quinta-feira, 20 de julho de 2017

Marfrig vai reabrir atividades em Alegrete

Uma das notícias mais esperadas dos últimos seis meses, foi anunciada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Alimentação de Alegrete, Marcos Rosse.
O frigorífico Marfrig vai reabrir sua planta, depois de suspender os abates desde dezembro de 2016. Primeiro depois de dar ferias coletivas e dispensar os 650 funcionários, com alegação de não havia, à época, gado suficiente para abater na região.
Os trabalhadores ficaram recebendo em casa e depois foram dispensados com os seus direitos. Houve o desmonte parcial da instalações.
Depois de intensas negociações com a direção da empresa, com governo do Estado, Ministério do Trabalho foi decidido pela reabertura, já que o prazo dado pela justiça de 90 dias para que a empresa liberasse a planta ou reabrisse esta próximo de expirar. E se isso não acontecesse a empresa perderia a carta de exportação, além de ter que pagar uma multa de cerca de 15 milhões, de acordo com Rosse.
Como a empresa fechou novos contratos de exportação e outras plantas administradas pelo grupo não foram aprovadas para este fim, tiveram que ceder para reabrir a de Alegrete. A planta local tem SIF e as condições exigidas pelo mercado internacional
Como foram retirados muitos equipamentos da planta local, até que sejam recolocados no vários setores da indústria a abertura das atividades esta prevista para o início de setembro. De início, serão aproximadamente 600 empregos.
Rosse enfatiza que esta é uma das melhores notícias aos trabalhadores e para Alegrete, porque todos sabem da importância do frigorífico manter suas atividades para a economia do Município.
fonte: AlegreteTudo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Principais indicadores do mercado do boi –18-07-2017


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
17/07/17Diferença
14/Jul10/Jul14/Jun/17
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 124,200,36%-0,79%-2,62%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.130,520,00%0,41%3,05%
Margem bruta na reposiçãoR$ 918,780,80%-2,23%-8,80%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 39,040,60%1,79%0,41%
DólarR$ 3,18-0,24%-2,54%-3,02%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou alta de 0,36%, nessa segunda-feira (17) sendo cotado a R$ 124,20/@. O indicador a prazo foi de R$ 126,23.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro manteve-se estável, cotado a R$ 1130,52/cabeça nessa segunda-feira (17). A margem bruta na reposição foi de R$ 918,78 e apresentou alta de 0,80%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (17), o dólar apresentou baixa de 0,24% e foi cotado em R$ 3,18. O boi gordo em dólares registrou valorização de 0,60%, sendo cotado a US$ 39,04. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 17/07/17
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Jul/17123,38-0,24912264 
Ago/17126,09-0,303533 
Set/17127,68-0,371322 
Out/17128,83-0,374.245605 
Nov/17128,91-0,371082 
Dez/17129,33-0,3731 
Jan/18126,70-0,1300 
Fev/18129,180,10931
Mar/18134,35-0,20511 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
07/07/17125,67127,3607/07/171125,90.
10/07/17125,19125,2010/07/171125,90.
11/07/17125,49127,8411/07/171127,001128,47
12/07/17124,70126,1912/07/171138,001139,56
13/07/17124,19126,1913/07/171138,001139,56
14/07/17123,76124,6314/07/171130,521132,06
17/07/17124,20126,2317/07/171130,521132,06
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para jul/17 apresentou baixa de R$ 0,24 e foi negociado a R$ 123,38 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/17
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
17/07/17Diferença
14/Jul10/Jul14/Jun/17
Traseiro (1×1)R$ 9,900,00%-1,00%-6,60%
Dianteiro (1×1)R$ 7,000,00%-2,78%-6,67%
Ponta AgulhaR$ 7,500,00%-1,32%1,35%
Equiv. FísicoR$ 142,85-0,14%-0,68%-6,61%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 18,65-3,27%0,11%-26,63%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 142,85. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 18,65 e apresentou baixa de R$ 3,27 no dia. Conforme mostra a tabela acima
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

segunda-feira, 17 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Em junho Brasil exportou 25,1 mil cabeças de bovinos vivos



Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em junho o Brasil exportou 25,1 mil cabeças de bovinos vivos, com faturamento total de US$15,8 milhões.

Em relação a maio deste ano o volume foi 23,2% menor. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 53,3% no número de cabeças exportadas.

Do total, 15,1 mil cabeças foram embarcadas para a Turquia, que hoje é o maior cliente de bovinos vivos do Brasil.

