quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Temporada para bons negócios no campo

Segundo especialistas, momento é bom para médio e longo prazo na pecuária bovina de corte no Estado
Segundo especialistas, momento é bom para médio e longo prazo na pecuária bovina de corte no Estado /JONATHAN HECKLER/JC 
Thiago Copetti 
A atual temporada de leilões de gado movimenta os campos gaúchos especialmente com terneiros, terneiras, ventres e com alta qualidade genética sendo negociada nas pistas. Neste ano, os chamados remates de primavera têm perspectivas de retomada dos preços, por mais de um motivo, e se transformam em um local de bons negócios após meses de turbulência no setor. De agora até dezembro, são mais de trinta feiras e exposições de gado registradas no calendário oficial de eventos do agronegócio do Estado. 

Uma pequena redução no número de animais ofertados e de feiras (quatro a menos ante 2016) deve ajudar a elevar a cotação marcada pela queda acelerada no primeiro semestre após crises nas exportações, operação Carne Fraca, JBS e o mercado interno fraco. A retomada da economia e a recuperação de negócios internacionais, porém, geraram ambiente positivo no segundo semestre.

 Para o economista da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Antônio da Luz, o momento é bom para os negócios de longo e médio prazos. "Quem compra agora está pagando um bom preço por um produto que certamente vai se valorizar, seja pensando no terneiro para engorda, que tem retorno em dois anos, seja para compra de reprodutores, cujo investimento é para quatro anos. Chegamos ao fundo do poço em termos de preço, então é certo que vai melhorar", diz Luz.

 A temporada de remates de primavera é uma característica bem específica do Sul do Brasil e tem tudo para encerrar 2017 com os criadores com ânimos renovados para os projetos de 2018, diz o especialista em pecuária da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. No mercado paulista, que é referência nacional, o preço da arroba subiu de R$ 125,00 no primeiro semestre deste ano para os atuais R$ 145,00. "Como o Rio Grande do Sul foi menos afetado antes, agora tem preços ainda estáveis, mas com tendência de alta", avalia Iglesias.

 A tradição gaúcha dos remates de primavera tem, entre outras raízes, serem realizados no período em que o produtor gaúcho começa a vender o gado para abrir espaço às lavouras de verão, especialmente para a soja. No Sudeste, segue-se o trabalho, mas com o gado confinado (nada comum por aqui, onde predomina a criação a campo). No interior do Estado, feiras e exposições de gado em pequenas cidades representam esse ritmo mais rápido do último trimestre do ano para a pecuária. De agora até dezembro o consumo de carne também aumenta significativamente com as festas de final de ano, acelerando os abates. 

Do calendário oficial de eventos do Estado se destacam algumas feiras pela antiguidade, como a Farm Show, de Dom Pedrito, e a Expofeira de Santa Vitória do Palmar, ambas com mais de oitenta anos de história. Já a Expolavras é apontada como a maior em número de animais para negócio - nesta edição, deve superar as 4,5 mil cabeças. 

Pablo Charão, responsável pelo Serviço de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura, lembra que, normalmente, as feiras regionais têm alta concentração de compradores, muito acima do que ocorre, por exemplo, na Expointer. É nos remates do Interior que deve ocorrer o aquecimento esperado, mas não registrado, neste ano em Esteio. "As feiras locais são muito valorizadas, tem produtor que prioriza comprar próximo da propriedade, pois reduz custo com frete. A Expointer muitas vezes é apenas a vitrine dos negócios que depois serão feitas localmente", explica Charão. 

