terça-feira, 26 de outubro de 2010

Santa Maria/RS comercializa R$ 264 mil

O leilão da Cabanha Santa Maria, de São Gabriel, faturou R$ 264 mil com 92 exemplares. A média dos touros Angus atingiu R$ 5,7 mil, dos Devon, R$ 4,76 mil e dos Red Angus, R$ 5,7mil. As fêmeas Angus tiveram média de R$ 3,9 mil, as Angus CA, de R$ 3,6 mil, as Angus AD, de R$ 1,08 mil. As Red Angus AD ficaram com média de R$ 1,8 mil, as Devon, de R$ 3 mil, e as Devon PC, com 1,4 mil.

FONTE: Correio do Povo

Red Concert destaca fêmeas

Cabanha Catanduva celebrou 20 anos com oferta exclusivamente importada e faturou R$ 602,4 mil
O leilão Red Concert Internacional da Cabanha Catanduva tem tudo para se tornar um evento tradicional no calendário de leilões do Rio Grande do Sul. A primeira edição, que comemorou os 20 anos da cabanha, com oferta importada da Argentina e do Uruguai, superou as expectativas do criador Fábio Gomes. Com faturamento de R$ 602,4 mil para a venda de 29 lotes Angus, o resultado foi 20,4% maior do que os R$ 500 mil planejados. "Tivemos preços expressivos e pretendemos manter este evento."
O remate, realizado em Porto Alegre, no Centro de Eventos do Sport Club Internacional, colocou em pista exemplares das cabanhas La Coqueta e Santa Clotilde, ambas localizadas no Uruguai. Segundo o escritório Tellechea & Bastos, as 25 fêmeas vendidas em pista e as duas adquiridas nos bretes alcançaram média geral de R$ 19,94 mil. O único macho saiu por R$ 40 mil, e a prenhez do touro King Rob X TE 32, por R$ 24 mil.
O exemplar mais valorizado da noite foi a fêmea Aguacil 3 Solvente Contra Amancay vendida com cria ao pé por R$ 96 mil para a Cabanha da Maya (Bagé). A propriedade levou outras três fêmeas, totalizando R$ 252 mil. O criador Marco Antônio George da Costa, de Jundiaí (SP) comprou, por telefone, uma das fêmeas mais caras da noite, Catanduva Joselene Grand Canyon 1277. Prenha do touro Nostradamus, ela saiu por R$ 55,2 mil.

FONTE: Correio do Povo

Braford domina em Dom Pedrito/RS

Reforçando a intensa procura pelas raças sintéticas que vem crescendo paulatinamente na preferência de criadores de terneiros, invernadores e multiplicadores de genética, as estâncias Guatambu, Alvorada e Caty comercializaram 349 animais Braford e Hereford por R$ 1.302.700,00 em seu trigésimo oitavo leilão de primavera, sábado, em Dom Pedrito. A venda de todos os 66 touros Braford pela média de R$ 8.694,62 puxou a receita, 3,57% superior a 2009. Os machos não esquentaram pista, saindo em pouco mais de um minuto cada.
Ao avaliar como "espetacular" o resultado do remate, que não encontrou compradores para apenas nove animais, Valter Pötter, da Guatambu, atribuiu o crescente interesse pelo Braford aos resultados a campo como precocidade, bom peso de carcaça, rápido ganho de peso e rusticidade, características perseguidas por fornecedores de frigoríficos e produtores de terneiros. "O mercado está num momento de valorização do Braford."
Não por coincidência, um touro Braford (Lote 28, Tat H23), foi o preço mais alto da tarde: R$ 22,5 mil. Filho do grande campeão de Esteio Fórmula I e do seleto grupo dos 5% melhores dentre todos os machos da Conexão Delta G no país quando o assunto é ganho de peso na fase final, o touro da Caty foi vendido para Cícero Côrrea, da Fazenda Lageado Vermelho (Quaraí). "Para ganhar dinheiro no asfalto, só Braford e Merino", destacou.

