sábado, 15 de junho de 2013

Preço da arroba do boi, menor custo e exportações favorecem confinamento

Volume de animais engordados nesse sistema intensivo vai aumentar ante 2012

por Estadão Conteúdo

Divulgação/Alta Genetics
Crise econômica mundial e aumento dos custos de produção em grandes produtores mundiais favorece confinamento no Brasil
Os preços mais baixos do milho, a expectativa de cotação firme da arroba do boi gordo e as exportações de carne em alta devem estimular o confinamento neste ano, avalia o gerente de mercado da Agroceres Multimix, Victor Walzberg. Ele não cita porcentual, mas com base nos fundamentos diz, em nota, que o volume de animais engordados nesse sistema intensivo vai aumentar ante 2012. 

Para o especialista, que participará da Feicorte 2013 na próxima semana, apesar de um volume maior de confinados, o período tradicional de entressafra sustentará os preços da arroba no segundo semestre do ano. "O valor da arroba pode subir até 10%, chegando até R$ 110. Hoje os frigoríficos já estão com baixa escala, o que favorece o produtor na negociação." Outro ponto que chama a atenção é que não houve alojamento no primeiro ciclo de confinamento deste ano, resultando na atual falta de gado para abate, explica Walzberg. 

Exportações
Walzberg ainda disse que a combinação da crise econômica mundial com aumento dos custos de produção em grandes produtores mundiais, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Argentina, levou a uma perda de competitividade da pecuária naqueles países. O movimento se traduziu em uma redução dramática dos seus rebanhos. 

"A demanda mundial por carne bovina continua firme enquanto a oferta está reduzida em função da queda de disponibilidade de animais em países importantes e o Brasil é um dos poucos países do mundo em condições de atender a esta demanda, o que pode contribuir para aumento das exportações brasileiras e até abertura de novos mercados", ressalta o executivo. 

JORNAL ANGUS @ NEWS - TERNEIRO DE QUALIDADE É RETORNO GARANTIDO

por Alexandre Gruszynski

Produzir com apurada seleção genética, com campos nativos melhorados ou com pastagens, aliado a correto manejo e sanidade, só pode ter como resultado o aumento da velocidade do giro da propriedade e, óbvio, maior lucratividade, permitindo receita e novos investimentos.

Ganhar mais peso, mais qualidade, maior valor agregado, no mesmo campo, no mesmo tempo e com o mesmo número de vacas.
Estas são as vantagens básicas ou benefícios da produção de terneiros de qualidade, de genética superior, comparativamente a terneiros comuns.
A opinião é do médico veterinário e analista de mercados, Eduardo Lund. Proprietário da Lund Negócios, em Pelotas, RS, com amplo conhecimento no campo de análises da produção pecuária e no mercado de carne.
Lund faz uma indagação aos criadores. “Por que não produzir terneiros de qualidade, quando as vantagens são tantas e os resultados compensam plenamente os custos de investimento?”.
À medida que se barateiam os custos da inseminação, a produção de um bom terneiro libera a vaca mais cedo para se recuperar e estar pronta para outra gestação, lembra o analista. “Também se reduz o tempo de ocupação da área de campo com bons terneiros. Eles ganham peso mais rapidamente e se aprontam antes, obtendo maior valor agregado por que saem da propriedade mais cedo e tem mercado garantido no segmento do novilho jovem, aumentando o giro do negócio”, aponta. Menos qualidade: mais tempo, menor lucro.
 Comparativamente, observa Lund, o terneiro sem qualidade demora mais para chegar num peso ideal ou será vendido com um peso mais baixo em relação ao de boa qualidade. “Tanto o terneiro de qualidade quanto o comum usam a mesma vaca e o mesmo campo, mas os resultados são diferentes” afirma. Ele faz a análise considerando os nove meses de gestação e mais seis a oito meses para a venda. O terneiro de qualidade terá entre 160 a 200 kg, e será vendido possivelmente acima dos R$ 4,00 o quilo. Já o sem qualidade terá um máximo de 150 kg e na venda poderá até obter cotação similar, mas valerá menos por ser mais leve.Esta é a principal diferença. O produtor de terneiros tem que fazer esta avaliação, porque a agropecuária é um negócio que tem que gerar lucro, e o terneiro de qualidade é um investimento com lucro certo”, afirma o analista ...

leia a reportagem completa: http://www.vitrinebage.com.br/601/pdf/213.pdf


 .

quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 de JUNHO - DIA DE SANTO ANTÔNIO


As lições do Mercado de Liniers – o que podemos aprender com a Argentina na comercialização para abate

por Fernando Furtado Velloso
Das boas lições em pecuária que se traz da Argentina é o Mercado de Liniers, o centro mais importante de negócios com gado no país. Neste centro de leilões de gado gordo (para mercado doméstico e exportação), os produtores argentinos vendem boa parte de sua produção há mais de 110 anos, no bairro de Mataderos, Buenos Aires. Tive a oportunidade de voltar a este mercado na semana passada e compartilho, aqui, algumas informações.
Alguns números deste centro de vendas são dignos de divulgação: capacidade física para recebimento de mais de 30 mil animais em 2,2 mil mangas, 33 balanças para pesagem de lotes de animais, comercialização de aproximadamente 110 mil bovinos por mês, 55 firmas consignatárias (leiloeiras) instaladas, 34 mil usuários cadastrados na internet e fonte de trabalho para 2,5 mil famílias. Num passado não muito distante, Liniers comercializava mais de 25% de todo gado gordo do país e, hoje, vende 10% do total do abate nacional, correspondendo a 1,3 milhões de bovinos em 2010.
Mercado de Liniers (Arg)

