quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Onda Cara Branca EXPOINTER


Terça-feira (30/08)

19:00 horas – 6º Leilão Elite HB (embriões e prenhezes) – Estande ABHB – BOULEVARD – terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural X

20:00 horas – Leilão #OndaCaraBranca (Fêmeas registradas) – Estande da ABHB – Virtual e terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural X

Quarta-feira (31/08)

18:00 horas – Leilão Prime HB – Pista J do Parque de Exposição Assis Brasil

Marfrig habililitado a exportar para 12 países de três Continentes

O frigorífico Marfrig de Alegrete mantem a alta os abates com uma media de 500 animais por dia.
marfrig
A excelente notícia é de que a planta local está habilitada para exportar par 12 países de três continentes, entre os quais África do Sul, Argélia, China, Egito, Emirados Árabes, Irã, Israel, Russia, União Européia, Cuba, Peru e Venezuela.
Dados do mês de julho são de que o Marfrig passou pela auditoria do Tesco com bom desempenho. E agora, nos próximos meses, vai passar por uma auditorai do Chile.
Com isso, a planta de Alegrete mantem 700 trabalhadores, numa época de recessão em que o agronegócio continua a manter a balança comercial do país e dar retorno de impostos para Alegrete.
fonte: Alegrete tudo

Raça bovina devon terá programa de certificação de carne no país

A raça bovina devon, de origem britânica, será a sétima a ter programa de certificação de carne no Brasil. A iniciativa será apresentada nesta quinta-feira pela Associação Brasileira de Criadores de Devon à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e lançada no dia 1º de setembro, durante a Expointer.
A certificação, que seguirá normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, costuma resultar em uma remuneração 10% maior na venda de carne aos frigoríficos.
Segundo Simone Bianchini, criadora da raça e uma das coordenadoras do programa de certificação, frigoríficos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul já demonstraram interesse. O programa, que terá adesão voluntária dos produtores, estabelece critérios para a aplicação do selo de certificação na carne. O padrão racial será controlado por vistorias antes do abate, para averiguar o grau de pureza sanguínea dos animais e, depois, para classificação conforme idade, conformação e acabamento.
Fonte: Zero Hora, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Seminário ANGUS em Esteio EXPOINTER 2016


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Asbia confirma crescimento de 15,4% da venda de sêmen da Raça Aberdeen Angus

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Dados divulgados pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) indicam aumento de 15,4% na venda de sêmen Angus no Brasil. O relatório contabiliza a comercialização de 4.268.968 doses (Angus e Red​ ​Angus) em 2015 frente a 3.697.501 de 2014. Nos últimos seis anos, a raça teve crescimento de 150%, bem acima da média do gado de corte que ficou em 50%. O resultado, pondera o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, reflete a consolidação da raça na pecuária brasileira e o avanço significativo do cruzamento industrial. “A Angus responde por mais da metade do sêmen de bovinos de corte vendido do país (51%). Estamos em crescimento e isso é reflexo de um trabalho sério e que traz resultados ao pecuarista”, pontuou. Em 2015, as raças de corte negociaram 8.274.084 doses no Brasil. ​
Segundo Weber, mais de 30% das vendas realizadas no país, ou seja, mais de 1,4 milhão de doses são produzidas com genética Nacional, um crescimento de 21%. “Os usuários da genética Angus no Brasil têm tido excelentes resultados com a utilização de sêmen nacional, desmitificando a questão do importado. Hoje, produzimos Angus de excelente qualidade nas cabanhas brasileiras, com a vantagem de ser genética adaptada às condições nacionais de produção e provada em nosso meio ambiente e mercado”​ finalizou o presidente.
​”O crescimento na venda de sêmen expressa os bons resultados que o cruzamento entre Angus e Nelore vem apresentando no Brasil Central”, completou o diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Salvador. Segundo o dirigente, a forte demanda por novilhos Angus jovens e bem terminados por parte da indústria reflete a preferência dos consumidores brasileiros e internacionais pela carne Angus. “No primeiro semestre de 2016, os abates do programa Carne Angus cresceram 38% frente à retração do volume total abatido no país. Isto mostra a forte demanda de nossa carne pelo mercado” complementou o dirigente.​
No primeiro semestre de 2016, a Asbia indica leve retração de vendas com queda de 1% entre as as raças de corte (-1%), um total de 2.662.547 doses nos primeiros seis meses. As maiores compras vieram dos Estados Mato Grosso (22%), Mato Grosso do Sul (16%) e Goiás (11%). O Rio Grande do Sul absorveu 7% das doses. “Não há um único motivo para essa queda nas vendas neste primeiro semestre. São um conjunto de fatores, além de toda a instabilidade econômica que o Brasil vive.”, explica o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, que encerra seu mandato em outubro.
Crédito foto: Fagner Almeida

