quarta-feira, 6 de julho de 2016

Turquia puxa vendas de gado em pé

País respondeu por 80,3% do total de bovinos vivos exportados pelo Brasil em maio e julho
As exportações de gado em pé pelo Brasil voltaram a reagir no terceiro bimestre de 2016. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram enviados 78.264 bovinos vivos para o exterior nos meses de maio e junho, alta de 30,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, o faturamento caiu de US$ 27,4 milhões em 2015 para US$ 21,9 milhões neste ano.
No acumulado do ano, os embarques somam 139.356 cabeças, crescimento de 9,4% em relação ao primeiro semestre de 2015. No entanto, os números ainda estão muito aquem dos de 2014, quando foram exportadas 407.710 cabeças de gado nos primeiros seis meses do ano.
Tradicionalmente, a Venezuela é a principal parceira comercial do Brasil na compra de gado vivo, chegando a representar mais de 90% do total volume de exportação. Mas, a crise econômica instaurada no país desde o fim de 2014 derrubou drasticamente a demanda pelo produto, afetando também os embarques brasileiros.
Com os venezuelanos fora do jogo, a Turquia tem se tornado um importante mercado para o gado brasileiro. De janeiro a junho deste ano os turcos importaram 86.005 cabeças do Brasil, representando 61,8% do total embarcado pelo país no primeiro semestre.
O maior volume de compras foi exatamente no segundo trimestre, quando os turcos compraram 62.829 animais, número que corresponde a 80,3% do total de gado vivo embarcado pelo Brasil no período.
Além da Turquia, os outros principais mercados compradores de gado vivo do Brasil no primeiro semestre foram o Líbano, com 17.728 animais e o Iraque, com 11.464. A Venezuela aparece na quarta posição, com a importação de 8.000 cabeças, Em 2015, os venezuelanos haviam comprado 76.357 bovinos vivos do Brasil nos seis primeiros meses do ano. 

Fonte: Portal DBO

terça-feira, 5 de julho de 2016

Canadá obtém aprovação para enviar gado vivo à Turquia

O Canadá obteve acesso ao mercado de exportação de bovinos vivos da Turquia, com acesso imediato garantido. A indústria canadense estima que esse mercado significará US$ 4,5 milhões por ano, oferecendo potencial de ser o maior mercado para gado de cria canadense.
Esse acesso criará mais oportunidades para os produtores de bovinos canadenses e posicionará o país como um parceiro de longo prazo e confiável, cumprindo com os requerimentos de importação da Turquia.
Em 2015, aproximadamente 830.000 cabeças de bovinos foram exportada aos Estados Unidos do Canadá para cria, engorda e processamento, com as exportações de gado para engorda representando a maior proporção do comércio.
Fonte: www.agriland.ie, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Brasil está otimista com acesso à Cota 481

Caso protocolo seja aprovado pela UE, país poderá vender cortes premium de carne bovina à Europa sem ser tarifado

Alisson Freitas
Depois de atingir quase 100% dos embarques da Cota Hilton, o Brasil está perto de alcançar outra importante fatia de mercado para exportações de carne bovina in natura à Europa. No fim de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) validou o protocolo de acesso à Cota 481, que contempla cortes de alto valor agregado, e aguarda resposta da União Europeia.
O documento foi elaborado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) em parceria com a Confederação Nacional de Agricultura (CNA). “O documento está robusto e acreditamos que será aceito pela comunidade europeia”, destaca Eduardo Moura, presidente da Assocon.
A possível aprovação abre uma nova frente de negócios no exterior para os pecuaristas brasileiros. Diferente do que acontece com a Hilton, que exige animais alimentados exclusivamente a pasto, a Cota 481 prevê a exportação de carne procedente de bovinos terminados em confinamento. Os animais devem ser abatidos até os 30 meses de idade após serem alimentados nos últimos 100 dias com dieta de alta densidade energética, com 62% de grãos concentrados. Além disso, a grande vantagem é que ela não é tarifada, enquanto a Hilton cobra 20% de imposto sobre a exportação.
Oportunidades à vista – As exigências da UE não devem trazer grandes problemas aos pecuaristas brasileiros. Atualmente a idade média de abates do país é de 27 meses e o percentual de grãos no concentrado na ração dos animais em confinamento é de 60%.
“É importante abrirmos novas frentes para a carne brasileira no exterior. Nós sabemos da qualidade do que produzimos, mas é necessário mostrar isso para o mundo com acesso a mercados exigentes”, diz Antônio Pitangui de Salvo, presidente do comitê de pecuária de corte da CNA.
Outro benefício da 481 é que não existe uma quantidade estipulada de carne que cada região pode exportar. A cota contempla o volume de 48,2 milhões de toneladas que pode ser acessado por qualquer um dos países habilitados. “Todos são livres para enviar a quantidade de carne que conseguir. Ou seja, quem chegar primeiro leva”, pontua Marcio Caparroz, diretor Institucional da Assocon.
Também chamada de High Quality Beef (Carne de Alta Qualidade), a Cota 481 foi criada em 2009 como forma de compensação aos Estados Unidos, após a vitória do país no painel contencioso dos hormônios na Organização Mundial do Comércio (OMC) e foi aberta a outros países.
Além dos americanos, Austrália, Argentina, Canadá e Uruguai também têm acesso à cota. No último ano, os uruguaios venderam 11.432 toneladas de carne para Europa na cota 481, de acordo com dados do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (Inac). Em 2009, o Brasil já fez uma proposta à União Europeia para entrar na Cota 481, mas ela não foi aceita. 
Fonte: Portal DBO

