sábado, 11 de janeiro de 2014

Cortes da carcaça e seus rendimentos médios


Para quem acha que boi só tem picanha!!!


Mercado do Boi - 10.01.2014

por Eduardo Lund / Lund Negócios

O boi gordo no RS continua com oferta limitada, isto faz com que os seus preços sejam  mantidos estáveis. Negócios a R$ 8,00 são correntes na carne fria  e até com possibilidade de melhor remuneração não descartada, estreitando assim as margens tanto de frigoríficos como do varejo, que não conseguem repassar altas em função do consumo doméstico apenas regular. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado  foi comercializado em média por R$ 8,70  o quilo na última semana em nossa região.
Em relação ao  gado de reposição, este  vem acompanhando a valorização dos preços, principalmente em categorias como novilhos e vacas de invernar. As chuvas mais regulares ajudam bastante a manter este quadro, pois a melhora da qualidade e a maior oferta de pastos, tanto nativos como cultivados, permitem aos pecuaristas a retenção dos bois por mais algum tempo com ganho  de peso, facilitando a busca do melhor momento para negociação.


Angus Beef Premium, em SC


O Frigorífico Verdi (Pouso Redondo, SC) iniciou os abates de bovinos Angus participantes do Programa Carne Angus Certificada. A qualidade dos cortes (fotos) é a primeira constatação dos cortes da linha Angus Beef Premium dos Campos de Santa Catarina, que começam a ser comercializados na rede varejista do estado. O início dos abates de animais Angus certificados “é um divisor de águas” para a pecuária de alto valor agregado em Santa Catarina, ressalta Ariel Verdi, diretor do frigorífico.


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fonte: ABA

    EXCELENTES NOVILHOS À VENDA

    NOVILHOS
    Lote: 0208
    Quantidade: 67
    Peso Médio: 355
    Sexo: Machos
    Tipo idade: Anos
    Idade: 2
    Raça: Cruza Braford
    Animal: Novilhos
    Valor: R$ 3,80
    Cidade: Herval
    Estado: RS
    País: Brasil
    Observação: Excelentes novilhos, carrapateados
    Imagens do lote

    NOVILHOS LEVES À VENDA

    NOVILHOS
    Lote: 0207
    Quantidade: 15
    Peso Médio: 250
    Sexo: Machos
    Tipo idade: Anos
    Idade: 1,5
    Raça: Cruza Angus
    Animal: Novilhos
    Valor: R$ 3,80
    Cidade: Herval
    Estado: RS
    País: Brasil
    Observação: CARRAPATEADOS, NOVILHOS COM QUALIDADE.
    Imagens do lote

    sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

    COMPRA DE TERNEIROS, NOVILHOS E VACAS DE INVERNAR




     ESTAMOS BUSCANDO PARA CLIENTES 
    GADO DE QUALIDADE, PREFERENCIALMENTE CARRAPATEADOS

    - TERNEIROS EUROPEUS OU CRUZAS EUROPÉIAS
    LOTES COM PESO ATÉ 200 KG 

    - NOVILHOS EUROPEUS OU CRUZAS EUROPÉIAS 
    LOTES COM PESO DE 260 ATÉ 290 KG 
    LOTES COM PESO DE 300 ATÉ 330 KG

    - VACAS DE INVERNAR

    - PAGAMENTO À VISTA


    MAIORES INFORMAÇÕES COM LUND PELOS FONES 053.99941513 ou 053.81113550
       

    Rabobank apresenta perspectivas para o agronegócio brasileiro em 2014


    O Rabobank Brasil divulga um panorama sobre as principais commodities brasileiras, por meio do estudo “Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro 2014”...
    Rabobank apresenta perspectivas para o agronegócio brasileiro em 2014
    O Rabobank Brasil divulga um panorama sobre as principais commodities brasileiras, por meio do estudo “Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro 2014”, realizado pelo departamento de Pesquisa e Análise Setorial (FAR) do banco. O material contempla as principais tendências para os mercados de fertilizantes, açúcar, etanol e cana, café, algodão, soja, milho, bovinos, frango, suco de laranja e leite.
    De acordo com o relatório do Rabobank, o cenário macroeconômico para 2014 aponta para recuperação gradativa da economia global. Além disso, o estudo também traz as expectativas para a taxa de câmbio em 2014. “Com a deterioração da balança comercial e o crescimento das despesas com serviços externos, o déficit brasileiro em transações correntes cresceu rapidamente. Como a entrada de recursos externos não seguiu o mesmo ritmo, a escassez de dólares passou a colocar pressão altista no câmbio”, explicou Robério Costa, economista-chefe do Rabobank.
    Já o Brasil, segundo a análise do banco, terá o saldo em transações correntes da balança comercial com o crescimento de 4,0% do PIB, em 2013, para 4,3%, em 2014. O estudo também traça um cenário que a hipótese de câmbio ficará em torno de R$ 2,50/USD no Brasil ao final do ano (R$ 2,40/USD na média).
    Destaques do estudo:
    Fertilizantes
    A queda nos preços internacionais de fertilizantes pode promover a retomada da demanda asiática. No lado da oferta, novas capacidades de produção devem vir em linha com o crescimento do consumo. A perspectiva é que os preços em 2014 continuem estáveis no primeiro semestre, mesmo após a forte queda nas cotações internacionais.
    Assim como em 2013, o esperado aumento da demanda não necessariamente será traduzido em margens mais elevadas para todos os elos da cadeia de fertilizantes. As diferentes estratégias quanto ao gerenciamento de estoques e de volatilidade do câmbio devem fazer com que a indústria de fertilizantes continue a apresentar resultados bastante heterogêneos no próximo ano.
    Açúcar, etanol e cana
    As estimativas iniciais apontam para o quarto ano de excedente de produção de açúcar, na safra internacional 2013/14. Apesar de menor do que o estimado para a safra 2012/13, caso se confirme, o excedente elevará ainda mais a relação estoque/consumo do mercado mundial. Já a safra de cana no Centro/Sul do Brasil se aproxima da capacidade instalada e o volume de moagem em 2014/15 deverá ser semelhante ao observado na safra 2013/14. Esperam-se níveis de ATR ligeiramente melhores e mix de produção entre 44% e 46% para o açúcar.
    A projeção de excedente, na safra internacional 2013/14, deve continuar pressionando os preços, que devem manter-se entre US$ 17 c/lb e US$ 18 c/lb na média, ao longo do ano. O câmbio será fator determinante no desenvolvimento dos preços em 2014. Quanto ao etanol, o aumento da demanda e o esperado aumento do preço da gasolina devem elevar o preço ao produtor. O litro do etanol hidratado e do anidro deve ficar em torno de R$ 1,29 e R$ 1,47, respectivamente, na média em 2014.

