quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Principais indicadores do mercado do boi –01-11-2017

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
31/10/17Diferença
30/Out24/Out28/Set/17
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 140,350,54%0,79%-1,36%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.194,55-0,12%0,29%1,17%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.121,231,25%1,33%-3,91%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 42,84-0,14%-0,13%-4,06%
DólarR$ 3,280,68%0,92%2,82%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou alta de 0,54%, nessa terça-feira (31) sendo cotado a R$ 140,35/@. O indicador a prazo foi de R$ 141,50.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa de 0,12%, cotado a R$ 1194,55/cabeça nessa terça-feira (31). A margem bruta na reposição foi de R$ 1121,23 e apresentou alta de 1,25%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na terça-feira (31), o dólar apresentou alta de 0,68% e foi cotado em R$ 3,28. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,14%, sendo cotado a US$ 42,84. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 31/10/17
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Out/17139,430,384.4391.491
Nov/17142,450,654.8921.582
Dez/17145,600,651.625125
Jan/18145,45-0,1032515
Fev/18143,200,00688
Mar/18143,600,0000
Abr/18144,150,0000
Mai/18144,750,0068611
Out/18150,500,154608
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
23/10/17139,65141,8323/10/171185,94.
24/10/17139,25140,7324/10/171191,151193,63
25/10/17137,90139,2525/10/171191,151193,63
26/10/17138,90140,5326/10/171192,501194,28
27/10/17140,40140,8527/10/171192,681199,41
30/10/17139,60141,4830/10/171195,981202,90
31/10/17140,35141,5031/10/171194,551202,49
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para out/17 apresentou alta de R$ 0,38 e foi negociado a R$ 139,43 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para out/17
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
31/10/17Diferença
30/Out24/Out28/Set/17
Traseiro (1×1)R$ 11,100,00%0,00%0,00%
Dianteiro (1×1)R$ 7,100,00%-4,05%-5,33%
Ponta AgulhaR$ 7,300,00%-1,35%-5,19%
Equiv. FísicoR$ 158,700,00%-0,37%-0,49%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 18,35-3,93%-8,43%6,69%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 158,70. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 18,35 e apresentou baixa de R$ 0,75 no dia. Conforme mostra a tabela acima.
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

Brasil pode suprir cota argentina de carne à UE, apesar de só o RS possuir gado padrão europeu; Mercosul quer oferta maior

Com a desestruturação da pecuária do vizinho, segundo o vice-presidente da Farsul, o BR conseguiria atender as cotas 481 e Hiltom juntando à carne gaúcha o produto originário de cruzamentos industriais com o zebu. Basta os frigoríficos entrarem nesse mercado. Amanhã (31), em reunião do Mercosul, países membros discutem aumento da oferta europeia, que foi de pouco mais de 70 mil toneladas e o bloco defende mais de 300 mil.
Confira a entrevista com Gedeão Pereira - Vice-Presidente da Farsul
LOGO nalogo

Gedeão Pereira, vice-presidente da Farsul, que estará presente na reunião que vai abordar sobre as exportações de carne bovina do Mercosul para a Europa. Um dos pontos que será tratado neste reunião, é uma abertura de mercado mais ampla, em que a União Europeia (UE) ofertará cerca de 70 mil toneladas, considerada muito baixa. O bloco peder mais de 300 mil toneladas de aumento, o que representa 5% do consumo do UE>
Entre as exigências proposta pela União Europeia está a exportação de carne Gourmet. Segundo Gedeão Pereira, é importante o Mercosul estar presente no mercado europeu, pois os cortes nobres são destinados a Europa.  
O Brasil está entre os maiores players do mercado bovina, a Argentina ficou reconhecida com a carne de qualidade, porém ainda não consegue cumprir as cotas. O Brasil conseguiria suprir o vácuo argentino, mesmo com só o Rio Grande do Sul possuindo gado de origem inglesa, contando com a carne oriunda dos cruzamentos indutriais.
Atualmente, os países que conseguem cumprir as cotas são Brasil, Uruguai e o Paraguai, que exige cada vez mais uma presença majoritária nos mercados internacionais. Entre as cotas do Mercosul que se destacam são 42% que se destina ao Brasil, 25% destinada a Argentina, 15% destinado ao Uruguai e 7% ao Paraguai.
Os países  do Mercosul que possuem  as cotas 481 são o Uruguai e Argentina. O Paraguaí e o Brasil ainda não tem, porém o  Brasil pretende ter em breve. As cotas mais remuneradas são a 481 e a Hilton, que entre as exigências são a rastreabilidade, na qual o Brasil precisa melhorar.
No Brasil, a referência em produção de carne gourmet é o estado de São Paulo, tem também alguns nichos, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. De acordo com Gedeão Pereira, a importância da reunião é ampliar as cotas de exportação de carne bovina para o Mercosul.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 31 de outubro de 2017

