quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Produção Braford in vitro conquista o centro oeste do país


Por  
10410602_814708965247496_572408042563066104_n984251_814708865247506_1327605676288126481_nO Brasil é, atualmente, apontado como referência na produção de genética em laboratório através da tecnologia da fecundação in vitro, que torna a escolha entre macho e fêmea cada vez mais sucedida. Este método vem melhorando seus índices e atendendo às necessidades do pecuarista moderno e cada vez mais exigente.10846216_814709021914157_7816852729097711735_n
A Fazenda Brasil, localizada no estado de Tocantis, é um exemplo dessa evolução na prática, na qual vem impulsionando a região centro oeste com excelente genética e cada vez mais apostando nesta evolução através de produtos Braford oriundos de fecundação in vitro.
fonte: ABHB

Que bons ventos o tragam 2015 !!!

Que bons ventos o tragam 2015 !!!
Este é o nosso desejo, a nossa expectativa.
Que o ano novo traga a todos nós, saúde para podermos arregaçar as mangas e fazer acontecer.
O resto é o resto...
"Feliz Ano Todo" aos amigos e clientes, são os votos de Lund Negócios.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Rendimento de carcaça em frigoríficos do Brasil



INTRODUÇÃO

O rendimento de carcaça é um assunto que gera discussões entre frigoríficos e pecuaristas. Para Pascoal et al. (2011), essa desconfiança pode ser resultado de maus rendimentos pontuais, que atestam que houve algum tipo de erro no peso de origem ou no frigorífico.

De maneira simplificada, a carcaça é composta pelo bovino abatido, sem cabeça, cauda, mocotós e couro. Diante disso, o rendimento é definido como a relação entre o peso da carcaça e o peso vivo do bovino abatido.

Em estudo sobre as relações comerciais entre agentes do sistema agroindustrial no Brasil, Pascoal et al. (2011) comentaram que o controle dos processos de toalete, tipificação e pesagem de carcaças deveriam ser intermediados por um agente estatal, o que melhoraria a relação pecuarista e frigorífico.

O fato é que compradores buscam pagar menos pela matéria prima e os pecuaristas tentam o maior valor possível pela venda do seu produto. No entanto, os fundamentos de oferta e demanda de mercado é que regem estas interações.

1. FATORES QUE IMPACTAM NO RENDIMENTO DE CARCAÇA

Diversos fatores podem interferir no rendimento de carcaça, como a raça, a alimentação, o peso vivo no momento do abate, a idade, o tempo de jejum e o manejo de transporte.

A alimentação, de acordo com Paulino (2008), é uma ferramenta que traz maior eficiência produtiva e econômica, dentro de cada realidade de produção e, de acordo com o nível tecnológico empregado na exploração pecuária.

O tempo de jejum altera o conteúdo e o peso do trato digestivo. Em estudo com bois, novilhos e novilhas abatidos com jejum prévio de 12 horas, Barbosa (1999) relatou que, caso estes mesmos animais, fossem pesados na fazenda, sem jejum, deveria ser descontado 10% do peso vivo. Isso retiraria a influência do conteúdo do trato gastrointestinal no rendimento de carcaça (MACITELLI et. al. 2005).

O transporte dos bovinos e o manejo na fazenda podem causar hematomas, que serão extraídos, durante a "toalete" na linha de abate. Segundo Andrade e Coelho (2011) essa remoção danifica a peça, diminui o seu peso e o valor comercial da carcaça.

Em trabalho realizado por Braggion e Silva (2004), o transporte representou a segunda causa de lesões em carcaças, devido à alta densidade de carga associada com a intensidade de reação de estresse, risco de contusão e número de quedas. As outras causas normalmente estão ligadas a problemas de manejo.

Andrade, Silva e Roça (2009), em estudo sobre o manejo pré-abate de bovinos no Pantanal, concluíram que é possível estimar em qual momento do manejo ou do transporte ocorreram as lesões. A maioria dos danos foi verificada nas últimas vinte e quatro horas antes do abate.

No entanto, a idade (maturidade), a raça e o peso de abate alteram a relação entre musculatura, osso da carcaça e gordura e, consequentemente, o peso total da carcaça, que é o indexador sobre o preço pago pelo boi, como será exposto a seguir.

2. RENDIMENTO DE CARCAÇA X IDADE

Aos dois anos de idade, os bovinos já completaram grande parte do desenvolvimento muscular, apesar de continuarem crescendo até idades mais avançadas, iguais ou superiores a sete anos Barbosa (1999).

Ainda segundo o autor, observando a curva de crescimento relativo, que é feita a partir da relação ganho de peso/dia/peso vivo, nota-se que com o passar do tempo, a eficiência em ganho de peso é reduzida, o que mostra a importância da redução da idade de abate.

Órgãos e vísceras têm maturidade mais precoce, o tecido muscular apresenta maturidade intermediária e o tecido adiposo é mais tardio (GALVÃO et al. 1991). A porcentagem de gordura aumenta, enquanto a de proteína diminui, à medida que animais com estrutura corporal semelhante aumentam em peso (BARBOSA, 1999).

Para Silveira (1995), bovinos superprecoces desmamados, terminados em regime de confinamento e abatidos com idade de até 15 meses, com peso vivo mínimo de 450kg garantem melhor qualidade da carne.

Na mesma linha de pensamento, Restle et al. (1999) mostraram a maior eficiência de bovinos entre 12 e 14 meses na terminação em relação aqueles terminados com 24 meses. Entre as duas categorias os autores concluíram que quando abatidos com peso de carcaça similar, o rendimento de carcaça é maior nos animais mais jovens.

Menezes et al. (2010), em experimento com bovinos terminados em três diferentes sistemas de manejo e abatidos com 15 meses, verificaram que os tempos de terminação foram de 47 dias para confinamento, 75 dias para pastagem temperada e 100 dias para pastagem tropical. Esse resultado mostrou as diferenças de ganhos médios diários.

