sábado, 27 de maio de 2017

Carne Angus gaúcha é tema de ciclo de palestras em Pelotas


convite Angus maio 17
Com o objetivo de incentivar a produção e a valorização da carne gaúcha, o Núcleo Sudeste Angus promove, nesta segunda-feira (29/05), ciclo de palestra com convidados especiais. O presidente do Núcleo Sudeste Angus, Luiz Renato Leite Reis, acredita que este debate é necessário para fortalecer a marca da carne gaúcha no Brasil. “No nordeste, se consome muito a carne uruguaia e argentina, mas a nossa carne é tão boa quanto a deles”, destaca. As inscrições e a abertura do evento serão às 18h30min, na sede do núcleo, em Pelotas.
O gerente nacional do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, irá ministrar palestra, às 19h15min, sobre os desafios e oportunidades de criar a raça Angus no Rio Grande do Sul. “As potencialidades da raça Angus no Estado são muito boas. Porém quero mostrar que a genética Angus traz excelentes resultados dentro da porteira, além de valor agregado na comercialização ”, ressalta. O engenheiro agrônomo Marcelo Fett Pinto, coordenador da Alianza del Pastizal no Brasil, irá falar, às 20h, sobre programas de produção de carne sustentável.
Às 20h45, a consultora e medica veterinária Andreá Verissimo irá abordar as novas formas de se fazer comunicação, visando o desenvolvimento da marca da carne gaúcha. “Hoje em dia nós não precisamos que as grandes indústrias façam o marketing, nós mesmo podemos fazê-lo no dia a dia, através de eventos e de blogs. Minha ideia é inspirar as pessoas”.
Após o ciclo de palestra, haverá degustação de carne Angus. Os lugares são limitados e os interessados deverão investir R$ 35 no local. Confirme a sua presença no e-mail: angussudeste@gmail.com.
fonte: ABA

Com crise na JBS, governo estuda incentivos para pequenos frigoríficos

 O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou na última quinta-feira, 25, que o governo estuda meios para estimular que grupos pequenos e médios ocupem espaços no mercado de carnes e reduzam a concentração no setor. Maggi explicou que seu ministério já mapeia plantas industriais que estão fechadas para uma possível reativação. A informação vem depois da delação dos donos da JBS, a maior empresa de carnes do mundo, que provocou uma crise envolvendo o presidente Michel Temer.
"Sempre me preocupei, como ministro e produtor, com o tamanho que a JBS atingiu no Brasil e sempre fui um crítico do governo e do BNDES de ter proporcionado essa concentração. Vivemos um momento delicado, estamos fazendo um levantamento e vamos tentar estimular outros grupos a irem ao mercado", afirmou Maggi no seminário "A Força do Campo", organizado pelo banco Santander e pelo governo de Mato Grosso.


Nos últimos anos, impulsionado pela política do governo federal, nas gestões de Lula e Dilma, de criar grupos "campeões nacionais", a concentração no setor de carnes aumentou consideravelmente. Os dois principais frigoríficos brasileiros, JBS e Marfrig, receberam um grande empurrão do BNDES para fazer aquisições de empresas menores e provocar uma consolidação no setor. A política sempre recebeu muitas críticas de especialistas, por dar condições desiguais de crescimento para alguns grupos escolhidos pelo governo.

Segurança

O ministro, que retornou na última terça-feira de uma missão ao Oriente Médio, admitiu que os compradores estão preocupados com concentração do mercado de carnes em mãos de poucas empresas, o que pode gerar problemas de segurança alimentar caso haja problemas como o ocorrido com a JBS. "O Brasil precisa reavaliar isso." Já há problemas aparecendo, por exemplo, com os criadores de gado, que começam a temer vender seu produto para a JBS. O ministro não disse, no entanto, como poderia ser feito o incentivo a outros grupos para entrarem no mercado.

Maggi reafirmou, ainda, que houve perda de confiança de clientes com a carne brasileira, após a Operação Carne Fraca, e admitiu que outras investigações devem ocorrer. "A operação Carne Fraca continua e muito provavelmente teremos outras etapas. O ministério apoia a Polícia Federal e precisaremos estar muito atentos para não ter problemas de qualidade."

O ministro disse ainda que, com a crise recente e a dificuldade de o governo reagrupar a base no Congresso, "não há mais ambiente" para que o projeto de compra de terras por estrangeiros inicie tramitação.

