quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A carne brasileira está cara "demais" no mercado internacional?

O preço do boi gordo brasileiro ultrapassou os US$60/@, três vezes o que era considerado o preço histórico brasileiro, pelo menos até 2005. Exportadores e traders estão preocupados com o alto preço do produto brasileiro e com a perda de competitividade da carne brasileira no exterior. Será que isso deve ser uma preocupação do produtor, dos frigoríficos e da cadeia produtiva como um todo?

A demanda mundial está em alta. E não é só de carne bovina. A recuperação da crise de 2008-09 está sendo diferente. Primeiro os países emergentes, em desenvolvimento, se recuperaram. Os países ricos, como EUA, Japão e os da Europa seguem com dificuldades. Mas os emergentes são cada vez mais importantes. Segundo a revista The Economist, representavam 1/3 da economia mundial há 10 anos e vão representar 60% daqui 10 anos. Nesses países, a economia cresce, a população cresce. Mais do que isso, cresce a renda per capita e também a urbanização. Tudo isso leva a maior consumo de alimentos e de alimentos especiais como a carne bovina. O mundo quer carne.

Por outro lado, o mundo tem dificuldades em aumentar a produção de carne bovina. Seca na Austrália, alto preço do milho nos EUA (usada para produção etanol), auto-embargo na Argentina, queda da produção na Europa, tudo isso indica uma produção estável, com recuperação lenta.

No mundo inteiro produzir gado de corte é caro, díficil e demorado. E está provado que recuperar rebanho, reter matrizes, é demorado e difícil. A Argentina é um bom exemplo atual da dificuldade que é reconstruir um rebanho.

O cenário atual é comprador, não vendedor. Até por isso, a tendência é de aumento maior do consumo de carne suína e de aves, frente a bovina. No Brasil, ciclo de produção (abate de matrizes até 2007), indicação de preços pouco promissores ao confinamento no primeiro semestre e seca severa esse ano reduzem também a oferta de gado para abate.

Nesse cenário de mercado aquecido, com demanda sendo puxada por crescimento da população e renda dos países emergentes, e dificuldade dos países produtores em crescer a oferta no curto e médio prazo, a tendência é de preços altos.

A estratégia do boi barato não funciona mais. No passado, os frigoríficos tinham como principal estratégia a grande oferta de gado barato para abate. Até 2005, o preço do boi brasileiro era aproximadamente 1/3 do norte-americano. Hoje, não há mais essa oferta de boi barato. Nossa avaliação é que o podemos esquecer preços históricos do boi a US$20/@. O boi barato de US$20/@ não vai voltar. Por vários motivos: mercado mais globalizado, maior percentual da produção é exportado, maior demanda mundial e dólar perdendo valor como moeda de referência.

É interessante analisar que o preço do boi vem subindo até mesmo quando cotado em ouro, conforme indicado pelo pecuarista e analista de mercado Rogério Goulart. Mais um sinal de que a demanda está crescendo mais rápido que a oferta.

Com isso, os frigoríficos precisam descobrir novas fontes de lucro, além do boi barato. Avaliando esse cenário, agregar valor ao produto brasileiro é uma das saídas estratégicas para as empresas. Reforçar a marca Brasil, como o Uruguai vem fazendo com muito sucesso, pode ser a base de sustentação para iniciativas de marcas e marketing de carnes especiais, certificadas e linhas de produtos diferenciados de frigoríficos.

Com isso, podemos imaginar três possíveis cenários, frente a colocação de que o preço da carne brasileira está muito alto no mercado mundial e está perdendo competividade no mundo.

1- O preço internacional vai subir, se aproximando do preço brasileiro. Se o mercado é comprador, a oferta está reduzida e o maior exportador de carne bovina do mundo (Brasil) está com alto preço da matéria-prima, a tendência é que o preço mundial suba.

2- O preço brasileiro cai, se ajustando ao preço internacional. Os consumidores, no mundo, não tem renda que suporte esses altos preços da carne bovina, e diminuem o consumo. Com isso, o preço da carne bovina brasileira no mercado mundial cai, pois não há demanda com os atuais preços.

3- Mercado interno aquecido. A terceira hipótese é que o preço brasileiro não é "aceito" pelos compradores e consumidores internacionais, que diminuem suas compras. No entanto, com a economia brasileira e consumo das famílias aquecidos, essa menor venda ao exterior é compensada pela maior demanda interna e também pela oferta atual mais enxuta. Dessa forma, mesmo com menores vendas ao exterior, o mercado do boi segue firme, sustentado pelo mercado interno pujante.

Acredito que o mais provável é uma combinação das hipóteses 1 e 3. O mercado interno está muito aquecido e a valorização do real torna o Brasil um dos melhores lugares do mundo para se vender qualquer produto. Diversos estrangeiros que recentemente vêm ao Brasil me relatam que São Paulo é provavelmente a cidade mais cara do mundo. Ou seja, o brasileiro está com maior poder de compra que o europeu, inglês, japonês e americano. Esse maior poder de compra é confirmado pelo último índice BigMac divulgado há duas semanas. Mesmo que os maiores preços causem um menor consumo mundial, isso não parece ser um grande problema, visto que a produção não está avançando.

No mercado internacional, países que não competiam com o Brasil, começam a fazê-lo. Os EUA estão vendendo mais carne à Europa. Os irlandeses também tem conseguido colocar seus produtos. Na feira SIAL, em Paris, de 17 a 21 de outubro, temos informações que cortes argentinos "rump and loins" começaram a ser vendidos por US$15.000/ton e terminaram a quase US$17.000. Em quatro dias o mercado reagiu quase 20%. No mesmo período, os preços brasileiros no mercado interno também reagiam.

O Brasil é o maior exportador de carne do mundo, uma menor oferta momentânea de carne no mercado internacional não será facilmente compensada por outros países, que também estão com oferta reduzida. Nesse momento de real valorizado e extrema escassez de gado para abate (escrevo esse artigo com o indicador cotado a R$110,68/@ a vista), o Brasil pode não vender hoje, mas vai continuar vendendo. O mercado vai se ajustar.

A questão não é se o Brasil vai perder competividade, mas quão rápido o mercado internacional vai aumentar seus preços e se adequar ao Brasil. Não imagino que o preço do boi vai se manter na casa dos R$110/@, mas também não deve cair dos R$90-95 tão cedo. As recentes altas do preço da carne no atacado, mais do que acompanhando os aumentos da arroba do boi, me fazem confiar de que o mercado vai se ajustar ao Brasil e não o contrário.

Cada vez fica mais claro que o principal formador de preço do boi é a demanda interna, e não o dólar ou as exportações. O problema é que é difícil medir a demanda por carne bovina.
E você, qual a avaliação do mercado atual de preços do boi gordo, da carne e das exportações, nesse final de 2010 e primeiro semestre de 2011?

FONTE: BEEFPOINT

Associação Brasileira de Frigoríficos defende recursos para retenção de matrizes

Esta seria uma das medidas que poderia reverter a tendência de alta no preço da arroba

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), está defendendo a extensão para todo país de um aporte adequado de recursos com linhas específicas de financiamento que permitam ao produtor rural a retenção de matrizes. Esta seria uma das medidas que poderia reverter, em médio prazo, a tendência de alta no preço da arroba da carne bovina que vem se registrando nos últimos meses para o consumidor. "O maior culpado pelo aumento nos preços atuais foi justamente o abate indiscriminado de matrizes, o que ocorreu nos últimos três anos, em função dos baixos preços recebidos pelos produtores. Isso provocou a falta de bois terminados para abate no mercado.
Com os preços elevados que se verificam atualmente, há o incentivo para os produtores reterem as matrizes, o que induz a recomposição do rebanho no médio/longo prazo, embora ainda não na velocidade adequada, esclareceu o Presidente-Executivo da entidade, Péricles Salazar.
Ele citou, como exemplo, a criação, pelo Banco do Brasil de linhas de crédito que atenderam pedidos da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e da Secretaria da Agricultura Estadual prevendo o financiamento para Retenção de Matrizes e Crias e destinados aos produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Estas linhas oferecem taxas que variam de 6,25% ao ano - médios produtores - a 6,75% ao ano -demais produtores. O limite é de R$ 275 mil para bovinos e bubalinos e R$ 200 mil para demais atividades. O pagamento será feito em parcela única no prazo de até um ano.
Segundo a FAESC, a linha de crédito para retenção de matrizes e crias dispensa apresentação de orçamento, plano ou projeto. O produtor rural apenas precisa apresentar uma proposta simplificada indicando quantidade de animais e valor a financiar e firmar compromisso formal de manter no imóvel do empreendimento as matrizes e crias aptas à procriação.

