terça-feira, 27 de junho de 2017

Principais indicadores do mercado do boi –26-06-2017

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
23/06/17Diferença
22/Jun16/Jun23/Mai/17
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 126,83-0,95%-1,67%-6,93%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.072,73-1,71%-2,18%-2,46%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.019,97-0,14%-1,13%-11,21%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 38,05-0,89%-2,99%-8,23%
DólarR$ 3,33-0,06%1,37%1,41%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou baixa de 0,95%, nessa sexta-feira (23) sendo cotado a R$ 126,83/@. O indicador a prazo foi de R$ 127,73.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa de 1,71%, cotado a R$ 1072,73/cabeça nessa sexta-feira (23). A margem bruta na reposição foi de R$ 1019,97 e apresentou baixa de 0,14%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (23), o dólar apresentou apresentou baixa de 0,06% e foi cotado em R$ 3,33. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,89%, sendo cotado a US$ 38,05. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 23/06/17
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Jun/17126,740,1177562 
Jul/17121,00-0,69612292 
Ago/17120,25-2,054831 
Set/17120,43-1,931010 
Out/17121,04-1,944.8182.609 
Nov/17121,68-1,95694 
Dez/17122,07-1,9630 
Jan/18120,38-1,9300
Fev/18123,68-1,99530 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
15/06/17127,54128,4815/06/171097,01.
16/06/17128,98132,1616/06/171096,591085,73
19/06/17128,26130,2719/06/171096,591085,73
20/06/17127,16128,2720/06/171095,101090,22
21/06/17128,04130,2521/06/171094,31.
22/06/17128,05130,1922/06/171091,381080,07
23/06/17126,83127,7323/06/171072,73.
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para jun/17 apresentou alta de R$ 0,11 e foi negociado a R$ 126,74 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jun/17
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
23/06/17Diferença
22/Jun16/Jun23/Mai/17
Traseiro (1×1)R$ 10,400,00%-1,89%-6,31%
Dianteiro (1×1)R$ 7,600,00%1,33%0,00%
Ponta AgulhaR$ 7,300,00%-1,35%-5,19%
Equiv. FísicoR$ 149,820,00%-2,05%-5,86%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 22,995,60%-4,13%0,52%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 149,82. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 22,99 e apresentou alta de R$ 1,22 no dia. Conforme mostra a tabela acima
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Carne brasileira teme novas restrições estrangeiras


