terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL !!! FELIZ NATAL !!! FELIZ NATAL !!!


Aftosa e leite estão no radar do novo secretário da Agricultura

Ernani Polo fala sobre prioridades à frente da pasta que irá assumir a partir de janeiro


Aftosa e leite estão no radar do novo secretário da Agricultura Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Nascido em Ijuí, Polo foi criado em Santo Augusto. Como deputado, presidiu a Comissão de Agricultura da Assembleia LegislativaFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
Criado no meio rural, o deputado estadual Ernani Polo (PP), escolhido para assumir a Secretaria da Agricultura no governo de José Ivo Sartori (PMDB), não dissocia a sua história de vida da atividade. Nascido em Ijuí, cresceu em Santo Augusto, no Noroeste, onde a família mantém até hoje propriedade de 120 hectares dedicada ao cultivo de grãos e à pecuária de leite.
— Toda minha história de trabalho é na agricultura — afirma Polo.
O traquejo político também vem de família: o pai, Alvorindo, foi prefeito de Santo Augusto por duas vezes, e a mãe, Iracer, vice. Primos e tios também passaram pela Câmara de Vereadores, onde ele começou a carreira. Casado com a advogada Alessandra, é pai de Maria Eduarda, nove anos, e Eduardo, três anos. Confira trechos da entrevista concedida a ZH.
Quais serão as prioridades da secretaria?
Sanidade é uma. Fortalecimento do setor de agroindústrias é outra prioridade importante. O trabalho integrado e diálogo permanente com os setores de produção serão uma constante. Buscando entendimento, tentando construir o processo ideal ou mais próximo disso. A gente sabe que não terá solução para todos problemas, mas conversando, você pode avançar. A grande função no comando da agricultura é o envolvimento das cadeias produtivas, discutindo, dialogando, fazendo interlocução com o governo federal, entidades privadas, parcerias. Esse é o caminho, principalmente com o desafio que se tem em função da dificuldade (financeira) do Estado.
O senhor trabalha com meta de retirar a vacina contra a febre aftosa?
Quero avançar na discussão. Na verdade, já tem um grupo de trabalho formado por Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura, Fundesa, Fetag, Farsul discutindo isso. Temos de aprofundar o debate, com viés técnico, sem interferência e decisão política. A decisão política é promover a aprofundar o debate. Tem de se fazer uma avaliação criteriosa, para poder avançar, porque isso nos dará outro patamar.
Mas o objetivo é a retirada da vacina?
Lá na frente, quando tiver maduro, quando se tiver buscado pelo menos o consenso. Talvez daqui a dois anos, três anos, talvez antes. Depende de como avançar a discussão. Hoje, gastamos, pelas informações que tive, R$ 80 milhões por ano em vacina. Daqui a pouco se utiliza isso como um instrumento de apoio. O resultado não é só na pecuária, é no leite, cadeia que está crescendo e passou por problemas. Acho temos de virar a página, fazer agenda positiva. Tem também impacto nos suínos. Hoje, Santa Catarina exporta para o Japão, Chile, Estados Unidos, que são mercados que nós nem sentamos para conversar. No momento que tivermos essa condição e esse status sanitário (livre sem vacinação) abrem-se novas portas.
Para retirada da vacina há necessidade direta de reforço de fiscalização, sobretudo na Fronteira, o que exige mais gente. Há ainda a rastreabilidade, que causa polêmica... 
Esse é outro ponto que teremos de avançar, tentar construir. Sei que é um assunto que foi discutido e não avançou. Teremos de sentar à mesa e tentar construir uma alternativa. O caminho é esse, temos de avançar. A forma, o jeito como vamos fazer, não sei. Não tenho regra pronta.
O atual governo apresentou projeto de lei que tornava obrigatória a rastreabilidade. Houve grande resistência e a proposta foi retirada. Qual modelo o senhor apresentará?
Isso tem de ser discutido. A ideia é avançar, construir alternativa. Quero é retomar a discussão. É bom para o setor, e é necessária.
O senhor pretende chamar mais gente do concurso da secretaria feito em 2013 — há cadastro reserva de 503 pessoas?
Não tenho como afirmar, porque vou chegar lá e tomar pé da situação. Quero ter o maior contato, a maior relação possível com o servidor, porque precisamos ser aliados neste processo. Todos temos o mesmo objetivo e os servidores cumprem um papel importante. O fortalecimento do setor produtivo, principalmente do agroindustrial, precisa ser valorizado, estimulado até para que o Estado realmente retome no futuro uma condição econômica melhor. A economia está muito ligada ao setor primário e isso passa pelo processo de agroindustrialização.
Como impedir que as fraudes do leite sigam ocorrendo, prejudicando o setor?
A fiscalização é fundamental de ser feita, mantida, ampliada. A grande maioria das pessoas que trabalho no setor é séria. As fraudes precisam ser coibidas porque esse é um alimento que vai dos bebês até uma pessoa de idade. A notícia acaba levando à mente das pessoas uma imagem de todo o setor. Isso prejudica uma cadeia importante para o Estado.
Tratar o problema abertamente não é a melhor maneira?
Já aconteceu e teve mais algumas ocorrências recentemente, mexeu, fez com que posições e decisões que não eram tomadas pudessem ser adotadas em função disso. Mas a ideia é construir uma agenda positiva. Mantendo o controle, a fiscalização. Para potencializar e vender a coisa boa do setor que tem inserção e representatividade significativa no Estado. Produção de leite é quase um violão, para tocar direito tem de estar bem afinado.
O Estado criou o Fundoleite e o Instituto Gaúcho do Leite, que tiveram resistência de Farsul e Sindilat. Como vê essa questão?
Entendo que talvez alguns ajustes, não saberia quais, precisem ser feitos. É um processo que não tem alinhamento. Os problemas fora são tantos que dentro do setor nós precisamos estar sintonizados. Se não tivermos posicionamentos convergentes, fica muito mais difícil de enfrentar os problemas que estão fora. Há necessidade talvez de ambos os lados cederem. Alguma coisa precisa ser feita, porque tem esse ruído.
O futuro governo fala em agilizar licenças ambientais. O que quer dizer isso? E que leitura o senhor faz da resistência ao nome de Ana Pellini para o Meio Ambiente?
Entendo que quem está no meio ambiente, sem dúvida, tem de ter cuidado na preservação. Mas tem de buscar isso dentro de um limite que não inviabilize investimentos, seja no setor agrícola ou em outros. Não por culpa do órgão em si, mas pela falta de infraestrutura. A Ana (Pellini), quando esteve na Fepam (entre 2007 e 2009) dinamizou, acho que é isso que precisa. Não é atropelar o processo. Mas ter essa margem de flexibilidade. Tem outros Estado com modelos mais ágeis e que dão uma resposta mais rápida ao empreendedor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Entrevista com Antônio da Luz - Farsul

Clima prejudicou safras de verão e inverno no RS em 2014 e ano finalizou com uma produção 3,2% menor que em 2013. Para 2015 área plantada de grãos deve aumentar em 2,2% com investimentos em tecnologia e uma expectativa de produzir 8% mais em relação ao ano anterior.