    Café
    As perspectivas apontam que a safra brasileira 2014/15 deve ser de alta. As perspectivas para a produção na Colômbia também são de crescimento, porém, na América Central a produção deve diminuir em 2014, dado o impacto da ferrugem na região. A produção mundial de café robusta deve aumentar e essa previsão deve-se, em grande parte, à expectativa de safra cheia no Vietnã.  As projeções preliminares para o ano-safra internacional de 2013/14 (out-set) sugerem que a produção mundial deve exceder o consumo pelo terceiro ano consecutivo.
    Para os preços, as expectativas de mais um ano de excedente mundial e, consequentemente, de mais um ano de aumento dos estoques globais, indicam que existe pouco espaço para recuperações significativas dos preços internacionais. Os fatores com maior potencial para alterar essas perspectivas são o desenvolvimento dos cafezais brasileiros até meados de 2014 e os impactos da ferrugem na oferta da América central, no mesmo período.
    Algodão
    Os baixos preços no mercado global têm estimulado a substituição do algodão por outras culturas. Assim, a expectativa é de redução de 6,5% na produção mundial da fibra. Essa queda, porém, não deverá causar grande impacto nos estoques, uma vez que se prevê redução no consumo. Quanto ao plantio brasileiro, na nova safra 2013/14 espera-se aumento próximo a 12% em área, tendência oposta ao comportamento mundial e ao verificado em 2012/13, quando os preços estimularam a produção de grãos, em detrimento da pluma.
    Para os produtores brasileiros, os custos operacionais da lavoura estão mais elevados este ano nas principais regiões produtoras do Brasil. Além disso, os investimentos em químicos deverão aumentar, dada a preocupação com a infestação da lagarta Helicoverpa armigera.
    Soja
    Com a oferta global estimada em 282 milhões de toneladas e demanda projetada em 269 milhões, a expectativa é de recomposição dos estoques internacionais de soja pelo segundo ano consecutivo. O Brasil deve contribuir com o aumento na oferta global do grão, com o plantio de 29 milhões de hectares, 4,5% maior que a safra anterior. A expectativa é que sejam colhidos 88 milhões de toneladas de soja, volume 8,8% superior ao registrado em 2012/13.
    A estimativa é que a relação estoque/consumo global atinja 26,5%, em 2013/14, ante os 23,9% registrados no ciclo anterior. A provável recuperação do índice sugere que os preços internacionais se mantenham em patamares inferiores aos registrados em 2013. Apesar da elevação nos custos de produção da safra brasileira de 2013/14, as perspectivas ainda são de margens positivas no campo, principalmente para os produtores que conseguirem atingir níveis satisfatórios de produtividade.
    Milho
    No ciclo 2013/14, a produção mundial deverá expandir-se em 11,5%, resultando em 957 milhões de toneladas. Assim, mesmo ante uma expansão do consumo, projetada em 6,2%, a 927 milhões de toneladas, espera-se aumento dos estoques e pressão nos preços em Chicago.
    Quanto ao quadro nacional de oferta e demanda, estima-se elevação dos estoques de 6%, para 14,3 milhões de toneladas, possibilitando também um direcionamento baixista dos preços internos. Com um excedente global projetado em 30 milhões de toneladas, indicando uma expansão de 23,5% do nível de estoques globais de passagem para 151 milhões de toneladas, o maior patamar em 12 anos, espera-se que 2014 seja marcado por pressões na CBOT.
    Considerando o aumento dos custos de produção, as perspectivas para os produtores brasileiros de milho, em 2013/14, são de margens apertadas e elevado risco para resultados negativos. O desempenho das exportações brasileiras será decisivo para a performance do setor, definindo os níveis dos estoques ao final da safra e, assim, o direcionamento das cotações.
    Carne bovina
    O Rabobank prevê que 2014 seja marcado por ligeiro aumento da produção global de carne bovina, dada a expectativa de aumento de produção em países do hemisfério Sul. Mesmo com aumento de produção no Brasil em 2014, a oferta global, ainda restrita, e o câmbio relativamente depreciado, tendem a manter atrativo a exportação da carne brasileira.
    As perspectivas para os preços globais da carne bovina em 2014 devem oscilar ao redor dos patamares observados em 2013, com possibilidade de aumento limitado. No Brasil, altas significantes no preço da carne e do boi gordo tendem a ser limitadas pela continuidade da oferta regular de animais, pelo baixo crescimento da renda real no país e pela concorrência das outras carnes.
    Frango
    No Brasil, espera-se aumento moderado da produção em 2014, sempre com vistas ao desenvolvimento das exportações.
    Quanto aos preços internacionais da carne de frango, espera-se que oscilem em patamares similares aos observados em 2013, em decorrência de aumento global gradual da produção de frangos e da oferta ainda restrita de outros tipos de carne.
    A expectativa do Rabobank é de que o ambiente seja mais favorável para os frigoríficos com operações no Brasil, sustentado por preços menores dos grãos, bem como pela demanda firme por exportações brasileiras.
    Suco de laranja
    Após as 280 milhões de caixas produzidas no estado de São Paulo na safra 2013/14, espera-se recuperação moderada na produção em 2014/15. Estimativas apontam para volumes em torno de 300 milhões de caixas, número ainda distante dos observados em anos anteriores. Quanto ao FCOJ, os estoques globais devem diminuir para patamares mais moderados em 2014, com a indústria moendo quantidades menores de laranja em 2013. A demanda por suco de laranja deve-se manter relativamente estável ou apresentar leve queda em 2014.
    Com estoques menores projetados para FCOJ no sistema, e sem grandes alterações na demanda da Europa, os preços de FCOJ Roterdã tendem a apresentar leve aumento em 2014. Em relação à laranja, espera-se que a demanda da indústria por matéria-prima aumente em 2014, em função do menor nível de estoque de suco atual. Isso deve refletir-se em preços ligeiramente superiores em 2014, em comparação com o ano anterior.
    Leite
    No mercado brasileiro, a evolução positiva da rentabilidade do produtor registrada em 2013 será determinante para o aumento da oferta de leite em 2014. Por outro lado, as expectativas de menor crescimento da economia e pressões inflacionárias poderão limitar o aumento da demanda. Já no mercado global, o setor deve continuar vivendo bons momentos em termos de rentabilidade, resultado dos elevados preços pagos ao produtor, da queda nos custos e da estabilidade da demanda.
    No mercado doméstico, os preços ao produtor em 2014 devem apresentar tendência de queda em comparação com 2013, considerando as projeções de demanda inalterada e o aumento moderado da oferta. Os derivados lácteos, de forma geral, também devem apresentar preços inferiores aos observados no terceiro trimestre de 2013. No mercado internacional, os preços devem manter-se próximos aos registrados em 2013 na maior parte do ano. Espera-se que o leite em pó integral fique abaixo de US$ 5.000,00/tonelada apenas no terceiro trimestre do ano.
    A rentabilidade dos produtores de leite no Brasil e nos principais mercados produtores deve manter-se em patamares relativamente atrativos em 2014, seguindo as perspectivas de menores custos da ração. A indústria brasileira deve sustentar as margens de 2013, com potencial de aumento em caso de retração no preço do leite pago ao produtor. Os preços dos derivados, por sua vez, parecem ter pouco espaço para reduções significativas nos preços.
    Sobre o Rabobank
    Com sede em Utrecht, na Holanda, o Rabobank possui cerca de 10 milhões de clientes, cerca 60 mil funcionários e está presente em mais de 40 países. No Brasil, o Rabobank está presente há mais de 20 anos, com foco em Food & Agri. A instituição tem atualmente 15 agências no interior do país, em oito estados brasileiros, atendendo a produtores rurais e grandes empresas agroindustriais, com uma gama de serviços financeiros que inclui consultoria a empréstimos, gestão de riscos e investimentos.
    Fonte:  Rabobank

    Plano que estimula cuidado ambiental e ganhos econômicos na agropecuária começa a avançar no Rio Grande do Sul

    Na última safra quase 900 contratos foram fechados no Estado no Programa ABC


    Plano que estimula cuidado ambiental e ganhos econômicos na agropecuária começa a avançar no Rio Grande do Sul Nina Boeira/Especial
    Produtor de Lavras do Sul acelerou investimentos com crédito do Programa ABCFoto: Nina Boeira / Especial
    Lançado na safra 2010/2011, o plano que prevê incentivar a cultura de baixo carbono na agricultura só recentemente começou a avançar no Rio Grande do Sul. Tendo como um dos pilares o crédito com juro de 5% ao ano, abaixo da inflação, o que representa subsídio, e até 180 meses para pagamento, o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura – nome completo do pouco conhecido Plano ABC – pretende incentivar práticas que colaborem na redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa.