Depois da suspensão temporária imposta pelos Estados Unidos, cadeia teme que outros mercados adotem uma posição semelhante
Os próximos dias serão tensos para a cadeia da carne brasileira. O setor torce para que mercados com mais peso, como o Japão e a União Europeia, por exemplo, não acompanhem os Estados Unidos, país que suspendeu temporariamente às importações de carne bovina in natura do Brasil, o maior produtor mundial. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22).
Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção (FSIS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), inspecionou 100% da carne in natura vinda do Brasil, e rejeitou 11% desses produtos. O número é bem maior do que a taxa média de rejeição de 1% para a carne importada de outros países. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a suspensão é por causa da “reação a componentes da vacinação da febre aftosa”.
De janeiro a maio, US$ 49 milhões em carne bovina in natura foram exportados pelas plantas nacionais aos EUA. Pouco mais de 1% dos US$ 4,35 bilhões obtidos anualmente pela pecuária de corte brasileira. No entanto, mais importante do que o volume, está à credibilidade.
Segundo consultores de mercado, o posicionamento fitossanitário dos EUA funciona como uma baliza para outros clientes exigentes, que costumam se alinhar com as decisões tomadas em Washington. “Vamos torcer para que não tenha nenhuma decisão parecida da Europa e do Japão. Nunca foi levantada esta lebre do abscesso (caroço na carne) decorrente da vacina contra a febre aftosa”, observa José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
Frangos e suínos
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou comunicado nesta sexta-feira, 23, para reforçar que as sanções determinadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) às importações de “carnes” do Brasil não se referem a carnes de aves e de suínos. Na manifestação publicada no site da USDA, é informada a suspensão de importações de “brazilian beef”, ou carne bovina. Maior produtor mundial (18,2 milhões de toneladas) e segundo maior exportador (3 milhões de toneladas) de carne de frango, os Estados Unidos não são importador do produto avícola brasileiro, esclarece a ABPA. Atualmente, o Brasil é o maior exportador (4,3 milhões de toneladas) e segundo maior produtor (12,9 milhões de toneladas) de carne de frango do mundo. No caso da carne suína, “não houve qualquer anúncio de bloqueios por parte das autoridades norte-americanas”, informa a ABPA. Os Estados Unidos são hoje o 15º maior importador de carne suína brasileira, com 1,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio deste ano (0,5% das exportações do setor nacional).
O analista da agência Safras e Mercados, Fernando Iglesias, concorda que as próximas horas e dias serão decisivas para a inserção da carne brasileira no mundo. “O Japão acompanha muito os Estados Unidos. É para lá que precisamos ficar atentos. Apesar de não ser um mercado expressivo para a carne bovina, o Japão é muito relevante como destino do frango brasileiro e este episódio prejudica ainda mais a imagem de nossa proteína animal, bastante abalada desde a operação Carne Fraca”, pondera Fernando Iglesias.
Por envolver pequenos volumes de carne, não se espera que o embargo americano tenha repercussão imediata para os pecuaristas brasileiros – que estão em “maré baixa” desde a Operação Carne Fraca - e nem para os consumidores, que, salvo algum desdobramento mais drástico, continuarão pagando os mesmos preços nos supermercados. “Nem os americanos terão dificuldade de substituir o que era fornecido pelo Brasil, nem nós vamos ter um volume significativo de carne sobrando”, avalia Iglesias. “O grande ponto é ver como se comportarão os outros países nos próximos dias”, reafirma o analista.
Ano complicado
Segundo o coordenador do Laboratório de Pesquisas em Bovinocultura (Lapbov), da UFPR, Paulo Rossi, 2017 definitivamente não está sendo um ano bom para pecuária brasileira. “O ano começou difícil. Tivemos uma série de problemas, como a Carne Fraca e a questão da JBS, mas o grande problema está no consumo”. Só neste mês, a cotação da arroba do boi gordo caiu de R$ 140 para R$ 128.
De acordo com o professor da UFPR, por causa da crise econômica, não há consumo de carne no país, com isso os frigoríficos não abatem e produtor amarga o prejuízo. “E os preços nas gondolas do varejo não caem”, complementa.
Além de citar todas as questões já levantadas, a consultora da AgriFatto, especializada em pecuária, Lygia Pimentel, diz a delação de Joesley Batista, dono da JBS, maior empresa de carne do mundo, pode piorar ainda mais o cenário. “Na delação, Batista cita fiscais agropecuários. Ainda não sabemos em que situações ele foram citados, mas isso pode aumentar a nossa crise de credibilidade”.
15 frigoríficos
brasileiros foram afetados pela decisão dos Estados Unidos de suspender as compras de carne bovina in natura do Brasil, entre eles cinco unidades da JBS, quatro da Minerva e quatro da Marfrig, informou o Ministério da Agricultura. Também estão com vendas suspensas ao país frigorífico da Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados de Gurupi, no Tocantins, e a Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG). As unidades da JBS estão em Nova Andradina, Naviraí e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e em Lins e Andradina, em São Paulo. As unidades da Minerva estão em Barretos (SP), Palmeira de Goiás (GO), Araguaina (TO) e Janaúba (MG). As da Marfrig estão localizadas em São Gabriel (RS), em Paranatinga (MT), em Promissão, interior de São Paulo, e Baraguassu (MS).
fonte: Agrolink

ABHB anuncia parceria com novos frigoríficos e intensifica distribuição da Carne Certificada Hereford




Oportunidade ímpar para os criadores das raças que mais crescem no Brasil

O Programa Carne Pampa, da Associação Brasileira de Hereford e Braford, fechou o primeiro semestre de 2017 com excelentes novidades. Além de firmar parceria com dois novos frigoríficos e projetar para breve a entrada de mais uma planta SISBI no Rio Grande do Sul, intensificou ações já consolidadas com o Frigorífico Silva e o complexo gastronômico Eataly Brasil, em São Paulo.  
A partir deste segundo semestre, os Frigoríficos Cowpig, cuja planta está situada em Boituva (SP), e o El´Golli, localizado no município de Taió (SC), passarão a produzir junto com os Frigoríficos Silva (RS), Producarne (RS), São João (SC) e Novicarnes (PR) Carne Certificada Hereford. Trata-se, conforme o CEO da ABHB, Fernando Lopa, de uma estratégia adotada pela Entidade para suprir com cortes certificados Hereford pontos de venda nos estados brasileiros que eram atendidos pelo Frigorífico Marfrig, que optou por interromper os abates com Associações de Raça nas unidades gaúchas de Bagé, São Gabriel e Alegrete.
Oportunidade ímpar para os criadores das raças que mais crescem no Brasil, já que os participantes terão seus animais (machos e fêmeas) bonificados em até 11% acima do preço do mercado. O diretor do Frigorífico Cowpig, Renato Sebastiani, participou da I Semana Hereford e Braford em São Paulo, realizada em abril, com o objetivo de divulgar a nova parceria e saiu muito satisfeito. “A Cowpig procurou fazer parte desta parceria por acreditar na raça Hereford, que se destaca pelo ganho de peso e qualidade da carne, que é reconhecida mundialmente e por isso queríamos tê-la no nosso rol de produtos”, afirmou, ao destacar a aceitação dos criatórios da região. “Todos eles falam a mesma coisa: o Hereford é melhor do que outras raças britânicas dentro da porteira. Rende muito mais e isto nos traz a certeza de que poderemos ter uma das melhores carnes para abastecer o estado de São Paulo”.
Hoje, o estabelecimento com sede em Boituva, disponibiliza produtos cárneos para cerca de 80% das lojas, boutiques e supermercados de São Paulo e passará a aceitar animais para serem terminados no próprio frigorífico. “Não havia nenhum frigorífico abatendo carcaças de animais Hereford, Braford e seus cruzamentos em São Paulo. Sentíamos que os produtores estavam deixando de criar Hereford pela ausência de incentivos. Nossa bonificação irá trazer de volta este interesse”, destacou.
O Programa Oficial de qualidade das carnes bovinas provenientes das raças Hereford e Braford, criado de forma pioneira em 1998 pela ABHB, fechou 2016 com cerca de 50 mil animais certificados de um total de 134.322 exemplares com padrão HB abatidos pelas plantas frigoríficas cadastradas ao programa. Um incremento de 34% no número de carcaças certificadas em 2015, totalizando 1.099.482,6 quilos de desossa com o selo CCH. Esses números comprovam volume e constância de produção, sem deixar de perder o foco e a qualidade intrínseca ao produto.
Eataly Brasil
Outra novidade é que a ABHB irá intensificar uma parceria estabelecida ainda em 2015 entre o complexo gastronômico Eataly Brasil e o Frigorífico Silva, que passou a garantir um produto diferenciado aos consumidores paulistas, com certificação pelo selo de qualidade Carne Certificada Hereford. Na companhia da supervisora de vendas do Frigorífico Silva em São Paulo, Rosiflor Carmen Dalbosco, uma equipe da ABHB conheceu as estruturas do açougue que comercializa apenas cortes oriundos das raças Hereford, Braford e seus cruzamentos, localizado no 1º andar do complexo.
Trata-se do açougue Macelleria Di Eataly, que tem como princípio buscar a sua carne em fazendas familiares onde os animais pastam livremente e seguem uma dieta saudável e natural, vivendo de forma sustentável. Para eles, o Pampa gaúcho é considerado o bioma perfeito, acumulando todos esses conceitos em um só lugar. O espaço tem realizado degustação de carne certificada Hereford de forma periódica com o objetivo de propagar a qualidade do produto. E o retorno tem sido espetacular, segundo Rosiflor. A própria direção de eventos do Eataly propôs à ABHB um calendário de atividades ao longo do ano, com cursos dinâmicos e palestras sobre a Carne Certificada Hereford.  
fonte : Agrolink

