sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ESFORÇO PARA MANTER CONVÊNIOS DA FEPAGRO


Sancionada pelo governador, a extinção da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) está no período da transição em que devem ser feitas importantes definições. Uma delas diz respeito à manutenção dos convênios firmados com instituições para a captação de recursos destinados à atividade-fim. Desde ontem, Adoralvo Schio, diretor do agora Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária, e o diretor-geral da Agricultura, André Petry da Silva, fazem uma peregrinação em Brasília com esse objetivo. 
Segundo Silva, do CNPq, da Capes, da Embrapa, dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Social e Agrário já há a garantia da continuidade. Hoje, eles vão ao Rio de Janeiro, onde conversam com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Inmetro. 
A definição sobre a continuidade dos repasses é essencial porque, sem dinheiro, a pesquisa em andamento e as futuras ficam prejudicadas. À época do debate sobre a extinção, o saldo de recursos externos captados era de R$ 25,5 milhões. 
– Na pesquisa, as coisas têm de andar, não se pode esperar. No momento, ainda não se tem clareza sobre os convênios – observa Nelson Bertoldo, presidente da Associação dos Servidores da Pesquisa Agropecuária do Estado (Assep). 
Outra preocupação dos funcionários da antiga Fepagro é com relação a um eventual engessamento financeiro. O temor se dá porque a gestão dos recursos passa a ser feita de forma indireta. A avaliação do Bertoldo é de que, como fundação, havia maior autonomia. 
O futuro dos 19 centros de pesquisa existentes no Estado é outro ponto de interrogação. Mas essa decisão deve ficar, para um segundo momento, segundo Schio: 
– Estamos dando prioridade para a transição dos funcionários para o departamento e cuidando da garantia dos convênios. A discussão das unidades será feita mais adiante. 
O orçamento do departamento também foi acertado para cerca de R$ 20 milhões. Do montante total, R$ 16,4 milhões são gastos com a folha de pagamento dos 289 funcionários e apenas R$ 3,8 milhões com contas operacionais. 
A tão desejada economia do governo do Estado só deve aparecer mais adiante – se vier – e depende diretamente do destino dado aos centros de pesquisa. 
– Apesar de não fazermos parte do grupo do governo que está tratando disso, temos a promessa de que a associação será chamada para tratar a questão das unidades – afirma o presidente da Assep.
fonte : Campo Aberto

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Estudo da Farsul aponta mudanças no mercado internacional de carne bovina


A Farsul divulgou nesta terça-feira o mapeamento das exportações brasileiras de carne bovina entre 2006 e 2016. O estudo traça um panorama do mercado mundial de carne e das mudanças pelas quais o setor passou durante o período no Brasil. Segundo o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, entender o movimento da última década é fundamental em um momento de mudanças geopolíticas, em função das primeiras ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


- Vivemos um momento em que existe a abertura de um espaço para um posicionamento do Brasil em relação às exportações de carne. Com o recuo dos Estados Unidos em participar do Acordo de Associação Transpacífico, existe um recuo na ameaça que o país representava para  a inserção do Brasil no mercado asiático. Esse é um momento de buscar um posicionamento com o setor para aproveitar as janelas de oportunidades que se abrem – afirma Sperotto.


É justamente no continente asiático que está o maior potencial para a carne brasileira, em um movimento que vem sendo consolidado nos últimos dez anos. Segundo economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, os chineses já são os maiores compradores de carne brasileira e devem se consolidar como os maiores importadores de carne do mundo, até 2018. No período analisado pelo estudo, houve um crescimento de 778% no valor de carne bovina exportada pelo país para o continente asiático. O volume cresceu 299%.


O Oriente Médio desponta como outra região em crescimento. O valor de carne brasileira exportada para a região cresceu 101% em dez anos, com uma valorização de 78% no preço do produto comercializado. Na América Latina e o Caribe o valor aumentado cresceu 337% enquanto o volume teve aumento de 136%.


