quarta-feira, 14 de novembro de 2012

EUA: veja a situação e projeções para a pecuária de corte em mais de vinte gráficos


Menor nível de produção de carne bovina dos Estados Unidos (2% a menos com relação ao ano anterior) e sua menor oferta resultaram em valores recordes para todas as categorias de reposição e também para a carne. O aumento da demanda doméstica, principalmente do foodservice, também suportou este aumento.
No mercado de boi gordo, apesar do menor nível de produção, a oferta per capita de carne bovina foi maior devido à menor exportação e à maior importação de carne bovina. Os preços do boi gordo ficaram em média 8% maiores que no ano passado durante os primeiros três trimestres de 2012 e alcançarão recorde para o ano.
A oferta per capita líquida de carne suína está estável em 2012, enquanto a de carne de frango caiu 3%. Apesar do maior valor do mercado do boi gordo, a margem média na terminação tem sido negativa neste ano devido aos custos recordes da reposição e do milho. Apesar das perdas e da baixa oferta de animais para reposição, o excesso de capacidade do setor de confinamento apoiou maiores valores do gado para engorda e dos bezerros.
Durante os primeiros três trimestres do ano, os preços do gado de reposição aumentou 15% e o de bezerro ficou em média 17% maior. Os maiores preços são encontrados no gado para ser confinado, que darão suporte de preços para o mercado de reposição durante o quarto trimestre.
Os preços do milho permaneceram elevados devido à seca nesse ano. Os preços em Omaha, Nebraska ficaram em média de US$ 6,88/bushel nos primeiros nove meses de 2012, comparado com US$ 6,90 por bushel nos primeiros nove meses de 2011. Com a relação estoque-uso (stocks-to-use ratio, que mede a relação entre oferta e demanda de commodities) estreita e a necessidade de atender a  demanda, as previsões para o valor do milho permanecem historicamente altas em 2013.
O abate total de bovinos em 2012 está 4% menor que no ano passado, com o abate de vacas leiteiras aumentando 6% e o de gado de corte caindo 12%. Além disso, uma alta porcentagem de novilhas continua sendo confinada (37% dos animais confinados são novilhas nos dados do CattleFax). Essa combinação, apesar da redução no abate de gado de corte, poderia sugerir que o rebanho de corte total reduzirá em 2012. Apesar dos valores bem maiores dos bezerros, é improvável que a expansão do rebanho ocorra até que a forte seca termine.
As exportações de carne bovina caíram 12% até agosto de 2012 devido aos preços recordes de carne bovina nos Estados Unidos e a uma desaceleração econômica mundial. Houve declínio para a Coreia do Sul, Canadá e México, enquanto as exportações ao Vietnã, Japão, Hong Kong e Rússia aumentaram. As importações de carne bovina foram 13% maiores até agosto, com maiores compras da Austrália, Nova Zelândia, Brasil, México e Uruguai.
A previsão para importações permanece elevada devido aos valores da carne 90% magra, enquanto as exportações deverão aumentar em 2013 em comparação com 2012. Durante o quarto trimestre de 2012, a oferta total líquida de carne permanecerá estável (menor para carne bovina, maior para carne suína e estável para carne de frango). Em 2013, a previsão é de oferta menor de todas as proteínas em reposta ao valor recorde dos grãos.
O clima econômico deverá melhorar lentamente, permitindo que a demanda por carne bovina ganhe espaço.A previsão é de que a liquidação do rebanho de corte termine quando as condições de umidade melhorarem.
O abate de novilhos e novilhas (inspecionados pelo Governo Federal) foi de 19,19 milhões de cabeças, 4% a menos que no primeiro trimestre de 2011. Os níveis de abate deverão ficar em média 2% a 3% a menos que os níveis de 2011 durante o quarto trimestre desse ano.
O abate de animais adultos foi de 4,70 milhões de cabeças durante os primeiros três trimestres de 2012. O maior nível de abate de vacas leiteiras foi compensados pelo declínio do abate de gado de corte. Os níveis de abates estão altos o suficiente para sugerir que a liquidação está ocorrendo nos rebanhos de corte e de leite.
O abate semanal de gado ficou abaixo dos níveis do ano anterior. Os altos custos dos alimentos para animais com relação aos valores do leite impulsionaram maiores abates de gado leiteiro. Apesar dos níveis abaixo do ano anterior, o abate de gado de corte se manteve elevado devido à seca. Sazonalmente, os abates de gado alcançam o pico no quarto trimestre.
A produção total de carne bovina foi de 8,66 milhões de toneladas, 2% menor do que nos três primeiros trimestres de 2011. A previsão de produção de carne bovina é de que fique abaixo dos níveis do ano anterior no final de 2012. A previsão para 2013 é de níveis menores de produção comparado com 2012.
Até setembro, o peso de carcaça ficou em média 7,71 quilos mais pesado do que em 2011 e 9,07 quilos acima da média dos últimos cinco anos. O aumento do período de confinamento foi notado devido, em parte, à falta de lucratividade. A previsão é que o peso das carcaças permaneçam elevados em 2013.
A produção média semanal de carne bovina Choice caiu 2,8%, para 115,67 mil toneladas de jan a set/12 comparado com 2011 e aumentou em 3,6% comparado com a média dos últimos cinco anos. Houve menor número de gado com a classificação Choice.
A produção média semanal caiu 1,6%, para 222 mil toneladas durante os primeiros três trimestres de 2012 e caiu 1,8% comparado com a média dos últimos cinco anos. A previsão para produção de carne bovina é de queda de 2% durante o quarto trimestre. A produção deverá cair novamente em 2013.
A porcentagem de gado com classificação Choice durante os três primeiros trimestres do ano foi em média 62,5%, proporção menor comparada aos primeiros três trimestres de 2011, que teve uma média de 63,2%. Porém, maior se comparado à média dos últimos cinco anos, de 58,8%. O gado Choice será reduzido neste final de ano.
A porcentagem de gado com classificação Select ficou com média de 28,8%, mais que nos três primeiros trimestres de 2011, cuja média foi de 28,4%, mas menos que a média dos últimos cinco anos, de 31,5%. A porcentagem de Select aumenta sazonalmente no quarto trimestre.
A porcentagem de gado com classificação Prime foi de 3,2%, menos que os 3,4% durante os primeiros três trimestres de 2011 e mais que a média dos últimos cinco anos, de 2,8%. Com a menor produção de carne bovina premium e melhor nível do foodservice, os prêmios para a  carne Prime estão em níveis recordes.
A diferença de preços entre Choice-Select foi em média de US$ 17,11 por 100 quilos durante os primeiros três trimestres de 2012. Isso é US$ 5,86 por 100 quilos a mais que nos primeiros três trimestres de 2011. A menor produção de carne bovina Choice e a melhora na demanda do foodservice foi notada. Esses fatores resultaram na maior diferença, o que deve aumentar em 2013.
O número de animais confinados nos primeiros três trimestres de 2012 foi de 16,55 milhões de cabeças, 6% a menos que em 2011 e 2% a menos que a média dos últimos cinco anos. A previsão é que este número serão menores no quarto trimestre de 2012 em resposta à menor safra de bezerros, menor oferta de reposição e alto valor do milho.
A comercialização nos primeiros três trimestres de 2012 totalizou 16,784 milhões de cabeças, 3% a menos que no ano anterior e 1% a menos que a média dos últimos cinco anos. A previsão de vendas é que fique abaixo dos níveis do ano anterior durante o quarto trimestre de 2012 e começo de 2013 devido à menor população de gado para engorda.
O número de gado confinado em outubro foi previsto em 10,94 milhões de cabeças, 3% a menos que em 2011 e 1% a mais que a média dos últimos cinco anos. O gado confinado total deverá permanecer abaixo dos níveis do ano anterior durante o final de 2012 e a maior parte de 2013.
O preço das carnes foi maior durante os primeiros três trimestres de 2012, com o preço da carne suína e da carne bovina magra (com 50% de gordura) sendo exceção. A estabilização/melhora da economia e a menor oferta de proteína de forma geral suportaram os preços. A maior produção de carne suína está influenciando seu mercado. A escassa oferta de proteína continuará dando suporte aos preços em 2013.
Neste ano, o valor de todas as categorias animais e dos cortes de carne aumentaram em relação ao ano anterior. A principal causa tem sido o menor número de animais, menor produção de carne bovina e maior demanda por carne. No futuro, a oferta historicamente baixa de carne bovina e gado permanecerão. Isto, somado às expectativas por uma melhor demanda por carne bovina, dará suporte a maiores preços no longo prazo.
O preço do boi gordo foi 8% maior nos primeiros três trimestres de 2012 e ficaram em média em US$ 269,05 por 100 quilos. Os preços alcançaram recordes em 2012, devido à escassa oferta de carne bovina e melhor demanda doméstica. A previsão é que os preços se mantenham fortes no quarto trimestre.
A demanda por carne dos Estados Unidos permanece forte. Mesmo a queda de 12% nas exportações de carne bovina não é preocupante devido a rápida inflação de preços. A demanda dos Estados Unidos por carne bovina moída permanece forte. O crescimento das importações de gado virá principalmente do México.
O valor médio de exportação para a carne bovina dos Estados Unidos aumentou. Esse preço maior limitou o volume exportado. A situação global de carne bovina tem sido definida pela escassa oferta e maiores preços nos últimos 4 anos.
A importação de carne bovina continua alta com relação ao ano anterior, mas a taxa de crescimento está enfraquecendo no final do ano à medida que o maior abate de gado está fornecendo carne moída. As importações de carne bovina para 2012 deverão aumentar entre 9 e 12% comparado com 2011.
A importação de carne bovina tem correlação direta com o abate de vacas/touros do país. Pode-se ver no gráfico que com o abate de vacas declinando em 2012 e devendo continuar em 2013, a importação de carne bovina aumentará para compensar a menor ofertas de carne moída.
Em outubro, o relatório de produção agrícola dos Estados Unidos mostrou produção de milho de 533 mil de toneladas a menos, para 272 milhões de toneladas. Os preços do milho deverão se manter acima do ano anterior por causa da forte queda da produção. A produção projetada é de queda para níveis menores desde o ano comercial de 2006/07.
O preço recorde do milho e o crescimento de longo prazo no consumo global de proteínas tem sido apoiado pela maior produção no mundo. A produção mundial de milho menos a produção dos Estados Unidos deverá totalizar um recorde de 567 milhões de toneladas em 2012/13. A produção de milho dos Estados Unidos deverá cair para 32% do total mundial em 2012/13, o que denota uma queda com relação aos 36-43% estabelecido desde a década de noventa.
O nível estimado de estoque-uso (estoques finais projetados como uma porcentagem do uso total) declinou para 5,6% na estimativa de outubro do USDA, que é a menor projeção registrada para este mês. Os níveis projetados de estoque-uso deverão permanecer 5-6% nos próximos meses.
O preço futuro spot do milho está acima do ano anterior. O valor de US$ 7,75-US$ 8,00 por bushel é esperado para fornecer maior resistência e de US$ 7,00-US$ 7,25/bushel é esperado para fornecer suporte no início de 2013.
Fonte: CattleFax, traduzida e adaptado pela Equipe BeefPoint.

