sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Principais indicadores do mercado do boi. 07-01-2016

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio

06/01/16Diferença
05/Jan30/Dez04/Dez/15
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 148,51-0,29%2,22%2,04%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.300,03-2,39%-2,45%-2,77%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.150,392,20%8,08%8,09%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 36,85-0,76%-1,26%-4,87%
DólarR$ 4,030,47%3,53%7,26%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou baixa de 0,29%, nessa quarta-feira (06) sendo cotado a R$ 148,51/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 148,81.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa de R$ 2,39%, cotado a R$ 1300,03/cabeça nessa quarta-feira (06). A margem bruta na reposição foi de R$ 1150,39 e teve valorização de 2,20%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quarta-feira (06), o dólar apresentou alta de 0,47% e foi cotado em R$ 4,03. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,76% sendo cotado a US$ 36,85. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 06/01/16
VencimentoFechamentoDiferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Jan/16149,29-0,454.4991.055
Fev/16150,99-0,11213165
Mar/16151,09-0,1111
Abr/16151,54-0,17101
Mai/16151,79-0,161.108104
Jun/16152,59-0,1800
Jul/16153,41-0,2251
Ago/16154,32-0,2510
Set/16155,19-0,2810

O contrato futuro do boi gordo para jan/16 apresentou baixa de R$ 0,45 e foi negociado a R$ 149,29 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jan/16
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
06/01/16Diferença
05/Jan30/Dez04/Dez/15
Traseiro (1×1)R$ 12,800,00%6,67%10,34%
Dianteiro (1×1)R$ 7,800,00%2,63%1,30%
Ponta AgulhaR$ 7,600,00%1,33%-1,30%
Equiv. FísicoR$ 182,252,86%7,05%9,53%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 33,74-R$ 5,50-R$ 8,77R$ 12,89
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 182,25. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de -R$ 33,74 e sua variação apresentou baixa de R$ 5,50 no dia. Conforme mostra a tabela acima.
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A todo vapor


Raça Hereford vive cenário oportuno. Eficiência da produtividade é atestada pela Embrapa e Programa Carne Pampa® tem bonificado os produtores em até 10%
A todo vapor
A exigência do mercado por carcaças de melhor qualidade, no tocante à terminação, peso e qualidade da carne, tem sido um cenário oportuno para a Raça Hereford, de acordo com Ricardo do Amaral Furtado, Médico Veterinário e Coordenador Técnico da Raça Hereford, na Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). Ele considera o cenário positivo, pois conforme definiu, “a Raça Hereford, se caracteriza por produzir animais pesados, precoces e com uma qualidade de carne desejada pelos mercados mais exigentes”.
O Coordenador apontou que os produtores de Hereford são apaixonados pela raça e estão fazendo uma boa condução do trabalho, que é pautado em animais superiores na qualidade da carne. Ele afirmou que nas últimas décadas o progresso tem sido mais acelerado, principalmente por contar com uma avaliação genética acompanhada por inspetores técnicos da ABHB, que recebem um grande apoio e capacitação do Conselho Técnico da Associação na busca da uniformização de conceitos e de caracterização de um biótipo ideal a ser buscado. “Outro fator que contribui muito para o aprimoramento da raça são ferramentas como Transferência de Embriões e Fertilização in Vitro, que foram adotadas mais intensamente na última década”, acrescentou.
Furtado destacou que o ‘Programa Carne Pampa®’ está a todo vapor no Rio Grande do Sul. Conforme informou, em 2014, foram certificados aproximadamente 50 mil animais, dos 140 mil animais padrão HB (Hereford e Braford) apresentados nas cinco plantas frigoríficas habilitadas pela ABHB para realizar a certificação. “Os mais de quatro mil produtores fornecedores tem recebido, em média, 4% a mais que os preços médios, praticados no estado, para novilhos, e 6% para fêmeas certificadas no programa. Mas as bonificações atingem até 10% nas plantas credenciadas do Marfrig, Frigorifico Silva e Producarne”, revelou.

