sábado, 29 de outubro de 2011

Frigorífico SILVA, no RS, amplia premiações para animais ANGUS

De olho na demanda pela Carne Angus Certificada, o Frigorífico Silva, parceiro do Programa Carne Angus Certificada da Associação Brasileira de Angus, desde 2009, anunciou ontem, dia 28/10/2011 uma ampliação nas premiações pagas aos produtores participantes do Programa de Carnes da ABA, elevando o teto das premiações para até 10%, para animais destinados ao mercado interno.

Pioneiro na valorização de machos e fêmeas na mesma base de preço no estado do RS, o frigorífico Silva de Santa Maria, RS, dá mais um passo em direção ao fortalecimento de sua relação com fornecedores de animais Angus de Qualidade. O novo sistema de premiação, que passa a vigorar a partir de 01 de novembro de 2011 ampliou os percentuais de remuneração por qualidade aos animais classificados no Programa, em uma tabela progressiva de premiações, que valoriza as características de peso de carcaça e idade para animais Angus bem terminados.

Para Fábio Medeiros, coordenador do Programa de carnes da ABA, o novo sistema de premiação é um forte indicativo de tendência de mercado e mais uma vitória da cadeia produtiva de carne de qualidade Angus. “A demanda e valorização crescentes pelo consumidor da Carne Angus Certificada tem permitido a valorização do Angus em todos os elos da cadeia produtiva. Na industria, as premiações para machos já chegam a 10% e para as fêmeas próximo a 16% dependendo da diferença de base entre os sexos. Sem dúvida, temos um avanço e mais uma demonstração ao produtor de que a especialização na produção de animais Angus de qualidade é um caminho sem volta” afirmou.

Confira abaixo a versão gráfica do novo sistema de premiação.
Nova tabeça de premiação ANGUS - Frigorífico Silva - RS

Maiores informações podem ser obtidas na Associação Brasileira de Angus pelos fones 51 8143.3246 ou 3328.9122 ou diretamente na central de compra de gado do Frigorífico Silva, com Diogo Soccal, pelo fone 55 2103.2525

CONFIRA mais detalhes no site - www.carneangus.org.br

Pecuaristas de MT estão diretamente prejudicados com falta de concorrência entre os frigoríficos

Falta concorrência entre empresas no Mato Grosso para valorizar a arroba deste importante Estado produtor de carne. Após os pequenos frigoríficos falirem com pedido de recuperação judicial, volume de gado a ser abatido se concentra em poucas unidades. Referência entre praças chega a R$ 3,00 no diferencial.



Pecuaristas de Mato Grosso estão diretamente prejudicados com a falta de concorrência entre os frigoríficos do estado.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Canarana/MT, Marcos da Rosa, após os pequenos frigoríficos falirem com pedido de recuperação judicial, o volume de gado a ser abatido se concentra em apenas duas unidades hoje.

Sendo assim, o número de gado de confinamento do oeste de Mato Grosso já preencheu as escalas das indústrias abatedouras até o mês de novembro. Como consequência, hoje há sobra de boiada criada à pasto na região e muitos frigoríficos de outros estados concorrentes aproveitam o volume excedente, ofertando muito menos pela arroba. A referência entre praças já chega a R$ 3,00 no diferencial.

O presidente do BNDS avaliou que o país precisa montar uma estratégia integrada para o fomento da atividade pecuária do país. De acordo com ele, há um excesso de capacidade nos frigoríficos e grande demanda por carne no mercado asiático. "A ação governamental deveria ser no varejo, valorizando o pecuarista, reduzindo os preços pra população brasileira e criando capacidades para o produtor produzir mais. O produtor brasileiro só exporta 20% da sua produção abatida. É um problema interno brasiliero", contesta.

Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Marília Pozzer

Agricultura lança a campanha de vacinação da Bolívia

Comitiva brasileira também se reunirá com autoridades bolivianas para ampliar apoio sanitário

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participam do lançamento do 22º Ciclo de Vacinação Contra a Febre Aftosa da Bolívia no dia 1º de novembro, em La Paz. A comitiva brasileira permanecerá no país de 31 de outubro a 2 de novembro. O grupo será liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim. Também estarão presentes o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Marques, e o coordenador de Trânsito e Quarentena Animal, Bruno Cotta.

O objetivo da viagem é reafirmar o compromisso do governo brasileiro de colaborar com os países vizinhos no processo de erradicação da doença nessas regiões. Além da solenidade de abertura da campanha de imunização, o diretor Guilherme Marques participará de uma reunião bilateral com as autoridades bolivianas para a definição de ações futuras de apoio técnico e financeiro entre os países.

Em outro encontro importante, o ministério será representado pelo coordenador Bruno Cotta na discussão sobre questões relacionadas à certificação sanitária para que o Brasil possa reabrir a exportação de bovinos vivos para a Bolívia. A Bolívia registrou o último foco da doença em 2007 e tem um rebanho de, aproximadamente, sete milhões de bovinos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Revisado o peso mínimo de terneiros


A Secretaria da Agricultura (Seapa) voltou atrás e resolveu reduzir em 20 quilos o peso mínimo de terneiros, terneiras e vaquilhonas para participação nas expofeiras oficiais desta primavera. O pedido foi feito pelo setor no início da temporada, mas a Seapa avaliou que não seria necessário. Na quarta-feira (26), a ordem de serviço n 05/2011, válida até 31 de dezembro, foi publicada no Diário Oficial do Estado com o objetivo de amenizar o impacto da estiagem do último verão. Segundo o chefe de Exposições e Feiras da Seapa, Honório Franco, as regiões produtoras não conseguiram manter o ganho de peso dentro da média. Quem já levou os animais à pista ficou com a impressão que poderia ter ofertado e faturado mais. Na avaliação do coordenador da Expofeira de São Francisco de Assis, Paulo Gioda, o número de exemplares oferecido poderia ter sido maior se a normativa já estivesse em vigor. Contudo, o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, lembra que o forte da oferta nestas categorias ocorre a partir da primeira semana de novembro.

Com a medida, que já havia sido adotada na temporada passada, os terneiros nascidos na primavera e no outono devem pesar, no mínimo, 140 quilos e 180 quilos, respectivamente. Já para as fêmeas nascidas na primavera, o básico é ter 130 quilos e, para as de outono, 160 quilos.

Conforme a Seapa, a alteração foi feita a pedido de pecuaristas da Campanha e da Fronteira-Oeste. De acordo com o presidente do Núcleo de Terneiros de Bagé, Edson Paiva, o perfil da região é de pequenos produtores, que mantêm o gado em campo nativo. "Viemos de três secas de verão, e as pastagens não conseguem se regenerar." No dia 11 de novembro, o remate do município irá ofertar 2,5 mil animais, sendo a maior parte deles terneiros de um ano. "Os animais que não conseguiram atingir o peso em abril voltam agora", reforça.

Boi/CEPEA: Cotações ultrapassam R$ 100

O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) ultrapassou os R$ 100 nesta semana, voltando aos patamares observados em agosto de 2011. Segundo levantamentos do Cepea, as valorizações diárias não têm sido significativas, visto que o mercado interno continua lento. O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 101,04 na quarta-feira, 26, elevação de 1,68% entre 19 e 26 de outubro.

Marfrig discute pecuária sustentável no Pampa



“Política de Sustentabilidade e a Parceria com a Alianza Del Pastizal” será o tema da palestra do gerente de sustentabilidade do Grupo Marfrig, Mathias Almeida, no próximo dia 28 de outubro, durante o V Encontro de Pecuaristas do Cone Sul da América do Sul, uma iniciativa da ONG Alianza Del Pastizal.

