quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A revolução dos bifes / Dianteiro toma a dianteira

    • Por Redação Paladar
    Com a melhoria genética e os cuidados com a alimentação do gado, as carnes ‘duras’ da frente do boi – acém, paleta, peito – amaciaram. E o resultado é que vêm disputando brasas com picanha, filé, alcatra, os cortes ditos nobres do churrasco. Elas têm mais sabor e custam muito menos. E são muito bem-vindas neste momento de alta nos preços da carne.









































































































































































































    Por Jose Orenstein























Empurra a picanha, o contrafilé, a fraldinha para lá: a raquete, o peixinho, o sete da paleta e o acém pedem passagem e espaço sobre as brasas e chapas. Os cortes da parte dianteira do boi, antes reles plebeus das grelhas, experimentam suculenta ascensão social em São Paulo e disputam, bife a bife, o centro da churrasqueira com seus primos, os cortes nobres.
A nova classe C das carnes é composta basicamente de três partes: paleta, acém e peito. É como se divide grande parte do dianteiro do boi, que representa perto de 38% do animal. Dessas três partes, é possível tirar uma série de cortes – alguns deles descritos nesta página – que não precisam mais ficar algumas horas cozinhando na panela, ou longos minutos na panela de pressão, para ceder facilmente à dentada. Basta alguns segundos de chapa – ou um espeto sobre o carvão em brasa – para ficarem macios, com alto nível de sucos e saborosos.
Ilustração: Carlinhos Müller/Estadão
“A maioria ainda pensa que só o filé mignon é macio e só a picanha é saborosa. Mas isso vai mudar”, diz, esperançoso, Pedro Merola, dono da Feed, uma das marcas que aposta no interesse do público por carnes de qualidade. A loja aberta há nove meses em São Paulo, no Itaim, está lançando uma linha de cortes de dianteiro.
Mas o que mudou para que o dianteiro, a dita carne de segunda, tenha virado alternativa às peças do traseiro? Acém e paleta não são novidade. O que ocorre é que as melhorias genéticas e, principalmente, o manejo cuidadoso do gado, estão resultando na criação de animais de altíssimo nível, que permitem o aproveitamento de partes que antes não tinham qualidade. Com o gado no pasto, a carne da parte da frente do animal tende a ficar mais magra e mais dura. Porém isso não ocorre com animais de raças selecionados, tratados com alguns cuidados.
O Feed cria o próprio gado – meio-sangue, de angus e bonsmara, que passa até 22 meses no pasto e até 4 no confinamento. O Beef Passion, também. A marca, que mantém uma pequena loja em Santa Cecília, funciona na mesma linha, trabalhando com raças especiais – de matriz europeia, diferentes do nelore, que compõe o grosso do rebanho nacional –, e alimentação controlada.
Com o que vende ao público e o que vai para restaurantes como D.O.M., Vito e o carioca Roberta Sudbrack, a Beef Passion distribui, por mês, 10 toneladas de carne de dianteiro. “Temos gado angus e wagyu. Mesmo no dianteiro, a carne tem ótimo marmoreio – e o sabor é mais encorpado”, diz o dono, Antonio Ricardo Sechis.
Os cortes dianteiros custam menos e seu aproveitamento interessa também a quem cria o gado. “Não faz sentido vender só metade do boi”, diz Sechis. A carne do traseiro representa quase 48% do animal.
Na grande indústria, a tendência de aproveitar os cortes antes desprezados também é crescente. “Os cortes do dianteiro são hoje a menina dos olhos do mercado”, diz Henrique Freitas, gerente da linha Swift Black, da gigante JBS. Ele diz que os preços para peças do dianteiro podem chegar a 50% de um corte equivalente do traseiro – caso do petit tender, ou petit filé, tirado do peixinho, na paleta do boi, que seria um substituto do filé mignon.
“Os clientes estão descobrindo a variedade de cortes mais em conta”, diz Leo Teixeira, dono do açougue Talho Carnes, aberto há um ano em São Paulo.
Num futuro ainda distante, com o aumento da demanda pelos cortes do dianteiro – pela educação do consumidor e pela cultura de menos desperdício que se impõe – a tendência é que o preço suba. Mas até lá, churrasquear acém, peito e paleta, é bom negócio: mais sabor, mais barato. Conheça os cortes e como aproveitá-los.
FOTOS: Felipe Rau/Estadão
MIOLO DA PALETA
