quinta-feira, 26 de outubro de 2017

BNDES não deve servir para a formação de oligopólios de ‘campeões nacionais’ no setor frigorífico; pecuaristas são desunidos

Recém nomeado presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, o vice-presidente do CNPC se surpreendeu ao tentar uma reunião extraordinária para discutir a crise da JBS no MS e foi desautorizado pelo Mapa. Ainda, segundo ele, a Câmara não quer tratar de assuntos econômicos e, sim, de “questões menores, paroquiais, locais e regionais”. Além de pedir mais união na categoria, quer ele mais discussões sobre um novo plano de sanidade, por exemplo sobre a necessidade de parar a vacinação contra a aftosa, e um novo plano de avaliação de carcaça e um empenho para que se aumente os cruzamentos industriais para melhorar o padrão exportador brasileiro.
Confira a entrevista com Sebastião Costa Guedes - Vice-Presidente do CNPC e Pres. Câmara Setorial da Carne Bovina
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Sebastião Costa Guedes, vice-presidente do CNPC, acabou de ser eleito para a presidência da Câmara Setorial da Carne Bovina. Ele destaca que o quadro atual da pecuária, principalmente para o produtor, é bastante desagregado. Muitas ações são feitas individualmente e são discutidas somente questões a nível regional, enquanto as questões nacionais ficam de fora do jogo.
A meta, portanto, é mudar essa orientação, discutindo problemas econômicos importantes que existem na cadeia, além de ter foco em outras questões como a sanidade e a classificação de carcaças. Ele acredita que a cadeia deve estar mais fluída, com linhas de crédito mais eficientes.
Ele aponta que a concentração das indústrias oferece certo reflexo para a economia do mercado em geral, como foi o caso do JBS no Mato Grosso do Sul. Entretanto, ele salienta que questões de cooperativas de consumo e uma parceria entre criadores e frigoríficos, em termos de metas de qualidade, questões sanitárias e a velocidade da resolução de certos problemas devem ser amplamente discutidas. Fora isso, ele também aponta que "não devemos incentivar a formação de oligopólios".
Ainda existe, entretanto, uma resistência em discutir questões econômicas na cadeia, como conta Guedes. "Mas essa é a função da Câmara", acrescenta. Por fim, ele também avalia que a imagem da carne bovina após a operação Carne Fraca deve ser melhor trabalhada.
Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

COTAÇÃO DE GADO GORDO E REPOSIÇÃO - REGIÃO PELOTAS/RS



Região de PELOTAS 
em: 26/10/2017

Preço da Carne a Rendimento
BOI: 9,20 - 9,80
VACA: 8,10 - 8,80
PRAZO: 30 DIAS 


KG VIVO: 
BOI GORDO:
4,60 - 4,90
VACA GORDA:
3,80 - 4,10
TERNEIROS 
5,30 - 6,00
TERNEIRAS
4,70 - 5,00
NOVILHOS 
4,80 - 5,40
NOVILHAS 
4,60 - 5,00
BOI MAGRO
4,50 - 4,60
VACA DE INVERNAR
3,70 - 3,80
 
*PREÇO MÉDIO. NÂO ESTÃO INCLUIDAS BONIFICAÇÕES. PRAZO DE 30 DIAS.


Fonte: Pesquisa realizada
por: http://wwwlundnegocios.com.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Bela Vista tem touro valorizado em R$ 90 mil e faturamento de R$ 1 milhão




















