terça-feira, 25 de setembro de 2012
URUGUAY - COTAÇÕES
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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BAHIA INAUGURA O MAIOR CONFINAMENTO BOVINO DO NORTE/NORDESTE
O Oeste da Bahia segue em constante crescimento no País e mostrou mais uma vez o potencial da região. Representando o governador Jaques Wagner, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, inaugurou neste sábado, 22, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do Estado, o maior confinamento bovino do Norte/Nordeste, com cerca de 40 mil cabeças de gado e expectativa de crescimento do rebanho para 60 mil bovinos até 2013. A Fazenda Captar, de propriedade do empresário Almir Moraes, tem área de 200 hectares. O complexo é composto por uma fábrica de adubos orgânicos e uma fábrica de ração animal. Um cuidado especial é reservado na alimentação do rebanho confinado, com dieta balanceada e rica em proteínas garantindo o suporte necessário para engordar os animais de forma saudável.
“Este é um grande empreendimento, o primeiro de muitos que virão para a Bahia. Com este marco, o governo abre as portas para a pecuária mundial. Vamos mostrar para o mundo o que é transformar grãos em proteína animal” afirmou o secretário Eduardo Salles, citando ainda o impacto socioeconômico do confinamento na região, onde está gerando cerca de 500 empregos diretos e indiretos.
O proprietário da Fazenda Captar, Almir Moraes, destacou a importância do empreendimento, e explicou que Luis Eduardo Magalhães tem as condições favoráveis para o sucesso do confinamento. “Nossos frigoríficos precisam de bois e os animais precisam de grãos para uma dieta balanceada. O oeste é um grande produtor de grãos na Bahia e poderá nos dar este suporte” avaliou Almir. Ele disse que as atividades do confinamento foram iniciadas no final de 2011, com 12,5 mil bois, passando para 25 mil em dezembro do mesmo ano e 40 mil em setembro deste ano. Até o final de 2013, o número de animais deverá chegar a 60 mil.
FONTE:genteemercado.com.br
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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As chuvas dificultaram o embarque de bois gordos no RS na última semana
As fortes chuvas que caíram em todo o estado na semana passada atrapalharam os embarques de animais para abate.
Isto fez com que os frigoríficos diminuíssem a pressão de baixa sobre o preço do boi gordo.
O animal terminado está cotado em R$3,00/kg, à vista, nas regiões Oeste e Pelotas, segundo levantamento da Scot Consultoria.
Na região Oeste o boi gordo teve alta de 1,7% na última semana. Começou o período cotado em R$2,95/kg, à vista, e passou para os atuais R$3,00/kg, à vista.
Em Pelotas a cotação ficou estável.
Tipicamente o pico da oferta de animais terminados para abate ocorre nesta época, devido à retirada dos animais das pastagens cultivadas de inverno para o plantio da lavoura.
A tendência é de que após esta retirada a oferta diminua, o que pode dar firmeza ao preço do boi gordo no estado.
Colaborou Renato Bittencourt, zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria
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sábado, 22 de setembro de 2012
Do coronel ao empresário: a evolução do produtor brasileiro
A agricultura e a pecuária como conhecemos hoje passaram, como tudo no mundo, por um longo e metódico processo de desenvolvimento. Cada lugar chegou ao resultado da evolução específica de cada região, mantendo hoje algumas de suas características políticas, econômicas ou até mesmo culturais. O Brasil, país com seus 8,5 milhões de km² de área, hospedou em seu solo a história de diversos tipos de fazendeiros, hoje grandes empresários rurais. Por isso, o Portal Agrolink comemora hoje o Dia do Fazendeiro (21 de setembro) mostrando a trajetória deste grande produtor desde sua chegada nas caravelas portuguesas até os dias tecnológicos atuais.
Toda história tem um começo
Com a chegada dos portugueses, o plantio da cana-de-açúcar para exportação foi a base da economia do Brasil colonial. Principalmente cultivada na região onde hoje fica Pernambuco, o responsável pela produção era o senhor de engenho, um fazendeiro proprietário de grandes terras que utilizava ampla mão-de-obra escrava. Com grandes latifúndios e concentração de riquezas, os fazendeiros passaram a diversificar a produção com algodão, tabaco e cacau.