Instrução Normativa SEAPA Nº 10 DE 23/08/2014

Publicado no DOE em 19 dez 2014
Aprova o Regulamento Técnico do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea.
O Secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com o que consta no artigo 8º, "caput" e em seu parágrafo único, do Decreto 48.677 de 12 de dezembro de 2011, publicado no DOE nº 238 de 13 de dezembro de 2011,
Resolve:
Art. 1º Aprovar o REGULAMENTO TÉCNICO DO PROGRAMA ESTADUAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA TUBERCULOSE E BRUCELOSE BOVÍDEA na forma do Anexo I da presente Instrução Normativa.
Art. 2º Revogar a Instrução Normativa 005 de 23 de agosto de 2013.
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DO PROGRAMA ESTADUAL DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA TUBERCULOSE E BRUCELOSE BOVÍDEA
CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS
Art. 1º O Programa Estadual de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea do Estado do Rio Grande do Sul (PROCETUBE), sob a coordenação da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio - SEAPA tem a finalidade de operacionalizar a certificação de propriedades como livres, monitoradas e controladas para brucelose e tuberculose bovina, e estabelecer áreas em saneamento para brucelose e tuberculose bovina, mediante a articulação política, econômica, institucional e social, bem como aplicar as normas e as medidas sanitárias federais e estaduais pertinentes.
Art. 2º São objetivos do Programa:
I - reduzir a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose;
II - complementar as ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), conforme determina a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) nº 06/2004;
III - reduzir os riscos à saúde pública;
IV - certificar propriedades com rebanhos bovinos e bubalinos (bovídeos) do Estado do Rio Grande do Sul como livres, monitoradas e controladas para brucelose e tuberculose bovina;
V - obter o saneamento de áreas geográficas, através do controle contínuo;
VI - proporcionar condições sanitárias de agregação de valor aos produtos de origem animal das cadeias produtivas pecuárias;
VII - apoiar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de bovinocultura de leite e de corte, nas dimensões social, econômica e da saúde pública; e
VIII - difundir informação, do produtor ao consumidor, pertinente à prevenção dessas enfermidades e demais aspectos de educação sanitária.
Art. 3º A estratégia de atuação do PROCETUBE é baseada em adoção de procedimentos de defesa sanitária animal compulsórios, complementados por medidas de adesão voluntária, conforme abaixo:
§ 1º procedimentos compulsórios:
I - a vacinação obrigatória de fêmeas, entre três e oito meses de idade, contra a brucelose;
II - o saneamento compulsório dos focos de brucelose e tuberculose em bovídeos, identificados em testes realizados para qualquer finalidade, bem
como em provas laboratoriais complementares realizadas a partir de lesões compatíveis em animais abatidos sob inspeção oficial;
III - o controle do trânsito de animais;
IV - o estabelecimento de áreas em saneamento, que serão denominadas área "sob controle" para Brucelose e Tuberculose, nas quais será implantado sistema de vigilância ativa, por meio de medidas de saneamento de focos e realização de testes diagnósticos anuais em todas as propriedades por município.
§ 2º procedimentos voluntários:
I - a certificação voluntária de estabelecimentos de criação monitorados e/ou livres de brucelose e tuberculose, conforme o PNCEBT;
CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS PARA ESTABELECIMENTO DE MUNICÍPIOS OU ÁREAS "SOB CONTROLE" PARA BRUCELOSE E TUBERCULOSE
Art. 4º Qualquer município do Estado está habilitado a participar do PROCETUBE, visando tornar-se área "sob controle" para brucelose e tuberculose, por adesão voluntária, por meio de solicitação à SEAPA.
Art. 5º Os municípios que solicitarem adesão ao PROCETUBE terão de possuir Lei Municipal específica que determine a adesão ao programa, ações e o orçamento municipal aprovado prevendo o custeio ou subsídio dos testes e indenizações pela eliminação dos bovídeos reagentes positivos.
§ 1º A solicitação será avaliada pelo Conselho Gestor e Comitê Técnico do PROCETUBE. Caso os comitês aprovem a adesão, o município será considerado área "sob controle" para Tuberculose e Brucelose com a publicação da informação em Instrução Normativa publicada no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul.
§ 2º Nos municípios em área "sob controle" deverão participar todas as propriedades existentes.
§ 3º As propriedades rurais e suburbanas inseridas nos municípios em área "sob controle" poderão ser certificadas como livres ou controladas.
Art. 6º Proprietários de bovídeos sem cadastro no Serviço Veterinário Oficial (SVO) deverão regularizar sua situação junto à Unidade Local de Defesa Sanitária Animal.
Art. 7º Todas as propriedades com bovídeos serão georreferenciadas, sendo estes bovídeos identificados individualmente com brincos eletrônicos fornecidos pelo SVO, seguindo especificações determinadas pela SEAPA. Os bovídeos serão identificados e testados na sua totalidade, respeitando as faixas etárias previstas no PNCEBT, independentemente da sua finalidade.
Art. 8º Todos os bovídeos lotados em propriedades localizadas em municípios circunvizinhos a área "sob controle", cuja coordenada geográfica de localização das mesmas esteja a 300 (trezentos) metros da linha de divisa do município considerado área "sob controle", deverão ser testados para tuberculose e/ou brucelose ao menos uma vez por ano. A critério do SVO, as propriedades dos municípios contíguos a área "sob controle" que estejam localizadas a 300 (trezentos) metros da linha divisória poderão ser dispensadas das rotinas de testes anuais, desde que haja alguma barreira natural ou geográfica que impeça o contato direto entre animais dos dois municípios.
Parágrafo único. Os produtores que se negarem a realizar os testes nos bovídeos na área "sob controle" e circunvizinhos receberão sanções
previstas nos artigos 42 do Decreto Estadual nº 50072/2013, que regulamenta a Lei Estadual nº 13467/2010 e os animais em questão poderão ser apreendidos e sacrificados ou destruídos, de acordo com o inciso II do artigo 60 do Decreto Estadual nº 50072/2013.
CAPÍTULO III
IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL DOS BOVÍDEOS EM ÁREA "SOB CONTROLE"
Art. 9º Todos os bovídeos, exceto aqueles lotados em propriedades SEM STATUS, receberão identificação eletrônica individual através de conjunto contendo um brinco com numeração visual e um "boton" eletrônico, contendo um "transponder" (conjunto microchip e antena) para emissão através de Radio Frequência (RFID) de um número único que, através de tabela de correlação fornecida pela empresa fabricante-fornecedora, será o mesmo número registrado no brinco visual. Cada conjunto, nominado como BRINCO DEFESA-RS, terá numeração única no país e será aplicado exclusivamente em 1 (um) bovídeo.
§ 1º Todo número gravado visualmente no BRINCO DEFESA-RS será fornecido pelo Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV).
§ 2º O brinco visual do conjunto deverá ser aplicado com aparelho apropriado, respeitando a segurança da identificação e o bem-estar animal, preferencialmente, na orelha esquerda do bovídeo, e o boton eletrônico aplicado na orelha direita.
Art. 10. Os BRINCOS DEFESA-RS serão repassados pela SEAPA, ao município área "sob controle", através de Convênio de Cooperação Técnica devidamente aprovado pela Divisão Administrativa da SEAPA.
Parágrafo único. Os BRINCOS DEFESA-RS recebidos pelo município, bem como sua faixa de numeração constante no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), deverão ser repassados aos Médicos Veterinários Habilitados PROCETUBE (MVH PROCETUBE) que forem formalmente indicados para atuação no município.
Art. 11. O MVH PROCETUBE deverá realizar o registro da identificação dos animais em todos bovídeos testados para tuberculose e/ou brucelose em Planilhas de Campo que serão fornecidas juntamente com os BRINCOS DEFESA-RS. Esta identificação, que corresponde à data de nascimento do animal (mês/ano), sexo (F-Fêmea; M-Macho; MR-macho reprodutor) e as informações das reações aos testes de tuberculose.
§ 1º Cada planilha de campo terá um número para identificação e teste de 20 bovídeos.
§ 2º Na planilha de campo, cada animal deverá ser relacionado a uma propriedade rural e um produtor, podendo haver na mesma planilha animais vinculados a uma ou mais propriedades e/ou produtores.
Art. 12. Após o registro na planilha de campo deverá ser realizada a vinculação dos números dos bovídeos a um produtor de uma propriedade rural, através do acesso do MVH PROCETUBE ao SDA com senha de acesso pessoal, conforme planilha de campo, assim como as informações referentes à identificação individual dos bovídeos, respeitando-se as faixas etárias e o sexo e os resultados dos testes diagnósticos para tuberculose e/ou brucelose.

Art. 13. As propriedades em área "sob controle" deverão declarar o nascimento de bovídeos ao SVO nos prazos legais determinados pela legislação vigente.
Parágrafo único. O MVH PROCETUBE vinculado a esta propriedade será informado deste nascimento pelo SVO e deverá realizar a identificação individual a qualquer momento a partir da declaração ao SVO ou no reteste anual da propriedade.
CAPÍTULO IV
DA VACINAÇÃO CONTRA A BRUCELOSE
Art. 14. É obrigatória a vacinação de todas as fêmeas das espécies bovina e bubalina, na faixa etária dos 3 (três) a 8 (oito) meses, conforme estabelecido no PNCEBT.
Art. 15. As fêmeas de bovídeos de 3 (três) a 8 (oito) meses de idade, vacinadas contra brucelose, deverão estar obrigatoriamente identificadas com BRINCO DEFESA-RS no momento da vacinação, ficando dispensadas de serem marcadas com ferro candente no lado esquerdo da cara.
A vacinação deverá ser devidamente registrada no SDA.
Parágrafo único. Poderão ser alteradas as estratégias e as normas de vacinação de acordo com a evolução da situação epidemiológica do Estado.
CAPÍTULO V
DO DIAGNÓSTICO INDIRETO DA BRUCELOSE E DA TUBERCULOSE
Art. 16. A realização de testes de diagnóstico indireto para tuberculose e brucelose deverá obedecer ao regulamento do PNCEBT e seguir recomendações complementares determinadas pelo MAPA e SEAPA.
Art. 17. Conforme determinado no PNCEBT, os animais passíveis de serem testados para tuberculose são bovídeos de ambos os sexos, acima de seis semanas de idade. Os animais a serem testados para brucelose são os bovídeos fêmeas, vacinados contra brucelose com vacina B19, acima de 24 meses de idade. Fêmeas não vacinadas e machos reprodutores acima de oito meses de idade também devem ser testados para brucelose.
Art. 18. Os testes de diagnóstico indireto deverão ser realizados por MVH que possuam sala de exames aprovada para diagnóstico de Brucelose com Antígeno Acidificado Tamponado, conforme determina o PNCEBT.
CAPÍTULO VI
DETERMINAÇÃO DOS STATUS DAS PROPRIEDADES QUANTO AO CONTROLE DA TUBERCULOSE E/OU BRUCELOSE
Art. 19. Para cada propriedade rural pertencente a município considerado área "sob controle", será conferido um "status" específico quanto ao seu nível de controle da Tuberculose e da Brucelose Bovina, que irão variar de acordo com os resultados dos testes diagnósticos realizados em todos animais individualmente identificados e com o controle da movimentação destas propriedades, tanto do egresso quanto do ingresso de bovídeos. Os "status" serão os seguintes:
I - "Sem Status":
a) Propriedades que não possuem agronegócio de bovídeos;
b) Propriedades cujo saldo deste esteja zerado ou inativo;
c) Propriedades, caracterizadas pelo SVO, antes da declaração formal de área "sob controle" no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), como TERMINAÇÃO/CONFINAMENTO. Estas propriedades somente poderão receber bovídeos com a finalidade de engorda ou de terminação e terão
única e exclusivamente saídas para abate em estabelecimento sob inspeção oficial. Para que estas propriedades possam receber esta caracterização, deverão ser previamente vistoriadas pelo SVO e deverão ter condições adequadas de biosseguridade que impossibilite a contaminação dos animais das propriedades lindeiras e próximas, através de contato direto ou indireto de animais ou ainda através de dejetos, fômites, água ou alimentação.
II - "Não Controlada": é o status que todas as propriedades, não enquadradas no supracitado inciso I deste artigo (sem status), receberão quando o município for formalmente considerado área "sob controle". Significa que, desde a implantação da área "sob controle" esta propriedade ainda não teve seus bovídeos identificados individualmente com BRINCOS DEFESARS. A propriedade permanecerá com este status até que seja feita a vinculação de brincos eletrônicos da faixa destinada ao MVH PROCETUBE a um ou mais bovídeos, dentro do agronegócio de um produtor na propriedade;
III - "Foco Tuberculose" (FOCO TB): É a propriedade que tenha, em algum agronegócio, um ou mais bovídeos identificados com BRINCOS DEFESA-RS com resultado POSITIVO no teste diagnóstico de tuberculose, devidamente destinados a ELIMINAÇÃO;
a) Caso todos os bovídeos recebam, 90 a 120 dias após a data do último diagnóstico com resultado positivo (destinado a eliminação), resultados negativos no reteste diagnóstico, a propriedade recebe o status "CONTROLADA TB".
b) Qualquer outro resultado lançado, independentemente do destino destes, que não seja resultado NEGATIVO em todos os bovídeos, a propriedade manterá o status de FOCO TB, sendo que os períodos entre testes deverá ser sempre de no mínimo 90 e no máximo 120 dias.
c) Quando não houver lançamento de testes na propriedade entre 90 e 120 dias, a Divisão de Defesa Sanitária Animal (DSA) deverá ser notificada e deverá tomar as medidas cabíveis.
IV - "Foco Brucelose" (FOCO BRU): É a propriedade que tenha, em algum agronegócio, um ou mais bovídeos identificados com BRINCOS DEFESA-RS com resultado POSITIVO no teste diagnóstico para brucelose, devidamente destinados a ELIMINAÇÃO;
a) Caso todos os bovídeos recebam, 30 a 90 dias após a data do último diagnóstico com resultado positivo (destinado a eliminação), resultados negativos no reteste diagnóstico, a propriedade recebe o status "CONTROLADA BRU".
b) Qualquer outro resultado lançado, independentemente do destino destes, que não seja resultado NEGATIVO em todos os bovídeos, a propriedade manterá o status de FOCO BRU, sendo que os períodos entre testes deverá ser sempre de no mínimo 30 e no máximo 90 dias.
c) Quando não houver lançamento de testes na propriedade entre 30 e 90 dias, a Divisão de Defesa Sanitária Animal (DSA) deverá ser notificada e deverá tomar as medidas cabíveis.
V - "Saneamento": é o status que a propriedade receberá no momento que houver vinculação de BRINCOS DEFESA-RS a um ou mais bovídeos em ao menos um agronegócio na propriedade. Também será o "status" das propriedades CONTROLADAS que perderem os prazos máximos para a realização do teste anual ou do teste de um ou mais animais que estejam
esperando o reteste, bem como de propriedades que receberam animais de forma irregular e que já possuíam o Status de Controlada;
VI - "Controlada Tuberculose" (CONTROLADA TB): é a propriedade que tem todos os bovídeos identificados com BRINCO DEFESA-RS dentro dos agronegócios de todos os produtores e com resultados negativos no teste diagnóstico, conforme padrões do PNCEBT;
VII - "Controlada Brucelose" (CONTROLADA BRU): é a propriedade que tem todos os bovídeos identificados com BRINCOS DEFESA-RS dentro dos agronegócios de todos os produtores e com resultados negativos no teste diagnóstico, conforme padrões do PNCEBT;
VIII - "Monitorada para Tuberculose": é a propriedade que, através de amostragem de bovídeos identificados com BRINCOS DEFESA-RS determinada pelo PNCEBT, obteve uma rodada de testes com resultado negativo para tuberculose;
IX - "Monitorada para Brucelose": é a propriedade que, através de amostragem de bovídeos identificados com BRINCOS DEFESA-RS determinada pelo PNCEBT, obteve uma rodada de testes com resultado negativo para brucelose;
X - "Livre de Tuberculose": é a propriedade que, após obter resultado negativo para tuberculose, de todos os bovídeos acima de 6 semanas de idade, identificados com BRINCOS DEFESA-RS, na primeira rodada de testes, realizou outras duas, também com resultados negativos, sendo o intervalo entre a primeira e a segunda rodada de 90 a 120 dias e o intervalo entre a segunda e a terceira, de 180 a 240 dias;
XI - "Livre de Brucelose": é a propriedade que, após obter a primeira rodada de testes de todas as fêmeas vacinadas acima de 24 meses e machos reprodutores acima de oito meses de idade, identificados com BRINCOS DEFESA-RS, dentro dos agronegócios de todos os produtores com resultado negativo, realizou outras duas rodadas de testes em todos os bovídeos, conforme sexo e faixa etária acima descrita, sendo o intervalo entre a primeira e a segunda rodada de 90 a 120 dias e o intervalo entre a segunda e a terceira rodada de 180 a 240 dias;
Parágrafo único. O "status" das propriedades quanto ao controle da Tuberculose e Brucelose irá determinar quais suas possibilidades de trânsito de bovídeos, tanto para o ingresso quanto para o egresso.
CAPÍTULO VII
PERIODICIDADE DOS TESTES DE REBANHO DAS PROPRIEDADES PARA SEU SANEAMENTO E PARA MANUTENÇÃO DOS STATUS QUANTO A TUBERCULOSE E BRUCELOSE
Art. 20. As propriedades que apresentarem bovídeos reagentes positivos e/ou inconclusivos em testes diagnósticos realizados para qualquer finalidade devem cumprir as medidas de saneamento seguintes:
I - Realizar testes de rebanho para diagnóstico de brucelose, em todos os bovídeos da propriedade, respeitando a faixa etária, num intervalo de 30 a 90 dias entre testes, até obter um teste de rebanho negativo, sendo que os bovídeos reagentes positivos deverão ser sacrificados ou destruídos, conforme determinado no PNCEBT;
II - Isolar os bovídeos com reação inconclusiva aos testes confirmatórios de diagnóstico para brucelose do restante do rebanho e retestá-los em 30 a 60 dias após o teste anterior;