Eventos Chancelados Angus


Eventos Chancelados Angus


RS: Farsul lança 12ª Feira de Novilhas e Ventres Selecionados da Expointer

A Farsul realizou, hoje (15), o lançamento da XII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados. Promovido pela entidade em parceria com Santa Úrsula Remates e Associação Brasileira de Angus, o evento ocorrerá no dia 1 de setembro, quinta-feira, às 17 horas, na Pista J, do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Expointer 2016.

Consolidada como o momento certo para repovoar o campo com exemplares selecionados e com fêmeas com prenhes avançada, a feira ofertará mais de 700 exemplares. Conforme o presidente da comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, a expectativa é superar o faturamento da feira da edição de 2015, de R$ 1,5 milhão.

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, lembrou que o remate costuma se destacar pela qualidade dos produtos ofertados. “O evento conquistou respeitabilidade pelo seu histórico e pela parceria bem sucedida de anos das entidades envolvidas”, afirmou.

Os produtores poderão adquirir animais com prazos de 30 dias  ou através de financiamentos bancários. Terão à sua disposição uma linha de crédito do Banrisul com juro anual de 13% e prazo de pagamento de dois anos. Conforme o diretor de crédito do banco, Oberdan Celestino de Almeida, o Banrisul financiará toda demanda que houver. Almeida recomendou os produtores interessados a já buscarem junto às agências pré-aprovação de crédito.

A XII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados tem o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, e associações das raças Brangus, Devon, Hereford e Braford.



Fonte: Sistema Farsul 

RS: Baixa de preço na carne bovina causa controvérsia

Baixa de preço na carne bovina causa controvérsia - Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Foto: Divulgação/Assessoria

Frigoríficos garantem ter repassado redução a pontos de venda ao consumidor, mas associação de supermercados alega que queda não foi na proporção prometida 

Anunciada há uma semana, a redução de 20% no preço da carne bovina no Rio Grande do Sul causou desconforto entre indústrias e supermercados. Enquanto os frigoríficos garantem ter repassado o reajuste aos pontos de vendas ao consumidor nos últimos dias, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) alega que a redução não chegou na proporção prometida.
– O que ocorreram foram promoções pontuais, em alguns cortes apenas – disse Antonio Longo, presidente da Agas.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, a redução foi repassada e pode ser comprovada nas notas fiscais de venda dos frigoríficos aos supermercados.
– Pode haver alguma variação entre um corte e o outro mas, na média, o reajuste ficou entre 15% e 20%, podemos comprovar isso – garante Lauxen.
A redução foi necessária, segundo o dirigente, para enfrentar a concorrência com carne vinda de fora do Estado e também para aumentar o consumo do produto em período de recessão econômica.

Fonte: Zero Hora, por Joana Colussi 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Grupo JBS FRIBOI chama a atenção por ação pouco comum no mercado

