quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Expointer no alvo das mobilizações

Fiscais estaduais agropecuários decidiram pela paralisação de dois dias em vez de adotar operação-padrão durante a feira


Gisele Loeblein: Expointer no alvo das mobilizações Fernando Gomes/Agencia RBS
Trabalho dos fiscais é considerado fundamental na entrada do parque Assis BrasilFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Depois de acenar com a possibilidade de realizar operação-padrão durante a 38ª Expointer, o que poderia comprometer a entrada dos animais – que começam a chegar na próxima segunda-feira ao parque Assis Brasil, em Esteio –, os fiscais estaduais agropecuários decidiram voltar atrás. Em assembleia realizada à noite desta terça-feira, optaram por concentrar a mobilização em dois dias.
A primeira será na abertura dos portões, dia 29. A segunda, dia 4 de setembro, no desfile dos campeões.
– A questão do bem-estar animal e também o trabalho dos produtores rurais pesaram na decisão. Mas a gente quer deixar claro a relevância da nossa atividade durante a feira – argumenta Antonio Augusto Medeiros, presidente da Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários (Afagro).
Caso novo parcelamento de salários ocorra, os fiscais poderão, no entanto, paralisar as atividades entre 1º e 4 de setembro, ainda no período da feira. Nesta quarta e quinta, a inspeção de abates em frigoríficos da esfera estadual será mantida, ficando parada na sexta. Inspetorias e postos fixos de divisa manterão 30% das atividades.
Reconhecendo a legitimidade das reivindicações, entidades do setor se preocuparam, ontem, diante da possibilidade de redução no ritmo de entrada dos 2,3 mil animais rústicos e 4,7 mil de argola inscritos para a exposição.
– Há animais que vêm de outros Estados. Na admissão, é preciso ter presteza – afirma Eduardo Finco, presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac).
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, tem apelado ao bom senso dos servidores e diz não cogitar a hipótese da feira não sair:
– Esperamos que haja bom senso para que as coisas funcionem dentro da normalidade.
Depois do temporal que destruiu estruturas, da chuva que alagou o parque, da necessidade de elaborar o PPCI, a possibilidade de ficar sem o fundamental trabalho dos fiscais trouxe outra nuvem de preocupação sobre o parque que, por ora, se dissipou.
fonte: ZH

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