segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Angus Grande do Sul

O 8 Remate Angus Grande do Sul, realizado em Rio Grande, comercializou 97% da oferta. Foram negociados 38 touros com preço médio de R$ 5,2 mil e 20 ventres com média de R$ 1,5 mil. O animal mais caro foi um reprodutor vendido pela Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar, por R$ 7,5 mil, para Ziul Gonçalves, de Rio Grande.

FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES



FONTE: CORREIO DO POVO

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 12/11/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 11/11/2010 - PRAÇA RS

Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,06R$ 5,94
KG VivoR$ 3,03R$ 2,97
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,57R$ 5,54
KG VivoR$ 2,65R$ 2,63
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)

PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

O agronegócio representará 50% da exportação brasileira

Mesmo com um câmbio perverso para o setor de exportação em geral, o agronegócio deve fechar o ano de 2010 responsável por praticamente metade do valor exportado que o Brasil deve apresentar em sua balança comercial. O superavit do setor deve ser próximo a incríveis US$ 60 bilhões, com exportações na casa de US$ 72 bilhões contra uma importação de apenas 12 a 14 bilhões de dólares. Esta afirmação foi feita pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, em um momento em que seu nome é cogitado para ser mantido à frente da pasta no governo da Presidente Dilma Rousseff.

Lembre-se que em 2009 o agronegócio já representou 42% de nossas exportações e hoje o Brasil fornece alimentos para 215 países diferentes. Obra do empreendedorismo do setor, da combinação do conhecimento dos mercados de destino tanto por multinacionais do ramo como por empresas brasileiras que já avançaram para o domínio de novos ambientes de negócio, com suas peculiaridades culturais e comerciais.

FONTE: PORTAL EXAME

domingo, 14 de novembro de 2010

Resumo semanal do mercado do boi gordo

Durante o decorrer da última semana, o mercado do “virou” na BM&F/Bovespa. Mas, no físico, ainda assim manteve o movimento de alta, embora tenha perdido um pouco de força.
Frigoríficos relataram melhoria das escalas com a entrada de bois “escorridos”, especialmente.
Para resumir a semana, publicamos aqui, na integra, o artigo de Alex Silva, da Scot Consultoria, e a entrevista de Lygia Pimentel, da XP Agro, concedida ao jornalista João Batista, do Canal Rural.

VEJA O VÍDEO: http://www.bigma.com.br/noticias.asp?id=1499

FONTE: NOTICIAS AGRÍCOLAS / BIGMA CONSULTORIA

A importância da gestão de riscos e custos na pecuária de corte

O boi é commodity. Na verdade, a arroba é commodity, e commodity é um produto primário, que não passa por muita industrialização, produzido e transportado em grandes volumes.
A tendência, no longíssimo prazo é a perda de valor real do produto. Observe o gráfico.
Gráfico 1. Evolução dos preços reais (corrigidos pelo IGP-DI) da arroba do boi gordo em São Paulo


Fonte: Instituto de Economia Agrícola/XP Agro

De acordo com o IGP-DI, desde a criação do Real a inflação foi de 416%.
O custo da pecuária, de alta ou baixa tecnologia, subiu muito acima disso, em torno dos 550%, enquanto o boi em São Paulo subiu 420% no mesmo período. Entretanto aqui vale uma ressalva.
Até antes da entressafra deste ano a alta do boi gordo somava 300%, a estilingada dos preços para cima trouxe o valor da arroba a patamares recordes historicamente, melhorando as margens pontualmente.

Sendo assim, fica claro que os custos variaram acima da inflação. O boi, por sua vez, subiu praticamente o mesmo que a inflação. Levando em conta os custos, houve perda de margem real.
De 1970 até hoje, um pecuarista que manteve a escala de produção viu sua receita diminuir. Ele precisaria ter mais que dobrado a produção para apenas manter a mesma receita. Para manter o resultado, teria que ter aumentado ainda mais a escala, pois precisaria compensar também o aumento de custo.

Caminhamos para o aperto das margens, que tende a se agravar ao longo dos anos, por conta do aumento das pressões econômicas, das pressões sócio-ambientais e das exigências de mercado.
Sendo assim, são necessárias medidas para se manter na atividade e garantir que os resultados no longo prazo sejam positivos.

O pecuarista não exerce influência na formação dos preços pecuários. Ele pode, porém, tentar aproveitar ou se antecipar a movimentos de preço mediante análise de mercado.
No entanto, sobre os custos de produção, ele pode e deve exercer influência. Para tanto, algumas ações se fazem necessárias:

- Análise de mercado. É através da informação que se torna possível enxergar o rumo da atividade.
Deve-se procurar informações e dados fidedignos e atualizados. Na maioria das vezes, informações erradas ou defasadas mais atrapalham do que ajudam, ou seja, não servem para nada.

É importante observar como anda o ciclo pecuário. Sabe-se que é difícil acertar com precisão o momento de virada do ciclo, mas inserir-se nele ajuda na tomada de decisões de longo-prazo.
Informações como o PIB do setor agropecuário, principalmente o de insumos, o abate de matrizes, o preço do bezerro e a sua relação de troca com o boi gordo também são importantes indicadores.

É interessante observar a diferença entre os preços pagos pelo boi e as cotações da carne no atacado e no varejo (spreads). A análise destas diferenças ajuda a evidenciar qual segmento está ficando com a melhor margem
Gráfico 2. Valores nominais da Arroba do boi gordo, equivalente físico e spreads no atacado sem osso – R$/@


Fonte: Cepea/IEA/XP Agro

Observe que mesmo durante a crise de 2008, o valor recebido pelo mercado atacadista de carne sem osso, que é sempre mais alto em relação à arroba e ao equivalente físico (valor recebido pela carcaça, apenas), se distanciou ainda mais do preço pago pelo boi.
O preço do atacado recuou 2,5%, enquanto o boi e o equivalente físico caíram 10,8% e 8,6%, respectivamente.
Entretanto, no mesmo período, observa-se que o maior impacto ocorreu sobre o volume e o valor pago pela carne bovina exportada, o que abalou fortemente a saúde financeira dos frigoríficos exportadores. Observe a tabela:


Fonte: Cepea/IEA/MDIC/XP Agro

Para desenvolver a análise dos diversos indicadores de mercado, é necessário atenção ao mercado e disciplina para a coleta e organização de informações, caso você não possua uma plataforma com dados históricos disponíveis (Broadcast, Bloomberg, etc).
Nenhuma análise é viável sem que se tenha uma boa série de preços. Na falta desta série, a análise não teria suporte.
- Tecnologia. Outro ponto importante é a aplicação de tecnologia objetivando o aumento de produtividade por área, a fim de ampliar as receitas, diluir os custos fixos, aumentar a eficiência do uso dos recursos naturais e liberar áreas para a agricultura.
Observe a tabela:


Fonte: FAOStat/XP Agro

De acordo com a simulação, considerando um rebanho estático, se a lotação animal dobrasse, seria possível liberar 98,5 milhões de hectares de pastagens para outras culturas ou atividades, mantendo a mesma produção em uma área menor.