COTAÇÃO DE GADO GORDO E REPOSIÇÃO - REGIÃO PELOTAS/RS 31.10.2017





Região de PELOTAS 
em: 31/10/2017

Preço da Carne a Rendimento
BOI: 9,10 - 9,60
VACA: 8,10 - 8,60
PRAZO: 30 DIAS 


KG VIVO: 
BOI GORDO:
4,50 - 4,80
VACA GORDA:
3,90 - 4,10
TERNEIROS 
5,30 - 6,00
TERNEIRAS
4,70 - 5,00
NOVILHOS 
4,70 - 5,20
NOVILHAS 
4,60 - 4,90
BOI MAGRO
4,40 - 4,50
VACA DE INVERNAR
3,70 - 3,80
 
*PREÇO MÉDIO. NÂO ESTÃO INCLUIDAS BONIFICAÇÕES. PRAZO DE 30 DIAS.


Fonte: Pesquisa realizada
por: http://wwwlundnegocios.com.br

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

CNA debate exportação de bovinos vivos


CNA debate exportação de bovinos vivos


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou como convidada da reunião ordinária da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (ABREAV), na segunda (23), em São Paulo. O encontro debateu temas relevantes para o setor como os principais países exportadores e importadores de gado vivo. Segundo o presidente da ABREAV, Ricardo Barbosa, o Brasil figura uma posição de destaque nesse setor. “O Brasil possui um excedente de rebanho bovino capaz de atender tanto a exportação de carne quanto a exportação de bovinos”, afirmou o presidente. A ABREAV foi institucionalizada recentemente e já representa 33% da exportação brasileira de bovinos vivos.
O assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Rafael Linhares, fez uma apresentação sobre a “participação da CNA em prol das exportações brasileiras de gado vivo”. A CNA atuou na revisão de Certificados Zoosanitários Internacionais (CZI) já estabelecidos, na homologação de CZI Padrão e na homologação de CZI para abertura de novos mercados. A mais recente atuação da CNA esta sendo na revisão da Instrução Normativa 13 de 2010 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A IN 13 estabelece as normas de procedimentos básicos para a preparação de animais vivos para a exportação.
“A exportação de bovinos vivos é mais uma opção para o produtor na venda de seus animais. O pecuarista pode comercializar seus animais para o abate, vender seus animais para exportação ou até mesmo se tornar um exportador de gado em pé, com a devida preparação”, segundo o assessor. A ABREAV pretende oferecer todo o suporte para empresas e produtores associados se tornarem exportadores. O suporte se dará na preparação e aprovação dos Estabelecimentos de Pré Embarque (EPE), nas questões sanitárias, nos assuntos de ordem logística, entre outros.
Toda operação atende padrões de manejo nutricional e sanitário, além das normas de bem estar animal desde as fazendas de origem até o desembarque no porto de destino. A via marítima é o principal modal dessas exportações onde navios adequados fazem o transporte. Os primeiros embarques de gado vivo brasileiro ocorreram em 2003, quando não existia a função da EPE. O setor se desenvolveu com o apoio do MAPA e teve seu auge entre os anos de 2013 e 2014, quando cada ano exportou mais mais de 600 mil bovinos. Essas exportações refletem ainda mais a excelência sanitária do rebanho bovino brasileiro. Atualmente o setor vem retomando seu crescimento e a ABREAV espera que 350 mil animais sejam exportados em 2017, principalmente pelo interesse da Turquia, Egito, Iraque, Jordânia e Líbano. 
Fonte: CNA

