segunda-feira, 15 de março de 2010

450 mil cabeças em cinco anos

Em um hotel de São Paulo, os números de uma apresentação feita em computador são expostos, devidamente ampliados por um projetor, na parede. Um a um, são explicados por Carlos Rodenburg, o presidente da Agropecuária Santa Bárbara, nada menos que a detentora do maior rebanho bovino que se tem notícia mundo afora. São 450 mil cabeças de gado espalhadas pelos estados do Pará - fundamentalmente na região sul do Estado - e Mato Grosso. Mas os donos da Agropecuária Santa Bárbara querem muito mais. A meta é chegar a um milhão de animais até 2018. Só em 2010, o grupo desembolsou, entre operações e investimentos, R$ 100 milhões. O investimento total, desde que a empresa agropecuária surgiu, há cinco anos, passa de R$ 1 bilhão.

A fonte de onde jorra tanto dinheiro, segundo Rodenburg, é um ''grupo financeiro que busca bons negócios''. Mas ele não esconde que na sociedade está Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, acusado de diversos crimes pela Polícia Federal (PF) e investigado pela Operação Satiagraha, da própria PF, por evasão de divisas, gestão fraudulenta, corrupção ativa e concessão de empréstimos vedados. ''Ele é um investidor do nosso grupo, com muita honra'', responde Rodenburg, ex-cunhado de dantas, ao ser questionado pela FOLHA sobre o papel do banqueiro no meio dessa boiada toda.

Dantas à parte, as ações para continuar em franco crescimento e chegar à emblemática marca de um milhão de animais são uma síntese do momento de profissionalismo pelo qual passa a pecuária do Brasil. O investimento em genética é alto. Até 2009 a Santa Bárbara estava entre os maiores compradores de touro da Agro-Pecuária CFM. Rodenburg já desembolsou R$ 1,750 milhão por uma vaca Nelore.

Os funcionários das fazendas estão ganhando casas de alvenaria com antena parabólica e piso de cerâmica. Gramíneas são pesquisadas e solo é corrigido para fazer caber cada vez mais animais em menos espaços. Os diretores da empresa garantem que uma das fazendas, a Maria Bonita (PA), já é capaz de sustentar quatro animais por hectare. Nas outras, a média é de 1,3 animal por ha, mas a meta é chegar a 2 por ha. O manejo rotacionado contribui para isso. ''Não queremos aumentar a nossa área de pasto, mas de cabeças'', destaca Lúcio Caranachini, diretor de produção.

A Santa Bárbara entra neste ano no mercado de touros, com 1,5 mil cabeças em confinamento para essa finalidade. Mas por enquanto o forte é a venda de bezerros para que outros produtores finalizem o animal. Cento e sessenta mil, assim que desmamados, foram vendidos no ano passado ao preço de R$ 95 a R$ 100 a arroba. ''Tudo isso sem derrubar uma árvore'', enfatiza Rodrigo de Paula, o diretor geral.

Os números e os projetos são impressionantes. O difícil é convencer a sociedade de que a origem da dinheirama que financia tudo isso é legal. Sob o argumento de se tratar de terras de Daniel Dantas, o Movimento Sem-Terra (MST) já promoveu algumas invasões às fazendas. A última terminou com casas de funcionários destruídas. Além disso, é muito difícil achar alguma reportagem que não alie o dono do Oportunnity à Santa Bárbara. ''As acusações que fazem contra nós são baratas e desagradáveis'', finaliza Rodenburg. (W.S.)

