quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Situação atual dos programas de erradicação de aftosa, brucelose e tuberculose no RS #Expointer2012


Durante a Expointer 2012, em Esteio – RS, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio/DDA – Defesa Animal organizou no dia 30/ago pela manhã, um evento com palestras sobre o as ações do estado pelo programa nacional de erradicação da febre aftosa (PNEFA) e o programa estadual de controle e erradicação da brucelose e tuberculose (PROCETUBE-RS). 
Fernando Groff, veterinário da Secretaria de Agricultura e responsável pelo PNEFA no Rio Grande do Sul, apresentou quais são as medidas de controle da febre aftosa no estado. Inicialmente, Fernando apresenta a base de trabalho da Secretaria em relação à pecuária estadual: são cerca de 315 mil produtores e 12,2 milhões de bovinos. É interessante observar a concentração do rebanho em relação ao número de produtores: somente 1% são proprietários de mais de mil animais, envolvendo 25% do rebanho total do estado.
O controle de trânsito de animais no estado é o pilar do programa, explica o responsável, pois entre todas as cargas transportadas no estado, “em 2010 por exemplo, 60% foram transportes de bovídeos”, explica Fernando. Além disso, a Secretaria controla a concentração do rebanho no estado, dando maior atenção às categorias animal mais susceptíveis: novilhos(as) com menos de 12 meses, e vacas com mais de 25 meses de idade. Esta concentração é medida por meio do índice novilho/vaca, e segundo Fernando, o rebanho gaúcho está bastante disperso pelo estado, não existindo regiões de concentrações destas duas categorias. Portanto, atualmente as ações devem ser praticadas em todo o território, o que não acontecia anteriormente, quando havia segregação entre as atividades de cria e de recria/engorda em diferentes regiões.
Sobre o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), Fernando conta que em 1992 houve alteração em sua condução estratégica, passando de controle da doença para focar-se em sua erradicação. Segundo Fernando, “Foi uma revolução. O objetivo do programa passou de ser redução do número de focos de aftosa para uma estratégia de erradicação da doença. Foi interessante, e hoje o Brasil tem o setor público que mais investe em controle de aftosa”, complementa o veterinário. Complemento BeefPoint: o setor privado brasileiros (produtores) também investe muito na luta contra a aftosa, uma vez que todos os custos de vacinação são pagos pelo produtor.
O RS foi o primeiro estado a ter um programa de vacinação massiva, em 1953. Com a mudança estratégica de 1992, as ações passaram a ser compartilhadas entre iniciativas públicas e privadas, sendo responsabilidade dos produtores a vacinação de seu rebanho. Já a vigilância sanitária, a fiscalização, e controle de trânsito são responsabilidade do governo estadual.
Como rotina do PNEFA no estado, Fernando cita algumas atividades, como avaliação de propriedades de risco, atendimento a suspeitas, estudo da eficiência vacinal, cadastramento de rebanhos e treinamento de pessoal por exemplo. Ele apresenta também o calendário de execução do PNEFA, contendo as duas vacinações anuais, a vacinação antecipada de animais susceptíveis, e a inserção dos dados no Sistema de Defesa Agropecuária
Atualmente, Fernando explica que a vacina utilizada é a inativa e trivalente (O, A e C), é obrigatória para bovinos e bubalinos, utilizada como ferramenta de prevenção e o RS tem como meta a cobertura de vacinação de 90% do rebanho, quando a recomendação é de 85%. Como resultado do PNEFA no RS, Fernando mostra em gráficos, a redução do número de focos de aftosa registrados no estado e no Brasil após a reformulação do programa em 1992; a relação entre a cobertura de vacinação com o número de focos registrados (inversamente proporcional); e a cobertura de vacinação estadual, com mais de 95% dos municípios têm 90% ou mais do rebanho vacinado.
Fernando explica também que o RS foi primeiro estado brasileiro a ser reconhecido internacionalmente como zona livre da febre aftosa com vacinação (em 1998), o que aumentou o número de acesso a diferentes mercados para a carne bovina, suína e ovina. Como maior benefício, pode ser considerada a estabilidade para a cadeia produtiva do estado. Fernando diz que a possibilidade de se realizar a Expointer é um ótimo resultado de todo o trabalho, “pois reunir mais de mil animais no parque de exposições, sendo todos fiscalizados na saída das fazendas e na chegada, sem risco de contaminação é um bom exemplo”.
Como perspectivas para o melhor controle e erradicação da aftosa no RS, Fernando comenta que a maior interação entre iniciativas privadas e pública é necessária, explicando que a Secretaria Estadual precisa ficar principalmente com a fiscalização, pois a estrutura disponível não é suficiente para o governo se responsabilizar por todas as etapas do planejamento estratégico. O desenvolvimento de melhor análises de risco e formulação de estratégias também são necessários, por meio de convênios com universidades e outras entidades.
A inserção dos produtores no Sistema de Defesa Agropecuária é outro passo a ser perseguido. O SDA é um sistema digital e online, criado para inserção do controle de movimentação e vacinação do rebanho bovino. A rastreabilidade do gado do RS também faz parte da evolução da condição sanitária para zona livre de febre aftosa sem vacinação.
Ana Cláudia Groff, também fiscal veterinária da Secretaria de Agricultura do RS, apresentou o Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina/Bubalina (PROCETUBE), criado em 2011. Ela lembra que a vacinação é obrigatória desde 1964 para brucelose e 1966 para a tuberculose e o programa nacional de erradicação destas duas doenças foi criado em 2001.
Ana Claudia enfatiza a importância deste combate, pois as enfermidades causam prejuízos econômicos, sendo utilizadas como argumento para barreiras sanitárias, além de prejudicarem a produção e reprodução animal. Ainda, são zoonoses, doenças em animais que podem ser transmitidas ao homem. Como prevenção, os principais pontos são a vacinação (brucelose), a comercialização de animais testados e o descarte de restos placentários, pois não existe tratamento.
Atualmente, no RS somente 0,5% dos animais testados são reagentes positivos para brucelose e 0,8% em média são reagentes positivos para tuberculose. Ana explica que o diagnóstico é constante e notificado mensalmente pelos técnicos veterinários. Porém, ela explica que “não é  um desenho amostral, e a realização de uma amostra oficial está sendo planejada para o governo adotar medidas de combate.
O programa nacional de erradicação da brucelose e tuberculose (PNCEBT), criado em 2001, tem o objetivo de baixar a prevalência e incidência de focos destas doenças, para fornecer segurança alimentar à população. A vacinação para brucelose é obrigatória e o programa incentiva a certificação voluntária de estabelecimentos de leite e de corte livres de brucelose e tuberculose, como instrumento de agregação de valor.
Já em 2009 no RS, a secretaria estadual iniciou um projeto piloto de certificação de controle da região da Comarca de Arroio do Meio, em 100% das propriedades. Atualmente estão certificadas 1.600 fazendas, e o objetivo é expandir este projeto para o estado, por meio do PROCETUBE, certificando fazendas e regiões com risco controlado das doenças, e não somente fazendas individuais.
O programa visa realizar o saneamento obrigatório (controle da propriedade, e não só dos animais) dos focos identificados em diagnósticos de rotina, além de também incentivar a certificação estadual voluntária, estabelecendo limites geográficos livres e monitorados de brucelose e tuberculose. Como resultado, o governo estadual procura reduzir os riscos à saúde humana, proporcionar condições para agregação de valor aos produtos do estado e difundir informações sobre educação sanitária. Como ações futuras, o PROCETUBE prevê coordenar estrategicamente a execução do controle, formalizar as relações entre diferentes niveis de administração pública e privada e propor incentivos fiscais e financeiros.
Para um município ou região começar o trabalho para conseguir esta certificação, estes devem mostrar interesse para a secretaria estadual, elaborando um plano de trabalho (orientado pela secretaria) e fornecendo-o para a avaliação do comitê técnico. Após aprovado o plano, os municipios devem ter todas propriedades saneadas e 100% do rebanho testado a cada 90 ou 120 dias. A propriedade será considerada controlada quando somente um animal testado de todo o rebanho apresentar resultado positivo.
O PROCETUBE fornecerá a certifição estadual, informando que as regiões estão controladas, e não livres da brucelose e tuberculose. O certificado ainda não é reconhecido pelo MAPA, pois o Ministério certifica apenas propriedades individuais, e não regiões livres das doenças. Como perspectivas, Ana Claudia espera que este controle estadual permita a qualificação dos produtos para se conseguir melhor preço de venda, reduzir perdas em produtividade e também melhorar a prevenção de zoonoses.
Artigo escrito por Marcelo Whately, analista de mercado da Equipe BeefPoint.


