terça-feira, 17 de julho de 2012

Sebo bovino - Direto para o tanque



Mesmo com problemas, o uso da matéria-prima já responde por 9% a 15% da produção de biodiesel, contribuindo para o aumento da produtividade
Num país que possui o segundo maior rebanho bovino do mundo, a cadeia do biodiesel, hoje, tem aproximadamente 80% da sua produção advinda da utilização do óleo de soja, principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, impulsionada pelo Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) a partir da agricultura familiar e da negociação do biodiesel por leilões. Entretanto, o sebo bovino está sendo, cada vez mais utilizado, é o segundo no ranking na produção de biodiesel. Outras matérias-primas empregadas, embora, com menos intensidade, são a palma e a mamona, nas Regiões Nordeste e Norte, além do babaçu e do algodão, por exemplo. 
Ocupando papel relevante na cadeia do biodiesel, o sebo bovino mostra índice de 9% a 15% na produção do combustível renovável, podendo até mesmo aumentar sua eficiência, segundo pesquisa sobre a inserção desse produto na produção industrial do biodiesel do economista Gabriel Levy, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP/Esalq) em Piracicaba, orientada pela professora Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Universidade de São Paulo (USP).
O trabalho visou compreender os problemas da agroindústria do biodiesel, especificamente no que se refere àquelas indústrias que usam o sebo. Assim, Levy tratou de descobrir a significação dos diversos aspectos da utilização desse material de origem bovina que resultariam numa maior eficiência dentro da cadeia do biodiesel, além de averiguar se a administração da integração vertical é apropriada para o setor.
O sebo bovino, conforme o economista, tem até 93% de aproveitamento na produção do biodiesel, e o seu custo é baixo, já que, vale lembrar, o Brasil possui o segundo maior rebanho bovino do mundo. Em 2009, a participação desse produto na cadeia produtiva do biodiesel foi cerca de seis vezes maior do que a soma do uso da mamona e da palma.
Oito usinas de biodiesel que utilizam o sebo bovino como matéria-prima, em que duas são verticalizadas e as restantes que têm fornecimento de matéria-prima por transações frigoríficos/graxarias, foram estudadas pelo programa de pesquisa, que buscou, à observação do campo, apresentar a percepção dos produtores por meio de questionários e responder cinco hipóteses: o sebo bovino é um ativo específico; a mensuração dos atributos do sebo bovino é custosa; a normatização dos atributos técnicos da matéria-prima pode modificar a estrutura de mercado do sebo bovino e a governança do biodiesel; a criação de um selo ambiental para o uso da gordura no biodiesel aumentaria seu uso como matéria-prima; os ganhos de escala existente na produção do biodiesel induzem à verticalização para trás entre frigoríficos e usinas de biodiesel.
Por ser um ativo com qualidade constitutiva e características técnicas e físicas, esta última dada à cristalização do sebo a temperaturas inferiores a 12 graus durante o inverno, e para não arcar com perdas, muitas usinas compram o insumo em pequena escala, como atesta o economista em sua primeira hipótese. Observou-se primeiramente a necessidade de adaptações sobre o modal de transporte utilizado para o sebo entre frigoríficos/graxarias e as plantas do biodiesel, sendo que as características do veículo influenciam na qualidade do biodiesel, e a evidência de que a distância não representa agregação de custo de transação, quando a origem é o sebo bovino, para os produtores de biodiesel. 
Na hipótese dois, implica-se que a mensuração dos atributos desse material seja “custosa”, visto a necessidade de purificação da matéria-prima antes da transesterificação, afirmando o problema de heterogeneidade dos lotes fornecidos e a dificuldade de mensuração do nível de acidez, conforme alertado pelos entrevistados de Levy. Assim, “os custos de mensuração das propriedades físico-químicas do sebo bovino seriam altos”, relata o economista. Mas para reduzir os custos de mensuração, deve-se alinhar a normatização, para a produção do biodiesel, dos atributos técnicos do sebo. Isso, com a proposição verificada pela Teoria dos Custos de Mensuração (TCM) acerca da padronização de atributos. Fato que teria, como consequência, a abertura de meios para a geração de concorrência perfeita.
Na hipótese três, vê-se que os produtores respondem positivamente quanto à criação de normas técnicas para o sebo, condicionando os fornecedores a um melhor padrão de qualidade e impulsionando a estruturação do mercado de matéria-prima, o que levaria a melhores condições para o funcionamento de um mercado aberto. Hoje, no que diz respeito a uma transação adequada para esse material, o que dificulta a existência de um mercado relativamente organizado é a falta de um selo de qualidade que considerasse a produção de um sebo ideal.
O grupo frigorífico JBS, por exemplo, pode ilustrar o interesse de outros frigoríficos pela utilização do sebo bovino na produção do biodiesel, como relata Levy, visto que, além de já utilizar a matéria-prima na indústria de higiene e cosméticos, investiu R$ 42 milhões em uma planta de biodiesel, em Lins (SP), capaz de gerar 110 milhões de litros por ano.
Certificação
ambiental para
a matéria-prima
Os pontos fortes da utilização do sebo bovino na produção de biodiesel detectados pelo economista Gabriel Levy nessas usinas se destacam pelo largo aumento da produtividade sem a concorrência com a cadeia de alimentos, sendo uma das formas de diversificar as fontes de matéria-prima e por ser um meio ambientalmente mais adequado de destinação do resíduo. 
Entretanto, “a empresa Biocapital adquiriu sebo do frigorífico Quatro Marcos de Juara (MT) em 2008. Arrendado pelo Grupo JBS, o frigorífico teve suas atividades embargadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por operar sem a devida licença ambiental, e o fornecimento para a Biocapital foi interrompido”, relata Levy.
Assim, vê-se que os sintomas da falta de um mercado organizado têm como pontos negativos: problemas na aquisição da matéria-prima, com a má comunicação entre a cadeia produtiva do sebo e a do biodiesel; as variantes do preço do produto e a qualidade da matéria-prima, que pode dar como resultado custos adicionais aos produtores de biodiesel. Além disso, essas variantes podem ser, tanto para a regularidade quanto para a expansão da oferta do biodiesel a partir do sebo, fatores limitantes, considerando ainda que essa matéria-prima possa apresentar até 85% dos custos de produção do biodiesel. Levy explica que “a maior consequência desse problema é a geração de um combustível de má qualidade”.
Para isso, deve haver a padronização da matéria-prima e da extensão do selo social, respondendo à quarta hipótese. E para promover, uma vez que o sebo não está inserido no Selo Combustível Social, a coordenação entre os autores do ato transacional, deve-se produzir uma certificação ambiental para o sebo bovino. Criando, portanto, o Selo Ambiental e/ou Selo Combustível Social para a matéria-prima, incluindo os pequenos pecuaristas, aumentando o uso da gordura no biodiesel e, consequentemente, a escala produtiva do combustível. Já que, uma das principais características do PNPB, por meio do Selo Combustível Social criado pelo governo federal, é o cumprimento de um papel social.
Com essa construção de regência e com os ganhos de escala existente na produção do biodiesel, a integração vertical para trás, ligando os elos entre frigoríficos, graxarias e usinas de biodiesel, seria a melhor forma de administração para esse setor e poderia, também, promover a variedade de matérias-primas, assim como diminuir as emissões de gases poluentes. 
Pela periodicidade da demanda por sebo bovino na produção do biodiesel devido aos fatores climáticos sazonais em relação às baixas temperaturas, assim como as especificidades físicas e temporais, como perecibilidade, acidez e risco de cristalização, a quinta hipótese fora rejeitada por Levy, visando que, por causa desses fatores, as economias de escala no processo de produção do biodiesel não podem ser plenamente obtidas. 
Entretanto, “a verticalização representaria um meio de reduzir os riscos associados à baixa qualidade do material, como também diminuir custos vinculados à informação sobre o produto. Nesse sentido, a questão relacionada à informação justifica a percepção de que a integração vertical possa ser a configuração mais apropriada, uma vez que internalizaria as transações e reduziria os problemas relativos ao fornecimento”, diz o economista. Além disso, a obtenção de créditos de carbono por meio do sebo pode estimular a verticalização entre usinas e frigoríficos/graxarias tanto para o abatimento de suas emissões quanto para geração de receitas.


