sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O sorgo como ferramenta de intensificação na pecuária de corte



artigo sorgoCom o aumento da área de agricultura na metade sul do Rio Grande do Sul, houve uma redução da área disponível para pecuária. Deste modo, para a criação de gado se manter viável economicamente, os sistemas de produção deverão se tornar mais intensivos e eficazes, ou seja, capazes de dar suporte e produzir mais quilos por hectare em um menor espaço de tempo para compensar a diminuição de área, que é uma tendência.
A pecuária está passando por um processo de “agriculturização”, e necessita mais atenção no planejamento, aumento do aporte de insumos e gestão da rotina de atividades.
Do ponto de vista alimentar, o maior problema enfrentado pela pecuária de corte quando consorciada com a agricultura, seria entre outubro e maio, que correspondem ao período de entrega de terras para agricultura e ao fim do ciclo das pastagens de inverno.
Isto promove uma drástica redução da disponibilidade forrageira, e no caso dos sistemas de ciclo completo, a situação fica ainda mais complexa, pois é o período de maior exigência nutricional das vacas com cria ao pé.
Esta propriedade, para evitar perdas produtivas e econômicas, terá de passar por uma reformulação em seu sistema de produção, abaixo estão descritas algumas ferramentas que podem ser utilizadas:
• Uso intensivo das pastagens de outono-inverno, com emprego de suplementação energética para potencializar ganho e aumentar a lotação, para no final da primavera praticamente zerar o estoque de animais.
• Utilização moderada das pastagens de outono-inverno e posteriormente optar pela realização de um confinamento economicamente viável.
• Implantação de pastagens de verão que possuam alta capacidade de suporte e boa conversão alimentar.
Porém, uma coisa é certa, terão de haver mudanças, pois segundo a Lei de Newton “dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço”.
Uma cultura que tem se mostrado interessante é o sorgo (sorghum bico), que é um cereal de origem africana. Atualmente há empresas no mercado que chegam a possuir, em seu portfólio, 28 cultivares de sorgo, com os mais distintos fins, como produção de forragens, silagens, grãos, etanol e até farinha para pessoas celíacas.
Não há dúvidas que o milho é a melhor fonte de energia para composição de dietas de bovinos, porém, há empecilhos em relação ao cultivo.
O sorgo leva algumas vantagens frente ao milho, como maior resistência às secas, melhor adaptação a solos mais pobres, janela de plantio maior, custos de implantação e manutenção menores.
Em fazendas com sistemas agrícolas intensivos, esta cultura pode auxiliar no controle de invasoras e na diluição dos custos de preparo do solo e adubação, através da inclusão desta cultura no plano de rodízio das áreas.
Durante muitos anos, o sorgo foi considerado como “a lavoura de preguiçoso” devido a pouca necessidade de cuidados. Hoje, a mesma cultura, se bem planejada dentro de um sistema de produção intensivo, ou de integração lavoura-pecuária, pode promover incrementos de produtividade e rentabilidade significativos para o sistema.
Nos próximos artigos abordaremos suas distintas utilizações como graníferos, sacarinos, forrageiros e silageiros.
Por Eduardo Castilho

"De churrasco eu entendo, e esta eu recomendo" - Lund

Miguel Daoud fala sobre os impactos das medidas econômicas dos Estados Unidos no agronegócio brasileiro

fonte: Canal Rural

Agronegócio: ano para bater recorde de safra

Se em 2013 se comemorou o bom momento do agronegócio gaúcho e brasileiro, onde o Estado teve a segunda maior colheita da história e recorde na produção de soja, em 2014 se contemplará a maior produção de todos os tempos no Rio Grande do Sul. É o que indicam os prognósticos de entidades que avaliam a produção de grãos. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que a safra gaúcha de grãos chegue a 30,73 milhões de toneladas, 8,7% acima das 28,85 milhões de toneladas do período 2012/2013 e acima do recorde da safra 2010/2011 de 28,88 milhões de toneladas. Os últimos números da Emater também consolidam uma safra recorde de grãos (29,26 milhões de toneladas). Além da soja, os números apontam um recorde na produção de trigo no Estado, com uma colheita de 2,91 milhões de toneladas do cereal.
De acordo com o gerente-técnico da Emater, Dulphe Pinheiro Machado Neto, é cedo para se chegar a uma avaliação da expectativa da safra, pois as culturas de verão estão em período de plantio. No entanto, o desenvolvimento da semeadura leva a crer que a tendência deve se confirmar. No milho, os indícios de redução de produção já foram revertidos no último levantamento da Conab, que mantém uma estabilidade próxima de 5,5 milhões de toneladas. Para a soja, a previsão é de que a colheita ultrapasse as 13 milhões de toneladas colhidas no Estado. Já os números da Emater apontam colheita de 12,76 milhões de toneladas.
O crescimento da soja no Estado, além dos preços, se deve também à entrada da oleaginosa em espaços da Metade Sul. A dobradinha, que trouxe resultados para os arrozeiros na safra passada, vai se repetir com força neste período 2013/2014. “Mais de 300 mil hectares de soja serão plantados em terras arrozeiras”, estima o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Cláudio Pereira.
Os reflexos do bom momento, que deve se estender por 2014, são celebrados pelas indústrias de máquinas agrícolas. De janeiro a novembro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o número de unidades comercializadas foi de 77,21 mil. A perspectiva é que se ultrapasse as 80 mil unidades vendidas neste ano, consolidando um ano de recorde nas vendas. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Claudio Bier, o fato se deve à manutenção do juro do PSI em 3,5%.