FONTE: BEEFPOINT

Carne bovina em escalada de preços

O atacado de carne bovina está trabalhando sob forte pressão de alta.
Os cortes sem osso, em São Paulo, ficaram 9% mais caros, em média, nos últimos sete dias.
Desde o início de outubro a valorização acumulada já chega aos 20%.
No mercado de carne com osso, as peças estão em alta e batendo recordes de preço. O traseiro avulso, cotado a R$8,80/kg, na última quarta-feira, dia 27, registrou o recorde para esse produto.
A arroba em São Paulo, que já é negociada em alguns casos acima dos R$105,00 a prazo, livre de funrural, pressiona o mercado de carnes.
Para o curto e médio prazo, novos reajustes não são descartados, já que o boi gordo deve se manter em alta, dada a dificuldade em comprar boiadas, e, além disso, à medida que se aproxima o final do ano, o consumo de carne tende a crescer com o pagamento de décimo terceiro salários e bonificações.
O limite para essa alta provavelmente ficará por conta da demanda.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: No Brasil, um produto em alta e com maior peso nos gastos

O indicador Esalq/BM&FBovespa para a arroba do boi gordo negociada no Estado de São Paulo subiu 2,86% ontem, para R$ 110,68, e ampliou o recorde histórico de terça-feira (R$ 107,60). A ascensão reflete um quadro de oferta mais escassa com uma demanda ainda aquecida, apesar de o elevado patamar de preços estar motivando a transferência de parte do consumo de carne bovina para as carnes de frango e suína.
Mesmo assim, a tendência de aumento de renda da população garantiu à carne bovina novo status nas mesas dos paulistas. Dados do IBGE compilados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontam que o produto liderou os gastos com alimentação nos domicílios do Estado com renda mensal de até dois salários mínimos no biênio 2008-2009. No período 2002-2003, a liderança ficou com o arroz.

Fonte: Valor Econômico

Remate São Francisco de Assis vende 52 animais da raça Aberdeen Angus

A média das 25 novilhas colocadas em pista atingiu o valor de R$ 2,59 mil
O Remate São Francisco de Assis vendeu R$ 212,2 mil com a oferta de 74 animais da raça Aberdeen Angus no parque de exposições do Sindicato Rural de São Francisco de Assis, em São Francisco de Assis (RS). Foram comercializados 52 Angus num valor total de R$ 162 mil, sendo que os 13 touros Angus PO saíram por 64,2 mil e os 14 PC por R$ 57,9 mil. As 25 novilhas somaram 39,9 mil, fazendo média de R$ 2,5 mil. A oferta de Brangus fechou R$ 50,2 mil. O remate foi chancelado pela Associação Brasileira de Angus (ABA).
Participaram do Remate São Francisco de Assis, a Fazenda Querência (Alegrete/RS), da Tarumã Agropecuária; Fazenda Vilena (Manuel Viana/RS), de Letícia Biscaíno Alves (Manuel Viana/RS); Fazenda Ouro Branco do Tarumã (São Francisco de Assis/RS), de Erton José Rodrigues; Cabanha São Xavier (Tupanciretã/RS), de Caio Vianna; Estância da Formosa (São Gabriel/RS) de João Francisco Giuliani (São Gabriel/RS); ABN Agropecuária, de Antônio Bonotto Meto e Fazenda Santa Cecília, de Donato Gonçalves (ambas de Santiago/RS). A Guarany Remates foi a leiloeira com Simão Paz Martins no martelo.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Angus (ABA).
FONTE: Agrolink

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MS: Política de venda à vista chega a mais um elo da cadeia da carne

A adoção por parte dos pecuaristas da prática de venda à vista do boi está trazendo reflexos para outro elo da cadeia da carne bovina do Estado. Para garantir o fluxo de caixa, os frigoríficos decidiram baixar para uma semana o prazo de pagamento na venda para redes de supermercados, que antes variava de 15 a 28 dias.
A decisão de reduzir o prazo para o varejo foi tomada em reunião da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne de MS (Assocarnes), realizada em Campo Grande na semana passada. A justificativa da entidade para a adoção da medida está na elevação do preço da arroba do boi, que ultrapassou a casa dos R$ 100 no Estado.
A decisão transfere para a relação indústria/varejo uma prática que já se torna comum entre os fornecedores pecuaristas. Impulsionada pelo endividamento de indústrias frigoríficas, a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) lançou no ano passado a campanha “Gado, só à vista”. A campanha deu o ponta pé inicial no incentivo à eliminação da venda à prazo que predomina hoje entre os criadores, diminuindo o risco de perdas com a quebra de frigoríficos e a prática anterior que financiava as indústrias.
“O pagamento à vista não favorece apenas os pecuaristas, mas toda a cadeia da carne, na medida em que oferece mais segurança na comercialização, evitando prejuízos e diminuindo o risco de crise para o setor”, aponta Eduardo Riedel, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

A iniciativa, uma parceria com as Federações de Agricultura de Mato Grosso e Goiás, traçou novos rumos para a comercialização da carne. A campanha contribuiu de forma positiva para reforçar a ideia de que os pecuaristas que vedem a prazo estão assumindo um risco significativo e que é possível garantir melhores condições de recebimento.
Alternativa
Conjuntamente com campanha, o setor buscou alternativas de comercialização dos animais à vista. Por iniciativa da Comissão de Bovinocultura de Corte da Famasul, em parceria com a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), foi lançado em abril desse ano, o sistema nacional de compra e venda eletrônica de carne bovina. “O sistema trouxe melhorias para o produtor. É o único pagamento à vista que é feito hoje no Brasil para pecuaristas”, enfatizou o presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da Famasul, José Lemos Monteiro.
Pelo sistema de comercialização, a oferta do produto é feita por meio da plataforma eletrônica da BBM, mediante o cadastramento de pecuaristas e frigoríficos. A negociação eletrônica trouxe mais segurança aos pecuaristas e frigoríficos na hora de vender o produto aos frigoríficos, tendo em vista que o gado só é embarcado mediante a garantia do depósito dos valores previamente acertados, o que atende ao objetivo da venda à vista.
Levantamento da Famasul indica que 217 credores de MS têm créditos a receber do frigorífico Frialto, montante que fica na casa dos R$ 19 milhões. A situação não é diferente em relação ao Independência, em processo de recuperação judicial desde 2009. Dos cerca de R$ 42 milhões devidos aos pecuaristas do Estado pela indústria, R$ 17 milhões ainda não foram pagos.
As informações são da assessoria de imprensa da Famasul/Senar-MS.