- O estudo nos mostra que precisamos estar mais abertos ao mercado mundial, principalmente aos mercados emergentes. Passamos muito tempo com o foco exclusivo na União Europeia e no Leste Europeu, e o que o estudo revela é que essas regiões não concentram o melhor potencial no momento – avalia o economista.


Segundo o mapeamento, apresentado por Renan dos Santos, analista de relações internacionais, o valor das exportações para a União Europeia caiu 51%, apesar do aumento de 79% no preço. O Leste Europeu também apresentou desaquecimento, com queda de 47% no valor e 59% no volume de carne exportada. O movimento está em sintonia com um decréscimo mundial da participação da União Europeia na importação de carne, que caiu pela metade desde 2006.


Nos mercados emergentes, um dos aspectos que chama a atenção é a mudança no perfil do produto, que passou a priorizar carne in natura em detrimento de miúdos e carne industrializada. A expectativa é que haja um contínuo crescimento de comércio com a Ásia, já que, apesar do aumento observado nos últimos dez anos, o consumo de carne per capita no continente ainda é baixo em relação à média mundial. Na China, o consumo é de 3,5 kg de carne bovina por habitante, em contraste com os 45 kg de consumo per capita no Rio Grande do Sul. No entanto, da Luz ressalta que para aproveitar essas oportunidades, é importante que o país tenha um papel mais ativo na política de aproximação desses mercados:


- Temos que ter uma posição mais firme em diversas áreas, como a exposição de nossos produtos, mas principalmente em relação ao Mercosul, que representa um entrave ao impedir a realização de acordos bilaterais. É muito difícil celebrar um acordo com o qual todos os países do bloco concordem, por isso a presença no bloco impede o aproveitamento de todo o potencial desses novos mercados. Precisamos buscar acordos com países de perfil semelhante ao Brasil, e o Mercosul é um impedimento para que isso aconteça. – alerta o economista.


Fonte: Sistema Farsul

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O fim da vacinação contra a aftosa é uma questão de tempo

Líderes do segmento privado do Brasil, Bolívia e Paraguai reuniram-se em MS

“A decisão de que a vacina contra a aftosa deixe de ser obrigatória já está tomada. Resta saber quando e como isso vai ser feito”. Essa afirmação foi feita em Campo Grande, na última terça-feira, por Décio  Coutinho, consultor em Defesa Agropecuária da CNA - Confederação da Agricultura, Pecuária do Brasil.
Em sigilo absoluto, (a imprensa não foi convidada a participar, mas o Correio Rural esteve presente) foi realizada na Capital, na sede da Famasul, uma reunião do setor privado do Brasil, da Bolívia e do Paraguai, coordenado pelo Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa. O presidente do Giefa, Sebastião Costa Guedes, que é vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, presidiu os trabalhos.
Um dos temas mais importantes na pauta foi justamente o controle da febre aftosa no status “sem vacinação”. E conforme explicou Décio Coutinho em entrevista exclusiva ao Correio Rural, esse grupo vem trabalhando há vários anos inicialmente no programa de controle e depois de erradicação da febre aftosa nas Américas. “É a inter-relação do setor privado desses países no sentido de apoiar os programas de erradicação da aftosa, e que o trabalho seja desenvolvido de forma concomitante para que possa atingir o mesmo status de livre de febre aftosa sem vacinação dentro da mesma temporalidade”, afirmou, destacando ser esse o principal objetivo da reunião.
Questionado de como seria hoje a situação da zoonose na América, Décio disse ser tranquila. “Nas três Américas falta hoje o reconhecimento de área livre com vacinação apenas no Estado do Amazonas, o Estado de Roraima, o Estado do Amapá, e na Venezuela. Somente isso, para que a América seja reconhecida como o primeiro continente no mundo a estar livre de febre aftosa, com vacinação”.
Correio Rural questionou então sobre o quadro no Brasil. Segundo o consultor da CNA, o Brasil já decidiu retirar a vacina. “Mas precisamos saber quando e como poderemos fazer isso. Nesse momento, o setor produtivo, junto com a CNA, a ABCZ e o Sindam, que é o sindicato das indústrias de produtos veterinários, financiaram um estudo que está sendo feito pela USP e que vai subsidiar o Ministério da Agricultura na formulação e apresentação de projeto para ser discutido nas 27 unidades da Federação, com uma proposta para a retirada da vacinação. 
Como a condição de livre de aftosa sem vacinação vai exigir mais recursos do Estado para a continuidade do controle e fiscalização pelos órgãos sanitários, demonstração inclusive já manifestada ao Correio Rural por diretores da Iagro, foi perguntado ao representante da CNA como ele via essa questão: “Vejo essa preocupação como verdadeira, a mudança de status exigirá também uma mudança de estratégia governamental. Na condição atual, de livre de aftosa com vacinação, 99% da responsabilidade é do setor privado, pois é ele que fabrica a vacina, ele que distribui a vacina, é ele que vende, que compra a vacina, é ele que aplica a vacina, ele que comunica a vacinação e mantém o cadastramento das propriedades e mantém o cadastro do rebanho. Mas no momento em que isso sai da condição de livre com vacinação para livre sem vacinação, o que teremos que ter é um aumento do sistema de vigilância e de certificação, e isso é papel dos Estados.  Por isso, esses depoimentos que você ouviu do setor público são verdadeiros”, lembrou  Décio Coutinho.
  