URUGUAY - Sobre el fin de semana se embarcarán 8.000 novillos para Turquía


Ya está esperando en el antepuerto el barco que en las próximas horas cargará una nueva tropa de novillos con destino a Turquía. En total serán 8.000 cabezas, integrada por terneros enteros y novillitos. Este volumen corresponde a dos negocios de igual número de empresas exportadoras al mismo destino y que se cargan en el mismo barco.
Seguramente el ganado se cargará entre el jueves y viernes de esta semana.
FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

Redução na oferta de bezerros deve elevar o preço da carne



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Preço da carne deve aumentar em cinco anos
Foto: Deurico/CapitalNews

O aumento de abates de fêmeas deve provocar uma escassez de bezerros a curto prazo no país. De acordo com produtores e representantes da pecuária no país, estima-se que a queda na produção de carne bovina será percebida em dois anos, segundo informações do site agrodebate.com.br. Até o momento, o preço atrativo para os compradores, sustenta o mercado.
Segundo o analista da Scot Consultoria, Alcides Torres, se confirmada a falta de animais para cria, os preços ficarão elevados a partir dos próximos cinco anos. Para o analista, a alternativa para que a produção de bezerros não fique escassa é o investimento em tecnologia e na utilização de áreas menos produtivas - como o Pantanal sul-mato-grossense, a região dos Pampas no sul do país e o semiárido do nordeste -, prática que já é realizados em países como os Estados Unidos e Austrália.
Porém, o aumento da produção de bezerros não deve vir da abertura de novas áreas por conta das restrições ambientais. Segundo o operador de mercados agrícolas, Leandro Bovo, apesar da cria ser o fator chave para e pecuária do futuro, é necessário haver um remanejamento da forma de remuneração para que o criador não se desestimule a produzir.
 