Por: Alanna Sartori Messora


FONTE: REVISTA SAFRA
http://www.revistasafra.com.br

Uruguay a un paso de ingresar a Corea con carne vacuna


El ministro de Ganadería, Tabaré Aguerre, dijo que “la decisión está tomada”

Uruguay quedó a un paso de ser autorizado a ingresar con carne vacuna a Corea, un mercado de alto valor que se cerró en 2001, cuando los brotes de fiebre aftosa le hicieron perder al país el estatus sanitario de libre sin vacunación.
“Tenemos información que esa decisión sería tomada y la expectativa de poder comunicarla esta semana o la semana próxima”, adelantó anoche a El Observador el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), Tabaré Aguerre.
Desde Corea, donde encabeza una delegación del gobierno uruguayo, Aguerre agregó vía telefónica que “tenemos entendido que la decisión estaría tomada, a tal punto que la semana pasada Corea le hizo la consulta a Uruguay sobre un borrador de requisito de sanidad, es decir, un formulario técnico por el cual el país se compromete a certificar los embarques”.
El ministro de Ganadería agregó que Uruguay “contestó al día siguiente que estaba en condiciones de cumplir con esa normativa” y agregó que ahora solo “faltaría que Corea publique en el diario oficial la decisión, que es un trámite administrativo que nos dijeron que llevaría entre 15 días y un mes”.
Después de la publicación de la autorización restaría “el viaje de una misión coreana a Uruguay para aprobar los establecimientos de exportación y que haya un acuerdo sobre el formato del certificado que la autoridad sanitaria uruguaya tiene que expedir en el momento de la exportación” de la carne vacuna, agregó Aguerre.
El ministro enfatizó que “como en este viaje me acompaña el doctor Francisco Muzio”, director de los Servicios Ganaderos del MGAP, “viajamos también con los borradores de ese certificado de sanidad animal para poder dejarlo acordado en una reunión que se realizará el viernes” próximo, un día antes que la delegación emprenda el retorno a Uruguay.
“No hay que vender la piel de oso antes de cazarlo. No me gusta hacer anuncios y decir que esto está terminado, pero creo que está muy cerca. Estamos en la última visita como para que todo quede pronto, lo que sería una excelente noticia para la producción cárnica nacional. Una excelente noticia para los productores, para los industriales y para los trabajadores de la cadena” cárnica uruguaya, remarcó Aguerre.
El ministro recordó que Uruguay tuvo un período de acceso “muy breve” al mercado cárnico de Corea en el año 2000, cuando tenía un estatus sanitario libre de fiebre aftosa sin vacunación. Ese primer año, Uruguay vendió a Corea entre 5.000 y 6.000 toneladas de carne vacuna, “a precios muy buenos. En 2001 perdimos ese mercado por la fiebre aftosa y ha costado mucho recuperarlo”, acotó.
Aguerre recordó que Uruguay comenzó las tratativas para reabrir el mercado coreano para la carne vacuna en 2006, con la firma de un acuerdo de inspección de los servicios sanitarios. En 2009, el entonces director de Asuntos Internacionales del MGAP, Mario Piacenza, viajó a Corea para entregar información solicitada y “en 2010 pusimos el pie en el acelerador” para lograr la apertura, concluyó el ministro.
Un mercado apetecible
Por otra parte, el ministro de Ganadería dijo que Corea es “un mercado que tiene 50 millones de habitantes, con un desarrollo económico que todo el mundo conoce y admira, con un ingreso per cápita de US$ 30.000 al año y una forma de vida occidentalizada”.
Aguerre recordó que sólo el 16% de la superficie de Corea es cultivable –la extensión de Salto y Tacuarembó juntos– y reveló que “en los últimos 10 años pasó de consumir 8 kilos de carne vacuna por habitante por año a 16 kilos por habitante”.
FONTE: EL OBSERVADOR

2º ENCONTRO NACIONAL DA PECUÁRIA DE CORTE


As instituições representantes da pecuária de corte brasileira, bem como, as
empresas frigoríficas e a representante dos varejistas, todas signatárias do presente
documento, objetivando a construção de uma “Agenda Positiva da Carne Bovina”
para o Brasil, elencam como prioridades dos trabalhos de construção desta agenda,
os itens a seguir discriminados:
1) Estudar  as vantagens e  as  desvantagens da formação do preço  da carne
bovina que hoje é São Paulo e, se for o caso que praça formará o preço;
2) Transparência no peso, implantando a comercialização de boi no peso vivo;
3) Liberação do uso de implantes para engorda;
4) Padronização de carcaça e de abate;
5) Implantação do Consecarne;
6) Propor a implantação do PEPRO para a carne bovina;
7) Propor e atuar para a isenção de PIS/COFINS em toda a cadeia da carne
bovina;
8) Divulgar de forma estratificada e regional os preços da carne bovina;
9) Criação de um seguro garantidor para assegurar a liquidez ao pecuarista;
10) Estudar formas de valorar os subprodutos da carne;
11) Buscar novos mercados através de um amplo trabalho de marketing
compartilhando custos;
12) Criação de um fundo para alavancar recursos para investimentos  em
Marketing;
13) Estimular a concorrência através de estímulos aos pequenos e médios
frigoríficos;
14) Estabelecer parcerias e alianças mercadológicas para a produção e
comercialização de carnes diferenciadas;
15) Inclusão de carne bovina na merenda escolar e cesta básica;
16) Controle da utilização de caroço de algodão na produção de carne;
17) Comunicação na cadeia;
18) Confiança e Transparência;
19) Qualidade da carne;
20) Sustentabilidade ambiental, econômica e social;
21) Margens ao longo da cadeia;
22) Produtividade e eficiência;
23) Métricas: Manejo pré-abate
24) Criação de indicadores regionais de preços;

