quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pecuarista pode perder até 10% na venda de animais com fim da certificação de raça


A suspensão das certificações de raças por grandes indústrias nacionais – programa pelo qual frigoríficos auditavam rebanhos e pagavam prêmios pela melhor qualidade das carnes - foi mais um complicador no cenário já conturbado dos pecuaristas.
Os produtores recebiam bonificações de até 10% pela criação de raças específicas. Esse mecanismo garantia melhor resultado na atividade, mas o noticia do encerramento da certificação tem preocupado o setor.
Gedeão Silveira Pereira, vice-presidente da Farsul (Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul), conta que o fim da bonificação poderá reduzir em até 11% o valor do animal entregue. No estado, o boi sem certificação é comercializado na média de R$ 9,80/carcaça, enquanto o preço pago por certificação chega a R$ 10,90/carcaça.
A Marfrig informou que irá interromper o processo de certificação de animais das raças hereford, braford, angus e seus cruzamentos. “Infelizmente tínhamos inúmeros cortes de qualidade sem valorização no mercado, o que comprometia a rentabilidade”, diz Mauricio Manduca, gerente da mesa de negócios da Marfrig Global Foods, durante evento de pecuária em Ribeirão Preto.
A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), destacou que o contrato com a Marfrig venceria no final do mês, mas não houve interesse da empresa em renovação. Além disso, ressaltou que o acordo para o fim das certificações foi realizado antes da deflagração da operação Carne Fraca.
A ABHB acredita que deverá ocorrer redução de 20% a 25% no volume de certificações nos próximos meses. Mas, ressaltou que segue buscando novas indústrias frigoríficas parceiras gaúchas a fim de dar novas alternativas de bonificação aos produtores, bem como, suprir o mercado habituado a consumir a carne bovina com o selo de qualidade Carne Certificada.
No Rio Grande do Sul, Gedeão Silveira ressalta que o estado possui um volume elevado de indústrias frigoríficas de médio e pequeno porte, que continuam realizando a certificação e, possivelmente serão a alternativa de venda do produtor.
“Certificar tem custo, pois é preciso que o frigorífico coloque um técnico para avaliar a qualidade do processo. Mas, se mudarem as condições de mercado, nos mudaremos a estratégia”, argumentou Fabiano Tito Rosa, gerente de compra de gado da Minerva Foods.
Em nota, a JBS informou que segue com as certificações de raça e, “toda carne que entra nesse produto (rótulo e Angus Friboi) é certificada pela Associação Brasileira de Angus (ABA)". A empresa também argumentou que o volume de vendas dos rótulos certificados cresceu nos últimos anos.
Contratos a termo
Outra preocupação dos pecuaristas é a suspensão dos contratos a termo pelas indústrias frigoríficas. A prática era fortemente disseminada na atividade, consistindo em uma trava futura de um volume físico de bovinos entre indústria e produtor.
Antes era possível contratar um determinado volume a preço fixo, mas essa modalidade está suspensa por tempo indeterminado. As indústrias, porém, afirmam que o contrato a termo não estão totalmente parados.
A JBS divulgou comunicado onde ressaltou “que está suspenso é a compra com ‘preço fixo’, modalidade que representava 20% do total das compras estruturadas da empresa.
Segundo Fabio Dias, diretor de relacionamento com o pecuarista da divisão de carnes da JBS, seria uma irresponsabilidade a companhia fazer operações a termo sem poder se proteger na bolsa.
“As companhias precisava travar na bolsa para negociar com o pecuarista, o que está difícil. Para o pecuarista, uma saída são os contratos de opção de venda, os quais, na prática, ele compra um seguro para poder vender a arroba por um preço mínimo no mercado futuro ou negociar por um valor maior no mercado físico", diz Leandro Bovo, sócio da Radar Investimentos.
Bovo ressalta que a baixa liquidez do mercado futuro tem desestimulado os frigoríficos a realizarem as compras a termo. No passado, o número de contratos abertos na BM&FBovespa alcançou 70 mil, hoje esse volume chega a 10 mil, apenas.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o gerente de confinamento da Usina Estiva (SP), Antônio Domingos Neto, afirmou que a dificuldade no fechamento de contratos a termo desde o final do ano passado, poderão refletir na intenção de confinamento neste ano.
"Os frigoríficos estão fazendo negócios apenas sem contrato, ou seja, com valor abaixo da BM&F, o que dificulta ainda mais a equalização das contas", diz Neto.
Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 11 de abril de 2017

Advogados de entidades do agro se reuniram na SRB para encontrar saída e evitar o caos promovido pela cobrança do Funrural

Situação mais complicada é em relação a cobrança retroativa do Funrural nos últimos 5 anos. Quem não saldar compromissos, pode ter o nome negativado, financiamentos suspensos e risco de terem os bens penhorados.