Especiais InfoMoney

sexta-feira, 26 de maio de 2017

CARNE ANGUS BRASILEIRA É DESTAQUE EM FEIRA DA CHINA


Carne Angus brasileira é destaque em feira da ChinaNo Giro do Boi desta quinta-feira, 25, Fábio Schuler Medeiros, gerente do Programa Nacional Carne Angus Certificada, trouxe detalhes de sua participação na feira Sial, que acontece anualmente em Xangai, na China. A edição deste ano, que ocorreu entre os dias 17 e 19 de maio, contou com a presença de indústrias brasileiras exportadoras de carne, que organizaram em seu estande o Brazilian Angus Day.
Segundo Schuler, o mercado chinês concentra 1,4 bilhão de consumidores e tem grande potencial para o consumo de carne bovina, que por enquanto é baixo, representando entre 1,5% e 2% do consumo de proteína animal ao ano. Com a mudança de hábitos alimentares, aos poucos o consumidor chinês parte em busca de um produto de qualidade, com garantia de segurança alimentar e sustentabilidade, fatores presentes na produção brasileira.
Em entrevista, Fábio relatou como a experiência dos chineses com a carne Angus. “Quem passou pela feira não pôde deixar de notar que existia algo diferenciado. O cheiro da nossa carne e do nosso churrasco preparado atraía os visitantes pelos sentidos. E foi sem dúvidas uma experiência fantástica””, aprovou.
Confira a entrevista completa abaixo:

fonte: Canal Rural

terça-feira, 23 de maio de 2017

URUGUAY - Convocan a marcha en el puerto para protestar contra barco libanés que trasladará ganado

La organización For The Animals Uruguay pide que se prohíba la exportación de ganado a pie al exterior, para evitar "los métodos crueles de sacrificio".
La semana pasada, la ONG Animals International pidió a Uruguay que tome medidas para evitar el maltrato animal en las exportaciones del ganado a pie.
Una investigación de la organización reveló "intenso y rutinario" maltrato animal al ganado uruguayo que se exporta a Egipto y Turquía.
En nuestro país, el ganado es aturdido antes de la faena para minimizar el sufrimiento, lo que no sucede en estos países donde llega el ganado uruguayo. De acuerdo al reporte, que incluye imágenes de lo registrado, el ganado es objeto de "métodos crueles de sacrificio, los cuales serían inaceptables en Uruguay y que además violan los estándares de bienestar animal internacionales".
Tras conocerse este informe, la organización For The Animals Uruguay convocó a una marcha pacífica este domingo 28 de mayo, de 10 a 15 horas, en el puerto de Montevideo, bajo el título "Detengamos los barcos de la muerte".
Ese día arribará al puerto el buque de carga de bandera libanesa "Abou Karim III", que "trasladará miles de seres sintientes, como vos, con destino a Turquía, en un viaje que durará 24 días en mar abierto".
"Cada año, Uruguay envía miles de animales vivos a Medio Oriente (Turquía/Egipto) para que los maten por su carne. Estos animales sufren terriblemente durante los largos viajes por mar (aproximadamente 30 días), como también al llegar a los países importadores donde no hay leyes que los protejan de la crueldad extrema al ser asesinados", indica la organización.
Animals International pide que Uruguay venda la carne ya faenada, evitando de esta forma los métodos de sacrificio en Medio Oriente, que no minimizan el sufrimiento animal.  
Las investigaciones recientes "muestran a vacas y toros aterrorizados siendo acuchillados, apuñalados y golpeados sistemáticamente hasta la muerte".
"Todo este sufrimiento innecesario ocasionado a los animales es tan solo para que compañías millonarias que exportan animales vivos puedan tener ganancias", agrega la ONG, que opina que los animales que mueren a bordo pueden ser considerados "afortunados", ya que para aquellos que sobreviven, "las cosas solamente empeoran".
Tan solo en 2016, más de 280.000 animales uruguayos vivos fueron exportados a Medio Oriente.
"Debemos tomar acciones para que cientos de miles de animales más no compartan este destino tan terrible. Los uruguayos estamos en todo nuestro derecho de exigirle al gobierno que tome acciones inmediatas para proteger a los animales de esta tortura tan atroz, por la que nadie debería pasar. Son vidas, no cosas", concluye, tras invitar a firmar la petición de Animals International para prohibir la exportación de animales vivos desde Uruguay.
fonte:Montevideo Portal

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Funrural: Governo alonga prazo, mas quer juros