O reprodutor Cachamay da Bela Vista teve 50% comercializado por R$ 45 mil
Um dos remates mais esperados da temporada de primavera da pecuária gaúcha aconteceu ontem (17) à noite, em Sant´ana do Livramento, registrando excelentes médias, liquidez nas vendas e valorização expressiva de exemplar da raça Braford. O reprodutor Cachamay da Bela Vista teve 50% comercializado por R$ 45 mil, uma valorização no preço total do animal, que chega a R$ 90 mil.
O exemplar dupla marca com excelente avaliação no programa de Melhoramento Genético da ABHB, o PampaPlus, muito bem estruturado, com padrão racial e precocidade de acabamento foi adquirido por Theo Obino e contratado pela CRV Lagoa. “Um touro para produzir Touros”, afirmou Celina Maciel, proprietária da Estância Bela Vista. Outro grande destaque da noite foi o Reprodutor Maestro Tatuagem 3656, que também teve 50% comercializado por R$ 22.500, 00 e contratado pela Cri Genética.
A média alcançada nos touros Braford de 3 anos foi de R$ 18 mil e nos de 2 anos, R$ 14,250 mil. Já os touros Polled Hereford ficaram em R$ 10,475 mil. E as fêmeas Braford atingiram média de R$ 10,2 mil. A fêmea mais valorizada do pregão foi uma Braford geração 2015 prenha vendida por R$ 25.500,00. Entre os exemplares Polled Hereford o touro mais valorizado foi um reprodutor de 2 anos arrematado por R$ 21 mil.
A 53ª edição do leilão da Estância Bela Vista a cargo da Trajano Silva Remates obteve um faturamento total de R$ 1 milhão na comercialização de touros Polled Hereford e Braford e fêmeas Braford. De acordo com o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, a agilidade nas vendas e, principalmente, os preços atingidos, classificaram o leilão Bela Vista como o melhor da temporada de primavera até agora com vendas para dez municípios gaúchos, além do Mato Grosso e Paraná. “Foi muito bom o leilão, com a aquisição dos animais feita por compradores de várias regiões, com valores recordes nacional de machos e fêmeas”, afirma.
Por Tatiana Feldens, reg. Prof. 13.654
Ascom ABHB

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Carta aberta sobre Funrural é publicada na Revista VEJA desta semana

Carta publicada na edição da revista VEJA desta semana (edição nº 2552 - 18/10/2017), por produtores e entidades representativas do agronegócio, como a União Democrática Ruralista (UDR) e a Associação Nacional de Defesa dos Agricultores Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra), sobre Funrural.

VPJ GANHA SELO DE QUALIDADE POR CARNE ANGUS

VPJ ganha selo de qualidade por carne Angus

Grupo é o primeiro a receber certificação de nova categoria do programa que identifica produto de qualidade superior; próximo passo será um restaurante dentro do Eataly, na capital paulista

Abate de animais jovens da raça europeia é  exigido pela associação
Abate de animais jovens da raça europeia é exigido pela associação 
Foto: Dreamstime