É grande a falta de boi gordo no país


Os alertas de mercado feitos, nos últimos dias para o físico do boi gordo estão se confirmando. Falta animal gordo no mercado. e, isso faz com que os preços aumentem, apontando que a arroba do boi gordo, ultrapasse R$100,00, no interior paulista.    

De acordo com especialistas da Rural Business, os compradores de menor porte estão puxando preços no mercado físico e não vão parar diante de um quadro cada vez mais enxuto de oferta.

O pecuarista sabe que negócios a R$ 95,00 a arroba do boi não conseguem captar volume, no interior paulista. Assim, negócios de R4 $ 96,00 o quilo/@ começam a surgir.

 Nas demais praças produtoras do Brasil, o processo não vai ser diferente e novas valorizações vão acontecer, porém os grandes frigoríficos tentarão elevar os preços do gado apenas nas praças onde a defasagem em relação a 2011 está maior.

E vem mais alta por ai com base no que esta acontecendo no mercado atacadista. A forte valorização registrada hoje no atacado paulista mostra que os grandes frigoríficos perderam a força de derrubar preços na carne bovina no atacado - um movimento clássico para segurar a capacidade de elevar os preços das propostas de compra de gado gordo, sempre feita pelos frigoríficos de menor porte que sempre saem na frente nas correções quando a margem no atacado permite.
Fonte: Da redação com informações da Rural Business

Opinião: Olha o cavalo arreado!


