunda etapa da campanha.
Os últimos focos da doença no Estado ocorreram nos anos de 2000 e 2001, quando foram localizados 52 focos de aftosa, sendo sacrificados 26 mil animais. Na época, foram gastos pelo governo cerca de R$ 11 milhões para conter a doença. Além disso, a impossibilidade de exportar animais, carnes e produtos de origem animal, causou prejuízos à economia gaúcha.

fonte: G1

Embarque de carne bovina recua em maio ante abril

Exportação de carne bovina in natura registrou resultados positivos apenas na comparação com o mesmo mês do ano passado

As exportações de carne bovina in natura recuaram em maio na comparação com abril, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, os números foram positivos.

As exportações de carne bovina in natura atingiram receita de US$ 405,1 milhões em maio, queda de 7,2% ante os US$ 436,6 milhões de abril de 2013. Na comparação com o faturamento de US$ 398,3 do mesmo mês do ano passado, o desempenho foi 1,7% maior.

Em volume, também foi registrada queda. Os embarques recuaram 3,8% entre abril e maio deste ano, passando de 95,2 mil toneladas para 91,6 mil toneladas. Ante o mesmo mês de 2012, quando foram embarcadas 83,1 mil toneladas, houve aumento de 10,2% na quantidade exportada.

O preço médio da tonelada foi de US$ 4.425, diminuição de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda foi de 3,5% ante abril deste ano.

Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cotações

 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 03/06/2013
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 31/05/2013 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,80R$ 6,72
KG VivoR$ 3,40R$ 3,36
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,36
KG VivoR$ 3,09R$ 3,02
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
fonte: ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

21º SEMINÁRIO DE PASTOS, PASTAGENS E SUPLEMENTOS

Para evitar o apagão da cria



 
Encontro de Criadores da Scot Consultoria
Encontro de Criadores da Scot Consultoria
Encontro de Criadores da Scot Consultoria

Carrefour e Marfrig lançam a primeira carne bovina com o selo Rainforest Alliance Certified no mundo

