segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Tenho dito: muitas respostas estão no Sumário!

Por Fernando Furtado Velloso Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha 

Estamos ingressando na safra de “Sumários de Touros” e dos leilões de reprodutores taurinos, especialmente no RS, a chamada Temporada de Primavera. Para mim (e para nossa empresa) esta é uma época muito atribulada e ao mesmo tempo muito entusiasmante, pois o assunto “touros” desde a sua seleção (genética) até a venda (leilões) é o nosso chão. E que “baita chão”, como dizem na fronteira oeste do RS.
Neste artigo vamos avaliar algumas informações do recém-lançado SUMÁRIO DE TOUROS ANGUS – PROMEBO 2015/2016. Faz exatos dois anos que escrevi neste espaço o artigo intitulado “Creia irmão: a resposta está no sumário” (Set/2013). Hoje, ao revisar este assunto com informações novas vejo que a afirmativa não foi exagerada e que encontraremos muitas respostas nas linhas e colunas deste novo sumário de touros.
A edição 2015/2016 do Sumário de Touros Angus Promebo traz informações de mais de 540 touros pais com progênie avaliada no Brasil, contemplando touros importados e nacionais. Entre os importados a predominância é de genética dos Estados Unidos, Argentina e Canadá. Temos então a informação de que touros pais produziram os melhores filhos nas condições de produção do Brasil. Outra informação muito importante é a publicação dos “Touros Jovens S.A.” (Superiores para Acasalamento), onde são listados os melhores touros DECA 1, os animais com melhor desempenho e genética disponível no mercado neste ano. Fique atento nos nomes desta relação para aquisição de touros e sêmen.
“Contra fatos não há argumentos” diz o provérbio português e por aqui segue valendo. Vamos fazer uma análise rápida dos 10 touros melhores para Índice Final no Sumário Angus 2015/2016:
SUMÁRIO ANGUS – TOUROS ORDENADOS POR ÍNDICE FINAL
     

NOME DO TOURO
REGISTRO
ANO NASC
PEL
CAT
INDICE FINAL
DECA   Ind F
Origem
1
GAP N435
C219936
2004
V
PC
26,30
1
BR
2
SAV BRAND NAME 9115
IA-1235
2009
P
PO
24,82
1
EUA
3
SANTA JOANA 1023
C279582
2007
P
PC
23,74
1
BR
4
TRADICAO 1754
C328449
2010
P
PC
22,46
1
BR
5
TRADICAO 1110
C227038
2004
P
PC
21,82
1
BR
6
SANTA JOANA 5545
C260518
2006
P
PC
21,26
1
BR
7
SANTA JOANA 714
C192751
2001
P
PC
21,26
1
BR
8
GAR GRID MAKER
IA-729
1998
P
PO
21,24
1
EUA
9
LORENZEN FIELD DAY 7455
IA-1076
2007
V
PO
21,18
1
EUA
10
BARRAGEM TE16 WESTWIND LIDER TE198 (BRUTO)
O132409
2008
P
PO
21,00
1
BR
 Fonte: Sumário de Touros Angus – PROMEBO 2015/2016, adaptado pela Assessoria Agropecuária


Genética Nacional 
Nos touros TOP 10 do sumário estão 7 nacionais, comprovando a importância de avaliar os produtos em nosso ambiente para identificar os melhores pais. A lógica de muito valorizar tecnologia (ex: marcadores), e informações (ex: sumários de outros países ou “consolidados”) importados nos leva a menor valorização dos touros nacionais. A liderança dos touros brasileiros no sumário nos indica que temos muito bom material para ser usado e bons rebanhos a serem observados. A adaptação ao ambiente é um tema muito importante e os pais nacionais estão correndo bem esta carreira.