Cenário do campo

Preços: Para o analista de mercado Carlos Cogo, o ano será de preços elevados para a soja e um pouco menores para o milho, mas ainda acima de valores médios praticados em outros anos. “O produtor deve entrar o quinto ano de preços remunerados. As duas culturas representam cerca de 90% da renda no setor de grãos”, explica. No arroz, segundo o especialista, o ano deve ser de estabilidade de preços.

Clima: Os próximos seis meses serão de normalidade climática, segundo os prognósticos do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Rio Grande do Sul (Coopaergs). No entanto, conforme a coordenadora do órgão e pesquisadora-chefe da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Bernadete Radin, podem ocorrer períodos com menor intensidade de chuva, o que é tradicional na época. “A cultura do milho é mais sensível à deficiência hídrica. A soja tem uma tolerância maior à falta de chuva”, salienta. As indicações aos produtores são o escalonamento do plantio em alguns períodos e a diversificação do uso de variedades.

Otimismo para o mercado das carnes

Prejudicados pelos embargos impostos pelos demais países, os setores de carnes do Brasil preveem um ano mais tranquilo a partir de 2014. A expectativa dos dirigentes das entidades promotoras das exportações brasileiras é de abertura de novas fronteiras e a reconquista de mercados.
O setor de carne bovina espera fechar o ano com exportações de US$ 6,5 bilhões de toneladas, 15% acima dos US$ 5,7 bilhões exportados em 2012. O recorde foi atingido em novembro, com o valor de US$ 6 bilhões embarcados. Para o próximo ano, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, a expectativa é chegar a US$ 8 bilhões em comercialização. “Acreditamos que até o final do primeiro semestre consigamos reverter alguns embargos como China, Japão, Arábia Saudita, entre outros”, salienta.
Para os exportadores de carne de frango, a expectativa é atingir até o final de dezembro uma receita de US$ 8 bilhões, com estimativa de crescimento de até 2,5% do mercado internacional para os brasileiros. Conforme o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, novos mercados e ampliações de embarques para países já compradores estão na pauta. “Temos novas plantas aprovadas para a China, temos também possibilidade de abrir mercado em países como Paquistão e Mianmar”. A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) projeta para 2014 crescimento acima de 15% nas exportações em volume. Segundo o presidente da entidade, Rui Vargas, a demanda externa continuará aquecida. 

Nestor Tipa Júnior
fonte: Jornal do Comércio

Menos terneiros, mais fêmeas

O efeito do avanço da soja sobre áreas de pecuária tem se refletido também nas pistas de remate do Estado. Levantamento feito pelo Sindicato dos Leiloeiros Rurais (Sindiler-RS) mostra como têm evoluído vendas e preços de terneiros, terneiras e vaquilhonas nas feiras e leilões chancelados pelas associações de raça ao longo dos últimos três anos (veja tabela). No período, a quantidade de terneiros vendida caiu 33,76%. Em contrapartida, cresceu 37,78% no caso das terneiras e 67,20% entre as vaquilhonas.
– Uma parte dessas fêmeas vai para descarte ou abate. Outra, é vendida para abrir espaço no campo para a soja – avalia Jarbas Knorr, presidente do Sindiler-RS.
Do lado do comprador, há um grande interesse na aquisição de ventres, justamente com o objetivo de produzir terneiros. De 2011 para cá houve valorização no quilo vivo do terneiro (12,53%).
A relação entre oferta e preços
no período, segundo o Sindiler-RS: 
Terneiros 
                                     2011           2012              2013 
Quantidade                51.640       40.435          34.208 
Preço do quilo (R$)     3,83            4,06               4,31 
Terneiras 
Quantidade                9.399          10.084         12.950 
Preço do quilo (R$)     3,69             3,68               3,76 