Por *Roberto Rodrigues

A histórica seca que afetou a safra dos Estados Unidos este ano mostra a fragilidade dos modelos globais de produção e abastecimento de alimentos. A quebra da safra americana de milho e soja é quase igual às safras completas brasileiras destes grãos, somadas a de verão e inverno. Essa crise tem impacto preocupante na redução global dos estoques de grãos, é uma duríssima questão para os americanos. Cerca de 40%da safra de milho dos EUA é hoje dirigida à produção de etanol. Mas, com cerca de 100 milhões de toneladas de milho a menos nessa safra, cresce a pressão para reduzir a fabricação do etanol e direcionar a colheita para proteína animal.

Se decidirem não fazer etanol, terão de importar combustível, provocando uma eventual espiral inflacionária. Se optarem por não destinar o milho para ração animal, aumentarão preços da carne e afetarão o consumo interno. É uma duríssima decisão em um tempo de eleições equilibradas. Mas a fragilidade produtiva persiste, bem como a redução dos estoques. A China, decidida a produzir frangos, deve até, os próximos cinco anos, importar mais 50 milhões de toneladas de milho. Enquanto a oferta cai, a demanda cresce. Isso exige atenção consistente das organizações multilaterais lideradas pela ONU (como FAO e OMC) e outras instituições, como o G20, para o estabelecimento de uma estratégia global para segurança alimentar.

Independentemente desse movimento, ao Brasil está oferecida uma extraordinária oportunidade. Não se trata apenas de aproveitar a quebra da safra americana, que já elevou os preços das commodities agrícolas - nossos produtores plantarão mais, e com melhor tecnologia, para se beneficiarem dessa brecha no mercado. Trata-se de algo maior. Está na hora de montarmos uma grande estratégia, de longo prazo, que nos coloque com maior presença nos mercados de alimentos.

Essa estratégia deve considerar:

- Mais estímulos à produção rural, de milho, soja, cana, álcool, frangos, suínos e lácteos.

- Negociação com os americanos para um compromisso de abastecê-los, por pelo menos 10 anos, com esses produtos, sempre com valor agregado. Não apenas vender milho e soja, mas a carne pronta e empacotada.

- Condicionar essa negociação à compra de outros produtos nossos, como o suco de laranja, que hoje vive uma crise de preços sem precedentes.

-Garantir financiamentos à indústria de alimentos, com papel preponderante do BNDES.

-Reforço à posição de Ministério de Agricultura como executor da estratégia, em parceria com outros órgãos de governo, como o Incra, a Ibama, a Anvisa e outros.

- Itamaraty liderando essa negociação, sem deixar setores produtivos de lado.

É nos momentos de crise que surgem as oportunidades. Já passou da hora de montarmos um Código Agroambiental que ofereça ao Brasil as condições de ampliar seu formidável potencial produtivo e se transformar no grande paladino mundial da Segurança Alimentar e Energética Sustentáveis. O cavalo vem passando, arreado.
Não podemos deixá-lo ir, sem o montarmos com nossos campeões mundiais do rodeio agrícola: os produtores rurais brasileiros.

* Ex-ministro da Agricultura, presidente do LIDE Agronegócios, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e embaixador da FAO para o Ano Internacional do Cooperativismo.
Artigo divulgado no Jornal Brasil Econômico, agosto de 2012.

Agrolink com informações de assessoria

Exportação de carne bovina cresce 37,5% em agosto


Redução da arroba e desvalorização cambial favorecem o desempenho das exportações
Mônica Costa
A exportação de carne bovina in natura registrou o melhor desempenho do ano em agosto. Os embarques somaram 90,6 mil toneladas, alta de 37,5% na comparação com o mesmo mês de 2011, quando foram embarcadas 65,9 mil toneladas do produto.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o faturamento em agosto foi de US$ 421,4 milhões, 21,3% maior que no mesmo mês em 2011. O preço médio pago pela tonelada no mês passado atingiu US$4,6 mil, 11,8% menor na mesma base de comparação.

Em relação a julho o volume exportado registrou aumento de 8,8%. A receita foi 11,5% maior, e os preços médios pagos por tonelada foram reajustados em 2,4%.

“Na comparação anual, a redução na cotação da arroba e a desvalorização cambial aumentaram a competitividade da carne bovina brasileira”, aponta José Carlos Hausknecht, sócio da consultoria MB Agro.

Segundo o analista, outro fator que favorece o bom desempenho das exportações é o aumento da demanda pela proteína animal no mercado externo, comum no segundo semestre do ano. "A tendência é que o volume e, possivelmente, a receita sigam em ascensão até o final de 2012", completa.

Preço mais baixo
Dados da Scot Consultoria mostram que nesta quarta-feira, 5, a arroba do boi gordo brasileiro está avaliada em US$48,10, a menor cotação entre os principais países concorrentes. O valor, na comparação com o mesmo período do ano passado é 20,3% menor, quando a arroba foi comercializada por US$ 60,39. Na mesma base, observa-se que a arroba nos Estados Unidos registrou aumento de 8% e saiu de US$ 66,91 em setembro de 2011 para US$ 72,28 hoje.
Fonte: Portal DBO

Mercado ajustado


Apesar da redução da oferta de gordo, frigoríficos mantêm a margem com aquecimento do varejo
Mônica Costa
A queda na oferta de boi gordo tem assegurado novos reajustes na cotação da arroba. Segundo a Scot Consultoria, nesta quarta-feira, 5, foi registrado o sexto reajuste consecutivo no preço do boi gordo em São Paulo e a valorização acumulada na semana está em 3,5%.