FONTE: AGROLINK.COM.BR

Prejuízos causados pelas lesões em carcaças no abate


A carne é considerada um alimento extremamente nutritivo e saudável, sendo fundamental para a dieta dos seres humanos. O Brasil se destaca por sua produção, possuindo o maior rebanho bovino comercial do mundo, sendo o segundo maior produtor de carne e um dos maiores exportadores do mundo (ABIEC, 2012). Com a constante melhora da genética e produtividade, as perspectivas para a pecuária bovina são otimistas. Porém existem alguns fatores que interferem negativamente na lucratividade do setor e na qualidade da carne. Atualmente a busca por melhor qualidade reflete uma frequente preocupação entre os consumidores, que preconizam um alimento de alta qualidade, além de mercados ainda mais exigentes e uma forte atenção com o bem-estar animal.
Um dos fatores que interferem na qualidade da carne e na lucratividade do setor são as lesões nas carcaças dos bovinos retiradas no abate. Essas lesões podem estar relacionadas a vários fatores, como o manejo antes do abate realizado na propriedade, a aplicação de vacinas e medicamentos de forma indevida, o transporte dos animais e o manejo realizado no frigorífico. Estima-se que nos Estados Unidos essas perdas sejam de aproximadamente US$ 75 milhões, e na Austráliaem torno US$ 20 milhões (BRAGGION e SILVA, 2004). No Brasil não há muitas pesquisas relacionados a essas perdas, mas de acordo com um levantamento realizado na linha de abate foi constatado uma perda anual de US$ 11,3 milhões, somente devido a lesões por aplicação de vacinas e medicamentos (MORO e JUNQUEIRA, 1999).
Dos fatores citados acima, o manejo pré-abate, e a aplicação de medicamentos, são responsáveis pelos maiores prejuízos no frigorífico (MORO et al., 2001). As condenações parciais de carcaças estão relacionadas geralmente a abscessos provenientes de vacinas e medicamentos e por hematomas formados pelo manejo de embarque e desembarque e pelo transporte.
Segundo Braggion e Silva (2004) as lesões por vacinações correspondem a 44,6% do total de alterações nas carcaças, e causam sérios prejuízos. As lesões vacinais geralmente ocorrem pela formação de abscessos que se formam por várias razões. As mais comuns são a má refrigeração, falta de higiene e erros na aplicação (CAMPOS et al., 2008). Os materiais usados nas vacinações, como seringas e agulhas, devem ser descartáveis e outra alternativa é o uso de pistolas (seringas dosadoras), porém estas devem ser desinfetadas para a realização da vacinação. As pistolas são de grande eficiência, pois armazenam várias doses de vacina ou medicamento, economizando tempo e mão de obra durante o manejo.
As condenações são realizadas de acordo com a legislação brasileira (BRASIL, 1952), de acordo com ela, todas as áreas de carcaças que apresentam formação de abscessos devem ser condenadas e se houver contato de pus em outras partes ou até mesmo em partes de carcaças próximas àquela acometida, tais partes deverão ser descartadas, semelhantemente ao destino dado aos abscessos.
O embarque é considerado como “o início do manejo pré-abate”, sendo este o processo que torna os bovinos mais susceptíveis ao estresse (PEREIRA e LOPES, 2008). Além disso, em algumas situações os responsáveis pelo embarque não possuem conhecimento dos princípios básicos de bem-estar animal e utilizam ferrões, objetos pontiagudos e choques elétricos de forma indevida que podem causar lesões durante o processo de condução e entrada dos animais nos caminhões de transporte. Se as operações de transporte, embarque e desembarque dos animais forem bem conduzidas, reduzem o estresse e as lesões, significativamente (ROÇA, 2008).
Segundo Braggion e Silva (2004), chifradas, coices, pisoteios e tombos representaram 24,65% das lesões, que geralmente estão relacionadas a problemas de manejo. Em um estudo citado por esses mesmos autores, rebanhos com25 a50% dos animais com chifres tinham 10,5% de lesões e com a retirada destes animais houve uma redução de2 a5% das lesões.
A área acometida por uma contusão possui uma aparência ruim e desagradável, sendo necessária, na maioria das vezes a remoção, o que causa perda de peso e de seu valor comercial, como também a propensão a contaminações, devido à presença de sangue que é um ótimo meio para o desenvolvimento microbiano (PEREIRA e LOPES, 2008).
Para que as perdas econômicas por lesões sejam diminuídas e boas condições de bem-estar animal seja uma prioridade, devemos nos conscientizar e tomar medidas como: boas práticas durante a aplicação de vacinas e/ou medicamentos, seguir rigorosamente as instruções do fabricante sobre as condições de armazenamento de vacinas e locais de aplicação, adotar práticas de manejo racional na propriedade com o objetivo de diminuir a quantidade de lesões e melhorar o bem-estar animal, avaliar se as instalações da propriedade estão sendo eficientes e a capacitar constantemente os responsáveis pelo manejo realizado na propriedade.

Por Olyntho Dellamanha - Graduando em Medicina Veterinária e estagiário do Dpto. Técnico Ourofino
FONTE: BLOG.OUROFINO.COM

MILHO NO BRASIL



FONTE: http://www.clebersonmsouza.com/

segunda-feira, 16 de julho de 2012

De onde vem a pressão?

O mercado do milho tomou um rumo diferente em julho. Desde o começo do mês os preços subiram no mercado internacional, repercutindo em aumentos também no mercado brasileiro.

Em Campinas-SP, a saca de 60kg está cotada em R$29,00. Uma alta de 13,7% em relação ao começo do mês. Veja a figura 1.



Mas de onde vem essa pressão, considerando que, no Brasil, estamos em plena colheita do milho de segunda safra e a expectativa é de uma oferta de 12 milhões de toneladas a mais em relação à passada? 

O principal ponto é a qualidade do milho norte-americano 2012/2013.

Nos últimos relatórios de acompanhamento de safra, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) revisou para baixo a porcentagem de lavouras em condições boas e excelentes (figura 2).


Com este cenário, o USDA diminuiu as estimativas com relação à produção e estoques finais de milho nos Estados Unidos.

No relatório de oferta e demanda divulgado no dia 12 de julho, o Departamento estimou a produção norte-americana em 329,45 milhões de toneladas em 2012/2013.

Este volume é 12,3% menor na comparação com a estimativa apresentada no relatório anterior (junho). O clima seco e quente está prejudicando as lavouras.

Com isso, os estoques finais nos Estados Unidos foram reduzidos para 30,0 milhões de toneladas em 2012/2013. 