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Confinamento será 11% a 15% menor no Brasil, avalia Rally da Pecuária 2016

A alta nos preços do milho e a expectativa de uma safra menor do grão devem provocar queda de 11% a 15% na intenção de confinamento neste ano. A projeção foi feita a partir de levantamento com pecuaristas durante o Rally da Pecuária 2016. Caso confirmada, a perspectiva é de redução de 580 mil cabeças, o que implicaria numa queda de 5,2 milhões para 4,6 milhões de cabeças no volume total terminado em confinamento no Brasil.
Na amostra avaliada nesta edição, o total de animais terminados em confinamento será de 490 mil cabeças em uma amostra de pecuaristas que confinou 575 mil cabeças em 2015. 
Produtores entrevistados durante o Rally da Pecuária afirmaram que haverá mudanças na estratégia de suplementação dos animais, com redução do pacote nutricional. “Com isso, a tendência é de que o produtor entregue uma menor quantidade de animais, represando parte da oferta para 2017. Mesmo os que terminarem em 2016, a projeção é de redução no peso médio de abate e consequente piora na qualidade de terminação. O impacto na receita das propriedades é direto” explica Maurício Palma Nogueira, coordenador técnico do Rally da Pecuária.
Apesar do cenário de redução na oferta de carne cada vez mais evidente, o consultor lembra que a definição de preços dependerá também da demanda do mercado, tanto para exportações como para o consumo interno. “Mesmo que os produtores abatam a quantidade de animais próxima do que era esperado, o rendimento de carcaça por animais abatidos será menor que em 2015”, completa Nogueira.
Segundo André Pessôa, sócio diretor da Agroconsult, realizadora do Rally da Pecuária, o mercado do milho só deverá se estabilizar no segundo semestre de 2017, quando a oferta se reequilibrar e os preços recuarem. Para Pessôa, a exportação aquecida do milho é a principal responsável pela alta de mais de 40% dos preços no mercado interno.
Os técnicos do Rally da Pecuária apuraram também que 15% a 20% dos pecuaristas, que trabalham com o maior nível de produtividade no público avaliado pela expedição, serão responsáveis por 45% a 50% da oferta de animais em 2016. O comportamento indica que os preços pagos no mercado tendem a se ajustar aos produtores de maior nível tecnológico, com maior capacidade de resposta.
Com relação às pastagens, o Rally confirmou que 3% dos pastos visitados estão degradados e 9% em estágio avançado de degradação, índice semelhante ao observado nas edições anteriores. A diferença entre os pastos degradados e em estágio avançado de degradação reside na possibilidade de recuperação. Enquanto no primeiro caso a única alternativa é a reforma completa da área, com replantio do capim, no segundo caso há a possibilidade de recuperar o capim existente, revertendo o processo de degradação e evitando que a área chegue ao estágio final. “A principal vantagem da recuperação é o custo menor, cerca de 50% a 60% do valor da reforma. As vantagens econômicas e ambientais da recuperação são incontestáveis”, reforça Maurício Nogueira, da Agroconsult.
Esta foi a edição do Rally da Pecuária com maior público já registrado. Mais de 1000 questionários foram respondidos por produtores e outros 700 por técnicos. A expedição aconteceu entre os dias 11 de abril e 10 de junho, com 7 equipes técnicas que  visitaram 11 estados - Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Acre.
No total, foram percorridos cerca de 63 mil quilômetros, com a realização de 13 eventos regionais que discutiram tendências de mercado, cenários e iniciativas para aumentar a rentabilidade na pecuária, em tópicos como sanidade, nutrição, controle de invasoras, índices zootécnicos (reprodução), garantia da fertilidade do solo, qualidade das pastagens, estratégias de hedge, confinamento etc.
O Rally é planejado para percorrer regiões com a maior densidade de bovinos, de acordo com dados do IBGE e com imagens geradas pela Agrosatélite, empresa do grupo Agroconsult. Os estados visitados respondem por mais de 83% do rebanho bovino e 90% da produção nacional de carne. Além dos eventos regionais, aconteceram outros 14 encontros extras, organizados pelas empresas patrocinadoras. Ao todo, esses eventos reuniram cerca de 3 mil pecuaristas e 1,2 mil profissionais e técnicos do setor.
No campo, a expedição técnica conduziu entrevistas qualitativas e quantitativas com produtores para levantar, entre outros dados, áreas de pastagem e de agricultura em cada propriedade, total de cabeças de gado, estratégias nutricionais, confinamento, índices de fertilidade, natalidade e mortalidade, manejo da sanidade do rebanho, uso de insumos tecnológicos nas pastagens (defensivos, corretivos e fertilizantes) e comercialização de animais, realizando levantamento completo, in loco, das áreas de cria, recria, engorda e confinamento.
Realizada pela Agroconsult, o Rally da Pecuária é patrocinado pelo Banco do Brasil, Dow AgroSciences, Fertilizantes Heringer, Merial, Phibro Animal Health e Volkswagen, com apoio nacional da BM&FBOVESPA e DSM/Tortuga. Patrocínio regional: Marfrig e JBS. Apoio institucional: Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), 3rlab (laboratório de análises bromatológicas). Apoio regional: Integral, Connan, Libra FAEG (em Goiânia) e Famasul (no Mato Grosso do Sul).
 