Matéria do jornal o Estado de São Paulo dá conta de uma ação relâmpago no grupo de empresas JBS FRIBOI que levanta suspeita de especialistas em mercado de que algo pode estar muito errado no grupo. A principal suspeita é de preparação de falência. Será que a tão propagada prosperidade doGrupo Friboi estaria assim comprometida? O que na verdade estaria por trás de decisões pouco comuns no mercado? Será que o Grupo JBS FRIBOI pode ter o mesmo caminho que o grupo comandado por Eike Batista?
Confira a matéria do Jornal O Estado de São Paulo!
A companhia global de alimentos JBS, dona da marca Friboi no Brasil, tem entre seus principais sócios uma empresa chamada Blessed – ou “abençoado”, em inglês. Ela está lá desde 2010. Divide com o Bertin, outro sócio, um fundo que sempre teve uma fatia expressiva da JBS. Na sexta-feira, porém, esse fundo sofreu uma mudança relâmpago dentro da estrutura acionária da JBS, afetando drasticamente a posição das duas empresas.
Ao amanhecer de sexta-feira (29), a Blessed detinha 13% do JBS – algo como R$ 2,8 bilhões, considerando seu valor de mercado no dia. Ao anoitecer, passou a ter 6,6% – R$ 1,4 bilhão. O mesmo ocorreu com o Bertin, cuja participação também caiu pela metade. No jargão do mercado, elas foram diluídas. Mas ganharam pequenas fatias de outras empresas do grupo da família Batista, que controla a JBS, como a Eldorado Celulose.
Pessoas próximas ao Bertin, que pediram para não serem identificadas, contam que a mudança pegou a direção da empresa de surpresa. De fato, uma reestruturação está em curso, mas o processo exige estudos que não foram concluídos. De acordo com o diretor executivo de Relações Institucionais da JBS, Francisco de Assis e Silva, a mudança foi feita “a pedido da CVM”, a Comissão de Valores Mobiliários, o xerife do mercado de capitais. Mas o executivo não soube informar quando e por que o pedido foi feito.
Blessed. A reestruturação relâmpago foi um capítulo a mais na estranha trajetória da Blessed. A empresa tem sede no Estado de Delaware, uma espécie de paraíso fiscal americano, onde as exigências legais para a abertura de negócios são mais flexíveis. Chegou na JBS após a fusão com o frigorífico Bertin, há quatro anos, e está com as famílias Batista e Bertin dentro da estrutura acionária que controla a maior empresa de carnes do mundo. As famílias Bertin e Basita, porém, costumam declarar que não sabem quem é o seu dono, apesar de ela causar conflitos à sociedade.
Desde meados do ano passado, a Blessed é pivô de brigas das duas famílias. Motivou três processos judiciais. Os Bertins chegaram a dizer que a Blessed tinha falsificado suas assinaturas e roubado R$ 1 bilhão deles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Estadão
FONTE: Canal Gama

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Principais indicadores do mercado do boi – 08-08-2016

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
05/08/16Diferença
04/Ago29/Jul05/Jul/16
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 151,870,55%-1,09%-2,77%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.285,600,56%-0,18%0,18%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.220,260,53%-2,03%-5,69%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 47,681,57%0,56%0,42%
DólarR$ 3,19-1,01%-1,64%-3,18%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,55%, nessa sexta-feira (05) sendo cotado a R$ 151,87/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 154,88.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou alta de 0,56%, cotado a R$ 1285,60/cabeça nessa sexta-feira (05). A margem bruta na reposição foi de R$ 1220,26 e apresentou alta de 0,53%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (05), o dólar apresentou baixa de 1,01% e foi cotado em R$ 3,19. O boi gordo em dólares registrou valorização de 1,57%, sendo cotado a US$ 47,68. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 05/08/16
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Ago/16151,960,413.648446 
Set/16153,000,407821.793 
Out/16155,760,4510.524913 
Nov/16156,00-0,151.638123 
Dez/16155,00-0,061.1719 
Jan/17157,13-0,171020 
Fev/17152,63-0,1600 
Mar/17148,97-0,1852810
Abr/17158,680,28720 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
28/07/16153,40156,0428/07/161297,621299,99
29/07/16153,54155,5229/07/161287,931290,27
01/08/16152,52156,8201/08/161281,341285,69
02/08/16152,47156,0102/08/161272,301276,42
03/08/16151,82155,5603/08/161272,461276,64
04/08/16151,04154,9204/08/161278,391285,60
05/08/16151,87154,8805/08/161285,601293,54
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para ago/16 apresentou alta de R$ 0,41 e foi negociado a R$ 151,96 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para ago/16
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
05/08/16Diferença
04/Ago29/Jul05/Jul/16
Traseiro (1×1)R$ 10,000,00%0,00%-2,91%
Dianteiro (1×1)R$ 7,600,00%0,00%-6,17%
Ponta AgulhaR$ 7,600,00%0,00%-3,80%
Equiv. FísicoR$ 145,320,00%0,50%-3,26%
Spread Eq. Físico/Esalq-R$ 6,5514,51%-26,73%R$ 9,53%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 145,32. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de -R$ 6,55 e sua variação apresentou baixa de R$ 0,83 no dia. Conforme mostra a tabela acima.
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: Beef Point

Esse mercado maltrata!

Assim começo descrevendo um pouco do que penso do atual mercado pecuário gaúcho, um assunto que gosto e vem tirando o sono de muito produtor, assim como eu.
Sou produtor de ciclo completo e estou passando na pele a queda do preço do boi gordo em uma época que historicamente apresentavam seus melhores momentos para quem vende gado terminado.

