sábado, 26 de junho de 2010

Vendo terneiros e novilhos

Tratar com Lund pelo fone 8111.3550 ou 9994.1513

Carne bovina rastreada por código de barra pode tirar desconfiança do consumidor

Quem consome carnes bovina, suína, ou qualquer outra, sempre se preocupa com a procedência desses produtos. Foi desenvolvido um sistema de rastreamento por código de barras para esses alimentos, que usa o QR code ( código de barras em 2 dimensões), que será colocado nas embalagens dos produtos.


Imagem: Reprodução

Assim o comprador, que possui um smartphone, pode rastrear toda o processamento da carne. Mesmo se não tiver um leitor específico, é possível acessar as informações pela internet, através de um código. Esse sistema de monitoramento já está disponível em produtos comercializados no supermercados do Grupo Pão de Açúcar, em Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo.
As etiquetas permitirão verificar o percurso feito pelo animal, até a chegada ao mercado para consumo. Além disso, o sistema irá disponibilizar fotos do ambiente de produção.

FONTE: INFOGPS.COM.BR

VENDO



20 TERNEIRAS ANGUS
PREÇO R$ 2,50 KG/ VV
TRATAR COM LUND PELOS FONES 8111.3550 OU 9994.1513

PREÇOS NO URUGUAI

LEILÃO REALIZADO EM 23.06.2010

PREÇOS EM DOLARES


Resultados

REMATE No. 44

CategoríaMinMáxPro
Terneros1,651,971,76
Novillos 1 a 2 años1,381,711,52
Novillos de 1 a 2 Holando1,131,131,13
Novillos 2 a 3 años1,181,561,44
Novillos más de 3 años1,361,361,36
Vacas de invernada1,001,171,10
Vacas preñadas400,00550,00443,00
Terneras1,301,571,43
Terneros / as1,501,571,53
Vaquillonas de 1 a 2 años1,301,411,34
Vaquillonas sin servicio1,211,251,24
Vaquillonas preñadas370,00552,00461,00
Piezas de Cría232,00290,00258,00
Novillos de 2 a 3 Holando1,111,131,12
Corderos/as Destetados1,811,921,87

FONTE: LOTE 21

CASARÃO REMATES PELOTAS

Média leilão do dia 24/06

Leilão realizado nesta ultima quinta feira no local Retiro, comercializou toda a oferta, com destaques para as seguintes média por categoria:
- vacas de invernar 691,00
- terneiros 446,00
- terneiras 429,00
- novilhos 2 anos 688,00

* Próximo leilão, dia 01 de Julho, quinta feira as 20h, na Rural de Pelotas

FONTE: CASARÃO REMATES

Boi gordo segue em alta e é cotado a R$ 84,05/@

Nesta quinta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 83,06/@, com valorização de R$ 0,19. O indicador a prazo teve variação positiva de R$ 0,31, sendo cotado a R$ 84,05/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em baixa. O primeiro vencimento, junho/10, teve desvalorização de R$ 0,18, fechando a R$ 83,01/@. Os contratos que vencem em outubro/10 fecharam a R$ 85,01/@, apresentando retração de R$ 0,13.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 24/06/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para junho/10



O leitor do BeefPoint, Manoel Torres Filho, de Tupi Paulista/SP, comentou que na sua região depois de alguns dias de paradeira, "ontem (24/06) a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 79,50 à vista e livre de impostos. A reposição segue lenta, com queda de preços tanto para bezerros como bezerras, que estão valendo entre R$ 650,00 a R$700,00 (machos) e R$ 500,00 a R$ 550,00 (fêmeas)". Segundo ele, já era de se esperar este recuo nos preços devido a seca, "quem pede mais fica com os animais no pasto sem conseguir vender, também diminuiu a procura por bois magros para confinamento".

Alysson Santos, nos informou que em Ariquemes/RO, o boi gordo está sendo negociado a R$ 71,00/@ e a arroba da vaca gorda vale R$ 65,00, ambas para pagamento à vista.

Em Paragominas/PA, a cotação do boi gordo está em R$ 74,00/@ e a da vaca em R$ 66,00 (prazo de 30 dias), comenta Chicão Caruzo.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,30, o dianteiro a R$ 4,30 e a ponta de agulha a R$ 3,90. O equivalente físico permaneceu inalterado em R$ 78,12/@. Assim o spread (diferença) entre indicador e equivalente foi calculado em R$ 4,94/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 714,14/cabeça, com valorização de R$ 1,29. A relação de troca está em 1:1,92.

FONTE : André Camargo, Equipe BeefPoint

Medir, avaliar e comparar: como melhorar seu resultado na pecuária

"Só é gerenciado aquilo que se mede, Kaoru Ishikawa".
De tempos em tempos surgem novas técnicas que podem mudar a pecuária. O grande desafio da pecuária é descobrir como medir, avaliar e comparar resultados. Um dado só faz sentido quando comparado com outro. A temperatura ambiente de 25ºC é muito quente para quem mora em Dom Pedrito, e muito frio para quem mora em Cuiabá. Além disso, a pecuária é um conjunto de sistemas interligados: gado, clima, terra, mercado. Quais são as variáveis mais importantes para a lucratividade? Quais são os pontos críticos para que uma fazenda tenha resultados excelentes?

LEIA MAIS E VEJA O VÍDEO: http://www.beefpoint.com.br/medir-avaliar-e-comparar-como-melhorar-seu-resultado-na-pecuaria_noticia_63841_15_129_.aspx

FONTE: BEEFPOINT

Transparência na comercialização de bezerros

Durante a Feicorte, realizada na semana passada em São Paulo, SP, conversamos com Fabiano Tavares, gerente de grandes contas ruminantes da Alltech. Ele acabou de retornar de uma viagem com clientes e parceiros, onde visitaram a pecuária de corte no estado norte-americano do Kansas.
Nessa entrevista em vídeo, Fabiano fala um pouco sobre a viagem, com destaque para uma forma interessante de comercialização de bezerros que observaram em um leilão na região.
O tatersal do leilão tem uma grande balança integrada e os animais são pesados em tempo real, durante a venda. O peso do lote e a média por animal é apresentado em um grande telão. Essa é uma maneira muito interessante de aumentar a transparência na comercialização de bezerros.
Temos conversado com muitas pessoas sobre a produção e mercado de bezerros no Brasil, sendo inclusive tema de um workshop e um curso online. Acreditamos que muito pode ser melhorado.
Assista ao vídeo e dê sua opinião, no espaço para cartas abaixo, sobre quais mudanças poderiam ocorrer na maneira com que bezerros e garrotes são comercializados no Brasil, visando o avanço do setor.

VEJA O VÍDEO : http://www.beefpoint.com.br/transparencia-na-comercializacao-de-bezerros_noticia_63843_15_166_.aspx

FONTE: BEEFPOINT

Pastagens de inverno mostram bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, relata Emater-RS

Mesmo com baixo valor nutricional, pastagem ainda oferece bom volume alimentar
Embora com baixo valor nutricional, os campos nativos no Rio Grande do Sul ainda proporcionando razoável volume alimentar. Isso se deve à regular incidência de chuvas, e principalmente à baixa ocorrência de geadas. A avaliação é da Emater-RS, no Informativo Conjuntural publicado nesta sexta, dia 25.
De acordo com o Informativo, as pastagens cultivadas de inverno apresentam bom desenvolvimento, mas estão num período de seu ciclo que não proporcionam ainda um bom aproveitamento em volume e em qualidade alimentar.
Porém, em virtude da chegada do inverno e as pastagens cultivadas na estação ainda não atingirem o pleno desenvolvimento, a produção de leite no Rio Grande do Sul apresenta queda, relata a Emater.
Quanto à bovinocultura de corte, o estado corporal do gado no geral é bom, embora em algumas áreas do Estado já comece a aparecer dificuldade de ganho e até alguma perda de peso em campo nativo. As condições sanitárias também são boas, exigindo ainda cuidados especiais no controle dos carrapatos, em alguns casos.
O preço do leite pago aos produtores do Estado registrou elevação média de 1,6% esta semana. Já o mercado de bovinos para abate no Rio Grande do Sul esteve em alta essa semana, com um acréscimo no quilo vivo em torno de 1,8% para a vaca e de 2% para o boi gordo.

FONTE: AGÊNCIA SAFRAS

EUA fazem novo recall de produtos do JBS

Autoridades pediram a retirada de mais 27 toneladas após adetecção de remédio acima do nível permitido

Os Estados Unidos informaram mais um recall de produtos do frigorífico JBS. Na última quinta-feira, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), do Departamento de Agricultura, solicitou que a empresa retire do mercado 27 toneladas de carne bovina industrializada.
Esse é o segundo recall de produtos do JBS em um mês e meio. No dia 14 de maio, a companhia retirou voluntariamente outras 39 toneladas. Os produtos foram fabricados na unidade de Lins, no interior de São Paulo.
O motivo dos dois recalls é o mesmo: os EUA detectaram vestígios acima do permitido de Ivermectina, um vermífugo utilizado na criação de gado bovino.
Por causa do primeiro incidente, as exportações brasileiras de carne bovina industrializada para o mercado americano estão suspensas desde 27 de maio. De janeiro a maio, o Brasil vendeu US$ 76,3 milhões desse produto para os EUA o principal cliente de carne industrializada do País.
O FSIS informou que não tem notícias de que o consumo da carne bovina brasileira tenha provocado doenças. O órgão informa ainda aos consumidores americanos que devolvam os produtos onde compraram.
O diretor de estratégia empresarial do JBS, Antonio Camardelli, disse que "não se trata de um caso novo, mas lotes do mesmo produto que foram enviados aos EUA antes da suspensão das vendas pelo Brasil".
Os incidentes nos EUA provocam desconfiança em relação à carne brasileira em outros países. A Itália enviou um ofício ao Ministério da Agricultura informando que também encontrou traços de Ivermectina, mas dentro do limite.
Em nota divulgada ontem, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec) sustenta que o problema está restrito "a uma única unidade brasileira". O JBS não é associado à Abiec.
Marfrig e Minerva pediram ao governo para retomar as vendas para os EUA e argumentam que a infração é apenas do JBS. Fontes do mercado dizem que o método industrial da companhia provocou o excesso de Ivermectina.
Problema. Camardelli disse que a formulação dos produtos é determinada pelos órgãos reguladores americanos e que o problema é "sistêmico". Os pecuaristas não estariam respeitando o prazo de carência para mandar os animais para o abate depois de aplicar o vermífugo. Também há suspeitas de alterações nos remédios.
O Ministério da Agricultura não divulgou qual é a origem do problema. Segundo o diretor do departamento de Defesa Animal (Dipoa), Nelmon Oliveira da Costa, a investigação está em curso. "Nosso plano nacional de controle de resíduos também detectou algumas violações, o que pode ser um indicativo de mau uso do medicamento no campo. Mas não descarto diferenciais de produção entre as empresas."