JOGANDO DINHEIRO FORA  
Correio Rural também ouviu no intervalo da reunião da última terça-feira o presidente do Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa, Sebastião Guedes. Ele manifestou algumas posições diferentes àquelas declaradas por Décio Coutinho. Foi mais enfático ao afirmar, por exemplo, que os produtores estão “jogando R$ 600 milhões fora ao vacinar seus rebanhos”. 
“Acho que a disposição de deixar de vacinar é natural. Em muitas regiões do País estamos jogando dinheiro fora. Não existem razões epidemiológicas para continuarmos com isso. E temos duas opções para retirarmos a vacinação: ou por faixas etárias do rebanho ou por questões geográficas. Agora, não é possível que países que começaram a erradicar a febre aftosa 20 ou 30 anos depois de nós, hoje já são 98% livres sem vacinação - e digo o nome, o Peru com estrutura fundiária muito mais complicada com muitas pequenas propriedades, nas montanhas dos Andes - e tem sucesso. Nós precisamos iniciar um processo de retirada da vacina. Se Santa Catarina retirou a vacinação no ano 2000 e até hoje não teve problemas, isso prova que retirar a vacinação é perfeitamente possível e factível”, afirmou Sebastião Guedes, do CNPC.
Prosseguiu destacando que “no Brasil, atualmente, existem pelo menos 92 milhões de cabeças de gado em estados que há mais de 20 anos não registram casos de febre aftosa. E continuamos vacinando nessas regiões. Temos que avaliar criticamente tudo isso”, enfatizou. E prosseguiu lembrando que, “nós do setor privado, fizemos um grande evento em novembro  de 2015, envolvendo todas as entidades privadas do setor. E chegou-se a uma posição  de que é perfeitamente viável iniciar, este ano, a retiradada da vacinação. Podemos começar pelos estados do Rio de Janeiro, Espirito Santo e vai até o Maranhão. Depois nos estados do Pará, Tocantins, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, em 2018. E em 2019/2020 iniciamos com os estados do Amapa, Roraima, Amazonas, Acre, Rondonia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Basta iniciarmos. Considero um absurdo transferirmos R$ 600 milhões do bolso do produtor rural para um segmento industrial que fica comodamente sentado em cima de uma obrigatoriedade da vacinação, que é uma prática que agora nem sempre ocorre. Todos compram a vacina mas muitos produtores já nem têm motivação para vacinar”, denuncia.
A NECESSIDADE DE MAIS RECURSOS
E quando questionado sobre a posição do setor de fiscalização e controle de que será necessário muito mais recursos para o trabalho de controle após a desobrigatoriedade da vacinação, Sebastião Guedes simplifica dizendo: “Acho isso um pouco de fantasia, mas se as autoridades sanitárias e os produtores de Mato Grosso do Sul pensam assim, que continuem vacinando então, e outros estados deixam de vacinar”, afirmou. E narrou outra situação semelhante: “Outro dia esse problema foi abordado em uma reunião da Câmara Setorial, quando um Estado manifestou o desejo de não parar de vacinar. Eu coloquei então que se o Estado tem um nível de conhecimento do criador mais atrasado, e não valoriza o sistema de epidemiologia, meu ilustre e querido colega, continuem vacinando. São características regionais”, afirmou. Questionando se seria Mato Grosso do Sul este Estado, Guedes afirmou que não. E prosseguiu dizendo que era um Estado em que há um ou dois anos houve uma apreensão em terrenos baldios e dentro de um rio de sacos de frascos de vacina cheios, sem uso, que os produtores descartaram, pois não têm mais interesse em vacinar”.
Com relação à posição de representantes do setor público da área de controle sanitário sobre a necessidade de mais recursos para a fiscalização, se posicionou garantindo que com o fim da vacinação contra a aftosa nada vai ser tão diferente. “Temos tantas outras doenças para cuidar, brucelose, raiva bovina, as famosas cloristidioses. Vivemos numa época que temos que ser realistas. Para que serve a epidemiologia afinal? Se formos pensar assim vamos voltar a vacinar no Chile, no Peru, nas Guianas”, conclui em tom irônico.
fonte: Correio Rural