    No Estado, foi fechado um contrato no primeiro ano. Na safra 2012/2013, o sistema ganhou 898 adesões. E sobraram recursos para projetos no país: ficaram em caixa R$ 500 milhões dos R$ 3,5 bilhões previstos para a temporada. Dos R$ 4,5 bilhões destinados a 2013/2014, só R$ 647,3 milhões foram utilizados até agora.

    A dificuldade do produtor em perceber lucro no curto prazo, aliada à exigência de projetos de maior complexidade para liberação do crédito e à concorrência de outras linha de financiamento, com taxas ainda menores, estão entre os motivos citados por especialistas para a baixa procura.

    – O número de contratos está menor do que na safra 2012/2013. Ficamos um pouco desapontados. Não sabemos a razão de isso ter ocorrido – diz Angelo Gurgel, coordenador do Observatório ABC, entidade criada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para debater o tema.

    VÍDEO: o gerente de mercado de agronegócios do Banco do Brasil, João Paulo Comerlato, fala sobre o Programa ABC
    http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/campo-e-lavoura/2014/01/campo-lavoura-como-obter-credito-para-plantar-cuidar-meio-ambiente/58590
    A decisão de incentivar o produtor a adotar práticas que aliem cuidado ambiental e ganhos econômicos foi tomada após o Brasil assumir compromisso voluntário de redução de emissão de gases com a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil e no Estado, 80% dos contratos fechados com o Programa ABC estão vinculados à recuperação de pastagens e à integração lavoura-pecuária- floresta, justamente ações que mais contribuem para redução das emissões e ampliam a retenção do gás carbônico (CO2)no solo. Apesar dos números ainda modestos, o Ministério da Agricultura faz uma avaliação positiva da procura.

    – Qualquer linha de crédito que se lance não flui rapidamente. É uma roda que demora a pegar velocidade. Isso também porque são projetos mais elaborados e com implementação complexa – avalia o coordenador do plano no Ministério da Agricultura, Elvison Nunes Ramos.

    Financiamento para tornar o solo mais fértil
    O crédito oferecido no Programa ABC promoveu mudança nas atividades do produtor Telmo Ferreira, de Lavras do Sul. Não só pela novidade do plano, mas porque representou o primeiro financiamento tomado pelo pecuarista, há 19 anos à frente da propriedade onde cria cerca de 1,1 mil animais, entre bovinos, ovinos e cavalos crioulos,em 1,1 mil hectares.

    O trabalho para recuperação de pastagens era feito com recursos próprios, mas juro baixo e prazos atrativos (três anos de carência e oito anos para pagamento) convenceram Ferreira, em 2013, a buscar o ABC. A recomendação para contratação do crédito veio justamente para aumentar a rentabilidade do negócio.

    – Se não tivesse retirado o recurso, levaria mais cinco ou seis anos para fazer o serviço – estima o pecuarista.

    O trabalho para correção do solo, com adubações e uso de calcário, tinha como meta melhorar o campo nativo e a produtividade, sem ampliar o número de animais. Em menos de um ano, o resultado já aparece.Ferreira está satisfeito com o aumento na produção de matéria verde, que já se reverte em ganhos entre 10% e 15% no peso dos animais.

    – Se no final dos oito anos, mesmo sem ganho direto, tiver melhorado a fertilidade no solo, me dou por satisfeito. A preocupação é com a preservação do campo nativo – comenta o produtor.
    fonte: Zero Hora

    quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

    Intensificação na pecuária de corte, o caminho para aumentar produção e melhorar resultados