No relatório de junho a estimativa do USDA era de 47,8 milhões de toneladas.

Considerações finais 

Em curto prazo, a expectativa é de mercado firme para o milho.

Além do cenário atual no mercado internacional, a valorização do dólar frente ao real e a boa oferta de milho no mercado interno devem favorecer as exportações brasileiras.Choveu nos Estados Unidos nos últimos dias, mas os volumes nas regiões produtoras de milho foram abaixo do esperado.

Para as próximas semanas a expectativa é de chuva, porém em volumes menores no corn belt ou cinturão do milho (figura 3).


Por outro lado, é preciso acompanhar a evolução da colheita do milho safrinha no Brasil e o aumento da disponibilidade do grão no país.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

JBS lança vídeo comemorando o Dia do Pecuarista, em 15/jul


O frigorífico JBS está divulgando um vídeo em homenagem aos pecuaristas brasileiros, para comemorar o Dia do Pecuarista, neste sábado, 15 de julho.
Fonte: JBS,adaptada pela Equipe BeefPoint.

Exportação de boi vivo sem tributo


É possível afirmar que a instituição do imposto de exportação sobre o gado em pé, na verdade, acabaria com essa atividade no país (poderia ocorrer de o imposto ser instituído para incidir sobre um nada)
Eduardo Diamantino*
Boas notícias não são abundantes em direito tributário. Quando acontecem, merecem um comentário e uma pequena análise sobre o mal que poderiam ter causado. Nesse sentido, vale comemorar a acertada decisão proferida pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 11 de junho, que, por unanimidade, rejeitou a criação do estrambótico imposto de exportação de gado em pé.
A ideia, patrocinada por entidades representativas dos frigoríficos brasileiros, que atende a dois conglomerados gigantescos, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), pretendia impedir a exportação de gado vivo, alegando que não se deve exportar matéria-prima e sim produtos acabados. Uma ideia boa que foi totalmente distorcida, chegando ao absurdo de taxar as exportações. O argumento é que a exportação de gado em pé demonstrou uma significativa expansão nos últimos anos, o que poderia vir a limitar a oferta de carne no país. Entretanto, dados mostram que o rebanho e o consumo de carne e de couros no Brasil têm aumentado, apesar do crescimento das exportações de bovinos vivos.
Atualmente, o Brasil exporta gado em pé para a Venezuela e para alguns países de origem muçulmana. Os últimos importam o animal vivo por questões religiosas. Os muçulmanos só comem carne bovina quando o abate é realizado de determinada forma (abate halal). A Venezuela, por sua vez, que em 2011 foi o destino de 79,32% das exportações do boi vivo, importa o gado em pé porque, desde que assumiu o poder, o presidente Hugo Chávez já expropriou milhões de hectares de fazendas locais — e nem precisamos dizer que sob a gestão estatal as propriedades perderam muito da capacidade produtiva. Dessa forma, a importação de animais vivos serve como forma de manter em funcionamento os frigoríficos venezuelanos.
Com essas considerações, é possível afirmar que a instituição do imposto de exportação sobre o gado em pé, na verdade, acabaria com essa atividade no país (poderia ocorrer de o imposto ser instituído para incidir sobre um nada). Isso porque o valor do imposto — os frigoríficos sugeriram alíquota de 30% —, somado ao custo do transporte, muito provavelmente tornaria o produto brasileiro desinteressante para o mercado internacional. E o que é pior: a instituição do imposto não faria com que os países que atualmente importam o animal vivo passassem a importar a carne brasileira in natura, porque, como referido, os países importadores têm um interesse peculiar pelo boi vivo.
A impressão que a situação passa é a de que o objetivo dos frigoríficos é limitar o mercado dos pecuaristas, que ficariam reféns dos interesses dos primeiros. Em outros termos, os frigoríficos, com a medida, almejavam criar reserva de mercado — o que restringiria a capacidade do produtor rural de vender sua produção. Isso deixaria os produtores rurais como escravos dos interesses dos frigoríficos. O Brasil é um dos maiores criadores de gado do mundo e, atualmente, o maior exportador de carne bovina, com potencial de crescimento. Por isso, o país necessita de produtores rurais fortes no mercado, com capacidade de investir na melhoria genética dos animais e também nas pastagens, de forma a aumentar a qualidade e oferta do produto no mercado interno e mundial.
Ademais, o efeito de vetar exportações criando reserva de mercado desestimula a produção de carne. Não é novidade que em economia o melhor remédio é o mercado. A prova cabal dessa alegação são os nossos irmãos argentinos. Lá, entenderam por bem proibir a exportação de bovinos vivos, entre outras atrocidades. O resultado revelado pela própria Abiec, aquela que queria criar o famigerado imposto, não deixa dúvidas: em 1995, o Brasil tinha rebanho de 161.228.000 cabeças. Em 2010, passamos a ter 209.541.000 cabeças. Um crescimento de 30%, à base de muita exportação. Em contrapartida, os argentinos saíram de 52.649.000 para 48.950.000 cabeças, no mesmo período, um decréscimo de 7%, graças à barreira de mercado.
No comércio internacional, consagrou-se a ideia de que os países devem exportar produtos e serviços, e não tributos. E a Constituição Federal de 1988 chancelou essa ideia. Os dispositivos que imunizam produtos e serviços destinados ao exterior da incidência de impostos, bem como aquele que imuniza a receita decorrente de exportação da incidência de contribuições, revelam essa opção da Carta da República de desonerar de tributos os produtos e serviços destinados à exportação, de forma a garantir (ou, pelo menos, permitir) a competitividade deles no mercado internacional. Não custa transcrever os dispositivos da Constituição Federal que regem o assunto:
Art. 155. Compete aos estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
(…) II – operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;
Parágrafo 2º – O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
X – não incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores (…)”
Atualmente, o Imposto de Exportação é plenamente justificado no caso do cigarro e das armas. Nesses exemplos, taxaram-se os produtos em um movimento de defesa do mercado, para se evitar que uma vez exportados retornassem ao nosso país de forma incorreta.
Diante desse conjunto de disposições constitucionais, a conclusão a que se chega é: imposto de exportação só deve ser instituído em situações excepcionais. E é por isso que a doutrina afirma que o imposto de exportação possui função extrafiscal, ou seja, essa espécie de imposto não serve (ao menos não exclusivamente) como forma de arrecadação, mas sim como instrumento de implementação de uma política pública, seja cambiária, econômica ou social.
*Sócio do escritório Diamantino Advogados Associados em São Paulo e vice-presidente da Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT).