A paleta é a perna dianteira do boi e seu miolo não costuma pesar mais de 1 quilo e tem boa capa de gordura. À primeira vista, lembra uma picanha. Suas fibras, no entanto, são mais finas e mais magras. A peça tem boa proporção de gordura entremeada às fibras e pode, assim, render ótimo churrasco. Fatiado em bifes e feito na grelha ou selado numa chapa bem quente também rende: é uma carne saborosa, bem irrigada. Não vai desmanchar na boca, mas também não vai exigir grande trabalho dos dentes, tem maciez razoável.
PEIXINHO
Mesmo em animais de raças que acumulam mais gordura, como a angus, o corte derivado da parte da frente da paleta – o popular peixinho – é magro, tem bem menos gordura entremeada às fibras, o marmoreio, que seu vizinho raquete, por exemplo.
Tradicionalmente ele é usado no preparo de cozidos como o francês pot-au-feu, por supostamente ser duro demais para ir à frigideira ou chapa quente. O fato, no entanto, é que, quando bem cortado pelo açougueiro, fatiado em bifes, pode passar tranquilamente por medalhão de filé mignon –com o grande atrativo de custar a metade ou até um terço do preço. Isso porque o peixinho é de uma maciez a toda prova, acentuada na carne de gados que passam por seleção genética, confinamento, alimentação controlada.
Em inglês, este corte é conhecido como petite tender, petit filet, shoulder tender, nomes que muitas vezes também são usados aqui no Brasil.
RAQUETE (SHOULDER)
Não faltam nomes para este corte: raquete, sete da paleta, segundo coió, ganhadora, língua shoulder… Tanto faz como você vai chamá-lo, a verdade é que o pedaço de carne que fica na parte interna superior da paleta, ao lado do peixinho, é o supertrunfo do dianteiro: sob todas as formas de cocção ele vai vencer, ele vai dar certo. “É espetacular, muito saboroso, quem conhece não para mais de comer”, diz Sylvio Lazzarini, do Varanda Grill. Reza a tradição na Itália que a melhor forma de aproveitá-lo é cozinhá-lo com um belo vinho: está feito o brasato. Mas o corte mais comum da peça (shoulder steak), transversal, com a fibra correndo pelo meio, ovalado – daí a semelhança com a raquete de tênis –, fica irresistível simplesmente grelhado.
RAQUETE (FLAT IRON)
“Quando comecei a testar esse corte, fiquei emocionada, quase chorei”, brinca Letícia Massula, chef que ajuda a elaborar os cortes para a Feed. Lá, além do corte mais comum, tipo shoulder steak, é possível achar também um corte da raquete encontrado com mais facilidade nos Estados Unidos: o chamado flat iron steak. A diferença é que nesse caso, o que se faz é abrir a peça longitudinalmente, tirando a fibra branca e obtendo uma peça fina e longa.
O resultado é saborosíssimo: a carne, de boa textura e maciez surpreendente (se o corte é tirado de um animal de raça especial com alimentação controlada), presta-se com facilidade a uma passada rápida na chapa – e pode substituir, sem susto, por exemplo, um bife de contrafilé.
ACÉM
O acém é o maior corte do dianteiro bovino – ocupa o espaço entre o pescoço e a costela, acima da paleta. O miolo do acém sempre frequentou as grelhas de churrasqueiros mais avançados ou aventureiros. Mas, em geral, acém é um dos primeiros nomes que se associa à ideia de carne de segunda. Tem fama de “imastigável” se não passar um bom tempo na panela.
A verdade é que se trata de uma carne macia, relativamente magra e potencialmente muito saborosa. O corte tem sido usado pelo chef André Mifano, do restaurante Vito, em São Paulo num prato que concorreu ao Prêmio Paladar 2013: acém de wagyu com batatas. A raça japonesa é conhecida pelo altíssimo grau de marmoreio e maciez e nesse caso, basta uma cocção simples para que a carne se mostre.
Acém é chamado também de agulha, alcatrinha ou lombinho. Em inglês, corresponde à parte chamada de chuck.
COSTELA DO DIANTEIRO
A costela de dianteiro é tão ou mais saborosa e suculenta que a costela traseira. Ela fica na ponta do peito, na fronteira com o acém, um corte com osso mais fininho, mas com o tecido conjuntivo que o envolve cheio de colágeno, que lhe empresta a intensidade. Normalmente, no açougue comum, é uma carne mais magra. Mas em animais especiais, de alimentação controlada, ela traz um alto grau de marmoreio.
O primeiro impulso é jogar a peça numa grelha de churrasco – e, aí, não tem erro. Mas a costela presta-se ainda muito bem à chapa ou panela de ferro comum em casa. Mais fina, fica pronta com poucos minutos de exposição ao calor. “Difícil achar um corte mais saboroso que esse. Pode pegar, ancho, chorizo… Esses podem ser mais macios, mas essa parte da costela é imbatível”, diz Antonio Ricardo Sechis, da Beef Passion, que produz o corte com angus (caso da foto acima) e wagyu.
Em inglês, esse corte é parte do chamado short rib.
fonte: Estadão