FONTE: O ESTADÃO

BOI: preço dispara

O mercado brasileiro de boi gordo caminha para o final de junho com oferta ajustada para atender a demanda. As escalas de abate de modo geral estão curtas e os frigoríficos tentam elevar preços na tentativa de absorver ofertas regionais.
Em São Paulo, o Minerva, de Barretos, que no início da semana pagava R$ 80,00 na arroba do boi gordo proveniente do estado, livre, para pagamento em 30 dias, fez negócios a R$ 81,00 nessa quinta-feira (24). “O problema é que as oferta regional ainda se mostra muito baixa, em contraste com a demanda, que tende a continuar sustentada na virada de junho para julho. Além dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, que geram uma potencial demanda pontual a cada semana, o mercado está diante da demanda normal de virada de mês, decorrente do pagamento de salários”, comenta o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari.
Conforme o analista, mesmo pagando mais os frigoríficos não estão conseguindo alongar as escalas de abate. A oferta remanescente de boi de pasto é pouca e também não há oferta de gado confinado suficiente para atender a demanda interna, o que na sua opinião tende a fazer com que a oferta nessa virada de mês possa se mostrar ainda mais ajustada em relação ao consumo do que em maio.
Por conta da retração na oferta, a arroba do boi terminou essa quinta-feira (24), cotada a R$ 81/84,00 livre de Funrural, para pagamento em 30 dias, no mercado paulista, contra R$ 80/83,00 da semana anterior. Em Mato Grosso do Sul, preços oscilaram entre R$ 77/80,00 livre, para pagamento em 30 dias, contra R$ 77/78,00 da última quinta-feira (10).
No atacado paulista da carne bovina, os cortes casados de traseiro e dianteiro foram cotados a R$ 6,40 x 4,30 nessa quinta-feira contra R$ 6,10 x 4,10 da semana anterior.
“A alta é conseqüência de uma virada de mês de entressafra. O mercado sentiu o impacto da retração das escalas e da escassez de oferta de carne com osso nos frigoríficos”, comenta Molinari. Na sua avaliação, essa situação só deve inverter se as escalas de abate nos frigoríficos, hoje restritas a três/quatro dias, forem fechadas para a próxima semana, sem que haja nova alta de preço no boi.

FONTE: SAFRAS & MERCADO

Artigo: A coragem moral de Aldo Rebelo

Na defesa do novo Código Florestal, o deputado Aldo Rebelo se assemelha à figura de Sobral Pinto, o advogado de Luiz C. Prestes
Há conceitos que não se prestam a manipulações ideológicas: o certo, o lógico, o adequado e o equilibrado não são nem de direita nem de esquerda. Nem são monopólio de grupos ou entidades. São expressões da realidade, acessíveis à percepção humana.
Certas circunstâncias, porém, a embotam: o sectarismo ideológico, por exemplo. Nesse caso, em particular, deriva frequentemente para o surrealismo. O agronegócio, responsável pelos sucessivos êxitos do país na balança comercial e um dos segmentos que mais gera emprego e renda, é tratado por alguns como inimigo público número um.
Essa distorção se dá atualmente nas discussões em torno do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, em debate na Câmara dos Deputados. Reedita-se um conflito em essência artificial: o de meio ambiente versus produção. Felizmente, seu relator, o deputado Aldo Rebelo (PC do B - SP), colocou-se acima de interesses, dogmas e mesquinharias, munindo-se das ferramentas da lógica, do bom senso e, sobretudo, do interesse público para legislar.
Não se trata, pois, de um relatório, como alguns quiseram insinuar, ao feitio dos produtores rurais. Estes terão que se adaptar às novas regras e cortar na própria carne. Mas, sem dúvida, concilia visões antagônicas entre produção e equilíbrio ambiental. A discussão e votação desse projeto não pode se reduzir a uma queda de braço entre tendências ideológicas. A hora é de bom senso, não de paranoia ideológica.
Ao analisar a ousada defesa do novo código feita no Congresso pelo deputado comunista Aldo Rebelo, me ocorreu a saga de Heráclito Fontoura Sobral Pinto -que passou à história como Sobral Pinto. Um país que teve um Sobral Pinto não precisa invocar o universal Dom Quixote para qualificar cidadãos que desafiam o estabelecido e, em nome das suas convicções, pouco se importam com a onda de infâmias, deboche e perseguições.
Todos conhecem, ao menos por ouvir falar, o advogado, católico fervoroso e, consequentemente, anticomunista (pelo menos nos anos 30 do século 20 era assim), que defendeu Luiz Carlos Prestes e sua mulher Olga Benário, presos sem qualquer respeito aos direitos humanos logo após a chamada Intentona Comunista.
Ninguém queria assumir a defesa de Prestes, e a OAB designou o único destemido que se dispunha à ousadia. O deputado Aldo Rebelo, no desafio que lhe foi posto, também lida com a defesa de valores essenciais à atividade humana.
Questiona, de peito aberto e sem meias palavras, a barreira de preconceitos, hipocrisias, lugares-comuns e, principalmente, a pusilanimidade antidemocrática e o conformismo. Com sua autoridade moral e sua incorruptibilidade, Aldo Rebelo transformou um desastre anunciado em uma agenda nova na discussão de questões do meio ambiente e da agropecuária.
Como nacionalista, posição que os patriotas envergonhados procuram desdenhar; com sua biografia de filho de vaqueiro, quando experimentou a desproteção das populações rurais; com sua carreira política, desde o movimento estudantil, em bases populares, que lhe permitiram conhecer a fome; com os próprios instrumentos da sua formação filosófica, o deputado Aldo Rebelo não é um aliado conquistado pela agropecuária.
É um testemunho de coragem e racionalidade, que assume, como árbitro independente, um jogo em que o desenvolvimento nacional estava ameaçado por fantasias generosas e interesses escusos. Aldo Rebelo me lembra Sobral Pinto, defendendo com desassombro os direitos humanos do revolucionário Luiz Carlos Prestes, não por ser comunista, mas pela sua fé e por suas convicções democráticas.

*KÁTIA ABREU é senadora pelo DEM/TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Artigo publicado na Folha de São Paulo, em 24.06.2010.

FONTE: Folha de São Paulo

Nelore CEN e Fazenda Laguna farão Dia de Campo e Leilão em Miranda, MS

O Nelore CEN e a Fazenda Laguna promoverão dois eventos em Miranda, MS, em julho, durante a Fecir 2010 – Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural. Dia 9, a partir das 8 horas, será realizado o Dia de Campo Nelore CEN / Fazenda Laguna. No dia 17, é a vez do 1º Leilão Nelore CEN / Fazenda Laguna.
No dia de campo será realizada palestra sobre melhoramento genético, com a zootecnista Roberta Gestal, consultora da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). Roberta também dá assessoria ao rebanho Nelore CEN.
O objetivo da palestra é traduzir de forma simples, mas esclarecedora, conceitos como DEP, MGT e acurácia, além de conscientizar o produtor sobre as vantagens de comprar gado avaliado. “Vamos mostrar que os programas de melhoramento genético são indispensáveis para quem quer uma pecuária moderna, eficiente e produtiva”, afirma Carlos Eduardo Novaes, Cadu, dono da marca Nelore CEN.
Depois, os participantes vão conhecer os 500 tourinhos comerciais (300 machos e 200 fêmeas), descendentes de genética Nelore CEN, que serão comercializados no leilão do dia 17.
No leilão, serão ofertados 1000 animais, machos e fêmeas comerciais, dos quais 500 da Fazenda Laguna, todos com genética Nelore CEN, e o restante de criadores convidados da região.
Cadu Novaes também apartou para vender no leilão 20 fêmeas Nelore CEN inseminadas, filhas de touros provados, além de 50 touros Nelore CEN provados avaliação genética positiva.
Os tourinhos à venda têm idade por volta de 2,5 anos. Estão classificados entre os 20% melhores na avaliação do Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore/USP e do Programa Embrapa/ABCZ.
“Estamos animados com o leilão, pois acreditamos na região que possui fazendas de pecuária tradicional e certamente precisam de muitos touros”, afirma Cadu Novaes.
Segundo, ele, no leilão, será comprovada a qualidade e a tradição do rebanho Nelore CEN que há 45 anos produz animais com foco em fertilidade, habilidade materna, precocidade e facilidade de acasalamento.
A organização do leilão é da Central Leilões, de Araçatuba (SP), e Zezeco Leilões, de Miranda (MS).