sexta-feira, 23 de junho de 2017

EUA suspendem importação de carne ‘in natura’ do Brasil

Desde março, o serviço de inspeção de alimentos do país informa que barrou 11% dos produtos de carne fresca brasileira

Os Estados Unidos suspenderam nesta quinta-feira todas as importações de carne bovina “in natura” do Brasil devido a recorrentes preocupações com a segurança sanitária dos produtos, informou em comunicado o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A suspensão deve continuar até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome “medidas corretivas” que o departamento considere satisfatórias, informou o órgão.
“Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que o USDA faz, e o Brasil seja um dos nossos parceiros há tempos, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos”, disse o secretário da Agricultura, Sonny Perdue.
“O produto que já está na água não vai poder entrar”, afirmou o analista de pecuária dos EUA da Steiner Consulting Group, referindo-se às cargas que já estão a caminho dos Estados Unidos.
O USDA informou também que, desde março, quando foi deflagrada a operação Carne Fraca no Brasil, o Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos dos Estados Unidos (FSIS) recusou 11% dos produtos de carne fresca brasileira que tentaram entrar no país. Com a operação, o FSIS passou a inspecionar toda a carne nacional que chegava em solo americano.
“Esse valor é substancialmente superior à taxa de rejeição de 1% das remessas do resto do mundo. Desde a implementação do aumento da inspeção, o FSIS recusou a entrada para 106 lotes de produtos bovinos brasileiros devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal”, afirmou o USDA.
Segundo o departamento, o governo brasileiro se comprometeu a resolver essas questões, “inclusive pela autossuspensão de cinco instalações de transporte de carne para os Estados Unidos”. 
O mercado de carne bovina brasileira nos Estados Unidos havia sido fechado em 2003 e só foi reaberto em agosto do ano passado.
O Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, ainda vende pequenos volumes para os EUA, na comparação com o total que embarca, mas a suspensão norte-americana é representativa, e pode levantar preocupações, porque os critérios do país costumam ser observados por outros importadores.
De janeiro a maio, as exportações de carne bovina “in natura” do Brasil aos EUA somaram 4,68 mil toneladas, o equivalente a US$ 18,9 milhões, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A título de comparação, os embarques à China, um dos maiores importadores, somaram, no mesmo período, 52,8 mil toneladas, enquanto as vendas para Hong Kong atingiram 42,9 mil toneladas.

Autossuspensão

Na semana passada, o Ministério da Agricultura brasileiro suspendeu as exportações de cinco frigoríficos para os Estados Unidos, depois de as autoridades sanitárias americanas identificarem irregularidades provocadas pela reação à vacina de febre aftosa. 
De acordo com técnicos do Ministério da Agricultura, o mecanismo de “autossuspensão” permitiria que as exportações fossem retomadas de forma mais acelerada. Em nota, eles disseram que “trabalham para prestar todos os esclarecimentos e correções no sentido de normalizar a situação”.
O Ministério da Agricultura brasileiro ainda não se manifestou sobre a nova suspensão. O Palácio do Planalto informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
A Abiec, associação que representa os exportadores no país, não tinha um comentário imediato.
A brasileira JBS, maior produtora de carnes do mundo, negou-se a comentar a suspensão dos EUA, onde tem grande parte de suas operações.