Médias de preço
- Machos:
Braford: R$ 8.694,62
Hefeford: R$ 6.709,38
- Fêmeas:
Braford: R$ 1.838,56
Hereford: R$ 1.642,82

FONTE: Correio do Povo

Bagé/RS terá central de genética

A parceria entre as cabanhas Catanduva e da Maya ganhará um novo capítulo. Os proprietários decidiram investir juntos em uma central de coleta de sêmen e de embriões, que terá sede em Bagé. O criador Fábio Gomes avalia que há espaço para crescer neste mercado, já que o Brasil demanda 1,5 milhão de doses Angus por ano, sendo 500 mil nacionais e as demais importadas. "Queremos começar já. Vamos usar uma estrutura que a Cabanha da Maya tem de 120 hectares." Inicialmente, segundo ele, a central terá dez touros Angus e dez Jersey, mas sem excluir as demais raças. "Vamos aumentar conforme o cenário se comportar. Temos ideia de mercado nacional, mas com possibilidade de exportar para Uruguai, Paraguai e Bolívia."

FONTE: Correio do Povo

Brasil pode exportar carne bovina para a Argentina

A Argentina, a quinta maior produtora de carne bovina e o sexto país no ranking das exportações mundiais, de acordo com estatística da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), deve passar, no curto prazo, a importadora do produto. Para Luciano Vacari, diretor superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o Brasil, mesmo com o volume de animais prontos para abate reduzido pode suprir o iminente déficit de carne do país. "Eles vão ter de importar de alguém. Há possibilidade de os argentinos comprarem do Brasil."
No entanto, segundo Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria, os embarques para a Argentina vão depender de políticas públicas locais. Já que o país nunca foi importador de bovino.
Ainda de acordo com Tonini, a oferta de carne na Argentina hoje é pouca e os frigoríficos operam com um volume baixo de animais para abate em relação aos últimos anos. "Já falta carne na Argentina. O momento é de oferta muito restrita", diz. Estimativa da Abiec aponta que a produção de carne bovina no país vizinho caiu 12,5%. Em 2009, a pecuária argentina produziu 3,2 milhões de toneladas de carne, ante 2,8 milhões de toneladas em 2010. Com isso, os preços da arroba do boi gordo no país avançaram mais de 110% nos últimos dez meses.
Dados da Scot mostram o valor da arroba bovina no país no início de janeiro deste ano a US$ 31,72, atualmente a cotação gira em torno de US$ 68,80. "A alta nos preços pode interferir no consumo do país, que está entre os mais altos do mundo", diz Tonini.
De acordo com levantamento da Abiec, em 2009 os argentinos consumiram 2,64 milhões de toneladas de carne bovina. A Scot aponta um consumo per capita entre 55 e 56 quilos por ano.
A quebra na safra bovina da Argentina ocorreu devido à limitação nas exportações imposta pelo governo de Cristina Kirchner, segundo o superintendente.
Para Vacari, a medida do governo local, de reduzir os embarques do produto para aumentar a disponibilidade de carne no mercado doméstico só funcionou nos planos de Kirchner, presidente da Argentina. "As exportações da Argentina sempre foram significativas, a limitação desestimulou o pecuarista, que começou a abater matrizes", observa.
No Brasil, apesar de os frigoríficos operarem em escalas curtas, por escassez de bovino pronto para abate, o momento atual é de retenção de fêmeas, o que sinaliza investimentos no setor. A previsão do mercado é de recuperação do rebanho nacional em 2014. Até lá, os preços da carne devem se manter altistas. Tanto que as cotações da arroba do boi gordo em São Paulo já ultrapassaram a casa dos R$ 100. No início do mês, o setor previa que esse patamar poderia ser atingido até o fim do ano.
Segundo Tonini, o equivalente físico calculado pela Scot, que apura a receita com a venda da carcaça bovina pelo frigorífico, passou o preço do boi pela primeira vez no ano.
Isso mostra, de acordo com a analista, que, apesar da grande dificuldade em comprar animais terminados, sendo necessário oferecer cada vez mais pela arroba, o consumo interno está bom. O que permite a indústria aumentar os preços do produto no atacado, melhorando, de certa forma, suas margens.
Normalmente, ao comercializar a carne com osso, as indústrias não conseguem receita acima do valor da arroba. "A significativa alta da carne bovina com osso possibilitou que a diferença ficasse positiva", pondera.
Hoje, segundo Tonini, a diferença no preço da carcaça ante a arroba está 1,2% a mais.
A média nacional da carcaça frente a arroba gira em torno de 10% a menos. "Em 2002, chegou a menos 20%."