Produto processado pela unidade Marfrig Tangará da Serra está à venda em 13 lojas da rede no estado de São Paulo São Paulo 3 de junho de 2013 – O Carrefour é a primeira rede de hipermercados do mundo a comercializar carne bovina com a certificação socioambiental identificada pelo selo Rainforest Alliance Certified. O selo atesta que a carne é proveniente de fazendas que seguem rigorosas normas internacionais de conservação ambiental, de respeito aos trabalhadores e às comunidades locais e regras de bem-estar animal. O produto certificado é fruto da parceria com o Grupo Marfrig, que, em 2012, tornou-se a primeira indústria de alimentos do setor, e única até agora, a rastrear o ciclo completo de produção de carne bovina, com o aval do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), organização não-governamental, responsável pela auditoria.
Com a chancela da marca própria Carrefour, o produto já está disponível em 13 lojas da rede: Santo Amaro, Pamplona, Rebouças, Morumbi, Brooklin, Pinheiros, Butantã, Imigrantes e Anália Franco, em São Paulo; Cambuí e Eldorado Hiper, em Campinas (SP); Alphaville (Barueri) e Ribeirão Preto (SP). São oito tipos de cortes, como filet mignon, picanha, miolo do alcatra, contrafilé, fraldinha, maminha, cupim e noix, todos fracionados e embalados a vácuo.
“Com esse lançamento, o Carrefour inclui em suas gôndolas mais um produto que garante que, em todas as etapas do seu ciclo de produção, foram cumpridos rígidos critérios socioambientais, além de todas as normas de qualidade e segurança alimentar. A iniciativa faz parte do compromisso da rede de promover um comércio responsável, que melhore a qualidade de vida de seus clientes e valorize a sustentabilidade”, ressalta Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade do Carrefour.
“Com a entrega do primeiro lote de carnes certificadas para o Carrefour, completamos o ciclo e levamos até o cliente final mais um produto diferenciado. Nossos esforços têm por objetivo criar um novo patamar mundial para a cadeia de fornecimento, comprometendo todos os elos com boas práticas socioambientais”, afirma James Cruden, CEO da Marfrig Beef, segmento de negócios do Grupo Marfrig dedicado à produção de carne bovina.
A carne processada pelo Grupo Marfrig em sua unidade produtiva de Tangará da Serra (MT) tem origem na Fazenda São Marcelo, localizada no mesmo município, que foi a primeira propriedade de produção de ciclo completo de gado a receber o selo Rainforest Alliance Certified (RAC). Para isso, a fazenda atendeu aos 136 critérios socioambientais estabelecidos para fazendas de pecuária, que vão desde a redução da emissão de gases do efeito estufa até a implementação de práticas de bem-estar animal, passando pela garantia de boas condições sociais dos funcionários e suas famílias. O selo atesta que a carne certificada de marca própria Carrefour cumpre todos esses requisitos.
Os requisitos para a certificação foram estabelecidos pela Rede de Agricultura Sustentável (RAS), entidade internacional que congrega organizações conservacionistas e independentes e detentora da norma de certificação que dá direito ao uso do selo Rainforest Alliance Certified. A auditoria foi conduzida pelo Imaflora, credenciado oficialmente para outorgar o certificado da Rainforest Alliance no Brasil.
“O Carrefour é o primeiro hipermercado no mundo a oferecer a seus consumidores carnes com o selo Rainforest Alliance Certified, garantindo a rastreabilidade desde sua origem até o consumidor final, em fazendas que cumprem os rigorosos critérios socioambientais exigidos pela Rede de Agricultura Sustentável”, diz Maurício Voivodic, secretário-executivo do Imaflora.
O Imaflora é o único organismo certificador no Brasil acreditado para auditar as normas da Rede de Agricultura Sustentável que, uma vez cumpridas, possibilitam o uso do selo Rainforest Alliance Certified.
“A chegada da carne certificada ao consumidor final é um momento histórico: no futuro vamos falar dele como um divisor de águas. E é também um passo irreversível na direção da articulação da cadeia, o grande desafio que Amigos da Terra busca promover”, diz Roberto Smeraldi, diretor de políticas da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.
Garantia de Origem
Em paralelo a essa iniciativa, desde 1999 o Carrefour mantém no Brasil seu programa Garantia de Origem, que concede um selo que certifica a qualidade, a procedência e os processos de produção, transporte e armazenagem de alimentos de marca própria disponíveis em suas lojas em categorias como carnes, peixes, frutas, legumes, sucos e ovos.
Atualmente, a rede comercializa mais de 150 produtos certificados pelo selo Garantia de Origem e mantém 160 fornecedores cadastrados no programa, que devem cumprir rígidos critérios ambientais e sociais em todas as etapas de produção.
No caso da carne bovina, o produtor tem de atender a uma lista de mais de 80 especificações em 13 categorias, tais como o manejo, alimentação, sanidade e bem-estar animal; manejo sustentável de pastagens; tratamento fitossanitário; gestão de resíduos e poluentes; respeito ao meio ambiente; formação, saúde, segurança, bem-estar e respeito aos direitos assegurados ao trabalhador. Os animais são criados soltos, com alimentação natural, redução do uso de antibióticos, proibição da utilização de hormônios de crescimento e aumento na aplicação de homeopatia na prevenção de doenças.
No segmento de carnes Garantia de Origem, o Carrefour mantém desde 2009 uma parceria com a Associação de Produtores de Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul e, desde 2010, com a Associação Brasileira de Hereford e Braford do Rio Grande do Sul. Mais de cem pecuaristas que fazem parte destas entidades abasteceram a rede Carrefour no ano passado com dez cortes de churrasco embalados e vendidos a vácuo na linha Selection Garantia de Origem.
Os produtos que recebem o selo Garantia de Origem podem ser rastreados de duas formas: no site www.garantiadeorigem.com.br ou por smartphone com tecnologia Android ou iPhone. Ao fotografar o código de barras QR da mercadoria escolhida com seu aparelho telefônico, o consumidor tem acesso a todas as informações. É possível verificar, por exemplo, o nome do pecuarista e do frigorífico, controle de sanidade do animal (alimentação, bem-estar, vacinação) dia de abate, nome do veterinário responsável, número de Guia de Trânsito Animal (GTA), entre outras informações.
Sustentabilidade e qualidade Marfrig
Instalada no bioma Amazônia, a unidade industrial Tangará da Serra é uma referência mun­dial em produção sustentável de carne bovina. A planta tem capacidade de processamento de 1.600 animais por dia e dispõe da mais alta tecnologia em processos e equipamentos, além de ser uma das unida­des brasileiras mais completas em habi­litações para exportação.
Além da certificação Rainforest Alliance, Tangará da Serra é certificada também nas normas ISO 14001 (Ambiental), ISO 22000 (Segurança dos Alimentos), OHSAS 18001 (Saúde e Segurança) e SA 8000 (Responsabilidade Social). Essas certificações são a base do Sistema Integrado de Gestão da Marfrig (SGI), implantado de forma pioneira em todas as suas 19 unidades industriais no Brasil. É um modelo único no mundo, pois contempla os principais processos monitoráveis na indústria de alimentos: garantia de qualidade e segurança do alimento, relações com o meio ambiente e a sociedade, integridade física e mental dos trabalhos e melhoria contínua dos processos, projetos, serviços e produtos.
Comprometido em estimular a adoção das melhores práticas de sustentabilidade em toda a cadeia produtiva da carne, a Marfrig também realiza o mapeamento e a organização dos fornecedores de gado de acordo com critérios socioambientais. O sistema de compras da companhia só permite aquisições de gado após verificação de licenças ambientais, conferência de CNPJ e CPF do produtor na lista de embargos do Ibama e trabalho escravo do Ministério do Trabalho e imagens de satélite dos fornecedores no bioma Amazônia, onde são verificados novos desmatamentos e sobreposição com terras indígenas e unidades de conservação.
Fonte: Assessoria