Agrolink com informações de assessoria

domingo, 3 de julho de 2016

Plano Safra Gaúcho dispõe de R$ 3 bilhões


Plano Safra Gaúcho dispõe de R$ 3 bilhões

Volume disponibilizado para financiamentos agrícolas atingiu recorde

Volume disponibilizado para financiamentos agrícolas atingiu recorde


ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC
Com recursos de R$ 3 bilhões do sistema financeiro estadual - Banrisul, Badesul e BRDE -, foi lançado ontem no Palácio Piratini, o Plano Safra Gaúcho 2016/2017. São R$ 2,1 bilhões do Banrisul, R$ 550 milhões do BRDE e R$ 350 milhões do Badesul. O montante total destinado pelo governo estadual é recorde. Em 2015, o Plano Safra Gaúcho disponibilizou R$ 2,8 bilhões, volume superior ao do ano anterior: R$ 2,74 bilhões.
Dos R$ 2,1 bilhões que podem ser aportados via Banrisul, R$ 1 bilhão é destinado para custeio, R$ 600 milhões para comercialização e R$ 500 milhões para investimento. Estão previstos financiamentos para agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e agricultores empresariais, cooperativas, agroindústrias, beneficiadores, cerealistas e demais empresas do setor.
A maior parte das operações envolvendo os R$ 500 milhões disponibilizados pelo BRDE são relacionadas a projetos de irrigação e de armazenagem; aquisição de máquinas e equipamentos; pesquisas e tecnologia; obras civis; e projetos sanitários e ambientais. Recursos para compra de máquinas, equipamentos e implementos também podem ser financiados dentro dos R$ 350 milhões viabilizados pelo Badesul, que ainda oferece linhas de crédito para projetos de açudes, correção de solo e armazenagem.
"Este Plano Safra recorde é fruto de um esforço do governo. Apesar do momento de dificuldades, demonstra a crença no setor que contribui para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Sul. Estes recursos estarão à disposição no sistema financeiro estadual a partir de 1 de julho para que os agricultores já comecem a pensar na safra de verão", anunciou o governador José Ivo Sartori.
O governador elogiou o trabalho integrado das secretarias da Agricultura, Pecuária e Irrigação e do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo. "A união, a construção coletiva e a articulação em favor do crescimento são premissas do nosso governo. Assim reafirmamos nosso compromisso com os produtores rurais e com o desenvolvimento no campo", afirmou.
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirmou que viabilizar recursos aos produtores, por meio das instituições financeiras, "é investir no retorno imediato na economia do estado". O secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, disse que o Plano Safra permite aos produtores planejar seus investimentos e até ampliá-los. "Para os pequenos produtores, representa investimento em tecnologia para aumentar a produção."
Representando os produtores rurais, Vinícios Ivan Andreazza, 19 anos, contou como financiamentos obtidos nas linhas do Plano Safra mudaram a realidade da propriedade da família. "Com o foco na qualidade, fiz cursos e adquirimos tecnologia. Aumentamos a produção e hoje temos sete funcionários." O presidente da Cooperativa Mista São Luiz (Coopermill) de Santa Rosa, Joel Antônio Capeletti, destacou a importância destes recursos para o sistema cooperativo.
O superintendente do Banco do Brasil (BB) no Rio Grande do Sul, Edson Bündchen, adiantou que, até o final do ano, o BB deve liberar R$ 10 bilhões para o agronegócio gaúcho. Do total de recursos disponibilizados pelo governo federal, 62% são financiados pelo Banco do Brasil e o RS fica com 20% do montante total desembolsado pelo BB.
fonte: Jornal do Comercio

Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo

Negociações exclusivas com os britânicos poderiam favorecer o comércio bilateral
A potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos 
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneoA potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos poderia favorecer o comércio bilateral.
“Nos últimos anos, a União Europeia criou uma série de barreiras restritivas ao comércio com o Brasil, sejam elas sanitárias ou pela imposição de cotas”, disse a Abiec em nota enviada à CarneTec. “Algumas dessas barreiras são tecnicamente injustificáveis e, por este motivo, esta entidade considera que após a saída daquela nação do bloco europeu, uma negociação direta com o Reino Unido poderia ser facilitada, visando ao incremento das exportações brasileiras de carne bovina.”
O Reino Unido consome 24% do volume total de carne bovina brasileira que segue para a União Europeia, gerando 19% da receita com estas exportações. O Brasil exportou 166 mil toneladas de carne bovina para o Reino Unido em 2015, totalizando US$ 154,3 milhões em faturamento. Esse volume representa 2,6% do total de carne bovina exportada pelo Brasil para todo o mundo. O Reino Unido é um importante mercado para a carne industrializada, segundo a Abiec, responsável por 23,5% do volume total deste produto exportado pelo Brasil, devido ao alto consumo de corned beef pelos britânicos.
No segmento de carne de frango, o Reino Unido comprou 21,5% do total exportado para a União Europeia de janeiro a maio deste ano, segundo dados da ABPA. Foram 37,3 mil toneladas compradas pelo Reino Unido, gerando faturamento de US$ 94,5 milhões. No ano passado, o Reino Unido importou 77,5 mil toneladas de carne de frango brasileira. “Mais livre das amarras do bloco, o país europeu poderá intensificar os negócios com os exportadores brasileiros, visto que temos custos competitivos para abastecer este mercado”, disse o presidente executivo da ABPA, Fernando Turra, em resposta por e-mail à CarneTec.
“Obviamente, nossa estratégia será a de complementariedade de mercado, atendendo espaços que os produtores locais não ocupam.” O Brasil não exporta carne suína para a União Europeia. O governo brasileiro já cobrou na Organização Mundial do Comércio (OMC) a eliminação de barreiras às exportações de carne suína do estado de Santa Catarina impostas pelo bloco.
Fonte: CarneTec

Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo

Negociações exclusivas com os britânicos poderiam favorecer o comércio bilateral
A potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos 
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneoA potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos poderia favorecer o comércio bilateral.
“Nos últimos anos, a União Europeia criou uma série de barreiras restritivas ao comércio com o Brasil, sejam elas sanitárias ou pela imposição de cotas”, disse a Abiec em nota enviada à CarneTec. “Algumas dessas barreiras são tecnicamente injustificáveis e, por este motivo, esta entidade considera que após a saída daquela nação do bloco europeu, uma negociação direta com o Reino Unido poderia ser facilitada, visando ao incremento das exportações brasileiras de carne bovina.”
O Reino Unido consome 24% do volume total de carne bovina brasileira que segue para a União Europeia, gerando 19% da receita com estas exportações. O Brasil exportou 166 mil toneladas de carne bovina para o Reino Unido em 2015, totalizando US$ 154,3 milhões em faturamento. Esse volume representa 2,6% do total de carne bovina exportada pelo Brasil para todo o mundo. O Reino Unido é um importante mercado para a carne industrializada, segundo a Abiec, responsável por 23,5% do volume total deste produto exportado pelo Brasil, devido ao alto consumo de corned beef pelos britânicos.
No segmento de carne de frango, o Reino Unido comprou 21,5% do total exportado para a União Europeia de janeiro a maio deste ano, segundo dados da ABPA. Foram 37,3 mil toneladas compradas pelo Reino Unido, gerando faturamento de US$ 94,5 milhões. No ano passado, o Reino Unido importou 77,5 mil toneladas de carne de frango brasileira. “Mais livre das amarras do bloco, o país europeu poderá intensificar os negócios com os exportadores brasileiros, visto que temos custos competitivos para abastecer este mercado”, disse o presidente executivo da ABPA, Fernando Turra, em resposta por e-mail à CarneTec.
“Obviamente, nossa estratégia será a de complementariedade de mercado, atendendo espaços que os produtores locais não ocupam.” O Brasil não exporta carne suína para a União Europeia. O governo brasileiro já cobrou na Organização Mundial do Comércio (OMC) a eliminação de barreiras às exportações de carne suína do estado de Santa Catarina impostas pelo bloco.
Fonte: CarneTec

Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo

Negociações exclusivas com os britânicos poderiam favorecer o comércio bilateral
A potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos 
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneo
Saída do Reino Unido da UE pode facilitar incremento do comércio cárneoA potencial saída do Reino Unido da União Europeia, conforme apontou referendo realizado na semana passada, poderia facilitar as negociações para ampliar o comércio de carnes com o Brasil, avaliam associações do setor. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa frigoríficos de carne bovina, e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do segmento de carne de frango e suína, consideram que ainda é cedo para quantificar impactos da separação do Reino Unido para a indústria de carnes brasileira. Mas ambas avaliam que a negociação exclusiva com os britânicos poderia favorecer o comércio bilateral.
“Nos últimos anos, a União Europeia criou uma série de barreiras restritivas ao comércio com o Brasil, sejam elas sanitárias ou pela imposição de cotas”, disse a Abiec em nota enviada à CarneTec. “Algumas dessas barreiras são tecnicamente injustificáveis e, por este motivo, esta entidade considera que após a saída daquela nação do bloco europeu, uma negociação direta com o Reino Unido poderia ser facilitada, visando ao incremento das exportações brasileiras de carne bovina.”
O Reino Unido consome 24% do volume total de carne bovina brasileira que segue para a União Europeia, gerando 19% da receita com estas exportações. O Brasil exportou 166 mil toneladas de carne bovina para o Reino Unido em 2015, totalizando US$ 154,3 milhões em faturamento. Esse volume representa 2,6% do total de carne bovina exportada pelo Brasil para todo o mundo. O Reino Unido é um importante mercado para a carne industrializada, segundo a Abiec, responsável por 23,5% do volume total deste produto exportado pelo Brasil, devido ao alto consumo de corned beef pelos britânicos.
No segmento de carne de frango, o Reino Unido comprou 21,5% do total exportado para a União Europeia de janeiro a maio deste ano, segundo dados da ABPA. Foram 37,3 mil toneladas compradas pelo Reino Unido, gerando faturamento de US$ 94,5 milhões. No ano passado, o Reino Unido importou 77,5 mil toneladas de carne de frango brasileira. “Mais livre das amarras do bloco, o país europeu poderá intensificar os negócios com os exportadores brasileiros, visto que temos custos competitivos para abastecer este mercado”, disse o presidente executivo da ABPA, Fernando Turra, em resposta por e-mail à CarneTec.
“Obviamente, nossa estratégia será a de complementariedade de mercado, atendendo espaços que os produtores locais não ocupam.” O Brasil não exporta carne suína para a União Europeia. O governo brasileiro já cobrou na Organização Mundial do Comércio (OMC) a eliminação de barreiras às exportações de carne suína do estado de Santa Catarina impostas pelo bloco.
Fonte: CarneTec