domingo, 29 de outubro de 2017

O FUNRURAL foi julgado definitivamente inconstitucional pelo STF

Através da Resolução Senado Federal 15/2017, publicada no Diário Oficial da União de 13.09.2017, foi suspensa a cobrança ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
A cobrança do Funrural foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal – STF, em decisão definitiva nos autos do Recurso Extraordinário n. 363.852.
No recurso, o STF considerou que havia bitributação do produtor rural pessoa física, que deveria recolher contribuição previdenciária sobre a folha de salários e sobre a receita brutade sua produção.
O FUNRURAL é uma contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural. No caso da bovinocultura de corte, o recolhimento incide sobre o valor bruto do produto negociado. Na venda de animais para abate, os frigoríficos são responsáveis pelo recolhimento e repasse do tributo.
No caso da comercialização de bezerros, boi magro ou outras finalidades que não o abate, quem deve recolher e repassar o valor ao governo é o comprador (através do abatimento no valor do produto), podendo ser feito por meio do auxílio de um contador.
Logo, assim como os trabalhadores têm em suas folhas de pagamento o desconto mensal de INSS, os produtores têm em cada abate o desconto referente à contribuição.
O governo federal criou em 1971 o Prorural. Como a Constituição de 1988 alterou a previdência brasileira, o Prorural foi extinto e, em 1992, nasceu o Funrural, ou Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural.
Na grande maioria dos casos, a cobrança da previdência, que custeia a aposentadoria, é feita em cima da folha de pagamentos, ou seja, quando João recebe o salário, há neste um desconto do montante destinado ao custeio da previdência. Como é extremamente difícil fazer isso no setor agropecuário, foi criada uma metodologia diferenciada de cobrança. Com o Funrural, ao invés de ser feito o pagamento em cima da folha (23% de responsabilidade do empregador + a contribuição obrigatória do funcionário, descontada no pagamento), a previdência passou a ser cobrada em cima do faturamento com uma alíquota de 2,1%.
A cada R$ 100 vendidos por um produtor, o comprador deve lhe pagar apenas R$ 97,90. Os R$ 2,10 restantes devem ser retidos ali, na fonte, e pagos diretamente ao governo. Ou seja, o pagador do imposto é o produtor rural, mas o responsável tributário, que é o responsável pelo pagamento de fato, é o comprador, ou a indústria.
Contudo, diferentemente de outro posicionamento do STF a respeito da constitucionalidade da cobrança do FUNRURAL, recentemente o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade deste tributo com efeitos erga omnes.
Texto do Recurso Extraordinário


Acompanhe a seguir o texto da Resolução do Senado Federal n. 15/2017:

RESOLUÇÃO SENADO FEDERAL Nº 15 DE 12/09/2017
DOU 13.09.2017
Faço saber que o Senado Federal aprovou, e eu, Eunício Oliveira, Presidente, nos termos dos arts. 48, inciso XXVIII, e 91, inciso II, do Regimento Interno, promulgo a seguinte
Suspende, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, a execução do inciso VII do art. 12 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e a execução do art. 1º da Lei nº 8.540, de 22 de dezembro de 1992, que deu nova redação ao art. 12, inciso V, ao art. 25, incisos I e II, e ao art. 30, inciso IV, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, todos com a redação atualizada até a Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997.
O Senado Federal
Resolve:
Art. 1º É suspensa, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, a execução do inciso VII do art. 12 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e a execução do art. 1º da Lei nº 8.540, de 22 de dezembro de 1992, que deu nova redação ao art. 12, inciso V, ao art. 25, incisos I e II, e ao art. 30, inciso IV, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, todos com a redação atualizada até a Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997, declarados inconstitucionais por decisão definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário nº 363.852.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Senado Federal, em 12 de setembro de 2017

Assembleia Legislativa aprova que empresas usem precatórios para abater dívidas tributárias com o RS

Assembleia Legislativa aprova que empresas usem precatórios para abater dívidas tributárias com o RS

Pessoas físicas ou jurídicas que têm débitos na dívida ativa do Estado até o dia 25 de março de 2015 poderão utilizar precatórios para a compensação de parte desse passivo

Marcelo Bertani / Agência ALRS
A Assembleia Legislativa aprovou, na noite desta terça-feira (24), o projeto de lei que permite o uso de precatórios para o pagamento de débitos tributários ou de outra natureza inscritos na dívida ativa. A matéria passou pelo crivo dos deputados com 43 votos favoráveis e quatro contrários. Precatórios são créditos de ações judiciais transitadas em julgado e nas quais o Estado foi condenado a pagar.
O texto do projeto foi amenizado com a aprovação de uma emenda apresentada pelo líder do governo na Casa, deputado Gabriel Souza (PMDB). Com a alteração, o débito inscrito em dívida ativa poderá ser objeto de compensação até o limite de 85% de seu valor. Originalmente, a matéria previa que esse montante tivesse teto de 90%. Com o texto final, empresas que têm débitos na dívida ativa do Estado até o dia 25 de março de 2015 poderão utilizar precatórios para a compensação de parte desse passivo. Esse processo poderá ser feito, desde que a instituição interessada pague ao menos 15% da dívida em dinheiro, com possibilidade de parcelamento. 
O líder do governo na casa comemorou a aprovação do texto, destacando que a nova lei vai possibilitar a entrada de recursos nos cofres públicos.
— É uma medida importante para diminuir o estoque de precatórios que o Estado tem e que precisa zerar, por obrigação constitucional, até 2020. O projeto também permite o ingresso de receitas, imediatamente, no caixa do governo — disse.
Souza destacou que o volume de recursos dessas dívidas passíveis de serem compensadas por precatórios atinge aproximadamente R$ 8 bilhões. O governo não apresentou estimativa de quanto vai arrecadar com a aprovação do projeto. No entanto, o líder do governo destacou que se, em uma perspectiva favorável, apenas 10% desse valor entrasse nos cofres do governo, representaria um montante de R$ 800 milhões. 
Parte da oposição criticou o projeto, afirmando que a nova lei vai criar uma moeda de troca para sonegadores. Esse discurso foi adotado pelo deputado Pedro Ruas (PSOL):
— Está sendo criada a moeda do sonegador, paralela ao Real, valiosa e forte. Quem vai pagar a dívida do sonegador com o Estado é o trabalhador — disse.
O deputado Tarcísio Zimmermann (PT) disse que "precatórios comprados por sonegadores a preços baixos serão usados para quitar impostos devidos".
Após a aprovação do projeto, deputados retiraram quórum, impedindo o prosseguimento da ordem do dia, que deverá retomada na semana que vem.
fonte: gauchazh.clicrbs.com.br

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

BNDES não deve servir para a formação de oligopólios de ‘campeões nacionais’ no setor frigorífico; pecuaristas são desunidos

Recém nomeado presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, o vice-presidente do CNPC se surpreendeu ao tentar uma reunião extraordinária para discutir a crise da JBS no MS e foi desautorizado pelo Mapa. Ainda, segundo ele, a Câmara não quer tratar de assuntos econômicos e, sim, de “questões menores, paroquiais, locais e regionais”. Além de pedir mais união na categoria, quer ele mais discussões sobre um novo plano de sanidade, por exemplo sobre a necessidade de parar a vacinação contra a aftosa, e um novo plano de avaliação de carcaça e um empenho para que se aumente os cruzamentos industriais para melhorar o padrão exportador brasileiro.
Confira a entrevista com Sebastião Costa Guedes - Vice-Presidente do CNPC e Pres. Câmara Setorial da Carne Bovina
LOGO nalogo
Sebastião Costa Guedes, vice-presidente do CNPC, acabou de ser eleito para a presidência da Câmara Setorial da Carne Bovina. Ele destaca que o quadro atual da pecuária, principalmente para o produtor, é bastante desagregado. Muitas ações são feitas individualmente e são discutidas somente questões a nível regional, enquanto as questões nacionais ficam de fora do jogo.
A meta, portanto, é mudar essa orientação, discutindo problemas econômicos importantes que existem na cadeia, além de ter foco em outras questões como a sanidade e a classificação de carcaças. Ele acredita que a cadeia deve estar mais fluída, com linhas de crédito mais eficientes.
Ele aponta que a concentração das indústrias oferece certo reflexo para a economia do mercado em geral, como foi o caso do JBS no Mato Grosso do Sul. Entretanto, ele salienta que questões de cooperativas de consumo e uma parceria entre criadores e frigoríficos, em termos de metas de qualidade, questões sanitárias e a velocidade da resolução de certos problemas devem ser amplamente discutidas. Fora isso, ele também aponta que "não devemos incentivar a formação de oligopólios".
Ainda existe, entretanto, uma resistência em discutir questões econômicas na cadeia, como conta Guedes. "Mas essa é a função da Câmara", acrescenta. Por fim, ele também avalia que a imagem da carne bovina após a operação Carne Fraca deve ser melhor trabalhada.
Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

COTAÇÃO DE GADO GORDO E REPOSIÇÃO - REGIÃO PELOTAS/RS



Região de PELOTAS 
em: 26/10/2017

Preço da Carne a Rendimento
BOI: 9,20 - 9,80
VACA: 8,10 - 8,80
PRAZO: 30 DIAS 


KG VIVO: 
BOI GORDO:
4,60 - 4,90
VACA GORDA:
3,80 - 4,10
TERNEIROS 
5,30 - 6,00
TERNEIRAS
4,70 - 5,00
NOVILHOS 
4,80 - 5,40
NOVILHAS 
4,60 - 5,00
BOI MAGRO
4,50 - 4,60
VACA DE INVERNAR
3,70 - 3,80
 
*PREÇO MÉDIO. NÂO ESTÃO INCLUIDAS BONIFICAÇÕES. PRAZO DE 30 DIAS.


Fonte: Pesquisa realizada
por: http://wwwlundnegocios.com.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Bela Vista tem touro valorizado em R$ 90 mil e faturamento de R$ 1 milhão




















O reprodutor Cachamay da Bela Vista teve 50% comercializado por R$ 45 mil
Um dos remates mais esperados da temporada de primavera da pecuária gaúcha aconteceu ontem (17) à noite, em Sant´ana do Livramento, registrando excelentes médias, liquidez nas vendas e valorização expressiva de exemplar da raça Braford. O reprodutor Cachamay da Bela Vista teve 50% comercializado por R$ 45 mil, uma valorização no preço total do animal, que chega a R$ 90 mil.
O exemplar dupla marca com excelente avaliação no programa de Melhoramento Genético da ABHB, o PampaPlus, muito bem estruturado, com padrão racial e precocidade de acabamento foi adquirido por Theo Obino e contratado pela CRV Lagoa. “Um touro para produzir Touros”, afirmou Celina Maciel, proprietária da Estância Bela Vista. Outro grande destaque da noite foi o Reprodutor Maestro Tatuagem 3656, que também teve 50% comercializado por R$ 22.500, 00 e contratado pela Cri Genética.
A média alcançada nos touros Braford de 3 anos foi de R$ 18 mil e nos de 2 anos, R$ 14,250 mil. Já os touros Polled Hereford ficaram em R$ 10,475 mil. E as fêmeas Braford atingiram média de R$ 10,2 mil. A fêmea mais valorizada do pregão foi uma Braford geração 2015 prenha vendida por R$ 25.500,00. Entre os exemplares Polled Hereford o touro mais valorizado foi um reprodutor de 2 anos arrematado por R$ 21 mil.
A 53ª edição do leilão da Estância Bela Vista a cargo da Trajano Silva Remates obteve um faturamento total de R$ 1 milhão na comercialização de touros Polled Hereford e Braford e fêmeas Braford. De acordo com o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, a agilidade nas vendas e, principalmente, os preços atingidos, classificaram o leilão Bela Vista como o melhor da temporada de primavera até agora com vendas para dez municípios gaúchos, além do Mato Grosso e Paraná. “Foi muito bom o leilão, com a aquisição dos animais feita por compradores de várias regiões, com valores recordes nacional de machos e fêmeas”, afirma.
Por Tatiana Feldens, reg. Prof. 13.654
Ascom ABHB

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Carta aberta sobre Funrural é publicada na Revista VEJA desta semana

Carta publicada na edição da revista VEJA desta semana (edição nº 2552 - 18/10/2017), por produtores e entidades representativas do agronegócio, como a União Democrática Ruralista (UDR) e a Associação Nacional de Defesa dos Agricultores Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra), sobre Funrural.