Fonte: Cecilia Koshiikene - Especial para o Capital News (www.capitalnews.com.br) 

Carnes acumulam receita cambial igual à do mesmo período de 2011

 Depois de apresentar resultados negativos durante parte do ano, a receita cambial obtida com a exportação de carnes registra ligeira reversão e, no acumulado dos 10 primeiros meses de 2012, apresenta variação positiva de 0,13%, o que, na prática, configura “empate técnico” com o que foi alcançado em idêntico período do ano passado.

Não foi o volume que afetou esse resultado, pois, entre janeiro e outubro, ele aumentou perto de 5% e superou os 5 milhões de toneladas (4,827 milhões de toneladas nos 10 primeiros meses de 2011). Em outras palavras, o que impede receita maior é o preço médio, inferior para, praticamente, todas as carnes (a única exceção, no período, ficou com a carne bovina industrializada).

De toda forma, a receita acumulada poderia ter sido ligeiramente superior não fosse a carne de frango puxar os resultados para baixo. A combinação, no período, de embarques praticamente similares aos do ano passado (expansão de apenas 1,39%) e a redução de mais de 6% no preço médio resultou em uma receita cambial quase 5% menor que a obtida entre janeiro e outubro de 2011, neutralizando os aumentos de cerca de 7% na carne bovina, de 4% na carne suína e de mais de 8% na carne de peru.


FONTE:Avisite / Redação

Crise argentina atinge até a carne bovina


Se o melhor uísque é escocês e o perfume francês, também não há dúvidas sobre a melhorcarne do mundo, a argentina. Pois a crise no país vizinho atinge também a carne bovina, conforme pormenorizada análise da brasileira Scot Consultoria, especializada em agropecuária. Citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Scot revela que, este ano, pela primeira vez na história, aArgentina não estará entre os dez maiores exportadores de carne bovina do mundo - setor atualmente liderado pelo Brasil . Até setembro, as exportações foram de 159,9 mil toneladas, com queda de 12,7% em relação a igual período de 2011. O total para 2012 - 170 mil toneladas - deverá ser o menor de uma década. Como no ano passado, a Argentina não deverá atingir a quota Hilton, ou seja, 12 mil toneladas da carne mais cara do mundo.
Scot Consultoria cita que a seca atingiu duplamente a pecuária, pois também a produção de grãos foi afetada, o que gera um segundo efeito negativo para a produção de carne e leite. No entanto, garante que o principal obstáculo é político. Lembra que, em 2006, o governo criou quotas de exportação - a pretexto de beneficiar o mercado interno e de evitar efeito inflacionário. Com isso, houve desestímulo à produção, o que é muito ruim, uma vez que o país passa porcrise cambial e precisaria da moeda forte obtida com vendas externas.
E também o consumo interno está em baixa. Na década de 80, o consumo per capita argentino era o maior do mundo em carne bovina, com 80 quilos por pessoas, e, em 2001, caiu para apenas 57,9 quilos por pessoa.
Em resumo, problemas não faltam para um dos países mais bonitos e potencialmente mais ricos do planeta. No século passado, a Argentina chegou a ser o quinto país mais rico do mundo. Em 1930, o PIB brasileiro não chegava a 70% do argentino. Hoje, a produção total do país vizinho corresponde a 17% da riqueza brasileira.
FONTE: EcoFinanças

Assocon: 8% dos confinamentos representaram 50% do total de animais confinados no país em 2011


Segundo levantamento da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), 877 unidades de confinamento somam capacidade estática de 2,7 milhões de cabeças e estão concentrados nas mãos de poucos produtores. No ano passado, apenas 8% das 849 propriedades que optaram por esse sistema de criação foram responsáveis por 50% dos 3,3 milhões de animais terminados em cocho em todo o país, aponta o estudo da entidade. “Esse é um padrão. Você tem muito boi em pouco confinamento”, afirma o gerente-executivo da Assocon, Bruno Andrade.
Batizado pela Assocon como o primeiro “censo” da atividade, o levantamento evidencia a distância entre pequenos e grandes produtores do segmento no país. Naqueles 8% que costumam representar a metade de todos os animais confinados, a capacidade estática média é de 35 mil cabeças, sendo que a maior propriedade do tipo no país pode abrigar 140 mil animais de uma vez só. Em contrapartida, os 92% restantes detêm uma capacidade estática média de mil cabeças. No levantamento da Assocon, o giro médio por propriedade foi de 1,2 vez a capacidade estática.
O gerente da Assocon reconhece que o universo de 877 unidades pesquisadas não é propriamente um censo, uma vez que só o cadastro da entidade tem 1,3 mil confinamentos. Muitos produtores não responderam os questionários feitos pela associação.
“O número deve ser maior que esses 1,3 mil, mas abaixo de 2 mil confinamentos”, diz Andrade, citando os confinamentos mais distantes e de pequeno porte que a entidade não conseguiu ter acesso. Se consideradas essas propriedades, o Brasil confina ao menos 4 milhões de cabeças ao ano, estima o executivo. O número é superior às projeções da própria Assocon. Neste ano, a entidade prevê que o Brasil confine cerca de 3,4 milhões de cabeças, mesmo patamar do ano passado.
Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Oferta de ações da Marfrig vai de 21 de novembro a 3 de dezembro



