sexta-feira, 17 de abril de 2015

Brasil fatura US$ 1,3 bi com exportações de carne bovina no 1º trimestre do ano

Em março, país registrou aumento nas exportações da carne - tanto em faturamento quanto em volume. Irã e Rússia apresentaram maior crescimento

São Paulo, 09 de abril de 2015 – A indústria de carne bovina brasileira registrou um faturamento de US$ 481 milhões nas exportações em março, com embarques de mais de 116 mil toneladas. Comparado a fevereiro, os números mostram recuperação: crescimento de 7,6% em faturamento e 13,85% em volume. No primeiro trimestre, as exportações totalizaram US$ 1,3 bilhão.

Dos dez principais países importadores da carne brasileira, o Irã e a Rússia foram os mercados que mais apresentaram crescimento em março, tanto em faturamento como em volume. Para o Irã foram enviadas 8.827 toneladas de carne – crescimento de 99% com relação ao mês de fevereiro – com faturamento de US$ 31,6 milhões – aumento de 92% comparando com o mês anterior.

Já a Rússia que, em fevereiro, ocupou o quinto lugar no ranking, subiu duas posições, em março de 2015. O País comprou pouco mais de 17 mil toneladas de carne brasileira, 49,63% a mais que fevereiro, o que gerou um faturamento de US$ 58 milhões, 54,45% maior que o mês anterior.


Posição
País
Faturamento US$ (mar/2015)
Volume em toneladas (mar2015)
1
HONG KONG
128.276.804,18
34.232,72
2
UNIÃO EUROPÉIA
62.106.968,18
9.719,20
3
RÚSSIA
58.197.334,53
17.903,95
4
EGITO
33.538.082,33
10.489,14
5
ESTADOS UNIDOS
31.776.042,87
3.536,50
6
IRÃ
31.653.981,28
8.827,54
7
VENEZUELA
28.221.219,13
4.923,62
8
CHILE
23.651.230,82
4.872,25
9
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
9.435.333,81
2.038,25
10
ARGÉLIA
8.278.737,56
1.967,40


O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2015 com mais de 318 mil toneladas de carne bovina brasileira exportada – 17,58% menos do que no mesmo período do ano passado. Somado, o faturamento nos três primeiros meses do ano alcançou o valor de US$ 1,3 bi, queda de 17,59% em relação a 2014. 


Posição
País
Faturamento US$ (1°tri/2015)
Volume em toneladas (1°tri/2015)
1
HONG KONG
389.366.263,81
96.623,31
2
UNIÃO EUROPÉIA
183.428.043,03
26.550,55
3
EGITO
157.681.259,91
47.120,14
4
RÚSSIA
124.879.954,78
39.132,43
5
VENEZUELA
101.568.133,45
18.225,41
6
ESTADOS UNIDOS
90.707.336,47
10.023,72
7
CHILE
60.479.054,34
12.403,13
8
IRÃ
56.352.414,72
15.407,75
9
ISRAEL
23.285.726,57
4.447,58
10
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
21.959.157,68
4.704,85


De acordo com o presidente da ABIEC - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antônio Jorge Camardelli, o setor espera uma recuperação gradativa, já que o cenário começa a se estabilizar. “Tivemos a reabertura de importantes mercados como Iraque e África do Sul. Outros fatores podem contribuir para o incremento das exportações como o retorno às compras de carne bovina brasileira por parte da China e Arábia Saudita”, diz Camardelli.

Categorias

A carne in natura seguiu como a categoria de produtos brasileiros mais importada em todo o mundo, atingindo um faturamento de US$ 340 milhões no mês.  Vale destacar que a categoria salgadas cresceu 123,93% em faturamento e 132,14% em volume em relação a fevereiro de 2015.