Os mesmos autores, assim como Vaz e Restle (2005) e Oliveira et al. (2009), observaram que o rendimento de carcaça não foi influenciado pelo tipo de alimentação.

Macedo et al. (2001) verificaram carcaças com maior rendimento, maior grau de acabamento e carne mais macia quando os bovinos foram terminados em confinamento. Bridi, Constantino e Tarcitano (2011) completam ainda que bovinos de confinamento possuem menor perda no resfriamento, o que está relacionado à maior cobertura de gordura da carcaça destes animais.

No entanto, algumas dificuldades na fazenda como, organização da produção, questões estruturais, operacionais e técnicas podem resultar em classes etárias mal definidas, dificultando a identificação e a atuação sobre os fatores que atuam sobre idade-peso, no sentido de reduzir o primeiro e aumentar o segundo, simultaneamente (BAPTISTA et al. 1999).

3. RENDIMENTO DE CARCAÇA X RAÇA

Um dos fatores intrínsecos que influenciam diretamente no rendimento de carcaça é a raça. Entretanto, é necessário conhecer primeiramente quais são as relações genéticas com as características de crescimento do bovino, estas diferenças determinam os tipos biológicos.

De acordo com a Barbosa (1999), os bovinos podem ser divididos em três tipos biológicos, que são determinados quando o animal atinge sua maturidade sexual. As raças podem ser divididas em porte pequeno, médio e grande e a musculatura, que está intimamente ligada ao tipo biológico, também pode ser dividia em três grupos: fina, moderada e grossa. Veja tabela 1. 


Após a maturidade sexual o crescimento ósseo é interrompido, há redução na taxa de crescimento muscular e intensificação na deposição de gordura.

As raças do grupo Bos taurus taurus continentais (animais de origem europeia, ex: Marchigiana) são consideradas raças tardias quanto à puberdade, as raças do grupo Bos taurus indicus (animais de origem indiana, ex: Nelore) são consideradas de precocidade intermediária e as raças do grupo Bos taurus taurus britânico (animais de origem europeia, ex: Angus), são consideradas precoces (GOMIDE, 2006).

Mesmo que existam variações entre a musculatura de um bovino de certa raça, a combinação tipo biológico x musculatura permite a determinação e criação de um critério de classificação (BARBOSA, 1999).

Ainda de acordo com o autor, esta combinação é utilizada para se determinar o rendimento de carcaça. Raças de grande porte e de grossa musculatura têm taxas maiores de ganhos de peso/dia, em contrapartida, este tipo biológico é mais tardio ao tratarmos de acúmulo de gordura na carcaça. Já as raças de porte pequeno e musculatura moderada, são o oposto disso.

Existem também algumas estratégias para se modificar o rendimento de carcaça, como combinar duas ou mais características desejáveis de raças puras; ou cruzar os bovinos sem a preocupação de formação de uma nova raça e sim com a produtividade, e ainda escolher a raça pura mais adequada ao ambiente (BARBOSA, 1998).

Observa-se que raças de bovinos tradicionais para corte apresentam rendimento de carcaça maior que raças leiteiras. Isso também foi concluído por Fernandes et. al. (2004), que mencionaram que bovinos provenientes de seleção para corte na terminação apresentaram rendimentos de carcaça 7% maiores que aqueles de origem leiteira.

4. RENDIMENTO DE CARCAÇA X PESO

O peso de abate está relacionado com o rendimento de carcaça, sendo que quanto mais pesados maior deposição de gordura, o que aumenta esta variável. Segundo relataram Galvão et al. (1991), o menor rendimento de carcaça em animais mais leves, deve-se ao maior peso relativo do couro, pés e cabeça.

Cruz et al. (2004), em experimento com bovinos Canchim, ½ Canchim x ½ Nelore e Nelore, verificaram que mesmo com interferência da raça os animais mais pesados obtiveram maiores pesos de carcaças quentes e rendimentos de carcaças. 

Isso foi confirmado Huffman et al. (1990), no qual animais da raça Angus e cruzados ½ Angus x ½ Brahman, abatidos com pesos de 440,0kg e 475,0 kg, aumentaram o rendimento de carcaça quente de acordo com o aumento do peso. No entanto, não houve aumento significativo para os animais abatidos com 507,0kg.

Galvão et al. (1991) e Jorge et al., (1999) também verificaram aumento do rendimento de carcaça em função do maior peso de abate atingido por bovinos. Para Restle et al. 1997, isso é resultado da maior deposição de gordura no período de terminação.

Abater bovinos mais pesados representa vantagem para a indústria, no sentido de que a mão de obra e o tempo de processamento são praticamente os mesmos, e o custo/kg é menor em relação a animais mais leves (ARBOITTE et al. 2004).

Além disso, o valor comercial das partes não integrantes da carcaça, como couro, órgãos internos e vísceras, está diretamente relacionado com o seu peso, o qual é influenciado positivamente pelo peso de abate (RESTLE et al. 2005).

5. RENDIMENTOS DE CARCAÇA NO BRASIL

Com o intuito de ilustrar este estudo com dados atuais a Scot Consultoria realizou um levantamento com frigoríficos em 28 praças brasileiras.

Como mencionaram Pascoal et. al. (2009, 2010), em pesquisas cientificas o jejum de 12 horas é respeitado, diminuindo o volume do trato gastrointestinal e, consequentemente, contribuindo para aumentar o rendimento de carcaça. Além disso, a rigorosidade da "toalete" em experimentos é menor quando comparada ao dia a dia das indústrias.