Dessas, o cacau se espalhou com muita importância. Com autorização para ser produzido, ele foi implantado nos anos 1600 e, no século XVIII, foi introduzido na Bahia. Com terras conquistadas e matas transformadas em grandes plantações, os fazendeiros donos de grandes áreas cresceram junto da economia local, ficando ricos e influentes.
Mesmo sem ter nunca ingressado na vida militar, ficaram conhecidos como Coronéis do Cacau e, apesar da má fama de abusivos, o poder destes fazendeiros levou às suas regiões investimento e desenvolvimento. Com o auge do cacau no final do século XIX, os coronéis contribuíram consideravelmente na construção de grandes cidades, como Itabuna e Ilhéus.
Ainda no final do período colonial, outra cultura de grandes propriedades foi introduzido no país: o café. Com terras a baixo custo e o desaquecimento das minas de ouro, muitos pioneiros investiram em grandes áreas para plantar o novo grão. Assim como a cana-de-açúcar no Nordeste, o café no Sudeste, principalmente em São Paulo, tinha grande mercado externo. O desenvolvimento do comércio internacional e a venda quase certa da produção cafeeira gerou uma nova elite agrícola, os Barões do Café.
A mão-de-obra no início era escrava, mas não suficiente. O trabalho assalariado era uma solução, e com os conflitos na Europa, muitas pessoas fugiam nos navios em busca de refúgio, trabalho e dinheiro em outros países. Entretanto, com a escravidão implementada no país, muitos imigrantes acabaram desistindo com receio de serem submetidos ao mesmo regime de trabalho. Preocupados com a falta de mão-de-obra, os Barões do Café tiveram que apoiar as leis abolicionistas. Neste ponto, o governo imperialista investiu na imigração e na agricultura, e os primeiros europeus começaram a chegar.
Com a economia interna crescendo, os solos empobrecendo e as ferrovias sendo construídas, os Barões foram em busca de novas terras. O oeste paulista se desenvolveu e se urbanizou em função da produção cafeeira, que movimentava fortemente o comércio.
As grandes fazendas, todavia, não se destacaram apenas na agricultura. A pecuária também foi importante na formação dos grandes fazendeiros do Brasil. As primeiras estâncias gaúchas foram criadas em 1634, quando o padre jesuíta Cristóbal de Mendonza trouxe mil cabeças de gado da Argentina para acabar com a fome que varria os Sete Povos das Missões, na região oeste do Estado. Ele dividiu este gado em estâncias, grandes propriedades onde havia a casa, onde morava o patrão e sua família, o galpão, a casa do capataz, o potreiro, os currais, o piquete e as invernadas, onde o gado era cuidado.
Mas foi apenas em 1777, com o tratado de Santo Ildefonso, que definia novas fronteiras das terras portuguesas e espanholas, é que o regime das estâncias foi consolidado. Os militares que se destacaram na disputa receberam grandes terras, dando origem à aristocracia pastoril gaúcha. E, assim como Coronéis do Cacau e os Barões do Café, os Estancieiros tinham grande influência política, mesmo que por vezes abusiva, e desenvolveram fortemente a economia da região com a venda de charque para o resto do país.
.. ao empresário
Hoje, nem os Coronéis do Cacau, os Barões do Café ou os Estancieiros existem mais. O que sobrou foi a herança econômica e cultural passada aos ainda moram nessas regiões. A Bahia é atualmente responsável por 95% de toda produção cacaueira do Brasil, tornando-se grande exportador do produto. Por causa da vassoura-de-bruxa, doença causada por fungos, a produção caiu, mas não deixou de ser grande fonte de economia para o Estado. Além deste, outro grande legado dos Coronéis do Cacau foi a influência cultural direta e indireta. Diversas obras foram criadas baseadas na vida destes fazendeiros e também no cotidiano das cidades que eles ajudaram a desenvolver.