Desde o início de 2017 foram enviados para o país 62,8 mil animais, o equivalente a 49,3% do total exportado.

fonte: Scot Consultoria

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Não acredito!!!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

fonte : Postagem de Facebook

Alertan a productores por intoxicación por consumo de Senecio


SENECIO

Desde el Instituto Plan Agropecuario alertan por el rebrote de los campos y condiciones favorables para el crecimiento del Senecio y ante esto, en distintas zonas del país se generó el consumo.
Según informó Rafael Carriquiry, integrante de la institución, esta situación ha provocado varios casos de intoxicación hepática crónica, que desembocaron en la muerte de los animales afectados.
“Si bien la planta puede no estar presente en el campo, los animales pueden estar intoxicados como causa del consumo en meses pasados. La ingestión de esta maleza es mayor en condiciones de baja oferta forrajera ya que esta maleza si bien es poco palatable se vuelve una opción de alimento para los vacunos” sostuvo.
Por otra parte se señaló que “los ovinos tienen una gran resistencia a esta intoxicación, consumen la planta en condiciones normales de pastoreo y no manifiestan síntomas”.
Al no existir tratamiento para esta patología, es importante realizar un diagnóstico para saber si los animales la padecen. “Este debe ser realizado por el veterinario, quien conociendo la historia del campo, con los datos epidemiológicos y clínicos, diagnostica la enfermedad y la confirma mediante el análisis de los tejidos o de sangre en un laboratorio. El estudio de los animales muertos (necropsia) ofrece una excelente oportunidad de confirmar el diagnóstico para esta enfermedad”.
Luego de realizar los diagnósticos y si los resultados establecen que los animales están intoxicados con esta maleza, o si se observan plantas en el campo, es recomendable iniciar alguna acción para su eliminación. 
fonte: Tardaguila Agromercados

segunda-feira, 10 de julho de 2017

UruguaY - Durante el primer semestre de 2017 se exportaron 96.891 vacunos en pie


Durante el primer semestre de 2017 se exportaron 96.891 vacunos en pie

La cifra representa 11% menos que en igual período de 2016, aunque es 26% más que en 2015; casi la totalidad de los vacunos fueron enviados a Turquía, al tiempo que se reabrió el mercado egipcio
El volumen de exportación de ganado en pie venía a un ritmo lento, pero en los últimos meses registró una recuperación y el primer semestre de 2017 cerró con 96.891 cabezas exportadas, en su gran mayoría a Turquía. Sólo en junio se comercializaron 24.775 vacunos, en dos embarques, uno de 12.814 cabezas y otro de 11.961, según datos del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP).

Al pasar raya se observa que el volumen de exportaciones de la primera mitad de este año fue 11,4% inferior al de igual período del año pasado, pero 26,6% más alto que el de 2015.

Prácticamente la totalidad de los bovinos exportados en pie fueron enviados a Turquía. De los 96.891 vacunos colocados, solamente 65 se enviaron a otro destino: Brasil.

La reapertura de Egipto

Egipto volvió a abrir su mercado al ganado uruguayo en pie luego de la visita oficial del presidente de la República, Tabaré Vázquez, acompañado de una comitiva que también integraron el presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie, Alejandro Dutra, y el presidente de la Asociación Rural del Uruguay, Pablo Zerbino.

Los operadores del negocio destacaron la importancia de tener un mercado alternativo y no depender exclusivamente de Turquía. Pero volver a hacer negocios con Egipto no será tan fácil, no solamente porque paga precios inferiores a los de Turquía, sino fundamentalmente porque no paga en dólares sino en su propia moneda y, dada la inestabilidad política de ese país, ese puede ser un riesgo importante. 


Turquía cambió las reglas

Las reglas que impuso este año el gobierno turco para la compra de terneros en pie son mucho menos beneficiosas para los exportadores y provocaron que varias empresas salieran del negocio, no solo por el riesgo que implica sino además porque las firmas internacionales que las asisten financieramente no están dispuestas a participar de acuerdos con esas características.

Este año el gobierno turco plantea una serie de multas en la descarga de los ganados, y para cobrar la carta de crédito tiene que haber una firma de aceptación de los animales por parte del ministerio de aquel país, luego que el ganado llegue al destino.

Los exportadores consideran que eso implica un riesgo muy elevado, porque tendrían que llevar los animales, que serían evaluados en Turquía, con la posibilidad de que sean rechazados por diversos motivos.

Una de las cláusulas de rechazo se denomina trauma, pero no se especifica en detalle en qué consiste ese trauma, y por lo tanto eso deja una gran incertidumbre entre varios operadores, que aseguran que los descuentos pueden llegar a ser hasta de US$ 150 por animal. 