O abate dessas raças é realizado, segundo Furtado, com animais jovens, até meio sangue zebuino, com no máximo quatro dentes de idade (cerca de 36 meses), machos castrados e fêmeas, com no mínimo 3 mm de gordura subcutânea, e peso mínimo de carcaça de 160 kg, mas chegando a se obter carcaças de 240 kg e dente de leite (ate 18 meses).
Por fim, citou que trabalhos de pesquisas realizados pela Embrapa Pecuária Sul, atestam a eficiência superior do Hereford, tanto a pasto como em confinamento.  Mencionou “O Projeto Bifi Quali, trabalho de pesquisa denominado ‘Desempenho do Nascimento ao Sobreano de Bovinos com diferentes composições genéticas criados no Sul do Brasil’. O estudo foi  coordenado pelo pesquisador, Dr. Fernando Flores Cardoso, e divulgou importantes resultados que confirmam o excepcional desempenho de touros Hereford em cruzamentos com gado Nelore, quanto a peso de carcaça e idade de abate.
Furtado explicou que a pesquisa avaliou 356 bezerros de vacas Hereford, Angus, Caracu e Nelore, acasaladas com touros Angus, Hereford, Nelore e Caracu. “Os animais nasceram entre 2006 e 2008 e foram criados na Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS), em pastagem nativa até a desmama. Da desmama ao sobreano (18 meses) os machos foram mantidos em pastagem nativa melhorada com Azevém e as fêmeas permaneceram na mesma condição pré-desmama. A raça Hereford, na pesquisa, apresentou características terminais superiores com maior ganho pós-desmama e peso aos 18 meses. No gráfico 1, o cruzamento NEHH (vaca Nelore x touro Hereford) apresenta, quase 15 kg a mais de peso de carcaça quente que os demais cruzamentos. A comprovação da eficiência também pode ser vista no gráfico 2, demonstrando que o cruzamento com Hereford apresenta menor tempo de terminação (quase 30 dias antes que os demais avaliados)”, compartilhou.
Grafico 1
Gráfico 2
Furtado mencionou ainda que outra importante conclusão do projeto foi o menor consumo do Hereford para produzir um kilo de carne. Para ele, uma das características determinantes desse desempenho é a docilidade transmitida nos seus cruzamentos, o que proporciona um manejo com mais segurança e menos stress para o animal.
Para estar na vanguarda da produção de carne com qualidade, a ABHB, de acordo com Furtado, realiza diversas ações fomento, difusão e transmissão de conhecimento aos criadores comerciais das raças Hereford e Braford. O intuito é orientá-los, entre outros aspectos, “quanto às condições de manejo e sanidade dos animais, ao sistema alimentar que os animais são submetidos, a realização dos cruzamentos a fim de se obter o grau de sangue Hereford e/ou Braford necessários ao enquadramento no padrão racial do Programa e a procedência genética dos animais, etc”, discorreu.
O profissional
O Médico Veterinário, Ricardo do Amaral Furtado, formado pela Urcamp, em 1996, desde jovem acompanhou as atividades pecuárias da família que sempre se dedicou a produção de animais da Raça Hereford. Após concluir o ensino superior, deu início à sua vida profissional na Indústria Frigorifica, na área de Inspeção Sanitária e Tipificação de Carcaças.
No ano de 2000, retornou ao campo com o objetivo de trabalhar na seleção e melhoramento da Raça Hereford e criar o primeiro Leilão de animais elite da Reculuta Agropastoril. Em 2008, Furtado presidiu o Núcleo de Criadores Regionais do Pampa Gaúcho. Ao final deste período, passou ao cargo de Vice-Presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). Entre 2012 e 2015, esteve à frente do Conselho Deliberativo Técnico da ABHB. Atualmente continua suas atividades na Reculuta Agropastoril e na Coordenadoria Técnica da Raça Hereford na ABHB.
Furtado conta que o convívio com os pais e a paixão de sua família pela criação de animais Hereford, que possui mais de um século e hoje é conduzido pela quarta geração da família, foi o que mais o influenciou em suas escolhas profissionais.
De acordo com Furtado, sua contribuição para o setor produtivo se dá através da busca pela excelência e do trabalho desenvolvido na ABHA, levando subsidio de informações para a produção a um número cada vez maior de produtores.
Autor: Ricardo do Amaral Furtado - Médico Veterinário e Coordenador Técnico da Raça Hereford na ABHB

Mais raças se habilitam a vender carne com selo

Associações do Nelore, Hereford, Charolês e Wagyu aderem ao Sistema Gestor de Protocolos de Rastreabilidde coordenado pela CNA, indispensável para a venda de carne com selo de raça.