VPJ GANHA SELO DE QUALIDADE POR CARNE ANGUS

VPJ ganha selo de qualidade por carne Angus

Grupo é o primeiro a receber certificação de nova categoria do programa que identifica produto de qualidade superior; próximo passo será um restaurante dentro do Eataly, na capital paulista

Abate de animais jovens da raça europeia é  exigido pela associação
Abate de animais jovens da raça europeia é exigido pela associação 
Foto: Dreamstime

 A VPJ Alimentos será a primeira empresa a comercializar carne bovina com o selo Angus Gold. Criado pela Associação Brasileira de Angus (ABA), o programa tem como objetivo identificar a carne bovina de qualidade superior.
"Nosso produto está em um patamar superior ao que já é chancelado pelo programa Carne Angus Certificada, por isso acreditamos que é preciso diferenciá-lo", afirma o proprietário da companhia, Valdomiro Poliseli Júnior, que também é criador e um entusiasta do melhoramento genético da raça.
"Estamos criando essa segunda categoria no programa para que possamos distinguir essa carne ainda mais sofisticada, volta para um público bastante exigente", explica o gerente nacional do programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros.
A VPJ será a primeira a receber o selo, mas outras empresas que cuja produção se enquadrar nos requisitos poderão ter seus produtos identificados com o selo.
Para receber a chancela de Angus Gold, a carne deve ter um índice mínimo de marmoreio - que é a gordura entremeada na carne -, muito próximo ao patamar exigido para classificar um animal como "prime" nos Estados Unidos. Hoje, o programa premia os produtores pela carne de maior qualidade, mas não usa essa medida como referência. Além disso, os bovinos precisam ter até 24 meses.
Os fornecedores de Poliseli preenchem com folga esses requisitos e entregam fêmeas superprecoces, com 16 meses. O produto que receberá esse selo abastece a linha Black Angus da VPJ. O selo será lançado no próximo dia 28, durante o leilão promovido por Poliseli.
A VPJ abate 700 toneladas por mês, das quais 30% atendem a esse padrão, no frigorífico que mantém em Pirassununga (SP), e adquire bovinos para abate de 135 produtores, de oito estados.
Os produtores recebem da VPJ um bônus de até 10%, conforme as regras do Programa Carne Angus Certificada, e um extra de 1% após confirmação da classificação do marmoreio.
O mercado da chamada "carne de qualidade", reconhecida pela maciez, sabor e marmoreio, vem ganhando destaque nos últimos anos, mas, para Poliseli, ainda há muito por conquistar. "O negócio de carne de qualidade no Brasil ainda não aconteceu", afirma. "Nossa meta é ocupar do mercado de elite da carne. Abaixo disso todo mundo já faz, o desafio é elevar esse patamar de qualidade."
Hoje, Poliseli é o fornecedor das carnes vendidas e consumidas no espaço gastronômico Eataly, em São Paulo (SP). Em novembro, o empresário irá abrir próprio restaurante no local, onde os clientes poderão escolher e degustar as carnes da marca. Ele também mantém em Ribeirão Preto a Stake Store barbecue, uma boutique em que o cliente pode consumir na loja as carnes. "Vamos abrir em 2018, cinco lojas em São Paulo e três no Rio."
Ele ainda inaugurará neste ano a 11º franquia da Stake Store - uma bouqtique de carnes da VPJ Alimentos e abriu em março a Stockyards Angus Sanduich, loja de lanches em Jaguariuna. "A meta é que a VPJ Foods responda por 20% do faturamento total da VPJ Alimentos - R$ 135 milhões por ano - em quatro anos."
Marcela Caetano

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Alegrete/RS Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação

Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação
Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação

Prefeitura poderá viabilizar convênio com Marfrig para exportação.