Fonte: DCI

Escassez de bovinos e preço em alta favorecem pecuária

A arroba bovina em Mato Grosso do Sul se aproximou esta semana a casa dos R$ 100. Com a tendência de elevação de consumo da proteína animal e o cenário de valorização da carne bovina em âmbito global o prognóstico é mais do que positivo para o pecuarista.
Ainda que a recomposição do rebanho ao ponto de atender o crescimento da demanda demore três ou quatro anos, de acordo com o ciclo de abate do gado, a tendência de mercado firme e sem oscilações sugere um período no qual o produtor poderá compensar os baixos resultados acumulados nos últimos anos.
Para se ter uma idéia da supervalorização do boi, a arroba já subiu 30,96% desde outubro, saiu de R$ 71,78 e atingiu R$ 95, ontem, segundo cotação da Rural Business.
A indústria diminuiu a produção e não descarta cortar funcionários para evitar prejuízos se a oferta não aumentar e o preço do animal continuar subindo.

A avaliação é da assessora técnica de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Adriana Mascarenhas, a partir da valorização da arroba do boi que, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, atingiu R$102,90 na quinta-feira (21) para negociações à vista e R$ 103,53, à prazo. Maior preço nominal desde a criação do indicador, o valor da arroba é impulsionado por um conjunto de fatores que fizeram o gado se tornar escasso, tais como a forte estiagem dos últimos meses. “O abate de matrizes há cerca de quatro anos, quando o produtor estava descapitalizado, também contribuiu para o quadro atual de baixa oferta de animais”, complementou Adriana.
Paralelamente, o consumo interno se mantém em ascensão e a demanda externa demonstra que vai continuar crescendo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demonstram que o volume de carne in natura exportado no acumulado deste ano é 10% superior ao do mesmo período do ano passado. O resultado dessa matemática não poderia ser diferente, gerando a elevação no preço do produto.
A Argentina, que junto como Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal, viu a carne dobrar de preço nos últimos meses. “No Brasil, nós saímos do pior para o melhor preço da arroba dos últimos 50 anos”, enfatiza o presidente do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira.
Obedecendo a ciclos históricos com picos distintos de oferta e de preço, a pecuária nacional – não só a bovina, mas a suína e de aves também - vive a perspectiva de recuperação, ainda que a alta nos preços também interfiram no ritmo de reposição do rebanho. “Não só o valor da arroba, mas os custos de produção e a reposição de bezerros também estão altos”, alega Nogueira. Para o dirigente, se o mercado continuar aquecido, a reposição do rebanho talvez exija um fôlego que o pecuarista não tem.
No âmbito do mercado internacional, o prognóstico de crescimento de demanda já se reverteu na disputa pela oferta da carne, voltando os olhos do mercado para os países do Mercosul, região produtora que reúne maiores condições de expansão e de competitividade. Esse movimento tem a contribuição de mercados emergentes como a China. Notícias veiculadas essa semana dão conta que o país aumentou a compra de carne 22 vezes em agosto em relação ao importando no mesmo mês do ano passado. “Já imaginou se cada chinês aumentar mais um bife na sua alimentação?”, indaga Adriana.
Congresso da Carne – É nesse cenário que a Famasul organiza o Congresso Mundial da Carne, que pela primeira vez será realizado em Mato Grosso do Sul. O evento vai reunir em Campo Grande, em junho de 2011, representantes de todos os elos da cadeia produtiva e de comercialização da carne em âmbito internacional. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel, a realização do Congresso será uma oportunidade de evidenciar ao mercado externo a eficácia do sistema produtivo da pecuária nacional.

