terça-feira, 25 de março de 2014

A experiência das pessoas com idade mais avançada deve ser muito valorizada, assim como o entusiasmo dos mais jovens – Lucas Lieberknecht


Captura de Tela 2014-03-18 às 09.39.34
Lucas Lieberknecht é engenheiro agrônomo e produtor rural. É natural de Panambi (RS) e desenvolve sua produção de grãos e pecuária em diferentes municípios do Rio Grande do Sul.
BeefPoint: O que você implementou de diferente na pecuária do Sul do Brasil, que levou você a ser um dos finalistas do Prêmio BeefPoint Edição Sul 2014?
Lucas Lieberknecht: Foi uma grata surpresa e grande satisfação estar ao lado de pessoas que considero tanto na pecuária do Sul nesta indicação do Prêmio BeefPoint Edição Sul. Sempre acreditei na pecuária, percebia que em geral (no Sul), é uma atividade carente de eficiência produtiva. E neste sentido, venho desenvolvendo meu trabalho de forma a otimizar a produção (em qualidade, quantidade e viabilidade).
Para isto, foi necessário buscar demanda para o produto que melhor se enquadra nas nossas particularidades. E mais, um objetivo leva a outro… Nunca me agradou a passividade da reclamação.
BeefPoint: Em sua opinião qual o papel de um líder pecuário?
Lucas Lieberknecht: Dentre os que considero meus líderes, a característica comum mais marcante é o incentivo ao pensamento. Não existe fórmula, não existe regra. Incentivar a busca por soluções, fomentar a troca de ideias, o debate, a troca de informações, refletir sobre os meios de se chegar ao objetivo são coisas que frequentemente busco com “meus líderes.”
BeefPoint: Quais as principais diferenças, como maneiras de pensar e agir de um líder da nova geração (até 45 anos), comparado a um líder pecuário com mais de 45 anos?
Lucas Lieberknecht: Penso que a experiência das pessoas com idade mais avançada deve ser muito valorizada, assim como o entusiasmo dos mais jovens. Quanto a maneira de agir, a vocação não é suficiente sem iniciativa.
BeefPoint: O que vem te trazendo mais resultados? 
Lucas Lieberknecht: Vai parecer engraçado, mas deixar de ser somente gaúcho para ser gaúcho e pecuarista foi muito válido. A cultura tradicional é válida, mas eficiência é fundamental no atual ambiente de competição por fatores de produção que vive o Sul. Neste contexto, busco sempre melhorar a genética, a nutrição e o manejo de modo simples e objetivo. Paralelo a isto, tenho trabalhado juntamente com parceiros no desenvolvimento de um projeto que visa dar liquidez e agregar valor ao produto final.
unnamed (1)
BeefPoint: Todos sabemos que aprendemos mais com nossos erros. O que fez e deu errado? Você poderia nos contar?
Lucas Lieberknecht: Trabalhar desalinhado com a demanda existente, e não programar a liquidez do produto foram algumas dificuldades que passamos, mas foram experiências válidas para aprendizado.
BeefPoint: O que você considera mais importante na pecuária?
Lucas Lieberknecht: Sou de origem agrícola, isso me faz comparar muito ambas atividades, mesmo com níveis de investimentos distintos. A rentabilidade, a segurança e a liquidez – não necessariamente nesta ordem – da pecuária são coisas que me fazem acreditar cada vez mais na atividade. O que falta em uma atividade de baixo custo/investimento e baixa eficiência?
BeefPoint: Qual o maior desafio da pecuária do Sul do Brasil hoje?
Lucas Lieberknecht: Na produção, é preciso aumenta-la para competir com o avanço da agricultura. Mas por outro lado, não sou tão pessimista em relação ao tema, pois acredito que a diminuição de área de pecuária está tirando os produtores da inércia, e tem aumentado projetos de otimização da produção, assim como a valorização do animal.
unnamed (3)
Na comercialização, buscar uma demanda por produto que valorize as diferenças do Sul, além da raça, a história, a tradição e o ambiente produtivo é um desafio. O Brasil central tem enormes projetos de melhoria de carne, com incremento de raças britânicas, nutrição, manejo, etc. Se, de fato, a carne produzida no Sul é diferente, então precisamos identificar e vender.
BeefPoint: Qual inovação / novidade na pecuária de corte você mais gostou dos últimos anos? O que estamos precisando em inovação?
Lucas Lieberknecht: Um avanço foram os programas de fomento da carne de maior qualidade. Mudanças nas relações comerciais entre produtor, indústria e varejo e/ou a entrada de produtores no varejo seriam uma inovação interessante. Particularmente é isso que buscamos, mas ainda é difícil e falta confiança entre as partes.
BeefPoint: O que você pretende fazer de diferente em 2014? E por quê?
Lucas Lieberknecht: Nossa produção aumentou e buscaremos minimizar os efeitos da sazonalidade de produção que são característicos do Rio Grande do Sul. Temos primavera, verão, outono e inverno bem definidos e é um desafio manter a regularidade produtiva ao longo do ano. E com isto, posso afirmar que os demais elos da cadeia também se beneficiarão com isso.
BeefPoint: Qual o exemplo de líder pecuário no Sul do Brasil hoje? Quem você admira por fazer um excelente trabalho? 
Lucas Lieberknecht: Tem vários, mas vou correr o risco de citar dois. Assim, admiro o trabalho do Sr. Fernando Lopa - a frente da ABHB, um profissional de posicionamento claro e objetivo, e o Fernando Furtado Velloso, que não se abstém de opinar e trocar ideias.
BeefPoint: Em sua opinião, o que deve ser feito para aumentar o envolvimento dos jovens na agropecuária?
Lucas Lieberknecht: Minha família sempre me apoiou no sentido de desenvolver a vocação. Sou grato por isso. Penso que este é o caminho. Mas sem moleza ou romantismo.
Qual seu recado para os pecuaristas?
Lucas Lieberknecht: O perfil de produtor que acompanha o BeefPoint já denota um diferencial à maioria, pois busca novidade, informação de qualidade, e talvez não se “enquadre” no perfil de produtor a quem dirijo meu recado… Mas, no geral, tenho dito que estamos entrando em um novo ciclo. A busca por qualidade, regularidade e confiança estão presentes. O que é bom já está valorizando. Comparar atividades, fazer as contas e buscar informação trazem resultados excelentes. Acredite na pecuária!
unnamed
 fonte: Beefpoint