Além da importância do aumento de produtividade por hectare, a liberação de áreas para a agricultura abre oportunidades para remunerar melhor o negócio em uma propriedade.
Onde antes havia apenas pecuária, a produção passa a incluir a agricultura ou reflorestamento, dependendo do caso.

- Gestão, com a função de integrar todos os recursos, conhecimentos técnicos e esforços humanos objetivando a maximização dos resultados.
A gestão de custos, a administração de propriedade e a utilização de ferramentas de proteção às oscilações de preços são fundamentais para atingir esse objetivo.

Vale destacar também que é necessário, para um bom sistema de gestão de risco de preço, aliar a análise de mercado à gestão dos custos de produção. Principalmente quando um dos objetivos é o hedge (seguro de preços) no mercado futuro.

Há grande importância em se planejar a atividade tomando como base os custos de produção, principalmente à medida que vai se aportando tecnologia. Quanto maior o nível tecnológico, maior a necessidade de proteção do risco.

Observe a simulação do custo de produção de uma cabeça confinada no início do segundo semestre de 2010, quando ninguém apostava que o boi chegaria a valer mais de R$100,00/@ em São Paulo:



Mesmo com o mercado ainda longe do topo, o conhecimento dos custos possibilita o planejamento do limite de preço que poderá ser pago pelo boi magro, além de dar possibilidade ao planejamento da margem de lucro.

Para os que consideram a possibilidade de se proteger, é interessante observar o preço do contrato outubro em junho quando comparado ao mercado físico, atingido em outubro.
Na maioria das vezes, é possível tirar melhores resultados em relação àqueles praticados no mercado físico. E mesmo que isso não ocorra, o importante não é acertar o pico, mas sim proteger-se e garantir margem de lucro.
Ao longo dos anos, o mercado futuro tem sido uma boa forma de remuneração na maior parte das vezes.

Com exceção de 2002 e 2006, o mercado futuro mostrou oportunidade de ganhos mais altos do que o mercado físico. Para 2010, até este momento a BM&F ainda não conseguiu alcançar o patamar do mercado físico, mas já deu boas oportunidades de proteção de preços.
De toda forma, houve 78% de chances de ganhar mais se protegendo através do mercado futuro do que especular aguardando o resultado do mercado físico.

Gráfico 3. Comparação entre os picos de preços no mercado futuro e no mercado físico ao longo dos últimos anos. Em R$ nominais /@


Fonte: BM&F/IEA/XP Agro

- Organização e imagem. Finalmente, mas igualmente importante, é a organização do setor.
Somente defendendo a imagem da pecuária, através da melhoria do ambiente de negócios (incentivos fiscais, desoneração, etc), marketing institucional, aumento do poder de negociação, etc. será possível mudar a imagem da carne brasileira e aproveitar ao máximo a competitividade que o Brasil possui.

Resumindo, a atividade pecuária enfrenta diversos desafios, entretanto, o Brasil é extremamente competitivo perante seus concorrentes. E isso significa que há grande necessidade de organização e otimização dos recursos para aproveitar esse potencial ao máximo.

Com uma boa estratégia, análise de mercado eficiente e ferramentas de gestão de risco, a promessa de uma atividade bem remunerada e de margens melhores não fica assim, tão distante.

FONTE: Lygia Pimentel, médica veterinária e especialista em commodities pela XP Agro

Frigorifico JBS considera que alta do preço da carne vai continuar

O valor da carne bovina e do boi deverá continuar subindo de forma geral no mundo nos próximos anos, porque o ritmo de crescimento da produção não acompanha o do aumento da demanda, afirmou nesta sexta-feira o presidente do grupo JBS, Joesley Batista.
Segundo ele, a indústria de carnes de maneira geral tem sentido a elevação de custos, tanto na forma do preço dos animais, no caso do processamento de bovinos, como em matérias-primas como milho, para o setor de aves e suínos, mas tem tido sucesso em repassar preços.
O grupo JBS é o maior produtor e exportador de proteína animal no mundo, com faturamento anual próximo dos 30 bilhões de dólares.
"Ao longo do tempo, no médio e longo prazo, eu só posso imaginar que o preço da carne e do boi vai continuar crescendo, porque a demanda, o consumo, aumentam mais rápido do que a produção", afirmou Batista durante reunião com analistas e jornalistas para comentar os resultados trimestrais da companhia.
O JBS registrou lucro de 133,5 milhões de reais no período, queda de 11,9 por cento ante o terceiro trimestre de 2009, mas elevou fortemente a geração de caixa (Ebitda) para 1,26 bilhão de reais, ante 291,9 milhões há um ano.
Os preços do boi gordo atingiram recorde de alta no Brasil nas últimas semanas, devido ao aumento do consumo interno e um período de baixa oferta de gado.
Batista diz que a indústria de carne bovina, principalmente, é um "negócio de spread" e que pode se adaptar a valores maiores da matéria-prima.
"Eu não gosto de falar isso porque outros vão dizer que sou inflacionário, mas para a indústria, quanto mais valorizado o produto, melhor. É melhor ganhar 10 por cento sobre 100 reais do que sobre 90 reais", afirmou, referindo-se a hipotéticos valores da arroba do boi no Brasil.

MERCADOS PROMISSORES
Apesar de concordar que existem limites para os repasses de preços, ele cita o crescimento de renda nos países em desenvolvimento, que tem permitido até agora a manutenção da firme demanda por proteína animal mesmo a preços maiores, fator também citado pelo diretor de Relações com Investidores, Jeremiah O'Callaghan.
"A gente vê solidez do Brasil em conseguir elevar volumes e preços nas exportações de carne bovina mesmo em situação de oferta apertada de animais. Os volumes subiram quase 10 por cento até agora no ano e os preços mais de 20 por cento", afirmou O'Callaghan.
Segundo o diretor, o crescimento nas exportações deve continuar mais vigoroso em regiões em desenvolvimento, como África, Ásia, Rússia e nos países petroleiros.
"São áreas com grande potencial de crescimento de consumo e com pouca condição de aumentar produção. Muitos desses vão continuar bastante dependentes das importações."
O JBS tem buscado elevar seus ganhos elevando o nível de industrialização da carne e buscando maior controle na distribuição.
Atualmente a empresa entrega diretamente produtos equivalentes a 20 por cento do faturamento, e a meta é chegar a 50 por cento de distribuição direta em dois ou três anos.