O indicador boi gordo da Esalq/USP apontou reajuste de 0,40% nas negociações à vista, com a arroba avaliada em R$ 95,34, em média. Para as compras a prazo houve um aumento de 0,35% com a arroba cotada a R$ 95,78 em média, nas praças paulistas.
As escalas de abate atendem cerca de quatro dias. Apenas as empresas que possuem boiadas a termo ou de confinamento próprio conseguem operar com programações mais confortáveis.

O comportamento do varejo tem reduzido a pressão sobre a indústria. O Equivalente Físico da Scot está positivo, o que indica que, apesar das indústrias estarem pagando cada vez mais pela arroba, o preço de venda da carne também tem sido reajustado, o que garante boas margens para o setor.

Na BM&FBovespa, os contratos para setembro encerraram o pregão em R$ 98,95/@, desvalorização de 0,67%. Para o mês de outubro, que concentra o maior volume de negociações, houve queda de 0,24% e os contratos encerraram o dia avaliados em 103,38/@.

Fonte: Portal DBO com informações Scot Consultoria

URUGUAY - Más de 3.000 terneros promediaron US$ 2,717 en Plaza Rural



Ignacio Ramos y Alvaro García, de escritorio Ramos & García, de Durazno, compartiendo con los colegas José F. Birriel y Francisco Cánepa durante el remate en el Sheraton.
Coincidiendo con las expectativas, los precios de la reposición mantuvieron la tendencia al alza ayer en el primer día de remates de Plaza Rural. La oferta se integró con las categorías jóvenes de la reposición de machos, con más de 3.000 terneros y un millar largo de novillitos, que siguen con una cotización ascendente. Anticipándose a la demanda de primavera los invernadores apostaron algunos centavos más al kilo de ganados livianos. Un fiel reflejo de esa decisión representó el valor máximo logrado en los terneros, cuando Santiago Lluch adjudicó en US$ 3,45 un lote de terneros de 92 kilos. “La apuesta es clara”, afirmó un hombre con experiencia en este tipo de negocios. Cuando se vaya a pagar este lote, vendido con 90 días de plazo, habrán ganado 150 kilos con comida barata aportada durante toda la primavera, por lo que ya no se verán tan caros los más de US$ 300 que ayer se pagaron por la pieza.
Los integrantes del escritorio Indarte y Cía., en oportunidad de la comercialización de un lote de terneros, la categoría más numerosa de la oferta de ayer en Plaza Rural.
Hoy desde las 10 horas continuará la subasta, comenzando con tres lotes de ovinos y luego seguirá toda la escalera de cría, comenzando con un millar y medio de terneras.
Sobre el final de la tarde, previo a las piezas de cría, se ofrecerán más de 1.000 vacas de invernada, otra de las categorías con mucha demanda en este momento.




El martillero Santiago Lluch tuvo en suerte la venta del precio máximo de los terneros, al colocar un lote consignado a Victoria, en US$ 3,45 el kilo en pie. Son terneros muy livianos, de 92 kilos, pero la referencia es pauta la firmeza del mercado de la reposición.
Walter H. Abelenda y Francisco Cánepa, en un pasaje de las exitosas ventas concretadas en la tarde de ayer por Plaza Rural.









Local: Hotel Sheraton5 de setiembreMontevideo
Mínimo
Máximo
Promedio
Terneros hasta 140 kilos
2,85
3,45
3,06
Terneros de 140 a 180 kilos
2,46
3,11
2,757
Terneros de más de 180 kilos
2,45
2,80
2,612
Promedio general de 3.168 terneros
2,45
3,45
2,717
Promedio 983 novillitos 1 a 2 años
1,98
2,50
2,129
Fuente: Plaza Rural
US$ el kilo en pie
-
-

URUGUAY - Se inauguró oficialmente la 107ª Expo Prado



La Intendente de Montevideo, Ana Olivera, y el presidente de ARU, José Bonica, izan los pabellones patrio durante la apertura de una nueva edición de la exposición ganadera del Prado.
Con el tradicional corte de cintas a cargo de la Intendenta de Montevideo, Ana Olivera, y el Presidente de la Asociación Rural, José Bonica, se inauguró oficialmente ayer la 107ª. Exposición del Prado. Pero además comenzaron a ingresar los grandes animales, por lo que se pudieron apreciar por las calles del predio de la Rural reproductores bovinos de diversas razas, así como los equinos que integrarán la primera tanda de calificaciones que se realizará a partir del sábado.
En la ceremonia inaugural se hizo referencia a los registros genealógicos de vacunos, que comenzaron a llevarse hace 125 años, y son un dato fundamental para la mejora genética.  
Varios reproductores de distintas razas esperan la habilitación de las autoridades sanitarias para ingresar al predio de la Rural. El lunes comenzará la calificación de los bovinos.
También comenzaron a llegar los primeros grupos de escolares que visitan la exposición, que son precisamente quienes más disfrutan de lo que ofrecen los stands. En el caso de los vinculados a la producción agropecuaria, como siempre, constituyen una fuente de ilustración muy atractiva para los pequeños. INIA y este año INAC plantearon una propuesta de interés para quienes visitan la exposición y no están vinculados a la producción ganadera, ilustrando sobre la infinidad de destinos que tiene la carne uruguaya. Desde siempre se plantea que es un producto básico para la economía del país, pero solamente esa prédica no logró convencer a la población urbana de su importancia. Ahora el Instituto se propone “pasear” a quienes visitan su stand por todos los destinos que ha conquistado Uruguay merced a la calidad de sus carnes.
Una imagen tentadora, a pocos metros de ingresar a la Rural por su acceso principal. Varios corderos giran en torno al fuego. En cuatro a cinco horas estarán prontos para satisfacer a los más exigentes comensales.













 FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

terça-feira, 4 de setembro de 2012

EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ


ESTAMOS RECOMEÇANDO A COMPRA DE GADO VIVO PARA EXPORTAÇÃO, A PARTIR DA SEGUNDA SEMANA DE SETEMBRO. INTERESSADOS EM INFORMAÇÕES, ENTRAR EM CONTATO

ESTAMOS SELECIONANDO PARA CLIENTES

*VACAS DE INVERNAR

*NOVILHOS ENTRE 300 - 350 KG

* NOVILHAS PARA ENTORE DE PRIMAVERA


INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO COM LUND   ( 053) 81113550 ou 99941513

UE faz pressão por carne sem aditivos



O governo brasileiro prometeu à União Europeia (UE) que vai propor "o mais rápido possível" garantias de que a carne bovina exportada para os 27 países membros do bloco não terá a adição de duas substâncias de engorda para o gado proibidas na Europa (zilpaterol e ractopamina) para afastar a ameaça de veto aos embarques. A França foi um dos países que se pronunciaram sobre o reforço no controle da entrada do produto nacional depois que o Ministério da Agricultura brasileiro aprovou o uso dessas substâncias no país.

Em reunião bilateral realizada na semana passada, em Bruxelas, representantes da União Europeia reafirmaram que se houver pelo menos a identificação de traços de um dos aditivos, certamente ocorrerá o veto à entrada de toda a cadeia bovina nacional, desde produtos ou subprodutos in natura e processados. A delegação brasileira afirmou que está em negociação com o setor privado para que haja a implantação do protocolo de garantia de segregação da produção entre a carne com os aditivos e a que está livre das substâncias destinadas à exportação.

Na sexta-feira (31/8), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) previu que a criação desse sistema de segregação deverá estar concluída em, no máximo, duas semanas.

"O Brasil confirmou que a ractopamina e o zilpaterol não serão colocados em circulação antes da aprovação formal da Comissão Europeia sobre o sistema de segregação", afirmou Frédéric Vincent, porta-voz do comissário de Saúde e Política de Consumidores da UE. Além disso, "o Brasil informou à Comissão que o "split system" (sistema de segregação) ainda não está pronto, mas que vai submetê-lo a uma avaliação", disse Vincent.

Conforme já informou o Valor, o ministério fechou um acordo com as duas farmacêuticas responsáveis pela fabricação dos aditivos - as americanas MSD Saúde Animal e a Elanco - para iniciarem as vendas dos dois produtos somente após a Comissão de Saúde do Consumidor da UE (DG Sanco, na sigla em inglês) receber as garantias de que o Brasil possui o "split system". Pelos termos do acordo, o setor privado ficou responsável pela criação do programa, que será auditado e certificado pelo Ministério da Agricultura. Só depois é que o "split system" será enviado para apreciação das autoridades europeias.

Além de exigir a inexistência de aditivos na carne, a União Europeia quer a garantia de que o rebanho não manteve contato com as substâncias. O mercado europeu sustenta sua posição baseado na segurança alimentar e na preferência dos consumidores. Por outro lado, certos negociadores avaliaram durante a reunião que os produtores brasileiros não vão poder abrir mão dos aditivos para não perder competitividade em relação a vários exportadores que fazem uso das substâncias.

Em todo caso, a posição nacional levada a Bruxelas foi considerada positiva por importadores europeus. "Estamos satisfeitos que as autoridades brasileiras deram garantias necessárias para manter os fluxos comerciais", afirmou Jean-Luc Meriaux, secretário-geral da União Europeia do Comércio de Gado e de Carnes.

O Brasil não se comprometeu com prazos, mas os frigoríficos nacionais podem sentir a pressão europeia crescer se for feita uma aliança com a Rússia, outro grande comprador de carne bovina. O governo russo também ameaçou com a suspensão de importações se a ractopamina for usada pelos pecuaristas.

O Brasil apresentou também durante a reunião em Bruxelas, um sistema modificado de segregação específico para a carne suína, que está proibida de entrar no mercado europeu por conter ractopamina. O país espera, agora, pavimentar o terreno para voltar a exportar para a UE, depois de ter recebido o sinal verde do Japão, um dos mercados mais exigentes do mundo.