A Prefeita Cleni Paz da Silva recebeu na manhã desta segunda-feira (09), em seu Gabinete do Centro Administrativo Municipal, a visita dos Executivos do frigorífico Marfrig.
Na ocasião, o grupo entregou para a prefeita, um requerimento de convênio, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para habilitar a unidade de Alegrete a exportar carne para os Estados Unidos (EUA).
Para que a exportação seja concretizada, o governo americano exige que todos os integrantes do Serviço de Inspeção Federal (SIF) da unidade exportadora possuam vínculo empregatício com a Administração Pública, seja Federal, Estadual ou Municipal.
Dessa forma, a direção do frigorífico requer que a Prefeitura Municipal celebre junto à União Federal, por intermédio do MAPA, um acordo de cooperação técnica na área de inspeção de produtos de origem animal no município, garantindo a viabilidade da exportação.
“Estaremos encaminhando este requerimento para o departamento jurídico avaliar a viabilidade, através dos técnicos competentes, tendo em vista a importância da empresa em nosso município, concomitantemente a exportação dos nossos produtos.”, destacou a Prefeita.
Participaram do encontro Silvio Geddel Trindade, Gerente Comercial, Pedro Sacco, Coordenador Administrativo, Roberto Arnaud Grande, Médico Veterinário, Aloísio Espatm, Gerente da Planta Alegrete.

Um ano de turbulências para a carne bovina


Emoções não faltaram no mercado do boi gordo neste ano. E uma tempestade perfeita fez com que o ciclo de baixa do preço da arroba, decorrente da ampliação da oferta influenciada pelo aumento do abate de fêmeas (matrizes), sofresse uma pressão baixista ainda maior.
A última reviravolta no segmento foi a prisão dos irmãos Wesley e Joesley Batista. A prisão do CEO da JBS, Wesley, fez com que a processadora reduzisse de forma expressiva a compra de gado por alguns dias. Concorrentes também aproveitaram a turbulência e, como resultado, os preços da arroba caíram um pouco mais.
Embora os preços já estejam voltando aos patamares observados antes das prisões, novas quedas não estão descartadas. Na virada de setembro para outubro não houve a reação que normalmente acontece nessa época, marcada pelo aumento das compras no atacado.
Caso a demanda permaneça fraca – com muitos frigoríficos já com seus ciclos alongados -, os preços da arroba do boi enfrentarão novas baixas.
Nessa equação, não pode ser ignorado o fato de o período da entressafra estar chegando ao fim e os animais do segundo giro de confinamento estarem quase prontos para ingressar no mercado.
“A gente já tinha uma tendência de queda, mas os eventos políticos foram choques que reforçaram essa tendência”, afirmou Mariane Crespolini, pesquisadora da área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
O primeiro choque foi em março, com a Operação Carne Fraca, que provocou o embargo temporário de vários países à carne brasileira. Quando as exportações reagiram e, consequentemente, os abates voltavam ao normal, em maio, a delação dos irmãos Batista veio como balde de água fria no mercado.
Esses fatores, afirmou Lygia Pimentel, diretora da Agrifatto, levaram a retração no preço da arroba do boi no ano mesmo com o crescimento da demanda.
“Houve um aumento de abate de 8% até setembro, [mas mesmo o crescimento da demanda] e os preços saíram de uma média de R$ 154 a arroba [em São Paulo] para R$ 142”, disse. Segundo ela, com o aumento da demanda, era esperado que houvesse, no mínimo, uma estabilidade nos preços.
Gustavo Figueiredo, consultor da Agro Agility, reforçou que “não há como saber como estaria o preço da arroba no país se não fossem esses choques”. Mas, destacou, uma coisa é certa: os eventos políticos elevaram muito a volatilidade no setor.
Fonte: Valor Econômico, adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Crie, cruze e não faça careta

Crie, cruze e não faça careta

Foto: Divulgação/Assessoria
Por Fernando Furtado VellosoAssessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha
O cruzamento entre raças é uma das técnicas mais testadas, pesquisadas e comprovadas em pecuária de corte. A decisão de cruzar diferentes raças pode impactar grandemente o desempenho dos animais, aumentar a produtividade e rentabilidade das fazendas. E qual a melhor parte? Sem custos, ou como dizem os americanos: o cruzamento é almoço grátis da pecuária.

É aceitável dizer que a heterose resultante do cruzamento entre zebuínos e taurinos pode elevar em até 10 a 15% o peso do desmame. Da mesma forma, pode-se esperar aumento no peso do desmame da ordem de 20 a 25% quando combinamos o cruzamento e o uso de uma matriz cruzada, pois se soma a heterose individual à heterose materna, com elevação da fertilidade (taxa de concepção), produção de leite, etc. O campo e trabalhos de pesquisa já demonstraram estes resultados repetidas vezes.