De todos modos hubo empresas que aceptaron estas nuevas reglas de juego y siguen realizando negocios. Prueba de ello es el importante volumen exportado en el semestre que acaba de finalizar. Las demás, siguen buscando alternativas de negocios y mientras tanto actúan comprando ganados y vendiéndoselos a los que siguen exportando.


Vaquillonas a Turquía

Las condiciones para exportar vaquillonas a Turquía son diferentes. Estos negocios se realizan con privados, mientras que los terneros son comprados por el gobierno. Si bien la rentabilidad de estos acuerdos no es del mismo nivel que en los negocios de machos, hay operadores que valoran las mejores condiciones comerciales que les permiten exportar con mayor tranquilidad. 

Es el caso de la empresa Escoltix, que a través de su director, Rodrigo González, confirmó a El Observador Agropecuario la exportación de 4.500 vaquillonas preñadas y vacías que se embarcarán entre fines de julio y principios de agosto. Los ganados se están empezando a comprar en estos días.
FONTE: EL OBSERVADOR

    CNA lança livro sobre economia e mercado da pecuária de corte


    Livro "Economia da Pecuária de Corte" é lançado na CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF) lançou na última terça-feira (04) o livro “Economia da Pecuária de Corte – Fundamentos e o ciclo de preços”.
    O autor é o engenheiro agrônomo Ivan Wedekin, responsável pela obra de onze capítulos que aborda a visão global do negócio de carne bovina e o panorama econômico da pecuária.
    economia da pecuaria de corte_cna
    Técnicos e especialistas da bovinocultura de corte estiveram presentes no lançamento do livro (Foto: reprodução)
    Técnicos e especialistas da bovinocultura de corte estiveram presentes no lançamento do livro. “A publicação traz temas como a volatilidade dos preços das commodities, a formação de preços na pecuária e uma análise da estrutura desse mercado”, afirma o autor, que também preside a Câmara Temática de Crédito e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF).
    Para o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antônio Pitangui de Salvo, a obra contribui com informações econômicas relevantes para a cadeia produtiva.
    “Economia da Pecuária de Corte – Fundamentos e o ciclo de preços” é uma edição pode ser encontrado pelo telefone (11) 3842 5607 e pelo e-mail contato@wedekin.com.br.
    Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.

    Banco do Brasil anuncia novas medidas de apoio à Pecuária de Corte


    O Banco do Brasil (BB) decidiu prorrogar por um ano o pagamento das parcelas do crédito rural com vencimento até dezembro de 2017.  A medida está sendo oferecida devido à situação do mercado interno depois da “Operação Carne Fraca” e da delação da JBS.
    A decisão do BB ocorreu depois que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou um amplo trabalho para alertar os agentes financeiros sobre a situação dos pecuaristas diante da contínua desvalorização da arroba do boi. 
    Levantamento da CNA mostra que, de janeiro a julho deste ano, o valor da arroba do boi gordo acumulou queda de 16%, tendo como referência São Paulo.   
    Para o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), Assuero Veronez, “o Banco do Brasil tomou uma atitude tempestiva em socorro ao setor que passa por um momento difícil em razão da delação da JBS”.
    Assuero Veronez
    O importante agora, explicou ele, é que os outros bancos “sigam o mesmo caminho, por similaridade, especialmente o Banco da Amazônia, de modo a contemplar todos os pecuaristas que enfrentam dificuldades no pagamento”. 
    “Certamente esse assunto será resolvido no futuro, mas nós precisamos de prazo para cumprir com os compromissos bancários, especialmente devido à baixa remuneração da atividade nesse momento. Precisamos de tempo para superar as dificuldades”, afirmou Assuero Veronez. 
    A medida, segundo o diretor de Agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa, não será automática. Cada pecuarista terá de ir até a agência bancária onde assinou o contrato e pedir a prorrogação do prazo de pagamento. 
    A prorrogação terá condição específica para cada região em virtude da maior ou menor concentração de frigoríficos. O BB está sugerindo as seguintes amortizações mínimas: 
    Essas amortizações ainda podem ser flexibilizadas, quando a situação individual do produtor não permitir a entrada. A prorrogação abrange cerca de 300 mil operações num volume total de aproximadamente R$ 7,2 bilhões. 
    O Banco do Brasil já havia prorrogado, por um ano, as operações de custeio e investimento com vencimento entre março e junho deste ano. 
    Nova linha – O BB também criou duas novas linhas de crédito. A primeira é destinada à retenção de bezerros, matrizes e bois. A segunda serve para aquisição de bois para recria e engorda.
    O valor reservado para as novas linhas é de R$ 1 bilhão a juros que variam de 9,25 a 12,75%. É uma opção para o pecuarista “suportar com mais tranquilidade a queda ocorrida nas cotações da arroba do boi”, afirmou Marco Túlio.
    A carteira de crédito de agronegócios do BB é de R$ 180,1 bilhões, conforme divulgação de março de 2017. Desse volume, 21,2% (R$ 38,1 bilhões) referem-se a operações no segmento de bovinocultura.
    Assessoria de Comunicação CNA