A conclusão dos autores corrobora com a pesquisa realizada pela Scot Consultoria, que observou que 67,1% das indústrias pesquisadas utilizam o peso do animal aferido na fazenda para realizar os cálculos do rendimento de carcaça, desconsiderando o jejum, 16,1% utilizam o peso do frigorífico e 17,8% não informaram.

Com relação ao rendimento de carcaça para bois, as respostas mais frequentes variaram em 52,0% e 54,0%, sendo o primeiro para boiadas de pasto e o segundo para as de confinamento. Veja figura 1.

No caso de vacas e novilhas, os rendimentos de carcaças mais frequentes variaram entre 48,0% e 49,0%, para vacadas de pasto, e entre 50,0% e 51,0% para as de confinamento. 


Com relação ao levantamento realizado pela Scot Consultoria foi detectada diferença significativa entre os rendimentos de carcaça para animais de pasto e confinamento ao nível de 5% de significância (p<0 de="" mann-whitney.="" p="" pelo="" teste="">
Embora esse resultado contradiga o discorrido no artigo, está de acordo com o relatado por Macedo et al. (2001) e Bridi, Constantino & Tarcitano (2011), que obtiveram maior rendimento de carcaça em animais terminados em confinamento.

Nesta pesquisa também foram levantados dados sobre ganho e perda de peso nos períodos de seca e chuva.

De todas as indústrias contatadas, 41,1% mencionaram que durante a seca ocorre perda de peso das boiadas, o que reflete na queda de 1,0% no rendimento de carcaça. No entanto, dependendo da genética do bovino a queda pode atingir até 2,0%.

Isso se aplica para boiadas de pasto, já que nos confinamento as boiadas recebem dieta controlada durante todo o período. O fator limitante no segundo caso é a chuva, tanto que nestes períodos a lotação é menor.

Na seca é difícil manter as pastagens produtivas, pois ocorre queda na qualidade e na quantidade da forragem. Como resultado tem-se a diminuição ou paralisação do ganho de peso dos animais, o que pode ser amenizado com suplementação alimentar adequada (EUCLIDES et al. 1998, GOES et al. 2009, CLIMACO et al. 2006).

6. CONCLUSÕES FINAIS

Em decorrência da pressão econômica busca-se, cada vez mais, aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção. Para isso a redução da idade de abate é necessária.

Outro fator que deve ser considerado no planejamento da atividade é a escolha da raça ou cruzamento, de acordo com o sistema de produção, o grau de acabamento desejado e o ambiente em que este animal se desenvolverá.

Há divergências quanto à diferença de rendimento entre bovinos confinados e de pastagens. O levantamento feito pela Scot Consultoria mostrou haver diferença significativa. No entanto, vale destacar que a pesquisa foi feita apenas para esta variável, ou seja, não foram considerados peso médio ou idade ao abate.

De toda forma, os resultados indicam que o rendimento é maior em bovinos de cocho, considerando as realidades dos dois sistemas nas regiões da pesquisa.

Como forma de amenizar as divergências entre frigoríficos e pecuaristas, em relação ao rendimento, a presença de agentes especializados e capacitados no processo de pesagem seria positiva.

Para isso, programas como o PeseBem, da FAEG (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), em vigor desde 2003 e com adesão de nove frigoríficos, têm se mostrado eficiente.

por Paola Jurca


fonte: Scot Consultoria

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

COMPRA DE GADO -Estamos selecionando para clientes

200 VACAS COM CRIA

*EUROPEIAS OU SUAS CRUZAS
* CARRAPATEADAS
*PREFERENCIALMENTE MOCHAS OU DE ASPAS PEQUENAS
*OS TERNEIROS PODEM SER NOVOS E LEVES

                                                                                                                                                                                                                                 

100 VACAS DE INVERNAR

*EUROPEIAS OU SUAS CRUZAS
*CARRAPATEADAS
*TOCADAS E VAZIAS












                      


TERNEIROS 

*CASTRADOS OU INTEIROS
*ANGUS OU BRAFORD
*CARRAPATEADOS
*PESO 160Kg  ATÉ 240 Kg












MAIORES INFORMAÇÕES COM LUND
FONES 053.99941513 / 99990049 / 81113550

domingo, 28 de dezembro de 2014

E o boi gordo já vai baixar?


Esta é a pergunta que a maioria de meus clientes têm feito  a mim nestes últimos dias do mês de dezembro.
Tudo porque grandes frigoríficos, e por consequência os pequenos também, estão tentando forçar a baixa de preços.
Respondo  - e é minha  opinião, nada mais do que isso – em condições normais ( sem canetaço etc ) que em breve tudo volta a “como era antes, em terra de Abrantes”.
 A antecipação das compras para o fim do ano e os seus feriados de 25 e 31, fazem com que haja  uma menor quantidade de dias de abate nas últimas semanas do ano, permitindo que as indústrias alonguem as escalas. Frigoríficos  compram o boi para o início do ano, o que permite que eles ( já comprados) ofereçam menos pelo kg do boi na última semana. Acho que após os primeiros 10 dias do mês de janeiro voltaremos a ter os preços praticados até 20 de dezembro de 2014 e com manutenção dos mesmos até meados de março. Portanto, amigos pecuaristas e clientes , se você tem boi gordo para os próximos dias ( o que é coisa rara) não se assuste, com certeza vamos ter preços bem competitivos nos próximos dias .
Abraço

Lund / Lund Negócios

Churrasco gaúcho: segurança regional

Prof. Júlio Barcellos *
A segurança alimentar é o principal desafio do futuro, pois terra e água são cada vez mais escassos para a produção de alimentos. Essas preocupações parecem irrelevantes, afinal estamos entre os principais exportadores de alimentos. Entretanto, já vivemos períodos de escassez onde filas eram formadas para comprar leite, pão e carne bovina. O alimento típico do gaúcho, a carne de gado, objeto deste texto, há 50 anos, produzia manchetes como “Carne só volta aos açougues em 1965”. Às vésperas de 2015, talvez o leitor não entenda a lógica deste artigo.