Confira entrevistas sobre o Funrual no SRB
Nesta segunda-feira (10), ocorreu uma reunião na Sociedade Rural Brasileira para tratar dos caminhos a serem tomados após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, que esteve presente nessa reunião, conversou com três líderes do setor para conhecer melhor seus posicionamentos e opiniões em relação ao caso.
Marcos da Rosa - presidente da Aprosoja Brasil
Os produtores rurais se organizaram e irão realizar uma manifestação em Brasília no próximo dia 1º de maio, para protestar contra o Funrural e outros elementos que atrapalham o setor do agronegócio neste momento. Para Marcos da Rosa, o movimento é visto como importante, mas ele diz não saber se esse é o "movimento correto" - já que, na sua opinião, a mobilização precisa ser permanente. "A agropecuária não está sendo respeitada. Só lembram dessa atividade quando gera a safra recorde", diz o presidente.
No entanto, se os produtores marcaram essa mobilização, "a Aprosoja vai estar presente", como destaca Rosa. Por outro lado, ele lembra que há várias alternativas jurídicas e que as entidades estão correndo atrás dos melhores caminhos a fim de encontrar uma solução para os impasses. Nem todos os caminhos estão corretos, lembra o presidente, mas trabalha-se para estabelecer isso da melhor maneira possível ao produtor rural.
Os produtores que, como Rosa, possuem uma liminar, não precisam recolher o Funrural enquanto ela estiver vigente. Os produtores que não possuem essa liminar poderiam recolher, ao menos, em sub judice, como aconselha o presidente. Se os produtores perderem o processo de vez e o valor retroativo daqueles que não recolheram nos últimos cinco anos for cobrado, muitos produtores irão quebrar, com liminares sendo derrubadas. Logo, se esse passado tiver que ser pago, a safra do ano que vem também poderá ficar ameaçada, já que muitos podem ficar negativados e sem financiamentos liberados.
O setor não se nega a realizar a contribuição previdenciária, mas deve haver uma melhor forma para que essa cobrança seja feita. Para a maior parte dos produtores, a cobrança pela folha de pagamento, ao invés do bruto, seria uma melhor alternativa.
Jeferson Rocha - diretor jurídico da Andaterra
Jeferson Rocha lembra que há uma saída possível por meio do Senado Federal, no qual há uma resolução que poderia mudar a situação do processo - proveniente de julgamentos anteriores sobre recursos extraordinários. Para isso, caberia à Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) encampar um trabalho político e encontrar uma saída antes da resolução definitiva do STF.
Ele lembra que os produtores já pagam contribuições sociais sobre todos os insumos que adquirem - logo, já existe uma carga tributária sobre o setor. Em relação ao Funrural, a maior reclamação se dá devido ao fato de ele ser inconstitucional.
Muitos produtores recolheram ou depositaram em juízo durante os anos em que o tributo não vinha sendo cobrado, mas outra imensa maioria de produtores deixaram de recolher. Estes, agora, correm o risco de serem cobrados. Para Rocha, a recomendação é que os produtores que estão em juízo passem a realizar o depósito sub judice ou que mantenham como está, já que o julgamento do STF não será aplicável automaticamente. Com isso, os produtores possuem segurança jurídica para recolher ou não até que o acórdão seja publicado.
Para ele, que também é produtor rural, a manifestação do dia primeiro é necessária. A batalha jurídica já está posta, mas o argumento político também deve ser combatido politicamente, na opinião do diretor. "O dia 1º de maio será o início de uma grande mobilização rural", disse.
Luis Carlos Heinze - Deputado Federal (PP-RS)
O deputado federal Luis Carlos Heinze idealizou e comandou a reunião na Sociedade Rural Brasileira. Congregando as principais cooperativas e entidades do setor, o objetivo era discutir a pauta e mobilizar, a nível Brasil, uma saída política e jurídica para resolver os conflitos relacionados ao Funrural.
A tentativa será de modificar essa decisão por meio do Sendato Federal, que possui uma estratégia para solicitar modificação dos votos no STF. Com isso, o setor trabalharia como forma de conscientizar e influenciar a votação do Supremo que decidiu pela constitucionalidade do tributo. "Tem que correr contra o tempo e essa é uma saída", disse Heinze.
A outra preocupação é quanto à modulação da decisão do STF. Deve-se decidir que sejam anulados os efeitos sobre os produtores que não realizaram os pagamentos e que não recolheram o Funrural. Com isso, também pretende-se analisar voto por voto dos ministros do Supremo para observar como eles se expressam em relação ao tema.
Heinze lembra ainda que cada setor do agronegócio precisa de uma abordagem diferente em relação ao Funrural - se a cobrança deve ser sobre a produção ou sobre a folha de pagamento. Com isso, busca-se também por uma nova lei. Enquanto isso, os produtores rurais devem ficar ligados e procurar suas entidades, que estarão orientadas para saber como proceder nessa situação.
O deputado aponta ainda que a pressão em Brasília a ser realizada em 1º de maio é apenas a maior ação de muitas que devem ser feitas, incluindo reuniões nos estados que envolvam os governantes. "É importante que o Brasil esteja motivado para pressionar", conclui.
 Por: João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

sábado, 8 de abril de 2017

Resultado da XXXVII Feira de Outono de Terneiros,Terneiras de Lavras do Sul - I Etapa

Encerrou hoje,08.04.2017 a primeira etapa da XXXVII Feira de Outono de Terneiros e Terneiras de Lavras do Sul.
Médias:
Terneiros R$ 5,24
Terneiras:R$ 4,85
Sendo:
*Terneiros de outono com  232 kg de peso médio
*Terneiros de primavera com 188 kg de peso médio
*terneiras de primavera com 181 kg de peso médio
Peso mínimo exigido de 160 kg para machos e 140 kg para fêemeas
O prazo para pagamento concedido foi de 30 dias e a comissão de venda de 5%

foto Ilustrativa


fonte:: Marcelo Trentin

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Industria paraguaya sondea para importar ganado gordo desde Uruguay


Py-vs-Uy

La industria paraguaya comenzó a mirar de reojo la posibilidad de apelar al ganado gordo de Uruguay para realizar parte de su faena. De acuerdo a información recabada por Tardáguila Agromercados, en base a una fuente industrial paraguaya que comentó que la “gran brecha” de pecio que hoy existen entre ambos mercados “da para pensar y analizar” esa posibilidad.
En el mercado paraguayo los novillos de punta con destino a la Unión Europea (UE) se pagan en un rango de US$ 3,15 a US$ 3,20 por kg carcasa, mientras que en Uruguay los novillos especiales de exportación cotizan en un rango de US$ 2,70 a US$ 2,75 por kg carcasa. Históricamente los precios del ganado con destino a faena en Paraguay han estado por debajo de las referencias de Uruguay, pero desde la pasada primavera la ecuación se invirtió y la brecha de precios entre ambos mercados comenzó a ampliarse volviéndose más cara la hacienda paraguaya.
“Sanitariamente no deberían existir mayores inconvenientes”, dijo la fuente. De todas formas, el informante indicó que por ahora no se vislumbra un rol activo del Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa) de Paraguay para promover un protocolo con su par de Uruguay, aunque desde la industria se ve con buenos ojos avanzar por ese camino.
fonte: Tardaguila agromercados

Embrapa lança site sobre qualidade da carne

Embrapa lança site sobre qualidade da carne

Foto: Divulgação/Assessoria
Conteúdo voltado para a sociedade em geral foca no progresso científico galgado pelo setor
O Brasil é um dos mais importantes produtores de proteína animal no mundo, resultado de décadas de investimento em tecnologia que elevaram a produtividade e a qualidade da carne brasileira, fazendo com que ela se tornasse competitiva e ocupasse parte importante no mercado internacional.