    segunda-feira, 3 de julho de 2017

    Começa na segunda-feira liberação de R$ 190,25 bi para financiamento da safra


    Recursos do governo federal se destinam às operações de custeio, comercialização e investimento
    O agricultor brasileiro poderá contar a partir de segunda-feira (3) com recursos para financiar a próxima safra agrícola. São R$ 190,25 bilhões destinados pelo governo federal a operações de custeio, comercialização e investimento, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018. A expectativa é que mais uma vez o setor do agronegócio contribua para impulsionar a economia do país, com uma colheita que poderá superar 240 milhões de toneladas de grãos
    “Mesmo num cenário de dificuldade, o governo reduziu os juros de algumas linhas de crédito para permitir que os agricultores tenham safras capazes de garantir a segurança alimentar do brasileiro e excedentes exportáveis para gerar divisas”, ressalta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Neri Geller, acrescentando que o cenário é bastante otimista para a próxima temporada agrícola.
    “Programas como PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), que reduziu os juros a 6,5% ao ano, vão alavancar a retomada dos investimentos em armazenagem. Isso ajudará a amenizar ou resolver o problema de logística e dará condições ao nosso produtor para continuar avançando forte no aumento da produção agrícola no país”, enfatiza Geller.
    O secretário acredita que o produtor vai, mais uma vez, mostrar firmeza e disposição para fortalecer a atividade agrícola. “E nós, do governo, estamos fazendo nossa parte para dar sustentação tanto do ponto de vista de crédito quanto da ampliação do recurso e da garantia de preço mínimo.” Segundo ele, o apoio ao setor é fundamental porque o agronegócio representa quase metade das exportações e por cerca de 21% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
    Do montante anunciado em 7 de junho último pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Blairo Maggi, durante solenidade no Palácio do Planalto, R$ 550 milhões são do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,4 bilhão para apoio à comercialização.
    Juros
    O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 reduziu em um ponto percentual ao ano as taxas de juros das linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano, às dos programas voltados à armazenagem e à inovação tecnológica na agricultura.
    No crédito de custeio e de investimento, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, à exceção do PCA e do Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano.
    Crédito
    O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados e R$ 34 bilhões com juros livres. O montante para investimento saltou de R$ 34,05 bilhões para R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12%.
    FONTE: MAPA

    Bill Bullard: "A JBS manipula o mercado nos Estados Unidos"

    Bill Bullard, CEO da R-Calf USA, grupo de pecuaristas norte- americanos que pede investigação das operações da JBS nos Estados Unidos (Foto: Divulgação/R-Calf USA)