O deputado federal Jerônimo Goergen (PP/RS) revelou boas e más notícias da reunião que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e técnicos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) tiveram com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Não houve acordo para a conclusão das negociações sobre o Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).
A boa notícia é de que o prazo de quitação para quem não vinha pagando pode ir para até 20 anos, sendo 15 o normal e cinco restantes para quitar eventuais resíduos. Já a má notícia é que o governo quer não admite adotar uma parcela pré-fixada, mas aplicar juros para os pagamentos futuros utilizando a taxa Selic.
“O ministro confirmou que os débitos dos produtores que não pagaram o Funrural pelos últimos cinco anos (contados até o dia 30 de Abril de 2017) estariam inseridos nessa negociação. Mas apareceu uma proposta diferente da que estávamos negociando na semana passada, com uma entrada de 5% da dívida, que poderia ser paga em cinco vezes, e de um parcelamento em 180 meses (que seriam 15 anos). Dissemos que não era isso que estávamos negociando, e suspendemos a reunião”, conta Goergen.
Ele adianta que não sairá medida provisória (MP) definindo a questão nesta terça-feira (16.05), e que a Frente Parlamentar Agropecuária deve reunir-se para avaliar a proposta. O Funrural hoje é de 2%, e cobra junto 0,2% para o Senar e mais 0,1% de um seguro de ambiente do trabalho, num total de 2,3%. A proposta atual da FPA é de alíquota caindo a 1,5% total para os que vinham pagando à normalidade (sendo 1,2% o Funrural).
“Quem não pagou passaria a pagar a partir de novembro, que é o prazo para adesão – com o qual eu não concordo, porque creio que teríamos de dar prazo até 31 de Dezembro. Isso porque o pagamento só se daria no ano que vem, então não há necessidade de pressa”, afirma o deputado.
“Não concordo com o parcelamento de uma entrada de 5% em cinco prestações de 1% a partir de novembro para concluir até março. E isso é do total da dívida, incluindo juros, 100% da multa e dos encargos. O restante seria o parcelamento em 180 meses com até 0,8% sobre o faturamento. Eu não concordo e vejo que cria até uma complexidade de pagamento, porque quando não houvesse produção o agricultor teria de declarar, ou seja, uma burocracia que eu não acho correta”, acrescenta.
Ele destaca, porém, a importância de alongar o prazo de pagamento para 15 anos, definindo 0,8% sobre o faturamento: “Mas ainda estamos discutindo essa questão mensal. Haveria então o desconto total de juros sobre os 95% [restantes] da dívida e 25% de desconto nas multas e nos encargos, como honorários, por exemplo. E conseguimos ainda mais cinco anos, caso haja resíduo, para depois dos 15 anos – então se joga para 20 anos a dívida”.
O governo não aceitou, entretanto, que fosse pré-fixada uma parcela. Quer incidência de juros para os pagamentos futuros, e quer usar a taxa Selic. “Nós pedimos que fosse atualizado por TJLP, mas esse ponto não foi aceito. Eu tenho dito que nós vamos zerar o passado mas vamos jogar um volume maior de dívida para frente. O ministro diz que o produtor se financiou no Estado, mas isso não é verdade, porque o ele teve uma decisão judicial (mesmo que liminar), de que não deveria fazer esse pagamento”, ressalta o parlamentar.
Ele conta ainda que o governo vai exigir que o produtor abra mão de qualquer ação judicial quanto a isso, embora saiba que o STF pode fazer modulação. “Não acho correto, até porque quem mudou de posição foi o próprio STF. O governo não abre mão de certos pontos que vão descapitalizar o produtor, por isso não dei o aval. Vamos avaliar com a bancada e quem sabe na quarta-feira (17.05). É uma negociação que evoluiu, mas vejo grande dificuldade de avançar além disso”, conclui.
fonte: Agrolink

Governo do Kuwait decide abrir mercado para as exportações brasileiras de gado bovino vivo

O Kuwait decidiu abrir seu mercado para exportações brasileiras de animais vivos, segundo informações publicadas pela Kuwait News Agency (Kuna) nesta segunda-feira (15). Segundo a agência, a decisão foi confirmada pela diretora-geral adjunta de Saúde Animal da Autoridade Pública para Agricultura e Recursos da Pesca do Kuwait, Zahra Al-Wazan, que no domingo (14) participou de reunião na Cidade do Kuwait com delegação do governo brasileiro liderada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na qual as autoridades kuaitianas manifestaram interesse na importação de gado, ovos férteis e pintos de um dia do Brasil.
Alexandre Rocha/ANBA
Maggi (C) falou sobre os objetivos da viagem para jornalistas locais
O anúncio ocorreu depois de reunião de Maggi com o ministro de Estado das Municipalidades e presidente da Autoridade Pública para Agricultura, Mohammad Al-Jabri, e com o ministro da Indústria e Comércio do país, Khaled Nasser Abdullah Al Roudan, no final da tarde de segunda-feira.
A Kuna ressalta que as autoridades brasileiras e kuaitianas acertaram condições sanitárias e técnicas para que os animais cheguem ao mercado da nação árabe com segurança. Segundo o responsável pela importação de animais vivos na Autoridade Pública para Agricultura, Abdulrahman Kandari, a demanda por bovinos no Kuwait varia de 6 mil a 10 mil cabeças por ano. O país importa muito mais ovinos, cerca de 1 milhão de cabeças anualmente, somente da Austrália.
Os kuaitianos pretendem ainda enviar uma missão técnica ao Brasil para visitar fazendas e laboratórios com o objetivo de reabrir o mercado para a carne bovina brasileira. As importações estão suspensas em função de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina, o mal da vaca louca, ocorrido no Paraná no final de 2012. A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) classifica o Brasil como país de risco “negligenciável” para a doença. “Foi um caso atípico num rebanho de 212 milhões de cabeças, então o País manteve seu status”, ressaltou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Luiz Ribeiro e Silva.
“Criou-se as condições para a liberação das exportações de carne resfriada e congelada ao Kuwait”, comentou o ministro, após entrevista coletiva para jornalistas kuaitianos na casa do embaixador brasileiro no país, Norton Rapesta, nesta segunda-feira. “Já gado em pé o Brasil nunca exportou [ao Kuwait]”, observou. A Kuna destacou a importância das garantias apresentadas pelo ministro da Agricultura e as providências tomadas pelo Brasil na área para o andamento das negociações.
Outros países da região, como Arábia Saudita e Catar, retomaram as compras de carne bovina do Brasil há mais de um ano. No caso dos bovinos vivos, o Brasil exporta para os árabes Arábia Saudita, Argélia, Egito, Líbano, Jordânia e Iraque.
Aos jornalistas kuaitianos, Maggi disse: “Trago a mensagem do governo brasileiro de que queremos mais comércio e mais negócios entre os dois países”. No ano passado, a corrente comercial entre as duas nações somou US$ 485 milhões, com déficit de quase US$ 90 milhões para o lado brasileiro, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). “Há muito espaço para crescer”, destacou o ministro da Agricultura. O frango é de longe o principal produto exportado pelo Brasil ao país árabe.
A missão do Ministério da Agricultura ao Golfo segue nesta terça-feira (16) na Arábia Saudita. O ministro viaja acompanhado de empresários do ramo do agronegócio e de executivos da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
(*) Com informações do Mapa