frigorifico
O frigorífico Marfrig divulgou hoje o edital da oferta pública de ações anunciada em 24 de outubro. Pelo edital, o frigorífico vai oferecer inicialmente 105 milhões de ações, quantia que poderá ser ampliada em 21 milhões de ações em lote adicional e em mais 15,750 milhões em lote complementar, somando 141,75 milhões de ações. Pelo valor atual, de R$10,73, essa quantia de ações equivaleria a R$ 1,520 bilhão. Os valores serão destinados principalmente para alongar a dívida da empresa.
Para o varejo, as reservas irão de 21 de novembro a 3 de dezembro. A empresa reservou 10% a 15% das ações para o varejo.
Um dia antes do anúncio, em outubro, o papel da empresa caiu 9,75%, a maior perda do Índice Bovespa, com boatos de mercado de que a Marfrig faria uma oferta de ações. A operação dilui a participação dos atuais acionistas ao aumentar o número de papéis em circulação.
Segundo o comunicado, a empresa fez o pedido de registro da oferta pública de ações à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). A oferta será primária, ou seja, de novos papéis. Segundo o fato relevante, a empresa espera que a BNDESPar, braço de participações do BNDES, converta as debêntures que possui em ações da empresa. A estimava é de que o BNDES tenha cerca de R$ 2,5 bilhões em debêntures do Marfrig  e converta a maior quantia possível.
“Será vantagem, pois a debênture no vencimento, em 2015, permitiria a conversão em ações por um preço de R$ 24,50, e hoje a oferta deve sair perto do preço de mercado, de R$ 10,00”, afirmou Roberto Amstalden, sócio da consultoria Empiricus.
A Marfrig terminou o terceiro trimestre com um lucro de R$ 10,415 milhões, para um prejuízo de R$ 540 milhões no ano passado. Recentemente, concluiu a compra da marca e dos ativos da Seara e anunciou a contratação de um executivo da Cargill, Sergio Rial, para a área.
Outra empresa do setor, o frigorífico Minerva, anunciou também uma oferta de ações para alongar o perfil de sua dívida.
FONTE: ARENA DO PAVINI

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SEAPA-RS divulga dados do levantamento pecuário 2012 do RS


Fonte: SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA E ESTATÍSTICA
Levantamento Pecuário 2012
Levantamento Pecuário 2012 - Foto: SEE/DDA/SEAPA-RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA-RS) divulgou através do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) o levantamento populacional animal dos rebanhos do Rio Grande do Sul, relativo ao ano de 2012. Este levantamento toma como base, as informações fornecidas pelos produtores rurais nas Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZ) de todo o Estado, a partir da declaração anual de rebanho.
A consolidação dessas declarações prestadas pelos produtores rurais é realizada pelos fiscais estaduais agropecuários da Secretaria, com o auxilio do Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), programa desenvolvido pela Procergs, que permite que todas as informações relativas aos saldos animais, desde o nascimento e movimentações (de entrada e saída da propriedade) sejam lançadas e controladas de maneira on-line.
Neste ano, as declarações dos cerca de 400 mil produtores rurais do Estado foram lançadas diretamente no SDA, que são posteriormente analisadas de maneira quantitativa pelo Sistema de Análises de Negócios (SAN), também desenvolvido pela PROCERGS.  O DDA/SEAPA-RS planeja que nos próximos anos, os lançamentos das declarações sejam feitas diretamente pelos produtores rurais de maneira eletrônica, através do “produtor on-line” já disponível para acesso pelos produtores rurais pelo site da SEAPA-RS (http://www.agricultura.rs.gov.br/)
De acordo com o fiscal estadual agropecuário Diego Viali dos Santos, do Serviço de Epidemiologia e Estatística (SEE) do DDA/SEAPA-RS “com as informações do levantamento pecuário agropecuário é possível realizar a análise da evolução dos dados lançados nos anos anteriores, das principais espécies existentes no RS, ter o conhecimento da caracterização da produção de cada espécie, além de ter informações por faixa etária e sexo em cada um dos 496 municípios do RS. Ou seja, é possível fazer uma verdadeira radiografia do panorama da população animal no RS”.
O levantamento pecuário 2012 está disponível no site do DDA/SEAPA-RS para consulta e informações mais específicas, quanto aos dados populacionais das espécies no RS, podem ser solicitadas pelo e-mailestatística@agricultura.rs.gov.br.

Confira a entrevista com Alex Santos Lopes da Silva - Analista de Mercado - Scot Consultoria


Boi: grandes frigoríficos continuam abastecidos até o final do mês mas oferta começa a reduzir em SP. Tudo indica que teremos um início de dezembro já com oferta menor de animais terminados e demanda aquecida para as festas de final de ano

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

COTAÇÕES

 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 12/11/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 09/11/2012 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,20R$ 6,19
KG VivoR$ 3,10R$ 3,10
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,96R$ 5,92
KG VivoR$ 2,83R$ 2,81
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Principais indicadores do mercado do boi – 12-11-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,10%, nessa sexta-feira (9) sendo cotado a R$97,89/@. O indicador a prazo foi cotado em R$99,12.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,18%, e foi cotado a R$720,30/cabeça nessa sexta-feira (9). A margem bruta na reposição foi de R$894,89 e teve valorização de 0,04%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (9), o dólar foi cotado em R$2,05 com valorização de 0,76%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,65% sendo cotado a US$47,73. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 09/11/12
O contrato futuro do boi gordo para Dez/12 teve desvalorização de R$0,20 e foi negociado a R$99,60.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dez/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,48. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$1,41 e sua variação teve alta de R$0,10 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Carne Pampa® bate recorde histórico em abate certificado


Neste mês de outubro o Programa Carne Certificada Pampa® registrou o abate recorde desde o início de sua existência. Ao total foram certificados 6.082 animais nas 5 plantas certificadas: Frigorífico Silva (Santa Maria) e Marfrig (Alegrete, Bagé, Capão do Leão e São Gabriel).

Para o Gerente do Programa, Guilherme Dias “este número de animais realmente é muito expressivo e já estávamos esperando este movimento de final de não, que historicamente são os melhores meses de abate certificado. Com isso já superamos o número de animais certificados dos anos passado e devemos chegar próximo dos 55mil animais certificados este ano, um crescimento de 44% em relação ao ano passado”.