Com o objetivo de disponibilizar para a sociedade parte desse conhecimento técnico-científico, gerado por diversas instituições de pesquisa nacionais e pela iniciativa privada, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou nesta quinta-feira, 30, uma página especial sobre Qualidade da Carne no seu Portal.

"A nossa intenção é colaborar neste momento para esclarecimento de dúvidas das pessoas, mostrando que do campo à mesa das pessoas existe Ciência apoiando a forma de produzir, processar e distribuir a carne brasileira", explica Maurício Lopes, presidente da Embrapa.

A página, que pode ser acessada clicando aqui, foi estruturada a partir das cadeias produtivas de carne bovina, suína e de aves, agregando tecnologias, publicações, vídeos e projetos de pesquisa voltados para as diversas fases do sistema de produção. Outro conteúdo destacado é a seção Carne em Números, revelando dados sobre produção e exportação de carne brasileira.

Laboratório - Também na quinta-feira, 30, foi inaugurado o Laboratório Multiusuário de Biossegurança para a Pecuária (Biopec), o mais moderno na área de pesquisa em segurança e qualidade da carne da América Latina. Localizado na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, MS, a unidade aumenta a capacidade de o Brasil garantir a qualidade sanitária dos rebanhos.

Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Uruguay - Díaz Nadal: “Hay real interés por exportar vaquillonas Angus de sobreaño a China”

“Los precios que se han manejado sirven y hoy están por arriba de los que se manejan en el mercado”, afirmó el presidente de la Sociedad de Criadores de Angus.

Álvaro Díaz Nadal, presidente de la Sociedad de Criadores de Angus. Foto: El País.
La semana pasada se conoció la noticia que diferentes empresas uruguayas dedicadas a la exportación de ganado en pie están realizando los trámites necesario para exportar vaquillonas Angus a China. Federico Di Santi, director de Di Santi & Romualdo, aseguró en Valor Agregado en Carve que “corto plazo hay posibilidades de exportar hembras en pie de razas carniceras a China”.
Por su parte, el presidente de la Sociedad de Criadores de Angus, Álvaro Díaz Nadal, confirmó en el mismo programa radial que “estamos al tanto de las negociaciones” de las empresas exportadoras, “algunas de ellas han tenido contacto directo con nosotros y podemos asegurar que hay real interés por exportar vaquillonas de sobreaño a China”.
Díaz Nadal explicó que se trata de un negocio nuevo para el país en este tipo de categorías y raza; “Uruguay tiene experiencia en la negociación y exportación de ganado Holando, pero en Angus será el primero”. Agregó que el negocio “está en trámites y entiendo que la empresa operadora está desatando los nudos necesarios para seguir adelante”.
Comentó que hasta el momento no se han manejado plazo ni precios concretos, si han trascendido algunos valores que prefirió no dar a conocer públicamente para no condicionar los negocios. Sin embargo, el presidente de la Sociedad de Criadores de Angus aseguró que “los precios que se han manejado sirven y hoy están por arriba de los que se manejan en el mercado”.
La última referencia de Plazarural, donde también realizó Plaza Angus, la comercialización de vaquillonas Angus de uno a dos años promedió US$ 1,72 el kilo en pie y logró un máximo de US$ 1,93; US$ 448,73 al bulto. Díaz Nadal afirmó que, “dependiendo de las categorías, van a estar en ese eje de precios”.  
Finalmente señaló que esta instancia “es muy importante porque siempre es bueno la exportación de vientres dado que dinamiza el mercado. Además, va a beneficiar a todos los criadores de la raza”. Contó que las exigencias son por ganado sellados por la Sociedad de Criadores de Angus, por tanto, son ganados comerciales superiores.
fonte: El Pais
Escuche a Álvaro Díaz Nadal:

    Uruguay - Esperan exportar más ganado en pie a Turquía

    Firma de contratos está más lenta que en años anteriores
    Exportación de ganado en pie. Carga de barcos. Foto: archivo El País.
    Pablo Antúnez
    Los exportadores uruguayos de ganado en pie mantienen el optimismo de colocar más terneros en Turquía este año, un mercado tradicional que ya conoce la calidad de los animales nacidos y criados en el país.
    Las compras “vienen más lentas este año” y se está dando que “no todas las empresas pudieron cerrar contratos” con este destino, por lo que hay dos o tres firmas comprando terneros para armar las cuarentenas previas a los embarques, según afirmó a El País Alejandro Dutra, presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie.
    “Más allá de que por ahora sean pocas las empresas que ya cerraron contratos, somos optimistas en que se pueda vender a Turquía un buen volumen de terneros en pie. Todavía estamos vendiendo tímidamente y recién ahora salieron dos barcos”, explicó Dutra.
    En el reciente remate del consorcio Plaza Rural se despacharon fluidamente más de 5.000 terneros y los compradores fueron firmas locales vinculadas a la exportación de ganado en pie, esa es una noticia muy importante a comienzos de la zafra de terneros, porque le genera certidumbre al mercado y a los criadores.
    El presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie dijo a El País que más allá de Turquía las firmas exportadoras también están esperando compras de otros mercados. “Nunca se deja de lado destinos como Egipto y se sondea China para ver qué negocio se puede hacer en el corto plazo”.
    China tiene un enorme potencial y en ganado de carne es un mercado nuevo para Uruguay —se llevan más años colocando terneras Holando— y hoy está centrando sus compras en Australia.
    “Cuando quieran empezar a comprar, por el volumen que demandan, van a tener que salir a negociar en otros países”, estimó Dutra. Incluso la meta de algunos importadores es ir a China a negociar directamente con los compradores asiáticos, más allá de los sondeos habituales de precios. Con China se hizo sólo un negocio con terneras Angus, completándose un barco que llevaba terneras de razas lecheras; hay un protocolo firmado para ganado con destino a genética.
    La meta de los exportadores uruguayos de vacunos en pie es volver a colocar al final de 2017 un volumen parecido a las 280.000 cabezas que se enviaron en 2016, pero incluso podría llegar a superarse si el mercado se vuelve más fluido.
    fonte: El País