FONTE: Folha de Londrina

ALERTA DE MERCADO

ALERTA DE MERCADO – CARNE BOVINA BRASIL
VOLUME DE COMPRAS EFETIVADAS PELO CHILE EM FEV/10 SUPEROU EM 9 VEZES AS IMPORTAÇÕES DE FEV/09

FONTE :RURAL BUSINESS

domingo, 14 de março de 2010

Mercado externo abre espaço para a carne brasileira

Queda na oferta de carne de países produtores como EUA e Austrália e retomada do consumo mundial depois de abalos trazidos por problemas como a vaca louca. Os dois fatores sustentam um cenário nacional extremamente favorável ao aumento da participação do Brasil no mercado mundial de carne bovina. A análise é do presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. O dirigente esteve hoje em Mato Grosso do Sul, participando da Reunião Regional Sul – Fronteira, em Ponta Porã, onde falou às lideranças do Estado sobre o panorama global para a pecuária do Estado.

Conforme Nogueira, dificuldades como a que vive a Argentina para recuperar seus mercados depois da intervenção do Estado no setor produtivo abrem brechas para a carne brasileira. Se países produtores estão encolhendo sua participação, o que falta para o pecuarista brasileiro consolidar seu produto, tendo em vista que o País ainda não conquistou mercados potenciais como dos países da Nafta, Ásia e Oceania? Para Nogueira, falta homogeneizar os elos da cadeia, o que demanda organização dos criadores em relação a todos os processos produtivos. “Precisamos deixar de vender o boi para, efetivamente, vender a carne. E passar a concentrar um lucro que hoje é repassado para a indústria”, aponta o dirigente.

Na prática, a solução apontada é a criação de novas formas de comercialização. Recentemente, federações da agricultura e pecuária dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás lançaram uma campanha de venda à vista do boi. “Mas ainda é pouco, precisamos criar alternativas como centrais de vendas e cooperativas de abate”, sugere, ressaltando que falta reatividade ao setor. “Estamos assistindo de camarote à centralização da indústria e à imposição das redes de supermercado, deixando passar sem reagir”, enfatiza Nogueira. Apesar das dificuldades, a evolução em relação ao setor no que se refere ao mercado externo é positiva e foi deixada como estímulo aos produtores do Estado. “O Brasil é o único País que tem conseguido abrir novos mercados”, reforça.

A Reunião Regional Sul – Fronteira é uma promoção da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MS) com o objetivo de construir diretrizes a serem apresentadas ao próximo governador do Estado. A iniciativa é um desdobramento de seminários regionais com o tema “O que esperamos do próximo presidente?”, uma realização da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que visa pautar as reivindicações do setor em âmbito nacional.

FONTE: www.idest.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

PREÇOS DE GADO- MERCADO FISICO / KG VIVO

EM 12 .03.2010

REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,40 A R$ 2,50
TERNEIRAS R$ 2,30 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,15 A R$ 2,30
VACA DE INVERNAR R$ 1,90 A R$ 2,00

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.BLOGSPOT.COM

Arroba segue firme, mas preços altos da reposição preocupam pecuaristas

Nesta semana a oferta reduzida fez a pressão dos frigoríficos se dissipar e o preço da arroba voltou a subir. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou variação acumulada de +1,35% na semana, sendo cotado a R$ 78,10/@ na última quarta-feira. O indicador a prazo foi cotado pelo Cepea a R$ 78,91/@, com alta de 1,21% no mesmo período (03/03 a 10/03). Em março a variação acumulada é de 0,31%.

André Camargo
Zootecnista formado pela FZEA - USP e analista de mercado do BeefPoint

LEIA MAIS: http://www.beefpoint.com.br/arroba-segue-firme-mas-precos-altos-da-reposicao-preocupam-pecuaristas_noticia_61174_15_152_.aspx

FONTE : www.beefpoint.com.br

Demanda firme leva a aumento da importação de sêmen bovino

O aumento da demanda global por carne bovina nos últimos anos - ainda que 2009 tenha sido um ano mais fraco por causa da crise - e a internacionalização dos frigoríficos estão fazendo com que o Brasil, dono do maior rebanho comercial de gado de corte do mundo, tenha que importar sêmen bovino para atender o crescimento do mercado de genética.
No ano passado, a venda de sêmen bovino em todo o país cresceu 11,7% e totalizou 9,16 milhões de doses. Desse total, 42,2% vieram de outros países. Esse é a maior participação relativa que o produto importado alcança desde 2000, porém, em termos absolutos é o maior volume já comprado pelo Brasil.

LEIA MAIS: http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?CodNoticia=106808

FONTE : www.agrolink.com.br

BBM criará bolsa para o comércio de gado vivo

Brasília - A Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), controlada pela BM&FBovespa, lança um novo sistema eletrônico de comercialização de gado bovino no país. A Bolsa de Carnes do Brasil tentará gerar um ambiente confiável no setor ao instituir um modelo de depósito antecipado e criar a conciliação de conflitos por meio de arbitragem interna.
A nova bolsa, que será lançada em meados de abril, em Campo Grande (MS), promete vantagens a pecuaristas e industriais, mas deve resultar na ampliação dos negócios de futuros na BM&FBovespa. Estima-se um movimento inicial de R$ 2,5 bilhões em negócios neste ano. "É um nicho de negócio que não era explorado por ser um mercado físico", diz o presidente do conselho da BBM, Joaquim da Silva Ferreira. "Daremos mais credibilidade aos negócios com juízo arbitral e o peso da BM&FBovespa, com transparência e segurança". Em 2009, a BBM gerou R$ 20 bilhões.

LEIA MAIS : http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=106797

FONTE : www.agrolink.com.br

REMATE DE ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS DO CASARÃO REMATES

Local: Retiro

Médias leilão Gado Geral - dia 11/03 PELOTAS

Leilão de 10 anos do local Retiro, realizado nesta ultima quinta feira, dia 11/03, comercializou 711 animais, com as seguintes médias:

Categorias:

- Vacas c/cria ao pé R$ 1.037,00

- Vacas de Invernar R$ 711,00

- Novilhos 2 anos R$ 653,00

- Novilhos 3 anos R$ 753,00

- Terneiros R$ 469,00

- Vaquilhonas 2 anos R$ 657,00

- Vaquilhonas 3 anos R$ 774,00

FONTE : CASARÃO REMATES

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO

INFORMAÇÃO
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*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 12.03.2010

REGIÃO DE PELOTAS
.EGIÃO
BOI: DE R$ 5,05 a R$ 5,15

VACA: DE R$ 4,70 a R$ 4,80
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OBS: Compras só a rendimento.
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FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
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FONE: 9981.1203 Humberto Costa

Boi: Frigorífico reajusta para negociar

Frigoríficos de todas as praças consultadas pelo Cepea têm enfrentado forte dificuldade para preenchimento das escalas mesmo com plantas industriais operando abaixo de suas capacidades. Segundo pesquisas do Cepea, este cenário vem ocorrendo devido à baixa oferta de animais para abate nos últimos dias. Nesse contexto, compradores arrematam praticamente todas as ofertas de pecuaristas, precisando, em muitas das vezes, reajustar o preço de compra que haviam programado para o dia. Nos últimos sete dias, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve aumento de 1,34%, fechando a R$ 78,1 na quarta-feira, 10 de março. Este valor inclui o Funrural.

FONTE: Cepea/Esalq

Competição brasileira preocupa australianos

As previsões feitas pela Agência Australiana de Agricultura e Recursos Econômicos (Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics - ABARE) confirmaram que a Indonésia é um mercado cada vez mais importante para a carne bovina australiana e para o comércio de animais vivos.

A região norte da Austrália aproveitará os benefícios desse crescente mercado asiático, uma vez que os produtores podem se defender da competição com a América do Sul.
A ABARE previu que as exportações de carne bovina da Austrália à Indonésia deverão aumentar em 16%, para 44.000 toneladas em 2009-10 graças à crescente demanda do país. Isso será um pouco contido pela alta taxa de câmbio da Austrália. Entretanto, com a demanda da Indonésia por carne bovina e bovinos vivos crescendo, esse continuará sendo um dos mercados mais atrativos para a Austrália de médio a longo prazo.