III - realizar testes de rebanho para diagnóstico de tuberculose em todos os bovídeos maiores de seis semanas, num intervalo de 90 a 120 dias entre testes, até obter todo rebanho com resultado diagnóstico negativo, sendo os bovídeos reagentes positivos sacrificados ou destruídos;
IV - Isolar os bovídeos com reação inconclusiva aos testes confirmatórios de diagnóstico para tuberculose do restante do rebanho e retestá-los em 60 a 90 dias após o teste anterior.
Art. 21. As propriedades que obtiverem o status de "CONTROLADA" ou "LIVRE" deverão realizar testes de rebanho, em todos os bovídeos existentes, devidamente identificados com BRINCOS DEFESA-RS, entre 10 e 14 meses da data do que gerou o "status", que é a data do último teste de rebanho negativo na propriedade. Independentemente da data da realização do teste da renovação anual do status, a data do aniversário do status será sempre o dia e o mês em que foi gerado pela primeira vez.
Parágrafo único. as propriedades com status "MONITORADA" deverão repetir os testes diagnósticos para brucelose e tuberculose, por amostragem conforme determinado no PNCEBT entre 10 e 14 meses da data do aniversário do "status", e para tuberculose entre 10 e 14 meses da data do aniversário do "status". Tanto para tuberculose quanto para brucelose, serão feitos testes nos bovídeos através de amostragem determinada pelo PNCEBT.
Art. 22. A qualquer momento, respeitados os prazos para diagnóstico indireto para tuberculose e ou brucelose, qualquer bovídeo lotado em propriedades LIVRES, MONITORADAS e CONTROLADAS poderão ser novamente testados, quando houver exigência para trânsito ou qualquer outro motivo que determine a necessidade do diagnóstico.
CAPITULO VIII
CONTROLE DE TRÂNSITO
Art. 23. Bovídeos com origem em município não considerado área "sob controle" somente ingressarão em município considerado área "sob controle" acompanhados de teste com resultados negativos para tuberculose e/ou brucelose.
§ 1º Nas Guias de Trânsito Animal (GTA) destes bovídeos deve estar descrita a numeração da identificação individual de cada um animais, sendo que esta identificação individual deve ser feita através de brincos auriculares.
§ 2º Estão dispensados dos testes os bovídeos oriundos de propriedades LIVRES ou MONITORADAS que ingressarem nas áreas "sob controle", assim como os bovídeos com a finalidade de abate ou abate sanitário, bem como aqueles destinados a propriedades caracterizadas como TERMINAÇÃO/CONFINAMENTO. Caso a propriedade de destino seja LIVRE, os bovídeos oriundos de MONITORADAS deverão estar acompanhados de testes negativos para tuberculose e/ou brucelose.
Art. 24. Bovídeos dentro de área "sob controle" deverão estar devidamente identificados com BRINCOS DEFESA-RS antes de qualquer movimentação.
§ 1º ficam dispensados da identificação com BRINCO DEFESA/RS os animais de propriedades com status TERMINAÇÃO/CONFINAMENTO.
§ 2º bovídeos nascidos em propriedades com status controlada, livre ou monitorada, com idade inferior a seis semanas de idade poderão ser movimentados com identificação numérica provisória aprovada pelo Serviço Veterinário Oficial.