Mônica Costa
Não tem mais jeito.Toda associação de criadores de bovinos que trabalhe com programas de qualidade ou queira usar o nome da raça nos cortes produzidos terá de aderir ao Sistema Gestor dos Protocolos de Rastreabilidade (SGPR), coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e hospedado na Plataforma de Gestão Agropecuária do Ministério da Agricultura (PGA - MAPA). Quem não fizer isso, ficará impedido de estampar o nome da raça em marcas de carne. As novas regras de rotulagem entraram em vigor no dia 28 de agosto deste ano, mas somente a partir de outubro, quando a CNA criou um site (www.canaldoprodutor/frigorificos) para consulta dos protocolos por parte dos fiscais agropecuários que trabalham nos frigoríficos, é que as entidades aceleraram o passo para se adequar à legislação.
A Associação Brasileira de Angus foi a primeira a formalizar sua adesão, em maio de 2015. A ACNB, Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, sediada em São Paulo, realizou a cerimônia de adesão ao protocolo no dia 12 de novembro,com a presença do presidente da entidade, Pedro Gustavo Britto Novis; do presidente da CNA, João Martins, e de técnicos das duas entidades. “Tivemos de adequar nosso protocolo às novas regras para garantir a continuidade do processo de certificação do Programa de Qualidade Nelore Natural, e evitar prejuízos, tanto para o produtor, que ficaria sem o prêmio pela carcaça, quanto para o frigorífico, que poderia perder espaço no mercado consumidor”, explicou Novis.
O Nelore Natural é um protocolo de certificação conduzido em parceria exclusiva com o Marfrig, que comercializa cortes bovinos com o selo em seis casas especializadas,no Estado de São Paulo. O conceito de produção não mudou, mas o rótulo da carne não leva o termo “Natural”, pois o Mapa ainda ainda não possui regulamentação que o defina.
No dia 9, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) também formalizou a adesão de seu protocolo à SGPR, em uma cerimônia na sede Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), em Porto Alegre, RS, para a utilização das marcas Carne Certificada Hereford e Carne Braford Certificada, comercializadas pelo Marfrig.
Investindo em certificação há um ano, a Associação Brasileira de Criadores de Charolês, de Esteio, RS, também já garantiu o registro de seu protocolo para a Carne Charolês Certificada, abastecida por 13 produtores, que entregam ao Frigorífico Verdi, de Santa Catarina, entre 350 e 400 bois por mês. “A garantia de que só as marcas oficiais estarão no mercado estimula nosso programa de certificação. Nossa meta é certificar de 800 a 1.000 cab/mês”, aponta Eldomar Kommers, coordenador do Programa Carne Charolês Certificada e responsável técnico pelo protocolo. Para isso, a associação já negocia com outros frigoríficos da região sul. 
Certificação Wagyu
A Associação dos Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCBRW) precisou definir os critérios para a certificação de animais da raça afim de se enquadrar ao Sistema Gestor dos Protocolos de Rastreabilidade. São dois rótulos: um para a carne de animais puros e outra para a carne de animais cruzados e, de acordo com Rogério Satoru Uenishi, superintendente de registros da associação, a medida será um divisor de águas.  “Agora poderemos padronizar e unificar as diversas marcas de carne Wagyu existentes no mercado brasileiro, distinguir carnes de animais puros e  as de cruzados e proteger o criador que investe na genética”disse.
O rebanho Wagyu é formado por 5.000 animais puros e mais de 30.000 cruzados, que eram comercializados diretamente pelos criadores. A produção em maior escala da carne bovina teve início há cerca de dois anos e está entre as mais propagadas no segmento gourmet, embora houvesse poucas garantias sobre a procedência da matéria-prima. Para Daniel Steinbruch, coordenador técnico do protocolo, a certificação muda este cenário. “Além da avaliação fenotípica, a conformidade determina que os animais puros apresentem o Registro Definitivo (RGD) e animas Cruzados, com o mínimo de 50% de sangue Wagyu, o Certificado de Controle de Genealogia (CCG), documentações emitidas pela ABCBRW após a vistoria de um dos Inspetores de Registro Wagyu credenciados junto ao Mapa”, explicou. O protocolo aceita machos castrados e fêmeas, com cronologia dentária até 6 dentes e acabamento mínimo de gordura mediana
a uniforme (4 a 10 mm).
Os cortes serão produzidos por 10 frigorificos (quatro plantas em São Paulo, duas unidades no Rio Grande do Sul, outras duas no Mato Grosso, uma em Goiás e outra no Mato Grosso do Sul) indicados pelos 50 associados . Ainda não há expectativa sobre o volume de animais que serão abatidos porque o controle do processamento pela ABCBRW terá início agora. As mudanças também devem aproximar mais criadores da associação, já que apenas os habilitados  poderão se beneficiar do selo e será um instrumento para inibir o ingresso de carne Wagyu importada da Austrália e do Uruguai.
Fonte: Revista DBO 422

CCH e CBC: entenda os impactos da certificação na vida do criador e do consumidor

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Oficializou-se no início de novembro um acordo de cooperação entre a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que viabilizou os Protocolos de Adesão Voluntária à Carne Certificada Hereford e Carne Braford Certificada, no Sistema de Gestão de Protocolos oficial do País. Fica proibido, assim, em todo o território nacional, a rotulagem de produtos cárneos, com nome de raças bovinas ou genéricas (como britânicas, zebuíno, etc), sem a devida autorização da Associação da Raça e o selo cadastrado no sistema CNA/MAPA.
Um feito histórico na promoção da pecuária brasileira, pois representa um grande passo na busca por mais qualidade e melhoria não só do rebanho, mas do produto final: a carne bovina. Nesta entrevista, o CEO da ABHB Fernando Lopa esclarece os impactos deste acordo na vida do criador e do consumidor.