FONTE: Agrolink

Mercado do boi gordo segue com a falta de animais terminados

Escalada de preços. Houve reajuste em 18 das 31 praças pesquisadas. Quase não se encontram animais terminados no país.
Em São Paulo, pelo décimo segundo dia seguido a cotação da arroba do boi gordo se valorizou e, somente em outubro, acumula alta de 14%.
O preço de referência no estado está em R$104,00/@, à vista, e R$105,00/@ a prazo, para boi gordo e R$96,00/@, à vista e R$97,00/@, a prazo, para a vaca gorda, todos livres de funrural.
No entanto, existem boiadas que foram compradas por até R$4,00/@ acima desses valores.
No Mato Grosso do Sul, houve alta de preços em todas as praças. Dourados, região sul-matogrossense onde o boi gordo vale mais, a cotação tingiu os R$100,00/@, à vista, livre de imposto.
O Paraná foi outra praça onde o preço do boi atingiu R$100,00/@, à vista, em função da grande dificuldade em encontrar animais terminados.
Em Goiás, maior estado confinador, o comportamento dos preços mostra que os animais de cocho não pressionaram o mercado este ano. A arroba em Goiânia sofreu valorização de R$4,00 e hoje está cotada em R$100,00, a prazo, livre de imposto.
No mercado atacadista de carne bovina sem osso, os preços continuam em alta e batendo recordes.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Arroba do boi atinge maior valor da história em SP, diz Cepea

O preço da arroba do boi gordo em São Paulo atingiu na terça-feira o maior valor real já visto, segundo pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, que levanta os preços desde 1997.

O indicador Esalq/BM&FBovespa marcou 107,60 reais por arroba.

As cotações da arroba do boi gordo vêm numa tendência crescente, tendo superado os 100 reais segundo o indicador pela primeira vez na quarta-feira da semana passada , com uma demanda aquecida e pecuaristas limitando as vendas em meio à baixa oferta de animais prontos para o abate.

Até terça-feira, o maior valor real do indicador havia sido registrado em 11 de novembro de 1999 (106,01 reais, contabilizando a inflação do período).

Somente em outubro, o indicador elaborado pelo Cepea acumula aumento de 14,36 por cento e, neste ano, a alta é de 39 por cento.

Os preços do bezerro e do boi magro estão também em patamares elevados, afirmou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em nota nesta quarta-feira.

Essa situação, segundo a CNA, "confirma as avaliações de escassez de animais de reposição, reflexo do abate excessivo de matrizes dos últimos anos".

Em média, os animais de reposição são vendidos a 130 reais por arroba (bezerro) e 120 reais por arroba (boi magro), segundo a CNA.

"Não há perspectiva de equilíbrio no quadro de oferta e demanda de boi gordo no curto prazo", acrescentou a confederação, indicando uma situação complicada para os frigoríficos.

FONTE: Reuters
Autor: Roberto Samora

Mercado físico e futuro oscilam juntos

O contrato futuro do boi gordo para outubro de 2010 tem oscilado de maneira muito semelhante ao mercado físico. Na verdade, o ânimo do mercado físico tem sido repassado quase que inteiramente às apostas do mercado futuro (vencimento em outubro de 2010).

Veja o comportamento dos preços do boi gordo, em R$/@, à vista, no mercado físico em Barretos-SP e no mercado futuro (vencimento em outubro de 2010).




A correlação entre os preços torna-se ainda mais nítida nas últimas semanas. O valor do boi gordo no mercado futuro subiu 13,8% e no físico a alta foi de 12,1%.

As variações do mercado físico são expressas no mercado futuro, especialmente no vencimento de outubro. Isso porque outubro tem a maior liquidez e o maior número de contratos negociados, refletindo mais diretamente o sentimento do mercado físico.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi: Em São Paulo, mesmo oferecendo R$105,00/106,00/@ o boi não aparece

A situação está realmente complicada.
Em São Paulo, mesmo oferecendo R$105,00/106,00/@ o boi não aparece. O problema é a falta crônica de animais terminados.
A estiagem desta entressafra foi muito prejudicial à engorda de animais e, com um volume de precipitação que não é capaz de recuperar as pastagens por enquanto, a situação continua.
Já o número de animais confinados caiu absurdamente. Após dois anos de margens negativas para a atividade, o produtor viu-se diante de custos elevados (o boi magro estava caro) e uma perspectiva de preços nada bons no segundo semestre (o que não veio a se confirmar). Sendo assim, a situação é delicada.
O boi chegou a R$100,00/@ à vista no Mato Grosso do Sul, o que fez com que as escalas
se mostrassem mais confortáveis hoje.
De toda forma, o feriado da próxima semana deverá atrapalhar os frigoríficos nas suas programações de abate. Vamos ver.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Brasileiro está entre os cinco maiores consumidores mundiais de carnes

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) com previsões para 2010 indicam que os brasileiros se encontram entre os cinco maiores consumidores mundiais de carnes. A informação se refere ao consumo per capita anual, que neste ano, no Brasil, deve ficar em 91,3 kg. Desse total, 40,1 kg serão de carne de frango (44%), 37,3 kg de carne bovina (41%) e 13,9 kg (projeção feita no Brasil pela CONAB) de carne suína (15% do total).
Pelos números do USDA, o maior consumo mundial per capita de carnes (140,2 kg) está em Hong Kong. Mas, sem dúvida, esse é apenas um consumo aparente pois leva em conta, somente, a disponibilidade total de carnes (produção interna + importações) e a população daquele território especial chinês. Ou seja: desconsidera o fato de que grande parte das importações efetuadas por Hong Kong é reexportada para a China Continental.
O mais lógico, portanto, é aceitar que o consumo per capita de Hong Kong não é tão elevado quanto apontam os números, da mesma forma que o consumo da China se encontra bem acima do que vem sendo levantado.
Ressalve-se, aqui, que os países finais da lista estão em posição inferior à apontada pelo quadro – estão presentes na relação apenas para comparação com outros países. Dessa forma, por exemplo, o Japão não é o 13º maior consumidor de carnes, porquanto há outros países com consumo maior.
A propósito, o USDA relaciona países do Oriente Médio cujo consumo per capita de carne de frango está muito acima do recorde de 43,3 kg dos EUA. É o caso de Kuwait e Emirados Árabes Unidos, cujos per capita são estimados em 66,3 kg e 62,5 kg, respectivamente, e que, portanto, se colocam numa posição similar à do México.
Notar, nesses dois casos, que o alto consumo da carne de frango é conseqüente de restrições de ordem religiosa. Mas também aqui é interessante observar que os dois países são reexportadores do produto. Dessa forma, o consumo per capital local também deve ser inferior.

Fonte: AviSite

terça-feira, 26 de outubro de 2010

VENDO NOVILHOS - SÓ ANGUS E RED ANGUS
































Tratar com Lund 8111.3550 ou 9994.1513

VENDO TOUROS ANGUS E RED ANGUS (2 ANOS)

GENÉTICA DE QUALIDADE (GAR EXALTATION 3144)


TRATAR COM LUND 8111.3550 OU 9994.1513

E-mail: lund@lundnegocios.com.br

Boi: Hoje foi a vez de a arroba bater os R$100,00 nas praças vizinhas a São Paulo

Hoje foi a vez de a arroba bater os R$100,00 nas praças vizinhas a São Paulo. Que força!
No Mato Grosso do Sul e em Goiás os primeiros relatos ocorreram ontem, mas hoje já foi possível encontrar preços de balcão em R$100,00/@ à vista e escalas ainda reduzidas, atendendo 4 dias, em média.
A grande novidade do dia ficou por conta de Minas Gerais, onde foi possível registrar pela primeira vez, no balcão, os preços em R$100,00/@.
A situação continua complicada do lado da oferta e segue prejudicando as margens dos frigoríficos, principalmente aqueles que trabalham com carne desossada. A aplicação do processamento aumenta os custos, reduzindo as margens.
O que poderá dar alento por enquanto é o clima, se o volume de chuvas foi suficiente para favorecer as pastagens e a engorda. Mas por enquanto esse não parece ser o caso.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Mercado do boi gordo segue com negociações em aberto