Alguns destaques da temporada de remates
 83ª Farm Show, em Dom Pedrito (19 a 30 de outubro) A feira tem como uma das marcas remates de grandes cabanas e propriedades rurais, com destaque para a genética, com Guatambu, Alvorada e Caty (19/10) , Rincão da Figura e parceiros (21/10), Agropecuária Quiri (26/10), Santa Thereza (27/10), Wolf Genética & Pitangueira (27/10), Barragem e Cabanha Don Angélico (28/10), além de leilões de cavalos crioulos. 86º Expofeira de Santa Vitória do Palmar (17 a 24 de outubro) Além de leilões tradicionais da feira, como do Núcleo Fronteira Sul de Hereford e Braford (19/07), Mauá e Charrua, Só Angus, LGranja Coronilha e Gado Leiteiro (21/10), estâncias Tamanca e Rincão (24/10), a feira conta com dois novos eventos, da Granja Coronilha com hereford e angus e remate de novilhas selecionadas do Cite 73 (17/10). Expolavras, em Lavras do Sul, de 2 a 7 de novembro Tem entre as principais atrações as feiras de terneiros, terneiras e ventres, realizados desde antes do evento, e com mais de 2 mil cabeças sendo ofertadas em um único remate, em alguns anos. No dia 2 de outubro, por exemplo, ocorre a primeira etapa da Feira de Primavera, que tem sequência dentro do evento, no dia 7/11. Os remates também correm nos dias 2/11 (seleção brangus), 4/11 (ventres), 5/11 (touros e cavalos crioulos). 

Veja lista completa em www.agricultura.rs.gov.br/exposicoes-e-feiras. - 
fonte: Jornal do Comércio

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Executivos do Marfrig anunciam exportação para os Estados Unidos

A Prefeita Cleni Paz da Silva recebeu na manhã de quinta-feira (21), a visita dos Executivos do Marfrig, Silvio Geddel Trindade, Gerente Comercial e Pedro Sacco, coordenador Administrativo.
Os executivos conversaram com a Prefeita sobre o retorno das atividades do frigorífico nestes 20 primeiros dias de operação e também trataram, informalmente, sobre a possibilidade de o frigorífico exportar para os Estados Unidos, solicitando apoio do Executivo Municipal nos trâmites das negociações.
Ainda de acordo com os executivos, a retomada das atividades está sendo bem sucedida, com 60% do abate do frigorífico sendo realizado no município.
fonte: Alegrete Tudo

Leilão da GAP Genética supera os mil animais vendidos

Leilão GAP - Touro Combate - Crédito Trajano Silva Remates Divulgação

Referência para a temporada de primavera da pecuária gaúcha, o leilão da GAP Genética ocorreu neste domingo, 24 de setembro, na Estância São Pedro, em Uruguaiana (RS), onde foram recebidos diversos criadores e compradores em um dos mais tradicionais remates do Brasil no evento que disponibilizou genética das raças Angus, Brangus, Hereford e Braford, além de equinos da raça Crioula.
As médias registradas por raça tiveram o Brangus com média de R$ 3,64 mil nas fêmeas e R$ 10,73 mil nos machos, seguido da raça Braford, com R$ 10,26 mil nos touros e R$ 4,1 mil nos ventres. Já a raça Hereford teve média de R$ 8,42 mil nos touros e R$ 4,31 mil nas fêmeas, enquanto a raça Angus chegou à média de R$ 8,37 mil na venda de touros e R$ 3,6 mil nos ventres. No Cavalo Crioulo, a média de comercialização foi de R$ 22,26 mil.
De acordo com o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, que conduziu a parte das vendas de bovinos do dia juntamente com Gonçalo Silva, que ficou com a comercialização de equinos, as médias registradas no remate foram o grande destaque do evento. “O leilão foi uma surpresa absoluta, especialmente com destaque para a raça Brangus. No total foram 1.017 animais vendidos”, salientou.
O grande destaque da comercialização foi a venda do touro da raça Brangus Combate, comercializado a R$ 36 mil. Nos equinos da raça Crioula, a maior venda ficou por conta de da égua Ricoleta de São Pedro, com o valor de R$ 100 mil.
fonte: Trajano Silva

sábado, 23 de setembro de 2017

Buryaile: “No va a haber importación masiva de carne desde Brasil”

EL MINISTRO DE AGROINDUSTRIA DE LA NACIÓN LO ASEGURÓ SEGÚN DIJO, DEBIDO A QUE ESE PAÍS TIENE MERCADOS MÁS REDITUABLES Y QUE EL ARGENTINO EXIGE "CALIDAD".