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Qual o propósito do acordo firmado e qual sua operacionalidade?
Fernando Lopa: Este contrato de cooperação, firmado no dia 9 de novembro, na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), viabiliza, em linhas gerais, a menção das raças Hereford e Braford na rotulagem dos produtos cárneos das empresas que cumprirem os requisitos dos referidos protocolos aprovados pelo MAPA. Sob a responsabilidade da CNA, o Sistema Gestor dos Protocolos de Rastreabilidade de adesão voluntária utiliza informações da Base de Dados Única (BDU) da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), para fazer o acompanhamento, verificação, validação e comprovação do cumprimento das regras ou requisitos estabelecidos nos protocolos. O pacto estabelece como será feito o envio de dados da certificação HB para o sistema da CNA.
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CEO da ABHB, Fernando Lopa
No que ele melhora a vida do criador de Hereford e Braford no Brasil?
FL: O status alcançado pela nossa certificação é a garantia de uma demanda crescente pelas carnes das raças HB, com isso mais indústrias deverão aderir aos protocolos, o que abrirá para o criador novas opções de venda de animais para abate, com premiações que chegam até 10% acima do mercado, ou seja, criar HB trará maior rentabilidade ao produtor.
E quais seriam as vantagens geradas, em termos de comercialização do produto?
FL: Para a nossa Entidade, o aumento da demanda pela certificação com a retirada do mercado de carnes com rótulos que mencionam as raças Hereford ou Braford e até mesmo, raças britânicas, que não estejam enquadradas nos protocolos CCH ou CBC será um dos principais benefícios.
E com relação ao consumidor de carne bovina, de que maneira ele será beneficiado?
FL: O consumidor final será o maior beneficiário, pois terá disponível nas gôndolas dos mercados um produto de extrema qualidade e devidamente certificado pelo Serviço de Inspeção do Brasil, o qual observará todo o protocolo para identificar o produto como Carne Hereford ou Braford.
Por Tatiana Feldens, reg. Prof. 16.654
Ascom ABHB

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Exportações brasileiras de carnes terão crescimento acima da média mundial até 2025, segundo Deagro/Fiesp

Exportações
Mesmo com um crescimento projetado aquém do registrado na última década, o agronegócio brasileiro seguirá com desempenho superior ao restante do mundo em relação às exportações e deve aumentar sua participação no mercado global em diversas culturas nos próximos dez anos.
A avaliação é da equipe do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), responsável pela elaboração do Outlook 2025, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década. A notícia foi divulgada no mês passado no site da Fiesp.
Segundo a nova edição do Outlook, as exportações brasileiras de carne de frango seguirão crescendo a taxas significativas até 2025. O Deagro estima que as vendas externas do produto devem ter um aumento anual de 3,2%, alcançando 41% de participação no mercado mundial, contra os atuais 39%.
Embora o crescimento seja expressivo e se dê acima da média mundial para o período, ele será, como na maioria das commodities avaliadas, inferior à expansão verificada na década anterior (5,2% ao ano). Exceção feita à carne suína, cuja expectativa é de um crescimento mais robusto das exportações na próxima década do que o verificado no passado.
Em um cenário tão intenso de desaceleração econômica, houve uma forte revisão para baixo nas taxas de crescimento do consumo doméstico em relação ao ano anterior, especialmente para as carnes, esclareceu Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp.
Ainda assim, a estimativa de incremento da produção não sofreu alterações significativas, o que deixa muito evidente a importância das exportações para a manutenção do nível da atividade no País, completou.
Costa ressaltou ainda a dificuldade em traçar projeções numa época de instabilidade política e econômica como a atual. Segundo ele, como o mercado doméstico é o vetor de crescimento para grande parte do agronegócio, o crescimento do PIB e a retomada da confiança de consumidores e empresários são elementos essenciais para assegurar o bom desempenho futuro do setor.
O Outlook Fiesp, atualizado a cada 12 meses, traz projeções para o agronegócio que englobam as principais commodities brasileiras de origem animal e vegetal, além da dinâmica do uso da terra e a avaliação do segmento de fertilizantes.
Fonte: CarneTec Brasil

Divulgados os selecionados para a próxima etapa da Seleção de Inspetores Técnicos da Angus

