terça-feira, 2 de agosto de 2016

Carne in natura liberada pelos EUA: Farsul projeta benefícios a médio e longo prazo para o RS

Previsão é que os primeiros embarques do produto comecem daqui a três meses

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) comemorou o acordo firmado, nesta segunda-feira, entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA) referente à abertura do mercado norte-americano para carne bovina in natura brasileira. A parceria deve trazer reflexos positivos para a pecuária de corte gaúcha, porém a médio e longo prazo, conforme o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.
“Este acordo tem dois aspectos extremamente positivos: o primeiro é a sinalização de que, quando o governo americano atesta que a nossa carne é boa e sadia, ele atesta para o mundo que o produto brasileiro é bom. O segundo é que no momento em que a gente entra no mercado norte-americano, aos poucos, muito provavelmente, nós vamos crescendo dentro desse mercado”, destacou.
Entre os novos mercados em potencial para aquisição da carne bovina brasileira estão México e Japão, salienta da Luz. O economista-chefe da Farsul reforça ainda que o Brasil é segundo maior exportador de carne do mundo, com capacidade para embarcar o produto para 130 países. Em contrapartida, os EUA são os maiores importadores.
Entenda
Após uma negociação de 17 anos, os governos do Brasil e dos Estados Unidos formalizaram hoje a abertura do mercado norte-americano para a carne bovina in natura brasileira. Com expectativa de aumentar em US$ 900 milhões os ganhos com exportações, a previsão é que os primeiros embarques do produto comecem daqui a três meses.
Com a chamada “equivalência dos controles oficiais de carne bovina”, tanto o Brasil pode vender o produto ao mercado norte-americano, quanto os Estados Unidos para o brasileiro. Atualmente, o Brasil vende apenas carne bovina industrializada para os EUA. O país mantém exigências sanitárias que impediam a assinatura do acordo de hoje desde o início das conversas, em 1999. De acordo com o governo, os frigoríficos brasileiros terão uma cota de até 64,8 mil toneladas por ano de carne fresca e congelada para exportar aos Estados Unidos.
Fonte:Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Nenhum comentário: