quarta-feira, 16 de julho de 2014

Confira previsões para o mercado mundial de carne bovina para o segundo trimestre de 2014| Estudo Rabobank

Oferta e demanda bem equilibradas
O mercado global de carne bovina está passando por uma situação de oferta e demanda relativamente equilibradas devido ao aumento da oferta direcionado pela seca na Austrália, produção temporariamente maior nos Estados Unidos e contínua forte demanda por carne bovina em importantes mercados importadores, como China e Estados Unidos.
As previsões para o terceiro trimestre para a carne bovina são muito positivas, com forte nível de preços previstos direcionados pela oferta limitada após o atual impulso da oferta, forte demanda de importação e altos preços de proteínas concorrentes, especialmente para carne suína devido ao vírus da diarreia epidêmica suína (PEDv).
Os curingas são as chuvas, que são chave para a oferta da Austrália e, a uma extensão menor, Estados Unidos e Brasil, e os consumidores, que serão chave para a aceitação de níveis maiores de preços.
A disponibilidade de bovinos para engorda, bem como os maiores custos de produção, limitarão a expansão em todo o mundo em 2015, suportando uma forte previsão para produtores primários, em contraste com as contínuas circunstâncias apertadas para os processadores.
Perspectivas globais
O mercado global de carne bovina ganhará novamente seu momento positivo no terceiro trimestre, uma vez que a oferta atual, temporariamente maior, trabalhou através do sistema. Isso provavelmente suportará mais fortalecimento dos preços – resultando das ofertas mais escassas de proteínas concorrentes, especialmente carne suína, devido à PEDv – no final de 2014 (Figuras 1 e 2).
Rabobank T2 - Fig 1
Rabobank T2 - Fig 2
Os principais curingas para o começo desses desenvolvimentos positivos são as chuvas na Austrália e, a uma extensão menor, nos Estados Unidos e no Brasil, onde a continuação da seca pressionará mais bovinos no sistema, o desenvolvimento das importações da Indonésia durante as festividades do Ramadã de julho e as importações chinesas para a alta temporada no final de 2014. Além disso, os preços relativamente altos podem resultar nos consumidores se voltando à carne suína e de frango.
Os contínuos fundamentos positivos do mercado serão positivos para as margens dos produtores. Entretanto, em prazo mais longo, a provável menor disponibilidade de bovinos para engorda e os altos custos de produção poderão limitar o possível lado positivo. Para os processadores, a atual estabilização dá a eles espaço para retomar margens, mas as previsões são menos positivas devido à aproximação da oferta escassa na maioria das regiões produtoras.
Nos Estados Unidos, as maiores colocações de animais em estabelecimentos de engorda ocorrendo entre setembro e fevereiro começaram a entrar no mercado. Isso continuará até agosto, quando as ofertas deverão se estreitar e os preços se recuperar.
Na Austrália, o impulso da oferta induzido pela seca continuará até que as chuvas tenham melhorado as pastagens suficientemente para começar a reconstrução do rebanho. Até então, a oferta será firme e os preços ficarão sob pressão. No Brasil, a oferta aumentou após condições sazonais difíceis no primeiro trimestre, que apoiou um forte crescimento, apesar das barreiras devido à descoberta de um novo caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) durante o segundo trimestre. Com um forte crescimento nas exportações, de 15% em 2014, e a Copa do Mundo em progresso, os preços permanecerão altos.
As importações da China continuam crescendo, mas o aumento de 380% registrado no ano passado subjugou um aumento ainda muito forte de 34,2% entre janeiro e abril. O declínio, comparado com o ano anterior, é principalmente resultado da forte disponibilidade de carne suína. Apesar de um certo enfraquecimento, os preços da carne bovina no varejo ainda estão 12% maiores com relação ao ano anterior, o que é notável à medida que o segundo trimestre é um período de baixo consumo. As importações suficientes de bovinos vivos da Indonésia resultaram em uma situação de oferta e demanda equilibrada estabilizando os preços, que prevenirão um aumento nos preços da carne bovina como ocorrido no terceiro trimestre de 2013, apesar do começo do mês festivo em julho. O aumento nos bovinos vivos da Austrália e as maiores importações de carne bovina ajudaram a reduzir os preços varejistas da Indonésia.
Perspectivas regionais
Estados Unidos
Depois de explodir em níveis recordes de preços durante o primeiro trimestre, os mercados de bovinos e carne bovina dos Estados Unidos retrocederam um pouco durante o segundo trimestre. Os preços do boi gordo alcançaram o pico na última semana de março em um alcance de US$ 335,00 por 100 quilos para US$ 339,50 por 100 quilos e caíram para um nível ainda recorde de US$ 317,50 por 100 quilos a US$ 322 por 100 quilos para o segundo trimestre até agora (Figura 3). Os preços caíram devido aos níveis de produção, mantendo-se na parte alta das últimas projeções com alguma desaceleração nos gastos dos consumidores em reação aos preços mais altos.
Rabobank T2 - Fig 3
Daqui para frente, a pressão sazonal sobre os preços está começando a pesar sobre o mercado junto com expectativas de que mais boi gordo estará chegando ao mercado em breve.  As colocações de bovinos para engorda para o período de setembro a fevereiro foram de 563.000 cabeças a mais que no ano anterior, com o maior aumento em janeiro e fevereiro. Dados os esperados 175 dias em engorda, as ofertas de boi gordo durante o verão deverão ficar acima dos níveis do ano anterior, com o peso vindo em julho e agosto.
As projeções anteriores de preços foram para uma baixa no verão dentro do alcance de US$ 304,24 por 100 quilos a US$ 313 por 100 quilos.
Até agora nesse ano, os abates de novilhos gordos ficaram apenas 1% abaixo dos níveis do ano anterior, os abates de novilhas caíram em 7%, mostrando o começo da retenção de novilhas, para um declínio combinado nos abates de animais gordos de 3%. Pelo menos para o período e comercialização do verão, o Rabobank espera ver taxas semanais de abates de animais gordos muito mais próximas dos níveis do ano anterior – potencialmente excedendo esse nível por um breve período. Uma vez que a oferta de boi gordo no verão é trabalhada através do sistema, as ofertas deverão cair e os preços se fortalecerão durante o quarto trimestre de 2014 e primeiro trimestre de 2015.
Até agora, os abates de bovinos de corte e leiteiros caiu em 12% e 11% com relação ao ano anterior, respectivamente, mostrando que os operadores de cria dos Estados Unidos pararam de liquidar fêmeas e estão retendo o rebanho de fêmeas. Tornando essa retenção ainda mais impressionante está o fato que ocorreu com a continuação das condições de seca em grande parte das áreas de produção de cria. Atualmente, 52% dos bovinos de corte e 47% dos bovinos leiteiros dos Estados Unidos estão localizados em áreas com condições de seca.
No momento em que esse relatório foi escrito, houve certas chuvas gloriosas em algumas das áreas mais secas – principalmente Texas, Oklahoma, Novo México e Colorado. Infelizmente, as áreas de seca na Califórnia, Kansas e Nebraska ainda precisam receber alguma precipitação significativa. Embora as atuais chuvas estejam fornecendo uma ajuda tremenda, o clima seco geral continua.
Os preços dos bovinos e bezerros de engorda continuam pressionados em níveis recordes, no alcance de US$ 441 a US$ 463 por 100 quilos, US$ 143,30 por 100 quilos a mais que no ano anterior, sem redução nos preços até agora (Figura 4). Sazonalmente, os preços dos bovinos para engorda terão uma correção modesta de preços em maio, antes de aumentar do meio de junho até agosto, inevitavelmente resultando em uma maior volatilidade de preços.
Rabobank T2 - Fig 4
Austrália
Os abates totais de bovinos australianos durante os primeiros quatro meses de 2014 aumentaram em 12% com relação ao ano anterior devido às condições de seca em Queensland e às más condições no norte de New South Wales. O contínuo fluxo de bovinos viu um extra de 337.000 cabeças abatidas nos primeiros quatro meses de 2014, comparado com os abates historicamente altos registrados no mesmo período de 2013 (Figura 5).
Rabobank T2 - Fig 5
Apesar dos altos volumes de processamento, os preços médios permaneceram acima dos níveis do ano anterior até abril e maio. O Eastern Young Cattle Indicator (EYCI), um índice que avalia os valores médios do gado no país aumentou em 15% ou 41,30 centavos de dólar por quilo durante abril a maio de 2014 comparado com o mesmo período do ano anterior, ficando em média em US$ 3,22 por quilo. Os preços de venda ficaram sobre severa pressão devido ao aumento da oferta, especialmente em Queensland. Entretanto, os preços foram assistidos pela forte demanda de exportação, bem como pelas condições positivas do outono em grandes partes do sul da Austrália, que viram bovinos em boas condições vindo ao mercado.
Um desenvolvimento positivo dadas as extensas séries de condições desafiadoras tem sido a demanda muito forte de exportações para a carne bovina australiana. As exportações de carne bovina alcançaram níveis recordes durante os primeiros cinco meses de 2014 apoiadas pelos maiores abates. Março e maio viram o maior total mensal registrado de exportações de carne bovina e de vitelo da Austrália. As exportações de carne bovina nos primeiros cinco meses de 2014 aumentaram em 17% ou 69.480 toneladas comparado com o mesmo período de 2013.
A maioria do aumento veio da forte demanda dos Estados Unidos (agora, o maior mercado da Austrália), com as exportações aumentando em 46% ou 38.823 toneladas com relação ao ano anterior, para 123.300 toneladas. Mais crescimento foi registrado na Indonésia (aumento de 11.097 toneladas), Coreia (aumento de 9.523 toneladas) e China (aumento de 7.860 toneladas com relação ao ano anterior). Esses fortes volumes de exportação deverão continuar durante 2014 devido à forte demanda internacional dos Estados Unidos, Coreia e China. Entretanto, isso será dependente das chuvas e das condições sazonais, particularmente em Queensland (Figura 6).
Rabobank T2 - Fig 6
Entretanto, as previsões de curto e médio prazo para ofertas e preços é dependente de uma coisa, chuvas. O aumento da probabilidade da ocorrência do El Niño poderá colocar mais pressão nos níveis de estoques e nos retornos aos produtores. A previsão de um inverno mais seco no Hemisfério Sul na maioria das regiões sul e leste da Austrália provavelmente levará à contínuos altos níveis de produção e manterá uma pressão de baixa nos mercados do nordeste que estão com dificuldades.
Brasil
No segundo trimestre de 2014, o mercado brasileiro de carne bovina foi testado para a descoberta de um novo caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) em Mato Grosso e crescimento nos custos de produção. Esses dois fatores poderiam resultar na redução de margem, particularmente em estabelecimentos de engorda.
O bom é que o fato de o caso atípico de EEB ter sido reportado a tempo à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) garantiu ao Brasil credibilidade e demonstrou um bom controle sanitário do rebanho às autoridades internacionais. Isso permitiu que o Brasil mantivesse seu status de “risco insignificante” para a doença. Entretanto, o caso foi suficiente para resultar em alguns embargos de países como Egito, Peru, Irã, mas somente na carne fornecida pelo Mato Grosso.
As autoridades brasileiras garantiram que essas restrições não afetarão as exportações de carne bovina brasileira, uma vez que os principais exportadores têm a opção de continuar exportando de outros estados. Além disso, as autoridades vêm trabalhando para derrubar os embargos testando cerca de 50 animais no Mato Grosso, com todos os casos mostrando resultados negativos para a doença. Como consequência, a OIE confirmou que o Brasil não apresenta um risco de epidemia de EEB.
Assim, as exportações permanecem fortes e os principais importadores de carne bovina brasileira, como Rússia e Hong Kong, não mostraram nenhuma restrição. Além disso, o Brasil ainda está esperando o resultado das negociações com o USDA para abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira fresca e estão também esperando pela reabertura do mercado chinês, à medida que ambos os países estão passando por problemas internos de oferta de carne. De acordo com a Associação Brasileira de Exportadores de Carne Bovina (Abiec), essas duas coisas deverão ocorrer nos próximos meses.
Dessa forma, o Rabobank espera que as exportações nesse ano crescerão em cerca de 15% comparado com o ano anterior, resultando em preços firmes no mercado doméstico. Os preços também foram impulsionados pela Copa do Mundo de Futebol, que acelerou o consumo doméstico. Em uma recente pesquisa conduzida em São Paulo e no Rio de Janeiro, quase metade dos participantes que ficariam em casa para assistir aos jogos disseram que comeriam churrasco.
O aumento nas exportações nesse ano e os altos preços nos mercados futuros trouxeram a expectativa de um aumento no número de animais confinados. Entretanto, os maiores custos levaram o Rabobank a acreditar que o aumento nos números de estabelecimentos de engorda nesse ano não deveria ser tão grande quanto esperado anteriormente, mas ficariam alto, em torno de 8% com relação ao ano anterior. É importante notar que somente 10% dos bovinos brasileiros abatidos são de estabelecimentos de engorda de confinamento, demonstrando um alto potencial de crescimento nos próximos anos. Os grandes membros do setor, como JBS e Minerva Foods, acreditam que a indústria pecuária brasileira está passando por um período de intensificação da tecnologia que naturalmente aumenta o uso de estabelecimentos de engorda.
Os preços dos bovinos vivos decresceram lentamente à medida que a oferta de carne bovina aumenta no Brasil. Entretanto, considerando a Copa do Mundo, a estação de seca do inverno brasileiro, bem como a demanda internacional forte, o Rabobank previu que os preços se recuperariam no terceiro trimestre e no quarto trimestre, e deverão exceder novamente R$ 125/15 quilos (Figuras 7 e 8).
Rabobank T2 - Fig 7
Rabobank T2 - Fig 8
Nova Zelândia
Os fundamentos da indústria de carne bovina da Nova Zelândia permanecem positivos em direção ao inverno, com as menores ofertas combinadas com forte demanda apoiando os preços ao produtor e de exportação. Ventos contrários continuam vindo da alta taxa de câmbio e das maiores ofertas sustentadas da Austrália, ambas devendo permanecer desafiadoras nos próximos meses.
Os abates totais de bovinos durante os primeiros quatro meses de 2014 declinaram em 4% com relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco mais de 1 milhão de cabeças (Figura 9). A queda total foi apoiada por um declínio nos abates de vacas (412.488 cabeças), que caíram em 15% com relação ao ano anterior durante o mesmo período. Os altos preços das vacas leiteiras e melhores condições climáticas comparado com a seca durante os primeiros cinco meses de 2013 estimularam uma maior retenção de vacas.  O preço do touro na Ilha do Norte ficou em média em NZ$ 4,15 (US$ 3,65) por quilo no começo de junho, 5% a mais que na mesma semana do ano anterior e o maior preço médio desde o começo de 2012. Provavelmente haverá um aumento nos preços à medida que a oferta se estreita com a chegada do inverno e a demanda dos Estados Unidos, bem como a robusta demanda da China, continuam fortes.
Rabobank T2 - Fig 9
A demanda internacional por carne bovina da Nova Zelândia durante os primeiros quatro meses se manteve forte. Apesar de os níveis de abate durante o mesmo período do ano anterior terem caído e a taxa de câmbio que continuou aumentando para níveis desconfortavelmente altos durante 2014, as exportações totais e os retornos médios de exportação aumentaram. Os envios para os primeiros quatro meses do ano alcançaram 163.599 toneladas, levemente a mais que no mesmo período do ano anterior. Os retornos médios gerais de exportação permaneceram relativamente estáveis durante 2014.
Canadá
O mercado canadense de bovinos tem sido muito incomum até agora nesse ano. No começo do ano, os totais de bovinos em engorda do Canadá estavam 10% acima dos níveis do ano anterior. Atualmente, os bovinos em engorda totais do Canadá está 8% acima dos níveis do ano anterior. Ao mesmo tempo, as exportações de bovinos para engorda até agora nesse ano aos Estados Unidos estão atualmente 44% maiores que no ano anterior, e no começo do ano estavam 64% maiores que os níveis do ano anterior. A questão é que a oferta disponível de bovinos fora dos estabelecimentos de engorda está sendo usada a um ritmo anormalmente rápido. Simplesmente não é possível para as exportações e colocações continuar nesse ritmo que veio até agora nesse ano. De fato, os envios de bovinos para engorda aos Estados Unidos e as colocações em estabelecimentos de engorda deverão apresentar fortes declínios durante a segunda metade do ano.
O maior uso de bovinos para engorda canadense e a oferta de bezerros foram direcionadas por uma série de fatores. Primeiro, os níveis recordes de preços nos Estados Unidos vêm extraindo muitos animais e, segundo, o clima extremo de inverno torna a manutenção dos animais muito cara, bem como as condições de alimentação dos mesmos. Finalmente, as consequências inesperadas das leis revisadas de rotulagem do país de origem (COOL) dos Estados Unidos levaram a um aumento dos envios de bovinos para engorda e uma modesta a leve redução nos envios de boi gordo aos Estados Unidos. OS preços dos bovinos canadenses têm sido tão atrativos quanto nos Estados Unidos.
Os envios até agora nesse ano de vacas canadenses aos Estados Unidos estão 6% menores que no ano anterior, sugerindo que, assim como nos Estados Unidos, os produtores de cria receberam o sinal econômico de que as ofertas de animais de reposição em todas as categorias de peso estão excepcionalmente escassas e permanecerão com uma baixa oferta, estimulando os produtores a começar o processo de expansão.
Argentina
O abate de bovinos e a produção para os primeiros quatro meses do ano foram levemente menores, em 0,2% e 1,1%, respectivamente, comparado com o mesmo período do ano anterior (Figura 10). Apesar de não haver números oficiais para abril e maio ainda, a contração piorou no segundo trimestre do ano, à medida que as fortes chuvas durante o período evitaram o movimento dos animais para fora das fazendas. A oferta mais escassa apoiou os maiores preços dos bovinos no segundo trimestre, que alcançou 16 pesos argentina (US$ 1,96) por quilo.
Rabobank T2 - Fig 10
A diferença entre a contração nos abates e na produção é devido ao fato de que o peso médio ao abate continua declinando à medida que a produção é principalmente destinada ao mercado doméstico, que favorece animais mais leves.
As exportações para os primeiros quatro meses foram de aproximadamente 35 mil toneladas, 17% a menos que no ano anterior e representando apenas 6% da produção total. Com somente um mês faltando para o fechamento do período da Cota Hilton, estima-se que a mesma não será cumprida por 10 mil toneladas (um terço da cota total distribuída para a Argentina). O baixo desempenho das exportações continua sendo o resultado combinado de uma taxa de câmbio não competitiva, uma taxa de exportação de 15% e um processo complicado de obtenção de direitos de exportação.
Para a segunda metade do ano, o Rabobank espera que a produção aumente sazonalmente, enquanto a demanda se enfraquecerá como resultado do ambiente econômico geralmente recessivo. Os preços dos bovinos na segunda metade do ano deverão cair (em termos reais) com relação aos níveis da primeira metade do ano.
China
A oferta escassa continuou no segundo trimestre de 2014. Como o segundo trimestre é normalmente uma estação de baixa para o consumo de carne, os preços varejistas da carne bovina enfraqueceram desde março, caindo de 63,87 yuan (US$ 10,35) por quilo em janeiro para 62,59 yuan (US$ 10,14) por quilo em maio (Figura 11).  Apesar de os preços estarem sob uma leve pressão sazonal, o preço médio no varejo no país continua em um nível alto, ainda 12% maior do que no mesmo período de 2013.
Em termos de lucratividade se disseminando em toda a cadeia de fornecimento, os lucros dos produtores chineses de carne bovina, lucros em abril de 2014, caíram para 1.242,2 yuan (US$ 201,417) por cabeça (cada cabeça equivale a 500 quilos), 24,4% menos que no primeiro trimestre do ano. A rentabilidade nos abates aumentou marginalmente para 744,2 yuan (US$ 120,66) por cabeça (aumento de 4,5% comparado com o primeiro trimestre do ano).
Rabobank T2 - Fig 11
As importações de carne bovina pela China alcançaram 101.000 toneladas nos primeiros quatro meses de 2014, um aumento de 34% com relação ao ano anterior, mas menor comparado com o crescimento excepcional de 380% em 2013. Entretanto, mesmo com esse volume, as importações de carne bovina da China estão historicamente muito altas se comparado com os volumes de antes de 2013. O preço médio de importação da carne bovina congelada nos primeiros quatro meses do ano foi de US$ 4.368,25 por tonelada, 6% a menos que no ano anterior. Isso é devido à oferta temporariamente suficiente da Austrália. Nos primeiros quatro meses de 2014, a Austrália continuou sendo o maior fornecedor de carne bovina à China, representando 52,7% do volume total importado, 50% a mais que no ano anterior. O Uruguai ainda está em segundo lugar, com o volume importado de 23.912 toneladas, aumentando em 27% com relação ao ano anterior.
México
A combinação de baixos custos de alimentação animal, melhores pastos e altos preços da carne bovina deram aos produtores de carne bovina do México o incentivo para integrar verticalmente as operações para aumentar a produção de carne. Entretanto, o Rabobank espera que essa expansão seja marginal, à medida que o rebanho bovino continua limitado. No final desse ano, o Rabobank antecipou que a produção de carne bovina aumentará em 0,9% com relação ao ano anterior, alcançando 1,824 milhão de toneladas.
As melhoras nas margens dos bovinos de corte encorajam os confinadores a reconstruir seus estoques. Apesar das atuais pressões sobre a disponibilidade de animais, o Rabobank espera que os estoques finais de bovinos de corte crescem em 0,4% com relação ao ano anterior. A maioria desse crescimento virá de novos projetos públicos e privados de repovoameto e algumas aquisições de bovinos de operações de duplo propósito. Além disso, o Rabobank espera que as exportações de bovinos aos Estados Unidos declinem pelo segundo ano consecutivo, à medida que os confinadores mexicanos continuam competindo por bovinos com os Estados Unidos. Em 2014, o Rabobank antecipou que as exportações de bovinos serão de 950 mil cabeças, menos que as 1 milhão de cabeças exportadas no ano passado.
O aumento marginal esperado nos bovinos de corte não diluirão as pressões sobre os preços à medida que o resto do rebanho, particularmente os bovinos de duplo propósito, continuarão diminuindo.
Durante o segundo trimestre, os preços dos bovinos aumentaram em cerca de 7% com relação ao trimestre anterior e aumentaram em 13% com relação aos preços do ano anterior. Apesar de os preços terem alcançado valores históricos, o Rabobank acredita que os mesmos têm potencial para aumentar ainda mais (Figura 12).
Rabobank T2 - Fig 12
O consumo de carne bovina continua letárgico à medida que os preços continuam em alta, alcançando níveis recordes. O consumo per capita foi antecipado em 15,8 quilos, menos que os 15,9 quilos em 2013. Entretanto, esse declínio está encontrando um piso, à medida que os preços de outras proteínas, como carne suína e de frango, permanecem fortes.
Com relação ao comércio, o México anunciou que abriria sua fronteira à carne bovina dos Estados Unidos e subproduto vindos de bovinos abatidos de qualquer idade naquele país. Como resultado da redução na produção de carne bovina dos Estados Unidos, o Rabobank não espera nenhum aumento significativo nas exportações ao México. No final desse ano, o Rabobank antecipou importações mexicanas de 171 mil toneladas, mais que as 164 mil toneladas no ano anterior.
As exportações de carne bovina deverão permanecer baixas, à medida que os preços domésticos continuam mais fortes do que os preços pagos em outros mercados, como nos Estados Unidos. Além disso, as exportações à Rússia continuam incertas. No final do ano, as exportações mexicanas de carne bovina foram estimadas em 121 mil toneladas, levemente a mais que as 117 mil toneladas no ano passado.
União Europeia (UE)
Na UE, desenvolvimentos diferentes podem ser observados entre o sul da Europa (França, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Chipre e Malta) e o resto da UE. No sul da Europa, os números abatidos no primeiro trimestre (-6,5% de janeiro a março) continuaram declinando nos últimos anos, o que resultou nos preços nos países mencionados permanecendo estáveis em comparação ao ano anterior. Em contraste, os níveis de abate no noroeste e no leste da Europa aumentaram em 4,0% e 2,7%, respectivamente, resultando em declínios de duplos dígitos nos preços na Irlanda e na Suécia. Os abates totais da UE declinaram em 0,8%, para 6,1 milhões de cabeças, com a produção caindo em 0,4%, para 1,77 milhão de toneladas.
Com a Irlanda sendo exportador líder na UE e apesar do crescimento nas exportações (+10,5% de janeiro a março) e o declínio nas importações (-4,8% de janeiro a março), os preços permaneceram sob pressão na UE (Figura 13). Somente os preços das vacas aumentaram devido à menor disponibilidade (-2,3%), ambos sazonalmente e em preparação para a abolição das cotas em abril de 2015.
Rabobank T2 - Fig 13
Os preços da carne bovina na UE deverão se estabilizar em torno dos níveis atuais no verão, com algum potencial de aumentar no final do ano devido à combinação de oferta estável, contínua forte demanda de exportação e proteínas concorrentes com preços relativamente altos.
Indonésia
Os preços da carne bovina da Indonésia no primeiro trimestre ficaram em média em 98.400 rúpias (US$ 8,47) por quilo, 13% a mais que no ano anterior e 5% a mais que no quarto trimestre de 2013 (Figura 14). No segundo trimestre, os preços permaneceram estáveis comparado com o primeiro trimestre, em grande parte direcionados pela boa oferta de bovinos para engorda no primeiro trimestre.
Rabobank T2 - Fig 14
Não há pressão imediata de alta nos preços da carne e, nesse momento, o Rabobank não espera que os preços aumentem no terceiro trimestre. Isso contrasta com os últimos anos, quando o período do festival do Ramadã resultou em grandes aumentos dos preços.
No primeiro trimestre, as importações de bovinos vivos aumentaram em 147%, para 137.000 cabeças. Com o festival do Ramadã se aproximando, começando em 28 de junho, a Indonésia emitiu permissões de importações de 273.000 bovinos no segundo trimestre, 71% a mais que as permissões do primeiro trimestre. Entretanto, as licenças provavelmente não serão totalmente utilizadas, considerando as fortes importações no primeiro trimestre e o atual mercado bem suprido com confinamentos cheios. A forte oferta no primeiro trimestre pressionou o mercado de bovinos vivos em 10% para 15%. Entretanto, isso ainda não refletiu nos preços da carne. O Rabobank espera que as importações de bovinos vivos em 2014 na Indonésia possa ultrapassar 700.000 cabeças contra as importações totais de 454.152 cabeças em 2013, um aumento de 54%.
O volume de importação de carne bovina quase dobrou para 47.700 toneladas com relação ao ano anterior. Isso provavelmente estabilizará os preços em 2014, com alguma possível pressão se a demanda cair conforme visto no primeiro trimestre.
Fonte: Rabobank, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi gordo está estável na maioria das praças

Mercado do boi gordo com poucos negócios e referências estáveis na maioria das praças pecuárias pesquisadas.

Em São Paulo aumentou a dificuldade para comprar animais terminados. Os relatos são de poucos negócios. O boi gordo está cotado em R$120,00/@, à vista.

A escala média dos frigoríficos paulistas está em cinco dias úteis.

Mesmo com a ligeira diminuição da oferta a dificuldade de escoamento de carne trava o mercado.

Nas regiões de Paragominas e Redenção, no Pará, a oferta está maior, em virtude da menor concorrência com as empresas de exportação de gado em pé, em razão dos embarques em ritmo lento.

Já no Sul da Bahia, o cenário é de escassez de animais terminados, o que gera valorizações. Em uma semana a alta para a arroba foi de 1,9%.

fonte: Scot Consultoria

QUERÊNCIA AZUL & RINCÃO DO ANASTACIO


Postura não compradora dos frigoríficos aumenta pressão de baixa do boi gordo

No Rio Grande do Sul, embora os preços estejam estáveis, foi verificada melhora na oferta de animais devido às pastagens de inverno
O mercado do boi gordo terminou de forma lenta no final da semana passada, com poucas negociações. Esse cenário foi motivado pelo alongamento das escalas. 
De acordo com os especialistas da Scot Consultoria, boa parte dos frigoríficos reduziu os preços de balcão, no entanto, foram poucos os negócios concretizados nestes valores. 
Em São Paulo, por exemplo, a referência ficou estável em R$ 120 a arroba, à vista. Houve ofertas de compra de até R$ 118 a arroba, nas mesmas condições.  As programações são de cinco dias úteis, em média. 
Já em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, o cenário é de maior dificuldade na aquisição de animais terminados, ocasionando alta na referência, tanto para o macho quanto da fêmea
No Rio Grande do Sul, embora os preços estejam estáveis, foi verificada melhora na oferta de animais devido às pastagens de inverno. 
No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$ 7,51 ao quilo. Segundo a Scot, a semana passada houve tentativa de negociação a preços maiores, no entanto, sem sucesso. Sinal de que o consumo não foi suficiente para gerar valorizações. 
fonte: AF News Análises

terça-feira, 15 de julho de 2014

Consumidor final paga 9,2% mais pela carne bovina


Consumidor final paga 9,2% mais pela carne bovina
As vendas de carne bovina no varejo fluíram regularmente na última semana, possibilitando o escoamento dos estoques, que vinham abastecidos nas últimas semanas.

O cenário possibilitou que este elo subisse as cotações, visando recuperar parte da sua margem de comercialização.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os preços dos cortes subiram 0,5% e 0,7%, respectivamente. Em Minas Gerais e no Paraná, não houve alterações no período.

Em relação à mesma época do ano passado, o consumidor paga 9,2% mais pela carne bovina nos açougues e supermercados paulistas. fonte Scot Consultoria





Desempenho das carnes na segunda semana de julho

Desempenho das carnes na segunda semana de julho

As exportações de carnes apresentaram boa recuperação na segunda semana de julho (6 a 12, cinco dias úteis). Isso está refletido na receita cambial que, pela média diária, apresentou incremento de 21% sobre a semana anterior.

Com esse desempenho, o resultado do mês (nove de um total de 23 dias úteis) melhorou significativamente. E ainda que continue negativo (-1,8%) em relação ao mês anterior, agora apresenta incremento de 10,1% sobre julho do ano passado.

Desta vez quem contribuiu para a melhora foi a carne de frango. Que, na semana (e ainda pela média diária), apresentou aumento de mais de 25% no volume embarcado. Isso projeta, para a totalidade do mês, exportações da ordem de 327 mil toneladas, volume que, se alcançado, significará expansão de 5,14% sobre julho de 2013 e de 16,85% sobre junho passado.

Por ora, o único senão nesse desempenho fica com o preço médio, 2,81% menor que o do mês anterior (-2,81%). Por outro lado, porém, o valor ora registrado apresenta evolução positiva de quase 3% sobre julho de 2013.


domingo, 13 de julho de 2014

La OCDE y la FAO prevén un descenso de los precios agrícolas, mientras ganan terreno la producción ganadera y los biocombustibles

Los cereales siguen siendo la base de la alimentación, pero se consumen más proteínas, grasas y azúcar en muchas regiones del mundo al aumentar los ingresos y la urbanización
Foto: ©FAO/Danfung Dennis
La agricultura tiene que aportar no sólo más alimentos para el consumo humano, sino también materia prima para la industria, como biocombustibles y piensos
11 de julio de 2014, Roma – El descenso reciente de los precios de los principales cultivos debería prolongarse durante los próximos dos años, antes de estabilizarse en niveles por encima del período anterior a 2008, pero muy por debajo de los máximos alcanzados últimamente, según el último informe Perspectivas Agrícolas elaborado por la OCDE y la FAO.
La demanda de productos agrícolas se mantendrá firme, mientras se incrementa a tasas menores que en la última década. Los cereales siguen siendo la base de la alimentación, pero las dietas son cada vez más ricas en proteínas, grasas y azúcar en muchas partes del mundo, al aumentar los ingresos y la urbanización.
El informe Perspectivas Agrícolas OCDE-FAO 2014-2023 indica que tales cambios -combinados con una población mundial cada vez mayor- requerirán una expansión sustancial de la producción en la próxima década. Lideradas por Asia y América Latina, las regiones en desarrollo serán responsables de más del 75 por ciento de la producción agrícola adicional durante la próxima década.
Al presentar el informe, en Roma, el secretario general de la OCDE Ángel Gurría aseguró que: “los mercados agrícolas están recuperando condiciones más estables después de un período de precios inusualmente altos. Esto se ha visto favorecido por reacciones proteccionistas más moderadas de los gobiernos. Pero no podemos considerarnos satisfechos. Tenemos que hacer más, en el ámbito del comercio, de la productividad y frente a la pobreza. Los gobiernos deben dar protección social a los más vulnerables y desarrollar herramientas para ayudar a los agricultores a gestionar los riesgos e invertir en productividad agrícola. Lograr avances que sean a la vez inclusivos y sostenibles sigue siendo un enorme desafío”.
El Director General de la FAO, José Graziano da Silva, señaló por su parte que: "Este año el mensaje del informe es más positivo. Los agricultores reaccionaron muy rápidamente a los altos precios y aumentaron su producción, de forma que ahora también tenemos más disponibilidad. Prevemos que los precios relacionados con los cereales disminuirán durante al menos los próximos dos años. El panorama es diferente para la carne y el pescado, ya que nos enfrentamos a una demanda creciente. El buen desempeño del sector agropecuario, en particular en los países en desarrollo, contribuirá a la erradicación del hambre y la pobreza". 
Con una atención especial en la India, el informe de la OCDE y la FAO prevé un crecimiento sostenido de la producción y el consumo de alimentos, liderado por sectores de valor añadido, como el de los lácteos y la acuicultura. Las inversiones en tecnología e infraestructuras de producción -junto con los subsidios en una serie de áreas-, han contribuido a la fuerte expansión de la producción en la última década. El informe añade que se espera que la presión sobre los recursos reduzca las tasas de crecimiento de la producción en los próximos años.
Si bien se mantendrá en gran parte vegetariana, las dietas en la India se diversificarán. Con el aumento del consumo de cereales, leche y productos lácteos, pescado, legumbres, frutas y verduras, la ingesta de nutrientes alimenticios mejorará. La India alberga actualmente el mayor número de personas con inseguridad alimentaria en el mundo.
Perspectivas Agrícolas prevé que producción mundial de cereales sea un 15 por ciento más elevada para 2023 que en el período 2011-13. El crecimiento más rápido de la producción se espera en las semillas oleaginosas, con un 26 por ciento durante los próximos 10 años. La expansión de la producción de cereales secundarios y oleaginosas se verá impulsada por la fuerte demanda de biocombustibles, en particular en los países desarrollados, y la creciente demanda de piensos en las regiones en desarrollo.
El aumento de la producción de cultivos alimentarios será más moderado en la próxima década, según el informe, con el trigo creciendo en torno al 12 por ciento y el arroz en un 14 por ciento, muy por debajo de las tasas de crecimiento de la década precedente. Se prevé también que la producción de azúcar aumente en un 20 por ciento, concentrada principalmente en los países en desarrollo.
El informe Perspectivas Agrícolas proyecta la evolución de una amplia gama de productos básicos para los próximos diez años:
·       Cereales: Los precios mundiales de los principales cereales se moderarán al inicio del período analizado, impulsando el comercio mundial. Se prevé un aumento de las reservas, mientras que las existencias de arroz en Asia alcanzarán niveles récord.
·       Semillas oleaginosas: El porcentaje global de las tierras de cultivo sembradas con oleaginosas sigue aumentando -aunque a un ritmo más lento que en los últimos años-, ya que la creciente demanda de aceites vegetales empuja los precios al alza.
·       Azúcar: Tras debilitarse a finales de 2013, los precios se recuperarán, impulsados ​​por la fuerte demanda mundial. Las exportaciones de Brasil, el mayor exportador de azúcar en el mundo, se verán influidas por el mercado del etanol.
·       Carne: La firme demanda de importaciones de Asia, así como la reposición de la cabaña en América del Norte sostienen los precios, que se espera se mantenga por encima de los niveles medios de la década anterior, ajustados teniendo en cuenta la inflación. Los precios del vacuno alcanzarán niveles récord. Las aves de corral deben superar a la carne de cerdo y convertirse en el producto cárnico de mayor consumo en los próximos 10 años.
·       Lácteos: Los precios caen ligeramente desde sus niveles altos actuales, debido a los aumentos sostenidos de productividad en los principales países productores y la reanudación del crecimiento en China. India supera a la Unión Europea para convertirse en el mayor productor de leche del mundo, con cuantiosas exportaciones de leche desnatada en polvo.
·       Pesca: El crecimiento de la producción acuícola se concentrará en Asia, y seguirá siendo uno de los sectores alimentarios de más rápido crecimiento, superando a la pesca de captura para el consumo humano en 2014.
·       Biocombustibles: Se espera que los niveles de consumo y producción de biocombustibles aumenten en más del 50 por ciento, liderados por el etanol y el biodiesel a base de azúcar. El precio del etanol aumenta en línea con el del petróleo, mientras que el precio del biodiesel sigue más de cerca la trayectoria de los precios de los aceites vegetales.
·       Algodón: La esperada liberación de las reservas mundiales acumuladas impulsará el consumo, ayudado por precios más bajos que luego deben recuperarse para 2023. fonte : FAOnoticias



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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Argentina: Carne Angus Certificada 1994 - 2014

20 Anos - Carne Angus Argentina

Foto: Divulgação/Assessoria
Convencidos que la situación de competitividad en la que está inmerso el sector a nivel mundial, orienta a las empresas a buscar elementos de diferenciación que las favorezcan en un mercado altamente vulnerable, donde los vaivenes entre la oferta, demanda y otros factores coyunturales que influyen de manera importante, obligan a las organizaciones a encaminar sus objetivos hacia la búsqueda de la “certificación” de procesos y productos,
como condición para lograr un mayor valor comercial o simplemente para entrar en algún mercado específico para dar respuesta a la demanda de un consumidor cada vez más exigente, que observa a las marcas certificadas como “garantía” de calidad del producto. 

QUÉ SIGNIFICA HABLAR DE CARNE ANGUS CERTIFICADA 

La Asociación Argentina de Angus, con su Programa Carne Angus Certificada, tiene el logro de implementar el primer sistema habilitado en la Argentina que fija estrictos requerimientos de calificación racial de origen y calidad del ganado en pie y de sus carnes, protocolo que es controlado y realizado por técnicos de Angus. Cuando se analiza y se decide con precisión, se observa que existe una fuerte relación entre la edad, el nivel de marmóreo y las propiedades sensoriales de la carne, especialmente el sabor y terneza, en este caso asociados a la raza. El producto final etiquetado con el logo Carne Angus Certificada da garantía al consumidor y consistencia al cliente, asegurando que el mismo proviene de animales Angus que han cumplido con exigencias específicas establecidas por la Asociación Argentina de Angus y estipuladas en un protocolo aprobado por el Senasa y la Unión Europea, alorizando y promoviendo de este modo las virtudes de la raza. Merced al prestigio y seriedad del Programa Carne Angus Certificada –el primero y más exigente a nivel nacional–, la Asociación realiza exportaciones de su producto premium destinada a plazas consumidoras más exigentes, como Alemania,
España, Italia, Gran Bretaña y Suecia. Nuestra Carne Angus Certificada también manifestó un importante crecimiento en volúmenes, tanto de producción como de exportación, llegando a mercados como Italia, Suiza, Holanda, Rusia, Perú y Chile. 

LOS COMIENZOS Para establecer una revisión histórica sobre los comienzos del Programa Argentine Angus Beef debemos remitirnos a fines de 1990, cuando se realizó un convenio con un importador alemán, autorizándolo al uso de la leyenda "Aberdeen Angus Argentino" por tres años. Este convenio fue posteriormente cancelado, ya que la Asociación no tenía control directo sobre las características reales de que la carne exportada provenía en efecto de animales de raza Angus, de acuerdo a lo convenido. Sin embargo, podemos considerarlo como el inicio de una idea superadora que llegaría posteriormente. Se continuó investigando la forma de agregarle valor a la carne proveniente de animales de nuestra raza, y así, en 1993, la Secretaría de Agricultura de la Nación decidió que era importante que los productores y las asociaciones de criadores participaran en la exportación de la conocida cuota Hilton. Para poder acceder a la misma se realizó un acuerdo con el frigorífico CEPA, quien haría el trabajo de producción y exportación, estableciéndose un convenio con la conocida cadena de restaurantes Maredo, de Alemania, implementando un estricto programa de calidad, controlado por técnicos inspectores de la asociación. La fortaleza de esta presentación ante las autoridades competentes fue premiada con el máximo peso adjudicado (100 toneladas), que se exportaron desde el 1º de julio de 1994 al 31 de junio de 1995. Desde entonces, y a pesar de las distintas vicisitudes que ha pasado la ganadería, la Asociación tiene una importante y reconocida participación en todas las adjudicaciones anuales de la cuota Hilton.

Veinte años certificando el atributoOtro motivo orgullo de la Asociación Argentina de Angus es el 20º aniversario de la creación de la Certificadora Carne Angus, con un trabajo ininterrumpido desde entonces, siendo uno de los sectores con mayor desarrollo en los últimos años dentro de nuestra entidad.

OBJETIVOS DEL PROGRAMA
Los principios que se autoimpuso la Asociación Argentina de Angus para este Programa, ya hace 20 años, los podemos resumir en:

• Aumentar la difusión de la raza Angus a través de su carne, creando una marca que le pusiera nombre y apellido a la misma. La idea madre siempre fue que se hablara en mayor medida del Angus, lo que se hizo evidente por el aumento de conferencias, entrevistas radiales y televisivas y notas periodísticas en todo el país. 
• Agregarle valor al "commodity" carne, poniéndole nuestra marca registrada a la misma, para permitirle al consumidor identificar una “calidad” y un “responsable”.
• Crear una mayor demanda por los animales Angus que se adaptan a las exigencias del Programa. Esto produjo una mejora en el precio y una mayor posibilidad de venta en momentos difíciles, cuando baja la demanda. 
• Garantizar la legitimidad del producto, ya que el proceso de certificación solo lo pueden llevar a cabo los inspectores de la Asociación especialmente entrenados. 
• Crear un programa económicamente sustentable, para que no “pese” en las otras áreas de servicios que la Asociación brinda a sus socios y a la ganadería en general.