 A VPJ Alimentos será a primeira empresa a comercializar carne bovina com o selo Angus Gold. Criado pela Associação Brasileira de Angus (ABA), o programa tem como objetivo identificar a carne bovina de qualidade superior.
"Nosso produto está em um patamar superior ao que já é chancelado pelo programa Carne Angus Certificada, por isso acreditamos que é preciso diferenciá-lo", afirma o proprietário da companhia, Valdomiro Poliseli Júnior, que também é criador e um entusiasta do melhoramento genético da raça.
"Estamos criando essa segunda categoria no programa para que possamos distinguir essa carne ainda mais sofisticada, volta para um público bastante exigente", explica o gerente nacional do programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros.
A VPJ será a primeira a receber o selo, mas outras empresas que cuja produção se enquadrar nos requisitos poderão ter seus produtos identificados com o selo.
Para receber a chancela de Angus Gold, a carne deve ter um índice mínimo de marmoreio - que é a gordura entremeada na carne -, muito próximo ao patamar exigido para classificar um animal como "prime" nos Estados Unidos. Hoje, o programa premia os produtores pela carne de maior qualidade, mas não usa essa medida como referência. Além disso, os bovinos precisam ter até 24 meses.
Os fornecedores de Poliseli preenchem com folga esses requisitos e entregam fêmeas superprecoces, com 16 meses. O produto que receberá esse selo abastece a linha Black Angus da VPJ. O selo será lançado no próximo dia 28, durante o leilão promovido por Poliseli.
A VPJ abate 700 toneladas por mês, das quais 30% atendem a esse padrão, no frigorífico que mantém em Pirassununga (SP), e adquire bovinos para abate de 135 produtores, de oito estados.
Os produtores recebem da VPJ um bônus de até 10%, conforme as regras do Programa Carne Angus Certificada, e um extra de 1% após confirmação da classificação do marmoreio.
O mercado da chamada "carne de qualidade", reconhecida pela maciez, sabor e marmoreio, vem ganhando destaque nos últimos anos, mas, para Poliseli, ainda há muito por conquistar. "O negócio de carne de qualidade no Brasil ainda não aconteceu", afirma. "Nossa meta é ocupar do mercado de elite da carne. Abaixo disso todo mundo já faz, o desafio é elevar esse patamar de qualidade."
Hoje, Poliseli é o fornecedor das carnes vendidas e consumidas no espaço gastronômico Eataly, em São Paulo (SP). Em novembro, o empresário irá abrir próprio restaurante no local, onde os clientes poderão escolher e degustar as carnes da marca. Ele também mantém em Ribeirão Preto a Stake Store barbecue, uma boutique em que o cliente pode consumir na loja as carnes. "Vamos abrir em 2018, cinco lojas em São Paulo e três no Rio."
Ele ainda inaugurará neste ano a 11º franquia da Stake Store - uma bouqtique de carnes da VPJ Alimentos e abriu em março a Stockyards Angus Sanduich, loja de lanches em Jaguariuna. "A meta é que a VPJ Foods responda por 20% do faturamento total da VPJ Alimentos - R$ 135 milhões por ano - em quatro anos."
Marcela Caetano

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Alegrete/RS Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação

Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação
Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação

Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação.

A Prefeita Cleni Paz da Silva recebeu na manhã desta segunda-feira (09), em seu Gabinete do Centro Administrativo Municipal, a visita dos Executivos do frigorífico Marfrig.
Na ocasião, o grupo entregou para a prefeita, um requerimento de convênio, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para habilitar a unidade de Alegrete a exportar carne para os Estados Unidos (EUA).
Para que a exportação seja concretizada, o governo americano exige que todos os integrantes do Serviço de Inspeção Federal (SIF) da unidade exportadora possuam vínculo empregatício com a Administração Pública, seja Federal, Estadual ou Municipal.
Dessa forma, a direção do frigorífico requer que a Prefeitura Municipal celebre junto à União Federal, por intermédio do MAPA, um acordo de cooperação técnica na área de inspeção de produtos de origem animal no município, garantindo a viabilidade da exportação.
“Estaremos encaminhando este requerimento para o departamento jurídico avaliar a viabilidade, através dos técnicos competentes, tendo em vista a importância da empresa em nosso município, concomitantemente a exportação dos nossos produtos.”, destacou a Prefeita.
Participaram do encontro Silvio Geddel Trindade, Gerente Comercial, Pedro Sacco, Coordenador Administrativo, Roberto Arnaud Grande, Médico Veterinário, Aloísio Espatm, Gerente da Planta Alegrete.