Mercado do boi gordo com negociações em aberto.
A oferta mínima faz com que os frigoríficos paguem mais pelos animais e fiquem abertos a negociação. Na maioria das praças os preços variam bastante.
O preço referência para o boi gordo subiu em 14 das 31 praças pesquisadas.
Em São Paulo o preço do boi gordo subiu e está em R$104,00/@, a prazo, livre de imposto. As escalas atendem entre 2 e 3 dias, com abates em níveis reduzidos.
Vale lembrar que o feriado da próxima semana (2/11) deve atrapalhar as compras, o que piora ainda mais a situação das indústrias.
Nas praças vizinhas a São Paulo o mercado está em forte alta. No Mato Grosso do Sul o preço referência subiu R$3,00/@ em todas as praças. Em Três Lagoas-MS e Campo Grande-MS os negócios ocorrem em R$99,00/@, a prazo, livre de imposto.
Em Dourados-MS o preço do boi gordo atingiu R$100,00/@, nas mesmas condições. Existem negócios até em R$100,00/@, à vista, livre de imposto.
No Sul de Goiás o preço do boi gordo subiu R$2,00/@ e está em R$98,00/@, a prazo, livre de imposto.
No mercado atacadista a oferta está enxuta e os preços estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi gordo: negócios já batem R$110,00/@ no físico

Mercado começa a semana registrando novas valorizações. Nessa segunda-feira (25) o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 105,38/@, com valorização de R$ 1,05.No mês a valorização já acumula R$ 11,41/@.

O indicador a prazo teve alta de R$ 2,30, sendo cotado a R$ 107,44/@. No mês a valorização acumulada é de R$ 12,47/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Mostrando a firmeza do mercado, a BM&FBovespa fechou em alta atingindo novos recordes. O primeiro vencimento, outubro/10, teve variação positiva de R$ 0,47, fechando a R$ 106,08/@. Os contratos que vencem em novembro/10 registraram valorização de R$ 1,62, fechando a R$ 108,41/@.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 25/10/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



A escassez de animais prontos para abate tem feito os preços do boi gordo decolarem, tanto no mercado físico como no futuro. Porém, essa alta já está sendo percebida pelos consumidores.

Segundo Caio Junqueira em sua página no twitter, negócios no mercado físico foram fechados com boi a R$ 110,00/@, para 30 dias.

Em Santa Cruz do Rio Pardo/SP, negócios foram confirmados com arroba do boi gordo valendo R$ 108,00, para 30 dias.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nos últimos 5 anos o preço do quilo da carne aumentou 106% no varejo enquanto que a arroba do boi teve valorização de 70%. No último mês, alguns cortes tiveram incremento acima de 40% e o consumo caiu em média 5%. Para a Acrimat, a alta na gôndola do supermercado não tem justificativa técnica.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 8,60, o dianteiro a R$ 5,40 e a ponta de agulha a R$ 5,30. O equivalente físico foi calculado em R$ 103,85/@, com alta de 2,18%. O spread (diferença) entre indicador e equivalente caiu para R$ 1,54/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 725,21/cabeça, com valorização de R$ 4,97. A relação de troca subiu para 1:2,40.

FONTE: Equipe BeefPoint

Boi gordo subiu mais que 20% em 2010 em 28 praças

O boi gordo acumula valorização em 2010 em todas as 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria.
A menor valorização observada em 2010 ocorreu em Alagoas, de 10%.
A maior alta ocorreu no Sudoeste do Mato Grosso. Valorização de 38,5% neste ano.
Das 31 praças levantadas, a valorização do boi gordo foi maior que 20% em 28. Em 21 delas a alta foi maior que 30%.
Desde a última segunda-feira o boi gordo subiu 7,6%, na média das regiões pesquisadas. A maior alta da semana ocorreu no Noroeste do Paraná, de 7,6%.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo em alta

O mercado do boi gordo segue em forte alta. A oferta de animais é mínima e embarque imediato é corrente.
Em São Paulo o preço do boi gordo subiu 6,2% desde segunda-feira da semana passada. O preço referência está em R$103,00/@, a prazo, livre de imposto.
A variação de preços é grande e os frigoríficos não perdem ofertas.
Em 30 dias a alta é de 12,0% no estado. Em 2010 chega a 35,2%.
A valorização média do preço do boi gordo nas praças pesquisadas pela Scot Consultoria é de 30,5% desde o início do ano.
Até saída de animais de pasto, os preços devem permanecer firmes.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

SC: crédito para retenção de matrizes e crias no campo

Com o objetivo de aportar dinheiro para capital de giro, evitando que o produtor rural se desfaça indevidamente de animais para atender a compromissos financeiros, o Banco do Brasil criou duas linhas de crédito, atendendo reivindicação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e da Secretaria da Agricultura.
As novas linhas de crédito permitirão a retenção de bovinos (bezerro, novilho, matriz, matriz leiteira), bubalinos (bezerro, novilho, matriz), ovinos (capão/borrega, matriz, reprodutor) caprinos (cabrito, matriz, reprodutor) e suínos (matriz suína).
O vice-presidente da Faesc e secretário da Agricultura, Enori Barbieri, explicou que o financiamento para Retenção de Matrizes e Crias é destinado aos produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas que possuem matrizes e crias e disponham de infraestrutura adequada ao manejo dos animais.
Esta linha é disponibilizada com recursos controlados, oferecendo taxas que variam de 6,25% ao ano (médios produtores) a 6,75% ao ano (demais produtores). O limite é de R$ 275 mil para bovinos e bubalinos e R$ 200 mil para demais atividades. O pagamento será feito em parcela única no prazo de até um ano.
O processo será extremamente simplificado: a linha de crédito para retenção de matrizes e crias dispensa apresentação de orçamento, plano ou projeto. O produtor rural apenas precisa apresentar uma proposta simplificada indicando quantidade de animais e valor a financiar e firmar compromisso formal de manter no imóvel do empreendimento as matrizes e crias aptas à procriação.
A tabela dos valores para retenção é esta: matriz (R$ 225,00), matriz leiteira (R$ 450,00), novilho e novilha com 12 a 24 meses (R$ 125,00), bezerro (R$ 60,00). A outra linha de crédito, para retenção de animais, atende a produtores rurais, pessoas físicas com renda bruta agropecuária igual ou superior a R$ 500 mil e que tenham utilizado todo o teto de recursos controlados. Pode ser contratada até 31/12/2010, com encargos financeiros que variam de 10,8% até 14,7% ao ano conforme prazo da operação, sem valores de teto, apenas limita-se ao nível de assistência creditícia do Banco ao cliente.
O criador tem o prazo de até um ano para o pagamento, que deverá ser feito em parcela única. A linha de crédito para retenção de animais dispensa conjugação do crédito com mitigação de risco e apresentação de orçamento, plano ou projeto. O cliente apenas precisa apresentar proposta simplificada, indicando quantidade de animais e valor a financiar e firmar compromisso formal de manter no imóvel do empreendimento, as matrizes e crias aptas à procriação.
A tabela dos valores de retenção de bovinos ficou assim: matriz (R$ 225,00), matriz leiteira (R$ 450,00), novilho e novilha - 12 a 24 meses - (R$ 125,00), bezerro (R$ 60,00) e boi magro (R$ 175,00).