O que está acontecendo agora?
Fazendo uma reflexão nas noticias que tem chegado, me atrevi fazer uma análise do atual cenário. Gostaria de começar falando em boi gordo, mas como se trata de uma cadeia de produção, vou começar pelo inicio, ou final, como preferirem.

CARNE – o mercado da carne está muito tímido, segundo analistas e frigoríficos que tenho relacionamento, existe ociosidade de até 50% nos seus abates por razão de falta de boi gordo a preços compatíveis com o que o mercado possa absorver.
Um fator importante e para mim, o maior deles, é retração da economia com redução no poder de compra da população, ocorrendo uma migração do consumo para proteínas mais baratas (frango e suínos), pelo menos a custo prazo.
Por que em curto prazo?
- Pela simples razão do elevado custo de produção (suplementação). Fazendo com que menos produtores entreguem frangos e suínos para abate, gerando num curto/médio prazo uma diminuição de oferta dessas carnes e ocorrerá uma diminuição nessa competição (suínos/aves x Boi).

A exportação, que representa muito pouco no volume abatido de gado no estado, perdeu competitividade de um curto espaço de tempo para cá. 
Abandonou o dólar perto de R$4 para ficar na volta do R$3. Alguns otimistas podem me contrariar argumentando a abertura/reabertura de mercados (principalmente China e USA) como solução para sustentar as exportações (volume e preço). Não acredito que isso ocorre logo! China vem demonstrando enfraquecimento na sua economia e assim como os EUA, vem ao Brasil buscar carne barata, reforçando a ideia que a diferença cambial pode atrapalhar esses mercados também. Acredito que a entrada desses mercados, principalmente Estados Unidos, serve como diluidor de risco, não como agregador de valor e volume(no curto prazo ). O que pode acontecer e a mídia já anuncia, é que outros mercados poderão se tornar mais receptivos à carne Brasileira, baseados na abertura do mercado americano.

Dados oficiais mostram que exportações gaúchas, no primeiro semestre de 2016, recuaram 4,4% em relação ao primeiro semestre de 2015. Na decomposição do resultado, observam-se crescimento no volume embarcado para o exterior de 10,2% e retração nos preços médios dos produtos exportados 13,2%. (fonte: http://www.fee.rs.gov.br/indicadores/indice-das-exportacoes/destaque-do-mes/ )
Não podemos esquecer que com qualquer melhora no poder de compra da população, a primeira coisa que se faz é comer um pouco melhor.

BOI GORDO – Quando a Carne sofre, o boi é o primeiro a acompanha-la, que animalzinho bem solidário!
Nas minhas previsões realizadas no ano passado, dentro do nosso negócio, acreditava que o pico de preço no RS seria de julho a agosto, errei feio!

Com relação ao gado confinado, está ocorrendo uma diminuição de oferta, confinadores sólidos estão com a coragem muito reduzida e os especuladores estão com os mangueirões vazios, justificado pelo elevado custo da dieta e restrição ao crédito principalmente. Algumas fontes falam em números entre 7 e 12% de redução.

Neste ponto, acredito que possa acontecer algum movimento de mercado no segundo semestre, pois somando estas informações com noticias recentes de esperança em leve aceleração da economia, com diminuição de competição com as outras proteínas, quem tiver boi gordo no segundo semestre e estiver LIGADO, pode estar pifado, esperando o momento certo de bater, como se diz no linguajar dos “carpeteiros”. Cuidado! Não acredito que isso seja uma regra, acredito em momentos muito pontuais, por isso, vamos ficar atentos.
TERNEIRO – O boi gordo empacou e segurou o terneiro com a ajuda de muitos.
É sabido, em todo estado, que vem ocorrendo uma retenção de fêmeas nas propriedades, seja por produtores que migraram de atividades de recria/engorda ou pelo simples desejo e capacidade de criadores em aumentar seus rebanhos. A atividade da cria, nos últimos anos, esteve atrativa, pelo menos se olharmos um passado recente onde o criador estava na atividade mais pela teimosia do que pelo resultado.

Não tenho muitos dados concretos de produção de terneiros no RS, mas como sou produtor e acompanho esse movimento vou me atrever a comentar a minha linha de raciocínio.

Assim como a carne e o boi gordo, o mercado do terneiro/gado de reposição anda devagar, quase parando.