quinta-feira, 18 de maio de 2017

SEDE DE CABANHA Á VENDA

Parceria Lund Negócios e Nilo Imóveis

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* 70 km de Pelotas
*38 há.
*2 casas (1 proprietario/ 1caseiro)
*4 mangueiras com brete, balança e embarcador.
*mangueira para ovinos com bretes
*cocheiras
*Galpão com churrasqueira
*Galpão para máquinas
*horta, pomar e galinheiro com tela
*2 excelentes açudes e 3 sangas
*campo todo calcáriado
*campo com otima topografia
*Campo dividido em 3 potreiros
*Documentação em dia
*Protocolo no CAR
*Entrega imediata
Interessados entrar em contato com Lund 053.999941513, 

Charles 053.999915601 ou Nilo Imóveis.

Para venda: Imóvel rural 65 ha Piratini, RS


PARCERIA LUND NEGÓCIOS E NILO IMÓVEIS





Descrição

Campo com área de 65 hectares localizado a 9km da cidade de Piratini, quase em cima do asfalto, uma distância de 3km do asfalto,
Propriedade para pecuária e agricultura.
Possui uma casa reformada, porém ainda não terminada com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e churrasqueira
Maiores informações com Lund 053.999941513 (Pelotas), Charles 053.999915601( Pelotas) ou Nilo Imóveis ( Santa Maria)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Parlamentares e governo não chegam a um acordo sobre Funrural e decisão é adiada para quarta-feira (17)

A reunião desta segunda -feira (15) entre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e técnicos da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) para fechar o  acordo sobre o  pagamento do Funrural não foi conclusiva.
De acordo com o Deputado Federal Jerônimo Goergen - PP/RS -  "foi uma nova e longa reunião com equipe econômica do governo e alguns pontos colocados na proposta não são possíveis de serem aceitos".
Nesta terça-feira (16) durante reunião semanal da FPA o assunto será discutido para se buscar um consenso sobre o tema até a próxima quarta-feira (17), quando haverá novo encontro.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), afirmou após a reunião que os parlamentares trabalham para que a cobrança do passivo só seja feita a partir do ano que vem.
“Até porque a maioria da nossa produção, dos nossos produtores já plantaram, já colheram e já venderam até lá. Então obviamente não vai ter receita para isso”, afirmou.
A FPA entrou na mesa de negociações propondo uma alíquota de 1 por cento para o imposto novo e que a alíquota para os devedores não fosse superior à atual, de 2,3 por cento.
Leitão reafirmou que a ideia é que o contribuinte que já arcou com o Funrural nos últimos anos passe a ter como obrigação o novo imposto, sendo que a Receita Federal concordou “99,9 por cento” com a alíquota de 1,5 por cento. Aqueles que não pagaram o tributo, em geral protegidos por liminares, arcarão com alíquota maior provisória até quitarem seus passivos.
A questão sobre as dívidas decorrentes do não pagamento do Funrural, após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir recentemente pela constitucionalidade do tributo, é uma das preocupações do setor agropecuário, especialmente de agricultores que se prepararam a próxima safra.
Segundo Leitão, o perdão de 100 por cento dos juros da dívida já foi acordado no âmbito das discussões. O desconto para multas, encargos e sucumbência, por outro lado, não poderá passar de 25 por cento, lembrou ele.
Questionado se a bancada ruralista vai se comprometer com a aprovação da reforma da Previdência após a edição da MP, Leitão afirmou que “uma coisa não tem nada a ver com a outra”, embora particularmente seja a favor da reforma.
Leitão disse ainda que a MP sobre o assunto “tem que ser” publicada nesta semana.
Para o deputado Jerônimo Goergen - PP/RS  existem algumas pendências como prazo para adesão , exigência para produtor desistir de ações judiciais e juros contratuais que precisam ser discutidas.   e por isso, segundo o deputado, a edição da Medida Provisória (MP) regulamentando o tema foi adiada por conta desses novos itens que foram colocados na mesa de negociações. 
A primeira discordância, segundo o parlamentar, é em relação ao prazo para a adesão do programa. Pela proposta do governo, os produtores teriam até o mês de novembro para aderirem, prazo considerado curto. “O que foi colocado hoje é diferente do que vínhamos conversando. Entendo que o prazo ideal seria até 31 de dezembro, por conta do grande volume de contratos e pela complexidade do tema”.
Outra divergência diz respeito à exigência de pagamento de 5% do passivo em cinco parcelas, começando já em novembro e se estendendo até março do próximo ano, sem nenhum desconto, o que não estava previsto nas discussões iniciais. Como ponto positivo, Jerônimo destacou a possibilidade de ampliar para até 20 anos o pagamento do passivo.  
O deoputado também demonstrou contrariedade com relação à exigência por parte do governo federal, para que os produtores abram mão das ações que tramitam na Justiça. O parlamentar disse ainda que não há concordância quanto à cobrança de juros para a cobrança futura, fixando a Taxa Selic ao invés de TJLP.  “Tivemos avanços importantes, mas esses foram pontos que não concordei e que precisam ser discutidos em nova reunião da FPA. 
Entenda os pontos divergentes da proposta, nesse vídeo publicado pelo deputado Jerônimo Goergen, nas redes sociais