Puros de Origem (PO) x Puros Controlados (PC)
Os touros PC costumam ser menos valorizados pelo mercado e até rejeitados por alguns produtores e regiões. O sumário novamente nos traz uma resposta importante, pois 06 dos 10 touros TOP são PC. No campo já sabemos da grande qualidade e do bom trabalho nos rebanhos PC, mas os dados da avaliação genética servem como prova dos nove, pois mostram objetivamente que os touros PC igualam e até superam o desempenho de muitos pais renomados, grandes campeões e importados.

Rebanhos 

Os criadores nacionais que figuram nesta listagem (GAP, Santa Joana, Tradição e Barragem) tem grande identificação e convicção no uso da seleção objetiva, da avaliação genética e dos critérios objetivos para tomadas de decisão em seus plantéis.  Não é surpresa encontrá-los por aqui. Se ampliarmos a pesquisa para os TOP 20 ou TOP 30 neste sumário identificaremos outros plantéis conhecidos nossos pelo bom trabalho de seleção, tais como Cia Azul, Querência (afixo Inhanduí), S2, Quiri, etc. O pretexto de citá-los não é somente para parabenizá-los, mas para demonstrar através do sumário que aqueles que acreditam e praticam a seleção objetiva melhoram verdadeiramente os seus rebanhos e os reprodutores ofertados no mercado.

Idade e touros que “já foram sucesso”
 A idade media dos destes touros TOP 10 é de 10 anos: sinal vermelho! Alguns já não estão ativos (produzindo sêmen) ou talvez nem vivos mais. Produzimos os melhores touros em nosso sumário, mas demoramos muito para identificá-los: aí o “cavalo passou encilhado”, pois não estamos conseguindo aproveitar amplamente este recurso genético e nem alcançar os possíveis ganhos comerciais com esta informação.

Neste ano é a retomada do TESTE DE PROGÊNIE ANGUS - ALTA/PROGEN, trabalho técnico que havia sido interrompido em 2009. Esta iniciativa deve ser comemorada, pois será um grande reforço para identificarmos e avaliarmos touros jovens selecionados através do PROMEBO. Estamos muito orgulhosos de participar desta empreitada, pois a Assessoria Agropecuária foi convidada a assumir a Coordenação Técnica deste projeto. Vamos então para o alto e avante!



* Publicado na Revista AG, Coluna "Do Pasto ao Prato" (Setembro, 2015) 

Greve dos fiscais agropecuários não tem data para acabar

Anffa informou que os serviços essenciais à garantia da saúde pública e da sanidade animal e vegetal estão mantidos
(Foto: reprodução)
Paralisação teve início no dia 17 de setembro (Foto: reprodução)
A greve dos fiscais agropecuários, que teve início na quinta-feira (17/09), em todo o País, não tem uma data definida para acabar. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical, Brasília/DF) informou que a paralisação será mantida por tempo indeterminado e que ainda que não foi agendada nenhuma reunião com representantes do governo para discutir as demandas da categoria.
A paralisação atinge portos, aeroportos e postos de fronteira, além dos frigoríficos, que terão o acompanhamento dos fiscais, mas não a emissão da certificação internacional.
Em nota, a entidade também informou que estão mantidos os serviços essenciais à garantia da saúde pública e da sanidade animal e vegetal.
Fonte: Estadão Conteúdo e Scot Consultoria, adaptado pela equipe feed&food.

Valorização da pecuária gera expectativa positiva para o leilão Selo Racial

Selo Racial

Foto: Divulgação/Assessoria
Remate em Uruguaiana abre vendas da temporada de primavera no Rio Grande do Sul com a oferta de animais das raças Angus, Brangus, Hereford e Braford

A valorização da pecuária de corte gera uma boa expectativa para o leilão Selo Racial que abre na próxima sexta-feira, dgia 25 de setembro, às 10h, a temporada dos remates de Primavera no Rio Grande do Sul. O remate será na sede da cabanha Cia. Azul, em Uruguaiana (RS), na BR 290, quilômetro 636. O número de animais ofertados é praticamente o mesmo do ano passado. São 250 touros e 170 ventres, além de alguns lotes especiais que são a elite dos rebanhos das raças Angus, Brangus, Hereford e Braford. Organizado pelas cabanhas Cia. Azul, Corticeira, Rincon del Sarandy e Tradição Azul, o evento estará a cargo da Trajano Silva Remates.