O evento, que acontece entre os dias 27 a 29 de outubro em Lavras do Sul (RS), discutirá as propostas de desenvolvimento de iniciativas ligadas à pecuária sustentável. A palestra da Marfrig destacará a parceria da companhia com a ONG Alianza Del Pastizal para incentivo da produção de carne com responsabilidade social e ambiental na região dos pampas gaúchos.

Mathias Almeida destacará ainda os programas de fomento à pecuária sustentável da empresa, como o Marfrig Club, que orienta e incentiva as práticas sustentáveis na atividade. “Nossa proposta é mostrar nossa preocupação com a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva da carne bovina e orientar os produtores sobre o apoio da indústria para a transformação da pecuária brasileira em uma referência mundial de práticas sustentáveis”, ressalta o gerente de sustentabilidade.

Com 14 unidades industriais, de distribuição e de produção de matrizes, o Grupo Marfrig é a principal indústria do setor de carnes no Estado do Rio Grande do Sul e a única no segmento de carne bovina a operar com as quatro principais certificações socioambientais: ISO 14000 (Gestão Ambiental); ISO 22000 (Segurança do Alimento); OHSAS 18000 (Gestão da Saúde e Segurança) e SA 8000 (Responsabilidade Social).

A Alianza Del Pastizal é uma iniciativa de diferentes organizações voltadas à conservação do meio ambiente nos quatro países que compartilham o bioma Pampa: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O principal intuito da organização é o incentivo das questões sustentáveis para a carne do Bioma Pampa, para que essas carnes sejam reconhecidas por permitirem a conservação de um ecossistema saudável. Dessa forma, a Alianza é uma ferramenta para os produtores preocupados em cumprir com os requisitos ambientais, ao mesmo tempo que mantém os bons índices de produção em seus campos.

Agrolink com informações de assessoria

Com as escalas mais curtas, a expectativa é de preços firmes para o boi gordo

A quarta-feira foi de boa movimentação e preços firmes no mercado do boi gordo.

Em São Paulo, o preço se manteve em R$98,00/@, à vista, e R$100,00/@, a prazo, ambos livres de imposto. Mesmo não frequentes, acontecem negócios a R$2,00/@ acima desta referência.

A dificuldade de compra de animais terminados aumentou e é nítido o encurtamento das escalas de abate em relação à semana anterior. As programações estão menos heterogêneas e atendem, em média, três dias.

Houve valorizações em sete das trinta e uma praças pesquisadas.

No mercado atacadista de carne com osso as cotações permaneceram inalteradas. Embora haja tendência de valorização em curto prazo e tentativas de venda a preços mais altos, a demanda ainda não deu sinais de melhora.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sobre pecuaristas e frigoríficos !!!

Há tempos que penso a forma ideal de expressar minhas percepções sobre a relação pecuarista e frigorífico. Conheço muitos frigoríficos e milhares de pecuaristas. Já ouvi todo o tipo de argumento de ambos os lados. E de uma maneira em geral o que se conclui é que pensam de maneira não-coletiva e pouco sinérgica.

O pecuarista pressiona por ser o detentor da matéria prima; acredita – equivocadamente – que sozinho “ele tem a força”. O frigorífico usa seu poder de barganha por ser o elo que “transforma boi em carne”.

Sem querer medir que tem mais força (até mesmo por que estaria estabelecendo uma relação de competição) digo que aqueles que pensam simplesmente assim, estão ultrapassados.

Historicamente, pecuaristas e frigoríficos sempre sentaram em lados opostos da mesa. Salvo algumas exceções, onde exista algum tipo de aproximação, esses dois fundamentais elos da cadeia da carne bovina se veem como competidores, concorrentes... quase inimigos. Estão errados! Enquanto não somarem seus esforços e estrategicamente desenvolverem o “negócio carne”, ambos estarão fortalecendo os seus verdadeiros concorrentes.

Alguns apontamentos que gostaria de registrar, com vistas a uma relação mais harmoniosa.

Os pecuaristas reclamam dos baixos rendimentos, “desconfiam” da balança e do toalete da indústria. Historicamente, são eternos inconformados com os valores finais que recebem pelo seu boi.

Os frigoríficos apontam a oscilação da oferta de gado gordo e a insuficiente qualidade do boi como as principais dificuldades da adequada atividade industrial.
Eu acredito nos dois! Penso que os dois estão “parcialmente certos”.

Embora a qualidade do boi abatido no Brasil tenha melhorado muito nos últimos anos, ainda resta um aperfeiçoamento dos sistemas produtivos principalmente no que diz respeito ao tipo animal, padronização de lotes, grau de acabamento, constância na oferta, boas práticas de manejo e bem-estar animal.

Da mesma forma, para a indústria fica o desafio de aprimorar seu relacionamento com o produtor. Mesmo sob relutância é necessário dizer que ainda falta transparência por parte de alguns frigoríficos. Nada mais justo e correto que o produtor conhecer todas as regras do jogo antes de entrar nele. Desde a cotação diária (passando por prazos e condições de pagamento) até o abate e o processamento industrial, tudo deve ser previamente esclarecido. Com uma visão gerencial do negócio, destaco que tudo deve ser “auditável”. O produtor deveria ter a capacidade plena de conferir resultados e informações a fim de dirimir suas dúvidas e desconfianças. De ambas as partes, essa evolução pode contribuir com essa necessária relação.

Salvo algumas iniciativas pontuais, onde grupos de produtores reunidos ao redor de um conceito produtivo ou de uma raça bovina estabeleceram alianças e contratos com grupos frigoríficos, é fundamental que se construa uma relação profissional entre esses dois atores da cadeia.

Equilíbrio, relação de confiança, sinergia de ações e interesses parecem ser as questões principais a serem observadas por aqueles que fazem a pecuária nacional. O fortalecimento dessas relações permitirá o fortalecimento do setor produtivo como um todo. É chegada a hora de transformar essa união – pouco – em muito amistosa.

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo:

Programa de Fomento Angus chega ao RS

Ação está consolidada no Centro-Oeste e Sudeste brasileiro
Equipe DBO

Com a consolidação do Programa de Fomento Angus no Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, desde 2008, o Frigorífico Marfrig estende o projeto ao Rio Grande do Sul, oferecendo assessoria técnica aos pecuaristas. A meta é receber carcaças padronizadas da raça, pagando prêmios que podem chegar a até 10% além do valor de tabela.
O programa fomenta a produção de terneiros Angus ou cruza Angus, elevando a oferta de matéria-prima de qualidade para o Programa Carne Angus Certificada, do próprio frigorífico. A ideia é diminuir a idade de abate e padronizar a carcaça, trazendo benefícios em conjunto para pecuarista e indústria.
Os interessados em integrar o Programa podem entrar em contato com a unidade do Marfrig próxima à propriedade.



Fonte: Portal DBO

BOI GORDO - Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Especialista - XP Investimentos sobre o mercado do Boi Gordo

Boi gordo: semana começou mais positiva, com reajustes no mercado físico e no futuro da BM&F. Apesar da demanda mais fraca de final de mês, expectativas para novembro são altistas já oferta continua reduzida e o consumo aumenta para mercado de final de ano.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Mais altas para o boi gordo

A expectativa de mercado firme para o boi gordo vem se confirmando e mais altas foram registradas.

No levantamento de ontem (25/10), a referência ficou em R$98,00/@, à vista, livre de imposto, em São Paulo, com negócios ocorrendo em valores maiores em alguns casos.

Houve valorização para o boi gordo em dez das trinta e uma praças pesquisadas.

Além das praças paulistas, foram registrados reajustes em Minas Gerais, nas regiões do Triângulo e Norte. De maneira geral, a oferta de gado no estado está bastante restrita.

Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Tocantins também apresentaram alta.

Apesar do início das chuvas, a boiada de pasto não deve aparecer com maior força no curto prazo, o que deve manter a sustentação do mercado.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Conheça e assista o vídeo da campanha de marketing do JBS

O JBS colocou em prática um processo de reestruturação de suas marcas que terá duração de cinco anos. Ao longo dos próximos 18 meses a companhia concentrará seu portfólio de produtos sob as duas principais bandeiras do grupo: Friboi e Swift.