Vaquilhonas 
Quantidade                4.232              6.174             7.076 
Preço do quilo (R$)     3,37                3,44                3,85
fonte: Informe Rural ZH / Gisele Loeblein

ENTREVISTA-Agroconsult vê patamar mais alto no preço de carne bovina em 2014


Por Fabíola Gomes
SÃO PAULO, 19 Dez (Reuters) - A arroba bovina e a carne devem ser comercializadas em patamares mais elevados em 2014, com preços embalados por uma firme demanda ao mesmo tempo em que a oferta pode não ter fôlego suficiente para acompanhar o esperado crescimento, disse nesta quinta-feira a Agroconsult.
"Os preços podem ceder um pouco no começo do ano, mas depois voltam a subir e vão trabalhar em patamar mais elevado em 2014. É ano de festas, tem Copa, muitos estrangeiros, tem eleição, a demanda vai crescer", disse Maurício Nogueira, analista da Agroconsult.
Além do crescente consumo interno, o cenário também é muito favorável para um crescimento da demanda externa. Depois da forte alta deste ano, a expectativa da associação da indústria (Abiec) é que as exportações possam atingir recorde em volume e receita em 2014.
A perspectiva favorece a indústria, uma vez que a demanda aquecida permite que o setor reajuste preços e trabalhe com margens melhores, especialmente para aquelas que têm fatia importante da receita com vendas externas.
Os preços da arroba bovina atingiram no quarto trimestre patamares próximos aos recordes de 2010, e o consultor acredita que o pico ainda deve ser atingido em dezembro, dada a forte demanda interna neste fim de ano.
"A diferença de preço do frango, tradicional concorrente da carne bovina, é a menor em muito tempo no varejo, o que está estimulando o consumo de carne bovina", disse Nogueira.
O setor entrou dezembro com preços firmes em todos os elos da cadeia, apontou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em relatório esta semana.
O indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo, base São Paulo, atingiu na quinta-feira 114,01 reais por arroba, perto da marca de novembro de 2010, de 114,48 reais.
RECUO TEMPORÁRIO
Com o início de período de chuvas, o pasto se recompõe, permitindo a engorda do boi no campo. Este animal deverá entrar no mercado entre fevereiro e março, pressionando as cotações da arroba no mercado interno no período.
Mas depois, explicou o consultor, a demanda forte voltará a puxar os preços. A estimativa da Agroconsult aponta um consumo médio de 42,40 kg por pessoa/ano no Brasil, contra os 41,70 kg apurados em 2013.
Em contrapartida, acrescentou, a oferta não deve crescer em ritmo equivalente, levando a uma correção dos preços ao consumidor final.
Acompanhamento da Agroconsult aponta uma redução do rebanho brasileiro em 3 milhões de cabeças, para 208 milhões de cabeças, em 2013. Em 2014, a consultoria estima ainda uma diminuição de mais 2 milhões de animais.
"A redução contribui para o aumento da oferta de carne, mas mesmo este movimento não será suficiente para atender ao crescimento da demanda", disse.
Segundo Nogueira, a diminuição de rebanho reflete os investimentos em tecnologia feitos por pecuaristas para ganhar em produtividade.
"Com melhor tecnologia, (o pecuarista) mantém a mesma produção com um rebanho menor. Isso acelera o ganho", disse.
Os abates de animais atingiram níveis recordes no terceiro trimestre, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), graças à demanda interna e externa.
Ele lembra ainda que o Brasil recuperou espaço no mercado internacional, e vai crescer ainda mais este ano.

"A Índia chegou a tomar algum espaço, mas já recuou. O país recuperou mercado e vai continuar ganhando. O Brasil continuará a ser o maior exportador global", avaliou o consultor.
fonte: © Thomson Reuters 2013 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Começa novo ciclo do fórum “De onde virão os terneiros?”


A cidade de Pelotas recebeu a 56º Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, nesta terça-feira, dia 17.12. Promovido pelo Sistema Farsul, a edição deu início ao novo ciclo do tema “De onde virão os terneiros?”, com o objetivo de debater a pecuária de precisão.