Uruguay exportará ganado en pie hacia Brasil


La posibilidad de exportar ganado en pie, con destino a faena, hacia Brasil, ya es un hecho. El gigante norteño ha mostrado un singular interés para concretar negocios por vacas gordas, que en Uruguay por el momento no tiene aceptación por la industria frigorífica, lo que ha generado una nueva oportunidad para los productores. El precio que se maneja en el vecino país es mucho más atractivo —entre 50 y 60 centavos de dólar más—, lo que ya provocó que empresas exportadoras soliciten autorización al Ministerio de Ganadería (MGAP).
Desde el MGAP se les comunicó a productores e intermediarios que no existe ninguna restricción por ese tipo de negocios. En ese sentido se anunció que entre ayer y hoy se firmará la resolución que habilita a una empresa que solicitó ser autorizada el día viernes, a enviar ganado para faena hacia Brasil.
El presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie (UEGP), Alejandro Dutra, dijo en diálogo con radio Carve que “hay pedidos concretos desde Brasil por vacas gordas”. Agregó que “más de una empresa está negociando y en estas horas el MGAP firmará la resolución correspondiente”.
En cuanto a los valores y la oportunidad del negocio, el principal de la UEGP indicó que descontando los costos de trámites y flete, el valor que se ofrece por vacas es muy similar al de Uruguay en la actualidad, “pero permite una mayor fluidez en los negocios”. No obstante, las referencias que obtuvo Tardáguila Agromercados por negocios de vacas gordas concertados en la semana pasada en el estado brasileño de Rio Grande do Sul fue de US$ 3,45 el kilo carcasa, mientras que en Uruguay la referencia fue de US$ 2,70-2,80.
fonte: Tardaguila Agromercados