Posição
Categoria
Faturamento US$
Volume (toneladas)
1
In natura
340.524.754,78
82.533,32
2
Industrializada
67.515.647,27
10.664,00
3
Miúdos
64.022.353,73
20.494,68
4
Tripas
5.727.198,91
1.724,38
5
Salgadas
3.779.728,00
687,73
 
Fonte: ABIEC 

Angus vende 3,9 mihões de doses e bate novo recorde

Inseminação: Angus bate mais um recorde em 2014

Foto: Central Bela Vista
Pela movimentação e troca de informações no mercado, até já era previsto. Novamente a Angus, entre todas as raças das espécies bovina, bubalina e zebuína, a exemplo de 2013, foi a que mais vendeu sêmen em 2014 no Brasil. Esse fenômeno já não pode ser encarado como novidade, pois já vem ocorrendo desde antes de 2013, impulsionado pelos cruzamentos Angus x zebuínos e pelo interesse dos produtores em participar do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus.
O Angus preto (o Aberdeen Angus) vendeu, segundo dados da ASBIA, 3.441.103 doses em 2014, representando um crescimento de 18,21% sobre 2013. E a variedade Red Angus comercializou 436.894 doses, registrando pequena queda de 4,10% em relação a 2013. Entretanto, a soma dos pretos com os vermelhos resulta em fantásticas 3.877.994 doses de sêmen Angus vendidos em 2014, contra os 3,39 milhões de unidades de 2013. O crescimento em relação a 2013 foi de 14,4%. “Os pecuaristas brasileiros percebem cada ano com maior clareza, pelos resultados que obtêm, que cruzar com Angus significa padronização do rebanho às exigências dos frigoríficos e, por consequência, maior produtividade e produção, resultando em mais dinheiro no bolso”, avalia, mais do que satisfeito, o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber.
Com essa performance, além de registrar o novo recorde, cresce ainda mais a presença da eficiente genética Angus no mercado brasileiro, que em 2013 já alcançava 43% de participação nas inseminações feitas em gado de corte, ratificando um mercado já consolidado de sua liderança entre as raças taurinas no País. Em 2014 a participação da Angus foi de 45,8%.

Novo recorde
Assim, em 2014, a raça Angus bateu novo recorde de vendas de sêmen. Desta vez o número de doses vendidas pela Angus somou 3,877 milhões de unidades. Os dados são mesmo surpreendentes, além de históricos. Mas confirmam uma tendência que ano após ano vinha se acentuando no mercado de sêmen brasileiro.
Em números redondos, em 2013 foram comercializadas quase 3,4 milhões de doses de sêmen Angus em todo o País, o que representa crescimento de 17,82% em relação aos números registrados em 2012. Em 2012, a fatia do mercado da Angus era de 38,7% e em 2011 de 34%.
Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, trata-se de um resultado excepcional, que comprova o sucesso do casamento entre Angus e Nelore, base do rebanho bovino brasileiro e produtor de carcaças de alta qualidade. “Essa genética resulta em altos níveis de produtividade com ganhos significativos para a qualidade da carne produzida”, assinala Weber.

Mais genética nacional
“Este resultado sinaliza a evolução do nível de confiança dos pecuaristas no trabalho dos produtores brasileiros de genética Angus. Estes criadores, ao longo de décadas, têm investido pesado na seleção de animais capazes de transmitir no campo o melhor das características da raça, agregando qualidade e produtividade aos rebanhos”, aponta o diretor do Programa Carne Angus  Certificada, Reynaldo Titoff Salvador. Para ele, é uma tendência mundial o crescimento da raça Angus, dado à qualidade da carne produzida e à sua precocidade. “Por tudo isso, entende-se a busca cada vez maior pelo sêmen Angus e considerando as condições climáticas do Centro-Oeste, a inseminação é uma ferramenta a mais, além do uso de touros. O sêmen é a alternativa prática, disseminada no uso em milhares de fêmeas zebuínas especialmente via IATF”, observa o dirigente.

Mudando e melhorando
Mas via de regra esse crescimento da venda de sêmen de Angus no Brasil não acontece como um fato isolado. Uma série de mudanças positivas na pecuária brasileira explicam com objetividade este fato. Há cerca de uma década a busca pela carcaça de qualidade se instalou no campo, a partir das exigências cada vez maiores de padronização de carcaças imposta pelos frigoríficos. As modernas tecnologias estão cada vez mais disponíveis e numa relação custo/benefício positiva ao produtor. O cruzamento industrial ganhou passos largos e hoje a fórmula do sucesso é cruzar com Angus. Junto veio a Inseminação Artificial a Tempo Fixo (IATF), a busca por mais produtividade dos rebanhos, o crescimento dos confinamentos e sistemas intensivos de engorda, o ingresso de muitos pecuaristas em programas de carne de qualidade, o crescimento desses programas e por aí afora. Finalmente se consolida que o cruzamento Angus com Nelore não é só o melhor resultado, mas é também lucro garantido.