A Associação Rural de Pelotas recebeu cerca de 170 pessoas que acompanharam as palestras que se estenderam ao longo do dia.
O primeiro palestrante do seminário foi o engenheiro agrônomo do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Piva Lobato, que falou sobre o aumento da produção e da qualidade dos terneiros . Na sequência, foi a vez da pesquisadora do Departamento de Zootecnia da UFSM, Luciana Pötter, que abordou a Suplementação alimentar na recria de terneiros. Encerrou o painel o Dr. Vanerlei Roso, da Genesys Consultores Associados.


A rentabilidade para pecuária de corte foi abordada pelo economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz, que demonstrou os custos de produção pecuária, seguido da palestra internacional, do Dr. Juan Manuel Soares de Lima, do INIA Tacuarembó (Uruguai), que deu ênfase ao tema principal do forum, que é a pecuária de precisão.
Falaram ainda, o Prof. Ricardo Zambarda Vaz, do Departamento de Zootecnia da UFPel sobre desmame precoce e, por último, o Dr. Jamir Luís Siva da Silva, da Embrapa Clima Temperado de Pelotas, sobre a sistemas de integração lavoura-pecuária. 

O evento começou na segunda-feira, dia 16.12 com um Dia de Campo que contou com a participação de cerca de 90 pessoas, entre produtores e estudantes, que visitaram três propriedades da região. Elas foram selecionadas por apresentarem indicadores acima da média do RS em decorrência de mudanças no sistema de produção e manejo, nos últimos anos. As propriedades que receberam o grupo foram a Fazenda Paraíso , da família de Vilmar Brasilem, em Herval; Granja Silvana, de Guilherme Medeiros Echenique; e Condomínio Agropecuário Capão Redondo, de Rosa May de Oliveira Sampaio, ambas em Pedro Osório.


Para o diretor Administrativo da Farsul, Francisco Schardong, é possível fazer uma avaliação positiva do ciclo que discute o futuro da pecuária gaúcha , considerando um evento consolidado. Segundo o dirigente, “ foram atingidas as principais regiões produtoras do Estado e o desafio agora é manter o sucesso e iniciar a busca pela pecuária de precisão”.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto e o vice-presidente da entidade,  Gedeão Pereira e o superintendente da Casa Rural - Centro do Agronegócio, José Alcindo Ávila, também participaram do evento. 

O seminário “De Onde Virão os Terneiros” é uma realização do Senar-RS, com promoção do Sistema Farsul, apoio do Departamento de Zootecnia da UFRGS e jornal Zero Hora e patrocínio do Programa Juntos para Competir, uma iniciativa de Farsul, Senar-RS e Sebrae.

Acompanhe desempenho do setor de rações em 2013 – Sindirações

Após retração de 3% em 2012, o setor de alimentação animal registra estabilidade de janeiro a setembro de 2013, com relação ao mesmo período do ano anterior, contabilizando a produção de 46,5 milhões de toneladas de ração, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
A tendência é de que o ritmo do setor se mantenha até o final deste ano com produção estimada em 63 milhões de toneladas. “A estabilidade deve ser mantida, talvez um sutil crescimento, caso o segmento de avicultura de corte tenha forte resposta nos últimos três meses”, explica Ariovaldo Zani, vice-presidente Executivo do Sindirações.
Setores como suinocultura, bovinocultura e avicultura de corte registraram queda até setembro. No caso da bovinocultura, a depreciação foi de 4,2% em relação ao ano passado, devido, entre outros fatores, ao alto preço do bezerro que desestimulou a reposição do boi gordo.
No ano passado, o retrocesso do setor de alimentação animal foi motivado pela alta dos preços do farelo de soja e do milho, escassez de capital de giro, recuperações judiciais requeridas por produtores descapitalizados, dentre outros fatores. Para Zani, em 2013 a perda de competitividade e produtividade das cadeias de produção animal comprometeram a esperada recuperação.
Apesar da aproximação das festas de final de ano, que devem elevar o consumo varejista e impulsionar a produção de alimentos para animais, o desempenho do setor no último trimestre não deve surpreender o mercado, tornando real a hipótese de estabilidade em comparação à 2012.
Estimativa da ração produzida – Janeiro a Setembro/ 2013
(milhões toneladas)
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Fonte: Sindirações
Bovinocultura de corte
Apesar de a alimentação representar, em média, 25% do custo de operação do confinamento e pesado menos, desde janeiro deste ano a demanda por rações para gado de corte alcançou 2,1 milhões de toneladas até setembro, ou seja, um retrocesso de 4,2%, quando comparado ao mesmo período do ano passado.
A constatação do boi magro e bezerro valorizados, combinada ao preço pouco atraente da arroba do terminado que determina relação de troca aquém da expectativa, tem desestimulado a reposição. Mesmo com o final do último trimestre de 2013, é bem possível que não mais que 3,3 milhões de cabeças implicarão retrocesso consecutivo no consumo da alimentação industrializada.
 Influência do bezerro na relação de troca
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Fonte: Sindirações.