Art. 25. Bovídeos dentro da área "sob controle" somente poderão ser movimentados com resultados de teste negativo para tuberculose e/ou brucelose, exceto aqueles oriundos de propriedades com Status LIVRE, MONITORADA E CONTROLADA.
I - Quando bovídeos de propriedades com Status "CONTROLADA" forem destinados para outras propriedades com status "LIVRE" ou "MONITORADA" dentro ou fora de área "sob controle", deverão estar acompanhados de testes com resultado negativo para tuberculose e/ou brucelose;
II - Quando bovídeos de propriedades com Status "CONTROLADA" realizarem trânsito com finalidade de participação em Feiras, Leilões ou Exposições Oficiais, ou destinados para outras propriedades em outros estados da federação com finalidade de reprodução, deverão estar acompanhados de testes com resultados negativos para tuberculose e/ou brucelose;
III - Quando bovídeos de propriedades com status MONITORADA realizarem trânsito destinando bovídeos para propriedade "LIVRE" ou com finalidade de participação em Feiras, Leilões ou Exposições Oficiais, deverão estar acompanhados de testes com resultados negativos para tuberculose e/ou brucelose.
Art. 26. Propriedades com status FOCO estão proibidas de terem ingresso e egresso de bovídeos, exceto egresso com finalidade abate ou abate sanitário, desde que não estejam com BLOQUEIO JUDICIAL VIGENTE.
Art. 27. Bovídeos em Propriedades com Status LIVRE, MONITORADA, CONTROLADA, e SANEAMENTO, que tenham resultado POSITIVO ou INCONCLUSIVO de teste para tuberculose e/ou brucelose, que sejam destinados ao reteste, ficarão proibidos de realizar movimentação até que recebam destino como ELIMINAÇÃO ou resultado NEGATIVO no teste subsequente.
Art. 28. Os bovídeos citados no parágrafo 1º do artigo 23, após a confirmação da chegada na propriedade de destino em área "sob controle", deverão ser devidamente identificados e retestados, quando for necessário, após a confirmação de chegada (respeitados os prazos de carência para a realização do diagnóstico) ou no momento da renovação anual.
Art. 29. Em toda a GTA de bovídeos identificados com BRINCO DEFESA-RS deverá constar a listagem destes números.
Art. 30. Caso os bovídeos movimentados sejam destinados para outro município no Rio Grande do Sul, que não seja considerado como área "sob controle", continuarão a ser rastreados, independentemente da finalidade da movimentação. Nestes casos, da mesma forma que o artigo 29, os números dos bovídeos identificados com BRINCO DEFESA-RS, quando forem movimentados, deverão estar listados na GTA.
CAPITULO IX
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 31. De acordo com a situação epidemiológica, poderá haver novos regramentos para adequação das normas das áreas "sob controle".
Porto Alegre, 18 de dezembro de 2014
CLAUDIO FIOREZE
Secretario de Estado da Agricultura, Pecuária e Agronegocio