Em plena era de tecnologia, internet e negócios virtuais, pode parecer anacrônico falar em um centro para concentração de animais com todas as implicações e custos de transporte e possíveis perdas. Porém, existem lições nesta forma de comercialização:
a) garantia de pagamento: em Liniers existe 100% de garantia de pagamento pelos consignatários e esta é uma norma do centro (até no caso de animais caídos e mortes de transporte ocorre o pagamento ao vendedor);
b) venda por kilograma: todos os negócios ocorrem na base de peso por quilo e o lote é pesado imediatamente após a compra e, assim, gera-se transparência e confiança no comprador;
c) venda do pequeno produtor: o produtor de menor porte pode levar um lote de cinco animais e alcançar preços top (se a qualidade do gado for elevada, independente da quantidade);
d) sistema de informações: o mercado tabula e disponibiliza diariamente as cotações (mínimas, médias e máximas) para todas as categorias comercializadas e, assim, contribui muito com informações a todos os pecuaristas do país. Vale à pena conhecer em www.mercadodeliniers.com.ar.
Mercado de Liniers (Arg)
Nestes mais de 110 anos, Liniers não foi somente um bom local para compra e venda de gado, mas, sim, um meio de transformação da pecuária e carne argentina. A venda diária de gado gordo e a total transparência nos negócios levaram a uma maior compreensão do pecuarista em relação ao tipo de produto mais valorizado pelo mercado (raça, cruzamento, idade, peso, grau de terminação, etc). Esta compreensão levou à padronização do rebanho argentino e à conquista do ótimo conceito internacional da carne argentina.
Não trago estas informações pensando que um centro para venda de gado no RS seja uma alternativa, mas sim para demonstrar que formas mais elaboradas de comercialização e a produção e disponibilização de informações de mercado são ferramentas transformadoras da pecuária.
FONTE:  Jornal Folha do Sul

Setor de carnes brasileiro comemora alta do dólar frente o real




Setor de carnes brasileiro comemora alta do dólar frente o real
A valorização do dólar frente o real atingida nas últimas semanas no mercado cambial brasileiro tem sido favorável para o setor de carnes. De acordo com analista da MB Agro, Cesar de Castro Alves, a receita com as exportações vem crescendo.

No entanto, o receio dos pecuaristas passa agora a ser em relação ao preço do farelo de soja, item muito importante da alimentação animal. Com o estímulo à exportação, o mercado brasileiro pode sofrer com a falta do produto no mercado interno.

Para o diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, os produtores devem estar atentos para as políticas econômicas do Brasil, para que os investimentos continuem vindo para o país.

“A política econômica fracassou nos dois pontos que tentava melhorar: no crescimento, que não se desenvolve, e no controle da inflação”, afirmou o executivo.

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, também concordou que o câmbio até R$ 2,20 é benéfico e adequado ao setor exportador de proteínas animais. Turra também ponderou, no entanto, que é necessária uma atenção especial ao impacto do câmbio no endividamento em dólar das companhias.

“O câmbio livre é uma conquista. O setor se beneficia em termos de volume e receita, pois impulsiona as exportações de proteínas. Entretanto, há empresas do setor que estão com endividamento alto e aí precisa haver uma atenção e um equilíbrio”, declarou.

Ele comentou que o segmento produtor de aves no Brasil está conseguindo, somente agora, compensar o alto custo dos grãos observado no segundo semestre do ano passado. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Reunião debate rastreabilidade do rebanho gaúcho

Câmara Setorial da Carne reúne-se hoje em Porto Alegre
Câmara Setorial da Carne reúne-se hoje em Porto Alegre
Crédito: Vilmar da Rosa/Seapa
por Marcelo Pimenta e Silva

Hoje, em Porto Alegre, na Secretaria da Agricultura, ocorre reunião da Câmara Setorial da Carne. Na pauta do encontro, o debate sobre o Sistema de Identificação que será implantando no Estado. O sistema servirá como uma ferramenta para rastreabilidade, cujo principal objetivo, segundo a Secretaria da Agricultura, é a melhoria do controle sanitário, visando o combate à clandestinidade, sonegação e abigeato. “Pensamos que esta é uma medida muito importante para diferenciação da pecuária no RS e, sem dúvida, um sistema voltado à inocuidade dos alimentos e segurança alimentar da população”, comenta a coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé.
 
Instituto Gaúcho da Carne
A coordenadora da Câmara informa que também serão debatidas as atuais ações do programa de valorização da carne gaúcha, que é baseado em dois projetos de Lei: um que institui o Sistema de Identificação e outro que cria um fundo para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Anna Suñé ressalta que o papel do Estado, neste programa, está na instituição de um fundo setorial que garantirá a continuidade e dará suporte para o Instituto Gaúcho da Carne, organismo a ser criado de formatação privada, e que será responsável pela consolidação de informações de toda cadeia produtiva, gestão de um projeto setorial de assistência técnica dirigida para o aumento da natalidade e redução da idade de abate no RS. “Ele também será responsável pela promoção comercial da carne gaúcha, a partir das garantias sanitárias do Estado e das condições diferenciais da carne aqui produzida, pela qualidade genética e do ambiente único e sustentável”, destaca a coordenadora da Câmara Setorial da Carne, ao informar que, no atual momento, os projetos de lei já estão redigidos. “Pretendemos na reunião da Câmara discutir ajustes finais para encaminhar à Assembleia Legislativa”, complementa.
fonte: Folha do Sul

Mercado do boi gordo com oferta enxuta em São Paulo

Em São Paulo, houve desvalorização na referência a prazo para o boi gordo, atualmente em R$100,50/@. Porém, isto não reflete uma tendência do mercado no estado, uma vez que o cenário é de oferta curta.