Principais indicadores do mercado do boi – 19-12-2013

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
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O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,39%, nessa quarta-feira (18) sendo cotado a R$114,01/@. O indicador a prazo foi cotado em R$114,65.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
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O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou alta de 0,79%, cotado a R$873,78/cabeça nessa quarta-feira (18). A margem bruta na reposição foi de R$1007,39 e teve valorização de 0,04%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
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Na quarta-feira (18), o dólar apresentou alta de 0,23% e foi cotado em R$2,33. O boi gordo em dólares registrou valorização de 0,16% sendo cotado a US$49,00. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 18/12/13
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O contrato futuro do boi gordo para jan/14 apresentou baixa de R$0,81 e foi negociado a R$112,46.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dez/13
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Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$113,40. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo foi de -R$0,61 e sua variação apresentou alta de R$0,44 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
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Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
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fonte: Beefpoint

2014: pintando bonito para nossa pecuária

por Fernando Velloso
Fabiano Tito Rosa: palestra trouxe projeções para 2014
Fabiano Tito Rosa: palestra trouxe projeções para 2014
Crédito: Reprodução/FS
Nessa época de final de ano é sempre usual falar sobre as expectativas para o ano que chega, cenários, análises, perspectivas, etc.
Pois bem, de diversas fontes ouve-se a mesma expectativa: que 2014 será um ano muito positivo para a pecuária brasileira. Creio que faz muito sentido, pois os argumentos são lógicos e bem fundamentados. A mais recente palestra que assisti sobre tendências de mercado do boi e carne foi do analista Fabiano Tito Rosa (Minerva Foods), no BeefSummit Brasil (dia 11 passado, em Ribeirão Preto). Ele traz as seguintes informações que fortalecem o nosso negócio para 2014.
 
Longo prazo
- Necessidade de aumento de 70% à produção de alimentos até 2 050 (deveremos chegar aos 9,6 bilhões de habitantes);
- Para as carnes a previsão é de aumento de 85% também nos próximos 35 anos;
- O alimento (e a carne) deverá vir da América do Sul, pois esta é a região onde ainda existe área e água;
- Neste cenário, o Brasil tem tido grande destaque, pois comparativamente à média do mundo teve crescimento muito superior em rebanho, abates, produção de carne e exportação. O mercado de carnes cresceu muito nos últimos 15 anos, porém o Brasil cresceu muito mais que seus concorrentes. Este comportamento deve continuar também para os anos futuros.
 
Curto prazo
- Devemos seguir com oferta elevada de gado em nível nacional e com abates recordes, porém a sustentação de preços (e bom preços) se dará pela forte e crescente demanda;
- Algumas importantes plantas frigoríficas foram reabertas em 2013 e deverão dar mais força ao movimento de alta;
- Ainda exportamos pouco de nossa produção (aproximadamente 12%), mas com esta “pequena” parcela nos posicionamos entre o 1° e 2° lugares na exportação de carne do mundo. Para 2014, a previsão é de redução de produção de nossos principais concorrentes exportadores: EUA (menos 6%) e Austrália (menos 2%). Na ponta do consumo existem boas perspectivas de aumento da participação dos compradores Hong Kong, China, Indonésia e até Estados Unidos;
- O dólar deverá seguir em forte tendência de alta, podendo chegar, ao final de 2014, em R$ 2,65. Esta situação fortalecerá muito as nossas exportações de carne;
- No mercado interno da carne bovina espera-se cenário razoável bom e no mercado externo prevê-se situação muito boa;
- A conjuntura de curto prazo leva a uma previsão de pecuária favorável, alta na preço do boi e desfavorável para a agricultura.
 
Muito bem. Curto e longo prazos estão a favor do mercado do boi e da pecuária. Regionalmente, já estamos sentindo este fato e o boi no RS vem ganhando valor a cada semana. O cenário nos dá confiança para fazermos mais investimentos em tecnologia nas propriedades e ganhos em produtividade virão do aumento de natalidade, aumento de desfrute, aumento do peso das carcaças e melhorias em carga animal (lotação). Mãos a obra, pois o vento está a nosso favor.

fonte: Folha do Sul

Conheça você também como anda a boa produção de carne no Brasil!