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A Associação Brasileira de Angus divulgou nesta quarta-feira (06/01) a lista dos candidatos selecionados para a segunda fase do processo seletivo para inspetores técnicos da raça. Foram disponibilizadas vagas para os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Ao todo, 118 profissionais se inscreveram, sendo que 30 foram selecionados para a próxima etapa.
Os candidatos deverão confirmar a presença até 15 de fevereiro de 2016 para a segunda fase do processo pelo email fomento@angus.org.br (ou pelo telefone 51 3328.9122 com Mateus Pivato), quando serão informados dos horários e locais. Esta segunda etapa será composta de prova teórica, prova prática, avaliação psicológica e entrevista. A prova será aplicada no dia 1º de março e as entrevistas e testes psicológicos ocorrerão à tarde. No dia seguinte, os candidatos seguirão para a prova prática a campo, que será realizada em um criatório de Angus da região.
A Associação Brasileira de Angus reitera que está aberta a seleção para inspetor técnico no estado de São Paulo. Para participar é preciso preencher a ficha de inscrição, enviar o currículo resumido e carta de apresentação até o dia 25 de janeiro de 2016 para o email curriculum@angus.org.br, além do pagamento da taxa de inscrição. Maiores informações estão disponíveis no site www.angus.org.br. A prova teórica, entrevista individual e avaliação prática serão realizadas em conjunto com os selecionados dos demais estados.
O processo seletivo busca ampliar o quadro técnico da Angus, permitindo assim uma maior atuação junto aos rebanhos puros e também na área de extensão rural e fomento. Em breve, estará disponível o material bibliográfico de referencia para as provas.
Lista de selecionados para segunda etapa do processo seletivo de inspetores técnicos:
Ana Paula Vieira Neves
Angelica Petersen Dias
Augusto Marsola Pansani
Édson Domingos da Rocha
Eduardo Franz Luvison
Eduardo Martini Nunes
Fábio Tolotti
Fernando Antonio Reimam
Gonçalo Costaguta Mattas Solés
Gustavo Mafra Fernandes
Gustavo Pires Ribeiro
João Thomaz Ferreira de Favia
José Nei Corrêa Severo
Juliana Brendler Hoerbe
Luiz Franscisco Belilh
Maickel Martins Danielce
Marcio Luis Bertan Sella
Otávio Pires Sicco
Otir Vieira Marques Santos
Pedro Henrique Gomes
Rafael Marques Gomes
Renata Luzardo Paiva
Rodrigo Fagundes da Costa
Rômulo Pinheiro
Rubens Gianella Mondadori
Samuel Agostinho de Bortoli
Thiago Schaan Salis
Valdimar Rebelatto
Vinicius Aquino Alves Faria
Walter Henrique de Carvalho
fonte: ABA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Frio em 2016 deve chegar mais cedo

O produtor rural, em especial, deve ficar ainda mais atento ao clima este ano; veja a previsão completa


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previsao-do-tempo-2016-brasil (Foto: Somar)
O ano de 2016 começa sob os efeitos do fenômeno El Niño, que atua desde o início de 2015. O fenômeno foi classificado entre os três mais fortes das últimas três décadas. O El Niño deve perder força no decorrer do segundo trimestre (abril, maio e junho).
Durante o inverno, teremos um período de transição climática, indicando que neste ano o frio deve chegar mais cedo. Para o segundo semestre de 2016, os modelos climáticos apontam para o início de uma nova fase de águas frias sobre o Oceano Pacífico equatorial, com indicativo da provável configuração de um episódio de La Niña.

O último La Niña aconteceu entre 2010 e 2011. Para os que consideram difícil haver uma mudança tão rápida de um fenômeno para outro, lembramos que os El Niños de 1997/1998 e de 1982/1983, considerados tão fortes como o atual, foram substituídos por um La Niña no segundo semestre.
O clima sinaliza muitas variações em 2016. Para uns, as condições melhoram, enquanto para outros, pioram. O fato é que todos acabam sendo afetados por essas variações do clima de forma direta ou indireta.

O produtor rural, em especial, deve ficar ainda mais atento ao clima, pois as condições de desenvolvimento das lavouras do próximo ano devem ser diferentes das observadas nos últimos anos. Em 2016, cada estação do ano estará sob a influência de um fenômeno climático diferente.
Verão
Situação segue complicada no Matopiba. Os principais efeitos do El Niño neste verão estão associados com períodos mais chuvosos no Sul e períodos secos no Nordeste, principalmente no Sertão e no Agreste. Enquanto isso, para o Sudeste e o Centro-Oeste, o verão com El Niño apresenta chuvas irregulares e temperaturas mais elevadas.

No caso específico das culturas de verão, o El Niño favorece as lavouras na Região Sul e também em Mato Grosso do Sul, pois mantém um padrão de chuvas mais regulares, mas, sobretudo, porque reduz o risco de estiagens e secas severas, que é sempre a principal ameaça para essa região.