Parceria
Os eventos de Miranda são resultados de parceria genética, firmada no ano passado, entre o Nelore CEN e a Fazenda Laguna. “A Laguna já estava iniciando um plantel de gado PO e, com a parceria, agregamos ao criatório a nossa melhor genética Nelore CEN”, conta o criador.
Na primeira fase, foram produzidas 250 prenhezes. Os animais começam nascer a partir de julho. A série de transferências continua em 2010. A meta é fazer 1000 prenhezes ao longo de 4 anos.

Informações sobre o leilão
Central Leilões, tel. (18) 3622-4999 / Zezeco Leilões, tel. (67) 3242-2437
Nelore CEN, tel. (11) 3071-4047

Serviço
Dia de Campo Nelore CEN / Fazenda Laguna
Data: 9/7
Horário: 8 horas
Local: Fazenda Laguna – Miranda (MS)
1º Leilão Nelore CEN / Fazenda Laguna
Data: 17/7
Horário: 14 horas
Local: Recinto da Associação Rural do Vale do Miranda
Leiloeira: Central Leilões e Zezeco Leilões
Leiloeiro: Lourenço Campos
Transmissão: Canal do Boi
As informações são de assessoria de imprensa.

FONTE: Agrolink

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Universo da carne se encontra em Chapecó na Mercoagro 2010

Números expressam as dimensões de uma das maiores feiras do setor de carnes do mundo: 650 expositores, 35.000 compradores e 150 milhões de dólares em negócios
Classificada como a maior da América Latina, a Feira Internacional da Industrialização da Carne (Mercoagro) será realizada em Chapecó, na área de maior concentração de frigoríficos do Brasil, no oeste catarinense, no período de 14 a 17 de setembro, reunindo 650 empresas do setor e gerando negócios da ordem de 150 milhões de dólares.

LEIA MAIS: http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=112755

FONTE: AGROLINK

VENDO




20 TERNEIRAS ANGUS

PREÇO R$ 2,50 KG/ VV

TRATAR COM LUND PELOS FONES 8111.3550 OU 99941513

ARG: UE reclama do não cumprimento da cota Hilton

As consequências do não cumprimento da cota Hilton 2009/10 não tardarão em chegar e os compradores europeus começam a reclamar com os exportadores argentinos que respeitem os contratos de venda, pelos quais a Argentina deixaria de receber cerca de US$ 150 milhões.
Durante a semana passada, as associações de pecuaristas da Irlanda, Alemanha, Espanha, França e Inglaterra levaram notas à Comissão Europeia para que avalie a situação da Argentina, que poderia derivar em alguma sanção efetiva. Os compradores reclamam que se deixe de fora a Argentina da distribuição da cota Hilton e que os importadores decidam livremente se compram ou não dos frigoríficos argentinos.
Embora os frigoríficos argentinos não achem que será tomada medida efetiva de sanção contra o país, a maioria deles recebe diariamente pelo menos dois chamados de clientes europeus reclamando a falta de envio de produtos. Segundo fontes do setor exportador local, do ciclo comercial que termina no fim do mês, se chegariam a enviar cerca de 60% do contratado (cerca de 17 mil toneladas da cota de 28 mil toneladas).
Os frigoríficos já prevêem que pelo menos haverá repercussões negativas em todas as negociações internacionais que a Argentina faça com a Comunidade Europeia sobre o assunto carnes. Nesse contexto, espera-se para o próximo período uma depreciação dos cortes locais e um aumento no valor da cota, de menor qualidade, do Uruguai e do Brasil. Isso prejudicará notoriamente os frigoríficos que participarão da cota de 2010/11.
Além disso, a Argentina também não poderá no momento solicitar uma ampliação da cota atual nem ter acesso no momento à cota de Feedlots, que a União Europeia (UE) está começando a outorgar a países como Estados Unidos a valores muito maiores do que os envios Hilton.
Por outro lado, outra consequência imediata para as empresas locais é o pagamento de tarifa plena que se realiza sobre cada tonelada que se exporte fora da cota Hilton. Nesse sentido, as empresas garantem que os impostos são de US$ 3.000 por tonelada que beneficiam o fisco europeu.

FONTE: Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Dados mostram que país produziu com sustentabilidade

A pecuária brasileira não pode ser considerada a vilã ambiental que alguns segmentos insistem em propalar. Os números comprovam que a atividade caminha para a produção sustentável. Na última década, com rebanho praticamente estável (175 milhões de cabeças), a produção de carne simplesmente triplicou, saltando de 3 milhões para 9 milhões de toneladas por ano. Enquanto isso, a área de pastagens teve queda de 4%.
E ainda há muito o que evoluir. Atualmente, a produção média de carne bovina por hectare gira em torno de 3,5 arrobas. Os melhores projetos conseguem resultado até dez vezes maior. Segundo dados divulgados pela Esalq/USP, na média é produzida 0,7 unidade/animal por hectare, ou algo em torno de 300 quilos de carne por hectare.
Se dobrar esse indicador, o que é absolutamente factível, a oferta de proteína vermelha aumenta rapidamente e, o melhor, com intensificação da criação. Isso significa produzir mais em menos área a partir do uso das tecnologias disponíveis em genética, em nutrição e em sanidade. Isso significa que a pecuária brasileira não precisa invadir o bioma amazônico para continuar crescendo.
A resposta está na intensificação da produção. Há no Brasil em torno de 5 milhões de propriedades rurais. Desse total, mais de 80% têm bovinos de corte ou de leite, mesmo que para a subsistência. Esse respeitável percentual comprova a função econômica e social da atividade, inclusive nas propriedades menores.
Por esse motivo, no momento em que se discute o novo Código Florestal, o posicionamento mais adequado não deve ser contrário ou favorável à pecuária, colocando em lados opostos os ambientalistas e os produtores.
Tenhamos bom senso e equilíbrio. Estamos falando da produção de um alimento de primeiríssima necessidade para o ser humano. Os pecuaristas querem produzir e aceitam seguir regras. Porém, não se pode mudar de um momento para o outro um modelo utilizado desde o início da colonização do Brasil.
A comercialização de créditos ambientais me parece um componente bem razoável para resolver parte de uma equação complexa. Da mesma forma, a regionalização dos compromissos ambientais. Afinal, cada localidade tem suas particularidades e elas precisam ser consideradas.
Se as propriedades estão enquadradas em determinado padrão ambiental e é preciso mudar, é razoável fazer os ajustes considerando o bem coletivo. Mas não se pode esquecer que é preciso continuar produzindo carne, e o Brasil faz isso com competência.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

Fazenda MC promove 12º Leiloshop de Angus com preços especiais

Descontos chegam a 70% por cento e parcelas a partir de R$ 100,00
A Fazenda MC promove nesta sexta-feira, 25, a 12ª edição do Leiloshop, leilão virtual de gado angus. É a primeira oportunidade do ano em que a Fazenda MC disponibilizará 40 grandes doadoras de seu plantel , além de embriões e sêmen, com descontos especiais para arremate.
São lotes com descontos de até 70% e 30 parcelas a partir de R$ 100,00. É uma grande oportunidade para criadores de gado adquirirem animais de elite para cruzamento, visando melhorar a qualidade da carne de seu rebanho. Também é uma vantagem para quem quer iniciar um plantel de angus, mesmo que não tenha propriedade, pois a Fazenda MC oferece serviço de hospedagem de animais para os investidores.
O sistema de venda é de preços pré-fixados, em 30 parcelas sem juros e dá preferência a quem ligar primeiro. A Fazenda MC já iniciou o cadastramento dos interessados. O telefone é (19) 3233-5277. As informações são de assessoria de imprensa.

Fonte: Agrolink

Comissão aprova projeto que corrige erro em lei sobre arrendamento rural

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 7038/10, do Senado, que corrige uma troca de palavras no Estatuto da Terra (Lei 4.504/64). O relator do projeto, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), apresentou parecer pela aprovação.
Segundo o autor do projeto, senador Osmar Dias (PDT-PR), a Lei 11.443/07, que fez alterações nas regras de arrendamento rural do Estatuto da Terra, cita equivocadamente a palavra “arrendador”, sendo que o correto seria “arrendatário”.
O trecho atual da lei é o seguinte:
“Em igualdade de condições com estranhos, o arrendatário terá preferência à renovação do arrendamento, devendo o proprietário, até seis meses antes do vencimento do contrato, fazer-lhe a competente notificação extrajudicial das propostas existentes. Não se verificando a notificação extrajudicial, o contrato considera-se automaticamente renovado, desde que o arrendador, nos 30 dias seguintes, não manifeste sua desistência ou formule nova proposta, tudo mediante simples registro de suas declarações no competente Registro de Títulos e Documentos.”
O projeto desfaz a troca de palavras, estabelecendo que o prazo de 30 dias é do arrendatário, não do arrendador.
Osmar Dias afirma que esse erro resultou na perda de sentido do texto da lei, já que seu objetivo era proporcionar segurança jurídica ao arrendatário na exploração do imóvel rural.
Tramitação
A proposta tramita em caráter e ainda será votada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara

Exportações norte-americanas de carne bovina se recuperam

No começo de 2010, as expectativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontavam um crescimento próximo a 7% nas exportações norte-americanas de carne bovina. No entanto, os resultados até agora mostram que as vendas externas podem crescer mais.
Nos primeiros quatro meses de 2010 as exportações cresceram 26% na comparação com o mesmo período de 2009. Somente em abril, comparando 2009 com 2010, houve aumento de 30% nas vendas.
A expectativa é que as exportações se mantenham firmes no restante do ano, com possibilidade de alcançar alta de 10% em relação aos resultados de 2009.
Até 2003, os Estados Unidos exportavam quase 1,1 milhão de toneladas equivalente carcaça (tec), com uma representativa participação no mercado internacional. Mas a partir de 2004, com a ocorrência de vaca louca no país, as exportações caíram significativamente.
Desde então, os Estados Unidos vem realizando um trabalho para recuperar a condição sanitária e voltar a exportar os volumes anteriormente observados. Ano a ano, o país volta a conquistar sua parcela no mercado, estando atualmente muito próximo ao volume anterior à ocorrência da vaca louca.