- Ficou definido que o governo vai reduzir alíquota do Funrural  para 1,5%.
- Quem deixou de recolher nos últimos anos pagará  2,3% sendo que 1,5% é a taxa comum a todos os agricultores e o restante, 0,8%,  será o índice utilizado para abater os débitos.
- O produtor terá 15 anos para quitar esse passivo. Caso ainda haja dívida pendente , terá mais 5 anos para pagar , podendo dividir o saldo em 60 parcelas fixas.
- Os juros sobre os valores devidos serão cancelados e haverá uma cobrança de 25% de multas e encargos legais.
- Falta definir como a correção monetária será cobrada, se pela taxa Selic, TJPL ou outro índice.
- A nova alíquota só valerá em 2018.
Pontos de ajustes
-  Receita Federal quer que os produtores deem uma entrada, ainda esse ano, de 5% do passivo , valor que pode ser dividido em até cinco parcelas fixas. Parlemantares pedem  que o produtor possa optar por parcela anual ou parcelas mensais.
- O prazo para adesão ao parcelamento do passivo será 30 de agosto. O setor tentou estender a data para 31 de dezembro , mas como a medida provisória tem prazo de 120 dias para ser aprovada pelo Congresso Nacional, podendo expirar e perder validade caso não seja votada, esse prazo não pôde ser mais alongado.
fonte: Noticias Agricolas

sábado, 13 de maio de 2017

Resultados médios da XXI Feira Alternativa de Outono de Lavras do Sul


foto Ilustrativa
Foram vendidos 1810 animais na XXI Feira Alternativa de Outono de Lavras do Sul de 13.05.2017
MEDIAS:
Terneiros R$ 5,45
Terneiras R$ 4,85
Vaquilhonas R$ 4,51
Vaquilhonas Prenhas R$ 5,02
fonte: Leiloeiro Marcelo Trentin

Resultado da Médias da 37ª Feira de Outono de Terneiras e Vaquilhonas de Caçapava do Sul.

Médias da 37ª Feira de Outono de Terneiras e Vaquilhonas de Caçapava do Sul. 
249 Vaquilhonas prenhes: R$ 5,17 kg/vivo
189 Vaquilhonas: R$ 5,07 kg/vivo
803 Terneiras: R$ 4,99 kg/vivo

fonte: EDS Remates

A imagem pode conter: 1 pessoa, multidão

Austrália: exportações de gado vivo continuam baixas

As exportações de gado vivo para engorda e abate da Austrália em abril foram de apenas 58 mil cabeças, elevando o total do ano para 223 mil cabeças, 41% abaixo dos volumes do ano anterior, como destacado na última edição do Livelink. As condições permaneceram muito semelhantes desde o início do ano, com as exportações sendo restringidas pela menor disponibilidade de gado da Austrália, os preços elevados do gado e uma série de desafios no mercado.
As exportações até abril para a Indonésia caíram em 18%, para 159 mil cabeças, influenciadas por uma combinação de limitações de oferta da Austrália e o surgimento da carne de búfalo da Índia em todo o país. Com o Ramadã começando no final de maio, as exportações teriam que deixar a alfandega em abril para suprir o período de consumo religioso – dessa forma, um aumento histórico das exportações de gado parece improvável.
O mercado doméstico também parece ter sido afetado pela presença dos búfalos indianos, com números de abate local também menores. A incerteza política em toda a Indonésia também está contribuindo para um declínio no poder de compra dos consumidores.
As exportações para o Vietnã totalizaram quase 14 mil cabeças em abril, um aumento com relação aos dois meses anteriores, embora baseado em uma base baixa. As exportações para a Malásia caíram para metade no ano passado, sustentadas por uma taxa de câmbio desfavorável e pelo ingresso de gado tailandês mais barato no país.
Fonte: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Governo deve apresentar MP sobre funrural na quinta-feira (11)