Os ganhos produtivos obtidos nos programas de cruzamento são resultado do “vigor híbrido” dos produtos de cruzamento, também chamado de heterose. Também entendida pela superioridade dos produtos cruzados em relação ao desempenho dos pais. Esta heterose se expressa com maior magnitude quanto mais distante forem geneticamente as raças envolvidas. O exemplo que melhor explica esta situação é o cruzamento de zebuínos (Bos Indicus - Nelore, Guzerá, etc) com raças europeias, também chamadas de taurinas (Bos Taurus - Angus, Hereford, Charolês, etc). Nas raças europeias a heterose é maior entre grupos raciais mais distantes, como raças Continentais (Charolês, Limousin, etc) com raças Britânicas (Angus, Hereford, Devon, etc). 

No Brasil pecuário tudo que aqui está dito é o dia a dia de tantos produtores que usam intensivamente o cruzamento em seus rebanhos. O mais representativo é o Angus X Nelore e a técnica é comprovada e aprovada, fazendo com que o sêmen de Angus seja mais vendido que o sêmen de Nelore no país. Os ganhos produtivos ocorrem e a esperada mais @/ha é uma realidade obtida com esta decisão. Adicionalmente, os produtos de cruzamento tem maior liquidez ou maior valorização no mercado, seja para o gado de reposição ou de abate. 

No sul do Brasil, o clima e o gado são distintos, havendo predomínio de raças europeias. Vem se tornando popular e até um pouco “glamouroso” o cruzamento chamado de “careta” (Angus x Hereford ou Hereford x Angus). Provavelmente, uma das justificativas é a forte influência que sofremos do que ocorre na Argentina e com menor expressão do Uruguai. Por anos a fio os nossos vizinhos afirmaram que é o melhor cruzamento, a melhor matriz, a melhor carne, o melhor tudo. Por aqui fazemos o careta também considerando a sapiência insuperável dos “Hermanos”. Ocorre que na Argentina, a presença de raças zebuínas é mínima e o mercado deprecia os animais azebuados, seja em função da orientação de preços das indústrias frigoríficas ou de questões culturais fortemente estabelecidas. Outro item nem tão pequeno é que o carrapato não está presente na Argentina ou está em proporções bem menores que no Brasil. 

Recentemente visitei um criador de Charolês que discutiu comigo o pouco sentido técnico de se cruzar Angus com Hereford. São duas raças britânicas, tem pouco distanciamento genético, tem pouca complementariedade entre as características produtivas. Enfim, além da mudança de cor (para preto cara branca ou vermelho cara branca), poucos ganhos produtivos deverão ocorrer. Deve haver algum nível de heterose, mas provavelmente é mínimo se comparado ao possível resultado obtido no cruzamento com raças continentais ou sintéticas. Realizando o cruzamento com Charolês pode-se obter um produto com grande heterose, alto potencial de crescimento, ótimo ganho de peso nos confinamentos e altos pesos de carcaça na indústria. Provavelmente a melhor decisão é abater as fêmeas também, em função do alto potencial de crescimento destes animais e a menor eficiência reprodutiva (custo de manutenção) em sistemas pastoris, se comparadas a fêmeas menores. No cruzamento com sintéticos (ex: Brangus x Hereford), aproveita-se a heterose do uso de 3 raças e vantagens adaptativas dos genes zebuínos. 

Até as raças sofrem “bullying” e vivem os períodos de modismos. É mais chique usar a raça tal e pode ser sinal social de pobreza usar a raça menos badalada. Em tempos que se fala tanto em pensar fora da caixa, quebrar paradigmas e outras tantas expressões do momento seria uma oportunidade para mudar. Uma corrente de pensamento ou forma de consumir que vem ganhando força é o minimalismo, onde os bens materiais são os necessários e não os impostos pela dita sociedade de consumo. Que tal pensar um pouco diferente da tropa? Que tal avaliar se existem opções mais produtivas? Quem sabe vale a pena discutir sobre os benefícios do cruzamento bem conduzido com produtores que já o utilizam? O Brasil já faz isso em larga escala, mas o sul ainda está muito apegado aos chavões da Exposição de Palermo. 

Crie, cruze e não faça careta (cara feia) para novas e velhas ideias. 

* Publicado na coluna Do Pasto ao Prato, Revista AG (Outubro, 2017)