FONTE: Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Agropecuárias poderão comercializar doses sem autorização no RS

As agropecuárias cadastradas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) podem começar a comercialização das doses de vacina contra a febre aftosa já na próxima sexta-feira (29-10), sem exigência da autorização. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira (26-10) pelo Departamento de Produção Animal (DPA).
De acordo com o técnico do DPA Marcelo Göcks, é comum a liberação da venda sem a apresentação da autorização para aquisição da vacina, emitida pelas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZs), um dia antes do início da campanha. "Como dia 1º de novembro é uma segunda-feira, antecipamos em três dias essa possibilidade", explica Göcks.
A imunização do rebanho gaúcho se realiza durante o mês de novembro, sendo dirigida aos animais jovens até 24 meses de idade.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Rebanhos de 20 estados e DF devem ser vacinados em novembro

Todo o rebanho de bois e búfalos do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe será vacinado contra a febre aftosa de 1º a 30 de novembro. No Amapá, como é realizada diretamente pelo serviço veterinário oficial, a vacinação foi antecipada e está prevista para terminar em 3 de dezembro. Em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins, o pecuarista precisa aplicar a dose desta etapa apenas nos animais que ainda não completaram 24 meses. No total, mais de 151,8 milhões de cabeças serão imunizadas nesses estados.

O coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Controle da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Plínio Lopes, lembra que a vacinação é essencial para manter o país livre da doença. “A estratégia de campanha adotada pelo Ministério da Agricultura está muito bem articulada e os produtores devem cumprir o calendário e comunicar a vacinação ao serviço veterinário oficial do estado para que a defesa agropecuária tenha pleno controle das ações”, explica.

Classificação - O Brasil não registra casos de febre aftosa há quase cinco anos. Atualmente, 14 estados – Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins – e o Distrito Federal são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como áreas livres da doença com vacinação. O centro-sul do Pará (46 municípios) e as cidades de Boca do Acre e Guajará, no Amazonas, também compõem esse grupo. O rebanho de Santa Catarina é o único que não precisa mais ser vacinado, por ser reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação.

No Nordeste, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte são considerados de médio risco para a doença, assim como o restante não livre do estado do Pará. Em outubro deste ano, Amazonas e Amapá passaram de risco desconhecido para alto risco de aftosa, juntando-se a Roraima, de acordo com a classificação do Ministério da Agricultura (Veja o mapa). “Essas mudanças são reflexos dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos nesses estados, que devem ser intensificados para continuar avançando na classificação”, ressalta Lopes.

Números - O rebanho brasileiro é composto por 203 milhões de bovinos e pouco mais de um milhão de búfalos. Quase 90% desse total estão em áreas consideradas livres de febre aftosa com ou sem vacinação. Mato Grosso abriga a maior quantidade de animais: 27,2 milhões, seguido por Minas Gerais: 22,5 milhões; e Mato Grosso do Sul, que soma 21,4 milhões.

Prazo maior - Por ser uma área de difícil acesso, os produtores do Pantanal sul-matogrossense aplicam a vacina nos animais apenas em uma das duas fases da campanha. Os que optaram pela segunda, têm 15 dias a mais para concluir a vacinação, até 15 de dezembro. Pelos mesmos motivos, os produtores do Pantanal matogrossense têm também até 15 de dezembro para concluir a vacinação.

Vacinação oficial - No Amapá, a vacinação será realizada diretamente pelo serviço veterinário oficial, juntamente com a vacinação dos suínos contra peste suína clássica. A meta é imunizar na campanha 315 mil bois e búfalos contra febre aftosa e 30 mil suínos contra peste suína clássica.

O vírus - A febre aftosa é uma das enfermidades causada por vírus que pode atingir bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos, além de veados, cervos e camelos. A doença é altamente contagiosa e causa importantes perdas econômicas. Porém, não é transmitida ao ser humano. A aftosa pode provocar alta mortalidade em animais jovens devido à miocardite. Os sintomas são febre e vesículas (bolhas) na boca, narinas, focinho, tetas e pés dos animais de casco fendido.

Confira o calendário da Campanha Nacional de Vacinação de Febre Aftosa 2010.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Leilane Alves

4º Leilão Paipasso Red fatura R$ 484,9 mil em Santana do Livramento


Rubem Barros, de Santana do Livramento, ficou com lote mais valorizado por R$ 7,5 mil
O 4º Leilão Paipasso Red obteve faturamento de R$ 484,9 mil para comercialização de 107 Angus e 74 Brangus em remate realizado no Parque de Exposições Augusto Pereira de Carvalho em Santana do Livramento (RS). Estiveram em pista 57 machos, sendo que os 34 touros Angus tiveram média de R$ 5,2 mil. Das 124 fêmeas, os 73 ventres da raça registraram valor médio de R$ 1,6 mil.
O touro dupla marca CA, de tatuagem S101 e pelagem vermelha, foi o lote Angus mais valorizado, ficando com Rubem Barros, de Santana do Livramento (RS), por R$ 7,5 mil. O sócio-diretor da Corrêa Osório Agropecuária, Fernando Corrêa Osório, salienta que as médias dos machos se mantiveram, apesar da oferta deste ano ser menor do que a do ano anterior. “A oferta qualificada rendeu liquidez total sobre os animais ofertados com genética Paipasso”, comemora Osório.

As informações são de assessoria de imprensa.
FONTE: Agrolink

TWITTER

Siga-me no twitter e fique por dentro das últimas notícias: www.twitter.com/lundnegocios !!

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO / KG VIVO

EM 25.10.2010

REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:

BOI GORDO: R$ 2,80 A R$ 2,90
VACA GORDA: R$ 2,45 A R$ 2,50


FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

ATENÇÃO


PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS

*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 25.10.2010

BOI: R$ 5,60 a R$ 5,70
VACA: R$ 5,30 a R$ 5,35


PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br


ATENÇÃO


PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*


EM 25.10.2010

REGIÃO DE PELOTAS
.
.

TERNEIROS R$ 2,55 A R$ 2,65
TERNEIRAS R$ 2,20 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,45 A R$ 2,55
BOI MAGRO R$ 2,40 A R$ 2,50
VACA DE INVERNAR R$ 2,00 A R$ 2,10
.
*GADO PESADO NA FAZENDA
.
FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

COTAÇÕES





FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 25/10/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 22/10/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,83R$ 5,67
KG VivoR$ 2,92R$ 2,84
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,21R$ 5,15
KG VivoR$ 2,47R$ 2,45
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Indicador bate novo recorde e fecha a R$ 104,33/@

Mercado teve mais um dia de forte alta nesta última sexta-feira (22). O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista bateu um novo recorde e foi cotado a R$ 104,33/@, com valorização de R$ 1,43. O indicador a prazo teve alta de R$ 1,61, sendo cotado a R$ 105,14/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em alta pelo nono dia consecutivo. O primeiro vencimento, outubro/10, teve variação positiva de R$ 1,79, fechando a R$ 105,61/@. Os contratos que vencem em novembro/10 registraram valorização de R$ 2,69, fechando a R$ 106,79/@.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 22/10/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



O mercado tem se mantido firme com dificuldade de encontrar animais terminados. O indicador já acumula 11 dias consecutivos de alta, mostrando que realmente falta de boi disponível.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 8,40, o dianteiro a R$ 5,30 e a ponta de agulha a R$ 5,20. O equivalente físico foi calculado em R$ 101,63/@, com alta de 0,71%. O spread (diferença) entre indicador e equivalente subiu para R$ 2,71/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 720,24/cabeça, com desvalorização de R$ 2,32. A relação de troca subiu para 1:2,39.