As empresas que compram animais em outras praças mantêm as ofertas de balcão em valores menores. Já os frigoríficos que compram exclusivamente dentro do estado estão com valores maiores.

As escalas atendem entre dois e três dias e há empresas pulando dias de abate.

No mercado atacadista, os preços estão estáveis. Os estoques estão abastecidos, apesar da oferta modesta de animais para abate, o que demonstra que a demanda não tem colaborado.
fonte: Scot Consultoria

Marca de carnes especiais Swift Black, da JBS, conquista prêmio internacional de qualidade

A JBS obteve a nota máxima do Superior Taste Award, único selo de qualidade em sabor concedido por líderes de opinião da Europa e emitido pelo International Taste & Quality Institute (iTQi). O Bife de Chorizo Swift Black foi a única carne bovina in natura do Brasil a receber a nota máxima do juri do iTQi em toda existência do prêmio, conquistando três estrelas.
A avaliação foi feita por juri composto de membros de 15 países, representando as mais prestigiadas associações de culinária da Europa. Os selos estão classificados em uma, duas ou três estrelas douradas, de acordo com a conformidade e importância dos itens analisados, como primeira impressão, aspecto visual, aroma, textura e sabor. Os produtos também são submetidos à degustação cega, obedecendo a rigoroso processo de análise sensorial.
Armando Celso, diretor executivo do JBS, na premiação
Fonte: Informativo da JBS, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Câmara dos Deputados aprova Medida Provisória que desonera cesta básica

Desoneração inclui carnes bovina, suína, de aves, de peixes, ovinos e caprinos, além de café, óleos vegetais, entre outros

Renato Bairros
Foto: Renato Bairros / Agencia RBS
Desoneração da cesta básica inclui carnes
O Plenário da Câmara aprovou nessa terça, dia 11, a Medida Provisória 609/13, que isenta os itens da cesta básica do PIS/Pasep e da Cofins, com impacto previsto de R$ 5,1 bilhões na renúncia de tributos em 2013. Também foi incluído na MP 609 o conteúdo aprovado pela Câmara para a MP 605/13 para garantir a redução na conta de luz. A matéria seguirá para o Senado.
A desoneração da cesta básica inclui carnes (bovina, suína, aves, peixes, ovinos e caprinos), café, óleos vegetais, manteiga, margarina, açúcar, papel higiênico, pasta de dente e sabonete. Sem contar os itens acrescentados no relatório, as renúncias fiscais previstas para 2014 e 2015 são estimadas em R$ 7,5 bilhões e R$ 8,3 bilhões, respectivamente.
O texto aprovado pela Câmara é o relatório do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), apresentado na comissão mista que analisou a matéria. O relatório amplia a lista de produtos correlatos aos da cesta básica, isentando também o sal, o pão de forma, biscoitos, sucos, molho de tomate, vinagre, polvilho, escova de dentes, absorventes higiênicos, fraldas e gás de cozinha.
Adicionalmente, outros produtos são isentos de PIS e Cofins, como água sanitária, sabão em barra, desinfetantes, camarão, rações animais, material escolar, cimento, tijolos e telhas onduladas, e produtos para alimentação enteral (pela veia).
Para Edinho Araújo, a votação da MP é importante porque o item cesta básica incide muito no custo de vida do trabalhador.
– Isso vai gerar emprego e combater a inflação – disse.
O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que é preciso garantir que as desonerações sejam repassadas para o consumidor na forma do barateamento dos produtos.
– Há um temor de que as desonerações beneficiam quem produz, mas não quem vai comprar o produto – declarou.
Óleos vegetais
Outro destaque aprovado pelo Plenário, do PTB, retomou o texto original da MP para permitir a isenção do PIS/Pasep e da Cofins para os óleos vegetais brutos, favorecendo o pequeno produtor.
Em complemento a essa iniciativa, destaque do PSC aprovado excluiu os óleos brutos dentre os produtos que podem gerar crédito presumido do PIS/Pasep e da Cofins na compra de insumos para sua produção, já que esses óleos serão isentos desses tributos.
Fim do crédito
Com a isenção do PIS/Pasep e da Cofins, as empresas e cooperativas não contarão mais com o crédito presumido de 35%, 50% ou 60% incidentes sobre a compra de bens e serviços usados como insumo, inclusive combustíveis e lubrificantes, quando da produção de manteiga, margarina, óleos vegetais, açúcar e criação de peixes, e nas carnes de ovinos e caprinos.
Para a comercialização de ovinos e caprinos vivos, a MP permite o uso do saldo do crédito presumido existente até a data de sua edição para compensar outros tributos ou para ressarcimento, contanto que eles tenham sido apurados quanto a despesas e custos vinculados à exportação.
Café de exportação
Situação semelhante quanto aos créditos é imposta ao café não torrado, cujo crédito presumido somente poderá ser apurado na sua compra se o produto for usado na fabricação de café torrado ou de preparados de café destinados à exportação.
Antes, o crédito podia ser aproveitado independentemente de o produto final ser ou não exportado. A regra, entretanto, não se aplica à empresa comercial exportadora, que apenas compra para revender ao exterior.
Equipamentos agrícolas
Da MP 601/12, que também perdeu a vigência por não ter sido votada no Senado, Edinho Araújo incorporou a ampliação dos equipamentos agrícolas que contam com redução da base de cálculo para o pagamento do PIS/Pasep e da Cofins na sua produção ou importação.
Alguns tipos de equipamentos já estão contemplados pela legislação (ceifadeiras e colheitadeiras de feno, por exemplo), mas a lista é ampliada, incluindo até ordenhadeiras, prensas e reservatórios refrigerados e outros sem autopropulsão.
AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