ARGENTINA
Se as operações no Brasil e nos Estados Unidos estão registrando melhorias importantes, segundo Batista, o mesmo não ocorre na Argentina, onde a empresa segue enfrentando dificuldades.
Segundo o presidente do grupo, como a operação argentina tinha perfil exportador, com as restrições às vendas externas adotadas pelo governo, a estrutura foi prejudicada.
Um terço da força de trabalho no país, ou 1.500 pessoas, foi demitida e três unidades estão fechadas. A sede da operação no país foi transferida de Buenos Aires para Rosário, para reduzir custos.
"A Argentina destruiu a sua base de produção agropecuária e irá levar anos para retornar aos seus níveis históricos", disse Batista.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Boi: Mercado com pouca movimentação nesta sexta-feira

Mercado com pouca movimentação devido ao dia da semana.
Boa parte dos frigoríficos está fora das compras. Isto ocorre porque houve alguma melhora no volume negociado nesta semana, o que alongou um pouco as escalas. Hoje elas atendem entre 3 e 4 dias, em média.
Associado a isto há o feriado de segunda-feira (15/11), que representa um dia a menos de abate e permite que os frigoríficos adotem tal estratégia.
De toda forma, a oferta não aumentou a ponto de permitir quedas de preços e os poucos negócios que ocorrem hoje ocorrem ao redor de R$115,00/@, a prazo, livre de imposto em São Paulo.

Animais de pasto têm sido abatidos, embora com peso abaixo do usual. Isto ocorre com os pecuaristas vendendo para aproveitar o bom patamar de preços e ajuda a frear as altas das últimas semanas.
O ligeiro aumento da oferta, associado aos preços esticados, causou retração nas cotações da carne com osso no atacado. Houve recuo de R$0,10/kg para todas as peças, exceto pelo dianteiro avulso.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Uma nova crise global de alimentos pode estar a caminho

Em dezembro de 2007, o semanário britânico "The Economist" anunciava em sua capa "O fim do alimento barato".
O biênio 2007/8 assistiu ao que foi chamado de "crise global de alimentos", caracterizada pelo aumento generalizado dos preços de commodities agrícolas no mundo (e no Brasil).
Em termos quantitativos, podemos olhar para um índice de preços calculado mensalmente pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), baseado em uma cesta contendo arroz, milho, trigo, sementes oleaginosas, açúcar, laticínios e carnes.
O pico histórico desse índice foi de 211 pontos, em junho de 2008. A crise econômica mundial iniciada naquela época derrubou o índice para 142 pontos, em janeiro do ano seguinte.
A partir do início de 2010, essa tendência de elevação voltou com grande força, tendo se intensificado nos últimos meses. No mês passado, o índice subiu 5%, situando-se no maior patamar em mais de dois anos.
A crise anterior ainda não foi igualada: o índice continua abaixo de 200 pontos. Entretanto, a trajetória observada nos últimos meses mostra uma intensidade de aumento similar à que levou ao pico de 2008.
Nesse cenário, as perspectivas são de nova crise global de alimentos?
Infelizmente, pelo menos para o início de 2011, existe uma conjugação de fatores apontando nessa direção.
Entre esses fatores estão a redução na oferta de alguns itens fundamentais, causada por problemas climáticos em países produtores e exportadores; o aumento da demanda, em decorrência da recuperação da economia mundial; a redução de estoques a níveis já historicamente baixos; e o componente de especulação no contexto de taxas de juros reais próximas de zero nas economias centrais e queda do dólar nos mercados mundiais.
Na China, a inflação de alimentos anualizada está em 8%, enquanto nos Estados Unidos está em 1,4% (o índice geral está próximo de zero).
No Brasil, a inflação de alimentos medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas está acumulada em quase 6% em 2010.
Olhando para os valores acumulados no mesmo período, os itens que puxaram o índice da FAO no mundo também estão em elevação no Brasil: milho, 6,6%; pão francês (trigo), 8,9%; carnes bovinas, 16,3%; e laticínios, 11,3%.
Alguns itens fundamentais, como arroz e açúcar, estão estabilizados nos últimos meses, mas em patamares elevados.
Esse é um assunto particularmente importante no Brasil, tanto pela ponderação dos alimentos no índice de preços que norteia a condução da política monetária como pelo momento em que o acesso a uma dieta mínima é o principal fator capaz de tirar da miséria um número maior de brasileiros.

FONTE: Folha de São Paulo
Autor: PAULO PICCHETTI, 48, doutor em economia pela Universidade de Illinois, é professor da EESP/FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do IPC-S/Ibre/FGV).

Boi gordo não aparece e indicador é cotado a R$ 118,93

Durante a semana a oferta de animais enviados ao abate continuou restrita, mantendo o mercado firme e sustentando novas altas no preço da arroba. Apesar do recuo de R$ 1,00 na última quarta-feira, quando o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 116,18/@, na semana este indicador registrou alta de 1,96%.
Nesta manhã, Caio Junqueira Neto, da Cross Investimentos, postou em seu Twitter: "Esalq tem o 1º grande recuo depois de uma sequência de alta de vários dias, seria um sinal de inversão da arroba? Ou apenas ajustes de preços?"
Para Fabiano Tito Rosa, gerente de mercado do Minerva, "essa queda do Esalq ontem será o teste para ver se tem ou não um pouco de boi represado".
O indicador a prazo apresentou maior valorização e foi cotado a R$ 118,93/@, na última quarta-feira (10/11), acumulando variação positiva de 4,01% no período analisado (03/11 a 10/11). Em um mês este indicador registrou alta de 23,64%.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo




Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Segundo o InfoMoney, em meio ao aguardo pela reunião do G-20, a divisa norte-americana conseguiu chegar ao seu quarto dia sem fechamento negativo.
Sobre o encontro do G-20, que começa hoje (11/11) em Seul, na Coreia do Sul, vale a pena destacar as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que declarou ser favorável à substituição do dólar como moeda de reserva e nas transações internacionais. Mantega disse que o ideal é definir uma nova ordem no sistema financeiro internacional a partir da multimoeda. Como exemplo, o ministro citou o direito especial de saque, que é usado nas transações do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Embora nas declarações os participantes afirmem que o objetivo é chegar a um acordo que possibilite uma ação coordenada para reduzir os problemas que diversos países enfrentam atualmente com as cotações de suas moedas, na prática o consenso é de que a chance disso ocorrer é pequena.
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta quarta-feira (10) o diálogo do setor produtivo com o governo na busca de medidas para conter os prejuízos causados pela questão cambial às exportações do agronegócio brasileiro, responsável por 42% do total das vendas externas do País. A preocupação demonstrada pela senadora durante reunião da Câmara Setorial da Soja do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, se deve às medidas tomadas por outros países para manter a competitividade de suas moedas no mercado internacional.
"O câmbio é uma questão que tem nos preocupado muito porque está trazendo prejuízos a todos os exportadores", afirmou. A senadora lembrou que a China é um dos países que tem adotado essas medidas, mantendo sua moeda - o Yuan - desvalorizada artificialmente com o objetivo de aumentar suas exportações para outros mercados, gerando mais receita. "Isso não pode continuar. A China, com uma poupança interna do tamanho que tem, de 40% do seu PIB, não deixará de crescer se tirar o artificialismo da sua moeda", acrescentou.
O ex-ministro e presidente do conselho de administração da BR Foods, Luiz Fernando Furlan, acredita que a guerra cambial entre os países é um assunto grave que poderá ficar ainda pior, o que afeta diretamente segmentos industriais, citando especificamente o de eletroeletrônicos. "Muitas commodities se defenderam da taxa de câmbio aumentando preço, mas os produtos industrializados acabam sendo vitimados porque competição acaba sendo desleal", afirmou, ressaltando que a BR Foods já foi afetada pela questão cambial.
Nesta quarta-feira, o dólar foi cotado a R$ 1,7062, com alta de 0,79% na semana. A arroba do boi gordo em dólares registrou alta de 1,16% na semana e já é cotada a US$ 68,09.

Mercado físico

A oferta continuou restrita e com isso, em muitas regiões, as escalas seguiram apertadas e os preços da arroba apresentaram reajustes consecutivos em quase todo o Brasil. Agentes do mercado comentam que alguns frigoríficos conseguiram comprar lotes maiores durante essa semana e isso pode dar algum fôlego para essas indústrias nos próximos dias.
A Associação Nacional dos Confinadores Assocon acaba de concluir o 3º Levantamento sobre Intenção de Confinamento para associados em 2010, realizado entre os dias 25 e 28 de outubro. Durante esses dias o departamento técnico da Assocon ouviu a opinião dos pecuaristas sobre vários aspectos relacionados a produção e o comércio da carne bovina no país, e o cenário revelado é de oferta restrita de bois para abate na indústria, com perspectiva de melhora apenas para os primeiros meses de 2011.

A entidade que atualmente representa 64 confinamentos, em 10 estados brasileiros, manteve também sua projeção de queda para o rebanho confinado em 8,8%, situação que já tinha sido revelada no último levantamento divulgação em agosto. Em geral, os pecuaristas entrevistados revelaram que a quantidade de animais em terminação nos confinamentos está bastante reduzida este ano.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pelo levantamento, um fator que não pode ser desconsiderado ao analisarmos a falta de animais para engorda este ano, é a menor produção de bezerros por falta de matrizes. "Alguns associados já iniciaram o processo de compra da reposição para o segundo turno, porém sem adquirir grandes volumes. Para muitos deles os preços do bezerro ainda estão elevados demais e, mesmo vendendo o boi gordo no atual patamar de preços de R$ 110,00 por arroba, a realização da reposição ainda está fraca", destaca.

Segundo Andrade, a oferta de gado está baixa e os frigoríficos estão trabalhando com ociosidade operacional elevada já há algum tempo, em alguns casos, com dificuldade para abater gado todos os dias. Esse problema tem gerado outras situações paralelas de pecuaristas que estão vendendo lotes pequenos e mal terminados. "Os lotes que não são confinados chegam para o abate com baixa qualidade de carcaça, além de muito leves e magros, situação que prejudica a indústria que tem dificuldade de cumprir contratos para exportação, principalmente de boi Europa (lista Traces)", finaliza o especialista da Assocon.

Nessa semana o Imea também divulgou uma pesquisa de intenções de confinamento e os resultados são bem semelhantes aos apresentados pela Assocon. Registrando um total de 592,83 mil cabeças, os confinamentos do Estado em 2010 ficaram 7,08% abaixo do que o número visto em 2009.
Em relação aos outros dois levantamentos realizados neste ano, um em março e outro em julho, o número de cabeças confinadas registrou ligeira queda de 0,06%, na comparação com março, e uma alta de 10,21% na comparação com julho.

Esta alta de 10,21%, em relação ao último levantamento, deve-se principalmente à intensa valorização da arroba do boi gordo. Neste sentido, diante desta valorização do preço, alguns produtores mudaram suas estratégias confinando alguns animais que não foram projetados no levantamento de agosto. Este movimento se deu em sua grande maioria através de parcerias e do sistema chamado "Boitel", no qual o dono da unidade confinadora aluga o espaço para outro produtor colocar os seus animais.

De Uberlândia/MG, Rodrigo Pessoa informou através do formulário de cotações do BeefPoint que na sua região a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 108,00, para pagamento em 30 dias.
O leitor do BeefPoint, Orlando Volpon, informou que no início desta semana vendeu um lote de bois gordos para o abate, na região de Maringá/PR, a R$ 110,00 - prazo de 20 dias.
Chicão Caruso, de Paragominas/PA, comentou que o preço praticado em Paragominas/PA, nos negócios com boi gordo, é de R$ 100,00/@.