FONTE: Equipe BeefPoint

Boi: No mercado futuro, os contratos para os quatro próximos vencimentos operam acima da casa dos R$ 100,00/@

"Ventos rumo ao Norte": Sinais altistas vêm rondando o setor tanto no mercado disponível, como viemos falando semanas atrás, quanto no mercado futuro. Em relação a este último mercado, as expectativas para o contrato de outubro e pra pelo menos os próximos três meses são de valorização, fato que vem trazendo de volta ao mercado alguns agentes que hoje negociam em média 9,53 mil contratos por dia. Com o retorno desses agentes, o mercado consolidou sua tendência de alta e vem se mantendo firme, variando positivamente em até R$ 1,85 / @ por dia no contrato para outubro de 2010.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: IMEA

Mercado do boi gordo segue sem referência

Mercado sem referência.
A oferta está tão pequena que a maior parte dos frigoríficos está esperando aparecerem lotes para então pensar em negociar os preços da arroba.
Em São Paulo a maior parte dos negócios sai por R$102,00/@, à vista, livre do funrural, com ofertas de compra em valores mais altos.
No Mato Grosso do Sul a cotação do boi gordo subiu para R$95,00/@ a R$96,00/@, à vista, livre do funrural, com pecuaristas pedindo mais pelos animais.
Em Goiânia-GO, por mais que o preço de referência do boi gordo esteja em R$95,00/@, à vista, foram registrados negócios em R$98,00/@, a prazo, ambos livres do funrural, dependendo da negociação.
No Paraná o preço do boi gordo subiu R$4,00/@, com preços ainda mais altos que a referência atual.
As escalas, de maneira geral, estão curtas e a necessidade de compra dos frigoríficos continua grande.
No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Especialistas apostam em alta no preço do boi

A arroba do boi está acima dos cem reais em São Paulo. Especialistas acreditam que os valores devem ser mantidos, com a oferta restrita de animais e a demanda do consumo interno e das exportações.

VEJA O VÍDEO: http://mais.uol.com.br/view/99at89ajv6h1/especialistas-apostam-em-alta-no-preco-do-boi-04021C3268C89993C6?types=A&

FONTE: UOL MAIS

Carne bovina: aumento no varejo é de 106,64% apesar de alta de 70% na arroba do boi gordo

A Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) acredita que não se justifica a expressiva alta nos preços da carne bovina nos supermercado mesmo com o avanço da cotação da arroba do boi gordo no MT. “A recuperação de preço da arroba também refletiu no atacado, que fez o repasse para o varejo, só que o preço das gôndolas e açougues extrapolaram”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele ressalta que “o grande vilão dessa alta no preço da carne vem sendo o varejo nos últimos anos, um desrespeito com o consumidor, pois não existe justificativa técnica para todo esse repasse”.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea ), no mês de setembro o que se observou na evolução da variação do preço no varejo, atacado e da arroba, tendo como base o mês de fevereiro de 2005, foi uma alta para todos os preços, porém em intensidades diferentes.

Enquanto o preço no atacado e da arroba obtiveram uma variação positiva de 70%, em relação á base (fevereiro de 2005), o preço no varejo alcançou um incremento de 106,64%, com um diferença de mais de 30 pontos percentuais. Com esta variação, o preço no varejo atingiu sua maior variação dessa série histórica de quase seis anos.

Os números do Imea mostram que por mais uma vez se notou que a variação do preço do varejo ficou bem distante da variação dos demais elos da cadeia, demonstrando que a alta no preço da arroba foi repassada rapidamente para o mercado consumidor com uma intensidade maior. Esta situação ocorre desde junho de 2008, quando a variação do varejo se distanciou das demais. “As margens da arroba e do atacado veem trabalhando juntas, já no varejo isso não acontece. O consumidor acaba pagando o preço de uma carne que poderia estar mais barata”, concluiu Vacari.

Fonte: AI Acrimat

Valorização do boi gordo no Mato Grosso do Sul

A falta de animais para abate, intensificada pela pequena quantidade de confinamentos no estado, reajustou o preço do boi gordo no Mato Grosso do Sul.

Nas três praças o boi gordo é negociado por R$95,00/@, a prazo, livre de imposto.

Veja na figura 1 a variação do preço do boi gordo em Barretos – SP e Campo Grande – MS.




Observe como houve aproximação dos preços nos últimos dias.

Na última semana, no entanto, as cotações em São Paulo tinham subido com mais força, o que alongou o diferencial de base no Mato Grosso do Sul.

Sendo assim, mesmo com a alta no estado vizinho, o diferencial de base de Campo Grande - MS em relação a São Paulo, -5,9%, está mais alongado que a média em 2010, de -4,3%.

Na última terça-feira ocorreu o maior distanciamento entre os preços de Campo Grande e Barretos em 2010. O diferencial estava em -7,1%.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pouco negócios com reposição

A alavancada de preços do boi gordo mexeu também com o mercado de animais para reposição.
A oferta segue mínima em praticamente todas as praças e, por mais que o boi gordo esteja com valores comparativamente altos, os pecuaristas aguardam a melhoria dos pastos para então negociarem.
Além disso, mais do que a falta de pasto, uma forte preocupação é com o comportamento do mercado do boi gordo no médio prazo. Comprar reposição nos preços atuais, sob o ponto de vista de muitos invernistas, pode ser arriscado, pois, por mais que a tendência seja de mercado firme, é muito provável que estejamos no momento (ou bem próximo) do ápice de preços do boi gordo, e estes tendam a perder o ímpeto, conforme a oferta aumente.
É por isso que mesmo com pouca oferta de reposição e mercado do boi gordo em alta, os negócios com reposição dificilmente são fechados.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Recursos para recuperação de pastagem degradada

O Governo Federal estabeleceu uma nova linha de financiamento visando incentivar as práticas conservacionistas e diminuir a emissão de carbono. Para o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), serão liberarados R$2 bilhões para a safra 2010/2011.
A linha de crédito ainda não está disponível, pois as instituições financeiras que farão o repasse ainda estão expedindo suas normas internas, mas a expectativa é que em novembro estas instituições estejam aptas a iniciar as operações.
Dentre as vantagens do Programa ABC está a possibilidade de conseguir recursos para a recuperação de áreas e pastagens degradadas, para a implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária, lavoura-floresta, pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta e para a implantação e manutenção de florestas comerciais ou destinadas à recomposição de reserva legal ou de áreas de preservação permanente.
Outro ponto a ser destacado é a taxa de juros de 5,5% ao ano, com três anos de carência e prazo de pagamento de até doze anos.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Cenário indica momento favorável para a pecuária

A tendência de elevação de consumo de proteína animal e o cenário de valorização da carne bovina em âmbito global indicam um prognóstico positivo para o pecuarista. Ainda que a recomposição do rebanho ao ponto de atender o crescimento da demanda demore três ou quatro anos, a tendência de mercado firme e sem oscilações sugere um período no qual o produtor poderá compensar os baixos resultados acumulados nos últimos anos. A avaliação é da assessora técnica de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Adriana Mascarenhas, a partir da valorização da arroba do boi.
Maior preço nominal desde a criação do indicador, o valor da arroba é impulsionado por um conjunto de fatores que fizeram o gado se tornar escasso, tais como a forte estiagem dos últimos meses. Paralelamente, o consumo interno se mantém em ascensão e a demanda externa demonstra que vai continuar crescendo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demonstram que o volume de carne in natura exportado no acumulado deste ano é 10% superior ao do mesmo período do ano passado.
A Argentina, que junto com o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal, viu a carne dobrar de preço nos últimos meses. "No Brasil, nós saímos do pior para o melhor preço da arroba dos últimos 50 anos", enfatiza o presidente do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira.
Obedecendo a ciclos históricos com picos distintos de oferta e de preço, a pecuária nacional - não só a bovina, mas a suína e de aves também - vive a perspectiva de recuperação, ainda que a alta nos preços também interfiram no ritmo de reposição do rebanho. "Não só o valor da arroba, mas os custos de produção e a reposição de bezerros também estão altos", alega Nogueira. Para o dirigente, se o mercado continuar aquecido, a reposição do rebanho talvez exija um fôlego que o pecuarista não tem.
Congresso da Carne - É nesse cenário que a Famasul organiza o Congresso Mundial da Carne, que pela primeira vez será realizado em Mato Grosso do Sul. O evento vai reunir em Campo Grande, em junho de 2011, representantes de todos os elos da cadeia produtiva e de comercialização da carne em âmbito internacional. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel, a realização do Congresso será uma oportunidade de evidenciar ao mercado externo a eficácia do sistema produtivo da pecuária nacional.