terça-feira, 11 de junho de 2013

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS





*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
 EM 11.06.2013

BOI: R$ 6,80 a R$ 7,20
VAC
A: R$ 6,40 a R$ 6,60

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS






  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 11.06.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO: R$ 3,40 A R$ 3,60
   VACA GORDA: R$ 2,90 A R$ 3,10



   FONTE: PESQUISA REALIZADA
   POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS



REGIÃO DE PELOTAS    
EM 11.06.2013                      

TERNEIROS R$ 3,90 A R$ 4,10                
TERNEIRAS R$ 3,40 A R$ 3,60
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,20 A R$ 3,40
BOI MAGRO R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA DE INVERNAR R$ 2,70 A R$ 2,80

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR 
http://www.lundnegocios.com.br

Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor




Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor
Exportação de carne bovina para mercados com população muçulmana cresceu 76% em dez anos. Vendas atingiram US$ 1,5 bilhão em 2012, totalizando mais de 367 mil toneladas

O Brasil vem batendo uma série de recordes de exportação de carne bovina nos últimos anos, resultado da abertura de novos mercados e crescimento da demanda global pelo produto. Uma região que tem ganhado cada vez mais importância para os frigoríficos brasileiros é o dos países muçulmanos, que inclui o Oriente Médio, sudeste asiático e norte da África.

Para debater sobre as oportunidades de desenvolvimento deste mercado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em parceria com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), realiza hoje o Workshop halal Brasil em Brasília (DF).

O evento conta com a presença do presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli, do presidente da FAMBRAS, Mohamed Hussein El Zoghbi, do presidente da Apex Brasil, Maurício Borges, além de representantes e convidados de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e outros países muçulmanos e debaterá os procedimentos para abate halal, que definem quais alimentos são permitidos para o consumo, seguindo os preceitos e normas ditadas pelo Alcorão – livro sagrado da religião islâmica.

“Com aproximadamente 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo, o mercado de carne Halal tem um potencial muito grande de crescimento, tendo em vista que, nos últimos dez anos, registrou um crescimento de 447% em faturamento e 76% em volume”, afirma Camardelli.

“O Workshop pretende alinhar, da melhor forma possível, os procedimentos exigidos para emissão do certificado Halal, e assim facilitar o comércio com os países que fazem este tipo de exigência para importação de carne bovina. Atualmente o Brasil já exporta aproximadamente US$ 1,5 bilhão ao ano para os países de maioria muçulmana do Oriente Médio, Ásia e Norte da África, e a realização do Workshop na Apex-Brasil dá força e credibilidade ao setor para realizar essas negociações”, explica o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Em 2012 a exportação brasileira de carne bovina para países de maioria muçulmana totalizou mais de 367 mil toneladas. “Cerca de um terço de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em 2012 foi destinada para os mais de 38 países de maioria muçulmana”, explica o presidente da ABIEC.

Confira abaixo a lista dos países que mais importaram carne Halal brasileira:
 
PAISESFaturamento US$(2012)Toneladas exportadas (2012)
Egito551.655.366,57139.724,59
Irã320.339.349,6767.017,80
Arábia Saudita166.718.747,1236.374,68
Líbano82.788.877,2115.251,22
Líbia78.745.318,8018.833,94
Angola73.066.812,7019.073,70
Emirados Árabes Unidos70.499.424,0912.254,30
Jordânia62.887.536,4213.989,34
Argélia60.193.760,3012.154,83
Kuwait29.075.105,976.819,56

“O objetivo deste evento é propormos regras claras e definidas para que o procedimento Halal seja unificado, dentro das corretas determinações do Alcorão Sagrado e da Jurisprudência Islâmica. Esta definição trará, cada vez mais, credibilidade e aceitação plena em todo o mercado islâmico mundial” explica o presidente da Fambras.