segunda-feira, 24 de março de 2014

Marfrig vê espaço para novos repasses nos preços da carne no mercado externo

SÃO PAULO, 24 Mar (Reuters) - A Marfrig, segunda maior processadora de carne bovina do país, vê espaço para mais repasses de preços da carne bovina exportada pelo Brasil, como forma de compensar a forte alta do custo da matéria-prima, disse o presidente executivo da companhia, Sérgio Rial.
O preço da arroba bovina no Estado de São Paulo, uma das referências para o mercado brasileiro, acumula forte alta no ano, com o produto sendo negociado em valores recordes nominais.
"Com este crescimento de classe média, que não é um fenômeno de hoje, o mundo em desenvolvimento continua demandando. Quer dizer, este crescimento de proteína animal é uma realidade", disse o presidente-executivo, Sérgio Rial, a jornalistas no intervalo do Global Agribusiness Forum 2014.
Ele acrescentou que esta crescente demanda é o que sustenta a alta dos preços da commodity no mercado internacional.
Rial afirmou que vê espaço para um aumento dos preços médios da tonelada de carne exportada pelo Brasil, mas evitou fazer estimativas de quanto poderia ser este incremento.
"A indústria até agora tem sido capaz de repassar este aumento (de custo) no mercado internacional por causa da demanda forte", disse Rial.
Isso porque, ressaltou ele, o Brasil é o país com mais condições para atender esta crescente demanda, uma vez que a Argentina tem desafios macroeconômicos que afetam sua indústria e os EUA vivem uma situação de oferta mais ajustada, em função da redução de seu rebanho bovino.
O executivo disse que o crescimento das exportações não se restringe à Marfrig, mas ao setor como um todo, lembrando que o país exportou 40 por cento a mais de carne neste ano.
Ele acredita que, no mercado interno, os níveis de preços devem ficar perto da estabilidade e vê uma demanda renovada por cortes especiais nesta ano, em função da Copa do Mundo.
EMISSÃO
Sobre a recente emissão de bônus feita pela Marfrig, com vencimento em 2020, o executivo disse que a empresa deve informar nesta semana como e de que forma os recursos serão usados para rebalancear sua dívida.
"Como falamos, a emissão foi feita como parte do processo de redução da despesa financeira da companhia. É muito provável que nesta semana informações das próximas ações neste sentido sejam divulgadas", disse Rial.
A empresa de alimentos precificou dia 13 emissão de 275 milhões de dólares de bônus com vencimento em 2020, com valor de face 100,30 por cento, acima do previsto inicialmente de 99,50 por cento, segundo o IFR, serviço da Thomson Reuters.

(Por Fabíola Gomes)

Comissão de Agricultura irá debater ações de combate ao abigeato

Debater as ações visando o combate ao abigeato, o comércio de carne e outros alimentos sem procedência legal é a proposta do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, durante reunião ordinária realizada na última quarta-feira.
Afonso Hamm é autor do Projeto de Lei 6999/2013, que dispõe sobre o crime de abigeato e sobre o comércio de carne e outros alimentos sem procedência legal. A ideia de elaborar a legislação surgiu durante audiência pública em 2013, na Câmara de Vereadores de Bagé, organizada pelo vereador Antenor Teixeira. O projeto visa reprimir o abigeato devido aos malefícios que a carne furtada pode causar, tanto na ordem tributária como na saúde pública. “O abigeato interfere direto em questão de saúde da população porque pode haver comprometimento de vidas devido ao abate clandestino quando o animal pode estar em tratamento com medicamentos”, salienta Hamm que o projeto trata da penalização maior do crime de abigeato, furto de animais e combate clandestino para estabelecer a base para o fortalecimento de políticas de segurança e saúde pública.
Para esta audiência serão convidados o Ministro da Agricultura, representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, do programa de Ações Integradas de Segurança Rural (Acinser), no Rio Grande do Sul, da Secretaria de Segurança Pública do RS, vereador de Bagé, Antenor Teixeira e o presidente da Associação e Sindicato Rural de Bagé, Rodrigo Borba Móglia.
O Rio Grande do Sul tem sérios problemas de incidências de abigeato. Dados da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul apontam que o abigeato é responsável por 20% dos abates clandestinos de animais.
fonte: Rural Centro

URUGUAI - Cotações Gado Gordo

Mercado de Haciendas

Mercado de Haciendas
Mercado de hacienda
Valores semana anteriorValores al 17/03/2014
Novillos Gordos Razas de CarneEn PieA la carneEn PieA la carne
Liviano especial1.783.341.753.32
Livianos buenos de pradera1.763.321.713.30
Exportación especial1.843.401.783.34
Exportación buenos de pradera1.783.361.733.31
Exportación generales1.673.241.623.22
Novillos Otras RazasEn PieA la carneEn PieA la carne
Novillos Holando tipo Colonia1.673.283.20
Holando generales3.203.14
Vacas Gordas Razas de CarneEn PieA la carneEn PieA la carne
Especiales1.583.151.483.06
Buenas 1.563.101.452.96
Generales1.483.061.402.88
Vacas Gordas Holando En PieA la carneEn PieA la carne
Especiales1.403.961.682.92
Generales1.302.901.622.60
Vaquillonas GordasEn PieA la carneEn PieA la carne
Especiales1.703.221.683.18
Buenas1.633.181.623.12
Manufactura
Valores semana anterior17/03/2014
En PieA la carneEn PieA la carne
Toros Gordos1.422.421.362.35
Toros y Novillos generales1.302.281.262.22
Vacas Manufactura alta0.982.1812.02
Vacas Manufactura baja0.8820.861.85
Conserva0.821.760.781.74
Ovinos
Valores semana anterior17/02/2014
A la carneA la   carne
Cordero pesado SUL3.633.633.63
Cordero pesado3.623.603.60
Cordero
Borrego3.603.613.15
Capones3.103.143.14
Ovejas2.8222.96
Valores en dólares por kilogramo
fonte:Todo El Campo

Será que o frio veio para ficar ou o calor vai retornar ?

