segunda-feira, 25 de março de 2019

Embarques brasileiros de animais vivos recuam 25% no 1º bi

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, as exportações brasileiras de animais vivos atingiram 73 mil cabeças, o que representou queda de 25% sobre a quantidade embarcada em igual período de 2018, informa a analista Letícia Vecchi, da Scot Consultoria.
No período analisado, o Egito liderou as compras de gado em pé do Brasil, com importação de 44,5 mil cabeças.
No ano passado, os embarques brasileiros de animais vivos atingiram o volume recorde de 810 mil cabeças.
fonte: DBO

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

RS ´Secretaria da Agricultura divulga calendário oficial de feiras e exposições para 2019



Aérea Expointer
Expointer será de 24 de agosto a 1º de setembro neste ano - Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini

O calendário oficial de feiras e exposições agropecuárias do Rio Grande do Sul para 2019 foi publicado nesta terça-feira (29) no Diário Oficial do Estado (DOE).

São 186 eventos espalhados por todo o estado, incluindo a Expointer, que neste ano ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro.

A lista completa está disponível neste link.

Texto: Ascom Agricultura
Edição: Léa Aragón/Secom 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

COTAÇÔES de gado gordo e reposição no RS 29.01.2019


DATA 29/01/2019
GADO GORDO
Região de Pelotas / Prazo 30 dias
PESO VIVO
Boi gordo.....R$ 5,20 – 5,50
Vaca gorda...R$ 4,60 – 4,70
A RENDIMENTO
Boi gordo.....R$ 10,40 – 10,90
Vaca gorda...R$ 10,00 – 10,20
REPOSIÇÃO
Terneiro castrado.. .R$ 5,50 - 5,60
Terneiro inteiro....... R$ 5,50 - 5,60
Terneira............ ......R$.5,10 - 5,30
Novilho s/ano..........R$ 5,00 - 5,30
Novilho 2,5..............R$.4,90 - 5,00
Novilha s/ano..........R$ 4,80 - 4,90
Novilha 2,5......... ....R$.4,70 - 4,90
Vaca invernar..........R$ 4,10 - 4,30
Vaca prenhe...........R$ 1.900 -2.200
Vaca c/cria..............R$ 2.100 - 2.400
FONTE: LUND NEGÓCIOS

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Dados da exportação de gado em pé do Brasil, de 2009 a 2018

Dados da exportação de gado em pé do Brasil entre os anos de 2009 a 2018.

Afinal, como evoluíram os dados da exportação de gado em pé do Brasil em termos de receita, embarques e preços ao longo dos últimos 10 anos?
A Tabela a seguir apresenta os dados de receita, em milhões de dólares, embarques, em mil toneladas e de preço, em dólares por tonelada, em cada ano, de 2009 a 2018, segundo dados do MDIC.
dados da exportação de gado em pé
Em 2018 a receita com a exportação de gado em pé do Brasil foi de US$534,75 milhões, alta de 93,7% frente ao valor apurado no ano de 2017, quando somou o equivalente a US$276,04 milhões.
Aliás, o faturamento com a exportação de gado em pé do Brasil em 2018 esteve longe dos recordes anteriores, uma vez que as vendas externas de bovinos vivos já somaram o equivalente a US$721,90 milhões no ano de 2013.
Contudo, no acumulado de 10 anos, de 2009 a 2018, a receita brasileira com a venda de gado em pé para o exterior cresceu 20,6%, saindo de US$443,52 milhões em 2009 para US$534,75 milhões em 2018.
O interessante é observar que ao longo desses 10 anos o crescimento dos embarques acumulou queda, ao contrário da receita, variando de 259,08 mil toneladas para 233,83 mil toneladas em 2018. Isso porque o preço do gado em pé no mercado internacional em 2009 foi de, em média, US$1.711,90 por tonelada para US$2.286,92 em 2018, uma alta acumulada de 33,6% no período.
A Figura abaixo ilustra a evolução da receita com a venda de gado em pé brasileiro no mercado internacional, em milhões de dólares, entre 2009 e 2018.