As importações de gado vivo australiano pela Indonésia aumentaram em 28%, para 700.000 cabeças em 2008-09, com a demanda de importação crescendo bem após a expansão da infra-estrutura dos estabelecimentos de engorda da Indonésia. As exportações australianas de bovinos vivos à Indonésia deverão aumentar em 5%, para 735.000 cabeças em 2009-10 e mais 2%, para 750.000 cabeças em 2010-11.

"No entanto, um risco negativo para essa previsão é a possibilidade de maior competição com a carne bovina brasileira. No começo de setembro de 2009, o Governo da Indonésia emitiu um decreto ministerial permitindo importações de carne bovina sem osso do Brasil. O efeito nas exportações de carne bovina australiana dependerá de uma série de fatores, como preço e preferência dos consumidores. Enquanto a Austrália tem uma vantagem de frete, o Brasil é um produtor de menor custo".

Acredita-se que a integração do comércio de bovinos vivos australianos na cadeia de fornecimento de carne bovina da Indonésia através dos estabelecimentos de engorda dará à Austrália um impulso nessa área.

FONTE :A reportagem é do FarmOnline, traduzidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

UE aprova ações brasileiras para controle de aftosa

A Comissão Europeia - órgão executivo da UE (União Europeia) - disse que o Brasil impõe controles satisfatórios sobre a produção de carne bovina, mas precisa melhorar em relação à carne suína. Por causa disso, o Brasil deve continuar sem poder exportar carne suína e derivados para a UE.

O DG-Sanco, órgão responsável pela saúde do consumidor na União Europeia (UE), publicou ontem dois relatórios sobre missões enviadas ao Brasil para avaliar a produção de carne suína e rever os controles de febre aftosa na produção de bovinos. A missão para avaliar a produção de suínos em Santa Catarina, que é livre de aftosa sem vacinação, foi realizada em outubro do ano passado.

Após as últimas inspeções, efetuadas em outubro passado, a Comissão Europeia concluiu que, em geral, as autoridades brasileiras estão dando a importância adequada à erradicação e ao controle da febre aftosa e que a cobertura da vacinação dos animais é boa. A Comissão disse ter detectado algumas "carências" no controle da aftosa, mas que essas deficiências não representam riscos para as exportações de carne bovina para a UE.

O Brasil só pode exportar carne bovina para o mercado comunitário que proceda de uma lista de estabelecimentos autorizados. Mesmo com as ressalvas, "a UE vai manter a importação de carne bovina do Brasil sem alterações", disse uma fonte ligada a UE.

O caso da carne suína é diferente. Segundo a última inspeção da Comissão Europeia, o sistema de vigilância destes produtos não é suficiente. Em sua missão, os especialistas comunitários detectaram deficiências em aspectos como a identificação dos animais e seu acompanhamento em todas as fases da cadeia alimentícia.

A Comissão aponta que, mesmo que os controles sanitários sejam bons, em geral, isso não é suficiente porque o Brasil não pode assegurar que suas exportações de carne suína fresca procedem de animais que não consumiram ractopamina.

Bruxelas insiste que o Brasil não terá autorização para exportar sua carne suína para a UE até que a Comissão Europeia confirme uma aplicação "satisfatória" de um plano de ação por parte das autoridades do país que dê garantias suficientes nesse sentido.

Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Suína (Abipecs), afirmou que o Brasil já havia informado a UE sobre o o uso da ractopamina antes de a missão visitar Santa Catarina. "O Brasil informou que usava, mas se comprometeu a não usar nas exportações para a UE", disse.

Na resposta à UE sobre o relatório, o governo brasileiro propõe um sistema de produção livre da ractopamina para garantir que os suínos não receberam o produto na alimentação durante toda a vida. Nesse sistema, a cadeia de produção que deseja exportar carne suína à UE terá de implementar programas de controles - que serão submetidos aos órgãos oficiais - para garantir que o medicamento não é usado. Os animais para abate com destino à UE também terão de ser identificados para que possam ser segregados na cadeia de produção.