Dentro dessa estratégia, está a inovação de colocar marca na carne in natura, produto que conta com poucas marcas atuantes. A partir de agora, as embalagens receberão uma nova identidade visual criada para Friboi.

A reestruturação conta com o maior plano de comunicação da história da cadeia da carne in natura nacional. A meta é fazer com que Friboi seja reconhecida como a principal marca de produtos alimentícios de carne. O plano de construção da marca leva ao consumidor os conceitos de garantia de origem e qualidade, além de reorganizar o mix de produtos e melhorar a presença nos pontos de venda.

Além disso, outros produtos serão agregados ao portfólio da Friboi. Serão mais de 500 itens à disposição do consumidor. Entre os produtos estão os supergelados (hambúrguer, quibes e almôndegas), industrializados (fiambres, salsichas e mortadelas) e os da categoria in natura. Pioneira no mercado da carne, a marca busca se associar a imagem de confiança e simplicidade.

A partir de pesquisas com consumidores por todo o Brasil, a marca, que também é reconhecida como a mais lembrada em todo o território brasileiro, segundo pesquisa da TNS, foi vinculada diretamente a atributos como confiança e tradição. Por isso, seu conceito passa a ser: "Friboi - Confiança é nossa história".

Para divulgar essas mudanças foi elaborado um projeto de comunicação integrada, contemplando arquitetura e posicionamento de marca, propaganda, trade marketing, ativação dos pontos de vendas e estratégia digital.

A primeira campanha publicitária da JBS ficará no ar entre 23 de outubro e 11 de dezembro. Um filme publicitário será veiculado nas cinco maiores emissoras de televisão, que terá suporte de peças nas principais revistas do país e também nos maiores portais de internet. A campanha de outubro a dezembro será apenas a primeira etapa de um planejamento que está previsto até março de 2011, dentro do cronograma previsto para os próximos cinco anos.

Assista o vídeo da campanha:




Fonte: assessoria de imprensa do JBS, adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Semana de pouca oferta e mercado firme para o boi gordo

O mercado do boi gordo seguiu pressionado para cima durante a semana passada, mas com forte resistência dos compradores em pagar mais pela arroba.

O volume de animais de confinamento, que compõem quase toda a escala dos frigoríficos em algumas regiões, tem diminuído.

Em Goiás, por exemplo, maior estado confinador do país, os preços subiram nas duas praças durante a semana.

Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, a referência se manteve em R$97,00/@, à vista, livre de funrural, com ofertas de compra a preços maiores.

Alguns frigoríficos ainda possuem animais negociados a termo ou de confinamentos próprios. Estes possuem escalas mais confortáveis e testam o mercado ofertando valores abaixo da referência.

Mesmo com a demanda ligeiramente enfraquecida durante a semana, o que é normal para o período, a pressão de alta continuou sobre os preços, sinal de que a oferta segue curta.

Nas praças do Norte e Nordeste, a entressafra segue forçando preços maiores para a arroba. Nestas regiões, o confinamento é menos expressivo.

A tendência é que no curto prazo a demanda por carne melhore e favoreça possíveis reajustes nos preços da arroba.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

USDA: mercados mundiais e comércio de carnes - Previsões para 2012

Competição aumenta entre os principais exportadores de carne bovina em 2012:



(p) - Previsão

Índia substitui Estados Unidos como terceiro maior exportador

As exportações de carne bovina deverão aumentar em 5% em 2012 devido à forte demanda global, particularmente pelo Sudeste da Ásia, Oriente Médio e África do Norte. A Índia será responsável por quase metade do crescimento mundial em 2012 devido às maiores ofertas e às exportações com preços competitivos aos mercados emergentes. A expansão permite que o país passe os Estados Unidos e se torne o terceiro maior exportador do mundo.

Os Estados Unidos mantêm os ganhos obtidos desde 2003, último ano antes da detecção de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no Estado de Washington, devendo alcançar níveis recordes de exportação. Apesar do enfraquecimento do dólar, um crescimento adicional nos Estados Unidos está limitado pela menor produção.

Rússia é o maior importador mundial de carne bovina

A Rússia, que agora inclui o comércio com a Bielorússia, deverá continuar sua nova posição como maior importador do mundo. Uma produção levemente menor deverá ser compensada parcialmente por um aumento nas importações. O volume dentro da cota sujeita a tarifas deverá se manter sem mudanças em 2012 e novamente um volume significante deverá ser importado além da cota.



(p) - Previsão



Nota: Os totais incluem somente os países que fazem parte do banco de dados oficial do USDA. Isto significa que os totais não incluem toda a produção, consumo e comércio mundial, mas sim, a soma dos dados dos países presentes no banco de dados do USDA, que representam os países mais importantes no mercado mundial de carnes. Para capturar esses países mais importantes, a lista muda periodicamente. (p) - Previsão

Previsões para o mercado de carne bovina e de vitelo em 2012

A produção mundial total deverá se manter virtualmente sem mudanças, apesar de outro ano de antecipadas ofertas globais estreitas com forte demanda. O declínio significante esperado na produção dos Estados Unidos será em grande parte compensado pelos ganhos da Índia, Brasil e Argentina, enquanto União Europeia (UE) e China permanecerão relativamente estagnados.

Produção dos Estados Unidos cairá

A produção pelo líder mundial, Estados Unidos, deverá cair em 5%, para 11,4 milhões de toneladas. As ofertas de gado disponível para abate serão significantemente mais estreitas devido aos rebanhos menores e aos declínios nas safras de bezerros ocorridos nos últimos anos. Além disso, as importações de gado bovino deverão cair, colocando mais pressão de baixa nas ofertas de gado. Os preços elevados dos alimentos animais e a seca no sudoeste do país manterão os pesos das carcaças relativamente estáveis, evitando qualquer compensação parcial pelos menores abates de bovinos.

Índia cresce devido à demanda de lácteos e de exportação

Como o maior consumidor de lácteos do mundo, o rebanho bovino da Índia continua sendo impulsionado pela demanda doméstica de lácteos. Os maiores rebanhos de bovinos e búfalos facilitaram os menores custos e a maior produção de lácteos, enquanto os fortes lucros têm facilitado a melhora nas práticas de manejo. A expansão da indústria de lácteos da Índia gera produção adicional de carne bovina, à medida que um aumento nos rebanhos aumenta o número de animais disponíveis para abate.

Além do ímpeto da indústria de lácteos, a forte demanda global por carne bovina a preços competitivos gera novos incentivos para os estabelecimentos de abate para recuperar o valor dos animais anteriormente subutilizados.

A forte demanda externa direciona a previsão de produção em 7% para cima, para 3,3 milhões de toneladas. O consumo marginalmente maior reflete somente o crescimento populacional, considerando que a preferência na Índia é por fontes protéicas vegetarianas ou à base de lácteos.

Produção brasileira maior devido à demanda doméstica

O suporte financeiro do Governo para a reconstrução de rebanhos, bem como as melhorias genéticas e de pastagens deverão gerar um aumento no rebanho bovino brasileiro, aumentando as ofertas de animais prontos para abate. Alguns processadores têm feito parcerias com produtores para aumentar a produção de animais confinados, permitindo que eles tenham número de bovinos terminados disponíveis durante todo o ano de forma a evitar quedas durante a estação de seca quando as pastagens são insuficientes, principalmente na região centro-oeste.

Esses fatores, combinados com pesos levemente maiores das carcaças, deverão aumentar a produção em 2%, para 9,2 milhões de toneladas. Apesar de os preços elevados terem retido as exportações, o aumento da classe média com mais poder de compra está direcionando a forte demanda doméstica.