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Consumo per capita de carne bovina recuou para o menor nível em 15 anos


Afetado pela combinação negativa entre a escassez de gado bovino para abate e a deterioração da renda, especialmente em 2016, o consumo per capita de carne bovina no país recuou para o menor patamar em 15 anos.
Dados preliminares da MB Agro – braço agrícola da consultoria MB Associados – compilados a partir dos abates inspecionados de bovinos apontam que o consumo per capita atingiu 30,7 quilos de carne bovina em 2016, redução de 1,9% na comparação anual. Trata-se do menor nível desde 2001.
Dependendo dos critérios de cálculo, a queda pode ser maior. A consultoria Agroconsult, por exemplo, inclui estimativas de abate sem inspeção sanitária – atividade que diminuiu nos últimos anos, mas que ainda é significativa. Considerando essa metodologia, a disponibilidade per capita de carne no país recuou 6,6%, para 36,8 quilos ao ano.
No entanto, embora os sinais de retomada da economia ainda sejam tímidos, a recomposição do rebanho nacional e o consequente crescimento dos abates será suficiente para estancar a queda do consumo – que completou três anos seguidos – e iniciar uma trajetória de recuperação.
“Estamos com estoque grande de animais, e provavelmente vamos ter aumento significativo dos abates”, afirmou o coordenador de pecuária da Agroconsult, Maurício Nogueira. Conforme projeções da consultoria, a produção de carne bovina no país crescerá de 7% a 11% em 2017.
Com mais carne bovina disponível, a expectativa de Nogueira é de que o consumo no país reaja, sobretudo porque nem toda produção adicional será exportada.
A avaliação é corroborada pelo analista do Rabobank Adolfo Fontes. Embora menos otimista que a Agroconsult, o banco também prevê incremento da produção de carne bovina. De acordo com Fontes, o crescimento deve ficar próximo a 3%, o que adicionará entre 250 mil toneladas e 300 mil toneladas de carne bovina à produção.
Se as exportações não forem capazes de enxugar a oferta adicional, o consumo doméstico pode ser estimulado, concordou Fontes, que trabalha com a expectativa de queda dos preços do boi. “Com o aumento de oferta de boi gordo, a tendência é cair o preço da arroba e isso chegar no varejo”, afirmou, destacando que o preço do animal já dá sinais de enfraquecimento.
Independentemente das exportações, a expectativa do analista do Rabobank é que o consumo de carne no Brasil cresça devido à esperada retomada da economia. O banco holandês estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá de 0,5% a 1% neste ano. Ainda que pequeno na comparação com a forte retração da economia nos últimos dois anos, é suficiente para influenciar a demanda. Segundo Fontes, a correlação entre o PIB per capita e o consumo de carne bovina no país é forte, de 77,5%.
O analista César Castro Alves, da MB Agro, acredita em um “pequeno” aumento do consumo no país. Segundo ele, a tendência de queda dos preços das “concorrentes” carnes de frango e suína – que subiram em 2016 devido à disparada das cotações do milho e também amargaram queda no consumo – é um obstáculo para um aumento consistente da demanda por carne bovina.
Para o consumo de carne bovina “decolar”, o crescimento da oferta de boi no país teria de ser maior do que o inicialmente esperado, afirmou Alves. A MBAgro estima que a produção de carne bovina no Brasil crescerá 3% em 2017. Segundo ele, o aumento da oferta de boi gordo será substancial só a partir do segundo semestre de 2018. Portanto, a queda nos preços para estimular o consumo deve levar mais algum tempo.
Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