dados da exportação de gado em pé
Fonte: Dados do MDIC (adaptado por Farmnews)

Abertura de mercado para exportações brasileiras de bovinos vivos para a Malásia

Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o de Relações Exteriores informam que:

O Governo brasileiro recebeu com satisfação, por meio da Embaixada do Brasil em Kuala Lumpur, a informação de que será aberto o mercado da Malásia às exportações brasileiras de bovinos vivos para abate. A medida foi tomada após a aprovação dos requisitos sanitários negociados coordenadamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério das Relações Exteriores, no lado brasileiro, e pelo Ministério da Agricultura e Agroindústria da Malásia.
A decisão reforça a posição do Brasil como um dos líderes mundiais na exportação de proteína animal e representa um passo importante para o aprofundamento das relações comerciais com a Malásia. O país asiático tem mais de 30 milhões de habitantes e importa cerca de 80% da carne bovina que consome.
O Governo brasileiro seguirá negociando com o governo da Malásia a exportação de gado vivo para reprodução, bem como a expansão das habilitações para exportação de carne de aves e de carne bovina.
fonte: MAPA

sábado, 26 de janeiro de 2019

Mapa define locais para receber ou exportar produtos de origem animal

Definição foi feita após Vigiagro mapear aeroportos ou portos que movimentavam a maior parte dessas cargas
A partir da próxima sexta-feira (25), todos os produtos de origem animal que forem exportados ou importados pelo Brasil, terão que ser despachados por apenas 21 pontos do país, conforme determina a Portaria 183 do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estes locais (aeroportos, portos e outros) respondem por 95% das operações envolvendo tais produtos. Os locais estão definidos no anexo da portaria. O Vigiagro fez um levantamento dos pontos de maior movimentação dessas cargas. Também foi levada em conta a estrutura disponível para o recebimento dos produtos (câmaras frigoríficas, entreposto). As 21 selecionadas atenderam todos os requisitos. Nas outras unidades eram eventuais a importação e exportação. Segundo o Chefe Substituto da Divisão de Operações do Vigiagro, Cid Rozo, “a principal razão da mudança é o foco na vigilância agropecuária, com atenção redobrada à saúde pública e à segurança alimentar, pois os auditores fiscais federais agropecuários que estão trabalhando nessas unidades receberam treinamento para atuar em cima desses produtos específicos. Os auditores sabem quais são os riscos intrínsecos aos produtos e como atuar se encontrarem alguma inconformidade”. No treinamento dos auditores foram mostradas as inconformidades, interceptações, quais são realmente graves e onde o fiscal deve direcionar seu esforço na mercadoria que está sendo analisada. Com toda essa especialização será acelerada a operação de importação e exportação. “Na prática, serão criados corredores de importação e exportação especializados para os produtos. Quem atua na unidade estará habilitado para a fiscalização específica”, explica Cid Rozo.
MAPA

CNA assume a rastreabilidade bovina



2018: entre as carnes, bovina foi a que gerou mais divisas

A diferença em relação à carne de frango foi de apenas 2%
2018: entre as carnes, bovina foi a que gerou mais divisas

Em 2018, pelo menos na geração de divisas, a carne de frango perdeu a liderança que, aparentemente, mantinha desde o século passado: a carne bovina ocupou o posto, graças a uma receita cambial quase 8% maior que a do ano anterior. A diferença em relação à carne de frango foi de apenas 2%.

Os dados compilados pelo MAPA junto à SECEX/MDIC apontam que, entre as quatro principais carnes exportadas pelo Brasil, apenas a carne bovina fechou o exercício no “azul”. Isto, ainda que os preços do produto tenham recuado quase 3% no ano. A perda foi compensada com um aumento de 11% no volume, desempenho que, por sua vez, gerou aumento de receita de 7,85%.