Novos critérios
A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) decidiu alterar a forma de apresentação do seu relatório anual – Index Asbia -, que representa aproximadamente 92% do mercado brasileiro de IA. Segundo o presidente da entidade, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, a partir de 2014, o Index Asbia foi ajustado para representar de maneira mais exata o mercado brasileiro, segmentando e analisando em paralelo a exportação e a prestação de serviços.
Outra novidade do relatório anual foi a não inclusão dos dados de venda de sêmen por raça e por Estado da Federação. Segundo a Asbia, esses números serão utilizados de maneira estratégica pelas empresas associadas da entidade nos seus planos de negócios. Mas, como tudo que é proibido, os dados acabaram vazando, como já vimos nesta matéria ...
De acordo com o Index Asbia, o mercado geral de sêmen no Brasil teve crescimento de 4,49% em 2014 ante o ano de 2013. O movimento total foi de 13.609.311 em 2014 diante de pouco mais de 13 milhões em 2013. As vendas para o consumidor final foram de 12.035.332 de doses de sêmen.
O mercado brasileiro tem a proporção de 59% para gado de corte e 41% para gado de leite. Também tiveram crescimento o segmento de venda de botijões, com aumento de mais de 6,4%, o que indica a entrada de novos usuários na utilização da técnica.

Fonte: Jornal Angus@newS – edição Março/Abril de 2015, por Eduardo Fehn Teixeira

COOPERALIANÇA inicia obras da unidade industrial em Guarapuava/PR

O “sonho grande” de um grupo de produtores do Paraná começa a ser concretizado. Iniciaram no mês de Dezembro/2014, com o lançamento da pedra fundamental, as obras da unidade industrial da CooperAliança.
A cooperativa de produtores, parceira do Programa Carne Angus Certificada desde 2012, conta atualmente com 111 cooperados, cujaspropriedades são localizadas em diferentes municípios do estado do Paraná.
Em um terreno de 7,5 hectares, a obra está em seu início, com as máquinas realizando a terraplanagem. A Cooperaliança terá toda a sua estrutura contemplada no empreendimento. Além do frigorífico propriamente dito, a Cooperaliança terá ainda a sua sede administrativa e área social instaladas no local.

Segundo o diretor presidente da Cooperaliança, Edio Sander, o investimento para a construção do frigorífico será de aproximadamente R$ 20 milhões. A obra deve gerar, de início, mais de 80 empregos diretos. “Além de atender o Paraná, os cooperados têm como meta comercializar produtos para o todo Brasil”, reforça, lembrando que a Cooperaliança foi fundada em 2007 por um grupo de criadores de bovinos e ovinos. “Esta aliança cresceu e conquistou novos sócios. Com o frigorífico, vamos garantir todo o processo, da produção à indústria, elevando o nome de Guarapuava com produtos de alta qualidade como o Novilho Precoce, Cordeiro Guarapuava e o Aliança Angus Premium, gerando empregos e fortalecendo a economia”, finaliza Sander.

O Gerente do Programa Carne Angus, Fábio Schuler Medeiros, em visita as obras da nova unidade na semana passada, destacou algumas informações sobre o projeto. “Será uma unidade industrial moderna, com excelentes equipamentos e toda planejada visando a produção de carne de alta qualidade, a essência da cooperativa” destacou Medeiros. “Em paralelo, estamos desenvolvendo em conjunto com a Cooperativa um trabalho com os produtores da região, especialmente junto aos produtores de terneiros, fundamentais nos planos da cooperativa que busca trabalhar exclusivamente com animais Angus em questão de poucos anos” afirma o executivo. “A oferta de terneiros Angus de qualidade está crescendo no Paraná! Os produtores tem buscado investir em genética e produzir melhores terneiros ANGUS” afirmou Sander,
A unidade industrial deverá ser concluída no próximo ano e será um marco na história desta promissora cooperativa do estado do Paraná. Nas palavras de Cervantes, gravadas na pedra fundamental da obra “Quando se sonha sozinho, é apenas um sonho. Quando sonhamos juntos é o começo da realidade”