terça-feira, 28 de junho de 2016

Exportación en pie se acerca a máximos históricos

Exportación en pie

De la mano de la fuerte demanda de Turquía, la exportación de vacunos en pie alcanzó niveles similares a los que había llegado en los picos históricos de 2010/11. Para el segundo semestre, dados los cambios impuestos por el gobierno turco, parece factible que la cantidad de animales embarcados muestre cierto declive, más allá de que parece claro que la necesidad de importar por parte del país euroasiático se mantiene.
Los negocios concretados con el anterior sistema de compras en Turquía debían llegar a destino antes del 1º de julio. Los últimos barcos uruguayos desembarcaron entre domingo y lunes de esta semana. Ahora, es el propio gobierno que hace las licitaciones. Ya realizó algunas por volúmenes relativamente chicos (10 mil cabezas) y se menciona que está concretando otras por cantidades mucho mayores, de hasta 100 mil. Fuentes de la exportación indicaron a Faxcarne que Turquía precisará unos 400 mil vacunos en el segundo semestre del año, pero existe la preocupación de que cambien los criterios de demanda y que se opte por cerrar compras desde donde se consigan los precios más bajos, dejando de lado las características genéticas del lote.
En el primer semestre del año, de acuerdo a datos de Aduanas, se embarcaron 136 mil vacunos en pie, de los que 120 mil (88%) se embarcaron a Turquía. En el mismo período de 2015 se comercializaron 76 mil cabezas, de las que Turquía llevó 36 mil (47%). 
fonte: Tardaguila Agromercados

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tasa de preñez vacuna cayó y las dificultades pueden persistir

Taller del INIA detectó que el promedio bajó 3,3% en relación a 2015 y se ubicó en 70,6%

Las estimaciones de preñez de ganadería bovina en esta temporada bajarán tres puntos porcentuales en relación a 2015, según el XIV Taller de Evaluación de Diagnósticos de Gestación Vacuna de INIA Treinta y Tres, que ubicó el dato en 70,6%.
La actividad, que se cumple en forma anual en esta dependencia del Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA) –bajo la coordinación de la investigadora Graciela Quintans–, se enmarcó en una realidad reproductiva muy especial, en un año en el que la ganadería soportó problemas climáticos, en el que la falta de condición corporal fue una limitante manejada en forma coincidente por los disertantes.
El taller efectuado ayer manejó datos de veterinarios llegados de todo el país, quienes aportaron datos reproductivos de 405.492 vientres, estableciéndose el promedio de 70,6%. En 2015 la preñez estimada fue 73,9%, en 2014 fue 75,2% y en 2013 fue 81,5%. El dato de preñez más bajo se registró en la sequía de 2008/09, con 59%.
En esta zafra 2015/16 estaba la expectativa de una caída, en función de que las señales eran muy negativas, comentó Quintans.
En su opinión para algunos el dato es una sorpresa, porque incluso se esperaba una cifra menor. Entendió que la explicación la dejaron entrever en su presentación Pablo Nietto y Gustavo Sacco, citando que este fue un año en el cual muchos productores alargaron los entores. Es muy probable que en los meses de marzo y abril se pudieron recuperar unos 10 puntos porcentuales de preñez.
Quintans consideró que si es así "nos estamos comprando un problema para el siguiente año, pues vamos a tener una cantidad muy importante de ganados pariendo muy tarde y eso empieza a generar problemas".
Algunos de los disertantes plantearon las dificultades climáticas por un lado y por otro la relevancia de no aplicar las tecnologías que existen en el país.
Pablo Marinho, de Cerro Largo, destacó en su presentación que las vacas con más de tres servicios con manejo reproductivo alcanzaron un 79,8%, mientras que por sistema tradicional esa cifra se ubicaba en 51,7%. Lo mismo pasó con las vacas en segundo servicio: con manejo lograron 73% de preñez y con sistema tradicional 41%.
Según los conceptos manejados y en perspectiva se observa que la ganadería deberá enfrentar un invierno bastante difícil, con un 70% de preñez y un mínimo de muertes de 5%, habrá que pensar en las alternativas invernales para salvar estas preñeces si se tiene en cuenta que la diferencia entre la gestación y las pariciones es de un 10% a un 11%. A esto se debe sumar el aspecto climático, como por ejemplo la entrada de un posible período de falta de lluvias para los próximos meses.
Incluso todavía hay entores de invierno por falta de celos, y según las presentaciones realizadas hay errores de manejo en gente que intenta priorizar el entore de invierno, dejando de lado el ganado preñado, se sostuvo.
Los resultados alcanzados en el desempeño reproductivo de los rodeos fueron presentados a través de las estimaciones que dieron a conocer en sus respectivas disertaciones los médicos veterinarios Gabriel García Pintos (Lavalleja), Santiago Bordaberry (Durazno), Sacco y Nietto (Florida y Colonia),Marinho (Cerro Largo), Eduardo Texeira (Salto, Paysandú y Artigas) y Emilio Machado (Rocha). En la mesa de cierre destacaron que los datos manejados representan la realidad de este año y que queda por delante mucho por hacer, incluyendo enfrentar un invierno muy difícil.
  • Fuente: elobservador.com.uy - Por Hugo Ocampo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pecuária BR: Consumo carne bovina Rabobank

O consumo interno de carne bovina deve continuar retraído no restante deste ano, e sem expectativa de melhoras até 2017. É o que avaliam analistas do Rabobank.

fonte: SBA

Frigoríficos brasileiros retomam vendas de carne bovina à Arábia Saudita


Volume exportado já se aproxima ao de 2012 e novas empresas conquistaram clientesQuando a Arábia Saudita decretou embargo à carne bovina brasileira, no final de 2012, o país do Golfo era o segundo maior comprador do produto nacional no mundo árabe, atrás apenas do Egito. Foram três anos de negociação entre os governos das duas nações e entidades brasileiras interessadas em retomar as exportações para lá. O embargo foi suspenso em novembro do ano passado e, agora, com a volta dos negócios, o volume embarcado já se aproxima da quantidade vendida antes da restrição.