Outros importantes produtores deverão ter ganhos devido à reconstrução de rebanhos

A produção de carne bovina da Argentina deverá se recuperar levemente, aumentando em 4%, para 2,5 milhões de toneladas. São esperados maiores abates por causa dos retornos lucrativos devido aos contínuos preços elevados do gado. As melhores condições encorajam os investimentos e a retenção. Os produtores se beneficiam de uma forte demanda doméstica e global.

A reconstrução do rebanho na Austrália começou em resposta às condições bem melhores das pastagens e de oferta de alimentos animais comparado com os últimos anos. Os maiores abates compensarão uma leve redução nos pesos das carcaças, gerando um aumento na produção de 2%, para 2,2 milhões de toneladas, que é destinada principalmente para exportação.

Depois de anos de contração, a indústria pecuária do Canadá poderá entrar em fase de reconstrução do rebanho. Os maiores estoques e um aumento na safra de bezerros, junto com menores exportações de animais vivos aos Estados Unidos, aumentarão a disponibilidade de gado para abate doméstico.

O Canadá continuará mantendo sua vantagem recentemente adquirida de custos dos alimentos animais em comparação com os Estados Unidos, apesar de a uma margem mais estreita. Com amplas ofertas de trigo e cevada de qualidade para alimentação animal, as exportações de bovinos vivos cairão à medida que os animais permanecerão no Canadá para engorda e abate. A produção deverá aumentar em 4%, para 1,2 milhão de toneladas.

Diferentemente do setor de suínos, a indústria de carne bovina da Coreia foi bastante poupada dos abates abundantes devido ao surto de febre aftosa registrado pelo país no ano anterior. Estoques de tamanho consideráveis nascidos em 2010, quando os produtores estavam expandindo, estão agora ficando prontos para abate. Os rebanhos recordes exercerão pressão de baixa nos preços, estimulando os abates de animais mais jovens. A produção deverá aumentar em 13%, para 295.000 toneladas.

Expansão do Paraguai impedida por causa de foco de febre aftosa em setembro

Com as queda nos preços, os pecuaristas do Paraguai esperam reter os abates de animais prontos o máximo possível, esperando pela recuperação dos preços no restabelecimento das exportações. Por causa do foco de febre aftosa, quase todas as plantas exportadoras foram fechadas, mas as plantas menores locais de abate continuaram suas operações normais. A produção no Paraguai aumentará levemente para 440.000 toneladas, permanecendo abaixo do nível dos últimos anos.

Comércio: maiores envios aos mercados emergentes; Índia captura ganhos significantes

A maior demanda global, particularmente dos mercados emergentes do Sudeste da Ásia, Oriente Médio e norte da África deverão aumentar as exportações mundiais em 5%, para 8,2 milhões de toneladas. Os envios aos mercados desenvolvidos, exceto para os Estados Unidos, ficarão bastante estagnados.

Importações

Estados Unidos lideram o aumento nas importações

O declínio na produção dos Estados Unidos pressionará as importações para cima, aumentando para 948.000 toneladas, apesar de permanecer abaixo dos níveis históricos. Um crescimento adicional é limitado por uma fraca recuperação econômica dos Estados Unidos, um fraco dólar, as escassas ofertas da Oceania e a forte demanda de importadores competidores.

Expansão no Oriente Médio e norte da África continuará

A demanda se manterá robusta na região, com as importações em todos os países reportados devendo aumentar.

O maior crescimento deverá ocorrer no Egito, à medida que o consumo de carne aumenta. As importações deverão ser 9% maiores, para 250.000 toneladas. As ofertas domésticas não deverão ser capazes de suprir a demanda, apesar das maiores importações de gado para abate. A lucratividade no setor de lácteos, o direcionador da indústria pecuária, estimulará a retenção de animais.

O Irã deverá ter um aumento de 4%, para 235.000 toneladas, à medida que o consumo permanece forte. O investimento iraniano em abatedouros brasileiros garante um contínuo e forte comércio bilateral.

As importações da Arábia Saudita, Argélia, Jordânia, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, deverão ser de 4% a 9% maiores com base nas maiores populações e rendas, à medida que a produção é limitada.

Mercados emergentes do sudeste da Ásia lideram crescimento asiático

O Vietnã e a Malásia gerarão oportunidades para maiores importações, de 8% a 11%, respectivamente, devido à forte demanda, crescimento econômico, crescente classe média e crescentes rendas disponíveis.

Similarmente, Filipinas e Cingapura deverão ver aumentos nas importações, de 3% a 11%, respectivamente.

Entre os mercados desenvolvidos tradicionais da Ásia, somente Hong Kong e Coreia do Sul deverão aumentar as importações, em 8% e 2%, respectivamente.

O Japão deverá manter suas importações sem mudanças, em 725.000 toneladas, à medida que o consumo relativamente estável será suprido pela produção doméstica estável e pelo retorno à distribuição normal desde o terremoto em Miyagi em 2011.

UE e Rússia deverão ter pequenos aumentos

Um leve aumento nas importações da UE, para 375.000 toneladas, será limitado pelos elevados preços na América do Sul, restrições devido à rastreabilidade às ofertas brasileiras, taxas de câmbio e fraca demanda.

As importações da Rússia deverão ser 1% maiores, em 1,06 milhão de toneladas, com as maiores importações parcialmente compensando a menor produção. Os estoques de gado continuam caindo, à medida que a indústria de lácteos se reestrutura e um menor número de animais está disponível para abates, limitando a produção.

O volume dentro das cotas sujeitas a tarifas permanecerão sem mudanças em 2012 e uma quantidade significante deverá novamente ser importada acima da cota. Entretanto, as importações permanecem voláteis devido às barreiras sanitárias. A Rússia restringiu as importações de certos frigoríficos de carne bovina do Brasil em junho de 2011 e, embora significante em número, a restrição não enfraqueceu tanto a oferta quanto impactou na carne suína.

Apesar disso, as ofertas alternativas deverão de beneficiar das contínuas restrições. A Rússia e a Bielorrússia ainda deverão estabelecer planos para 2012, mas o acordo deverá ser muito parecido com o atual acordo (que permite que a Bielorrússia exporte 130.000 toneladas à Rússia) com forte potencial para aumentar o comércio bilateral visando manter a oferta estável. Entretanto, uma vez que os controles fronteiriços foram removidos em julho de 2011, o comércio poderá ser provavelmente mais difícil de ser regulado e tabulado.

Exportações

Índia solidifica sua posição como fornecedor com preço competitivo

As exportações da Índia deverão aumentar em 16%, para 1,28 milhão de toneladas. A rápida expansão continuará devido à posição competitiva como um fornecedor de carne bovina (búfalo) de baixo custo. Outros fatores que impactarão positivamente é a capacidade de colocação no mercado, particularmente no norte da África e Oriente Médio. A carne é produzida a partir de abates seguindo os padrões halal e a pouca quantidade de gordura da carne de búfalo tem várias características positivas buscadas pelos processadores.

Amplas ofertas e uma demanda doméstica relativamente fraca resultam em maior produção sendo exportada, apesar do acesso limitado ao mercado comparado com outros importantes fornecedores. A Índia mantém importantes classificações junto à Organização Mundial para Saúde Animal (OIE): "risco insignificante" para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e "livre" para peste bovina e pleuro-pneumonia contagiosa bovina.

Entretanto, seu status de febre aftosa apresenta problemas para os ganhos de acessos adicionais a mercados. Apesar de a doença ser controlada através de programas de vacinação, a Índia não mantém um status de classificação de febre aftosa junto à OIE.

Exportações australianas e brasileiras crescerão de forma limitada

As exportações da Austrália aumentarão para níveis quase recordes (1,38 milhão de toneladas) baseado em maiores ofertas. Entretanto, um dólar australiano relativamente forte, uma demanda doméstica robusta e quedas nos pesos das carcaças limitarão uma expansão adicional.