FRONTEIRAS DOS EUA SE ABREM PARA A CARNE DE SÃO GABRIEL E REGIÃO

marfrig
A unidade do Frigorífico Marfrig existente em São Gabriel, na região da Campanha, se tornou o primeiro frigorífico do Rio Grande do Sul a conquistar a habilitação para exportar carne “in natura” para os Estados Unidos. O comunicado da liberação foi feito nesta segunda-feira à superintendência regional do Ministério da Agricultura, e celebrado como uma conquista de todo o setor rural, pelo presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul, Tarso Teixeira.
O processo de liberação da carne brasileira “in natura” para os Estados Unidos teve início em setembro do ano passado, através de articulação do presidente Michel Temer com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, ainda no governo Obama. A planta de São Gabriel conquistou o status de ser a primeira do Estado a exportar para os EUA, por ser a mais moderna do Estado. O mercado americano consome mais os chamados cortes dianteiros, para o preparo do hambúrguer, e é considerado um dos que oferece melhor remuneração. Além disso, abre portas para os mercados do México, Canadá e Japão, que tem preferência por dianteiros e carnes nobres.
Para Tarso Teixeira, esta conquista representa um avanço para o município, e para a produção rural como um todo. “Esta é uma notícia que ajuda a combater um certo pessimismo que existia na pecuária de corte, que muitos consideram estar sendo engolida pelo soja. A abertura deste importante mercado vai melhorar a remuneração do produtor, gerar renda e riqueza na região, impactando positivamente todos os setores da cadeia produtiva, além de gerar mais empregos diretos na indústria, e outros indiretos no campo”, acredita Tarso.
fonte:https://n1noticia.wordpress.com

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

TABELA MÉDIA DE FRETES PARA CAMINHÕES BOIADEIROS 2017

PESQUISA DE PREÇOS DA TABELA MÉDIA DE DE FRETES PARA  CAMINHÕES BOIADEIROS 2017.

                                TABELA MÉDIA DE FRETES PARA CAMINHÕES BOIADEIROS  REGIÃO SUL
                                 KM CARREGADO
CAMINHÃODE 100-200 KMDE 201-300 KMACIMA DE 300 KM
TOCOR$ 4,90R$ 4,70R$ 4,50
TRUCKR$ 5,40R$ 5,20R$ 5,00
CARRETAR$ 7,20R$ 7,00R$ 6,80
JULIETAR$ 7,20R$ 7,00R$ 7,00
         JULIETÃO                     R$ 8,50                         R$ 8,50                           R$ 8,50