  • Frigorífico Marfrig:
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Para o Grupo Marfrig, o ano de 2001, foi marcado pelo arrendamento e aquisição da segunda unidade industrial e processamento de carne bovina, localizada na cidade de Promissão (SP). Esta unidade é conhecida por abater animais de alta qualidade e por ter dado o “start” das atividades de exportação com a marca “GJ”, hoje renomada e de reconhecida qualidade no mercado internacional.
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Durante o tour pela unidade, foi apresentado o programa de fomento Angus Marfrig, lançado em 2007.
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O Grupo Marfrig incentiva o uso de reprodutores avaliados, comprovando DNA de alta maciez/marmoreio e certificados pela Associação Brasileira de Angus (ABA), através de inseminação artificial convencional ou em tempo fixo (IATF). Todo o processo de inseminação, diagnóstico de gestação, nascimento dos bezerros e apartação de lotes é assistido por técnicos especializados e credenciados no Programa Fomento Angus Marfrig.
O objetivo do programa é fomentar a produção de animais com genética Angus (grau de sangue mínimo 50%), a fim de regularizar o fornecimento de carne de alta qualidade certificada.
Após apresentação do programa, tivemos a degustação de um bife Angus, preparado por Renato Galindo, gerente de Linhas Especiais do Grupo Marfrig e responsável pelo posicionamento estratégico e comercial das principais marcas do Grupo.
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Fizemos uma visita dentro da fábrica conduzida por Renato Galindo, e Ademir Conrado, gerente do processo. Ambos apresentaram toda a planta em um nível rico de detalhe, a área de desossa e produção de cortes tem um mix variado de produtos de qualidade, neste dia foram produzidos cortes Marfrig Angus e Bassi Wagyu. 
Esta unidade é bastante focada em segurança alimentar, produz de forma limpa e organizada. Na sala de resfriamento podemos ver animais da raça Wagyu. Esta unidade também exporta para diversos países, portanto há grande preocupação com o pH da carne, consequentemente com as temperaturas e com o tempo em que o produto fica em cada fase do processo.
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Asado Bassi Wagyu
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  • Confinamento JBS – Swift Black:
No município de Guaiçara, no interior de São Paulo, a JBS Confinamentos, trabalha na produção de cortes nobres, com a marca de carnes Swift Black, que, segundo Fernando Sagrado, responsável pelo confinamento Swift Black, se diferencia pela maciez, por ser uma carne suculenta e de sabor comparável com as melhores do mundo.
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Os critérios que são mais preconizamos no projeto Swift Black são animais com até quatro dentes e que podem virar seis dentes no confinamento no momento do abate, animais que são castrados e o racial, que é pelo menos um animal cinco oitavos britânico.
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Além do manejo, a nutrição é outro diferencial na terminação dos animais. Na fazenda tem um sistema que mistura e distribui os ingredientes. São pelo menos sete para ração. Farelo de soja e milho são os principais. No confinamento, o gado recebe três tipos de dieta: de adaptação, de crescimento e de terminação, que tem uma boa densidade energética, ou seja, tem muita proteína. Não são permitidas dietas a base de caroço de algodão e arroz.
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Os animais ficam no confinamento de 120 a 130 dias. É um período maior do que o confinamento para o gado considerado comum, por isso a eficiência na chamada conversão alimentar destes animais é menor. O gado especial precisa comer oito quilos de matéria seca para produzir um quilo de carne. O gado comum come dois quilos a menos e dá a mesma produção. A desvantagem é compensada pela qualidade da carne, que é vendida por um preço incomparável. 
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Vale destacar que os animais são trazidos de produtores do Rio Grande do Sul e logo que os animais chegam é feito o trabalho de apartação, quando então são avaliados nos padrões  que a empresa deseja. Em seguida o gado é vacinado e recebe uma identificação e então são alocados no sistema de confinamento, até que fiquem prontos para o abate. A carne Swift Black JBS é distribuída principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e em alguns pontos de venda distribuídos pontualmente pelo país.
  • Companhia Agropecuária Monte Alegre (CMA):
No segundo dia de visitas, levamos os palestrantes internacionais para conhecerem o confinamento Monte Alegre em Barretos e fomos recebidos pelo médico veterinário, André Luiz Perrone dos Reis, que aposta em valores sólidos para o negócio, tais como a sustentabilidade, o bem-estar dos animais, a segurança alimentar, a continuidade dos serviços e a cooperação mútua através de grandes parcerias.
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No início, o negócio era um pequeno confinamento de terminação, com capacidade para 300 cabeças, mas essa performance foi alavancada, com aumento de sua capacidade, nível de operação e seu nicho de atuação, até transformar-se mais tarde num negócio agropecuário nos moldes internacionais.