Vale explicar que nos últimos meses o tema da escassez de carne reapareceu. Perguntam-nos se temos gado e produzimos carne suficiente para abastecer os gaúchos, especialmente porque aumentou o preço do churrasco. Criar barreiras para não “deixar” nosso gado ser “exportado” para outras regiões, tem surgido como solução. Talvez, agora o leitor entenda: estamos discutindo a segurança alimentar regional – o churrasco. O que está acontecendo é apenas o desequilíbrio conjuntural entre a oferta e a procura e os seus reflexos no preço da carne. Nossa produção é a pasto e nos meses de junho e julho, por causa do inverno, os abates sofrem redução, provocando um aumento do preço do boi e no preço pago pelo consumidor. À medida que o clima vai melhorando a oferta também se ajusta. Além disso, o RS possui um rebanho para carne estimado em 12 milhões de cabeças, e 93% da produção é consumida aqui. Ainda sobram 7% que é vendida a Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Portanto, a circunstancial falta de carne não está relacionada ao tamanho do rebanho bovino ou com a baixa produtividade da pecuária e, menos ainda, com as exportações de gado em pé.

A produtividade da pecuária vem aumentando e o número de animais para o abate cresce no Estado, portanto, de forma alguma preocupa o abastecimento e a soberania do suprimento de carne. De outra parte, existem práticas do varejo que podem, a qualquer momento, oferecer cortes de carne bovina oriunda das regiões norte, centro-oeste do Brasil e até mesmo do Uruguai. Isto é uma decisão estratégica do setor e não está relacionada com a escassez da carne gaúcha. Atualmente, os pecuaristas têm o seu gado disputado por vários frigoríficos e o merecido reconhecimento pelos esforços feitos na qualificação da produção. Isso tem assegurado ao consumidor uma carne saudável e saborosa em qualquer ponto de venda. Agora, a fila é outra, em busca da excelência, diferente daquela do passado, da escassez. Assim, as ameaças à soberania do churrasco gaúcho não passam de informações desatualizadas e assimétricas na cadeia produtiva da carne bovina.

*Coord. do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro/ UFRGS) JOSÉ FERNANDO PIVA LOBATO* Professor do Dep. de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da UFRGS

Artigo publicado no Caderno Campo & Lavoura 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Prenhez? Ainda é tempo

Prof. Lobato

Foto: Divulgação/Assessoria
José Fernando Piva Lobato*
 
Transcorre a temporada reprodutiva 2014/15. Em que pese a maravilhosa primavera, tem você vacas com condição inferior a 3? Tenho visto inúmeras. Se, infelizmente sim, mexa-se, se quiser desmamar terneiros em 2016 ou ter novilhos gordos em 2017/18!

Creio estar fazendo 40 anos do início de pesquisas com rodeios de cria. No entanto, dados da Secretaria da Agricultura mostram que passamos de aproximadamente de 44 (1972) para 56 terneiros por cem vacas em 2014.

Assim, é natural que no Rio Grande do Sul, como no Brasil – Mato Grosso tinha 61 terneiros por cem vacas em 2013 – “faltem” novilhos, o boi gordo esteja valendo bem e tenha motivado os leilões de touros. Por sinal, menos touros do que o necessário ao número de vacas em cria. Há muito “boi” servindo vacas. Há produtores usando o seu “melhor” terneiro. Depois, sendo você invernador, deparamo-nos com incógnitas raciais.

O bom consumo interno, associado às vendas ao Exterior, tornando o Brasil o mais importante fornecedor mundial de carne de animais criados e terminados a pasto, permite prever preços mais elevados nos próximos anos ao setor produtivo. Perspectiva de mercado assegurado é a primeira justificativa para querer ainda emprenhar as vacas até janeiro/fevereiro próximos. Necessidade básica para querer e poder vender terneiros em 2016, ou novilhos gordos em 2017/18, independente dos preços lá vigentes a serem recebidos. Ou o produtor continuará tendo vacas ocupando espaço, com seus custos, sem ter o seu produto? Não só o terneiro, futuro novilho, mas também novilhas de reposição em número suficiente para forte pressão de seleção, para que tenhamos de fato vacas, mães de bons terneiros.

Sendo a média 56 terneiros por cem vacas, imagine retirar os produtores acima dessa. Qual a média dos demais? Continuarão estes com vacas ocupando espaço, com seus custos, sem ter produto? Não só terneiros, mas também novilhas suficientes para selecioná-las e termos de fato mães de melhores terneiros?

Há situações em qualquer tamanho de pecuarista em que estão deixando acontecer. Continua a lotação exagerada nos rodeios de cria, sem respeitar a capacidade de suporte das pastagens naturais. Justamente quando se preocupam com boas práticas de manejo, está no discurso inclusive dos leigos o bem estar, continua a fome nos rodeios de cria. Isto é “mal estar” animal. A média confirma.

Se existe espaço para continuar aprimorando os indicadores dos pecuaristas acima da média, é possível pensar o trabalho persuasivo, psicológico talvez, convincente, a ser feito com os que estão abaixo. São os necessitados, provavelmente não leitores de jornais ou internet. Inatingíveis? O tempo urge. É tempo de atitudes para prenhar as vacas e termos novilhos gordos e melhores novilhas em 2017/18!