A valorização do dólar australiano em 2011 tem diminuído os envios aos Estados Unidos e, de certa forma, tornado a Austrália menos competitiva em outros mercados como o Japão, impulsionando, assim, mais envios a mercados não tradicionais, como a Rússia.

A recuperação nas exportações do Brasil é baseada em uma maior produção e uma recuperação dos importantes mercados da Rússia, Oriente Médio e Hong Kong. Existe pouca expectativa de que os envios à União Europeia (UE) se recuperarão, à medida que as preocupações econômicas limitam a demanda e as ofertas que cumprem com o programa de rastreabilidade da UE são limitadas.

A recuperação dos envios aos Estados Unidos também é antecipada devido à resolução do resíduo de ivermectina. As exportações brasileiras deverão aumentar em 4%, para 1,38 milhão de toneladas.

Exportações dos Estados Unidos permanecerão constantes apesar da oferta estreita

Apesar da produção significantemente reduzida, os Estados Unidos deverão manter as exportações que alcançarão 1,25 milhão de toneladas, uma participação histórica de 11% da produção. A contínua forte demanda por importantes mercados, como Canadá, México e Ásia sustentarão os envios.

As exportações do Canadá e da Argentina aumentarão devido ao crescimento da produção

As exportações do Canadá deverão aumentar 8%, para 450.000 toneladas, baseado em mais ofertas e forte demanda global.

Apesar de a Argentina estar limitada pelas restrições do Governo e pelos preços domésticos da carne bovina, a maior produção deverá sustentar as exportações, que deverão alcançar 300.000 toneladas.

Consequentemente, a indústria tem focado nos envios de cortes de maior valor para mercados premium, como a UE (dentro e fora da cota Hilton), bem como Rússia e Israel.

Fonte: USDA, traduzido a adaptado pela Equipe BeefPoint.

Ministério e BNDES firmam parceria de olho no longo prazo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Agricultura firmaram um acordo para desenvolver estudos conjuntos de uma política agrícola de longo prazo. O objetivo é "construir" indicadores estatísticos de confiança e uma amplo banco de dados econométricos para o planejamento da produção agropecuária.

Esse será o embrião do redesenho planejado pelo governo para as diretrizes de uma nova política agrícola. O acordo do banco estatal com o governo, acertado na semana passada, prevê foco inicial nos dados de produção da cadeia produtiva da cana-de-açúcar e da pecuária, dois segmentos que têm gerado forte insegurança ao controle da inflação e ao abastecimento interno. O BNDES deve, inclusive, bancar a contratação de uma consultoria para "esquadrinhar" esses segmentos. O Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil também vão participar desse esforço.

A proposta foi costurada pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Os detalhes foram acertados pessoalmente por Coutinho e sua equipe na segunda-feira passada.

A forte oscilação nos preços do etanol e a marcada sazonalidade na oferta de carne de gado levaram o governo a reforçar sua prioridade aos dados nesses dois segmentos. As cotações do etanol, mesmo no auge da safra de cana, continuam a pressionar os índices de inflação. E os preços do boi gordo, sustentados pela entressafra e questões climáticas adversas, mantêm a pressão sobre o bolso do consumidor.

De olho nessa curva, haverá um amplo levantamento de dados históricos e a contratação de novos estudos para tornar as projeções de produção, as análises prospectivas e as estatísticas oficiais "mais confiáveis e refinadas". As avaliações devem incluir informações mais precisas sobre projeções de renda e rentabilidade da produção. Isso ocorrerá nas cadeias da cana e da pecuária, mas deve ser estendido a outros segmentos com forte peso nos índices de inflação, sobretudo alimentos básicos.

Em linha com a política oficial de conferir estabilidade e garantia de oferta de cana e boi gordo no mercado interno, o acordo buscará definir níveis seguros de produção para atender à demanda, interna e externa. O trabalho detalhará as necessidades de financiamento e dimensionará o tamanho da participação do governo nessas operações de crédito.

A cooperação estatal prevê a realização de estudos e exercícios sobre fluxo de produção, estoques, demanda futura (interna e externa), projeção de cenários, exportação, comercialização, geração de renda, endividamento setorial e estimativas de preços futuros com base em critérios e fundamentos do mercado internacional.

O trabalho deve desembocar na sugestão de ações cíclicas para potencializar a bonança derivada de cenários favoráveis de preço e produção, mas também conterá eventuais políticas anticíclicas para momentos emergenciais. O governo tem esboçado uma nova política agrícola baseada na ampliação da oferta de seguro rural, proteção de preços em mercados futuros ("hedge") e linhas de crédito específica e adaptada a cada segmento da agropecuária.

FONTE: Valor

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos sobre o mercado do Boi Gord

Boi gordo: cotações à futuro avançam na BM&F frente a estabilidade do físico. Semana começa com possibilidade de enxugamento da oferta para abastecer os estoques do varejo. Expectativa é de fim da entressafra já em novembro para impulsionar melhora dos preços.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Fiscais Agropecuários garantem a qualidade dos alimentos


Na semana em que se comemora o dia do funcionário público, em 28 de outubro, conheça melhor o trabalho dos servidores do Mapa


Engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas formam o quadro de mais de 3,3 mil Fiscais Federais Agropecuários (FFAs) que atuam no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em todo o país. Esses servidores estão presentes desde o campo até as linhas de produção das agroindústrias, aeroportos e laboratórios agropecuários, acompanhando de perto a qualidade dos alimentos.

Para garantir a segurança alimentar, o trabalho dos fiscais tem como base a prevenção, controle e eliminação de pragas em lavouras e de doenças nos animais. Além disso, também os fiscais são os responsáveis pela fiscalização de organismos transgênicos, produtos orgânicos, indicação geográfica, cooperativismo rural, garantia à proteção de cultivares; inspeção de sementes e mudas, além da regulamentação de agrotóxicos e insumos agropecuários.

Servidor público há 26 anos, o engenheiro agrônomo Fábio Florêncio Fernandes, trabalha na sede do Mapa, em Brasília. O mineiro é atualmente coordenador de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) e explica a importância desse trabalho. “Um fiscal formado em Agronomia se especializa para classificar alimentos de origem vegetal. Muitos fazem coleta nas indústrias e verificam se os produtos obedecem aos padrões estabelecidos na legislação. Em Brasília, elaboramos normas buscando atender às exigências do consumidor e do mercado internacional”. No curso de classificadores de café, por exemplo, um candidato chega a degustar 1,2 mil xícaras de vários tipos e qualidades do produto antes de se formar.

Os fiscais federais estão presentes em abatedouros, frigoríficos indústrias de pescado, laticínios e entrepostos de ovos e mel, em empresas de classificação e padronização animal e vegetal; em entrepostos de processamento de frutas; empresas produtoras de semente e mudas; de embriões e sêmen; nos laboratórios de diagnóstico sanitário e fitossanitário; nas distribuidoras de insumos agropecuários; e no credenciamento de campos de produção.

Ênio Marques Pereira, é médico veterinário e ingressou no Mapa em 1971. O diretor de Programas da Secretaria de Defesa Agropecuária considera o Brasil uma das maiores potências mundiais na produção de alimentos. “Na década de 1970, faltava comida no Brasil. Fui transferido de São Paulo para Brasília como gestor de um programa que estimulou a criação de indústrias frigoríficas. Houve a ocupação do Centro-Oeste e o governo criou diversas linhas de financiamento para o setor. Foi um sucesso”, lembra.

Na avaliação de Ênio Pereira, o desafio da geração atual de fiscais federais agropecuários é tornar o mercado nacional ainda mais competitivo. “Cada um precisa fazer a sua parte. As indústrias devem praticar o autocontrole no processo produtivo, o governo intensificar a fiscalização e o consumidor continuar exigindo alimentos com mais qualidade”, conclui.