Para o Centro-Oeste e Sudeste, a expectativa é que o verão mantenha um padrão de chuvas irregulares e, em geral, abaixo da média. O El Niño diminui o risco de períodos de chuvas fortes e duradouras, conhecidos como “invernadas”, o que atrapalharia a colheita.

Já as lavouras da região do Matopiba (que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) sem dúvida são as mais penalizadas pela atuação do El Niño, pois, além de atrasar, choveu pouco em novembro e dezembro.

No restante do verão, não muda muito, com chuvas irregulares e abaixo da média. O único ponto favorável está associado ao fato de que mesmo as pancadas de chuva devem ser mais concentradas, reduzindo o risco de longas janelas de tempo seco na fase de desenvolvimento das lavouras, que, por sinal, foi o principal problema nas duas últimas safras.
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Outono
Período de enfraquecimento. A principal consequência em relação ao enfraquecimento do El Niño está associada com a queda da temperatura. O outono de 2016 deve ter temperaturas mais baixas que no outono passado. O outono de 2015 foi anomalamente quente por causa do El Niño.

Para os Estados do Sul do país, já se pode esperar algumas ondas de frio a partir de maio, o que aumenta o risco de geadas em junho. Essa condição representa um aumento do risco para as lavouras de milho de segunda safra (safrinha) do Paraná e de Mato Grosso do Sul.
Inverno
Condição típica beneficia lavouras. Passa a prevalecer um padrão mais típico da estação, que representa uma condição de mais frio para o sul do Brasil e um período seco mais caracterizado para o Sudeste e o Centro-Oeste.

As culturas de inverno serão beneficiadas com essa mudança do clima. Em vez de excesso de chuva e calor atípico como em 2015, no próximo inverno deve haver uma redução das chuvas, temperaturas mais baixas e ondas de frio, como é típico dessa estação. Por enquanto, não há previsão de frio extremo e inverno rigoroso.
Primavera
Indicativo dos efeitos do La Niña. Muito provável que a partir da primavera de 2016 vamos começar a sentir os primeiros efeitos do fenômeno La Niña, caracterizado pelo prolongamento do frio e pela redução das chuvas no sul do Brasil.

Já o Sudeste e o Centro-Oeste devem enfrentar um prolongamento do período seco e retardamento do retorno das chuvas de verão. Ou seja, diferentemente dos últimos anos, o período seco de 2016 na região do Brasil central deve ser mais intenso e mais duradouro.
Argentina
Clima deve favorecer o trigo. Além da posse do novo presidente Mauricio Macri, o clima também promete grandes alterações em 2016 na Argentina.

Por enquanto, a presença do El Niño favorece as lavouras de verão, com chuvas mais regulares e redução de estiagens. A partir de abril-maio, o enfraquecimento do El Niño leva para um cenário de redução dos excessos de chuva e redução da temperatura, com indicativo de um inverno mais frio que o observado em 2015, que foi atipicamente chuvoso e quente, devido à presença do El Niño.

A grande e mais sensível mudança deve ocorrer com a provável instalação do fenômeno La Niña no decorrer do segundo semestre de 2016.

O La Niña prolonga as condições do inverno e traz uma sensível redução das chuvas. Em um primeiro momento, isso beneficia as culturas de inverno, especialmente a lavoura de trigo, mas, na sequência, o clima mais seco pode comprometer a instalação das lavouras de verão (milho e soja). Lembrando que, historicamente, a Argentina sofre com problemas de seca em anos de La Niña.
fonte: Clobo Rural

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bahia pode exportar boi em pé este ano

O volume de exportação pelo porto de Ilhéus é estimado em 200 mil bois por ano

Possuidora do maior rebanho bovino do Nordeste brasileiro, com cerca 10,5 milhões de cabeças, a Bahia começa o ano de 2016 dando largos passos para introduzir a carne bovina no mercado internacional, através da exportação de boi em pé, pelo porto de Ilhéus.
A primeira exportação seria de cinco mil animais para o Egito, através da empresa australiana Wellard Brasil do Agronegócio, que já manifestou essa intenção, mas há interesse também do Iraque e Jordânia, dentre outros países do Oriente Médio. Para que essa possibilidade se torne realidade, o governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seagri), e a Federação da Agricultura do Estado da Bahia, (Faeb), se mobiliza para organizar a estrutura recomendada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), através de instrução normativa. O volume de exportação poderá chegar a 200 mil bois/ano.
Para o secretário da Agricultura da Bahia, Vitor Bonfim, a exportação do boi em pé será uma vitrine para demonstrar a qualidade do rebanho baiano, livre da aftosa há quase 15 anos, abrindo mercados para exportação da carne in natura. "Além disso, será mais um incentivo para o melhoramento genético e ampliação do nosso rebanho bovino", avalia.
De acordo com a Superintendência de Desenvolvimento da Agropecuária da Seagri (SDA), já foram realizadas reuniões com a Faeb, associação de criadores, com técnicos do Mapa/Superintendência Federal de Agricultura da Bahia, e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab/Seagri), para debater o assunto. Na primeira quinzena de janeiro a SDA/Seagri vai organizar um seminário, envolvendo todos os elos da cadeia da carne, para traçar a estratégia de exportação do boi em pé. 
Fonte: Seagri-BA