    quinta-feira, 30 de março de 2017

    Brasil recupera mercados de carne e tenta minimizar efeitos do escândalo


    Mercado de carnes em Hong Kong - AFP
    Hong Kong suspendeu nesta terça-feira o veto total à carne brasileira e se tornou o último dos grandes importadores a restringir seu bloqueio aos 21 frigoríficos investigados pelo escândalo da carne adulterada.
    Mas o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo deverá agora percorrer um árduo caminho para recuperar a confiança plena dos mercados, admitiu o ministro brasileiro da Agricultura, Blairo Maggi.
    O Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong (CSA) informou em um comunicado que “as autoridades brasileiras entregaram informação atualizada e declararam que farão uma rígida implementação dos processos internacionais de certificação para demonstrar a credibilidade do sistema. E continuarão realizando auditorias regulares para garantir seu funcionamento pleno”.
    A decisão da região administrativa autônoma chinesa, maior compradora de carne bovina brasileira, foi celebrada pelo governo do país.
    “O Brasil recebeu hoje (28/3), com satisfação, a notícia de que Hong Kong reabriu o mercado para as carnes brasileiras. Com essa medida, todos os grandes mercados para exportações de carnes brasileiras encontram-se novamente reabertos”, destacou um comunicado da Presidência.
    Hong Kong importou 718 milhões de dólares de carne bovina em 2016, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e suas compras totais de carne brasileira (de boi, frango, porco, etc) superaram no ano passado a marca de 1,3 bilhão de dólares.
    – No alvo –
    O setor de carne brasileiro foi alvo de uma investigação da Polícia Federal que em 17 de março denunciou mudanças nas etiquetas e o uso de ácidos e substâncias supostamente cancerígenas para adulterar cortes vencidos ou em mal estado.
    Desde então, mais de 20 mercados fecharam totalmente ou parcialmente suas portas ou intensificaram seus controles sobre as carnes brasileiras, entre eles Hong Kong, China e Chile, três mercados-chave para um setor que emprega mais de 6 milhões de pessoas e que gerou 13 bilhões de dólares no ano passado.
    Hong Kong e o próprio governo brasileiro chegaram a ordenar a retirada de alguns cortes de carnes por não poder garantir sua inocuidade para a saúde.
    Mas no final de semana passado apareceram sinais de alento, após de árduas negociações para minimizar os danos, estimados inicialmente pelo governo em 1,5 bilhão de dólares.
    China, Chile e Egito restringiram o bloqueio aos 21 frigoríferos envolvidos na investigação, sob suspeita de ter participado de uma rede de corrupção em que os fiscais sanitários eram subornados por frigoríficos para autorizar a venda de carne não apta para o consumo humano.
    O caso envolveu a JBS e a BRF, gigantes globais do setor.
    O governo criticou a “narrativa” do caso divulgada pela PF.
    – Reconstruir a confiança –
    O comissário europeu de Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, se reuniu nesta terça-feira em Brasília com o ministro Maggi para inteirar-se sobre as medidas adotadas pelo governo brasileiro, depois que a União Europeia (UE) informou que não receberá carne dos frigoríferos investigados.
    “Há muitos, muitos problemas sobre a mesa e vamos ver como procedemos para avançar”, disse Andriukaitis a jornalistas depois do encontro.
    O funcionário europeu disse que acha possível “que as autoridades brasileiras realmente façam tudo o que é possível para que a confiança seja restaurada”.
    Maggi admitiu na segunda-feira que a reabertura dos mercados é apenas o primeiro passo para recuperar a confiança internacional nos produtos.
    “Nossa imagem foi muito atacada nos últimos dias, os comentários fora são muito ruins”, disse em uma entrevista coletiva em Brasília.

    Uruguay - Exportadores compraron más de 2 mil terneros en Plazarural


    Foto-Plazarural

    Un excelente comienzo tuvo el remate 178 de Plazarural ,que cuenta con una oferta de 21.000 vacunos y 1.600 lanares.
    “La verdad es que el remate nos sorprendió desde el inicio, donde se formó rapidamente un mercado firme, pujante e interesante, donde no se colocaron algunos lotes pero porque no entraron finalmente, así que estamos muy conformes” señaló José de Freitas a Tardáguila Agromercados.
    El remate comenzó con agilidad y mucha puja por los primeros lotes de terneros, logrando el precio máximo de US$ 2.40. El promedio de la categoría fue de US$ 2,12. La agilidad en esta categoría responde a que los exportadores de ganado en pie compraron más de 2 mil terneros en la subasta, comentaron los consignatarios presentes en el evento.
    La categoría de  novillos de 1 a 2 años , que también mostró el mismo dinamismo en las ventas, logró un promedio de US$ 1,71, de 2 a 3 tuvieron un promedio de US$ 1,54 , mientras que las vacas de invernada lo hicieron a US$ 1,19.
    Las ventas seguirán hoy miércoles  con las terneras, lotes mixtos, vaquillonas, vientres preñados, vientres entorados y finaliza con piezas de cría. Los rematadores anunciaron para esta actividad “muy buenos” lotes angus en el marco de Plaza Angus.