Até Outubro o Programa já abateu 42.884 animais certificados, 37% superior ao mesmo período do ano passado.
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

28ª Feira de Terneiros é finalizada com mais de dois milhoes de reais comercializados


Número de animais inscritos surpreendeu organizadores

Pista limpa em remate que se destacou pela qualidade dos animais
Pista limpa em remate que se destacou pela qualidade dos animais
Crédito: Folha do Sul Gaúcho/Divulgação
 A 28ª Feira de Primavera de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas encerrou no grande remate realizado na última sexta-feira, dia 09, com números e aspectos que lhe conferem um caráter histórico. Na edição deste ano, a feira surpreendeu os organizadores já nas inscrições, que tiveram que ser canceladas antes do prazo marcado; com 3 mil animais inscritos, superlotaram as mangueiras do Parque de Exposições do Sindicato e Associação Rural de Bagé.
Conforme disse o presidente do núcleo, Cesar Piegas, “as feiras de primavera, geralmente, são menores em número de animais, se comparadas as de outono, a deste ano, surpreendeu a todos nós". Creditamos essa grande oferta à necessidade do produtor em esvaziar os campos para a cultura da soja, comentou Piegas. O alto padrão de qualidade dos lotes, também foi destaque nesta feira, afirmou.
Após a entrega de prêmios aos lotes campeões, aconteceu o remate, que se estendeu até o final da noite de sexta-feira. Com pista limpa, o remate chegou ao final com 2.200 mil reais comercializados. As médias de preços ficaram em R$ 3,63 para machos, R$ 3,26 para fêmeas e R$ 3,01 para as vaquilhonas. O lote premiado como Campeão Macho, de propriedade de Zélio Teixeira Dias, de Pedras Altas, teve média de peso de 340 kg. Já o lote de maior valor comercializado com média de 353 kg por animal, propriedade de Jorge Marques, Estância Santa Luzia, chegou ao preço de R$ 1.140,00 por animal comercializado e R$ 4,28 por quilo. Este lote foi comercializado para Estância Santa Luzia.

FONTE: JORNAL FOLHA DO SUL

URUGUAY . Novillo Charolais/Hereford Mejor Res del concurso Cuota 481


FONTE: TARDAGUILA AGROMERCADOS

La media res del novilla cruza Charolais/Hereford distinguida como la Mejor Res del Concurso Cuota 481.
Un novillo producto del cruzamiento de una raza continental y una británica resultó distinguido con el premio a la Mejor Res del primer concurso de ganados con destino a la Cuota 481. El cierre del certamen organizado por la Asociación Rural de Soriano y el frigorífico San Jacinto, que se unieron para celebrar los 120 años de la gremial y la industria su primer cincuentenario, no tuvo nada de nostálgico. Al contrario, durante toda la jornada predominaron las propuestas a la innovación.
Quizás lo único tradicional fue que se repitió en triunfo de la vieja cruza Charolais/Hereford, apretada la primera de las razas por las pocas áreas que quedaron disponibles para la ganadería en la región donde predominó la cría de esta genética francesa. Pero demostró que tiene condiciones para sacar “buen provecho” precisamente del hecho que le quitó espacio: la agricultura. Excelente argumento para darle más fuerzas a quienes predican las posibilidades que se plantean para la intensificación de la pecuaria, a través de la integración agricultura/ganadería.

La cucarda que acredita el primer premio para el producto cruza de razas continental y británica.

Otro elemento de tradición es que este novillo con base Charolais, ganador del primer concurso de la Cuota 481, fue criado por un De Boismenú, aunque es este caso corresponde a Alexis, un joven especializado en negocios de la banca internacional, que se genera espacio para continuar el trabajo que se reconoce a su progenitor, José J. De Boismenú. En su establecimiento La Legua se crió el novillo que se distinguió con el premio a la Segunda Mejor Res, en este caso un Charolais puro. Al recibir el premio, De Boismenú padre alentó a todos los invernadores a continuar apoyando estos concursos. Esto no es cuestión de razas y quizás habrá que plantearse si en el futuro deberá continuarse con los concursos en pie o solamente post mortem, pero lo valioso es que hay que participar todos los años, para seguir aprendiendo, enfatizó. Porque aún en un caso que hubo solo dos lotes, el concurso dejó enseñanzas, dijo con el crédito que le otorga haber participado en más de 30 ediciones.
Otro histórico en los concursos de novillos, el jurado Dr. Luis Castro, con apenas una ausencia durante tres décadas, alentó a sacar provecho de las nuevas herramientas que dispone la ganadería para continuar innovando y mejorando. No omitió la referencia a las posibilidades que ofrece la disponibilidad de granos —que se reflejaron durante el período de terminación desarrollado en el feed lot Il Tramontto— y a las acciones que deberán implementarse para lograr una calidad uniforme. Destacó la calidad de muchas carcasas e hizo ver —mediante un video— excesos de grasa que se observaron en algunos animales y faltantes en otros. Mostró cortes con marmoreos adecuados y planteó que seguramente la nueva herramienta que representa la trazabilidad permitirá retroceder inclusive hasta la genética capaz de producir la calidad de carne más valorada.

El trío de jurados, integrado por la Lic. Inés Horta, gerente de ventas de San Jacinto, el Dr. Luis Castro y el Dr. Fernando Rovira de INAC, junto a la res que premiaron como el mejor producto uruguayo para la Cuota 481.
Entre innovaciones y confirmaciones, un novillo Limousin, criado por Jaime Makinnon, recibió el premio al Mejor Rendimiento “Full Set” que refiere al mejor comportamiento de los 17 cortes comprendidos en la Cuota 481.
Resultados
Mejor Res del Concurso, Charolais/Hareford de Alexis Guynot de Boismenú, con rendimiento de 62% en 4ª balanza.
Segunda Mejor Res, Charolais de José Jorge G. de Boismenú, con 59,4% de rendimiento.
Tercer Mejor Res, Limousin, de Juan A. Echenique, 61,5% de rendimiento.
Mejor Rendimiento “Full Set”, Limousin, 59,8% de rendimiento, de Jaime Mackinnon.

domingo, 11 de novembro de 2012

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Apagão de bezerros





Apagão de bezerros

Analistas da pecuária de corte se reuniram na sexta-feira (9) em São Paulo para discutir tendências, desafios e ações que possam tornar a atividade rentável


Ameaças ao ciclo de criação da pecuária bovina de corte é o que não falta na atual conjuntura nacional. E podem, já a partir dos dois próximos anos, tornar o bezerro um produto escasso e numa visão mais pessimista, colocar em xeque o futuro da pecuária.

Com o intensivo abate de fêmeas, a baixa remuneração pelo bezerro e as pressões ambientais que impedem o avanço da atividade – vacas e suas crias são utilizadas na abertura de áreas – o ciclo da cria vem sendo penalizado e atualmente e desestimulando da atividade.

Para analistas, considerando o atual cenário, o apagão na oferta de bezerros já trará reflexos em preços para os próximos dois anos e reverberar pela pura e simples falta dos animais nos próximos dez.