Um ano de turbulências para a carne bovina


Emoções não faltaram no mercado do boi gordo neste ano. E uma tempestade perfeita fez com que o ciclo de baixa do preço da arroba, decorrente da ampliação da oferta influenciada pelo aumento do abate de fêmeas (matrizes), sofresse uma pressão baixista ainda maior.
A última reviravolta no segmento foi a prisão dos irmãos Wesley e Joesley Batista. A prisão do CEO da JBS, Wesley, fez com que a processadora reduzisse de forma expressiva a compra de gado por alguns dias. Concorrentes também aproveitaram a turbulência e, como resultado, os preços da arroba caíram um pouco mais.
Embora os preços já estejam voltando aos patamares observados antes das prisões, novas quedas não estão descartadas. Na virada de setembro para outubro não houve a reação que normalmente acontece nessa época, marcada pelo aumento das compras no atacado.
Caso a demanda permaneça fraca – com muitos frigoríficos já com seus ciclos alongados -, os preços da arroba do boi enfrentarão novas baixas.
Nessa equação, não pode ser ignorado o fato de o período da entressafra estar chegando ao fim e os animais do segundo giro de confinamento estarem quase prontos para ingressar no mercado.
“A gente já tinha uma tendência de queda, mas os eventos políticos foram choques que reforçaram essa tendência”, afirmou Mariane Crespolini, pesquisadora da área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
O primeiro choque foi em março, com a Operação Carne Fraca, que provocou o embargo temporário de vários países à carne brasileira. Quando as exportações reagiram e, consequentemente, os abates voltavam ao normal, em maio, a delação dos irmãos Batista veio como balde de água fria no mercado.
Esses fatores, afirmou Lygia Pimentel, diretora da Agrifatto, levaram a retração no preço da arroba do boi no ano mesmo com o crescimento da demanda.
“Houve um aumento de abate de 8% até setembro, [mas mesmo o crescimento da demanda] e os preços saíram de uma média de R$ 154 a arroba [em São Paulo] para R$ 142”, disse. Segundo ela, com o aumento da demanda, era esperado que houvesse, no mínimo, uma estabilidade nos preços.
Gustavo Figueiredo, consultor da Agro Agility, reforçou que “não há como saber como estaria o preço da arroba no país se não fossem esses choques”. Mas, destacou, uma coisa é certa: os eventos políticos elevaram muito a volatilidade no setor.
Fonte: Valor Econômico, adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Crie, cruze e não faça careta

Crie, cruze e não faça careta

Foto: Divulgação/Assessoria
Por Fernando Furtado VellosoAssessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha
O cruzamento entre raças é uma das técnicas mais testadas, pesquisadas e comprovadas em pecuária de corte. A decisão de cruzar diferentes raças pode impactar grandemente o desempenho dos animais, aumentar a produtividade e rentabilidade das fazendas. E qual a melhor parte? Sem custos, ou como dizem os americanos: o cruzamento é almoço grátis da pecuária.

É aceitável dizer que a heterose resultante do cruzamento entre zebuínos e taurinos pode elevar em até 10 a 15% o peso do desmame. Da mesma forma, pode-se esperar aumento no peso do desmame da ordem de 20 a 25% quando combinamos o cruzamento e o uso de uma matriz cruzada, pois se soma a heterose individual à heterose materna, com elevação da fertilidade (taxa de concepção), produção de leite, etc. O campo e trabalhos de pesquisa já demonstraram estes resultados repetidas vezes.

Os ganhos produtivos obtidos nos programas de cruzamento são resultado do “vigor híbrido” dos produtos de cruzamento, também chamado de heterose. Também entendida pela superioridade dos produtos cruzados em relação ao desempenho dos pais. Esta heterose se expressa com maior magnitude quanto mais distante forem geneticamente as raças envolvidas. O exemplo que melhor explica esta situação é o cruzamento de zebuínos (Bos Indicus - Nelore, Guzerá, etc) com raças europeias, também chamadas de taurinas (Bos Taurus - Angus, Hereford, Charolês, etc). Nas raças europeias a heterose é maior entre grupos raciais mais distantes, como raças Continentais (Charolês, Limousin, etc) com raças Britânicas (Angus, Hereford, Devon, etc). 