Carne Fraca

Os EUA foram um dos poucos países que não interromperam a compra de carne do Brasil depois de a Operação Carne Fraca, lançada em março, identificar problemas sanitários em várias plantas exportadoras.
A primeira fase visou a atuação de Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente da Agricultura no Paraná, considerado o responsável por um esquema de propina em troca de vantagens indevidas a frigoríficos de todos os portes.
Autorizada pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, a Carne Fraca bloqueou cerca de R$ 1 bilhão, entre contas e bens de investigados. Nos dias que se seguiram, diversos países ameaçaram restringir a compra de carne brasileira, o que levou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e o presidente Michel Temer (PMDB) a fazerem eventos e viagens para convencer governos estrangeiros a continuarem acreditando na qualidade dos produtos.
(Com Reuters)

Principais indicadores do mercado do boi –21-06-2017

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
20/06/17Diferença
19/Jun13/Jun18/Mai/17
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 127,16-0,86%-1,67%-7,13%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.095,10-0,14%-0,83%0,34%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.003,04-1,63%-2,58%-14,10%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 38,37-1,37%-1,48%-12,33%
DólarR$ 3,310,52%-0,19%5,93%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou baixa de 0,86%, nessa terça-feira (20) sendo cotado a R$ 127,16/@. O indicador a prazo foi de R$ 128,27.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa de 0,14%, cotado a R$ 1096,10/cabeça nessa terça-feira (20). A margem bruta na reposição foi de R$ 1003,04 e apresentou baixa de 1,63%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na terça-feira (20), o dólar apresentou apresentou alta de 0,52% e foi cotado em R$ 3,31. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 1,37%, sendo cotado a US$ 38,37. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 20/06/17
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Jun/17125,990,1963192 
Jul/17120,00-2,35628181 
Ago/17119,75-1,48436106 
Set/17119,30-3,031011 
Out/17119,90-3,055.2704.133 
Nov/17120,53-3,07681 
Dez/17120,92-3,0831 
Jan/18119,25-3,0400
Fev/18122,57-3,125229 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
12/06/17129,82133,2612/06/171113,891115,56
13/06/17129,32130,9513/06/171104,211082,58
14/06/17127,54128,4814/06/171097,01.
16/06/17128,98132,1616/06/171096,591085,73
19/06/17128,26130,2719/06/171096,591085,73
20/06/17127,16128,2720/06/171095,101090,22
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para jun/17 apresentou alta de R$ 0,19 e foi negociado a R$ 125,99 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jun/17
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
20/06/17Diferença
19/Jun13/Jun18/Mai/17
Traseiro (1×1)R$ 10,40-0,95%-1,89%-9,57%
Dianteiro (1×1)R$ 7,601,33%1,33%-2,56%
Ponta AgulhaR$ 7,300,00%-1,35%-7,59%
Equiv. FísicoR$ 150,93-0,86%-2,20%-8,68%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 23,77-0,88%-4,92%-16,21%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 150,93. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 23,77 e apresentou baixa de R$ 0,21 no dia. Conforme mostra a tabela acima
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.

Austrália registra alta nas exportações de bovinos vivos em maio

As exportações de maio foram o maior volume mensal de gado vivo para engorda e abate da Austrália nesse ano, com 77 mil cabeças exportadas, sustentadas por um aumento significativo nas exportações para o Vietnã.
No entanto, até agora nesse ano, as exportações de gado vivo atingiram 291 mil cabeças, 37% abaixo dos volumes do ano passado, como destacado na última edição do Livelink.
As exportações de gado continuam a ser restringidas por preços elevados e disponibilidade reduzida, bem como por uma variedade de desafios no mercado. Os importadores vietnamitas e indonésios continuam relutantes em entrar no mercado com os altos preços oferecidos.
Embora maior em maio, os altos preços do gado australiano continuam a limitar os embarques para o Vietnã; as exportações até maio foram 35% menores em relação ao ano anterior, com 72 mil cabeças.
Para a Indonésia, as exportações até maio caíram em 21%, para 198 mil cabeças, apesar de um modesto aumento nas exportações no mês. A presença do búfalo indiano e as limitações de fornecimento da Austrália continuam a ser fatores proeminentes na redução das exportações de gado para a região.
Fonte: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.