Fonte: ABA 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Juros agrícolas serão elevados nesta semana


Reajuste das taxas deve ser anunciado até quinta-feira, de acordo com os ministros da Agricultura e da Fazenda
Até o fim desta semana, o governo vai anunciar novas taxas de juros que serão praticadas para o setor agrícola. De acordo com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, os novos índices, que serão? mais altos, serão? apresentados pela presidente Dilma Rousseff até quinta-feira, junto com a divulgação das condições para o pré-custeio, modalidade de financiamento para a compra de insumos e fertilizantes.

Em defesa dos ajustes na economia e com o discurso da "realidade fiscal", o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que "obviamente" os juros agrícolas serão reajustados. "Os juros vão ter aquele realinhamento natural diante da situação que a gente está vivendo", afirmou.

Kátia e Levy participaram ontem da Tecnoshow Comigo, feira de tecnologia para o agronegócio em Rio Verde, estado de Goiás. Kátia Abreu ressaltou a importância da presença de Levy, dizendo não se lembrar de nenhuma vez que um ministro da Fazenda tenha saído de Brasília para participar de uma feira de agronegócios.

A ministra explicou que os juros mais baixos praticados nos últimos anos fizeram com que os produtores rurais se capitalizassem. "Estamos em outra condição fiscal", afirmou. Ela indicou que as taxas de financiamentos agrícolas vão acompanhar as movimentações de mercado. "Se houver aumentos nas condições do juro no mercado nacional, o juro da agricultura também deverá alterar", disse. "Mas volume de recursos não irá faltar", garantiu.

Kátia informou que as novas taxas não serão incompatíveis com o setor, mas não quis adiantar os valores. "Em quanto os juros vão aumentar será anunciado nas próximas horas pela presidente, junto com o pré-custeio", disse antes de ponderar que o anúncio será feito nesta semana, possivelmente até quinta-feira.

O pré-custeio é uma antecipação ao Plano Safra 2015-2016, para que o setor viabilize a produção. De acordo com Levy, o anúncio do plano será feito até o fim deste mês. "Vamos anunciar o novo Plano Safra com realismo", disse.

Os ministros tiveram que ouvir as insatisfações do setor. O presidente da Comigo, uma das maiores cooperativas agrícolas do País, Antônio Chavaglia, que é responsável pela organização da feira, criticou a baixa destinação de recursos do governo para o seguro agrícola. Após as declarações de Levy e Kátia, Chavaglia disse que há uma apreensão do produtor rural com a indefinição das taxas de juros.

Na tentativa de dinamizar a economia no agronegócio, o governo vai ampliar o crédito para a classe média. Levy e Kátia anunciaram que o governo pretende aumentar entre 20% e 25% os recursos disponibilizados pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). No ano passado, o volume liberado chegou a R$ 16 bilhões, segundo a ministra da Agricultura.

Levy defendeu que o incentivo à classe média pode alavancar uma série de atividades. De acordo com a ministra da agricultura, a classe média rural encolheu nos últimos anos, ao contrário da classe média urbana.

Kátia Abreu afirmou ainda que o governo vai apresentar uma medida provisória que garante R$ 300 milhões ao seguro rural. Segundo ela, o valor não tinha sido empenhado no fim do ano passado. O Ministério da Fazenda estaria articulando a elaboração do texto com a Casa Civil, mas a ministra não disse qual o prazo para apresentação ao Congresso.
fonte: Jornal do Comercio