Independente de ciclos da atividade, que ora limitam a oferta de bezerro pelo intensivo abate de fêmeas motivado pela falta de liquidez do pecuarista, e ora pela falta de pasto por pragas ou seca, hoje, o bezerro está valendo menos do que deveria. “Abatendo fêmeas como estamos fazendo, só estamos ampliando o intervalo das crias, tornando o cenário ainda mais factível”, alerta o analista da Scot Consultoria, promotora do evento “A pecuária de corte no divã dos analistas”, Alcides Torres. O assunto repercutiu muito entre convidados e participantes. No acumulado de 2012, por exemplo, 45% de todo bovino abatido no Brasil foram fêmeas.

Em Mato Grosso, detentor do maior rebanho de bovinos do Brasil, a expectativa é de que a escassez comece a remunerar o pecuarista que se dedica à cria, já no próximo ano. O Estado, que segue a tendência nacional de eliminação das vacas, está comercializando o bezerro por cerca de R$ 650 quando deveria estar valendo pelo menos mais R$ 100.

O analista Flávio Abdo foi claro ao afirmar que a luz amarela para a criação de bezerros está acesa. “Existem regiões onde já há falta de bezerros e nos perguntamos de onde poderemos importar”. Conforme Abdo, representante da fazenda Conforto, há informações de já existem locais onde há falta desses animais.

Para Gustavo Aguiar, analista da Scot Consultoria, a situação pode piorar. “A procura será crescente. O criador mais especializado irá sobressair”.

O representante da fazenda Santa Bárbara, Fábio Dias, aponta que a cria é muito mais difícil do que a recria e engorda. “A dependência tecnológica é muito grande. O nível atual de rentabilidade ainda não a torna atrativa”.

Independentemente de mercado e da vocação do pecuarista para esta etapa um outro grande gargalo merece atenção em relação à oferta dos bezerros. Como destaca o analista do Cepea, Sérgio De Zen, o Brasil tem uma menor produtividade de vacas, em relação a outros importantes players do segmento. “Para cada 100 vacas temos o menor índice de produtividade, 60 animais. Na Austrália são 80”. 

Número de inscrições surpreende organizadores da Feira de Terneiros de Bagé

Piegas afirmou que esta foi a maior de todas as já realizadas na primavera

Graciela Freitas/Especial JM

Qualidade e sanidade: fatores que chamaram a atenção dos jurados



Durante todo o dia de ontem, os integrantes do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Bagé estiveram envolvidos com a 28ª Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas, no Parque de Exposições Visconde de Ribeiro Magalhães, da Associação e Sindicato Rural de Bagé.
Três mil animais foram inscritos, surpreendendo os organizadores, conforme relatou o presidente do núcleo, César Piegas. “As feiras de primavera, geralmente, são menores em número de animais, se comparadas às de outono, mas a deste ano foi atípica, surpreendendo a todos nós, pois tivemos de negar algumas inscrições devido à falta de estrutura física para acomodar os animais, uma vez que todas as mangueiras ficaram lotadas”, disse ele.
O presidente também comentou sobre o alto padrão de qualidade dos lotes, que foram julgados pelos médicos veterinários José Carlos Pegas, Maurício Ferreira e José Honório Dias. “Duas coisas podem ser destacadas nesta feira, além do número de animais inscritos: qualidade e sanidade. Todos os lotes foram rigorosamente avaliados pelos técnicos do núcleo, chamando a atenção por esses dois fatores. Quem ganha com isso são os compradores”, afirmou.
Após a entrega de prêmios aos lotes campeões, aconteceu o tradicional remate que se estendeu até o início da noite.

Estudante de doutorado
Buscando dados para sua tese de doutorado, o médico veterinário e estudante Matheus Dill, da UFRGS, esteve em Bagé, durante a feira de terneiros, objeto de seu estudo, para avaliar os lotes participantes.
A pesquisa envolve a coleta de dados nas principais feiras de terneiros de Rio Grande do Sul, com o objetivo de identificar os fatores que podem influenciar o preço do terneiro. “A análise é feita nas mangueiras e durante o remate”, explica ele. 
Dill afirma, ainda, que os animais da feira de Bagé apresentaram uma boa conformidade nos lotes, além de excelente condição corporal.

Resultados do julgamento
**********************
Lote campeão macho – Mangueira 105 – Brinco 109 
Produtor: Zélio Dias
Lote campeão fêmea – Mangueira 162 – Brinco 149 
Produtor: Marlo Coelho
Melhor lote de primavera machos – Mangueira 105 – Brinco 109
Produtor Zélio Dias
Melhor lote outono machos – Mangueira 124 – Brinco 11
Produtor: Alfreda da Cunha Pinheiro
Melhor lote de primavera fêmeas – Mangueira 133 – Brinco 153
Produtor: José Lopes Neto
Melhor Lote Outono Fêmeas – Mangueira – 151 – Brinco 125
Produtor: Eurico Cléber Paiva
Reservado melhor lote da feira – Mangueira 67 – Brinco 99
Produtor: Zélio Dias
Melhor lote vaquilhonas – Mangueira 162 – Brinco 149
Produtor: Marlo Coelho
Melhor lote produtor estreante – Mangueira 105 – Brinco 109
Produtor: Zélio Dias

FONTE: MINUANOONLINE

Carta Boi - A queda argentina





A Argentina sempre figurou entre os principais exportadores de carne bovina do mundo, porém, perdeu de espaço no mercado internacional. Durante as décadas de 60 e 70, esteve entre os três principais exportadores mundiais. Na década de 80, integrava o grupo dos cinco líderes em exportações do produto, também em função da ascensão de países europeus e da Austrália. Da década de 90 em diante, esteve entre os dez principais. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) para 2012 é de que os argentinos fiquem com a décima primeira colocação, pela primeira vez em 50 anos fora dos dez principais exportadores mundiais.

De janeiro a setembro, a Argentina embarcou 159,9 mil toneladas de carne bovina, segundo informações do Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA, sigla em espanhol). Esse volume é 12,7% menor em comparação com o mesmo período de 2011. É também o menor volume embarcado pelo país dos últimos dez anos, na comparação do período acumulado. A retração em relação ao volume médio anual exportado neste período é de 41,6%.