    Foto: Divulgação/Assessoria
    Afirmação é de executivo de associação de pecuaristas norte-americanos, que quer investigação completa sobre as atividades da empresa no país
    “Se as acusações estiverem corretas, então a JBS zombou das leis dos Estados Unidos. Se construiu seu império utilizando meios ilegais, ele deve ser alienado”. As afirmações estão em uma carta de uma associação de criadores de gado, criticando autoridades e questionando o crescimento operações da empresa no país.
    Quem assina embaixo é Bill Bullard, executivo-chefe da R-Calf, com sede em Montana e que, segundo seu site oficial, diz ser “dedicada a assegurar a rentabilidade” dos criadores independentes do país.
    Datado de 6 de junho, o documento foi endereçado ao presidente Donald Trump, ao chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Sonny Perdue, ao chefe do Comitê Judiciário do Senado, Charles Grassley, e ao Procurador geral Jeff Sessions. Pede uma “investigação completa” da JBS, em função das acusações de corrupção.
    No documento de 11 páginas, ele diz que reguladores do país foram indiferentes às “aquisições agressivas” feitas pela empresa ao longo dos anos. Acusa também a JBS de exercer um poder abusivo de mercado. A reportagem entrou em contato com a JBS USA, presidida pelo brasileiro André Nogueira, questionando sobre o conteúdo da carta, mas a empresa não comentou.
    Globo Rural conversou com o executivo da R-Calf USA em duas ocasiões. Entre uma e outra, a JBS anunciou um programa de venda de ativos de R$ 6 bilhões, incluindo a Five Rivers Cattle Feeding, sua divisão de confinamentos de gado no território norte-americano. “É uma notícia bem vinda”, diz Bullard.
    Até então, ainda não havia sido feito o anúncio da suspensão das importações de carne bovina in natura do Brasil pelos Estados Unidos que, em nota, a entidade comemorou.
    Na entrevista, o representante da associação de pecuaristas reafirma o conteúdo da carta enviada às autoridades de seu país. E diz que as investigações realizadas no Brasil trazem “evidências que sustentam nossas preocupações”. Por esse motivo, acredita que seu pedido será atendido pelo governo dos Estados Unidos.
    Globo Rural – Como você define as práticas da JBS no mercado norte-americano?
    Bill Bullard – A JBS, junto com outras empresas, controla o acesso ao mercado para os pecuaristas americanos. Sozinha, ela controla em torno de 24% do mercado, o que lhe dá um tremendo poder de compra e que utiliza para baixar os preços pagos pelo gado aos criadores de gado americanos. Em 2015, nós vimos os preços de gado caírem rápido como em nenhum outro momento da história. Criadores de gado perderam algo como US$ 500 por cabeça.
    GR – Na sua carta, você afirma que houve manipulação do mercado e menciona uma forte queda de preços em 2015 e 2016. Foi apenas nesse período ou houve algum outro?
    Bullard - Eu não sei a extensão total dos danos, mas acreditamos que a JBS, com outras indústrias, vinham suprimindo preços de gado durante anos nos Estados Unidos. E faziam isso de duas maneiras. Número um: importar gado vivo de países como México e do Canadá e carne de outros lugares para reduzir a demanda pelo gado norte-americano. Outra coisa que faziam era manter um grande volume de gado compromissado para não precisar entrar no mercado. Quando os preços estão mais altos, a JBS abate seu próprio gado e quando estão mais baixos, aí sim a JBS pode ir ao mercado e comprar dos pecuaristas americanos. É assim que manipulam os preços.
    GR – Você afirma na sua carta que as autoridades dos Estados Unidos não fizeram o necessário para evitar o crescimento da JBS. Por que isso aconteceu, na sua opinião?
    Bullard – Infelizmente, os reguladores demonstraram uma indiferença às violações de leis antitruste nos Estados Unidos. A JBS estava em um processo de obter um monopólio no mercado e deveria ter sido freada, mas não foi.
    GR – Pode ser mais fácil dizer isso agora, mas você acredita ser possível ter havido corrupção aí nos Estados Unidos?
    Bullard – Ficaríamos muito surpresos se uma empresa como a JBS, que usa de propina como ferramenta de negócios, não houver tentado usar de meio semelhante para influenciar políticas nos Estados Unidos. Por isso pedimos a investigação.
    GR – Você já recebeu alguma reposta das autoridades sobre a investigação?
    Bullard – Apenas a confirmação de que receberam a nossa requisição.
    GR – O que faz você acreditar que dessa vez haverá uma investigação depois de tanta, como você diz, indiferença?
    Bullard – Por causa das ações que têm sido feitas pelas autoridades brasileiras. Agora temos evidências para apoiar nossas preocupações com condutas inapropriadas.
    GR – Na sua carta, você defende compensações a pecuaristas e consumidores. Que tipo de compensação?
    Bullard – Estamos falando de compensação monetária. Porque acreditamos que as práticas da empresa levaram a preços depreciados pagos aos pecuaristas e ao aumento dos preços que os consumidores pagaram pela carne. É uma conduta inapropriada, que incluiu exploração do produtor de um lado e do consumidor no outro. Se isso for considerado verdadeiro depois da investigação, a JBS deve ressarcir produtores e consumidores.
    GR – Aqui no Brasil, fala-se sobre a JBS não ser mais tão grande quanto antes. Acredita que isso pode acontecer também aí nos Estados Unidos?
    Bullard – Sim. É uma parte do nosso requerimento. Nossa posição é: se for identificado que a JBS adquiriu ativos por meios ilegais, esses ativos devem ser alienados e ela deve ser forçada a vendê-los.
    GR – A JBS anunciou um programa de desinvestimentos que inclui alienar os ativos da Five Rivers. O que você achou dessa decisão?
    Bullard – É uma notícia bem vinda. Ficamos satisfeitos que eles estão deixando seus ativos de confinamento. Nossa posição é a de que a indústria de carne deve ser indústria de carne e os confinamentos devem ser confinamentos. Indústrias de carne não deveriam ter confinamentos porque isso lhes dá um poder de manipular os preços do gado. Estamos muito satisfeitos que a JBS está colocando confinamento à venda e esperamos que nenhuma outra grande indústria seja o comprador da Five Rivers, que o comprador seja completamente independente.

    Fonte: Globo Rural