FONTE: Pantanal News

O desafio de se manter a qualidade do sêmen

Profissionais habituados a avaliar em laboratório as características morfológicas do sêmen bovino atestam a qualidade dos bancos de sêmen bovino congelado comercializado pelas 28 centrais cadastradas pelo Ministério da Agricultura
Segundo os especialistas, o maior gargalo do mercado brasileiro de sêmen está no transporte, armazenamento e no manejo do material genético em botijões de nitrogênio, ou seja, fora das mediações das companhias responsáveis pelo processamento e a venda do produto no Brasil.
Por isso, todos os especialistas ouvidos pela DBO, sem exceção, recomendam que sejam feitos exames de viabilidade do sêmen conservado nas fazendas antes da estação de monta, um cuidado necessário para se evitar baixos resultados de fecundidade no campo e eventuais prejuízos econômicos. As avaliações laboratoriais das doses de sêmen ganham ainda mais importância quando se aplica a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), ferramenta que cresce a passos largos no Brasil e capaz de atingir um grande número de vacas em único dia.
"Na IATF, a qualidade do sêmen é primordial, já que os protocolos de sincronização de cio permitem inseminar, às vezes, acima de 500 animais/dia. Nesses casos, não há lugar para correção de erros durante a sua aplicação", afirma o médico veterinário Manoel Sá Filho. O preço dos exames que avaliam a qualidade do sêmen nas palhetas pode variar de R$ 50 a 80 por partida (um ejaculado equivale a mais de 300 doses de sêmen), conforme o conteúdo dos laudos técnicos. "Trata-se de um custo muito baixo, considerando a importância dos testes, que previnem a ocorrência de problemas de fecundidade na inseminação artificial", destaca o professor Rubens Paes Arruda, da Universidade de São Paulo (USP).

FONTE: DBO - Editores Associados

Inscrições em marcha lenta para a Expointer 2010

Apesar de faltarem apenas nove dias para o término das inscrições de animais de argola para a Expointer 2010, que se encerram em 2 de julho, o ritmo é lento nas associações. Só para se ter ideia, até ontem, a ANC Herd Book Collares, que concentra inscritos de 15 raças de bovinos de corte, mistos e equinos, não havia recebido nenhuma ficha. A cultura de deixar tudo para última hora pode provocar problemas em caso de necessidade de mudança ou complementação de informações. Para evitar confusões, o chefe de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura (Seappa), José Arthur Martins, apela para que os expositores encaminhem as inscrições o quanto antes. A Expointer ocorre de 28 de agosto a 5 de setembro, em Esteio. Em 2009, 5.946 animais de argola foram inscritos.
Ano passado, a ANC passou a permitir as inscrições pela Internet. Segundo o superintendente administrativo da associação, Amilton Cardoso Elias, a expectativa agora é que haja crescimento do uso da ferramenta, o que, em tese, deve acelerar o processo. Para evitar prazos enforcados, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos enviou circular aos expositores em maio e estabeleceu 25 de junho como fim da postagem pelos Correios. Mesmo assim, até ontem, eram 312 inscritos frente à expectativa de mil ovinos de 16 raças. A Gadolando enviou o calendário aos 400 associados apenas na segunda-feira.
A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) tem perspectiva de 400 exemplares, presença limitada pelo espaço para acomodação. Para os participantes do Freio de Ouro e das provas funcionais vale o prazo de 20 de julho. Pelo calendário da Seappa, animais rústicos, como os equinos, podem ser inscritos até 6 de agosto.

FONTE: Correio do Povo

Recuperação do boi diante da reposição

O mercado de reposição perdeu o ímpeto. Em algumas praças foi registrada até mesmo queda nos preços.
Esta situação é reflexo da melhor oferta de animais de reposição, em função da piora na situação das pastagens, ao mesmo tempo em que os negócios estão em ritmo lento.
A procura por fêmeas continua firme, não só para reprodução, mas também para engorda. O alto preço dos machos é o principal motivo.
De maneira geral, a relação de troca entre o boi e as categorias para reposição está melhor para o recriador/invernista, em função de aumentos no preço do boi gordo e estabilidade da reposição.
Em São Paulo, o bezerro anelorado desmama, está cotado, em média, a R$710,00/cabeça. Não houve alteração de preço para essa categoria nos últimos trinta dias, ao contrário do boi, que subiu 1,9% nesta praça. Bom sinal para o recriador.
A tendência é de que as relações de troca, que estiveram em forte queda desde o início do ano, comecem a se recuperar, ainda que de forma lenta.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Análise de mercado - Boi Gordo

O volume de negócios no mercado futuro do boi gordo melhorou nos últimos dias e a volatilidade também aumentou. O contrato de outubro (BGIV10) registrou mínima de 84,80 e máxima de 85,60 no dia.

Confira a análise completa: Boi_230610.pdf

Fonte: XP Investimentos

Alertas de mercado

BOI: Cotações aumentam com menor oferta e redução de escalas

A baixa oferta de animais no mercado pecuário, somada à diminuição das escalas de abate, fez com que os negócios dos últimos dias fossem realizados a valores maiores que os observados na semana anterior. Apesar da cautela de compradores em função do ritmo das vendas de carne, responsável por influenciar na diminuição estratégica das escalas, a dificuldade para compra de novos lotes dentro e fora de São Paulo acaba por exercer maior influência na formação das médias. Entre 16 e 23 de junho, o Indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa subiu 1,44%, fechando a R$ 82,87 na quarta. No mês, o aumento é de 1,36%. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

FONTE: CEPEA

Projeto quer uso de genérico veterinário e agrícola

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) propôs em Plenário nesta quarta-feira (23) que os parlamentares retomem o debate de propostas que tratam da criação do medicamento genérico para o uso veterinário. Ele disse que apresentará emenda para acrescentar o genérico para produtos de uso agrícola. O parlamentar, inclusive, disse que pedirá regime de urgência para votação da matéria.
A proposta (PLC 3/05), do deputado Benedito de Lira (PP-AL), tramita em conjunto com duas outras - PLC 39/06, do deputado Fernando Coruja (PPS-SC), e PLS 209/02, do então senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), que é suplente de Raimundo Colombo (DEM-SC).
No Senado, a proposta já tramitou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), e se encontra na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), cujo relator é o senador Raimundo Colombo.
Heráclito relatou que a ideia de oferecer esse medicamento genérico ao setor agrícola surgiu a partir de conversa com produtores gaúchos sobre a Feira Agroshow de Bom Jesus, no Piauí. O parlamentar recordou a iniciativa relacionada ao uso de medicamentos genéricos, implementada pelo então ministro da saúde, José Serra, durante o governo Fernando Henrique. Para ele, tal política pode ser estendida às áreas veterinária e agrícola.
- Minha preocupação é que esse assunto esteja sendo emperrado em sua tramitação por interesses de multinacionais ou por interesses que não são os interesses da classe produtora brasileira - observou.
Como existem três propostas e três parlamentares assumiram as relatorias, respectivamente, Osmar Dias (PDT-PR), na CCJ, Gilberto Goellner (DEM-MT), na CRA, e Raimundo Colombo, na CAS, Heráclito disse não ter a intenção de assumir a "paternidade" da proposta, mas tão somente de acelerar sua tramitação e aprová-la o mais rápido possível, tendo em vista a importância do agronegócio na balança de pagamentos do país.

FONTE: Agência Senado

Credores licitam sete fazendas de eucalipto que eram da Eucatex

Após três anos, bancos põem propriedades à venda, por R$ 146 milhões; resultado sai em julho
Depois de terem sido transferidas aos credores há mais de três anos como parte de pagamento de dívida, sete fazendas com eucalipto que pertenciam à Eucatex, empresa da família Maluf, devem ser finalmente vendidas no mês que vem. Bancos e um fundo de pensão lançaram um processo de licitação das terras que deverá movimentar, no mínimo, R$ 146 milhões. As propostas serão recebidas e abertas no dia 15 de julho.

Todas as propriedades estão localizadas no Estado de São Paulo e somam uma área de 8,6 mil hectares, quase um quinto do atual cultivo de florestas plantadas da Eucatex - que tem 44 mil hectares, todos também em São Paulo. A companhia é uma das maiores fabricantes do país de produtos de madeira como pisos laminados e portas, e entrou em processo de recuperação financeira em 2003.


As fazendas de eucalipto a serem licitadas foram distribuídas em dois lotes. O primeiro deles, com três propriedades, tem 3,6 mil hectares e valor mínimo de arremate de R$ 70,986 milhões. O segundo é formado por quatro fazendas e uma área de aproximadamente 5 mil hectares. O lance mínimo deste bloco foi estipulado em R$ 76,793 milhões.

Ainda não é possível avaliar o tamanho da demanda por essas áreas, porque as propostas serão entregues e divulgadas no mesmo dia. Mas o banco Bradesco, que lidera a organização do processo de licitação, vem desde o mês passado divulgando anúncios em jornais sobre a venda. Abriu também um plantão para fornecer informações e visitas aos interessados em conhecer as propriedades.