*Professor do Dep. de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da UFRGS

Artigo publicado no Caderno Campo & Lavoura 

PERFIL- Kátia Abreu, antes opositora do PT, será a 1ª mulher a comandar Agricultura

Ex-dona de casa, Kátia Abreu tem 52 anos e construiu um império pecuário depois da morte do marido, no final dos anos 1980. Sem experiência na área, dedicou-se à produção nas terras em Tocantins e desde então foi se fortalecendo como liderança política no setor. Presidiu sindicatos locais até chegar à presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cargo que ocupa desde 2008 e para o qual foi eleita pela terceira vez este ano.
Senadora de oposição aguerrida pelo DEM até 2011, Kátia começou a cair nas graças de Dilma durante a votação do Código Florestal no Congresso, em 2012, quando já estava no PSD, partido criado por Kassab para apoiar o governo. Kátia trabalhou pela aprovação do texto e chegou a concordar com alguns dos vetos que Dilma fez posteriormente ao projeto. No ano passado, deixou o PSD e migrou para o PMDB, após disputa por protagonismo com Kassab.
 A senadora reeleita por Tocantins Kátia Abreu, agora atuando pelo PMDB, deixou seu passado de oposição ao PT de lado para ser a primeira mulher a comandar o Ministério da Agricultura, no futuro governo Dilma Rousseff.  Não é a primeira vez que Kátia Abreu, de 52 anos, vive uma situação de protagonismo entre as mulheres brasileiras, ocupando posições públicas sempre ligadas ao setor agrícola.
Kátia Abreu, que em suas entrevistas costuma dar forte ênfase à defesa da classe dos agricultores e pecuaristas, desafiando adversários como ambientalistas e militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), foi também a primeira mulher a presidir a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
"Primeiro, é uma pessoa competente, conhece o assunto. São inquestionáveis os avanços que nós tivemos no setor quando ela assumiu a CNA. E segundo, ela entrará também, por sua relação, por seu temperamento, como uma ministra que pode fortalecer o ministério", disse à Reuters o deputado Marcos Montes (PSD-MG), que em 2015 assumirá a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária.
    Formada em psicologia, Kátia Abreu assumiu trabalhos ligados ao campo em 1987, quando ficou viúva aos 25 anos, grávida e com dois filhos pequenos, segundo descrito em seu site.
    Naquela época, ela foi obrigada a recomeçar a vida, passando a tocar a Fazenda Aliança, que herdara do marido, morto em um acidente de avião.
    Seis anos depois, Kátia Abreu passou a atuar em entidades de classe, começando com o Sindicato Rural de Gurupi, notabilizando-se por atividades relacionadas à pecuária, o que acabou levando-a para a presidência da federação da agricultura de Tocantins.
    Em 2005, elegeu-se vice-presidente de Secretaria da CNA, cargo que antecedeu a atual posição de presidente da entidade que representa agropecuaristas no Brasil.
    Um ano depois, ela foi eleita senadora, com mais de 330 mil votos, pelo então PFL (depois DEM), fazendo franca oposição ao PT do então reeleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem criticou no passado, entre outras coisas, por patrocinar um aumento de cargos públicos, com vistas a beneficiar petistas.
CRÍTICAS E APROXIMAÇÃO
A aproximação de Kátia Abreu com o governo da presidente Dilma Rousseff rendeu críticas à presidente da parte dos movimentos sociais, como o MST, que defende reforma agrária, o que provoca arrepios em muitos do setor agrícola nacional.
"Kátia Abreu representa o latifúndio mais submisso ao capital internacional. Por isso, sequer representa os interesses dos grandes produtores rurais", disse Alexandre Conceição, da direção nacional do MST.
"No último período, ela fez um movimento calculado ao mudar de partidos e sair dos holofotes, se aproximando de Dilma para ser ministra. No entanto, não esquecemos como ela se construiu nem os interesses que representa", acrescentou.
A indicação da senadora para comandar a pasta da Agricultura provocou polêmica antes mesmo de sua oficialização, inclusive entre colegas de partido da agora ministra, que não a reconheceram como nome do PMDB no governo.
Uma fonte peemedebista, inclusive, disse à Reuters que a escolha da senadora também é polêmica porque, apesar de ela ser presidente da CNA, há setores do agronegócio que não nutrem boa relação com ela.
“Ela não tem boas relações com o pessoal do etanol e também não tem uma relação tranquila com a JBS, por exemplo", disse o peemedebista.
A JBS, maior produtora de carnes do mundo e um dos principais financiadores da última campanha eleitoral, teria feito lobby contra a nomeação da senadora, segundo informações divulgadas na mídia, o que a empresa nega.
Por meio da assessoria de imprensa, a JBS declarou que a informação não é a verdadeira e que a companhia "não tem absolutamente nada contra a senadora Katia Abreu".
Antes do PMDB, Kátia Abreu passou pelo PSD, liderado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que se mostra afinado com o governo Dilma.
Desde sua saída do DEM, Kátia Abreu se aproximou da presidente. Um exemplo dessa proximidade ocorreu neste ano numa votação no Senado.
O governo tinha grande interesse em aprovar, por meio de uma medida provisória, a ampliação do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Mas ao ouvir um pedido da senadora, agora nomeada ministra, Dilma solicitou que a relatora da MP, a ex-ministra da Casa Civil senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), retirasse a mudança do texto para privilegiar a votação de um projeto relatado pela peemedebista e que prevê uma ampla revisão da Lei de Licitações.
A presidente também costura há um tempo com a senadora peemedebista um novo marco regulatório para a navegação de cabotagem e teve várias reuniões com ela sobre o tema.
    A carreira política de Kátia Abreu também é marcada pelo mandato como deputada federal pelo então PFL, sendo líder da chamada bancada ruralista do Congresso Nacional, uma das mais fortes do Parlamento.
    Mais recentemente, a senadora atuou fortemente em defesa da aprovação de um novo Código Ambiental brasileiro, o qual ela alega ser bastante rigoroso, ao contrário do que afirmam os críticos, para quem a nova lei é uma vitória dos produtores rurais.
(Por Roberto Samora; Reportagem adicional de Caroline Stauffer, em São Paulo, Maria Carolina Marcello e Jeferson Ribeiro, em Brasília).
fonte: Noticias Agricolas