Independentemente dos percentuais, a proposta em discussão entre as entidades deve prever que o produtor escolha futuramente entre pagar na folha de pagamento ou sobre a produção
O setor agropecuário deverá finalmente receber uma proposta do governo nesta quinta-feira (11) para tentar resolver o impasse criado em torno do Funrural. O anúncio foi feito ontem pelos deputados da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) aos líderes do agronegócio nacional, que estiveram reunidos em Brasília à espera de alguma decisão do Ministério da Fazenda. O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), Presidente da FPA, se reunirá com o ministro Henrique Meirelles, quando conhecerá as propostas do governo sobre o recolhimento do Funrural – após ser julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal -, especialmente sobre o chamado passivo. No encontro de terça-feira (09), o Presidente da FPA não adiantou nenhum número ou alguma opção que o Ministro da Fazenda pudesse ter antecipado, mas informou que a proposta pode virar uma Medida Provisória (MP), a partir da qual chegará à Câmara para escolha do relator e recebimento das emendas parlamentares. À saída do encontro na FPA, Marcos da Rosa, Presidente da Aprosoja BR, comentou ainda que nesta quarta haverá uma reunião “preparatória” na Receita Federal. Segundo ele, “a Receita Federal quer receber 100% dos recursos cobrados. Se ela receber um abatimento no Funrural, tem de buscar receitas em outro lugar por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Importante destacar, contudo, que independentemente dos percentuais, a proposta em discussão entre as entidades deve prever que o produtor escolha futuramente entre pagar na folha de pagamento ou sobre a produção, explicou da Rosa.

Remates de terneiros têm vendas mais fracas

Desde abril, quando começou a temporada, foram negociados apenas 15 mil animais no Rio Grande do Sul

Desde abril, quando começou a temporada, foram negociados apenas 15 mil animais no Rio Grande do Sul.
 A comercialização direta, a queda no preço e as exportações de gado em pé reduziram significativamente o volume de terneiros nas tradicionais feiras de outono no Rio Grande do Sul. Desde abril, quando teve início a temporada remates deste ano, foram comercializados pouco mais de 15 mil terneiros e terneiras, ante mais de 32 mil no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler-RS). 
Os preços, que na temporada passada variaram entre R$ 6,19 (machos) e R$ 5,82 (fêmeas) caíram, respectivamente, para uma média de R$ 5,50 e R$ 5,07 nos negócios feitos até o início de maio. É neste cenário, não muito positivo sob a ótico de preços, que ocorre, no dia 27 de maio, a XV Feira de Terneiros e Vaquilhonas e VI Feira de ventres da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), em Esteio, durante a XIII Feira de Nacional de Agronegócio do Sul (Fenasul). A feira tem como destaque 600 exemplares Angus e cruzas colocados à venda na pista J do Parque de Exposições Assis Brasil. "A redução na oferta e na venda não significa menos gado no campo. A redução se deve diretamente ao preço baixo, que faz com que parte dos produtores nem coloque animais à venda. Também há boas vendas sendo feitas direto à indústria e entre os próprios pecuaristas, assim como aumento nas exportações de animais vivos, especialmente para Turquia e Líbano", explica o presidente do Sindiler-RS, Jarbas Knorr. De acordo com o leiloeiro, levar o gado para remates tem custo elevado, o que amplia o risco de falta de retorno no atual cenário de crise e preços baixos. Além dos valores que terá de investir no frete, que não é baixo, sem a garantia de venda, diz Knorr, o animal que vai a comercialização em feiras ainda precisa ser castrado, o que também implica em gastos. "No caso da exportação, não há custo de frete e nem de castração. Além da venda de terneiros, que já é comum, os compradores estrangeiros agora também estão levando terneiras. Isso não era usual e vai representar, ali adiante, menos fêmeas para procriar no campo. Esse é péssimo indicador para o futuro e que fatalmente reduzirá a oferta de gado mais adiante, se continuar", alerta o presidente do Sindiler-RS. De acordo com o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, a retração nas vendas também é reflexo da crise econômica como um todo. Já o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, ressaltou que apesar dos indicadores aparentemente negativos, a padronização de alta qualidade dos rebanhos e a boa oferta de animais no campo são as partes positivas do atual cenário da pecuária gaúcha. A parte ruim e mais preocupante no momento, disse Gedeão, está em outro fator: a alta incidência de carrapatos bovinos no Estado. "O carrapato é um problema comum às raças britânicas, que predominam por aqui, e da nossa localização geográfica. É uma praga concentrada no Rio Grande do Sul, e em parte da Argentina e do Paraguai. Acima do paralelo 32 a doença não existe. É um problema concentrado, e que por isso não desperta interesse da indústria química em desenvolver novas formas de combate. Ou seja, precisamos um programa estadual de combate ao carrapato", reivindicou Gedeão. Ernani Polo, secretaria de Agricultura, que estava presente no evento, que disse ter na pasta um programa de combate a esse parasita praticamente pronto e que será anunciado em breve. Ao mesmo tempo em que reivindicou uma ação do Estado, a Farsul porém, lembrou da parcela de responsabilidade do produtor na disseminação dessa praga e em falhas no combate ao problema de forma individual. "Há produtores que, em vez de procurar um veterinário quando se depara com o carrapato, recorre a um representante comercial de um indústria e chega a usar quatro produtos diferentes ao longo de um único ano porque nada dá certo. O produtor precisa é recorrer a um profissional para ter o diagnóstico e o remédio correto", complementou Schardong. Produtores esperam para hoje novidades sobre o Funrural Pode sair hoje a resposta da União a uma possível dívida bilionária do setor do agronegócio: a cobrança retroativa do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A contribuição era questionado há mais de cinco anos na Justiça e, em abril, foi considerada constitucional pelo Superior Tribunal Federal (STF). O Funrural prevê contribuição previdenciária de 2,1% sobre a comercialização pelo empregador rural pessoa física e foi tema, ontem, de reunião em Brasília entre o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, representantes das federações estaduais e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Martins relatou ao grupo que, em encontro que manteve com o presidente Michel Temer, apresentou a proposta de que os produtores que acumularam dívidas com o Funrural, ao longo dos últimos anos, possam pagá-las sem juros e correção monetária e de forma parcelada. Ontem, no lançamento da XV Feira de Terneiros e Vaquilhonas e VI Feria de Ventres da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, ressaltou que é possível que, hoje, Temer apresente a posição da União sobre o tema e a forma como será feita a cobrança. "Dependendo da forma como se fará essa cobrança, muitos podem quebrar. Sem contar que, ao longo do tempo, parte da cadeia recolheu o imposto e outra não. Ou recolheu não repassou. São muitas as dúvidas e problemas, dado o tempo que assunto ficou em discussão e ao entendimento primeiro do STF de que a cobrança era ilegal. Isso fez com que muitos relaxassem no recolhimento do tributo", alerta Gedeão. 
fonte: Jornal do Comércio