Foi só, porém. A carne de frango teve volume e preço reduzidos em 5%, o que fez sua receita recuar 10%. Curiosamente, foi aqui que ocorreu a única exceção em relação à queda generalizada de preços: os industrializados (aí inclusa a carne salgada) registraram valorização de 10,5% no preço médio. Mas como o volume embarcado retrocedeu à metade (efeito, sobretudo, do embargo europeu a um grupo de abatedouros brasileiros), a receita cambial desse item recuou 45%. Neste caso, o desastre para a carne de frango só não foi maior porque o volume de industrializados representa apenas 3,5% das exportações do setor (ou 2% do volume total de carnes).

Os maiores recuos de preço -quedas da ordem de 20% -ocorreram com as carnes suína e de peru. O que, combinado com a retração dos volumes embarcados (de, respectivamente, 7% e quase 33%), ocasionou recuo de mais de 25% na receita cambial da carne suína, índice que, na carne de peru, subiu para mais de 46%.

Em volume, a carne mais exportada continua sendo a de frango, com 61% do total. Seguem-na a carne bovina, com cerca de 25%, a suína, com quase 10% e a de peru, com pouco mais de 1% (o total divulgado pelo MAPA inclui outras carnes não relacionadas na tabela).

Já na geração de receita, o primeiro lugar é, agora, da carne bovina, com 44,5% do total. A carne de frango respondeu por 43,6% - diferença inferior a 1 ponto percentual em relação à carne bovina. Carne suína e de peru responderam por, respectivamente, 8,1% e 1% da receita das carnes em 2018.
fonte: Avisite

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Em Davos, Bolsonaro diz que vai buscar investimento para o agro

O presidente da República quer ampliar a participação das commodities brasileiras no mercado internacional e “mostrar que o país mudou”
O presidente da República, Jair Bolsonaro, quer aproveitar sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para atrair investimentos – em especial no agronegócio.
“Nós queremos mostrar, é nosso interesse especial, que o Brasil tomou medidas para que o mundo restabeleça confiança, que os negócios voltem a florescer entre o Brasil e o mundo, sem viés ideológico, que nós podemos ser um país bom para investimentos, e em especial para o agronegócio, nossas commodities mais caras. Queremos ampliar esse tipo de comércio. Por isso estamos aqui para mostrar que o Brasil mudou”, declarou aos jornalistas em vídeo disponível em sua conta no Twitter, postado após sua chegada na Suíça.



Chegamos há pouco em Davos, Suíça. As expectativas são as melhores! Uma boa tarde a todos! 👍🇧🇷🌎



Indagado por jornalistas, o presidente da República não quis antecipar encaminhamento do programa de privatizações. “A gente não vai anunciar particularidades no tocante a isso. A agenda está com nosso chefe da economia, Paulo Guedes, está bastante detalhado nesse sentido e ele vai anunciar a partir do momento que tiver certeza que faremos boas privatizações.

Jair Bolsonaro ainda informou que o discurso que fará nesta terça-feira, dia 22, na abertura do fórum, será “curto, objetivo e claro”. Segundo ele, o texto a ser lido feito e corrigido por vários ministros para que nós déssemos recado mais amplo possível do novo Brasil que se apresenta com a nossa chegada ao poder.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

COTAÇÔES de gado gordo e reposição no RS (21.01.2019)

DATA 21/01/2019
GADO GORDO
Região de Pelotas / Prazo 30 dias
PESO VIVO
Boi gordo.....R$ 5,20 – 5,50
Vaca gorda...R$ 4,60 – 4,70
A RENDIMENTO
Boi gordo.....R$ 10,40 – 10,90
Vaca gorda...R$ 10,00 – 10,20
REPOSIÇÃO
Terneiro castrado.. .R$ 5,50 - 5,60
Terneiro inteiro....... R$ 5,50 - 5,60
Terneira............ ......R$.5,10 - 5,30
Novilho s/ano..........R$ 5,00 - 5,20
Novilho 2,5..............R$.4,90 - 5,00
Novilha s/ano..........R$ 4,80 - 4,90
Novilha 2,5......... ....R$.4,70 - 4,90
Vaca invernar..........R$ 4,10 - 4,30
Vaca prenhe...........R$ 1.900 - 2.200
Vaca c/cria..............R$ 2.100 - 2.400
FONTE: LUND NEGÓCIOS