    Promedios-Plazarural

    quinta-feira, 23 de março de 2017

    Mercado do boi gordo praticamente sem referência



    Foto: www.adirleonel.com.br

    Apesar de as empresas que estão no mercado, que não são muitas, estarem tentando impor um viés baixista, isso não dá condição para estabelecer um novo patamar para as referências. O que mais se vê entre estes frigoríficos é nenhuma compra efetivada essa semana.

    O mercado segue incerto, e isso fica claro com o posicionamento das indústrias, que saíram das compras, aguardando os reflexos reais nas vendas, depois da operação da Polícia Federal ainda no final da última semana. 

    Qualquer posição ou decisão tomada neste momento corre grande risco de estar desalinhada com o mercado quando ele voltar a operar pelos fundamentos de oferta e demanda.

    O Oeste do Rio Grande do Sul foi a única praça onde houve um reajuste na referência já que, diferente da maioria dos estados, as indústrias estão ativas nas compras.
    fonte: SCOT CONSULTORIA

    terça-feira, 21 de março de 2017

    SDA divulga medidas sobre frigoríficos e servidores investigados

    A SDA do Mapa divulgou nota sobre as medidas adotadas sobre a operação policial que envolve estabelecimentos de produção de proteína animal
    A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou neste domingo (18/03) nota sobre as medidas adotadas, até o momento, sobre a operação policial que envolve estabelecimentos de produção de proteína animal. Abaixo, a íntegra da nota:
    “Este Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento tomou conhecimento na data de sexta-feira (17/03/2017), pela imprensa, da operação denominada "Carne Fraca", cujas investigações, iniciada há dois anos, tiveram motivação inicial por denúncia de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. A Polícia Federal cumpriu diversos mandados de busca e apreensão, de condução coercitiva, de prisão preventiva e de prisão temporária, envolvendo servidores do quadro de pessoal deste Ministério, empresas e pessoas a elas vinculadas.
    Frente às denúncias, informações divulgadas na mídia e análise das 377 páginas da decisão judicial que consta no processo nº 5002951-83.2017.4.04.7000 proferida pela 14ª Vara Federal de Curitiba, apresentamos, a seguir, as medidas já adotadas pelo MAPA, esclarecimentos técnicos sobre determinas questões veiculadas na imprensa, ações administrativas que estão em curso e outras que serão realizadas no sentido de evitar reincidências de condutas irregulares. 
    AÇÕES ADOTADAS
    1. Foram interditados no dia 17/03/2017, cautelarmente, os estabelecimentos: BRF S.A., localizada em Mineiros/GO, sob SIF 1010, Peccin Agro Industrial Ltda, localizada em Curitiba/PR, sob SIF 2155 e Peccin Agro Industrial Ltda - EPP, localizada em Jaraguá do Sul/SC, sob SIF 825.
    2. De forma a subsidiar as ações fiscalizatórias complementares por parte do MAPA frente aos outros estabelecimentos citados foi solicitado à Seção Judiciária do Paraná - 14ª Vara Federal de Curitiba – os laudos de análises que tenham sido realizados na execução da Operação. As informações solicitadas são salutares, principalmente, para determinação de recolhimento do mercado de lote de produtos que representem risco ou agravo à saúde dos consumidores, tendo em vista o disposto no Código de Defesa do Consumidor, estabelecido pela Lei nº 8.078, de 11/9/1990.
    3. Visando dar tranquilidade ao consumidor brasileiro, além dos três estabelecimentos mencionados acima, também foram designadas equipes de auditorias para apurar irregularidades em 18 estabelecimentos citados na “Operação Carne Fraca”. Dentre as ações fiscalizatórias serão realizadas coletas de amostras para envio à rede oficial de laboratórios do MAPA, com especial atenção aos produtos apontados nas investigações.
    4. Foi determinada pelo MAPA a abertura de processo de sindicância quanto às supostas práticas irregulares cometidas pelos servidores e a exoneração dos servidores e demais ocupantes de funções de chefia citados na Operação.
    5. Com o objetivo de confirmar aos vários países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, a robustez do sistema de inspeção de produtos de origem animal, foram emitidas Notas para as Autoridades Sanitárias Estrangeiras, informando a natureza das investigações em curso, e as ações adotadas pelo MAPA.
    ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS: 
    I- Quanto à Segurança dos produtos:
    O DIPOA é o Departamento responsável pela inspeção e fiscalização industrial e sanitária dos produtos de origem animal nos estabelecimentos que realizam o comércio interestadual ou internacional de seus produtos, conforme prevê a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, e sua alteração pela Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989. As atividades de inspeção e fiscalização são realizadas pelo Serviço de Inspeção Federal – SIF, o qual conta, hoje, com 4.837 estabelecimentos registrados.
    O SIF completou, neste ano de 2017, 102 anos de existência, durante os quais atuou de forma ativa alicerçando o desenvolvimento do parque agroindustrial brasileiro e consolidando o Brasil na liderança das exportações mundiais de produtos de origem animal. O SIF é reconhecido internacionalmente por sua competência e responsabilidade na promoção da segurança alimentar.
    O corpo técnico que atua na inspeção junto aos estabelecimentos, composto por Auditores Fiscais Federais Agropecuários e Agentes de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal, é responsável pela inspeção ante e post mortem dos animais destinados ao abate, pela execução das verificações oficiais dos autocontroles implementados pelas empresas, incluindo a avaliação de suas condições higiênico-sanitárias e de funcionamento, coletas de amostras para realização de análises laboratoriais, certificação sanitária oficial, entre outras atividades.
    No âmbito dos controles nacionais, o DIPOA coordena a execução de programas oficiais de controle dos alimentos de origem animal, os quais foram desenvolvidos com apoio de membros da Comissão Científica Consultiva em Microbiologia instituída pela Portaria SDA nº 17, de 25 de janeiro de 2013. São estabelecidos planos amostrais estatisticamente delineados, para que as amostras representem o universo dos produtos e categorias de produtos elaborados nos estabelecimentos registrados e relacionados junto ao SIF/DIPOA, de forma a possibilitar o levantamento das prevalências dos parâmetros analisados e o direcionamento da fiscalização.
    Dentre estes programas destacamos:
    - Programa Nacional de Controle de Patógenos (PNCP) que foi desenvolvido visando identificar a prevalência dos patógenos de importância em saúde pública em produtos de origem animal sob inspeção federal, avaliar os controles de processo adotados pelos estabelecimentos e gerenciar o risco a fim de preservar a segurança alimentar.
    - Programa de Avaliação de Conformidade de Padrões Físico-químicos e Microbiológicos de Produtos de Origem Animal Comestíveis (PACPOA) que tem como objetivos a obtenção de dados para verificar o índice de conformidade de produtos de origem animal, a avaliação dos controles de produtos e de processos realizados pelos estabelecimentos e subsidiar o gerenciamento de risco pelo DIPOA.