Forte demanda mundial por carne bovina do Brasil vai continuar em 2015 e compras pela China podem decolar, diz Rabobank

Por Bob Moser 
A forte demanda internacional pela carne bovina brasileira provavelmente vai se manter em 2015 devido a estoques globais apertados, demanda da Rússia e reabertura do mercado chinês para o Brasil, de acordo com um relatório do quarto trimestre sobre o mercado global de carne bovina, divulgado esta semana pelo grupo financeiro Rabobank. 
O mercado de futuros indica um cenário forte para os preços do gado brasileiro. No início de novembro, os contratos de fevereiro 2015 estavam acima de R$ 140 por 15 kg. Um fator-chave para ganhos de preços no Brasil tem sido a escassez de boi gordo, resultado da maior seca registrada em décadas em regiões produtoras importantes do Brasil.
O Rabobank espera que os preços para os produtores brasileiros mantenham-se fortes no primeiro trimestre, mas o espaço para novos níveis recordes é limitado, apesar da perspectiva positiva para as exportações brasileiras no ano que vem. No mercado interno, a indústria da carne teve de manter os preços por atacado dentro do orçamento dos consumidores para evitar que eles se afastassem da carne bovina em prol de opções de proteína mais baratas.
O relatório elaborado pelo Rabobank destacou que a oferta apertada global de gado e carne bovina continuou no último trimestre de 2014, embora os preços em todo o mundo tenham diminuído um pouco em relação aos picos do 3T. Os Estados Unidos permanecem como o principal impulsionador dos preços globais de carne bovina, com sua demanda de importação que afeta os preços e volumes de muitos outros países.
Uma questão-chave para 2015, com um mercado que está finamente equilibrado, é se as taxas de exportação australianas diminuírem e rebanhos no México e no Canadá continuarem a ser reduzidos pela demanda dos EUA, os preços globais de carne bovina ainda terão espaço para subir mais.
“Os EUA continuam a ser o condutor no mercado global de carne bovina com oferta restrita e forte demanda para manutenção de preços elevados”, escreveu Angus Gidley-Baird, analista do Rabobank. “O recente reforço da economia dos EUA e o dólar vão continuar a apoiar as importações dos EUA, no entanto, estamos assistindo a uma queda no preço do petróleo e desvalorização do rublo russo, dado o status da Rússia como maior importador de carne bovina do mundo.”
Em outros mercados, a Austrália continua a ver níveis de abate recordes, com exportações de carne bovina para 2014 posicionadas para estabelecer um novo recorde. Com a previsão de um verão seco à frente, os números de abate deverão manter-se elevados, mantendo os preços baixos.
O mercado de carne bovina na União Europeia está se distinguindo mais a cada mês como um mercado de carne premium e de carne moída, com a evolução dos preços divergentes, de acordo com o Rabobank.
Os preços da carne no varejo na China deverão manter-se estáveis neste fim de ano e no 1T de 2015,  enquanto o consumo não é forte o suficiente para empurrar os preços para além dos atuais níveis historicamente elevados, apesar de um abastecimento interno apertado e crescimento contínuo das importações.
A China abalou o mercado global de carne bovina em 2013 quando aumentou suas importações oficiais em 380%. Seus anúncios este ano sobre um acordo de livre comércio com a Austrália e a reabertura do comércio de carne bovina com o Brasil levantaram a questão de saber se isso vai desencadear mais um ano de bonança para as importações chinesas oficiais em 2015.
fonte: Carne Tec

Polo de Excelência em Genética Bovina de Raças Taurinas já é uma realidade!


Reculuta e São Bento
O Rio Grande do Sul (RS), por sua história e características ambientais, tem na pecuária de corte uma das atividades de maior importância econômica. Historicamente, o Estado posiciona-se como tradicional centro de criação e melhoramento genético de animais das raças Angus, Hereford, Braford e Brangus, entre outros taurinos e seus compostos, sendo, exemplares das duas primeiras raças criados no sul desde o final do século XIX.