Fonte: Correio do Estado

Comércio Exterior: Abiec defende mais competitividade para manter mercado externo.

Segundo Camardelli, para vencer novos competidores, a carne bovina terá que investir em diferenciais.

Antônio Camardelli, presidente da Abiec, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, participou em Paris, França, do Sial, Salão Internacional de Alimentação, realizado entre os dias 17 e 21 de outubro.
O executivo afirmou que o maior desafio da carne bovina brasileira no exterior é a competitividade. "Observei, durante a Sial, que há uma isonomia de preços da carne bovina no exterior. Passamos a ter competidores que até então não eram nossos concorrentes. Portanto, temos que trabalhar para manter a competitividade da carne bovina brasileira", afirmou.
Segundo Camardelli, não há como promover uma queda nos valores da carne no momento, já que a matéria-prima está muito cara e o dólar não para de depreciar, situação que se repete no mundo todo. "Temos que agregar valor ao nosso produto, através de avanços técnicos e ganharmos com isso", concluiu.

Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Novilho Precoce MS e Frigorífico JBS retomam parceria

Passados quatro meses do término da parceria com o Frigorífico JBS a diretoria da Novilho Precoce MS confirmou esta semana a retomada dos abates com a indústria frigorífica, conforme novo acordo comercial

sta semana a retomada dos abates com a indústria frigorífica, conforme novo acordo comercial
O contrato de “compra e venda” de bovinos prevê um abate inicial de 35 mil animais com escalas já agendadas para próxima semana, sendo o primeiro abate com um volume de 200 animais a serem abatidos na Capital.

Conforme o diretor presidente da Associação, Alexandre Scaff Raffi, a parceria continuará baseada no diferencial do grupo, que é a produção de carne de qualidade. Ainda segundo Raffi, assim como no contrato anterior, permanece o pagamento de um “plus” para os animais precoces e que cumprirem as demais exigências estabelecidas pela parceria, seja para machos ou fêmeas.

O diretor financeiro da Associação explicou que a retomada da parceria vinha sendo discutinda pelas partes mesmo antes do término do contrato em vigor, naquela ocasião. "Sempre defendemos que a aliança seria bom para os dois lados e que esta relação comercial só vem fortalecer a cadeia da carne. Continuaremos a entregar o produto dentro das especificações que a indústria necessita, seremos remunerados por este trabalho e o consumidor continuará a ter a garantia de uma carne de qualidade", pondera Nedson Rodrigues Pereira.

A primeira parceria entre os produtores e o frigorífico vigorou pelo período de um ano (junho 2009 – quando ainda Bertin – a junho 2010) quando mais de 70 mil animais foram abatidos.

Para maiores informações sobre a Novilho Precoce MS acessewww.novilhoms.com.br. Os interessados em integrar o grupo de associados à instituição podem obter maiores detalhes pelo telefone (67) 3324-7082.
FONTE: PORTAL DO AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo segue com poucos negócios, mesmo com preços em alta