Marcio Glayton Araújo Grangeiro, informou que em Roraima, município de Iracema, a arroba do boi gordo está sendo vendida a R$ 90,00, com prazo de 30 dias. Já no Estado do Sergipe, a arroba está valendo R$ 98,00, também com prazo de 30 dias, segundo informou Walter Garcez de Carvalho. "Aqui está subindo aos poucos. Vendedores sem saber o que fazer, segurar ou vender logo", completa Carvalho.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Mercado futuro

Ontem, os contratos de boi gordo negociados na BM&FBovespa apresentaram forte retração. Mesmo assim, no acumulado da semana, os contratos com vencimento mais próximo (novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março) registraram variação positiva. O primeiro vencimento novembro/10 fechou o pregão de quarta-feira (10/11) a R$ 113,91/@, com valorização de R$ 1,16 na semana.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 03/11/10 e 10/11/10



Atacado

Segundo o Boletim Intercarnes, hoje existe um acerta instabilidade no mercado de carne bovina e maior oscilação nos preços do atacado. Mais especificamente devido a melhor oferta de dianteiros avulsos. Em contrapartida, com relação a traseiro e carne dessossada o mercado segue firme. Porém no contexto geral, não se observa aumento significativo nas ofertas, já que as ofertas de animais para o abate seguem restritas.
No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 9,30, o dianteiro a R$ 5,80 e a ponta de agulha a R$ 6,00. O equivalente físico acumulou alta de 5,05% na semana, sendo calculado a R$ 112,59/@ na última quarta-feira. Dessa forma o spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 3,59/@.
Tabela 2. Atacado da carne bovina




Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Reposição

O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 720,82/cabeça, com recuo de 0,46% na semana. Diante altas constantes do preço do boi gordo, a relação de troca melhorou subindo para 1:2,66. Na terça-feira (09/11) a relação troca foi calculada em 1:2,69, melhor valor desde 20 de setembro de 2006.

A margem bruta na reposição também indica que o momento é bom para repor o rebanho, já que hoje este indicado é calculado em R$ 1196,15. Em 2009 a média da margem bruta foi de R$ 678,16 e em 2008 este indicador apresentou valor médio de R$ 747,78 A margem bruta na reposição é a diferença da venda de um boi gordo de 16,5@ e compra de um bezerro de reposição, este valor é o que será utilizado para investimentos na atividade, pagamento de contas e salários e lucro.

Segundo Felipe Faggioni, leitor do BeefPoint de Franca/SP, "a procura por animais magros de reposição está aumentando na região, mas não nos mesmos níveis dos animais gordos para abate. Ela está reagindo de acordo com a reação das pastagens que vem acontecendo de forma gradual, mas notamos a cada dia um maior interesse por bezerros e bezerras com pequenas elevações nos preços".

O leitor do BeefPoint, André Fioravanti, de Dracena/SP, informou que vendeu bezerras de 10 meses a R$ 530,00/cabeça. "Definitivamente os preços das reposições não estão acompanhando a rês terminada".

FONTE: BEEFPOINT

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Três dias de queda na BM&F

O valor do vencimento do contrato futuro do boi gordo para novembro, negociado na BM&FBovespa, tem subido quase que continuamente desde meados de julho.
Ao mesmo tempo em que o preço do boi gordo no mercado físico aumentava, subiam também as apostas para o vencimento de novembro e os interessados em negociar o gado neste vencimento.
Veja na figura 1 a escalada de alta do valor do contrato futuro para novembro/10, em R$/@ e o aumento o número de contratos abertos para o mesmo mês.



No entanto, nos últimos três dias, o valor do contrato futuro de novembro caiu 5,2%. Esta queda pode ser atribuída, principalmente, a um ligeiro aumento no volume de negócios no mercado físico, observado nos últimos dias. No entanto, por mais que o volume de compras tenha aumentado, este aumentou foi discreto e não caracteriza aumento exagerado na oferta de animais terminados. Mesmo porque os compradores não conseguiram espaço para recuar as ordens de compra para o boi gordo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Banco JBS faz parceria com indústrias de insumos

O Banco JBS lançou nesta quinta-feira (11/11) o GPS, programa de parcerias estratégicas com empresas dos diferentes elos da cadeia produtiva da pecuária. Com essa iniciativa, a instituição financeira espera nos próximos 12 meses, aumentar em 50% sua base de clientes, o que permitirá ao Banco JBS fechar 2011 com R$ 400 milhões de ativos de crédito em sua carteira.
Para viabilizar o programa, além da captação de recursos no mercado, por meio de investidores e instituições financeiras, o Banco firmou alianças estratégicas com empresas de toda a cadeia do setor, que inclui, entre outros, o segmento de insumos agropecuários, consultorias, máquinas e equipamentos agrícolas, tecnologia agropecuária e produtos veterinários. Com isso, o Banco JBS disponibilizará recursos que permitirão aos pecuaristas aumentarem sua produção e otimizarem a gestão de seus negócios.

Para Emerson Loureiro, presidente do Banco JBS, essa iniciativa marca uma nova fase da estratégia de operação da empresa. "O Banco JBS, desde a sua fundação, sempre teve como foco o pecuarista. Hoje, dois anos depois, sua atuação vai além do produtor rural, beneficiando também diversas empresas de diferentes segmentos da pecuária, uma vez que os demais elos da cadeia de valor são fundamentais para a modernização, o fomento e o crescimento do setor", destaca o executivo.

Segundo José Marinho, diretor comercial do Banco JBS, o GPS é uma ferramenta de acesso ao que há de mais moderno em gestão pecuária, incluindo tecnologia de ponta e linhas de crédito adequadas a cada negócio, com o objetivo de rentabilizar de forma sustentável todas as etapas do processo de produção e auxiliar o pecuarista a planejar estrategicamente suas operações. "Isso se traduz em aumento da produtividade rural, tecnologia de engorda e programas de qualidade bovina", complementa o executivo.

Um dos diferenciais do programa é oferecer ao pecuarista a possibilidade de uso de boi gordo como moeda de troca em operações de crédito - recurso exclusivo no mercado. Nesse caso, o pecuarista beneficiado se compromete a abater os bois em um dos frigoríficos do Grupo JBS. "Com isso, ele tem a possibilidade de adequar o prazo da operação ao ciclo de abate dos animais, evitando um desalinhamento do fluxo de caixa", ressalta Marinho.

O programa é dividido em duas categorias: o GPS Interno, que oferece vantagens e benefícios a produtores selecionados da base de parceiros do Banco, e o GPS Externo, dirigido aos produtores em geral e às empresas parceiras dos demais elos da cadeia produtiva.

Os critérios de adesão ao programa variam de acordo com cada categoria. No caso do GPS interno, são avaliados o relacionamento do cliente com o Banco e o volume de crédito tomado. Enquanto que no GPS externo, participam por um lado, empresas de ponta dos diferentes segmentos da cadeia produtiva da pecuária. Ao mesmo tempo, no caso dos produtores, a participação é aberta a todos, desde que estejam alinhados às condições das empresas parceiras e aos critérios de liberação e benefícios do Banco.