Chuvas e temperaturas devem ficar dentro do padrão no próximo trimestre no RS

Os níveis de precipitação de chuva e as temperaturas mínimas e máximas devem ficar dentro do padrão nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. É o que diz o boletim trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), divulgado ontem (17 de dezembro).
Segundo o prognóstico apresentado, haverá chuvas dentro do padrão em todo o Rio Grande do Sul durante o trimestre, um pouco mais elevadas no norte e oeste do Estado durante dezembro e na região de fronteira com o Uruguai em fevereiro.
Para as temperaturas mínimas, o boletim indica que a tendência é predominar valores pouco acima do padrão na maior parte do Estado em todo o trimestre. Para as temperaturas máximas, as anomalias ao longo do trimestre são menores e com tendência de apresentar valores médios mensais próximos do padrão climatológico durante os três meses.
O documento, além de apresentar as previsões de precipitação e temperatura para os próximos três meses, também relaciona uma série de orientações para os agricultores de diversas culturas adotarem no período. Todas as indicações são baseadas nos dados obtidos pelas instituições relacionadas à agricultura e meteorologia no Estado.
Veja abaixo as principais orientações:
Arroz
  • Dar preferência para cultivares de ciclo precoce;
  • Racionalizar o uso da água disponível através de técnicas de manejo adequadas, tais como movimentação mínima da água nos quadros e manutenção de baixas lâminas de água;
  • Utilizar adubação nitrogenada em cobertura de acordo com a expectativa de produtividade.
Feijão
  • Nas regiões em que a cultura está em desenvolvimento vegetativo, fazer adubação em cobertura quando o solo apresentar umidade adequada;
  • Irrigar, quando necessário, preferencialmente durante a floração e desenvolvimento de vagens;
  • Na safrinha, escalonar a época de semeadura e, se possível, utilizar mais de uma cultivar, respeitando o zoneamento agrícola.
Milho
  • Fazer adubação em cobertura quando o solo apresentar umidade adequada ou quando houver previsão de ocorrência de precipitação pluvial;
  • Irrigar, quando necessário, preferencialmente durante a floração e o enchimento de grãos.
Soja
  • Nas semeaduras em dezembro utilizar, preferencialmente, cultivares de ciclo tardio. Em terras baixas, utilizar cultivares de ciclo médio;
  • Utilizar tratamento de sementes;
  • Quando irrigar, fazê-lo preferencialmente durante a floração e o enchimento de grãos.
Forrageiras
  • Aumentar o estoque de forragens na propriedade seja no campo (redução da carga animal e diferimento de potreiros), seja através de forragens conservadas (feno ou silagem);
  • No manejo das forrageiras e pastagens, procurar manter a cobertura do solo através de resíduo relativamente alto;
  • Utilizar suplementações estratégicas para as categorias dos rebanhos mais necessitados em casos de estiagens;
  • Quando possível, indica-se a irrigação de pastagens cultivadas nos períodos de estiagem.
Fruticultura
  • Manter a cobertura morta durante todo o verão de forma que esta proteja o solo e retenha a água;
  • Em citros, usar o raleio de frutos como prática indispensável;
  • Em pomares jovens, suplementar com irrigações para favorecer o estabelecimento das plantas, associada a práticas de manejo na linha (aplicação de dessecantes e/ou roçadas);
  • Na possibilidade de irrigar, priorizar métodos de irrigação localizados (gotejamento ou microaspersão);
  • Tomar cuidados com a poda verde (desfolhas, despontes, raleio de ramos etc) para evitar “golpes de sol” nos frutos. Que se faça de maneira adequada e com critérios.
Hortaliças e flores
  • Em hortaliças para as quais é recomendado maior espaçamento entre linhas, fazer a subsolagem na linha de plantas e efetuar plantio direto com irrigação localizada;
  • Caso não haja irrigação, utilizar mudas com torrão (sem raiz nua). Evitar a produção de mudas em recipientes que acarretem redução do sistema radicular;
  • Usar cobertura morta ou mulching plástico e dar preferência à irrigação por gotejamento. Recomenda-se, no caso de uso da irrigação, consultar um agrônomo para dimensionar o sistema e seu correto manejo;
  • Aumentar a capacidade dos reservatórios de armazenamento de água;
  • Usar cobertura (tela de sombreamento e outras) para reduzir a radiação solar sobre as plantas.
Piscicultura
  • Proteger o açude com terraços em curva de nível para evitar a entrada de enxurrada;
  • Em períodos de estiagem, controlar os níveis de fertilização e de arraçoamento, evitando-se sobras, para que não haja o acúmulo de matéria orgânica;
  • Verificar a transparência da água, a qual deve estar entre 30 a 45 cm;
  • Em dias nublados e sem vento ou quando aparecer sinais de falta de oxigênio, utilizar aeradores durante os horários mais quentes do dia por no mínimo uma hora e durante a noite entre meia noite até o amanhecer;
  • Criar espécies de peixes adaptados às condições climáticas de sua região. Além disso, deve-se fazer a aclimatação dos peixes, no momento do povoamento, colocando-se os sacos plásticos na água do viveiro, por um período de 20 a 30 minutos antes da soltura, misturando-se gradativamente as duas águas;
  • Não alimentar os peixes se a temperatura da água estiver acima ou abaixo da temperatura indicada para as espécies criadas;
  • Passar a rede, tarrafear ou povoar açudes somente nos horários mais frescos do dia.
  • fonte: UniversoAgro

domingo, 21 de dezembro de 2014

Pecuária gaúcha encerra 2014 com euforia

O ano que encerra registrou bons resultados para a pecuária gaúcha. Conforme anúncio da Farsul, na semana passada, mesmo com o avanço da cultura da soja na Metade Sul do Estado, o abate de bovinos deve permanecer com o mesmo número de 2013, mas o Valor Bruto da Pecuária deve ter alta de cerca de 20%. De acordo com a entidade, a oleaginosa tem sido parceira da pecuária, proporcionando pastagens de qualidade no inverno e aumento também da qualidade do rebanho. Em relação aos preços na temporada de primavera, ficou comprovado o bom momento.

Segundo o analista da Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha, Fernando Velloso, a temporada foi muito positiva, com alta liquidez para os touros, especialmente nas raças Angus e Braford. Pelos dados do Sindiler (Sindicato dos Leiloeiros Oficiais do Rio Grande do Sul) a venda em número de touros foi um pouco menor que em 2013. Em 2014, foram vendidos, em leilões, 5 036 touros contra 5,2 mil touros em 2013. “É uma diferença pequena e nos leva a pensar até em ofertas praticamente iguais ou de estabilidade em número de animais ofertados” aponta Velloso.


A média dos touros, em 2014, ficou em R$ 8,4 mil, tendo um aumento de valor de aproximadamente 9% em relação a 2013, quando os touros fizeram média de R$ 7,7 mil.


Velloso observa o resultado desses números a partir da demanda e da valorização do produto carne. “Na primavera/2013 o boi gordo estava cotado em aproximadamente R$ 3,45 e, na primavera/2014, a temporada iniciou com valores acima de R$4,30 para o boi, ou seja, valorização de mais de 25%. Atualmente, o boi atingiu patamares ainda mais altos, sendo comercializado, neste momento, entre R$4,50 - 4,90, conforme a região do RS. Essa valorização e firmeza no mercado do gado dão confiança ao produtor para manter ou ampliar os investimentos em pecuária. A venda de touros é um bom indicador do grau de credibilidade dos produtores na pecuária” destaca.