Ministro de agroindustria de la nación Ricardo Buryaile
Buryaile negó que se pueda producir “una avalancha importadora” de carne brasileña a partir de la reciente implementación del arancel cero al ingreso de carne bovina.
El ministro basó su criterio en que ese país “tiene mercados que le pagan más plata que Argentina y el argentino exige una calidad de carne distinta a la brasileña, por lo que no va a haber una importación masiva”, a la vez que ponderó la calidad genética del ganado argentino,y la consideró de una “calidad muy superior” a la de la crianza brasileña.
Respecto al trabajo regional, se mostró partidario de que el Mercosur posea un esquema sanitario para insertarse en el mercado internacional y agregó: “No podemos mostrarle al mundo que tenemos un estado sancionado y pretender en conjunto una cuota de carne para ingresar a la Unión Europea”.
Buryaile también se refirió a la importación de carne de cerdo desde los Estados Unidos dentro del tope de importación establecido hoy en un índice del 8% de la producción interna.
“Proyectamos alrededor de 45.000 toneladas de importación, sobre una producción de 600.000 y Estados Unidos va a entrar con un arancel extra Mercosur, que va a estar entre el 10 y el 16%”, aclaró y agregó que ese porcentaje “se disputará entre Brasil, que tiene arancel cero, Dinamarca y Estados Unidos”.
En referencia a la balanza comercial con Estados Unidos, indicó que ese país es, con 350 millones de dólares, el primer importador de vinos que tiene actualmente Argentina y además “nos compra maní, jugo de limón, productos lácteos, ajo y frutas”.
Al respecto, también mencionó el equilibrio comercial con Brasil: “Tenemos una balanza en agroindustria superavitaria”, como contrapartida a una balanza comercial en la que Argentina tiene un déficit de US$ 4.000 millones, generado principalmente por el desequilibrio en el rubro automotriz.
Sobre las exportaciones de carne, expresó: “Arrancamos nuestra gestión como el 12º exportador mundial, después de haber sido el tercero y esperamos terminar este año entre los siete primeros”.
La Argentina exporta hoy 3% de su producción de carnes, luego de haber tenido un histórico del 13% y la actual gestión tiene como meta llegar a 10% a fines de este año.
“Argentina es un país que tiene que tener presencia en el mundo, no hay riesgo de que nos invadan y tenemos que seguir haciendo lo mejor para que nuestras carnes estén en el mundo”, concluyó.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

COTAÇÕES de GADO GORDO e REPOSIÇÃO 21.09.2017


COTAÇÕES de GADO GORDO e REPOSIÇÃO 21.09.2017



DIA 21.09.2017

                                     MÍNIMO                MÁXIMO   
BOI GORDO        R$      8,90                       9,50
VACA GORDA     R$      8,00                       8,40

KG VIVO BOI      R$     4,50                       4,80
KG VIVO VACA   R$    3, 90                      4,30

*PREÇOS PARA PAGAMENTO COM PRAZO DE 30 DIAS
*NÃO ESTÃO CONSIDERADAS AS BONIFICAÇÕES
* REGIÃO DE PELOTAS / RS

TERNEIRO       R$       5,20 - 5,50
TERNEIRA       R$       4,60 - 4,80
NOVILHO         R$       4,60 - 5,00
NOVILHA         R$       4,50 - 4,70
BOI                   R$      4,30 - 4,40
VACA DE INV.  R$      3,60 - 3,80

    FONTE: Lund Negócios

Abrindo-se as portas para os leilões de primavera!!!