Poucos negócios com o boi gordo, mesmo com preços em alta.
As escalas em São Paulo atendem de 2 a 3 dias, com abates em níveis reduzidos. O preço referência do boi gordo subiu e está em R$101,00/@, a prazo, livre de imposto. Alta de 9,8% em 30 dias.
Este valor é 32,5% maior que no início do ano. Em 2009, nessa mesma época, o preço do boi gordo em São Paulo acumulava baixa de 10,3%, em relação ao início daquele ano.
No Mato Grosso do Sul houve reajuste em todas as praças, a oferta é curta. O boi gordo é negociado por R$95,00/@, a prazo, livre do imposto em Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.
O preço do boi gordo teve reajuste em 16 das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. No último mês a valorização média nas praças pesquisadas ficou em 5,3%, em 2010 a alta está em 28,5%.
A próxima semana deve ser de mercado firme, uma vez que a oferta de animais não tem respondido às altas de preços.
No mercado atacadista com osso os preços estão estáveis, com oferta curta. De todas as peças negociadas, apenas o dianteiro casado não está no maior valor histórico, em termos nominais.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Remates Hereford e Braford do Pampa Gaúcho faturam quase 1,5 milhão


Com o faturamento de R$ 299,550 no Remate da Carcávio, Pedra Grande, Santo Antônio e Ciprestes ocorrido na última quinta-feira (21-10) em Santana do Livramento, encerra-se o ciclo de 3 remates promovidos pelo Núcleo do Pampa Gaúcho de Criadores de Hereford e Braford e chancelados pela ABHB. 46º Bela Vista e Convidados, Reculuta e São Bento e Carcávio, Pedra Grande, Santo Antônio e Ciprestes faturaram juntos cerca de 1,5 milhão de reais. Ressaltando também que os três leilões tiveram pista limpa com a venda de 130 reprodtores da raça Braford.
O remate da Carcávio, Pedra Grande, Santo Antônio e Ciprestes teve médias superiores em até 50% em relação ao remate do ano passado. Para os reprodutores braford a média geral foi de R$ 6.921,00, os touros hereford, R$ 4.875,00 e as fêmeas braford R$ 1.718,00.
O presidente do Núcleo do Pampa Gaúcho, Eduardo Soares e um dos promotores do remate da noite dessa quinta (21-10) comemora os bons resultados obtidos e afirma que 2010 está sendo um ano muito importante para as raças HB não só na fronteira, mas em todas as regiões do estado.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Hereford e Braford - ABHB.
FONTE: Agrolink

Importadores europeus competem por oferta de carne

Desde que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) prognosticou que, no futuro, os preços da carne bovina seriam mais caros que os do caviar, pelo crescimento da demanda e pela queda da oferta, os grandes importadores mundiais desataram uma corrida para garantir esse alimento. Essa loucura por comprar está sendo vivida na Feira SIAL, em Paris, que termina nessa semana.
"Há uma forte demanda, mas a indústria uruguaia tem um pouco de medo de concretizar negócios pela falta de oferta", disse o vice-presidente do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), Fernando Pérez Abella.
A indústria frigorífica uruguaia (20 empresas) e os brokers que habitualmente fazem negócios com importadores do mercado europeu, estão todos em Paris. "Há uma demanda tremenda por carne, todos compram frango, cordeiro e carne bovina", disse Abella. Porém, além do interesse na carne, há outros países, como Turquia, que querem garantir o gado. "Os turcos têm muito interesse no gado em pé e estão oferecendo preços exorbitantes como US$ 3,50 em pé. Nós já dissemos que o interesse do Uruguai é vender carne e não gado em pé", disse ele, que garantiu que o stand do INAC está sendo muito visitado por importadores.
As comercializações que mais crescem estão relacionadas ao Mercosul, a principal região do mundo produtora de carne bovina e a que tem maiores possibilidades de abastecer o mercado, porém, apresenta uma grave falta de gado, fato que repercute na falta de oferta global e nos preços locais de venda.
Por outro lado, a delegação uruguaia também visitou, na Irlanda, vários frigoríficos e manteve contato com produtores e industriais para ver o sistema de tipificação de carnes aplicado nesse país. Na Irlanda, a tipificação faz uma leitura que tira foto da meia carcaça e a classifica. A ideia era ver se o Uruguai pode adotar um sistema similar e evitar a famosa discussão pelos rendimentos do gado entre produtores e frigoríficos. "Existe um pré-acordo de preços e ninguém questiona a tipificação pela qualidade da máquina", completou Abella.