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

União Europeia vistoria frigorífico e rebanho no Rio Grande do Sul


Técnicos chegam hoje ao Rio Grande do Sul e avaliarão condições de bovinos gaúchos e abates rastreados
Patrícia Comunello
Técnicos da União Europeia (UE) chegam hoje ao Estado para dar início a três dias de vistorias de abates e propriedades de pecuária de corte bovina. A última missão da UE para inspecionar as condições de produção e de processamento da carne que é exportada à região ocorreu em setembro de 2011. O foco dos técnicos será principalmente os controles de fluxo de animais desde as propriedades até a etapa industrial com aplicação do sistema de rastreabilidade com erro zero, exigência da comunidade europeia.

A primeira parada será em Bagé, na planta do Marfrig, uma das sete unidades de abates que estão em operação e habilitadas à exportação. A empresa, uma das maiores no mundo em processamento de proteína vermelha, tem quatro (três de abate e uma de corned-beef). Amanhã e na sexta-feira será a vez de duas fazendas com terminação de bois serem inspecionadas. Uma fica também em Bagé, e a outra na vizinha Dom Pedrito. Os locais foram sorteados há 15 dias, explica Anna Suñe, supervisora regional em Bagé do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), ligado à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa).

O Rio Grande do Sul dá a largada nessa nova missão. Também serão visitados Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou ontem que os técnicos (seis a oito) já estão no Brasil e esclareceu que só comentará o resultado das inspeções após a conclusão do roteiro, previsto para se prolongar até o fim deste mês. A data da conclusão não foi informada e nem número de plantas e total de propriedades nos quatro estados. O Brasil é hoje o maior exportador de carne vermelha no mundo, com quase 50% do volume. A UE é o terceiro destino. Para o Estado, foi o Segundo até agosto.

Na última missão destinada a verificar cumprimento de regras para vender carne bovina, o Estado ficou fora. Foram vistoriadas propriedades e plantas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, segundo o Mapa. Em 2013, o País recebeu representantes da região que soma 28 estados-membros e é considerada uma das mais apetitosas clientes para o fluxo externo devido à valorização recebida pela carne brasileira.

Hoje, o potencial, estabelecido por cotas, não é alcançado pelo produto local, e o subaproveitamento é atribuído à baixa adesão ao Sistema Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). No Estado, são cerca de 150, mas o número reduziu nos últimos anos.

Desde 2007 com rastreabilidade, o produtor Olavo Almeida de Salles, de Dom Pedrito, terá pela primeira vez uma das duas propriedades, a Estância Santa Luisa, na mira dos europeus. “Fiquei sabendo há 15 dias que havia sido sorteado. A gente fica preocupado, pois a responsabilidade é muito grande”, comentou o pecuarista, que fornece cerca de 1,5 mil cabeças por ano para abate na unidade do Marfrig em Bagé. “Não pode ter falha humana no controle e lançamento de informações no sistema.”

O pecuarista ressalta o custo para o rastrearmento, avaliado entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por animal. O produtor recebe, em média, R$ 100,00 a mais por carcaça do frigorífico, comparado à matéria-prima fora do Sisbov. “Dá trabalho e muita despesa, mas é importante para conquistar mercado.”

“O procedimento é padrão, não há motivo para preocupação. As exigências foram encaminhadas de forma positiva”, tranquiliza Anna, que também é auditora na região do sistema de rastreabilidade federal. A supervisora do DDA, que acompanhará a visita às duas fazendas, cita que o fluxo intenso de animais entre propriedades para engorda é uma das marcas da produção gaúcha, o que eleva a vigilância sobre os controles. Os técnicos devem atentar para documentação e registro no sistema, checando chip (brinco) usado pelos animais e o lançamento de dados.

Inspeção adia encontro para discutir modelo de rastreabilidade

A confirmação da inspeção hoje no frigorífico do Marfrig provocou cancelamento da reunião que ocorreria ontem, em Alegrete, e que retomaria as discussões de produtores, indústria e governo para adoção de um modelo estadual de rastreabilidade. Não há nova data para o encontro. O modelo vive impasse desde 2013, pois produtores são contra que o controle seja obrigatório. A inclusão no Sisbov é voluntária. A missão na planta bageense será acompanhada pelo serviço federal de inspeção do Mapa.

O gerente regional da Marfrig no Estado, Rui Mendonça, comentou que a vistoria é de rotina e que não espera nenhuma dificuldade. A unidade estaria, portanto, adequada às especificações para exportar. O volume de abates, Segundo Mendonça, mantém-se. Mendonça citou ainda que, há 15 dias, missão de técnicos dos Estados Unidos esteve na planta de Hulha Negra, especializada em corned-beef. Sobre o impasse em torno da rastreabilidade bovina no Estado, o executivo apontou que “espera construir um caminho”. A indústria opera com ociosidade e busca garantia de fornecimento de matéria-prima para manter aberta a planta de Alegrete.

Carne gaúcha aumenta as vendas para o mercado europeu

A União Europeia (UE) foi o segundo maior importador de carne bovina (in natura e processada, resfriada e congelada) do Rio Grande do Sul até agosto, considerando estados–membros compradores (Países Baixos, Itália, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Suécia) e confrontando com outros países individualmente de maior peso.

Levantamento do economista Guilherme Risco, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), mostrou receita com exportações à UE de US$ 5,2 milhões nos primeiros oito meses, cifra 17% maior que a de 2013 no mesmo período. O desempenho do mercado do bloco comum europeu ficou abaixo da taxa global de expansão do segmento na divisa gaúcha, de 43,4%, somando US$ 44 milhões ante US$ 30,7 milhões.

Hong Kong é o grande comprador hoje, gerando mais da metade da receita, US$ 22,8 milhões até agosto. A UE perdeu representatividade na matriz externa do Estado, saindo da fatia de 14,3% da receita no ano passado para 11,7% neste ano.