Camargo Neto considerou o relatório positivo, uma vez que o Brasil já se comprometeu em implementar um sistema que garanta a produção livre do medicamento na exportação à UE. Agora, segundo ele, falta a aprovação do relatório pelo Comitê Veterinário da UE.

FONTE :As informações são da Folha Online e do Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

quinta-feira, 11 de março de 2010

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


INFORMAÇÃO
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*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 10.03.2010

REGIÃO DE PELOTAS
.EGIÃO
BOI: DE R$ 5,10 a R$ 5,20

VACA: DE R$ 4,80 a R$ 4,90
.
OBS: Compras só a rendimento.
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FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
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FONE: 9981.1203 Humberto Costa

Europeus deixam RS com imagem positiva

Técnicos da missão europeia que estavam no Rio Grande do Sul optaram por uma estratégia até então inédita neste tipo de auditoria. Dois técnicos da Secretaria da Agricultura simularam auditoria para inclusão da propriedade Coxilha Bonita, em Cachoeira do Sul, no cadastro de Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras). Entre as 8h e as 17h de ontem, eles tiveram que vistoriar 700 animais sob os olhos atentos dos estrangeiros. Segundo o chefe do serviço de Sanidade do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, a avaliação do trabalho foi positiva. A missão deixou o RS ontem à noite, rumo a São Paulo. De lá, irão a Minas Gerais.

FONTE: Correio do Povo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Para dar lucro, boi deve ser abatido com 794 dias

Estudo do Insper indica que após esse período animal continua comendo mas não ganha mais peso suficiente

Para obter o máximo de lucro possível, o produtor de gado de corte deve abater os animais próximos de 794 dias de vida. É o que diz um estudo feito pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). "Depois desta data o animal começa a dar prejuízo, pois continua a comer, porém não ganha mais peso em quantidade suficiente para compensar os gastos com alimentação", explica uma das pesquisadoras envolvidas na elaboração do estudo, Adriana Bruscato.
Ela explica que no levantamento foram considerados os gastos com ração e o fato de que o animal tem um rendimento de carcaça de 54%, ou seja, do peso do boi vivo, apenas este porcentual é usado no cálculo para remunerar o produtor.
"Ao fazer a análise gráfica, percebeu-se que o animal ganha peso até determinado dia. Depois disso, seu peso se estabiliza, mas ele continua ingerindo grande quantidade de comida. Ou seja, o produtor gasta com a comida, mas o peso do animal não aumenta."
Para chegar a esse resultado, foram realizadas pesagens em 133 animais da raça nelore. Como o ganho de peso dos bovinos varia muito, conforme características como sexo, idade e raça, por exemplo, a pesquisa considerou apenas animais machos, castrados e mantidos com água, sal mineral e alimentos volumosos, todos disponíveis de forma ilimitada.

A pesquisadora diz que, apesar de ter sido feita com bois da raça nelore, a metodologia da pequisa pode também ser aplicada a outras raças e a outros sistemas de criação, como o confinamento, por exemplo.

FONTE :Estadão
Autor: Leandro Costa

Oferta restrita faz cotação da carne exportada para a Europa subir 33%

Os preços da carne bovina na exportação se mantêm em recuperação depois de um período de mercado deprimido em decorrência da crise financeira global. Na Europa, as cotações já não estão mais tão distantes dos US$ 8 mil por tonelada registrados em períodos de 2007 e 2008.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), em fevereiro, as exportações de carne in natura subiram 43% sobre o mesmo mês de 2009, para US$ 265 milhões. Em volume, a alta foi de 13%, para 109,2 mil toneladas (equivalente-carcaça). O preço médio se recuperou 27%. Já a receita com a carne industrializada caiu 6%, para US$ 47,3 milhões. Os volumes recuaram 2%, para 29,3 mil toneladas.