Por mais de 100 anos criatórios vem desenvolvendo e adaptando animais destas raças e diante deste potencial genético encontrado na região, a Embrapa Pecuária Sul, em parceria com aAssociação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e o MAPA, vem a cinco anos preparando uma estrutura técnica (física, instrumental e de pessoal) para realização de pesquisas em todas as fases de produção da carne bovina e para avaliações genéticas e genômicas para o melhoramento animal, visando tornar o RS centro de excelência no melhoramento e difusão de genética bovina, em especial as Britânicas e suas sintéticas, através do Polo de Excelência em Genética Taurina (PoloGen).IAvaliação de animais Embrapa PecSul
Este ano, através do apoio dos Deputados Federais Afonso Hamm e Luiz Carlos Heinze e do Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do MAPA, Caio Rocha, que disponibilizaram recursos, foi possível iniciar a implantação do PoloGen nas dependências da Embrapa Pecuária Sul.
Até meados de 2015, o PoloGen deverá estar em pleno funcionamento, objetivando envolver os diferentes elos da cadeia da carne, no desenvolvimento de atividades de pesquisa e inovação tecnológica, através da integração instituições de ensino e pesquisa, associações de raças e criadores, empresas de extensão rural, de assistência técnica, centrais de Auditorio Embrapainseminação e empresas privadas de avaliações genéticas para promover a inclusão de animais em programas de seleção e avaliação, bem como, a orientar o uso de touros avaliados, as escolhas de raças e sistemas de cruzamentos e disseminar essa genética de excelência. Também, com apoio de indústrias de insumos e da indústria e do comercio de produtos cárneos, irá incentivar e sensibilizar, por meio de palestras técnicas, promoção de workshops e cursos de capacitação, sobre os benefícios produtivos e econômicos da aplicação do melhoramento genético, e ainda, formatar ações de marketing promocional dessas raças e de sua carne de qualidade.SONY DSC
Para o Chefe Geral da Embrapa Pecuária Sul, Alexandre Varella, “o Polo será um centro permanente de interação entre a pesquisa científica e todos os segmentos da cadeia produtiva de bovinos de corte do RS. Por um lado, a pesquisa terá a oportunidade de transferir suas tecnologias e conhecimentos, incentivando a genética de qualidade superior no Estado, além de beneficiar-se em captar mais rapidamente as demandas do setor produtivo para suas pesquisas. Por outro, produtores, frigoríficos, técnicos e associações poderão contar com o apoio de uma estrutura e conhecimento especializado, como da Embrapa e seus parceiros, em benefício do melhoramento genético e promovendo padronização racial dos rebanhos do Estado. Estes são caminhos obrigatórios para se consolidar a diferenciação e valorização da carne bovina produzida nos campos sulbrasileiros”.
Curso de melhoramento“A ABHB e seus associados tem uma parceria de longos anos com a Embrapa, em especial o Centro Pecuária Sul, demandando pesquisas em parceria público privada com o centro, como a Prova de Avaliação a Campo de reprodutores (PAC), o Programa de Avaliação Genética PampaPlus, o sumário genômico de touros resistentes ao carrapato, o levantamento do perfil genético de reprodutores, a pesquisa de gases efeito estufa e consumo alimentar, o levantamento de índices produtivos econômicos e uso do ultrassom, o estudo da tristeza parasitaria, os programas de difusão genética para pecuaristas familiares, os estudos de maciez e sabor da carne e o desenvolvimento de plataformas de envio e consulta de dados de avaliação genética via internet”, comenta Fernando Lopa, presidente da ABHB. “Ainda temos muito que fazer, pois o Centro da Embrapa Pecuária Sul, hoje, está preparado e tem um potencial enorme para realizar as pesquisas. Vamos em 2015 trabalhar para levantar mais recursos para custeio das pesquisas genômicas, provas de campo, material de inseminação para disseminação desta genética de excelência que está sendo selecionada no centro, consolidando definitivamente o PoloGen”, afirma Lopa.

Alerta: Novo período de alto risco com tempestades e chuva extrema

A MetSul Meteorologia alerta para um novo período de intensa e preocupante instabilidade que afetará o Rio Grande do Sul a partir de hoje e que invadirá o começo do ano de 2015. As condições voltam a ser favoráveis à chuva localmente forte a intensa com temporais isolados, alguns fortes e com potencial de estragos por vento e granizo. Não se espera situação de tempo severo com a gravidade do último sábado concentrada em um único dia, mas sim vários dias seguidos com ocorrências localizadas de chuva forte e temporais, intercaladas com momentos de melhoria e sol. A MetSul alerta também para excessivos a extraordinários volumes de chuva nos próximos dias no Estado. Os maiores são esperados na Metade Oeste, onde podem ser registrados acumulados tão extremos como 200 a 400 mm em só uma semana e até localmente maiores, com prováveus alagamentos, inundações e transbordamento de rios e córregos. O risco de enchentes em pleno verão, o que é um fato raro, é bastante real. Muitas áreas agrícolas vão ficar inundadas com a ameaça de prejuízos para as culturas de verão.
O mapa acima mostra a projeção de chuva para sete dias do modelo meteorológico GFS do NCEP/NOAA que chega a indicar acumulados superiores a 300 mm em pontos do Oeste gaúcho e precipitação volumosa em grande parte do território gaúcho no decorrer deste fim de ano e começo de 2015. Projeção semelhante é do modelo meteorológico do Centro Europeu que sinaliza chuva em volumes extremamente altos no Estado durante os próximos setes dias com a diferença de que projeta elevados acumulados para a maioria das regiões, não concentrando os extremos apenas no Oeste. Apesar dos modelos, em geral, indicarem nestes sete dias a chuva mais volumosa se concentrando do Centro para o Oeste e o Noroeste do Estado, Porto Alegre e o Litoral Norte têm risco neste período até o começo de janeiro de momentos com pancadas fortes com chance de alagamentos e elevados volumes em curto intervalo. Hoje e o fim de semana registrarão instabilidade no Rio Grande do Sul, mas com chuva mais forte em várias regiões no domingo. O começo da semana deve ter sol e chuva com temporais de verão. A instabilidade se intensificaria muito outra vez entre os dias 31/12 e 2/1 comuma acentuada queda da pressão atmosférica, o que também favoreceria tempestades, até severas. Fique atento aos nossos frequentes alertas neste período!
fonte: MetSul

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL !!! FELIZ NATAL !!! FELIZ NATAL !!!


Aftosa e leite estão no radar do novo secretário da Agricultura

Ernani Polo fala sobre prioridades à frente da pasta que irá assumir a partir de janeiro