O administrador da cabanha Rincon del Sarandy, de Uruguaiana, Ignacio Tellechea, garante que a valorização da pecuária deve se refletir na procura por reprodutores de qualidade por parte dos criadores. Afirma que os contatos já realizados no pré-remate sinalizam que esta temporada será muito boa. Segundo Tellechea, a expectativa é de que o leilão Selo Racial fature por volta de R$ 3 milhões, valor semelhante ao de 2014, quando foram comercializados 471 lotes de animais. “No ano passado, houve uma boa valorização. Para este ano, espera-se que seja ainda melhor”, salienta Tellechea.

O diretor comercial da Cia Azul, também de Uruguaiana, Reynaldo Salvador, afirma que o desafio este ano é tentar manter o faturamento do leilão passado. Garante que isto seria excelente devido a uma economia que está em recessão, e também à diminuição da oferta de animais em torno de 10%. Salvador ressalta, no entanto, que a pecuária de corte é uma das poucas atividades com rentabilidade positiva e com perspectivas de melhora a médio e longo prazo. “O momento para o setor é bom, a nossa carne está com muito boa demanda no mercado interno e melhor ainda no mercado externo”, observa.

Serviço leilão Selo Racial

Data: 25 de setembro de 2015
Hora: 10h
Local: Cia. Azul - Uruguaiana (RS)
Oferta: 250 touros e 170 ventres das raças Angus, Brangus, Hereford e Braford
 
Fonte: Trajano Silva Remates

III Leilão Genética em Dose Dupla


domingo, 20 de setembro de 2015

En Europa es más lucrativo la falsificación de alimentos que la prostitucón


URUGUAY – Lo dijo experto alemán en Uruguay quién alertó sobre los desafíos en la inocuidad alimentaria.
Uno de los principales desafíos a futuro en materia de inocuidad alimentaria es la lucha contra los alimentosfalsificados, siendo la trazabilidad un buen requisito previo para asegurar un sistema de control en ese sentido, sostuvo Andreas Hensel, presidente del Instituto de Evaluación de Riesgos de Alemania (Instituto BfR), durante una conferencia ofrecida el 19 de agosto pasado sobre el tema en el salón de conferencias de la Dirección de Laboratorios Veterinarios (Dilave).
Precisó que hay tres elementos a considerar: el etiquetado, la documentación y la base de datos donde se puede encontrar esa información. La verificación que debe estar a cargo del gobierno se debe cumplir con métodos analíticos, por lo que la trazabilidad no se debe hacer solo sobre un trozo de carne, sino sobre el conjunto que involucre ese alimento. Las normas son necesarias para dar la seguridad de que existe la inocuidad de los alimentos, que se puede controlar y luchar contra el fraude de los alimentos.
Hensel valoró la importancia de Uruguay como proveedor potencial de alimentos para 28 millones de personas y se preguntó si todos sus fabricantes son conscientes de la inocuidad alimentaria y de la necesidad de contar con un sistema de gestión de riesgos para no jugar “con la salud de sus clientes”.
El consumidor tiene el derecho de elegir un vino caro o uno barato, pero el gobierno tiene la obligación de asegurar que su contenido es lo que realmente dice la etiqueta. Para garantizar ese aspecto en Alemania –y en la Unión Europea (UE)– se tienen en cuenta tres elementos: el tiempo de exposición del producto, la ubicación geográfica y el tiempo en que se desarrolla ese evento que afectó la inocuidad. Se debe involucrar a toda la cadena alimentaria además de los agentes directos vinculados a la producción, investigando también quién hace el transporte, quién lo vende al minorista y cuál es el comportamiento de los sectores involucrados en toda esa operativa. El gobierno alemán llegó al extremo de recomendar que se trabaje sobre escenarios de bioterrorismo porque se sabe que cuando se quiere matar gente y se introducen patógenos en los alimentos de forma intencional puede ser muy grave, dijo Hensel.