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Nova tabela de premiações MARFRIG para RS

PREMIAÇÃO

PREMIAÇÃO MARFRIG RIO GRANDE DO SULREGRAS*%
MaturidadeAté 4 dentes ( Angus, Hereford e suas Cruzas ) 1,5%
Peso InferiorAnimais com peso inferior ao descrito abaixo, exclui demais premiações0,0%
PesoMacho  210 até 245KG  /  Fêmea 200 até 235KG 0,8%
Peso 1Macho 246 KG acima  /  Fêmea 236 KG acima 1,2%
Acabamento de gorduraGordura 3 acima1,5%
RastreadoEuropa2,5%
HiltonHilton1,0%
Bioma Pampa Aliança Del Pastizal1,0%
* Regras não são aplicáveis para touros e raças leiteiras.

PREMISSAS

* Todas as premiações são sobre preço base.
* A tabela acima é cumulativa, exceto pesos.
* Animais que não derem acabamento 3, exclui as demais premiações, exceto trace com peso 1 com acabamento 2 mínimo.
* Premiações de acabamento e peso válidas para bois até 6 dentes e vacas até 4 dentes.
* Gordura 1 (ausente) elimina outras premiações.
FONTE: MARFRIGBEEF

OBSERVAÇÕES:
A tabela foi desenhada de acordo com valor agregado por diferencial de produto no mercado.
Premiação da rastreabilidade é em % e cumulativa.
Inclusão da remuneração pela pela Alianza del Pastizal mais clara.
Os itens que mais agregam valor são rastreabilidade / acabamento / peso
A saída da premiação especifica de raça, procura mostrar que o rebanho gaúcho já possui um nível de qualidade grande com um alto padrão racial e qualidade onde todos os animais merecem ser premiados.

sábado, 6 de maio de 2017

Resultado da média da XXXVII Feira de Outono II de Lavras do Sul



    foto Ilustrativa

XXXVII Feira de Outono II de Lavras do Sul
Foram vendidos 1047 terneiros
Peso médio: 181 kg 
Média do Kg do Terneiro: R$ 5,65
fonte: Leiloeiro Marcelo Trentin

Procuramos para ARRENDAMENTO àrea de campo entre 200 e 1000 ha para SOJA e ARROZ


fotos ilustrativas




                                                

A parceria NILO IMÓVEIS RURAIS  e LUND NEGÒCIOS esta buscando para cliente, àrea de SOJA e ARROZ entre 200 e 1000 ha, na região sul do RS para ARRENDAMENTO.
Maiores informações com Lund 053.999941513 ou Charles 053.999915601

Exportações de gado vivo do Uruguai caíram 35% em relação aos primeiros quatro meses de 2016