O que é abate halal?
No alcorão, o termo halal exprime valor lícito a alguma coisa. No caso dos alimentos, a adoção deste procedimento para abate determina se uma comida é autorizada pelas leis muçulmanas. Um abate halal cumpre as seguintes condições:
·                    Para serem abatidos, os animais devem estar saudáveis e aprovados pelas autoridades sanitárias competentes;
·                    O abate será executado somente por muçulmano mentalmente sadio e que entenda totalmente o fundamento das regras e condições relacionadas com o abate de animais no Islã;
·                    A frase “Em nome de Deus, Deus é maior!” (Bismillah Allahu Akbar) tem de ser invocada imediatamente antes do abate;
·                    Os equipamentos e utensílios utilizados são exclusivos para o tipo de degola;
·                    A faca do abate deverá ser afiada;
·                    A sangria deverá ser feita apenas uma vez. A ação cortante do abate é permitida já que as facas não são descoladas do animal, procurando reduzir o sofrimento infringido;
·                    O ato do abate cortará a traqueia, o esôfago e ambas as artérias e a veia jugular para apressar o sangramento e a morte do animal;
·                    O esgotamento do sangue deverá ser espontâneo e completo;
·                    Inspetor muçulmano treinado será indicado e responsabilizado para checar se os animais são abatidos corretamente de acordo com as leis Shariah (código moral e religioso do Islã).

fonte: Agrolink com informações de assessoria

Com vazio de oferta, carne bovina atingirá preços recordes

Com demanda crescente e redução de estoque, o mercado pecuário tende a entrar no próximo mês em um vácuo na oferta de boi gordo 

O resultado será a disparada de preços da carne bovina. O cenário se relaciona ao avanço das exportações e do volume de abates, à quantidade reduzida de gado confinado e, por outro lado, à procura internacional intensificada pela desvalorização do real frente ao dólar.

A quantidade de gado no mercado vem caindo com o aumento dos abates de matrizes e com elevação da demanda. De acordo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado exportou, no primeiro quadrimestre deste ano, 39,3 mil toneladas de carne bovina, resultando em receita de US$ 188 milhões. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as altas foram, respectivamente, de 28% e 20,4%. No período, a quantidade de animais abatidos cresceu 16%.

FONTE: REVISTA SINDIRURAL

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Principais indicadores do mercado do boi – 11-06-2013

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,16%, nessa segunda-feira (10) sendo cotado a R$98,64/@. O indicador a prazo foi cotado em R$99,40.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro registrou valorização 0,14%, cotado a R$776,13/cabeça nessa segunda-feira (10). A margem bruta na reposição foi de R$851,43 e teve desvalorização de 0,43%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (10), o dólar valorizou 0,63% e foi cotado em R$2,15. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,78% sendo cotado a US$45,88. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 10/06/13
O contrato futuro do boi gordo para Jul/13 teve desvalorização de R$0,08 e foi negociado a R$100,17.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/13
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,80. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo foi de -R$1,85 e sua variação teve baixa de R$0,16 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes




Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes
Cotações firmes no início da semana.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (10/6), em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$99,00/@, à vista, e R$101,00/@, a prazo. Nos últimos dias houve negócios em até R$1,00/@ acima destes valores.

A oferta de animais terminados no estado continua enxuta. As compras nos estados vizinhos, principalmente em Goiás e Minas Gerais, deram determinado fôlego para as programações.

Na maioria dos casos, os frigoríficos buscam animais para o final desta semana e início da próxima. Cenário menos apertado na comparação com a semana passada.

A boa movimentação do mercado atacadista com osso colaborou para os negócios a preços mais altos.

O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$6,36/kg, alta de 2,2% em relação ao início de junho.