http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002461/imagens/arte10agr-carne-b14.gif

No bimestre, os embarques de carne in natura alcançaram US$ 506,1 milhões, alta de 43%. Já os volumes subiram 16%, para 207,6 mil toneladas (equivalente-carcaça).
Enquanto as vendas de carne in natura subiram, refletindo a recuperação da demanda, os embarques de carne industrializada foram no sentido inverso. A razão, explicou Otávio Cançado, diretor-executivo da Abiec, é que em 2009, as exportações de carne industrializada - item mais barato que o produto in natura - aumentaram por causa da crise. Isso elevou a base de comparação. Com a economia se recuperando, as vendas do produto caíram pois há maior demanda por produto in natura.
Cançado observou ainda que os preços de exportação têm subido "em que pese a valorização do real em relação ao dólar". A razão é que os exportadores têm conseguido renegociar preços, justamente por causa do dólar mais fraco, segundo ele. Há ainda efeito da recuperação da economia.
A melhora na demanda também na União Europeia, aliada a um quadro de oferta restrita, fez as exportações brasileiras para o bloco subirem no bimestre, bem como os preços. Foram US$ 43,2 milhões, alta de 55% em relação a igual intervalo do ano passado. Em volume foram 8,6 mil toneladas, alta de 17%. "Os preços na Europa estão se aproximando dos US$ 8 mil vistos em 2007 e 2008", afirmou Cançado. A cotação média ficou em US$ 7.398 por tonelada no bimestre, 33% de alta ante o primeiro bimestre do ano passado.
Os limites que a UE impôs à carne brasileira no início de 2008 - definindo que só fazendas certificadas podem fornecer animais para abate ao bloco -, os estoques baixos na Europa e a oferta apertada na Argentina e Uruguai explicam a valorização e levam Cançado a acreditar que os preços devem continuar a subir.
Ele informou que a lista de 19 estabelecimentos habilitados para exportação à China já foi definida. Agora, o Brasil espera a aprovação do governo chinês. A expectativa de Cançado é de que as vendas de carne in natura ao país, cujas negociações duraram 14 anos, comecem no segundo semestre.

FONTE :Valor Econômico
Autor: Alda do Amaral Rocha,de São Paulo

Abiec: venda de carne bovina para China deve começar no 2º semestre

São Paulo, 09 - O Brasil deve começar a exportar carne bovina in natura diretamente para a China no segundo semestre deste ano. A estimativa é do diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado.

No mês passado, a China reconheceu 16 Estados brasileiros e o Distrito Federal como áreas livres de febre aftosa, o que possibilitará as exportações de carne in natura diretamente para o país. Hoje, a carne brasileira com destino à China passa por Hong Kong.
Cançado informou que uma lista com nomes de 19 frigoríficos habilitados a exportar para a China deve ser encaminhada hoje ao país asiático pelo governo brasileiro. "Agora precisamos esperar a aprovação dessa relação pelo governo chinês, mas sabemos que o processo lá é demorado. Devemos começar a exportar diretamente para a China no segundo semestre", disse. Segundo ele, as negociações para a abertura do mercado chinês demoraram 14 anos.
O Brasil também trabalha para exportar mais para a União Europeia (UE). Segundo Cançado, uma missão da UE está visitando fazendas brasileiras para avaliar as condições sanitárias, o que pode resultar em algum tipo de flexibilização nas exigências apresentadas pelo bloco europeu para receber a carne brasileira.
Hoje, 1.875 fazendas brasileiras estão habilitadas a exportar para a UE. "Esse número aumenta muito lentamente", disse. Para Cançado, o País precisava ter, no mínimo, 5 mil fazendas habilitadas a vender para a UE para que houvesse um equilíbrio entre a oferta de gado no Brasil e a demanda apresentada pelos europeus. "Hoje os frigoríficos têm dificuldade de encontrar fazendas com perfil para exportar para a UE." Os países que compõem o bloco só compram carne de animais rastreados.
Segundo Cançado, a missão, que fica até o próximo dia 15 no Brasil, já passou pelas áreas mais críticas, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sem encontrar problemas nas propriedades visitadas. Agora, segue para áreas localizadas ao sul e sudeste do País. "A missão vai muito bem", comentou.
No primeiro bimestre de 2010, o volume de carne bovina exportado pelo Brasil à UE subiu 17%, para 8,6 mil toneladas. O preço médio avançou 36%, para US$ 7.398 por tonelada, e possibilitou um crescimento de 55% na receita, que somou US$ 43,256 milhões em janeiro e fevereiro. "Estamos chegando perto dos US$ 8 mil por tonelada, que é um valor razoável para as exportações para a UE", observou.