Nos primeiros quatro meses do ano, o volume de gado vivo exportado pelo Uruguai foi o mais baixo dos últimos três anos, comparando o mesmo período de 2015 e de 2016. Entre janeiro e abril 2017, foram exportados 35.895 bovinos do Uruguai, 99,8% para a Turquia e 0,2% ao Brasil, de acordo com números oficiais do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP).
Em janeiro, um único animal foi exportado para o Brasil – um reprodutor da raça Braford – Brasil -; em fevereiro, 64 cabeças foram enviadas também para o Brasil; em março, 10.910 para a Turquia; e em abril, 24.920 também para a Turquia.
No primeiro trimestre de 2016, foram exportadas 55.277 cabeças; e no mesmo período de 2015, foram exportadas 45.527 cabeças. Em 2017, portanto, foram exportadas 35% a menos do que em 2016 e 21% a menos do que em 2015.
Fonte: El Observador, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Procuramos àrea de campo entre 800 e 1200 ha para soja

foto ilustrativa




                                                

A parceria NILO IMÓVEIS RURAIS  e LUND NEGÒCIOS esta buscando para cliente, àrea de SOJA/coxilha entre 800 e 1200 ha, na região sul do RS.
Maiores informações com Lund 053.999941513 ou Charles 053.999915601

Procuramos àrea de campo entre 800 e 1200 ha para soja



foto ilustrativa





A parceria NILO IMÓVEIS RURAIS  e LUND NEGÒCIOS esta buscando para cliente, àrea de SOJA/coxilha entre 800 e 1200 ha, na região sul do RS.
Maiores informações com Lund 053.999941513 ou Charles 053.999915601

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Carta Boi - Funrural na pecuária de corte: acelerando a expulsão dos menos produtivos



Não há como negar, a decisão a favor da constitucionalidade da cobrança do Funrural (2,3% da renda bruta da atividade rural) significará a redução do lucro dos empreendimentos agropecuários.

Segundo estimativas da Scot Consultoria, a partir da aplicação da alíquota sobre o valor bruto da produção da pecuária de corte em 2016, o montante que seria recolhido neste ano por meio da atividade seria de R$1,91 bilhão, em valores da época. 

A depender da lucratividade do sistema, a redução no lucro será representativa.

Neste sentido, fizemos uma simulação para a avaliação do impacto da cobrança do tributo no lucro da atividade pecuária de corte, através de um cenário de lucro “antes” do Funrural, e comparando este resultado com a quantia a ser recolhida após a decisão.

A simulação

Foram considerados diferentes cenários para a produtividade e lucratividade da pecuária de corte.

A produtividade foi expressa em arrobas/ha/ano e a lucratividade, através da relação entre lucro operacional e receita bruta.

Para a produtividade, consideramos cenários de 2,5 até 30,0 arrobas por hectare ao ano, com intervalos de 2,5 @/ha/ano. Quanto à lucratividade, o intervalo foi de 5,0% até 35,0%, com intervalos de cinco pontos percentuais.

Ressaltamos que os intervalos considerados abrangem um grande leque de possibilidades de resultados para a atividade, mas outros cenários existem, como, por exemplo, lucratividades abaixo de 5,0% ou até mesmo negativas.

Resultados

Na tabela 1 apresentamos os resultados da simulação para o lucro operacional antes da aplicação do Funrural e o cálculo do Funrural devido.


Para esta simulação, foi considerado o preço bruto da arroba em São Paulo, vigente no momento da análise (R$142,27).

No universo considerado na simulação, o lucro da pecuária de corte variou de R$17,78 até R$1.493,86 por hectare ao ano.

Já o valor do Funrural variou de R$8,18 até R$98,17 por hectare/ano.

O impacto do Funrural sobre o lucro será, em última análise, definido pela lucratividade do sistema produtivo. Assim, os resultados da participação dos valores do tributo no lucro estão dispostos na figura 1.


A partir deste gráfico, ao considerarmos, de maneira empírica, um intervalo de 10,0% a 20,0% como uma lucratividade “usual” da pecuária, conclui-se que o Funrural subtrairá, nestes casos, de 11,5% a 23,0% do lucro anual da pecuária.

No cenário da menor lucratividade considerada (5,0%), o impacto do Funrural será de quase metade do lucro do pecuarista (46,0%). Já no cenário da melhor lucratividade considerada (35,0%), o impacto do tributo sobre o lucro será de 6,6%.

Considerações finais

Por fim, vale adicionar à discussão a relação entre produtividade e lucratividade. 

Apesar de não haver garantias, espera-se que os sistemas mais produtivos (maior produção de arrobas por hectare ao ano) atinjam os patamares mais altos de lucratividade, em função da otimização dos fatores de produção, com a diluição dos custos fixos e variáveis indiretos, advindos da maior escala produtiva.

Assim, os sistemas menos produtivos (até 5,0 @/ha/ano) devem, mais uma vez, ser os mais afetados (relativamente), o que reforça a tendência de grande dificuldade deste perfil de produtor em se manter na atividade de forma competitiva e duradoura.

fonte Scot Consultoria / 

por Gustavo Aguiar