Conheça os principais pontos da compra da Seara, da Marfrig, pela JBS


searajbs
Miguel Cavalcanti, diretor do BeefPoint, participou ontem (10/junho) da coletiva com a direção da JBS e Marfrig onde foi apresentado e explicado o negócio da venda da Seara para o JBS. Acompanhe as principais informações.
Sergio Rial, CEO da Seara e futuro CEO da Marfrig
  • Marfrig vendeu Seara Brasil e Zenda, empresa de couros no Uruguai, também com atuação na África do Sul e México
  • Negócio é 100% privado, envolvendo apenas assunção de dívidas pela JBS. BNDES não participou da operação. 65% da dívida repassada a JBS é em dólar, mas reforça que a Seara exporta muito, o que é um seguro contra o risco dólar.
  • Negócio no valor de R$ 5,85 bilhões.
  • Seara Brasil tem 75 unidades, sendo 30 fábricas e 21 centros de distribuição. São 45 mil funcionários. Fatura cerca de R$ 8 bilhões por ano.
  • Objetivo para Marfrig é reduzir dívidas. Com a operação, a empresa praticamente zera dívidas bancárias e reduz pela metade a dívida total da empresa.
  • As dívidas repassadas a JBS no negócio tem vencimento em 2013, e também de 2014 até 2017.
  • Venda da Seara Brasil marca o retorno ao core, ao foco do negócio do Marfrig, que é a operação de bovinos, com especial foco no foodservice. O Marfrig também distribui produtos de outras empresas.
  • A empresa vendeu praticamente 1/3 do seu negócio. Uma significativa redução no tamanho da empresa.
  • Com essa venda, não será necessário vender novas / outras unidades ou empresas do grupo.
  • A venda foi conduzida de forma rápida (2-3 semanas) e de forma muito cordial.
  • A Seara hoje é muito maior do que a Seara que o Marfrig comprou em 2010. É o resultado de diversas aquisições que o Marfrig fez nos últimos anos, de empresas de suínos e aves. Acredita que é um ativo muito melhor e muito mais integrado hoje do que era a Seara inicial.
  • A empresa Keystone continua uma empresa Marfrig.
  • Negócio ainda precisa da aprovação do CADE, mas isso não deve ser problema. Estima que a aquisição seja finalizada ainda nesse trimestre, ou seja, esse mês.
Wesley Batista, CEO da JBS
  • Seara Brasil abate 17 mil suínos por dia, capacidade de 80 mil toneladas de processados por mês.
  • Compra está atrelada ao foco da JBS em expandir valor agregado, marcas e margens.
  • A empresa de couro tem alta sinergia com a operação de couro da JBS, que já é a maior do mundo.
  • JBS vinha reduzindo alavancagem, com grande geração de caixa. Isso deixou a empresa com capacidade de comprar Seara sem emitir papéis ou pegar novos empréstimos.
  • Tem grande confiança de que vão conseguir desalavancar, mesmo com essa compra, que no curto prazo aumenta a dívida da empresa.
  • 25% da dívida total da JBS é de curto prazo, mas a empresa tem em caixa mais do que esse valor.
  • JBS se torna segunda maior empresa de processados do Brasil e ganha destaque no cenário mundial de suínos e aves.
  • JBS já atua com aves no Brasil, com a compra da planta da BRF em Ana Rech, RS. E já é um grande player mundial em suínos e aves, com grandes operações nos EUA. Isso vai dar muita sinergia para a empresa.
  • O negócio é estratégico, atende bem as duas companhias.
  • 4 motivos para a compra da Seara pela JBS: posição da empresa gerando caixa, marcas, ativos (fábricas, centros de distribuição) e também cenário positivo para mercado de aves e suínos produzidos no Brasil (câmbio para exportação e preços de grãos).
  • Gilberto Tomazini, que já trabalhava com aves no JBS será o novo responsável pela operação de suínos, aves e processados da companhia.
  • Estima aumento de faturamento em R$ 10 bilhões, o que deve totalizar R$ 100 bilhões em 2013.
  • Reforça o histórico e capacidade da empresa em fazer integrações das suas aquisições, reduzir custos, conquistar sinergias. Cita o que foi feito nos EUA, com grande sucesso e também os serviços compartilhados no Brasil que reduz custos da operação e que continuará sendo feito com a Seara.
  • JBS tem 12 centros de distribuição no Brasil, e agora terá 21 novos com a compra da Seara.
  • As sinergias frango-bovinos é grande, em especial na estratégia go to market, ou seja, no atendimento a clientes, distribuição, equipe de vendas, logística, etc.
  • JBS não está mais interessada na compra da Smithfiled, gigante de suínos dos EUA, que foi comprada por empresa chinesa e que a JBS estava interessada.
  • A última aquisição relevante do JBS foi em 2010.
Copa do mundo
  • Patrocínio da Fifa (copa do mundo) e do Santos continuam com a JBS.
  • Marfrig havia cancelado contrato de patrocínio com a seleção brasileira (CBF) há cerca de um mês.
Comentários BeefPoint e impactos para pecuária de corte
  • Marfrig bovinos está numa situação muito mais confortável e deve atuar com mais tranquilidade agora, pois tem muito menos dívidas e também tem seu foco direcionado a bovinos. O CEO Sergio Rial foi muito bem recebido pelo mercado.
  • Vamos aguardar a resposta do mercado de ações sobre o valor da Marfig e JBS. No momento (segunda-feira, 10:40hs), Marfrig sobe na bolsa, e JBS cai.
  • A outra opção da Marfrig era vender a unidade de bovinos, o que seria mais dificilmente aprovada pelo CADE e teria menos compradores. O negócio Seara foi o que resgatou a Marfig e ao mesmo tempo traz menos impactos para o mercado de bovinos.
  • JBS tem um histórico muito positivo de integrações de empresas compradas e ganhos de sinergia. Estive recentemente nos EUA, na sede da empresa, e fica claro a cultura de busca pela negligência zero, redução de custos e frugalidade.
  • O impacto para o mercado de bovinos deve ser pequeno, com exceção para o mercado de carnes especiais.
Sobre a plataforma de marcas de carne do Marfrig:
  • O maior impacto no setor de bovinos é em relação as marcas de carnes especiais do Marfig. Nos últimos anos, o investimento vinha sendo feito na plataforma Seara. As marcas de carnes Angus, Hereford e Nelore Natural estavam embaixo do guarda-chuva Seara. Depois de um breve período de transição (não divulgado), a Marfrig não mais poderá usar essas marcas, que serão da JBS.
  • As principais marcas de carne bovina da Marfrig agora são Bassi e Montana.
  • Há um problema e oportunidade para os programas de carne de qualidade das associações de criadores de Angus, Hereford e Nelore. Seu principal parceiro vendeu as marcas com esse selo. Há duas opções: a pior é a redução ou paralização desse trabalho.
  • Por outro lado, há uma oportunidade, pois a JBS pode dar sequência nas vendas, promoção e trabalho das marcas Seara Nelore Natural, Seara Hereford e Seara Angus.
  • E ao mesmo tempo, uma oportunidade de reforçar o trabalho de construção de marcas ligadas a associações de criadores com a Marfrig.
  • Quem sabe nascerão desse processo nascerão marcas Bassi Angus, Bassi Hereford, Bassi Nelore Natural, e o mesmo com a marca Montana. Ao mesmo tempo que podem ganhar um novo e importante parceiro no mercado de carnes especiais – a JBS, que atualmente tem a marca Swift Black.
  • A JBS tem a possibilidade de ganhar importância nesse mercado. Já tem uma marca de alto padrão, contratou executivos reconhecidos no mercado para atuar no comercial dessa linha de produtos e agora incorpora diversas marcas já presentes no mercado.
  • Em resumo, há um dever de casa a ser feito pelas associações de raça para manter e/ou ampliar essas marcas de carne. Mas é uma oportunidade.
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FONTE: BEEFPOINT

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Congresso Internacional da Carne acontece em Goiânia-GO


Entre os dias 25 e 27 de junho acontecerá o Congresso Internacional da Carne, no Centro de Convenções de Goiânia-GO.