FONTE: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Vendas de sêmen e abate de fêmeas

As vendas de sêmen estão boas e devem se manter assim por mais tempo.

Estamos no início da estação de monta e as pastagens ainda não permitem a melhoria da condição corporal das fêmeas, o que atrasa os trabalhos reprodutivos em algumas regiões.

Onde a seca se prolonga, existe expectativa de que a condição corporal aquém da desejada atrapalhe as taxas de prenhez da estação.

Quanto à movimentação do mercado de genética, a maioria que pretende inseminar já comprou seus insumos, o que pode deixar o mercado menos movimentado daqui para frente. De qualquer forma, as vendas estão boas, pautadas pelo bom desempenho do mercado do boi gordo e da reposição neste ano.

O boi gordo, que já vinha firme, subiu forte nas últimas semanas estimulando as vendas desta estação.

Aparentemente a retenção de fêmeas continua. Ou seja, aumentou o investimento na cria.

Observe na figura 1 a correlação entre a participação de fêmeas nos abates no primeiro semestre e as vendas de sêmen.



Se a tendência se mantiver, em 2010 devem ser vendidas mais de 9,5 milhões de doses.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Cepea: preço do boi gordo é o maior desde 1.994

O mercado de boi gordo está em alta. A média Cepea registrou essa semana o maior preço desde 1.994.
A cotação passou dos R$ 100. O indicador Cepea corresponde ao preço bruto da arroba do boi gordo, negociado em São Paulo. Segundo os pesquisadores do Centro de Estudo em Economia Aplicada, a oferta de animais para o abate diminuiu por causa da seca dos últimos meses, o que provocou o aumento no preço.

Fonte: EPTV

MAIS FOTOS DO DIA DE CAMPO EM PEDRAS ALTAS DIA 21.10.2010




FOTOS DO DIA DE CAMPO EM PEDRAS ALTAS EM 21.10.2010 - Propriedade de Sérgio Souza Fernandes e filhos
















Novas máximas no mercado do boi gordo

O movimento de alta para o mercado do boi gordo era esperado por praticamente todos os players, pelo menos ao longo do 2º semestre, entretanto, a intensidade tem surpreendido mesmo os mais otimistas. Sempre há quem aposte em boi nas alturas, mas os fundamentos estão dando fôlego para o tão esperado boi de R$100,00/@ sem sinal de arrefecimento à vista.
Não seria possível observar esse cenário sem que os fatores altistas envolvessem tanto a oferta quanto a demanda. A falta de gado para abate dificulta as compras, mas a indústria não tem alternativa a não ser elevar os preços, sobretudo diante dos estoques de carne permanentemente enxutos e ociosidade elevada. Nos últimos dias o boi gordo registrou a máxima histórica no físico e nos futuros (BM&F), enquanto a carne bovina registrava máxima no atacado.
O bom momento econômico tira força do discurso sobre inflação alimentar, mas o aumento na participação de proteínas mais baratas é recorrente, sobretudo quando produtos de luxo como o bacalhau estão mais em conta do que a tradicional picanha bovina.
A alta no preço da carne bovina é também um dos principais fatores de alta para a carne suína e de frango. O clima também ajudou no movimento altista, uma vez que a incidência do La Niña com forte intensidade resultou em seca severa em várias regiões do País e, com isso, baixa oferta de gado de pasto.
A situação atual é de escalas curtas, oferta restrita de gado confinado e preços elevados para o boi magro, impulsionado pela alta do boi gordo. Os preços do bezerro também retomaram o movimento de alta nos últimos meses, após apenas ensaiar um enfraquecimento entre julho e agosto, o que reduz o interesse do pecuarista em vender fêmeas para abate. Dessa forma, no acumulado desde o início do ano o boi gordo subiu 24,7%, em linha com a carne bovina (+24,3%). Mas a dúvida permanece: vai mais?
Pela precificação da BM&F, o mercado sinaliza novos recordes até novembro pelo menos. Em relação ao indicador Esalq (preço spot), o contrato de novembro na BM&F era negociado com 2,2% de ágio no pregão de hoje (20/10) e para dezembro com um pouco menos de ânimo e ágio de 1,1%. Entretanto, é preciso ficar de olho na capacidade do varejo em absorver essas novas altas, enquanto permanece a expectativa de chegada da safra apenas para final de dezembro e começo de janeiro de 2011. O mercado segue firme, mas esperar que R$100,00/@ vire piso é euforia.