    140109 artigo renato ps compac
    Aumento nos abates de fêmeas no RS
    O abate fiscalizado de bovinos no Rio Grande do Sul teve aumento de 2,5% nos primeiros três trimestres de 2013, em relação ao mesmo período de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    Vale ressaltar que os abates clandestinos, ou não fiscalizados, não entram nesta conta. A título de informação, estima-se que os abates não fiscalizados fiquem em torno de 30%, na média Brasil (Scot Consultoria). Para o Rio Grande do Sul, segundo o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul – SINCADERG, a taxa é de cerca de 20%.
    Neste artigo consideramos apenas os abates formais, ou fiscalizados, no Rio Grande do Sul, e estão inclusas as categorias: bois, vacas, novilhos e novilhas.
    Esta variação foi positiva em função do incremento no abate de fêmeas no estado, que passou de 29,7 mil cabeças, nos primeiros nove meses de 2012, para 36,2 mil cabeças no mesmo período de 2013, alta de 21,7%, enquanto que o abate de machos caiu 7,8% no mesmo período, de 55,3 mil cabeças para 51,0 mil cabeças, veja na tabela a seguir.
    Abate de machos e fêmeas no RS, de janeiro a setembro, em 2012 e 2013.
    Abates
    2012
    2013
    Var. (%)
    Machos
    55.295
    51.002
    -7,8%
    Fêmeas
    29.717
    36.167
    21,7%
    Fonte: IBGE / Elaboração Lance Agronegócios
    Maior área de lavoura e menor rebanho
    Alguns fatores podem a ajudar a entender o crescimento nos abates, como o aumento na área de lavouras.
    Da safra 2012 para 2013, o plantio de soja no Rio Grade do Sul aumentou 421 mil hectares (10%), passando de 4,197 milhões de hectares para 4,618 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).
    Parte deste avanço ocorreu sobre áreas de milho, que diminuíram 7,2% no mesmo período, ou 120 mil hectares, mas boa parte foi sobre áreas de pecuária de corte, possivelmente áreas de cria, que os pecuaristas arrendaram para o cultivo de soja.
    Isto ocorreu devido ao boom de preços do produto no mercado nacional e internacional, e consequente crescimento na rentabilidade, principalmente em relação à cria, que é um sistema que utiliza menor aporte de tecnologia e geralmente tem rentabilidade menor que a engorda.
    O incremento no abate de fêmeas (matrizes ou futuras matrizes) pode causar mais um ano de diminuição no efetivo bovino do estado em 2014. O rebanho inicial de 2013 caiu 2,3% em relação a 2012 (IBGE).
    Integração de sistemas
    A melhora nos resultados econômicos na pecuária de corte é a única saída para que a atividade se mantenha e não diminua cada vez mais.
    Há exemplos de fazendas (Unidades Integrari de Referência) que reduziram próximo a 50% a área destinada à pecuária de corte  no verão, criando um sistema de maior área de pastagens de inverno no período entre os plantios de soja, e estratégias de suplementação durante o verão, como fenação, silagem, diferimento de potreiros, redução de carga e pastagens de verão de maior suporte. A tendência é de que a produção de carne aumente. Desta forma, incrementando a produtividade e os resultados do sistema como um todo.
    A estratégia não deve ser disputar com a lavoura por uma área maior, mas sim a integração de sistemas como uma visão holística da produção.
    A produção de carne pode e deve aumentar sem crescimento da área, com mais utilização de tecnologia, diminuição da idade de abate, ao acasalamento, melhora nas taxas de prenhez, peso de desmama e carcaça.
    Estes índices têm melhorado nos últimos anos, mas ainda há muito a ser trabalhado.
    Por Renato Bittencourt
    fonte: Lance Agronegócios

    LUND NEGÓCIOS "PASTOS" - Arrendamento Temporário de Pastagens.

    Atenção !!!   Atenção!!!   Atenção!!!






    Neste ano de 2014, estaremos criando um NOVO ESPAÇO em nosso SITE www.lundnegocios.com.br , dentro do Classifi"gado"

    É o LUND NEGÓCIOS "PASTOS"



    consiste em:

    "ARRENDAMENTO TEMPORÁRIO DE PASTAGENS"
    Espaço para anúncio e negociação de áreas de pastagens temporárias disponíveis na região Sul do RS

    O objetivo é ser um instrumento de busca e aproximação das partes interessadas, ou seja, tanto os pecuaristas que necessitam dessas áreas para pastoreio temporário, como os lavoureiros que têm a disponibilidade dessas pastagens nos intervalos se suas safras terem uma ferramenta facilitadora.
    Com este espaço, estaremos procurando facilitar a busca tanto de pastagens de inverno como de verão que estarão disponíveis para arrendamento temporário em nossa região.

                                                             Maiores informações em breve
                                                             Aguardem!!!