O porta-voz da União Europeia confirmou que o Brasil apresentou verbalmente novas informações sobre esse sistema e prometeu submeter posteriormente os dados por escrito. "Não é possível dizer no momento se a tecnologia será aceita. Provavelmente, uma nova auditoria será necessária para avaliar as informações", disse Frédéric Vincent.

Fonte: Valor Econômico. Por Assis Moreira.

Brasil exportou 8,8% mais carne bovina in natura em agosto



O Brasil exportou 90,6 mil toneladas métricas de carne bovina in natura em agosto de 2012, alta de 8,8% frente ao mês anterior, quando foram embarcadas 83,3 mil toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em relação ao mesmo mês no ano passado o aumento é de 37,5%. Naquele mês foram exportadas 65,9 mil toneladas métricas do produto.

O faturamento em agosto foi de US$421,4 milhões, 11,5% maior que os US$377,9 milhões faturados em julho e 21,3% mais que no mesmo mês em 2011.

O preço pago por tonelada aumentou frente a julho deste ano, atingindo US$4,6 mil, alta de 2,4%. Frente a agosto do ano passado houve queda de 11,8%.

Top Devon fatura R$ 125.440,00


Top Devon fatura R$ 125.440,00

O tradicional leilão Top Devon ofertou na última quinta-feira (30-8), na Expointer, os campeões dos julgamentos da feira rústicos e de argola. O remate de 28 animais resultou em faturamento de R$ 125.440,00. 
O maior preço foi o touro Grande Campeão 2012 da Cabanha São Valentim, de Nova Prata, Rotokawa 1560 PO. O reprodutor foi adquirido pelo valor de R$ 12 mil por Luiz Fogaça da Silva, proprietário da Fazenda Lajeado das Taipas, de São Francisco de Paula. “Este touro expressa com perfeição as características da raça, o que será essencial para a melhora do meu plantel”, afirmou. O vencedor Rústico, Saudade Stonegrove 3408, da Cabanha Saudade, de São Gabriel, foi negociado por R$ 7,7 mil e terá como destino a Bahia. O exemplar foi arrematado pelo criador Almor Antoniolli.
 
A venda de reprodutores PO rústicos teve como média geral R$ 6362,86. Os machos PC foram vendidos com e média de R$ 52,56,00, e as fêmeas, R$ 1120,00.
 
As vendas foram conduzidas pelo leiloeiro Guilherme Minssen.

Agrolink com informações de assessoria

Fiscais agropecuários retornam às atividades após alcançar acordo com o governo federal


Por Bob Moser
Os fiscais federais agropecuárias (FFA) decidiram retornar às suas atividades, a partir de ontem (3). Isso decorre de acordo assinado na semana passada, com o governo federal, disse o Ministério da Agricultura em comunicado.
Os fiscais tem a responsabilidade de monitorar o tránsito de produtos agrícolas nos portos, aeroportos e nas fronteiras alfandegárias. Há apenas 3.246 funcionários realizando este trabalho no Brasil, segundo o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários. A entidade pediu a contratacão de 1.500 funcionários adicionais.
Os fiscais federais agropecuários e o sindicato aceitaram o reajuste salarial de 15,8% parcelado em três anos, a partir de janeiro de 2013.
Além disso, essa reestruturação implica na instituição de avaliação de desempenho que considere o mérito individual e as expectativas do Ministério da Agricultura.
O Ministério acredita que o fluxo de liberações de produtos em portos, aeroportos e fronteiras estará regularizado a partir desta semana.
O sindicato paralisou todas as atividades no início do movimento, mas depois de cinco dias uma parte dos servidores foi obrigada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a retomar os trabalhos em repartições importantes para o fluxo de cargas.
FONTE:CARNETEC

Confira a entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado


Boi: Mercado físico dispara e SP tem ofertas de compra de R$98 nesta terça-feira. Atacado também reage e cortes traseiros são negociados a R$8,30. BM&F opera com correções nos contratos mais longos, mas mercado segue firme e altista.

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Mercado do boi gordo segue em alta


Houve valorização em vinte e uma das trinta e uma praças pesquisadas.

Em São Paulo, o preço referência está em R$95,00/@, à vista. Existem negócios em valores maiores.

O preço atual é 5,6% maior que há 30 dias.

As escalas no estado atendem entre dois e três dias úteis. A maior parte das empresas está comprando para a segunda-feira e terça-feira após o feriado.

Uma exceção ao cenário de alta é o Rio Grande do Sul. Lá os animais têm sido retirados das pastagens cultivadas de inverno para o plantio, o que mantém a oferta boa.

No mercado atacadista houve valorização para a vaca casada.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Minerva compra frigorífico paraguaio Frigomerc por US$ 35 milhões



O Minerva informou hoje que firmou um contrato preliminar para aquisição do frigorífico Frigomerc, um dos cinco maiores exportadores de carne bovina do Paraguai. De acordo com o Minerva, a transação deve somar US$ 35 milhões, já incluídos os investimentos necessários.

Parte do pagamento poderá ser feito por meio da transferência de ações do Minerva que estão em tesouraria. "A quantidade exata de ações a serem entregues será determinada até a assinatura do contrato definitivo", ressaltou a companhia em comunicado. A conclusão do acordo depende de autorização de órgãos de defesa da concorrência e de processos de auditoria das contas da empresa adquirida.