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A estância, que nasceu voltada ao sistema de cria e recria de animais a pasto, utilizava em sua origem o confinamento como ferramenta de término das vacas descartes do rebanho, ou seja, para seleção, assim as vacas com produção baixa iam sendo trabalhadas para engorda. Desta forma, o confinamento era uma ferramenta do negócio.
Depois, a estância partiu para terminação das vacas descartes e terminação dos animais produzidos na propriedade. Conforme o trabalho ia evoluindo, num segundo estágio, passou à compra estratégica de bois magros para terminação em confinamento, desenvolvendo um sistema de engorda eficiente e estratégico, com foco na venda da carne.
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Em pouco tempo esse trabalho evoluiu, motivado por indicações de pecuaristas da região. Com isso, o espaço foi transformado em um boitel. Passando a envolver diferentes tipos de parceria. Em cerca de sete anos, a estrutura estática do espaço foi ampliada e chegou a atender 7 mil animais.
Neste momento, foi dado um passo maior de crescimento e a estância fechou uma parceria com o frigorífico Minerva, o que impulsionou as suas frentes de operação. Em 2010, o confinamento implantado ampliou sua capacidade para 12 mil cabeças de boi e atualmente a capacidade atingiu a marca dos 16 mil animais.
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A estância ficou conhecida como CMA (Companhia Agropecuária Monte Alegre) e sincronizou seu trabalho na pecuária com a plantação de cana, visando a produção de energia, o mercado de açúcar e álcool, além de que passou a produzir forragem de feno.
No que se refere ao confinamento solidificou parcerias e relacionamentos com o setor agropecuário, desempenhou uma performance de alto padrão e investiu em diferenciais que visam estabelecer em primeiro lugar a segurança alimentar de seu produto final.
Sendo a responsabilidade socioambiental, outro valor intrínseco à macro conduta da companhia, que desenvolve ações e programas que valorizam o seu relacionamento com colaboradores e comunidade.
Durante a visita ao confinamento fomos surpreendidos por André Perrone que ofereceu um delicioso almoço pra nos receber, almoço preparado pela equipe Queima do Alho, companhia responsável por manter a tradição e a cultura do peão de boiadeiro, aquele que “campeava” e levava o gado de uma região para outra com suas tropas, confira abaixo algumas imagens deste autêntico e delicioso almoço:
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  • Pólo Regional da Alta Mogiana, na Apta de Colina:
Ao término do último dia de visitas, fomos ao Pólo Regional da Alta Mogiana, na Apta de Colina, conhecer um pouco mais o trabalho dos zootecnistas Flávio Dutra de Resende e Gustavo Rezende Siqueira. Durante a visita, Flávio Dutra nos apresentou a fazenda como um todo, contanto sua história e destacando todas as características principais, para que esta seja então um centro de pesquisa de sucesso, como vem sendo nestes últimos anos.
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A Fazenda do Estado, onde a APTA funciona, tem uma área total de 1.000 alqueires, dos quais 20% são utilizados pela Escola Agropecuária e o Recinto da Festa do Cavalo. Do restante, 30% se destina a reserva legal e aproximadamente 8% como área de preservação permanente (APP), 420 alqueires (42%) são utilizados no plantio de culturas e criação de animais utilizados no desenvolvimento dos diversos projetos de pesquisa.
Assim, para adequação à legislação ambiental, em parceria com o DER, em 2011, foram plantadas 140 mil árvores nativas na Unidade, o que possibilitou recuperar 100% da APP e ampliar a reserva legal.
O Pólo também tem conseguido aprovar projetos nas mais diferentes agências de fomento do país. Para Colina, ter uma unidade da Apta é prova de que as pesquisas realizadas lá, além de se tornarem conhecidas no meio científico, tem contribuído para o avanço do agronegócio brasileiro.
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Flávio Dutra contou que a descentralização, com a criação dos Pólos Regionais, contribuiu bastante para a evolução das pesquisas, principalmente na Unidade de Colina que conta atualmente com 13 pesquisadores, a maioria com título de doutor obtido nas mais renomadas universidades brasileiras.
Antes da criação da Apta, o Pólo Regional da Alta Mogiana trabalhava somente com pesquisa na área de equídeos, bovinos de leite e corte. Com a criação da Apta Regional, Colina recebeu mais 10 pesquisadores e as ações se diversificaram.
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Vale destacar que Colina é conhecida como Capital Nacional do Cavalo e que a Apta é responsável por fornecedor cavalos da raça brasileira de hipismo para o policiamento da capital e interior. O animal é fruto de um projeto de melhoramento da raça e da adoção de práticas de bem-estar animal.
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Em Colina, também, nasceu o primeiro jumento oriundo de sêmen congelado, tecnologia inédita no mundo e que possibilitará maior intercâmbio entre os diversos criadores do país.
Assim, todas as pesquisas desenvolvidas no Pólo de Colina são importantes, mas algumas estão com maior visibilidade no setor produtivo, como é o caso do projeto de produção de leite a pasto e demais projetos relacionados ao uso de suplementação e qualidade da carne em bovinos de corte.
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Artigo elaborado pela Equipe de Conteúdo do BeefPoint.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Gisele Loeblein: pecuária entre a soja e o custo da mão de obra