    2º Encontro Pan-Americano sobre Manejo Agroecológico de Pastagens


    O êxito do 1º Encontro Pan-Americano sobre Manejo Agroecológico promovido pela UFSC, UFFS, ASCOOPER,Prefeitura Municipal de Chapecó, Instituto André Voisin, realizado em Chapecó, SC, em 29 setembro a 1 outubro de 2011, deliberou a realização de encontros similares bianualmente. 
       O 2º Encontro Pan-Americano sobre Manejo Agroecológico de Pastagens – PRV nas Américas será realizado nos dias 07 a 09 de abril de 2014, em Pelotas sob os auspícios da UFPEL, UFSC, UFSM, UR, IAV, Via Campesina, FEPAGRO, IFSUL, UFFS, UNIPAMPA, EMATER-RS, EMBRAPA Clima Temperado e Prefeitura Municipal de Pelotas.
     “O PRV (Pastoreio Racional Voisin) tem sido a base material para a produção bovina sustentável, e tem experiências de sucesso em toda a América. Da Patagônia ao Canadá, passando pelos trópicos, há experiências exitosas de PRV com bovinos de leite e corte, búfalos e ovinos”, relatou Machado Filho, da Comissão Organizadora do primeiro encontro.
    O principal objetivo do Evento é promover uma troca de experiências, bem como a divulgação de resultados de pesquisas na área, reunindo agricultores, técnicos, gestores, pesquisadores, professores e estudantes. Com um formato original, e referenciado na Agroecologia, o encontro está aberto a receber trabalhos de pesquisa e relatos de experiência até 15 de dezembro de 2013. Na programação do Encontro também estão previstas palestras, mesas-redondas com renomados especialistas da área, produtores com vasta experiência em PRV e técnicos, do Brasil, Estados Unidos, Cuba, Chile, Colômbia, Venezuela, Equador e Argentina. O Professor Luiz Carlos Pinheiro Machado, autor da expressão “Pastoreio Racional Voisin” e principal estudioso e incentivador do método, fará a palestra de abertura.
    A presente proposta tem como objeto um Encontro de caráter internacional para promover e incentivar a produção de ruminantes através de conceitos agroecológicos do manejo de pastagens, apresentar técnicas consolidadas de produção e experiências exitosas desenvolvidas sobre o tema, em diversos biomas das Américas.
    A crescente demanda por produtos certificados, que assegurem ao consumidor qualidade e atendam a sua demanda ética (Hötzel, 2005) sem agredir o meio ambiente é inquestionável. Segundo Machado (2004) a criação de bovinos á base de pasto, onde é priorizada a utilização da energia solar como o insumo principal, que é infinita e sem custo, proporciona a produção de carne, leite e derivados sem o oneroso custo da degradação ambiental, ao contrário da atual agricultura industrial.
    O manejo agroecológico das pastagens é de fundamental importância para manter o sistema de produção estável, através da utilização de pastagens perenes que garantam uma boa cobertura e biocenose do solo. Essas pastagens, quando manejadas de forma correta promovem a melhoria das condições físico, químicas e biológicas do solo, através do processo biocenótico (Franz, 1968). O manejo racional das pastagens promove a melhoria do complexo solo – pasto – animal humano, porque consiste na colheita do pasto pelo animal em seu ponto ótimo de repouso, o retorno dos excrementos animais em alta concentração ao solo, e o repouso das pastagens para um rebrote vigoroso. Isso garante a perenização das espécies forrageiras, e uma alimentação de alta qualidade biológica para os animais, resultando em produtos socialmente, economicamente e ambientalmente corretos.
    O tema produção agroecológica tem despertado muita curiosidade e polêmica nos meios produtivo e acadêmico. Tratado mais como experiências bem ou mal sucedidas, essa área tem recebido pouca atenção da pesquisa científica. Entretanto, um número grande e crescente de produtores –pequenos, médios, grandes, de leite, de corte, de ovelhas, de búfalos - tem adotado essa proposta. Um número ainda pequeno de pesquisadores tem dado atenção ao tema, mas esse número também é crescente e não se limita ao território nacional. Assim, é oportuno promover o 2º encontro que reúna pesquisadores, produtores, técnicos, estudantes e gestores, para que sejam avaliadas e compiladas as experiências e resultados científicos e empíricos que envolvem o manejo agroecológico de pastagens em toda a América. Desse evento certamente sairão diversas questões originais de pesquisa, bem como respostas a muitas dificuldades práticas eventualmente encontradas por produtores. Para tal, o evento será sediado em Pelotas-RS, onde diversas instituições, especialmente EMPRABA, EMATER e COPTEC vêm trabalhando com produção animal ecológica, com produtores para que utilizem o sistema PRV. Como no Primeiro Encontro, a originalidade do evento é reunir a pesquisa, a extensão, os setores produtivos e acadêmicos, em torno de um tema comum e de maneira horizontal, onde os saberes de cada um desses setores são respeitados e trazidos ao debate. Além do que, reunirá participantes de toda a América, agregando experiências dos mais diversos agroecossistemas.

    quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

    Excelentes novilhas a venda.

    NOVILHAS
    Lote: 0206
    Quantidade: 100
    Peso Médio: 350
    Sexo: Fêmeas
    Tipo idade: Anos
    Idade: 2
    Raça: Aberdeen Angus
    Animal: Novilhas
    Valor: R$ 1.200,00
    Cidade: Canguçu
    Estado: RS
    País: Brasil
    Observação: Excelentes novilhas vazias, carrapateadas e conhecem mio mio, gado de genética de ponta, o proprietário da aparte no lote .
    Imagens do lote

    Cotações do gado gordo e de reposição em 08.01.2014 - PELOTAS - RS



    PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS



    *PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
     EM 08.01.2014

    BOI:    R$ 7,90 a R$ 8,10
    VAC
    A: R$ 7,50 a R$ 7,70

    PRAZO: 30 DIAS

    *PREÇOS MÉDIOS À PRAZO NA REGIÃO DE PELOTAS.
     NESTES PREÇOS NÃO ESTÃO INCLUÍDAS AS BONIFICAÇÕES.   