Entre as vantagens oferecidas estão a facilidade de acesso ao crédito, bonificações, melhor condição comercial na compra de insumos, limite de crédito para operar derivativos de boi gordo, soja, milho, entre outros. Além disso, o pecuarista pode contar com visita de um profissional da área de projetos para elaboração de relatório técnico e diagnóstico e consultoria para recomendar o melhor momento de realizar operações.

FONTE: Banco JBS, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Momento favorável para a troca com o bezerro

Onde houve alteração nos preços da reposição, a mudança ocorreu para o garrote e boi magro. Não foram observadas muitas transações no mercado. O ritmo está lento.
A forte alta para o boi gordo corrigiu a queda da relação de troca com a reposição observada no primeiro semestre, atingindo a relação mais baixa já registrada para o bezerro em São Paulo.
Em números. Desde o início do segundo semestre, a relação de troca entre o boi e o bezerro subiu 32,9%. Hoje, compra-se, em média, 2,6 bezerros com a venda de um boi em São Paulo, considerando o bezerro de 5,5@ e o boi de 16,5@.
O momento é positivo, com relação aos preços, para se fazer a troca com as categorias jovens. Recomenda-se que o pecuarista aproveite a situação de bons preços, principalmente com relação ao boi.
Espera-se que o mercado do bezerro volte a se aquecer até janeiro. Este é mais um fator que deve levar o fazendeiro a considerar a atual troca.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi: Volume de abates deve seguir baixo até começo de 2011

A Associação Nacional dos Confinadores Assocon acaba de concluir o 3º Levantamento sobre Intenção de Confinamento para associados em 2010. Durante esses dias o departamento técnico da Assocon ouviu a opinião dos pecuaristas sobre vários aspectos relacionados à produção e ao comércio da carne bovina no País, e o cenário revelado foi de uma oferta restrita de bois para abate na indústria, com perspectiva de melhora apenas para os primeiros meses do ano que vem.
A entidade que atualmente representa 64 confinamentos, em dez estados brasileiros, manteve também sua projeção de queda para o rebanho confinado em 8,8%. Em geral, os pecuaristas entrevistados revelaram que a quantidade de animais em terminação nos confinamentos está bastante reduzida este ano, em média 36,8%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo Bruno de Jesus Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pelo levantamento, um fator que não pode ser desconsiderado ao analisarmos a falta de animais para engorda este ano, é a menor produção de bezerros por falta de matrizes. "Alguns associados já iniciaram o processo de compra da reposição para o segundo turno, porém sem adquirir grandes volumes. Para muitos deles os preços do bezerro ainda estão elevados demais e, mesmo vendendo o boi gordo no atual patamar de preços de R$ 110 por arroba, a realização da reposição ainda está fraca", destaca.
Os associados Assocon que trabalham com sistemas de boitel e/ou parceria com terceiros para engorda do gado revelaram à pesquisa que o número de consultas feitas para a ocupação de vagas dentro dos confinamentos tem sido bem maior do que a efetivação de negócios. Os motivos apontados por eles são basicamente dois: o custo elevado da diária dos animais que subiu acima da média registrada no primeiro semestre e a qualidade muito ruim do gado de reposição, que apesar disso tem se mantido super valorizado no mercado.
A Assocon foi ouvir também a opinião da indústria frigorífica sobre a pouca oferta de gado para abate. Para ela, a retomada dos abates deve ocorrer apenas em meados de fevereiro, isso se as chuvas começarem agora. Quando questionados sobre o valor de venda no balcão, os agentes sinalizaram que o poder de negociação e a qualidade do boi ofertado é que vão ditar o preço final da arroba paga ao produtor.

Fonte: DCI

Mercado do boi gordo em alta por mais uma semana

Falta matéria prima para os frigoríficos.
O mercado do boi gordo trabalhou em ambiente firme durante a semana e, de 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, 23 delas já registram cotação acima dos R$100,00/@, a prazo, livre de funrural.
Em São Paulo, a arroba cotada em R$115,00, a prazo, já acumula alta de R$5,00 somente nos dez primeiros dias do mês, ainda com relatos de negócios ocorrendo por até R$3,00/@ a mais.
A dificuldade na compra é grande e o mercado está praticamente sem referência de preços. Tendo boiadas, tem negócio.
Porém, começam a surgir frigoríficos tentando imprimir pressão de baixa.
A venda de carne já começa a sentir os reflexos do significativo aumento de preços dos últimos meses. O consumo sofreu ligeira redução.
A carne com osso, que possui maior liquidez, embora ainda trabalhe em cotações nunca registradas em anos anteriores, já perdeu sustentação.
Além da pequena oferta, o fator que pode segurar os preços da carne em patamares elevados e, conseqüentemente, a arroba do boi gordo, é o pagamento de décimo terceiro salários e bonificações, que normalmente confere ânimo à demanda desse tipo de produto.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos podem ser obrigados a importar animais

Taxa de câmbio prejudica exportadores e escassez de animais causa aumento nos preços

Com a disparada no preço do boi gordo, os frigoríficos podem ser obrigados no futuro a importar animais de outros países. Foi o que disse nesta quinta, dia 11, o ex-ministro e atual diretor do grupo JBS, Marcos Pratini de Moraes.
O Brasil, o maior exportador de carne bovina do mundo, hoje enfrenta dois obstáculos: a atual taxa de cambio que prejudica os exportadores e a escassez de animais para o abate, que vem causando uma disparada nos preços do boi gordo. O consultor do grupo JBS, o maior do mundo em carne bovina, admitiu até mesmo uma medida inusitada: a importação de animais.
Outro problema para os frigoríficos é o risco do aumento na inadimplência. Segundo o analista da Scot Consultoria Rafael Ribeiro de Lima Filho, alguns pecuaristas que fizeram a venda antecipada estão descumprindo os contratos, já que a cotação atual é bem mais alta do que na época em que o negocio foi fechado.