FONTE :www.ultimosegundo.ig.com.br

terça-feira, 9 de março de 2010

Projeções do MAPA para as exportações brasileiras de carne bovina em 2010

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil exportará 25% a mais de carne bovina em 2010 em relação a 2009.
Segundo dados do Ministério, o salto será de 420 mil toneladas equivalente carcaça (tec), o que totalizará 2,11 milhões de tec exportadas.
A projeção é otimista em comparação à divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que prevê um aumento de 20% nas exportações brasileiras desse produto em 2010.

FONTE :www.twitter.com/PantanalNews

Comércio mundial de carne bovina confirma retomada, diz Abiec

São Paulo, 09 - O desempenho das exportações em fevereiro confirma a retomada do comércio mundial de carne bovina, segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Dados divulgados hoje pela entidade mostraram crescimento de volume embarcado e preço médio no mês passado, em comparação com o mesmo período de 2009.

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade desse movimento, com espaço, inclusive, para novos aumentos de preço.
O destaque do mês de fevereiro foi o aumento de 18% no preço médio da carne embarcada, que atingiu US$ 3.533 por tonelada. "O preço médio nos surpreendeu", disse o diretor executivo da Abiec, Otávio Cançado. Os exportadores brasileiros conseguiram renegociar preços com os importadores para compensar o real valorizado, que prejudica a rentabilidade das exportações. Segundo ele, a retomada da demanda contribuiu para que os brasileiros vencessem a queda-de-braço com os compradores da carne brasileira.
Para 2010, mesmo que o real apresente desvalorização em relação ao dólar, o representante da Abiec acredita que será possível promover novos reajustes. "Se a demanda continuar se recuperando, podemos ter novos aumentos de preço", disse Cançado hoje a jornalistas.
Apesar de os importadores tentarem baixar os preços da carne brasileira quando o dólar sobe, já que a remuneração do exportador na moeda local também aumenta, Cançado diz que um câmbio mais desvalorizado favorece o Brasil nas relações comerciais. "Temos maior capacidade de negociar, principalmente se houver aumento de demanda e eles precisarem da carne brasileira", afirma.
O baixo nível dos estoques nos países importadores e a queda no fornecimento de alguns dos principais produtores mundiais, como Argentina e Austrália, contribuem para formar a expectativa de aumento do preço médio de exportação da carne brasileira. Cançado reafirmou hoje a expectativa de crescimento de 10% em volume e de 15% na receita obtida com as exportações de carne bovina para este ano.

Destinos
No primeiro bimestre de 2010, a Rússia foi o principal destino das exportações de carne in natura, recebendo 26% do total embarcado. O Irã ficou com a segunda posição, com uma fatia de 18%, mas apresentou a maior taxa de crescimento (195% em volume).
Em seguida aparecem Hong Kong (com participação de 11%), Venezuela (7%) e Egito (5%). Entre os principais importadores da carne bovina brasileira, a Argélia foi o único país a apresentar queda em volume nos dois primeiros meses do ano (-12%).

FONTE www.ultimosegundo.ig.com.br