Segundo o Minerva, o Frigomerc tem uma capacidade de abate de 1,1 mil cabeças de gado por dia e a projeção é que atinja um faturamento de US$ 150 milhões em 2013, com resultado operacional de US$ 13 milhões, já incluídas as sinergias com a Friasa, unidade industrial do Minerva que é vizinha ao frigorífico.

A companhia ressalta que espera que essa proximidade resulte em economia de custos, com sinergias no planejamento da produção, na originação do gado e na gestão administrativa e comercial. "Esperamos que a soma das duas operações nos garantirá posição de destaque e consolidará o Minerva entre os líderes de mercado naquele país", destacou a empresa.

Os papéis do Minerva encerraram o dia em queda de 0,5%, para R$ 10,57. No ano, as ações acumulam uma alta expressiva de 109%.

domingo, 2 de setembro de 2012

Trabalhadores do Frigorífico Marfrig continuam em estado de greve


Em reunião realizada no dia de hoje, (31/08/2012) os representantes da empresa reunidos com os representantes dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel, apresentaram alguma evolução nos números deixados na última proposta, mas, segundo as lideranças sindicais presentes, ainda está distante do que foi determinado nas assembleias dos trabalhadores da empresa Marfrig nas 4 cidades, que, inclusive, decidiu pela tirada de estado de greve.
Segundo o coordenador político da sala de apoio da CNTA, Darci Pires da Rocha, que coordenou as duas mesas de negociação, a empresa se comprometeu a apresentar uma proposta definitiva até segunda-feira à tarde.
Fonte: CNTA/SUL

Cabanha Albardão premiada na Expointer 2012


A Albardão participou com vinte e oito animais da raça bovina Red Angus


Carlos Inácio Talavera Campos, à frente da Cabanha Albardãode Santa Vitória do Palmar recebeu a premiação “Reservado Grande Campeã Fêmea Rústica PC” para o trio de fêmeas PC Red Angus, no julgamento do dia 27 de agosto na 35ª Expointer 2012, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil/Esteio até 2 de setembro.

O proprietário da Albardão chama a atenção para o expressivo contingente de animais oriundos de Santa Vitória do Palmar, com mais de três cabanhas, somente Angus, totalizando mais da metade dos animais participando da Expointer.

A Cabanha irá participar do Remate SOANGUS que irá ocorrer dia 14 de outubro na Expofeira em Pelotas.

Mais informações

A Cabanha Albardão disputou alguns certames e teve premiações importantes na Expointer de 2011, na Nacional de Rústicos e na Expointer de 2010, além de diversos campeonatos regionais realizados em Pelotas, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, sendo nos últimos dois anos, respectivamente, a 2ª e a 3ª colocada no Ranking Nacional da Raça Angus. O Albardão utiliza somente os touros top do PROMEBO (Programa Estatístico de Avaliação Genética) resultando, através das excelentes práticas de manejo, no impecável estado corporal de seusanimais e emseu pleno desenvolvimento muscular.

O empresário desenvolve o gado PC – Puro Certificado - na modalidade RED desta raça superior consagrada internacionalmente.


Agrolink com informações de assessoria

Rodrigues alerta para risco de investimentos além da conta


Os preços elevados de commodities agrícolas, impulsionados pela seca nos Estados Unidos, representam uma oportunidade para o agricultor brasileiro, mas quem se deixar levar pela euforia pode se dar mal. Em passagem pela Expointer nessa quinta-feira (30-08), o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, almoçou com o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, e analisou as perspectivas para a agricultura. “O agricultor deve aproveitar a oportunidade com sabedoria, inteligência e bom senso, mas nunca dar um passo maior do que a perna, gastando mais do que tem”, disse o ex-ministro.

Somente no Brasil, a previsão é de aumento de cerca de 3 milhões de hectares na área de plantio de soja. Rodrigues alerta que os altos preços devem estimular investimentos agropecuários em todo o mundo. Com isso, devem se elevar a produção mundial e ao mesmo tempo os custos, uma vez que a demanda por insumos dará um salto. O risco para o produtor é não prever o momento em que os estoques recomporão, derrubando os preços das commodities, em safra em que a produção foi realizada com custos elevados.


Feira da Novilha aponta para temporada aquecida




A 8ª Feira de Novilhas e Ventres Selecionados teve pista limpa, vendendo 591 fêmeas por R$ 676,7 mil na noite dessa quinta-feira (30-08), na Expointer. A média geral ficou em R$ 1.145, 6,21% acima da registrada na edição do ano passado. O quilo vivo saiu por R$ 3,98 para as novilhas de dois anos e em R$ 4,29 para as terneiras. “Foi um sucesso. Diminuiu a quantidade, mas melhorou a qualidade, e isso se refletiu nos preços médios”, avaliou o presidente da Comissão de Feiras, Exposições e Remates da Farsul, Francisco Schardong. O dirigente acrescenta que o resultado aponta para pistas aquecidas na temporada de primavera. Na edição do ano passado, o evento vendeu 726 fêmeas por R$ 778,9 mil.