A capital de Goiás foi escolhida para receber o Congresso Internacional da Carne por ser destaque no cenário nacional e internacional da produção da carne. O estado conta hoje com um efetivo bovino de mais de 21 milhões de cabeças, o que lhe confere o posto de quarto maior produtor do Brasil.

Em 2011, Goiás exportou mais de 1 bilhão de dólares em carnes, incluindo bovinos, suínos e aves, ultrapassando os 2,5 milhões de cabeças de gado e 1,8 milhão de suínos abatidos.

Além de grande produtor, a carne produzida no estado obedece a altos índices de qualidade devido ao intenso trabalho realizado em defesa da sanidade animal e da produção sustentável. Sem dúvida, trata-se de um produtor estratégico e diferenciado na produção de carnes para o mundo todo.

No Congresso Internacional da Carne você poderá saber muito mais sobre o que pode oferecer este fascinante mercado, seus desafios e oportunidades.

Para mais informações acesse http://www.congressodacarne2013.com.br/index.html.


fonte: Scot Consultoria

Marfrig confirma venda da Seara Brasil e Zenda para JBS


A Marfrig confirmou a venda das subsdiárias Seara Brasil e Zenda para JBS. O valor da operação foi fixado em R$ 5,85 bilhões e será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS.

"A celebração do contrato tem, por um lado, o objetivo de reequilibrar a estrutura de capital da Marfrig e reforçar seu foco no Brasil na área de carne bovina, de distribuição e o redirecionamento estratégico ao segmento de food service e acelerar o crescimento de sua plataforma internacional, ao passo que a JBS, por outro lado, cria já de início a segunda maior plataforma de carnes processadas no país, abre grande espaço para captura de sinergias e está alinhada com a estratégia de agregação de valor e construção de marcas da JBS. Ambas as empresas, com isto, buscam gerar valor para seus acionistas", diz o fato.

Com endividamento bruto de R$13,00 bilhões, a Marfrig busca obter recursos para reduzir suas dívidas.

Em abril, em entrevista ao Valor, o presidente da Seara Foods e futuro CEO da Marfrig, Sérgio Rial, admitiu que a empresa teria de vender ativos para reduzir suas dívidas e alavancagem.

Em maio, na divulgação do resultado do primeiro trimestre, Rial anunciou um plano de reestruturação da companhia, que previa a venda de três unidades da Seara e o fechamento de dois abatedouros de bovinos na Argentina.

Na ocasião, fontes do setor avaliaram que a venda dessas unidades não seria suficiente para reduzir de forma significativa o endividamento e que a venda de outros ativos mais valiosos seria necessária para atingir o objetivo. Ainda assim, o plano de reestruturação da Marfrig foi bem recebido pelo mercado e as ações da companhia viram alguma recuperação no mês de maio.

A JBS negou, na divulgação de seus resultados do no primeiro trimestre no mês passado, que mantivesse negociações com a Marfrig. Mas é fato que a companhia da família Batista nunca escondeu seu interesse em crescer no mercado de aves no Brasil, no qual ingressou no ano passado, com o arrendamento (com opção de compra) das unidades da francesa Doux Frangosul. Com essas unidades, a JBS atende, principalmente, ao mercado externo, com frango inteiro e cortes, considerados commodities.

Com a Seara, a JBS ampliará sua operação com produtos industrializados de aves e suínos. As companhias vão fazer teleconferências nesta manhã para dar mais detalhes sobre a operação.

Fonte: Valor Econômico. Por Fernanda Pressinott. 

Com vazio de oferta, carne bovina atingirá preços recordes


 
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Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
Com aumento dos custos de produção, confinadores estão mais cautelosos
Com demanda crescente e redução de estoque, o mercado pecuário tende a entrar no próximo mês em um vácuo na oferta de boi gordo. O resultado será a disparada de preços da carne bovina. O cenário se relaciona ao avanço das exportações e do volume de abates, à quantidade reduzida de gado confinado e, por outro lado, à procura internacional intensificada pela desvalorização do real frente ao dólar.
A quantidade de gado no mercado vem caindo com o aumento dos abates de matrizes e com elevação da demanda. De acordo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado exportou, no primeiro quadrimestre deste ano, 39,3 mil toneladas de carne bovina, resultando em receita de US$ 188 milhões. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as altas foram, respectivamente, de 28% e 20,4%. No período, a quantidade de animais abatidos cresceu 16%.
O comportamento do mercado nos primeiros meses do ano intensificou a redução da oferta de gado. Isso ocorre em um cenário de projeção de maior procura. “A valorização do dólar torna o preço da carne brasileira vantajoso aos compradores internacionais. O dólar aumenta e a carne do Brasil fica mais barata”, explica o analista da Rural Business, Júlio Brissac. Além disso, a demanda interna também será aquecida. “As festas do meio do ano e a Copa das Confederações ajudam a elevar o consumo de carne”, acrescenta.
FONTE: Correio do Estado

Pinheiro Machado organiza segunda Feira de Terneiros da Pecuária Familiar

Durante a segunda Feira de Terneiros da Pecuária Familiar de Pinheiro Machado, a produção local foi ofertada primeiramente no dia 23 de maio, sendo que o segundo lote deve ser comercializado no dia 13 de junho. Estes, de acordo com o secretario da Agropecuária, Adelino Luiz dos Santos, foram definidos junto com o funcionário da Embrapa Pecuária Sul, Carlos Magno, em visita aos produtores familiares na semana passada.