FONTE: Famasul, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Tradição impulsiona vendas na Paineiras

Negócios somaram R$ 1,04 milhão com pista limpa para fêmeas
Numa tarde favorável ao investidor, o 53 Remate da Cabanha Paineiras, ontem (24), em Uruguaiana, vendeu 304 fêmeas e 98 machos Angus e Brangus por R$ 1,04 milhão. Promovido pelas cabanhas Paineiras, Basca e Reconquista Agropecuária, o leilão apresentou demanda firme pela seleção de tradição dos criatórios. Entre os reprodutores, a média geral foi de R$ 5.049,00 e nos ventres, de R$ 1.806,00. Os 24 touros Brangus saíram pela média de R$ 4.662,50, e os 74 touros Angus, de R$ 5.175,00. Em 2009, a comercialização de 359 exemplares gerou receita de R$ 1,12 milhão.
Na maior oferta de fêmeas Angus PO da primavera no Estado, o remate teve pista limpa para os ventres, que atraíram investidores como Edi dos Santos Leite, da Fazenda Cordilheira, de São Sepé. Após três anos de ausência, Edi retornou pelos resultados observados no melhoramento da produção a partir de genética comprada anteriormente na Paineiras. A premiada produtora de terneiros adquiriu 20 fêmeas Angus AD e PC. Ela calcula que, em dois anos, seja possível cobrir o investimento de R$ 39 mil. "Aqui tem genética consagrada."
Confiante na perspectiva para a carne bovina brasileira verificadas no Sial, em Paris, Mariana Tellechea, proprietária da Cabanha Basca, acredita que a pecuária atravessa um bom momento. Ela lembra que o preço do arroz, uma das principais atividades econômicas da Fronteira-Oeste, mais baixo este ano, sempre impacta os negócios em pista.

FONTE: Correio do Povo

Touros em alta na fronteira

O leilão Touros da Fronteira faturou R$ 683 mil em Santana do Livramento. O valor 10,44% é superior aos R$ 618,4 mil de 2009. A média dos touros Angus somou R$ 5,6 mil, e a dos Brangus, R$ 6,75 mil. Entre as fêmeas Angus prenhas, a média foi de R$ 1,62 mil e, entre as vazias, de R$ 1,09 mil. As prenhas Brangus tiveram média de R$ 2,32 mil.

FONTE: Correio do Povo

Santa Maria/RS comercializa R$ 264 mil

O leilão da Cabanha Santa Maria, de São Gabriel, faturou R$ 264 mil com 92 exemplares. A média dos touros Angus atingiu R$ 5,7 mil, dos Devon, R$ 4,76 mil e dos Red Angus, R$ 5,7mil. As fêmeas Angus tiveram média de R$ 3,9 mil, as Angus CA, de R$ 3,6 mil, as Angus AD, de R$ 1,08 mil. As Red Angus AD ficaram com média de R$ 1,8 mil, as Devon, de R$ 3 mil, e as Devon PC, com 1,4 mil.

FONTE: Correio do Povo

Red Concert destaca fêmeas

Cabanha Catanduva celebrou 20 anos com oferta exclusivamente importada e faturou R$ 602,4 mil
O leilão Red Concert Internacional da Cabanha Catanduva tem tudo para se tornar um evento tradicional no calendário de leilões do Rio Grande do Sul. A primeira edição, que comemorou os 20 anos da cabanha, com oferta importada da Argentina e do Uruguai, superou as expectativas do criador Fábio Gomes. Com faturamento de R$ 602,4 mil para a venda de 29 lotes Angus, o resultado foi 20,4% maior do que os R$ 500 mil planejados. "Tivemos preços expressivos e pretendemos manter este evento."
O remate, realizado em Porto Alegre, no Centro de Eventos do Sport Club Internacional, colocou em pista exemplares das cabanhas La Coqueta e Santa Clotilde, ambas localizadas no Uruguai. Segundo o escritório Tellechea & Bastos, as 25 fêmeas vendidas em pista e as duas adquiridas nos bretes alcançaram média geral de R$ 19,94 mil. O único macho saiu por R$ 40 mil, e a prenhez do touro King Rob X TE 32, por R$ 24 mil.
O exemplar mais valorizado da noite foi a fêmea Aguacil 3 Solvente Contra Amancay vendida com cria ao pé por R$ 96 mil para a Cabanha da Maya (Bagé). A propriedade levou outras três fêmeas, totalizando R$ 252 mil. O criador Marco Antônio George da Costa, de Jundiaí (SP) comprou, por telefone, uma das fêmeas mais caras da noite, Catanduva Joselene Grand Canyon 1277. Prenha do touro Nostradamus, ela saiu por R$ 55,2 mil.

FONTE: Correio do Povo

Braford domina em Dom Pedrito/RS

Reforçando a intensa procura pelas raças sintéticas que vem crescendo paulatinamente na preferência de criadores de terneiros, invernadores e multiplicadores de genética, as estâncias Guatambu, Alvorada e Caty comercializaram 349 animais Braford e Hereford por R$ 1.302.700,00 em seu trigésimo oitavo leilão de primavera, sábado, em Dom Pedrito. A venda de todos os 66 touros Braford pela média de R$ 8.694,62 puxou a receita, 3,57% superior a 2009. Os machos não esquentaram pista, saindo em pouco mais de um minuto cada.
Ao avaliar como "espetacular" o resultado do remate, que não encontrou compradores para apenas nove animais, Valter Pötter, da Guatambu, atribuiu o crescente interesse pelo Braford aos resultados a campo como precocidade, bom peso de carcaça, rápido ganho de peso e rusticidade, características perseguidas por fornecedores de frigoríficos e produtores de terneiros. "O mercado está num momento de valorização do Braford."
Não por coincidência, um touro Braford (Lote 28, Tat H23), foi o preço mais alto da tarde: R$ 22,5 mil. Filho do grande campeão de Esteio Fórmula I e do seleto grupo dos 5% melhores dentre todos os machos da Conexão Delta G no país quando o assunto é ganho de peso na fase final, o touro da Caty foi vendido para Cícero Côrrea, da Fazenda Lageado Vermelho (Quaraí). "Para ganhar dinheiro no asfalto, só Braford e Merino", destacou.

Médias de preço
- Machos:
Braford: R$ 8.694,62
Hefeford: R$ 6.709,38
- Fêmeas:
Braford: R$ 1.838,56
Hereford: R$ 1.642,82

FONTE: Correio do Povo

Bagé/RS terá central de genética

A parceria entre as cabanhas Catanduva e da Maya ganhará um novo capítulo. Os proprietários decidiram investir juntos em uma central de coleta de sêmen e de embriões, que terá sede em Bagé. O criador Fábio Gomes avalia que há espaço para crescer neste mercado, já que o Brasil demanda 1,5 milhão de doses Angus por ano, sendo 500 mil nacionais e as demais importadas. "Queremos começar já. Vamos usar uma estrutura que a Cabanha da Maya tem de 120 hectares." Inicialmente, segundo ele, a central terá dez touros Angus e dez Jersey, mas sem excluir as demais raças. "Vamos aumentar conforme o cenário se comportar. Temos ideia de mercado nacional, mas com possibilidade de exportar para Uruguai, Paraguai e Bolívia."