Gisele Loeblein: RS em busca do status de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Caberá ao médico veterinário Bernardo Todeschini, chefe do serviço de saúde animal da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, a tarefa de coordenar o subgrupo de trabalho do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) para tratar da questão da febre aftosa. O antigo debate da necessidade – ou não – da vacina ganhou corpo a partir da decisão do Paraná de optar pela não imunização – a próxima campanha, em maio, deve ser a última.
O objetivo, explica Todeschini, é ter enfoque técnico-científico. O primeiro passo será verificar quais as condições necessárias para o avanço de status – hoje, o Rio Grande do Sul é livre da doença com vacinação. Cada item levantado será checado de maneira quantitativa.
– A partir disso, monta-se um futuro plano de ação – explica o veterinário, que de 2010 a 2013 trabalhou na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entidade que reconhece o status sanitário.
E não é apenas a pressão vinda dos Estados da região que faz o tema ser retomado. O cenário vivido no RS é muito diferente, afirma o especialista. Em outras palavras, “evoluiu muito”.
– Esse movimento de agora tem uma base mais sólida do que no passado – entende Todeschini.
O último foco da doença foi registrado no Estado em 2001. Não existe circulação do vírus no território gaúcho desde 2002. O avanço do status sanitário permitiria o acesso a mercados hoje restritos.
– A retirada da vacina é uma meta. Mas ainda não tem data definida – diz Rogério Kerber, presidente do Fundesa.
Nesta quarta-feira, na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) – que reúne RS, SC, PR e MS – também foi criado grupo de trabalho para tratar do tema. Segundo o secretário de Agricultura gaúcho, Ernani Polo, que assumiu a coordenação da Comissão de Agricultura, o objetivo é a busca do status de zona livre da doença sem vacinação. Hoje, só os catarinenses têm essa condição.
debate está mais uma vez posto. Resta saber no que vai dar.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ano complicado para as pastagens cultivadas de inverno


Este começo de outono de 2015 está se mostrando complicado para implantação de pastagens cultivadas de inverno.
Fatores como verão chuvoso e temperaturas altas promoveram um grande acúmulo de matéria verde nos campos do Rio Grande do Sul, tornando mais difícil a limpeza de pastagens de ressemeadura e o preparo de áreas de primeiro ano.
Em conversa com alguns produtores podemos observar que onde era realizada uma dessecação no início de fevereiro, neste ano foram necessárias duas ou três para obter o mesmo resultado.
A falta de chuva também atrapalhou quem desejava fazer a implantação no cedo, com o intuito de ter pastoreio no final de abril e início de maio.
Pode-se também observar que nas áreas de soja já colhidas, onde normalmente havia azevém de ressemeadura (também conhecido como azevém guacho) estão limpas, sem brotação ainda.
No quesito custo pode-se observar um aumento médio de 50,0% no valor pago na semente de azevém comum, 31,5% em alguns tetraploides e diploides de ciclos mais longos, 30,0% no diesel, 33,0% em adubos como MAP e DAP e 37,5% na ureia.
Estas altas estão intimamente ligadas à valorização do dólar, ocorridas neste período.
No caso especifico das sementes, além da desvalorização do real para a importação do Uruguai. A colheita de 2014 foi aquém do esperado, o que promoveu um desabastecimento e elevou o preço do produto.
Vamos exemplificar.
Para implantação de uma pastagem consideremos os seguintes itens/hectare:
– 3 litros de glifosato;
– 30 kg de azevém comum;
– 150 kg de DAP;
– 100 kg de ureia;
– 15 litros de diesel;
No ano passado esta pastagem custava R$485,00/ hectare. A mesma pastagem custa R$645,00/hectare, ou seja, alta de 33% para implantação.
Se transformarmos este desembolso em kg de boi nos mesmos períodos veremos que este aumento não foi tão significativo quanto parece, Pois o boi também subiu neste período.
No caso do ano passado necessitaríamos de 57,7 kg contra 63,2 kg em 2015; um aumento de 9,5%, bem menor que os 33,0% se levarmos em conta somente o preço.
Todo este cenário é acompanhado de uma valorização da reposição, que foi puxada pela alta do boi gordo.
Creio que em 2015, a palavra de ordem será GESTÃO, tanto de custos , fazendo reduções orçamentárias sem perda de eficiência econômica, como de processos para poder produzir uma quantidade maior de kg em um período menor de pastoreio, devido ao possível atraso da entrada dos animais nas pastagens.
Por Eduardo Castilho

Kátia Abreu anuncia R$ 9 bilhões em crédito para pré-custeio da safra


Os recursos para o pré-custeio da safra somarão R$ 9 bilhões este ano, anunciou nesta terça-feira (14) a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, ao sair de reunião no Ministério da Fazenda. As linhas de crédito de pré-custeio financiam a compra de insumos como fertilizantes e defensivos agrícolas antes do início de cada safra.