FONTE: www.agroblog.com.br / Autor Leonardo Alencar

ATENÇÃO


Funrural deve ser recolhido por produtores rurais


A Farsul está orientando aos produtores rurais que efetuem o recolhimento do Funrural. A medida é resultado da negativa de liminar impetrada pela Federação e que autorizava o deposito em juízo do mesmo. De acordo com o assessor jurídico da Farsul, o Tribunal Regional Federal cassou a decisão que antecipava a tutela e permitia aos produtores rurais ligados ao Sistema Farsul depositar o valor em juízo. “A ação prossegue somente quanto ao mérito, portanto não é mais possível fazer depósito em ações ligadas ao Funrural. Trata-se de decisão recente, que deve ser cumprida na sua integralidade” explicou.

As informações são da assessoria de imprensa da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul -Farsul.
FONTE: Agrolink

ATENÇÃO


Escassez de boi gordo diminui abate em frigoríficos

A escassez do boi gordo para abate começou a afetar o funcionamento dos frigoríficos brasileiros. Tanto é que a maioria deles já reduziu os dias de abate e encurtou o prazo de escala de uma semana para, no máximo, dois dias.
A escassez chega ao bolso do consumidor, e a carne já chega a custar mais que o bacalhau. Na região de Ribeirão Preto, os frigoríficos diminuíram em até 30% o número de abates diário. No Barra Mansa, em Sertãozinho, a queda foi de 28,5%; de 700 cabeças para 500 cabeças de boi por dia. Já os dias de abate caíram de seis para quatro e, às vezes, até três.
Segundo o responsável pelas compras, Osmar Marques, o boi que era comprado para daqui a uma semana agora precisa ser adquirido e entregue em até 48 horas. Caso contrário, o frigorífico corre o risco de ficar sem carne. "E o trabalho, que era de segunda a sábado, agora é realizado de quarta a sexta."
No Frigorífico Minerva, de Barretos, os dias de trabalho caíram de seis para cinco. E a queda só não foi maior porque a empresa, que tem nove frigoríficos espalhados pelo país, intensificou sua estratégia de mercado para conter a escassez de boi gordo. "Estamos utilizando o nosso próprio confinamento para a engorda dos bois, inclusive com bois vindos dos nossos fornecedores", disse o gerente de mercado do Minerva, Fabiano Tito Rosa.
Além disso, o frigorífico dobrou a compra futura de boi para 300 mil cabeças. "Desde o começo do ano estávamos com a impressão de que haveria uma escassez. Mas, já em maio, diagnosticamos a baixa oferta e intensificamos as estratégias de mercado", disse.
Apesar da situação, o presidente da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), Péricles Salazar, não acredita em desabastecimento. "Tudo que foge ao normal volta ao normal."
Ele afirmou que a recuperação do mercado deve ocorrer em até dois anos. "Esse é o prazo para o produtor voltar a acreditar, investir em matrizes e bezerro, para lá na frente ter um gado em situação de abate", disse. No entanto, a expectativa é que os preços atuais se mantenham até o final do ano.

FONTE: Folha de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.