terça-feira, 10 de outubro de 2017

Unidade do Marfrig em Alegrete exporta 50 toneladas de carne para China

A Prefeita Cleni Paz da Silva, esteve na manhã desta terça-feira,10, a convite dos diretores executivos do Frigorífico Marfrig, acompanhando o primeiro carregamento de 50 toneladas de carne que serão exportadas para a China.
O primeiro abate do frigorífico aconteceu no dia 31 de agosto e são abatidos em torno de 550 animais por dia, sendo que 20% do gado é oriundo dos produtores de Alegrete. Até o momento segundo informações da coordenadora do RH, Cátia Gonçalves já foram contratados 672 funcionários e este número poderá aumentar, caso a planta também inicie a exportar para os EUA.
“A previsão é de que a partir da próxima semana serão abatidos 650 animais por dia. Se a unidade de Alegrete for habilitada a exportar para os Estados Unidos, aumentará o número de abates, e consequentemente o número de vagas de emprego. O objetivo da empresa é exportar 60% de sua produção, hoje estamos carregando 2 containers com 25 toneladas cada, os quais serão embarcados para a China”, ressalta Silvio Geddel Trindade, Gerente Comercial da Empresa.
A Prefeita visitou alguns setores da empresa, inclusive a câmara fria com 700 toneladas de carne aguardando para serem exportadas para países como China, Egito e Rússia.
A Prefeita cumprimentou uma equipe de funcionários do Mercado Baklizi de Uruguaiana, que estavam no local acompanhando o funcionamento do Frigorífico. A empresa Baklizi do ramo de supermercados, será uma das empresas que se instalará no município, contribuindo com a geração de renda e empregos. A previsão de inauguração da loja é Fevereiro de 2018.
Menor Aprendiz: curso Auxiliar Administrativo
A visita ao Frigorífico tratou também do requerimento de convênio, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para habilitar a unidade de Alegrete a exportar carne para os Estados Unidos (EUA). Foi tratado com a Coordenadora de RH uma parceria entre o município e o Marfrig, para realização de um curso de “Menor Aprendiz” (curso de auxiliar administrativo). A Prefeitura cederá um espaço de sala de aula para que o curso seja ministrado.
‘Importante este contato e esta parceria entre o município e o frigorífico, além da geração de empregos e renda, estamos também com a parceria do “Menor Aprendiz”, onde o frigorífico disponibilizará 33 vagas, sendo que os alunos estão garantidos para o estágio remunerado na unidade. Esta atitude é importante pois a nossa cidade necessita do entendimento das nossas empresas para colocar nossos jovens no mercado de trabalho”, ressalta a Prefeita Cleni Paz da Silva.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O mercado chinês é o mais promissor quando o assunto é a exportação de carne bovina.

Os principais produtores mundiais apostam no crescimento do consumo de carne bovina na China que, já mostram sinais de crescimento.
E por falar nisso a perspectiva do USDA é que a China apresente o maior crescimento de demanda por carne bovina dentre os maiores exportadores mundiais. 
A China tem um rebanho de bovinos que está entre os maiores do mundo. Aliás, o rebanho de vacas de corte da China, em número de cabeças, só perde para o rebanho do Brasil. 
Veja também como tem evoluído a produção de carne bovina na China nos últimos anos. Clique aqui e acesse os dados. Mas o assunto aqui é outro e vamos voltar a ele. Como está evoluindo o consumo de carne bovina na China?
A Tabela a seguir apresenta a evolução dos dados de consumo de carne bovina na China, em termos percapita, desde o ano 2000, segundo dados da OCDE.
consumo de carne bovina na China

Atualmente (2017) o consumo de carne bovina na China está em 4,07kg por habitante ao ano.

É importante mencionar que esse valor ainda é bastante modesto frente aos maiores consumidores mundiais. Mas, mesmo desconsiderando os principais consumidores de carne bovina, a FAO estima o consumo médio mundial em torno de 7,90kg por habitante ao ano.
Considerando a média mundial, a China segue bastante abaixo e isso revela o enorme potencial de crescimento do consumo no país.

O interessante é que mesmo discretamente, o consumo de carne bovina na China tem evoluído.

Entre os anos de 2000 e 2017 a alta acumulada é de 39,3% ou cerca de 2,0% ao ano, em média.
A Figura abaixo destaca o comportamento do consumo percapita de carne bovina na China entre o ano 2000 e 2017.


Fonte: Dados da OCDE (adaptado por Farmnews)
 fonte: Farmnews 

Ranking de consumo de carne bovina por país, em 2016, segundo a FAO/USDA. & Dados que mostram onde estão os maiores rebanhos e quem são os maiores países produtores de carne bovina do mundo.

Ranking de consumo de carne bovina por país, em 2016, segundo a FAO/USDA.

O mundo consumiu, em 2016, cerca de 129,5 bilhões de libras de carne bovina. Isso representa um consumo em torno de 58,74 milhões de toneladas.

Isso equivale a um consumo de carne bovina médio percapita de 7,90 kg por habitante ao ano.

O país de maior consumo de carne bovina no mundo é o Uruguai, seguido da Argentina e Hong Kong. Esses 3 países apresentam um consumo percapita de carne bovina superior a 50 kg por habitante ao ano.
Os Estados Unidos são o quarto país dessa lista, enquanto o Brasil é o quinto, com consumo de carne bovina bem próximo dos norte-americanos.
Veja lista abaixo dos principais países do mundo quando o assunto é consumo percapita de carne bovina.

RankPaísConsumoPopulaçãoPercapita
(mil toneladas)(milhões hab.)(kg/hab./ano)
1Uruguai194,03,4456,3
2Argentina2.390,043,8554,5
3Hong Kong381,07,3551,9
4EUA11.664,1324,1236,0
5Brasil7.499,1209,5735,8
6Paraguai222,06,7333,0
7Austrália717,024,3129,5
8Canadá950,036,2926,2
9Cazaquistão445,017,8624,9
10Chile432,018,1323,8
11Israel180,08,1922,0
12Suíça176,08,3821,0
13Turquia1.620,079,6220,3
14Nova Zelândia81,04,5717,7
15Costa Rica86,04,8617,7

Veja pelos dados acima que em termos absoluto o maior consumidor de carne bovina do mundo são, nesta ordem, Estados Unidos, Brasil e Argentina.
Esses 3 países juntos consomem mais de 1/3 do que é consumido em todo planeta (cerca de 36% ou 21,5 milhões de toneladas de carne bovina).
O importante é avaliar que o consumo de carne bovina mundial de 7,90 kg por habitante ao ano está muito abaixo dos principais países consumidores, o que mostra um potencial de crescimento da demanda.
Vale destacar também que a China não aparece entre os principais países consumidores. A China aparece apenas na posição de número 47 no rank, com um consumo médio percapita de 12,2 kg por habitante ao ano.

Dados que mostram onde estão os maiores rebanhos e quem são os maiores países produtores de carne bovina do mundo.

A Tabela abaixo consolida o rebanho total dos principais países em termos de efetivo de animais, em 2016, segundo USDA/FAO.

Rebanho bovino, em milhões de animais
Mundo998,31
RankPaís2017%
1Índia303,3530,39%
2Brasil226,0322,64%
3China100,0810,03%
4Estados Unidos93,509,37%
5União Européia89,258,94%
6Argentina53,515,36%
7Austrália27,752,78%
8Rússia18,431,85%
9México16,501,65%
10Turquia14,041,41%
11Canadá12,101,21%
12Uruguai11,841,19%
13Nova Zelândia9,900,99%
14Egito6,990,70%
15Belarus4,320,43%

O maior rebanho do mundo, em número de animais está na Índia, seguido do Brasil, China, Estados Unidos e União Européia.
O rebanho mundial está em torno de 998,3 milhões de animais, sendo que a Índia representa 30,3% desse total, com mais de 300 milhões de bovinos em seu território.
O Brasil, com 226,0 milhões de bovinos, tem 22,6% do total de animais do planeta. O importante é destacar que os 5 maiores rebanhos mundiais detém mais de 70% dos animais ao redor do mundo.
Já sabemos os países com o maior rebanho, mas, quais países são os maiores produtores de carne bovina? A Tabela a seguir destaca os países com maior produção de carne bovina.

Produção de carne bovina, em milhões de ton.
Mundo60,48
RankPaís2017%
1Estados Unidos11,3818,83%
2Brasil9,2815,35%
3União Européia7,8512,98%
4China6,9011,41%
5Índia4,257,03%
6Argentina2,604,30%
7Austrália2,073,43%
8México1,883,11%
9Paquistão1,752,89%
10Turquia1,582,62%
11Rússia1,342,22%
12Canadá1,131,87%
13África do Sul0,931,55%
14Colômbia0,841,40%
15Nova Zelândia0,641,07%

Os Estados Unidos são os maiores produtores de carne bovina, com cerca de 11,6 milhões de toneladas ao ano (18,8% do que é produzido no mundo).

Apesar de possuírem apenas quarto maior rebanho do planeta, os EUA são os mais eficientes na produção de carne bovina.
O Brasil, União Européia, China e Índia completam a lista dos principais produtores de carne bovina, com 9,2, 7,8, 6,9 e 4,2 milhões de toneladas anuais, respectivamente.