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

COTAÇÔES de gado gordo e reposição no RS

COTAÇÔES de gado gordo e reposição no RS


COTAÇÕES GORDO E REPOSIÇÃO NO RS

DATA 15/01/2019
GADO GORDO
Região de Pelotas / Prazo 30 dias
PESO VIVO
Boi gordo.....R$ 5,20 – 5,50
Vaca gorda...R$ 4,50 – 4,60
A RENDIMENTO
Boi gordo.....R$ 10,40 – 10,80
Vaca gorda...R$ 10,00 – 10,20
REPOSIÇÃO
Terneiro castrado.. .R$ 5,40 - 5,60
Terneiro inteiro....... R$ 5,30 - 5,50
Terneira............ ......R$.5,00 - 5,20
Novilho s/ano..........R$ 4,90 - 5,20
Novilho 2,5..............R$.4,80 - 5,00
Novilha s/ano..........R$ 4,70 - 4,80
Novilha 2,5......... ....R$.4,60 - 4,80
Vaca invernar..........R$ 4,00 - 4,20
Vaca prenhe...........R$ 1.800 - 2.100
Vaca c/cria..............R$ 2.000 - 2.300
FONTE: LUND NEGÓCIOS

domingo, 13 de janeiro de 2019

COTAÇÔES de gado gordo e reposição no RS


COTAÇÕES GORDO E REPOSIÇÃO NO RS

DATA 07/01/2019
GADO GORDO
Região de Pelotas / Prazo 30 dias
PESO VIVO
Boi gordo.....R$ 5,10 – 5,30
Vaca gorda...R$ 4,50 – 4,60
A RENDIMENTO
Boi gordo.....R$ 10,20 – 10,50
Vaca gorda...R$ 9,90 – 10,10
REPOSIÇÃO
Terneiro castrado.. R$ 5,40 - 5,60
Terneiro inteiro....... R$ 5,30 - 5,50
Terneira............ .....R$.5,00 - 5,20
Novilho s/ano..........R$ 4,90 - 5,20
Novilho 2,5.............R$.4,80 - 5,00
Novilha s/ano..........R$ 4,70 - 4,80
Novilha 2,5......... ....R$.4,60 - 4,80
Vaca invernar..........R$ 3,90 - 4,10
Vaca prenhe...........R$ 1.800 - 2.000
Vaca c/cria.............R$ 2.000 - 2.200
FONTE: LUND NEGÓCIOS

Recorde nas exportações brasileiras de gado vivo em 2018


Em  2018 o Brasil exportou 810,0 mil cabeças de bovinos, 102,2% a mais comparado com 2017, sendo maior volume da série histórica. Quanto ao faturamento total, este cresceu 104,4% frente a 2017.
No Rio Grande do Sul foram exportadas 167,5 mil cabeças de bovinos frente a 85,4 mil exportadas em 2017.
fonte: Lund Negócios

Evaristo Miranda / Embrapa Territorial. Uma visão sobre meio ambiente no Brasil

URUGUAY - Gladenur exportará 105 mil vacunos en pie entre enero y mayo de este año


Gladenur exportará 105 mil vacunos en pie entre enero y mayo de este año (Foto: Rurales El País)