fonte: Lund Negócios
obs: Pesquisa de preços feito para região sul do RS

De líder, Venezuela despenca na importação de gado vivo do Brasil

As exportações de gado em pé tiveram uma boa recuperação no ano passado, somando 282 mil cabeças. Essas vendas superam em 36% as de 2015.
Esses números estão bem distantes, no entanto, da média anual de 642 mil cabeças exportadas nos anos de 2013 e de 2014.
Um dos principais motivos dessa desaceleração nas vendas de gado vivo nos dois últimos anos foi a Venezuela. De líder, o país caiu para a sexta posição.
A valorização do real também pesou na decisão dos importadores, que compraram menos animais do Brasil. Europa e Austrália são mercados concorrentes.
A crise econômica interna e a perda de crédito nas negociações internacionais fizeram a Venezuela importar apenas 8.000 bois vivos no ano passado.
Esse número está bem distante dos 117 mil de 2015 e ainda mais distante dos 496 mil de 2014.
Por Mauro Zafalon, coluna Vaivém das Commodities
fonte:Folha de S.Paulo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Marfrig Alegrete



 
  • Ainda sem chegar a um acordo com a marfrig
    Terminou sem acordo a reunião de conciliação entre Marfrig e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete. A negociação se estendeu por mais de quatro horas na tarde de ontem, mas conforme o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), não foi possível chegar a um denominador comum.
    O sindicato busca garantir as melhores condições para a rescisão dos contratos dos 648 funcionários que trabalham no frigorífico da empresa localizado no município da Fronteira Oeste. Por ora, as demissões estão suspensas por força de liminar.
    Do encontro de ontem, saiu apenas nova data para outra tentativa de se chegar a um acordo. No dia 30 deste mês, as partes voltam a dialogar.
    Antes disso, no entanto, ficou acertada uma vistoria na planta, para a próxima segunda-feira, a ser acompanhada por dois representantes do sindicato, com o objetivo de verificar se existe a possibilidade de manutenção das operações. A medida foi sugerida pelo juiz auxiliar de conciliação do TRT-RS, Luís Henrique Bisso Tatsch, e seria condição importante para o avanço da negociação coletiva.
    – Queremos que liberem a planta pelo mesmo valor de aluguel que pagam hoje, e que fique em condições de funcionar – afirma Marcos Rosse, presidente do sindicato.
    É que existiriam outros grupos interessados em assumir o processamento de carnes na unidade.
    O governo do Estado estava mediando essas negociações. Mas a Marfrig já vinha removendo materiais da planta, deslocados para as outras unidades da marca no Estado. Em nota enviada à coluna no início do mês, a empresa afirmou que não existia restrição legal para a retirada de bens e equipamentos.
    A Marfrig anunciou, na primeira quinzena de dezembro, que encerreria as atividades do frigorífico, desligando os funcionários. A companhia é a segunda maior empregadora do município de Alegrete, perdendo apenas para a prefeitura municipal.
  • zero hora

URUGUAY - Referencia de precios de hacienda

Exibindo

Alegrete: TRT-RS inicia mediação entre frigorífico Marfrig e sindicato profissional


Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins. A reunião deu início às tratativas de acordo que buscam alternativas à despedida em massa de mais de 600 trabalhadores em Alegrete, anunciada pela Marfrig devido ao fim de suas atividades no município. A despedida foi suspensa por decisão liminar da juíza Fabiana Gallon (titular da Vara do Trabalho de Alegrete) no dia 26 de dezembro, até que ocorra negociação coletiva entre a empresa e os trabalhadores.
Durante a mediação, foi agendada uma vistoria na unidade da Marfrig em Alegrete, para verificar se o frigorífico encontra-se em condições de operação. A vistoria ocorrerá no dia 23 de janeiro, às 9h, e contará com a presença de dois representantes do sindicato. A medida foi sugerida pelo juiz auxiliar de conciliação do TRT-RS, Luís Henrique Bisso Tatsch, como uma forma de levantar informações que possibilitem o avanço da negociação coletiva. A reunião de mediação ocorreu na sede do Foro Trabalhista de Porto Alegre, e também contou com a participação do vice-presidente do TRT-RS, desembargador João Pedro Silvestrin. O Ministério Público do Trabalho foi representado pelos procuradores Laura Fernandes e Ricardo Garcia. A próxima mediação está marcada para o dia 30 de janeiro, no mesmo local.
fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Brasil aumenta exportação de gado vivo