Custos de produção da pecuária de corte subiram 17,2% nos últimos doze meses




De acordo com o Índice Scot Consultoria de Custo de Produção da Pecuária de Corte, o custo da atividade teve alta de 17,2% nos últimos doze meses, até dezembro.

Neste mesmo período, o boi gordo subiu 3,3% e o bezerro 16,0% em São Paulo.

A inflação, medida pelo IGP-DI, até novembro, teve alta de 10,6%, também em doze meses.

Com isso, o ano termina com um cenário de encurtamento de margens, que deve se manter para 2016. Assim, reforça-se a importância do planejamento e da gestão técnica e comercial do negócio para os próximos doze meses.
fonte: Scot Consultoria

Margem de frigoríficos atinge maior patamar do ano, diz Scot Consultoria

Margem de frigoríficos atinge maior patamar do ano, diz Scot Consultoria

Foto: CarneTec
A margem de comercialização nos frigoríficos atingiu o maior patamar do ano em dezembro, até o dia 22, chegando a 23,7%, informou o zootecnista e consultor da Scot Consultoria, Gustavo Aguiar, na segunda-feira (28). 

A margem é calculada com base na receita dos frigoríficos com a venda dos cortes no mercado atacadista, além de couro, sebo, miúdos e subprodutos, em relação ao preço pago pelo boi gordo em São Paulo. 

“A reação da carne sem osso no atacado nessa reta final do ano somada à situação de estabilidade a leve queda para o boi, vem promovendo essa recuperação nas margens dos frigoríficos”, disse Aguiar, em vídeo postado no site da Scot Consultoria. 

A demanda por carne bovina aumentou no fim de dezembro e os preços subiram no mercado, puxados pelas vendas de traseiro, segundo a engenheira-agrônoma e analista da Scot Consultoria, Maisa Modolo Vicentin. 

Desde o início do mês, houve valorização de 2,8% nos preços no atacado. Mas apesar do aumento da demanda, a analista explica que não houve forte influência nos valores de referência do boi gordo. 

“Boa parte dos frigoríficos tem mantido escalas suficientes para atender à demanda e isto colabora com a manutenção das cotações em muitos dos casos”, disse Maisa, em nota. 
Com as festas de fim de ano, as negociações no mercado de boi gordo devem ficar praticamente paradas nos próximos dias, acrescenta.

Fonte: CarneTec, por Anna Flávia Rochas

sábado, 2 de janeiro de 2016

2016: Mercado prevê dólar em R$4,20


O dólar comercial fechou o pregão desta segunda-feira com queda superior a 2%, cotado a R$ 3,85. Para 2016, no entanto, a cotação do dólar deve superar os R$ 4,00, projetam especialistas em finanças. A pesquisa Focus divulgada hoje mostrou que a média das 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil prevê câmbio em R$ 4,20 no próximo ano.
Na opinião do economista Roberto Troster, a tendência de alta do dólar é mais forte no momento atual. “Tem o fator financeiro que é determinante nesse momento. Você está tendo uma saída de recursos maior que a entrada e tem a terceira agência de rating que vai rebaixar a nota do Brasil. Tem muita incerteza”, destaca. Para Troster, se as mudanças necessárias na economia do país não forem implementadas, a recessão vai se prolongar ainda mais.
“Se os indicadores econômicos ruins virarem realidade, essa década vai ser pior que a década perdida de 1980 e pior que a década de 30”, afirma.