Leilão São Xavier tem pista limpa em Santa Maria


Foto: Ana Paula Neves
Foto: Ana Paula Neves
Foi com o martelo rápido do leiloeiro Fábio Crespo que a nona edição do Leilão São Xavier e Convidados vendeu os 106 exemplares da raça Angus ofertados na última quarta-feira (20/9), em Santa Maria (RS). O faturamento total dos exemplares Angus ficou em R$ 652.800,00, com valorização de 14% na média dos ventres em relação ao ano passado. A alta qualidade genética dos animais apresentados surpreendeu as cerca de 300 pessoas que participaram do evento, chancelado pela Associação Brasileira de Angus.
As novilhas PO tiveram média de R$ 6.120,00 e as terneiras PO ficaram com R$ 3.225,00. O destaque entre as fêmeas foi a novilha São Xavier 2204 TE Havana, que foi arrematada por Adriano Mallmann e Guilherme Mallmann, da Cabanha Trovador, de Santana do Livramento (RS), por R$ 9 mil. Entre os touros, os de até dois anos ficaram com média de R$ 7,5 mil e os de até três anos alcançaram média de R$ 7,8 mil. O exemplar mais valorizado foi o touro São Xavier 2018 Ladino, integrante do trio reservado grande campeão da Exposição Nacional de Rústicos 2017, que foi comprado pela criadora Amélia de Mello Cunha, de Formigueiro (RS), por R$ 12 mil.
O diretor técnico da Cabanha São Xavier, Camilo Vianna, que também é presidente do Conselho Técnico da Angus, destacou a liquidez expressiva do remate. “Foi movimentado, sem altos e baixos nas médias dos preços”, afirmou, lembrando da satisfação dos compradores em relação a padronização e alto desempenho genético dos exemplares.
fonte: ABA
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A imagem pode conter: texto
Confira o faturamento do leilão São Xavier, realizado ontem 20 de setembro no Centro de Eventos da UFSM.
Novilhas Angus PO R$6200,00
Terneiras Angus PO R$3225,00
Touros Angus PO (2 anos) R$7500,00
Touros Angus PO (3 anos) R$7800,00
Touros Brangus (2 anos) R$8000,00
Touros Braford (2 anos) R$7000,00
Touros Braford (3 anos) R$7700,00
fonte: Encort UFSM

domingo, 17 de setembro de 2017

91ª Expofeira Pelotas ocorre de 9 a 15 de outubro de 2017, no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes.

ALGUNS EVENTOS


















CAPATAZ DE SÃO PEDRO-TE mostrando sua genética !

HIENA DE SÃO PEDRO
Potranca filha de CAPATAZ DE SÃO PEDRO- TE x BAMBINELA DE SÃO PEDRO, que vai  A VENDA no remate da GAP Genética 2017







CAPATAZ DE SÃO PEDRO -TE


























PREMIAÇÕES DE CAPATAZ DE SÃO PEDRO - TE 

*3º MELHOR POTRANCO MENOR FICC 
*CAMPEÃO POTRANCO MAIOR E RESERVADO DE GRANDE CAMPEÃO URUGUAIANA(PASSAPORTE)
*CAMPEÃO CAVALO MENOR ALEGRETE
*CAMPEÃO CAVALO MENOR E RESERVADO DE GRANDE CAMPEÃO SÃO BORJA(PASSAPORTE)
*CAMPEÃO CAVALO ADULTO E GRANDE CAMPEÃO DOIS VIZINHOS (PR)


ENTRE OUTRAS TANTAS PREMIAÇÕES































































A São Bernardo Agropecuária, coloca a disposição, coberturas de CAPATAZ DE SÃO PEDRO - TE na condição de 12 (2+10) parcelas. O comprador arcará com as despesas para coleta, acondicionamento e transporte do sêmen do garanhão, até o local em que as éguas estiverem alojadas. 