Calmaria no mercado de boi gordo

Com escalas alongadas e chegada do boi a termo, figoríficos saem das compras 
Mônica Costa

A menor procura por bois para abate, típica dos finais de semana, e a pressão exercida pelos frigoríficos que seguem com escalas confortáveis, explicam a calmaria no mercado do boi gordo nesta sexta-feira, 13.
Poucos negócios foram fechados e a indústria mantém uma programação de abates de seis dias, em média, mas há escalas maiores. A oferta atual de boiadas composta por animais de pasto e confinamento inclui também animais negociados no mercado à termo que começam a ser entregues. Para a próxima semana o mercado tende a se manter pressionado devido às escalas confortáveis e grande oferta de animais.
Em São Paulo, o indicador boi gordo da Esalq BM&FBovespa registrou recuo de 0,91% na sexta-feira, 13, e a média da arroba nas praças paulistas atingiu  R$ 91,5 à vista. Nas compras a prazo, a queda foi 0,75%, para R$ 91,84/@.
A retração nos abates devido às dificuldades no escoamento da carne deu folego às cotações no mercado atacadista de carne com osso.
No mercado futuro, os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a R$ 91,42/@, aumento de 1,53% na comparação com o fechamento anterior. Para outubro, os contratos terminaram a sexta-feira cotados a R$ 96,23/@, reajuste de 1,77%.
Confira AQUI as cotações das principais praças

Fonte: Portal DBO com informações Scot Consultoria

Russos chegam ao Brasil dia 23



Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma para o próximo dia 23 a visita ao Brasil de uma missão de veterinários russos. Roteiro ainda não está definido, adianta o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) em Mato Grosso, Leandro Machado. Mas como o objetivo é vistoriar as condições sanitárias dos estabelecimentos exportadores de carne, a expectativa é que o Estado, assim como Paraná e Rio Grande do Sul, sejam visitados no período de duas semanas em que os técnicos estarão no Brasil.

Nestes 3 estados, as plantas aptas à comercialização com aquele país foram embargadas há quase 1 ano (15 de julho de 2011). Na época, o veto à exportação envolveu cerca de 20 unidades em Mato Grosso, sendo 16 de carne bovina e 4 de suína e outras 66 no Paraná e Rio Grande do Sul. Levantamento realizado pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficos em Mato Grosso (Sindifrigo), com base nos números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) mostra que as exportações matogrossenses da carne bovina permaneceram estáveis no acumulado de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011.

Até maio, o volume de embarques totalizou 70,468 mil toneladas, gerando receita de US$ 329,012 milhões. Em quantidade, o resultado foi 0,05% superior ao registrado em igual período de 2011, quando foram exportadas 70,427 mil (t). Em receita, a variação foi de 0,89%, com US$ 326,078 milhões. Diretor do Sindifrigo, Paulo  Bellincanta, lembra que há 1 ano as indústrias frigoríficas vêm reivindicando intervenção do governo para mudança do veto russo. “Eles alegaram problemas sanitários, mas isso não procede”. Bellincanta diz que a Rússia é o principal destino da carne bovina brasileira, absorvendo cerca de 40% das exportações do produto.

Para suinocultura o embargo trouxe prejuízos ainda maiores, comenta o diretor da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues. “Nossa exportação caiu 56% nesse ano em comparação com 2011”.

domingo, 15 de julho de 2012

Análise: Exportação de carne cai no 1º semestre e afeta balança brasileira


JOSÉ VICENTE FERRAZ
 
Folha de São Paulo
O desempenho das exportações brasileiras em junho foi bastante fraco e gerou o pior superavit semestral da balança comercial nos últimos dez anos.

A interpretação geral desse resultado é que, diante da crise econômica que se concentra na Europa, mas não se restringe a ela, os compradores estão mais escassos, enquanto a concorrência para exportar se acirra.

No caso das principais três carnes (frango, bovina e suína), o resultado da exportação ficou bem abaixo das expectativas, ao recuar em volume, em valor e em preços médios tanto em relação a junho de 2011 como a maio deste ano.

Parece oportuno analisar cada caso, pois, se o desempenho alcançado em junho pelas exportações se transformar numa tendência duradoura, as cadeias produtivas das três carnes sofrerão impactos importantes decorrentes de possíveis quedas de preços e o consumidor poderá, nesse sentido, ser beneficiado.

No caso da carne de frango, as quedas no volume exportado em junho ante junho de 2011 e maio deste ano foram de, respectivamente, 7,4% e 15%.

São percentuais significativos, mas que perdem um pouco da relevância quando se observa que, no acumulado do primeiro semestre em relação a igual período de 2011, houve crescimento de 3,5% nos embarques.

As exportações de carne bovina, em volume, recuaram também em junho em relação a junho de 2011 (4,5%) e em relação a maio (10,7%), queda inferior à registrada para a carne de frango.

Essa queda pode também ser relativizada quando se verifica que, no primeiro semestre, os volumes embarcados cresceram pouco mais de 1% em relação ao volume do primeiro semestre de 2011.

Finalmente, no caso das exportações de carne suína, as quedas no volume exportado em junho foram de expressivos 16,3% em relação a junho de 2011 e de 18% em relação a maio passado.

Nesse caso, a situação parece mais grave, pois, além de as quedas serem maiores, numa análise de mais longo prazo se observa estagnação dos volumes embarcados.

Em termos de valor das exportações, os resultados de junho foram ainda piores que os de volume, mas talvez seja possível considerar que, diante da desvalorização do real ante o dólar, os importadores tenham sido estimulados a barganhar maiores descontos, o que pode minimizar um pouco os resultados.

Em síntese, pode-se dizer que os resultados das exportações de carnes em junho colocam em xeque as expectativas de desempenho, em 2012, até melhor do que o registrado em 2011, notadamente para as carnes bovina e de frango, que, por algumas características específicas de mercado e a competitividade da produção nacional, se acreditava até certo ponto imunes a perdas mais substantivas de mercado.

É preciso apurar até que ponto os resultados alcançados decorrem de uma situação conjuntural de um mercado menos comprador ou se, efetivamente, a produção nacional está perdendo competitividade e, nesse caso, quais fatores estão levando a isso.
 