Já o outro fator, que, segundo o analista, potencializa a venda de touros, é o maior nível de intensificação na pecuária gaúcha. Produtores que usam mais tecnologia (pastagem, suplementação, confinamento, irrigação, etc) necessitam produzir animais com melhor genética para obter bom desempenho em produção. “Animais com baixo potencial genético limitam o resultado financeiro das propriedades, especialmente as mais tecnificadas”, pondera.



Sucesso na comercialização


O calendário de remates de primavera em 2014 apresentou resultados que confirmam a consolidação desse momento favorável para a pecuária. Velloso comenta que, nesta temporada, foi bastante comum a venda de touros acima de R$ 15 mil – valor praticado somente para animais “exceção” em anos anteriores. No entanto, os fatores que influenciam na aquisição de touros em leilões são diversos, tornando a decisão de compra bem mais complexa do que a feita para gado de reposição, salienta o especialista. Entre esses fatores estão:credibilidade do vendedor, confiança no pós-venda, serviços incluídos (frete, seguro, assessoria, etc), índices técnicos e apresentação dos animais, entre outros aspectos.


“Alguns promotores de leilões conseguem melhorar, a cada ano, o seu posicionamento no mercado, pois oferecem um pacote muito positivo de atributos em seus reprodutores. Esses casos de sucesso estão alcançando médias bem superiores aos demais leilões do Estado. De outra parte, a consistência de qualidade do produto faz com que ocorra a fidelização dos compradores, pois um indicador muito importante para o cliente é o sucesso do "trabalho" do touro (em número de vacas prenhes) e a qualidade de seus filhos” aponta Velloso.



Clima foi parceiro


O êxito na comercialização também é saudada pelo engenheiro agrônomo e integrante do Sindicato Rural de Lavras do Sul e da Alianza del Pastizal, Fernando Adauto Loureiro de Souza.  Para ele a soma de diversos fatores contribuiu para esse cenário. Nas palavras do agrônomo, aspectos como: condições climáticas extremamente favoráveis, principalmente na Campanha, com excelente fim de inverno e uma primavera, que, segundo Souza, é a melhor deste século, permitiu também maiores e melhores desfrutes e uma maior capacidade também de aquisição. Além disso, favorecendo essas condições climáticas, houve, no período, preços crescentes do gado, tanto para o abate quanto para reposição ou cria. “A demanda por gado no Rio Grande do Sul aumentou, tanto que nossos preços, a maior parte do tempo, mantiveram-se acima dos de regiões como Centro-Oeste e São Paulo, contrariando as históricas estatísticas. Houve, da mesma forma, uma boa oferta de crédito controlado que animou as feiras oficiais; um aumento nas exportações de carne, especialmente de dianteiro, ajudou a enxugar o mercado interno e diria ainda que o bom desempenho da lavoura contribuiu com o setor. Em muitos casos o produtor é o mesmo”, afirma Souza.

 
Busca pela qualidade


O proprietário da Agropecuária São Jorge, de Aceguá, Élio Jorge Coradini, observa como positiva a temporada. Ele aponta reflexos diretos nos leilões, com pecuaristas buscando maior qualidade. “Os valores do boi gordo alavancaram o investimento em pecuária”, acrescenta. Coradini avalia que, neste ano, em proporção, o preço do boi subiu mais que os produtos agrícolas. Com risco menor, aliado a bons preços e boa influência climática, a decisão foi facilitada.

Souza ainda complementa destacando que o balanço geral de 2014 é muito positivo, pois foi um ano de mercado muito firme e gerador de investimentos no setor. “O nosso produto (terneiro, boi, etc) voltou a ter maior capacidade de pagamento de despesas e insumos e este fato é determinante para o pecuarista”, afirma.


Perspectivas para 2015


O analista da FFVelloso & Dimas Rocha projeta um cenário positivo para a pecuária gaúcha em 2015. Velloso ressalta que, apesar do temor geral em relação ao futuro da economia brasileira, a demanda por carne segue muito positiva e com um cenário de crescente valorização. “O momento é apropriado para ampliação de investimentos em pecuária”, salienta. Projeção semelhante é a de Souza. Por conta das projeções mundiais para a carne bovina serem boas, o dirigente do Sindicato Rural de Lavras do Sul argumenta que o setor não pode se esquecer de que, nos últimos anos, quem baliza os preços da carne, apesar da vultosa exportação de dianteiros, é o mercado interno, especialmente o consumidor brasileiro, com destaque para a classe C, principal consumidora em volume, destaca. “Portanto, vamos depender muito do desempenho de nossa economia, de boas colheitas e segurança para investir. Eu diria ainda que investimentos no Ministério da Agricultura, na área de defesa sanitária, em muito nos ajudariam na conquista de novos mercados, mais qualificados, mais exigentes e que pagam mais. Isso é válido para todas as carnes, além de valorizar nossa produção, enxugaria o mercado interno permitindo maior estabilidade nos preços internos”, declara. 


Coradini também prospecta um ano ainda melhor para a pecuária em 2015. “Como sempre, a Campanha está posicionada como ofertante de excelente material genético. Temos ótimas invernadas, ótimo consórcio com a agricultura para elaborar comida. Expectativa de bons preços agrícolas e pecuários. Assim, não há dúvidas de que o produtor irá fazer sua parte e o resultado certamente virá".