Aftosa e leite estão no radar do novo secretário da Agricultura Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Nascido em Ijuí, Polo foi criado em Santo Augusto. Como deputado, presidiu a Comissão de Agricultura da Assembleia LegislativaFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
Criado no meio rural, o deputado estadual Ernani Polo (PP), escolhido para assumir a Secretaria da Agricultura no governo de José Ivo Sartori (PMDB), não dissocia a sua história de vida da atividade. Nascido em Ijuí, cresceu em Santo Augusto, no Noroeste, onde a família mantém até hoje propriedade de 120 hectares dedicada ao cultivo de grãos e à pecuária de leite.
— Toda minha história de trabalho é na agricultura — afirma Polo.
O traquejo político também vem de família: o pai, Alvorindo, foi prefeito de Santo Augusto por duas vezes, e a mãe, Iracer, vice. Primos e tios também passaram pela Câmara de Vereadores, onde ele começou a carreira. Casado com a advogada Alessandra, é pai de Maria Eduarda, nove anos, e Eduardo, três anos. Confira trechos da entrevista concedida a ZH.
Quais serão as prioridades da secretaria?
Sanidade é uma. Fortalecimento do setor de agroindústrias é outra prioridade importante. O trabalho integrado e diálogo permanente com os setores de produção serão uma constante. Buscando entendimento, tentando construir o processo ideal ou mais próximo disso. A gente sabe que não terá solução para todos problemas, mas conversando, você pode avançar. A grande função no comando da agricultura é o envolvimento das cadeias produtivas, discutindo, dialogando, fazendo interlocução com o governo federal, entidades privadas, parcerias. Esse é o caminho, principalmente com o desafio que se tem em função da dificuldade (financeira) do Estado.
O senhor trabalha com meta de retirar a vacina contra a febre aftosa?
Quero avançar na discussão. Na verdade, já tem um grupo de trabalho formado por Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura, Fundesa, Fetag, Farsul discutindo isso. Temos de aprofundar o debate, com viés técnico, sem interferência e decisão política. A decisão política é promover a aprofundar o debate. Tem de se fazer uma avaliação criteriosa, para poder avançar, porque isso nos dará outro patamar.
Mas o objetivo é a retirada da vacina?
Lá na frente, quando tiver maduro, quando se tiver buscado pelo menos o consenso. Talvez daqui a dois anos, três anos, talvez antes. Depende de como avançar a discussão. Hoje, gastamos, pelas informações que tive, R$ 80 milhões por ano em vacina. Daqui a pouco se utiliza isso como um instrumento de apoio. O resultado não é só na pecuária, é no leite, cadeia que está crescendo e passou por problemas. Acho temos de virar a página, fazer agenda positiva. Tem também impacto nos suínos. Hoje, Santa Catarina exporta para o Japão, Chile, Estados Unidos, que são mercados que nós nem sentamos para conversar. No momento que tivermos essa condição e esse status sanitário (livre sem vacinação) abrem-se novas portas.
Para retirada da vacina há necessidade direta de reforço de fiscalização, sobretudo na Fronteira, o que exige mais gente. Há ainda a rastreabilidade, que causa polêmica... 
Esse é outro ponto que teremos de avançar, tentar construir. Sei que é um assunto que foi discutido e não avançou. Teremos de sentar à mesa e tentar construir uma alternativa. O caminho é esse, temos de avançar. A forma, o jeito como vamos fazer, não sei. Não tenho regra pronta.
O atual governo apresentou projeto de lei que tornava obrigatória a rastreabilidade. Houve grande resistência e a proposta foi retirada. Qual modelo o senhor apresentará?
Isso tem de ser discutido. A ideia é avançar, construir alternativa. Quero é retomar a discussão. É bom para o setor, e é necessária.
O senhor pretende chamar mais gente do concurso da secretaria feito em 2013 — há cadastro reserva de 503 pessoas?
Não tenho como afirmar, porque vou chegar lá e tomar pé da situação. Quero ter o maior contato, a maior relação possível com o servidor, porque precisamos ser aliados neste processo. Todos temos o mesmo objetivo e os servidores cumprem um papel importante. O fortalecimento do setor produtivo, principalmente do agroindustrial, precisa ser valorizado, estimulado até para que o Estado realmente retome no futuro uma condição econômica melhor. A economia está muito ligada ao setor primário e isso passa pelo processo de agroindustrialização.
Como impedir que as fraudes do leite sigam ocorrendo, prejudicando o setor?
A fiscalização é fundamental de ser feita, mantida, ampliada. A grande maioria das pessoas que trabalho no setor é séria. As fraudes precisam ser coibidas porque esse é um alimento que vai dos bebês até uma pessoa de idade. A notícia acaba levando à mente das pessoas uma imagem de todo o setor. Isso prejudica uma cadeia importante para o Estado.
Tratar o problema abertamente não é a melhor maneira?
Já aconteceu e teve mais algumas ocorrências recentemente, mexeu, fez com que posições e decisões que não eram tomadas pudessem ser adotadas em função disso. Mas a ideia é construir uma agenda positiva. Mantendo o controle, a fiscalização. Para potencializar e vender a coisa boa do setor que tem inserção e representatividade significativa no Estado. Produção de leite é quase um violão, para tocar direito tem de estar bem afinado.
O Estado criou o Fundoleite e o Instituto Gaúcho do Leite, que tiveram resistência de Farsul e Sindilat. Como vê essa questão?
Entendo que talvez alguns ajustes, não saberia quais, precisem ser feitos. É um processo que não tem alinhamento. Os problemas fora são tantos que dentro do setor nós precisamos estar sintonizados. Se não tivermos posicionamentos convergentes, fica muito mais difícil de enfrentar os problemas que estão fora. Há necessidade talvez de ambos os lados cederem. Alguma coisa precisa ser feita, porque tem esse ruído.
O futuro governo fala em agilizar licenças ambientais. O que quer dizer isso? E que leitura o senhor faz da resistência ao nome de Ana Pellini para o Meio Ambiente?
Entendo que quem está no meio ambiente, sem dúvida, tem de ter cuidado na preservação. Mas tem de buscar isso dentro de um limite que não inviabilize investimentos, seja no setor agrícola ou em outros. Não por culpa do órgão em si, mas pela falta de infraestrutura. A Ana (Pellini), quando esteve na Fepam (entre 2007 e 2009) dinamizou, acho que é isso que precisa. Não é atropelar o processo. Mas ter essa margem de flexibilidade. Tem outros Estado com modelos mais ágeis e que dão uma resposta mais rápida ao empreendedor.