Acredito que no mercado local existam várias razões para isso, primeiramente vou culpar o clima, o mais fácil de ser culpado! Sim, aqui no RS, principalmente na minha região (sul) ocorreu um excesso de chuvas no final do verão/inicio do outono, quando os produtores de soja estavam se preparando para colher suas lavouras. Ocorreram grandes perdas nas áreas de soja e nas pastagens que vieram, ou viriam na sequencia.

Existem casos de produtores que abandonaram as lavouras de soja e não colheram, consequentemente se descapitalizaram e não conseguiram investir em pastagens e muito menos na compra de animais. Outros colheram um pouco, conseguiram fazer alguma pastagem e estas deram pouco suporte de lotação, o mesmo que ocorreu com quem conseguiu colher e colocou dinheiro no bolso, mas infelizmente o excesso de chuvas foi tão prejudicial que atrasou (quando não comprometeu) os desenvolvimentos das pastagens de inverno. Portanto os invernadores estão comprando muito menos terneiros que nos anos anteriores.

Os outros culpados, no meu raciocínio, são primeiramente a inversão de ciclo de cria, que já vem ocorrendo desde o ano passado. Não tinha sido percebido claramente pela razão de aumento do valor absoluto do kg do terneiro, que simplesmente acompanhou a inflação ou algo muito perto (estabilização). Justifico a caracterização da inversão de ciclo (par baixa), que se confirma agora, pelo aumento de produção de terneiros (consequência da retenção de matrizes nos últimos anos), diminuição de poder de compra do invernador, sejam pelas razões já citadas acima, restrição ao crédito, redução nas exportações de terneiro em pé (em função de cambio ou mudanças nas regras dos países compradores) ou por redução de saída de terneiros para confinamentos no PR e SP.

Alguns podem me perguntar se não está saindo ou não saiu gado em pé do RS para exportação ou confinamentos?
- Claro que saiu! Os programas de carne de qualidade bem estabelecido que tenha clientela fidelizada e agregam valor aos seus produtos seguem e seguirão levando, mesmo que em menor volume. Não podemos esquecer que o mercado está retraído, a dieta está cara e o crédito está escasso. Neste ponto, existe outro fator que acho de extrema importância ao produtor de terneiros e queria alertar. Existem outros estados produzindo o terneiro com elevado grau de sangue de raças europeias e poderão num médio/longo prazo, abastecer os confinamentos que hoje se abastecem exclusivamente no RS. Serão concorrentes em disputa de um mercado com distancia bem menor dos centros confinadores.

De maneira alguma quero ser o “profeta do caos”, até por que não sou especialista no assunto, sou só um admirador e deixo isso para quem sabe, como Alexandre Mendonça de Barros, Lygia Pimentel, Rodrigo Albuquerque, Ricardo Heise e muitos outros que admiro tanto, além disso, sou entusiasmado pelo trabalho e pela pecuária.

Em momentos como esse, não podemos dar como perdido (de perder) e sim como aprendido (de aprender).
Gestão e planejamento bem feitos estão ao nosso alcance, estruture bem e controle seu negócio, não vamos brigar contra o mercado, ele é grande, ligeiro e tem um soco forte.

Nós produtores temos que conhecer melhor nosso cliente, produzir o que ele quer comprar, estabelecer parcerias solidas de longo prazo e com o objetivo que os dois lados ganhem, não procure negócios pontuais.

Não podemos esquecer que nós produzimos commoditie. Tente vender algo mais, sejam conveniências, transparência, informação, facilidade, genética ou sanidade diferenciada. Você escolhe, pode e deve fazer.

Algumas fontes já informam com esperança que pode ocorrer aquecimento econômico para o segundo semestre deste ano, vamos torcer! Mas não se esqueça de fazer o dever de casa.

Um Abraço
Juliano Severo Leon
ESTÂNCIA PEDRA SÓ

Workshop Carne Angus / Núcleo Sudeste Angus / Associação Brasileira de Angus


R$ 20,00 pagamento no local, como contribuição para despesas.


      Confirmada nossa programação para o evento, com convite anexo:

      19:00 hs - Abertura

      19:15 hs - Palestra Mercado Internacional de Carne ANGUS
                       Fabio Schuler Medeiros - Gerente do Programa Carne ANGUS

       20:00 hs- Integrando Genética a Produção de Carne de Qualidade
                       Matheus Pivato - Técnico de Fomento ANGUS

       21:00 hs- Degustação de Carne e Vinho ANGUS.

                        Atenciosamente


Luiz Renato Leite Reis
Presidente 
Núcleo Sudeste Angus

Exposição Nacional de Rústicos Angus / Expointer 2016