Alta inversión

Por supuesto que es un trabajo que requiere una alta inversión y admitió que en este caso se investigó para atacar el bioterrorismo. Un ejemplo mencionado por Hensel fue un caso de salmonella con repollo que afectó a mujeres de 18 a 25 años en Alemania. Egipto importaba semillas de Alemania y EEUU, y se determinó que 25 kilos de semilla podían ser responsables de tres toneladas de repollo contaminado de salmonella.
Un brote con frutilla congelada procedente de China afectó a miles de niños de escuelas y jardines de infantes de Alemania, lo que fue un desastre. Fue fácil de resolver porque había un solo importador de 54 kilos de frutillas congeladas de China, habiéndose identificado el norovirus de heces humanas.
Hensel concluyó que el comercio mundial de alimentos puede ser muy peligroso. La trazabilidad es necesaria para evitar una crisis en los alimentos, para poder reaccionar de forma rápida y proteger a los mercados y porque también puede garantizar un mercado justo. Este sistema se debe implantar y es algo que “todos debemos aprender, para poder rastrear los alimentos”.
Estos aspectos están contenidos en una ley europea, pero también sería necesario que Uruguay lo tuviera en cuenta en su legislación porque debería ser implementado de forma más sistemática en la inocuidad alimentaria, afirmó Hensel.
Explicó que el Parlamento europeo estableció que “se puede ganar más dinero con el fraude en los alimentos que con la prostitución, porque ustedes pueden declarar que un trigo es orgánico en lugar de convencional y lo hacen falsificando la documentación y esto va en aumento”. Precisamente las probabilidades disminuyen con las campañas de protección y con frecuencia estos controles basados en el riesgo no llegan a combatir el origen del comportamiento.
El funcionario alemán citó algunos ejemplos de falsificación detectados: jamón con agua y almidón; bebidas alcohólicas checas con etanol; suplementos alimenticios que se promocionan por internet que son muy peligrosos; y la crisis productiva del aceite de oliva en Italia, que cumplía sus contratos con aceites de Grecia y Marruecos. “Esto lo estamos controlando y también son susceptibles de fraude la miel, vino, pescado, leche, cereales, café, té y jugos de frutas”, concluyó. l

Evaluación científica de riesgos

El aporte del experto alemán Andreas Hensel como especialista en evaluación de riesgos ha sido muy valioso para fortalecer los conocimientos de la unidad coordinadora para el control de la inocuidad alimentaria del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP). El tema fue destacado a El Observador Agropecuario por el director de los Servicios Ganaderos, Francisco Muzio. El jerarca del MGAP valoró los conceptos manejados por el experto alemán acerca de que es necesario que la evaluación de riesgos de los alimentos que se desarrolle sea con base científica. Al comentar los casos presentados por Hensel sobre situaciones ocurridas en Europa, Muzio resaltó el énfasis del conferencista sobre la forma en que se comunica ese riesgo al consumidor, porque muchas veces puede derivar en que se haga “una especie de terrorismo o que se le dé la real dimensión que tiene un problema sanitario”. Además, muchos casos han sido derivados de la importación de alimentos y hacer la trazabilidad del producto no ha sido fácil, y recordó el fraude en una carne equina que se vendía como carne bovina, dijo Muzio. Ello demuestra la necesidad de dedicarle los mayores esfuerzos a este tema, que en el caso europeo requiere el trabajo de 800 funcionarios, más de 300 científicos y un presupuesto de varios millones de euros.

Hugo Ocampo – El Observador