CNA: MP do novo Código Florestal traz mais segurança jurídica


A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, disse, nesta quinta-feira (12/7), que o parecer do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) à Medida Provisória 571, que complementa o novo Código Florestal (Lei 12.651/12), traz novos avanços para a legislação ambiental brasileira, que contribuirão para garantir segurança jurídica no campo. “Pela primeira vez, o Congresso Nacional está tendo a oportunidade de decidir sobre o tema e está construindo um texto que trouxe tranqüilidade e segurança jurídica aos produtores” destacou a senadora, ao defender o relatório aprovado pela Comissão Especial Mista que avaliou a Medida Provisória.
Para a senadora, a MP que complementa o novo Código traz equilíbrio entre a produção de alimentos e a preservação ambiental, o que ajudará o Brasil a continuar produzindo alimentos, biocombustíveis e florestas plantadas em 27,7% do território nacional, conservando intactos 61% dos seus biomas. Apesar de considerar que ainda há ajustes a serem feitos, ela listou vários pontos positivos na nova legislação, tanto na nova lei, como na MP, fruto do debate democrático no Legislativo, onde, segundo ela, prevaleceu a vontade da maioria.
Entre estes pontos, a presidente da CNA citou a flexibilização na recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens dos rios, cujas faixas mínimas de metragem, na maioria dos casos, irão variar de 5 a 20 metros para os rios com até 10 metros de largura, nas propriedades com até 10 módulos fiscais, e faixas máximas de 100 metros. “Na lei anterior, as faixas eram de 30 a 500 metros”, lembrou. Sobre este ponto, a senadora informou que certamente serão apresentados destaques para delegar aos Estados a responsabilidade de decidir as metragens nas margens dos rios.
A senadora mencionou outros avanços do texto, como o cômputo das APPs (Áreas de Preservação Permanente) no cálculo da reserva legal, a conversão das multas em serviços de preservação ambiental, o fim da obrigatoriedade de averbação das áreas de reserva legal em cartório, e a isenção de recomposição de reserva legal nas propriedades com até quatro módulos fiscais. Os produtores terão estes benefícios a partir da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Ela destacou, também, a consolidação das atividades agropecuárias e da infraestrutura em APPs.
Entre os pontos a serem resolvidos, ela citou a mudança no conceito de veredas que, no texto da MP, impede o uso do potencial das culturas irrigadas. “O Brasil tem um potencial de 30 milhões de hectares e só utiliza cinco milhões de hectares de áreas de irrigação. Não podemos obstruir nosso potencial para produzir mais e o instrumento que temos é a ampliação do uso das áreas de irrigação. O assunto não está encerrado e, com certeza, haverá destaques para esta questão”, ressaltou.
Fonte: CNA

sábado, 14 de julho de 2012

Na Europa, produtores recebem 20% a mais do que o mercado na carne bovina devido a subsídios


Os subsídios agrícolas concedidos pelos países desenvolvidos alcançaram US$ 252 bilhões em 2011, ou 4,6% a mais do que no ano anterior, segundo levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A entidade ressalta que a alta registrada foi em dólar. O valor em euros (182 bilhões) permaneceu idêntico ao de 2010. O volume representa 19% das receitas agrícolas totais na OCDE, o menor nível observado desde que a entidade começou a calcular o apoio aos agricultores nos anos 1980. No ano passado, a OCDE havia publicado que os subsídios de 2010 tinham representado 18% da receita total, mas agora o índice subiu para 20%, com a sua revisão.
O recente declínio no apoio aos produtores ocorreu em virtude do aumento no preço das commodities no mercado mundial, mais do que em razão de mudanças nas políticas agrícolas. Com as cotações dos produtos em alta, agricultores americanos, europeus e asiáticos precisaram de menos ajuda.
Em todo caso, os subsídios que causam uma distorção no comércio – definidos como pagamentos baseados na produção – ainda representam 51% do total, comparados aos 86% entre 1986 e 1988.
Alguns países tentam cortar a ajuda ligada à produção e implantam o pagamento baseado em área histórica, número de rebanho, renda agrícola, etc. Quanto menor a ajuda ligada à produção, o produtor terá menos necessidade de aumentar a colheita com o objetivo de obter maiores subsídios.
A Nova Zelândia continua a dar o menor apoio aos seus agricultores, de apenas 1% da renda agrícola, e na Austrália são concedidos 3%. Os campeões continuam a ser Noruega (58%), Suíça (54%), Islândia (48%) e Coreia (45%).
Na União Europeia, os subsídios alcançaram US$ 103,1 bilhões, equivalente a 18% da renda agrícola. Na média, os agricultores recebem 5% a mais do que os preços praticados no comércio mundial. Mas alguns produtos tem benefícios maiores, como o caso do açúcar (preços 6% mais altos), carnes bovina e ovina (20% superior), além de barreiras para importações que permitem que produtores de frangos ganhem 50% mais que os preços de mercado.
Nos EUA, a ajuda alcançou US$ 30,5 bilhões, representando 8% da renda agrícola, abaixo da média da OCDE. Os preços ao produtor eram 13% mais altos do que no mercado internacional entre 1886 e 1988, mas recuou para 1% entre 2009 e 2011.
No Japão, o apoio aos agricultores totalizaram US$ 61 bilhões no ano passado contra os US$ 55,2 bilhões em 2010. Os preços recebidos por eles eram 1,8 vezes mais altos do que no mercado mundial.
Fonte: jornal Valor Econômico

Pressão baixista também sobre a reposição


Queda de preços para a reposição nesta semana. O mercado está influenciado pela boa oferta de animais e pelo momento de preços frágeis para o boi gordo.
A ausência de boas perspectivas para o preço dos animais terminados impacta diretamente as cotações da reposição, principalmente as das categorias mais próximas à terminação, por terem o retorno do investimento atrelado a estas cotações - do boi ou vaca gorda.
O valor do contrato futuro de boi gordo para novembro, em oito dias úteis, até o fechamento do dia 11/7, caiu 4,0%, passando de R$99,50/@ para R$95,50/@.
O ânimo dos confinadores será testado frente a este cenário, e é bem provável que tenhamos mudanças nos planejamentos de engorda no segundo semestre.
Analisando o preço do boi magro, em relação ao início do ano, a atual cotação da categoria em São Paulo, de R$1,15 mil/cabeça, está 5,7% menor, em valores nominais.
Agora é ficar de olho nas relações entre o boi e a reposição. Em momentos de pressão sobre o mercado pecuário, pode haver oportunidades nas trocas.
Colaborou Gustavo Aguiar, zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria.

Marfrig pagará juros ao BNDES


A tentativa do Marfrig de adiar um pagamento de cerca de R$ 270 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não prosperou. A empresa informou que quitará a parcela da dívida na segunda-feira (16), prazo original previsto. O montante a ser pago pela companhia refere-se ao vencimento, no domingo (15), do cupom anual das debêntures obrigatoriamente conversíveis adquiridas pelo banco estatal em 2010. O Marfrig pretendia rolar o pagamento devido neste ano para o vencimento final das debêntures, no mês de julho de 2015.
A companhia informou, em nota, que “o procedimento deste ano será o mesmo do ano passado, quando pagamos a parcela devida”. Também procurado, o BNDES não se pronunciou. Desde que a possibilidade de adiamento veio à tona, o banco de fomento mostrou resistência em aceitá-la.
O Marfrig via na operação uma maneira de ganhar fôlego num momento especialmente importante, em que trabalha para integrar as fábricas e marcas recebidas na operação de troca de ativos com a BRF – Brasil Foods. Ainda que fosse considerada uma boa opção, o mercado entende que pagamento dos juros ao BNDES não trará maiores dificuldades para a companhia.
O Marfrig encerrou o primeiro trimestre com uma disponibilidade de caixa de R$ 3,32 bilhões e uma dívida de curto prazo (que vence em um ano) de R$ 3,02 bilhões. “A negociação poderia trazer uma situação um pouco melhor, porque agora ela está recebendo alguns ativos da BRF, mas o pagamento está dentro da programação”, diz o analista Cauê Pinheiro, da corretora SLW.
Fonte: jornal Valor Econômico