Foto: El País

Gladenur exportará 105 mil vacunos en pie entre enero y mayo de este año


El gerente general de Gladenur, Víctor Montassar, confirmó a Rurales El País que el mercado turco no prohibió las compras de animales vivos, sino que dejará de emitir permisos de importación hasta junio. Sin embargo, aseguró que la empresa realizará exportaciones con contratos que fueron gestionados con anticipación.
Dijo que la medida tomada por Turquía se debe a un sobre stock de ganado listo para faena en un momento de baja temporada turística. “En seis meses sube el turismo y habilitan los nuevos permisos. El mercado va a continuar con normalidad”, anunció.
Gladenur, que se ubicó como la octava empresa de mayor exportación durante el 2018, tiene previsto realizar una serie de embarques entre enero y mayo que implica un envío de 105 mil cabezas. “Tengo un barco en enero, otro el 20 de febrero y a fin de febrero. También saldrá uno en marzo y en los primeros días de abril. Son cifras importantes”, detalló.
Montassar dijo que los negocios fueron concretados con los operadores privados turcos, pero no confirmó que otras empresas exportadoras cuenten con permisos. “No puedo confirmar que tengan contratos, aunque si pidieron los permisos a tiempo lo deberían tener”, señaló.
En cuanto a los precios de compra de los terneros que saldrán del país en los futuros embarques, el empresario se mostró optimista que los animales podrán recuperar en los meses de zafra los centavos perdidos a fines del año pasado, cuando Turquía experimentó dificultades económicas por la devaluación de su moneda. “Creo que en el mes tres se podrían recuperar esos valores, por arriba de los US$ 2 para el ternero”, agregó.
Turquía significa el principal destino para las exportaciones de animales en pie de Uruguay. De acuerdo a la información del Ministerio de Ganadería (MGAP), en 2018 el país colocó en los mercados 405.603 vacunos vivos, donde más de 360.000 cabezas desembarcaron en Turquía y más de 45.000 en el resto de los destinos: Egipto, Iraq, China y países sudamericanos.
Holando. El Gerente General de Gladenur comentó que están estudiando la posibilidad de exportar animales de raza Holando. “Se deben activar de nuevo los protocolos sanitario con dos o tres países para operar con vacas preñadas, terneros y terneras. Los negocios se podrían concretar en los primeros seis meses del año”, adelantó.

Fonte: Radio Carve 850 AM 
fonte: El Pais

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O futuro do Mercado da Carne