É interessante notar que a suspensão do embargo fez com que novas empresas brasileiras se interessassem em exportar carne bovina ao país árabe. Dos quatro frigoríficos com os quais a reportagem da ANBA conversou, três começaram a vender para lá apenas este ano. De acordo com os dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), atualmente, há 78 plantas habilitadas no País para exportar à Arábia Saudita.

"Foi feito um esforço muito grande pelos vários entes [envolvidos]. Foi um esforço conjunto da embaixada, Câmara Árabe, Federação Muçulmana, Abiec, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura. Foi um conjunto de esforços pela importância do mercado saudita e por sua influência na região. Tanto que, depois da suspensão, mercados como Catar, Kuwait e Bahrein também já liberaram (as importações da carne brasileira)", comenta Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec, sobre o trabalho realizado para que os sauditas voltassem a comprar e consumir a carne brasileira. A embaixada à qual ele ser refere é a do Brasil em Riad e as entidades são a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.


A nação árabe suspendeu a importação em dezembro de 2012, quando o governo brasileiro anunciou que um animal do rebanho do Paraná, morto em 2010, era portador do agente causador da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), o mal da vaca louca, sem ter, no entanto, desenvolvido a doença. Outros países da região, como os mencionados pelo presidente da Abiec, também seguiram a decisão saudita. Hoje, após muitas discussões sobre a saúde e a segurança do rebanho brasileiro, esse assunto ficou, de uma vez, para trás. "O relacionamento voltou ao normal. As garantias que o governo brasileiro ofereceu foram suficientes. É um tópico superado", afirma Camardelli.

O volume exportado após a retomada reafirma a declaração do presidente da Abiec. Os embarques à Arábia Saudita, reiniciados em fevereiro, somaram 11.555 toneladas até o mês de maio. No mesmo período de 2012, as vendas foram apenas um pouco maiores, de 13.928 toneladas. "Nos anos anteriores, a base era de 4 mil toneladas mensais. Já retomamos esse processo e a visão que se tem é que vá aumentar esse volume comparativo aos anos anteriores", destaca o executivo.

Para o presidente da Abiec, a segurança do abate halal feito no Brasil também contribuiu muito para a suspensão do embargo. A certificação halal assegura que um alimento ou produto está de acordo com as leis islâmicas. "Outro ponto importante que nos ajudou na retomada foi a legitimidade do processo halal, a garantia de um processo 100% halal. Isso é extremamente significativo", ressalta.

De volta às exportações

O embargo saudita foi suspenso no dia 09 de novembro de 2015, com a assinatura conjunta de um certificado sanitário internacional pela então ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Kátia Abreu, e pelo vice-presidente do setor de alimentos da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês), Salah Almaiman.

Desde então, os frigoríficos brasileiros passaram por um processo de reabilitação para o mercado saudita, que incluiu o envio de uma série de documentos para a autoridade sanitária do país árabe. Depois dessa fase, veio, finalmente, a etapa de negociações para as vendas.

Antes da restrição à carne brasileira, o Frigorífico Mondelli, do interior de São Paulo, tinha na Arábia Saudita seu principal mercado em receita. Este ano, a empresa aproveitou a realização da Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio, que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para ir à Arábia Saudita um pouco antes do evento e realizar reuniões com clientes antigos e novos compradores em potencial.

"Antes, trabalhávamos com três clientes, Hoje, só com um. Ele era o principal dos antigos e está sendo (o principal) também agora na volta. Ele nos fez uma proposta de exclusividade", conta Carlos Travain, gerente de Exportações.

Segundo o executivo, aceitar o contrato de exclusividade com este cliente, uma rede de supermercados, fez com que a empresa conseguisse fixar um preço maior para a venda do alimento, mesmo que o faturamento ainda não chegue ao mesmo nível de antes da restrição. "Antes do embargo, faturávamos uma média mensal de US$ 1,5 milhão com a Arábia Saudita. Em junho, a expectativa é de ficar em US$ 800 mil", revela Travain.

A Agroindustrial Iguatemi fechou seu primeiro negócio com a Arábia Saudita em abril. Hoje, a empresa faz embarques de 200 toneladas mensais de carne resfriada à nação árabe. "Temos cinco ou seis clientes lá. São distribuidores, supermercados e atacadistas", diz Douglas Domingues, responsável pela área de Vendas e Exportações do frigorífico do Mato Grosso do Sul.

A empresa também foi para a Arábia Saudita na época da Gulfood. "A gente ficou uns dias em Riad e fizemos contatos lá", explica. Segundo o executivo, o mercado do país árabe recebeu bem a volta da carne do Brasil. "Com relação à qualidade e aceitação, eles vinham há tempos querendo comprar [a carne brasileira] porque estavam limitados à Austrália e Nova Zelândia, e a Austrália tem uma capacidade limitada de fornecer (o alimento)", aponta Domingues.