No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) apurou, até setembro, receita de US$ 5,3 bilhões, 10,87% acima do mesmo período de 2013. A UE foi a Terceira maior importadora, respondendo por US$ 663,9 milhões, 91,9 mil toneladas.
Fonte: Jornal do Comércio

Contratos futuros de boi estão em alta

 Os contratos futuros da arroba do boi negociados na BM&FBovespa atingiram máximas históricas ontem, com a persistência do tempo seco aumentando as preocupações sobre a recuperação das pastagens, o que pode atrasar a engorda do gado criado no pasto após um ano de baixa oferta.
O preço da arroba ficou sustentado ao longo de 2014 com uma oferta apertada de animais prontos para o abate, após uma das piores secas da história no Sudeste durante o último verão, somada a problemas estruturais do setor.
Os vencimentos outubro, novembro, dezembro e janeiro do segmento BM&F marcaram novas máximas de contrato ontem, com o dezembro operando em um pico de R$ 137,43 por arroba por volta das 16h15.
O contrato outubro superou 135 reais. "Não tem boi... Não chove, está uma falta de chuva, já era para estar com pasto verde... É a pior situação em 25 anos", afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Luiz Claudio Paranhos.
O mercado futuro tem espelhado o físico. Os preços da arroba do boi gordo no Estado de São Paulo fecharam a semana passada com valor nominal recorde, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa: R$ 131,84. Grande parte da pecuária brasileira é extensiva, o que explica o impacto da seca para a oferta de animais prontos para os frigoríficos.
Nesta época do ano, de entressafra de gado, a oferta de animais criados em confinamentos ajuda garantir o abastecimento aos frigoríficos, mas nem o gado confinado, cuja oferta é menor, mas concentrada neste período do ano, está segurando os preços, disse Paranhos.
"Além do clima, os confinamentos não deram conta... é uma série de fatores convergentes [para a alta]", afirmou.
Com os preços em alta, os consumidores passam a procurar por carne bovina. Segundo especialistas, o único limitador para o preço da arroba seria um arrefecimento no consumo interno de carne bovina, devido aos altos preço.
As altas temperaturas e a falta de chuvas previstas também deverão afetar áreas de café e cana-de-açúcar do Brasil, ameaçando reduzir mais do potencial produtivo das lavouras, disseram meteorologistas. No caso da soja e do milho, a seca tem atrasado o plantio.
A Somar Meteorologia e outros especialistas esperam que as precipitações mais fortes e generalizadas retornem somente depois do próximo dia 23 de outubro, quando uma massa de ar seco sobre o Sudeste do Brasil será rompida. Isso permitirá que as frentes frias tragam umidade às regiões produtoras. 
fonte:Reuters

terça-feira, 14 de outubro de 2014

HOMENAGEM NO DIA DO PECUARISTA

14 DE OUTUBRO É O DIA DO PECUARISTA
UMA DATA QUE MERECE SER COMEMORADA POR QUEM TEM FEITO MUITO PELO BRASIL.


Excepcional massa de ar quente alimenta grave onda de tempo severo

Chuva forte e temporais com granizo atingiram ontem vários municipios do Centro para o Norte gaúcho, conforme já alertava a MetSul. O granizo foi grande em alguns locais e fez estragos, como em Palmeira das Missões que teve perto de 1,5 mil casas atingidas. Lages, em Santa Catarina, decreta calamidade em razão da intensa precipitação de granizo da segunda-feira que afetou milhares de pessoas (imagens abaixo do Diário Catarinense, Thiago Paes e Prefeitura Municipal). Em Porto Alegre, pouco depos das 20h de ontem, caiu brevemente granizo miúdo em alguns bairros, mas sem registro de danos ou transtornos.
A massa de ar muito quente que cobre a maior parte do país serviu como combustível para alimentar a instabilidade associada a maior umidade presente entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ontem, as máximas foram de 40,7ºC no Paraná, 35,9ºC na cidade de São Paulo (3ª mais alta desde 1943 em outubro), 41ºC no interior paulista e 41,6ºC na cidade do Rio de Janeiro. Esta massa de ar quente é extremamente forte para esta época do ano, incomum pela força na primavera, e vai trazer máximas ainda mais altas e absurdamente elevadas (41ºC a 44ºC) no Paraná, Centro-Oeste e no Sudeste do país no restante desta semana (reproduções abaixo de O Popular e Metro SP). Recordes históricos de calor serão superados. O risco de incêndio em vegetação vai ser extremo e o calor excepcional associado ao ar muito seco com valores desérticos de umidade induzirá piora maior da qualidade do ar, com risco para a saúde, sobretudo de pessoas fragilizadas como idosos.
A terça-feira não repete o padrão atmosférico de intensa instabilidade de ontem, porém o dia ainda reserva chuva e garoa em algumas regiões. Ao menos em parte desta terça. O dia vai ter ainda maior presença de nuvens com períodos de chuva e garoa no Norte e Nordeste do Estado, mas na maioria das regiões o sol aparece com nuvens. Nestas regiões em que se espera ainda instabilidade, como é o caso de Porto Alegre, o tempo apresentará melhoria gradual. Pontos do Litoral Norte e de parte dos Aparados é que devem registrar melhora mais tardia do tempo. Já a temperatura estará agradável na maioria das regiões. Na quarta, o sol predomina no Estado com calor à tarde e que vai ser mais intenso no Oeste, Noroeste e no Norte.
Forte precipitação de granizo ontem assustou moradores da cidade gaúcha de Sarandi – João Lima/Rádio Sarandi
Atenção – A MetSul Meteorologia mantém sua advertência sobre um quadro de tempo extremamente severo e por demais preocupante ao longo da segunda metade da semana. A massa de ar quente excepcionalmente forte avançará em direção ao Uruguai e o Rio Grande do Sul a partir do Norte da Argentina e o Paraguai por conta de uma corrente de jato de baixos níveis. Não chegará a fazer calor intenso na maioria das regiões gaúchas por conta da instabilidade, mas o Noroeste deve ter máximas muito elevadas, acima de 35ºC nesta quarta e na quinta. O ar quente de Norte, ao encontrar a maior umidade sobre o Centro do continente, servirá como gasolina em fogo para detonar a formação de áreas de instabilidade muito fortes sobre o Centro da Argentina e o Uruguai entre a tarde e a noite desta quarta e no começo da quinta. No decorrer da quinta, temporais devem afetar pontos do Rio Grande do Sul. Na sexta e no sábado, muitos temporais são esperados no Uruguai e no território gaúcho. No domingo, tempestades devem ainda afetar partes do nosso Estado, mas com diminuição gradual da instabilidade no decorrer do dia. Santa Catarina e o Paraná também deverão apresentar registro de tempestades severas.
Palmeiras das Missões entra em situação de emergência após intensa queda de granizo de ontem à tarde - Uli Schiling
A MeSul reitera que alguns destes temporais entre quinta e o domingo podem ser muito fortes a violentos sobre o Centro da Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil com potencial de transtornos, danos e destruição. Alguns vendavais serão significativamente fortes e mesmo atividade tornádica não é afastada. Mais ocorrências isoladas de granizo no período de alerta devem ser esperadas, inclusive com tamanho grande a gigante em alguns pontos. Temporais ainda podem trazer volumes de chuva extremamente altos em curtos períodos (minutos a horas) com inundações rápidas. Os maiores acumulados no Rio Grande do Sul devem se dar do Centro para o Sul gaúcho, apesar da expectativa de chuva localmente intensa também na Metade Norte. Haverá municipios do Estado com 100 mm a 250 mm apenas de sábado a domingo com potencial de em alguns pontos a chuva superar 100 mm em menos de três horas nos episódios de chuva mais intensa de curta duração. Danos em lavouras, prejuízos estruturais em propriedades e interrupção de serviços essenciais como energia estão entre as prováveis conseqüências da grave onda de tempo severo da segunda metade da semana entre a Argentina e o Sul do Brasil.
fonte: MetSul

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Liquidez em pista no Genética do Pampa

Foi de R$ 747,45 mil o faturamento do remate Genética do Pampa, das cabanhas Santa Maria e Santa Prenda, realizado ontem, no Parque
Visconde de Ribeiro Magalhães, em Bagé. 

Foram vendidos 112 animais, com média geral R$ 6.673,66. Os touros Braford alcançaram a média 
de R$ 9.492, e as fêmeas, de R$ 3.766,36. Já na raça Hereford somente machos entraram em pista e garantiram a média de R$ 9.468,75. 
Toda a oferta foi comercializada. 

Na quarta-feira, o V Remate de Produção das estâncias Banhado e Santa Cecília vendeu R$ 206,10 mil. A média mais alta foi dos touros Red Angus, R$ 8.934,44.

Fonte: Correio do Povo

Capanegra fatura R$ 540 mil



Teve pista limpa o leilão da Cabanha Capanegra, realizado ontem, no Parque da Associação/Sindicato Rural de Bagé.

Foram comercializados, no total, 104 animais de três raças, o que permitiu o faturamento de R$ 541,65 mil. A média geral do remate ficou em R$ 5.208,17 para os 43 machos e as 61 fêmeas ofertados e vendidos. Os touros Aberdeen Angus alcançaram a média deR$ 8.301,72, e as fêmeas, a de R$ 2.874,19, em sintonia com o ritmo da primavera. Já os machos da raça sintética Brangus atingiram a média de R$ 10.312,50, enquanto as fêmeas foram comercializadas  pela média de R$ 2.325,00. 

Na raça europeia Red Angus, a média dos machos foi de R$ 9.475, e a das fêmeas alcançou R$ 3mil. O leilão da cabanha de Fernando Pons, localizada em Dom Pedrito, foi comandado pela Trajano Silva Remates. Os negócios prosseguem hoje. A exposição vai até o próximo domingo. A programação inclui palestras voltadas ao segmento rural. 

Fonte: Correio do Povo 

RS: Pecuaristas retomam debate da rastreabilidade estadual

Reunião em Alegrete criará comissão para discutir proposta alternativa
Apenas 150 mil reses em 150 propriedades são controladas pelo Sisbov

O reduto da pecuária de corte bovina que liderou a resistência e provocou a retirada da proposta de rastreabilidade feita pelo governo estadual em 2013 aceitou retomar a pauta. Reunião no dia 14 de outubro, em Alegrete, durante a Expofeira, instalará uma comissão com dirigentes de entidades de produtores de 11 municípios (responsáveis por 20% dos pouco mais de 2 milhões de animais abatidos por ano no Estado), da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapa) e do Ministério da Agricultura (Mapa) e do sindicato de frigoríficos para discutir uma proposta alternativa. A obrigatoriedade de uso do sistema, foco da rejeição do projeto anterior, ainda tem divergência.


A ameaça de fechamento da unidade do Marfrig, em Alegrete e com 640 empregados, por falta de animais reacendeu a discussão. A planta se insere no modelo agroexportador da companhia, que depende do monitoramento para ampliar embarques a mercados como o europeu, segundo executivos do Marfrig. “A gente sabe da proposta do governo. Fomos contra a exigência e não a rastreabilidade”, demarcou o presidente do Sindicato Rural de Alegrete, Pedro Piffero. Para o segmento, a diferença na nova investida é que vai “começar de baixo para cima”.


A reunião foi aprovada após consenso entre presidentes de 11 sindicatos. Estão na lista Alegrete, Barra do Quaraí, Itaqui, Maçambará, Manoel Viana, Quaraí, Santana do Livramento, Santiago, São Borja, São Francisco de Assis e Uruguaiana. As entidades tiveram encontros recentes com executivos do Marfrig, que apresentaram a necessidade de rastrear os animais, além de outras exigências como incentivo tributário e ajustes em temas ambientais de inspeção. “O projeto anterior foi feito entre governo e indústria, e na execução, a parte mais importante, que é o produtor, não sabia de nada”, lembrou o dirigente rural, que ressalta não haver posição sobre a obrigatoriedade. Piffero lembrou que a companhia também deu certeza de manutenção da unidade.