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Nos anos de 90, quando ingressei na faculdade de Medicina Veterinária, ninguém falava de carne de qualidade no Brasil. Havia poucas iniciativas, como o Novilho Zaffari, pioneiro na década de 70, e outros casos pontuais, mas de fato, o assunto nem era comentado nos congressos e eventos que participava. Carne de qualidade era carne Argentina ou Uruguaia e ponto final, fazer churrasco já era um luxo em si.
A economia do Brasil teve um grande salto com o advento e maturidade do plano real. Os brasileiros passaram a buscar alternativas de qualidade em termos de alimentação e produtos premium. E deste período em diante praticamente tudo mudou, em especial o consumidor, o mercado e as ameaças.
O consumidor evoluiu de forma surpreendente neste período. Tornou-se mais exigente e informado, usando a internet para conhecer, comparar produtos e preços e, especialmente, opinar sobre eles, influenciando de forma ativa o consumo de seus pares, com muito mais contundência que as mais sofisticadas estratégias de publicidade comercial. Surgiram produtos premium em diferentes segmentos considerados commodities como café, arroz, leite e a carne, que passaram a disputar a atenção nos cardápios de restaurantes, gôndolas de supermercado e, é claro, na tela dos smartphonesconectados 24 horas por dia às redes sociais. A palavra qualidade em si passou a tomar dimensões que jamais imaginaríamos nos anos 90, e o consumidor passou a exigi-la, sem clemência, 365 dias por ano.
Em paralelo a esta evolução de paladar e costumes, o nível de exigência quanto ao bem-estar animal, responsabilidade social e ambiental e os movimentos contrários ao consumo de proteína de origem animal avançam de forma acelerada, assim como a busca por fontes alternativas de proteínas, capazes de alimentar a população estimada de 9,8 bilhões de habitantes em 2050. A carne de laboratório, a carne vegetal e a alimentação a base de insetos serão realidades muito próximas já nos próximos 5 anos, acredite!
O mercado da carne tomou dimensões globais. Tive a oportunidade de navegar por mercados como Europa, Ásia e Oriente Médio e perceber o enorme potencial para carnes premium, e que em todo o mundo, quando se fala em carne de qualidade diferenciada está se falando em Angus. Na China, por exemplo, estima-se um número de mais de 200 milhões de consumidores ávidos por marcas de luxo e produtos de alta qualidade, o que abre um verdadeiro oceano de oportunidades para a carne Gourmet brasileira. As indústrias já estão se preparando para aterrissar neste mercado utilizando plataformas de e-commerce em modelos de negócio inimagináveis em nossa sociedade atualmente.
No Brasil, estima-se um mercado potencial de mais de 200 mil toneladas de carne gourmet por ano. Entretanto, menos de 40% deste potencial está sendo atendido, o que permite um crescimento consistente para os próximos anos. Contudo, a cadeia produtiva precisa encarar o desafio da produção escalonada 12 meses por ano, o maior entrave ao desenvolvimento e escalada dos preços e premiações para animais de qualidade. A sazonalidade de oferta de novilhos no segundo semestre do ano prejudica a cadeia produtiva, afetando preços e margens de comercialização, limita a expansão de pontos de venda, contratos de exportação, crescimento das premiações, etc. Quem quer qualidade, e paga por ela, exige o mesmo padrão o ano todo!
O produtor brasileiro precisa estar preparado, qualidade deixou de ser diferencial e passa a ser uma obrigação. O que chamávamos de carne qualidade em um mercado sem concorrência e absolutamente carente de opções, hoje, pode ser considerada apenas commodity. As dimensões do que se considera um produto de qualidade mudaram. Uniformidade e maciez, hoje, são o mínimo que se exige, aroma e sabor também são considerados, além do desejado marmoreio. A rastreabilidade, é uma tendência irreversível que chegará a carne bovina, muito além da simples exigência do mercado Europeu.   
A indústria precisa evoluir. Transparência, “compliance” e rastreabilidade são fundamentais, assim como avançar em tecnologia de carnes, rotulagem adequada e informativa, embalagens, porcionamento, integração ao varejo e food services. É incrível como itens tão antigos como a tipificação de carcaças e maturação estão tão atrasados no Brasil.
Todavia é no relacionamento entre os diferentes elos da cadeia produtiva que temos maior urgência e que teremos os melhores resultados. A qualidade da carne vem do campo, a oferta de animais com bom padrão 12 meses por ano vem essencialmente do trabalho do produtor, assim como a rastreabilidade. Os pecuaristas precisam entender o “negócio carne bovina”. A indústria, de sua parte precisa abrir suas portas para um diálogo franco com seus fornecedores e investir em transparência e tecnologia.
A boa notícia é que a mudança já começou. O Programa Carne Angus é um dos exemplos de sucesso de integração, qualidade e visão de cadeia produtiva. Tornou-se o maior programa de qualidade do Brasil, ocupando uma fatia importante do mercado de carnes gourmet e envolvendo produtores de norte a sul do Brasil. O desafio é aprofundar este modelo e trabalhar de forma ainda mais integrada com as indústrias, aproximando o produtor e, lado a lado, serem protagonistas do futuro da cadeia produtiva. 

*Artigo publicado no Anuário 2018 da Associação Brasileira de Angus
Flavio Schuler Medeiros