A quantidade embarcada aos sauditas representa metade do que a empresa exporta por mês no total e a expectativa é de crescer ainda mais lá e na região como um todo. A Iguatemi também vende para os Emirados, Egito, Jordânia, Catar, Kuwait e Omã. A empresa está atuando para entrar ainda nos mercados do Bahrein e da Argélia. "A gente quer chegar a fazer mil toneladas só para o Golfo. Estamos trabalhando para chegar a isso até o final do ano", aponta.

O Frigorífico Vale do Sapucaí (Frivasa), de Minas Gerais, exportou pela primeira vez à Arábia Saudita em março, por meio de traders. "Vendemos para distribuidores e indústrias. Já vendemos para seis clientes lá", conta Emerson Germiniani, diretor comercial da companhia. Segundo ele, até agora o Frivasa embarcou mais de 300 toneladas à nação árabe.

O preço pago, no entanto, não está entre os mais altos, diz o executivo. "É um mercado que paga na média, um preço razoável", diz. Olhando para os números da Abiec, é possível ver, de fato, que há espaço para um crescimento nos valores das exportações da carne bovina para os sauditas.

Apenas comparando os embarques feitos nos meses de fevereiro a maio, os números de 2012 mostram que o Brasil faturou US$ 66,27 milhões com a venda do alimento ao país árabe, enquanto os embarques feitos no mesmo período desse ano somaram US$ 43,78 milhões, uma diferença média de US$ 969 por tonelada. A tonelada custou, em média, US$ 4.758 entre fevereiro e maio de 2012 e US$ 3.789 em iguais meses deste ano.

O Frigorífico Sul (Frigosul) também fechou suas primeiras vendas aos sauditas em março. "Atuamos lá com distribuidores. Ainda não prospectamos supermercados e indústrias", explica Diego Riva, diretor comercial. A empresa, também sediada em Mato Grosso do Sul, já conquistou quatro clientes no país árabe e fez envios de 200 toneladas de carne para lá. "A Arábia Saudita é um mercado novo para nós. Sabemos seu potencial", destaca o executivo.

Riva tem uma visão diferente sobre os preços pagos no mercado saudita. "É um país que paga bem porque exige qualidade. Exige uma carne produzida sob todos os cuidados, uma qualidade de carne excelente. A Arábia Saudita está colocando a carne brasileira no lugar da australiana", avalia.

Segundo ele, os sauditas demandam que os bovinos vendidos para lá tenham, no máximo, 30 meses de idade. "A Arábia Saudita quer o que tem de melhor e paga por isso", diz. Para o diretor do Frigosul, a Arábia Saudita "é um mercado exigente e o Brasil tem plena condição de atender".

Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Confinamento poderia resolver restrição de oferta de boi no RS, diz Farsul


A pecuária gaúcha precisa investir em confinamento e melhorar a terminação dos bois destinados ao abate, avalia o vice-presidente da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira. Segundo ele, o Estado tem como característica terminar a engorda do gado no pasto e conta ainda hoje com poucos sistemas de confinamento. Isso faz com que no inverno, com condições de pastagem desfavoráveis, a oferta de animais para abate caiam bastante no mercado local.
Atualmente, o Estado tem um rebanho de 13,900 milhões de cabeças. Nos últimos anos, de acordo com Pereira, houve um crescimento acentuado da criação de raças europeias, como a angus, favorecida pela procura de frigoríficos que produzem carne com maior valor agregado. Esta oferta diferenciada é apontada pelo representante como um dos motivos que mantém a arroba gaúcha acima do preço da praça de referência São Paulo.
Mesmo com a remuneração superior, o sistema de confinamento não se desenvolveu na região, o que Pereira atribui à cultura dos pecuaristas locais. Por esse motivo, os preços altos do milho – principal insumo usado na ração de animais no cocho – não deve influenciar o mercado gaúcho, afirma ele.
Fonte: Estadão, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Exportação de gado vivo por SP deve ser concluída 2ª feira


De quinta para sexta, já foram embarcadas 6,5 mil cabeças 
O embarque de 22 mil cabeças de bois vivos pelo porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, teve início na madrugada de sexta-feira, 17, e deve ser concluído até a próxima segunda-feira (20), segundo a Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. ”De quinta para sexta, já foram embarcadas 6,5 mil cabeças”, disse o Coordenador do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, Hugo Riani, ao Broadcast Agro, nos bastidores do InterCorte 2016 – painel sobre o mercado de terras na agropecuária, realizado na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Os animais, que estavam em período de quarentena em uma propriedade de São José do Rio Preto, no interior do Estado, partem com destino à Turquia. A multinacional australiana Wellard é a responsável pela operação. O perfil dos bovinos é de animais novos, de até 300 quilos, produtos de cruzamento industrial, além de anelorados e das raças angus, bradford, hereford, entre outras. A área de prospecção, de onde vieram os animais, abrange os Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Os embarques devem ser feitos em dois navios da empresa, construídos especialmente para a atividade de transporte de carga viva, sendo um com capacidade para 22 mil cabeças e o outro, para 7,5 mil.
Estadão Conteúdo

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Veja o que está no caminho entre a carne bovina e a alta de preço