Procurado, o banco preferiu não conceder informações sobre a situação das fazendas, assim como das plantações de eucalipto, cultura que está em alta no Estado de São Paulo e cujo avanço só é menor que o da cana no Estado. Mas, segundo uma avaliação superficial da NAI Commercial Properties (multinacional do ramo imobiliário) feita a pedido do Valor, as propriedades estão sendo colocadas à venda por preços de mercado.

Aloisio Feres Barinotti, CEO da NAI, pondera que não se sabe a quantidade equivalente de madeira existente dentro das fazendas. Mas, a partir da relação entre preço, tamanho da área e município, é possível afirmar que o valor mínimo pedido pelo hectare do lote 1 (Anhembi e Botucatu) é de cerca de R$ 19 mil. "Trata-se de uma região mais valorizada, com melhores estradas. Esse preço está na média de mercado", afirma.
Avaliação semelhante também é feita no caso do lote 2 (Angatuba, Itu, Pilar do Sul e Salto de Pirapora). Na média, explica Barinotti, o valor mínimo pedido pelo hectare neste lote está em R$ 15 mil, preço "razoável" para aquisição se a área estiver bem reflorestada e em época de corte. "Uma fazenda boa de laranja em Angatuba está valendo R$ 20 mil o hectare", compara.

A licitação ofereceria uma maior oportunidade relativa ao comprador se os preços estivessem na chamada categoria "liquidez forçada" - ou seja, quando os preços pedidos são de 30% e 40% abaixo dos de mercado para agilizar a venda, segundo o especialista.

As fazendas da Eucatex foram transferidas aos credores em dezembro de 2006. O Itaú Unibanco é o que detém a maior fatia do conjunto desses ativos (29,63%), seguido por Bradesco (29,07%), Petros (26,64%) e Itaú BBA (14,66%).

O processo de recuperação financeira da empresa foi longo. Iniciou-se em 2003, ainda como uma concordata preventiva. Em 2005 foi substituído por um processo de recuperação judicial, mas somente em 2007 o plano foi aprovado. Na época, a dívida da companhia era avaliada em R$ 485 milhões, de acordo com informações publicadas pelo Valor na época. A transferência de propriedades foi uma das formas que a Eucatex encontrou para fazer o pagamento aos credores.

FONTE: Valor Econômico

35% dos brasileiros ainda não se alimentam o suficiente

Dados do IBGE mostram, entretanto, que essa fatia era de 46,7% no levatamento de 2002/2003 e que a fome diminuiu em todas as regiões do País
Agência Estado - A fome zero ainda não é realidade no País, embora o acesso das famílias brasileiras à comida tenha aumentado significativamente em sete anos. Ainda que 35,5% das famílias vivam em situação de "insuficiência da quantidade de alimentos consumidos", segundo a POF 2008/2009, o porcentual é bem inferior ao apurado na pesquisa anterior, referente ao período 2002/2003, quando os alimentos eram insuficientes para 46,7% das famílias consultadas. No Norte, mais de 50% das famílias ainda não comem o que necessitam.
Segundo o levantamento, houve redução da fome em todas as regiões brasileiras. Os destaques ficaram com o Sudeste - onde os alimentos eram insuficientes para 43,4% das famílias em 2003, enquanto em 2009 essa situação baixou para 29,4% - e o Norte (de 63,9% para 51,5%).
Apesar de comerem mais, as famílias brasileiras ainda não conseguem escolher sempre os alimentos consumidos, também mostra a pesquisa. Apenas 35,2% delas consomem sempre os alimentos "do tipo preferido", enquanto 52% nem sempre conseguem comer o que querem. Outras 12,9% das famílias "raramente" consomem o tipo preferido de comida.

FONTE: Estadão

PGP ABCZ/Nelore MS se consolida como a maior em confinamento do Brasil

Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e a Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Nelore (Nelore MS) iniciaram no dia 10 de junho a maior Prova de Ganho de Peso (PGP) em confinamento do Brasil, que segue até 25 de novembro.
A PGP ABCZ/Nelore MS reúne no Confinamento Malibú, em Campo Grande-MS, 312 animais das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã, nascidos entre 11 de agosto e 12 de dezembro de 2009, superando a expectativa inicial dos organizadores, que era de 300 bezerros. Segundo as associações envolvidas na realização da prova, o número de cabeças torna o evento "algo jamais visto até hoje em território nacional".
"É um divisor na maneira como é feita uma PGP hoje. As avaliações, no início e no final, e a possibilidade da contratação dos animais por uma Central de Coleta de sêmen são grandes chamarizes", enfatiza Adriano Garcia, gerente da ABCZ em Mato Grosso do Sul.
"Serão 168 dias oficiais de prova, com uma mega estrutura disponível. A PGP do ZEBU, como já está sendo chamada, será realizada em estruturas físicas ímpares", complementa Garcia. O Confinamento Malibú destinou uma área exclusiva aos animais inscritos na PGP ABCZ/Nelore MS e fornecerá todo o volumoso. O evento visa reunir criadores de todo o Brasil e colocar à disposição da PGP para avaliação bezerros da geração 2009.

Avaliações e resultados
A ABCZ é a responsável pelas pesagens e avaliações morfológicas que são realizadas no início e final da Prova. Também nos mesmos períodos, acontecem avaliações por ultrassonografia (terceirizada). Os dados da PGP serão disponibilizados a todos os Programas de Melhoramento Genético que tenham animais participando da PGP. Durante o evento, serão realizados ainda dois Dias de Campo.
Os trabalhos iniciais com o gado foram realizados no último dia 16: aparte dos animais (por idade), pesagem de entrada, marcação dos bezerros, aplicação de vermífugo, vacinas para carbúnculo sintomático e botulismo, e fornecimento de um complexo de vitaminas A, D, E; todos estes produtos fornecidos pela Pfizer. Os dados da primeira indicação do peso dos bezerros, que serviu para dar início ao período da adaptação, estarão disponíveis a todos os criadores a partir da próxima semana. Já a primeira pesagem oficial (que dará início à classificação dos participantes) será realizada no dia 05 de agosto.
Em 2011, a ABCZ, em conjunto com as Associações e Criadores definirão a melhor forma de comercializar os animais classificados como ELITE e SUPERIOR, tendo as seguintes opções: Expogrande (março), Expogenética (agosto) e Expoinel MS (novembro), podendo ser através de: Leilão, Feira ou Shopping.
"Será importante para todos. Além de importante para que o criador possa comparar seus animais em relação aos outros participantes da PGP, nosso objetivo principal é identificar pelo menos um reprodutor para ser utilizado como melhorador do rebanho nacional", afirma Guilherme Bumlai, presidente da Nelore MS.

Serviço
Evento: PGP ABCZ/Nelore MS
Local: Confinamento Malibú, Campo Grande (MS)
Endereço: BR 163 - Saída para São Paulo
Data: De 10 de junho a 25 de novembro
Animais nascidos de: 11/08/2009 a 12/12/2009
Informações: www.abcz.org.br / www.nelorems.org
Emails: pgpdozebums@abcz.org.br / adrianogarcia@abcz.org.br / nelorems@nelorems.org
Telefones: (67) 3383-0775 (ABCZ) 9985-9994 (Adriano Garcia) 3342-1746 (Nelore MS)

Fonte: Nelore MS

Ruralistas fecham acordo para votar Código FlorestalRuralistas fecham acordo para votar Código Florestal

A bancada ruralista anunciou ontem ter fechado acordo com os líderes dos principais partidos da Câmara dos Deputados para discutir e votar o relatório final do novo Código Florestal Brasileiro nos dias 5 e 6 de julho.
“Já temos consenso para votar. Nosso líder já fechou questão”, disse o presidente da comissão especial de reforma do código, Moacir Micheletto (PMDB-PR), em referência ao líder do partido, Henrique Alves (RN). Mesmo contrário a aprovar o texto no plenário da Câmara neste ano, o PT avalizou o acordo: “O PT também concorda em votar”, afirmou o vice-presidente da comissão, Anselmo de Jesus (PT-RO). “Há um esforço para votar. Não há atritos dentro do partido. Temos maioria “, garante o vice-líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP). Mas o líder do PV, Edson Duarte (BA), rejeita qualquer acordo. “Conosco não tem acordo com esse relatório. Não queremos que seja votado agora. Deixar para 2011 seria melhor. Não tem necessidade de votar”, diz.
Os deputados correm para aprovar o texto de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) antes do recesso parlamentar e do início da campanha eleitoral. “Houve tempo suficiente para conhecer o relatório e fazer emendas. Agora, é votar o texto e os substitutivos que forem apresentados em plenário”, diz Micheletto.
A bancada ambientalista insiste em deixar o tema para 2011, mas os ruralistas já começaram uma mobilização de produtores rurais para pressionar o Congresso a votar o relatório no início de julho. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) trabalham em sintonia com a bancada ruralista para iniciar uma ampla campanha nacional de “esclarecimento” da população sobre as alterações propostas pelo relatório de Aldo Rebelo.
Em conversas com parlamentares e dirigentes de ministérios, o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) já recebeu várias propostas de alteração no texto. Mesmo contrário à votação do relatório neste ano, o Ministério do Meio Ambiente pediu, entre outros pontos, a retirada da “anistia” a desmatamentos feitos até junho de 2008 e a “moratória” de cinco anos para multas por crimes ambientais. Os ruralistas também fizeram um arrazoado de argumentos para tentar modificar alguns pontos do texto considerados “pouco claros” no relatório de Aldo Rebelo. O relator receberá novas propostas até segunda-feira (Valor, 24/6/10)

FONTE: AGROMUNDO

Protecionismo ou descuido?