De acordo com a ministra, as condições dos empréstimos, como juros, carência e prazo, serão anunciadas nesta quarta-feira (15). Do montante total, R$ 7 bilhões sairão do Banco do Brasil, e os R$ 2 bilhões restantes, da Caixa Econômica Federal.

“Estão faltando apenas detalhes [para anunciar as linhas de crédito para o pré-custeio]. Os recursos já estão disponíveis. Vão sair R$ 7 bilhões do Banco do Brasil e R$ 2 bilhões da Caixa. Os R$ 7 bilhões no Banco do Brasil são para a agricultura geral [pequenos, médios e grandes produtores] e os R$ 2 bilhões da Caixa, com juro menor, para o Pronamp [programa para médios agricultores]”, disse a ministra.

Mais cedo, os dois bancos tinham anunciado o orçamento das linhas de crédito, sem detalhar as condições dos empréstimos. Para a safra 2014/2015, as linhas do pré-custeio têm taxa média de 6,5% ao ano. Por causa do ajuste fiscal, o governo aumentou juros dos financiamentos subsidiados, como as linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, a ministra não informou como ficarão as taxas para esta safra.

Produtores rurais e entidades como a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) vinham reclamando da demora na liberação dos recursos das linhas de pré-custeio. Tradicionalmente, o governo libera os empréstimos entre o fim de fevereiro até meados de março.

Agência Brasil

domingo, 12 de abril de 2015

Pressão no mercado do boi gordo no RS

Há uma tendência sazonal de pressão nos preços do gado gordo no Rio Grande do Sul em março e abril, segundo o histórico. Figura 1.
Figura 1. Variação mensal dos preços do boi gordo, no rio Grade do Sul, de 2003 a 2014
Variação de preços do boi no RS
Fonte: Scot Consultoria / Lance Agronegócios
Este gráfico representa o comportamento de preços, numa média de 11 anos, no Rio Grande do Sul.
Nele, temos uma queda de 0,9% em março e de 2,1% em abril. Movimento que normalmente acontece em função do descarte das fêmeas que falharam na estação reprodutiva e que já tinham boa condição corporal (prontas para o abate ou quase). Esta categoria permite um engorde rápido, pela baixa exigência nutricional, antes do vazio forrageiro de maio e junho. Isto, somado à oferta final de animais oriundos da engorda de verão, com pastagens cultivadas e campo nativo causa nas cotações.
Este ano, o movimento está bastante parecido, até o momento. Veja na figura 2.
Figura 2. Variação mensal dos preços do boi gordo, no Rio Grande do Sul em 2015.
Preços do boi no RS em 2015
Fonte: Lance Agronegócios
Abril já começou com 2% de queda, o que significa que a retração pode ser maior um pouco maior que a média histórica. Nos últimos 4 anos temos observados amplitudes de oscilações maiores que em anos anteriores.
Até o momento, os movimentos estão muito parecidos, o que indica que o comportamento das cotações no resto do ano também pode ser parecido. Com boas altas em maio, junho e julho, e novas quedas em agosto, setembro e outubro.
Mas sempre devemos ter cuidado com as oscilações do mercado do boi, devemos nos basear em históricos e adicionar a conjuntura atual para podermos ver as tendências com mais acurácia.
Para as próximas semanas a expectativa é de que os preços do boi gordo continuem pressionados, porém, com a falta de suporte forrageiro que geralmente ocorre em maio, e a consequente diminuição da oferta de animais para abate, as cotações devem ganhar firmeza no próximo mês.
Utilize as variações do mercado como ferramenta para elaborar um bom planejamento de comercialização, o que pode melhorar muito o resultado final do sistema de produção.
Qualquer dúvida entre em contato com nossa equipe pelo site www.lanceagronegocios.com.br ou pelo e-mail renato@lanceagronegócios.com.br
Por Renato Fagundes Bittencourt