EN CRECIMIENTO
Detallamos seguidamente los últimos pasos dados por la Asociación, consolidando esos objetivos: 
McDonald's Angus Premium 
De las distintas razas bovinas de carne que se crían en nuestro país, la Angus es la más apreciada por la excelencia de su carne, sinónimo de máxima consistencia, jugosidad, terneza y sabor, la cual ha sido elogiada por los paladares más exigentes del mundo. La Asociación Argentina de Angus,  sumándose a iniciativas similares concretadas por las asociaciones Angus de Australia, Nueva Zelanda y Estados Unidos, por ejemplo, concretó un convenio con McDonald's Argentina para el lanzamiento de hamburguesas elaboradas con Carne Angus Certificada. Así, “McDonald's Angus Premium Deluxe”, “McDonald's Angus Premium Bacon” y “McDonald's  Angus Premium Dijon” son las nuevas propuestas de McDonald's Argentina, que ya se pueden disfrutar en los 198 locales de la cadena, distribuidos a lo largo y ancho de nuestro país. 
Estos productos premium de McDonald's están elaborados con Carne Angus Certificada, que cuenta con la aprobación de la Asociación Argentina de Angus y son producidos bajo las más rigurosas normas internacionales de calidad. Un constante crecimiento desde sus comienzos nos posiciona hoy día en ventas
superiores a 120 toneladas de hamburguesas mensuales, comercializadas en todo el país. Para estar a la altura de una materia prima tan exclusiva y exquisita, se invirtió en un proceso de producción diferenciado que se aplica solamente a esta línea de productos, adaptándose toda la maquinaria involucrada para ese fin. Este nuevo producto se combina con deliciosos ingredientes: queso cheddar, cebolla morada, lechuga de hoja entera, tomates frescos, panceta crocante, pepinos y nuevo pan especialmente elaborado, haciendo de ellos un premium integral por exclusividad y características de los ingredientes involucrados. 
Además, tanto el empaque, como las campañas gráficas y publicidades que acompañan al producto, realzan la idea de elegancia, calidad e innovación, destacando el logo de Certificación de la Asociación Argentina de Angus y difundiendo la marca Angus por los distintos rincones del país. Esto es un aporte más de la Asociación que, con la difusión del nombre Angus, colabora a posicionar masivamente nuestra marca asociada a la calidad, llegando al conocimiento por igual de niños y adultos de los centros urbanos más importantes de nuestro territorio.
Nuevos desarrollos en productos elaborados

Permanentes desarrollos de productos a base de carne Angus Certificada están siendo analizados para continuar aumentando la oferta comercial, tomando siempre como premisa fundamental la calidad y presentación asociados a la marca Angus. 
PLANTAS HABILITADAS

Varios establecimientos frigoríficos han sido habilitados y mantienen esa condición con auditoría de reválida anual, para producir dentro del Programa Argentine Angus Beef, con destino a la Unión Europea y terceros países. Ellos son el Frigorífico Gorina SA, de La Plata, y el Frigorífico Mattievich SA, de Rosario; en este último, la empresa Urien Loza será usuario del mismo y producirá carne certificada con su nombre, sumados a Marfrig Argentina SA, Cía. Bernal SRL, Exportaciones Agroindustriales Argentinas SA, Rioplatense SAICIF y Campo del Tesoro, donde se elaboran las hamburguesas para 
McDonald´s, componiendo un total de siete plantas habilitadas.

CARNE ANGUS CERTIFICADA: RESEÑA HISTÓRICA
  • 1990: Firma del convenio con un importante importador alemán para exportar carne Aberdeen Angus argentina.
  • 1994: Creación del Programa Carne Angus Certificada, estableciendo objetivos a cumplir. Se adjudica por primera vez la cuota Hilton para las asociaciones de criadores y productores. El primer embarque se exporta en septiembre.
  • 1995/1996: La AAA envía a sus técnicos a Estados Unidos para estudiar y capacitarse en el Programa Certified Angus Beef.
  • 1996: Primera incursión de Carne Angus Certificada en el mercado interno, vendiendo a supermercados Norte. Primera exportación con destino a Colombia, abriendo ese mercado para la carne argentina. 
  • 1998: Creación del Programa Argentine Angus Beef. Comienza la certificación en Frigorífico AB&P; se mantiene el procedimiento en dicho establecimiento hasta el día de hoy.
  • 1999: Se firma un convenio de licencia de uso de la marca Aberdeen Angus– Carne de Raza con AB&P, para el mercado interno y exportación. Se firma el protocolo entre el Departamento de Agricultura de Estados Unidos y el Senasa y se habilita a la AAA como entidad Certificadora Nº 01, para llevar a cabo controles de origen y calidad Angus, para exportar a Estados Unidos. 
  • 2000: Se firma el convenio de licencia  de uso de marca con Parrillas Angus. Se comienza a vender con marca en la cadena de supermercados Jumbo.
  • 2004: Se lanza al mercado interno las hamburguesas marca Aberdeen Angus-Carne de Raza.
  • 2006: La Unión Europea aprueba el protocolo para la utilización del atributo facultativo Argentine Angus Beef.
  • 2007/2009: Se incrementa a seis la cantidad de frigoríficos habilitados para operar con el Programa Argentine Angus Beef, con un aumento exponencial en el volumen exportado.
  • 2010: Se firma el convenio con Mc-Donald´s para la comercialización de hamburguesas McDonald´s–Angus. Se elige a nuestro producto en el país como cabecera del lanzamiento en Sudamérica.
  • 2013: Se establece un área de desarrollo de nuevos productos dentro del sector Carnes.

Fonte: Revista Angus Argentina

Varios países están interesados en trazabilidad bovina uruguaya


La seriedad de la calificaciones es una garantía extra al vender

Foto: A. Colmegna (El Pais)

DIFERENCIA: LOS DATOS ALMACENADOS EN LAS CARAVANAS SON INALTERABLES



Hay 15 países de Latinoamérica y el Caribe que están interesados en el modelo de trazabilidad obligatoria que aplica Uruguay sobre su rodeo bovino. Es único en el mundo, no mide escala de productores y es el gobierno quien aporta los identificadores.

La trazabilidad obligatoria en el rodeo bovino se puso en marcha en la primavera de 2006, identificando todos los terneros nacidos en cada estación de cría. Hoy, Uruguay es el único país en el mundo que tiene todo su rodeo bovino identificado y trazado.
La trazabilidad es un atributo que permite hacer un rastreo del producto hasta su origen. En este caso, uniendo los datos del Sistema Nacional de Identificación Ganadera (SNIG) con los que las cajas negras instaladas en la industria frigorífica aportan al Instituto Nacional de Carnes (INAC), es posible trazar la historia desde el trozo de carne hacia atrás, llegando al animal vivo e incluso, conociendo los productores que fueron propietarios del mismo.

Eso llama mucho la atención internacional, cómo un pequeño país con fuerte tradición ganadera logró desarrollar un modelo adaptado a sus posibilidades que hoy es emblema en el mundo, cuando otras potencias con mayor tecnología aún no lo pudieron desarrollar.

"Hay 15 países de Sudamérica y el Caribe que están interesados en el modelo de trazabilidad aplicado en Uruguay", aseguró a El País la doctora María Nela González, directora del SNIG, el sistema oficial que es la base de la trazabilidad uruguaya.

Hay varias cosas que hacen única a la trazabilidad uruguaya. "Es una política pública, es obligatoria y tiene alcance nacional. No es un tema de escala, todo tenedor de ganado tiene que identificar y registrar sus animales. Lo hace único también que todo el rodeo nacional está identificado y registrado", admitió la profesional.

Los datos que los animales tienen almacenados en una caravana de radio frecuencia -la acompaña también otra caravana visual- son inalterables y ese es un atributo extra al momento de certificar procesos e inocuidad de los alimentos.
Ahora, más allá de la certificación de procesos, la trazabilidad es una formidable herramienta para el rastreo y control de determinadas enfermedades, porque sus datos permiten tomar medidas más rápidamente y mucho más acertadas en momentos difíciles.