Agora é a União Europeia que reclama da carne bovina brasileira. Em comunicado enviado ao Ministério da Agricultura, a Itália informa que encontrou traços de Ivermectina no produto do frigorífico JBS - o mesmo problema que levou o Brasil a suspender as vendas de carne industrializada para os Estados Unidos. Ainda não é o caso de medidas extremas, porque não ultrapassou os limites internacionais, mas acende uma luz amarela.
A Ivermectina é um vermífugo largamente utilizado na criação de gado bovino. Só que é preciso certos cuidados. Depois de administrar o remédio, pecuaristas e frigoríficos tem que esperar entre 30 e 90 dias para abater o animal. Caso contrário, ainda restarão traços da Ivermectina no produto. E obviamente ninguém quer comer carne com vermífugo.
Quando os americanos detectaram o problema pela primeira vez nas plantas do Bertin, que foi comprado pelo JBS (maior frigorífico do mundo), houve todo o tipo de desconfiança no Brasil. Altos funcionários do governo e empresários reclamavam que os EUA tinham mudado o sistema de detecção da Ivermectina e que estavam sendo muito rígidos. Não disseram abertamente, mas insinuaram que os americanos estavam retaliando o Brasil por seu apoio ao programa nuclear do Irã.
O tempo mostrou que não era nada disso. O problema é interno e aponta uma série de descuidos. Ainda não se sabe de quem é a responsabilidade. Remédios contrabandeados chegando ao País? Fraca fiscalização do Ministério da Agricultura? Falta de cuidado do pecuarista que manda o gado para o abate antes do prazo? Problemas no processo produtivo do JBS?
Como as infrações foram encontradas apenas em produtos do JBS, a concorrência acusa a empresa à boca pequena de misturar gordura demais na carne industrializada para baratear o custo, o que elevou o nível de Ivermectina. Marfrig e Minerva querem que o governo brasileiro libere sua exportação para os EUA, o que pode ocorrer nos próximos dias. Não aceitam pagar pelos supostos erros do concorrente.
A JBS nega qualquer irregularidade e diz que o problema é da cadeia da carne bovina. Mas, enquanto permanece esse jogo de empurra, está em risco a credibilidade internacional da carne brasileira, um dos produtos mais importantes das exportações.

FONTE: BLOGS.ESTADAO.COM.BR

Leilão Simental Parade movimenta mais de R$ 742 mil na Feicorte 2010


A primeira edição do leilão Simental Parade movimentou R$ 742.800,00 durante a Feicorte, em São Paulo. Promovido por dois importantes projetos de seleção da raça Simental (Casa Branca Agropastoril e Simental Alambary), o remate atingiu a boa média de R$ 23.280,00 mil por animal, todos selecionados com extremo rigor produtivo e zootécnico pelos promotores e convidados especiais.
No total, 30 lotes de animais foram comercializados pelo valor de R$ 698.400,00. Outros quatro lotes de embriões também foram vendidos pelo valor de R$ 44.400,00, média de R$ 11.100,00.
Entre os destaques, está a venda de 50% da matriz PWM Forbbiden Fruit, da Casa Branca, por R$ 98.400,00, o que projeta o seu valor total para R$ 196.800,00. Grande Campeã em Esteio (RS) e do Show da Raça (SP), a fêmea de 54 meses também é mãe da Campeã Nacional Jóia Rara, comprovando o repasse de sua genética superior à progênie.
Outro fato marcante no remate foi a comercialização da matriz Imperial Marloe, da Simental Alambary, por R$ 55.200,00. A fêmea é a Grande Campeã do Show da Raça 2010 e foi a Grande Campeã Nacional da raça Simental no dia seguinte ao leilão durante a Feicorte, além de atualmente liderar a categoria vaca adulta do ranking paulista Simental.
Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca Agropastoril, ressalta que o Simental Parade foi importante para mostrar a força da raça Simental no País. “Além da qualidade indiscutível, os animais jovens da raça Simental são totalmente adaptados à pecuária moderna com características peculiares como rusticidade, fertilidade e precocidade sexual. É por isso que a demanda pela raça cresce a cada ano”.
David Fernandez, proprietário da Simental Alambary, entende que o resultado do leilão fez jus à qualidade genética apresentada. “Abri mão de realizar o leilão Quality para colocar à venda os produtos de melhor qualidade da Alambary na Feicorte. Sem dúvida nenhuma, as fêmeas comercializadas disseminarão produtividade a pecuária nacional”, ressalta o pecuarista.

FONTE: Revista Fator

Preço da carne sobe 4% entre janeiro e maio, aponta Dieese

Alta atingiu todos os cortes, tanto de primeira como de segunda categoria
O preço da carne bovina subiu 4% entre janeiro e maio deste ano, enquanto a inflação constatada no período foi de 3,19%, de acordo com dados do Índice de Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento mostra que houve elevação de preço em todos os cortes do produto, tanto de primeira como de segunda.
O movimento de alta do preço da carne é contrário ao do apresentado no mesmo período do ano passado, quando houve barateamento de 4,82% do item e a inflação era de 1,66%. A maior alta registrada pela pesquisa no acumulado deste ano foi do acém, com 6,09%, seguido pelo patinho, com 5,10%, e pelo contra-filé, com 5% de aumento.
De acordo com Jorge Paulino Camisa Nova, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Carne Fresca do Estado de São Paulo, que representa os açougues e outros estabelecimentos que vendem carne bovina, de janeiro até maio houve encarecimento da arroba do boi, passando de R$ 70 para R$ 76 em São Paulo.
– O Estado sofre com a escassez de pasto com o avanço da plantação de cana-de-açúcar. A cada ano há menos áreas para gado de corte, o que ajuda a encarecer o custo da carne frente a demanda – comenta.
No início do ano, o produtor segurou o boi no pasto até que a arroba tivesse uma maior valorização. Além disso, a chuva em excesso também atrapalhou a produção. Apesar de melhorar os pastos, atrapalha o escoamento da carne.
No momento, o mercado está em período de entressafra de gado, já que no inverno há menos chuvas, o que deixa o pasto ruim para a criação do boi.
– Nesse período, os preços tendem a subir. Porém, como eles já subiram antes, devemos ter estabilização ou até queda neste mês e nos próximos – comenta Cornélia Nogueira Porto, coordenadora da pesquisa para a formação do índice de inflação do Dieese.

Exportação
Há também influência das exportações no preço da carne para o consumidor final. De acordo com relatório do Centro de Estudos Aplicados de Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), no mês de maio foram embarcadas 90,4 mil toneladas de carne in natura, volume 15% superior ao de abril deste ano e 20% maior que o de maio de 2009.
O preço pago por tonelada também subiu de abril para maio, passando para US$ 4 mil, o que deixa o envio para o exterior mais atrativo do que a venda para o mercado interno.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Pecuaristas lançam “carne de grife”


A pecuária de corte sul-mato-grossense comemora o lançamento da primeira “carne de grife” do Estado: o Selecion Novilho Precoce MS. Produzida por pecuaristas da Novilho Precoce MS, o produto é resultado da aliança mercadológica com o grupo varejista Carrefour. O lançamento aconteceu dia 17 de junho em São Paulo durante a 16ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte) e reuniu associados, parceiros e diversas autoridades.
"A Carne Carrefour Selection - Novilho Precoce é inovadora no mix de produtos do Grupo. É o primeiro produto da marca Carrefour que apresenta o selo de Garantia de Origem (GO), assegurando a qualidade da cadeia produtiva desde o pasto até a gôndola”, afirma Claudio Irie, Diretor de Marca Própria do Carrefour. “A proposta é oferecer uma linha diferenciada e de alta qualidade associada a um preço bem competitivo" complementa o diretor.
A parceria com o grupo varejista iniciou no ano de 2.000 e conseguiu unir três importantes elos da cadeia produtiva: o pecuarista, o frigorífico e o varejo. Com um volume de abate que já soma exatos 336.208 bovinos abatidos ao longo de dez anos – comercializados com o selo de Garantia de Origem (G.O), certificado de origem implantado pelo Carrefour em 1.999 – a parceria foi ampliada para uma nova linha e produtos que dentro do segmento da “marca própria” (Produtos Carrefour) passa a ser comercializado como Selecion Novilho Precoce MS.
“O lançamento de uma marca vem ao encontro do que sempre almejamos. É o reconhecimento da qualidade do produto que diariamente produzimos em nossas fazendas. É muito gratificante, e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade para nós da Associação, a garantia de uma carne saudável e saborosa para os consumidores que a cada dia só aumenta suas exigências quanto aos alimentos que adquire”, pondera o pecuarista e presidente da Novilho Precoce MS, Nedson Rodrigues, que explica: “com exceção da região sul, seremos responsáveis por toda a produção de novilho precoce comercializado pelo Selecion no Brasil”.
Gerente nacional de produtos com Garantia de Origem do Carrefour, para Daniel Pereira Alexandre o lançamento da marca própria da carne é mérito a ser compartilhado entre o Grupo e os pecuaristas da Novilho Precoce MS. “Poder garantir aos nossos consumidores um produto de qualidade é nossa missão. Agora, quando esse produto é fruto de uma parceria de tão longa data e agrega a credibilidade do Carrefour, G.O e Novilho Precoce MS, é uma satisfação que só mesmo uma marca pode resumir”, ressalta Daniel.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção, indústria, Comércio e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, enalteceu a importância do momento para o pecuarista Sul-Mato-Grossense. Segundo ela, que também é associada a Novilho Precoce MS, “é gratificante verificar que os elos se organizaram e promoveram mudanças em seus sistemas de produção ajustando-o as exigências dos mercados mais exigentes”, ressaltou Tereza Cristina.
Os cortes Selecion Novilho Precoce MS já estão nas gôndolas das lojas do grupo Carrefour de São Paulo e, até final de junho, chegam às unidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. A meta é contemplar todas as unidades do Grupo Carrefour no Brasil nos formatos hiper e super até outubro.