    Os resultados de análises dos referidos programas demonstram um índice geral de conformidade acima de 90% para produtos cárneos. Importante ressaltar que os produtos considerados “não conformes” aos padrões estabelecidos, em sua maioria não representam risco à saúde pública.
    O MAPA possui 4.837 estabelecimentos registrados no DIPOA e um quadro de pessoal de, aproximadamente, 11.000 funcionários. Deste total, apenas 21 estabelecimentos foram citados na Operação “Carne Fraca” e 33 servidores estariam envolvidos em ações irregulares.
    Isso representa, em dados numéricos, que 99,8% dos estabelecimentos registrados ou relacionados e 99,7% do quadro de pessoal não estão envolvidos nas denúncias de irregularidades da “Operação Carne Fraca”.
    Tal realidade nos permite classificar as irregularidades como casos isolados.
     II- Dos riscos relacionados à presença de Salmonella em carne de aves
     A salmonela é uma bactéria comum no trato gastrintestinal dos animais. No caso das aves, a salmonela é um problema mundial, para o qual não existem medidas efetivas de controle que possam eliminá-la da carne crua. Assim, são necessários controles no âmbito da produção das aves à campo e nos estabelecimentos industriais de abate, visando evitar a presença de cepas patogênicas nos produtos de aves destinados ao consumo humano.
     Controles específicos sobre presença de salmonela nas carnes de aves são estabelecidos por este MAPA desde 2003 seguindo padrões internacionais, mediante o Programa de Redução de Patógenos Monitoramento Microbiológico e Controle de Salmonella sp. em Carcaças de Frangos e Perus, aprovado pela Instrução Normativa nº 70, de 6 de outubro de 2003. As diretrizes deste programa foram atualizadas, recentemente, pela Instrução Normativa nº 20, de 21/10/2016.
     Nesta revisão foram estabelecidos os mecanismos de controle e monitoramento de Salmonella nos estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), com objetivo de reduzir a prevalência desse agente. O trabalho de revisão contou com a participação de professores internacionalmente reconhecidos e apresenta significativos avanços, pois amplia os controles de Salmonella desde a cadeia primária, abrangendo o controle nas granjas, até o produto final no matadouro sob SIF. É prevista a determinação dos sorotipos de salmonelas com relevância em saúde pública (S. Typhimurum e S. Enteritidis), estabelecendo um nível adequado de proteção ao consumidor.
    Quando detectados lotes positivos para as salmonelas de relevância em saúde pública, a legislação prevê que os produtos sejam destinados ao processamento térmico de cozimento que assegure a destruição do patógeno. O tempo e a temperatura do processo térmico devem ser controlados em nível industrial para eliminar o risco de transmissão deste patógeno aos consumidores.
    É, oportuno, ainda, esclarecer que a Resolução RDC/ANVISA nº 12, de 2 de janeiro de 2001, não estabelece limites para Salmonella sp. em carnes de aves crua e, considerando a dificuldade de controle deste patógenos na carne de aves, a Resolução RDC/ANVISA nº 13, de 2 de janeiro de 2001, torna obrigatório constar em destaque na rotulagem da carne de aves as seguintes informações:
    “Este alimento se manuseado incorretamente e ou consumido cru pode causar danos à saúde. Para sua segurança, siga as instruções abaixo:
    -Mantenha refrigerado ou congelado. Descongele somente no refrigerador ou no microondas.
    -Mantenha o produto cru separado dos outros alimentos. Lave com água e sabão as superfícies de trabalho (incluindo as tábuas de corte), utensílios e mãos depois de manusear o produto cru.
    -Consuma somente após cozido, frito ou assado completamente.”
    III- Notificações internacionais sobre cargas com produtos fora dos padrões
    Durante o ano de 2016 foram recebidas 184 notificações internacionais comunicando a violação de parâmetros microbiológicos, físico-químicos e outras inconformidades, em produtos de origem animal exportados pelo Brasil para quinze países. Deste total, 102  foram notificações microbiológicas, 33 físico-químicas e 49 outras inconformidades. Notificações provenientes da Rússia foram as mais frequentes, sendo 75 microbiológicas, 25 físico-químicas e 16 outras inconformidades, totalizando 133. Neste período foram expedidos pelo Brasil nada menos que 852.000 partidas de produtos de origem animal destinados ao comércio internacional.
    Estes dados representam exportações de todos os tipos de produtos de origem animal, o que demonstra que o número de violações é pequeno quando comparado com o volume de partidas de produtos destinados ao comércio internacional, que apresentaram conformidade em 99,98% das exportações.
    IV - Do uso de aditivos em produtos cárneos
    Segundo veiculado pela impressa, um estabelecimento realizava “maquiagem” de carnes supostamente estragadas mediante adição de ácido ascórbico, produto que foi divulgado como sendo cancerígeno.
    O ácido ascórbico é um aditivo alimentar (INS 300) autorizado para uso em alimentos, segundo as Boas Práticas de Fabricação (BPF), conforme determinado pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 45, de 3 de novembro de 2010, da ANVISA. A referida RDC incluiu as funções do ácido ascórbico conforme estabelecido no Codex Alimentarius, de modo que seu uso não representa risco à saúde.
    Por se tratar de um aditivo alimentar, seu uso apenas é autorizado quando previsto nas categorias de alimentos e nas funções permitidas nos Regulamentos Técnicos específicos. No caso dos produtos cárneos, o Regulamento Técnico de referência é a Instrução Normativa MAPA nº 51, de 29 de dezembro de 2006, que adota o Regulamento Técnico de Atribuição de Aditivos, e seus Limites das seguintes Categorias de Alimentos 8: Carne e Produtos Cárneos, o qual permite o uso deste aditivo nos produtos cárneos na função de antioxidante, sem restrições quanto ao limite de uso. É também permitido o uso do aditivo lactato de sódio (INS 325) nos produtos cárneos como regulador de acidez, sendo que, igualmente, não há restrições de uso.
    O Ácido Sórbico (INS 200) é um aditivo alimentar autorizado para uso nos produtos cárneos como agente conservador no tratamento de superfície, nas seguintes categorias de produtos: produtos cárneos industrializados secos, curados e/ou maturados ou não (ex.: salame ou presunto cru, entre outros) e nos produtos cárneos salgados crus (ex.: jerked beef ou pertences para feijoada, entre outros), sendo seu uso limitado a 0,02%. Já os aditivos nitrito de sódio (INS 250) e nitrato de sódio (INS 251), cujo uso é permitido na função de conservadores, são limitados, respectivamente, a 0,015% e 0,03%.
     Os aditivos alimentares, quando utilizados nos produtos autorizados e nos limites máximos fixados, não representam risco a saúde dos consumidores.
     V - Da utilização de carne de cabeça de suínos na elaboração de produtos cárneos
     Ao contrário do veiculado na mídia quanto à suposta irregularidade no uso de carnes obtidas de cabeças de suínos na fabricação de linguiça calabresa, esclarecemos que essas carnes podem ser utilizadas na elaboração de produtos cárneos, o que não representa risco à saúde dos consumidores e, tampouco, representa irregularidade na fabricação de linguiças.