Em volume, exportações de carne bovina bateram recorde em 2018, diz Abrafrigo

gaucha
As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) bateram o recorde estabelecido em 2014, de 1 milhão 560 toneladas movimentadas, alcançando um volume de 1 milhão e 639 mil toneladas exportadas no balanço geral de 2018, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO)
Em valores, porém, a receita obtida de US$ 6,5 bilhões ficou abaixo dos US$ 7,2 bilhões obtidos em 2014, ano de melhores preços para o produto brasileiro. A entidade divulgou estes números com base nos dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Segundo a ABRAFRIGO, para 2019 a expectativa é de que estes volumes cresçam pelo menos 5%, com o retorno as compras da Rússia, que em 2017 havia importado 150 mil toneladas em 2018 e restringiu suas compras a 7 mil toneladas em 2018. Em relação a 2017, quando o Brasil exportou 1 milhão 485 mil toneladas, a movimentação de 2018 cresceu 10%, enquanto que a receita aumentou 8%. No último mês do ano, as vendas foram de 153 mil e 69 toneladas e a receita de US$ 577 milhões, crescimento de 12% no volume e de 3% nas divisas. O aumento das compras por parte da China compensou a ausência dos russos: foram 150 mil toneladas a mais em 2018, com o país importando pela cidade estado de Hong Kong e pelo continente 43,8% da comercialização brasileira do produto contra 38,2% em 2017. Foram 717 mil 492 toneladas contra 567 mil 638 toneladas em 2017. O Egito aumentou suas aquisições em 18% ficando na segunda posição entre os países importadores, com 181.097 toneladas; em terceiro lugar veio o Chile, com crescimento de 77% na sua movimentação que atingiu 114 mil 944 toneladas. Além da Rússia, Irã e os Estados Unidos tiveram queda significativa nas suas importações, de 40% e de 16%, respectivamente. Entre os 20 principais destinos, o Uruguai foi o que mais se destacou percentualmente, com crescimento de 202%: de 4 mil toneladas movimentadas em 2017 saltou para 14 mil toneladas em 2018. São Paulo foi o estado que mais movimentou a carne bovina brasileira para destinos no exterior, com 399 mil 543 toneladas (24,4%); em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 301 mil 538 toneladas (18,4%); na terceira posição está Goiás, com 236 mil e 187 toneladas (14,4%). Rondônia ficou na quarta posição, com 167 mil e 578 toneladas; Mato Grosso do Sul em quinto, com 153 mil 568 toneladas e Minas Gerais em sexto com 147.094 toneladas.
ESTADÃO 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Exportações de gado vivo ganham impulso na Austrália


As exportações de gado vivo ganharam impulso na Austrália ao longo de 2018, sustentadas por uma razoável estação chuvosa do norte de 2017-18 (seguida por condições secas em partes do resto do país) e um ponto de preço mais favorável apoiando um aumento nos embarques para a Indonésia e o Vietnã.
O surgimento da China como importador de gado, três grandes carregamentos de gado para engorda para a Rússia e um forte número de navios transportados para Israel também impulsionaram o comércio de gado vivo em 2018. Para o ano civil até novembro, as exportações totalizaram 1.008.000 cabeças 27% a mais que no ano anterior. As exportações para a Indonésia neste ano foram impulsionadas pelo gado para engorda, que aumentou 15% em relação ao ano anterior, para 538 mil cabeças. Olhando para o próximo ano, qualquer potencial aumento de chuva induzido nos preços do gado australiano, a presença contínua de carne de búfalo e a ameaça de acesso à carne bovina brasileira poderia pressionar as exportações de gado para o mercado. O estabelecimento de exportações de gado para abate para a China, combinado com um aumento nos embarques de gado reprodutor este ano, fez com que o comércio ao vivo aumentasse 62% em relação ao ano anterior, para 99.000 cabeças. No entanto, as exportações de gado para abate continuam enfrentando inúmeras barreiras à entrada no mercado e o comércio de gado para abate parece estar desacelerando – não houve envios registados em novembro. Um imposto sobre valor agregado sobre o gado importado, o prazo de processamento imposto por 14 dias para bovinos importados e as limitações regionais de fornecimento de gado das zonas de vírus da doença da língua azul, sustentam os desafios comerciais enfrentados neste mercado. Outros mercados (exportações de bovinos – até novembro): Vietnã, +21%, para 181.000 cabeças; Israel, + 100%, para 56.000 cabeças; Malásia, – 8%, para 19.000 cabeças; Turquia, -7%, para 19.000 cabeças; Rússia totalizou 42.000 cabeças (sem embarques registrados em 2017)
Meat and Livestock Australia (MLA)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Funrural deverá ser extinto em 2019