AVANÇOS
Visando atender a crescente demanda por carne bovina de “qualidade” comprovada e com “identificação de origem” nos mercados nacional e internacional, a Novilho Precoce MS proporciona aos seus atuais 210 associados condições diferenciadas para a negociação de seus animais, mediante o estabelecimento de “alianças mercadológicas”, como é o caso do Grupo Carrefour, com o qual possui uma parceria comercial que já se estende por dez anos.
O amadurecimento profissional e o avanço da produtividade dos associados a Novilho Precoce MS possibilitaram após 11 anos de trabalho a formalização de uma nova parceria, dessa vez com o Grupo Bertin – hoje JBS. Desde julho de 2009 vigora um contrato para “compra e venda” de bovinos para o abate anual de 65 mil animais. Para aferir a qualidade da carne produzida, através da parceria foi realizado no mês de maio um abate técnico para exportação que reuniu 1.491 machos precoces e faturou R$ 2,1 milhões em dois dias de abates.
Outra recente e importante parceria foi firmada no início do ano com Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC S.A), estatal vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia que validou em propriedades associadas o funcionamento do primeiro semicondutor com tecnologia e produção brasileira para o agronegócio, o “Chip do Boi”.
Focado em produzir “qualidade”, a Novilho Precoce MS lançou no mês passado um amplo projeto de suporte técnico aos associados: o Serviço de Assessoria Técnica (SAT). O programa abrange um pacote de serviços a serem executados por instituições parceiras e profissionais qualificados em todo o processo produtivo abrangendo nutrição animal, manejo geral, pastagens, gestão da propriedade e sanidade animal, por exemplo.
Por fim, associado ao SAT a Novilho Precoce MS também caminha para implantar protocolos de certificação da propriedade, iniciando pelas Boas Práticas Agropecuárias (BPA – Bovinos de Corte), programa idealizado pela Embrapa Gado de Corte. “Tomamos como um dos objetivos da Associação não apenas olhar para o mercado, mas também valorizar o produtor da porteira para dentro. Liderar ações para ajudar o pecuarista a aumentar a sua eficiência e produzir com mais qualidade é o nosso objetivo diário”, finaliza Nedson Rodrigues Pereira.
Só nos primeiros cinco meses desse ano a Associação abateu 39.308 bovinos dos quais 13.229 na parceria com o Carrefour. Ano passado o volume total abatido somou 79.001 animais, sendo destes 47.152 destinados a aliança mercadológica com o grupo varejista. Nos anos anteriores os abates na parceria somaram 39.425 animais (2008), 48.373 animais (2007), 47.754 (2006).
FONTE: ASPNP/NOVILHO PRECOCE-MS

Veto à compra de terras causa divergência de opiniões

A proposta do governo de proibir a compra de terras brasileiras por estrangeiros gerou forte repercussão com divergência de opiniões

Os agricultores são favoráveis ao controle sobre a aquisição dessas terras, mas agentes de mercado alertam para eventual quebra de contrato se a decisão do governo atingir investimentos anteriores à publicação da nova regra.
O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), José Mário Schreiner, apoia a medida. "Não está errado, tem que haver controle mesmo. Mas tem que cuidar do capital produtivo que ajuda o setor. Precisamos é aprofundar esse debate". No mesmo tom, a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) cobra pressa do governo em mudar a Constituição.
O presidente da Contag, Alberto Broch diz que "somos altamente favoráveis. Consta, inclusive, da nossa pauta histórica. Temos que ter marcos regulatórios e ação regional sobre isso porque 20% das terras uruguaias, por exemplo, já estão na mão de estrangeiros". Ele afirma, porém, que será difícil votar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso. "Talvez a gente tenha dificuldades, porque boa parte tem concepção contrária", diz.
Mas há ceticismo sobre a eficácia da proposta assumida publicamente pelo presidente Lula e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, acredita que a proibição não resolverá a situação do setor. "Se restringir, faz parceria com brasileiro e pronto. O que interessa é política de renda. Se o produtor não tiver dinheiro, vai acabar vendendo a terra", afirma. "Hoje, 50% da área de soja em Mato Grosso é de terras arrendadas. O produtor não dá conta de plantar, o que provoca forte concentração de terras. E todo ano aumenta", observa ele.
O diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, afirma que a restrição terá impactos negativos no setor. "Vai haver mudanças de mercado. Os fundos de investimento estrangeiros, que têm arrendamentos e dinheiro alocados aqui, terão que se reposicionar. Impacta o setor porque esse dinheiro em usinas e nas lavouras de soja tem um peso grande. O setor vai sentir bastante isso", avalia o especialista. O advogado Renato Buranello pede calma. "Isso assusta um pouco, sim. Não se pode gerar insegurança jurídica, mexer em direito adquirido ou rasgar contratos", defende. E pede tratamentos diferentes: "Nem todo capital vem com caráter especulativo", lembra.

FONTE: Valor Econômico

Com escalas mais curtas frigoríficos reajustam preços

Diante do encurtamento das escalas, os frigoríficos precisaram ofertar preços mais altos pela arroba e o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 82,82/@, com valorização de R$ 0,33. O indicador a prazo teve alta de R$ 0,45, sendo cotado a R$ 83,76/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



O mercado futuro acompanhou o movimento do indicador e todos os contratos de boi gordo negociados na BM&FBovespa fecharam em alta. O primeiro vencimento, junho/10, teve variação positiva de R$ 0,53, fechando a R$ 83,03/@. Outubro/10 terminou o pregão de ontem valendo R$ 85,31/@, com valorização de R$ 0,39.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 22/06/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



O leitor do BeefPoint, Francisco dos Santos, de Campo Grande/MS, nos enviou o seguinte comentário: "o mercado fisico do boi gordo aqui no MS, abriu a semana com pouca oferta, frigoríficos com escalas curtas oferecem preços até R$ 77,00, à vista, para não ficarem sem escalas. Acredito que se começar a ofertar mais pelo boi, vai despertar o animo dos invernistas e ai vira aquela novela conhecida, vai subir, vai subir, ai vira aquela queda de braço entre indústria e pecuaristas. Vamos torcer para que o consumo aumente para que o boi acompanhe também".

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,20, o dianteiro a R$ 4,30 e a ponta de agulha a R$ 3,90. O equivalente físico permaneceu inalterado em R$ 77,40. Com o indicador de boi gordo subindo 0,40%, o spread (diferença) entre indicador e equivalente subiu para R$ 5,42/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 714,94/cabeça, com desvalorização de R$ 5,75. A relação de troca voltou a subir, ficando em 1:1,91.

FONTE : André Camargo, Equipe BeefPoint

Pecuária: oferta de boi gordo é pequena em São Paulo

Existe pouca oferta de animais para o abate. Mesmo o frio ou a diminuição da capacidade de suporte das pastagens não têm sido suficientes para aumentar a disponibilidade de gado e tirar a sustentação das cotações.
Em São Paulo, mediante a dificuldade no fechamento dos negócios, o preço do boi gordo a prazo subiu para R$82,00/@, livre do funrural. Existem cotações R$1,00/@ mais altas, mas são específicas para alguns frigoríficos em determinadas ocasiões. Existe pressão para a alta do preço à vista, seguindo a tendência do mercado a prazo.
Os compradores paulistas também estão agressivos na compra das fêmeas, especialmente os que trabalham mais no mercado interno. Foram fechados negócios com a vaca gorda em até R$77,00/@, à vista, livre do imposto.
A menor oferta de animais em São Paulo fez os preços da carne com osso no atacado subirem. Houve alta de R$0,10/kg no traseiro e dianteiro casados e ponta de agulha.

Fonte: Scot Consultoria

Aftosa: Equador suspende exportação de carne

O Equador suspendeu as exportações de carne por causa de um foco de febre aftosa que afeta 11 das 24 províncias do país,informou a entidade equatoriana de controle agropecuário.
"Se o Equador não erradicar essa doença, não podemos exportar produtos de origem animal nem subprodutos. Por isso, está completamente proibida a exportação", disse o porta-voz da Agência de Garantia de Qualidade do Agro (Agrocalidad), Alejandro Sáenz. Segundo o funcionário, entre janeiro e maio desse ano, foram registrados 36 focos de contágio, onde há 3.851 bovinos, dos quais 580 estão doentes e oito morreram.
"A Agrocalidad tomou a precaução de isolar os estabelecimentos. Nossos funcionários tomaram medidas sanitárias de isolamento do lugar, vacinação e desinfecção". Sáenz disse que, das 11 províncias infectadas, estão em quarentena Orellana, Cotopaxi, Imbabura, Manabí, Pichincha e Santo Domingo. Nessa regiões, está proibida a movimentação de gado.
No Equador há 4,5 milhões de bovinos, dos quais 61% têm sido vacinados semestralmente. "A porcentagem de vacinação é baixa, o problema é que os pecuaristas não estão fazendo. É por isso que estamos realizando uma intensa campanha de vacinação".