A previsão do USDA para as exportações de carne bovina da Argentina é de que fiquem ao redor de 170 mil toneladas em 2012. Para 2013, a previsão é de crescimento de 5,9% sobre 2012, ficando em 180 mil toneladas. Em ambos os anos o país não estará entre os dez principais exportadores mundiais de carne bovina.

Este ano existe a possibilidade de o país não cumprir a cota Hilton, de 12 mil toneladas. As exportações da cota Hilton sempre foram cumpridas em sua totalidade nas últimas três décadas. No ano passado, faltaram 2,2 mil toneladas para cumprir a cota.

A produção agrícola argentina, assim como a pecuária, foi afetada pelo clima. O país passou por períodos de forte seca em 2011 e 2012, que reduziu a produção de grãos, as área de pastagens e encareceu os custos de produção, principalmente do confinamento. Mas o principal entrave às exportações de carne bovina, e à produção pecuária do país, são as políticas governamentais. Desde 2006 o governo argentino, sob o argumento de aumentar a oferta de carne bovina a preços acessíveis no mercado doméstico, implementou cotas para exportar. Por alguns meses o país ficou impedido de exportar devido ao bloqueio imposto pelo governo.

Interferências desse tipo geraram impactos negativos em todos os elos da cadeia pecuária. O rebanho bovino argentino, que em 2006 era de, aproximadamente, 60 milhões de cabeças, atualmente está em 48 milhões de cabeças, forte redução de 20,0% e composta majoritariamente de fêmeas, segundo dados do Ministério da Agricultura da Argentina. De acordo com a Confederação de Associações Rurais da Terceira Zona do país, a Argentina poderá voltar a possuir rebanho semelhante ao que tinha em 2006 apenas em 2018.

Em 2010, segundo dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (CICCRA, sigla em espanhol), os abates atingiram 11,8 milhões de cabeças e a produção de carne chegou a 2,6 milhões de toneladas. No ano anterior esses volumes foram superiores devido ao forte abate de fêmeas. Esta situação provocou um aumento de até 120% no preço da carne no varejo, desde o final de 2009 até a data atual. Com isso, o consumo per capita anual caiu de 69 para 58 quilos em 2010. Atualmente está em 57,9 quilos por habitante, queda de 7,7% em relação à média dos últimos dez anos, cujo consumo era de 62,4 quilos por habitante. No início da década de 80 o consumo per capita da população argentina era de 80 quilos.

Na indústria frigorífica, o impacto das ações do governo foi grande. A quantidade de frigoríficos listados pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (SENASA, sigla em espanhol) caiu 65% nos últimos cinco anos. Aproximadamente 12 mil postos de trabalho deixaram de existir na indústria frigorífica argentina nos últimos seis anos.

Após anos difíceis, entretanto, a pecuária argentina vislumbra um feixe de luz no fim do túnel. Os preços pagos ao produtor estão, em média, 5,8% mais altos no acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, por outro lado, o preço pode estimular o produtor a liquidar seu rebanho e ceder a área destinada à pecuária para o cultivo de grãos, considerando os bons preços dos grãos e as dificuldades que o pecuarista encontra no país, que parecem longe de ter fim. A contração da área de pastagem também pode dificultar a recuperação do tamanho do rebanho argentino.

Dados recentes do IPCVA relacionados ao terceiro trimestre deste ano indicam evolução nos abates, maior produção de carne, além dos melhores preços pagos ao produtor e um ligeiro aumento no consumo doméstico. Os abates de fêmeas estão em patamares menores em comparação com o período de janeiro a setembro de 2011, o que pode ser visto como um sinal positivo rumo à recuperação da atividade.

A situação na Argentina claramente desestimula o investimento na atividade. As medidas do governo, nos últimos seis anos, reduziram o rebanho bovino, desempregaram pessoas, afugentaram investimentos, tiraram o país do rol de principais exportadores do mundo,  e aumentaram o preço da carne para o consumidor interno, reduzindo assim o consumo. Bastaram seis anos para acabar com o trabalho construído ao longo de décadas. Se o objetivo era frear a pecuária argentina, este foi atingido.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Touro da Fazenda São João é destaque no leilão CP CRV Lagoa 2012 sendo valorizado em R$ 84 mil.




Neste sábado (10 de novembro) ocorreu o 6° Leilão CP CRV Lagoa e foram ofertados os touros superiores na prova do Centro de Performance 2012.
Na raça Angus foram ofertados 9 reprodutores de aproximadamente 12 meses e a média obtida foi de
R$28.400,00. A prova contou com 48 tourinhos Angus recriados em confinamento da desmama ao ano.

Especial destaque aos 03 touros já contratados pela CRV Lagoa que obtiveram maior valorização.

Lote 7 – Capané TE07 (de Fazenda São João), vendido 50% por R$ 42 mil (valorizado em R$84 mil).
Lote 1 – HR Nicolas L 47 (de Luis Henrique Campana Rodrigues), vendido por R$ 72 mil;
Lote 3 – Canaã 582 (de Neilor Antonello e Jaime Zugman), vendido por R$ 39,6 mil;

Os três reprodutores estão no grupo de líderes da prova e ingressaram no leilão já com a posição de touros contratados pela central para coleta de sêmen.

O animal mais valorizado, CAPANÉ 07 BOSTON TOTAL TE 195 (HBB O152095) foi enviado pela Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha através da Fazenda São João (Cachoeira do Sul, RS).
Capané 07 além de ficar no grupo ELITE da prova também obteve a seguinte posição:

- Número 1 DEP Área de Olho de Lombo (AOL),
- Número 1 DEP Musculosidade;
- Numero 1 DEP Precocidade.

O touro alcançou esta valorização pelo seu desempenho no CP 2012, muito bom fenótipo e genealogia (TC Total, OCC Headliner, Rito Westind). Esta combinação de características é importante para um touro de central: Provas Zootécnicas, Tipo ou fenótipo correto e Pedigree consistente. O investidor neste animal foi o Sr. Jorge Luiz Caixeta da Cunha (Uberlândia, MG).

Este reprodutor é fruto dos programas de Transferência de Embriões (TE) realizados pelo Med. Vet. Dimas Correa Rocha e a sua criação ocorreu na Fazenda São João (Cachoeira do Sul). A Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha fecha a participação no CP 2012 muito satisfeita, pois enviou 3 animais e 2 destes ficaram no grupo superior e participaram do leilão. O reprodutor Capané 09 Broto TE198 foi vendido por R$ 9.600,00. Capané 09 é filho de Bruto (reprodutor também produzido pela Assessoria e contratado pela CRV em 2010).

