domingo, 4 de fevereiro de 2018

Principais indicadores do mercado do boi –02-02-2018

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
01/02/18Diferença
31/Jan25/Jan01/Jan/18
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 145,52-0,33%0,22%-0,26%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.146,150,16%-2,25%-2,16%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.254,93-0,77%2,59%1,40%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 45,40-1,68%-1,89%2,84%
DólarR$ 3,211,38%2,15%-3,08%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou baixa de 0,33%, nessa quinta-feira (01) sendo cotado a R$ 145,52/@. O indicador a prazo foi fechado em R$ 144,79.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa 0,04%, cotado a R$ 1144,33/cabeça nessa quarta-feira (31). A margem bruta na reposição foi de R$ 1264,67 e apresentou alta de 0,50%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quarta-feira (31), o dólar apresentou alta de 0,16% e foi cotado em R$ 3,21. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 1,68%, sendo cotado a US$ 45,40. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 01/02/18
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Fev/18144,70-0,101.220383 
Mar/18144,00-0,1523529 
Abr/18143,75-0,5530 
Mai/18143,80-0,551.563198 
Jun/18144,90-0,5500 
Jul/18148,350,3000 
Ago/18149,500,3000 
Set/18150,050,3000
Out/18151,500,301.58523 
Nov/18150,30-0,10100 
Dez/18150,30-0,10800 
Jan/19150,30-0,45150 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
24/01/18145,00145,5424/01/181167,59.
25/01/18145,20146,2925/01/181172,531178,13
26/01/18145,20145,5926/01/181158,641158,45
29/01/18146,35147,4329/01/181143,091125,73
30/01/18145,65147,0130/01/181144,801158,58
31/01/18146,00146,2731/01/181144,331172,30
01/02/18145,52144,7901/02/181146,151188,23
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para fev/18 apresentou baixa de R$ 0,10 e foi negociado a R$ 144,70 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para fev/18
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
01/02/18Diferença
31/Jan25/Jan01/Jan/18
Traseiro (1×1)R$ 11,500,00%0,00%-12,88%
Dianteiro (1×1)R$ 6,700,00%1,52%-1,47%
Ponta AgulhaR$ 6,400,00%0,00%-15,79%
Equiv. FísicoR$ 134,480,00%0,44%-10,13%
Spread Eq. Físico/Esalq-R$ 11,054,16%2,30%-395,40%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 134,48. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de -R$ 11,05 e apresentou alta de R$ 0,48 em relação ao dia anterior. Conforme mostra a tabela acima.
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

sábado, 3 de fevereiro de 2018

A Farra do Boi .... Brasil a Piada Pronta do Mundo !!!

