quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Programa Melhor Carne é debatido em reunião na Secretaria da Agricultura



O Programa de Valorização da Carne Gaúcha - Melhor Carne deu um importante passo nesta terça-feira (18). Durante reunião da Câmara Setorial da Carne, representantes dos variados segmentos da cadeia produtiva concordaram majoritariamente com a proposta de criação de um instituto privado e um fundo público que executariam e financiariam, respectivamente, os projetos e políticas que integrarão o programa.

O programa vem sendo trabalhado desde julho de 2011, quando houve o planejamento estratégico da Câmara Setorial e ocorreu a criação de grupos de trabalho para apresentar ideias de formatação da iniciativa. O objetivo é aumentar a produção da carne de qualidade do Rio Grande do Sul, visando a conquista dos melhores mercados e, em consequência, uma maior remuneração para o produtor e geração de mais divisas para a economia gaúcha.

"Foi uma reunião nota dez", avaliou o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi. Segundo ele, embora ainda existam alguns pontos que precisam ser melhor debatidos, foi possível perceber que há consenso com relação ao formato do programa. "Concordamos com os instrumentos", resumiu.

Na opinião da coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñe, o avanço é concreto. "Hoje já não estamos discutindo mais se vamos ou não implantar o Instituto da Carne e o Fundo, mas sim como implementar", finalizou.

Os representantes dos produtores e da indústria que se manifestaram afirmaram que concordam em contribuir com o financiamento de ações como a manutenção do sistema de identificação individual do rebanho, implementação de assistência técnica e promoção da carne gaúcha. Mas, querem discutir os percentuais e são contrários que estes recursos sejam depositados no caixa único do Estado.

O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen, afirmou que a indústria da carne está disposta a destinar contribuição para a formação do fundo, desde que na mesma proporção dos produtores, mas não se dispõe a arrecadar a contribuição destes para repasse posterior.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, disse que a ideia apresentada é boa, mas que há necessidade de se debater a gestão dos recursos. "O tema ainda precisa ser amadurecido", concluiu o presidente da entidade.

Texto: Marcos Pérez
Edição: Redação Secom

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