Os resultados finais da raça Angus CP CRV LAGOA 2012 estão em:
http://www.assessoriaagropecuaria.com.br/index.php?secao=agendaEventos&mostraConteudo=130

Maiores informações sobre o CP CRV LAGOA 2012 estão em:
http://www.crvlagoa.com.br/cpcrvlagoa.asp

Fonte: Assessoria Agropecuária.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Boi gordo: mercado firme e especulado


Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta quinta-feira (8/11), em São Paulo, a cada dia surgem ofertas maiores de compra por parte dos frigoríficos. Há quem pague R$100,00/@ à vista, embora este preço não seja referência.

Grande parte das indústrias compram boiadas para terminar os abates da próxima semana.

São Paulo talvez seja a praça do Centro-Sul onde a situação de compra é mais confortável. A oferta de boiadas dos estados vizinhos, que soma aos negócios no mercado a termo e de confinamentos próprios, favorece esta situação.

Das praças vizinhas a São Paulo, a arroba mais barata é a do Triângulo Mineiro, que está cotada em R$93,00/@, à vista, e R$95,00/@, a prazo.

Este cenário tem feito os compradores paulistas intensificarem as compras nesta praça.

No norte do país, o clima está seco e a dificuldade de compra é grande.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços de todas as peças se recuperaram, o que ajudou a dar mais força ao mercado do boi gordo.

Panorama semanal: em dólares, o boi gordo brasileiro está 20% mais competitivo no mercado internacional do que em nov/11


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou valorização de 0,97%, sendo cotado a R$97,61/@ na quarta-feira (7). O indicador a prazo foi cotado a R$98,68/@. Em trinta dias, o indicador valorizou 1,60%, quando em 3/out foi cotado em R$96,07/@.
O indicador bezerro à vista teve valorização de 0,43% e 1,38% na semana e em trinta dias, respectivamente, sendo cotado a R$718,98 nessa quarta-feira (7).
A margem bruta na reposição ficou em R$891,59 com valorização de 1,42% e 1,79% na semana e em trinta dias, respectivamente, quando estava calculada em R$891,59 em3/out. Observe no gráfico abaixo.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
O contrato futuro da arroba do boi gordo para dez/12 foi negociado a R$99,80 nessa quarta-feira (7) com valorização de R$0,28 em relação ao dia anterior.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e contratos futuros para nov/12
Comparando-se o indicador do boi gordo à vista em 7/nov com o vencimento do contrato futuro do boi gordo para dez/12, observa-se alta de 2,24% no valor da arroba negociada, de R$97,61 para R$99,80 em dez/12.
Entre os contratos futuros negociados para nov/12 e dez/12 observa-se alta de 0,16%, de R$99,64 para R$99,80.
Gráfico 3. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e preço negociado dos contratos futuros da arroba do boi gordo de nov/2012 a abr/2013
O dólar comercial fechou a R$ 2,03 (PTAX compra) nessa quarta-feira (7), com valorização de 0,03% em uma semana. Em 30 dias, teve leve valorização de 0,02%. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares teve alta de 0,94% na semana, sendo calculado em US$48,03/@ na última quarta-feira (7).
Gráfico 4. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
No atacado paulista, o equivalente físico teve valorização de 1,79% e foi calculado em R$ 96,48/@ na última quarta-feira (7). O spread (diferença) entre o indicador de boi gordo e equivalente físico foi de R$1,13/@, com baixa de R$0,75 na semana e alta de R$1,60 em 30 dias.
Tabela 2. Atacado da carne bovina
Gráfico 5. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista e equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Crise dos grãos: preços das carnes aumentam 50% neste ano



Os preços das carnes no varejo subiram quase 30% neste ano e devem continuar em linha ascendente até dezembro, totalizando 50% de majoração no período. Esse é o efeito mais visível da crise de encarecimento da nutrição animal que assola as cadeias produtivas da avicultura, suinocultura e bovinocultura no Brasil.

Ao fazer esta avaliação, o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, estima que desde o início da crise dos grãos até o encerramento do ano, a proteína animal registrará crescimento nos preços na ordem de 50%. “Não se trata de lucro, mas de transferência de custos”, ressalva.

A crise está instalada há oito meses e o quadro permanece inalterado. A disparada nos preços dos principais insumos (soja e milho) encareceu fortemente a produção de carnes de aves e suínos no Brasil e ameaça derrubar a competitividade do setor neste ano. O dirigente realça que em face do forte encarecimento da soja nos mercados nacional e mundial, as previsões para 2013 são de redução da produção ou crescimento vegetativo, com inevitável aumento do preço dos alimentos cárneos no mercado doméstico e exportação.

O cenário de grãos com preços elevados persistirá até a próxima safra. “As commodities saltaram para um novo patamar de preços e, como existem contratos de aquisição firmados já para a próxima safra, é bastante provável que os preços continuarão altos”, coloca Ávila.

Os preços de soja, farelo de soja e milho não crescerão mais nesse período, mas se manterão elevados. O presidente do Sindicarne acredita que não há mais espaço para aumentos em função da safra já comercializada, entretanto os valores se manterão nos atuais níveis ou com uma leve queda.

O temor do setor é que muitos frigoríficos de pequeno e médio porte ficaram fragilizados e ameaçados de desaparecer em conseqüência dessa crise. Para evitar isso, o Sindicarne trabalha para a criação de um fundo de aval junto ao Governo Federal, visando facilitar o crédito para financiamento do capital de giro e minimizando o impacto nas empresas.

Ávila continua insistindo em um plano estratégico de longo prazo, no qual a logística multimodal será ponto fundamental para manter a competitividade do Estado de Santa Catarina. Na avaliação do Sindicarne, as medidas que devem ser tomadas para evitar a repetição desse quadro de superencarecimento dos grãos não devem ser casuísticas.

Santa Catarina tem mais de 17.000 suinocultores e avicultores integrados às agroindústrias produzindo num setor que emprega diretamente 105 mil pessoas e, indiretamente, mais de 220 mil trabalhadores. O setor no País se desenvolveu copiando o modelo de parceria produtor/indústria implantado em Santa Catarina a partir do início dos anos 70.

FONTE:Agrolink com informações de assessoria