Fundamentos "altistas" para preço do boi gordo

Por Fernando Lopes | De São Paulo - Relativamente estáveis no mercado paulista na semana passada, os preços da arroba do boi gordo tendem a continuar sustentados e têm boas chances de subir em novembro, segundo análises divulgadas na última sexta-feira.

O indicador Esalq/BM&FBovespa encerrou a semana passada a R$ 99,66, mesmo patamar verificado desde o início do mês mas, ainda assim, já depois de uma sequência de três leves valorizações.

Conforme o Cepea/Esalq, a oferta de animais está um pouco abaixo da demanda dos frigoríficos, e "muitos pecuaristas acreditam em aumentos para novembro".

Já a consultoria Safras & Mercado afirma que no momento a oferta é suficiente para atender à demanda, e que nas próximas semanas a tendência dependerá do vigor da reação da demanda doméstica, que tem sido fraca, e do ritmo das exportações, que ganharam fôlego com a valorização do dólar em relação ao real.

Uma fonte de um grande frigorífico confirma que as exportações ficaram mais aceleradas nas últimas semanas por causa do câmbio e prevê um reaquecimento interno mais contundente, uma vez que já começam os preparativos para o fim do ano, quando o consumo aumenta. Hoje, diz a Safras & Mercado, o atacado opera com lentidão.

FONTE: WWW.ITAMARATY.GOV.BR

COTAÇÕES


Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 24/10/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 21/10/2011 - PRAÇA RS


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MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,10R$ 5,94
KG VivoR$ 3,05R$ 2,97
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,74R$ 5,62
KG VivoR$ 2,73R$ 2,67
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

Remate da Paineiras fatura R$ 730,05 mil

O 54 Remate Paineiras comercializou ontem (23), em Uruguaiana, 199 animais das raças Angus e Brangus pela cifra de R$ 730,05 mil. A redução de oferta da tradicional genética das cabanhas Paineiras, Basca e Reconquista Agropecuária foi o principal fator para que a venda ficasse abaixo do ano passado. Em 2010, com a negociação de 402 exemplares, a receita chegou a R$ 1,04 milhão. Contudo, o resultado deste ano foi considerado satisfatório, já que, em algumas categorias, as médias ultrapassaram as de 2010. Proprietária da Basca, a pecuarista Mariana Tellechea acrescentou ao recuo de animais em pista o argumento de que o remate espelhou o comportamento dos investidores que participaram do leilão. "A oferta foi diferenciada entre as melhores."

O remate foi marcado por vendas pulverizadas entre compradores dos estados do Rio Grande do Sul, do Paraná, do Rio de Janeiro e da região Centro-Oeste do país. O exemplar mais valorizado da tarde na Fronteira-Oeste foi o touro de 2 anos Red Brangus, lote 92, Basco Lapacho 9008. O exemplar foi vendido por R$ 14,5 mil, por telefone, para Maira Visintainer, da Fazenda da Figueira, de Santiago, também no Rio Grande do Sul. Na raça Brangus, os reprodutores saíram pela média de R$ 5.203,13.

Entre os Angus, o exemplar mais caro foi o Paineiras Brigadier Lamborguine 1525, vendido por R$ 13,5 mil para a Agropecuária Salso, de Uruguaiana. Antigo cliente do remate, Vitélio Zago disse que o touro será usado para repasse em seu plantel. "Busco esses reprodutores porque são adaptados à nossa região", explicou o investidor.

A média dos touros Angus PO foi de R$ 5.928,95. Segundo Marcelo Tellechea Cairoli, da Reconquista Agropecuária, a expectativa era de que os preços fossem similares devido ao resultado muito parelho obtido na produção dos touros. Segundo o leiloeiro Fábio Crespo, o destaque do remate foram as fêmeas Angus e Brangus. Bem apresentadas, elas despertaram forte procura.

- 16 touros Brangus:
R$ 5.203,13

- 35 ventres Brangus:
R$ 2.665,71

- 35 ventres Angus PO:
R$ 3.360,00

- 52 ventre Angus PC:
R$ 2.102,88

- 08 terneiras Angus PO:
R$ 3.787,50

- 38 touros Angus PO:
R$ 5.928,95

- 15 touros Angus PC:
R$ 4.730,00

Livramento bate recorde de venda

A 73 Exposição Feira de Livramento encerra hoje (24) com a realização do remate de ventres e vaquilhonas. Até ontem à noite, a exposição movimentou quase R$ 3 milhões, resultado que ganha em importância à medida em que a oferta de animais desta edição caiu em comparação ao ano passado.

O presidente da Associação e Sindicato Rural de Livramento, César Maciel, atribuiu o recorde de R$ 2,96 milhões aos preços médios. "Esse valor traduz a dedicação de décadas dos criadores e é um prêmio à genética ofertada pelas tradicionais cabanhas santanenses."

Os negócios foram puxados por remates com o Touros da Fronteira, ocorrido na noite de sexta-feira, o de maior movimentação financeira da feira deste ano. Investidores interessados nas raças Angus e Brangus garantiram a comercialização totalizou R$ 925 mil.

As médias foram as seguintes: touros Angus de 2 anos, R$ 7.311,00; touros Angus de 3 anos, R$ 6.981,00; touros Brangus de 2 anos, R$ 6.128,00; touros Brangus de 3 anos, R$ 6.415,00. Nas fêmeas, as vacas Brangus prenhas saíram por R$ 2.348,00 e ventres Angus prenhas, por R$ 2.268,00.

Aurora fatura R$ 825,6 mil

O remate Nova Aurora e Sossego, realizado na sexta-feira, em Uruguaiana, movimentou R$ 825,6 mil com a venda de 254 bovinos e oito equinos. Os exemplares Braford asseguraram faturamento de R$ 777,6 mil. Já a comercialização de cavalos Crioulos foi de R$ 48 mil. A oferta do leilão era de 100 touros, 250 ventres e 15 cavalos.

Fêmeas em alta no leilão Guatambu

Pista ágil, liquidez e casa cheia garantiram ao 39 Remate Guatambu, Alvorada e Caty o crescimento de receita de 11,35%, sábado, em Dom Pedrito. Com venda total dos 301 exemplares das raças Hereford e Braford, as propriedades garantiram o faturamento de R$ 1.450.567,00. Na edição passada, a venda de 352 exemplares movimentou R$ 1.302.700,00. Em pista, as 168 fêmeas roubaram a cena com média geral de R$ 2.620,98. As Hereford registraram crescimento de 66% no preço médio e as Braford superaram em 39,8% o resultado anterior (box). "O resultado foi uma surpresa. Mas isso (a busca por fêmeas) demonstra que os pecuaristas estão investindo em crias e querem boas matrizes", destacou o proprietário da Guatambu, o pecuarista Valter José Pötter.

Dentre os touros, outra surpresa: o exemplar mais valorizado da tarde ser um Hereford já que nos remates desta primavera a tônica tem sido o domínio do Braford. Depois da disputa de lances, o reprodutor de tatuagem I808, do lote 22, saiu por R$ 21 mil. Foi comprado pela parceria entre a Fazenda Santa Tereza, de Camaquã, e a Agropecuária Xiriscal, de Dom Pedrito. Os criadores usarão o exemplar na continuidade ao trabalho de melhoramento genético dos seus rebanhos. Pötter avalia que não houve mudança de comportamento dos compradores, mas um fato localizado, em que os criadores fizeram a escolha e queriam muito o reprodutor. "Coisas de remate", sintetizou. O valor ajudou a puxar a média dos 58 touros Polled Hereford, de R$ 6.405,00. Mas a maior média ficou mesmo entre os 75 Braford: R$ 8.470,00.