Dados do dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, relativos a dezembro, apontam que o Brasil exportou 23,4 mil cabeças de bovino vivo, com faturamento total de US$19,2 milhões.
Na comparação com o mesmo período de 2015 houve aumento de 56,6% no volume de animais embarcados.
Do total, 15,7 mil animais, foram comprados pela Turquia, que em 2016 foi a maior compradora de bovinos vivos do Brasil.
Além da Turquia, em dezembro os animais foram enviados para Líbano e Egito que foram o segundo e terceiro maiores compradores do Brasil em 2016.
De janeiro a dezembro de 2016 foram exportadas 282,3 mil cabeças de bovinos pelo Brasil, 36,1% mais que em 2015.
Do total em 2016, 158,7 mil cabeças foram enviadas para a Turquia, o que corresponde a 56,2% de todos os animais exportados pelo Brasil.
fonte: Noticias Agricolas

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Desempenho externo das carnes na segunda semana de janeiro

 O bom desempenho das carnes na semana inicial de 2017 não se confirmou na segunda semana (8 a 14, cinco dias úteis). Pois, no período, a receita cambial do setor recuou perto de 14%.

Como resultado, a receita média diária dos 10 primeiros dias úteis do mês (de um total de 22 dias úteis) retrocedeu para US$50,116 milhões, valor que corresponde ao mais fraco resultado dos últimos 12 meses. Ou seja: se encontra 4% abaixo do que foi alcançado em dezembro passado e supera apenas (em 10,2%) o fraco resultado de janeiro do ano passado.

Em termos de volume, o maior retrocesso vem sendo o da carne de frango, cujo desempenho em 10 dias (129,1 mil/t) projeta para o mês algo próximo das 284 mil toneladas, volume ligeiramente inferior às 286,3 mil toneladas de janeiro de 2016, mas 13% menor que as 326,8 mil toneladas de dezembro passado.

Com 38,8 mil toneladas até agora, a carne bovina sinaliza embarque mensal superior a 85 mil toneladas, o que, se confirmado, significará aumento de quase 10% sobre janeiro de 2016, mas redução de pouco mais de 2% sobre o mês anterior.

Já a carne suína segue com grande expansão. Seus embarques, em 10 dias, totalizam 26,8 mil toneladas, volume que sugere total mensal próximo de 60 mil toneladas – 37% acima do que se exportou no mês passado e 50% a mais que o registrado em janeiro de 2016.

De toda forma, a contribuição principal na receita cambial continua sendo da carne de frango. Nos cerca de US$423 milhões até agora arrecadados, a carne suína tem participação de 14%, a bovina de 37% e a de frango de, aproximadamente, 49%.


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domingo, 15 de janeiro de 2017

Terneiros Europeus inteiros a Venda

TERNEIROS
Lote: 0431
Quantidade: 110
Peso Médio: 180
Sexo: Machos
Tipo idade: Meses
Idade: 5-8
Raça: Cruza Europeus
Animal: Terneiros
Valor: R$ 5,40
Cidade: Pinheiro Machado
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Ótimo lote de terneiros inteiros, europeus, carrapateados e mamando
Imagens do lote

Terneiras Européias a Venda

TERNEIRAS
Lote: 0430
Quantidade: 60
Peso Médio: 170
Sexo: Machos
Tipo idade: Meses
Idade: 5-8
Raça: Cruza Européia
Animal: Terneiras
Valor: R$ 5,00
Cidade: Pinheiro Machado
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Bom lote de terneiras cruzas europeias, Carrapateadas e mamando.
Imagens do lote