A Farra do Boi .... Brasil a Piada Pronta do Mundo !!!
Impasse de navio com 25 mil bois no Porto de Santos gera 'mais prejuízos' aos animais
Mais de 25 mil cabeças de gado permanecem há 48 horas a bordo de um navio retido pela Marinha do Brasil, por ordem da Justiça Federal, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, por suspeita de maus tratos. Para o Governo Federal, o impasse gera "mais prejuízos" aos animais e abala a imagem do país.
Entre 26 e 31 de janeiro, o cais do Ecoporto, na Margem Direita do complexo portuário, recebeu os animais que eram criados em fazendas no interior do estado, distantes 500 quilômetros do litoral. Os animais foram comprados pela Turquia e a operação de embarque no navio Nada, o maior do tipo, teve que ser suspensa.
Trata-se da segunda operação com carga viva no Porto de Santos após 20 anos. Desde o início dos trabalhos, ativistas ligados à proteção animal alegam que os bois são vítimas de maus tratos. A prefeitura multou a Minerva Foods, responsável pelos animais, em R$ 1,5 milhão e, depois, em R$ 2 milhões, por poluição.
Denúncias de maus tratos impedem o envio de milhares de bois para a Europa
Em três decisões judiciais nos últimos dias, duas em esfera estadual e uma em federal, determinou-se a suspensão do embarque (faltam cerca de 2 mil bois), o desembarque daqueles animais já a bordo e a inspeção sanitária no navio. A fiscalização foi feita, mas o relatório ainda não foi divulgado pela Justiça Federal.
A Minerva recorreu da suspensão do embarque dos animais faltantes, mas, nesta sexta-feira (2), a Justiça Estadual manteve a decisão. O impasse permanece sobre a retirada dos animais que já estão no navio, apesar de a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já preparar um plano logístico para fazê-lo.
Ainda nesta sexta-feira, o médico veterinário Guilherme Henrique Figueiredo Marques, que é auditor fiscal agropecuário, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e delegado do Brasil na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) rechaçou o impasse.
"Resta claro que a judicialização da questão, com a consequente demora para prosseguimento da viagem e desembarque dos animais no destino, causa muito mais prejuízos do ponto de vista do bem-estar animal do que o que é atribuído pelas ONGs, e que gerou o impasse", declarou, por meio de nota.
Marques explica que a exportação de bovinos no Brasil é regulamentada por uma série de atos normativos, e que a operação realizada em Santos, tanto em janeiro deste ano como em dezembro de 2017, ocorreram dentro da normalidade. Os trabalhos aconteceram, segundo ele, de acordo com regras de órgãos internacionais, como a OIA.
Operação foi realizada sob fiscalização de órgãos federais e municipais
"A fiscalização [no Brasil] é realizada em estabelecimentos aprovados para realização dessas quarentenas, e também nos pontos de egresso de qualquer modalidade [marítima, rodoviária e aérea]. O objetivo é assegurar que os animais destinados ao comércio internacional sejam transportados em bom estado de saúde", diz.
Ainda segundo o representante do Mapa, as exportações brasileiras de bovinos cresceram nos últimos 15 anos. Por isso, a modalidade é considerada pelo Governo Federal como um segmento importante do agronegócio e que, diretamente, gera uma alternativa de mercado para os produtores rurais brasileiros.
"Existe o reconhecimento por parte dos serviços estrangeiros e dos importadores quanto à robustez e à seriedade dos controles executados [no aís]. Portanto, ações como essa geram instabilidade no mercado e podem gerar desconfiança por parte dos parceiros comerciais, o que vemos com muita preocupação", comenta.
Turquia no cais
Ao longo do dia, uma equipe do Consulado Geral da Turquia em São Paulo, representando o país comprador da carga, esteve no Ecoporto para participar de uma reunião sobre o impasse. O G1 procurou os representantes, inclusive na Embaixada em Brasília, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
A Turquia é considerada justamente a principal compradora de bovinos vivos em 2017, segundo a Sociedade Rural Brasileira (SRB). Conforme dados oficiais, dos 340,34 mil bois exportados de janeiro a novembro do ano passado, 47,5% foram enviados para o país. Em dezembro de 2017, uma operação ocorreu em Santos.
Também em visita ao Porto de Santos, que celebra 126 anos nesta sexta-feira, o inistro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, afirmou que acredita na revisão das decisões judiciais. Ele disse torcer que a definição se desenrole de maneira "rápida" para evitar mais prejuízos, tanto aos animais como ao mercado.
"Esse embarque, essa operação, cumpriu tudo aquilo que é determinado pela legislação. O Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária acompanharam esse embarque desde a fazenda até o Porto de Santos, e não houve problemas. Temos a decisão judicial momentânea, que o Porto está cumprindo", declarou.
A Minerva Foods, por meio da assessoria de imprensa, informou que a exportação de bois vivos "é uma atividade regulamentada pelo Mapa" e ressalta que, em seu processo, "o manejo do gado segue todos os procedimentos adequados para preservar o bem-estar". A empresa não comentou sobre as penalidades aplicadas.
Também por nota, o Ecoporto informou que a movimentação de carga viva é uma operação experimental na instalação, mas que seguiu as regras e que todo o trabalho foi acompanhado pelas autoridades. "A empresa dará imediato cumprimento às ordens judiciais recebidas tão logo sejam oferecidas condições adequadas".
Ativistas chegaram a cair no chão durante protesto no Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
Texto e Fotos G1

Abreav explica o que está por trás da suspensão de embarque de 27 mil bois no Porto de Santos




Justiça ordenou o desembarque dos quase 27 mil bois que haviam sido carregados nos últimos dias com destino a Turquia após reforçar a suspensão do embarque de cargas vivas no Porto de Santos. Prejuízos serão milionários com a decisão.