FONTE: Agence France-Presse (AFP), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mesmo com fatores de alta, mercado de carne no atacado perdeu sustentação

O atacado de carne bovina sem osso de São Paulo perdeu sustentação.
Embora a desvalorização observada tenha sido pequena, 0,6%, em média, é importante se atentar ao cenário atual da pecuária no Estado.
Os frigoríficos paulistas estão encontrando dificuldades para comprar boiadas, mesmo com a alta dos preços nos últimos dias.
O mercado do boi gordo firme, além de pressionar os preços da carne, acaba reduzindo a oferta no atacado. São fatores altistas, mas que não estão sendo confirmados pelo comportamento das vendas dos cortes sem osso no atacado.
O atacado encontra dificuldade em aumentar os preços para o varejo, que por sua vez não registra variações nas cotações da carne.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Feicorte: Caio Junqueira fala sobre o mercado do boi

Na semana passada, a Equipe BeefPoint esteve na Feicorte 2010 e gravou diversas entrevistas com os participantes da feira, o material ficou bastante interessante e será disponibilizados ao longo dos próximos dias, confira. Na quinta-feira (17/06), André Camargo conversou com Caio Junqueira, da Cross Investimentos, a respeito do mercado do boi gordo.
"A reposição está completamente desregulada, muita cara e isso vem estrangulando um pouco a pecuária em geral".
"No curto prazo o mercado está pressionado, com um pouco de boi de pasto sendo ofertado no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Essa pressão acaba tendo efeito também nas negociações de mercado futuro, por conta das escalas um pouco mais alongadas nessas regiões".
"O grosso da oferta dos últimos dias ainda é boi de pasto e existe uma pequena participação de animais de confinamento. Mas no geral ainda é muito pouco boi de cocho".
"O mercado do boi está bem regulado na oferta e demanda que fica difícil arriscar uma previsão. Para outubro a gente acredita que o volume de animais confinados vai ser menor, mas será suficiente para manter o mercado pressionado".
"Uma possível alta da arroba do boi seria agora, quando deve existir um gargalo na oferta, com final das ofertas de boi de pasto e ainda pouca oferta de animais confinados. Quanto mais essa valorização for postergada, menor deverá ser a alta no mercado físico e ficará mais difícil sustentá-la".
O desenvolvimento deste projeto só foi possível graças ao apoio da Allflex, In Vitro Brasil e Pioneer Sementes, que confiaram no trabalho da Equipe BeefPoint e viabilizaram a produção das entrevistas gravadas na Feicorte 2010.

VEJA O VÍDEO: http://www.beefpoint.com.br/feicorte-caio-junqueira-fala-sobre-o-mercado-do-boi_noticia_63746_15_166_.aspx

FONTE: BEEFPOINT

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carne bovina deve ficar mais elitilizada, segundo a Assocon


O presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Ricardo Merola, adiantou uma expectativa que pode se revelar uma grande novidade no cenário futuro da pecuária de corte e também no consumo de carne bovina no Brasil. Ele acredita que, no longo prazo, o produto vai passar a ser consumido por um nicho social sofisticado e de maior poder aquisitivo. “Ficará mais elitizado”, afirma.
Na opinião de Merola, os custos de produção para a engorda do boi deverão subir e tornar mais oneroso o quilo de carne para a dona de casa. De outro lado, a proteína de frango, a qual Merola chama de alternativa, está mais barata e a tendência é que o brasileiro a leve cada vez mais à mesa, visto que a renda das famílias melhorou. E o consumo per capita de frango no Brasil aumentou 300% nos últimos 20 anos, de acordo com a consultoria AgraFNP.
No caso do gado confinado, o primeiro censo feito pela Assocon no estado de São Paulo, divulgado durante a Feira Internacional Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), registra queda de 5% no número de animais confinados em 2009 (342.297 cabeças), na comparação com o ano de 2008.
Segundo Merola, o custo do boi magro, em alta constante, entre outros fatores, tem impedido o crescimento desse sistema de engorda. “O produtor ficou sem margem”, diz. E as previsões não são otimistas, visto que o presidente da Assocon aposta numa queda mais drástica em 2010. Ele não quis adiantar números, mas os comentários na feira variavam de 5% a 20% no volume.
Frigoríficos incrementam o confinamento
Outra mudança que está ocorrendo nos confinamentos é a maior participação dos frigoríficos nesse sistema de engorda intensiva. Estatísticas da Assocon mostram que, dos 2,3 milhões de animais confinados no país em 2009, 2,1 milhões saíram das fazendas dos produtores, enquanto 200 mil cabeças foram engordadas em áreas dos frigoríficos.
De acordo com Juan Lebron, diretor-executivo da Assocon, a previsão é de que 2,2 milhões de bois sejam fechados agora em 2010, e pelo menos 400 mil deverão ser confinados pelos frigoríficos.
Se esse quadro se confirmar, Lebron acredita que os levantamentos futuros do número de gado confinado deverão ser feitos separadamente nas fazendas e nas plantas frigoríficas, como forma de evitar que a realidade seja mascarada. “No futuro, a metodologia pode mudar, visto que o aumento no número de cabeças confinadas se dá nos frigoríficos, enquanto o volume tem caído do lado dos produtores", afirma.
FONTE: GLOBO RURAL

Preço da carne bovina deve subir 10% nos próximos dias

Com a chegada do período de entressafra, o preço da carne tende a subir naturalmente, mas esse ano outros fatores devem colaborar para o aumento do preço, a alta do bezerro e a retomada das exportações.
A previsão é de desaceleração dos abates, diante da disparada do preço do bezerro. A cotação chegou a R$ 740,23, no dia 16 de junho, alta de R$ 20 só este mês, de acordo com Esalq/USP. O que deve refletir no valor da arroba do boi e da carne que é repassada para os consumidores.
Para o economista, Carlos Alberto Vitoratti, o fator que influencia ainda mais esse aumento é a retomada das exportações. “Os números mostram que nos próximos 30 dias o aumento chegue de 5,5%. A partir de 90 dias esse aumento deve ser de até 10%. O Brasil voltou a exportar e, com isso, o preço tende a subir. Mas os números ainda podem mudar, tudo vai depender da tendência de mercado”.
Em Dourados, esse aumento ainda não aconteceu, mas não deve demorar muito. O proprietário de açougue, Evandro Luiz Catucci, diz que o preço tende a subir nos próximos dias. “Estamos prevendo um aumento de 5% a 10%. A solução para não perder as vendas é tentar repassar o mínimo possível aos consumidores”.
O gerente de um supermercado de Dourados, José Almir Nunes, garante que ainda não sofreu nenhuma mudança no valor da carne bovina. “Temos bastante estoque e ainda não foi repassado qualquer aumento pelo fornecedor”.
Já os consumidores pensam diferente, em época de Copa do Mundo e comemorações, eles já sentem no bolso o aumento no preço da carne. A dona de casa, Alessandra Barbosa Leal, diz que o valor da compra mensal já aumentou e o jeito é buscar alternativas no cardápio. “Já sinto um aumento no valor da compra, mas, para não sofrer muito, tento comer mais ovos e saladas e diminuir a quantidade de carne”.
Para Dulcilene Figueiredo da Silva, que mora em Caarapó, o aumento ainda não foi tão grande, mas já pede algumas mudanças no dia-a-dia. “Na minha casa não ficamos sem carne, então eu procuro comer mais frango, que não é tão caro”.
Evandro Luiz Catucci esclarece que a escolha do corte também pode ajudar na hora de economizar. “Além do frango e da carne suína, o consumidor pode procurar cortes mais baratos como a fraldinha, maminha e capa de filé e evitar as picanhas e filés nos churrascos”.
Em Campo Grande os consumidores reclamam do aumento da carne bovina. O último Índice de Preços ao Consumidor, relativo a maio, apontou aumento em praticamente todos os cortes, sendo os mais significativos no músculo (9,81%), acém (5,80%), filé mignon (5,74%), ponta de peito (5,22%) e alcatra (4,79%).

Fonte: Diário MS

Na balança II

Continuando o artigo anterior.

Mesmo que hoje o peso vivo tenha sido eleito como o termômetro do bom desempenho do gado de corte, o ideal é estimar o peso da carcaça e aí vem a pergunta: a que horas a boiada deve ser pesada?
Para responder esta pergunta, a primeira informação importante é saber o tempo de jejum que o gado fica no frigorífico antes do abate. De acordo com a norma brasileira, para que o animal possa fornecer uma carcaça com carne de qualidade o boi deve ficar no curral do frigorífico, sem comer mas com acesso livre à água por 24 hrs antes de ser abatido. Nestas condições o animal de 480 Kg perde, em média, 55 Kg. Do total deste peso 95% consiste na eliminação de fezes e urina, evaporação e da falta de alimentação e apenas 5% deste peso é refletido na carcaça.. Se o jejum passar das 24 hrs, aí sim temos um problema pois depois de 24 hrs de jejum a carcaça será consumida cerca de 1,5% do seu peso a cada hora adicional.
Mas então será necessário deixar o animal em jejum por 24 hrs na fazenda para pesar e ter um rendimento de carcaça real? Não. Pesquisas apontam que para se obter um resultado confiável e evitar desgaste desnecessário do gado a estratégia deve ser deixar os animais comerem até às 19 hrs e então prendê-los para iniciar o jejum e pesá-los às 11 hrs completando, assim, 16 hrs de jejum.
Para calcular o peso vivo equivalente a 24 hrs de jejum multiplica-se o peso obtido no jejum de 16 hrs por 0,98, portanto um boi de 400 Kg que passou 16 hrs em jejum pesará 392 Kg com 24 hrs de jejum, 2% menos. Após esta pesagem aplicar o rendimento de carcaça esperado.
Embora alguns recomendem deixar o gado sem beber água durante o período de jejum, este manejo é inapropriado pois a falta de água causará desconforto principalmente se a temperatura estivar acima dos 25 graus celsius. Outro motivo é que a ausência de água reduz o apetite temporiariamente pois a falta de água diminui a quantidade de protozoários e bactérias que vivem no rúmen responsáveis pela digestão do capim.

Fonte: Enrico Ortolani - Revista DBO Rural