No Brasil pecuário tudo que aqui está dito é o dia a dia de tantos produtores que usam intensivamente o cruzamento em seus rebanhos. O mais representativo é o Angus X Nelore e a técnica é comprovada e aprovada, fazendo com que o sêmen de Angus seja mais vendido que o sêmen de Nelore no país. Os ganhos produtivos ocorrem e a esperada mais @/ha é uma realidade obtida com esta decisão. Adicionalmente, os produtos de cruzamento tem maior liquidez ou maior valorização no mercado, seja para o gado de reposição ou de abate. 

No sul do Brasil, o clima e o gado são distintos, havendo predomínio de raças europeias. Vem se tornando popular e até um pouco “glamouroso” o cruzamento chamado de “careta” (Angus x Hereford ou Hereford x Angus). Provavelmente, uma das justificativas é a forte influência que sofremos do que ocorre na Argentina e com menor expressão do Uruguai. Por anos a fio os nossos vizinhos afirmaram que é o melhor cruzamento, a melhor matriz, a melhor carne, o melhor tudo. Por aqui fazemos o careta também considerando a sapiência insuperável dos “Hermanos”. Ocorre que na Argentina, a presença de raças zebuínas é mínima e o mercado deprecia os animais azebuados, seja em função da orientação de preços das indústrias frigoríficas ou de questões culturais fortemente estabelecidas. Outro item nem tão pequeno é que o carrapato não está presente na Argentina ou está em proporções bem menores que no Brasil. 

Recentemente visitei um criador de Charolês que discutiu comigo o pouco sentido técnico de se cruzar Angus com Hereford. São duas raças britânicas, tem pouco distanciamento genético, tem pouca complementariedade entre as características produtivas. Enfim, além da mudança de cor (para preto cara branca ou vermelho cara branca), poucos ganhos produtivos deverão ocorrer. Deve haver algum nível de heterose, mas provavelmente é mínimo se comparado ao possível resultado obtido no cruzamento com raças continentais ou sintéticas. Realizando o cruzamento com Charolês pode-se obter um produto com grande heterose, alto potencial de crescimento, ótimo ganho de peso nos confinamentos e altos pesos de carcaça na indústria. Provavelmente a melhor decisão é abater as fêmeas também, em função do alto potencial de crescimento destes animais e a menor eficiência reprodutiva (custo de manutenção) em sistemas pastoris, se comparadas a fêmeas menores. No cruzamento com sintéticos (ex: Brangus x Hereford), aproveita-se a heterose do uso de 3 raças e vantagens adaptativas dos genes zebuínos. 

Até as raças sofrem “bullying” e vivem os períodos de modismos. É mais chique usar a raça tal e pode ser sinal social de pobreza usar a raça menos badalada. Em tempos que se fala tanto em pensar fora da caixa, quebrar paradigmas e outras tantas expressões do momento seria uma oportunidade para mudar. Uma corrente de pensamento ou forma de consumir que vem ganhando força é o minimalismo, onde os bens materiais são os necessários e não os impostos pela dita sociedade de consumo. Que tal pensar um pouco diferente da tropa? Que tal avaliar se existem opções mais produtivas? Quem sabe vale a pena discutir sobre os benefícios do cruzamento bem conduzido com produtores que já o utilizam? O Brasil já faz isso em larga escala, mas o sul ainda está muito apegado aos chavões da Exposição de Palermo. 

Crie, cruze e não faça careta (cara feia) para novas e velhas ideias. 

* Publicado na coluna Do Pasto ao Prato, Revista AG (Outubro, 2017)