     As carnes obtidas das cabeças dos animais são compostas, principalmente, pelos músculos masséteres e pterigóides (músculos mastigatórios dos animais), juntamente com a musculatura da base da língua. Essas musculaturas compõem as denominadas “carnes industriais”, produto amplamente utilizado na fabricação dos produtos cárneos em todo o mundo.
     As “carnes industriais” incluem todas as massas musculares esqueléticas obtidas nas etapas de preparação das carcaças nos estabelecimentos de abate, bem como a porção muscular do esôfago, o diafragma e seus pilares, conforme relata o Prof. Miguel Cione Pardi ... [et al] no livro Ciência, higiene e tecnologia da carne, 2. ed. – Goiânia : Ed. UFG, fls. 508 e 509. Durante o processamento, são retiradas das carnes o excesso de gordura e tecido conjuntivo e os gânglios linfáticos, sendo as massas musculares lavadas, escorridas e embaladas em material apropriado.
     A legislação nacional prevê e permite o uso das carnes industriais para a fabricação de produtos cárneos diversos. No caso específico das linguiças, o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade aprovado pelo MAPA (Anexo III da Instrução Normativa SDA/MAPA nº 4, de 31 de março de 2000) estabelece, como ingredientes obrigatórios da fabricação de linguiça, as carnes das diferentes espécies animais e o sal (item. 4.1.1), facultando o uso de outros ingredientes (item 4.1.2). No caso específico da linguiça calabresa, esclarecemos tratar-se de produto obtido exclusivamente de carnes suína, curado, adicionado de ingredientes, devendo ter o sabor picante característico da pimenta calabresa, submetidas ou não ao processo de estufagem ou similar para desidratação e/ou cozimento, sendo o processo de defumação opcional.
     VI- Do suposto uso de papelão na fabricação de produtos cárneos
     As informações até então divulgadas na mídia apresentam caráter contraditório, em seu conteúdo, quanto à denúncia referente ao suposto uso de papelão na elaboração de produtos cárneos. Alguns sites veicularam informação contendo transcrição de trecho de conversa telefônica entre funcionários de empresa, que sugerem, na verdade, que o papelão seria utilizado como material de embalagem do produto CMS (carne mecanicamente separada), enquanto outros sites informam que tiras de papelão estariam sendo utilizadas para compor a massa dos produtos.
    Como a informação divulgada não é precisa e não foram encontrados subsídios específicos na decisão judicial, o MAPA entrou em contato com a equipe de fiscalização oficial junto ao estabelecimento, tendo confirmado que a situação relatada na gravação não se referia ao uso de embalagens de papelão na composição de produtos cárneos ou no produto CMS, mas no uso de embalagens de papelão para acondicionar sacos plásticos com CMS, possibilitando que o produto tome forma adequada no congelamento para permitir seu empilhamento.
    O uso de embalagens de papelão no setor de processamento de CMS não é permitido, para evitar a possibilidade de contaminação cruzada do produto. No caso em questão, uma vez que a empresa não dispunha de bandejas plásticas para dar forma aos produtos a serem congelados, optou pelo seu descarte, conforme acompanhado pelo serviço oficial de inspeção.
     VII- Notificações relacionadas ao estabelecimento BRF S.A sob SIF 1010.
    Considerando as reincidências acontecidas no início de 2017 em relação ao estabelecimento sob SIF 1010, localizado em Mineiros/GO, com cinco notificações, e somando-se àquelas ocorridas no ano de 2016, o DIPOA suspendeu, a partir de 06/02/2017, a produção e certificação sanitária para os produtos carne de peru in natura e preparado de carne de peru, para União Europeia e outros países que exigem controle e tipificação para salmonela. A produção e expedição de produtos para o mercado nacional ou internacional foi condicionada à comprovação, por analises laboratoriais representativos de cada lote e/ou partida, de que os produtos não estavam contaminados por salmonelas dos sorotipos S. Typhimurium ou S. Enteritidis, conforme prevê a Instrução Normativa nº 20, de 2016.
    Em razão das denúncias relacionadas à “Operação Carne Fraca”, o MAPA determinou, como medida cautelar, a interdição do estabelecimento para apuração aprofundada das mesmas.
    DEMAIS AÇÕES
    O MAPA já vinha adotando ações no sentido de aprimorar o processo de fiscalização, conferir maior controle das ações executadas pelas unidades descentralizadas e coibir ingerências, em alinhamento com diretrizes emanadas de órgãos de controle externo, como Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria- Geral da União e Tribunal de Contas da União.
    Dentre estas ações, destacam-se:
    1.  Publicação da Portaria nº 193, de 2016 para revisão do Regulamento de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal (RIISPOA)
    Esta Portaria instituiu um Grupo de Trabalho para apresentar proposta de revisão do principal marco regulatório da inspeção de produtos de origem animal do Brasil, o Regulamento de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), aprovado pelo Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
    O trabalho do GT foi entregue em dezembro de 2016 e o documento segue, em sua versão final, para assinatura pelo Exmo. Sr. Presidente da República, com data de assinatura prevista para o dia 29 de março de 2017.
    A nova regulamentação traz, como um dos seus principais avanços, a clara definição de responsabilidades da iniciativa privada e do Serviço Oficial, bem como a revisão de toda capitulação de infrações e penalidades.
    2. Publicação da Portaria nº 257, de 21/11/2016 que condiciona as remoções de servidores à avaliação prévia da Secretária de Defesa Agropecuária
    Por meio da Portaria n° 257/2016 as remoções de servidores que antes eram atribuições exclusiva e discricionária por parte dos Superintendentes das unidades descentralizadas do MAPA, foram centralizadas na Secretária de Defesa Agropecuária e na Secretaria Executiva.
    3. Publicação da Portaria nº 99 de 12/05/2016, que cria a Coordenação Geral  de Avaliação e Auditoria do DIPOA
    Por meio da Portaria n° 99/2016 foi criada uma estrutura específica dentro do Departamento de Inspeção de Produtos Origem de Animal dedicada exclusivamente a atividade de auditoria das atividades executadas pelos Serviços de Inspeção nas unidades descentralizadas do MAPA.
    O sistema de inspeção de produtos de origem animal do Brasil, a cargo do SIF/DIPOA, é robusto e confere alto grau de segurança aos consumidores brasileiros e estrangeiros. Os fatos narrados na “Operação Carne Fraca” são ocorrências pontuais e isoladas, que não maculam a imagem e a credibilidade do Serviço. Tais ocorrências foram viabilizadas, tão somente, pela ação de organizações criminosas que estão sendo expurgadas do Serviço de Inspeção Federal.
    Os servidores do MAPA gozam de total autonomia para exercer suas funções de fiscalização e inspeção de produtos de origem animal e, conforme constatado, em sua imensa maioria, não coadunam com ilícitos além de orgulhar de sua instituição e do que tudo que representa o símbolo do SIF.”
    fonte: Agrolink