As médias

- Fêmeas Hereford
R$ 2.728,12

- Fêmeas Braford
R$ 2.571,00

- Touros Braford
R$ 8.470,00

- Touros Polled Hereford
R$ 6.405,00

Fonte: Knorr Remates

Pista Limpa em São Gabriel

O 2 Leilão Genética Reunida, das cabanhas Pitangueira, Irapuã e Luz de São João, teve pista limpa na sexta-feira, em São Gabriel. Com a venda de 76 exemplares Braford e Hereford, além de nove prenhezes, o faturamento chegou a R$ 277,3 mil. Os touros Braford obtiveram média de R$ 6.250, enquanto as fêmeas da raça, R$ 2.600.

Grupo JBS se rende ao mundo do marketing

Fonte: O Estado de S.Paulo

- "Grava esse ’trem’ para mim, Marcio? Eu vou estar viajando no domingo."

- "Mas você vai ver antes. Você e o Wesley (Batista, presidente do grupo) vão ter que aprovar o comercial na quinta."

O diálogo acima foi travado entre o presidente da divisão de carnes do JBS, o mineiro Renato Costa, e o diretor de marketing do frigorífico, Marcio Gonzalez, na tarde da última terça-feira. Eles se referiam ao comercial que foi ao ar ontem, no intervalo do Fantástico, criado pela agência Fischer. Pela primeira vez, em quase 60 anos de história, o maior produtor de carnes do mundo está fazendo uma campanha de marketing.

O executivo, habituado à operação menos complexa dos abatedouros, vai ter de se familiarizar com a rotina típica das grandes empresas de bens de consumo. A campanha não é uma ação isolada. O JBS quer deixar de ser conhecido apenas como um frigorífico para se tornar uma empresa de marca.

"Com o tamanho que a empresa tomou, ficou clara a necessidade de construir marcas de valor agregado", diz Renato Costa. Em outras palavras, o grupo quer aumentar a rentabilidade. Vender um quilo de hambúrguer dá muito mais dinheiro do que o mesmo quilo de carne in natura. Hoje, um produto de "valor agregado" da companhia traz uma margem de lucro de duas a quatro vezes maior do que um sem marca.

A primeira fase da campanha vai reforçar o nome Friboi, que está na origem do frigorífico. Num segundo momento, a partir de 2012, o JBS vai colocar a marca Swift na praça. De um portfólio de 52 marcas, sobrarão apenas essas duas. Com isso, Bertin, por exemplo, deixa de existir. A grande maioria era de nomes desconhecidos, que vieram junto com as aquisições em série feitas pelo grupo nos últimos dez anos.

A Friboi será a marca popular, com preços 10% inferiores aos da Swift, que concorrerá com Sadia e Perdigão em categorias como hambúrgueres, linguiças, almôndegas e pratos prontos congelados. No ano que vem, a marca também virá estampada numa linha mais elaborada de carnes in natura já temperadas ou embaladas em porções.

Adquirida em 2007, a Swift é forte nos Estados Unidos, Argentina e Austrália, mas no Brasil ainda é muito associada a carnes enlatadas e salsichas. "Em compensação, descobrimos que a marca não tinha rejeição. Ou seja, temos um campo aberto para explorar", diz Gonzalez, que chegou ao grupo em janeiro deste ano para chefiar o departamento de marketing e conduzir a mudança de imagem.

Desafio. A tarefa de Gonzalez é árdua. Até a sua chegada, o JBS sequer tinha um departamento de marketing estruturado na divisão de carnes - de longe, o principal negócio do grupo de R$ 55 bilhões de receita. Além de consumir muito dinheiro, exige uma mudança cultural.

Na visão de um ex-executivo do frigorífico, é um processo que vai levar tempo, porque, segundo ele, o JBS sempre operou com uma filosofia de baixo custo, com fábricas independentes e com um produto que ’sai da bica’ (de produção rápida). "Não adianta fazer campanha na TV se não tiver padrão e diferenciação", diz ele.

Pelas estimativas do mercado publicitário, a campanha de estreia do JBS vai custar entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. A verba de marketing para o próximo ano, que inclui filmes publicitários e ações em ponto de venda, deve variar de R$ 120 milhões e R$ 150 milhões, segundo o Estado apurou.

A cifra é mais modesta que a do mercado. Para ter uma ideia, a verba anual de marketing da BRF, dona de marcas consolidadas como Sadia e Perdigão, é superior a R$ 600 milhões. Na Hypermarcas, a maior empresa de bens de consumo do País, esse número é de cerca de R$ 500 milhões por ano.

A expectativa de retorno do investimento, porém, é alta. O grupo espera triplicar as vendas de produtos com marca já no próximo ano, passando de um negócio de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões ao ano.

Catanduva promove maior venda de Rústicos Angus PO do Brasil

A Cabanha Catanduva promove em 28 de outubro, na pista J do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o seu remate de Angus PO rústicos. Serão ofertados 50 touros e 80 fêmeas, entre vacas e novilhas. O leilão, que também contará com a participação de lotes das cabanhas da Maya e Coronado, ocorre a partir das 12 horas. Terá como inovação a oferta de crédito do Banrisul para aquisições de animais com juros de 6,75% ao ano, um ano de carência e prazo para pagamento de 36 meses.

Trata-se do evento de vendas que oferece a maior oferta brasileira de touros e fêmeas angus PO rústicos. O que na prática representa a possibilidade da aquisição de uma genética mais apurada para agregar valor ao rebanho comercial. “São animais rústicos com a mesma genética campeã nas pistas”, ressalta o proprietário da Catanduva, Fábio Gomes.

Serão ofertados filhos e netos de reprodutores consagrados da Catanduva nas pistas das principais provas da raça angus como Nostradamus, Inquisidor e Gramático. Gomes destaca os resultados dos reprodutores da Cabanha e de seus filhos no que diz respeito a ganho de peso e precocidade. No início deste mês, o touro Catanduva Urbano, tatuagem 1640, filho de Catanduva Alano e neto de Gramático (pai e mãe Catanduva), apresentou melhor desempenho entre 35 reprodutores enviados pelos principais criatórios brasileiros para o Centro de Performance da Central de Inseminação CRV Lagoa, localizado em Sertãozinho. O seu ganho médio de peso foi 1,610 quilos por dia e o seu índice final ficou um ponto acima do segundo colocado.

A oferta inclui o trio campeão rústico da exposição de Cachoeira do Sul deste ano, irmãos de Catanduva Urbano, Catanduva Sarcozy, campeão sênior da Fenasul e da exposição de Cachoeira do Sul, além de várias fêmeas importadas da Argentina.

"Adquirir um produto Catanduva implica a certeza de um reprodutor ou ventre precoce, rústico, muito fértil, com seleção pela pelagem curta e adaptado ao meio ambiente onde vai produzir", afirma Gomes. Essas qualidades presentes na genética desses animais rústicos foram provadas ao longo dos anos nas pistas. Em 2011, as fêmeas que mais se destacaram nas grandes exposições do País são filhas de vacas Catanduva, como a grande campeã de Esteio deste ano, filha da vaca Catanduva Impala, irmã inteira de Gramático e a primeira vaca clonada no mundo.

A venda será realizada em 24 parcelas. O frete será livre até o sindicato do município comprador no RS e para cargas completas de no mínimo 15 exemplares para fora do Estado. O remate será conduzido pelo leiloeiro Guilherme Minsen e terá como escritório o Tellechea e Bastos.


Fonte: Moglia Comunicação
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thaiszanchettin@moglia.com.br

Remate Reculuta e São Bento, chancelado pela ABHB, fatura R$ 382 mil


Ocorreu nessa quarta-feira (19) em Santana do Livramento (RS), o Remate Reculuta e São Bento, onde foram comercializados 90 animais com a liquidez de R$ 382 mil. O preço top do remate foi para o Braford de 02 anos, tatuagem J116, macho pertencente ao Trio Reservado de Grande Campeão da Expointer 2011, da Estância São Bento. Por este exemplar foi pago o valor de R$ 13.500 mil e o comprador foi o criador santanense, Luis Alberto Serralta Acauan.