Unidade do Marfrig em Alegrete exporta 50 toneladas de carne para China

A Prefeita Cleni Paz da Silva, esteve na manhã desta terça-feira,10, a convite dos diretores executivos do Frigorífico Marfrig, acompanhando o primeiro carregamento de 50 toneladas de carne que serão exportadas para a China.
O primeiro abate do frigorífico aconteceu no dia 31 de agosto e são abatidos em torno de 550 animais por dia, sendo que 20% do gado é oriundo dos produtores de Alegrete. Até o momento segundo informações da coordenadora do RH, Cátia Gonçalves já foram contratados 672 funcionários e este número poderá aumentar, caso a planta também inicie a exportar para os EUA.
“A previsão é de que a partir da próxima semana serão abatidos 650 animais por dia. Se a unidade de Alegrete for habilitada a exportar para os Estados Unidos, aumentará o número de abates, e consequentemente o número de vagas de emprego. O objetivo da empresa é exportar 60% de sua produção, hoje estamos carregando 2 containers com 25 toneladas cada, os quais serão embarcados para a China”, ressalta Silvio Geddel Trindade, Gerente Comercial da Empresa.
A Prefeita visitou alguns setores da empresa, inclusive a câmara fria com 700 toneladas de carne aguardando para serem exportadas para países como China, Egito e Rússia.
A Prefeita cumprimentou uma equipe de funcionários do Mercado Baklizi de Uruguaiana, que estavam no local acompanhando o funcionamento do Frigorífico. A empresa Baklizi do ramo de supermercados, será uma das empresas que se instalará no município, contribuindo com a geração de renda e empregos. A previsão de inauguração da loja é Fevereiro de 2018.
Menor Aprendiz: curso Auxiliar Administrativo
A visita ao Frigorífico tratou também do requerimento de convênio, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para habilitar a unidade de Alegrete a exportar carne para os Estados Unidos (EUA). Foi tratado com a Coordenadora de RH uma parceria entre o município e o Marfrig, para realização de um curso de “Menor Aprendiz” (curso de auxiliar administrativo). A Prefeitura cederá um espaço de sala de aula para que o curso seja ministrado.
‘Importante este contato e esta parceria entre o município e o frigorífico, além da geração de empregos e renda, estamos também com a parceria do “Menor Aprendiz”, onde o frigorífico disponibilizará 33 vagas, sendo que os alunos estão garantidos para o estágio remunerado na unidade. Esta atitude é importante pois a nossa cidade necessita do entendimento das nossas empresas para colocar nossos jovens no mercado de trabalho”, ressalta a Prefeita Cleni Paz da Silva.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O mercado chinês é o mais promissor quando o assunto é a exportação de carne bovina.

Os principais produtores mundiais apostam no crescimento do consumo de carne bovina na China que, já mostram sinais de crescimento.
E por falar nisso a perspectiva do USDA é que a China apresente o maior crescimento de demanda por carne bovina dentre os maiores exportadores mundiais. 
A China tem um rebanho de bovinos que está entre os maiores do mundo. Aliás, o rebanho de vacas de corte da China, em número de cabeças, só perde para o rebanho do Brasil. 
Veja também como tem evoluído a produção de carne bovina na China nos últimos anos. Clique aqui e acesse os dados. Mas o assunto aqui é outro e vamos voltar a ele. Como está evoluindo o consumo de carne bovina na China?
A Tabela a seguir apresenta a evolução dos dados de consumo de carne bovina na China, em termos percapita, desde o ano 2000, segundo dados da OCDE.
consumo de carne bovina na China

Atualmente (2017) o consumo de carne bovina na China está em 4,07kg por habitante ao ano.

É importante mencionar que esse valor ainda é bastante modesto frente aos maiores consumidores mundiais. Mas, mesmo desconsiderando os principais consumidores de carne bovina, a FAO estima o consumo médio mundial em torno de 7,90kg por habitante ao ano.
Considerando a média mundial, a China segue bastante abaixo e isso revela o enorme potencial de crescimento do consumo no país.

O interessante é que mesmo discretamente, o consumo de carne bovina na China tem evoluído.

Entre os anos de 2000 e 2017 a alta acumulada é de 39,3% ou cerca de 2,0% ao ano, em média.
A Figura abaixo destaca o comportamento do consumo percapita de carne bovina na China entre o ano 2000 e 2017.


Fonte: Dados da OCDE (adaptado por Farmnews)
 fonte: Farmnews