A madrugada desta segunda-feira foi ainda fria no Rio Grande do Sul, mas muito menos que ontem. Vacaria, por exemplo, que teve ontem mínima de 1,4ºC, hoje anotou 9,3ºC. As mínimas desta segunda-feira foram 5,9ºC em Santa Rosa, 6,2ºC em Ausentes, 6,9ºC em Livramento, 7,5ºC em Cambará do Sul. 8,1ºC em Canela, 8,3ºC em Três de Maio, 8,5ºC em Quaraí, 9,2ºC em Jaguarão, 9,3ºC em Vacaria, 9,4ºC em Farroupilha, 9,5ºC em Santo Ângelo, 9,6ºC em Herval e 9,8ºC. O aquecimento de ontem para hoje com breve influência do frio mais intenso é normal, já que as massas de ar frio nesta época do ano ainda têm curta duração e rapidamente tendem a escoar para o oceano, o que permite que a temperatura logo volte a se elevar.
Mês de março até o momento apresenta temperatura abaixo da média na maior parte do Rio Grande do Sul – Cptec/Inpe
O sol predomina no decorrer da semana e a temperatura estará em gradativa elevação, o que vai trazer grande amplitude térmica pelas noites ainda amenas (frias em baixadas) e tardes com um pouco de calor. Diante do frio deste começo de semana, que ninguém se engane. Ainda teremos dias de temperatura alta e até calor neste outono. Analisando-se os episódios de frio em março do último meio século se nota que voltou a fazer calor depois. No caso de Porto Alegre, a Capital teve 10,6ºC de mínima (média mínima histórica de março é 19,3ºC) no dia 30/3/1964, mas em abril a cidade anotou 31,7ºC no dia 12. Em março de 1976, a Capital registrou 10,8ºC no dia 28 e 10,4ºC no dia 29, mas logo depois, em 4 de abril, a máxima chegou a 31,1ºC. No ano de 1990, fez 9,6ºC no dia 28 de março e abril teve máxima de 31,8ºC nos dias 15 e 22. Recentemente, em 2012, Porto Alegre anotou mínimas de 11,2ºC em 28 de março e 9,8ºC no dia 29. Logo depois tivemos calor. Os primeiros três dias de abril foram de máximas acima dos 30ºC: 31,1ºC (01/04), 32,6ºC (02/04) e 30,9ºC (03/04).

fonte: MetSul metereologia

domingo, 23 de março de 2014

Bem-estar animal será alvo de programa gaúcho


1540358_677394192317045_797841362_oEm reunião com os Conselhos Técnicos Operacionais do Fundesa, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio apresentou as primeiras propostas para a criação de um programa oficial de bem-estar animal para o estado. Conforme a assessora técnica do departamento de saúde animal da Seapa, Ana Carla Vidor, é o primeiro estado brasileiro a organizar um projeto para contemplar o assunto em todos os segmentos das cadeias produtivas.
Por enquanto, os trabalhos relacionados ao tema estão ligados à Seção de Educação Sanitária. “Nosso objetivo mais adiante é ter uma seção exclusiva para bem-estar animal na secretaria”, afirma o coordenador do programa, Richard Alves. Conforme Alves, que vem observando procedimentos de bem-estar em diversos setores, “existem pontos a serem corrigidos e muitos deles são culturais, não demandam grande investimento, apenas alteração nos procedimentos”.
O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, propôs a criação de uma câmara temática para construir normas e procedimentos sobre bem-estar animal para o Rio Grande do Sul.  “É um tema que já vem sendo trabalhado em algumas indústrias, mas existem desafios que precisamos superar juntos, e o entendimento do setor público é fundamental”. Kerber afirma ainda que “a participação de todas as entidades junto ao serviço oficial é importante na construção de um procedimento padrão a ser cumprido pelo produtor e indústria e coordenado pela Secretaria”.
Os presidentes dos Conselhos Técnicos Operacionais de aves, suínos e pecuária de corte irão apreciar o pedido de verba da Seapa ao Fundesa para o aparelhamento do setor de bem-estar. O primeiro desafio do programa será o treinamento dos novos fiscais estaduais agropecuários, que deve acontecer em abril.
fonte: SEAPA