FONTE: CANAL RURAL

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Boi gordo não aparece e indicador é cotado a R$ 118,93

Durante a semana a oferta de animais enviados ao abate continuou restrita, mantendo o mercado firme e sustentando novas altas no preço da arroba. Apesar do recuo de R$ 1,00 na última quarta-feira, quando o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 116,18/@, na semana este indicador registrou alta de 1,96%.
Nesta manhã, Caio Junqueira Neto, da Cross Investimentos, postou em seu Twitter: "Esalq tem o 1º grande recuo depois de uma sequência de alta de vários dias, seria um sinal de inversão da arroba? Ou apenas ajustes de preços?"
Para Fabiano Tito Rosa, gerente de mercado do Minerva, "essa queda do Esalq ontem será o teste para ver se tem ou não um pouco de boi represado".
O indicador a prazo apresentou maior valorização e foi cotado a R$ 118,93/@, na última quarta-feira (10/11), acumulando variação positiva de 4,01% no período analisado (03/11 a 10/11). Em um mês este indicador registrou alta de 23,64%.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo



Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Segundo o InfoMoney, em meio ao aguardo pela reunião do G-20, a divisa norte-americana conseguiu chegar ao seu quarto dia sem fechamento negativo.
Sobre o encontro do G-20, que começa hoje (11/11) em Seul, na Coreia do Sul, vale a pena destacar as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que declarou ser favorável à substituição do dólar como moeda de reserva e nas transações internacionais. Mantega disse que o ideal é definir uma nova ordem no sistema financeiro internacional a partir da multimoeda. Como exemplo, o ministro citou o direito especial de saque, que é usado nas transações do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Embora nas declarações os participantes afirmem que o objetivo é chegar a um acordo que possibilite uma ação coordenada para reduzir os problemas que diversos países enfrentam atualmente com as cotações de suas moedas, na prática o consenso é de que a chance disso ocorrer é pequena.

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta quarta-feira (10) o diálogo do setor produtivo com o governo na busca de medidas para conter os prejuízos causados pela questão cambial às exportações do agronegócio brasileiro, responsável por 42% do total das vendas externas do País. A preocupação demonstrada pela senadora durante reunião da Câmara Setorial da Soja do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, se deve às medidas tomadas por outros países para manter a competitividade de suas moedas no mercado internacional.

"O câmbio é uma questão que tem nos preocupado muito porque está trazendo prejuízos a todos os exportadores", afirmou. A senadora lembrou que a China é um dos países que tem adotado essas medidas, mantendo sua moeda - o Yuan - desvalorizada artificialmente com o objetivo de aumentar suas exportações para outros mercados, gerando mais receita. "Isso não pode continuar. A China, com uma poupança interna do tamanho que tem, de 40% do seu PIB, não deixará de crescer se tirar o artificialismo da sua moeda", acrescentou.

O ex-ministro e presidente do conselho de administração da BR Foods, Luiz Fernando Furlan, acredita que a guerra cambial entre os países é um assunto grave que poderá ficar ainda pior, o que afeta diretamente segmentos industriais, citando especificamente o de eletroeletrônicos. "Muitas commodities se defenderam da taxa de câmbio aumentando preço, mas os produtos industrializados acabam sendo vitimados porque competição acaba sendo desleal", afirmou, ressaltando que a BR Foods já foi afetada pela questão cambial.

Nesta quarta-feira, o dólar foi cotado a R$ 1,7062, com alta de 0,79% na semana. A arroba do boi gordo em dólares registrou alta de 1,16% na semana e já é cotada a US$ 68,09.

Mercado físico

A oferta continuou restrita e com isso, em muitas regiões, as escalas seguiram apertadas e os preços da arroba apresentaram reajustes consecutivos em quase todo o Brasil. Agentes do mercado comentam que alguns frigoríficos conseguiram comprar lotes maiores durante essa semana e isso pode dar algum fôlego para essas indústrias nos próximos dias.
A Associação Nacional dos Confinadores Assocon acaba de concluir o 3º Levantamento sobre Intenção de Confinamento para associados em 2010, realizado entre os dias 25 e 28 de outubro. Durante esses dias o departamento técnico da Assocon ouviu a opinião dos pecuaristas sobre vários aspectos relacionados a produção e o comércio da carne bovina no país, e o cenário revelado é de oferta restrita de bois para abate na indústria, com perspectiva de melhora apenas para os primeiros meses de 2011.

A entidade que atualmente representa 64 confinamentos, em 10 estados brasileiros, manteve também sua projeção de queda para o rebanho confinado em 8,8%, situação que já tinha sido revelada no último levantamento divulgação em agosto. Em geral, os pecuaristas entrevistados revelaram que a quantidade de animais em terminação nos confinamentos está bastante reduzida este ano.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, zootecnista da Assocon e responsável técnico pelo levantamento, um fator que não pode ser desconsiderado ao analisarmos a falta de animais para engorda este ano, é a menor produção de bezerros por falta de matrizes. "Alguns associados já iniciaram o processo de compra da reposição para o segundo turno, porém sem adquirir grandes volumes. Para muitos deles os preços do bezerro ainda estão elevados demais e, mesmo vendendo o boi gordo no atual patamar de preços de R$ 110,00 por arroba, a realização da reposição ainda está fraca", destaca.

Segundo Andrade, a oferta de gado está baixa e os frigoríficos estão trabalhando com ociosidade operacional elevada já há algum tempo, em alguns casos, com dificuldade para abater gado todos os dias. Esse problema tem gerado outras situações paralelas de pecuaristas que estão vendendo lotes pequenos e mal terminados. "Os lotes que não são confinados chegam para o abate com baixa qualidade de carcaça, além de muito leves e magros, situação que prejudica a indústria que tem dificuldade de cumprir contratos para exportação, principalmente de boi Europa (lista Traces)", finaliza o especialista da Assocon.

Nessa semana o Imea também divulgou uma pesquisa de intenções de confinamento e os resultados são bem semelhantes aos apresentados pela Assocon. Registrando um total de 592,83 mil cabeças, os confinamentos do Estado em 2010 ficaram 7,08% abaixo do que o número visto em 2009.

Em relação aos outros dois levantamentos realizados neste ano, um em março e outro em julho, o número de cabeças confinadas registrou ligeira queda de 0,06%, na comparação com março, e uma alta de 10,21% na comparação com julho.

Esta alta de 10,21%, em relação ao último levantamento, deve-se principalmente à intensa valorização da arroba do boi gordo. Neste sentido, diante desta valorização do preço, alguns produtores mudaram suas estratégias confinando alguns animais que não foram projetados no levantamento de agosto. Este movimento se deu em sua grande maioria através de parcerias e do sistema chamado "Boitel", no qual o dono da unidade confinadora aluga o espaço para outro produtor colocar os seus animais.

De Uberlândia/MG, Rodrigo Pessoa informou através do formulário de cotações do BeefPoint que na sua região a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 108,00, para pagamento em 30 dias.
O leitor do BeefPoint, Orlando Volpon, informou que no início desta semana vendeu um lote de bois gordos para o abate, na região de Maringá/PR, a R$ 110,00 - prazo de 20 dias.
Chicão Caruso, de Paragominas/PA, comentou que o preço praticado em Paragominas/PA, nos negócios com boi gordo, é de R$ 100,00/@.