    FONTE: PESQUISA REALIZADA

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    PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS



      REGIÃO DE PELOTAS

     *PREÇO POR KG VIVO
       EM 08.01.2014

       KG VIVO:
       BOI GORDO:    R$ 3,90 A R$ 4,10
       VACA GORDA: R$ 3,50 A R$ 3,60

       PRAZO PARA PAGAMENTO: 30 DIAS

       FONTE: PESQUISA REALIZADA
       POR http://www.lundnegocios.com.br

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    PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS


    REGIÃO DE PELOTAS
    EM 08.01.2014            

    TERNEIROS  R$ 3,70 A R$ 4,00      
    TERNEIRAS  R$ 3,50 A R$ 3,70
    NOVILHOS    R$ 3,50 A R$ 3,80
    NOVILHAS    R$ 3,40 A R$ 3,60
    BOI MAGRO R$ 3,40 A R$ 3,70
    VACA DE INVERNAR R$ 2,80 A R$ 3,00

    *GADO PESADO NA FAZENDA

    FONTE: PESQUISA REALIZADA
    POR http://www.lundnegocios.com.br

    Primeira loja exclusiva da Carne Certificada Hereford® será inaugurada em janeiro




    O Empório do Pampa, projetado para suprir uma lacuna no varejo de carnes do Rio Grande do Sul, abre as portas em janeiro. A primeira loja, instalada em Santa Cruz do Sul, é pioneira em conceito de comercialização e produto. “Será a primeira loja do Brasil a vender exclusivamente Carne Certificada Hereford® para os cortes de bovinos, oferecendo uma linha completa de produtos para churrasco, do carvão a sais especiais, além de um grande portfólio de cervejas artesanais e vinhos regionais”, explica Cristiano Mendes, um dos sócios do empreendimento.

    O empresário conheceu o programa de certificação através do BeefSummit Sul, realizado em abril, em Porto Alegre, pelo BeefPoint, em parceria com a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). “Ali enxergamos uma excelente oportunidade de juntar o nosso objetivo de promover o consumo de carne de qualidade, trabalhando em parceria com uma associação de pecuaristas que criou o primeiro programa de carne certificada do país, e que hoje faz um grande trabalho para disseminar este projeto conectando todos os elos da cadeia”, revela.


    A proposta, entretanto, avançou em complexidade, e alcançou uma dimensão simbólica. “De um lado existe um trabalho fantástico sendo realizado pelos pecuaristas, produzindo carne de excelente qualidade, apoiados por programas como o da Carne Pampa®, da ABHB. E na outra ponta, o consumidor que encontra este produto nas prateleiras dos supermercados. Vimos que está faltando educar este consumidor para que entenda a diferença entre um produto certificado e o não certificado. Precisamos contar a história dessa gente do campo; histórias como a do Ricardo Lopes (Carioca), produtor de Bagé, que preserva o Bioma Pampa como pastagem em sua propriedade, que com muito amor ao que faz, com genética avançada e técnicas de manejo, entregam um produto de qualidade muito superior aos demais”, antecipa.
    Sobre o selo Hereford®
    O selo Carne Certificada Hereford® acompanha todas as marcas certificadas pelo programa Carne Pampa® da ABHB, atestando a presença da qualidade das raças Hereford e Braford. Na prática, o selo assegura a procedência e os padrões de acabamento da carne produzida, garantindo o sabor e a maciez inigualáveis produzidas pelas raças, que tanto agradam os consumidores mais exigentes.

    fonte: ABHB

    Novilhos e Novilhas Angus certificados tem preço recorde no RS


    Os produtores gaúchos que participam do Programa Carne Angus Certificada recebem, hoje, a maior cotação da pecuária brasileira.
    Segundo levantamento da Associação Brasileira de Angus, o novilho (macho ou fêmea) Angus certificado é vendido por até R$ 132,00 a arroba (equivalente a R$ 8,80 por quilo) no Rio Grande do Sul. Em contrapartida, o bovino comum macho recebe R$ 117,00 por arroba (R$ 7,80/kg) e a fêmea R$ 112,50/arroba (R$ 7,50/kg). Os preços do estado hoje equivalem ou superam os praticados para animais Angus no estado vizinho (SC), onde devido a legislação sanitária que impede a entrada de animais, os preços praticados são sempre superiores as demais praças.
    “O criador participante do Programa Carne Angus Certificada recebe bonificação superior aos demais. Trata-se de um ganho fantástico, que valoriza a genética Angus. Além disso, podemos afirmar com absoluta convicção que este é o melhor preço pago na pecuária em todo o país”, assinala Paulo de Castro Marques, Presidente da Associação Brasileira de Angus.
    fonte: ABA

    Como são realizados os cortes de carne bovina pelo mundo (com fotos)



    Confira abaixo como são realizados os cortes cárneos em diversas partes do mundo
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    Corte de Carne – Argentina:
    Captura de Tela 2014-01-06 às 14.57.43
    Corte de Carne - Austrália: 
    Captura de Tela 2014-01-06 às 14.57.55
    Corte de Carne – Estado Unidos:
    Captura de Tela 2014-01-06 às 14.58.08
    Corte de Carne – Detalle Estados Unidos:
    Captura de Tela 2014-01-06 às 14.58.36
    Corte de Carne – Espanha:
    Captura de Tela 2014-01-06 às 15.04.51

    Fonte: photorecipestepbystep.com, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint. 

    terça-feira, 7 de janeiro de 2014

    O publicitário que criou a campanha e um professor de marketing analisam a campanha Tony Ramos da Friboi e sua repercussão