COBERTURAS EXCLUSIVAMENTE PARA A TEMPORADA 17/18.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

COTAÇÕES de GADO GORDO e REPOSIÇÃO 14.09.2017



DIA 14.09.2017

                                     MÍNIMO                MÁXIMO   
BOI GORDO        R$      8,80                       9,60
VACA GORDA     R$      8,20                       8,60

KG VIVO BOI      R$     4,50                       4,80
KG VIVO VACA   R$    4, 05                      4,30

*PREÇOS PARA PAGAMENTO COM PRAZO DE 30 DIAS
*NÃO ESTÃO CONSIDERADAS AS BONIFICAÇÕES
* REGIÃO DE PELOTAS / RS

TERNEIRO       R$       5,20 - 5,50
TERNEIRA       R$       4,60 - 4,80
NOVILHO         R$       4,70 - 5,00
NOVILHA         R$       4,50 - 4,70
BOI                   R$      4,30 - 4,50
VACA DE INV.  R$      3,60 - 3,80

    FONTE: Lund Negócios

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Exportação de carne bovina do Brasil dispara em agosto, com maior volume desde 2013




 (Reuters) - As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em agosto 13,4 por cento ante julho e 34 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 145.822 toneladas, atingindo os maiores volumes em quase quatro anos, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
O faturamento com as vendas externas do Brasil, maior exportador global, superou 607 milhões de dólares em agosto, alta de 12,8 por cento ante o mês anterior --crescendo também 34 por cento ante agosto do ano passado--, na medida em que grandes importadores como a China têm elevado a demanda.
O resultado foi o melhor desempenho do setor desde outubro de 2013, em volume, e dezembro de 2014, em faturamento, ressaltou a Abiec.
"A Abiec continua focando seus esforços na abertura de novos mercados e ampliação da presença em parceiros estratégicos. E a China tem sido prioridade", disse em nota a associação.
A Abiec informou que Hong Kong continuou sendo o principal importador da carne bovina brasileira, responsável pela compra de 34.540 toneladas em agosto (7,4 por cento a mais do que foi comercializado em julho), seguido por Egito, que importou 23.070 toneladas (+27,8 por cento), e China, com 18.565 toneladas (+ 15,1 por cento).
Em agosto, a carne in natura se manteve como categoria mais exportada, gerando faturamento de mais de 520 milhões de dólares, com embarque superior a 123 mil toneladas, de acordo com dados da Abiec.
Segundo uma outra entidade representativa de frigoríficos no país, a Abrafrigo, "o mercado externo está atravessando um momento muito favorável", que está sendo aproveitado por quase todos os países exportadores, que têm aumentado suas vendas principalmente para o mercado chinês.
A Abrafrigo afirmou que, se a tendência se mantiver até o final do ano, o Brasil poderá superar um pouco a meta de crescer 10 por cento em relação a 2016, ano de queda nas vendas, atingindo a comercialização de mais de 1,5 milhão de toneladas.
No acumulado de 2017, as vendas de carne bovina in natura e processada alcançaram 930.466 toneladas, praticamente o mesmo resultado visto no mesmo período do ano passado, disse a Abrafrigo, citando dados do governo. Já as receitas subiram 5 por cento, somando 3,77 bilhões de dólares ante 3,58 bilhões em 2016.
(Por Roberto Samora)
 (Reuters)