Marcio Glayton Araújo Grangeiro, informou que em Roraima, município de Iracema, a arroba do boi gordo está sendo vendida a R$ 90,00, com prazo de 30 dias. Já no Estado do Sergipe, a arroba está valendo R$ 98,00, também com prazo de 30 dias, segundo informou Walter Garcez de Carvalho. "Aqui está subindo aos poucos. Vendedores sem saber o que fazer, segurar ou vender logo", completa Carvalho.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Mercado futuro

Ontem, os contratos de boi gordo negociados na BM&FBovespa apresentaram forte retração. Mesmo assim, no acumulado da semana, os contratos com vencimento mais próximo (novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março) registraram variação positiva. O primeiro vencimento novembro/10 fechou o pregão de quarta-feira (10/11) a R$ 113,91/@, com valorização de R$ 1,16 na semana.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 03/11/10 e 10/11/10




Atacado

Segundo o Boletim Intercarnes, hoje existe um acerta instabilidade no mercado de carne bovina e maior oscilação nos preços do atacado. Mais especificamente devido a melhor oferta de dianteiros avulsos. Em contrapartida, com relação a traseiro e carne dessossada o mercado segue firme. Porém no contexto geral, não se observa aumento significativo nas ofertas, já que as ofertas de animais para o abate seguem restritas.
No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 9,30, o dianteiro a R$ 5,80 e a ponta de agulha a R$ 6,00. O equivalente físico acumulou alta de 5,05% na semana, sendo calculado a R$ 112,59/@ na última quarta-feira. Dessa forma o spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 3,59/@.
Tabela 2. Atacado da carne bovina



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Reposição

O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 720,82/cabeça, com recuo de 0,46% na semana. Diante altas constantes do preço do boi gordo, a relação de troca melhorou subindo para 1:2,66. Na terça-feira (09/11) a relação troca foi calculada em 1:2,69, melhor valor desde 20 de setembro de 2006.

A margem bruta na reposição também indica que o momento é bom para repor o rebanho, já que hoje este indicado é calculado em R$ 1196,15. Em 2009 a média da margem bruta foi de R$ 678,16 e em 2008 este indicador apresentou valor médio de R$ 747,78 A margem bruta na reposição é a diferença da venda de um boi gordo de 16,5@ e compra de um bezerro de reposição, este valor é o que será utilizado para investimentos na atividade, pagamento de contas e salários e lucro.

Segundo Felipe Faggioni, leitor do BeefPoint de Franca/SP, "a procura por animais magros de reposição está aumentando na região, mas não nos mesmos níveis dos animais gordos para abate. Ela está reagindo de acordo com a reação das pastagens que vem acontecendo de forma gradual, mas notamos a cada dia um maior interesse por bezerros e bezerras com pequenas elevações nos preços".

O leitor do BeefPoint, André Fioravanti, de Dracena/SP, informou que vendeu bezerras de 10 meses a R$ 530,00/cabeça. "Definitivamente os preços das reposições não estão acompanhando a rês terminada".

FONTE: BEEFPOINT

E AQUI NO RIO GRANDE DO SUL, QUANDO ISTO VAI ACONTECER?


Boi gordo atinge índice histórico no Espírito Santo

O preço do boi gordo atingiu recorde histórico no Espírito Santo no último dia 27. A arroba foi cotada a R$ 100, valor nunca atingido anteriormente pelo mercado capixaba

Segundo o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar/ES), Neuzedino de Assis, o valor atingido se deve à escassez de bovinos no mercado a nível nacional, devido ao elevado abate de matrizes recentemente, aliado à entressafra, período de diminuição de alimento para o gado e menor engorda do rebanho.

“Houve uma forte queda de preço anos atrás devido ao foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. O produtor brasileiro descapitalizou e foi vendendo suas matrizes em alta escala. Com a diminuição do nascimento de bezerros, diminui a produção de boi gordo, e, consequentemente, o preço tende a se elevar”, explica Neuzedino.

Outro fator que provocou o aumento do preço da carne bovina foi a recuperação do mercado externo frente à crise econômica. “Os países estão comprando mais e pagando melhor a nossa carne. Além disso, o mercado interno também está com poder aquisitivo mais elevado”, diz.

As informações são da assessoria de imprensa da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo.

FONTE: Agrolink

Mercado físico do boi gordo segue firme

Mercado firme.
Em São Paulo, a referência permanece em R$115,00/@ a prazo, porém, alguns frigoríficos já tentam impor pressão de baixa sobre o preço da arroba, mesmo com a oferta de animais terminados ainda sendo pequena.
Nos preços menores poucos negócios acontecem.
Em Goiás, no sul do estado, região que fornece gado para as indústrias de São Paulo, a arroba está valendo R$108,00/@, à vista, e R$109,00/@, a prazo, ambos livres de funrural. Existem relatos de negócios acontecendo por até R$1,00/@ a mais. É a praça que possui o boi gordo mais caro do Brasil, depois de São Paulo.
A dificuldade nas compras forçou preços maiores em Cuiabá – MT, e, no preço a prazo, igualou à cotação do sudeste do estado, as maiores registradas no Mato Grosso.
Em Santa Catarina, Oeste da Bahia e Norte do Tocantins, a necessidade em alongar as escalas também forçou reajustes nos preços.
No mercado atacadista de carne bovina, os preços altos levaram a uma ligeira redução nas vendas e com isso houve queda de R$0,10/kg para todas as peças.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

CAR passa a ser exigência no MT a partir de 13 de novembro

A partir de 13 de novembro de 2010, os frigoríficos que assinaram o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Mato Grosso só poderão comprar gado de propriedades que tenham aderido ao programa mato-grossense de regularização ambiental rural, MT Legal, através do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Com a exigência do CAR, é muito provável que os frigoríficos tenham ainda mais dificuldade na compra dos animais. A oferta, que já não é boa, tende a se tornar ainda mais escassa. Isso pode provocar maiores aumentos nos preços do boi e da vaca gorda, de maneira semelhante ao que tem acontecido no Pará.
A tendência é que o número de propriedades com o registro no CAR aumente paulatinamente, mas, neste primeiro momento, os próprios frigoríficos estão esperando por redução significativa da oferta de bovinos terminados.

FONTE: SCOT CONSULTORIA