O Farmnews apresenta os países com os maiores rebanhos de vacas de corte em 2016.

A Tabela a seguir destaca os dados de rebanhos de vacas de corte, por país produtor, no ano de 2016, segundo dados do USDA.
rebanhos de vacas
Como revelam os dados da Tabela acima, o Brasil possui o maior rebanho de vacas de corte do mundo.

E o rebanho de vacas de corte no mundo em 2016 foi de 203,65 milhões de cabeças e o Brasil lidera esse indicador, seguido da China e dos Estados Unidos.

E o Brasil e a China, sozinhos, participam com mais de 50% do rebanho de vacas de corte do mundo (aproximadamente 53%).
A Figura a seguir ilustra a participação do rebanho de vacas de corte por pais produtos, no ano de 2016.

rebanhos de vacas
Fonte: Dados do USDA (adaptado por Farmnews)

E além de apresentar o rebanho de vacas de corte por país, o Farmnews também já destacou o crescimento do rebanho de vacas de corte no mundo.
Temos discutido a questão do crescimento do estoque de animais nos principais países produtores de carne bovina e, nada melhor que avaliar a evolução do estoque de vacas para este diagnóstico. Clique aqui!
O patamar mais elevado do rebanho de vacas no mundo aconteceu em 1992, quanto atingiu 218,54 milhões de cabeças. E entre os anos de 1985 a 2014 o estoque de vacas no mundo ficou acima de 200 milhões de cabeças.

Atualmente o rebanho de vacas está cerca de 5,5% menor que o pico apurado em 1992, mas, 1,4% maior que o verificado no ano passado.
fonte: FarmNews

Inicia Censo Agropecuário 2017 em propriedades rurais

Por IBGE
Iniciou nessa semana a fase de coleta do Censo Agropecuário 2017 em todo o Brasil. A expectativa é de que os mais de 18 mil recenseadores do IBGE visitem todos os estabelecimentos agropecuários do País, estimados em cerca de 5 milhões, entre outubro deste ano e fevereiro de 2018.
Mais de 18 mil recenseadores vão a campo coletar as informações. O trabalho envolve o levantamento de informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, o papel da agricultura familiar, etc. 
O IBGE realiza outros levantamentos, como a Produção da Pecuária Municipal, a Produção Agrícola Municipal e as Trimestrais da Agropecuária: o Censo, no entanto, é a única que recolhe dados de todos os estabelecimentos produtores, além de servir como subsídio para as outras. Por isso, tem a abrangência de um retrato do campo brasileiro. 
Importante: Identificação do Recenseador  
Uma das novidades deste Censo Agropecuário 2017 é a possibilidade de confirmar a identidade do recenseador através do QR Code que cada um deles levará no crachá, localizado no lado esquerdo do peito do colete. O código pode ser lido pelo celular e redirecionará diretamente para o site do IBGE, que fará a checagem. 
No crachá também poderão ser encontrados outros dados, como o nome completo do recenseador, sua matrícula, identidade e validade das informações ali constantes, além da foto do agente de coleta.
O último elemento de identificação do recenseador é o DMC (Dispositivo Móvel de Coleta) que cada um deles estará portando no momento da aplicação do questionário. O dispositivo é obrigatório, pois é justamente nele onde os agentes registrarão os dados de cada estabelecimento, assim como o georreferenciamento de cada propriedade.

domingo, 8 de outubro de 2017

Abrafrigo: Exportação total de carne bovina em setembro cresce 17% em volume e 18% em receita


Abrafrigo: Exportação total de carne bovina em setembro cresce 17% em volume e 18% em receita
Foto: Ilustração/Internet
As exportações brasileiras de carne bovina totais (in natura e processada) cresceram em setembro em comparação com igual mês do ano anterior, em volume e em receita. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas no mês passado 135,60 mil toneladas, 17% mais ante setembro de 2016. Em receita, o avanço foi de 18%, para US$ 555,2 milhões.

Para a Abrafrigo, o mercado internacional está amplamente favorável aos países exportadores de carne bovina como o Brasil. "O apetite dos chineses parece inesgotável, aumentando suas importações mês a mês", afirma a associação em nota. Em 2017, Hong Kong ampliou suas importações em relação a 2016 até agora em 11% (de 222.568 mil toneladas para 247.043 toneladas), enquanto que a China continental aumentou em 31,8% no mesmo período (de 111.172 toneladas para 146.567 toneladas).

No acumulado de 2017, as vendas de carne bovina in natura e processada alcançaram a 1,065 milhão de toneladas, ante 1,042 milhão de toneladas de igual período no ano passado. Já a receita cresceu 7%, para US$ 4,33 bilhões. 
fonte: Portal Agronoticias