A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) confirmou que o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) vai ser o novo presidente da entidade. O anúncio foi feito pela atual presidente Tereza Cristina, futura ministra da Agricultura. A nova diretoria da bancada ruralista toma posse em fevereiro de 2019. De acordo com Moreira, uma das prioridades de sua gestão é achar formas legais de invalidar a cobrança do Funrural.
O presidente eleito Jair Bolsonaro, enquanto Deputado, já havia se manifestado contra a cobrança do imposto. Agora com a confirmação de sua vitória nas eleições 2018 as peças começam a se encaixar e de fato o Funrural caminha para o seu fim no próximo ano.
O passivo do Funrural está a caminho da extinção.
A futura legislatura do Congresso Nacional deve aprovar, já nos primeiros meses de 2019, o projeto do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) que acaba com o débito atribuído aos produtores rurais a partir de decisões diferentes tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à constitucionalidade da cobrança do Funrural (em 2010, considerou o tributo ilegal e, em 2017, validou o seu recolhimento).
Nessa terça-feira (11), o parlamentar disse que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sinalizou apoio ao seu projeto de lei (PL 9252/2017), em tramitação na Câmara dos Deputados. A possibilidade de aprovação da proposta ganhou mais força com o anúncio de que o governo federal editará, nos próximos dias, medida provisória prorrogando para 2019 o prazo de adesão à repactuação do Funrural.
Além da sinalização de Bolsonaro, o deputado Delegado Waldir, futuro líder do PSL na Câmara, também adiantou que, no próximo ano, “sob a administração Bolsonaro”, o Legislativo deve aprovar um projeto que atenderá os interesses dos produtores rurais em relação ao Funrural.
“Já temos o compromisso do presidente. Vamos, com a [futura} ministra da Agricultura [Tereza Cristina], no diálogo, com o [Luiz Antonio] Nabhan [futuro secretário de Assuntos Fundiários] e com todas as forças do agronegócio brasileiro aprovar um projeto de interesse de todos”, disse o Delegado Waldir.
Entidades representativas do setor rural, como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra) e a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), entre outras, apoiam a proposta de Goegen. Líderes dos produtores dizem que não reconhecem a dívida, que, para eles, foi “fabricada”.
Por: Vicente Delgado | AGRONEWS BRASIL, com informações do Canal Rural e Agro em Dia

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Expectativa de consumo de carne bovina nos países da América do Sul

A Tabela a seguir destaca os dados da expectativa de consumo de carne bovina na Argentina, Brasil, Chie, Paraguai e Uruguai até o ano de 2026, em termos percapita (kg por haitante ao ano), segundo dados da OECD.


Na Argentina e no Brasil a expectativa de consumo de carne bovina para os próximos anos é negativa. Isso porque entre os anos de 2018 a 2026 a previsão da OECD é que o consumo percapita de carne bovina entre os argentinos caia 7,7%, saindo de 40,85kg por habitante ao ano em 2018 para 37,69kg por habitante ao ano em 2026.
No Brasil, apesar da expectativa ser negativa, a queda no consumo de carne bovina deve ser pequena, de apenas 0,9%, passando para 26,17kg por habitante ao ano em 2026. Aliás, clique aqui e confira a evolução do consumo de carne bovina entre os brasileiros
Já no Chile, Paraguai e Uruguai a expectativa é de aumento no consumo de carne bovina em termos percapita. E a maior alta é esperada para o Paraguai, com aumento de 9,6% frente ao consumo atual e, alcançando 27,88kg por habitante ao ano em 2026. E caso se confirme essa expectativa, o consumo de carne bovina no Paraguai em termos percapita será maior que no Brasil.
Mas vale destacar o consumo uruguaio de carne bovina que, deve atingir 45,17kg por habitante ao ano em 2026, o maior consumo em toda a América do Sul.
fonte: FarmNews