As médias para a raça Hereford ficaram em R$ 9 mil para o touros de 03 anos e R$ 7 mil para os de 02 anos. Nas fêmeas Hereford, as vaquilhonas fizeram média de R$ 1,4 mil, as vacas R$ 2,6 mil e as novilhas R$ 2 mil. Para o Braford, a média dos touros de 02 anos foi de R$ 8.416 mil. O remate teve como grande investidor Claudio Wetternick, proprietário da Cabanha São Pedro, de Santana do Livramento.

Ainda durante a Exposição de Primavera de Santana do Livramento, acontece nesta quarta-feira (20) a 9ª edição do Remate Carcávio, Santo Antônio e Pedra Grande. No site da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) – www.abhb.com.br, estão listados os demais remates com o selo de chancela da entidade.

Foto: Daniel Badra/Especial CP


Fonte: Ascom ABHB
ascom.hereford@braford.com.br

Remates Chancelados Hereford e Braford na fronteira faturam R$ 1,44 milhão

Aconteceu na quinta-feira (20), em Santana do Livramento (RS), o Remate Carcávio, Santo Antônio e Pedra Grande, onde foram vendidos 52 animais, sendo 36 touros e 16 fêmeas Braford, o faturamento do remate foi de R$ 306.450 mil. A media dos machos foi de R$ 7.512 mil e para as fêmeas a média foi de R$ 2.250 mil.

O exemplar mais valorizado, foi o touro Braford de 02 anos, tatuagem 1094 da Carcávio, que foi comprado por R$ 16.500 mil pela criadora de Santana do Livramento, Marise Souza.

Repetindo o sucesso de 2010, este ano os 03 remates da fronteira, Bela Vista e Convidados, Reculuta e São Bento e Carcávio, Pedra Grande e Santo Antônio, faturaram juntos R$ 1.445.950 milhão com a venda de 233 animais das raças Hereford e Braford, destacando a venda do reprodutor mais valorizado da temporada, o Braford Chefão (tat 1718) da Bela Vista, vendido em 50% por R$ 42 mil. O Chefão foi o Melhor Rústico Braford da Expointer 2011.

Esta semana ainda acontecem 03 remates chancelados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford, nesta sexta-feira (21) acontecem o 2º Leilão Genética Reunida em São Gabriel (RS), o Remate Aurora e Sossego, em Uruguaiana (RS) e neste sábado (22) em Dom Pedrito acontecerá o 39º Remate Guatambu, Alvorada e Caty. Acompanhe no site da ABHB (www.abhb.com.br) na seção de eventos os demais remates chancelados de Hereford e Braford da primavera 2011.

Foto: Elder Amaro Filho


Fonte: Ascom ABHB
(53) 3242-1332
ascom.hereford@braford.com.br

MS - Pecuaristas deverão declarar etapa de imunização contra aftosa de novembro pela internet

Na próxima etapa de imunização de bovídeos contra febre aftosa em Mato Grosso do Sul o pecuarista vai adotar uma nova ferramenta para declarar a vacinação: a internet. A mudança faz parte do processo de evolução e modernização da defesa sanitária estadual que vem sendo implantado há três anos em Mato Grosso do Sul. "Trabalhando por uma pecuária moderna e em desenvolvimento, gradativamente estamos adotando ferramentas de gestão que nos permitem um maior controle e segurança, além de agilizar processos, proporcionando ainda mais comodidade aos proprietários rurais", destaca a diretora presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal (Iagro), Maria Cristina Carrijo.

CALENDÁRIO

REGIÃO DO PLANALTO: 01 a 30 de novembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

REGIÃO DA ZONA DE FRONTEIRA (antiga ZAV): 01 a 30 de novembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

REGIÃO DO PANTANAL (optantes etapa novembro): 01 de novembro a 15 de dezembro - vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade

Em todas as regiões o produtor tem ainda o prazo de 15 dias após o término da campanha para realizar a declaração e entregar dos documentos em qualquer escritório da Iagro.

DECLARAÇÃO PLANALTO E FRONTEIRA

Os pecuaristas das Regiões do Planalto e Fronteira iniciam nesta etapa a declaração da vacinação pela internet, e já não precisam mais se dirigir aos escritórios da Iagro para realizar o mesmo procedimento, como era de costume.

Confira o passo-a-passo para realizar o novo procedimento: 1. Igualmente aos demais, o produtor deve adquirir junto a uma revenda credenciada pela Iagro as doses da vacina contra febre aftosa adotando os seguintes cuidados: para cada estabelecimento rural o produtor deverá ter preenchida uma CT-13 e para cada espécie a ser vacinada-declarada [bovino/bubalino] o produtor deverá ter preenchida uma CT-13; 2. Após executar a vacinação em todo rebanho o produtor deverá acessar o site da Iagro - www.iagro.ms.gov.br - para registrar a vacinação do rebanho (atenção: o produtor que ainda não possuí senha deverá dirigir-se a um escritório da Iagro munido de documentos pessoais para retirada da mesma); 3. Após preencher o formulário de registro da vacinação, o produtor deverá imprimí-lo, assinar e entregar em qualquer escritório da Iagro, juntamente com as CT-13.

A Iagro alerta para a necessidade da entrega da CT-13 dentro do prazo estabelecido (calendário de vacinação) para que o produtor possa realizar normalmente suas movimentações.

DECLARAÇÃO PANTANAL

Já no Pantanal, em continuidade aos trabalhos de harmonização de cadastro de rebanhos entre a Iagro e a Secretaria de Fazenda (Sefaz) - iniciado na etapa de maio - após a efetiva vacinação dos animais (optantes pela etapa de novembro), os produtores devem preencher a Declaração de Estoque Efetivo de Animais Bovinos e Bubalinos nos termos do Decreto n° 13.150, de 14 de Abril de 2011.

Confira o passo-a-passo para realizar o procedimento: 1. O produtor deve se deslocar a uma revenda credenciada pela Iagro para compra da vacina contra febre aftosa adotando os cuidados já mencionados anteriormente; 2. Após executar a vacinação o produtor deverá acessar o site da Secretaria de Fazenda - www.sefaz.ms.gov.br - para registrar a vacinação do rebanho efetivo/atual e realizar a declaração do estoque. Após preencher o formulário de declaração do estoque o produtor deverá imprimí-lo, assinar e reconhecer firma; 3. O produtor deverá entregar o formulário de declaração do estoque devidamente assinado e reconhecido firma, na Agencia Fazendária (Agenfa) de seu município onde o mesmo será protocolado devendo o produtor receber uma guia de registro; 4. Os documentos protocolados serão micro-filmados/digitalizados; 5. Atenção - após o período concedido à entrega das declarações, a Iagro vai realizar o registro de movimentação de animais bovinos e bubalinos na ficha sanitária ou emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) somente para o produtor rural que tenha entregue o documento, exceto quando se tratar de animais gordos para abate; 6. O produtor deverá informar sempre que necessário - através de protocolo e documentos comprobatórios - as mortes e os nascimentos de animais, as entradas de animais provindos de outras unidades da federação entre outras ocorrências que implicarem na alteração quantitativa dos rebanhos, exceto as entradas e saídas de animais acobertadas por GTAs emitidas regularmente nas unidades locais da Iagro.

Maiores informações pelos telefones 67 3901-2717 (Iagro), 3318-3600 (Sefaz) ou 0800-6476713 (Disk Ajuda).


Fonte: Assessoria de Imprensa Seprotur
(67) 3318-5053
ascom@seprotur.ms.gov.br