FONTE: Correio do Povo

Brasil pode exportar carne bovina para a Argentina

A Argentina, a quinta maior produtora de carne bovina e o sexto país no ranking das exportações mundiais, de acordo com estatística da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), deve passar, no curto prazo, a importadora do produto. Para Luciano Vacari, diretor superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o Brasil, mesmo com o volume de animais prontos para abate reduzido pode suprir o iminente déficit de carne do país. "Eles vão ter de importar de alguém. Há possibilidade de os argentinos comprarem do Brasil."
No entanto, segundo Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria, os embarques para a Argentina vão depender de políticas públicas locais. Já que o país nunca foi importador de bovino.
Ainda de acordo com Tonini, a oferta de carne na Argentina hoje é pouca e os frigoríficos operam com um volume baixo de animais para abate em relação aos últimos anos. "Já falta carne na Argentina. O momento é de oferta muito restrita", diz. Estimativa da Abiec aponta que a produção de carne bovina no país vizinho caiu 12,5%. Em 2009, a pecuária argentina produziu 3,2 milhões de toneladas de carne, ante 2,8 milhões de toneladas em 2010. Com isso, os preços da arroba do boi gordo no país avançaram mais de 110% nos últimos dez meses.
Dados da Scot mostram o valor da arroba bovina no país no início de janeiro deste ano a US$ 31,72, atualmente a cotação gira em torno de US$ 68,80. "A alta nos preços pode interferir no consumo do país, que está entre os mais altos do mundo", diz Tonini.
De acordo com levantamento da Abiec, em 2009 os argentinos consumiram 2,64 milhões de toneladas de carne bovina. A Scot aponta um consumo per capita entre 55 e 56 quilos por ano.
A quebra na safra bovina da Argentina ocorreu devido à limitação nas exportações imposta pelo governo de Cristina Kirchner, segundo o superintendente.
Para Vacari, a medida do governo local, de reduzir os embarques do produto para aumentar a disponibilidade de carne no mercado doméstico só funcionou nos planos de Kirchner, presidente da Argentina. "As exportações da Argentina sempre foram significativas, a limitação desestimulou o pecuarista, que começou a abater matrizes", observa.
No Brasil, apesar de os frigoríficos operarem em escalas curtas, por escassez de bovino pronto para abate, o momento atual é de retenção de fêmeas, o que sinaliza investimentos no setor. A previsão do mercado é de recuperação do rebanho nacional em 2014. Até lá, os preços da carne devem se manter altistas. Tanto que as cotações da arroba do boi gordo em São Paulo já ultrapassaram a casa dos R$ 100. No início do mês, o setor previa que esse patamar poderia ser atingido até o fim do ano.
Segundo Tonini, o equivalente físico calculado pela Scot, que apura a receita com a venda da carcaça bovina pelo frigorífico, passou o preço do boi pela primeira vez no ano.
Isso mostra, de acordo com a analista, que, apesar da grande dificuldade em comprar animais terminados, sendo necessário oferecer cada vez mais pela arroba, o consumo interno está bom. O que permite a indústria aumentar os preços do produto no atacado, melhorando, de certa forma, suas margens.
Normalmente, ao comercializar a carne com osso, as indústrias não conseguem receita acima do valor da arroba. "A significativa alta da carne bovina com osso possibilitou que a diferença ficasse positiva", pondera.
Hoje, segundo Tonini, a diferença no preço da carcaça ante a arroba está 1,2% a mais.
A média nacional da carcaça frente a arroba gira em torno de 10% a menos. "Em 2002, chegou a menos 20%."

Fonte: DCI

Escassez de bovinos e preço em alta favorecem pecuária

A arroba bovina em Mato Grosso do Sul se aproximou esta semana a casa dos R$ 100. Com a tendência de elevação de consumo da proteína animal e o cenário de valorização da carne bovina em âmbito global o prognóstico é mais do que positivo para o pecuarista.
Ainda que a recomposição do rebanho ao ponto de atender o crescimento da demanda demore três ou quatro anos, de acordo com o ciclo de abate do gado, a tendência de mercado firme e sem oscilações sugere um período no qual o produtor poderá compensar os baixos resultados acumulados nos últimos anos.
Para se ter uma idéia da supervalorização do boi, a arroba já subiu 30,96% desde outubro, saiu de R$ 71,78 e atingiu R$ 95, ontem, segundo cotação da Rural Business.
A indústria diminuiu a produção e não descarta cortar funcionários para evitar prejuízos se a oferta não aumentar e o preço do animal continuar subindo.

A avaliação é da assessora técnica de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Adriana Mascarenhas, a partir da valorização da arroba do boi que, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, atingiu R$102,90 na quinta-feira (21) para negociações à vista e R$ 103,53, à prazo. Maior preço nominal desde a criação do indicador, o valor da arroba é impulsionado por um conjunto de fatores que fizeram o gado se tornar escasso, tais como a forte estiagem dos últimos meses. “O abate de matrizes há cerca de quatro anos, quando o produtor estava descapitalizado, também contribuiu para o quadro atual de baixa oferta de animais”, complementou Adriana.
Paralelamente, o consumo interno se mantém em ascensão e a demanda externa demonstra que vai continuar crescendo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demonstram que o volume de carne in natura exportado no acumulado deste ano é 10% superior ao do mesmo período do ano passado. O resultado dessa matemática não poderia ser diferente, gerando a elevação no preço do produto.
A Argentina, que junto como Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal, viu a carne dobrar de preço nos últimos meses. “No Brasil, nós saímos do pior para o melhor preço da arroba dos últimos 50 anos”, enfatiza o presidente do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira.
Obedecendo a ciclos históricos com picos distintos de oferta e de preço, a pecuária nacional – não só a bovina, mas a suína e de aves também - vive a perspectiva de recuperação, ainda que a alta nos preços também interfiram no ritmo de reposição do rebanho. “Não só o valor da arroba, mas os custos de produção e a reposição de bezerros também estão altos”, alega Nogueira. Para o dirigente, se o mercado continuar aquecido, a reposição do rebanho talvez exija um fôlego que o pecuarista não tem.
No âmbito do mercado internacional, o prognóstico de crescimento de demanda já se reverteu na disputa pela oferta da carne, voltando os olhos do mercado para os países do Mercosul, região produtora que reúne maiores condições de expansão e de competitividade. Esse movimento tem a contribuição de mercados emergentes como a China. Notícias veiculadas essa semana dão conta que o país aumentou a compra de carne 22 vezes em agosto em relação ao importando no mesmo mês do ano passado. “Já imaginou se cada chinês aumentar mais um bife na sua alimentação?”, indaga Adriana.
Congresso da Carne – É nesse cenário que a Famasul organiza o Congresso Mundial da Carne, que pela primeira vez será realizado em Mato Grosso do Sul. O evento vai reunir em Campo Grande, em junho de 2011, representantes de todos os elos da cadeia produtiva e de comercialização da carne em âmbito internacional. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel, a realização do Congresso será uma oportunidade de evidenciar ao mercado externo a eficácia do sistema produtivo da pecuária nacional.

Fonte: Correio do Estado

Comércio Exterior: Abiec defende mais competitividade para manter mercado externo.

Segundo Camardelli, para vencer novos competidores, a carne bovina terá que investir em diferenciais.

Antônio Camardelli, presidente da Abiec, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, participou em Paris, França, do Sial, Salão Internacional de Alimentação, realizado entre os dias 17 e 21 de outubro.
O executivo afirmou que o maior desafio da carne bovina brasileira no exterior é a competitividade. "Observei, durante a Sial, que há uma isonomia de preços da carne bovina no exterior. Passamos a ter competidores que até então não eram nossos concorrentes. Portanto, temos que trabalhar para manter a competitividade da carne bovina brasileira", afirmou.
Segundo Camardelli, não há como promover uma queda nos valores da carne no momento, já que a matéria-prima está muito cara e o dólar não para de depreciar, situação que se repete no mundo todo. "Temos que agregar valor ao nosso produto, através de avanços técnicos e ganharmos com isso", concluiu.

Fonte: Agência Estado