    Se você morou ou esteve no Brasil nos últimos 12 meses e é usuário de internet, possivelmente não passou impune. O bordão “É Friboi?” virou moda nas redes e em todo o lugar.
    No Açougue Mercadão Casa do Espeto, no bairro da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo, a gerente Ednailda dos Santos Araújo já se acostumou com os clientes que perguntam a marca do espetinho na hora do almoço, seja fazendo piada, seja procurando efetivamente o produto da Friboi. “Há uns seis meses muita gente começou a perguntar qual era a marca da carne”, diz.
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    No açougue Tenessee, na Avenida Sapopemba, zona leste de São Paulo, José Roberto Belucci, gerente de loja, também já ouviu diversas vezes o bordão publicitário do ano. “Sempre aparece um perguntando se é Friboi”, diz Bellucci.
    Essa febre é resultado do esforço da JBS-Friboi em reforçar sua presença no varejo. Ao longo dos últimos nove meses, a empresa apostou pesado em uma longa estratégia de marketing que segue no ar, e deve continuar por mais alguns anos.
    A campanha, de criação e desenvolvimento da Lew’Lara\TBWA, é um dos principais casos do ano na publicidade, tanto pelos resultados quanto pela capacidade de disseminação do mote da comunicação entre o público. Virou um dos termos mais mencionados no Twitter. “Tem sido uma campanha relevante porque traz uma quebra de paradigma na transição de uma marca corporativa para uma marca efetivamente mercadológica”, aponta Marcelo Toledo, professor de planejamento de comunicação da Escola Superior de Propaganda de Marketing (ESPM).
    “É sempre um risco. Nunca sabemos se essas campanhas mais sérias pegam ou não”, diz Manir Fadel, CCO (sigla em inglês para criativo-chefe) da Lew’Lara\TBWA.
    Fadel conta que a campanha começou a partir do estouro de matadouros clandestinos no começo do ano. “Ali havia crimes trabalhistas, ambientais, sanitários. A reação imediata seria a rejeição ao produto”, explica. Segundo Fadel, a preocupação da marca foi mostrar que mesmo que esse “submundo da carne” existisse, também havia empresas empenhadas em criar produtos de alta qualidade.
    A primeira série de vídeos veio então com o ator Tony Ramos, apresentando quase uma reação aos escândalos do começo do ano. “Tony Ramos foi uma escolha muito acertada. Ele é uma pessoa pública sem escândalos no currículo, uma figura de retidão”, explica o CCO da Lew’Lara\TBWA. “Precisávamos de um ícone de respeito e confiança.”


    Em um segundo momento, foi a vez de chegar ao ponto de venda. Os vídeos, que tiveram como principal meio a televisão, apresentavam cenas cotidianas, em que personagens do dia a dia tinham as compras interrompidas por uma aparição repentina de Tony Ramos. “Nunca fomos orientados a prestar atenção na marca da carne”, explica Fadel.
    Por isso, a proposta da campanha era ir adiante e ultrapassar as barreiras do marketing com o objetivo no aumento nas vendas. “É um assunto novo e a proposta era promover essa grande mudança de hábitos”, explica.
    Foi aí que veio a surpreendente referência ao humor. Diante da reação do público na internet, agência e cliente optaram por abraçar esse modelo, chegando a criar, por exemplo, os “ringtonys”, toques de celulares gratuitos com vozes perguntando se a carne é Friboi. “Ficamos surpresos porque ao contrário do mote dos ‘Pôneis Malditos’ que fizemos para a campanha da Nissan, a ideia dessa campanha era séria”, explica. “Mas o caminho do bom humor ajudou ainda mais e acabamos fazendo um grande trabalho de internet também.”
    Na terceira fase, a ideia da campanha era disseminar o conceito Brasil a fora. Diversos vídeos ambientados em variadas partes do país começaram a ocupar os intervalos na televisão, ampliando a identificação entre a marca e o cliente.
    Depois de dizer quem são, o que fazem e onde atuam, como explica o professor Toledo, agora a Friboi passa a mostrar o que “pensa sobre o mundo”. “Em média, a decisão de compra é 40% pelo produto e 60% pelo que a empresa é. As empresas estão começando a entender que existe uma coisa chamada reputação que transcende marca e preço”, diz. Daí o novo apelo, agora com os cozinheiros especiais.
    Commodity com valor intangível
    Ao pensar em clássicos como esponjas de aço e lâminas de barbear, possivelmente marcas já vieram imediatamente à sua mente. O mesmo não acontece quando o produto em questão é a carne bovina. Daí o maior desafio da campanha da Friboi: colocar o consumidor em contato o valor da empresa.
    Para Toledo, essa é uma forma de garantir as vendas do produto mesmo com preços acima da média de mercado. “Quando esse conceito está construído e exposto, a empresa pode trabalhar com produtos mais caros, por que isso não deverá interferir nas vendas.”
    Muito bom humor
    Não há dúvidas que o bom humor brasileiro também empurrou (e muito) a os resultados da empresa. Diante das aparições repentinas do astro da campanha, a reação imediata do público foi a piada. Os chamados memes tomaram conta das redes sociais, com todo o tipo de gracinha.
    Fonte: IG Economia, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.