Central de Reprodução Equina RECREIO - Camaquã RS

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

História da Medicina Veterinária e do Médico Veterinário



NO MUNDO
O exercício da "ars veterinária" confunde-se com os primórdios da civilização humana e sua antiguidade pode ser referenciada a partir do próprio processo de domesticação dos animais.
O "Papiro de Kahoun", encontrado no Egito em 1890, descreve fatos relacionados a arte de curar animais ocorridos há 4000 anos a.C., indicando procedimentos de diagnóstico, prognóstico, sintomas e tratamento de doenças de diversas espécies animais. A memória histórica também permite inferir que a Medicina animal era praticada 2000 anos a.C. em certas regiões da Ásia e da África, do Egito à Índia Oriental.
Especial menção merecem os códigos de ESHN UNNA (1900 AC) e de HAMMURABI(1700 AC), originários da Babilônia, capital da antiga Mesopotâmia, onde são registrados referências à remuneração e às responsabilidades atribuídas aos "Médicos dos Animais".
Na Europa, os primeiros registros sobre a prática da Medicina animal originam-se da Grécia, no século VI a.C., onde em algumas cidades eram reservados cargos públicos para os que praticavam a cura dos animais e que eram chamados de hipiatras.
No mundo romano, autores como CATO e COLUMELLA produziram interessantes observações sobre a história natural das doenças animais.
Na era cristã, em meados do século VI, em Bizâncio (atualmente Istambul), foi identificado um verdadeiro tratado enciclopédico chamado HIPPIATRIKA, compilado por diversos autores e que tratava da criação dos animais e suas doenças, contendo 420 artigos, dos quais 121 escritos por APSIRTOS, considerado no mundo ocidental, a partir dos helenos, o pai da Medicina Veterinária. APSIRTOS nasceu no ano 300 da nossa era, em Clazômenas, cidade litorânea do mar Egeu, na costa ocidental da Ásia Menor. Estudou Medicina em Alexandria, tornando-se, posteriormente, Veterinário chefe do exército de Constantino, o Grande, durante a guerra contra os povos Sarmatas do Danúbio, entre 332 e 334. Após a guerra, exerceu a sua arte de curar animais em Peruza e Nicomédia, cidades da Ásia Menor, criando uma verdadeira escola de hipiatras. Entre os assuntos descritos por APSIRTOS, merecem referência o mormo, enfisema pulmonar, tétano, cólicas, fraturas, a sangria com suas indicações e modalidades, as beberagens, os ungüentos. Sua obra revela, enfim, domínio sobre o conhecimento prevalecente na prática hipiátrica da época. Na Espanha, durante o reinado de Afonso V de Aragão, foram estabelecidos os princípios fundamentais de uma Medicina animal racional, culminado com a criação de um "Tribunal de Proto-albeiterado", pelos reis católicos Fernando e Isabel, no qual eram examinados os candidatos ao cargo de "albeitar". Esta denominação deriva do mais famoso Médico de animais espanhol, cujo nome de origem árabe era "EB-EBB-BEITHAR".
Em língua portuguesa, o termo foi traduzido para "alveitar", sendo usado em 1810 para designar os Veterinários práticos da cavalaria militar do Brasil Colônia.
Na Europa, antes da criação das primeiras escolas de Medicina Veterinária, aqueles que exerciam a empírica medicina animal eram denominados de MARECHAIS-FERRADORES em países de língua latina, de "ROSSARTZ" na Alemanha e de "FERRIES" na Inglaterra.
A Medicina Veterinária moderna, organizada a partir de critérios científicos, começou a desenvolver-se com o surgimento da primeira escola de Medicina Veterinária do mundo, em Lyon-França, criada pelo hipologista e advogado francês CLAUDE BOUGERLAT, a partir do Édito Real assinado pelo Rei Luiz XV, em 04 de agosto de 1761.
Este primeiro centro mundial de formação de Médicos Veterinários iniciou o seu funcionamento com 8 alunos, em 19 de fevereiro de 1762.
Em 1766, também na França, foi criada a segunda escola de veterinária do mundo, a Escola de Alfort, em Paris. A partir daí, com a compreensão crescente da relevância social, econômica e política da nova profissão, outras escolas foram criadas em diversos países, a exemplo da Áustria, em Viena, (1768), Itália, em Turim, (1769), Dinamarca, em Copenhage, (1773), Suécia, em Skara, (1775), Alemanha, em Hannover, (1778), Hungria, em Budapeste, (1781), Inglaterra, em Londres, (1791), Espanha, em Madri, (1792), alcançando, no final do século XVIII 19 escolas, das quais 17 em funcionamento.