Piffero citou que o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) é voluntário. “Mas tem de fazer algo viável, não adianta fazer se não atender ao mercado externo”, admitiu o ruralista, que é um dos vice-presidentes da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). O convencimento dos produtores, adiantou Piffero, será trabalhado na comissão. A coordenadora da Câmara da Pecuária do Estado, Anna Suñe, comemorou como avanço a retomada da pauta e ressaltou que o monitonamento só vai funcionar com grande adesão. “Vamos buscar o consenso sobre o modelo”, adiantou Anna. O prazo para conclusão é incerto.


O titular da Seapa, Claudio Fioreze, preveniu que o projeto só voltará à Assembleia Legislativa com aceitação. “Não quero guerra, e sim consenso.” Um dos vice-presidentes da Farsul garantiu que a rastreabilidade virou prioridade. Hoje, apenas 150 mil cabeças em 150 propriedades são controladas pelo Sisbov. Anna lembra que o número já foi de 170 propriedades. O dirigente alegou que custo para manejo e registro dos dados no sistema de controle é o que mais preocupa. “O mais barato é o brinco”, citou Piffero, referindo-se ao chip do boi. Além disso, o produtor rural ressaltou que a indústria terá de pagar mais pelo produto (boi ou carcaça) rastreado.


“Se tiver valorização, a gente busca a tecnologia”, afirma Piffero, citando que programas de certificação de associações de criadores Angus e Hereford, por exemplo, pagam bonificação sem rastrear rebanho. Neste caso, o produtor previa entregar matéria-prima com mais padrão, novilho jovem e base genética britânica. Essa carne é a mais cobiçada pelo mercado nacional e tem potencial no Exterior. Duas das cinco plantas que o Marfrig operava foram paralisadas desde 2013. “Fizemos duas reuniões com a companhia, mas deixamos claro que o trabalho não beneficiará apenas uma empresa”, destacou Piffero. A região tem 25% do rebanho total gaúcho, com 13,4 milhões de cabeças entre bovinos de corte e leite. A planta, que é arrendada e foi erguida pelo Frigorífico Alegretense nos anos 1970, é habilitada a exportar à União Europeia e Rússia e única credenciada no Estado para fornecer à China.



Fonte: Jornal do Comércio

Feira de Terneiros de Cachoeira do Sul manteve valorização no mercado de reposição


Foto: Divulgação/Assessoria
Feira de Terneiros de Cachoeira do Sul, foi realizada em 09/10/2014 as 18:00 horas, no parque da Fenarroz, ofertando 178 terneiros, 152 terneiras e 74 vaquilhonas de grande valor zootécnico, predominantemente Angus e Braford.  

A feira faz parte do circuito de feiras ANPTC Sul. O Jurado de classificação dos animais foi o  Médico Veterinário Dimas Rocha, diretor executivo da Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha, que salientou a grande qualidade da amostra. 

Abaixo os resultados do julgamento.
Lote Campeão Terneiros. Brinco nº 2, (Braford). Produtor: Paulo Schawab.
Lote Reservado Terneiros. Brinco nº 1, (Braford). Produtor: Paulo Schawab.
Lote Campeão Terneiras. Brinco nº 61, (Red Angus). Produtor: Luiz Henrique Sesti.
Lote Reservado Terneiras. Brinco nº 52, (Angus). Produtor: Jorge Lara e outros.
Lote Campeão Vaquilhonas. Brinco nº 85, (Angus). Produtor: Rubem Cury
Lote Reservado Vaquilhonas. Brinco nº 84, (Braford). Produtor: Ewaldo Heiderich.

A comercialização foi a cargo do Escritório Querência Agronegócios, e o leiloeiro foi o experiente maestro Ênio Dias dos Santos.
Verifique as médias abaixo.
  • Terneiros R$ 4,69
  • Terneiras R$ 4,58
  • Vaquilhonas R$ 4,55

Segundo Dimas Rocha, o núcleo de produtores de terneiros de Cachoeira do Sul, cumpriu com seus objetivos de oferecer lotes padronizados e diferenciados em qualidade, facilitando a reposição de confinadores e criadores.
Este evento fez parte da 64ª FEAPEC, promovida pelo Sindicato Rural de Cachoeira do Sul.
Fonte: Assessoria Agropecuária