O café do oeste paulista se espalhou, e hoje também tem grande importância econômica nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná. Mesmo tendo passado por crises financeiras, o Brasil segue sendo o maior produtor mundial. Segundo estimativas da Conab, a safra 2012/13 em São Paulo será de 5,21 milhões de sacas cultivadas em 175,1 mil hectares com produtividade média de 29,77 sc/ha, 67,6% maior que a safra anterior. E o ouro negro é ainda tão importante para a região que recebeu Indicação Geográfica e certificação de cafés especiais.
Já no Rio Grande do Sul, apesar de a soja ter tomado grandes porções de terra e ter se tornado destaque na produção agrícola do Estado, a criação de gado segue importante fonte de economia e cultura. As propriedades, ainda chamadas de estâncias, mantêm até hoje os antigos costumes do peão gaúcho, mas com atenção no melhoramento genético e forte atuação no mercado externo. Prova disto é a Expointer, feira de agropecuária que acontece anualmente em Esteio, na Grande Porto Alegre. Com destaque internacional, ela é considerada a maior exposição de animais da América Latina e fechou, na edição de 2012, com recorde de mais de R$ 2 bilhões em vendas.
Alguns séculos depois dos primeiros produtores de cana do Brasil Colônia, ser fazendeiro mudou o conceito. Do rico produtor influente política e economicamente, hoje ele virou um empresário que cuida da produção, dos insumos, do bem-estar animal, do maquinário, do escoamento, da previsão do tempo, das cotações da bolsa, da sustentabilidade, das leis ambientais, das leis trabalhistas, entre outros mil detalhes. E é deste produtor que o Portal Agrolink tem orgulho e parabeniza pelo Dia do Fazendeiro!
Agrolink
Autor: Joana Pretto Cavinatto
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Y en la carne China también se hace fuerte como importador
En los ocho primeros meses de este año China compró en los principales países exportadores 32% más carne vacuna (sin tener en cuenta las menudencias) que en el mismo período del año pasado. Como importador, “China es hoy lo que era Rusia cinco años atrás” dijo Juan Galimberti, trader de la firma danesa Food Forward, ayer a Valor Agregado, en Radio Carve. Previó un crecimiento muy significativo en las compras chinas para estos próximos años.
La mayor demanda no sólo se refleja en lo que directamente ingresa a China, sino también en el fuerte crecimiento en las ventas a otros puertos, caso de Vietnam (que, como Hong Kong, termina redireccionando buena parte de la mercadería a China).
En las últimas semanas varios brokers consultados por FAXCARNE señalaron que el interés desde China no se circunscribe a garrón-brazuelo, sino que también están demandando cortes del trasero y del delantero como chuck & blade, uno de los más llevados por Rusia. El garrón-brazuelo a China está firme en US$/t 4.400 CIF.
Con datos del año hasta agosto de Brasil, Uruguay, Paraguay y Australia, y hasta julio desde Estados Unidos y Argentina, las importaciones de carne vacuna refrigerada de China, Hong Kong y Vietnam suman 140.084 toneladas peso embarque, 32% más que las 106.313 t del mismo período del año pasado. De estos seis exportadores, el único que no ha podido crecer en volumen es Argentina, dado el muy escaso saldo exportador. Los dos principales proveedores son EEUU (55.990 t hasta julio, 18% más que en los primeros siete meses de 2011) y Brasil (62.962 t hasta agosto, 50% más que el año pasado). Las importaciones desde los cuatro países del Mercosur crecieron 47%, a 74.262 t, en tanto que las australianas lo hicieron 18%, a 9.832 t. Las exportaciones de Uruguay a agosto fueron 26% superiores a las de 2011, sumando 8.398 t.
Teniendo en cuenta que, para la mayoría de los exportadores, estos destinos son los más relevantes para la colocación de menudencias y vísceras, China se está tornando rápidamente en uno de los destinos clave para los productos de la carne vacuna, tal como ya lo es para otras carnes y materias primas en general. Todo indica que no pasarán muchos años para que se hable de China tanto como de Rusia hasta ahora en el comercio de la carne vacuna. Tal como hace muchos años pasó con la lana.
FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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