Os negócios do mercado de grãos devem continuar sendo impactos pelo câmbio em 2016. Em entrevista ao Mercado&Cia, o analista de mercado da Terra Agronegócio, Ênio Fernandes aponta a estratégia indicada para o atual momento de indefinição do dólar.
“A gente acompanha semanalmente o Focus. Ele mostra tendência, não importa muito se ele projeta R$ 4,20 ou R$ 4,50. O que importa é a tendência de alta ou baixa. Se é tendência de baixa eu tenho que ser mais rápido nas fixações de preço para tentar travar os custos numa certa margem . Se a tendência é de alta posso ser mais cauteloso nas fixações, mais ponderado para tentar ganhar o máximo do mercado das margens que ele pode dar”, ensina.
>Custo do dinheiro:
Os juros vão subir ainda mais em 2016, é que a pesquisa Focus divulgada hoje apontou. A mediana das projeções aposta em altas sucessivas na taxa Selic em 2016. Para o mercado, o ano que vem vai encerrar com taxa de 15,25%. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25%.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Carne Angus projeta expansão em 2016 e aposta no mercado internacional


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Depois de abrir mercado para a carne premium brasileira e conquistar clientes na Europa, a Associação Brasileira de Angus projeta novos patamares para 2016. Segundo o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, a expectativa é manter a taxa de expansão média de 20% no número de cabeças abatidas ao ano. Em 2015, o programa, que é o maior de abate certificado no país, abateu 400 mil cabeças nos 8 estados brasileiros onde está presente. O alto acabamento desses animais rendeu bonificação aos pecuaristas em valores que alcançaram até 10%, incentivando os produtores participantes.
Para garantir o cumprimento dessa meta, a agenda de missões internacionais de 2016 está repleta de planos dentro do programa Brazilian Beef – Abiec/Apex que incluem a realização de ações promocionais e a participação em feiras na Europa, América do Sul e Ásia. Segundo Medeiros, há grande expectativa em relação a nichos de mercados de países onde as famílias dispõem de alto poder aquisitivo. “A Angus estará negociando exportações de cortes de alta qualidade e valor agregado, promovendo a demanda e rentabilidade de todos os elos da cadeia produtiva”.
Os ganhos da raça no mercado externo devem colaborar para aquecer a demanda por animais Angus na próxima temporada de remates. “A raça vem mostrando potencial tanto no mercado interno quanto no mercado externo, e o criador está otimista com as projeções de ganho no campo para 2016”, pontuou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber.
Congresso Brasileiro
Outra grande novidade na agenda de 2016 é o 3º Congresso Brasileiro de Angus, que será realizado nos dias 29 e 30 de junho no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. O tradicional fórum reúne criadores de todo o país e do exterior para debaterem as tendências e dilemas da criação de Angus. “Será um momento de avaliarmos o que queremos da raça nos próximos anos e traçar um plano de trabalho para alcançar esses objetivos”, pontuou o presidente Weber.
fonte: ABA

Consumo de carne bovina e exportação podem manter a pecuária no positivo, diz Cepea


Imagens

Foto: Divulgação / SAA/SP

Os impactos da forte estiagem no Centro-Sul do Brasil em 2013 e 2014 devem cessar em 2016, com os índices zootécnicos do setor pecuário voltando ao normal e favorecendo alguma recuperação da oferta de animais.

Ao mesmo tempo, as perspectivas macroeconômicas brasileiras não são das melhores.

Apesar disso, a pecuária bovina de corte pode considerar certa sustentação do consumo de carne por parte dos brasileiros em relação ao visto em 2015, respaldada no hábito consolidado e também no desempenho promissor no mercado externo.

Com a renda menor, a demanda por proteínas mais baratas que a bovina pode aumentar, mas situações passadas e estudos econômicos evidenciam a versatilidade da própria carne bovina para se manter presente nas refeições.

De forma agregada, mesmo com vários indicadores econômicos apontando dificuldades para o consumidor, o volume demandado no País pode se manter em relativo equilíbrio com o do ano que termina.

Já para as exportações, fundamentos indicam aumento de volume e de faturamento.

Por outro lado, dificuldades enfrentadas por compradores tradicionais, como Rússia e Venezuela, devido aos baixos preços do petróleo, podem restringir os volumes exportados pelo Brasil.

Fonte: Cepea 

domingo, 27 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO

Chegamos ao fim de um  ano em que tivemos que colocar nossos pés no chão, ano que foi preciso muita paciência, muita criatividade, muita tolerância, ano de muita indignação e perplexidade.
Porém, graças a Deus, participamos de um setor que independente de tudo e de todos, ainda é responsável por fazer este país andar. Somos da agropecuária, pessoas que produzem, que trabalham honestamente, dignos e responsáveis. Produzimos alimentos não só ao Brasil, mas ao mundo. Essa é nossa sina, nossa bandeira e portanto temos que seguir fazendo nossa parte.
Renovemos então, neste fim de ano, nossas forças, nossos objetivos, nossas crenças para que com o nosso trabalho façamos um tempo melhor para nossas famílias e nossos filhos.
Parabéns aos agropecuaristas, fornecedores, enfim, a todos de que de alguma maneira são responsáveis por nosso setor ser positivo e os votos de um ano de 2016 melhor, com saúde,  trabalho e dignidade, porque o resto vem a reboque.
FELIZ ANO NOVO são os votos de LUND NEGÓCIOS