Confira entrevista com Ricardo Barbosa - Presidente da Abreav
Na tarde desta terça-feira (1/2), foi determinado pelo juiz Márcio Kammer de Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Santos, o desembarque dos quase 27 mil bois que estão a bordo do navio panamenho Nada. A embarcação está atracada no Porto de Santos e tinha como destino a Turquia. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) não deu detalhes sobre como será a operação de desembarque e reconheceu não ter estrutura de currais para alocar o gado.
Leia a notícia na íntegra no site Globo Rural
Desembarque no porto de Santos

Desembarque no porto de Santos
Desembarque no porto de Santos
Desembarque no porto de Santos
Fotos: TV Tribuna


Fonte: Notícias Agrícolas

domingo, 28 de janeiro de 2018

Carne Hereford encerra 2017 com recorde no Frigorífico Silva

Prestes a comemorar duas décadas de existência, o Programa Carne Pampa – programa oficial de qualidade das carnes bovinas provenientes das raças Hereford, Braford e suas cruzas – criado em 1998 pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), encerrou o ano de 2017 celebrando um resultado histórico: o maior abate mensal de animais certificados já realizado em uma planta frigorífica parceira. O recorde foi alcançado pelo Frigorífico Silva, de Santa Maria – RS, que fechou dezembro acima de 4 mil animais certificados.
“Temos que comemorar os números alcançados no ano passado”, destacou o CEO da ABHB, Fernando Lopa. “Eles foram muito superiores aos projetados no início do ano, quando foi anunciada a saída do Frigorífico Marfrig do Programa. Naquele momento havia uma previsão de queda superior a 30% no número total de animais certificados. O cenário parecia ainda mais sombrio com a crise política e econômica do primeiro semestre e a desvalorização do preço do gado no Rio Grande do Sul, porém a queda ficou abaixo de 13%, com o frigorífico Silva tendo papel fundamental não só na manutenção dos abates como na abertura de novos mercados para a Carne Certificada Hereford”, completou.
O crescimento na procura pelos cortes Hereford, a consolidação no cenário nacional da carne no meio gastronômico e a parceria firmada com novas plantas frigoríficas ajudaram a modificar o cenário final. O número de abates não só cresceu de forma considerável no último semestre, como possibilitou o aumento no número total de desossa com o selo Carne Certificada Hereford no ano passado, 3,631%, com quase 1.150 tonelada certificada. O número de animais certificados em relação ao número de animais apresentados para certificação em 2017 também aumentou em 10 pontos percentuais, ultrapassando, pela primeira vez em 10 anos, a barreira dos 50% de aproveitamento, mostrando que o produtor direcionou os seus melhores animais para o Programa, a fim de obter melhores remunerações para seus animais com genética HB.
“Isso mostra uma tendência de crescimento do programa e uma grande aceitação da Carne Certificada Hereford pelo mercado consumidor nos mais diversos cortes. Estamos muito animados para 2018, já que os números de janeiro seguem em alta e há um crescimento de abates certificados em todas as plantas parceiras”, adiantou Lopa, ao comemorar o fato de os produtores ganharem, através do Programa, remuneração até 10% superior ao valor pago pelo mercado.
Animais Padrão Racial HB
No total, em 2017, foram 41.925 exemplares certificados, de 78.026  animais apresentados nas sete Plantas Frigoríficas parcerias ao longo do ano passado: Silva, Famile, Producarne e Marfrig, no Rio Grande do Sul, São João e El´Golli, em Santa Catarina, e Novicarnes, no Paraná.
Para ser enquadrado para receber o selo Carne Certificada Hereford, participante do sistema oficial de certificação brasileiro, o animal precisa dispor de no mínimo 50% de genética Hereford em cruzamentos com raças continentais, zebuínas, sintéticas não britânicas compostas ou provenientes de cruzamento industrial ou 50% de sangue Braford, desde que proveniente do cruzamento com fêmeas F1 (meio sangue) de outras raças britânicas, além de apresentarem requisitos mínimos de gordura, peso e idade estabelecidos pelo programa ao abate.
Para o Coordenador da Plataforma de Gestão da Certificação, Raoni Gonçalves Lopes, o ano de 2017 trouxe muitas conquistas na expansão e consolidação da marca e do selo Carne Certificada Hereford. “Com a saída da planta do Marfrig no Rio Grande do Sul, os números de certificação ficaram um pouco prejudicados, o que nos oportunizou, todavia, a buscar novos parceiros frigoríficos que nos possibilitassem atender a toda essa demanda por cortes CCH bonificando de forma diferenciada os criadores das raças”. Passaram a compor o rol de parceiros do Programa Carne Pampa os frigoríficos Famile e El´Golli.
Lançado de forma pioneira, o Programa Carne Pampa abriu as portas para diversos programas de certificação de carne de qualidade no Brasil. Além de poderem disputar os melhores preços no mercado, os produtores de Hereford e Braford que aderiram ao programa têm a vantagem de obter mecanismos claros e confiáveis de negociação através de indicador de referência de mercado (cepea, scoth, etc.), cujo objetivo é garantir um preço mínimo de negociação sempre acima dos valores médios praticados pelo mercado. Os valores a serem pagos pelos animais no RS podem ser conferidos diariamente no site da ABHB (www.abhb.com.br).
Por Tatiana Feldens, reg. Prof. 13.654
Ascom ABHB