Principais Indicadores do mercado do boi – 13-07-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 1,24% nessa quinta-feira (12) sendo cotado a R$ 92,35/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 92,53.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização 0,09% e é cotado a R$ 698,84/cabeça nesta quinta-feira (12). A margem bruta na reposição foi de R$ 824,94 e teve valorização de 2,39%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quarta-feira (12), o dólar foi cotado em R$ 2,05 com valorização de 0,79%. O boi gordo em dólares teve valorização de 0,44% sendo cotado a US$45,13. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 12/07/12
O contrato futuro do boi gordo para Ago/12 foi negociado a R$ 91,20 e sua variação teve baixa de 0,08%.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para ago/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 89,73. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 2,62 e sua variação teve alta de R$ 1,13 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Mercado de boi pra quem não tem boi...nem vaca


Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuáriacartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
Essa semana gostaria da falar de algo diferente, mas antes vamos dar uma olhada nos preços da arroba em São Paulo.



Repare: os preços não se afastaram muito do intervalo entre 92 e 93 reais desde maio. O que é interessante nisso daí é saber que as escalas de abate estavam lá em maio ao redor de sete dias e hoje estão ao redor de quatro.

Com preços estáveis e ao mesmo tempo escalas diminuindo, isso pode nos dar duas pistas do estado atual do mercado pecuário — a oferta está diminuindo ou o frigorífico está deliberadamente reduzindo seus abates em função do estreitamento das margens.

O fato que permanece é a foto — sob o ponto de vista dos preços, a safra de 2012 tem o formato de uma mesa de jantar — resta saber quem é que está sentado na mesa comendo e quem está trabalhando, em pé, servindo.

Mas o que queria falar hoje é outra coisa, uma coisa diferente. No final do texto da semana passada comentei de passagem sobre operações em bolsa no final do texto, sem necessariamente aprofundar no assunto. Queria retomar essa coisa de bolsa sob um foco diferente.

De um modo bem simplista, caro leitor, podemos classificar quem negocia boi na bolsa em duas categorias. Quem mexe com boi e quem não mexe. O sujeito que mexe com boi pode ser tanto um pecuarista, qualquer um, nem precisa ter boi, pode ter vaca também. Quem mexe com boi obviamente também é o frigorífico e, um pouco mais distante, uma empresa de alimentação, tal qual um restaurante que serve um bife, ou até mesmo quem só mexe com a carne crua, como um supermercado.

Esse curral lotado de gente lida com as flutuações para cima/baixo do preço do boi e da arroba, pois podem influenciar para bem ou para mal seus negócios.

O outro lado é o cara que não mexe com boi. Não tem fazenda. Não tem gado. É o cara urbano, da cidade, com viés somente de olhar para a flutuação de preço da arroba e pensar de forma especulativa: “Como é que eu posso ganhar dinheiro com isso se a arroba subir (ou cair)?”

No livro “Mercadores da Noite”, Ivan Sant’Anna chamou esse cara urbano e fora do setor de “dentista”. Nassim Taleb também.

É claro que isso é um exagero literário — um cara que não mexe no setor não precisa ser um dentista. Pode ser um fundo de investimento, um banco operando para sua tesouraria, um fundo de pensão, um investidor estrangeiro... pode ser qualquer um que não possua o boi como meio de trabalho.

Hoje o foco é para essa turma que não mexe com boi. Bom, imediatamente, isso gera um problema. Se o cara não mexe com o boi, como ele faz para neutralizar as oscilações em bolsa? Quero dizer, a gente sabe que quem mexe com o bovino tem no próprio animal, ou no próprio valor do animal, para ser mais exato, como o seu grande avalista do negócio.

Se o boi sobe na bolsa, sobe no pasto e vice versa. O cara que não tem boi, não. Se o boi sobe na bolsa e ele está vendido, ele vai perder dinheiro. Simples assim. Tomou prejuízo e não“ajuste negativo”. Ajuste negativo é para quem usa o boi. Quem não tem lastro físico, o risco da bolsa, o prejuízo e o lucro é sentido diretamente no bolso.

A não ser que o sujeito tenha uma poupança para investir.

A poupança, o dinheiro para deixar de reserva para (não confundir com margem de garantia) investir é o assunto de hoje. Claro, bom para você, trabalhou bastante nesses últimos anos e sobrou uns trocados. A bolsa de futuros oferece um prato cheio de mercados para serem utilizados para ganhar dinheiro e aumentar ainda mais seu rico
dinheirinho.

Também pudera! Por um pequeno montante de dinheiro, vai, dois mil reais, você consegue movimentar um mundo velho de contratos de boi gordo, certo?

Mas será que essa conta está certa? Quero dizer, se você coloca dois mil reais e esse é seu único dinheiro, se pegar um mercado que vai contra você, dois mil reais em cinco contratos, por exemplo, desaparecem literalmente em um dia e você corre o risco de ficar devendo ainda.

Ou seja, existe um risco enorme e ignorado em contratos futuros.

Esse é um cenário bem comum — o sujeito quer utilizar os mercados futuros para alavancar seu dinheiro. Seduzido pelas possibilidades de ganhar muito utilizando pouco, essa pessoa está se expondo a um risco muito maior do que deveria.

Isso não ocorre só em boi, é claro. O cidadão que é da cidade e quer especular nem vai necessariamente parar aí. Vai também para o milho, soja, dólar, índice, DI...

Como medir isso? Como, mediante a um valor que estou disposto a deixar reservado para negociar mercados futuros, saber qual o tamanho de posição que posso tomar? O que quero dizer é o seguinte. De que forma posso negociar prudentemente na bolsa e ao mesmo tempo ter a possibilidade de perder um pouco de dinheiro sem correr o risco de perder TODO o meu dinheiro? Como posso controlar minhas perdas até que apareça a grande sorte de ganhar um montão de dinheiro?

Não se deixe iludir pelo jeito simples que eu falo essas coisas, caro leitor. Tamanho da posição negociada em mercados alavancados como os mercados futuros é de crucial importância em função da extrema violência em que os preços sobem e descem, às vezes, sem estarmos devidamente com o dinheiro na conta para bancar a brincadeira.

Uma forma bem simples é a regra do 1%. Risco 1%. O que quer dizer? Não perca mais que 1% em cada operação que você faz, e nunca arrisque mais que 5% do seu patrimônio ao mesmo tempo.

Ou seja, se você reservou R$ 100.000,00 para negociar mercados futuros e quer negociar boi gordo, você pode negociar pequeno usando 1% de risco ou pode negociar grande colocando 5%. Ou dividir 1% em cinco mercados diferentes.