NO BRASIL
Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, nossa cultura científica e literária recebeu novo alento, pois até então não havia bibliotecas, imprensa e ensino superior no Brasil Colônia.
São fundadas, inicialmente, as Faculdades de Medicina (1815), Direito (1827) e a de Engenharia Politécnica (1874).
Quanto ao ensino das Ciências Agrárias, seu interesse só foi despertado quando o Imperador D. Pedro II, ao viajar para França, em 1875, visitou a Escola Veterinária de Alfort, impressionou-se com uma Conferência ministrada pelo Veterinário e Fisiologista Collin. Ao regressar ao Brasil, tentou propiciar condições para a criação de entidade semelhante no País.
Entretanto, somente no início deste século, já sob regime republicano, nossas autoridades decretaram a criação das duas primeiras instituições de ensino de Veterinária no Brasil, a Escola de Veterinária do Exército, pelo Dec. nº 2.232, de 06 de janeiro de 1910 (aberta em 17/07/1914), e a Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, através do Dec. nº 8.919 de 20/10/1910 (aberta em 04/07/1913), ambas na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1911, em Olinda, Pernambuco, a Congregação Beneditina Brasileira do Mosteiro de São Bento, através do Abade D. Pedro Roeser, sugere a criação de uma instituição destinada ao ensino das ciências agrárias, ou seja, Agronomia e Veterinária. As escolas teriam como padrão de ensino as clássicas escolas agrícolas da Alemanha, as "Landwirschaf Hochschule".
No dia 1º de julho de 1914, eram inaugurados, oficialmente, os curso de Agronomia e Veterinária. Todavia, por ocasião da realização da terceira sessão da Congregação, em 15/12/1913, ou seja antes da abertura oficial do curso de Medicina Veterinária, um Farmacêutico formado pela Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia solicitava matrícula no curso de Veterinária, na condição de "portador de outro diploma do curso superior". A Congregação, acatando a solicitação do postulante, além de aceitar dispensa das matérias já cursadas indica um professor particular, para lhe transmitir os conhecimentos necessários para a obtenção do diploma antes dos (quatro) anos regimentares. Assim, no dia 13/11/1915, durante a 24ª sessão da Congregação, recebia o grau de Médico Veterinário o senhor DIONYSIO MEILLI, primeiro Médico Veterinário formado e diplomado no Brasil.
Desde o início de suas atividades até o ano de 1925, foram diplomados 24 Veterinários. Em 29 de janeiro, após 13 anos de funcionamento, a Escola foi fechada por ordem do Abade D. Pedro Roeser.
A primeira mulher diplomada em Medicina Veterinária no Brasil foi a DRA. NAIR EUGENIA LOBO, na turma de 1929 pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
No Brasil, os primeiros trabalhos científicos abrangendo a patologia comparada (animal e humana) foram realizados pelo Capitão-Médico JOÃO MONIZ BARRETO DE ARAGÃO, fundador da Escola de Veterinária do Exército, em 1917, no Rio de Janeiro, e cognominado PATRONO DA VETERINÁRIA MILITAR BRASILEIRA, cuja comemoração se dá no dia 17 de junho, data oficial de inauguração da Escola de Veterinária do Exército (17/06/1914).
(Informações extraídas de artigos do Médico Veterinário e Historiador Percy Infante Hatschbach)

URUGUAY - ¿Pérdidas por exportar ganado en pie?