Fonte: Jornal Folha do Sul (Bagé)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A APROVAÇÃO COMO VANTAGEM

Ao contrário do que ocorre na esfera federal, o deputado estadual Ernani Polo (PP) chegará ao comando da Secretaria da Agricultura do Estado com a vantagem da aprovação. Líderes de entidades do setor convergem para o discurso quando se referem ao futuro secretário. 
– É um deputado que tem o cheiro da terra – opina Gedeão Pereira, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). 
Afora identicações do segmento com o partido, Polo montou na agricultura uma das suas bases de trabalho dentro da carreira política. De família de produtores rurais, nasceu em Ijuí, mas cresceu em Santo Augusto. Foi lá também que pai, mãe, primos e tios construíram carreira política e onde ele começou como vereador. 
– Tenho as melhores referências. É identificado com o setor agropecuário, de uma região de produtores – avalia Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS). 
Também há sincronia no que é percebido como prioridade para a pasta. A começar com a irrigação e a sugestão para continuidade e ampliação do programa criado pelo atual governo, o Mais Água, Mais Renda. 
Entra aí outra questão recorrente nos pedidos do setor: a de que se tenha mais agilidade na liberação das licenças ambientais. 
– Há ainda a questão da energia no meio rural – reforça Pereira. 
Não por acaso, o tema também promete ser o centro da polêmica no novo governo. Antes mesmo de estar composta, a Secretaria do Meio Ambiente – à qual é vinculada a Fepam – provocou reações de entidades ambientalistas (veja abaixo). 
– Essa questão das licenças tem de ser enfrentada – afirma o novo secretário da Agricultura. 
Polo quer buscar um denominador comum nesta e em outras questões. Talvez o primeiro grande desafio venha a ser ajustar contas. O governador José Ivo Sartori já sinalizou enxugamento da máquina administrativa – o que pode obrigar cada pasta a dar sua própria cota de sacrifício.
fonte: Zero Hora / Gisele Loeblein

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Angus pretende manter crescimento da raça em 2015

Roberto Pires Weber, é o novo diretor-presidente da Associação Brasileira de Angus. Atual presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito (RS), o gaúcho de Porto Alegre (RS) foi empossado pelo atual mandatário da entidade, Paulo de Castro Marques, em cerimônia realizada na noite de ontem, na capital do Rio Grande do Sul. O mandato terá início a partir da primeira quinzena de janeiro de 2015 e estende-se até 31 de dezembro de 2016. Weber, que é diretor da Santa Thereza Agricultura e Pecuária, voltada à genética Angus e Corriedale e a lavouras de arroz e soja, herda a Associação em um momento de elevação dos índices obtidos pela entidade, que conta com 401 associados. Em franca expansão nos últimos anos, o Programa Carne Angus Certificada deve ultrapassar a marca de 300 mil cabeças abatidas em 2014, ante 245 mil no ano anterior, e contou com ações de divulgação em importantes eventos internacionais de alimentação, como a Anuga, na Alemanha, e SIAL, na França. A raça tornou-se também líder no mercado de inseminação artificial em 2013, com 3,4 milhões de doses de sêmen comercializadas, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). "O nosso desafio com certeza será maior nesta gestão com relação à anterior, pois estamos pegando a entidade em seu auge e nosso trabalho será árduo para mantê-la em seu crescimento, com atenção às ações de promoção de nossa genética e nossa carne. Vamos expandir o volume de gado abatido pelo Programa Carne Angus Certificada e continuar no trabalho para incentivar o uso da genética Angus nos principais estados produtores em todo o País. Somos hoje uma raça cada vez mais nacional e mirando também o mercado externo", enfatiza o novo presidente, que também coloca a reforma estatutária da Associação como uma das principais metas para sua gestão. Esta é a segunda passagem de Weber pela presidência da Associação Brasileira de Angus - foi presidente da entidade entre 1998 e 2002. A nova diretoria administrativa da Angus é composta pelos seguintes nomes e cargos: Diretor 1o Vice-Presidente - Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello; Diretor Vice-Presidente - Wilson Brochman; Diretor Vice-Presidente - Nelson Serpa; Diretor Vice-Presidente - Rogério Stein; Diretor Administrativo - Maurício Lampert Weiand; Diretor Financeiro - João Francisco Bade Wolf; Diretor de Marketing - Ronaldo Zechlinski de Oliveira; Diretor de Núcleos - Carlos Augusto de Souza; Diretor do Programa Carne Angus Certificada - Reynaldo Titoff Salvador. "Deixo o cargo satisfeito e sabedor que entregamos a administração da Associação em um momento muito propício para a raça, que cresce exponencialmente na pecuária nacional. Porém, uma boa orquestra não é feita apenas por um bom maestro, e sim por bons músicos. E eu pude contar em meus dois mandatos à frente da Angus com diretores e conselheiros de primeiro nível, que tiveram papel fundamental para o bom desenvolvimento do nosso trabalho", diz Paulo de Castro Marques, que deixa a presidência da Associação Brasileira de Angus, para se dedicar às suas empresas dos ramos farmacêutico e de pecuária e aos seus cargos diretivos em outras entidades do agronegócio brasileiro. Como ex-presidente, ele ainda atuará na entidade como Membro Nato do Conselho de Administração. 
fonte:informações da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Angus

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Novilhas a venda

NOVILHAS
Lote: 0305
Quantidade: 50
Peso Médio: 230
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 1,5
Raça: Cruza Européia
Animal: Novilhas
Valor: R$ 4,60
Cidade: Pelotas
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Novilhas de 1 ano a 2 anos , mas sendo a grande maioria sobre ano. Zona de baixa incidência de carrapato.
Imagens do lote


Anunciado o novo Secretário da Agricultura do RS

ERNANI POLO

Ernani Polo, é atualmente deputado estadual do Rio Grande do Sul, e tem vários familiares espalhados em cargos políticos pelo mesmo estado (atente sempre para o sobrenome) .
Foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul) de 2011 a 2013,  onde publicou, entre outros trabalhos, a “Radiografia da Agropecuária Gaúcha”. O objetivo dessa iniciativa é proporcionar, além de um registro sobre o desenvolvimento da agropecuária do Rio Grande do Sul, que este material seja também uma fonte de pesquisa, já que possui dados técnicos e atualizados sobre as principais tendências do setor, a ser disponibilizado a escolas, universidades, sindicatos rurais, órgãos governamentais, instituições ligadas ao setor e demais entidades afins.

RADIOGRAFIA DA AGROPECUÁRIA GAÚCHA DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD


  É com prazer que anuncio que está disponível o livro Radiografia da Agropecuária Gaúcha para download.

A publicação conta com levantamento técnico profundo dos últimos 15 anos da agropecuária, uma análise sobre os pontos positivos e as principais dificuldades do setor primário gaúcho, feito através de levantamento de dados e palestras com especialistas.

O objetivo desta iniciativa é proporcionar, além de um registro sobre o desenvolvimento da agropecuária do Rio Grande do Sul, que o material seja também uma fonte de pesquisa, já que possui dados técnicos e atualizados sobre as principais tendências do setor, a ser disponibilizado a escolas, universidades, sindicatos rurais, órgãos governamentais, instituições ligadas ao setor, demais entidades afins e, agora, também para download.

Acesse o link e confira:
http://www2.al.rs.gov.br/ernanipolo/Portals/ernanipolo/Radiografia_Internet.pdf