A feira é uma parceria entre a Farsul e a Associação Brasileira de Angus, e os negócios ficaram por conta da Santa Úrsula Remates e leiloeiro Alexandre Crespo. Os vendedores Fazenda Ranchinho, Paulo Lerner, Geraldo Azevedo e Agropecuária Caaporã foram premiados por ofertarem os melhores lotes.

Confira as médias por categoria:

- Novilhas CA prenhas: R$ 2.079 (R$ 5,06 kg/vv)
- Novilhas AD prenhas: R$ 1.710 (R$ 4,71 kg/vv)
- Novilhas prenhas: R$ 1.500 (R$ 3,96 kg/vv)
- Novilhas de dois anos: R$ 1.115 (R$ 3,98 kg/vv)
- Terneiras: R$ 848 (R$ 4,29 kg/vv)

Cotações reajustadas em todas as praças


Aumentam ofertas acima da referência 
Mônica Costa

Com a redução da oferta de boi gordo, aumentam as ofertas de compra por valores acima da referência, especialmente por parte dos frigoríficos de pequeno e médio porte. Apenas as indústrias que dispõem de animais a termo ou de confinamentos tentam pressionar a cotação para baixo, mas normalmente as negociações travam.
De acordo com boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP,  o ritmo de negociações é lento, visto que os fechamentos ocorrem apenas quando há forte necessidade de aquisição por parte dos frigoríficos. Na quinta -feira, 30, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa fechou em R$ 92,77 à vista, aumento de 0,12% na comparação diária e reajuste de 3,26% no acumulado parcial de agosto.
No Centro-Sul, a restrição da oferta e alta nos preços tem levado a redução nos abates de algumas plantas.  No Mato Grosso do Sul, as compras a R$ 90,00/@ à vista tem ganhado força. No triângulo mineiro, há compradores realizando negócios por R$ 90,00/@ a prazo.
No mercado atacadista de carne bovina, a alta nos preços da matéria prima, a redução nos abates e na oferta de carne, somada a um aumento nas vendas durante a semana, levaram a reajustes em todas as peças.
No mercado financeiro, os contratos que serão liquidados nesta sexta-feira, 31, foram negociados por R$ 92,75/@ reajuste de 0,24%. E os contratos para outubro registraram alta de 1,43% para R$ 102,78/@ 

Fonte: Portal DBO com informações Scot Consultoria

Conheça a carne bovina mais cara do mundo




Valioso. Quilo da parte mais nobre do gado japonês da raça Wagyu pode chegar a R$ 1 mil no país de origem e R$ 300 no Brasil
O gado é rústico, o pelo é alto e negro, e a cabeça larga é ornada com aspas que lhe conferem aparência ameaçadora. A raça leva o nome de Wagyu (lê-se uaguiú) e sua origem milenar é a cidade de Kobe, no Japão.

A carne é chamada de ouro vermelho ou caviar bovino devido à alta maciez e ao preço estratosférico.

– Eu mesmo nunca comi um entrecot de Wagyu, é muito valioso – diz o veterinário Vilson Ronchi Júnior, que representa em Esteio a Fazenda Angélica, de Americana, São Paulo, pela primeira vez trazendo à Expointer o tal gado japonês.

O corte entrecot é o mais valioso da raça. Um quilo no Japão custa cerca de R$ 1 mil. No Brasil, não chega a tanto, porque a produção pesa menos no bolso. Mas o quilo varia entre R$ 100 e R$ 300, de acordo com o grau de marmoreio (gordura entre as fibras da carne).

– É a carne mais cara do mundo – atesta o gerente da fazenda, Odilio Marin Filho.

Os compradores são restaurantes finos de São Paulo. Antes restrita a esses estabelecimentos, agora está chegando a butiques de carnes. Os produtores formam um grupo seleto A Angélica, com cem cabeças de animais puros, pertence a Ricardo Steinbruch, presidente da têxtil Vicunha. Só ele manda cinco animais por mês para churrascarias paulistas. A rede de restaurantes Rubaiyat também é forte produtora. Mas tudo começou com a empresa de laticínios Yakult, dona do maior criatório brasileiro. Ao todo, são mil cabeças, um rebanho de amostra perto das 1,8 milhão criadas no Japão.

Animais são criados no campo
Não foi pelas vastidões de campos, pelos piquetes e pelas invernadas que os japoneses solidificaram a raça. Ao contrário, lá o espaço é raro, e o gado pena em um superconfinamento. Cada cabeça ocupa um cubículo que só lhe permite levantar, comer e deitar.

Os animais em Esteio pouco têm a ver com os orientais. Os daqui são criados no campo. Somente os destinados ao abate ganham ração em confinamento, e suas carcaças desossadas alcançam 240 quilos. Os exemplares da Expointer não estão à venda. Se estivessem, custariam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil (fêmea) e de R$ 20 mil a R$ 23 mil (reprodutor). Na ponta do consumo, porém, há um alento: em São Paulo, lanchonetes já vendem hambúrgueres com carne de Wagyu por apenas R$ 24.

Fonte: Zero Hora
Crédito da foto: Divulgação