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Venda de gado vivo bate recorde no RS

Embarques de animais disparam no Estado, criando polêmica entre frigoríficos e pecuaristas

Divulgação / Porto de Rio Grande

Em 2017, cerca de 85,3 mil animais foram embarcados pelo porto de Rio Grande, a totalidade para a Turquia

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Exportação de gado vivo - Brasil 2017

O Brasil cresceu em 2017 42% em relação ao mesmo período de 2016 na exportação de gado vivo.

fonte: ABREAV

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Suspensão de embarque de gado por Santos pode prejudicar operações do Minerva


Operação especial foi montada para o embarque de animais em navio no Porto de Santos, SP (Foto: Renan Fiuza/G1)
Agentes do mercado portuário confirmam programação do grupo para o final de janeiro, a exemplo das exportações efetuadas em novembro
Por pressão do deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), o órgão regulador dos transportes aquaviários fez o gestor do Porto de Santos proibir o embarque de animais vivos desde a última sexta-feira (12). O parlamentar alega maus tratos no pré e pós embarque dos bovinos e com isso pode prejudicar as exportações pelo único terminal com capacidade para grandes navios, como os afretados pelo grupo Minerva, o maior exportador de gado e que teria uma nova operação ao final deste mês. 
A Associação Brasileira de Animais Vivos (Abreav), que repudiou a medida, diz ter ouvido que o Minerva tem agendado embarque de 27 mil animais, a exemplo da última operação realizada em novembro. Notícias Agrícolas solicitou confirmação ao grupo frigorífico, que apenas se limitou a lamentar, já que “o manejo do gado segue todos os procedimentos adequados para preservar o bem-estar dos animais durante o embarque e no decorrer da viagem até o destino”.
Já o departamento de Relações Institucionais e Comunicação do EcoPorto, que administra os terminais privados por onde são feitas as operações de embarque de animais em pé, confirmou por telefone, no entanto, que havia previsão de embarque do Minerva para o final do mês, “mas que ainda a companhia não havia precisado a data de atracação do navio”, mas que “agora poderá ser adiada”.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), companhia mista federal, no comunicado divulgado aos agentes privados, disse: “A recente suspensão das operações de embarque de carga viva decorre de medida preventiva, em virtude de tramitar na Agência Nacional de Transportes Aquaviários - Antaq (órgão regulador do setor portuário) processo que definirá a realização de tais operações. Até que se conclua o trâmite, as operações estão suspensas. Após a manifestação do órgão competente, a Codesp tomará as medidas cabíveis”.
Sérgio Brandolezi Scarpelli, da direção da Abreav, lembrou que o setor segue normas internacionais sobre o bem estar animal – inclusive a entidade tem uma cartilha com orientações – e os mercados compradores também são exigentes. “A preocupação agora é com o tempo que essa paralisação pode levar, atrapalhando os embarques e trazendo prejuízos”, afirmou.
Em 2017, o Brasil embarcou mais em torno 400 mil bois em pé, sendo a Turquia atualmente o principal importador. A exemplo do crescimento de 30% nas exportações de 2017, em 2018 a entidade projeta igual percentual.
A entidade ressalta ainda que toda operação é assistida pelos órgãos reguladores federais e estaduais no âmbito da defesa sanitária animal. Esse acompanhamento é realizado na recepção e permanência dos bovinos nos Estabelecimentos de Pré Embarque (EPE) e no embarque do gado nos portos de egresso.
A alegação de maus tratos, ainda segundo a Abreav, ou condições adversas de transporte e situações inadequadas de acomodações surgem daqueles que desconhecem os procedimentos intrínsecos nas exportações brasileiras de gado vivo.
Em resposta ao deputado Ricardo Izar, da Frente Parlamentar para a Defesa dos Animais e de organizações, a abreav conclui: “Por si só, esses movimentos isolados e enfraquecidos ainda conseguem obter apoio legislativo, aparentemente mal orientado”.
fonte: Noticias Agricolas