    terça-feira, 14 de março de 2017

    Preços do bezerro acompanham arroba do boi gordo e também recuam


    ...Mato Grosso do Sul, tradicional fornecedor de animais a pasto, enfrenta também problemas no custo de produção.
    Preços do bezerro acompanham arroba do boi gordo e também recuam
    O custo da matéria prima, que é a recria, baixou de R$1500 para R$1000, mas ainda assim não alivia para o pecuarista. A arroba do boi gordo, em MS, por exemplo, está em R$ 135, enquanto, no mesmo período do ano passado, era de R$150. Logo, as margens dos produtores se tornam bastante estreitas. O diretor da Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce, Antônio João de Almeida, disse que a baixa do consumo de carne bovina, consequência da crise econômica, afetou toda a cadeia e o "preço da arroba do boi está empacada, com frigorífico pagando cada vez menos e segurando preço". Para ele, também "não existe perspectiva a curto prazo de [a situação] melhorar". O estado do Mato Grosso do Sul, que é tradicionalmente fornecedor de animais a pasto, enfrenta também problemas no custo de produção, já que, de forma geral, os insumos aumentaram seus preços e, agora, os produtores "estão segurando e freando para passar a crise", o que vem afetando os negócios.
    O bom volume de chuvas traz uma melhora para o pasto, mas o mercado não reage na hora da venda. "Não adianta ter boi gordo se os preços estão piores do que no ano passado", destaca o diretor. Atualmente, o preço da arroba do boi está em R$135, enquanto, no mesmo período do ano passado, o preço era de R$150/@. Logo, as margens dos produtores se tornam bastante estreitas. Quem comprou bezerro anteriormente e está vendendo no preço atual também encontra prejuízo no momento, de acordo com o diretor. O custo da matéria prima, que é a recria, baixou de R$ 1500 para R$ 1000, mas como o custo já está formado com o bezerro caro e "não tem como sair dele", os produtores têm de vender no preço que o mercado está pagando. "Fora isso, os frigoríficos estão pressionando para pagar a prazo", conta Almeida, o que ele não aconselha os produtores a fazerem por conta dos riscos. As exportações, que sempre foram responsáveis por manter 20% dos preços, também não subiram. Em conjunto com o preço interno, que caiu, haverá uma oferta maior de boi que não irá refletir em um aumento do preço da arroba. Com isso, os produtores se veem também obrigados a reduzir custos operacionais para manter essa situação e sobreviver.
    Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce - A associação trabalha com um produto diferenciado, que é o novilho precoce, com parcerias na hora de vender o animal. São 350 produtores que abateram 175 mil cabeças no ano passado. Parcerias com supermercados, como o Walmart e o Carrefour, estão presentes na associação, assim como com frigoríficos, como o JBS. A associação garante a qualidade da carne do animal, que deve ter até 2 anos e meio e também em relação à classificação da gordura da carcaça, que deve ser de 2 a 4mm. Os produtores que entregam o produto como o requisitado recebem uma bonificação, "o que vem a ajudar nesses tempos de crise", como é detalhado.
    Fonte: Notícias Agrícolas