Em Pinheiro Machado, as associações comunitárias possuem bons lotes de terneiros em manejo de campo nativo. "Falamos de um produto diferenciado e com grande resposta de qualidade de carne e desenvolvimento. São terneiros de campo duro, que se adaptam em varias regiões", enfatiza. Este ano, os terneiros serão colocados nos remates já programados pelos escritórios locais, obedecendo a ordem de planejamento de vacinação.
FONTE: Jornal Tradição

URUGUAY - El dilema del ganado en pie

Siempre es polémica la exportación de ganado en pie. Se da en el marco de una política que se ha proyectado por distintos gobiernos de que se exporta carne preparada a partir de lo que pueden trabajar los frigoríficos. Y todos somos hinchas de que se muevan estas plantas porque generan trabajo, normalmente pagan salarios que no son chatarra, lo que hace que el producto tengan más vueltas dentro de nuestra comunidad lo que implica más valor agregado a lo exportado.
En cambio cuando se exporta ganado en pie se pierde todo eso y las plantas no trabajan.
Esta, real, es una de las lecturas. La otra indica que la exportación de ganado en pie da aire, o dinero, en forma más directa a los productores, a precios que ellos sabrán valores, pero a su vez descomprimen la presión de los frigoríficos. Que si solo se exportara ganado en pie tendrían un mercado casi a placer, salvo lo que se faena para el mercado interno y que en buena medida también pasa por estas plantas. Por algo los productores, o un grupo de ellos, busca exportar saltando por encima de las plantas frigoríficas.
En ese marco recordemos que la auditoría oficial de Arabia Saudita que visitó Uruguay para avanzar en la apertura de ese mercado para bovinos en pie terminó positivamente, según indicó el director de Sanidad Animal, Federico Fernández. El jerarca del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), explicó que la auditoría revisó cuarentenas de ganado, barreras sanitarias, ingreso de mercadería en puertos y el laboratorio oficial.
"Los veterinarios de Arabia Saudita se llevaron una muy buena impresión de lo que vieron. Ahora deben presentar su informe a las autoridades de su país y las gestiones continuarán por sus carriles incluyendo, entre otros pasos, el intercambio de protocolos sanitarios entre ambas naciones", explicó Fernández.
El presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie, Alejandro Dutra, explicó que la apertura del mercado de Arabia Saudita, de concretarse, será clave para este tipo de operaciones.
"Este mercado es de suma importancia, ya que si bien no paga precios tan buenos como Turquía, sus cotizaciones son sensiblemente más altas que la de otros destinos que si tenemos abiertos, como Jordania o Egipto", indicó.
Dutra recordó que Arabia Saudita es el principal operador histórico en lo que hace a exportación de ovinos en pie, ya que hace casi 30 años que se realizan ventas hacia allí y en años puntuales se han llegado a vender hasta 200.000 cabezas.
Fuentes del sector informaron que hasta hace poco tiempo Australia estaba exportando vacunos en pie a Medio Oriente y fue interrumpida por temas ajenos a lo comercial. Esto sería un indicador, más allá de que hoy los vacunos de Uruguay cotizan a mayor valor que los del país oceánico, de que los precios abonados cerrarían para exportar hacia Arabia Saudita.
"El que la casi totalidad de las ventas de ganado vacuno en pie se lleven a cabo hacia Turquía, como ocurre en la actualidad, es un serio problema, ya que de darse cualquier inconveniente esta alternativa de comercialización se cierra", manifestó Dutra.
Días atrás cuando fue anunciada la visita de las autoridades sanitarias de Arabia Saudita por parte del director de la Unidad de Asuntos Internacionales del MGAP, Alejandro Mernies, este explicó que de concretarse dicha apertura sería de extrema importancia.
No solo se trata de un mercado de relevancia en sí mismo, sino que posee una gran influencia sobre los demás países de Medio Oriente.
Mernies indicó también que esto constituiría, una válvula de escape para la actual situación que se vive en la comercialización de ganados en pie al exterior, ya que Turquía, por ahora, no está emitiendo permisos para importar vacunos. La exportación de bovinos en pie es uno de los temas más delicados y polémicos del sector ganadero.
Mientras productores y operadores sostienen que a nivel oficial los permisos que se otorgan son pocos y sobre todo, hay falta de certidumbre que impide concretar las transacciones, desde el Estado manifiestan que no se aprovechan los que se aprueban.
Está bien, estos son los avatares lógicos de este tipo de políticas. Pero lo cierto es que los productores encuentran de esta forma una válvula que hace escaparle a la presión de los precios de otros operadores y al reducir la oferta de hacienda, por la salida al exterior de ganado en pie, por lógica eleva el precio. Son los juegos de la oferta y la demanda a los que tendremos que acostumbrarnos, eso sí, el gobierno deberá tener un ojo en este juego para evitar que las plantas se queden sin ganado y manden gente al seguro de paro.

fonte: La Prensa