González aseguró que también hace único el modelo uruguayo el hecho de que "incorpora un valor agregado a través de la información a nuestros animales, que no le genera costos adicionales a los sistemas de producción, que no los altera porque se sigue produciendo a cielo abierto, en pasto y sin hormonas, pero con el agregado de tecnologías".

La trazabilidad permite hoy que Uruguay "pueda estar certificando muchos procesos en la línea de producción que nos llevó a que hace un año, nuestras carnes excelentes de alta calidad, hayan superado los precios de Australia", afirmó González.

Aquellos nichos de alta exigencia comienzan a buscar y a querer consumir los productos uruguayos porque la seriedad de la producción, su proceso industrial y principalmente las certificaciones son serias y exigentes. Indirectamente se comienza a ver el valor de la trazabilidad uruguaya.


Visión.

Según la visión de Gastón Scayola, delegado de la Asociación de la Industria Frigorífica (Adifu) en la Junta Directiva del Instituto Nacional de Carnes (INAC), más allá de los avances en el acceso a mercado que aporta el contar con una trazabilidad bovina obligatoria, en los hechos "los mercados no están pagando una diferencia de valor por este atributo".
Scayola sostiene que la trazabilidad "es necesaria" y admite que "transmite orden", pero el mercado, "de última, no está reconociendo eso. En general todavía no hemos logrado que se pague por eso".
Ese es uno de los desafíos que tiene por delante Uruguay para lograr valorizar más su carne.


Ovinos.

En paralelo se comienzan a dar los primeros pasos y se implementó la trazabilidad individual en los ovinos, en el marco de la puesta en marcha del compartimento, una herramienta avalada por la Organización Mundial de Sanidad Animal (OIE), única en el mundo para esta especie. La meta es certificar que esos ovinos no ofrecen ningún tipo de riesgo contra fiebre aftosa, aunque su carne entre con hueso. Con esta herramienta se aspira a colocar cortes ovinos con hueso en Unión Europea, México, Canadá y Estados Unidos, entre otros mercados. Ese paquete permitirá certificaciones más estrictas, basadas en ciencia pura que abren destinos.


Procesan datos de lecturas

"No habrá una nueva lectura de campo obligatoria de todos los bovinos hasta que se terminen de procesar totalmente los datos generados en la pasada lectura", aseguró a El País la directora del Sistema Nacional de Identificación Ganadera (SNIG), María Nela González. La lectura de campo obligatoria "es una actividad que ningún país hizo porque no tiene todo el rodeo identificado. Cruzamos información con otras reparticiones y eso arrojó otros escenarios. Estamos en pleno análisis de esos datos y de la información generada", explicó la jerarca.

Fonte: Por Pablo Antúnez - El Pais

Mercado do boi estável no RS esta semana, mas com alta de 39,1% nos últimos 10 meses

O mercado do boi gordo segue com os mesmos preços da semana passada, entre R$8,70 e R$9,00/kg de carcaça, a prazo. A pressão de baixa dos frigoríficos continua, mas o volume de negócios ainda não aumentou.
A vaca gira entre R$8,40 e R$8,60/kg de carcaça, a prazo.
Os frigoríficos maiores ofertam preços menores, mas o preço final se aproxima da margem superior das cotações, devido às bonificações conforme raça, padrão, gordura e rastreabilidade dos animais.
A disponibilidade de gado para abate ainda é o principal causador do cenário de preços firmes.
A tendência para os próximos dias é de estabilidade à ligeira queda, devido ao possível aumento na oferta que pode ocorrer a partir da segunda metade de julho.
Alta de 39,1% em 10 meses
Os preços do boi gordo tiveram uma alta acima do esperado. As cotações atualmente estão 39,1% maiores que no início de outubro do ano passado, quando o produtor recebia R$6,40 no quilo do animal gordo.
Na média histórica, a variação é de 9,3% para o período, sendo que a maior alta registrada anteriormente foi 18,0%, em 2008. A única queda foi em 2009, em função da crise econômica do fim de 2008, que foi sentida no ano seguinte. Veja a tabela 1.
Tabela 1. Variação no preço do boi gordo a prazo no Rio Grande do Sul, de outubro a julho, de 2004 a 2013.
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Fonte: Scot Consultoria
Historicamente, julho é o mês de maior preço médio do boi gordo no ano, no Rio Grande do Sul. A partir de agosto há tendência de que a oferta de animais para abate oriundos de pastagens de inverno aumente, o que acaba causando queda das cotações até outubro. Veja a figura 1.
Figura 1. Variação média no preço do boi no Rio Grande do Sul, de 2003 a 2013.
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Fonte: Scot Consultoria / Lance Agronegócios
Outubro é o pico da disponibilidade de animais, principalmente devido à retirada destes de pastagens para dar espaço às lavouras como a soja.
Nos últimos anos essa oscilação tem crescido, em função do aumento de área plantada de soja.
Mas vale ressaltar que apenas uma análise baseada no histórico, é uma tendência, o produtor deve estar preparado, o que não quer dizer que certamente vai acontecer.
Com isto, podemos ver que devemos acompanhar o mercado e utilizar as ferramentas disponíveis para que possamos planejar a comercialização dos animais e tentar realizar a melhor negociação possível e obter um bom resultado no sistema de produção.
Por Renato Bittencourt
Lance Agronegócios

domingo, 6 de julho de 2014

Período de chuva e tempestades acaba e semana terá dias de sol

O Rio Grande do Sul vem de dez dias extremamente complicados. O Estado foi assolado por chuva intensa no Centro, Norte e no Noroeste, o que levou a maior cheia do Rio Uruguai em 31 anos. Dezenas de milhares de pessoas deixaram suas casas. Houve mortes. Prejuízos materiais são desconhecidos, mas serão altíssimos. Entre quinta e sexta houve temporais com estragos no interior. Aqui na nossa região tivemos chuva intensa com muitos transtornos, sobretudo em Porto Alegre. A Capital registrou quase 100 mm em um dia num dos mais altos volumes em 24 horas no mês de julho em um século de dados.
Hoje é o último dia da sequência tenebrosa de chuva e temporais. Frente fria cruza pelo Rio Grande do Sul, mas o tempo já começou a abrir com sol pelo Oeste e o Sul (imagem de satélite acima). Nesta segunda, o sol predomina no Estado e o amanhecer será frio. As mínimas podem cair a valores entre 2ºC e 4ºC na Campanha e na fronteira com o Uruguai. E, a excelente notícia, todos os sinais são de que esta semana terá o predomínio do tempo seco com dias de sol, noites frias e tardes amenas. Uma merecida trégua. A madrugada mais fria será a da terça, quando são esperadas marcas de 5ºC ou menos na maioria das regiões gaúchas com chance de geada em diversas regiões. Na Grande Porto Alegre deve fazer entre 4ºC e 6ºC nos pontos mais frios. Espera-se alta frequência de nevoeiro nos próximos dias. Com o esperado predomínio do tempo seco no decorrer da semana, os rios baixarão mais rapidamente e muita gente poderá retornar para casa. Chuva mais generalizada novamente, de acordo com modelos numéricos analisados, pode se dar no próximo domingo, dia da final da Copa do Mundo.
fonte: MetSul