Isso daí, então, fazendo as contas em cem mil reais daria um valor entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00 que você está disponibilizando para PERDER naquela tal operação. Fazendo as contas de forma bem simples, uma posição de R$ 1 mil deixa você negociar 3 contratos na bolsa. Uma posição de 5 mil reais deixaria você negociar 15.

“Hein? Rogério, não entendi.” Perai, não tem jeito, vou ter que usar uma tabela.



Repare que os mesmos 1% dos 100.000 reais é o que você utiliza como referência para o contrato futuro. Referência de quê? Ora referência para você cair fora do contrato quando os preços oscilam contra você.

Se está comprado em três lotes na bolsa no valor que o mercado fechou nessa sexta feira R$ 96,85, se os preços caírem 0,96 centavos, 96,85 - 0,96 = 95,89; caia fora.

Se estiver vendido no valor do fechamento, R$ 96,85 e o mercado subir 0,96 centavos, 96,85 + 0,96 = 97,81, caia fora. Fazendo isso você limita seu prejuízo, com 3 contratos, em mil reais. Te sobra ainda 99 mil para tentar a sorte outra hora.

O que a gente vê não é isso. A gente vê o cara com 100 mil reais operando 30 lotes... 50 lotes até. Tem vez que o cidadão male mal tem 10 contos no bolso e já quer operar 10 lotes... Isso é insano e irresponsável.

Essa é uma regra simples, caro leitor, para ser seguida como plano inicial de risco. Claro, quem é pecuarista também pode fazer algo parecido com isso, mas não é o foco aqui. A ideia é ajudar para quem vai usar a bolsa como uma “aplicação” de risco a usar o risco de forma prudente e produtiva.

Sugiro dar uma pensada em controlar seus riscos. Vou te falar, é uma paz saber que o mercado vai te tirar da operação quando você está errado. O melhor é saber que ele vai te tirar com um prejuízo pequeno, ao invés de ir teimando e teimando e acabar com um abacaxizão nas mãos na forma de uma paulada forte na cabeça.

Ou seja, tomar 1.000 reais de prejuízo é sem dúvida melhor que uma paulada de 30.000 reais. Trinta mil, por incrível que pareça, é mais comum de acontecer que 1.000, caro leitor, exatamente pela pessoa não conhecer, ou não saber como funciona um controle sério de risco e de tamanho de posição em operações de bolsa.

E falando em operações de bolsa, o mercado te tira, na prática, pelas ordens limitadoras de prejuízo, conhecidas como ordens stop.

Depois, quando você tomar gosto por controlar seu risco na bolsa, perceberá que o risco em si também se altera. Tem épocas que o mercado é mais arriscado que outras épocas.

Observe o gráfico a seguir e veja como uma posição de R$ 100 mil poderia, para um risco de 1%, quando calculada sobre a oscilação dos preços, ter gerado negócios com três até seis contratos.



Enfim, está aí uma contribuição para você melhorar suas negociações de boi gordo na bolsa, mesmo para quem não tem boi gordo.


MOVIMENTAÇÃO DO MERCADO: Boi -- Indicador ESALQ/BVMF do boi, que mede a variação dos preços da arroba no Estado de São Paulo, fechou a semana com +0,19 a R$ 92,88 à vista. Cotações em R$ por arroba.

A média móvel de 5 dias fechou em R$ 92,72. O contrato de julho/12 fechou com –1,98 a R$ 92,12. O contrato de julho está 0,60 centavos abaixo do preço médio de liquidação do contrato.

O contrato que vence em agosto/12 fechou com –2,33 a R$ 93,26; setembro/12 –1,85 a R$ 95,15; outubro/12 –1,77 a R$ 96,85.

Todos os vencimentos estão cotados à vista com o fechamento da sexta-feira e com a indicação semanal da variação
de preços.

Bezerro -- Indicador ESALQ/BVMF de bezerro, que mede a variação dos preços no Estado do Mato Grosso do Sul, fechou a semana com –10,20 cotado a R$ 704,14 à vista. Cotações em R$ por bezerro.

A arroba do bezerro cotada ao redor de R$ 105,00, queda de R$ 7,00 na semana.
Todos os vencimentos estão cotados com o fechamento da sexta-feira e com a indicação da variação semanal.

Taxa de Reposição 1 -- Um boi gordo compra hoje 2,18 bezerros, alta de 0,04 na semana.

Dólar -- Dólar comercial fechou com +1,04% a R$ 2,031. Dólar futuro com vencimento no início de agosto fechou
com +0,97% a R$ 2,043; setembro fechou com +1,00% a R$ 2,056.

Juros -- A taxa de juros do governo (SELIC) está hoje em 8,50% ao ano.

Inflação – IGP-M de junho +0,66%. Acumulado no ano2 +3,15%. Acumulado nos últimos 12 meses3 (julho-11 a junho-12) +5,03%.

Assim como os contratos de boi e bezerro se encerram pelo preço dos seus respectivos indicadores, o dólar se encerra pelo preço do dólar do Banco Central nas datas acima indicadas.

Frigoríficos 4 -- A arroba nos frigoríficos foi cotada hoje em São Paulo ao redor de R$ 93,00; no Mato Grosso do Sul, Dourados a R$ 86,00 (Base –7,5%) e em Campo Grande ao redor de R$ 87,00 (Base –6,5%).

A arroba em Goiânia foi cotada ao redor de R$ 83,00 (Base –10,8%).
Em Cuiabá está em R$ 83,00 (Base –10,8%).

No sul do Tocantins a arroba foi cotada em R$ 84,00 (Base –9,7%). No Triângulo Mineiro ao redor de R$ 86,00 (Base –7,5%).

1 Considerando os valores nominais dos indicadores da ESALQ/BVMF.
2 e 3 Somatória com Juros Simples.
4 Fonte completa dos preços da arroba nos frigoríficos à vista e livre do Funrural: Informativo Boi na Linha, da Scot Consultoria.


CONCLUSÃO: Essa é a segunda semana seguida em que a arroba do boi em São Paulo, medida pelo indicador Esalq/BVMF, fecha em alta. Ok, como disse no início do texto, é uma alta pequena... O mercado está assim, pequeno, subindo um pouquinho aqui, caindo um pouquinho ali, desde maio.

Difícil viver em um mercado parado, de lado, como atualmente. Queria saber o futuro como você. Queria saber quanto vai estar a arroba mês que vem também... Só sei que, aqui, ao redor de 93 reais, a arroba está barata. Mas vai saber para o futuro? O duro é que minha bola de cristal quebrou.

Até mais,

Rogério Goulart

Nota da Bigma Consultoria: O texto de Rogério Goulart, da www.cartapecuaria.com.br , publicado nesse espaço, foi resumido e alguns gráficos podem ter sido suprimidos. Acesse a análise completa e com os gráficos no site da Carta Pecuária