Por Carlos María Uriarte, especial para El Observador
Las afirmaciones de que "el Uruguay pierde US$ 319 por animal exportado en pie" y de que "le generó al país pérdidas de US$ 480 millones entre 2008 y 2016" son falsas así expresadas, porque deberían hacerse en términos condicionales como están en la fuente de las cuales se tomaron. Las mismas surgen de un trabajo realizado por CPA Ferrere encomendado por las cámaras de la industria frigorífica (CIF y ADIFU), realizado con fecha de enero del 2017 pero que recién esta semana tomara carácter público. Hay trascendidos que dicen que hace ya tiempo había sido puesto a consideración de varios Ministros, además del de MGAP.
Si bien obviamente en el Uruguay todos tenemos la libertad de defender nuestros intereses, el hecho de que este trabajo nunca fuera puesto a consideración de ningún otro eslabón de la cadena cárnica, despierta dudas respecto a su objetividad, y por lo tanto a la parcialidad de sus conclusiones.
Y como se refiere a uno de los logros más importantes que el país ha tenido en políticas ganaderas en los últimos tiempos, como tal debemos ser muy celosos en su mantenimiento, por eso nos sentimos en la obligación moral de realizar las siguientes apreciaciones, y lo hacemos con mucha preocupación, y con el más amplio espíritu constructivo.
Si bien la exportación en pie existió en el pasado lejano (fundamentalmente rumbo a Brasil), estuvo prohibida durante mucho tiempo, y fue liberada a comienzos de la década del 90 durante el gobierno de Lacalle, como forma de brindar una solución a los ganaderos que venían sufriendo una de las peores sequias del siglo pasado. La actividad realmente tomo relevancia comercial cuando se comenzara con la exportación de terneros enteros en pie hacia Turquía en el 2008. Durante el 2016 se alcanzó la cifra record de 273.000 cabezas, representando en números algo así como al equivalente al 10% de la faena nacional.
Desde su aparición, los productores la visualizamos como una alternativa más al único destino que se tenía hasta entonces para nuestras haciendas, que era la venta a la industria. Indudablemente que se la considero como una forma de mejorar el poder negociador de la oferta, como una forma de diversificar sin comprometer todo lo que el país había logrado en cuanto a mercados para sus carnes. Todo lo contrario con el convencimiento de que lo fortalecería.
Y eso es efectivamente lo que ha ocurrido, y de lo cual todos los que estamos en el negocio ganadero hemos sido testigos.
Entendemos que lejos de dar pérdidas, la exportación de ganado en pie ha significado ganancias para el país, las cuales aún no las hemos evaluado en sus justos términos, y que deberíamos hacerlo a la brevedad. A saber:
1. Ha sido una nueva fuente de ingresos genuinos para el país con la cual antes no se contaba.
2. Pese a su actividad, el stock nacional se ha mantenido en el entorno de las 12 millones de cabezas.
3. El rodeo de cría nacional se ha mantenido estable en el entorno de los 4 millones vacas de cría, y muy probablemente dada la motivación que la valorización de los terneros ha provocado, estemos en la puerta de una parición muy importante.
4. Tampoco se afectó el nivel de faena, ni los niveles de exportación, tanto es así que es muy probable que seamos testigos en el 2017 de un crecimiento en ambas actividades.
5. Es decir no se ha puesto en riesgo el trabajo para los obreros del sector, ni la oferta de la materia prima para la industria.
6. Ha promovido nuevas actividades como las referidas a las concentraciones, fletes y logísticas portuarias especializadas.
7. Pero más allá de todo esto, la exportación de terneros en pie ha sido muy importante para fortalecer al eslabón más débil de la cadena, los criadores. Ellos son la gran mayoría de los ganaderos del país, y son la piedra fundamental sobre la cual se basa toda la ganaderíanacional.
Estamos convencidos de que sin la exportación de terneros en pie, hoy estaríamos con una mayor oferta, y por ende con un nivel de precios por las haciendas inferior, con la desmotivación que esto conlleva.
Si bien lo hecho ha sido muy bueno, aún quedan muchas cosas por mejorar. Pero para seguir adelante es fundamental que todos los actores de la cadena involucrados, trabajemos juntos y coordinados.
A favor de todos y en contra de nadie.