Dados da Farsul mostram que a pecuária tem uma margem sobre o custo operacional de R$ 63,48 por hectare, enquanto a da soja chega a R$ 1.820

Está cada vez mais difícil para o pecuarista resistir à tentação do avanço da soja no Estado, que só no último ciclo chegou a 386 mil hectares. O apelo vem dos números. Enquanto a soja está deixando uma margem sobre o custo operacional de R$ 1.820 por hectare, a pecuária, na mesma área, rende R$ 63,48, mostram dados da assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
– Não é por outra razão que estão migrando. Não podemos culpar o produtor por querer ganhar dinheiro – afirma o economista Antônio da Luz.
Com rendimento superior, a soja se torna alternativa de capitalização, inclusive para o produtor que quer se manter na pecuária. Entre as pressões no custo na produção de gado, estão a mão de obra e os serviços terceirizados. Levantamento em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em quatro municípios – Alegrete, Bagé, Lavras do Sul e Santa Maria – aponta peso de 30% no custo operacional da propriedade.
Mais do que um valor alto, é um custo em crescimento. Enquanto o valor da arroba subiu, desde 2004, 81%, o da mão de obra teve alta de 197%. O caminho para o sucesso econômico da pecuária está em equilibrar produção, custo e receita. Uma tarefa nada fácil e que tem desafiado produtores, mostram as seis edições do fórum permanente do agronegócio realizado pela Farsul, que debateram a produção de terneiros na Serra, na Fronteira, nas Missões, na Região Central e, ontem, no sul do Estado.
– Não há como defender uma pecuária ineficiente – reforça o professor José Fernando Piva Lobato, do Departamento de Zootecnia da UFRGS, em relação aos baixos índices reprodutivos do Rio Grande do Sul.
Resultados em campo mostram que é possível melhorar a qualidade da pecuária tendo a soja como parceira e não como inimiga. É uma questão de escolha do produtor.
fonte: Zero Hora

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Confira o aumento mundial do consumo de carne no último século

O consumo humano de carnes aumentou no último século, impulsionado pelas mudanças na dieta na China e na Índia, mas as mudanças colocam as pessoas somente no mesmo nível dos onívoros na cadeia alimentar, como as anchovas e os suínos, descobriram pesquisadores franceses.
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O estudo, publicado nessa semana no Proceedings of the Nacional Academy os Sciences, usou dados nacionais de 1961 até 2009 sobre a oferta de alimentos humanos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que cobriu 98,1% da população mundial.
Os pesquisadores descobriram um aumento de 3% no nível trófico humano médio mundial, uma medida das dietas dos animais que permite que os pesquisadores façam comparações entre as várias espécies. A escala está entre 1 para plantas e 5,5 para carnívoros predadores, como ursos polares e orcas. Nessa escala, os humanos aumentaram no consumo médio de carne para uma média de 2,21 desde 1961. Por país, os níveis variaram de 2,04 a 2,57.
A América do Norte, o Norte e o Leste da Europa, a Austrália e a Nova Zelândia tiveram maiores níveis até 1990, quando começaram a cair. Uma tendência de aumento foi vista na China e na Índia, junto com outros países na Ásia, África e América do Sul.
Até então, nunca tinha sido calculado anteriormente um nível trófico para humanos.
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Fonte: MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.