A recessão econômica brasileira tem afetado diretamente o mercado de carne bovina, já que a perda do poder de compra da população enfraquece o consumo. Além disso, a recente alta dos grãos afetou as margens da cadeia produtiva da pecuária e pode levar ao fechamento de novos frigoríficos em 2016, alertam especialistas. Em meio a esse cenário de custos mais altos e consumo mais baixo, há espaço para o preço da carne bovina subir?
Há probabilidade do preço da carne bovina subir, mas para isso é preciso de alguns fatores em conjunção. A afirmação é da sócia-diretora da AgriFatto Consultoria, Lygia Pimentel, que explica:
“A tendência é de que a carne suba, mas para isso os frigoríficos tem que enxugar ainda mais a produção. Se isso acontecer, há possibilidade de novos fechamentos de frigoríficos. Claro que numa escala muito menor do que vimos no ano passado em que houve vários fechamentos. A margem dos frigoríficos não está legal e eles estão tentando aumentar o preço da carne, mas o varejo não está aceitando valores novos por causa da perda de renda do consumidor. Além disso, outra possibilidade de alta é o ritmo das exportações continuar subindo. Na média do ano já temos uma boa alta de preços e o certo é que o preço subisse mais”, explica.
Em dois anos, a carne bovina acumula alta de mais de 30% para o consumidor, de acordo com levantamento da Agroconsult. Para o coordenador de Pecuária da Agroconsult, Maurício Nogueira, é difícil falar em elevação de preços em uma economia tão fragilizada.
“O que é importante ressaltar é que a oferta está aquém do que era esperado porque o pacote tecnológico está reduzindo e tem ainda a influência da seca nas pastagens. Para se confirmar alta de preço, precisa ter dinheiro circulando na economia. O cenário mais provável é queda de margem no setor”, esclarece.
Com margens menores na cadeia produtiva, há muita gente torcendo para que o preço da carne suba no varejo.
“Se isso acontecer não quer dizer que a consequência seja aumento da rentabilidade do pecuarista”, alertou Lygia Pimentel. Para ela, 2016 não é um dos piores anos da pecuária, mas tem sim encolhimento da margem em relação ao no passado porque os custos de produção aumentaram no setor.
fonte: Canal Rural / Kellen Severo
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Angus destaca força dos cortes de dianteiro na Churrascada


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Degustações de carne Angus foram atrativo da raça na BeefExpo 2016
As potencialidades dos cortes de dianteiro na produção de assados de excelente qualidade será a tônica da apresentação da raça Angus na noite desta quinta-feira (15/6) durante a Churrascada, evento gastronômico que encerra a BeefExpo, em São Paulo. O encontro reúne aclamados chefes para oferecer aos visitantes experiências inusitadas em cortes de churrasco. A Associação Brasileira de Angus participa ao lado do JBS apresentando um assado de peito preparado com esmero pelo chef Carlos Tossi, da grife BOS BBQ. “Os cortes de dianteiro são geralmente pouco valorizados pelo consumidor por uma questão meramente cultural. A raça Angus permite a obtenção de carne de dianteiro de alta qualidade e sabor. Os cortes que serão servidos esta noite já estão sendo assados desde a manhã, dando um aroma totalmente diferente para os salões da BeefExpo”, pontua o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros. Os comensais que forem à Churrascada também poderão degustar a picanha Angus Frigol assada pelo chef Jeferson Finger, do Barbacoa. Ao todo, serão servidos quase 200 quilos de carne Angus certificada durante o evento.
Realizada dentro do Centro de Eventos Pro Magno, a BeefExpo é uma feira indoor que reúne produtos e serviços para pecuária e exposição de animais. A Angus levou para a feira deste ano 40 animais de nove criadores de quatro estados (RS, PR, MG e SP). Além do julgamento, a exposição foi um momento de estabelecer relacionamento com players do setor de pecuária nacional. A grande atração da mostra, cita o presidente da Angus, José Roberto Pires Weber, foram os criadores do Brasil central que procuraram o estande da raça em busca de informações sobre o cruzamento industrial com a Angus. “Há um interesse crescente de pecuaristas de diversas regiões do Brasil em relação à Angus. Participar de exposições como essa é um movimento essencial para difundir ainda mais as qualidade que só a raça Angus concede à carne”. E essas características foram postas à prova pelos próprios visitantes que estiveram no estande da raça na BeefExpo, quando foram promovidas dezenas de degustações de cortes como bife ancho, picanha e assado de tira.
Crédito: Carolina Jardine

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vacas Angus, prenhas a venda

VACAS PRENHAS
Lote: 0423
Quantidade: 93
Peso Médio: 420
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 4-6
Raça: Red angus
Animal: Vacas Prenhas
Valor: R$ 2.500,00
Cidade: Camaquã
Estado: RS
País: Brasil
Observação: 03 Lotes de 31 vacas.Vende 1,2 ou todos os lotes.Carrapateadas.
Imagens do lote

Terneiros europeus,desmamados, castrados a venda

TERNEIROS
Lote: 0422
Quantidade: 86
Peso Médio: 160
Sexo: Machos
Tipo idade: Meses
Idade: 8-10
Raça: Cruza Européia
Animal: Terneiros
Valor: R$ 5,80
Cidade: Dom Pedrito
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Castrados, carrapateados, desmamados e conhecem cocho

Imagens do lote

Novilhas Angus a venda

NOVILHAS
Lote: 0421
Quantidade: 28
Peso Médio: 240
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: sobreano
Raça: Aberdeen Angus
Animal: Novilhas
Valor: R$ 5,20
Cidade: Rio Grande
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Conhecem carrapato. no lote tem 2 aspadas.
Imagens do lote